Forum Espirita

CODIFICAÇÃO => Estudos mensais => Tópico iniciado por: Marccello em 29 de Maio de 2011, 16:08

Título: Reforma Íntima
Enviado por: Marccello em 29 de Maio de 2011, 16:08
Estudo do mês de junho “Reforma Íntima”

Prezados(as) companheiros(as) de jornada!

Pretendemos no espaço que nos foi permitido, apresentar alguns conteúdos que se relacionam com o conhecimento de si mesmo e a nossa tão pretendida Reforma Íntima, sempre com base em nosso Consolador Prometido, tudo de forma simples utilizando uma parte da enorme bibliografia espírita que nos ajudará a refletir sobre o assunto.
[attach=3]
http://www.youtube.com/watch?v=nMwvTEkCihA#ws



Para ver o slideshow de quadrinhos clique aqui:
http://www.flickr.com/photos/forumespirita/sets/72157626833030894/show/



Estou feliz em poder participar com todos vocês e aprender um pouco mais sobre este tema de tão grande importância em nossas vidas.  Agradecemos aos amigos do Fórum Espírita, companheiros de estudos, moderadores e visitantes que tenho certeza nos ajudarão nesta tarefa.

O tema poderia também ser chamado de crescimento interior, reformar-se, aquisição de valores em todos os sentidos das necessidades humanas, não apenas das virtudes ou moral espírita, mas também de tudo o mais que possa levar a pessoa a sentir-se plena, feliz, com equilíbrio e bem-estar. É uma ação contínua.

Esse crescimento poderá ser natural, desenvolvendo-se no ao longo do tempo e das experiências reencarnatórias. Mas também poderá ser consciente, ou seja, planejado, organizado e autocomandado. Vamos postar textos que tratam do assunto. Vivenciar os conceitos espíritas.

Todos conhecemos as grandes dificuldades em realizarmos nosso crescimento interior.

Sabemos o quanto isto é necessário e prioritário, mas... como é difícil!

Esteja a paz do Mestre com todos, nestas reflexões...

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. - Jesus (Mateus, 18: 20)

Compreendendo-se que cada obreiro da seara espírita cristã se incumbe de tarefa específica é forçoso indagar, de quando em quando, a nós mesmos, o que somos no grupo de trabalho a que pertencemos:

Uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava?

Um companheiro assíduo às lições ou um assistente que, por desfastio, aparece de vez em vez?

Um amigo que compreende e ajuda ou um crítico inveterado que tudo complica ou desaprova?

Um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena?

Um enfermeiro consagrado ao bem da comunidade ou um doente que deva ser tolerado e tratado pelos demais?

Um manancial de auxílio ou uma charneca deserta sem benefícios para ninguém?

Um apoio nas boas obras ou uma brecha para influência do mal?

Uma planta frutífera ou um parasita destruidor?

Um esteio da paz ou um veículo da discórdia?

Uma benção ou um problema?

Façamos semelhante observação e verificaremos, sem dificuldade, se estamos simplesmente na Doutrina Espírita ou se a Doutrina Espírita já está claramente em nós.

Chico Xavier - Emmanuel

Vamos usar uma pequena metáfora em forma de quadrinhos para iniciarmos nosso estudo...

Reflitamos um pouco mais...

Você acaba de adquirir uma casa antiga. Seu desejo é reformá-la. Para tanto, contrata uma arquiteta que planejará a obra e um engenheiro que a executará, auxiliado por outros profissionais.

Em dado momento o engenheiro chama um pedreiro para orientá-lo sobre a reforma de uma das paredes da casa, estabelecendo com ele o seguinte diálogo:




Esse pequeno diálogo, embora singelo, nos oferece uma metáfora que pode ser útil nas mais diversas situações em que algum método prático é fornecido.

Assim, se alguém nos propõe um meio prático, um procedimento prático qualquer para se realizar uma tarefa, procuremos, antes de aplicá-lo, responder às quatro questões colocadas no diálogo dos quadrinhos acima são elas:

“O que fazer?”

“Como devo fazer?”

“É possível fazer?”

“Por que devo fazer?”

No próximo tópico desenvolveremos estás questões da metáfora e veremos que o esquema acima, representado pelas quatro questões em negrito, fornece uma proposta sobre a estrutura lógica da resposta dada por Santo Agostinho à pergunta 919 a, de O Livro dos Espíritos. As perguntas 919 e 919 “a”  tratam do conhecimento de si mesmo. Servindo de introdução ao nosso estudo da Reforma Íntima.

Muita paz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 30 de Maio de 2011, 16:24
Amigo Marcello


Parabéns pelo tema escolhido, de grande relevância para todos nós.

Na minha opinião só o conhecimento doutrinário é letra morta se não o aplicarmos diariamente em nossas vidas pois a alma só evolui quando cresce em conhecimento e sabedoria.

Deixo aqui esse artigo para reflexão.

Abraços da Katia


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Reforma íntima: tarefa urgente

 
CLAUDIA SCHMIDT


Reforma íntima, na visão espírita, é o processo necessário, benéfico e contínuo de autoconhecimento, o esforço que cada um faz para se melhorar moralmente, tendo como base os ensinamentos do Cristo. Para isso Deus dá a responsabilidade e o mérito do burilamento das imperfeições, através do livre-arbítrio individual.
 

Santo Agostinho (1) oferece instruções simples e claras de como proceder para que a evolução seja alavancada, tendo como base o roteiro luminoso do Evangelho:
 

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava em revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse a si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo da guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. (...)


“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra teu próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado”.


Assim, compreende-se que o importante é estabelecer comparativos apenas consigo mesmo, dentro da jornada evolutiva atual. Nesse contexto, a autocrítica é necessária, mas também o autoperdão e a determinação de mudar hábitos, transformando pensamentos e atitudes, mudando o padrão vibratório a que se está acostumado.


A reforma íntima é a chave para o progresso individual, o caminho para evitar os sofrimentos morais que o orgulho e o egoísmo ocasionam. Através da evolução moral, destino de todos os Espíritos criados por Deus, é possível alcançar a verdadeira felicidade, neste mundo e, no futuro, em mundos mais adiantados.

 


Referências:

 

(1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84ª ed. Rio [de Janeiro]: FEB. 2003. Questão 919, a.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: maria luciene em 30 de Maio de 2011, 20:17
Imagem em anexo
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 31 de Maio de 2011, 00:08
Meu nobre irmão Marccello,meu conterraneo.Que tema maravilhoso esse,"a reforma íntima",com certeza irá nos propocionar momentos de aprendizado à medida que for desenvolvendo o tema.
Deixo aqui uma pequena contribuição baseado em uma observação.

                                                     O PORQUE DO FORMATO

    Estava eu de posse de uma pequena pedra de formato oval(seixo);dessas encontradas nos leitos dos rios.Olhando os seus contornos arredondados fiz o seguinte questionamen-
-to:Sendo a pedra um mineral e inanimado,como chegou a ter aquele formato?A resposta me veio de imediato,a natureza sábia,à movimentou através da correnteza do rio, atritan-
-do-a contra as outras,até ela chegar a ter aquele formato,isto naturalmente não aconte-
-ceu em horas ou dias,pode ter levado anos,até mesmo séculos.Comparando-a a nós no
processo evolutivo,o que devemos fazer para chegarmos a uma forma mais perfeita?Hora,se somos livres para pensar e temos vontade própria,devemos começar por uma reforma íntima:modificando assim as nossas atitudes,sendo mais amigo,mais indulgentes,
mais solidários,menos pretensiosos,amaremos a todos sem preconceitos,mesmo estando
além dos nossos conceitos.Praticaremos a bondade e a caridade sem esperar recompen-
 -sas.Com certeza êste será o nosso processo de burilamento para se chegar a ser mais
 perfeitos.
Fique na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 31 de Maio de 2011, 00:37
Parabéns Marcello pelo tema.
Mas não encontrei na votação o Egoísmo  ???
Esse eu considero o pior defeito do homem e é o que diz a DE.
Dele deriva todos os outros.
Bom estudo!!!
Um abs
Hebe
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 31 de Maio de 2011, 01:58
Bons dias a todos!
Nossa! Que bacana esse tema!
Estaremos juntos, se Deus quiser, estudando novamente por aqui.
Já vou dizendo: na votação coloquei o ORGULHO como campeão para mim, hoje. Mas também senti falta do egoísmo... Será que ele não é a chaga maior?
Abraços a todos!
pati

Estejamos em deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: EsoEstudos em 31 de Maio de 2011, 03:48

A mansuetude é um dom magno que o homem deve procurar cultivar com serenidade na construção de seu edifício evolucionário de paz interior. A ira é um vinho frisante sempre prestes a arremeter longe a rolha da garrafa. É a jactância do ego perante si mesmo, num misto de orgulho e arrogância, o olvido de nossa pequenez diante do Pai Eterno.

Todos temos nossos momentos de fraqueza, máxime pelo desgaste acumulativo com que o estresse diário nos envenena e vai minando o bom-senso.

Tenhamos paciência e boa-vontade.

Lembremo-nos do ponto fundamental: todos nós necessitamos de perdão; portanto, não devemos nos deixar levar pela sedução da ira sob pena de recebermos o influxo inevitável de nossa contra-parte nas agitações violentas que imprimimos no éter a que estamos sintonizados.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 31 de Maio de 2011, 19:14
Marccello amigo querido... :D

Seja muito bem-vindo ao estudo mensal.

Que belo e importante tema para estudo hein?

O autodescobrimento nos leva a reforma íntima, e não é fácil olhar para dentro de si e ver o que há por lá, o que somos e o que gostaríamos de ser...

Diante da fragilidade humana é inevitável que nos questionemos: Quem sou eu? ???  Como transformar imperfeições em virtudes? ???  Como vencer a si mesmo para conquistar o direito de ser feliz e fazer o meu próximo feliz? ???

Daí a importância da auto-aceitação, para que reconhecendo nossa impotência e limitação diante da vida, possamos fazer a reforma íntima de forma consciente, pois não podemos apagar o que somos, mas podemos a partir daí começar a transformar e fazer mais luz na sombra que ainda existe em nós.

Boa sorte amigo e bom estudo a todos! ;D

Abraços fraternos,

Da amiga Edna ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 31 de Maio de 2011, 19:20
Alma querida nos ideais renovadores,

     é natural que sofras inquietação por nutrires objetivos transformadores.

    Ante a penúria de teus valores, declaras-te sem mérito para receber a ajuda Divina.    Perante a extensão de tuas falhas, açoitas a consciência com lancinante sentimento de hipocrisia ao repetires os mesmos desvios dos quais já gostarias de não se permitir. Essa é a estrada da perfeição, não te martirizes.

    Tudo isso é compreensível, parte integrante de quantos se candidatam aos serviços reeducativos de si próprios, portanto, não sejas demasiadamente severo contigo.

    Sem lástima e censura, perdoa-te e prossegue sempre.

    Confia e trabalha cada vez mais.

    Por mais causticantes as reações Íntimas nos refolhos conscienciais, guarda-te na oração e na confiança e enriquece tua fé nas pequenas vitórias.

   A angústia da melhora é impulso para promoção. O remédio salutar para amenizá-la é a aceitação incondicional de ti mesmo.

   Aceitando-te humildemente como és e fazendo o melhor que possas, vitalizar-te-ás com mais fortes apelos interiores para a continuidade do projeto de melhoria e corrigenda. Por outro lado, se te punes estarão assinando um decreto de desamor contra ti.

   Afeiçoa-te com devotamento e sensatez aos exercícios que te são delegados pelas tarefas renovadoras do bem, aprimorando-te em regime de vigilância e paciência.

   Sem alimentar fantasias de saltos evolutivos, dá um passo atrás do outro.

   Sem ansiar pela grandeza das estrelas, ama-te na condição de singelo pirilampo que esforça por fazer luz na noite escura.

   Faça as pazes com tuas imperfeições. Descubra tuas qualidades, acredite nelas e coloque-as a serviço de suas metas de crescimento, essa é a fórmula da verdadeira transformação.

    O tempo concederá valor e experiência a teus esforços, ajustando teus propósitos aos limites de tuas possibilidades, libertando-te da angústia que provém dos excessos.

    Caminha um dia após o outro na certeza de que Deus te espera sempre com irrestrito respeito pelas tuas mazelas, guardando o único direito de um Pai zeloso e bom que é a esperança de que amanhã sejas melhor que hoje, para tua própria felicidade.

Ermance Dufaux



Fonte: Texto extraído do livro Reforma Íntima Sem Martírio, ditado pelo Espírito de Ermance Dufaux, colocado com autorização do Médium Wanderley Soares de Oliveira, que gentil e expressamente autorizou-me a publicação para fins de estudo.


Que Deus nos fortaleça em nossos sinceros própositos de acertar e progredir sempre!

Paz e luz!

Edna ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: GoodLuck em 31 de Maio de 2011, 22:03
Marcelo,
Como alunos da escola vida, estamos aprendendo a conjugar o verbo Ser, que passa diretamente pela reforma intíma e nada melhor do que participarmos desse estudo. Deus conceda a luz necessária a todos nós e que possamos aproveitar essa oportunidade.
Abraço
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mourarego em 31 de Maio de 2011, 22:40
Sabem, tenho uma "bronca" muito grande do termo "reforma", ora eu não sou roupa velha pois só estas se reforma.
Nós nos modificamos moralmente.
Este o objetivo da aludida "reforma"
O trabalho é todo nosso, e não se espere dos Espíritos senão os bons pensamentos, pois esta é a missão deles, dotar-nos de ferramental de boa qualidade para que nós mesmos possamos fazer o trabalho.
Cosntuido a modificação é apenas o "gradus primus", ou seja, o primeiro degrau, o outro degrau, este em que quase sempre não conseguimos alcançar, é o da transformação.
A modificação,ou progresso, se pode fazer mesmo quando desencarnados, porém para que este progresso seja anotado no "livrão" lá de cima é necessário o estágio terreno.
como se vê o problema é nosso, não há nem milagres nem magias só trabalho de nós em nós mesmos.
Abraços,
Moura
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:02
Assim, compreende-se que o importante é estabelecer comparativos apenas consigo mesmo, dentro da jornada evolutiva atual. Nesse contexto, a autocrítica é necessária, mas também o autoperdão e a determinação de mudar hábitos, transformando pensamentos e atitudes, mudando o padrão vibratório a que se está acostumado.

Olá querida amiga Katia! :D

Precisamos muito desta postura! ;)

Aproveito a oportunidade de parabenizar o excelente trabalho de coordenação e condução do estudo do mês de maio “Família” desenvolvido por nosso amigo Victor Passos e você...sempre solícitos e presentes ao longo do mês...
Conto com o apoio e participação de vocês!

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:04
Oi Maria Luciene! :D

Agradecemos a sua colaboração e continue conosco trazendo informações sintonizadas no bem enriquecendo nosso estudo!

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 01 de Junho de 2011, 00:05
VINTE  EXERCÍCIOS PARA PROMOVER UMA REFORMA ÍNTIMA

1. Silenciarmos diante da ofensa que nos fazem.
2. Esquecermos o favor que prestamos a alguém.
3. Desobrigarmos aos amigos de praticarem qualquer gentileza para conosco.
4. Emudecermos a nossa agressividade.
5. Executarmos alegremente as nossas próprias obrigações.
6. Não condenarmos as opiniões que divergem da nossa.
7. Abolirmos qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8. Repetirmos informações e ensinamentos sempre que necessário sem qualquer queixume.
9.Treinarmos constantemente a nossa paciência.
10. Ouvirmos de boa vontade os problemas dos companheiros não colocando nossas dores acima das deles.
11. Buscarmos sem afetação ou interesse o meio de sermos mais úteis.
12. Desculparmos pelos prejuízos que nos causam sem exigir que se desculpem por isso.
13. Não falarmos nem pensarmos mal de ninguém.
14. Buscarmos sempre o melhor das pessoas com quem convivemos, do jeito que são naturalmente.
15. Alegrarmo-nos com a alegria dos outros.
16. Não aborrecermos a quem trabalha.
17. Ajudarmos de boa vontade sem necessidade que nos peçam.
18. Respeitarmos o serviço alheio.
19. Colocarmos os nossos problemas particulares em último plano.
20. Servirmos de boa vontade quando a enfermidade nos ferir.

O aprendiz da experiência terrena que quiser e puder aplicar-se, pelo menos, a alguns dos vinte exercícios aqui propostos, certamente receberá do Divino Mestre Jesus, em plena escola da vida, as mais distintas notas no curso da Caridade.

(mensagem adaptada do espírito Scheila, livro Ideal Espírita, Espíritos Diversos, psicografado por Francisco Cândido Xavier).
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 01 de Junho de 2011, 00:07
Reforma íntima
R iqueza de atitudes boas
E studo sobre si e o próprio caráter
F erramentas de luz e amor em cada gesto
O ração e vigilância constantes
R esistência ás tentações
M entalização do belo e do que é bom e positivo
A mor a si mesmo

I ntimidade em resguardo das sombras
N ecessária compreensão do que significa o próximo
T rabalho de renovação de valores
I nteriorização do bem em substituição ao mal
M ovimento seguro na direção da luz
A mor, agora, ao próximo.  (Ademário da Silva)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:25
Olá querida Maria!

Lembras das brincadeiras sobre o feminísmo e do machismo em que eu e nosso saudoso Renato participamos no tópico Humor? Dando grandes trabalhos aos moderadores...  Ainda bem que estamos nos reformando!! ;D

Precisamos nos exercitar diariamente para nos livrarmos das gordurinhas morais indesejáveis que nos tornam feios diante do espelho de nossa consciência.

Muita paz. :)


Olá companheiro da terrinha! :D

Nossa Veneza Brasileira...continua linda apesar dos transtornos das águas...não é mesmo?   

Sábias palavras Antônio, a espiritualidade nos conhece bem e sabe do que precisamos... por isso devemos, conforme sua observação sobre a transformação do mineral..refletir sobre a necessidade dos nossas correntezas da vida que nos fazem atritar/conviver com nossos semelhantes, muitas vezes no trabalho, na escola, no centro espírita e principalmente no nosso lar...
Resultando com este processo nos tornar pessoas melhores. E quem sabe depois de algum tempo poderemos dizer. Como nos modificamos... Refletimos antes de agir, pensamos nas conseqüências, reconhecemos nossos limites... graças a Deus somos melhores hoje do que antes...  Vale à pena a jornada! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:29
Querida amiga Hebe! :D

Veja como precisamos ser vigilantes diante de nossas atitudes...na elaboração da enquete usei  de grande egoísmo...não compartilhei esta escolha dentre as opções dos defeitos... ;D

Se tecnicamente for possível ao Fórum acrescentar esta opção... ???

Querida Hebe conto com seu apoio nos estudos! ;)


Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:36
Olá amiga Pati! :D

Fico feliz em poder contar com sua presença e ajuda!

Precisarei da contribuição de todos sem exceção nesta tarefa!

Os defeitos são inerentes a todos nós ...precisamos ter consciência da existência deles em nós e na medida do nosso esforço substituí-los por atitudes elevadas.

Me permita um momento para discontração: Nunca imaginei... que nos tempos atuais, alguém viesse a sentir falta do egoísmo...só aqui no Fórum Espírita...onde as pessoas se esforçam  em reformar-se!! Não é verdade? ;D

Grande abraço! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:40
Grande amigo Marco! :D

Conto com sua boa vontade em nos enriquecer com seus conhecimentos. ;)

Diante de nossas atribulações... desenvolver a mansuetude, a paciência e saber perdoar nos ajudará em lidar com nossas metas não alcançadas...

Hoje não conseguimos, no entanto... Perseverando com dignidade e paciência, atingiremos amanhã.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Eduardo Ferreira em 01 de Junho de 2011, 00:45
Acho que Arrogância, mas não tem.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: mysky em 01 de Junho de 2011, 00:46
Muito interessante! Vou participar!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 00:47
Que felicidade amiga Edna contar com seu apoio! :D

Falando em conhecer poderemos nos perguntar: o que desejamos da vida, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos acontecimentos... são formas de nos ajudar...

Quanto à auto-aceitação não deve significar acomodação, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para melhor. Além disso, a auto-aceitação fortalece a paciência e a fé, nos auxiliando a viver em harmonia conosco e com os outros.

Fico contente em poder receber seu apoio nos estudos. :D

Obrigado! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Jussara de Campos Miranda em 01 de Junho de 2011, 00:48
Gostaria de participar do Estudo previsto para o mês de junho: Reforma Íntima. Pode me dizer o que preciso fazer, é a primeira vez que estou aqui neste fórum.  Grata
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:00
Ola amigo GoodLuck! :D

É verdade procurar melhorar, tentar não cometer o mesmo erro mais de uma vez, verificar se certas atitudes magoaram alguém, se possível pedir perdão nem que seja em pensamento... E não fazer novamente. Que possamos aprender um pouco mais sobre tudo isto.

Obrigado! ;)

Muita paz. :)



Olá amigo Eduardo!

São tantos os defeitos que perdemos a conta...não é mesmo?

Se for possível vamos tentar incluir...  ::) mas só na enquete! :o combinado? :D

Grande abraço! ;)


Oi amiga mysky! :D

Seja bem vinda! ;)



Oi jussara! :D

Você já está participando! ;)

Seja bem vinda!

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:04
Querido Mano Moura! :D

Muito boa colocação... nós precisamos fazer o trabalho e a visão da Espiritualidade maior é sábia, pois eles compreendem as nossas dificuldades muito mais do que podemos imaginar, até porque têm mais clara visão da misericórdia de Deus.

Devemos não ser indiferentes aos nossos erros nem nos cobrarmos em demasia. É fundamental saber que a lei de Deus não é punitiva, mas educativa. E para isto precisamos nos educar.

Obrigado Mano! ;)

Conto com seu apoio!

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:17
Retomando os estudos do 1° tópico sobre o quadrinho e desenvolvedo as questões da metáfora  representado pelas quatro questões. Continuemos:

“O que fazer?” – Isto é, qual é mesmo o método sugerido? É preciso entender bem o que deve ser feito, da forma mais clara e precisa quanto possível. Mas, não basta saber o que fazer, é fundamental saber como fazer. Para isto, precisamos responder também à pergunta:

“Como devo fazer?” – Como executar o procedimento proposto? Todas as condições e recursos disponíveis, no contexto da tarefa, devem ser cuidadosamente analisados. As reais condições de aplicação do método precisam ser conhecidas e ponderadas. Trata-se de colocar a teoria em prática. Todo cuidado é pouco. Muitas vezes é na hora da utilização prática do meio proposto que ganhamos mais clareza sobre ele e compreendemos suas reais limitações. Dificuldades na execução poderão surgir, neste caso a pergunta seguinte precisará ser respondida:

“É possível fazer?” – A resposta a esta pergunta nos permitirá enfrentar os obstáculos de forma mais segura, pois nos dará a conhecer os limites e possibilidades do procedimento proposto. Saber dos limites e das reais condições de aplicação do método pode levar ao conhecimento da diferença entre um método utópico, cujos resultados jamais serão alcançados, e outro verdadeiramente efetivo, que nos conduzirá com sucesso aos objetivos desejados.

Ninguém, em sã consciência, vai aplicar, com segurança e bom ânimo, um método qualquer se não tiver boas razões para fazê-lo. Precisamos de boas razões para os meios a serem empregados, tanto quanto para os fins almejados. Por isso, mesmo tendo respostas satisfatórias para as três questões anteriores, a última pergunta que segue precisará ser respondida.

“Por que devo fazer?” – Não fazer por fazer. De que adianta, como no diálogo acima, reformar uma parede que será derrubada. Embora nem sempre os fins justifiquem os meios, sempre deveríamos ter boas razões para ambos. Não se deveria gastar tempo e esforço em vão.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:27
Poderemos nos perguntar: “o que tudo isso tem a haver com o tema?”

A resposta é simples. O esquema acima, representado pelas quatro questões em negrito, fornece uma proposta sobre a estrutura lógica da resposta dada por Santo Agostinho à pergunta 919 a, de O Livro dos Espíritos.

Nas perguntas 919 e 919 “a”  tratam do conhecimento de si mesmo:
           
919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da Antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

a)     – Conhecemos toda a sabedoria desta máxima; porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

Na sua resposta a essa pergunta 919 a, Santo Agostinho propõe seu método prático para se alcançar o autoconhecimento. Inicialmente, no primeiro parágrafo, ele aborda as duas primeiras questões destacadas acima: “O que fazer?” e “Como devo fazer?”.

“O que fazer?” O que devo fazer para alcançar o autoconhecimento? Faça perguntas a si mesmo.

“Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar.”

Porém, conforme já assinalamos acima, para se colocar em prática a resposta à primeira questão, deve-se responder também à segunda questão “Como devo fazer?”. Isto é, como fazer perguntas a mim mesmo? Que tipo de perguntas devo fazer? Muitas perguntas são possíveis. Como selecionar as mais adequadas? Lembremos que o item sobre o autoconhecimento foi colocado no capítulo sobre a Perfeição Moral. O autoconhecimento não é um fim em si mesmo, ele tem por objetivo o aperfeiçoamento moral do ser.  Na própria pergunta 919, o objetivo do autoconhecimento é explicitado: melhorar nesta vida e resistir à atração do mal. As perguntas devem conduzir a essas finalidades.

“Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticou durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que fez, rogando a Deus e ao seu anjo guardião que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: “Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?”Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.”

Ao começar a aplicar o método sugerido por Santo Agostinho nos deparamos com um grande obstáculo. Como na metáfora do início deste texto, uma espessa capa de concreto bloqueia nosso mundo íntimo: o auto-engano. Não será fácil atravessá-la.

“Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade.”
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Junho de 2011, 01:30

Peço licença para postar uma sugestão que dei em um outro local da internet:


[...]
Seja gentil. Sorria. Use palavras amenas. Ofereça sua atenção quando alguém lhe dirigir a palavra. É claro que muitos de nós já faz isso. Mas sigamos além. Sejamos exemplos para olhos pequenos de mentes em formação, em nossa casa e na rua.

Tenhamos um esforço a mais.

Diminuamos por nossa conta e risco o ritmo alucinado do mundo. Façamos as coisas com menos pressa. Não apenas olhemos por onde andamos, como também prestemos atenção no que está à nossa volta. Procuremos ouvir músicas relaxantes. Retomemos o gosto (talvez não seu, mas de seus antepassados) pelas coisas simples da vida.

Quando você sorrir, faça-o com o coração. Olhe as pessoas nos olhos e não se apresse em demonstrar que entendeu o que está sendo dito. Em muitos momentos, ponha-se no lugar da pessoa que lhe fala ou de quem falam. Diminua o rigor com que cogita da culpa alheia.

Estabeleça um pequeno ritual para sua vida.

No final de cada dia olhe-se em um espelho. Fixe os seus próprios olhos. Fique um pouquinho assim. Diga para si mesmo, alto ou em seu pensamento: “eu me perdôo pelos meus erros e perdôo os que erraram comigo”. Com o tempo essa afirmação será cada vez mais significativa em seu coração. Será mais e mais verdadeira. Vença o senso de absurdo que esse ritual costuma trazer a quem está embriagado pela objetividade fria que hoje está em plena vigência.

Faça mesmo, de verdade.

Ninguém vai se tornar anjo ou ingressar em nenhuma irmandade secreta por causa disso. Você não será declarado “iniciado” em nenhuma ordem esotérica.

Mas vai se tornar uma pessoa mais serena.

Ninguém consegue atingir a Serenidade sem ter o coração em paz. Exatamente por não podemos fazer desaparecer tudo o que nos desagrada, é imprescindível que reconheçamos os nossos erros e nos perdoemos, única forma de perdoar legitimamente os que erraram conosco.

Você vai ganhar Paz e Serenidade. Vai viver com mais leveza. Vai ajudar os que estão cuidando de mudar este mundo, contribuindo com sua parcela de exemplo para os pequenos e de apoio para os demais.

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=67971#ixzz1NyntQi5Y
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:30
O problema do auto-engano, muito bem identificado pelo Espírito, é a maior barreira ao conhecimento de si mesmo. Nosso olhar sobre nós mesmos, pelo menos no que diz respeito à busca de autoconhecimento em sentido amplo, sofre das mesmas limitações que surgem quando o dirigimos ao mundo fora de nós. Nunca temos acesso imediato a toda a riqueza de nosso mundo interior. O autoconhecimento (e também o conhecimento das coisas fora de nós) é sempre mediado por nossa subjetividade. Não temos como sair de nós mesmos e a partir de um ponto externo buscar um saber isento e seguro de nossa vida interior. A objetividade absoluta é impossível. Não se pode impedir que o objeto de minha introspecção, isto é, eu mesmo, sofra a interferência da minha subjetividade. Não é à-toa que o ditado popular afirma: “Ninguém é bom juiz em causa própria”. Trata-se do insolúvel problema da interferência do sujeito no objeto, que vale para toda forma de conhecimento, inclusive a introspecção.

Embora não se possa ter um conhecimento isento e seguro, pode-se amenizar a interferência de nossa subjetividade. No conhecimento do mundo fora de mim, busco contrabalançar a interferência da minha própria subjetividade criando um espaço de interação intersubjetiva, isto é, submetendo o conhecimento à análise crítica e pública da razão.

Algo análogo pode ser praticado no autoconhecimento. Podemos analisar racionalmente nossa conduta utilizando-nos das contribuições dos outros a nosso respeito. Para aprendermos com mais segurança sobre nós mesmos, devemos prestar atenção nas opiniões dos outros. Muitas vezes, essas opiniões podem ser percebidas sem que nada tenha sido dito: basta observar com atenção as reações e emoções que neles despertamos.

Quanto mais isenta e sincera for a opinião dos outros sobre nós, melhor poderemos aproveitá-la. Por isso é muito importante conhecer a opinião de nossos inimigos.  Precisamos dos outros, mesmo no autoconhecimento. Mais uma lição da sabedoria divina, conseqüência da Lei de Sociedade. Nem mesmo o progresso moral individual dispensa a ajuda, quiçá involuntária, dos nossos semelhantes.

Claro que a decisão final sobre o valor da nossa própria conduta será sempre nossa. As contribuições dos outros deverão ser honestamente ponderadas à luz da minha razão. A interferência da minha subjetividade é inevitável. Daí a importância do desejo sério de melhorar-se, de se ouvir a voz da consciência, guardiã da probidade interior.

“Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas. Faça o balanço de seu dia moral, como o comerciante faz o de suas perdas e seus lucros; e eu vos asseguro que a primeira operação será mais proveitosa do que a segunda. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida ”


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 01:49
[...]
Seja gentil. Sorria. Use palavras amenas. Ofereça sua atenção quando alguém lhe dirigir a palavra. É claro que muitos de nós já faz isso. Mas sigamos além. Sejamos exemplos para olhos pequenos de mentes em formação, em nossa casa e na rua.

Muito obrigado amigo Marco pela sua belíssima e oportuna mensagem uma lição de como proceder como verdadeiros espíritas.


Finalizando...a tarefa do autoconhecimento exige esforço e boa vontade. Ela precisa ser constante e permanente. Mas, dirão alguns: “vale a pena esse esforço?”. Se a parede vai deixar de existir, por que reformá-la? De que adianta todo o empenho para romper a barreira árdua e difícil do auto-engano se a vida dura tão pouco?

Não basta, portanto, ter respostas adequadas para as três primeiras questões destacadas na metáfora inicial. É fundamental ter também uma boa resposta para a quarta e última “Por que devo fazer?”

Por que devo realizar essa tarefa espinhosa do autoconhecimento? Deixemos a resposta com Santo Agostinho:

“Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice?

Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Ora, que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem?

 Não valerá este outro a pena de alguns esforços?

 Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma.”

Artigo "Sobre a lógica do conhecimento de si mesmo" autor Cosme Massi.
http://www.revistaespiritahf.com/2010/09/sobre-logica-do-conhecimento-de-si.html

Muita paz. :)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: EsoEstudos em 01 de Junho de 2011, 02:14

A base da compreensão humana é a dualidade. Entendemos o que é o quente, o que é o frio e, assim, habilitamo-nos a compreender o que seja o morno.

Seguindo a simbologia dos mitos da Bíblia, Caim e Seth retrata-nos dois arquétipos, dois tipos de personalidade muito diferentes, que trilham sendas diferentes.

Interessante pensar que Caim aprendeu a tirar da terra o seu alimento. Com seu esforço e suor, edificou tudo o que necessitava. Cresceu no domínio dos meios e elementos. Habilitou-se ao uso do fogo e, para que isso tudo ocorresse, teve que aprender a dar solução aos inúmeros problemas que a vida lhe impunha.

Seth, que veio pela morte de Abel, é a expressão de um devoto, um crente fervoroso que põe nas mãos de Deus todo o seu destino. Desdobra-se na busca de sua elevação e procurar ajudar os que têm fome. Consola, ajuda, doa-se em vida pelo semelhante.

Curiosamente, se não houvesse os filhos de Caim, os filhos de Seth não teriam a quem pedir alimento para doar aos pobres. E os filhos de Caim, se não fossem tocados pelos filhos de Seth, não despertariam da luta pela luta, redescobrindo valores pouco cultivados no esforço pelo terra a terra...

Caim sem Seth cairia na frieza de uma objetividade absoluta.

Seth sem Caim cairia na inoperância de uma fé sem recursos.

Acho que a reforma íntima mais difícil não é cultivar valores que a Ética nos bradam ao rosto há séculos.

Acho que a reforma íntima mais valiosa é equilibrar o que temos de Caim com o que temos de Seth.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mirina em 01 de Junho de 2011, 03:07
Marco,

brilhante analogia!

Fica a questão do porque nascemos Caim para depois conquistarmos nossa porção Seth?
Ou será o inverso?
A pluralidade das existencias na busca pela reforma intima tem por finalidade ensinar-nos a ser útil do ponto de vista material, ou a ser bom do ponto de vista espiritual?

Talvez levando-se em consideração nossa dualidade por natureza deveremos caminhar conjuntamente nas duas direções e como voce disse conquistar o equilibrio!

Abs,
Mirina
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: adriano-aliberti@uol.com. em 01 de Junho de 2011, 07:31
É a verdade,que a maioria de nos,precisa aprender.Em muitas e muitas encarnações.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Rose FRA em 01 de Junho de 2011, 12:28
Amaigos de Forum e Jornada,

esse tema é realmente para vida toda.  A Reforma Ìntima eterna nos assegura de que estamos tentando estar nos corrigindo, nos melhorando como seres encarnados e desencarnados, pq tudo que somos levaremos para o outro lado.

Fiquem na paz e com muito trabalho a fazer....

Aqui vai minha contribuicao para o tema.

Com carinho da

Rose


O que é preciso para que a reforma íntima tenha sucesso e êxito é indispensável a eliminacao sistemática de vícios e defeitos, de maus desejos, perjúrios, avareza, luxúria e outras falhas morais.

O esforco deve ser feito para que o aprendiz, como nós, se torne vazio de emocoes negativas e adquira impulsos saos, construtivos, bondosos e assim possa elevar-se do conjunto humano num processo de autopurificacao abrangendte do corpo e do Espírito  (extraído do texto "Reforma Íntima", do livro Na Semeadura II  de Edgard Armond.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Rose FRA em 01 de Junho de 2011, 12:50
Amigos de Forum, de Estudo e de Jornada,

Aqui deixo mais um texto para nos ajudar na Reforma Íntima, do livro Escola de aprendizes do Evangelho - Perguntas & Respostas - Autores diversos.
Este é meu livro de "bolso" porque há muitas perguntas que me ajudaram a aprender a fazer uma pergunta certa, para complementar o que falta esclarecer sobre Reforma Íntima, como: trato com os outros e diversas perguntas com respostas dignas de reflexao e introspeccao. 
Assim a cada dia vou vencendo a minha ignorância, lendo, entudando e tendo sensatez para tudo que possa trazer uma  orientacao mais próxima do que estou sendo capaz de entender, pela minha evolucao espíritual e levar a Reforma Íntima para o lugar ou ponto certo, dentro de mim.

Espero que ajudem a voces, como ajudou e ajuda a mim mesma.

Com carinho da
Rose


Vaidade
A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós.  É muito sutil a manifestacao da vaidade no nosso íntimo e nao é pequeno o esforco que devemos fazer na vigilância, para nao sermos vítimas daquelas influências que encontram apoio nesse nosso defeito.

De alguma forma e de variada intensidade, contamos todos com uma parcela de vaidade, que pode estar se manifestando nas nossas motivacoes de algo a realizar, o que é certamente válido, até certo ponto.  O perigo, no entanto, reside no excesso e no desconhecimento das fronteiras entre os impulsos do idealismo, por amor a uma causa nobre, e os ímpetos de destaque pessoal, característicos da vaidade.

Defeitos sinônimo ou relacionados:  egocentrismo, egoísmo, ostentacao, luxúria, frivolidade, materialismo, falsidade, ambicao.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Anton Kiudero em 01 de Junho de 2011, 13:40
Nova era

Seus discípulos disseram a ele: Quando virá o Reino? Disse Jesus: Ele não virá só por esperá-lo; não dirão: Ei-lo aqui! Ou ei-lo acolá! Mas o Reino do Pai está espalhado sobre a terra e os homens não o vêem.

Uma nova era se aproxima, um novo porvir desponta nos céus. Um novo tempo de justiça, felicidade, harmonia e paz, que alterarão toda a vida no planeta. Todas as “falsas verdades” serão arrancadas da terra pela raiz, como uma árvore que não mais produz frutos. Será um tempo de deslumbramento, de encantamento. A vida se transformará de um martírio para a plenitude do gozo do amor universal. Tudo que hoje é fruto de sofrimento será extinto e uma nova visão sobre as coisas será alcançada. Esta é uma promessa antiga de todos os enviados de Deus e que possui hora marcada para acontecer: no momento que cada um conquistá-la.

O novo mundo que todos esperam não acontecerá externamente, mas deverá ser alcançado individualmente. É na reforma íntima de cada um que este novo tempo começa individualmente. Muitos ainda estão apegados à letra fria dos ensinamentos e estão esperando milagres para a alteração do mundo, mas isto não acontecerá.

Não haverá chuvas de pedras, Jesus não irá se materializar para descer à Terra em uma carruagem de fogo, bramindo sua espada contra os inconseqüentes. Isto já acontece diariamente na vida de cada um.

A cada segundo o espírito encarnado sofre um ataque destas pedras que são atiradas pelo outros para eliminar o seu mundo, as suas verdades. Estes segundos são provocados por Deus através de Cristo para que se ceife a “verdade individual” de cada um.

O novo mundo é uma conquista individual, que cada um consegue em seu próprio momento. Chico Xavier, Francisco de Assis, Gandhi e Buda viveram neste planeta, mas viveram neste novo mundo que estamos falando. Isto ocorreu porque eles viveram uma realidade diferente dos outros seres.

