Forum Espirita

GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: Carla Fabiane em 10 de Janeiro de 2012, 16:58

Título: Fazer o bem sem ostentação.
Enviado por: Carla Fabiane em 10 de Janeiro de 2012, 16:58
 ;D Olá a todos, que Jesus em sua infinita bondade esteja em nossos corações iluminando nossos caminhos.

" Eu vos digo, em verdade, que já receberam sua recompensa. Mas, quando derdes uma esmola, que vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita, a fim de que a esmola fique em segredo. E vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos dará a recompensa. (Mateus, 6:1 a 4) ".



(http://3.bp.blogspot.com/-HlQhWeuQtFU/Tdh34vUXgVI/AAAAAAAABww/cl0h4UeRBVE/s320/fa%25C3%25A7a+tudo+que+puder.jpeg)


1. Tomai cuidado para não fazer vossas boas obras serem vistas diante dos homens; de outro modo, não recebereis recompensa alguma de vosso Pai que está nos Céus. Quando derdes esmola, não façais soar a trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelos homens.

2. Uma grande multidão seguia Jesus quando este descia do monte; e ao mesmo tempo um leproso veio a Ele e o adorou dizendo: Senhor, se quiseres podes me curar. Jesus estendendo a mão tocou-o e disse-lhe: Assim o quero, fique curado. E nesse momento a lepra foi curada. Depois Jesus lhe disse: Não diga isso a ninguém; mas vá mostrar aos sacerdotes e ofereça o donativo prescrito por Moisés, a fim de que isso lhes sirva de testemunho. (Mateus, 8:1 a 4)

3 Fazer o bem sem se exibir, sem ostentação, é um grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais louvável. É o sinal indiscutível de uma grande superioridade moral, porque, para compreender além da vulgaridade comum as coisas do mundo, é preciso elevar-se acima da vida presente e se identificar com a vida futura. É preciso, em uma palavra, colocar-se acima da Humanidade para renunciar à satisfação que o aplauso dos homens proporciona e pensar na aprovação de Deus. Aquele que estima mais a aprovação dos homens do que a de Deus prova que tem mais fé nos homens do que em Deus e que a vida presente vale mais do que a vida futura. Se disser o contrário, age como se não acreditasse no que diz. Quantos ajudam apenas na esperança de que essa ajuda tenha grande repercussão; que, em público, dão uma grande soma e que ocultamente não dariam nem um centavo!

Eis porque Jesus disse: Aqueles que fazem o bem com ostentação já receberam sua recompensa. De fato, aquele que procura sua glorificação na Terra pelo bem que faz já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve mais nada. Resta-lhe apenas receber a punição do seu orgulho.

Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita é um ensinamento que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta.

Mas, se existe a modéstia real, há também a fingida, isto é: a simulação da modéstia. Há pessoas que escondem a mão que dá, tendo o cuidado de deixar à mostra uma parte da sua ação, para que alguém observe o que fazem. Ridícula comédia dos ensinamentos do Cristo!

Se os benfeitores orgulhosos são desconsiderados entre os homens, muito mais o serão diante de Deus! Estes também já receberam sua recompensa na Terra. Foram vistos; ficaram satisfeitos por terem sido vistos: é tudo o que terão.

Qual será, portanto, a recompensa daquele que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe obriga, de alguma maneira, os testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir sua posição realçando as dificuldades e os sacrifícios a que se impôs por ele? Para este, nem mesmo existe a recompensa terrena, pois ele é privado da doce satisfação de ouvir abençoar seu nome. E aí está o primeiro castigo de seu orgulho. As lágrimas que ele seca em benefício de sua vaidade, ao invés de subirem ao Céu, recaem sobre o coração do aflito e o ferem. O bem que ele faz não lhe traz o menor proveito, pois, ele o lamenta, e todo benefício lamentado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência sem exibicionismo tem um duplo mérito: além de ser caridade material é caridade moral. Ela respeita os sentimentos do beneficiado. Faz com que, em aceitando o benefício, seu amor próprio não seja atingido, protegendo assim sua dignidade de homem, pois este poderá aceitar um serviço, mas não uma esmola. Acontece que converter um serviço em esmola, conforme a maneira como é proposto que se faça, é humilhar aquele que o recebe e sempre há orgulho e maldade em humilhar alguém. A verdadeira caridade, pelo contrário, é delicada, habilidosa e sutil em disfarçar o benefício, em evitar até as menores aparências que ferem, pois toda contrariedade moral aumenta o sofrimento do necessitado. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em face do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade é quando o benfeitor, invertendo os papéis, encontra um meio de parecer ser ele próprio o beneficiado frente àquele a quem presta um favor. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita.

