Forum Espirita

GERAL => O que é o espiritismo => Reencarnação => Tópico iniciado por: *Leni* em 02 de Dezembro de 2008, 13:56

Título: Reencarnação: verdade ou mentira?
Enviado por: *Leni* em 02 de Dezembro de 2008, 13:56



A questão da reencarnação parece ser algo que a maioria das correntes religiosas não tolera na Doutrina Espírita. Tentam de todas as maneiras refutar tal conceito, não poupando para isso citações de passagens da Bíblia que, segundo eles, são contra ou negam a reencarnação.

Pensando sobre este assunto só encontramos uma explicação para tamanha ojeriza a este tema: é que sem ela a salvação dos crentes fica nas mãos dos líderes, que supõem ter em seu poder as chaves da porta do céu ou o inferno a quem eles quiserem. Incutem tanto medo aos que lhes seguem que, os pobres coitados, pagam a peso de ouro a sua libertação do fogo do inferno.

Acham que a reencarnação é um princípio inventado pelo espiritismo e que não existem provas científicas. É um grande equívoco isso, primeiro porque não inventamos tal conceito e segundo, há provas  científicas sobre ela. É o que tentaremos demonstrar, no decorrer deste estudo, que visa principalmente, contra-argumentar o que se diz a  respeito da reencarnação no site: www.cicero.com.br

Mas, antes mesmo de entrar no assunto, citaremos alguns trechos do Livro A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência de José Reis Chaves, para uma necessária reflexão por parte daqueles que por não a entenderem plenamente a combatem, tal e qual Dom Quixote da La Mancha combatia os moinhos de vento.

“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe”.
H. Jackson Brown.

Há muitas pessoas que afirmam convictamente que a reencarnação não está na Bíblia. O autor deste livro também foi uma pessoa que pensava assim. Mas ela está lá, só que de um modo oculto, exotérico ou velado, sobre o que já falamos numa outra parte anterior deste livro.

Quando Jesus disse que examinássemos as Escrituras, Ele quis dizer que nos aprofundássemos no estudo da Bíblia, para que pudéssemos compreender a sua mensagem.

Portanto, não basta que nos informemos do conteúdo da Bíblia.
É necessário que façamos um estudo profundo do seu conteúdo. E isso tem de ser feito por quem tenha estrutura para tal, ou seja, tenha um bom nível de instrução, seja inteligente e tenha o dom para isso.

É, pois, engano pensar que só um bispo, padre ou pastor sejam pessoas que entendam a fundo de Bíblia, embora encontremos entre eles grandes sumidades no assunto. Esses indivíduos, geralmente, pensam de maneira diferente da maioria dos padres e pastores sobre alguns textos bíblicos, embora, às vezes, sejam discretos em seus conhecimentos, pois têm de prestar obediência à hierarquia de suas igrejas.

A nossa opinião é a de que o indivíduo só pode conhecer bem as Escrituras Sagradas, tendo liberdade de raciocínio e oportunidade, inclusive de comparar os textos bíblicos com os de outros livros sagrados de outras religiões, pois os arquétipos junguianos estão, também, presentes nas literaturas de todas as escrituras sagradas e não só da Bíblia.

Quando um indivíduo é fanático com sua religião, (lembrando-nos de que o fanatismo é produto da ignorância),  ataca todas as pessoas que não seguem a sua religião. Ele se fecha a tudo que não está de acordo com os seus ensinamentos, ficando desatualizado com as inovações que há no mundo, inclusive aquelas relacionadas com a teologia da sua própria seita. O fanático é encabrestado mentalmente pelos seus líderes religiosos, deixando que estes pensem por ele. Geralmente, o fanático é um elemento de baixo nível de instrução, ou de QI abaixo do normal.

Houve épocas em que até interesses políticos entraram nessa questão de manipular os fiéis através de ameaças teológicas. É que reis e imperadores unidos à Igreja tinham interesse de ver as igrejas cheias, as quais, muitas vezes, eram usadas como meios de comunicação de massa e durante os sermões ou prédicas era promovido o interesse do rei ou imperador.

Esse foi um dos motivos de a reencarnação ter sido tirada da Igreja e, mais ainda, de ela não ser aceita hoje com bons olhos pela Igreja e outras ramificações cristãs, pois as igrejas e templos seriam, em parte, esvaziados, passando os padres e pastores a ter menos prestígio e menos influência sobre seus fiéis, já que a reencarnação nos mostra que nossa salvação depende mais de nós do que dos sermões inflamados e dos rituais de padres e pastores; o que, aliás, é uma realidade, menos para quem não aceita a reencarnação.

Paulo da Silva Neto Sobrinho*