Este é o advento do novo mundo: viver uma vida diferente que surge com a completa reforma íntima de cada ser.

O processo de transformação do planeta não acontecerá porque as coisas se alterarão por si, mas será lento e gradual, sendo que cada um irá mudar-se no seu próprio tempo.

O que garantirá a mudança coletiva é que aqueles que não conseguirem promover a sua reforma íntima não mais encarnarão neste planeta. Havendo apenas encarnações de espíritos já reformados, a prática da vida humana mudará.

A felicidade não será encontrada pelos que encarnarem neste novo tempo, mas será distribuída por eles; a paz não será alcançada, mas se tornará uma realidade quando aqueles que aqui viverem estiverem em paz.

Portanto, meus amigos, não esperem que milagres e mágicas venham a acontecer para que vocês se mudem: promovam já a sua reforma e alcançarão o novo mundo.

Mensagem de Tiago comentando a logia 113 do Evangelho de Tomé - junho/2003

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 01 de Junho de 2011, 14:45
Sobre o Reino de Deus, respondeu o Senhor Jesus: "O Reino de Deus está dentro de vós" (Lucas, 17.21). Esta resposta decepcionou os questionadores, que esperavam grandes promessas exteriores ou um magnifico líder descendo dos céus para satisfazê-los em todos os seus anseios.

A reforma íntima consiste em se desapegar de nossos vícios e paixões da vida terrena.
Jesus sofreu todas as humilhações, tanto físicas quanto morais, mas sabia que se tratava de conceituação social deste mundo e não do mundo de Deus, portanto nada de externo o abalava pois já possuia a consciência Crística . A paz estava dentro dele, na pureza de seu espírito.
Essa é a verdadeira reforma íntima e passagem para o mundo novo de Regeneração.
A porta é extreita, mas é possível.
Um abs
Hebe
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 01 de Junho de 2011, 15:24
BASES PARA NOSSA REFORMA ÍNTIMA
A maior dificuldade para se fazer a tão falada Reforma Íntima é justamente saber o que devemos nos reformar – o que está de errado em nós? A partir daí então, devemos passar para outra grande dificuldade que é praticar a Reforma em nossa personalidade, em nosso modo de agir e até mesmo no pensar.
Porém essa semana em uma vídeo-palestra de Raul Teixeira pela Federação Espírita do Paraná consegui um roteiro para nossa reforma íntima:
1) Falar sempre de forma INATACÁVEL;
2) Não tomar nada como pessoal;
3) Não fazer suposições ;
4) Fazer o melhor que pudermos com o máximo de nós.
Parece simples, mas não é:
Quantas vezes não comentamos sobre alguém, atacando aquela pessoa com suas más características, más tendências ou condutas; quantas vezes não agredimos diretamente o próximo, geralmente um familiar ou companheiro?
Quantas vezes recebemos críticas que poderiam ser usadas para o nosso melhoramento e levamos para o lado pessoal ficando ainda magoado com aquela pessoa.
Quantas vezes criamos suposições a respeito das pessoas e quando verificamos é algo totalmente diferente.
Quantas vezes deixamos a preguiça adiar projetos, ou entramos em atividades sem a dedicação merecida resultando fracassos profissionais e pessoais!
Independente de crença somos convidados para nossa evolução diariamente em nossas relações na família e no trabalho. Exerçamos nossas vivências diárias para benefício próprio, não atacando ninguém de forma verbal, não tomando nada como pessoal, sem fazer suposições, fazendo sempre o melhor que pudermos sem ultrapassar nossos limites.
“Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.” (Emmanuel. Livro Encontro Marcado.)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mirina em 01 de Junho de 2011, 16:40


Anton,
embora a razão e o bom senso indique este caminho para a transformação do mundo as pessoas ainda preferem acreditar em apocalipse e efeitos pirotécnicos, é o comodismo de acreditar que Deus se encaregará de tudo, bastando que sejamos apenas corretos.

Concordo com o texto que voce trouxe, e acredito que a reforma intima tenha que ser conquistada em profundidade, e para isto é que devemos buscar o aprimoramento da inteligencia, sem o qual não teremos subsidios para empreender esta reforma moral.

Ser caridoso, paciente, generoso não é o suficiente, pois continuamos arraigados a velhos dogmas e pré conceitos que nos impedem de olhar imparcialmente para nossa própria essencia e avaliar o quanto ainda somos imperfeitos.   Enquanto trabalharmos somente a superficialidade de nossas ações, ainda estaremos muito distantes da verdadeira conquista de um espirito mais puro, cada um precisa ir mais além, ultrapassar os próprios limites e, através da conquista do conhecimento, julgar(no sentido de analisar a luz da razão) com isenção a si mesmo, ao mundo e a Deus.

Abs,
Mirina
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 01 de Junho de 2011, 17:15
Prezado irmão Marccello!

Parabéns pela escolha do tema que representa, em verdade, o mais excelente trabalho interior, com vistas a nos proporcionar as condições indispensáveis ao nosso florescimento espiritual.

Sempre que possível, buscaremos acompanhar com vivo interesse as edificantes mensagens que, certamente, serão postadas pelos membros e visitantes deste abençoado Fórum, para enriquecer o desenvolvimento deste fascinante tema.

Deus nos abençoe os propósitos sinceros de realizar as inadiáveis mudanças que hão de nos conduzir à tão sonhada libertação espiritual e que Jesus, iluminando a nossa jornada, permita que os bons Espíritos nos inspirem todos os dias de nossas vidas.

Bom estudo e melhor Reforma Íntima para todos!


Deus conosco, sempre!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Vivaldo em 01 de Junho de 2011, 17:26
Olá, amigos, é um imenso prazer mais uma vez participar desse importante fórum de discussões. Gostaria de fazer uma pergunta que nada tem a ver com o ensino. Queria saber como se faz para implantar um centro espírita numa cidade. Pois gostaria de me aprofundar na doutrina, mas aqui onde moro não existe nenhum centro onde possa me reunir. Moro em Cairu-Ba. Agradeço desde já uma resposta. Obrigado.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 01 de Junho de 2011, 17:28
Boa tarde, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


                                               JUSTIFICATIVAS!

Justificamos a todo e qualquer ato que praticamos.

Justificamos nossa raiva, nosso desamor, nossa falta de caridade, nossa falta de fé.

Justificamos nossos erros dizendo não termos noção do que estávamos fazendo.

Justificamos nosso desamor por qualquer outro ser humano, dizendo que ele não gosta de nós também.

Justificamos, justificamos, justificamos, mas sem nunca assumirmos absolutamente nada.

Sempre colocamos as culpas em cima dos outros.

Foi um olhar que nos lançaram e do qual não gostamos; foi um gesto mais afoito e que mal interpretamos; foram palavras mal colocadas que nos açodaram a ira mas, para nós, sempre as desculpas, as justificativas.

Por que isso? Estamos enganando a quem agindo dessa maneira? Só a nós mesmos...

Aos olhos do Criador nada pode ser escondido.

Aos olhos do Criador todas as nossas faltas estão sendo vistas como quando nos olhamos num espelho e nos vemos nitidamente, sem qualquer fantasia ou camuflagem.

Será que já não é hora de deixarmos as justificativas de lado e assumirmos de forma verdadeira e sem disfarces nosso verdadeiro "eu"?

Será que ao assumirmos esse "eu" nossa mudança interior não se tornaria mais fácil?

Será... será... será... Mas se não tentarmos, como iremos saber?

Então! Vamos deixar de lado nossas justificativas, aquelas nas quais só nós acreditamos e vamos assumir nosso verdadeiro "eu". Ele é horrendo? Sim, é...

Mas à medida em que o deixarmos vir à tona, e com coragem, com segurança, revestidos de uma intensa vontade de mudar, pouco a pouco poderemos ir moldando-o, burilando-o, até que este "eu" se torne brilhante, irradiando luz, iluminando caminhos e sendo verdadeiro, sem mais necessidade de justificativas nem disfarces. Que Deus olhe por nós e abençoe os dias de nossas vidas.

                           Irmão Raphael
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:13
Olá prezados amigos(as)!

Agradeço imensamente o banquete de ensinamentos que todos estão caridosamente  nos ofertando... muito obrigado queridos irmãos(ãs)!

Amigo Marco,

Que bela analogia...


Acho que a reforma íntima mais valiosa é equilibrar o que temos de Caim com o que temos de Seth.




Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:18
Amiga Mirina,

Brilhante dedução...

A pluralidade das existencias na busca pela reforma intima tem por finalidade ensinar-nos a ser útil do ponto de vista material, ou a ser bom do ponto de vista espiritual?

Talvez levando-se em consideração nossa dualidade por natureza deveremos caminhar conjuntamente nas duas direções e como voce disse conquistar o equilibrio!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:26
Amigo  adriano,

É verdade,  ainda precisamos de muitas encarnações...


Amiga Rose,

Precisamos nos melhorar a cada dia...


A cada dia vou vencendo a minha ignorância, lendo, entudando e tendo sensatez para tudo que possa trazer uma  orientacao mais próxima do que estou sendo capaz de entender, pela minha evolucao espíritual e levar a Reforma Íntima para o lugar ou ponto certo, dentro de mim.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:32
Querido amigo Anton!

Esta é uma grande verdade que todos nós precisamos vivenciar, não apenas saber...

Nova era

Meus amigos, não esperem que milagres e mágicas venham a acontecer para que vocês se mudem: promovam já a sua reforma e alcançarão o novo mundo.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: leandroms em 01 de Junho de 2011, 23:35
Amigo Marcello


Parabéns pelo tema escolhido, de grande relevância para todos nós.

Na minha opinião só o conhecimento doutrinário é letra morta se não o aplicarmos diariamente em nossas vidas pois a alma só evolui quando cresce em conhecimento e sabedoria.

Deixo aqui esse artigo para reflexão.

Abraços da Katia


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Reforma íntima: tarefa urgente

 
CLAUDIA SCHMIDT


Reforma íntima, na visão espírita, é o processo necessário, benéfico e contínuo de autoconhecimento, o esforço que cada um faz para se melhorar moralmente, tendo como base os ensinamentos do Cristo. Para isso Deus dá a responsabilidade e o mérito do burilamento das imperfeições, através do livre-arbítrio individual.
 

Santo Agostinho (1) oferece instruções simples e claras de como proceder para que a evolução seja alavancada, tendo como base o roteiro luminoso do Evangelho:
 

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava em revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse a si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo da guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. (...)


“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra teu próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado”.


Assim, compreende-se que o importante é estabelecer comparativos apenas consigo mesmo, dentro da jornada evolutiva atual. Nesse contexto, a autocrítica é necessária, mas também o autoperdão e a determinação de mudar hábitos, transformando pensamentos e atitudes, mudando o padrão vibratório a que se está acostumado.


A reforma íntima é a chave para o progresso individual, o caminho para evitar os sofrimentos morais que o orgulho e o egoísmo ocasionam. Através da evolução moral, destino de todos os Espíritos criados por Deus, é possível alcançar a verdadeira felicidade, neste mundo e, no futuro, em mundos mais adiantados.

 


Referências:

 

(1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84ª ed. Rio [de Janeiro]: FEB. 2003. Questão 919, a.



Katia, parabéns pelo conteúdo de sua mensagem no grupo de estudo deste mês. Abraços fraternos
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:39
Querida Hebe,

Jesus sempre em nossos corações e mentes...

"O Reino de Deus está dentro de vós" (Lucas, 17.21). Esta resposta decepcionou os questionadores, que esperavam grandes promessas exteriores ou um magnifico líder descendo dos céus para satisfazê-los em todos os seus anseios.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:45
Amiga Maria,

Eis a questão...

A maior dificuldade para se fazer a tão falada Reforma Íntima é justamente saber o que devemos nos reformar – o que está de errado em nós?
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:50
Amiga Mirina,

Como é importante a filosofia ...”Conhecimento de si mesmo”

Enquanto trabalharmos somente a superficialidade de nossas ações, ainda estaremos muito distantes da verdadeira conquista de um espirito mais puro, cada um precisa ir mais além, ultrapassar os próprios limites e, através da conquista do conhecimento, julgar(no sentido de analisar a luz da razão) com isenção a si mesmo, ao mundo e a Deus.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 01 de Junho de 2011, 23:55
Olá amigo Lima Gil,

Contamos com sua participação efetiva! 



Deus nos abençoe os propósitos sinceros de realizar as inadiáveis mudanças que hão de nos conduzir à tão sonhada libertação espiritual e que Jesus, iluminando a nossa jornada, permita que os bons Espíritos nos inspirem todos os dias de nossas vidas.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:10
Vamos dar continuidade aos estudos aproveitando todas estas citações e questionamentos sobre a essência do “ser” e adentrarmos um pouco através de textos que nos façam refletir um pouco mais sobre as leis mais gerais do ser, do pensamento, do conhecimento.

E assim poderemos encontrar bons esclarecimentos e constatar que a idéia espírita é tão velha quanto o próprio tempo.

Conhece-te a ti próprio é o dístico (estrofe) colocado no frontispício do oráculo de Delfos. Após a visita de Sócrates a este templo, emanam-se dois diálogos, que podem ser encontrados em: Platão (Alcibíades, 128d-129) e Xenofontes (Memoráveis, IV, II, 26).

Vamos ilustrar com este quadrinho  “conhecimento-de-si-mesmo”

E seguir apresentando um breve histórico sobre a filosofia que nos ajudará em nossos estudos.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:12
Mais um quadrinho para ilustrar...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:20
FILOSOFIA

O conceito de Filosofia deve ser elaborado de acordo com as características filosóficas de um determinado período de tempo, no curso de sua história. Na Antigüidade, os filóso-fos; na Idade Média, a Escolástica; na Atualidade, os problemas.

Os filósofos gregos da Antigüidade fornecem-nos uma visão completa da Filosofia. A atitude desinteressada na busca do conhecimento objetivava à última redução do real, sem compromissos particulares e limitados.
Utilizavam o método demonstrativo não apenas aplicando a um plano lógico, mas metafísico. A finalidade era favorecer a reta razão, a per-feição interior e a autoconsciência do homem.

Na Idade Média não existia uma Filosofia mas correntes de opiniões, doutrinas e teorias, denominadas de Escolástica. Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho são seus prin-cipais representantes. Buscava-se conciliar fé com razão. O método utilizado é o da dispu-ta: baseando-se no silogismo aristotélico, partiam de uma intuição primária e, através da controvérsia, caminhavam até às últimas conseqüências do tema proposto. A finalidade era o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Na Idade Moderna, as ciências se desprendem do tronco comum da Filosofia. Restam à Filosofia as reflexões sobre a Ontologia ou Teoria do Ser, a Gnoseologia ou Teoria do Co-nhecimento e a Axiologia ou Teoria dos Valores. O método utilizado é o da intuição: inte-lectual, emotiva e volitiva. Discutem-se problemas relacionados ao ser, ao pensamento e à conexão entre ambos. A finalidade é a transformação da sociedade pela autoconsciência do indivíduo.

A atitude, o método, o objeto e a finalidade da Filosofia mudam-se no decorrer de sua história. Hoje, já não comporta as cogitações metafísicas e transcendentais, divorciadas da realidade e da vida social. Há que se pensar em transformar a sociedade, oferecendo-lhe subsídios para uma vivência plena e participativa dos indivíduos que a compõem.

Desta forma, o conceito atual de Filosofia fundamenta-se no estudo da essência e do va-lor de todas as coisas: cosmos, vida, sociedade, natureza. É uma reflexão critica sobre o “eu”, o “nós” e a “natureza”, com a finalidade de tornar mais humana a vida social.

Curso de Introdução à Filosofia Espírita
Centro Espírita Ismael
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:24
Sócrates e o Espiritísmo

É por isso que, de todas as grandes figuras daqueles tempos longínquos, somos compelidos a destacar a grandiosa figura de Sócrates, na Atenas antiga. Superior a Anaxágoras, seu mestre, como também imperfeitamente interpretado pelos seus três discípulos mais famosos, o grande filósofo está aureolado pelas mais divinas claridades espirituais, no curso de todos os séculos planetários. Sua existência, em algumas circunstâncias, aproxima-se da exemplificação do próprio Cristo. Sua palavra confunde todos os espíritos mesquinhos da época e faz desabrochar florações novas de sentimento e cultura na alma sedenta da mocidade.

Nas praças públicas, ensina à infância e à juventude o formoso ideal da fraternidade e da prática do bem, lançando as sementes generosas da solidariedade dos pósteros. Mas Atenas, como cérebro do mundo de então, apesar do seu vasto progresso, não consegue suportar a lição avançada do grande mensageiro de Jesus. Sócrates é acusado de perverter os jovens atenienses, instilando-lhes o veneno da liberdade nos corações.

Preso e humilhado, seu espírito generoso não se acovarda diante das provas rudes que lhe extravasam do cálice de amarguras. Consciente da missão que trazia, recusa fugir do próprio cárcere, cujas portas se lhe abrem às ocultas pela generosidade de alguns juizes. Os enviados do plano invisível cercam-lhe o coração magnânimo e esclarecido, nas horas mais ásperas e agudas da provação; e quando a esposa, Xantipa, assoma às grades da prisão para comunicar-lhe a nefanda condenação à morte pela cicuta, ei-la exclamando no auge da angústia e desesperação:

— "Sócrates, Sócrates, os juizes te condenaram à morte..."— "Que tem isso? — responde resignadamente o filósofo — eles também estão condenados pela Natureza."— "Mas essa condenação é injusta..." — soluça ainda a desolada esposa. E ele a esclarece com um olhar de paciência e de carinho:— "E quererias que ela fosse justa?" Senhor do seu valoroso e resignado heroísmo, Sócrates abandona a Terra, alçando-se de novo aos páramos constelados, onde o aguardava a bênção de Jesus.

Chico Xavier - Emmanuel - A Caminho da Luz

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:50
Quem foi Sócrates

Filho de escultor e parteira, Sócrates viveu em Atenas, na época áurea da Grécia antiga, o século de Péricles, onde artes e pensamento atingiram seu apogeu no mundo heleno.
 
Sua fama atravessou os séculos, até os dias de hoje, e é considerado um marco na Filosofia, pois, além da grandeza de suas idéias, foi mestre de Platão, que, por sua vez, foi mestre de Aristóteles.
 
Contemporâneo dos sofistas, como eles, dominava a palavra, embora nada tenha deixado escrito, de próprio punho.
 
Com efeito, o que se sabe de Sócrates é o que deixaram escrito outros homens, principalmente Xenofonte, seu discípulo, Platão, seu aluno e melhor e mais fidedigna fonte de referência (especialmente os Diálogos Socráticos), Aristóteles e Diógenes Laércio, doxógrafo contemporâneo ao helenismo.
 
Pouco se sabe de sua vida, até por volta dos 40 anos. É certo que foi um bravo soldado ateniense e que se negou a colaborar com a tirania que tentou sobrepujar a democracia vigente.
 
Depois de seus 40 anos, conta-se que um amigo foi ao oráculo de Delfos e que, de lá, teria trazido a notícia de que o oráculo apontara Sócrates como o homem mais inteligente do mundo.
 
Intrigado, Sócrates, então, dedicou-se à descoberta do porque o oráculo o tinha como o homem mais inteligente do mundo.
 
Chegou à conclusão de que, de fato, era inteligente porque tinha consciência de que nada sabia, admitindo-o para si próprio.
 
É dele a frase: "Só sei que nada sei".
 
Assim, procurou a tudo entender e aprender.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:52
Empreendeu, então, nas ruas de Atenas, uma verdadeira cruzada, interpelando a todos a respeito dos mais variados assuntos.
 
Conta-se que interpelou de generais a escravos, passando por eminetes políticos e hábeis sofistas, de todos querendo saber o quanto sabiam.
 
Percebeu que as pessoas, normalmente, não tinham muita certeza do que sabiam. O general não soube especificar com exatidão o que era  a coragem, os artesãos sabiam definir bem suas atividades profissionais, mas nada muito além disso, os sofistas não tinham profundidade em suas respostas, emaranhando-se em palavras... e assim por diante.
 
Desenvolveu um método para interpelar as pessoas e ensiná-las, o método socrático, que tinha duas etapas: a ironia e a maiêutica.
 
A ironia consistia em literalmente ironizar paulatinamente as respostas dadas pelos aprendizes, a tal ponto que não tivessem mais certeza do que realmente sabiam a respeito do assunto em pauta. Chegava-se ao ponto, então, do "só sei que nada sei", quando o aluno entendia que não sabia, por si próprio, muito a respeito das coisas. Sócrates ajudava, através da ironia, seus alunos a se livrarem do falso conhecimento, da falsa certeza, do conhecimento comum, popular, dos conceitos trazidos e aceitos pela sociedade como verdadeiros.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 00:54
Então, através da maiêutica, que significa "parto de idéias", ele guiava seus alunos, habilmente, através de outras tantas perguntas, a ordenar seus pensamentos e extrair de sua própria razão as respostas ao tema investigado.
 
Assim, principalmente preocupado com temas da moral, Sócrates fazia com que seus alunos tivessem uma consciência e opinião precisa e pessoal da realidade, das virtudes e de tudo aquilo a seu redor. E é esse o sentido da célebre frase: "Conheça-te a ti mesmo", a ele atribuída.
 
Sócrates, então, com sua preocupação em chamar à consciência os homens, dá início sólido à fase humanista da filosofia grega, em parte inspirado na atitude dos sofistas em relação ao homem (os sofistas afirmavam que a verdade é relativa ao homem), mas muito principalmente porque seu método centrava no homem o conhecimento da realidade.
 
Aristóteles, mais tarde, atribuirá a Sócrates a criação do conceito, pois as respostas a que Sócrates e seus alunos chegavam, através de seu método, eram, realmente, conceitos.
 
Sócrates é condenado à morte e morre em 399 a.C., sob a acusação de incredulidade nos deuses, acreditar em demônios e corromper a juventude. Tendo deixado tantos homens notórios prostrados diante de sua própria arrogância intelectual, invariavelmente em praça pública, ele não era muito bem quisto por muitos, e por isso foi levado a julgamento. Platão, em a "Apologia de Sócrates", descreve magistralmente o julgamento e a morte de Sócrates.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 02 de Junho de 2011, 00:56
Reforma Íntima em seis perguntas
1. O QUE É A REFORMA ÍNTIMA?   A Reforma Íntima é um processo contínuo de autoconhecimento, de conhecimento da nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.
2. PORQUE A REFORMA ÍNTIMA? Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós,  conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.
3. PARA QUE A REFORMA ÍNTIMA?  Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.
4. ONDE FAZER A REFORMA ÍNTIMA?  Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviço ao próximo.
5. QUANDO FAZER A REFORMA  ÍNTIMA?  O  momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.
6. COMO FAZER A REFORMA ÍNTIMA?   Ao decidirmos iniciar o trabalho de melhorar a nós mesmos, um dos meios mais efetivos é o ingresso numa Escola de Aprendizes do Evangelho, cujo objetivo central é exatamente esse. Com a orientação dos dirigentes, num regime disciplinar, apoiados pelo próprio grupo e pela cobertura do Plano Espiritual, conseguimos vencer as naturais dificuldades de tão nobre empreendimento, e transpomos as nossas barreiras. Daí em diante o trabalho continua de modo progressivo, porém com mais entusiasmo e maior disposição. Mas, também, até sozinhos podemos fazer nossa Reforma Íntima, desde que nos empenhemos com afinco e denodo, vivendo coerentemente com os ensinamentos de Jesus.
(Do “Manual Prático do Espírita”, de Ney Prieto Peres)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 01:30
Olá amiga Maria!

Perguntas e respostas que precisamos entender e buscar dentro de nós as soluções.

Os quadrinhos abaixo exemplifica condutas que devemos evitar e outras que devemos multiplicar com nosso exemplo:

Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento.
Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:
 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 01:32
Continua o diálogo...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 02 de Junho de 2011, 01:37
Infelizmente ainda passamos por situações como estas todos os dias... não é verdade?

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 02 de Junho de 2011, 02:03
Boa noite, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


                                                 TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA

Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomas encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.

Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranqüilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.

                               Joanna de Ângelis
(Do livro “Vigilância”, psicografia de Divaldo Franco)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 02 de Junho de 2011, 02:48
Olá a todos! :)

Marcelo, adorei que trouxe a história de Sócrates para nós! :D

Não foi por acaso que Kardec praticamente abriu "O Evangelho Segundo Espiritismo", falando sobre este que foi um dos precursores do Espiritismo, não é mesmo?



Sócrates e Platão, Precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo

                    Da suposição de que Jesus devia conhecer a seita dos essênios, seria errado concluir que ele bebeu nessa seita a sua doutrina, e que , se tivesse vivido em outro meio professaria outros princípios. As grandes idéias não aparecem nunca de súbito. As que têm a verdade por base contam sempre com precursores, que lhes preparam parcialmente o caminho. Depois, quando o tempo é chegado, Deus envia um homem com a missão de resumir, coordenar e completar os elementos esparsos, com eles formando um corpo de doutrina. Dessa maneira, não tendo surgido bruscamente, a doutrina encontra, ao aparecer, espíritos inteiramente preparados para a aceitar. Assim aconteceram com as idéias cristãs, que foram pressentidas muitos séculos antes de Jesus e dos essênios, e das quais foram Sócrates e Platão os principais precursores.

                Sócrates, como o Cristo, nada escreveu, ou pelo menos nada deixou escrito. Como ele, morreu a morte dos criminosos, vítima do fanatismo, por haver atacado as crenças tradicionais e colocado à verdadeira virtude acima da hipocrisia e da ilusão dos formalismos, ou seja: por haver combatido os preconceitos religiosos. Assim como Jesus foi acusado pelos fariseus de corromper o povo com os seus ensinos, ele também foi acusado pelos fariseus do seu tempo— pois os que os tem havido em todas as épocas, — de corromper a juventude, ao proclamar o dogma da unicidade de Deus, da imortalidade da alma e da existência da vida futura. Da mesma maneira porque hoje não conhecemos a doutrina de Jesus senão pelos escritos dos seus discípulos, também não conhecemos a de Sócrates, senão pelos escritos do seu discípulo Platão. Consideramos útil resumir aqui os seus pontos principais, para demonstrar sua concordância com os princípios do Cristianismo.

                Aos que encarassem este paralelo como uma profanação, pretendendo não ser possível haver semelhanças entre a doutrina de um pagão e a do Cristo, responderemos que a doutrina de Sócrates não era pagã, pois tinha por finalidade combater o paganismo, e que a doutrina de Jesus, mais completa e mais depurada que a de Sócrates, nada tem a perder na comparação. A grandeza da missão divina do Cristo não poderá ser diminuída. Além disso, trata-se de fatos históricos, que não podem ser escondidos. O homem atingiu um ponto em que a luz sai por si mesma debaixo do alqueire e o encontra maduro para a enfrentar. Tanto pior para os que temem abrir os olhos. E chegado o tempo de encarar as coisas do alto e com amplitude, e não mais do ponto de vista mesquinho e estreito dos interesses de seitas e de castas.

                Estas citações provarão, além disso, que, se Sócrates e Platão pressentiram as idéias cristãs, encontram-se igualmente na sua doutrina os princípios fundamentais do Espiritismo.

(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)


Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marcinha 41 em 02 de Junho de 2011, 02:52
Boa Noite amigos, muito bom ter este espaço para refletir.
Estou copiando alguns textos para ler e estudar com mais atenção.
Agradeço ao Marcelo e a colaboração de todos! Marcinha 41
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 02 de Junho de 2011, 02:56
Do Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão, destaco apenas a finalização:

XXI – A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes.

                Isto vai endereçado àqueles que criticam as coisas de que, freqüentemente, nada sabem. Platão completa este pensamento de Sócrates, ao dizer: “Tentemos primeiro torná-los, se possível, mais honestos nas palavras; se não o conseguimos, não nos ocupemos mais deles, e não busquemos mais do que a verdade. Tratemos de nos instruir, mas não nos aborreçamos”. É assim que devem agir os espíritas, com relação aos seus contraditores de boa ou de má-fé. Se Platão revivesse hoje, encontraria as coisas mais ou menos como no seu tempo, e poderia usar a mesma linguagem. Sócrates também encontraria quem zombasse de sua crença nos Espíritos e o tratasse de louco, assim como ao seu discípulo Platão.

                Por haver professado esses princípios, Sócrates foi primeiro ridicularizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber  cicuta. Tanto é certo que as grandes verdades novas, levantando contra elas os interesses e os preconceitos que ferem, não podem ser estabelecidas sem luta e sem mártires.

(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Abraços fraternos,

Edna ;)


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mizica em 02 de Junho de 2011, 03:36
 :-* :-* Olá!
Boa noite à todos!

Marccello querido, parabéns pelo tema escolhido!
Envio-lhe vibrações de bom êxito, e excelente coordenação nesse estudo de junho.
Com certeza, à todos trará grandes benefícios.

A história em quadrinhos nos reporta a tantas coisas, não é mesmo? Quantas vezes comentários desnecessários sobre essa ou aquela pessoa podem sair de nossas bocas e nada nos acrescentará de bom? Quantos dissabores poderiam ser evitados se nos disciplinassemos a não fazer tais comentários? E o pior de tudo:  comentar sem nem ao menos ter certeza, só por que ouviu falar... Este é um entre tantos outros pontos que devemos eliminar de nosso interior para nos tornarmos pessoas melhores... a reforma íntima é feita de pouco a pouco, com cuidado, minúcias, mas principalmente com muita vontade de mudar, de corrigir EM NÓS o que está errado, inadequado à conduta espírita... de que adianta sair a praticar Caridade se, nem bem viramos às costas àquele trabalho edificante, chegamos à casa e nos tornamos brutos com nossas esposas, nossos maridos, ríspidos além da conta com nossos filhos... nossos atos caridosos só acontecem fora do lar? E para nossos entes queridos, cadê nossa Caridade?
Como podemos observar, reformar nosso íntimo é tarefa árdua, constante, diária, práticada nas 24 horas do dia-a-dia ... Quando um dia, não muito distante eu creio, nos dispusermos a levar a efeito essa mudança em nosso ser, com certeza haveremos de mudar o mundo em que vivemos... com certeza, somos capazes disso.

A seguir, em outro post, compartilho com vcs uma pequena história da qual gosto muito e que me tocou profundamente desde o dia em que a li. Desculpem-me por desconhecer a autoria do texto, pois dessa forma ele me foi passado... se não se adequar ao estudo por não ser de cunho exclusivamente doutrinário, pode ser retirado sem problemas.

Meu carinho sem medidas...
Mizica
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mizica em 02 de Junho de 2011, 03:41
 :-* Espero que gostem...
Pense nisso...
Mizica

COMO MUDAR O MUNDO

Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai a trabalhar. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali a atrapalhá-lo. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar forma de entretê-lo, ali mesmo no laboratório. Foi então que reparou num mapa do mundo que vinha numa página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao pequenote:

- Filho, vais ajudar-me a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E tu vais arranjá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando terminares chamas-me, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias a resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deste o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: s.cordeiro em 02 de Junho de 2011, 14:33
o tema é muito importante para que possamos trilhar o nosso caminhar na segurança do espirito, precisamos de estudos como este para aprofundar no nosso cotidiano os valores morais e assim trabalhar o exercicio principalmente da humildade, da paciência, com a serenidade que precisamos conquistar.obrigada por me permitir mais este aprendizado
soraya pb
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 02 de Junho de 2011, 21:04
Olá amiga Pati! :D
Me permita um momento para discontração: Nunca imaginei... que nos tempos atuais, alguém viesse a sentir falta do egoísmo...só aqui no Fórum Espírita...onde as pessoas se esforçam  em reformar-se!! Não é verdade? ;D
Grande abraço! ;)
Muita paz. :)

Olá para todos!
Marcello: muito boa a observação!! Descontração pura!  ;D
E, de fato, somente os que ainda necessitam do esforço na reforma íntima poderiam dizer algo assim:" senti falta do egoísmo". :D  Digo isso pois reflito e concluo que existem aqueles que nenhum, ou pouco, esforço fazem para se conhecer e viver num mundo melhor, internamente.
Abraços
pati

Em Deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 02 de Junho de 2011, 21:11
Citar
O novo mundo que todos esperam não acontecerá externamente, mas deverá ser alcançado individualmente. É na reforma íntima de cada um que este novo tempo começa individualmente. Muitos ainda estão apegados à letra fria dos ensinamentos e estão esperando milagres para a alteração do mundo, mas isto não acontecerá.


Olá, Anton e todos os amigos de forum!
Então, o "mundo de regeneração" seria mais um milagre a esperar? Ou é conseguido, ou alcançado individualmente?
abraços
pati

Estejamos em Deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 02 de Junho de 2011, 21:24
oi Pati,
Não há milagres e a reforma é intima portanto individual.
Alcançar a serenidade apesar dos contratempos é o estado de paz.
Essa é a paz de Cristo ou em Cristo.
Um bjo

PS: Desculpe-me entrar na rersposta que seria do Anton, se não for isso ele falará.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Anton Kiudero em 02 de Junho de 2011, 22:42
Então, o "mundo de regeneração" seria mais um milagre a esperar? Ou é conseguido, ou alcançado individualmente?

Não ha milagre algum, mas onde estiverem dois, um sera tomado e outro sera abandonado.... Quem desejar realizar a sua reforma intima, que o faça, aqui e agora e estara vivendo como espirito regenerado aqui e agora.

O resto é conversa pra uns enrolarem os outros e todos cairem juntos no abismo...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 12:59
Queridos irmãos e irmãs...

Ontem não consegui acessar o site do Fórum...mas graças a Deus e dos grandes profissionais de tecnologia tudo voltou ao normal.

Continuando a nossa aprendizagem...

Olá querido amigo Lima Gil!

Boa noite, queridos amigos e caros irmãos visitantes!
                   
Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.

                               Joanna de Ângelis
(Do livro “Vigilância”, psicografia de Divaldo Franco) [/b][/color][/size]


 Graças a Deus podemos ter o privilégio destas mensagens do plano maior, mas muitas vezes somos grandes entraves para a manifestações dos benfeitores por conta de nossas imperfeições...

No final vamos pensar um pouco mais sobre isto...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:04
Olá querida Edna!


Não foi por acaso que Kardec praticamente abriu "O Evangelho Segundo Espiritismo", falando sobre este que foi um dos precursores do Espiritismo, não é mesmo?

É verdade querida amiga temos que reconhecer os méritos e o valoroso  trabalhos de todos estes Espíritos que iniciaram a grande “obra” e os que estão dando continuidade a ela...
Antes e depois da codificação sem preconceitos! 

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:05
Olá Marcinha,

Estudar e refletir...precisamos muito destas duas ferramentas para fazer a parte que nos cabe  na reforma...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:15
Perfeito querida Edna!

A sabedoria está em não pensares que sabes aquilo que não sabes.

Por haver professado esses princípios, Sócrates foi primeiro ridicularizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber  cicuta. Tanto é certo que as grandes verdades novas, levantando contra elas os interesses e os preconceitos que ferem, não podem ser estabelecidas sem luta e sem mártires.

Infelizmente muitos foram e continuaram a não serem compreendidos em sua parcela de trabalho na construção nesta grande obra Divina.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:21
Olá querida Mizica!

A história em quadrinhos nos reporta a tantas coisas, não é mesmo? Quantas vezes comentários desnecessários sobre essa ou aquela pessoa podem sair de nossas bocas e nada nos acrescentará de bom? Quantos dissabores poderiam ser evitados se nos disciplinassemos a não fazer tais comentários? E o pior de tudo:  comentar sem nem ao menos ter certeza, só por que ouviu falar... Este é um entre tantos outros pontos que devemos eliminar de nosso interior ... de que adianta sair a praticar Caridade se, nem bem viramos às costas àquele trabalho edificante, chegamos à casa e nos tornamos brutos com nossas esposas, nossos maridos, ríspidos além da conta com nossos filhos... nossos atos caridosos só acontecem fora do lar? E para nossos entes queridos, cadê nossa Caridade?

Concordo plenamente com suas observações... preciso vivenciar plenamente suas palavras...
Infelizmente, esta contradição e incoerência faz parte de nossa situação atual...nosso estágio evolutivo...mas com um pouco mais de esforço atingiremos melhores resultados....
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:25
Obrigado amiga Mizica por mais estas obervações...

Quando consegui consertar o homem,  vi que tinha consertado o mundo.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:30
Querida amiga Soraya,

Precisamos de estudos como este para aprofundar no nosso cotidiano os valores morais e assim trabalhar o exercicio principalmente da humildade, da paciência, com a serenidade que precisamos conquistar.

Compreender a nossa essência e buscar o equilíbrio através do desenvolvimento dos estados de espírito.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:35
Olá querida Pati!

Existem aqueles que nenhum, ou pouco, esforço fazem para se conhecer e viver num mundo melhor, internamente.

Está frase nos lembra:

O homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
- Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!“
O Livro dos Espíritos - questão 909. 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:38
Boa pergunta Pati!

Citar
O "mundo de regeneração" seria mais um milagre a esperar? Ou é conseguido, ou alcançado individualmente?

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 03 de Junho de 2011, 13:39
Minha querida irmã Mizica.Ao meu ver é uma história muito interssante por dois aspec-
-to.1º Damos mais atenção e importância em que nos concentramos e que é do nosso interêsse, do que mesmo as outras coisas e as pessoas que estão em nossa volta.  2º
O quanto é importante o conhecimento de si mesmo,pois levariamos menos tempo em fazer nossa reforma íntima, tão necessária a nossa evolução.
Fique na paz.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:43
Excelentes respostas!

Não há milagres e a reforma é intima portanto individual.
Alcançar a serenidade apesar dos contratempos é o estado de paz.
Essa é a paz de Cristo ou em Cristo.

Quem desejar realizar a sua reforma intima, que o faça, aqui e agora e estara vivendo como espirito regenerado aqui e agora.

Vamos nos esforçar, estudar, refletir e vivenciar o amor e com certeza evitaremos o abismo...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:48
Ola amigo Antonio!

Como é importante a filosofia espírita e a lógica...

O quanto é importante o conhecimento de si mesmo,pois levariamos menos tempo em fazer nossa reforma íntima, tão necessária a nossa evolução.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Junho de 2011, 13:50
                                     VIVA JESUS!


         Bom-dia! queridos irmãos.


