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GERAL => Mensagens de Ânimo => Meditação => Tópico iniciado por: macili em 28 de Maio de 2013, 15:49

Título: Quando fala o coração... A cada dia sua carga...
Enviado por: macili em 28 de Maio de 2013, 15:49















(http://sabedoriauniversal.files.wordpress.com/2010/08/limpar-o-coracao.jpg)




Quando fala o coração...  A cada dia sua carga...



(http://sl.glitter-graphics.net/pub/3240/3240666gz1kynqo1h.gif)



“Se é verdade que a cada dia basta sua carga, por que então teimamos em carregar para o dia seguinte nossas mágoas e dores?

Há ainda os que carregam para a semana seguinte, o mês seguinte e anos afora…

Nos apegamos ao sofrimento, ao ressentimento, como nos apegamos a essas coisinhas que guardamos nas nossas gavetas, sabendo inúteis, mas sem coragem para jogar fora.

Vivemos com o lixo da existência, quando tudo seria mais claro e límpido com o coração renovado.

As marcas e cicatrizes ficam para nos lembrar da vida, do que fomos, do que fizemos e do que devemos evitar. Não inventaram ainda uma cirurgia plástica da alma, onde podem tirar todas as nossas vivências e nos deixar como novos.

Ainda bem…

Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que percorremos.

Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas. Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber.

O que não podemos é carregar dia-a-dia, com teimosia, o ódio, o rancor, as mágoas, o sentimento de derrota e o ressentimento.

Acredite ou não, mas perdoar a quem nos feriu dói mais na pessoa do que o ódio que podemos sentir durante toda uma vida.

As mágoas envelhecidas transparecem no nosso rosto e nos nossos atos e moldam nossa existência.

Precisamos, com muita coragem e ousadia, abrir a gaveta do nosso coração e dizer: eu não preciso mais disso, isso aqui não me traz nenhum benefício.

E quando só ficarem a lembrança das alegrias, do bem que nos fizeram, das rosas secas, mas carregadas de amor, mais espaço haverá para novas experiências, novos encontros. Seremos mais leves, mais fáceis de ser carregados, mesmo por aqueles que já nos amam.

Não é a expressão do rosto que mostra o que vai ao coração?

De coração aberto e limpo nos tornamos mais bonitos e atraentes e as coisas boas começam a acontecer.

Luz atrai, beleza atrai.

Tente a experiência!!!

Sua vida é única e você é único.

Sua vida merece que, a cada dia, você dê uma chance para que ela seja plena e feliz.




(http://sl.glitter-graphics.net/pub/3240/3240666gz1kynqo1h.gif)




{Letícia Thompson}
Título: Re: Quando fala o coração... A cada dia sua carga...
Enviado por: Arievlis em 28 de Maio de 2013, 18:57
Não há o que responder, é tudo perfeito.
Há no entanto duas frases que destaco pois tem muito a haver comigo pois hoje, .........tem alguém no outro plano que fala, se comunica comigo a todos os momentos, e de certa forma guia a minha vida. Bem, é uma historia que se fez presente já em 1835 na Espanha e que continuou nesta reencarnação até Dezembro de 2012, o que não quer dizer que antes não possa ter tido outra continuação pregressa, .... mas vamos as frases:
Não devemos nos esquecer do nosso passado, de onde viemos, do que fizemos, dos caminhos que percorremos.

Não podemos nos esquecer de nossas vitórias, nossas quedas e nossas lutas. Menos ainda das pessoas que encontramos, essas que direcionaram nossas vidas, muitas vezes sem saber.

Das pessoas que encontramos.... e por ai vai. Está vendo só? Quando li, não resisti a fazer este comentariozinho.

Beijos, fique com Deus!
Título: Re: Quando fala o coração... A cada dia sua carga...
Enviado por: macili em 30 de Maio de 2013, 20:30
Olá queridos Irmãos...


Arievlis obrigada pela sensibilidade que experimentou e conosco compartilhou ao ler a mensagem postada.


Graças damos pelas bênçãos que nos são derramadas...


Muita luz!




(http://2.bp.blogspot.com/-V1rp6noszyE/Tz6DPT3MUEI/AAAAAAAAAwU/r1zqeK9mrAM/s550/coracao-na-mao.jpg)



Um coração solidário




O progresso tecnológico trouxe para a Humanidade uma série de benefícios, isso é indiscutível.

