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GERAL => Mensagens de Ânimo => Jornal das Boas Notícias => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 07 de Setembro de 2016, 22:39

Título: A nova era
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Setembro de 2016, 22:39
                                                                 VIVA JESUS!




               Boa-noite! queridos irmãos.



                     
                     A nova era



“Os Espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que (...) sua missão é instruir e esclarecer os homens, abrindo uma Nova Era para a regeneração da Humanidade (...).” 1


 No Cristianismo nascente, Paulo de Tarso foi a Atenas, onde a  inteligência se manifestava na  Filosofia, na Política, nas Artes, com esperança de que o Evangelho seria compreendido e, a partir dali, disseminado para outras terras, por aqueles que vinham à busca de conhecimentos. Tornar-se-iam multiplicadores da Doutrina de Jesus, ao retornarem às regiões de origem.

 Em Atenas, Paulo vê  templo ao  Deus  Desconhecido (Atos, 17:32).

 Quando os gregos se reuniram na  ágora (*), para ouvi-lo, disse-lhes que era desse Deus desconhecido que lhes vinha falar, do  Deus  que fez o  mundo e o  que nele existe.

 O desfecho de seu gesto foi para ele de plena frustração. Eis o que registram os Atos dos Apóstolos (17:32) sobre esse episódio:

“Quando ouviram  falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e  outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra  ocasião.”

Isso o levou a se afastar do meio deles...

 Após Jesus, alguns cristãos que sucederam os apóstolos foram adulterando a pouco e pouco Sua mensagem de Amor. A partir do Concílio de Niceia, em 325, a Igreja uniu-se aos poderosos e esses desvirtuamentos culminaram com o período de  trevas, de mil anos,  da  Idade Média – do  século V ao XV. Nele se deram as Cruzadas, do  século XI até o ano 1300; a “Santa Inquisição”, do século XII ao XVIII – fase negra da  história humana.

 A ignorância e o fanatismo religioso mantiveram separadas a Ciência e a Religião, o que atrasou o progresso da primeira e o aprendizado da Moral contida no Evangelho. Erros clamorosos retardaram a evolução da Humanidade, entre outros:

– A crença na Terra como centro do Universo (frutos do orgulho,  vaidade, presunção humanos);

– A Terra fixa, e os astros a girar à sua volta: concepção de  Ptolomeu (Século II).

 Nicolau Copérnico (1473/1543) contestou Ptolomeu, ao conceber a Teoria  heliocêntrica: a  Terra girando  em torno do Sol.

 Galileu Galilei (1564/1642) inventou o telescópio e, observando os  astros, confirmou  que Copérnico estava certo.

 Perseguido e  quase condenado à fogueira, teve  que abjurar a essa concepção. Mas há uma lenda que afirma ter ele murmurado – como bom italiano –, “(...) ao sair do tribunal que o condenaria à fogueira, (...) célebre frase: ‘Eppur si muove!’, ou seja, ‘contudo, ela se move’, referindo-se à Terra”.

Humilde e corretamente, o Papa João Paulo 2º o reabilitou, em 31.10.92, na Academia Pontifical de  Ciências, reconhecendo  que  Galileu “... havia sido  injustamente condenado” (Folha de  São Paulo, edição de 30.10.92.)

 *

 Jesus, como Governador da Terra, desenvolve programação para este orbe e para todos os seus habitantes, até que “(...) tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto” Mt, 5:18.

 E o Espiritismo é o instrumento para atingir esse objetivo com mais celeridade, quando o estudarmos, o compreendermos e adotá-lo como roteiro evolutivo!

“O Cristo foi o iniciador da moral  mais pura, da mais sublime: da  moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e orna-los irmãos; que há de  fazer  brotar de  todos os  corações humanos a  caridade e o amor ao próximo e estabelecer  entre os homens uma solidariedade comum; de uma moral,  enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam.

 (...) o  Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer com que a humanidade avance.

 São chegados os tempos em que as ideias morais hão de desenvolver-se para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. (...)

 Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.”2

 Com Moisés, os  Dez Mandamentos e a crença num Deus único, mas  também a ferocidade: o “Deus dos Exércitos”; “o olho por olho, o  dente  por dente”.

Antes dele, cultuavam-se muitos deuses.