                  À educação compete o elevado mister de erguer o ser humano as cumeadas do progresso, apresentando-lhe os horizontes infinitos que aguardam ser conquistados e lhe estão ao alcance.
                  As suas diretrizes arrancam o belo que jaz no íntimo das formas externas, toscas e embrutecidas, desvelando o anjo oculto que necessita exteriorizar-se.
                  Fala a linguagem da harmonia, mas também a do sacrifício indispensável para a ascensão.
                  Não porém, e exclusivamente, a educação convencional, acadêmica, mas a moral, aquela que trabalha a inteligência e a emoção, os hábitos e as aspirações, o ser integral, que é de duração eterna.
                  Essa educação formal, sistêmica, memorizada, que recolhe informações intelectuais, contribui para o aprimoramento técnico e cultural, aquele que desenvolve os valores externos e aquisitivos para o consumo imediato.
                   À educação moral se direcionam os desafios éticos e comportamentais que trabalham nas estrururas íntimas da criatura, facultando-lhe o enriquecimento espiritual, e mediante o qual ´pode enfrentar com tranquilidade os processos degenerativos que consomem o organismo da sociedade.
                   Trata-se de poderoso antídoto à violência e à vulgaridade, que promove o indivíduo a níveis elevados de conduta, através dos quais preserva e desdobra os tesouros da sabedoria e da vivência dignificada.
                    Completando a educação formal, a de natureza moral compreende que o ser atual procede de experiências evolutivas que o assinalam com resquícios e sequelas decorrentes do trânsito por onde peregrinou, sendo indispensável incutir-lhe ensinamentos cujas estruturas transcendem às ambições do gozo e do egoísmo, numa concepção humanista a princípio, humanitária depois.
                     Lentamente os seus postulados tornam-se vivenciados, e mais profundos se apresentam na razão proporcional às conquistas realizadas.
                     A educação moral penetra a sua sonda na realidade espiritual e trabalha-a, moldando-lhe as asas da angelitude sem retirar-lhe os pés do caminho humano a percorrer.


( do livro: Dias Gloriosos, por Joanna de Ângelis )


                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 13:58
Que mensagem iluminada! quanta sabedoria e bondade!
Estou me referindo a mensagem trazida por nosso irmão Lima Gil lá em cima no 1º tópico (Joanna de Ângelis (Do livro “Vigilância”, psicografia de Divaldo Franco) e por nosso querido irmão DOM JORGE, que nos também esta belíssima mensagem do livro: Dias Gloriosos, por Joanna de Ângelis.

Seja bem vindo amigo!

Graças a Deus podemos ter o privilégio destas mensagens do plano maior, mas muitas vezes somos grandes entraves para a manifestações dos benfeitores por conta de nossas imperfeições...

Vamos pensar um pouco mais sobre isto...

Vamos refletir e descontrair com uma situação hipotética vivida por suponhamos uma médium Dona Alice, que todos nós conhecemos e confiamos. Mais de 30 anos de Espiritismo, caridosa, boa mãe e boa avó, uma grande espírita.
Aí, na quarta-feira, ela está na reunião mediúnica no centro:

Retirado do artigo “Espíritas não deixam que o espíritos trabalhem” de Alamar Régis. 

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 14:00
Continua a reunião...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 14:08
Voltando um pouco mais sobre o passado...

OS DISCÍPULOS

O grande filósofo que ensinara à Grécia as mais belas virtudes, como precursor dos princípios cristãos, deixou vários discípulos, dos quais se destacaram Antístenes, Xenofonte e Platão. Falaremos, apenas, deste último, para esclarecer que nenhum deles soube assimilar perfeitamente a estrutura moral do mestre inesquecível. A História louva os discursos de Platão, mas nem sempre compreendeu que ele misturou a filosofia pura do mestre com a ganga das paixões terrestres, enveredando algumas vezes por complicados caminhos políticos.

Não soube, como também muitos dos seus companheiros, conservar-se ao nível de alta superioridade espiritual, chegando mesmo a justificar o direito tirânico dos senhores sobre os escravos, sem uma visão ampla da fraternidade humana e da família universal. Contudo, não deixou de cultivar alguns dos princípios cristãos legados pelo grande mentor, antecipando-se ao apostolado do Evangelho, antes de entregar a sua tarefa doutrinária a Aristóteles, que ia também trabalhar pelo advento do Cristianismo.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 03 de Junho de 2011, 14:12
PROVAÇÃO COLETIVA DA GRÉCIA

A condenação de Sócrates foi uma dessas causas transcendentes de dolorosas e amargas provações coletivas, para todos os espíritos que participaram dela, na medida justa das responsabilidades pessoais entre si. E é em razão disso que, mais tarde, vemos o povo nobre e culto de Atenas fornecendo escravos valorosos e sábios aos espíritos agressivos e enérgicos de Roma. Eles iam nas galeras suntuosas, humilhados e oprimidos, sem embargo das suas elevadas noções da vida, do amor, da liberdade e da justiça.

- É verdade que iam instaurar um novo período de progresso espiritual para as coletividades romanas, com os seus luminosos ensinamentos, mas o processo evolutivo poderia ladear outros caminhos, longe do morticínio e da escravidão. Todavia, sobre a fronte de muitos gregos ilustres, pairava o sanguinolento labéu daquela injusta condenação, labéu ignominioso que a Grécia deveria lavar com as lágrimas dolorosas da compunção e do cativeiro.

Chico Xavier - Emmanuel - A CAMINHO DA LUZ

Continuamos mais tarde...

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 03 de Junho de 2011, 19:22
Boa tarde, queridos amigos e caros irmãos visitantes!

                                                     
RECEITA PARA MELHORAR

Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente.
Equilíbrio nos raciocínios.
Pureza nos olhos.
Vigilância nos ouvidos.
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços.
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.

                             José Grosso


Todos nós ansiamos por melhoras em nossa vida. Seja no campo profissional, nas relações familiares, na saúde ou nas finanças, almejamos algum tipo de melhoria diante dos obstáculos a que nos defrontamos. Amiúde, porém, acreditamos que essa melhoria será obra dos outros. Esperamos que Deus resolva os nossos problemas, que os outros assumam nossas responsabilidades; enquanto isso, ficamos no mar da inércia esperando que nossa vida se modifique.

A mensagem espiritual, todavia, não deixa margem a dúvidas a respeito de a quem compete a responsabilidade pela melhoria de nossa vida.

O Benfeitor Espiritual não diz para esperarmos que os outros façam por nós a lição que nos cabe. A orientação é dirigida a nós por meio de onze atitudes práticas que, uma vez tomadas, irão trazer muitos benefícios em nossa jornada.

É claro que jamais poderemos dispensar o amparo espiritual. Mas, acontece que Deus nada poderá fazer por nós se estivermos de braços cruzados ou mesmo de braços abertos aos desequilíbrios. A regra é que Deus ajuda a quem se ajuda.

Deus nos empurra adiante quando decidimos a andar.

Deus abre as portas quando tocamos a campainha.

Deus promove a saúde quando adotamos posturas saudáveis.

Deus traz o amor quando amamos.

Deus traz o emprego quando nossos braços estão dispostos a qualquer trabalho.

Examinemos, cuidadosamente, essa receita que Chico Xavier recebeu do mundo espiritual e a apliquemos em nós ainda hoje, pois somente assim Deus poderá nos ajudar.

Deus faz os milagres, mas somos nós que os provocamos.

            José Carlos de Lucca
(Do livro “Minutos com Chico Xavier”) 

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: fernandes adalberto em 03 de Junho de 2011, 19:40
Todos os seres humanos necessitam de melhorar. somos seres que precisamos sempre refletir os nossos modos de pensar e de agir.
Eu tento de todas as maneiras conduzir meus passos, onde aprendo com a vida.
fernandes adalberto
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 03 de Junho de 2011, 23:40
Boa noite a todos

Aquisição da Consciência



O momento da conscientização isto é, o instante a partir do qual consegues discernir com acerto, usando como parâmetro o equilíbrio, alcanças o ponto elevado na condição de ser humano.

Efeito natural do processo evolutivo, essa conquista te permitirá avaliar fatores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, e o dever e a irresponsabilidade, a honra e o desar, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem.

Trabalhando dados não palpáveis, saberás selecionar os fenômenos existenciais e as ocorrências, tornando tuas diretrizes de segurança aquelas que proporcionam bem-estar, harmonia, progresso moral, tranqüilidade.

Essa consciência não é de natureza intelectual, atividade dos mecanismos cerebrais. É a força que os propele, porque nascida nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de ações.

Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras de conhecimentos acadêmicos.

Se analisarmos a conduta de uma especialista em problemas respiratórios, que conhece intelectualmente os danos provocados pelo tabagismo, pelo alcoolismo e por outras drogas aditivas, e que, apesar disso, usa, ele próprio, qualquer um desses flagelos, eis que ainda não logrou a conquista da consciência. Os seus dados culturais são frágeis de tal forma, que não dispões de valor para fomentar uma conduta saudável.

Por extensão, a pessoa que se permite o crime do aborto, sob falsos argumentos legais ou de direitos que se faculta, assim como todos aqueles que o estimulam ou o executam, incidem na mesma ausência de consciência, comportando-se sob a ação do instinto e, às vezes, da astúcia, da acomodação, mascarados de inteligência.

Outros indivíduos, não obstante sem conhecimento intelectual, possuem lucidez para agir diante dos desafios da existência, elegendo o comportamento não agressivo e digno, mesmo que a contributo de sacrifício.

A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objetivam o bem do próximo, por conseqüência, e próprio bem.

O esforço para adquirir hábitos saudáveis conduz à conscientização dos deveres e às responsabilidades pertinentes à vida.

Herdeiro de si mesmo, das experiências transatas, o ser evolui por etapas, adquirindo novos recursos, corrigindo erros anteriores, somando conquistas.

Jamais retrocede nesse processo, mesmo quando, aparentemente, reencarna dentro das paredes de enfermidade limitadora, que bloqueiam o corpo, a mente ou a emoção, gerando tormentos.

Os logros evolutivos permanecem adormecidos para futuros cometimentos, quando assomarão, lúcidos.

A aquisição da consciência é desafio da vida é o autoconhecimento, que merece exame, consideração e trabalho.

A tua existência terrena pode ser considerada uma empresa que deves dirigir de forma segura, a mais cuidadosa possível.

Terás que trabalhar dados concretos e outros mais abstratos, na área da programação de atividades, e fim de conseguires êxito. Todo empenho e devotamento se transformarão em mecanismos de lucro, a que sempre poderás recorrer durante as situações difíceis.

Algumas breves regras ajudar-te-ão no desempenho do empreendimento, tais:

. administra os teus conflitos. O conflito psicológico é inerente à natureza humana e todos o sofrem;

. evita eleger homens-modelo para seguires, eles também são vulneráveis às injunções que experimentas, e, às vezes, comprometem-se, o que, de maneira alguma deve constituir desestímulo;

. concede-te maior dose de confiança nos teus valores, honrando-te com o esforço para melhorar sempre e sem desânimo. Se erras, repete a ação, e se acertas, segue adiante;

. não te evadas ao enfrentamento de problemas usando expedientes falsos, comprometedores, que te surpreenderão mais tarde com dependências infelizes;

. reage à depressão, trabalhando sem autopiedade nem acomodação preguiçosa;

. tem em mente que os teus não são os piores problemas, eles pesam o volume que lhes emprestas;

. libera-te da queixa pessimista e medita mais nas fórmulas para perseverar e produzir;

. nunca cedas espaço à hora vazia, que se preenche de tédio, mal-estar ou perturbação;

. o que faças, faze-o bem, com dedicação;

. lembra-te que és humano e o processo de conscientização é lento, que adquirirás segurança e lucidez através da ação contínua.

Interessado em decifrar os enigmas do comportamento humano, Allan Kardec indagou aos Benfeitores e Guias da Humanidade, conforme se lê em O Livro dos Espíritos, na questão número 621:

- Onde está escrita a lei de Deus?

- Na consciência. - Responderam com sabedoria.

A consciência é o estágio elevado que deves adquirir, a fim de seguires no rumo da angelitude.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 03 de Junho de 2011, 23:56
Examinemos a Nós Mesmos

"O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.

Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.

Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.

- Testa a paciência própria: Estás mais calmo, afável e compreensivo?

- Inquire as tuas relações na experiência doméstica: Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?

- Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?

- Observa-te nas manifestações perante os amigos: Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?

- Reflete em tua capacidade de sacrifício: Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?

- Pesquisa o próprio desapego: Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrenas?

- Usas mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"?

- Teus instantes de tristeza ou de cólera, surda, às vezes tão conhecidas somente por ti, estão presentemente mais raros?

- Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?

- Dissipaste antigos desafetos e aversões?

- Superas-te os lapsos crônicos de desatenção e negligência?

- Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?

- Entendes melhor a função da dor?

- Ainda cultivas alguma discreta desavença?

- Auxilias aos necessitados com mais abnegação?

- Tens orado realmente?

- Teus ideais evoluíram?

- Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?

- Tens os verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?

- Alegria é Evangelho no coração: - Estás de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?

Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos os nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que não te vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.

Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.

Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.

Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...

André Luiz. Da obra: Opinião Espírita. CEC.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Alexandre Solano em 04 de Junho de 2011, 00:28
 Devemos sempre nos vigiar diante de nossas atitudes, regando nosso espírito com posturas que irão trazer benefícios para somar em vida! A reforma íntima é um investimento salutar e necessário ao ser humano, trazendo visíveis exemplos com maestria aos que almejam este objetivo. Mudanças constantes para o bem revelam a riqueza de espírito em nós!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: celia paredes em 04 de Junho de 2011, 01:08
Sabem, tenho uma "bronca" muito grande do termo "reforma", ora eu não sou roupa velha pois só estas se reforma.
Nós nos modificamos moralmente.
Este o objetivo da aludida "reforma"
O trabalho é todo nosso, e não se espere dos Espíritos senão os bons pensamentos, pois esta é a missão deles, dotar-nos de ferramental de boa qualidade para que nós mesmos possamos fazer o trabalho.
Cosntuido a modificação é apenas o "gradus primus", ou seja, o primeiro degrau, o outro degrau, este em que quase sempre não conseguimos alcançar, é o da transformação.
A modificação,ou progresso, se pode fazer mesmo quando desencarnados, porém para que este progresso seja anotado no "livrão" lá de cima é necessário o estágio terreno.
como se vê o problema é nosso, não há nem milagres nem magias só trabalho de nós em nós mesmos.
Abraços,
Moura


olá,,concordo plenamente,,,
acho que vc é um ser muito evoluido..
abraços,PAZ E LUZ
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mirina em 04 de Junho de 2011, 02:00
Olá Célia e Moura,


ao longo dos anos aprendi com a experiencia que reformar qualquer coisa é perda de tempo, e este aprendizado começou pela casa, pelos bolos, rsrsrs e por ai vai.  O remendo sempre vai acabar aparecendo!!!

Acho que a sabedoria socratica é a mais coerente, é preciso desconstruir o status quo, para depois, com raciocinio e lógica construir de forma mais duradoura e edificante.

É por isso que a gente fica tentando reformar e chegando lá no plano espiritual o pessoal reprova e manda prá cá de novo pra melhorar!!!!  A gente mexe só na superficie e acha que vai enrolar o pessoal mais técnico (os espiritos mais puros), mas eles tem olho clinico e logo começam a achar as rupturas e enxergar os nós que tem por baixo!

Abs,
Mirina
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 02:03
Obrigado querido amigo Lima Gil por mais está pérola!


Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente.
Equilíbrio nos raciocínios.
Pureza nos olhos.
Vigilância nos ouvidos.
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços.
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa vontade.

Esperamos que Deus resolva os nossos problemas, que os outros assumam nossas responsabilidades; enquanto isso, ficamos no mar da inércia esperando que nossa vida se modifique.

É chegada a hora de realizar e de transformar.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 02:28
Olá querido amigo Fernandes!

Todos os seres humanos necessitam de melhorar. somos seres que precisamos sempre refletir os nossos modos de pensar e de agir.
Eu tento de todas as maneiras conduzir meus passos, onde aprendo com a vida.

Parabéns Fernades! Estudemos a lógica das coisas, pois assim chegaremos a verdade. É preciso que saibamos separar o joio do trigo. E só o conseguiremos com a exatidão do pensar.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 02:52
Olá querido amigo Ken!

Dois maravilhosos textos que nos faz refletir sobre nossos destinos:

Tem em mente que os teus não são os piores problemas, eles pesam o volume que lhes emprestas;

- Testa a paciência própria: Estás mais calmo, afável e compreensivo?
- Inquire as tuas relações na experiência doméstica: Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
- Observa-te nas manifestações perante os amigos: Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
- Pesquisa o próprio desapego: Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrenas?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos os nosso rendimento individual com o Cristo!

Graças a Deus!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Si em 04 de Junho de 2011, 02:57
Olá,

Concentremo-nos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, esquecendo o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas. A humanidade continuará ainda por muito séculos como é agora, mas nós que já cansamos de ver o sangue correr nestes dois últimos milênios, que já sentimos o amor que nos é transmitido pelos Espíritos em nossos corações, que estamos aqui para a realização de nossos últimos resgates, que já começamos a compreender as palavras de nosso querido amigo e mestre Jesus, nós não precisamos participar dessa insensatez, nós podemos fazer a nossa pequena parte vivendo com Jesus, com caridade, realizando a transformação no íntimo de cada um, fazendo a Alquimia moderna de transformar chumbo em ouro.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações."

Allan Kardec. "O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVII. Sedes Perfeitos. Os bons Espíritas.)


Muita Paz
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 03:02
Olá querido amigo Alexandre!

Devemos sempre nos vigiar diante de nossas atitudes

É sempre importante vigiar as nossas atitudes, refletir sobre ações e novos rumos poder tomar.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 03:42
Olá queridas amigas Célia e Mirina!

Estamos sempre em busca de resgatar o nosso melhor que encontra-se adormecido, convém priorizar a eliminação das pequenas atitudes inconvenientes, bem como evitar que elas se transformem em hábitos, o que dificultaria sua constatação e eliminação por nós.

O conhecimento espírita oferece diversas medidas preventivas para evitar que o sofrimento surja em conseqüência da lei de causa e efeito. Eis alguns deles: fixar objetivos de aperfeiçoamento moral, conhecer melhor a si mesmo, enriquecer dia-a-dia o seu conhecimento espiritual, estimular continuamente o bem interior, trabalhar pelo seu auto-aprimoramento, fazer o bem, evitar o mal, orar....desenvolver estados de espíritos... chamemos de Crescimento Interior.

Esse é o nosso destino sermos felizes!

Querida amiga Mirina muito obrigado pelo suas palavras de incentivo e carinho no Facebook!

Conto com apoio e participação de vocês.

Grande abraço! ;)



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 03:55
Olá querida amiga Si!

Obrigado pela participação...sinta-se convocada! ;)


Concentremo-nos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, esquecendo o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas.

"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações."

Allan Kardec. "O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVII. Sedes Perfeitos. Os bons Espíritas.)

Conceito insuperável!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 04:14
O conceito de reforma Íntima já era comentado por Kardec:

" A questão social não tem, portanto, o seu ponto de partida na forma de tal ou tal instituição; está inteiramente no aperfeiçoamento moral dos indivíduos e das massas.  Aí está o princípio, a verdadeira chave da felicidade da Humanidade, porque então os homens não pensarão mais em se prejudicarem uns aos outros. Não basta colocar um verniz sobre a corrupção, é a corrupção que é preciso extinguir.
O princípio do aperfeiçoamento está na natureza das crenças, porque as crenças são o móvel das ações e modificam os sentimentos; está também nas idéias inculcadas desde a infância e identificadas com o Espírito, e nas idéias que o desenvolvimento ulterior da inteligência e da razão podem fortificar, e não destruir. Será pela educação, mais ainda do que pela instrução, que se transformará a Humanidade.
O homem que trabalha seriamente pelo seu próprio aperfeiçoamento assegura a sua felicidade desde esta vida; além da satisfação de sua consciência, isenta-se das misérias, materiais e morais, que são a conseqüência inevitável de suas imperfeições. Terá a calma porque as vicissitudes não farão senão de leve roçá-lo; terá a saúde porque não usará o seu corpo para os excessos; será rico, porque se é sempre rico quando se sabe contentar-se com o necessário; terá a paz da alma, porque não terá necessidades fictícias, não será mais atormentado pela sede das honras e do supérfluo, pela febre da ambição, da inveja e do ciúme; indulgente para com as imperfeições de outrem, delas sofrerá menos; excitarão a sua piedade e não a sua cólera; evitando tudo o que pode prejudicar o seu próximo , em palavras e em ações , procurando, ao contrário, tudo o que pode ser útil e agradável aos outros, ninguém sofrerá com o seu contato.
Assegura a sua felicidade na vida futura porque, quanto mais estiver depurado, mais se elevará na hierarquia dos seres inteligentes, e logo deixará esta Terra de provas por mundos superiores; porque o mal que tiver reparado nesta vida não terá mais que reparar em outras existências; porque , na erraticidade, não encontrará senão seres amigos e simpáticos, e não será atormentado pela visão incessante daqueles que teriam do que se lamentar dele".
 Allan Kardec - "Obras Póstumas"

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 04:23
Para concluir vamos exemplificar um bom exercício da razão e do bom senso aproveitando o comentário de nossa querida Mirina:


Acho que a sabedoria socratica é a mais coerente, é preciso desconstruir o status quo, para depois, com raciocinio e lógica construir de forma mais duradoura e edificante.

Você quer ir ao shopping mais próximo. Há duas alternativas possíveis. Uma é pegar um táxi e chegar, assim, mais rápido ao centro de compras. A outra é ir a pé, gastar mais tempo, mas, em compensação, economizar. Existe ainda uma terceira alternativa, que é pegar um ônibus. Você, por conveniência, e já sabendo que uma das funções do dinheiro é justamente comprar tempo, resolve pegar o táxi. Ocorre que, apesar de a corrida ser curta, você e o taxista brigam por causa do trajeto escolhido por ele, o qual teria optado por um caminho mais longo. Você fica com raiva e estressado. A briga chega a durar quase o mesmo tempo que o valor da corrida. E você sai do veículo já de “cabeça quente”, estressado e emocionalmente abalado.

Dentro do shopping, o pensamento não sai da cena da briga com o taxista. E esses pensamentos negativos do passado continuam a ocupar sua mente mesmo quando você já está em casa, após as compras. Na verdade, aquele problema – que não durou mais do que três minutos e quinze segundos – continua a perseguir sua mente nos dias seguintes…

A questão que se coloca é: vale a pena continuar pensando nessa briga? Ela já não faz parte do passado? Por quê insistimos em rememorar lembranças de fatos negativos do passado, que nos causaram e continuam nos causando mágoa? Existe solução para curar essa obsessão pelo pensamento do passado, se sobre ele já não podemos fazer mais nada? Há alternativas para se libertar da prisão de sentimentos negativos de fatos que já ocorreram? Sim, há. E quero ponderar aqui dois pontos para reflexão de meus leitores, na forma de perguntas:

1º) Vai ter alguma utilidade a longo prazo prolongar de forma contínua uma discussão do passado que está ocorrendo exclusivamente na sua mente? (a resposta é óbvia: não).

2º) Reflita sobre o ato que gerou a situação: a corrida de táxi. Você tinha possibilidade de escolha? Você tinha alternativa? Sim, ir a pé. Ou de ônibus. E ir a pé era uma situação sobre a qual você sem dúvida tinha mais controle, ou seja, fazia você depender menos dos outros.

Eis aqui então duas chaves, duas proposições importantes e que podem ser úteis para aumentar a qualidade da vida que você leva, a fazer você ter menos estresse, e que podem fazer você pensar mais a sério na busca de sua independência financeira.

Primeiro, não se prenda a problemas temporários, que não têm poder algum de gerar efeitos benéficos a longo prazo. Como diz David Allen, no livro Faça tudo acontecer, preste atenção naquilo que interfere em sua atenção.  E concentre sua atenção, o seu pensamento, o seu foco, em coisas positivas nas quais você tenha a capacidade de elaborar construções e planos visando a objetivos que te realizem, pois elas é que gerarão a força e a virtude necessárias para desenvolver hábitos e emoções positivas em sua vida.

Ao invés de se lamentar pelo problema da forma como ocorreu, tenha uma atitude construtiva: pense naquilo que você poderia ter feito para evitar o problema – e não fez –, mas que você se comprometerá a fazer no futuro caso o mesmo tipo de situação se repita mais à frente. Dessa forma, você estará concentrando sua atenção na solução orientada para guiar sua vida no presente e no futuro, ao invés de focá-la apenas no problema do passado. Ou seja, você estará se preparando para solucionar problemas, e não para ficar paralisado diante deles. Sua atitude passa a ser construtiva, positiva, ativa, e não lamentativa, próprio de quem fica em estado de passividade e inércia.

Por exemplo, se a diarista era para ter vindo hoje, e não veio, pense nos motivos que ensejaram esse fato. Será que não veio por omissão sua, que não lembrou a ela, por meio de um simples telefonema que poderia ser dado no dia anterior, de que ela precisaria estar em sua casa no dia de hoje?

Você resolve fazer suas compras da semana no dia que é véspera de feriado de Páscoa. Então, você resolve ir logo depois do trabalho, às seis horas da tarde. E, quando finaliza as compras e se prepara para entrar na fila do caixa, percebe que a fila é a maior com a qual você já se deparou em sua vida. E você é tomado pelo sentimento de raiva pela demora com que a fila anda – parece que é justamente no seu caixa que falta o troco, que um outro cliente quer pagar uma conta… mas pera lá… não foi você quem, de livre e espontânea vontade, escolheu ir naquele dia, exatamente naquele horário? Ao invés de ficar se remoendo em casa pelo tempo que gastou na fila, tome uma atitude mental construtiva: preencha seus pensamentos com técnicas e táticas para ir ao mercado num dia de menor movimento, num horário de menor movimento – ou, se for mesmo naquele dia e naquele horário, que leve alguma coisa para preencher seu tempo ociosos (smartphone para ler notícias e checar emails, por exemplo). Pense em soluções, e aja de acordo com elas. Como diz um provérbio popular:

    “Somos livres para escolher, mas não somos livres das conseqüências de nossas escolhas”.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 04:28
Em segundo lugar, procure ter uma vida menos dependente dos outros. Uma vida em que você tenha mais capacidade de controle sobre as situações que interfiram em sua realidade, pois são essas situações que têm maior probabilidade de modificarem negativamente seu estado emocional. Certamente faz muito mais diferença positiva você por conta própria estudar as melhores opções de investimento em face de seu atual momento de vida, do que se deixar levar por conversas de gerente de banco mais interessados em vender seus produtos e/ou corretores que têm mais apreço pelas comissões ganhas em cima daquilo que você gira no home broker.

Voltemos ao exemplo do táxi. Você ficou se remoendo o resto do dia pela briga que teve com o taxista – ou com qualquer outra pessoa que seja, um amigo, um familiar… Mas esse problema só ocorreu porque você decidiu ir de táxi. Da próxima vez, vá a pé, e apague a repetição da ocorrência desse evento.

O que é a independência financeira senão uma forma de ter uma vida menos dependente dos outros? Menos dependente do patrão, menos dependente de horários, menos dependente de trânsito, menos dependente de  gastos com roupas (realizados exclusivamente em relação ao trabalho)…? E não é liberdade o que você procura a todo instante? Uma liberdade responsável, em que você seja capaz de guiar-se por comportamentos éticos e fundamentados no exercício do caráter?

Ora, você deve estar se perguntando, como ter mais autonomia e independência num mundo cada vez mais conectado e interdependente? Onde dependemos de aviões que cheguem no horário, clientes que cumpram prazos, lojas virtuais e sistemas de correios que entreguem compras sem atrasos?

A resposta é fácil: você consegue mais autonomia e independência tendo uma vida mais simples. Com menos desejos de impressionar os outros. Menos ganância. Menos soberba. Menos ego. Menos status. E mais virtudes.  Mais planos. Uma vida mais centrada, preocupada e pensada em você, e menos direcionada aos outros, principalmente ao que os outros vão pensar. Preocupe-se primeiro com o seu bem-estar, e só depois pense nos outros.

Não se trata, como poderiam pensar muitos, de ter uma postura egoísta, mas sim altruísta, na medida em que você só poderá colaborar para ajudar a vida de outros a partir do momento em que você próprio estiver bem consigo mesmo. É até um consectário natural o fato de que, se você não tiver bem, pouco poderá contribuir para dar bem aos outros – basta pensar nos dias em que você esteve doente da última vez. Quando temos auto-estima, nossa tendência natural não é ficar egoísta, mas sim querer distribuir auto-estima para os outros. Dar aos outros um pouco daquilo que nós próprios temos, para mostrar-lhes que o que temos é bom, é útil, e consequentemente, se é bom para a gente, pode ser igualmente bom e útil para outras pessoas também.

Nesse contexto, é impossível não rememorar a história que Stephen Kanitz conta em seu livro Família, acima de tudo, resenhado aqui no blog tempos atrás, acerca da competição de saltos que ele elaborou com seus filhos, à época, com idade entre 3 e 4 anos, visando a desenvolver-lhes coordenação motora e saúde física. O objetivo da brincadeira criada pelo pai foi a de ensinar-lhes a pular, a pular cada vez mais distante.

Logo, como se tratava de uma “competição”, Kanitz deixava seus filhos ganharem, pulando menos. Ocorre que, lá pela sétima ou oitava tentativa, os filhos começaram a deixar o pai ganhar, dizendo: “vai, pai, você consegue” (!). Ou seja, os filhos passaram a ter um reservatório de auto-estima tão abastecido, tão grande, que tudo o que queriam era que o próprio pai também tivesse essa boa emoção positiva, que experimentassem também como é boa a sensação de ganhar. Mas esse sentimento só nasceu nas crianças porque o pai incutiu-lhes a sensação de bem-estar consigo mesmas. E esse não deixa de ser um passatempo simples e gratuito com as crianças, não é mesmo? O que prova que é possível ter uma vida mais simples e também desenvolver emoções positivas sem interferência de objetos e coisas materiais.

Ocupe seu precioso tempo, gaste sua preciosa energia, foque seu sagrado poder de concentração de pensamentos, em coisas, hábitos, atitudes e comportamentos construtivos, que tenham o poder de gerar sentimentos positivos, que exercitem as forças e as virtudes que existem dentro de você, sobre as quais você tenha controle, e que te levem a viver uma vida mais simples.

O desafio não é fazer isso o tempo todo, mas sim caminhar em direção a essa realidade, se esforçar para que isso se torne a sua realidade, para que o contexto em que você viva seja cada vez mais repleto de experiências e emoções positivas e virtuosamente construídas.

Boa sorte nessa jornada!

É isso aí!

Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Escrito por Guilherme, do Blog Valores Reais.
http://www.valoresreais.com/2010/07/15/dois-passos-para-que-voce-solucione-problemas-de-momento-%E2%80%93-inclusive-na-sua-area-financeira/comment-page-1/#comment-7679

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 04 de Junho de 2011, 04:55
Bom dia, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


CONFLITO INEVITÁVEL

O caminho do autoconhecimento é repleto de percalços.

A principio, à medida que avança no conhecimento de si, o homem se surpreenderá com o quase total desconhecimento que revela de seu próprio “eu”.

É que, até então, ele nunca havia se introjetado.

Há milênios, desde que vive, vive para fora de si.

Os seus sentidos físicos o colocam em contato com o mundo exterior.

A cultura materialista, que lhe nega a essência, e a formação religiosa que lhe situa o Céu alhures, o escravizaram a interesses subalternos.

O “ter” sempre oprimiu e sufocou o “ser”.

Não é realmente fácil essa reorientação de sentido de vida a que o homem vem aspirando.

O conflito se faz inevitável.

Narra-nos o Evangelho que, de sua entrevista com Jesus, o jovem rico “retirou-se triste”, porque, para alcançar a vida eterna, não se sentia capaz de maior renuncia.

                    Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 04 de Junho de 2011, 05:37
Queridos amigos e caros irmãos visitantes:
Fiquem com Deus!


                                                      POR ONDE COMEÇAR?

No Espiritismo, a pessoa tem que começar estudando nos grandes livros e também lavando as privadas, trabalhando, ajudando os que estão com fome, líivando as feridas de nossos irmãos. Se não tivermos coragem de ajudar na limpeza de um banheiro, de uma privada, nós estaremos estudando os grandes livros da nossa doutrina em vão.

                                                                                                                       Chico Xavier


A imensa sabedoria de Chico nos brinda com essa lição que se aplica não apenas aos que desejam ingressar nos labores do Espiritismo, mas a todos aqueles que pretendem iniciar qualquer trabalho nos mais variados setores da existência.

O médium fala, inicialmente, da importância do conhecimento que se adquire pelo estudo. Em qualquer tarefa que pretendemos realizar, precisamos dc um mínimo de conhecimento a respeito do assunto. Imaginemos um médico sem conhecimento de anatomia ou um engenheiro sem domínio sobre cálculos! Seria um verdadeiro desastre!

Muitas pessoas hoje se aventuram em trabalhar nessa ou naquela atividade, sem ostentar o conhecimento mínimo indispensável a um proveitoso desempenho profissional. Depois surge o previsível fracasso e acusam a Deus ou à má estrela pelo insucesso.

Não basta, porém, somente o conhecimento. É preciso que o empreendedor da nova tarefa esteja disposto a lavar as privadas do templo religioso, de sua escola, de seu comércio, de sua empresa.

Chico afirma que, se não tivermos essa coragem de executar as tarefas mais humildes, não chegaremos a ter sucesso em nossa empreitada, pois todo o nosso conhecimento será em vão. Foi com Jesus que Chico aprendeu isso: Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.

Na vida, quase sempre queremos ficar em primeiro lugar, mas nos esquecemos de que o sucesso se conquista de baixo para cima, promovendo o sucesso e a felicidade das pessoas, sejam elas nossos clientes, alunos, familiares, empregados, colegas de ofício ou devotos da mesma fé.

Chico Xavier é considerado o maior médium de todos os tempos porque sempre procurou ser o servidor de todos. Ele não lidou apenas com Espíritos de Luz, antes de tudo fez luz no Espírito dos sofredores.

Que estes minutos com Chico Xavier acendam a luz de nosso sucesso espiritual. Já sabemos por onde começar.

               José Carlos de Lucca
(Do livro “Minutos com Chico Xavier)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 04 de Junho de 2011, 10:53
Queridfo amigo Marccello

Como  é bpm estar contigo aqui no estudo mensal
Parabéns pela moderação e por esta importante e valiosa escolha do tema reforma intíma
Desejo que o estudo transcorra em clima de muita paz, entendimento e muitos esclarecimentos a todos nós

Abraços afetuosos
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 04 de Junho de 2011, 10:53
Bom dia queridos amigos e irmãos, muita paz a todos

Auto-Encontro

A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângeli
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 04 de Junho de 2011, 13:46
Bom dia aos amigos Lima_Gil, Antonio Renato Barbosa e aos visitantes.

Autoconscientização

Os dias atuais, caracterizados pelos conflitos psicológicos, em face do tumulto que domina o pensamento da sociedade e as ambições de cada indivíduo, exigem profundas reflexões, a fim de que a harmonia permaneça nos sentimentos humanos e na conduta pessoal em relação a si mesmo.
As admiráveis conquistas da Psicologia profunda, contribuindo para a solução dos muitos distúrbios que se apresentam perturbadores, convidam à meditação em torno da realidade que se é, para que sejam superados os condicionamentos em que se encontra, de forma a situar-se com equilíbrio ante os desafios e as injunções, não raro, penosos, que se apresentam em toda parte exigindo decisões inadiáveis.
Atordoando-se ante o volume das atividades que defronta, o indivíduo percebe-se desequipado de valores que lhe facultem uma boa administração das injunções em que se encontra, não sabendo o rumo que deve seguir.
Convidado, porém, à auto-reflexão, à autoconscientização mediante as quais poderá descobrir a sua realidade essencial, recusa-se por automatismo, receando penetrar-se em profundidade, em razão do atavismo castrador a que se submete.
A sombra que o condiciona ao aceito e determinado ameaça-o de sofrimento, caso busque iluminar o seu lado escuro, permitindo-lhe a autoidentificação que se encarregará de libertá-lo das aflições e conflitos de comportamento, que são heranças ancestrais nele prevalecentes.
Vitimado pelo jogo das paixões sensoriais, anula a própria alma que discerne, e procura não se deixar vencer pelos desejos infrenes que o arrastam ao jogo ilusório do prazer desmedido.
Apresentando-se incapaz, no entanto, de lutar pela libertação interior, permite-se arrastar mais facilmente pelo tumulto dos jogos da sensualidade, naufragando nas aspirações de enobrecimento e de cultura, de beleza e de espiritualidade, temendo perder a oportunidade que a todos é oferecida de desfrutar as facilidades e permissões morais que constituem a ordem do dia.
A estrutura psicológica do ser humano é trabalhada por mecanismos muito delicados, sofrendo os golpes violentos da ignorância, do prazer brutalizado, dos vícios inveterados. Não suportando a alta carga de tensões que esses impositivos lhe exigem, libera conflitos e temores primitivos que estão adormecidos, desequilibrando as emoções, cujos equipamentos sutis geram distonias e depressões.
O desvario do sexo, que se tornou objeto de mercado, transformando homens e mulheres em coisas de fácil aquisição, é também instrumento de projeção social, de conquista econômica, de exaltação do ego, despertando nas mentes imaturas psicologicamente ânsias malcontidas de desejos absurdos, nele centralizando todas as aspirações, por considerá-lo indispensável ao triunfo no círculo em que se movimenta.
Incompleto, por não saber integrar os seus conteúdos psicológicos da anima à sua masculinidade e do animus à sua feminilidade, conseguindo a realização da obra-prima que lhe deve constituir meta, o ser humano deixa-se arrastar pelas imposições de um em detrimento do outro, afligindo-se sem saber por qual motivo.
Procura, então, agônico e insatisfeito, recuperação na variedade dos prazeres, identificando-se mais confuso, a um passo de transtorno sempre mais grave, qual ocorre a todo instante no organismo social e nos relacionamentos inter-pessoais.
A sombra governa-o, e ele se recusa à luz da libertação.