Allan Kardec               
( O Evangelho Segundo o Espiritismo )

Atenciosamente,
Carla.

Título: Re: Fazer o bem sem ostentação.
Enviado por: hcancela em 10 de Janeiro de 2012, 19:31
Olá amigos(as)


Todo o modelo de vida, exemplificado por Jesus, está alicerçado na prática da caridade. Ele ensinou-nos que não basta apenas não fazer o mal, mas que é preciso fazer o bem.

A Doutrina Espírita, o consolador prometido por Jesus, vem reforçar essa máxima, quando assevera que : "Fora da caridade não há salvação". No dizer de Léon Denis "... os Espíritos ensinam-nos que a caridade é a virtude por excelência e que só ela nos dá a chave dos destinos elevados".

No entanto, quando pensamos em caridade o que vem à mente são as grandes obras, aquelas ainda fora do alcance da maioria de nós.

Encontramos muitos condicinantes tanto na questão material (tempo e recursos), como na questao moral (fraquezas e imperfeições)

Todavia, a caridade pode estar presente nos mínimos gestos. Estamos fazendo caridade quando silenciamos para ouvir as agruras do nosso semelhante. Quando calamos para não revidar uma ofensa. Ela está presente quando não revidamos uma ação indigna que nos prejudicou. Somos caridosos quando oferecemos um sorriso, um abraço amigo ou uma palavra de consolo ao nossos semelhante.

Com o nosso exemplo de vida, quando exercitamos o amor ao próximo, quando nos esforçamos para domar as nossas más tendências, quando efetivamente procuramos vivenciar a nossa fé, em especial fora do aconchego e do convívio daqueles que professam a mesma crença, estamos sendo caridosos.

No trabalho honesto ou na oportunidade de trabalho que oferecemos, também há caridade. Qunado divulgamos e vivenciamos os ensinamentos da Doutrina Consoladora praticamos a caridade, pois a verdade contida nos seus postulados oportuniza a libertaçao dos erros e impulsiona na direçao do progresso espiritual, meta primeira de todos.

Que possamos imitar o Bom Samaritano, da parábola de Jesus, estando sempre dispostos a resgatar os nossos irmãos caídos na sarjeta do pessimismo, do derrotismo, da falta de fé, da falta de amor próprio, da falta de perdão, da incompreensão diante dos acontecimentos da vida. Façamos da nossa vida um estado permanente de amor ao próximo, materializada nessa prática sublime, lembrando sempre da caridade que devemos faser a nós mesmos: amarmo-nos, perdoarmo-nos, buscando através do autoconhecimento a nossa reforma interior, eis a primeira e mais importantre caridade que se pode praticar.

"A caridade é a virtude por excelência, pois sua essência é divina. Irradia sobre os mundos, reanima as almas como um olhar, como um sorriso de Eterno. Ela se avantaja a tudo, ao sábio e ao próprio gênio, porque neste ainda há alguma coisa de orgulho, e às vezes sao contestadas ou mesmo desprezados. A caridade, porém, sempre doce e benevolente, reanima os coraçoes mais endurecidos e desarma os Espíritos mais perversos, inudando-os com amor" (Léons Denis).

(Cleto Brutes para o Jornal Seara Espírita de Junho de 2003).

Saudações fraternas