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GERAL => Audiovisuais => Power Point => Tópico iniciado por: Zirlene em 23 de Novembro de 2010, 00:30

Título: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Zirlene em 23 de Novembro de 2010, 00:30

Sabemos que todas as pessoas têm algum tipo de crença.
Com relação às várias religiões existentes,
não devemos jamais querer impor aos outros,
as nossas crenças e convicções.
Todos têm o direito de seguir esse ou aquele caminho,
porém não se deve nunca diminuir,
ou ridicularizar a crença de alguém.
Talvez estejamos destruindo a única sustentação,
que aquela pessoa possui na vida.
Respeitemos todas as crenças,
pois embora os caminhos sejam diferentes,
no final todos levarão ao Criador, nosso Pai Celestial. 
Nosso querido mestre Jesus jamais nos impôs qualquer religião,
mas, sobretudo deixou claro que Ele seria o caminho para o Pai,
através dos seus ensinamentos,
cuja base era o amor a Deus sobre todas as coisas,
e ao próximo como a si mesmo.
Em outras palavras, Jesus não teve uma religião,
no sentido ortodoxo do termo,
porém deixou-nos as bases para a verdadeira religião,
aquela que une todas as almas crentes num vínculo comum,
em que o amor se expressa como o alimento de todas as almas.
Então, que nossa crença maior, acima de qualquer dogma ou ritual,
seja no Amor e na Caridade.
 

Muita Paz!
Título: Re: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Conforti em 24 de Novembro de 2010, 20:55
          Zirlene   (ref #0)
          Cito palavras da amiga:
”Todas as pessoas têm algum tipo de crença. Com relação às várias religiões existentes, não devemos jamais querer impor aos outros, as nossas crenças e convicções”.
          Cel: minha amiga, qual é, aí, o significado de “impor”? É forçar? Fazer que outros, à força, adquiram nova crença ou se amarrem à nossa? Ou é “fazer crer”, como o Mestre e os apóstolos, tentaram fazer sempre que puderam? Quem é que consegue impor uma crença, se crença é questão de foro pessoal, conforme a compreensão que cada um tem sobre a vida e acerca do futuro? E mais um ponto importante: todos que se ligam a uma religião estão buscando a “salvação”, que significa felicidade e harmonia duradoura, sob todos os aspectos, certo? E porque buscam essa felicidade e essa harmonia? Exatamente porque a vida é o oposto disso: é infelicidade e conflitos sem fim. Portanto, se a amiga tivesse esse “poder” de impor sua crença, julgando que ela é a portadora dessa felicidade e harmonia, fato que traria a cessação de todos os sofrimentos do próximo, porque não o faria? Estaria trazendo felicidade às infelizes criaturas divinas; e não é esse o objetivo de todas as ações dos homens, de todos os desejos, de todas as orações e súplicas, enfim, de todas as religiões, tanto que prometem um paraíso futuro? Se soubesse como fazê-lo, A amiga se esquivaria, se omitiria e deixaria que os demais continuassem sofrendo?   
          Lembremo-nos de que Jesus mesmo disse: “Não coloqueis vossa luz sob o alqueire, mas sobre o velador, para que ilumine a todos”. Isso significa, é evidente, que se você tem algo, conhecimento ou o que seja, que, de alguma forma julgue que possa ajudar o próximo, não deve esconder esse algo só para si, egoisticamente, mas deve levá-lo aos semelhantes para que desse algo eles possam também usufruir. 
          Cito a amiga Zirlene:
”Respeitemos todas as crenças, pois embora os caminhos sejam diferentes, no final todos levarão ao Criador”.
          Cel: amiga, isso não é apenas um ditado popular: “todas levam a Deus”? Se crenças e religiões apresentam inúmeras e irreconciliáveis diferenças, como afirmar que todas as superam e de “desiguais” se tornem “iguais” na consecução do objetivo de levar a Deus, concorda?
          Zirlene:
”Nosso querido mestre Jesus jamais nos impôs qualquer religião...”
          Cel: impor, com o significado de “fazer crer”, foi o que Jesus fez o tempo todo, e com muita ênfase, com todas suas palavras sobre o “conhecer a verdade que, segundo ele, é o que nos liberta” e sobre a busca do reino de Deus, enfatizando a importância daquilo que devemos fazer em “primeiro lugar”: “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus...”, completando essas palavras com a atrativa promessa de que “tudo o demais vos virá por acréscimo”.