*
O Apóstolo Paulo afirmou: Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço. (Romanos, 7-19.)
Nesse auto-reconhecimento, o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância do seu apostolado, quando proclamou: (...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)

Somente através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sempre deixam frustração e vazio existencial.
A experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.
Sucede que, nessa ansiosa projeção, o ser se torna consumido pelos demais, e por sua vez, destituído dos sentimentos profundos de amor, procura consumir os outros, utilizando dos seus recursos e qualidades reais ou imaginárias para saciar a sede de prazer em que se aturde, e seguir adiante.
Não saciado, porque essas experiências somente mais afligem, surge a necessidade das extravagâncias, pelas libações alcoólicas, pelo uso de substâncias químicas alucinantes, pelas aberrações sexuais intituladas de variedades para o prazer, pela agressividade, pela violência, ou pela queda nos abismos da depressão, da loucura, do suicídio...
A única alternativa disponível, portanto, para o ser humano de hoje, qual ocorreu com o de ontem, é o mergulho interior, a autodescoberta, a conscientização da sua realidade de Espírito imortal em viagem transitória pelo corpo, a fim de adquirir novas realizações, reparando males anteriores e conseguindo harmonia íntima, para que possa desfrutar de todas as concessões que se lhe encontram à disposição, premiando-o pelo esforço de autoconquista e autolibertação.
Naturalmente que, ao ser ativado o mecanismo de identificação do ser real, o hábito da fuga dos compromissos superiores induz à projeção, para poupar-se à dor, o que constitui um grande erro, porquanto o sofrimento se tornará ainda mais penoso.
É óbvio que somente a claridade vence as sombras, e a autoconscientização é o foco de luz direcionado à escuridão que predomina no comportamento psicológico do ser humano.

*
Jesus asseverou com propriedade ser a luz do mundo, porque a Humanidade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre nos dias presentes.
Esta é a sua mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em favor de si mesmo e da coletividade.
Trazendo aos homens e mulheres o seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral.

 Joanna de Ângelis

 Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 11 de julho de 2000, em Paramirim, Bahia. Extraído da Revista Reformador, Junho de 2001..

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Si em 04 de Junho de 2011, 14:19
Olá Marcelo e amigos do Fórum ,

Gostaria de contribuir com um link que julgo será de  boas reflexões para o estudo, é um quadro com pontuação para:
 Agressividade, Orgulho, Egoísmo e Personalidade.


http://www.espirito.com.br/portal/artigos/unidual/avaliacao.zip
(quando o arquivo abrir ,clicar em um dos botões , aparecerá diversas perguntas para aquele "defeito" que se identifique...)

Muita Paz
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 04 de Junho de 2011, 16:06
O Homem de Bem

O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico Federação Espírita Brasileira. 1996.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 04 de Junho de 2011, 18:53
Boa tarde querido amigo Marcello e queridos amigos foristas



Desapego



Sergito de Souza Cavalcanti



Um dos maiores obstáculos à nossa evolução tem sido, sem dúvida alguma, o apego às coisas materiais. Se queremos a perfeição, temos que nos desvencilhar de toda carga externa, de todas as posses, pois “todo aquele que, dentre vós não renunciar a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14:33)

Sabemos que na fase evolutiva que nos encontramos é difícil desapegarmos totalmente de todas as coisas da terra. Entretanto, é bom que nos conscientizemos o mais rápido possível que temos que aos poucos ir nos desvencilhando de todas as posses sejam elas grandes ou pequenas. É lógico que Jesus ao dizer: “desfazei-vos de todos os vossos bens e segui-me” (Mt 19:21), não pretendia estabelecer como princípio absoluto que cada um devesse despojar-se daquilo que possui e que a salvação só tem esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação.

A conseqüência dessas palavras proferidas por Jesus e tomadas em sua acepção rigorosa seria a abolição da fortuna por ser nociva à felicidade futura, e até mesmo a condenação do trabalho que leva a ela.

Essas palavras tomadas, portanto, ao pé da letra, teriam uma acepção absurda que conduziriam o homem à vida selvagem e que por isso mesmo estariam em contradição com a lei do progresso, que é lei divina.

O desapego proposto por Jesus é possuir sem ser possuído. Podemos e devemos trabalhar muito, procurando sempre a melhoria econômica, na certeza, no entanto, de que nosso verdadeiro tesouro será o que advém de nossos atos e ações. Podemos possuir muitos bens e não sermos possuídos por eles e ainda podemos, com o que nos sobrar, ajudar o progresso do país e às pessoas que nos cercam. Se estamos sinceramente imbuídos com o progresso e com nosso crescimento interno, é bom que desde já desvencilhamos de todos os bens externos que vão nos atrapalhar na viagem que breve haveremos de fazer ao mundo espiritual. O excesso do querer vem desequilibrando muita gente que não entende que a verdadeira felicidade não está em decorrência da maior ou menor quantidade de bens materiais que acumulamos.

O homem não deve possuir de seu, senão o que puder levar deste mundo. O que encontra ao chegar e o que deixa ao partir, goza de sua permanência na terra; mas, uma vez que é forçado a abandoná-lo dele não tem senão o gozo e não a posse real.

Portanto, a felicidade não consiste em possuir ou não possuir bem externos, mas sim na atitude interna de não ser por eles, possuído.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: hcancela em 04 de Junho de 2011, 19:34
Olá amigos(as)

Marcello amigo seja muito bem vindo aos temas mensais e sucesso .

Agora o tema vai dar pano para mangas...kkkkkkkkkkkkkkkk, especialmente se esmiuçarmos o tema, tim tim por tim tim. Pago para ver :-* :-* :-* e sem dinheiro, né...rsssssss


BUSCAI E ACHAREIS
“Buscai e achareis”. “Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará”.
 É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei de progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata de alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura.

Às necessidades do corpo sucedem às do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.
Allan Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Cap. XXV, item 2.

Segundo Kardec, ele é promovido pela infiltração das idéias das revoluções morais, sociais, ao longo do tempo e, aparentemente, explodem sem razão, fazendo “ruir o edifício carcomido do passado”.

Como o progresso necessariamente promove tumulto, provoca resistências e cria, muitas vezes, um certo pânico, Kardec adverte que “o homem geralmente não percebe, nessas comoções, mais do que a desordem e a confusão momentâneas que o atingem nos seus interesses materiais.... mas a Providência faz que do mal surja o bem. São a tempestade e o furacão que saneiam a atmosfera , depois de a haverem revolvido”. O diálogo transcrito na questão 784 é extremamente esclarecedor.- A perversidade do homem é bastante intensa e não parece que ele está recuando,em lugar de avançar, pelo menos do ponto de vista moral?-Enganas-te. Observa bem o conjunto e verás que ele avança, pois vai compreendendo melhor o que é o mal, e dia a dia corrige os seus abusos. É preciso que haja excesso do mal, para fazer-lhe compreender a necessidade do bem e das reformas.Não é uma colocação inteligente e oportuna.


A força do progresso é realmente poderosa. Ao longo do tempo vai mudando, reformulando cenários, políticas, opiniões e sentimentos. É uma energia subterrânea, compõe-se de fluxos diversos, choques, perversões, mal e bem. Quando as situações se tornam insuportáveis, vem necessariamente a reação.Do caos renasce um novo horizonte. Certamente imperfeito, mas melhor e assim sucessivamente.Não vemos que o excesso de banalidade, de futilidades, de incoerências motiva a reação? E produz soluções.


Uma das críticas mas freqüentes ao progresso, às mutações sociais e humanas, é que nessas mudanças, os valores morais parecem ser desprezados.De fato, nas mutações do comportamento, os períodos de transição são penosos, às vezes de difícil compreensão.De um modo geral, os valores funcionam para a maioria como freio às manifestações do egoísmo e dos desajustes pessoais. Por isso, as sociedades têm, ao longo do tempo, estabelecido ordenações e regras, algumas das quais acabam por criar um clima perverso, de castração e inibição da espontaneidade.
Quando as mutações enfraquecem as regras e derrubam as normas, os valores reais certamente persistem na maioria, ainda que de forma relutante por muitos. Todavia, as pessoas, cujos desequilíbrios interiores são mais acentuados, principalmente no campo da sexualidade e da corrupção, sentem-se à vontade para derrubar “tabus”, de forma desatinada.

Essa minoria ativa assume atitudes de desagregação moral que é tolerada pela maioria, por um longo tempo, por ser porta-estandarte de reivindicações pessoais ocultas e inibidas.Esses transtornados agitadores da moral e dos costumes, fazem o papel de desbloqueadores, mas produzem, também, insegurança, ultrapassam limites mínimos e atingem a dignidade e a segurança da maioria.Começa então a reação e alcança-se, quase sempre, algum equilíbrio ou pelo menos opõem-se barreiras ao curso avassalador do desatino. Tratando do assunto, O Livro dos Espírito é bastante sábio.Diz que o progresso intelectual geralmente precede ao progresso moral. Segundo o texto, a inteligência daria ao homem maior discernimento entre o bem e o mal e disso resultaria em modificações de procedimentos e expectativas.

1 - O progresso é igual para todos os espíritos, num mesmo planeta?

Não, os homens progridem de maneiras diferentes e não ao mesmo tempo. Analisando a sociedade podemos comprovar esta realidade.

2 - Por qual motivo o progresso intelectual está sempre à frente do progresso moral? Esta relação será sempre assim?

O progresso intelectual é que provoca a marcha do progresso moral, pois assim o homem pode discernir melhor sobre os seus atos. E esta relação não será sempre assim, pois será chegado o momento em que o progresso intelectual e o progresso moral estarão equilibrados, por que essa é a marcha do progresso completo.

3 - Pode o homem entravar a marcha do progresso?

Pode entravar, mas não pode deter, uma vez que o progresso é uma lei Natural.

4 - Quando um povo não quer avançar, pode ocorrer algum fato para leva-lo de volta ao progresso?

Sim. Quando isso acontece, Deus permite a provocação de abalos físicos e morais, chamando seus filhos à razão.

5 - Porque o orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso moral? Como fazer então para vencer estes obstáculos?

Tanto o orgulho como o egoísmo desenvolve a ambição e o amor às riquezas, isto é, às coisas materiais. E esse “apego” às coisas materiais, muitas vezes impede o progresso moral. Para vencer estes obstáculos é necessária principalmente uma mudança de atitude, nos reconhecer espíritos e trabalhar pela nossa melhoria moral, através da reforma íntima.


Saudações fraternas
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 04 de Junho de 2011, 21:43
Oi! Prezados irmãos.

Quando entrei no Fórum vi lá! "Qual defeito você identifica em maior intensidade no seu estado evolutivo atual:". Então pensei comigo mesmo: Por mais que lutemos para fins dos nossos aprimoramentos, sempre esbarramos e sugamos um deles nem que seja por uma pequena dose, ou seja, orgulho, vaidade, inveja, ciúme, avareza, ódio, vingança e Egoísmo. Daí marquei logo de cara o Pai ou Mãe de todos os males, isto é; "Egoísmo". Eis aí como se combate fogo é no centro dele, e ali é que devo atacar até o extingui-lo de uma vez por todas, um dia eu chego lá.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 04 de Junho de 2011, 23:40
Boa noite querido amigo Marcello e caros amigos!



Peço licença para compartilhar com os amigos uma reflexão do médium Raul Teixeira, onde são expostas e analisadas quatro posturas comportamentais a serem observadas como paradigmas na busca da reforma íntima.


Abraços da Katia




Reforma Íntima (https://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVhnUkFta09tdjRVIw==)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 04 de Junho de 2011, 23:51
Olá grande amigo Lima Gil!


O “ter” sempre oprimiu e sufocou o “ser”. Não é realmente fácil essa reorientação de sentido de vida a que o homem vem aspirando. O conflito se faz inevitável.

Infelizmente amigo, O ter passou a ser mais importante do que o ser. A riqueza passou a ser mais importante que a humildade e a bondade. O problema é que confundimos uma coisa com a outra. Entendemos que, para ser, é preciso ter. Aliás, é nesta idéia que se sustenta a sociedade de consumo dos nossos dias.


Chico afirma que, se não tivermos essa coragem de executar as tarefas mais humildes, não chegaremos a ter sucesso em nossa empreitada, pois todo o nosso conhecimento será em vão. Foi com Jesus que Chico aprendeu isso: Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.

Olá querida amiga Kátia!

O desapego proposto por Jesus é possuir sem ser possuído. Podemos e devemos trabalhar muito, procurando sempre a melhoria econômica, na certeza, no entanto, de que nosso verdadeiro tesouro será o que advém de nossos atos e ações.

Síntese perfeita querida Kátia!

Obrigado por este vídeo maravilhoso! Vou assistir!

Grande abraço! 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:06
Olá querida amiga Dothy!

Agradeço o apoio e boa vontade em colaborar!

Obrigado querida!

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Maravilhosa mensagem de Joanna de Ângelis!

Muita luz para nossa mudança de atitudes:

O Que Mais Sofremos
O que mais sofremos no mundo -
Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la.
Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença. É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria. É o orgulho ferido.
Não é a tentação. É a volúpia de experimentar - lhes os alvitres.
Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

Chico Xavier - Espírito Albino Teixeira.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:14
Olá querido amigo Ken!

A experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.

Obrigado pelas mensagem de grande sabedoria!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:17
Olá querida amiga Si!

Tentei abrir o arquivo mas...não consegui...necessita de um outro programa para funcionar!

Pelo menos foi esta mensagem que surgiu?

Obrigado pelo seu apoio nos estudos! :D
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:21
Obrigado amigo Ken por sua colaboração!

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.

Percebemos como o desenvolvimento da alteridade é necessária para nossa evolução.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Si em 05 de Junho de 2011, 00:30
Olá querida amiga Si!

Tentei abrir o arquivo mas...não consegui...necessita de um outro programa para funcionar!

Pelo menos foi esta mensagem que surgiu?

Obrigado pelo seu apoio nos estudos! :D



OLá Marccello e todos do fórum,

Se você possuir o VB 5.0 instalado, pode optar pelo download do aplicativo.
De qualquer forma postei no Power Point como: Avalie a si mesmo.
Espero que dê certo.


Muita paz
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 05 de Junho de 2011, 00:32

REFORMA INTIMA
Buscar a reforma intima é o inicio de uma grande jornada consciente.
É acreditar na evolução.
Acreditar que é possível mudar e criar um universo de paz e serenidade dentro de nós.
Você quer percorrer este caminho?
Quer ?
 Então comece agora, que todo o universo vai conspirar a seu favor.
Boa jornada, saiba que junto contigo irá também uma legião de anjos, mas acredite eles não vão interferir, mas com certeza vão estar com você, te fortalecendo e te encorajando a prosseguir.
Seja como água do rio que sempre esta em movimento e diante dos obstáculos contorne.

REFORMA ÍNTIMA OU EDUCAÇÃO INTERIOR?                                                                                               

                       “CONHECE-TE A TI MESMO”
“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses”

A frase acima, atribuída ao filósofo Sócrates, foi escrita no templo de Apolo em Delfos; atravessou o tempo imutável e ainda chama os homens ao autoconhecimento.

     Esta mesma convocação muito usada nos centros espíritas ainda é incompreensível para até pessoas de medianos conhecimentos.
     O que Sócrates queria dizer? Como conhecer a nós mesmos? Olhando no espelho? Como posso conhecer o Universo e os deuses, conhecendo a mim mesmo?
     Os ouvintes captam a frase, sabem que é importante, mas não mudam nada em si porque não entendem
 como processa-se esta sábia orientação.

   
     Como nascemos com o rol completo de sentimentos e mais, tudo que nossa mente processa, nada mais óbvio que passar a estudar, analisar e entender tudo que se passa em nosso interior, seja em forma de sentimentos, seja pensamentos.
     Quando estivermos sentindo raiva de alguma coisa ou alguém, paremos para pensar o motivo desta raiva, o porquê das coisas de fora estão nos incomodando por dentro.  O método de analisar tudo que sentimos e pensamos nos levará ao caminho da conscientização do que somos.
     Você é aquilo que sente e aquilo que pensa.
     Mas sabe realmente o que sente, por que sente e o que pensa?
     Dando um exemplo de auto-análise para o conhecimento interior. Trabalhamos num escritório, numa associação, num centro espírita ou outro religioso. Damos tudo de nós, nos esforçamos o melhor possível para desempenhar nossa tarefa nestes locais, mas vem uma pessoa que pouco ou nada fez e recebe um cargo superior ao nosso passando na nossa frente. O que acontece?
     Revoltamo-nos, ficamos indignados porque ninguém viu nosso esforço, o sacrifício que tivermos que fazer para cumprir nosso dever, ninguém reparou no nosso valor aí vem à revolta, mesmo não manifestada exteriormente.
      Então passamos a analisar este sentimento de revolta, frustração e indignação. Avaliemos se nosso esforço foi para receber elogios e promoções ou para cumprir nossa obrigação com lealdade. O valor que sabemos que possuímos é para nos projetarmos no mundo ou para satisfação de nós mesmos?
      Ou então, temos aquele sentimento de inferioridade pensando que somos um nada, nada valemos e nada somos porque não recebemos a recompensa devida. Tanto a revolta quanto o sentimento de inferioridade são ambos negativos que devemos alterar.
      O ideal seria pensar: “fiz o melhor possível, dei tudo de mim, sei que tenho valor, mas se o mundo não viu, não valorizou ou me recompensou, não importa porque sei que tenho valor, o meu bem estar interior me recompensa e Deus sabe. Isto é o principal. Sabemos que o mundo é uma escola onde recebemos lições para absorver, então, tudo vem para nosso aprendizado.
     Não nos tornamos melhor para receber elogios, recompensas ou promoção material ou espiritual. Fazer o melhor, dar o melhor, sentir o melhor é apenas o caminho para nossa felicidade.
     Notamos que as pessoas espiritualmente elevadas não buscam recompensas externas, nem elogios, apenas são felizes consigo mesmas. O principal: são criaturas alegres e nada de fora altera esta alegria interior.
     O autoconhecimento fará com que passamos a sofrer menos com tudo que acontece em nossa volta. Passamos a nos defender da negatividade do mundo com as defesas internas. Estas defesas se chamam: satisfação pessoal, amor por si mesmo e consciência tranquila. Mais do que tudo, a maior defesa é realmente o amor que ampliamos em nosso coração; quando amamos tudo se torna mais fácil e ameno.
    O autoconhecimento tem que vir junto com o sentimento de amor, amor, principalmente, por nós mesmos.
     Somos filhos de Deus, somos deuses!


http://reformaintimasoniarocha.blogspot.com/p/reforma-intima.html
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:40
Olá querido amigo Hcancela!

Obrigado pelo incentivo!

Marcello amigo seja muito bem vindo aos temas mensais e sucesso .

Agora o tema vai dar pano para mangas...kkkkkkkkkkkkkkkk, especialmente se esmiuçarmos o tema, tim tim por tim tim. Pago para ver :-* :-* :-* e sem dinheiro, né...rsssssss

É verdade amigo...  ;D  vamos tentar utilizar este excesso de panos para endireitar o máximo possível de mangas...  :D a começar pelas minhas que estão necessitando de grandes reformas!!! :'(

Agradeço amigo pelo carinho! ;)


5 - Porque o orgulho e o egoísmo são os maiores obstáculos ao progresso moral? Como fazer então para vencer estes obstáculos?

O progresso intelectual é que provoca a marcha do progresso moral, pois assim o homem pode discernir melhor sobre os seus atos. E esta relação não será sempre assim, pois será chegado o momento em que o progresso intelectual e o progresso moral estarão equilibrados, por que essa é a marcha do progresso completo.

Tanto o orgulho como o egoísmo desenvolve a ambição e o amor às riquezas, isto é, às coisas materiais. E esse “apego” às coisas materiais, muitas vezes impede o progresso moral. Para vencer estes obstáculos é necessária principalmente uma mudança de atitude, nos reconhecer espíritos e trabalhar pela nossa melhoria moral, através da reforma íntima.

O orgulho leva o homem a se considerar acima dos outros, achando-se com direitos superiores, e se fere com tudo o que, segundo ele, seja um atentado sobre os seus direitos.

Conto com seu apoio!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:46
Olá querido amigo Ruy!

Daí marquei logo de cara o Pai ou Mãe de todos os males, isto é; "Egoísmo". Eis aí como se combate fogo é no centro dele, e ali é que devo atacar até o extingui-lo de uma vez por todas, um dia eu chego lá.

Estamos juntos nesta luta!

Obrigado pela participação!  ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 05 de Junho de 2011, 00:55
A REFORMA ÍNTIMA
Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.
Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade.
Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onda crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.
Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.
Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.
Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.
Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.
Desestimulando no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.
é muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os est?mulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.
Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.
O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame,quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.
Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensiveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.
Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.
Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.
Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.
Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser ?til e aproveita-o.
Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.
Para quem está honestamente interessado na reforma intima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.
Toda queda resulta em prejuizo, desencanto e recomeço.
Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obst?culo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.
A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.
Pelo Espirito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Do livro: VIGILÂNCIA
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 00:58
Oi amiga Si! :D

Vou conferir já já! ;)

Obrigado pela atenção! :D


Querida amiga Maria! :D

Obrigado por estes mananciais de conhecimento! ;)

Não nos tornamos melhor para receber elogios, recompensas ou promoção material ou espiritual. Fazer o melhor, dar o melhor, sentir o melhor é apenas o caminho para nossa felicidade.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 01:08
Dando continuidade aos belos textos, mensagens de todos os amigos(as) vamos dar seqüência aos assuntos de Nossa Reforma. Vamos procurar compreender as virtudes:

Virtudes

Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples potencialidade ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação.

Para o Espírito Emmanuel a virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do Espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio. (Pergunta 253 de O Consolador)

Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente.

Sócrates (470-399 a. C.) - O estudo da virtude se inicia com Sócrates, para quem a virtude é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza humana. Na sua conceituação, comete dois erros: 1) confunde a ordem moral com a ordem do conhecimento; 2) exagerado otimismo.

Platão (429-347 a. C.) - Desenvolve a doutrina de Sócrates. Apresenta a virtude como meio para atingir a bem-aventurança. Descreve as 4 virtudes cardeais: a sabedoria, a fortaleza, a temperança e a justiça.

Aristóteles (384-322 a. C.) - Ao conceito já esboçado como hábito, isto é, de qualidade ou disposição permanente do ânimo para o bem, Aristóteles acrescenta a análise de sua formação e de seus elementos. As virtudes não são hábitos do intelecto como queriam Sócrates e Platão, mas da vontade. Para Aristóteles não existem virtudes inatas, mas todas se adquirem pela repetição dos atos, que gera o costume (mos), donde o nome virtude moral. Os atos, para gerarem as virtudes, não devem desviar-se nem por defeito, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida, longe dos dois extremos.

Cristianismo - A influência da Sagrada Escritura fez com que se acrescentasse às virtudes cardeais, as virtudes teologais. Santo Agostinho diz que "a virtude é uma boa qualidade da mente, por meio da qual vivemos retamente". Santo Tomás de Aquino diz que "a virtude é um hábito do bem, ao contrário do hábito para o mal ou o vício".

Kant (1724-1804) - Entre os filósofos não cristãos dos tempos modernos requer especial atenção o sistema kantiano. Kant, em certo sentido, volta às doutrinas estóicas, enquanto procura formular uma ética que seja fim de si mesma, sem leis heterônomas, nem sanções. Mas a Crítica da Razão Prática, que cria a nova moral, não fala de virtude, mas só de moralidade: esta consiste essencialmente no cumprimento do dever, ou seja, dos imperativos categóricos que a razão autônoma dita. Embora por outros caminhos, caiu no mesmo erro dos antigos estóicos, dando-nos uma ética vazia, que se destrói a si mesma, negando todo legislador, toda sanção, todo o fim ulterior de nossas ações.

Aspecto Prático da Virtude - Além do aspecto teórico da sua conceituação, estritamente conexo com o sistema filosófico no qual se enquadra a Ética, apresenta um aspecto prático de vivo e permanente interesse: como formar e desenvolver a virtude. É o campo da Psicologia Educacional e da Pedagogia. No educador exige antes de tudo o bom exemplo, tão necessário, especialmente no trato com as crianças, incapazes de longos raciocínios e vivamente levadas à imitação. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo).

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 01:14
Virtude segundo Aristoteles

“A virtude é portanto uma disposição adquirida voluntária, que consiste, em relação a nós, na medida, definida pela razão em conformidade com a conduta de um homem ponderado. Ela ocupa a média entre duas extremidades lastimáveis, uma por excesso, a outra por falta. Digamos ainda o seguinte: enquanto, nas paixões e nas ações, o erro consiste ora em manter-se aquém, ora em ir além do que é conveniente, a virtude encontra e adota uma justa medida. Por isso, embora a virtude, segundo sua essência e segundo a razão que fixa sua natureza, consista numa média, em relação ao bem e à perfeição ela se situa no ponto mais elevado”. (Ética a Nicômaco, II, 6)

Termos Importantes

Para entender corretamente o texto filosófico, devemos localizar os termos mais importantes, e suas noções. Assim:

Virtude (arétè) designa toda excelência própria de uma coisa, em todas as ordens de realidade e em todos os domínios. Aristóteles a emprega assim, embora lhe acrescente o valor moral.

Disposição (héxis) é definida como uma maneira de ser adquirida. O latim traduziu héxis por habitus. A virtude só será habitus se se retirar desse termo o caráter de disposição permanente e costumeira, mecânica, automática.

Mediedade (mésotès): este termo remete tanto ao termo médio de um silogismo quanto à média (ou ao meio termo) que caracteriza a virtude.

A Virtude é Média e Ápice:

Como, pois, entender que virtude é média e ápice?

Aristóteles parte de um conceito geral e delimita-o depois.

Diz, primeiramente, que a virtude é agir de forma deliberada; depois, fala em agir em prol do mais alto bem. Ao falar dela como héxis, enfatiza uma capacidade adquirida, constante e duradoura, o que elimina a pretensa qualidade inata. Assim, ao se comportar moralmente, o homem deve também se comportar racionalmente, ou seja, uma razão que já passou pela prova dos fatos; a mediedade, diz ele, é a que o homem prudente determinaria. E determinaria em função dos homens superiores a ele. Por isso é oportuno aconselhá-los a imitarem os melhores. 

A Virtude não é Média, ela é Média Justa:

A mediedade opõe-se a dois vícios simétricos: o excesso e a falta.

Quais são essas práticas que não são virtudes? Os vícios.

Explicação: a natureza moral jamais é natural, e sim o resultado de uma maneira de ser adquirida –  para mais ou para menos –, o que representa sempre um excesso. Por exemplo, a coragem é virtude delimitada por essa falta que é a covardia  e esse excesso que é a temeridade. A virtude revela-se portanto como um meio termo.

A virtude não é assim uma média aritmética dos excessos para mais ou para menos, ela é o vértice de eminência, ou seja, é ela quem diz qual é o vício para cima ou para baixo. O óbolo da viúva, de que nos lembra o Evangelho, vem a calhar: a viúva que deu apenas uma moeda, deu mais do que o rico, pois enquanto este deu o que lhe sobrava, para ela a quantia representava uma privação. (FOLSCHEID, 2002, cap. III)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 01:18
Virtudes Cardeais e Virtudes Teológicas:

Desde a Antiguidade até os nossos dias, as virtudes foram classificadas em Cardeais e Teologais. As Cardeais são adquiridas pelo esforço; as Teologais como um Dom de Deus.

Virtudes Cardeais:

As virtudes cardeais são aquelas virtudes essenciais na qual todas as outras decorrem. São em número de quatro: prudência, fortaleza, temperança e justiça. Funciona como uma dobradiça, pois todas as outras devem girar ao redor destas. Isto decorre da etimologia da palavra cardeal (cardo = gonzo = dobradiça).

Prudência - É aquela virtude que permite ao entendimento reflexionar sobre os meios conducentes a um fim racional.

Fortaleza ou valentia - Consiste na disposição para, em conformidade com a razão, isto é, em atenção a bens mais elevados, arrostar perigos, suportar males e não retroceder, nem mesmo ante a morte. A paciência, por exemplo, é uma virtude subordinada à fortaleza, e consiste na capacidade constante de suportar adversidades.

Temperança - Consiste em aperfeiçoar constantemente a potência sensitiva, de modo a conter o prazer sensual dentro dos limites estabelecidos pela sã razão. Assim, a moderação é a temperança no comer, a sobriedade no beber, a castidade no prazer sexual. São aparentados com a temperança: a negação ou domínio de si mesmo, isto é, a vontade de não se deixar desviar do bem, nem sequer pelas mais violentas excitações do desejo.

Justiça - Consiste ela na atribuição, na equidade, no considerar e respeitar o direito e valor que são devidos a alguém, ou a alguma coisa. (Santos, 1965)

Virtudes Teologais:

Na Ética religiosa a Fé, a Esperança e a Caridade são chamadas teologais, porque não são elas produtos de um hábito, pois o homem não as adquire através de seu próprio esforço.

A Fé é o assentimento do intelecto que crê, com constância e certeza, em alguma coisa. A prudência, a fortaleza, a justiça e a moderação podem ser adquiridas. Ninguém gesta dentro de si a Fé; ou a tem, ou não.

A Esperança é a expectação de algo de superior e perfeito. A Esperança não é o produto de nossa vontade, mas de uma espontaneidade, cujas raízes nos escapam, porque não é ela genuinamente uma manifestação do homem, mas algo que se manifesta pelo homem, porque não encontramos na estrutura de nossa vida biológica, nem da nossa vida intelectual, uma razão que a explique.

A Caridade é a mãe de todas as virtudes como dizem os antigos, e diziam-no com razão: é a raiz de todas as virtudes, porque ela é a bondade suprema para consigo mesmo, para com os outros, para com o Ser Infinito. A caridade, assim, supera a nossa natureza, porque, graças a ela, o homem avança além de si mesmo, além das suas exigências biológicas.

Não são o produto de uma prática, porque pode o homem praticar a caridade sem tê-la no coração; pode o homem exibir uma crença firme, sem alentá-la em seu âmago; pode o homem tentar revelar aos outros que é animado pela esperança, sem ressoar ela em sua consciência. (Santos, 1965)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 05 de Junho de 2011, 01:25
Oi! Prezado Marccello.

Muito agradecido pela força concebida, mas vamos em frente, pois a estrada é longa demais como sabe, mas não se pode desistir de jeito nenhum.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 01:27
Virtudes e Vícios: (Os vícios veremos com mais detalhe nos próximos tópicos).

Ao longo do tempo adquirimos uma série de hábitos negativos. Alguns deles são visíveis como o fumo e o álcool; outros, nem tanto. É que costumamos disfarçá-los ao máximo, para que não se tornem muito evidentes. Nesse sentido, à gula damos o nome de necessidade proteínica; à lascívia chamamos necessidade fisiológica; a ira é embelezada com a expressão paradoxal: “cólera sagrada”; a cobiça é encoberta com a desculpa da  previdência; a preguiça disfarçamos com a necessidade de repouso, quando não com a esperteza que faz os outros produzirem por nós.

Allan Kardec, nas perguntas 893  e 913 de O Livro dos Espíritos , esclarece-nos este assunto com muita propriedade.

893. Qual a mais meritória de todas as virtudes?

— Todas as virtudes têm seu mérito, porque todas são indícios de progresso no caminho  do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das tendências; mas a sublimidade da virtude consiste no sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem segunda intenção. A mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada.

913. Entre os vícios, qual o que podemos considerar mais radical?

Já o dissemos muitas vezes; o egoísmo. Dele deriva todo do mal. Estudai todos os vícios e vereis que no fundo de todos existe o egoísmo. Por mais que luteis contra eles não chegareis a extirpá-los enquanto não os atacardes pela raiz, enquanto não lhes houverdes destruído a causa. Que todos os vossos esforços tendam para esse fim, porque nele se encontra a verdadeira chaga da sociedade.

O movimentar-se diário produz hábitos. Os hábitos maus enraízam de tal sorte em nosso psiquismo que se tornam extremamente difíceis de serem eliminados. Em se tratando do esforço para extingui-lo, parece-nos que cometemos um erro que já se tornou secular, ou seja, combater a causa pelo efeito. Somente quando tomamos consciência do móvel que produz a ação é que podemos ter segurança na eliminação do efeito. Na realidade, não somos nós que deixamos os vícios; são eles que desprovidos da nossa atração, deixam-nos.

Muita paz. :)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 01:36
Muito agradecido pela força concebida, mas vamos em frente, pois a estrada é longa demais como sabe, mas não se pode desistir de jeito nenhum.

Olhemos para o nosso futuro com a ternura de uma criança... Esperando dele sempre as melhores coisas!!!

Grande abraço! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 05 de Junho de 2011, 14:01
Meu nobre irmâo e conterrâneo Marccello,que maravilha de textos escritos sobre às virtudes,entretanto ao meu ver,posso estar errado!elas para serem verdadeiras
 não devem ser induzidas,mas sim espontâneas,vindo de dentro para fora, de uma forma natural.Como é importante se falar da caridade,como ela nos faz bem à sua prática,
mas ela tem o seu oposto que é o vício do egoismo,êsse é um verdadeiro fragelo que atin-
-ge toda  à humanidade,temos então nêsse mundo modernizado em que vivemos,dito globolizado, uma constante que tornou as pessoas mais individualistas,mais centradas no seu bem estar,do que naqueles que estão em sua volta.Entretanto,ainda vemos a prática da caridade nas ações de solidariedade ,principalmente quando acontecem às grandes catastrofes naturais.
Como o mundo seria melhor se houvesse menos egoismo e mais amor entre as pessoas,
tornando a caridade uma prática comum.
Fique na paz,e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 05 de Junho de 2011, 15:10
            A Virtude

             A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho.  A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse  completo esquecimento de si mesmos.

            É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.

            O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.

            Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.


François-Nicolas-Madeleine, , Paris, 1863
(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 05 de Junho de 2011, 15:22

     "Instrui-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos ensina o objetivo sublime da prova humana... Estou convosco, e meu apóstolo vos ensina. Bebei na fonte viva do amor, e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançardes um dia, livres e alegres, no seio d'Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfeitos, e deseja que modeleis vós mesmos a vossa dócil argila, para serdes artífices da vossa imortalidade.

Espírito da Verdade, Paris, 1861
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 05 de Junho de 2011, 16:00
"Quanto mais encantados com o mundo, mais distantes de Deus"
Trouxe essa frase de uma abertura de tópico feita pelo Coronel.

Aproveito e trago este capítulo

ESE


III – A Felicidade Não É Deste Mundo
FRANÇOIS-NICOLAS-MADELAINE
Cardeal Morlot, Paris, 1863

 
            20 – Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! Exclama geralmente o homem, em toda as posições sociais. Isto prova, meus caros filhos, melhor que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: “A felicidade não é deste mundo”. Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor, são condições essenciais da felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes privilegiadas, pessoas de todas as idades lamentarem amargamente a sua condição de existência.

            Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna. Neste mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano. Pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações.

            Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem. Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.

            Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lançam as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem. Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade."

O que quer dizer exatamente este capítulo do ESE?
Que quanto mais apegado ao mundo material, mais atrasado e não sábio encontra-se o Espírito. É fundamental começar a entender o desapego para verdadeira reforma íntima.
O desapego consiste em internamente abrir mão de crenças, afetos condicionados, bens materiais e tudo o que nos fascine e ilude neste mundo de provas e expiações para assim alcançar a paz interior e o amor incondicional.


Um abs
Hebe
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 05 de Junho de 2011, 16:39
Boa tarde a todos

Realização Interior

Enquanto o homem não se convencer de que lhe é necessário conquistar as paisagens íntimas, suas realizações externas deixá-lo-ão em desencanto, sob frustrações que se sucederão, tantas vezes quantas sejam as glórias alcançadas no mundo de fora.

À semelhança de uma semente, na qual dormem incontáveis recursos, que surgem a partir da germinação, cabe ao ser humano desatar os valores que lhe dormem inatos, facultando-se as condições de desenvolvimento, graças às quais logrará sua plenitude.

Muitas vezes, as dificuldades que o desafiam são fatores propiciatórios para o desabrochar dos elementos adormecidos, e para que sua destinação gloriosa seja alcançada.

O homem de bem, que reúne os valores expressivos da honra e da ação edificante, faz-se caracterizar pelo esforço, pelo empenho que desenvolve, realizando o programa essencial da vida que é sua iluminação íntima.

Somente essa identificação com o si profundo facultar-lhe-á a tranqüilidade, meta próxima a ser conseguida. Partindo dela, novas etapas surgirão, convidativas, ensejando o crescimento moral e intelectual proporcionador da felicidade real.

Todas as conquistas externas - moedas, projeção social, objetos raros, moradia, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos - não obstante úteis para a comodidade, a automação e sintonia com o mundo, bem como com a sociedade, não podem acompanhar o ser, quando lhe ocorre a fatalidade biológica da morte.

Cada qual desencarna com os recursos morais e intelectivos que amealhou, liberando-se ou não dos grilhões emocionais que o prendem às quinquilharias a que atribui valor.

Na luta pela aquisição das coisas, as batalhas se tornam renhidas, graças à competição, às angustiantes expectativas das disputas, nas quais o crime assume papel preponderante, com resultados quase sempre funestos.

Na grande transição, tudo aquilo que constituiu motivo de luta insana perde o significado, passando a afligir mais do que antes..

*
Não te descures da auto-iluminação.

Se buscas a consolidação da estrutura sócio-econômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos.

Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações.

Recorda-te, a cada instante, da brevidade do corpo físico e reivindica o treino para a morte, mantendo-te em serenidade, reflexão e ação iluminativa.

Vida interior é conquista possível, e está ao teu alcance. Logra-a, quanto antes, e sentirás a imensa alegria da plenificação.


Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL. 1994.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 21:36
Boa tarde querido amigo Antônio!

Como é importante se falar da caridade,como ela nos faz bem à sua prática,
mas ela tem o seu oposto que é o vício do egoismo,êsse é um verdadeiro fragelo que atin-
-ge toda  à humanidade,temos então nêsse mundo modernizado em que vivemos,dito globolizado, uma constante que tornou as pessoas mais individualistas,mais centradas no seu bem estar,do que naqueles que estão em sua volta.

A Caridade Segundo o Apóstolo Paulo:

Paulo, nesta passagem, mostra aos cristãos de Corinto que a caridade é algo muito mais profundo e importante do que apenas darmos o que nos sobra aos carentes. Embora isto também seja um ato caritativo, não resume a grandiosidade desta virtude.

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine".

Este trecho é um alerta a todos os que são oradores, sejam espíritas, católicos, evangélicos, umbandistas, ou qualquer pregador que fale dos ensinos divinos. De nada adianta ser belo na palavra e pobre de ações. O exemplo de mudança íntima, de luta constante contra as imperfeições, deve fazer parte da vida dos que se dedicam a divulgar a mensagem cristã. Conheceremos se a árvore é boa pelos frutos, alertou Jesus. Caso contrário, a palavra será como o sino que tine, ou seja, fará muito barulho e chamará a atenção, mas não modificará os corações e inteligências a que é direcionada.

"E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria."

