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GERAL => Outros Temas => Tópico iniciado por: marceloassis77 em 19 de Julho de 2012, 15:59

Título: A carne é fraca
Enviado por: marceloassis77 em 19 de Julho de 2012, 15:59
(http://dirceurabelo.files.wordpress.com/2012/07/adc3a3o-e-eva-2.jpg)

Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca.
A culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico.
Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.
Hahnemann, criador da Medicina Homeopática, fez a seguinte afirmativa:
O corpo não dá cólera àquele que não na tem, do mesmo modo que não dá os outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. A não ser assim, onde estariam o mérito e a responsabilidade?
Sábia consideração essa, pois encerra grandes verdades.
Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.
Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, não é a comida que excita o órgão do paladar, pois sequer está em contato com ele.
É o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão através do pensamento.
Se uma pessoa sensível facilmente verte lágrimas, não é a abundância das lágrimas que dá a sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secreção abundante das lágrimas.
Assim, um homem é músico não porque seu corpo seja propenso à musicalidade, mas porque seu Espírito é musicista.
Como podemos perceber, a ação do Espírito sobre o corpo físico é tão evidente que uma violenta comoção moral pode provocar desordens orgânicas.
Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a diarréia, etc.
Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabeça, taquicardia, e até mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.
Quanto às disposições para a preguiça, a sensualidade, a violência, a corrupção, igualmente não podem ser lançadas à conta da carne, pois são tendências radicadas no Espírito imortal.
Se assim não fosse, seria fácil, pois não teríamos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equívocos cometidos.
Toda responsabilidade moral dos atos da vida física competem ao Espírito imortal. Nem poderia ser diferente.
Assim, quanto mais esclarecido for o Espírito, menos desculpável se tornam as suas faltas, uma vez que, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.
* * *
Todos nós, sem exceção, possuímos na intimidade a centelha divina, a força capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emoções nobres que o Criador depositou em nós.
Fazendo pequenos esforços conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Espírito sobre o corpo. E só então entenderemos porque Jesus afirmou: Vós sois deuses, podereis fazer o que Eu faço, e muito mais.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. VII do livro O céu e o inferno,
de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o apóstolo da
medicina espiritual, de Hermínio C. Miranda, ed. Celd.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 3, ed. Fep.
Em 04.05.2009. KARDEC ONLINE

de

http://doutrinafilosofica.blogspot.com.br/
Título: Re: A carne é fraca
Enviado por: Antonio Renato em 21 de Julho de 2012, 11:34
Sim meu nobre irmão,isso é verdadeiro.Não é o corpo físico que sente,mas sim o espírito,quanto
mais esclarecido ele for,menas sensações terá.A nossa imperfeição nos leva com certeza a tê-las.
Fique na paz.
Título: Re: A carne é fraca
Enviado por: Danilo Henrique em 21 de Julho de 2012, 16:11
Principalmente em relação ao sexo, não só a experiência, como também a ciência, demonstra que as necessidades que atormentam os que se entregam ao desequilíbrio, são muito mais de ordem psicológica, do que propriamente, necessidades físicas.
O corpo é máquina. Ele cumpre os ciclos automáticos para a sua manutenção, assim como também atende e cumpre aos impositivos da mente.

Abraços!
Título: Re: A carne é fraca
Enviado por: Lucazan em 21 de Julho de 2012, 16:44
Será???

605 Se considerássemos todos os pontos de contato entre o homem e os animais, não poderíamos deduzir que o homem possui duas almas: a alma animal e a alma espírita e que, se não tivesse essa última, poderia viver como o animal? De outro modo, pode-se considerar que o animal é um ser semelhante ao homem, tendo menos alma espírita? Isso não significaria que os bons e os maus instintos do homem seriam o efeito da predominância de uma dessas duas almas?

– Não. O homem não tem duas almas; mas os corpos têm instintos que são o resultado da sensação dos órgãos. Há nele apenas uma dupla natureza: a natureza animal e a natureza espiritual. Pelo seu corpo, participa da natureza dos animais e seus instintos; pela sua alma, participa da natureza dos Espíritos.

605 a Assim, além de suas próprias imperfeições, das quais o Espírito deve se despojar, o homem tem ainda que lutar contra a influência da matéria?

– Sim, quanto mais é inferior mais os laços entre o Espírito e a matéria são unidos; não o vedes? O homem não tem duas almas;a alma é sempre única em cada ser. A alma do animal e a do homem são distintas uma da outra, de modo que a alma de um não pode animar o corpo criado para a outra. Mas, ainda que o homem não tenha alma animal que, por suas paixões, o nivele aos animais, tem o corpo que muitas vezes o rebaixa a eles, porque seu corpo é um ser dotado de vitalidade, que tem instintos, porém ininteligentes e limitados ao cuidado de sua conservação.

Título: Re: A carne é fraca
Enviado por: Conforti em 05 de Agosto de 2012, 03:43
      Marceloassis    (ref msg inicial)

      Marcelo trouxe texto: Quando alguém procura uma desculpa para justificar suas fraquezas, é comum ouvirmos a afirmativa de que a carne é fraca. Que a culpa, portanto, é da carne, ou seja, do corpo físico. Esse é um assunto que merece mais profundas reflexões.... Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de cólera.


      Cel: pois é isso mesmo, meu amigo, q, também, e muitas vezes, afirmou o porta-voz do cristianismo, em várias de suas cartas: o espírito é forte, mas a carne é fraca; disse q o espírito é amor, virtude, sabedoria..., mas q a carne é corrupção, vício, fornicação, concupiscência.
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