Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => O Livro dos Espíritos => Tópico iniciado por: kalexandre em 06 de Abril de 2011, 09:24

Título: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: kalexandre em 06 de Abril de 2011, 09:24
O que é isso?
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Victor Passos em 06 de Abril de 2011, 09:32
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kalexandre

O sonambulismo é um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estrado em que maior amplitude adquirem suas faculdades.

O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente.

O Espírito, no êxtase, penetra em um mundo desconhecido, a dos Espíritos etéreos, com os quais entra em comunicação.

A emancipação da alma se verifica às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno conhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista, que é a faculdade graças a qual quem a possuir vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos.

Mostra a experiência que os sonâmbulos também recebem comunicações de outros Espíritos. Isto se verifica principalmente nas prescrições médicas. O Espírito do sonâmbulo vê o mal, outro lhe indica o remédio.

Se durante os fenômenos de emancipação da alma o Espírito recebe instruções de outros Espíritos, ocorre aí um fato mediúnico, caso contrário, se as instruções são fornecidas pelo próprio Espírito emancipado, não se caracteriza, efetivamente, um fenômeno mediúnico, mas a ocorrência de um fato anímico.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: kalexandre em 06 de Abril de 2011, 23:38
Mostra a experiência que os sonâmbulos também recebem comunicações de outros Espíritos. Isto se verifica principalmente nas prescrições médicas. O Espírito do sonâmbulo vê o mal, outro lhe indica o remédio.


Da pra explicar isso? Um vê e o outro receita?
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Victor Passos em 07 de Abril de 2011, 11:16
Ola amigo Kalexandre
Muita paz e harmonia

  Amigo se reparar bem a resposta está no texto no seguimento do contexto;

Citar
Se durante os fenômenos de emancipação da alma o Espírito recebe instruções de outros Espíritos, ocorre aí um fato mediúnico, caso contrário, se as instruções são fornecidas pelo próprio Espírito emancipado, não se caracteriza, efetivamente, um fenômeno mediúnico, mas a ocorrência de um fato anímico.

É natural que muitos sonanbulos, senão na maoria, não são receitistas, eles recebem o apoio de espiritos que o ajudam , mas geralmente isto acontece , com irmãos que por afinidade estão ligados à saude.
Quando não são, então a informação é toda da espiritualidade, nio entanto, alerto para o maior cuidado de quem o faz, pois a gravidade do ato é enorme..

abraço fraterno
Bom amigo
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: kalexandre em 12 de Abril de 2011, 15:43
Tá legal, mas o que eles faziam antes de inventarem o receituário espiritual?
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Victor Passos em 13 de Abril de 2011, 10:05
Ola bom Amigo Kalexandre
Muita paz e harmonia

   Bom Amigo o que faziam antes não importa, pois existem exemplos de que isso não é o fusilis, porque existem irmãos que falam varias linguas (xenoglossia), e nunca perceberam nada delas, bem como existem Irmãos analfabetos que escrevem grandes prosas.
   O importante é a ligação fluidica, a moral do medium e claro sua humildade.
   Claro que poderemos dizer que são reminiscências do passado, mas isso são suposições, apesar de sabermos poder ser .

abraço fraterno
Bom Amigo

Victor Passos
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: MarcoALSilva em 21 de Abril de 2011, 17:30

Para a solução de dúvidas sobre os fundamentos do Espiritismo é recomendável a leitura das obras básicas da Codificação.

Não entenda mal. É que a dúvida maior que o amigo manifestou não se restringe ao sonambulismo mas sim à efetiva realidade do fenômeno espiritual.

Duvidar é saudável e nos leva à pesquisa e estudo, desde que o façamos com método e, fundamentalmente, com a mente aberta.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Hebe M C em 21 de Abril de 2011, 18:24
Capítulo VIII-OLE


Um abço
Hebe
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: kalexandre em 24 de Abril de 2011, 15:08
Capítulo VIII-OLE

Um abço
Hebe

Falta mais umas 100 perguntas pra eu chegar no capítulo 8. Muito obrigado.