Ter conhecimento espiritual não faz do ser um indivíduo caridoso. É Jesus mesmo que se diz agradecido a Deus, por haver escondido os mistérios divinos dos sábios e os revelado aos simples (Mateus, cap. XI), referindo-se ao sentimento e à fé nos ensinamentos espirituais. A mediunidade e o entendimento das Leis do universo dão sim ao ser maior responsabilidade frente à vida, e de posse disso devem seus detentores modificar suas condutas e buscar a humildade.
A fé também não é sinônimo de caridade, pois sem obras é morta, segundo o apóstolo Tiago, em sua Epístola, cap. II, vers. 17. Com a afirmativa de que por mais fé que tivermos em Deus e em nossas próprias forças nada seremos se não tivermos a caridade, Paulo chama a atenção dos religiosos em geral. Muitos de nós acreditamos que a crença inabalável é porta aberta para ajuda do Alto. Porém, se não nos ajudarmos, praticando aquilo em que cremos através do bom exemplo, qual a vantagem de possuir fé?

" E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria".

Dar esmolas e acabar com a necessidade material do próximo é muito importante. Mas preciso é alertar às pessoas que tudo depende da intenção. Se fizermos a doação material com o objetivo de aparecermos aos outros, ou então para aliviarmos nossa consciência, estaremos nos enganando. Além disso, corremos o risco de ajudar ao necessitado, mas humilhá-lo ao mesmo tempo, com um ar de superioridade que o ferirá. A doação desinteressada deve brotar da compreensão da Lei de Deus, tornando-nos irmãos de quem ajudamos e tendo como único fim o amparo e alívio do sofredor.
Ainda neste trecho, Paulo instrui de que nada adianta nos auto-flagelarmos, com o intuito de mostrarmos para quem nos vê que somos crentes em Deus. Mais importante que castigar o corpo, com privações e sofrimentos, é sufocar as más tendências, verdadeiras mães de nossas desgraças.

"A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; não trata com leviandade; não se ensoberbece".

O apóstolo mostra que a verdadeira caridade traz a resignação, que é o entendimento das dificuldades da vida como obstáculos a serem vencidos, objetivando o progresso espiritual. Alia a bondade para com todos, independente do momento, pois a vingança e o ódio corroem o sentimento e turbam os sentidos racionais, enquanto o perdão enobrece o ser. Diz ainda que a prudência deve fazer parte de quem busca a caridade, pois ser leviano traz conseqüências inesperadas, e o orgulho do homem pode contribuir para o afastamento de Deus.

"Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade".

Em um mundo onde o que mais vale é a satisfação pessoal, mesmo em detrimento da paz alheia, a caridade busca decência e fraternidade. O público precisa ser levado a refletir sobre de que adianta levarmos vantagem em tudo se alguém estiver sofrendo com isso? Com certeza, esta dor do próximo será revertida em desespero, rancor, violência, que mais cedo ou mais tarde, acabará voltando-se contra nós mesmos, nossos filhos ou amigos.
Irritar-se é a melhor forma de perdermos a razão, por isso a paciência e a sensatez fazem parte da caridade, levando o homem a pensar antes de agir. Assim, devemos lembrar ao assistente que a justiça irá se fazer mais presente em nossa sociedade, libertando os seres das mentiras e intrigas que envolvem interesses pessoais. É a verdade prevalecendo, e só ela pode nos libertar da ignorância, disse Jesus.

"Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".

Tudo tem sua hora. Saber esperar é próprio da caridade. Quando o ser amplia sua visão além da vida material, vê no horizonte a luz necessária para manter-se animado e vivo. Busca na sabedoria cristã o esclarecimento para suas dúvidas, deixando de lado o desespero. É o caminho do equilíbrio proporcionado pela caridade.

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade. Mas a maior destas é a caridade" ( Paulo, I Coríntios, cap. XIII, vers. 1 ao 13).

Mudança íntima, humildade, obras, exemplo, doação desinteressada, resignação, bondade, perdão, prudência, decência, razão, tranqüilidade, sabedoria, justiça, amor ao próximo como a si mesmo. Agora é o momento de mostrar ao assistente o que verdadeiramente Paulo diz sobre o que é a caridade: um conjunto de atributos morais e intelectuais, que fará do Espírito ser dono de seu próprio destino.
A fé e a esperança, indispensáveis para uma existência sensata e confiante, são assessoras da caridade, que será o sentimento principal a ser buscado pelo homem de bem, libertando de seu egoísmo e encaminhando-o para o Reino de Deus.

Obrigado Antonio! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 21:45
Que maravilhoso texto querida Edna!

Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho. 

Desenvolvendo este pensamento:

  1 – Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos Céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará. (Mateus, VI: 1-4).

            2 – E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu. E eis que, vindo um leproso, o adorava dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o dizendo: Pois eu quero; fica limpo. E logo ficou limpa toda a sua lepra. Então lhe disse Jesus: Vê, não o digas a alguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a eles. (Mateus, VIII: 1-4).

            3 – Fazer o bem sem ostentação tem grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais meritório, é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral. Porque, para ver as coisas de mais alto que o vulgo, é necessário fazer abstração da vida presente e identificar-se com a vida futura. É necessário, numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que preza mais a aprovação dos homens que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens que em Deus, e que a vida presente é para ele mais do que a vida futura, ou até mesmo que não crê na vida futura.. Se ele diz o contrário, age, entretanto, como se não acreditasse no que diz.

            Quantos há que só fazem um benefício com a esperança de que o beneficiado o proclame sobre os telhados; que darão uma grande soma à luz do dia, mas escondido não dariam sequer uma moeda! Foi por isso que Jesus disse: “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”. Com efeito, aquele que busca a sua glorificação na Terra, pelo bem que faz, já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve nada; só lhe resta a receber a punição do seu orgulho.

            Quem a mão esquerda não saiba o que faz a direita é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, também existe a falsa modéstia, o simulacro da modéstia, pois há pessoas que escondem a mão, tendo o cuidado de deixar perceber que o fazem. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados pelos homens, que não lhes acontecerá perante Deus? Eles também já receberam as suas recompensa na Terra. Foram vistos; estão satisfeitos de terem sido vistos; é tudo quanto terão.

            Qual será então a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe exige de qualquer maneira testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição ao exaltar o preço dos sacrifícios que suportou por ele? Oh!, para esse, não há nem mesmo a recompensa terrena, porque está privado da doce satisfação de ouvir bendizerem o seu nome, o que é um primeiro castigo para o seu orgulho. As lágrimas que estanca, em proveito da sua vaidade, em lugar de subirem ao céu, recaem sobre o coração do aflito para ulcerá-lo. O bem que faz não lhe aproveita, desde que o censura, porque todo benefício exprobrado é moeda alterada que perdeu o valor.

            O benefício sem ostentação tem duplo mérito: além da caridade material, constitui caridade moral, pois contorna a suscetibilidade do beneficiado, fazendo-o aceitar o obséquio sem lhe ferir o amor próprio e salvaguardando a sua dignidade humana, pois há quem aceite um serviço mas recuse a esmola. Converter um serviço em esmola, pela maneira por que é prestado, é humilhar o que o recebe, e há sempre orgulho e maldade em humilhar a alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e habilidosa para dissimular o benefício e evitar até as menores possibilidades de melindre, porque todo choque moral aumenta o sofrimento provocado pela necessidade. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis, que põe o beneficiado à vontade diante do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita.

" Bebei na fonte viva do amor, e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançardes um dia, livres e alegres, no seio d'Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfeitos

Quanta alegria em ouvir estas palavras! Renovando nossas forças!

Obrigado amiga querida!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 21:50
Olá querida amiga Hebe!

Trouxe essa frase de uma abertura de tópico feita pelo Coronel.

Aproveito e trago este capítulo

Quanto mais apegado ao mundo material, mais atrasado e não sábio encontra-se o Espírito. É fundamental começar a entender o desapego para verdadeira reforma íntima.
O desapego consiste em internamente abrir mão de crenças, afetos condicionados, bens materiais e tudo o que nos fascine e ilude neste mundo de provas e expiações para assim alcançar a paz interior e o amor incondicional.

Agradeço muito por seu esforço em nos trazer estes ensinamentos e ao nosso irmão Coronel por este belo trabalho!

Muito obrigado!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 21:54
Olá querido amigo Ken!

Não te descures da auto-iluminação.

Se buscas a consolidação da estrutura sócio-econômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos.

Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações.

Não existe ninguém sem defeitos, como não existe uma só pessoa que não possua virtudes, por pior que este indivíduo seja. Sendo assim, precisamos mudar nossos pensamentos para com nossos semelhantes.

Muito obrigado Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 05 de Junho de 2011, 22:14
Olá querida amiga Hebe!

Trouxe essa frase de uma abertura de tópico feita pelo Coronel.

Aproveito e trago este capítulo

Quanto mais apegado ao mundo material, mais atrasado e não sábio encontra-se o Espírito. É fundamental começar a entender o desapego para verdadeira reforma íntima.
O desapego consiste em internamente abrir mão de crenças, afetos condicionados, bens materiais e tudo o que nos fascine e ilude neste mundo de provas e expiações para assim alcançar a paz interior e o amor incondicional.

Agradeço muito por seu esforço em nos trazer estes ensinamentos e ao nosso irmão Coronel por este belo trabalho!

Muito obrigado!

Não precisa agradecer Marcello, não houve esforço algum, apenas peguei uma frase que considero primordial para conseguirmos chegar aonde queremos, e com certeza está em todo ensinamento de Jesus.
Fique com Deus

PS: Ken, belíssimo post
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 22:24
Olá querida Hebe!

Agradeço seu apoio nos estudos! ;)


Continuando nossos estudos, 

O Espiritismo mostra-nos que a lei de Justiça, Amor e Caridade é a mais importante dentre as leis naturais, porque resume todas as demais. Para levarmos a frente nossas mudanças, empenhemo-nos, pois, na prática da justiça e do amor ao próximo.

Justiça é a constante e perpétua vontade de conceder o direito a si próprio e aos outros, segundo a igualdade. É virtude subjetiva, portanto. No sentido moral, significa o res-peito que há em cada um de dar a cada um o que é seu. Injustiça é a falta de justiça.

   A justiça é uma das quatro virtudes cardeais. É ela que permite o equilíbrio da temperança, da fortaleza e da própria prudência. A capacidade de fazer o bem, o hábito de evitar o mal e de dar o que é devido aos outros são os seus elementos integrantes. Tem, ainda, como implicações coadjuvantes o respeito à igualdade, a veracidade, a gratidão e a equidade.

   A injustiça caracteriza-se pela calúnia, pelo suborno e pelas falsificações. Mais especificamente: por não nos preocuparmos com o problema social; guardarmos para nós o supérfluo; explorarmos a miséria alheia; esquecermo-nos de devolver objetos emprestados; calarmo-nos, quando deveríamos dizer a verdade; atribuirmos às leis econômicas os males devidos à nossa própria incúria.

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, mostra-nos que o sentimento de justiça é natural e não resulta de idéias adquiridas. Por isso, muitas vezes, entre os homens simples e primitivos encontramos noções mais exatas de justiça do que entre os de muito saber. Além disso, como misturam-se paixões ao julgamento, acabamos alterando esse sentimento e fazendo as coisas serem vistas sob um falso ponto de vista.

O direito consagrado pela lei humana assegura parte da justiça. No que concerne à lei natural, a base da justiça está assentada na lei áurea deixada por Jesus: "Querer para os ou-tros aquilo que se quer para si mesmo e não querer para si o que se deseja para os outros". Explica-se: como não desejamos o mal para nós mesmos, deduz-se que devemos desejar somente o bem para o próximo.

Respeitemos o direito dos outros. Se cada um agir dessa forma, em mais tempo ou em menos tempo, assistiremos à implantação da verdadeira fraternidade universal.

Centro Espírita Ismael
Departamento de Ensino Doutrinário

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 22:38
Vamos conhecer melhor os nossos vícios:

Os Vícios

Introdução

Para o verbete VÍCIO, os dicionários da língua portuguesa apresentam a seguinte equivalência: defeito físico ou moral, deformidade, imperfeição, falta, hábito de negativo.

Definição semelhante apresenta o Richard Simonetti ao dizer que "vício é uma espécie de condicionamento que prende o indivíduo a determinada prática nociva."

Admite-se didaticamente sua divisão em dois grupos:

. Vícios Morais: defeitos

. Vícios Sociais: hábitos prejudiciais.

Os Vícios Sociais

Os principais vícios sociais são: a GULA;o TABAGISMO; o ALCOOLISMO; a TOXICOMANIA; o JOGO e a SEXOLATRIA.

As causas fundamentais de qualquer viciação estão relacionadas à processos complexos, existindo a respeito várias hipóteses diferentes.

Fatores sociais, familiares, psicológicos e reencarnatórios vão se somar, facultando o aparecimento de uma personalidade frágil suscetível do envolvimento vicioso.

Flávio Gikovate diz que "o vício é uma tentativa para neutralizarmos alguma profunda insatisfação de nossa alma."

Simonetti acredita que "o vício é também um problema de compensação psicológica em que o indivíduo procura mergulhando no domínio das viciações atender sua fome íntima de paz."

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 05 de Junho de 2011, 22:50
A Gula

"Aqueles que por vezes diversas perderam vastas oportunidades de trabalho na Terra, pela ingestão de elementos corrosivos, como sejam o álcool e outros venenos das forças orgânicas, tanto quanto os inveterados cultores da gula, quase sempre atravessam as águas da morte como suicidas indiretos, e despertando para a obra de reajuste que lhes é indispensável, imploram o regresso à carne em corpos desde a infância inclinados à estenose do piloro, à ulceração gástrica, ao desequilíbrio do pâncreas e as múltiplas enfermidades do intestino que lhes impõem torturas sistemáticas, embora suportáveis, no decurso da existência inteira."
Chico Xavier - André Luiz - Ação e Reação

"Pergunta: A alimentação vegetariana será mais aconselhável para os médiuns, em geral?

Raul Teixeira: A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há chamada alimentação ideal, embora recomende o bom-senso que se utilize de uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo.
Algumas pessoas recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa mediúnica, quanto outros recomendam que não se deve tomar café ou beber chocolate, alegando problemas de toxinas. É mais compreensível e me parece mais lógico que a pessoa como no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos.
Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixeira

Por outro lado a resposta dos Espíritos à questão 723 do O Livro dos Espíritos, é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita bem a vontade para a necessária compreensão, até porque a alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do vegetariano. Lembremo-nos que o médium Hitler era vegetariano e que o médium Chico Xavier se alimenta com carne."


“Pergunta: a alimentação animal, para o homem, é contrária à Lei natural?

Resposta: Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a Lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização.”
Livro dos Espíritos, questão 723


“Pergunta: É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

Resposta: a ingestão das vísceras dos animais é um erro de enorme conseqüências, do qual derivam numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, delicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores."
O Consolador - Emmanuel - questão 129

Muita paz. :)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Públio Cedro em 06 de Junho de 2011, 05:10
Com tantos ensinamentos maravilhosos penso que esse texto mereceria um espaco neste belo estudo.


O Mito da Caverna
Platão
Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: deborah.t em 06 de Junho de 2011, 11:00
Muito bom mesmo este tema. estou morando em Roma então longe dos meus queridos companheiros do meu centro espirita. e a reforma intima que tento fazer sozinha, estudando, as vezes é tarefa dificl. com vcs me sinto menos só (e é claro tem as guias amorosas) então agradeço a Deus e a vcs todos pelo carinhoso trabalho
Fiquem com a paz de Jesus
Deborah
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 06 de Junho de 2011, 13:09
Bom dia a todos

O Significado da Vida


Na grande mole humana, cada pessoa dá, à vida, um significado
especial.

Esta objetiva a aquisição da cultura; essa busca o destaque
social; aquela anela pela fortuna; estoutra demanda o patamar da glória...

Uma quer a projeção pessoal; outra anseia pela construção de
uma família ditosa, cada qual empenhando-se mais afanosamente para atingir o que estabelece como condição de meta essencial.

Tal planificação, que varia de indivíduo, termina por estimular
à luta, à competição insana, ao desespero.

Conseguido, porém, o que significou como ideal, ou reprograma
o destino ou tomba em frustração, descobrindo-se irrealizado
ou vítima de saturação do que haja conseguido sem plenificar-
se interiormente.


A vida, entretanto, possui um significado especial, que reside
no auto descobrimento do homem, que passa a valorizar o que é ou não importante no seu peregrinar evolutivo.

Este desafio se torna individual, unindo, sem embargo, no futuro,
os seres numa única família, que entrelaça os ideais em
sintonia perfeita com a energia que emana de Deus e é o élan
vitalizador da vida.


Os meios da tua sobrevivência orgânica emulam-te para avançar
ao encontro da finalidade da existência.

O azeite sustenta a chama, porém a finalidade desta não é
crepitar, mas derramar luz e aquecer.


Enquanto não te empenhes, realmente, na busca da tua realidade espiritual, seguirás inseguro, instável, sem plena satisfação.

Todas as aquisições que exaltam o ego, terminam por entediar.


A maneira mais eficiente para o cometimento do real significado
da vida é a experiência do amor.


Amor que doa e liberta.

Amor que renuncia e faz feliz.

Amor que edifica, espalhando esperança e bênçãos.

Amor que sustenta vidas e favorece ideal de enobrecimento.

Amor que apazigua quem o sente e dulcifica aquele a quem
se doa.


O amor é conquista muito pessoal que necessita do combustível
da disciplina mental e da ternura do sentimento para expandir-se.

O significado essencial da vida repousa, pois, no esforço que
cada criatura deve encetar para anular as paixões dissolventes,
colocando nos seus espaços emocionais o divino hálito, o amor
que se origina em Deus.


Divaldo P. Franco / Joanna de Ângelis

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Rikys em 06 de Junho de 2011, 13:56
Sabem, tenho uma "bronca" muito grande do termo "reforma", ora eu não sou roupa velha pois só estas se reforma.
Nós nos modificamos moralmente.
Este o objetivo da aludida "reforma"
O trabalho é todo nosso, e não se espere dos Espíritos senão os bons pensamentos, pois esta é a missão deles, dotar-nos de ferramental de boa qualidade para que nós mesmos possamos fazer o trabalho.
Cosntuido a modificação é apenas o "gradus primus", ou seja, o primeiro degrau, o outro degrau, este em que quase sempre não conseguimos alcançar, é o da transformação.
A modificação,ou progresso, se pode fazer mesmo quando desencarnados, porém para que este progresso seja anotado no "livrão" lá de cima é necessário o estágio terreno.
como se vê o problema é nosso, não há nem milagres nem magias só trabalho de nós em nós mesmos.
Abraços,
Moura

Bom dia Caro Amigo...
Não fique bronqueado...
Somos todos roupas velhas sim... Fomos criados "PUROS" simples e ignorantes... Nossa vestimenta já foi um dia imaculada, sabe-se DEUS a quantos milhões de anos...
Estamos todos retornando ao Pai Criador e reformando nossas vestes... A brancura da Paz e do Amor ainda são ofuscadas pelas manchas do orgulho e egoísmo... Nossa santa ignorância nos colocou na situação de provações e auto conhecimento nesse processo natural a que todas as criaturas tem que passar... Nesse processo de mudança de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração o tema, muito bem escolhido, nos faz lembrar que talvez seja esta a nossa última oportunidade nesse planeta maravilhoso... Mas não nos preocupemos pois, O Mestre sempre estará conosco e sua mão estendida, consola, revigora, suaviza e cuida das feridas, no entanto é preciso lutar, quer dizer, esfregar nossas vestes e retirar as manchas no rio da caridade que passa através das oportunidades diárias...

Recomendo o Livro "Guia prático do Espiritismo"... Excelente para quem quer se conhecer e se reformar.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Carla Rgn em 06 de Junho de 2011, 13:59
Perfeito tema escolhido, faço parte de um grupo aqui em Porto Alegre que debate e conversa muito sobre a importancia da Reforma intíma, e posso assegurar que é de imenso valor esse apoio e que já conseguimos avançar um pouquinho nesta dificil e linda tarefa de Evoluir!.
grata, parabens!
Carla
 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 06 de Junho de 2011, 14:01
VIGILÂNCIA

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.

Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade.

Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.

Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.

Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.

Açoitado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.

Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.

Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.

Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece.

 Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.

Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.

Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.

Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.

Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.

Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.

Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.

A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.

 Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P Franco:


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: fernandes adalberto em 06 de Junho de 2011, 14:55
                                                Orgulho
Somos orgulhosos, quando achamos melhores do que nossos irmãos;
Somos orgulhosos, quando usamos o nosso ponto de vista, sem enxergarmos que estamos desmerecendo  o desenvolvimento daqueles que querem aprender.
Somos orgulhosos, quando não ajudamos,  criticamos  sem ao menos vê os seus próprios defeitos. 
Vivemos nessa vida para aprende a entende o nosso intimo, que ás vezes;  achamos que sabemos entende os outros, e não vermos que somos nós que  necessitamos de uma  reforma  urgente.
Somos aprendiz do mestre Jesus...
Não somos aprendiz do orgulho desfreado em conduta  fora da real realidade.
Fernandes Adalberto
   
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 06 de Junho de 2011, 15:51
Oi! Meus Prezados Irmãos.

Eu disse que o fogo se combate pelo centro num comparativismo com o egoísmo por ser o pai de todos os males. Mas devemos aparar, repará-lo ou extingui-lo dentro do possível.

Orgulho: Quantas vezes por conseguirmos algo ficamos completamente com o Rei na barriga ou por sermos contrariados ficamos chateados? Eis o orgulho imperando. Mas não deveríamos ao invés de sentirmos o tal orgulho trocar por satisfação, sem ao menos nos sentirmos um imbatível? Creio que sim. Ao sermos contrariados deve-se analisar o por que daquele porque. Não será aquilo um resgate ou apenas um choque de opinião, onde devemos respeitar o parecer alheio? Eis como aos poucos vamos aparando essa chaga chamada orgulho.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Luis Deniltton em 06 de Junho de 2011, 15:58
Prezados Irmãos:
                           Que as bençãos do Senhor Jesus esteja neste momento, sendo derramada sobre vossas familias.
                            Agradecemos a iniciativa deste forum, que nos proporciona uma interação coletiva, em busca de respostas e alento, para nossos questionamentos e dificuldades, ao longo do nosso processo evolutivo.
                            Acredito que a verdadeira reforma intima,e aquela que nos alicerça nos mais puros preceitos DIVINOS, ou seja nos coloca numa comunhão de transformação entre o conhecimento de si e a reestruturação de valores morais. 
                           A paciencia é virtude fundamental nesse processo, uma vez que devemos ter cuidado em nossa avaliação pessoal, para que não nos julguemos demais e nos precipitemos em mudanças rápidas e inconsistentes, que acabam nos levando a desistir de tal propósito. Façamos como as abelhinhas que com seu modesto trabalho trilham seu caminho de flôr em flôr,  absorvendo particulas de pólen e  ao longo do tempo são protagonistas do mais puro e doce mel.
                            A caminhada nos proporciona obstáculos muitas vezes dificeis e dolorosos, mas são necessários para nosso crescimento. Então vamos fazer  a diferença, vamos nos conhecer verdadeiramente para que dia a dia tenhamos a forca da fé ao nosso lado,  em busca da evolução moral, que tanto nos é necessária.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Rogfig em 06 de Junho de 2011, 17:47
Foi com consternação que constetei que o orgulho é o sentimento mais presente na orla humana, já havia em outras ocasiões tido oportunidade de fazer essa constatação. Contudo, imaginava na minha mera crendice que entre os estudiosos do espiritismo, essa fase já havia sido superada. Como sabemos, o orgulho é a mãe de todos os outros defeitos que atormentam a espécie humana. Essa tecla, é talvez a mais dura de ser acionada. Tenho tido notícias de pessoas que vivem atormentadas e até mesmo infelizes simplesmente por não dar o braço a torcer. Rogo aos participantes do grupo que façamos uma corrente positiva de forma a facilitar essa nossa caminhada através do vale de lágrimas em busca da evolução moral e espiritual da humanidade.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: jurandy037 em 06 de Junho de 2011, 18:00
Sou orgulhoso quando penso que sei mais que meus irmãos. Aí verifico que o que sei é tão pouco e o que sei é somente sob minha interpretação e ponto de vista e que devo respeitar o ponto de vista dos demais.
Sou vaidoso quando busco os aplausos no que faço. Assim começo a aprender que tenho muito ainda o que aprender.
Que o Mestre Jesus no ilumine sempre.
Título: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: rwer em 06 de Junho de 2011, 23:28

Alô, Marccello e amiguinhos,

Marccello, parabéns por ter assumido a antiga sugestão do Renato, para o Estudo Mensal.
Assunto difícil, né? Eis o que me ocorreu, por agora:

O que é preciso reformar?

Quem faz a reforma?

O reformador não é a coisa a ser reformada.  O reformador é sereno, interior, eterno.  O objeto a reformar é inquieto, exterior, sempre passageiro.

Não vá a gente se deixar enganar pela personalidade, pelo Ego. Eles precisam de constante reforma oriunda do Espírito. 

Só o nosso silêncio profundo, aquela paz divina que nos dá vida, somente isso pode reformar a nossa pessoa agitada e confusa.





Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Taciana ♥ em 07 de Junho de 2011, 01:22
Esse tema muito maravilhoso, realmente que eu precisava!  Obrigada!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 07 de Junho de 2011, 01:44
“... Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. Sem isso, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem que é deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nada tem com isso, mas pode modificar o que se relaciona com o Espírito, quando dispõe de uma vontade firme. A experiência não vos prova, espíritas, até onde pode ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam aos vossos olhos? Dizei, pois, que o homem só permanece vicioso porque o quer, mas que aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer. De outra maneira, a lei do progresso não existiria para o homem."

Hahnemann, Paris, 1863
(in, O Evangelho Segundo o Espiritismo)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 07 de Junho de 2011, 02:21
Boa noite a todos

Em Vigilância

Ouves a triste balada do sofrimento respingando apelos.

Em tidas as vozes uma só voz: fome de paz.

Este equivocou-se; aquele traiu-se; esse emaranhou-se na própria leviandade; este outro perturbou-se na ilusão; aquele outro, revoltado, investe contra si mesmo em desvario.

A colheita é intransferível. Cada um dispõe da liberdade para semear onde, quando e como melhor lhe aprouver.

Ninguém, porém, se eximirá a fazer a viagem de volta, recolhendo.

Responsáveis pelos próprios feitos, estes fazem-se senhores austeros e graves, cobradores às vezes odientos e perversos, ou benfeitores amoráveis.

Por esta razão, a vida é oportunidade que se sucede, uma após outra, favorecendo reparação.

A cada instante podes modificar inteiramente o destino, graças à utilização boa ou má do ensejo que se te apresente em permanente convite.

Não descoroçoes, pois, em tua lida.

Assumiste um compromisso com Jesus.

Não te promete Ele a Terra nem o triunfo barato que transita enganoso.

Incita-te a uma grande violência: arrebentar as amarras das mentiras douradas, da ambição injustificável e da glória perturbadora.

Em contrapartida, propõe-te o triunfo perene sobre as paixões que tisnam a beleza lapidar dos sentimentos, que um dia Lhe deves oferecer, neles refletindo a Sua paz.

Nem receios, nem desconsiderações, nem o pavor que te pode induzir a uma sintonia negativa, nem a negligência que te conduza a atitude arbitrária.

As lições conduzem uma finalidade: aprendizagem. E aprendizagem é uma experiência que deves insculpir em teu mundo íntimo a soldo de sacrifícios para a redenção;

Policia-te. Não te permitas os sonhos utópicos ou os prazeres que te possam infelicitar no trâmite dos sorrisos iniciais para as tragédias culminativas.

O crime passional começa entre os júbilos dos galanteios descabidos.

O alcoolismo inveterado principia no aperitivo que, ao suceder-se, escraviza em inditosa embriaguez.

O vício, sob qualquer aspecto em que se apresente, pode ser comparado à fagulha inocente capaz de atear incêndios terríveis.

Sê jovial, não leviano.

Cultiva o amor, não a vulgaridade.

Faze-te afável, não perturbado pela emoção.

Guarda a previdência, não a mesquinhez.

Detém-te na vigilância, não na obstinação negativa.

Jesus é, para todos entre nós, o exemplo. Na linha de comportamento, é o mediador.

Equilíbrio seja o fiel das tuas aspirações.






Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Oferenda
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:30
Olá querido amigo publiocedro!

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros

Que aconteceria,  se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado?

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela.

Prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens

Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.

Obrigado querido amigo por nos encantar com este maravilhoso texto que faz referência a obra intitulada A República (livro VII) escrita pelo filósofo Platão, onde encontra-se a exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:32
Olá querida amiga Deborah!

Estamos sempre bem acompanhados...basta sintonizarmos nos ensinamentos de Jesus:
Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia. ... Iniciemos o aprendizado pela reforma intima. Disse Jesus: "O reino de Deus esta' dentro de vos"

Sendo assim querida, temos tudo que precisamos...

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:36
Olá grande amigo Ken!

A vida, entretanto, possui um significado especial, que reside no auto descobrimento do homem, que passa a valorizar o que é ou não importante no seu peregrinar evolutivo.

Obrigado!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:42
Olá querido amigo  Ricks!

Estamos todos retornando ao Pai Criador e reformando nossas vestes... A brancura da Paz e do Amor ainda são ofuscadas pelas manchas do orgulho e egoísmo...

Recomendo o Livro "Guia prático do Espiritismo"... Excelente para quem quer se conhecer e se reformar.

Vamos todos em busca da luz do conhecimento para nos tornarmos melhores.

Obrigado!  ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:46
Faço parte de um grupo aqui em Porto Alegre que debate e conversa muito sobre a importancia da Reforma intíma, e posso assegurar que é de imenso valor esse apoio e que já conseguimos avançar um pouquinho nesta dificil e linda tarefa de Evoluir!.

Que maravilhoso amiga! Peço que compartilhe conosco... trazendo um pouco desta experiência positiva!

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:51
Olá Ken!

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Sejamos alunos aplicados sempre em todas as provas...imaginando que não haverá segunda chamada!

Obrigado amigo Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 02:56
Olá querido amigo Adalberto!

Somos orgulhosos, quando não ajudamos,  criticamos  sem ao menos vê os seus próprios defeitos. 

Todas as pessoas têm defeitos e virtudes e não gostam de ver seus defeitos ressaltados em público. Diante do erro alheio, sejamos mais pacientes e não deixemos que as ondas do nervosismo e da impaciência tomem conta de nós.

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:00
Olá querido amigo Ruy!

Quantas vezes por conseguirmos algo ficamos completamente com o Rei na barriga ou por sermos contrariados ficamos chateados? Eis o orgulho imperando. Mas não deveríamos ao invés de sentirmos o tal orgulho trocar por satisfação

Isto mesmo amigo Ruy ... devemos exterminar este terrível obstáculo ao nosso crescimento interior.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz  para você também amigo Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:04
Olá querido amigo Luis Deniltton!

A paciencia é virtude fundamental nesse processo, uma vez que devemos ter cuidado em nossa avaliação pessoal, para que não nos julguemos demais e nos precipitemos em mudanças rápidas e inconsistentes, que acabam nos levando a desistir de tal propósito. Façamos como as abelhinhas que com seu modesto trabalho trilham seu caminho de flôr em flôr,  absorvendo particulas de pólen e  ao longo do tempo são protagonistas do mais puro e doce mel.

A paciência e a resignação diante de nossos resultados alcançados são fundamentais em nosso processo de auto-avaliação.

Obrigado! :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:07
Olá querido(a) amigo(a) Rogfig!

Tenho tido notícias de pessoas que vivem atormentadas e até mesmo infelizes simplesmente por não dar o braço a torcer. Rogo aos participantes do grupo que façamos uma corrente positiva de forma a facilitar essa nossa caminhada através do vale de lágrimas em busca da evolução moral e espiritual da humanidade.

Estejamos todos sempre em orações para elevarmos a sintonia no bem em favor de todos nós necessitados. Vamos impregnar o mundo com ternura, utilizando-nos da compaixão.

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:10
Olá querido amigo Jurandy!

Sou orgulhoso quando penso que sei mais que meus irmãos.
Sou vaidoso quando busco os aplausos no que faço. Assim começo a aprender que tenho muito ainda o que aprender.

O orgulho, a vaidade refletem a imaturidade do ser humano.

Obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:21
Olá grande amigo Ram!

Marccello, parabéns por ter assumido a antiga sugestão do Renato, para o Estudo Mensal.
Assunto difícil, né?

Só o nosso silêncio profundo, aquela paz divina que nos dá vida, somente isso pode reformar a nossa pessoa agitada e confusa.

Quanta sensibilidade!

É difícil ... mas gratificante.
Que bela sugestão do nosso saudoso amigo Renatão!
Tomará que ele volte ao convívio! 

Continuando os questionamentos...

Para quê orgulho se todas as situações e condições humanas são efêmeras, passageiras?

Obrigado Ram conto com sua participação! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:26
Olá querida amiga Taciana!

"Tanto para os Jovens como para os adultos o estudo em grupo é o mais eficiente até porque nos não podemos esquecer que na base do Cristianismo, o proprio Jesus desistiu de agir sozinho, procurando agir em grupo. Ele reconheceu a sua missão divina, constituiu um grupo de doze companheiros para debater os assuntos relativos 'a doutrina salvadora do Cristianismo, que o Espiritismo hoje restaura, procurando imprimir naquelas mentes, vamos dizer, todo o programa que ainda hoje é programa para nossa vida, depois de quase vinte seculos. Programa de vivencia que nos estamos tentando conhecer e tanto quanto possivel aplicar na Doutrina Espírita, no campo de nossas lides e lutas cotidianas." (Emmanuel, A terra e o semeador, 6. ed., p. 80-81).

Obrigado Taciana por contribuir com sua presença neste estudo em grupo! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:30
Querida amiga Edna! :D

“... Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. Sem isso, onde estariam o mérito e a responsabilidade?

A experiência não vos prova, espíritas, até onde pode ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam aos vossos olhos?

Dizei, pois, que o homem só permanece vicioso porque o quer, mas que aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer. De outra maneira, a lei do progresso não existiria para o homem."

Perfeito amiga!

“Se olharmos com os olhos da verdade para dentro de nós, analisando com absoluta sinceridade nossas grandezas e mesquinharias, nossos valores positivos e negativos, veremos que fazemos parte do grande rebanho humano com todas as suas idiossincrasias, suas luzes e suas sombras. Se já conseguimos alcançar um pouco mais de conhecimento espiritual; se buscamos intensamente nosso crescimento interior sob as claridades do Evangelho, esse fato deve nos alegrar e nos tornar mais gratos àqueles que do Alto acompanham nossa jornada, nos auxiliando sempre. Mas deve também fortalecer nosso senso de responsabilidade, convidando-nos à vivência da humildade.”
Mundo espiritual

Obrigado maninha! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:36
Olá amigão Ken!

Policia-te. Não te permitas os sonhos utópicos ou os prazeres que te possam infelicitar no trâmite dos sorrisos iniciais para as tragédias culminativas.

O crime passional começa entre os júbilos dos galanteios descabidos.

O alcoolismo inveterado principia no aperitivo que, ao suceder-se, escraviza em inditosa embriaguez.

O vício, sob qualquer aspecto em que se apresente, pode ser comparado à fagulha inocente capaz de atear incêndios terríveis.

Vigilância sempre!

Obrigado pelo apoio amigo Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 07 de Junho de 2011, 03:43
Continuando os nossos estudos sobre os vícios:

Tabagismo

Entrevista com Divaldo Franco publicada pela Imprensa Espírita

Pergunta: "Após a morte, o fumante continua desejoso de fumar? E consegue satisfazer o seu vício?

Resposta: "Indubitavelmente. Os hábitos que se nos arraigam durante a vida física prosseguem na vida espiritual. As obsessões aí estão demonstrando esse fenômeno, a sociedade. Espíritos de ex-fumantes induzem e exploram pessoas invigilantes ou em estado de desequilíbrio a fim de que prossigam no vício."


Pergunta: "Vícios como cigarro e os tóxicos atuam também no perispírito?"

Resposta: "Sem dúvida. Tudo o que de bom ou de mau façamos, imprime como que uma matriz no perispírito, qual se fora um filme virgem que mais adiante irá revelar a exata imagem colhida pela objetiva da câmara. Além disso os vícios do cigarro e dos tóxicos atuam nos centros vitais e nas correntes magnéticas do organismo, alterando a constituição da aura da pessoa. Viciações e excessos são, também, formas disfarçadas de autocídio."


Entrevista com Chico Xavier, no livro Janela para a Vida

“Pergunta: A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?

Resposta: "O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física  do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si mesmo o costume inconveniente, o tratamento dele no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência ao fumo. (Emmanuel).

Pergunta: Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?

Resposta: As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habitou no Plano Físico, de tal modo obsediante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que despercebidas, até que se lhe normalizem as percepções.

Pergunta: Sendo o perispírito o substrato orgânico resultante de nossas vivências passadas, seria certo raciocinar que uma criança nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida?

Resposta: Muitas vezes os filhos ou netos de fumantes são aqueles mesmos Espíritos afins que já fumavam em companhia deles mesmos, antes do retorno a reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças apresentem desde cedo, tendências compulsivas para o fumo, reclamando trabalho persistente e amorosos de reeducação.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 07 de Junho de 2011, 04:22
Oi! Meus Prezados Irmãos.

Pois é! Meu Amigo e Moderador Marccello que não para um só instante, para fins de nos motivar a atacamos essas chagas, que pelo o menos a redução se fazendo já é bom demais.

Venho falar da "vaidade". Está chaga que nos torna antipáticos(as), claro que muitas mulheres não são vaidosas como se pensa, simplesmente elas gostam de andar bem vestidas e cuidam de suas plásticas, algo super natural, porém são simples como as pombinhas e conversam até mesmo com pessoas de baixas rendas, e por incrível; até mesmo se agacham e de suas mãos caem moedas aos mendigos. Mas aquele(a) que torce o nariz e desfaz dos pobrezinhos ou daquelas pessoas inferiores, e chegam ao ponto que se alguém obtém um bem material, faz de tudo para ter algo superior e passa por aquela pessoa, esbanjando o seu veneno que só vai envenenar a si mesmo.

A simplicidade desponta muito mais a quem do que a vaidade, e creia; se acaso tais pessoas vaidosas soubessem disto seriam "simples" só por vaidade.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: UEEU em 07 de Junho de 2011, 11:48
Olá a todos

Reforma intima é resistir à tentação de parecer bonzinho.
É olhar toda a maldade que existe dentro de nós e reconhecê-la.
É retirar a máscara de perfeição que colocamos em determinados momentos e com determinadas pessoas.
É ver nos outros os mesmos defeitos que há em nós e em nós os que há nos outros.
É enfrentar olhos nos olhos nossos defeitos sem os colorir de dourado ou de violeta.
É deixar de andar de bicos de pés e abandonar a falsa humildade, a falsa modéstia e parar de representar o papel de santo na terra.

Só assim podemos dar as mãos e crescer.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: dOM JORGE em 07 de Junho de 2011, 12:50
                                     VIVA JESUS!