 Jesus veio e resumiu esses dez preceitos em dois mandamentos; recomendou-nos  fazer o  bem a  quem nos faz o mal; a amar ao próximo como a nós mesmos; a amar aos inimigos; a perdoar ofensas; a  dar a  capa a  quem  pedir a  túnica, ou seja, a traduzir seus ensinos em ações efetivas, vivenciando o amor pelos semelhantes.   Com Jesus, o “Amor a Deus e ao  próximo,  como a  si  mesmo”; o  Deus Pai, que educa ao invés de punir ‘eternamente’. A mansuetude.

“O  Espiritismo se tornará  crença geral, ou continuará sendo professado apenas por algumas pessoas?

 Certamente ele se tornará crença geral e marcará uma Nova Era na História da Humanidade, porque está na Natureza e chegou o  tempo em que   ocupará  lugar entre os  conhecimentos humanos (...).” 3

          “(...) o objetivo maior do Espiritismo é propiciar ao homem condições para o    autoconhecimento, a autotransformação íntima à luz da Revelação incessante.” (**)

“O Espiritismo, na sua missão de consolador, é o amparo do mundo neste século de  declives da sua História; só  ele pode, na  sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as  religiões  que se apagam  entre os  choques da  força e da ambição, do egoísmo e do domínio, apontando ao homem os seus verdadeiros caminhos.” 4 

“Os tempos estão próximos, repito-o,  em que a grande fraternidade reinará nesse globo, em que os homens obedecerão à Lei do  Cristo, única Lei que será freio e  esperança e conduzirá as almas às moradas bem-aventuradas. Amai-vos,  pois, como filhos de um  mesmo  Pai; não estabeleçais  diferenças entre os outros infelizes, porque  Deus quer  que todos sejam  iguais; não desprezeis a ninguém. 

 Deus permite que haja grandes criminosos entre vós, a fim de que vos sirvam de ensinamento. Em breve, quando os  homens estiverem submetidos às verdadeiras  leis de  Deus, já  não haverá  necessidade desses  ensinos: todos os  Espíritos impuros e revoltados serão banidos para mundos inferiores, de  acordo  com as  suas  inclinações.” 5  (Sublinhamos os grifos do original.)

 Com a Doutrina Espírita, a interiorização desses ensinos; não  mais mandamentos,  mas  sim, ensinamentos; a  implantação da fraternidade, da solidariedade; o conhecimento da  realidade espiritual, da  Lei da Reencarnação; da  Lei de Causa e Efeito; a comunicabilidade dos  Espíritos; a conquista da fé raciocinada.

 Enfim, com ela, a busca da evolução consciente, que propiciará o  advento de Nova Era para a humanidade, pela transformação  moral dos indivíduos.


 (*) Praça principal das antigas cidades gregas, local em que se instalava o mercado e que muitas vezes servia para a realização das assembleias do povo; formando um recinto decorado com pórticos, estátuas etc., era tb. um centro religioso. Grande Dicionário Houaiss da língua portuguesa. (Eletrônico).

 (**) Francisco Thiesen, então presidente da FEB, ao instalar o Congresso Internacional de Espiritismo - CIE, em out/1989.


 Referências:

 1.             KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. Ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Prolegômenos, p. 70.

 2.             KARDEC, Allan.  O Evangelho segundo o Espiritismo.   Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. – 1ª impressão - Rio de Janeiro: FEB, 2013. Cap. I, it. 9, p. 42.

 3.             KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. Ed. 1. reimpr. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Q. 798.

 4.             XAVIER, F. Cândido. A Caminho da Luz. Pelo Espírito Emmanuel. FEB: Rio de Janeiro, 1975. p. 213.

 5.             KARDEC, Allan.  O Evangelho segundo o Espiritismo.   Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. – 1ª impressão - Rio de Janeiro: FEB, 2013. Cap. XI, it. 14, p. 156.


              Gebaldo José de Souza







                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A nova era
Enviado por: lconforjr em 09 de Setembro de 2016, 22:05
Sendo o que está escrito na mensagem inicial uma verdade, e é verdade que se  aproxima uma nova era, que, entendo, seja a promoção deste mundo a um nível superior, qual é a dificuldade de nós, espíritos encarnados, não compreendermos isso e, por não compreendermos, continuarmos a agir, pensar, sentir, escolher de maneira tão errada, causando sofrimentos aos outros e a nós mesmos e prejuízos à criação divina?
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