Título: Q
Enviado por: Hebe M C em 24 de Abril de 2011, 15:32
Que bom continue lendo.
Um abço Hebe
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Eduardo Ferreira em 24 de Abril de 2011, 17:08
Amigo, continue lendo; lembro-me de quando começei a ler o livro dos Médiuns, eu possuía infinitas dúvidas (e de certo modo a busca é incessante para saná-las), contudo sempre que começava a ler eu desejava devorar o livro, aos poucos fui com calma, perseverança; Aconselho-te o mesmo, pois com calma você conseguirá discernir melhor sob as questões.

Também quanto ao livro dos espíritos, você não obrigatóriamente (como em quaisquer livros) deverá ler na sequência, caso haja algum assunto ou pergunta que possa lhe tirar a atenção das demais, dê prioridade para lê-lo, pois de certo modo, muitas vezes tentamos ler o resto rapidamente para que possamos ler o assunto que assim desejamos.

Até mais! x]
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Hebe M C em 27 de Abril de 2011, 14:07
Independência sonambúlica
Fatos notáveis de lucidez

Revista Espírita, novembro de 1858

Muitas pessoas, que hoje aceitam perfeitamente o magnetismo, contestaram durante muito tempo a lucidez sonambúlica; é que, com efeito, essa faculdade veio confundir todas as noções que tínhamos sobre a percepção das coisas do mundo exterior, e, todavia, desde há muito tempo tinha-se o exemplo dos sonâmbulos naturais, que gozam de faculdades análogas e que, por um contraste bizarro, jamais se procurou aprofundar. Hoje, a clarividência sonambúlica é um fato adquirido, e, se ainda é contestado por algumas pessoas, é porque as idéias novas demoram para se enraizar, sobretudo quando é preciso renunciar àquelas por longo tempo nutridas; é também porque muitas pessoas acreditaram, como ocorre ainda com as manifestações espíritas, que o sonambulismo podia ser experimentado como máquina, sem levar em conta as condições especiais do fenômeno; foi por isso que, não tendo obtido à vontade, e a propósito resultados sempre satisfatórios, disso se concluiu pela negativa. Fenômenos tão delicados exigem uma observação longa, assídua e perseverante, a fim de apreender-lhes as nuanças freqüentemente fugitivas. É igualmente em conseqüência de uma observação incompleta dos fatos que certas pessoas, mesmo admitindo a clarividência dos sonâmbulos, contestam sua independência; segundo elas, sua visão não se estende além do pensamento daquele que os interroga; alguns pretendem mesmo que não há visão, mas simplesmente intuição e transmissão de pensamento, e citam exemplos em apoio. Ninguém duvida que o sonâmbulo, vendo o pensamento, algumas vezes pode traduzi-lo e ser dele o eco; não contestamos mesmo que não possa, em certos casos, influenciá-lo: não ocorresse senão isso no fenômeno, já não seria um fato bem curioso e bem digno de observação? A questão, portanto, não é saber se o sonâmbulo é ou pode ser influenciado por um pensamento estranho, isso não é duvidoso, mas bem saber se é sempre influenciado: isso é um resultado da experiência. Se o sonâmbulo não diz jamais senão o que sabeis, é incontestável que é o vosso pensamento que ele traduz; mas se, em certos casos, ele diz o que não sabeis, se contradiz vossa opinião, vossa maneira de ver, é evidente que é independente e não segue senão seu próprio impulso. Um único fato desse gênero, bem caracterizado, bastaria para provar que a sujeição do sonâmbulo ao pensamento de outrem não é uma coisa absoluta; ora, eles existem aos milhares; entre os que são de nosso conhecimento pessoal, citaremos os dois seguintes:

O senhor Marillon, morando em Bercy, rua de Charenton, n9 43, havia desaparecido no dia 13 de janeiro último. Todas as pesquisas para descobrir seus vestígios foram infrutíferas, nenhuma das pessoas na casa das quais estavam habituado ir, não o haviam visto; nenhum negócio podia motivar uma ausência prolongada; por outro lado, seu caráter, sua posição pecuniária, seu estado mental descartavam toda idéia de suicídio. Estava-se reduzido a pensar que ele perecera vítima de um crime ou de um acidente; mas, nesta última hipótese, poderia ser facilmente reconhecido e conduzido ao seu domicílio, ou, pelo menos, levado ao Necrotério. Todas as possibilidades eram, pois, para o crime; foi nesse pensamento que se fixou, tanto melhor porque se pensou que saíra para fazer um pagamento; mas onde e como o crime havia sido cometido? Era o que se ignorava. Sua filha, então, recorreu a uma sonâmbula, a senhora Roger, que em muitas outras circunstâncias semelhantes dera provas de uma lucidez notável, que pudemos constatar por nós mesmos. A senhora Roger seguiu o senhor Morillon desde a sua saída, de sua casa, às 3 horas depois de meio-dia, até lá pelas 7 horas da tarde, no momento em que se dispunha a reentrar, vi-o, então, descer pela margem do Sena por um motivo premente; ali, disse ela, teve um ataque de apoplexia, e o vejo cair sobre uma pedra, fazer-se uma fenda na testa, depois deslizar na água; portanto, isso não foi nem suicídio, nem crime; vejo ainda seu dinheiro e uma chave no bolso de seu paletó. Ela indica o lugar do acidente, mas, acrescenta ela, não é ali que ele está agora, foi facilmente arrastado pela corrente e será encontrado em tal lugar. Foi, com efeito, o que ocorreu; ele tinha a ferida indicada na fronte; a chave e o dinheiro estavam em seu bolso e a posição de suas vestes indicavam, suficientemente, que a sonâmbula não se enganara sobre o motivo que o conduzira às margens do rio. Perguntamos onde, com todos esses detalhes, pode-se ver a transmissão de um pensamento qualquer. Eis um outro fato onde a independência sonambúlica não é menos evidente.

O senhor e a senhora Belhomme, agricultores em Rueil, rua Saint-Denis, nº 19, tinham reservado uma soma ao redor de 8 a 900 francos. Para maior segurança, a senhora Belhomme colocou-a em um armário, do qual uma parte estava reservada para roupa branca velha, a outra para roupa branca nova, e foi nesta última que o dinheiro foi colocado; nesse momento alguém entrou e a senhora Belhomme se apressou em fechar o armário. Algum tempo depois, tendo necessidade do dinheiro, ela se persuadiu de tê-lo colocado na roupa velha, porque essa fora sua intenção, na idéia de que o velho tentaria menos os ladrões; mas, em sua precipitação, com a chegada do visitante, ela o havia colocado no outro compartimento. Estava de tal modo convencida de tê-lo colocado na roupa branca velha, que a idéia de procurá-lo alhures não lhe ocorreu; encontrando o lugar vazio, e lembrando-se da visita, ela acreditou ter sido notada e roubada, e nessa persuasão, suas suposições, naturalmente, se dirigiam sobre o visitante.

A senhora Belhomme conhecia a senhorita Marillon, da qual falamos mais acima, e lhe contou sua desventura. Esta tendo-lhe ensinado o meio pelo qual seu pai fora encontrado, a exortou dirigir-se à mesma sonâmbula, antes de tomar alguma providência. O senhor e a senhora Belhomme seguiram para a casa da senhora Roger, bem convencidos de terem sido roubados, e na esperança de que se indicaria o ladrão que, em sua opinião, não podia ser senão o visitante. Tal era, pois, seu pensamento exclusivo; ora, a sonâmbula, depois de uma descrição minuciosa do local, lhes disse: não fostes roubados; vosso dinheiro está intacto em vosso outro armário, somente credes tê-lo colocado no de roupa velha, ao passo que o colocastes no de nova; retornai para vossa casa e aí o encontrareis; com efeito, foi o que ocorreu.

Nosso objetivo, narrando esses dois fatos, e poderíamos deles citar muitos outros também concludentes, foi de provar que a clarividência sonambúlica não é sempre o reflexo de um pensamento estranho; que o sonâmbulo pode ter, assim, uma lucidez própria, inteiramente independente. Disso resulta conseqüências de alta gravidade do ponto de vista psicológico; aí encontramos a chave de mais de um problema, que examinaremos ulteriormente, tratando das relações que existem entre o sonambulismo e o Espiritismo, relações que lançam uma luz toda nova sobre a questão.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: kalexandre em 26 de Junho de 2011, 01:35
Independência sonambúlica
Fatos notáveis de lucidez

Revista Espírita, novembro de 1858

Muitas pessoas, que hoje aceitam perfeitamente o magnetismo, contestaram durante muito tempo a lucidez sonambúlica; é que, com efeito, essa faculdade veio confundir todas as noções que tínhamos sobre........