       Bom-dia! queridos irmãos.

AVALIE A SI MESMO

               ..Todas as mensagens do blogMeu blogEditar postagens no blogAdicionar. AVALIE A SI MESMO .Postado por Liudmila Carla Pinheiro em 6 junho 2011 às 0:31Enviar mensagem   Exibir blog de Liudmila Carla Pinheiro.

AVALIE A SI MESMO


UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
O que é reformar? (literal)

É restituir ou restabelecer à organização primitiva.
O que é transformação? (literal)

É o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa.
O que é modificação? (literal)

É o ato ou efeito de transformar. É mudança no modo de ser de qualquer coisa. É transformação de uma coisa sem prejuízo da essência.
O que é alteração? (literal)

É o ato ou efeito de modificar o estado normal de alguma coisa. Pode ser também, o ato de decompor, ou degenerar alguma coisa.
Assim, adotamos a palavra transformação por achá-la mais adequada ao que se refere às mudanças comportamentais.

TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA
O QUE É TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA?

É um processo contínuo de auto-análise, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos.

O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS TRANSFORMARMOS INTIMAMENTE?

Podem-se e devem-se substituir nossos defeitos como, por exemplo, o Egoísmo ou Personalismo, o Orgulho, a Inveja, o Ciúme, a Agressividade, a Maledicência e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, Caridade, Resignação, Sensatez, Generosidade, Afabilidade, Tolerância, Perdão, etc.

QUANTO TEMPO PODERÁ LEVAR PARA QUE TAIS MUDANÇAS OCORRAM?
O tempo não importa o que importa é o esforço contínuo que se faz para atingir a Transformação Íntima. (“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”. Allan Kardec in O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, Sede Perfeitos). Não se trata de esforço físico, mas de firme contenção de espírito, de um empenho que não sofra excessiva solução de continuidade. "Excessiva", porque, na verdade, também não podemos estar "continuamente" empenhados na transformação de nós mesmos.
Deve haver, isto sim, uma persistência de propósito, e a esta persistência chama esforço. Em outras palavras, não é bom sintoma abandonar uma atividade ou desviar a energia para um curso mais fácil de ação, ao primeiro sinal de dificuldade. A referência do esforço é nesse sentido: continuidade, persistência em face das dificuldades. Mesmo que no dia a dia dê a impressão de que não houve nenhuma mudança, não se deve desanimar nem abandonar o propósito da transformação. Por isso devemos dizer que este esforço é para a vida toda. Estudar o Evangelho de Jesus, ouvir sugestões de pessoas experientes, assistir conferências, ler artigos e livros referentes a este assunto nos levará a conhecer ainda mais, e assim nos auxiliar na identificação dos defeitos que nos afetam em cada situação da vida e aprender aos poucos a prática das virtudes que irão substituí-los.

COMO FAZER?
O Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para a nossa Transformação Íntima, e Santo Agostinho em resposta à q. 919ª de O Livro dos Espíritos nos oferece uma excelente receita para isto:
“Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.
Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto estes nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo.
Perscrute, conseguintemente, a sua consciência, aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna
Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma.”
Temos a tendência natural de sempre justificar nossos defeitos com racionalismos. São artimanhas e tramas inconscientes. Portanto, procuremos conhecer a fundo esses defeitos em todas as suas particularidades, e em como eles nos afetam, localizando as ocasiões em que estamos mais vulneráveis à sua manifestação. Procuremos então nos afastar desses procedimentos e buscar ferramentas adequadas para substituí-los em nosso comportamento.
Veja estas sugestões de Benjamin Franklin em sua Autobiografia, tais como escreveu e na ordem que lhes deu:

             Liudmila Carla Pinheiro                   ( continua )


                                               
                                                            PAZ, MUITA PAZ!               
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 07 de Junho de 2011, 16:22
oi Pati,
Não há milagres e a reforma é intima portanto individual.
Alcançar a serenidade apesar dos contratempos é o estado de paz.
Essa é a paz de Cristo ou em Cristo.
Um bjo

PS: Desculpe-me entrar na rersposta que seria do Anton, se não for isso ele falará.

Olá! Hebe, esteja plenamente à vontade. Estamos estudando, não é mesmo?
Sua observação "bate" com meu pensamento, hoje. Grata pela resposta.
Vamos em frente!
Abraços e bjs
pati
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 07 de Junho de 2011, 16:29
Então, o "mundo de regeneração" seria mais um milagre a esperar? Ou é conseguido, ou alcançado individualmente?

Não ha milagre algum, mas onde estiverem dois, um sera tomado e outro sera abandonado.... Quem desejar realizar a sua reforma intima, que o faça, aqui e agora e estara vivendo como espirito regenerado aqui e agora.

O resto é conversa pra uns enrolarem os outros e todos cairem juntos no abismo...

Olá, Anton!
Era bem isso que imaginava "ouvir". "Apesar dos contratempos", podemos viver "como Espírito regenerado, aqui e agora."
E, quanto à conversa "pra uns enrolarem os outros", a cada um será dado conforme desejar receber, não é mesmo?
Abraços
pati

estejamos em deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 07 de Junho de 2011, 16:32
Olá querida Pati!

Existem aqueles que nenhum, ou pouco, esforço fazem para se conhecer e viver num mundo melhor, internamente.

Está frase nos lembra:

O homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
- Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!“
O Livro dos Espíritos - questão 909. 


Olá, Marcello!
Boa lembrança da pergunta citada. Ah! A Doutrina dos Espíritos... Ela esclarece de montão.
Abraços
pati
Estejamos em Deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: pati em 07 de Junho de 2011, 16:38
Sabem, tenho uma "bronca" muito grande do termo "reforma", ora eu não sou roupa velha pois só estas se reforma.
Nós nos modificamos moralmente.
Este o objetivo da aludida "reforma"
O trabalho é todo nosso, e não se espere dos Espíritos senão os bons pensamentos, pois esta é a missão deles, dotar-nos de ferramental de boa qualidade para que nós mesmos possamos fazer o trabalho.
Cosntuido a modificação é apenas o "gradus primus", ou seja, o primeiro degrau, o outro degrau, este em que quase sempre não conseguimos alcançar, é o da transformação.
A modificação,ou progresso, se pode fazer mesmo quando desencarnados, porém para que este progresso seja anotado no "livrão" lá de cima é necessário o estágio terreno.
como se vê o problema é nosso, não há nem milagres nem magias só trabalho de nós em nós mesmos.
Abraços,
Moura


Olá, Moura!!!
É isso e isso tudo. Hoje, vejo a "reforma" como atualização. Sempre atualizando, aqui ou logo ali, na espiritualidade.
Abraços e tomara esteja bem, em paz.
pati
Em Deus
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Junho de 2011, 18:25
Olá

A lei de Deus, no que se refere ao comportamento moral correcto, é útil para aplicar a nós mesmos e não para apontar defeitos ao próximo ou nos compararmos com outrem. Aquilo que podemos passar ao próximo é um exemplo de vida que seja tanto quanto possível de acordo com as leis morais ensinadas por Jesus de Nazaré. O nosso exemplo é que fala de nós, não as nossas palavras.

A reforma intima é o esforço de auto-conhecimento e auto-aperfeiçoamento pessoal. Para que isso aconteça, é necessária fé, força, coragem, paciência e resignação (naquilo que não podemos mudar). Para obter estes factores, a prece é essencial. É injectando-nos esperança em nós mesmos e fé na infinita bondade do Criador que os bons espíritos nos ajudam, se "ouvirmos dos nossos pensamentos aqueles que eles nos inspiram.

Na minha experiência de vida, desde que conheço a doutrina espirita, já tive períodos de grande fé, em que sentia uma força muito grande, em que fui capaz de vencer em mim grandes defeitos e vícios, ser uma pessoa melhor, mas já tive períodos depressivos, em que sinto o apelo do coração para ser um homem melhor, mas não tenho força ou ânimo para o conseguir. Nessas alturas de fraqueza acabo por deixar andar.

Nos períodos em que tenho força sou um homem muito feliz, quase independentemente das circunstâncias. Nos períodos em que não tenho força sinto-me infeliz, mesmo que as circunstâncias não sejam tão más que justifiquem a minha infelicidade.     

Face ao exposto, sou um mau exemplo, pois o que fala de mim aos outros são os períodos piores. Mas não perco a esperança. Sempre recuperei dos períodos piores e entrei em períodos melhores. Gostava de ser uma pessoa mais constante, mas não dá. Ainda não encontrei a solução para isso, nem sei se a vou encontrar alguma vez nesta encarnação. Se alguém encontrou solução, bem que dava jeito uma ajudinha a este companheiro de fórum e de doutrina.

bem hajam   
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: K em 07 de Junho de 2011, 19:52
Olá amigos! Apreciei muito esta proposta de estudo. É tão difícil reformar-se! Eu considero minha vida toda errada, queria que tivesse outros rumos. Percebo o quanto sou pequena e me sinto culpada pelas falhas. Quero melhorar e esse estudo veio para me auxiliar nesse propósito. Obrigada. Kátia
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 07 de Junho de 2011, 22:10
Olá a todos!

Ah! maninho Marccello por onde andam nossos companheiros Renato, a Cravo, a Angela...?  Sinto falta deles e do convívio alegre no Cantinho da Amizade. :D

Kátia querida, o que importa é que Deus nos concede sempre a oportunidade de recomeçar para acertar, pois todos temos dificuldades, imperfeições a vencer, mas que bom que já estamos abertos para essa nova proposta de vida, não é mesmo?


*****************

Quem busca o aprimoramento de si mesmo tem como primeiro desafio o encontro consigo. A ausência de idéias claras sobre nós próprios constitui pesado ônus a ser superado, o qual tem levado corações sinceros e bem intencionados a dolorosos conflitos mentais com a melhora individual, instaurando um doloroso processo de martírio a SI mesmo.

Não existe reforma íntima sem dores, razão pela qual será oportuno discernir quais são as dores do crescimento e quais são as dores que decorrem de nossa incapacidade em lidar com as forças ignoradas da vida subjetiva em nós mesmos. A distinção entre ambas tornará nosso programa de melhoria pessoal um tanto mais eficaz e menos doloroso.

Fala-se muito do homem velho e quase nada sobre como consolidar o homem novo. Dominados pelo mau hábito de destacar suas doenças espirituais, criou-se um sistema neurótico de supervalorização das imperfeições morais que tem conduzido muitos espiritistas à condição de autênticos "hipocondríacos da alma".

Conter o mal é parte do processo transformador, construir o bem é a etapa nova que nos aguarda.

Bem além de controle, educação.

Acima de disciplina com inclinações, desenvolvimento de qualidades inatas.

Maturidade pode ser definida pela capacidade individual de ouvir a consciência em detrimento dos apelos do ego. Quanto mais fizermos isso, mais seremos maduros e libertos. A saúde é estar em contato pleno com a consciência e a doença é a escravidão ao ego. Reformar-se é tomar consciência do "si mesmo", da "perfeição latente" à qual nos destinamos. Em outras palavras, estamos enaltecendo o ato da auto-educação.

Foi o notável Jung quem afirmou: "até onde podemos discernir o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão do mero ser".

Imperioso que acendamos essa luz, a luz que promana da autocrítica, sem a qual não nos educaremos.

E como exercer um juízo crítico honesto sem conhecimento das artimanhas da velha personalidade que geramos?

Senso crítico é, portanto, um dos pilares essenciais para a formação da autoconsciência, o qual nos permitirá desvendar as trilhas em direção aos tesouros divinos incrustados em pleno coração dessa selva de imperfeições, que trazemos dos evos.


Fonte: Texto extraído do livro Reforma Íntima Sem Martírio, ditado pelo Espírito de Ermance Dufaux, colocado com autorização do Médium Wanderley Soares de Oliveira, que gentil e expressamente autorizou-me a publicação para fins de estudo.

Que haja sempre muita paz e luz em nossas vidas!

Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Wilson Souza em 07 de Junho de 2011, 23:53
A VOCÊ QUE ESTÁ CHEGANDO NA CASA ESPÍRITA
Hoje a palavra é pra você, companheiro de muitas procuras, que hoje busca na   Casa Espírita o bálsamo que alivie uma grande dor, a palavra que ajude a superar um momento de crise ou preencha algum "não sei quê" que lhe deixa um vazio esquisito cá dentro do peito.  Talvez esta seja a derradeira porta, após tantas tentativas de encontrar o equilíbrio, a paz, enfim, o sentido da vida, e o seu coração se divide agora entre esperanças e temores... Afinal, foram tantas as frustrações... Mas, como diz a canção da Zizi... 
"Vá, e entre por aquela porta ali, não tem caminho fácil não, é só dar um tempo que o amor chega até você"...
 Pois é, amigo, grupos espíritas não são igrejas. São espaços fraternos de vivência do Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, uma espécie de oficinas do bem, onde se busca, em conjunto, aprender e exercitar esse tão decantado amor ao próximo. Mas, por favor, não nos idealize. Não espere uma bondade e elevação que ainda não possuímos.  O espírita professa uma fé racional, que facilitando a compreensão dos porquês da existência, aumenta também a responsabilidade de uma mu-dança de atitude para melhor diante dos desafios cotidianos da vida. Porém, não nos enganamos, nem que-remos lhe enganar a respeito de quem somos. Somos exatamente como você e sentimos as mesmas dificuldades afetivas, emocionais, sexuais, espirituais e tantas outras inerentes à nossa condição humana de seres em evolução. Estamos todos no mesmo barco, amigo, mas remar juntos para chegar em segurança à outra margem da vida – que é o nosso destino e lugar de origem - certa-mente fará toda a diferença. E isto nós queremos e podemos fazer.
 Não temos dogmas, rituais ou chefes religiosos. Trabalhamos em regime de cooperação fraterna e voluntária, conforme as aptidões e disponibilidades de cada um, em benefício de todos os que aqui chegam. Por isto, querido amigo, ao entrar por aquela porta, não espere encontrar sacerdotes investidos de superioridade ou poder. Não espere encontrar um grupo seleto de iniciados em "mistérios do além", indivíduos infalíveis que lhe digam a todo tempo o que fazer, pois encontrará apenas pessoas comuns, com muitas certezas e convicções sim, mas também com crises, dúvidas e inseguranças, tais como as suas.
 Aqui você vai encontrar aprendizes na arte de servir. Gente que se sente feliz em contribuir para a felicidade alheia, pessoas sempre prontas a acolher, ouvir e amparar. Não suponha, porém, que estejamos isentos de provas e problemas. Assim como você, lutamos e sofremos. Apenas optamos pelo trabalho no bem como forma de trabalhar em nós mesmos o próprio aperfeiçoamento, contribuindo para a construção de uma sociedade melhor, ao mesmo tempo em que buscamos, no estudo e no trabalho, as respostas e a coragem necessárias para enfrentar as lutas, nada fáceis, do cotidiano.
 Aqui você vai encontrar orientadores esforçados na tarefa de consolar e esclarecer. Não nos tenha, porém, como sábios inquestionáveis ou seres santificados.
Assim como você, não vivemos alheios às dificuldades do mundo. Creia, o nosso maior desafio é exemplificar, na prática, as verdades espirituais em que acreditamos e pregamos. No cotidiano, sobretudo lá fora, nos esforçamos por ser pessoas mais pacificadoras, generosas, fraternais e, sinceramente, nem sempre o conseguimos...
 Mas se é grande ainda a nossa imperfeição, maior é a alegria de lhe ver chegar. E assim como Pedro, o apóstolo rude e sincero de Jesus, apesar do reconhecimento da nossa pequenez humana e espiritual, é muito bom poder lhe aconchegar com carinho e lhe dizer do fundo do coração: "Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, vos dou." 
Caminhemos juntos!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 00:52
Olá querido amigo UEEU!

Muito oportuna sua observação querido amigo!

Reflitamos sobre esta resposta de Kardec: 

“Tendes uma palavra de ordem compreendida em todos os cantos do mundo: a caridade. Tal palavra é fácil de ser pronunciada; mas a verdadeira caridade não pode ser falsificada. Pela prática da verdadeira caridade sempre reconhecereis um irmão, ainda que não seja espírita. Deveis estender-lhe a mão, mesmo que não partilhe vossas crenças, pois não deixará por isso de ser benevolente e tolerante.”

A “solução” apontada por Kardec para a identificação dos verdadeiros espíritas é usarmos como critério a assimilação, por parte do adepto, do preceito moral da caridade. Como sabemos, esse preceito sintetiza a moral espírita-cristã, de modo que quem o põe em prática, ou ao menos se preocupa incessantemente em praticá-lo, exibem, por isso mesmo, os traços essenciais de um verdadeiro espírita (além, é claro, da aceitação racional dos princípios fundamentais da teoria científico-filosófica do Espiritismo). Ademais, o comportamento marcado pela caridade não é passível de falsificação: quem imitasse o comportamento cristão o tempo todo, sem nunca dele se desviar, já seria, de fato, um verdadeiro cristão.

Obra Viagem Espírita em 1862 questão número 2

Obrigado amigo UEEU pela participação! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 00:57
Olá querido amigo Dom Jorge!

O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS TRANSFORMARMOS INTIMAMENTE?

Podem-se e devem-se substituir nossos defeitos como, por exemplo, o Egoísmo ou Personalismo, o Orgulho, a Inveja, o Ciúme, a Agressividade, a Maledicência e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, Caridade, Resignação, Sensatez, Generosidade, Afabilidade, Tolerância, Perdão, etc.

Obrigado querido irmão por sua ajuda!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 01:00
Olá querida amiga Pati!

Existem aqueles que mesmo sem professarem o título de espíritas fazem sua reforma durante suas vidas...

Um exemplo interessante está relatado na segunda parte da obra O Céu e o Inferno. No capítulo 2, dedicado às comunicações dos Espíritos felizes, há o caso Jean Reynaud, que em sua última encarnação levou vida virtuosa. Dentre as questões que lhe foram propostas destacamos esta:

P. – Em vida professáveis o Espiritismo?

R. – Há uma grande diferença entre professar e praticar. Muita gente professa uma doutrina sem praticá-la; pois bem, eu praticava, mas não professava (o Espiritismo). Assim como cristão é todo homem que segue as leis do Cristo, mesmo sem conhecê-lo, assim também podemos ser espíritas, acreditando na imortalidade da alma, nas reencarnações, no progresso incessante, nas provações terrenas, abluções necessárias ao melhoramento. Acreditando em tudo isso, eu era, portanto, espírita. Compreendi a erraticidade, laço intermediário das reencarnações e purgatório no qual o Espírito culposo se despoja das vestes impuras para revestir nova toga, e onde o Espírito em evolução tece cuidadosamente essa toga que há de carregar no intuito de conservá-la pura. Compreendi tudo isso, e, sem professar, continuei a praticar.
   
Obrigado Pati! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 01:16
Olá querido amigo Vitor Santos!


A lei de Deus, no que se refere ao comportamento moral correcto, é útil para aplicar a nós mesmos e não para apontar defeitos ao próximo ou nos compararmos com outrem. Aquilo que podemos passar ao próximo é um exemplo de vida que seja tanto quanto possível de acordo com as leis morais ensinadas por Jesus de Nazaré. O nosso exemplo é que fala de nós, não as nossas palavras.

Já tive períodos de grande fé, em que sentia uma força muito grande, em que fui capaz de vencer em mim grandes defeitos e vícios, ser uma pessoa melhor.

Faço minhas as suas palavras...

Graças a Deus a solução está dentro de nós!

Obrigado Amigo Vitor!

Conto com seu apoio! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 01:22
Olá querida amiga Kátia!

É tão difícil reformar-se! Eu considero minha vida toda errada, queria que tivesse outros rumos. Percebo o quanto sou pequena e me sinto culpada pelas falhas. Quero melhorar.

Graças a Deus Kátia! Quando identificamos nossas deficiências e queremos mudar, já estamos no bom caminho... Precisamos agora seguir em frente!

Obrigado Kátia! Conto com você nos estudos! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 01:53
Olá querida amiga Edna!

As dificuldades do nosso dia a dia nos leva às vezes a fazer escolhas ... em breve eles   voltarão ao convívio!

Olá a todos!

Por onde anda nossos companheiros Renato, a Cravo, a Angela...?  Sinto falta deles e do convívio alegre no Cantinho da Amizade. :D

Maturidade pode ser definida pela capacidade individual de ouvir a consciência em detrimento dos apelos do ego. Quanto mais fizermos isso, mais seremos maduros e libertos. A saúde é estar em contato pleno com a consciência e a doença é a escravidão ao ego. Reformar-se é tomar consciência do "si mesmo", da "perfeição latente" à qual nos destinamos. Em outras palavras, estamos enaltecendo o ato da auto-educação.

Imperioso que acendamos essa luz, a luz que promana da autocrítica, sem a qual não nos educaremos.

E como exercer um juízo crítico honesto sem conhecimento das artimanhas da velha personalidade que geramos?

Senso crítico é, portanto, um dos pilares essenciais para a formação da autoconsciência, o qual nos permitirá desvendar as trilhas em direção aos tesouros divinos incrustados em pleno coração dessa selva de imperfeições, que trazemos dos evos.

“A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial”.   Allan Kardec - O Livro dos Médiuns

Querida muito obrigado por estas maravilhosas lições ditado pelo Espírito de Ermance Dufaux, através do querido Médium Wanderley Soares.

Muito obrigado por seu apoio nos estudos! :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 02:33
Olá querido amigo Wilson Souza!

A VOCÊ QUE ESTÁ CHEGANDO NA CASA ESPÍRITA
Hoje a palavra é pra você, companheiro de muitas procuras, que hoje busca na   Casa Espírita o bálsamo que alivie uma grande dor, a palavra que ajude a superar um momento de crise ou preencha algum "não sei quê" que lhe deixa um vazio esquisito cá dentro do peito.  Talvez esta seja a derradeira porta, após tantas tentativas de encontrar o equilíbrio, a paz, enfim, o sentido da vida, e o seu coração se divide agora entre esperanças e temores... Afinal, foram tantas as frustrações... Mas, como diz a canção da Zizi... 
"Vá, e entre por aquela porta ali, não tem caminho fácil não, é só dar um tempo que o amor chega até você"...
 Pois é, amigo, grupos espíritas não são igrejas. São espaços fraternos de vivência do Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, uma espécie de oficinas do bem, onde se busca, em conjunto, aprender e exercitar esse tão decantado amor ao próximo. Mas, por favor, não nos idealize. Não espere uma bondade e elevação que ainda não possuímos.  O espírita professa uma fé racional, que facilitando a compreensão dos porquês da existência, aumenta também a responsabilidade de uma mu-dança de atitude para melhor diante dos desafios cotidianos da vida. Porém, não nos enganamos, nem que-remos lhe enganar a respeito de quem somos. Somos exatamente como você e sentimos as mesmas dificuldades afetivas, emocionais, sexuais, espirituais e tantas outras inerentes à nossa condição humana de seres em evolução. Estamos todos no mesmo barco, amigo, mas remar juntos para chegar em segurança à outra margem da vida – que é o nosso destino e lugar de origem - certa-mente fará toda a diferença. E isto nós queremos e podemos fazer.
 Não temos dogmas, rituais ou chefes religiosos. Trabalhamos em regime de cooperação fraterna e voluntária, conforme as aptidões e disponibilidades de cada um, em benefício de todos os que aqui chegam. Por isto, querido amigo, ao entrar por aquela porta, não espere encontrar sacerdotes investidos de superioridade ou poder. Não espere encontrar um grupo seleto de iniciados em "mistérios do além", indivíduos infalíveis que lhe digam a todo tempo o que fazer, pois encontrará apenas pessoas comuns, com muitas certezas e convicções sim, mas também com crises, dúvidas e inseguranças, tais como as suas.
 Aqui você vai encontrar aprendizes na arte de servir. Gente que se sente feliz em contribuir para a felicidade alheia, pessoas sempre prontas a acolher, ouvir e amparar. Não suponha, porém, que estejamos isentos de provas e problemas. Assim como você, lutamos e sofremos. Apenas optamos pelo trabalho no bem como forma de trabalhar em nós mesmos o próprio aperfeiçoamento, contribuindo para a construção de uma sociedade melhor, ao mesmo tempo em que buscamos, no estudo e no trabalho, as respostas e a coragem necessárias para enfrentar as lutas, nada fáceis, do cotidiano.
 Aqui você vai encontrar orientadores esforçados na tarefa de consolar e esclarecer. Não nos tenha, porém, como sábios inquestionáveis ou seres santificados.
Assim como você, não vivemos alheios às dificuldades do mundo. Creia, o nosso maior desafio é exemplificar, na prática, as verdades espirituais em que acreditamos e pregamos. No cotidiano, sobretudo lá fora, nos esforçamos por ser pessoas mais pacificadoras, generosas, fraternais e, sinceramente, nem sempre o conseguimos...
 Mas se é grande ainda a nossa imperfeição, maior é a alegria de lhe ver chegar. E assim como Pedro, o apóstolo rude e sincero de Jesus, apesar do reconhecimento da nossa pequenez humana e espiritual, é muito bom poder lhe aconchegar com carinho e lhe dizer do fundo do coração: "Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, vos dou." 
Caminhemos juntos!

O que é necessário para entendermos os ensinamentos espíritas e praticá-los...

Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum?

Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem,  com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado. Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo - capítulo 17 – item 4

Seja bem vindo a este estudo em grupo!

Obrigado por estas grandes verdades!

Conto com sua participação! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 08 de Junho de 2011, 02:49
Continuando os nossos estudos sobre os vícios:

Toxicomania

Entrevista com Chico Xavier e Divaldo Franco

“Pergunta: Chico, poderia comentar algo sobre os tóxicos?

Chico: Eu não entendo o vício como um problema de criminalidade, mas como um problema de desequilíbrio nosso, diante das Leis da Vida. O tóxico é um problema para os nossos irmãos que se enfraqueceram diante da vida, que procuraram uma fuga; não são criminosos, são criaturas carentes de mais proteção, mais amor, porque se nossos companheiros enveredaram pela estrada do tóxico, eles procuraram esquecer algo; esse algo é eles mesmos; eles não puderam suportar a carga deles próprios.

Pergunta: Com relação à toxicomania qual o tratamento mais efetivo?

Divaldo: O do lar. A exemplo no lar. O apresentado pela sociedade familiar. A que decorre do Evangelho vivido em casa. Um velho adágio popular com muita sabedoria: Casa de pai, escola de filhos. O lar não é apenas o primeiro santuário, mas, também o primeiro educandário. Há exceções, mas são o corolário da regra geral. Sendo o lar equilibrado, os jovens se desarmonizam; imaginem se eles tivessem encontrado um lar em intranqüilidade! Creio que a melhor terapêutica é o ajustamento doméstico. Nós os espíritas possuímos a mais as terapêuticas do passe, da água magnetizada, a psicoterapia da palavra e com o recurso acadêmico das ciências da psique reunidos, podemos evitar a derrocada total.”


Bezerra de Menezes, no livro Nas Fronteiras da Loucura

“Como terapia para o grave problema das drogas, inicialmente apresentamos a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, no lar e na escola, mediante exemplos dos educadores e pais; a necessidade de viver-se com comedimento, ensinando-se que ninguém se encontra em plenitude e demonstrando essa verdade através dos fatos de todos os dias, com que evitarão sonhos e curiosidades, luxo e anseio de dissipações por parte de crianças e jovens; orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo; ambientes sadios e leituras de conteúdo edificante, considerando-se que nem toda a Humanidade pode ser enquadrada na literatura sórdida da “contra-cultura”, dos livros de apelação e escritos com fins mercenários, em razão das altas doses de extravagância e vulgaridade de que de que se fazem portadores. A estas terapias basilares adir o exercício da disciplina dos hábitos, melhor entrosamento entre pais e mestres, maior convivência destes filhos e alunos, despertamento e cultivo de idéias entre os jovens. E conhecimento espiritual da vida, demonstrando anterioridade da alma ao corpo e a sua sobrevivência após a destruição deste. Quanto mais materialista a comunidade, mais se apresenta consumida, desequilibrada e seus membros consumidores de droga e sexo em desalinho.”

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: nlt em 08 de Junho de 2011, 13:02

Gostei...
A nossa maior vitória , é nos conquistarmos .
Nos aceitarmos como filhos de Deus e fazer parte da seara de implantação do reino de Deus na terra.
Deus nos abencoe.
Noemia
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 08 de Junho de 2011, 15:26
Meu nobre amigo e irmão Marccello,eu sempre tive com os meus filhos(são três,uma garota
dois garotos,hoje adultos,com formação universitária e independentes),um díalogo bem
aberto com relação à droga e ao sexo,tanto eu como a minha esposa.Em conversa, com
eles e com o seus colegas que as vezes se fazia presente em reunião,umas palavras muito simples que sempre teve um efeito positivo:À droga é uma droga,uma porcaria,se fôsse bom teria outro nome.Quanto a sexo eu sempre falei:Sexo sem amor é apenas satisfação do instinto animal.
Fique na paz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 08 de Junho de 2011, 19:07
Oi! Prezados irmãos.

Falar do ciúme é o mesmo que falar da soma total da insegurança + desvalorização de si mesmo + materialismo + uma pitada de inveja e vai por aí! Mas indagarão: "Ah! Ruy; vai me dizer que não sente ciúmes?" - Mas é claro que sim, por tal eu sei a soma dele, preciso sim moderar e me conter e cortar sua ramagem, mas creiam, eu não sinto ciúmes com quem eu venha me relacionar, sério mesmo, e digo o porque. Caso eu tiver que ser traído, posso colocar até uma tropa de detetives + uma guarnição do exercito que ela dará um jeitinho, disso eu tenho certeza. O meu ciúme é mais material, por exemplo usarem meu PC sem me pedir permissão, eu sei que isto é errado, mas eu não me sinto ofendido por isto e sim pelo ciúme de estarem usando algo meu. HAJA PACIÊNCIA! Comigo mesmo Claro! Kkkkk.
Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 08 de Junho de 2011, 23:41
Ola a todos! :)

Marccello amigo querido, vale relembrar que as imperfeições atraem Espíritos pouco evoluídos, sendo importante o vicioso redobrar a atenção no sentido de orar e vigiar, fortalecendo-se para buscar toda a ajuda necessária: médica, psicológica, espiritual para vencer o vício.


***************


•   Preexistência da alma

     Com a preexistência, o homem traz, ao renascer, o germe de suas imperfeições, os defeitos que ele não corrigiu e que se traduzem pelos seus instintos naturais, suas propensões a tal ou qual vício. Esse é o verdadeiro pecado original, do qual sofre naturalmente as conseqüências, mas com a diferença capital de que sofre o castigo de suas próprias faltas e não das faltas alheias; e esta outra diferença, ao mesmo tempo consoladora, encorajante e soberanamente equitativa, de cada existência, lhe oferece os meios de se redimir pela reparação e de progredir, seja se despojando de alguma imperfeição, seja pela aquisição de novos conhecimentos, até que, suficientemente purificado, ele não tem mais necessidade da vida corporal, e pode viver exclusivamente da vida espiritual, eterna e bem-aventurada.

     Pela mesma razão, aquele que progrediu moralmente traz, ao renascer, qualidades naturais, como o que progrediu intelectualmente traz idéias inatas; está identificado com o  bem; pratica-o sem esforço, sem cálculo, por assim dizer, sem pensar. Aquele que é obrigado a combater suas más tendências ainda está na luta:  o primeiro já venceu, o segundo procura vencer. Há portanto, virtude original, como há saber original e pecado, ou melhor, vício original.

(in, A Gênese)

Abraços fraternos,

Edna ;)


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 01:26
Olá querida amiga Noemia!

A nossa maior vitória , é nos conquistarmos .
Nos aceitarmos como filhos de Deus e fazer parte da seara de implantação do reino de Deus na terra.

A medida que o homem toma consciência da Lei de Deus, aumenta sua responsabilidade em relação aos erros e igualmente o rigor em seu próprio julgamento, fazendo todo o esforço necessário para vencer os seus vícios fazendo assim, parte da implantação do reino de Deus na terra.

Obrigado amiga Noemia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 01:31
Olá querido amigo Antonio!

Sempre tive com os meus filhos(são três,uma garota dois garotos,hoje adultos,com formação universitária e independentes),um díalogo bem aberto com relação à droga e ao sexo,tanto eu como a minha esposa.Em conversa, com eles e com o seus colegas que as vezes se fazia presente em reunião,umas palavras muito simples que sempre teve um efeito positivo:À droga é uma droga,uma porcaria,se fôsse bom teria outro nome.Quanto a sexo eu sempre falei:Sexo sem amor é apenas satisfação do instinto animal.

Muito bem lembrado!

Em o Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XIV, item 9, Santo Agostinho deixa um verdadeiro tratado sobre as responsabilidades dos pais na educação dos filhos. São eles os responsáveis pela condução dos filhos ao caminho reto. Deus coloca em suas mãos a tarefa de fazer deles homens de bem, mas para isso é necessário que os pais também sejam pessoas conscientes da grave responsabilidade assumida. A educação verdadeira demanda exemplificação, pois sem o exemplo a palavra é vã. Quando se recebe um Espírito no seio familiar ele vem com defeitos e qualidades adquiridos ao longo de sua trajetória como Espírito imortal. Diz Agostinho que é necessário aplicar-se em estudá-los a fim de que se possa extirpar os males oriundos do egoísmo e do orgulho. Se isso não for feito e esse filho vier a se perder moralmente por negligência dos pais, eles serão responsabilidades pela grave falta perante Deus.

Parabéns pelo exemplo e obrigado! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 01:38
Olá querido amigo Ruy!

Falar do ciúme é o mesmo que falar da soma total da insegurança + desvalorização de si mesmo + materialismo + uma pitada de inveja e vai por aí! Mas indagarão: "Ah! Ruy; vai me dizer que não sente ciúmes?" - Mas é claro que sim, por tal eu sei a soma dele, preciso sim moderar e me conter e cortar sua ramagem, mas creiam, eu não sinto ciúmes com quem eu venha me relacionar, sério mesmo, e digo o porque. Caso eu tiver que ser traído, posso colocar até uma tropa de detetives + uma guarnição do exercito que ela dará um jeitinho, disso eu tenho certeza. O meu ciúme é mais material, por exemplo usarem meu PC sem me pedir permissão, eu sei que isto é errado, mas eu não me sinto ofendido por isto e sim pelo ciúme de estarem usando algo meu.

Muito bom seu depoimento, sempre bem humorado! :D

Aproveitando a oportunidade vamos refletir sobre o apego:

Apego é a não-aceitação da impermanência das coisas. Na Terra nada se perpetua, somente a alma é imortal.


O apego é a memória da “dor” ou do “prazer” passado, que carregamos para o futuro. Atrás de cada sofrimento existe um apego. Quando temos algo querido ou pensamos ter a posse da alguém que muito amamos, sofremos ao nos separarmos dele. O ciúme é o resultado do apego (medo de perder).


O desejo e o apego, privados de consciência reflexiva, estreitam nossa visão de felicidade, descartando novas possibilidades de uma vida pacífica e alegre.


A mente apegada a fatos, acontecimentos e pessoas é incapaz de perceber a sua essência. Aquele que está agarrado ao “ego” está vazio do “sagrado”; aquele que se liberta do “ego” descobre que sempre esteve repleto do “sagrado”.


O “desapego saudável” é uma vivência que leva ao crescimento íntimo e uma expansão da consciência, enquanto a experiência defensiva conduz a um bloqueio das sensações, fazendo com que as pessoas vivam numa aparente fuga social.

É preciso perceber a diferença entre o “amor real” e a “relação simbiótica”, ou mesmo o “apego familiar”. A realização espiritual não está em nos apegarmos egoisticamente aos entes queridos, e sim, nos interagirmos fraternalmente, uns com os outros.

Francisco do Espírito Santo Neto - Espírito Hammed

Obrigado amigo Ruy! ;)


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 09 de Junho de 2011, 01:49
Oi! Prezados companheiros de Jornada.

Eu estou comentando sobre as raízes do egoísmo, agora falo da "avareza".

Interessante, até que não me considero um "avaro" não, isto é para com os outros, mas para comigo eu sou sim, as vezes levo quase seis meses para comprar uma camisa, chinelos, um par de sapatos e outras coisas também, mas não é por causa do dinheiro, é que não acho necessário, mas as pessoas da família reclamam comigo assim: "Ruy! esse seu chinelo já está muito batido, vai lá na sapataria e compra um mais moderno". Então fica claro que é a base do empurrão, kkkk.

Creio ser um erro meu mesmo, fazer o que, né?

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 01:53
Olá querida amiga Edna!


Vale relembrar que as imperfeições atraem Espíritos pouco evoluídos, sendo importante o vicioso redobrar a atenção no sentido de orar e vigiar, fortalecendo-se para buscar toda a ajuda necessária: médica, psicológica, espiritual para vencer o vício.

Muito bem lembrado! As sintonias neste campo são alarmantes...

Compreendamos:

459 Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?
– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar.  Muitas vezes são eles que vos dirigem.

465 Com que objetivo os Espíritos imperfeitos nos conduzem ao mal?
– Para vos fazer sofrer como eles.

465 a Isso diminui seus sofrimentos?
– Não, mas fazem isso por inveja, por saber que há seres mais felizes.

465 b Que natureza de sofrimentos querem impor aos outros?
– Os mesmos que sentem os Espíritos inferiores afastados de Deus.

466 Por que Deus permite que Espíritos nos excitem ao mal?
– Os Espíritos imperfeitos são instrumentos que servem para pôr à prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Vós, como Espíritos, deveis progredir na ciência do infinito, e por isso passais pelas provas do mal para atingir o bem.  Nossa missão é vos colocar no bom caminho e, quando as más influências agem sobre vós, é que as atraístes pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm vos auxiliar no mal, quando tendes a vontade de praticá-lo; eles não podem vos ajudar no mal senão quando quereis o mal.

Se fordes inclinados ao homicídio, pois bem!  Tereis uma multidão de Espíritos que alimentarão esse pensamento em vós.  Mas tereis também outros Espíritos que se empenharão para vos influenciar ao bem, o que faz restabelecer o equilíbrio e vos deixa o comando dos vossos atos.

 É assim que Deus deixa à nossa consciência a escolha do caminho que devemos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

467 Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
– Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.

468 Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?
– O que quereis que façam?  Quando não há nada a fazer, desistem da tentativa; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

Vale relembrar que as imperfeições atraem Espíritos pouco evoluídos, sendo importante o vicioso redobrar a atenção no sentido de orar e vigiar, fortalecendo-se para buscar toda a ajuda necessária: médica, psicológica, espiritual para vencer o vício.

Como escreveu nossa amiga Edna...  muito importante redobrarmos o cuidado no sentido de o orar e vigiar.