Por um lado isso é bom, mas por outro, deixa as pessoas menos sensíveis, menos humanas, mais indiferentes.

As Instituições seguiram pelo mesmo caminho e foram se tornando frias, embora eficientes.

Mas esse problema não passou despercebido aos olhos do jovem psicólogo inglês, Tom Crabtree.

Ele estava sempre disposto a entender quando as pessoas precisavam dele para dividir suas dores. E compreendia também que nem sempre falar é a melhor solução.

Conta ele que, logo que iniciou sua carreira profissional, numa clínica de orientação para crianças, no Noroeste da Inglaterra, certo adolescente chegou para vê-lo.

Ele foi até à recepção e percebeu o rapaz que andava de um lado para o outro, agitado e assustado.

Levou-o até sua sala e lhe indicou a cadeira do outro lado da mesa.

Era fim do outono. A árvore em frente à janela não tinha folhas.

Sente-se, disse ao jovem.

David vestia uma capa preta impermeável, abotoada até o pescoço.

O rosto estava pálido. Torcia as mãos com nervosismo e olhava fixamente para os pés.

Seu pai falecera quando era bebê. Foi criado pela mãe e pelo avô. Mas no ano anterior, quando David tinha 13 anos, o avô faleceu e a mãe morreu num acidente de carro.

Agora, com 14 anos, estava em tratamento.

O diretor da escola o havia encaminhado, com um bilhete: Este garoto encontra-se muito triste e deprimido, o que é bastante compreensível. No entanto, ele se recusa a falar com quem quer que seja. Estou muito preocupado. Você pode ajudar?

O jovem psicólogo olhou para o garoto. Como poderia ajudá-lo? Há tragédias humanas para as quais a psicologia não tem respostas, para as quais não há palavras.

Às vezes, ouvir com toda a atenção e sentimento é o mais apropriado, pensou.

Nas duas primeiras visitas, David não falou. Afundado na cadeira, só levantava os olhos para fixá-los nos desenhos infantis que decoravam a parede.

Quando David saía do consultório, após a segunda sessão, Tom colocou a mão sobre o seu ombro. O garoto parou. Não se retraiu, mas, ainda assim, não olhou para o psicólogo.

Venha na próxima semana, se quiser, disse Tom. Fez uma pausa e acrescentou: Sei que é doloroso.

David veio e Tom sugeriu que jogassem xadrez. O rapaz fez que sim com a cabeça.

Os jogos de xadrez continuaram todas as quartas-feiras à tarde, em silêncio total e sem contato visual da parte do garoto.

Embora não seja fácil trapacear no xadrez, Tom fazia o possível para que David ganhasse uma ou duas vezes.

O menino chegava cedo, procurava o tabuleiro e as peças na estante. Começava a arrumá-las antes mesmo que Tom sentasse. Parecia estar gostando da ideia. Mas por que nunca me olha? Pensava Tom.

Talvez ele precise simplesmente de alguém com quem dividir a dor. Talvez sinta que respeito a dor dele. Concluiu.

Numa tarde, quando o inverno dava lugar à primavera, David tirou a capa e a colocou nas costas da cadeira.

Enquanto arrumava as peças do jogo de xadrez, seu rosto parecia mais animado, os movimentos mais vivos.

Alguns meses depois, quando flores já recobriam a árvore lá fora, Tom olhava David enquanto ele se inclinava sobre o tabuleiro. Pensava que pouco se sabe sobre terapia, sobre os misteriosos processos de cura.

De repente, o garoto levantou os olhos e disse: Sua vez.

Depois disso, David começou a falar. Fez amigos na escola e entrou para o clube de ciclismo.

Um dia, chegou um cartão postal de David que dizia: Estou passeando de bicicleta com amigos e me divertindo muito.

Tempos depois Tom recebeu uma carta em que David falava que pretendia ir para a Universidade.



*   *   *


Tom ofereceu algo a David, mas certamente aprendeu como o tempo pode tornar possível superar o que parece dolorosamente insuperável.

Aprendeu, ainda, como estar presente quando alguém precisa dele. E que se pode entrar em contato com outro ser humano sem usar palavras. Só é preciso um abraço, um toque gentil, um ouvido atento, um coração solidário.


 

Redação do Momento Espírita