          Um abraço.
Título: Re: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Zirlene em 24 de Novembro de 2010, 23:29
Olá Coronel, obrigado por suas palavras.
Mas acredito que melhor do que palavras  são os exemplos vivenciado, pois buscar o Reino de Deus é simplesmente amar e
Jesus exemplificou todos os seus ensinamentos.
Abração
Título: Re: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Conforti em 25 de Novembro de 2010, 13:26
          Zirlene   (ref #2)
          Cito a amiga:
“... melhor do que palavras  são os exemplos vivenciados, pois buscar o Reino de Deus é simplesmente amar e Jesus exemplificou em todos os seus ensinamentos”.
          Olá, amiga, concordo com você quanto a que exemplos “falam” mais do que palavras. No entanto, observe que Jesus sempre só usou palavras; em todos os ensinamentos, como você mesma disse, no sermão da montanha, nas parábolas, sempre e sempre. Nem me recordo, agora, de ensinamentos do Mestre por, como você disse, “exemplos vivenciados”. Também, observe que o Mestre Jesus nunca disse que “buscar o reino de Deus é simplesmente amar”. Todos os ensinamentos de Jesus sobre o amor, como também os ensinamentos daqueles que deram origem a outras religiões, seus mandamentos ou ordens e regras éticas visavam, observe bem isso, visavam apenas a trazer melhor relacionamento dos homens entre si para uma coexistência mais pacífica e tranqüila, sem muitos medos e crimes, em épocas em que existia pouca  consideração com o semelhante, e o poder vigente fazia do povo o que quisesse. Veja: não matar, não roubar, não prestar falso testemunho/mentir, não cobiçar, não desejar o que é do próximo, respeitar, aquele a quem deves ou ofendeste te levará ao juiz e dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil, se ofenderes teu irmão serás lançado ao fogo da geena etc; não há, aí, nenhuma regra que leve o ser humano ao reino de Deus; são apenas regras/ordens/mandamentos para tornar a vida, tão difícil, das sofredoras criaturas divinas, menos cheia de conflitos e dores. Assim fizeram muitos outros líderes. Veja Moisés, levando, fora as crianças, cerca de 600.000 hebreus e seus pertences, por um deserto hostil, sem alimentos e água, sem meios de se comunicarem entre si, desorganizados, rebeldes, cansados, prontos para matar ou cometer absurdos por qualquer provocação e, além de tudo isso, sob o medo de se tornarem novamente cativos do poder estrangeiro ou serem mortos ou feridos, pois perseguidos pelo exército egípcio. Jesus, também, como Moisés, Maomé e outros, agiu do mesmo modo. Os ensinamentos, de como conquistar o Reino, Ele os expôs várias vezes, mas dizia: “Quem puder compreender, compreenda!”, significando, com isso, que não eram simples de serem compreendidos, em particular, se tratando de homens rudes, ignorantes, pescadores, lavradores, sem qualquer instrução e, por cima, muitas vezes sujeitos à exploração dos poderosos ou conquistadores.
          Os ensinamentos, que visam a levar o homem ao reino de Deus, nas escrituras, são poucos e muito importantes (mas o povo não os compreendia, como não os compreende ainda hoje e mesmo as doutrinas não lhes dão a ênfase exigida): “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus...”, “... a verdade vos libertará”, "Orai e vigiai...", as parábolas sobre a atenção etc. Não é o amor que liberta, mas o conhecer a verdade sobre quem somos; o amor é imprescindível pois, sem ele nunca teremos condições de conhecer a verdade, conhecimento que exige uma mente tranqüila e apaziguada, sem as distrações que o desamor proporciona, como o ódio, ciúme, orgulho, egoísmo, perversidade, desejos e ações desonestos etc.
          Um abraço.
Título: Re: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Zirlene em 06 de Dezembro de 2010, 11:47
Olá Coronel, concordo com voce quanto a incompreensão dos ensinamentos do
Mestre Jesus, pois até hoje temos dificuldades para vivenciá-los......Mas quanto
a Jesus ele exemplificou todos com seu amor.... Perdoai os inimigos...e lá estava
ele pregado á cruz, perdoando os seus algozes... então buscar o reino dos céus
no meu entendimento , é quando já conquistamos as Bem aventuranças, .......O /reino está dentro de cada um de nós, e cabe a cada um despetá-lo pela prática dos ensinamentos, amando muito, porque quem ama
não destroi, não mata, não rouba........O ensinamento do Cristo é todo baseado
na coerência, ou seja , na exemplificação, do qual Ele foi o melhor Modelo.