Obrigado querida amiga de estudos! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 09 de Junho de 2011, 02:24
Oi! Prezados companheiro de jornada.

Gostei da colocação do Moderador Marccello sobre o desapego das coisas materiais, que são algemas e grilhões que nos prendem aqui no plano material, pois devemos "estar" na Terra e não "Ser" da Terra. O materialismo é ruim por demais a nós que estamos aqui para evoluir o mais rápido possível, pois já estamos chegando muito perto do "Mundo de Regeneração".

Para uns é ótimo para outros nada agradável, então façamos de nossas condutas as melhores possíveis, pois aviso não virá do "Alto" Eis aí o perigo.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 02:33
Olá querido amigo Ruy!

Eu estou comentando sobre as raízes do egoísmo, agora falo da "avareza".

Interessante, até que não me considero um "avaro" não, isto é para com os outros, mas para comigo eu sou sim, as vezes levo quase seis meses para comprar uma camisa, chinelos, um par de sapatos e outras coisas também, mas não é por causa do dinheiro, é que não acho necessário, mas as pessoas da família reclamam comigo assim: "Ruy! esse seu chinelo já está muito batido, vai lá na sapataria e compra um mais moderno". Então fica claro que é a base do empurrão, kkkk.

Creio ser um erro meu mesmo, fazer o que, né?

Este é mais um dos tantos defeitos que precisamos combater enquanto  espíritos imperfeitos.

Uma pérola dos espíritos superiores tendo como trabalhadora mediúnica a querida Ermance Dufaux:

A Avareza

DISSERTAÇÃO MORAL DITADA POR SÃO LUÍS À SENHORITA
ERMANCE DUFAUX 6 de janeiro de 1858

Tu que possuis, escuta-me. Um dia, dois filhos de um mesmo pai receberam, cada um, um alqueire de trigo. O primogênito encerrou o seu num lugar oculto; o outro encontra, em seu caminho, um pobre que pede esmola; corre a ele, e vira, no pano do seu casaco, a metade do trigo que lhe foi dado, depois continuou sua rota, e foi semear o resto no campo paterno.

Ora, por esse tempo, veio uma grande fome, os pássaros do céu morriam ao lado do caminho. O irmão primogênito correu ao seu esconderijo, mas aí não encontra senão pó; o caçula, tristemente, ia contemplar o seu trigo, desanimado, quando encontra o pobre ao qual havia assistido. Irmão, disse-lhe o mendigo, ia morrer, tu me socorreste; agora, que a esperança secou em teu coração, segue-me. Teu meio alqueire quintuplicou em minhas mãos; apaziguarei a tua fome e viverás na abundância.

Escuta-me, avaro! Conheces a felicidade? Sim, não é? Teu olhar brilha com um sombrio esplendor em tua órbita que a avareza cavou mais profundamente; os lábios se fecham; teu nariz treme e prestas atenção. Sim, ouço, é o ruído do ouro que a tua mão acaricia jogando-o em teu esconderijo. Tu dizes: É a volúpia suprema. Silêncio! Vem alguém. Fecha depressa. Bem! estás pálido! teu corpo estremece. Tranqüiliza-te; os passos se distanciam. Abre; olha, ainda, o teu ouro. Abre! não temas mais; estás bem sozinho. Ouves! não, nada; é o vento que geme passando sobre a soleira da porta. Olha; quanto ouro! mergulha plenamente as mãos: faze soar o metal; tu és feliz.

Feliz, tu! mas a noite é sem repouso e o teu sono é atormentado por fantasmas.

Tens frio! Aproxima-te da chaminé; aquece-te nesse fogo que crepita tão alegremente. A neve cai; o viajor se envolve, friorento, em seu casaco, e o pobre tirita sob os seus andrajos.
A chama do fogo se abranda; atire madeira. Mas não; pare! é o teu ouro que consomes com essa madeira; é o teu ouro que queima.

 Tens fome! Tens, toma; sacia-te; tudo isso é teu, pagaste com o teu ouro. De teu ouro! Essa abundância te deixa indignado, esse supérfluo é necessário para sustentar a vida? Não, esse pequeno pedaço de pão basta; ainda é muito. Tuas vestes caem em farrapos; a casa fendese e ameaça ruir; tu sofres de frio e de fome; mas que importa! tens o ouro.

Infeliz! Esse ouro, a morte dele te separará. Tu o deixarás à beira do túmulo, como o pó que o viajor sacode no limiar da porta onde a sua família bem-amada o espera para festejar o seu regresso.

Teu sangue enfraquece, envelhecido pela tua miséria voluntária, está frio nas veias. Os herdeiros ávidos acabam de atirar o teu corpo num canto do cemitério; te vês face a face com a eternidade. Miserável! Que fizeste desse ouro que te foi confiado para soerguer o pobre? Ouves essas blasfêmias? Vês essas lágrimas? Vês esse sangue? Essas blasfêmias são as do sofrimento que terias podido acalmar; essas lágrimas, tu as fizeste correr; esse sangue, foste tu que o verteste. Tens horror de ti; gostarias de fugir e não o podes. Sofres, condenado! Tu te contorces em teu sofrimento. Sofres! nada de piedade para ti. Não tiveste entranhas para o teu irmão infeliz; quem as terá para ti? Sofre! Sofre sempre! Teu suplício não terá fim. Deus quer, para te punir, que o CREIAS assim.

Nota. Escutando o fim dessas eloqüentes e poéticas palavras, nos surpreendemos ouvindo São Luís falar da eternidade dos sofrimentos, quando todos os Espíritos superiores concordam no combate a essa crença, mas estas últimas palavras: Deus quer, para te punir, que o CREIAS assim vieram tudo explicar. Nós as reproduzimos nos caracteres gerais dos Espíritos da terceira ordem. Com efeito, quanto mais os Espíritos são imperfeitos, mais as suas idéias são restritas e circunscritas; o futuro, para eles, está no vago: não o compreendem. Sofrem; seus sofrimentos são longos; e, para os que sofrem por longo tempo, é sofrer sempre. Esse próprio pensamento é um castigo.

Revista Espírita, fevereiro de 1858

Grande abraço Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 03:36
Isso mesmo amigo Ruy,

Precisamos fazer todo o esforço possível, de acordo com nossa condição evolutiva, para nos melhorar. Que estejamos sempre em sintonia com a espiritualidade amiga.


Muitas coisas que deveríamos fazer agora, no presente, deixamos para depois, para amanhã, para o ano que vem...

Deixamos para depois o que deveríamos fazer neste instante. Não podemos saber o que nos reserva o amanhã. Estaremos encarnados?

Nós, espíritas, entendemos que devemos nos libertar dos vícios. Vícios nos prendem, fazem de nós escravos. Temos de vencê-los para sermos livres.

Não nos referimos somente aos vícios da alma, como falar muito, ser preguiçoso, pessimista, maledicente etc., mas também ao vício de fumar, de beber, de comer em excesso etc. Sabemos que se não nos esforçarmos para deixar o vício estaremos presos a ele, tanto encarnados como desencarnados. Sabemos também que esses vícios fazem mal ao corpo e que é de nossa responsabilidade cuidar da vestimenta do espírito. Se danificarmos o corpo por nossa vontade, por vícios, sofreremos as conseqüências.

Se desencarnarmos viciados, sentiremos falta do cigarro, do álcool etc., e correremos o risco de não nos adaptar a um local de socorro por falta da droga e de voltar entre os encarnados e vampirizá-los para nos satisfazer.

Viciar é fácil; libertar exige perseverança, coragem, entendimento. Mas é possível, se firmarmos a vontade e nos harmonizarmos nas orações sinceras.

Se um dia, para nosso próprio bem, tivermos de nos libertar de nossos vícios, que seja agora!

Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS

Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO - Do livro: SEJAMOS FELIZES

Obrigado Ruy! ;)





Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 04:13
Continuando nossos estudos sobre os vícios.

Sexolatria:

É a idolatria ou adoração exacerbada ao sexo. É geralmente uma compulsão que se tem pelo sexo,que provoca sua hipervalorização.

(...) “O que diferencia o hábito do vício é que este sempre traz efeitos perigosos para a pessoa”, comenta o psicólogo Peter Púrpura, de Nova York, que se dedica exclusivamente ao tratamento de pacientes obcecados por sexo. Embora desde 1987 reconhecido pela Associação Americana de Psiquiatria como enfermidade e não perversão, o desvio comportamental dos sexólatras só ganhou notoriedade recentemente, graças ao ator Michael Douglas. Depois de ter sido elogiado pela atriz Sharon Stone por seu desempenho nas cenas quentes do filme Instinto Selvagem, Michael internou-se numa clínica no Arizona para tentar conter a fonte daqueles elogios: uma incontrolável tendência à promiscuidade. Há quem diga que o ator arrumou apenas uma desculpa após ser flagrado pela mulher, Diandra, praticando o vício com outra.

Mas dependentes de sexo existem, apesar de ser um mal menos aberrante que o voyeurismo ou o exibicionismo. “Tive um paciente que mantinha dez relações por dia”, lembra o terapeuta Haruo Okawara, diretor da Clínica Kinsey de São Paulo, instituição para tratamento de problemas com a sexualidade. O impressionante é que tamanha virilidade não resultava em prazer. “As duas mulheres que viveram com ele nunca atingiram o orgasmo”, diz Okawara. “O sexólatra não busca o prazer da parceira ou o seu. A fixação é repetir o ato, mesmo que fria e mecanicamente.” (...)

http://super.abril.com.br/saude/habito-droga-quando-praticas-rotina-viciam-440805.shtml


A sexolatria gera distonias emocionais, por conduzir o indivíduo ao reduto das sensações primitivas, mantendo-os nas áreas do gozo insaciável, que o leva à exaustão, a terríveis frustrações na terceira idade, se a alcança, e a depressões sem conta pelo descalabro que desorganiza o corpo e perturba a mente. Além desses, são criados campos de dificuldade afetiva, de responsabilidade emocional com os parceiros utilizados, estabelecendo-se compromissos desditosos para o futuro.

Divaldo Franco - Manoel Philomeno de Miranda (espírito)


O sexo é natural e faz parte das necessidades humanas para que nos reproduzamos, tenhamos prazer com o sexo oposto, tudo respaldado pelo amor. Os exageros compulsivos pelo sexo, a ênfase que damos á sensualidade e as inúmeras perversões que criamos é que nos leva a esta viciação doentia, de encarnado para encarnado geralmente acompanhados, por conta das sintonias, de espíritos sofredores que procuram obter prazer através dos encarnados que se deixam seduzir por suas sugestões.

Vamos descrever um exemplo dado por Divaldo em uma de suas palestras, que aborda o tema Sexo e consciência. Dentre outras informações preciosas que ele nos traz, existe uma passagem verídica que ocorreu consigo quando da estadia em casa de companheiros espíritas, por ocasião de um seminário que ele realizava em cidade distante.

 Ele estava hospedado em uma casa em que havia uma grande quantidade de pessoas, dentre elas, muitas filhas do casal. Ao deparar-se com uma em específico e que era casada, ele percebeu que era portadora de um forte desequilíbrio. Ao anoitecer, quando todos dormiam, ele ouve alguém bater em sua porta solicitando auxílio. No que se levanta, de imdiato, é orientado por Joanna de Angelis (e aí podemos notar um merecimento seu em decorrência da boa sintonia que mantinha) a não abrir a porta sob hipótese alguma. A voz insiste em pedir auxílio e ele a dizer que já está indo. De repente, um som se faz fora da porta e ele a abre. 

Depara-se com aquela filha em que notara o forte desequilíbrio, vestida de forma convidativa e seu pai a bater-lhe. A situação estava armada, o pai censurando e querendo bater na filha, enquanto o marido dormia placidamente em outro ambiente. Afora as explicações cristãs dadas por Divaldo, acerca da procedência em casos similares, vale lembrar que tanto ela quanto o marido estavam subjugadas por entidades vampirescas. Ela induzida a fazer e praticar atos como este de procurar sexualmente uma visita na casa de seu pai, e o marido por ser mantido dormindo enquanto tudo ocorria.

Abstraindo-se ainda todo o desenrolar da situação, temos que a atitude de Divaldo foi a de socorrer a moça, mostrando aos demais como ela se encontrava adoentada e necessitada de auxílio. Orou, fluidificou a água, pediu a intercessão e, num sussurro a jovem diz à mãe: parece que algo saiu de mim, mamãe.

Herculano Pires nos diz que A única força de agir sobre entidades vampirescas e sobre os espíritos em geral, como ensinou Kardec, procede da autoridade moral de criaturas esclarecidas. Só a autoridade moral de um espírito encarnado pode influir sobre o comportamento de espíritos desencarnados. 
 
O que nos faz recordar da atitude de Divaldo ao ser amparado por Joanna. Ela o orientou e intuiu, mas se a mente dele estivesse voltada à viciação ou desejosa de prazeres o circo estaria armado. Aliás, como ele mesmo disse, teriam um imenso espetáculo, pois o pai sabedor das atitudes da filha estava à espreita e iria flagrar os dois.

Texto pertencente ao estudo SEXO NA INTERNET Sob a Otica Espirita - Fiorella Romana
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 09 de Junho de 2011, 04:17
O amor livre, constituindo as relações sexuais irresponsáveis, é costume milenar da humanidade, somente com a diferença de que, na atualidade, tomou proporções gigantescas, transformando-se em costume não censurado e até mesmo aprovado no seio das organizações familiares e da sociedade.

O amor livre é a relação sexual sem compromisso, sem vínculo jurídico e afetivo duradouro, tendo por única finalidade a satisfação dos desejos e instintos sexuais, seja por parte do homem ou da mulher. Neste relacionamento de prazeres inferiores, momentâneos e passageiros, nem o  homem nem a mulher interessam-se pela formação de laços afetivos que possam decretar uma vida conjugal responsável e permanente. Nesta ligação não entra o sentimento sincero de ambos os parceiros, nem procuram  desenvolvê-lo. O romance amoroso existe e perdurará enquanto os impulsos genésicos entre ambos forem bastante fortes, pois, caso contrário, havendo diminuição da atração e dos desejos sexuais, extingue-se a já frágil união carnal e surge daí a separação natural. A expansão do amor livre é também  resultado da divulgação da filosofia materialista que ensina a buscar o máximo de prazer enquanto há vida, saúde e tempo, não importando os meios para chegar-se aos fins colimados.

Os prejuízos do amor livre para o progresso espiritual da Humanidade são enormes, pois desvirtua, complica e paralisa todas as realizações de melhoria das almas, seja na formação da família, na vida conjugal, nos compromissos sagrados da educação dos filhos e em todos os empreendimentos nobres.

Chico Xavier – Emmanuel -“Vida e Sexo”

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 09 de Junho de 2011, 04:18
Oi! Prezado amigo de jornada Marccello.

Perfeito! "Se desencarnarmos viciados, sentiremos falta do cigarro, do álcool etc., e correremos o risco de não nos adaptar a um local de socorro por falta da droga e de voltar entre os encarnados e vampirizá-los para nos satisfazer".

Isso não é dito por um só Espírito superior não! São muitos que assim nos aconselham. Eu confesso que tomo remédio para dormir algo que também não é nada bom, tanto que meu médico começou a diminuir a dosagem que agora está em três mg onde eram seis mg o remédio; "Bromazepam". Na próxima ele disse que vai me fazer dividi-lo ao meio que chegará a um e meio, então a retirada total, isso é uma forma de desintoxicação.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 09 de Junho de 2011, 11:38
Estamos falando de vícios, a DE esclarece sobre o sofrimento do espírito que ainda preso a matéria sofre por não poder satisfazer seu vício e em caso de obsessão permanece no ambiente de espíritos encarnados afim. Pode por vingança ou apenas por afinidade obsedar alguém, induzindo a beber ou fumar ou se drogar, porém tem que haver uma concordância com o obsedado, se não for assim, nada feito. De forma alguma existe vampirização no dizer da DE a não ser em termos pejorativo, não existe sucção de qualquer substância por parte de Espíritos aos encarnados e sim apenas afinidades morais que o faz agir.
Dos vícios morais, podemos falar de luxuria, avareza, orgulho, ciúme , inveja, soberba etc
Um abç
Hebe
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: EsoEstudos em 09 de Junho de 2011, 13:48

O impulso sexual advém, por óbvio, da necessidade de perpetuação da espécie. Veja-se: da espécie, não do espécime. Um indivíduo (seja de que espécie for) poderá até ficar muito desencantado, mas não morrerá por falta de sexo --- já a espécie... Por isso a natureza nos dotou desse instinto de fundamental importância.

Nesse contexto, a mobilização interna de energia que leva ao ato sexual é muito intensa e está na base de um complexo sistema de disponibilização de energia para outros fenômenos psíquicos. Desde sempre vincula-se a sexualidade com a criatividade, não só por causa da procriação, mas por ser uma forma mais refinada de vazão dessa energia.

Ninguém renuncia à sexualidade sem sofrer as consequências disso, ainda que não vá perecer por tal opção. O importanto (como, de resto, em tudo na vida) é a moderação --- aqui entendida como um valor composto de respeito, integridade, honestidade e responsabilidade.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: rwer em 09 de Junho de 2011, 17:27
Alô, Marccello e amiguinhos,

Desapegando-se das "coisas" materiais

Adoro a matéria, a forma das coisas, suas cores, sons e aromas.  Desde o ambiente natural, simples e magnífico, até inúmeros artefatos humanos. Reconheço que nem tudo o que o homem faz é adorável, mas isso é passageiro.

(Sendo o Português um dos idiomas mais teclados na Web, explico pros amigos não brasileiros: "adorar", aqui, é o mesmo que gostar muito, apreciar com enlevo...)

Desapegar-se não é desprezar nem desconsiderar. 

Não se deve viver em contradição, hesitação, criando separações que não existem.  Aqui na Terra, encarnados, toda a nossa vida é matéria e energia física.  No Astral, desencarnados, há de ser a mesma coisa: matéria e energia astrais.  E o Espírito, onde fica?  Sem descer ao nível energia e, mais abaixo, ao nível matéria, Espíritos não ficam, apenas são. 

Dificilmente a gente verá almas santificadas que desprezam o mundo.

Já o apego...  Aí a história é outra.  Ensinam as Escrituras (Krishna, no Bhagavad Gita II, 48-51) que devemos atuar sem apegos, com a mente igual no êxito ou no fracasso.



"Porque a ação, ó Arjuna, é muito inferior à ação desinteressada; busca refúgio na atitude de desapego. Desgraçados são os que buscam o fruto de suas ações.

"Neste mundo, um homem dotado dessa atitude de desapego escapa ao fruto das ações, sejam boas ou más.

"Porque os sábios dotados da atitude de desapego, que renunciam ao fruto das ações, são liberados da escravidão do nascimento e alcançam um estado livre de todo o mal."


Bhagad Gita segundo Gandhi, editora Ícone



Sim, aqui é outra história.  Ainda tenho o maior apego pelos resultados de minhas ações.  É meio incrível, mas esse livro, escrito há 5.000 anos, e o bimilenário Evangelho de Jesus, continuam sendo um desafio em minha vida.

Mas, vendo pelo lado agradável, já consigo viver amando a matéria, a energia e as "coisas" do Espírito, o que já é meio passo para a Consciência Divina. ;)


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Carmen.gbi em 09 de Junho de 2011, 18:01


Boa tarde! amigos

Olá, Marcello

Boa noite!

Parabéns pelo tema escolhido .
Precisamos mesmo é nos conhecermos, aceitarmos antes de tudo nossos defeitos e não escondê-los. Assim sendo saberemos com o quê estamos lidando.
E sabem o que precisamos antes de tudo fazer? Exercitar? A coragem.
Temos que perder o medo. Temos que ter coragem de nos enxergarmos e vermos que fomos ou somos na verdade um estereótipo e consequentemente quando resolvermos nos aceitar com nossos defeitos, nos mostrarmos e aí sim, começaremos o conserto.
A partir de conhecer-se a si mesmo fica bem mais fácil se melhorar.

Agora abaixo trecho de texto retirado do Livro Manual Prático do Espírita de Ney Prieto

“Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir ao arrebatamento do mal”?
Um sábio da antiguidade vos disse: CONHECE-TE A TI MESMO. “
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Pergunta 919)


(...)


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral  e pelo esforço que empreende no domínio das más inclinações."
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XVII. Sede Perfeitos. Os bons Espiritistas.)




Como Conhecer-se

A disposição de conhecer-se a si mesmo pode surgir naturalemnte como fruto do amadurecimento de cada um, de forma espontânea, nata, resultante da própria condição espiritual do indivíduo, ou poderá ser provocada pela ação do sofrimento renovador que , sensibilizando a criatura, desperta-a para valores novos do espírito. Uns chegam pela compreensão natural, outros, pela dor, que também é um meio de despertar a nossa compreensão.
Um grande número de indivíduos são levados, devido a desequilíbrios emocionais, a gabinetes psiquiátricos ou psicoterápicos para tratamentos específicos. Através desses tratamentos vêm a conhecer as origens de seus distúrbios, aprendendo a identificá-los e controlá-los, normalizando, até certo ponto, a sua conduta. Porém, isso ocorre dentro de uma motivação de comportamento compatível com os padrões de algumas escolas psicológicas, quase materialistas.
Na Doutrina Espírita, como Cristianismo Redivivo, igualmente buscamos o conhecimento de nós mesmos, embora dentro de um sentido muito mais amplo, segundo o qual entendemos que a fração eterna e insolúvel de nosso ser só caminha efetivamente na sua direção evolutiva quando pautando-se nos ensinamentos evangélicos, únicos padrões condizentes com a realidade espiritual nos dois planos de nossa existência.
É preciso, então, despertar em nós  a necessidade  de conhecer o nosso íntimo, objetivando nossa transformação dentro do sentido Cristão original, ensinado e exemplificado pelo divino Mestre Jesus.
Conhecer exclusivamente as causas e as origens de nossos traumas e recalques, de nossas distonias emocionais nos quadros da presente existência é limitar os motivos dos nossos conflitos olvidando a realidade das nossas existências anteriores, os delitos transgressores de ontem, que nos vinculam aos processos reequilibradores e aos reencontros conciliatórios do hoje.
As motivações que nos induzem a desenvolver nossa remodelação de comportamento projetam-se igualmente para o futuro da nossa eternidade espiritual, onde os valores ponderáveis são exatamente aqueles obtidos nas conquistas nobilitantes do coração.

Percebendo o passado longínquo de erros, trabalhamos livremente no presente, preparando um futuro existencial mais suave e edificante. Esse é o amplo contexto da nossa realidade espiritual, à qual almejamos nos integrar atuantes e produtivos.

O emérito professor Allan Kardec, em sua obra O céu e o Inferno 1ª parte, capitulo VII, mostra nos itens 16º do Código Penal da Vida Futura, que no caminho para a regeneração não basta ao homem o arrependimento. São necessárias a expiação e a reparação. Afirmando que “A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal”, e também “praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se tem sido orgulhoso, amável se foi rude, caridoso se foi egoísta, benigno se perverso, laborioso se ocioso, útil se foi inútil, frugal se intemperante, exemplar se não o foi”.

Como podemos nos reabilitar, dentro dessa visão panorâmica da nossa realidade espiritual, infinitamente ampla, é o que pretendemos, à luz do Espiritismo, abordar neste trabalho de aplicação prática.

Reabilitar-se exige modificar-se, transformar o comportamento, a maneira de ser, de agir; é reformar-se moralmente, começando pelo conhecimento de si mesmo.

Múltiplas são as formas pelas quais vamos conhecendo a nós mesmos, nossas reações, nosso temperamento, o que imprime as nossas ações ao meio em que vivemos, aquilo que é a maneira como respondemos emocionalmente, como reagimos aos inúmeros impulsos externos no relacionamento social.

Podemos concluir que a nossa existência é todo um processo contínuo de reformulação de nossos próprios sentimentos e de nossa compreensão dos porquês, como eles surgem e nos levam a agir.

Quando não procuramos deliberadamente nos conhecer, alargando os campos da nossa consciência, dirigindo-a rumo ao nosso eu, buscando identificar o porquê e a causa de tantas reações desconhecidas somos igualmente levados a nos conhecer, exatamente nos entrechoques com aqueles do nosso convívio, no seio familiar, no meio social, nos setores de trabalho, nos transportes coletivos, nos locais públicos, nos clubes recrativos, nos meios religiosos, enfim, em tudo o que compreende os contatos de pessoa a pessoa.

(do Livro Manual Prático do Espírita de Ney Prieto Peres)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 09 de Junho de 2011, 21:33
Olá a todos! :)

Marccello amigo querido, excelente sua abordagem deste tema tão importante! :D

Aproveito para convidar a todos que buscam orientação como dependentes e co-dependentes, para dar uma passadinha no tópico abaixo:

http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/grupos-de-apoio-precisando-de-ajuda/#ixzz1OoGxBF9I

****************


Oração da Serenidade

Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
para que juntos possamos fazer aquilo que sozinho eu não consigo.
Deus, conceda-me serenidade,
para aceitar as coisas que não posso modificar,
coragem para modificar aquelas que posso,
e sabedoria para reconhecer a diferença entre uma e outra.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento por vez;
Aceitando as dificuldades como o caminho da paz;
Tomando, como ele fez, este mundo pecaminoso como ele é,
não como eu gostaria que fosse;
Confiando em que ele fará todas as coisas certas
se eu submeter-me à sua vontade.
Que eu possa ser razoavelmente feliz nesta vida;
E infinitamente feliz com ele para sempre na próxima.

Amém
!


Abraços fraternos,

Edna☼

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 01:19
Olá querido amigo Ruy!

Eu confesso que tomo remédio para dormir algo que também não é nada bom, tanto que meu médico começou a diminuir a dosagem que agora está em três mg onde eram seis mg o remédio; "Bromazepam". Na próxima ele disse que vai me fazer dividi-lo ao meio que chegará a um e meio, então a retirada total, isso é uma forma de desintoxicação.

Parabéns querido amigo Ruy!

Tenho a certeza que muito breve você não vai precisar tomar os remédios para dormir!

Falando um pouco da insônia:

INSÔNIA

É cada vez mais comum ouvirmos no consultório a seguinte frase:

 - Doutor, me receita um remédio pra dormir! Alguns ainda exigem a prescrição de determinados remédios, pois já experimentaram todos e sabem que no caso deles, alguns funcionam melhor.

Vivemos a época das pílulas milagrosas. Compramos milagres em cápsulas, diariamente e nosso limite é o Céu. Lutero teria de encarnar novamente para lançar uma contra reforma!
Deixemos que a ciência oficial trate da insônia, mas seria interessante abordar alguns aspectos do sono do ponto de vista espiritualista.

Allan Kardec, nos diz no Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a emancipação da alma, que o espírito nunca está inativo, e aproveita as horas de sono para manter relação direta com o plano espiritual, entrando em contato com espíritos encarnados e desencarnados, e visitando lugares bons ou ruins de acordo com sua evolução, de acordo com o que permite a sua própria energia. Isso explica o motivo pelo qual podemos acordar completamente descansados e inspirados e outros dias acordamos mais cansados do que nos deitamos.

Não é incomum, durante os tratamentos no centro espírita, observarmos que algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir porque trazem a casa repleta de espíritos desencarnados que por algum motivo querem prejudicar aquela família, pois é da lei que colhamos hoje o que semeamos ontem. Vemos também que uma das causas frequentes de insônia é o despertar da mediunidade. Durante o entorpecimento natural do sono, quando o espírito começa a se despreender do corpo físico como faz toda noite, esses médiuns novatos começam a ver o ambiente espiritual da casa. Então com medo e receio do desconhecido, recusam-se a dormir, causando problemas enormes para a economia física, e no entanto, seria muito mais fácil estudar e entender o processo mediúnico, se libertando de receios infundados, baseados em crendices.

Se imaginarmos nossa noite de sono como uma viagem a ser empreendida, facilmente compreenderemos que alguns simplemente sabotam seu próprio sono. Qualquer viagem, por menor que seja, exige um preparo mínimo. Verificamos o melhor caminho, a roupa que levamos, o dinheiro, o local onde ficaremos etc..., mas a maioria de nós não consegue nem fazer uma prece antes de dormir. Para alguns não há antídoto melhor para insônia do que iniciar uma prece ou uma leitura edificante. É fatal ! É começar e cair no sono.

Deitamos na cama, nos preparando pra dormir, repletos de problemas, trazendo uma enormidade de situações mal resolvidas, e queremos que nossa noite seja tranquila. Jesus nos diz que onde estiver nosso tesouro, aí se encontrará nosso coração. Como esperar noites tranquilas, acompanhadas pelo nosso anjo da guarda, nosso mentor espiritual, se passamos o dia de forma agitada, ansiosa, intranquila? Com certeza nosso espírito estará junto daqueles e das coisas as quais voltamos nosso sentimento.

Deixemos de ser cristãos de templos, nos preocupando com Jesus somente quando estamos na nossa casa religiosa, e com certeza teremos noites tranquilas, de sono reparador. Refletindo nisso, chegamos a conclusão que dormimos com nosso maior inimigo, nós mesmos.

Os livros de Divaldo Pereira Franco nos relatam inúmeros casos de trabalhadores do bem, encarnados, que aproveitam suas noites de sono na continuação dos trabalhos de ajuda espiritual iniciados durante o dia. Quantos benefícios não colhem esses trabalhadores, aproveitando cada minuto para sua evolução. Cada um encontra o que busca. O que passa o dia acumulando raiva, desentendimentos e stress, com certeza terá uma noite bem diferente daquele que tenta viver em paz consigo mesmo, exercendo sua religiosidade de forma segura.

Pensemos nisso. Paz e luz a todos!

Fonte:
http://medicinaespiritual.blogspot.com/2006/04/insnia.html

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 01:38
Olá querida amiga Hebe!

Estamos falando de vícios, a DE esclarece sobre o sofrimento do espírito que ainda preso a matéria sofre por não poder satisfazer seu vício e em caso de obsessão permanece no ambiente de espíritos encarnados afim. Pode por vingança ou apenas por afinidade obsedar alguém, induzindo a beber ou fumar ou se drogar, porém tem que haver uma concordância com o obsedado, se não for assim, nada feito.

Perfeito  amiga Hebe, reforçando o seu comentário, vejamos o que diz  O Livro dos Espíritos – Allan Kardec:

467 Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal? – Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.

468 Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas? – O que quereis que façam?  Quando não há nada a fazer, desistem da tentativa; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

De forma alguma existe vampirização no dizer da DE a não ser em termos pejorativo, não existe sucção de qualquer substância por parte de Espíritos aos encarnados e sim apenas afinidades morais que o faz agir.

Aproveitando o comentário de nossa amiga Hebe, citando o tema vampirismo que muito nos interessa conhecer para sabermos a real dimensão de nossa responsabilidade, vamos fazer um parêntese sobre o assunto, utilizando o conhecimento singular de um grande estudioso espírita:

“Com muita felicidade e propriedade, o querido mentor espiritual Emmanuel diz ser José Herculano Pires “o metro que melhor mediu Kardec” e “a maior inteligência espírita contemporânea”. De fato, ninguém conseguiu, com tanta maestria e segurança, ser tão profundo no contexto doutrinário, em perfeita sintonia com Jesus e o codificador do Espiritismo, como J. Herculano Pires, “O Apóstolo de Kardec”, assim denominado com máxima justiça por seu amigo e biógrafo Jorge Rizzini.”

http://ometroquemelhormediukardec.blogspot.com/2010/06/prefacio-americo-domingos-nunes-filho.html

Com a palavra Herculano Pires:

(...) As pesquisas sobre a reencarnação, implantadas na Universidade de Moscou pelo Prof. Wladimir Raikov propagaram-se nas demais universidades soviéticas. Sendo os espíritos nada mais que os homens desencarnados, é fácil compreender-se que as relações possíveis entre homens e espíritos, no campo afetivo e mental, permitem as ligações de espíritos viciados com homens de tendências viciosas. Esse o novo tipo de vampirismo que surgiu das pesquisas espíritas em meados do século XIX. Os problemas da perversão sexual, do alcoolismo, dos tóxicos e das tendências criminosas entram assim numa nova perspectiva, escapando ao círculo fechado da hereditariedade biológica, dos processos endógenos para a abertura ,dos processos exógenos. As pesquisas de Kardec nesse sentido foram decisivas. O tratamento desses casos tornou-se mais seguro, confirmando-se a teoria pelos fatos de cura, particularmente dos casos considerados incuráveis. Posteriormente, os resultados obtidos nos Centros Espíritas, e em muitos hospitais espíritas, deram de sobejo a plena confirmação dessa descoberta ao mesmo tempo assustadora e consoladora. (...)

(...) O racionalismo frio das Ciências Materiais fundiu-se ao calor humano das Ciências do Espírito. A metodologia mecanicista cedeu lugar a novas formas metodológicas de pesquisa, baseadas na adequação do método ao objeto, ante a evidência do rompimento dos conceitos tridimensionais da realidade objetiva. Novas dimensões do real surgiram do reconhecimento da multidimensional idade das constituições atômicas e subatômicas da realidade intangível dos elementos e da natureza humana em sua essência invisível. Remontando do efeito à causa, as Ciências fragmentárias se unificaram nos fundamentos conjugados da causa única de todos os efeitos. (...)

(...) A economia da Natureza nos revela a unidade funcional de todos os processos vitais. A Natureza, em sua infinita variedade de coisas e seres, não esbanja energias e formas, conteúdos e continentes, em suas estruturações. Do reino vegetal ao reino animal o processo criador é uno, obrigando-nos a uma concepção monista do Universo. A Fisiologia da Natureza, segundo a lei da diferenciação na unidade, mostra-se estruturada e funcionalizada, pelos mesmos sistemas adaptados a cada reino. Da seiva do vegetal ao sangue dos animais e do homem, das estruturas óticas inferiores às superiores, a organização é a mesma. Dos sistemas de motilidade e percepção e de alimentação e assimilação das plantas, ao homem o sistema de funcionalidade só varia no tocante às adaptações específicas. Da mesma maneira e pela mesma razão, o parasitismo vegetal se desenvolve na direção do parasitismo animal e do vampirismo hominal-espiritual. E assim como o parasitismo influi no desenvolvimento das plantas e no comportamento dos animais, o vampirismo influi no comportamento humano individual e social. Entre os vários elementos, coisas e seres 'que agem sobre o comportamento humano, o mais perturbador e. O que mais profundamente ameaça as estruturas físicas e espirituais do ser humano é o vampirismo, porque é a atuação consciente de um ser sobre outro, para deformar-lhe os sentimentos e as idéias, conturbar-lhe a mente e levá-lo a práticas e atitudes contrárias ao seu equilíbrio orgânico e psíquico. No parasitismo, mesmo no espiritual, há uma tendência de acomodação do parasita na vítima. A lei é a mesma do parasitismo vegetal e animal. A entidade espiritual parasitária procura ajustar-se ao parasitado, na posição de uma subpersonalidade afim. Ambos vivem em sintonia, mas o parasita às custas das energias do parasitado, cujo desgaste naturalmente aumenta de maneira progressiva. Ambos ganham e perdem nessa conjugação nefasta. O parasitado sofre duplo desgaste de suas energias mentais e vitais e o parasita cai na sua dependência, perdendo a sua capacidade individual de sobrevivência e conservação. A morte do parasitado afeta o parasita, que morre sugestivamente com ele, pois perdeu a capacidade de viver, sentir e pensar por si mesmo. Os casos de pessoas dependentes, excessivamente tímidas, desanimadas, inaptas para a vida normal, essas de que se diz que "passaram pela vida, mas não viveram", são tipicamente casos de parasitismo. As próprias condições orgânicas dessas pessoas, que não reagem devidamente aos socorros medicamentosos, à alimentação e aos estímulos do meio, de práticas espirituais ou físicas, decorrem de deficiências orgânicas, mas também da sobrecarga invisível do parasitismo espiritual. As medicações estimulantes e os tratamentos psicológicos raramente produzem os efeitos desejados. Mas a conjugação desses recursos habituais com o tratamento espiritual para a expulsão do parasita, que representa no organismo da vítima uma forma de subvida consumidora, geralmente produzem efeitos surpreendentes. As causas dessa situação mórbida decorrem de processos kármicos originados por associações criminosas em vidas anteriores dos comparsas. Os recursos espirituais são os passes espíritas, a freqüência regular a reuniões mediúnicas, o estudo e a leitura dos livros espíritas básicos, a prática da prece individual diária pelo parasitado em favor do parasita ou parasitas.

Todas essas providências devem ser orientadas por pessoas conhecedoras do Espiritismo, despretensiosas e dotadas de bom-senso, o que permitirá o controle do processo de cura. Todas as práticas exorcistas, queima de ingredientes, queima de defumadores, aplicação ginástica de passes formalizados, uso de plantas supostamente milagrosas ou objetos de magia só poderá agravar a situação. O espírito parasitário é uma criatura humana com os direitos comuns da espécie humana e deve ser sempre encarado como parceiro dos sofrimentos do parasitado. Nesses tratamentos não se deve desprezar o concurso médico, pois os efeitos negativos do parasitismo espiritual, depauperando o organismo da vítima, propiciam também a infiltração dos parasitas do meio físico, que devem ser combatidos com os medicamentos específicos. Embora a ação espiritual das entidades protetoras possa também ajudar o reequilíbrio orgânico, a presença de um médico, se possível espírita, se faz necessária. Enganam-se os que se voltam contra a Medicina nessas ocasiões, pois as leis e os recursos do meio físico são mais apropriados nesses casos. Cada plano da Natureza tem as suas exigências específicas, que precisamos respeitar.
Existem também os Espíritos da Natureza, que trabalham no plano físico. Essas entidades semimateriais, de corpos perispiríticos, estão em ascensão evolutiva para o plano hominal. São os chamados elementares da concepção teosófica, derivada das doutrinas espiritualistas da Índia. As funções dessas entidades na Natureza são de grande responsabilidade. O Espiritismo põe sua ênfase no estudo e na investigação dos espíritos humanos, que são os do nosso plano evolutivo, dotados de consciência e inteligência racional mais desenvolvida. Os parasitas já pertencem ao plano humano. São considerados na Teosofia e em outras correntes espiritualistas como larvas astrais. Na verdade não são larvas nem elementares, são entidades que necessitam da ajuda da doutrinação. (...)
J. Herculano Pires – Livro Vampirismo

Obrigado amiga Hebe! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 01:40
Olá amigo Marco!

Ninguém renuncia à sexualidade sem sofrer as consequências disso, ainda que não vá perecer por tal opção. O importanto (como, de resto, em tudo na vida) é a moderação --- aqui entendida como um valor composto de respeito, integridade, honestidade e responsabilidade.

É necessário desenvolvermos o equilíbrio em nossas ações.