Valeu hein.
Sempre vc que ajuda né.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Mourarego em 26 de Junho de 2011, 18:10
Edurado meu mano,
falar que "como em qualquer livro" falando de Livro dos espíritos é errar grandemente.
O LE trata de doutrina,logo seve ser estudado.
para que um estudo dessa natureza, que abarca matéria tão extensa,possa surtir efeito,este deve ser cometido na sequência, para que, aos poucos o estudante vá conhecendo os meandros de cada ponto.
na verdade um novato deve, obedecendo a ordenação constante no LM capítulo tres, item trinta e cinco, ao final, começar pela obra O Que é o Espiritismo, por se tratar de livro que ensina basicamente o que seja a doutrina Espírita.
Esta a recomendação do codificador.
Abração mano.
Moura

Amigo, continue lendo; lembro-me de quando começei a ler o livro dos Médiuns, eu possuía infinitas dúvidas (e de certo modo a busca é incessante para saná-las), contudo sempre que começava a ler eu desejava devorar o livro, aos poucos fui com calma, perseverança; Aconselho-te o mesmo, pois com calma você conseguirá discernir melhor sob as questões.

Também quanto ao livro dos espíritos, você não obrigatóriamente (como em quaisquer livros) deverá ler na sequência, caso haja algum assunto ou pergunta que possa lhe tirar a atenção das demais, dê prioridade para lê-lo, pois de certo modo, muitas vezes tentamos ler o resto rapidamente para que possamos ler o assunto que assim desejamos.

Até mais! x]

Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Shadowrun em 27 de Setembro de 2011, 23:46
Sonambulismo é o termo empregado por Kardec para designar o fenômeno de desprendimento temporário do espírito durante o sono.
Sonâmbulo lúcido é aquele que apresenta lucidez durante esse desprendimento temporário.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Mourarego em 28 de Setembro de 2011, 16:02
Afunilando mais mano André, o sonambulo lúcido é aquele que pode entrar nessa fase por vontade própria e no estado de vigília.
A lucidez aí quer dizer estar acordado.
Abração,
Moura
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Weronica em 28 de Setembro de 2011, 17:27
Olá amigos!!

Aproveitando o tema abordado, gostaria de tirar uma dúvida:

Quando uma pessoa está dormindo num sono profundo e a acordamos e ela tem um susto muito grande pois estava tendo um pesadelo, ela passa mal mas acorda, tem a possibilidade de haver consequencias psiquicas depois de um susto muito grande?
E a questão do espírito na hora que a pessoa foi despertada não ter "voltado" ou a pessoas ainda não está lucidez pode trazer problemas na hora de voltar, ou problemas para dormir, humor, coração, pressão, alguma coisa nesse sentido?
Qual a gravidade de acordar alguém sonambulo no meio de um sono pesado?

Desde já agradeço.

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Shadowrun em 28 de Setembro de 2011, 18:39
Olá Weronica, espero poder ajudar.


Quando uma pessoa está dormindo num sono profundo e a acordamos e ela tem um susto muito grande pois estava tendo um pesadelo, ela passa mal mas acorda, tem a possibilidade de haver consequencias psiquicas depois de um susto muito grande?
Citar
Embora seja verdade que acordar um sonâmbulo, especialmente à força, pode estressá-lo, pensar que alguém poderia morrer por causa de um choque como esse é uma crença totalmente falsa, diz Michael Salemi do Centro Califórnia para Distúrbios do Sono. “Você pode assustar um sonâmbulo, e ele pode ficar muito desorientado e ter reações violentas ou confusas, mas nunca ouvi falar de nenhum caso documentado de alguém que tenha morrido ao ser despertado”. O perigo do sonambulismo está mais ligado àquilo que o sonâmbulo pode encontrar ao sair por aí em seus devaneios noturnos.

Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/fato_ou_mito_acordar_um_sonambulo_pode_mata-lo__imprimir.html

E a questão do espírito na hora que a pessoa foi despertada não ter "voltado" ou a pessoas ainda não está lucidez pode trazer problemas na hora de voltar, ou problemas para dormir, humor, coração, pressão, alguma coisa nesse sentido?
O máximo que pode acontecer é a pessoa ter impressões físicas como as citadas acima, mas na questão do espírito, segundo relatos de pesquisadores que estudam a emancipação da alma durante o sono, eles garantem que não há risco do espírito não voltar, pode ocorrer uma desorientação, mas nada muito sério.