Um abração.
Título: Re: Respeito a crença de cada um
Enviado por: Conforti em 08 de Dezembro de 2010, 20:41
          Zirlene   (Ref #4)
          Cito palavras da amiga:
          “... Mas quanto a Jesus, ele exemplificou todos com seu amor... ‘Perdoai os inimigos...’ e lá estava ele pregado á cruz, perdoando os seus algozes...”
          Cel: é exato o que você diz: exemplificou sempre com amor “nas palavras”, certo? Quanto a atos de amor, o Mestre os praticou, sim, em face do poder de sua criatividade para isso, e de sua natureza transformada pela dissolução do ego. Seus exemplos de amor foram sempre através de palavras, sempre e sempre coerentes com o que ensinava; tudo espontâneo e natural a um homem da estatura de Jesus. Jesus, um iluminado, não pode agir de outro modo nem mesmo se quiser... A natureza de quem “chegou” é exatamente essa: amor.
           O perdão aos seus algozes tb nada de extraordinário ou meritório, pois ele, um iluminado por conhecer a verdade de quem ele é, não pode pensar ou agir diferentemente; extraordinário seria se não os perdoasse. E, quanto ao sofrimento que viveu, antes e na cruz, também, tenha certeza que só o perturbaram se foi esse seu desejo. O iluminado, que conhece outras soluções coerentes para todos os problemas (soluções que desconhecemos, mas estão aí, à nossa frente, à nossa disposição), como a de alimentar a multidão com 3 pães e 5 peixes, andar sobre as águas, transformar água em vinho (soluções naturais a quem chegou “lá”) só sofre se quiser sofrer. As religiões criaram essa aura de dor, tortura e sofrimento em torno daqueles acontecimentos, possivelmente com o objetivo de que os homens mais disposição tivessem para seguir seus ensinamentos, pelo respeito advindo de sua dedicação em nos ensinar, e pelo desprendimento e sacrifício a que, conforme as doutrinas, se entregou para nos salvar.
          Só um pequeno exemplo, para a amiga refletir: Ramana, considerado, no Oriente, um iluminado, portava um enorme câncer no cotovelo esquerdo, que lhe destruía toda articulação; seus seguidores, espantados, lhe perguntavam: “Como você, uma santidade, tem essa doença que deve causar tremenda dor?”, e Ramana sorria e explicava: “Quando sinto que a dor se aproxima, eu me recolho aos braços de Brama”. Outro exemplo: há alguns anos, numa semana santa, a TV mostrou a crucificação de dois monges coreanos: cravos de ferro cravados a sangue frio nas mãos e pés, coroa de espinhos que faziam sangrar, o peso do corpo todo depositado nos cravos de ferro quando foram levantados à cruz. Mais tarde, descidos da cruz, foram interrogados por turistas (alemães, holandeses, ingleses...) que filmavam os fatos e que se mostravam enormemente espantados: “Como não pudemos, nem mesmo de relance, perceber o mais leve sinal de dor em suas fisionomias?”, e eles, ainda sangrando em suas feridas, sorriram e responderam: “Nós não estávamos lá; estávamos aconchegados a Brama!”. 
          Cito a amiga Zirlene:
          “... então buscar o reino dos céus, no meu entendimento, é quando já conquistamos as Bem- aventuranças...”.
          Cel: companheira de jornada, perceba que não é bem assim: quando já conquistamos as bem-aventuranças não mais estamos em busca do reino; já estamos conscientes e no reino; as bem-aventuranças pertencem ao reino, são o próprio reino dos céus; pertencem à natureza do espírito livre do ego, a mais ninguém; significam sabedoria, que elimina toda a ignorância, e a conseqüente felicidade que elimina os sofrimentos conseqüentes da ignorância.
          Como a amiga diz, e como Jesus, Paulo e outros disseram, o reino de Deus está dentro de cada um de nós, e cabe a cada um despertá-lo, mas, veja bem, não somente pela prática dos ensinamentos de amor, amando muito, mas, e sobretudo, pela compreensão que nos faz conhecer a verdade que liberta, como disse o Mestre. Voce pode exercitar todo o amor mas, se não  conhecer a verdade, não há libertação, não abrimos os olhos no reino, na bem-aventurança. O amor é imprescindível, está no caminho; mas, o alvo é a verdade, que está no final.
          Um abraço.