Qual a gravidade de acordar alguém sonambulo no meio de um sono pesado?
Não há gravidade no sentido de saúde física do sonâmbulo, mas pode ocorrer, como citado acima, de ele agredir as pessoas presentes.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Weronica em 28 de Setembro de 2011, 21:52
Ola a todos!!!

Obrigada Andre por suas explicações realmente eu acreditava que o espírito não poderia voltar (ai que vergonha ter que assmuir isso...rsrsr).

Bjinhuu fiquem com Deus.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: maria.ma@ em 30 de Outubro de 2011, 19:36
Livro dos Espíritos - Emancipação da alma

A emancipação da alma se manifesta às vezes no estado de vigília e produz o fenômeno conhecido como dupla vista ou segunda vista, que dá àqueles que dela são dotados a faculdade de ver, ouvir e sentir além dos limites de nossos sentidos. Eles percebem coisas distantes em todas as partes onde a alma estenda sua ação; eles as vêem, por assim dizer, pela visão ordinária e por uma espécie de miragem.

No momento em que se produz o fenômeno da dupla vista, o estado físico do indivíduo é sensivelmente modificado; o olhar tem algo de vago: olha sem ver; a fisionomia toda reflete um ar de exaltação. Constata-se que os órgãos da vista ficam alheios ao processo porque a visão persiste, apesar dos olhos fechados.

Essa faculdade parece, para aqueles que dela desfrutam, tão natural como a de ver; é para eles uma propriedade normal do seu ser e não lhes parece excepcional. O esquecimento se segue em geral a essa lucidez passageira da qual a lembrança, cada vez mais vaga, acaba por desaparecer como a de um sonho.

O poder da dupla vista varia desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. No estado rudimentar, dá a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma espécie de certeza em seus atos que se pode chamar de precisão do golpe de vista moral.

Um pouco mais desenvolvida, desperta os pressentimentos; ainda mais desenvolvida, mostra os acontecimentos ocorridos ou em via de ocorrer.

O sonambulismo natural ou artificial, o êxtase e a dupla vista são apenas variedades ou modificações de uma mesma causa. Esses fenômenos, assim como os sonhos, estão na lei da natureza; eis por que existiram desde todos os tempos. A história nos mostra que foram conhecidos e até mesmo explorados desde a mais alta Antigüidade e neles está a explicação de diversos fatos que os preconceitos fizeram considerar sobrenaturais.
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Mourarego em 31 de Outubro de 2011, 14:22
Logo, maria, estamos falando, não do sonambulo que as pessoas mais conhecem, ou seja daquele que caminha dormindo etc. mas sim de uma faculdade e esta não é mediúnica mas sim anímica.
A colocação que faço não se refere senão ao post em que você coloca a informação do LE.
Abraços,
Moura
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: MarcosBorges em 06 de Novembro de 2011, 23:39
Sonambulismo lúcido era um termo empregado pelo mesmerismo moderno ao efeito do magnetismo animal provocado sobre certas pessoas suseptíveis. Também conhecido como sonambulismo magnético. Muitos céticos consideravam ser um estado de sujestão ou hipnose.

O termo sonambulismo empregado pelos adeptos do mesmerismo moderno só tem relação superficial ao sonambulismo natural. O mesmo para magnetismo animal não tinha nenhuma relação direta com magnetismo estudado por Maxwell, Farady, Gauss, Weber, etc..., no séc XIX. O próprio Mesmer, para evitar as constantes criticas, admitiu que o magnetismo animal era de natureza diferente do magnetismo mineral.

Na minha opinião, Kardec procurou explicar os fenômenos do sonambulismo lúcido à luz do ensinamento dos espíritos. O termo sonambulismo mediúnico demonstra claramente que Kardec procurou explicar certos fatos ocorridos durante os fenômenos mesméricos sob nova ótica, o papel do espírito na fenomenologia.

Abraço fraterno

Marcos Borges
Título: Re: Sonâmbulo lúcido
Enviado por: Mourarego em 07 de Novembro de 2011, 13:23
Concordo Wistar, mas marcos, você deve salientar e ter em mente que o próprio Kardec usou do termo Sonambulismo lúcido.
Entretanto seu post mostra bem o que o codificador quis identificar e como.
Abraços,
Mura