Obrigado Marco! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 01:50
Olá querido amigo Ram!

Ensinam as Escrituras (Krishna, no Bhagavad Gita II, 48-51) que devemos atuar sem apegos, com a mente igual no êxito ou no fracasso.

É meio incrível, mas esse livro, escrito há 5.000 anos, e o bimilenário Evangelho de Jesus, continuam sendo um desafio em minha vida.

Mas, vendo pelo lado agradável, já consigo viver amando a matéria, a energia e as "coisas" do Espírito, o que já é meio passo para a Consciência Divina. ;)

Aproveitando nosso querido amigo Ram, grande conhecedor das Escrituras Krishna, não sei se seria bem o termo, vamos observar algumas palavras de Krishna, ditas há cerca de 3.500 anos, corrija-me Ram caso esteja errado.

Palavras que ensinam sobre a Imortalidade da alma  que concordam com o que Jesus afirmou e que o Espiritismo veio elucidar.

Vamos refletir:

“O verdadeiro Ser vive sempre. Assim como a alma incorporada experimenta infância, maturidade e velhice dentro do mesmo corpo, assim passa também de corpo a corpo — sabem os iluminados e não se entristecem.

Quando os sentidos estão identificados com objetos sensórios, experimentam sensações de calor e de frio, de prazer e de sofrimento — estas coisas vêm e vão; são temporárias por sua própria natureza. Suporta-as com paciência!

Mas quem permanece sereno e imperturbável no meio de prazer e sofrimento, somente esse é que atinge imortalidade.


Compreende como certo, que indestrutível é aquilo que permeia o Universo todo; ninguém pode destruir o que é imperecível, a Realidade.

Perecíveis são os corpos, esses templos do espírito — eterna, indestrutível, infinita é a alma que neles habita.

Quem pensa que é a alma, o Eu, que mata, ou o Eu que morre, não conhece a Verdade. O Eu não pode matar nem morrer.

O Eu nunca nasceu nem jamais morrerá. E uma vez que existe, nunca deixará de existir. Sem nascimento, sem morte, imutável, eterno — sempre ele mesmo é o Eu, a alma. Não é destruído com a destruição do corpo (material).

Quem sabe que a alma de tudo é indestrutível e eterna, sem nascimento nem morte, sabe que a essência não pode morrer, ainda que as formas pereçam.

Assim como o homem se despoja de uma roupa gasta e veste roupa nova, assim também a alma incorporada se despoja de corpos gastos e veste corpos novos.

Armas não ferem o Eu, fogo não queima, águas não molham, ventos não o ressecam.

O Eu não pode ser ferido nem queimado; não pode ser molhado nem ressecado — ele é imortal; não se move nem é movido, e permeia todas as coisas — o Eu é eterno.

Inevitável é a morte para os que nascem; todo o morrer é um nascer — pelo que, não deves entristecer-te por causa do inevitável.”

Obrigado amigo Ram por estes ensinamentos que servem para nossa reforma íntima! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 01:57
Olá querida amiga Carmen!

Precisamos mesmo é nos conhecermos, aceitarmos antes de tudo nossos defeitos e não escondê-los. Assim sendo saberemos com o quê estamos lidando.
E sabem o que precisamos antes de tudo fazer? Exercitar? A coragem.
Temos que perder o medo. Temos que ter coragem de nos enxergarmos e vermos que fomos ou somos na verdade um estereótipo e consequentemente quando resolvermos nos aceitar com nossos defeitos, nos mostrarmos e aí sim, começaremos o conserto.
A partir de conhecer-se a si mesmo fica bem mais fácil se melhorar.

Referência necessária para realizarmos nossos esforços em busca de vencermos a nós mesmos. Obrigado amiga Carmen pela lucidez! ;)

Falando em coragem...

Nota da coragem

Não te afastes da paciência quando as dificuldades se agravem.
Ainda que provações inesperadas te espanquem o coração, conserva a serenidade e segue adiante, agindo e servindo.
Pensa nos que perderam a fé e tropeçaram na violência; medita nos que tombaram em desespero e resvalaram na loucura.
O verbo que te vergasta pode ser enfermidade em forma de insulto e a mão que te golpeia estará provavelmente sob o impulso das trevas.
A coragem não é revidar, nem cair na exibição de poder.
A coragem verdadeira ergue-se da compreensão e da bênção, quando o desequilíbrio tenta assaltar-te.
Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem.
Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o céu te ouve e Deus te sustentará.
(Ditado pelo espírito Meimei)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:06
Olá querida amiga Edna!

Aproveito para convidar a todos que buscam orientação como dependentes e co-dependentes, para dar uma passadinha no tópico abaixo:

http://www.forumespirita.net/fe/convivio-dos-membros-do-forum/grupos-de-apoio-precisando-de-ajuda/#ixzz1OoGxBF9I

Maravilhosa iniciativa em abrir este espaço! Voltado para o socorro de pessoas enfermas dos vícios. Sabemos o quanto é difícil reagir sem o apoio de um grupo. Brilhante idéia. Parabéns!

Oportuna a sua observação, mais adiante, quando adentrarmos na ajuda propriamente dita, em busca do crescimento interior, falaremos um pouco dos grupos de ajuda.

Linda prece...nos revigora para seguirmos em frente. Obrigado amiga! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Hebe M C em 10 de Junho de 2011, 02:17
Boa Noite Marcelo,
Eu conheço este texto do Herculano, e o Moura já trouxe o sentido que ele quis usar várias vezes no FE sobre o termo vampirismo, não tem o mesmo significado que é dado por outros autores, de qualquer foram valeu, porque muitos ainda não tinham lido.

Um abç
Hebe
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:45
Olá queridos(as) amigos(as)!

Continuemos os estudos sobre os vícios.

Jogo

Recentemente, o psicólogo italiano Daniele Pauletto divulgou uma tese revolucionária relacionada a um vício que aterroriza pais e mães em todo o mundo: a videomania. Daniele garante que videogames, apesar da aparência inocente, podem ter efeitos nefastos. Para ele, a irradiação contínua de imagens luminosas superestimula o lóbulo occipital direito, que regula as emoções no cérebro, ao mesmo tempo que atrofia o occipital esquerdo, responsável pela capacidade analítica e crítica das pessoas. Esta síndrome, batizada de vídeo-hiperestesia — ou seja, extrema sensibilidade aos estímulos do vídeo —, leva freqüentemente os fanáticos por esses joguinhos a perder o contato com a realidade e entrar numa espécie de estado hipnótico.

Daniele Pauletto chegou a essas conclusões depois de estudar o comportamento de um menino de 9 anos — Francesco — que passava mais de oito horas por dia jogando videogame. “Foi o meu caso mais espetacular. Francesco já não queria mais nem comer nem dormir. Na escola, não conseguia assimilar o que os professores ensinavam e começou a evitar os amigos”, lembra o psicólogo italiano, que aplicou uma curiosa terapia ao jovem paciente: espalhou pela casa de seus pais enormes cartazes coloridos com a inscrição game over (o jogo acabou), e conseguiu conter a fixação de Francesco pelo “vício”.

No Brasil, onde já foram vendidos mais de 1 milhão desses aparelhos, os casos de viciados são cada vez mais numerosos. “Comecei com aqueles telejogos primitivos”, conta o artista gráfico paulista Tadeu Cerqueira Ferreira, de 22 anos. Na época, ele tinha 14. “Jogava mais de oito horas por dia, não tinha vida social e minha mãe vivia revoltada.” Felizmente, as broncas e alguns problemas de saúde — astigmatismo e taxa alta de colesterol, devido à pouca atividade física — fizeram as vezes de terapeuta para Tadeu. Ele pôs um freio na “fissuração” e até recuperou as antigas amizades. “Mas continuo jogando toda noite.”

Entre nós, porém, a videomania ainda não registrou situações hilárias como uma disputa recente que aconteceu no tribunal da pequena cidade espanhola de Villarreal. Um marido, identificado apenas como Antonio, pediu separação da mulher, María del Carmen, de 35 anos, alegando que ela é videomaníaca irrecuperável. Antonio assegurou que Carmen dedicava todo o tempo aos jogos e andava mais preocupada em fugir do pacman do que cuidar da casa ou cozinhar.

Um estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que os videogames, além do incentivo à violência, limitam a imaginação. Para a maioria dos psicólogos, porém, utilizados com moderação, os games podem ajudar as crianças, já que aumentam a coordenação visual e motora, a concentração e até a memória. Além disso, os jogos ajudam crianças a lidar mais facilmente com computadores. O perigo está no excesso.

http://super.abril.com.br/saude/habito-droga-quando-praticas-rotina-viciam-440805.shtml



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:48
Só por hoje eles não fizeram a primeira aposta. Estas histórias são reais, com pessoas de verdade. Parafraseando o cineasta Jorge Furtado, eles têm o telencéfalo desenvolvido e o polegar opositor; são seres humanos, erram e têm fraquezas, no entanto, se diferenciam da coletividade por terem uma patologia: o vício pelo jogo.

As histórias e hábitos de quem joga são bem parecidos. Perder horas de trabalho ou escola devido ao jogo, causar infelicidade à família, depreciar a própria reputação em casa ou junto aos amigos de serviço, sentir remorso após jogar, jogar até o último centavo, pedir dinheiro emprestado, vender bens para financiar a jogatina; todos estes comportamentos são recíprocos aos que têm o jogo como vício. Nesta reportagem, os personagens viciados em jogo terão as identidades preservadas; serão usados nomes fictícios.

E não é preciso ir muito longe de casa ou do trabalho para encontrar casas clandestinas de jogos para colocar a jogatina em prática diariamente, várias vezes ao dia. Na avenida Central, em Barcelona, na Serra, uma casa de jogos irregulares funciona, de segunda a segunda, sempre após as 19 horas. A reportagem da Redação Multimídia esteve no local e comprovou em vídeo a contravenção. Em um típico bar de periferia, com área para fumantes e não-fumantes, em plena terça-feira, todos os lugares estavam ocupados. A maioria dos clientes era formada por senhores aposentados que perdem dinheiro a cada rodada do bingo.

Foi constatado que se perde muito nestas casas. Cada cartela custa R$ 3,00. Parece pouco, mas em horas de jogo pode-se perder a aposentadoria, como acontece com Seu 'Norberto'. Dependendo de quantas cartelas ele compra por rodada, vai-se uma bela quantia. "No local funciona um bingo e seis caça-níqueis. Há algo de muito nebuloso neste lugar, porque, sempre que a polícia vai fiscalizar o bar, as máquinas somem. Ninguém sabe quem são os donos do estabelecimento", destaca um dos filhos de Seu 'Norberto'.

O aposentado, conta o filho indignado, gasta todo dinheiro com os jogos. A família do patriarca viciado em jogo sofre com o acúmulo de dívidas. "Todo dinheiro que entrava em casa ia para o jogo. O que ele ganha no bingo ou no caça-níquel volta para a mão do dono da casa de jogos. Religiosamente, no mínimo, a metade da aposentadoria do meu pai vai para o lixo. O pior é que ele sabe que a máquina manipula o resultado, mas, mesmo assim, joga".

O filho de Seu 'Norberto também destaca que o pai tem o pretexto de ir tomar cerveja no bar, mas acaba jogando. Com o que deve cria um vínculo com o proprietário do bar. "O viciado em jogo é o melhor pagador. Ele deixa de comer e tira o dinheiro da família para pagar os credores, visando apenas a voltar a jogar. Já falamos que levaríamos ele para uma associação de jogadores anônimos, mas ele não reconhece o vício. Aos poucos nós perdemos o que temos. Principalmente no dia 05, ele vai ao bingo, só que há 90 dias eu e meus irmãos conseguimos controlar o cartão do banco dele".

Não foi uma vida fácil, pois a compulsão foi piorando e as dívidas aumentando


Compulsão

A psiquiatria classifica este vício como um transtorno de hábitos impulsivos, como a cleptomania (impulso irresistível e mórbido para o roubo), a piromania (monomania de incendiar) e as compulsões por sexo e por comprar.

Nos anos 80, o campista 'Mário', de 54 anos, teve uma grande felicidade com o jogo. Ganhou uma boa quantia em dinheiro na 'Quina'. Comprou carro do ano e apartamento. Já tinha uma vida de sucesso profissional e um bom salário. "Depois disso, passei a jogar sempre em todas as modalidades da loteria", conta 'Mário', que hoje freqüenta regularmente as reuniões dos Jogadores Anônimos (JA).

O contato de 'Mário' com os caça-níqueis começou de uma forma inocente, para não dizer, infantil. Ele, surpreendentemente, se viciou em máquinas de bichinho de pelúcia, aquelas em que o jogador deposita uma moeda de R$ 1,00 e, com um garra, tenta resgatar um brinquedinho. "No início meu gasto não passava dos R$ 10,00, mas com o tempo, como viajo muito de carro, passei a ficar horas e horas em postos de gasolina à beira das estradas para jogar", disse.

Auto-estima baixa

Segundo ele, foi neste período que a mentira entrou em sua vida. Para ficar ao lado das máquinas ele passou a enganar os patrões e mentir para a esposa. "Quando me ligavam, dizia que o carro tinha quebrado e que voltaria apenas no outro dia. O próximo estágio deste vício foi o meu descuido com a higiene pessoal. Não fazia a barba, nem cortava o cabelo e só queria o jogo, que se tornou meu melhor amigo".

O senhor 'Mário' gastou muito dinheiro com o jogo. Viciado em caça-níqueis perdeu nas máquinas a verba do fundo de garantia e da poupança dos filhos. Para pagar dívidas de jogo, vendeu carro, hipotecou o apartamento e diz que chegou muito além do fundo do poço. Por várias vezes pensou em se matar. "O que um dia foi minha razão de viver, a minha verdade, passou a ser meu suplício, o meu fim", emocionou-se em um depoimento inflamado durante uma reunião do JA.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:49
Nas sessões dos Jogadores Anônimos, as pessoas não obtém a cura, mas a paralisia da doença. É o que diz quem participa das reuniões. O dependente 'Roberto' explica que o vício pelo jogo é incurável e se assemelha muito ao diabetes, que também não tem cura, mas com o controle da insulina tem seu efeito estacionado. Este vício, reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde, não atinge somente pessoas de classe socioeconômica elevada, mas pode bater a porta das mais diversas famílias.

Agiotas

No caso do capixaba 'Gustavo', de 53 anos, o vício no jogo extrapolou os limites de sua renda, afinal, ele não tinha carro, nem casa para vender. Para bancar a jogatina, pegou empréstimo em cinco grandes bancos, além de usar serviços de agiotas. "Fiz dívida em cima de dívida, pegava dinheiro emprestado, mas em vez de quitar meus débitos por completo, gastava mais com o jogo. Um certo dia, já derrotado pelo jogo e pelo álcool, me deparei em um beco com R$ 26,00 no bolso. Tinha duas máquina e, impulsivo, joguei R$ 25,00. Perdi o dinheiro, fiquei com R$ 1,00. Revoltado, depressivo, mas com a idéia de parar, desde este dia a nota está na minha carteira e é um simbolo da minha reviravolta".


'Olavo' jogou por 40 anos sem saber que o vício era doença. Perdeu emprego, família e tudo que tinha. "Quando as portas começaram a fechar vi que, ou eu me entregava de vez, ou levantava. Estou há 12 anos sem jogar, consegui refazer minha vida".

Casado e morando na zona sul do Rio de Janeiro, 'Olavo' diz ser um milagre. "Mas, tem uma coisa. Vivo em uma linha de equilíbrio. Isso porque o jogador compulsivo que está sem jogar corre o risco de cair em outra compulsão e desenvolver outro vício que pode vir a ser um caminho sem volta. Conheço um alcoólatra que começou a jogar e, além do JA frequenta o AA. Migrar para outra compulsão é uma tentação. Evito até pensar nisso, temo cair na tentação de mulheres, drogas ou álcool. Há aqueles que passam a comer tudo que vêem pela frente".

De acordo com 'Olavo', por vivência, acredita que quem tem compulsão por jogo tem que saber que não tem cura, mas tem controle. Para isso, "tem que viver um dia de cada vez. Se você quer jogar, é um problema seu. Se você quer parar, é um problema nosso".


Fichas de poker, cartas e dinheiro apeendidos em um cassino clandestino de Guarapari

Diferente dos outros viciados em tratamento, o senhor 'Josias' tem fixação pelo bingo e pelo jogo do bicho.

"Comecei a participar do JA há cinco anos e, desde então, não jogo mais. Eu era viciado em jogo do bicho, jogava todos os dias. Não foi uma vida fácil, pois a compulsão foi piorando e as dívidas aumentando. Eu pegava dinheiro emprestado com amigos, usando do meu prestígio com eles, e depois não conseguia pagar. Não cheguei a perder casa, família, mas foi quase. Com a ajuda de outros jogadores, vi que minha recuperação era possível e que ia superar".

Superação e distância do jogo é o que muitas famílias esperam de seus entes queridos envolvidos com o vício. 'Josias', pela experiência, comenta que viciados em jogo, no Espírito Santo, podem lotar facilmente um Maracanã. "É mais comum do que se imagina". O estrago que o jogo traz às vidas destas pessoas toma proporções que muitos duvidam, como é a situação enfrentada por 'Roque' filho de 'Norberto', de 65 anos, um aposentado que gasta todas as economias no bingo.


Máfia dos caça-níqueis

O titular da Delegacia de Costumes e Diversões, a Decodi, Orlando de Oliveira, que apreendeu 25 caça-niqueis em Guarapari, no último final de semana, conta que a dificuldade de flagrar estes mini-cassinos é o poder de comunicação que eles têm, além das máquinas caça-níqueis agora serem fabricadas no Estado.

"Em pouco tempo são abertos novos locais de jogo clandestino e está se formando uma máfia dos caça-níqueis no Espírito Santo. Há toda uma organização criminosa montada para lavar o dinheiro do bingo. Também existe uma proteção enorme em torno de quem fabrica máquinas e de quem é dono de bares, fato que dificulta a ação da polícia. A Decodi fará uma grande operação, não pela contravenção, mas pela fonte de corrupção gerada por este tipo estabelecimento".

O delegado Orlando explica ainda que o responsável pelo bingo não comete um crime, mas sim uma contravenção. Se flagrado, é detido, assina um termo de compromisso com a justiça e é liberado. Em caso de reincidência, o infrator pode ser condenado a penas alternativas e, dependendo do juiz, pode ser preso.

Preocupado com a família capixaba Orlando defende a realização de assembléias com os jogadores anônimos, porque o vício no jogo é real e dá força a um sistema corrupto de lavagem de dinheiro. Em Vitória, esta associação, que está aberta para ajudar os viciados em jogo, está localizada em Maruípe e recebe pessoas de todas as idades.

http://pokermanaus.forumeiros.com/t758-jogatina-e-o-vicio-dedico-esse-post-aos-viciados-do-jornal
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:55
O Consolador - Emmanuel - questão 215

“Pergunta: Os chamados Homens de Sorte” são guiados pelos Espíritos amigos?

Resposta: Aquilo que convencionastes apelidar “sorte” representa uma situação natural no mapa de serviço do Espírito reencarnado, sem que haja necessidade de admitirdes a intervenção do plano invisível na exceção das experiências pessoais.


O Livro dos Espíritos - questão 865

“Pergunta: Como explicar a sorte que favorece certas pessoas em circunstâncias que não dependem da vontade nem da inteligência, como no jogo, por exemplo?

Resposta: Certos Espíritos escolheram antecipadamente determinadas espécies de prazer, e a sorte que os favorece é uma tentação. Aquele que ganha como homem perde como Espírito: é uma prova para o seu orgulho e a sua cupidez.


Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes

“Por esse tempo, o jogo absorvia-o e ele se endividava, causando sobressaltos à sua mãe, que temia vê-lo às voltas com a polícia. Mesmo assim, porém, apesar de encontrar-se sofrivelmente colocado e contando com apenas 22 anos de idade, Leonel casou-se. Os primeiros meses deslizaram normalmente mas, de súbito, Leonel entra a sonhar com grandes quantias em seu poder, oriundas do jogo. Sente-se rico em sonhos agradáveis, e rodeado de prazeres. Tais sonhos se distenderam em sugestões, durante a vigília, e um desejo ardente de ser rico. Ele tornou-se neurastênico, irritadiço. Não falava a amigos, não mais cumprimentava os próprios companheiros de trabalho. E a todos os instantes, com a mente assoberbada de preocupações, os perseguidores implacáveis do mundo espiritual segregavam-lhe a intuição das trevas.
Retira, retira outras importâncias ... Hás de recuperar tudo...
A sorte hoje será tua... cada uma tem o seu dia ... Hoje é o teu grande dia, para obteres fortuna e recompensas felizes ao muito que tens sofrido...
No entanto Leonel, perdia, ainda e sempre, porque o perseguidor o acompanhava à mesa das cartas para não deixá-lo ganhar.”


Com a vida em jogo

Muitas pessoas jogam compulsivamente, arruinando a carreira profissional, a vida familiar e até social.

Como compreender e auxiliar estes jogadores anônimos?

O que leva uma pessoa a viciar-se em jogos de loteria, corrida de cavalos, videopôquer, caça-níqueis, bicho, baralho ou bingo? A abrir mão de seu trabalho, sua família, amigos, de seus estudos? A perder o controle de si mesma e ficar cada vez mais dependente dos jogos? A vender tudo o que tem e contrair dívidas, a ficar na amargura da sarjeta? Estudos apontam que a pessoa que possui este tipo de distúrbio, quando chega ao fundo do poço, tenta o suicídio. A revista Science publicou que a desordem comportamental mais semelhante à dependência das drogas é o vício do jogo. Estudos mostraram que mais da metade dos jogadores apresentam sintomas de abstinência menos intensos, porém, muito semelhantes aos dos usuários de drogas: distúrbios de sono, irritabilidade e sudorese que se acalmam diante da mesa do jogo.

Estima-se que de 1% a 4% da população brasileira joga compulsivamente. Este percentual é tão alto devido a dois motivos: o primeiro é o indivíduo pensar que pode resolver todos os seus problemas financeiros por meio do jogo; segundo, é que no Brasil temos atualmente centenas de casas, bares e lanchonetes que, somados, teremos milhares de máquinas de videopôquer e caça níqueis, isto sem contar os outros tipos de jogos citados no início deste artigo. Sendo assim, o jogo se torna um negócio rentável onde, normalmente, os únicos que perdem e sofrem são os dependentes deste vício e seus familiares.

A categoria de jogadores pode ser dividida em três tipos: eventuais, que jogam na loteria esporadicamente ou quando o prêmio está acumulado; sociais, que jogam de vez em quando com os amigos; e os patológicos, que jogam compulsivamente e deixam o jogo interferir na sua vida profissional e familiar.

O viciado em jogo, quando começa este hábito, imagina ganhar muito dinheiro, mas seus sonhos vão por água abaixo quando começa a perder. Ele não aceita esta situação e insiste em continuar jogando. Algumas pessoas perdem em um dia seu salário do mês; outras vezes, verdadeiras fortunas são destruídas em pouco tempo. E quando a pessoa ganha, este dinheiro é revertido novamente para o jogo, tornando um ciclo vicioso e fatal.

Especialistas explicam que quando o jogador ganha um determinado valor significativo no jogo, o cérebro recebe uma descarga de dopamina, substância responsável por sensações de prazer e bem-estar.

Os homens são a maioria neste vício, mas um número significativo de mulheres é acometido por este distúrbio, que desenvolvem até quatro vezes mais rápido que os homens. O número de mulheres que tentam o suicídio é também superior.

Interessado neste assunto, visitei um bar onde havia diversas máquinas de videopôquer e caça-níqueis. Pessoas colocavam moedas de R$ 0,25, apertavam o botão ou puxavam a alavanca e esperavam o resultado. Na maioria das vezes era negativo. Novas moedas eram colocadas, umas atrás das outras. Olhos fixos na máquina a espera do resultado. Um senhor, depois de colocar várias vezes algumas moedas, ganhou 80 moedas. Voltou a jogar de novo tudo o que havia ganho. Outro senhor chegou perto de mim e disse que, só naquele dia, havia perdido R$ 75,00 e que tudo aquilo era ilusão, mas que não conseguia se libertar daquele vício. Minutos depois, lá estava ele novamente jogando. Saí daquele bar com um mal estar em vê-los naquela jogatina; pareciam estar hipnotizados.

Extraí do site dos jogadores anônimos uma pequena história. Ela diz que tudo começou através de uma reunião entre dois homens, em janeiro de 1957. Estes homens possuíam uma história repleta de confusão, encrencas, misérias, dívidas e uma obsessão para jogo. Eles começaram a se reunir regularmente, e conforme passaram os meses, nenhum deles tornou a jogar. Em conseqüência disto, formou-se uma publicidade favorável e a primeira reunião do grupo de Jogadores Anônimos aconteceu numa sexta-feira, 13 de setembro de 1957, em Los Angeles, Califórnia. Desde essa data, a irmandade vem crescendo com firmeza e os grupos estão florescendo por todas as partes do mundo. Jogadores Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolverem o seu problema comum e ajudarem outros a se recuperar da compulsão ao jogo.

Por mais que alguns considerem o vício do jogo um desequilíbrio ou uma doença, devemos analisar também o lado espiritual. Já reencarnamos várias vezes; tivemos muitas vidas, fizemos grandes amigos, da mesma forma que prejudicamos outras pessoas, o que vem acarretar um número considerável de inimigos. E são estes desafetos que passam a obsediar o antigo adversário. Muitas vezes, não têm dificuldades em tal mister, pois o pensamento do encarnado entra em sintonia com os obsessores, facilitando o controle da mente. Sendo assim, a "presa" se torna alvo de manipulação e o vício do jogo é um caminho para destruir materialmente e moralmente o indivíduo.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 02:58
Auxílio espiritual

Sem a fé e sem a oração, o obsediado se deixa levar pelos males do jogo. Precisa chegar ao fundo do poço para lembrar-se de Deus. E é neste momento que alguém aparece na vida desta pessoa para encaminhá-la ao tratamento devido. Só que, muitas vezes, até este momento chegar, a pessoa já perdeu amigos, filhos, esposa, emprego etc. É como se tivesse chegado à beira do abismo, pronto para pular. E muitos acabam pulando, ou seja, praticam o suicídio, pois pela falta de fé, não conseguem identificar os enviados de Deus que poderiam lhe ter auxiliado a encontrar o tratamento que tanto necessitavam para vencer aquelas adversidades espirituais.
No livro Fundamentos da Reforma Íntima, de Abel Glaser, pelo espírito Cairbar Schutel, podemos ler que "o ser humano que não exercita a autocrítica deixa de fortalecer e cultivar sua fé nos postulados cristãos, terminando por agir camufladamente no tocante aos seus sentimentos. Com isso, torna-se presa fácil dos inimigos do Bem. Atrai e deixa-se levar pela obsessão. Por outro lado, quem está sob esse processo nefasto, fraqueja nas condições efetivas de empreender a reforma íntima. Com isso, surge o círculo vicioso da obsessão/ausência de reforma íntima".

Nos centros espíritas, o encarnado pode conseguir ajuda e tratamento através da desobsessão, palestras públicas, água fluidificada, leituras edificantes e o culto do evangelho no lar. Mas a pessoa deve estar disposta a fazer uma reforma íntima e moral, mostrando aos seus obsessores que não são mais aqueles algozes do passado. "Vista sob o prisma genérico, a reforma íntima é o propulsor indispensável para fazer todo o processo global da evolução do ser e impulsioná-lo à total purificação. No ângulo específico, a reforma íntima constitui-se de atos isolados, no dia-a-dia do encarnado, levando-o a melhorar-se nas suas mais variadas atitudes, para depois, ampliando o contexto, alterar sua conduta, tornando-a cada vez mais próxima do comportamento ideal e cristão", escreve Abel Glaser.

Vale sempre lembrar que o encarnado deve tomar muito cuidado com seus atos e pensamentos. Em Estudando a Mediunidade, Martins Peralva escreve que "pensar demais em si mesmo e nos próprios problemas, determina uma auto-obsessão. O indivíduo passa a ser o ´obsessor de si mesmo´ . Não haverá um perseguidor: ele é, ao mesmo tempo, obsessor e obsidiado". Ou seja, o imediatista, que quer resolver todos os seus problemas da noite para o dia e vê no jogo uma solução rápida, acaba caindo na teia das ilusões, pegando um atalho que vai levá-lo a um caminho distante, algumas vezes sem volta, outras vezes doloroso, ao retornar para a estrada principal da vida, que é a evolução do ser (na estrada da evolução não existem atalhos).

Este artigo tem a intenção de fazer com que aquelas pessoas que estão passando por este distúrbio venham a procurar ajuda. Se você tem algum familiar, amigo ou conhecido que precisa de tratamento, auxilie enquanto é tempo. A intenção não é prometer a cura através do espiritismo, até por que, como escrevemos anteriormente, ela depende de uma série de coisas. Mas se você não é espírita e prefere fazer o tratamento de outra forma, indicamos o Comitê Nacional de Serviço dos Jogadores Anônimos. Eles estão desenvolvendo um trabalho maravilhoso no sentido de recuperar para o convívio social as pessoas que estão envolvidas com o jogo. Eles podem ser considerados, também, enviados de Deus. Não deixe escapar esta oportunidade!

Vença mais este obstáculo em sua vida!
 
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 36.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 03:07
Olá querida amiga Hebe!

Eu conheço este texto do Herculano, e o Moura já trouxe o sentido que ele quis usar várias vezes no FE sobre o termo vampirismo, não tem o mesmo significado que é dado por outros autores, de qualquer foram valeu, porque muitos ainda não tinham lido.

A minha intenção foi complementar as suas informações e possibilitar aqueles que não tiveram a oportunidade de ler sobre o assunto, usar esta bibliografia do nosso Herculano Pires como referência.

Obrigado Hebe! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 10 de Junho de 2011, 19:32
Oi! Prezados Irmãos e companheiros de jornadas.

Muito boa a colocação de todos, creio; estarmos no caminho certo não restam dúvidas quanto a isso, pois tudo que aqui foi postado vem fortalecer ainda mais que basta darmos mais um passo e já estaremos muito além de cientes, porque nos proibiremos a regredir confiantes nas palavras de Jesus: "Orai e Vigiai". E as molas propulsoras estão aí em cada texto expostos.

Agradecimentos de coração ao nosso querido "Moderador Marccello, quem me incentivou por demais quanto ao fim da minha insônia.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 19:59
Olá querido amigo Ruy!

Estamos todos de parabéns, pelo incentivo mútuo em prol de nossas mudanças interior!

Grande abraço Ruy! ;)

Continuando nossos estudo sobre os vícios.

Alcoolísmo:

O alcoolismo e a Medicina

 - Esteve em agosto de 1999 no Rio de Janeiro, para participar do 13o Congresso Brasileiro de Alcoolismo, o psiquiatra americano George Vaillant, autor do livro A História Natural do Alcoolismo Revisitada, fruto da maior pesquisa feita até hoje sobre o alcoolismo, em que pesquisadores da Universidade de Harvard acompanharam a vida de 600 homens.

Em sua obra e na entrevista que concedeu à revista VEJA de 18/8/99, dr. Vaillant afirma que, ao contrário do que muitos pensam, não existe o gene do alcoolismo, mas sim um conjunto de genes que tornam o indivíduo vulnerável à dependência do álcool. O alcoolismo é, na verdade, uma doença provocada por múltiplos fatores e condições sociais e que, segundo a Organização Mundial de Saúde, é incurável, progressiva e quase sempre fatal.
Eis, de forma sintética, as principais informações e esclarecimentos dados por George Vaillant na referida entrevista:

1. O alcoolismo é um problema de dimensões trágicas ainda subdimensionadas e seu maior dano é a destruição de famílias inteiras.

2. Metade de todas as crianças atendidas nos serviços psiquiátricos vem de famílias de alcoólatras e boa parte dos abusos cometidos contra crianças tem raiz no alcoolismo.

3. Sem qualquer sombra de dúvida, o alcoolismo é uma doença. É o resultado de um cérebro que perdeu a capacidade de decidir quando começar a beber e quando parar.

4. Não é possível detectar numa criança ou num pré-adolescente traço algum que permita antever que eles se tornarão alcoólatras. “Alcoolismo cria distúrbios da personalidade, mas distúrbios da personalidade não levam necessariamente ao alcoolismo.”

5. A principal diferença entre alcoolismo e outras dependências diz respeito ao tipo de droga. Opiáceos são tranqüilizantes, mas o álcool é um mau tranqüilizante, tende a fazer as pessoas infelizes ficarem mais infelizes e piora a depressão. A pequena euforia que o álcool proporciona é sintoma do início da depressão do sistema nervoso central.

6. Do ponto de vista da sociedade, o álcool é um problema muito grave. O alcoólatra provoca não somente acidentes de trânsito, mas problemas graves à sua volta, a começar por sua família.

7. As únicas pessoas que estão sob o risco de alcoolismo são as que bebem regularmente, mas, se nunca passar de dois drinques por dia, o indivíduo pode usufruir socialmente da bebida em festas, casamentos, carnaval, e não se tornar alcoólatra.

8. Há pouco a fazer para ajudar um alcoólatra, mas uma coisa é essencial: não se deve tentar proteger alguém de seu alcoolismo. Se uma mulher encontra seu marido caído no chão, desmaiado sobre seu próprio vômito, não deve dar banho e levá-lo para a cama. O único caminho para sair do alcoolismo é descobrir que o álcool é seu inimigo. Proteger uma pessoa nessa situação não ajuda.

9. Não é papel da família tentar convencer o alcoólatra de que o álcool é um mal para ele. Na verdade, em tal situação, a família precisa de ajuda, como a oferecida pelo Al-Anon, a divisão dos Alcoólicos Anônimos voltada ao apoio a famílias de alcoólatras.

10. A abstinência é fundamental no tratamento do alcoolismo. Um alcoólatra até pode beber socialmente, da mesma forma que um carro pode andar sem estepe, ou seja, é uma situação precária e um acidente é questão de tempo.

11. Num horizonte de seis meses, muitos alcoólatras conseguem manter seu consumo de álcool dentro de padrões socialmente aceitos, mas, se observarmos um intervalo maior de tempo, vamos verificar que a tendência é ir aumentando gradualmente o consumo, até voltar ao padrão antigo. Em períodos mais longos, normalmente, só quem pára de beber não sucumbe ao vício.

12. Em 1995, uma substância, a naltrexona, foi saudada como a pílula antialcoolismo. Vendida no Brasil com o nome de Revia, não se conhece ainda seu efeito a longo prazo. Mas, em linhas gerais, drogas podem funcionar como apoio por, no máximo, um ano, visto que é muito difícil tirar algo de alguém sem oferecer alternativas de comportamento. Usar essas drogas equivale a tirar o brinquedo de uma criança e não dar nada no lugar.

13. A terapia oferecida pelos Alcoólicos Anônimos é parecida com as terapias behavioristas, que pretendem obter uma determinada mudança de comportamento. Mas, além de ser um tratamento barato e que dura para sempre, a terapia dos A.A. tem um componente espiritual importante. Terapias ajudam a não beber, mas os Alcoólicos Anônimos dão ao indivíduo um círculo de amigos sóbrios, dão-lhe significados, amigos, espiritualidade. “É o melhor tratamento que temos.”

14. Embora as estatísticas nesse campo não sejam precisas, sabe-se que cerca de 40% das abstinências estáveis são intermediadas pelos Alcoólicos Anônimos.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 20:04
Conseqüências do alcoolismo

 – Os efeitos do alcoolismo atingem não apenas a saúde do alcoólatra, mas igualmente a comunidade em que ele vive e, especialmente, sua família.

   A) Seus efeitos na saúde:

   Físicos – afecções como a cirrose hepática e cânceres diversos.
   Mentais – perda da concentração e da memória.
   Neurológicos – prejuízos na coordenação motora e o caminhar cambaleante.
   Psicológicos – apatia, tédio, depressão.

   B) Seus efeitos sociais:

Crimes – o número de homicídios detonados pelo álcool é surpreendente: em 1996, 41% em São Paulo e 54% nos Estados Unidos.

Acidentes de trânsito – em 1995, 30% de todos os acidentes com vítimas ocorridos no Brasil foram motivados pelo álcool. Dados mais recentes divulgados por Veja em 13/10/99 informam que 30.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito por ano no Brasil: metade é vítima de motoristas bêbados ou drogados.

Má produtividade no trabalho – além dos danos produzidos à empresa que paga o salário ao alcoólatra, o fato geralmente redunda na demissão e muitos não conseguem um novo emprego devido a isso.
Perda do senso do dever e dos bons costumes – falta ao trabalho, desemprego.

   C) Seus efeitos na família:

Comprometimento dos filhos – 80% dos filhos aprendem a beber em casa, diz a psicóloga Denise de Micheli.
Desestruturação do lar – o desemprego gera as dificuldades financeiras e as discussões inevitáveis.
As separações conjugais – a mulher não agüenta as conhecidas fases da euforia: momice (macaco), a valentia (leão) e a indolência (porco).

 A violência doméstica – 2/3 dos casos de violência infantil ocorrem quando o agressor está alcoolizado.
O alcoolismo na visão espírita - A exemplo de André Luiz (Espírito), que nos mostra em seu livro Sexo e Destino, capítulo VI, págs. 51 a 55, como os Espíritos conseguem levar um indivíduo a beber e, ao mesmo tempo, usufruir das emanações alcoólicas, José Herculano Pires também associa alcoolismo e obsessão.

   No capítulo de abertura do livro Diálogo dos Vivos, obra publicada dez anos após o referido livro de André Luiz, Herculano assevera, depois de transcrever a visão do Espírito de Cornélio Pires sobre o uso do álcool:

   “A obsessão mundial pelo álcool, no plano humano, corresponde a um quadro apavorante de vampirismo no plano espiritual. A medicina atual ainda reluta – e infelizmente nos seus setores mais ligados ao assunto, que são os da psicoterapia – em aceitar a tese espírita da obsessão. Mas as pesquisas parapsicológicas já revelaram, nos maiores centros culturais do mundo, a realidade da obsessão. De Rhine, Wickland, Pratt, nos Estados Unidos, a Soal, Carrington, Price, na Inglaterra, até a outros parapsicólogos materialistas, a descoberta do vampirismo se processou em cadeia. Todos os parapsicólogos verdadeiros, de renome científico e não marcados pela obsessão do sectarismo religioso, proclamam hoje a realidade das influências mentais entre as criaturas humanas, e entre estas e as mentes desencarnadas”.

   A dependência do álcool prossegue além-túmulo e, como o Espírito não pode obtê-lo no local em que agora reside, no chamado plano extrafísico, ele só consegue satisfazer a sua compulsão pela bebida associando-se a um encarnado que beba.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 20:11
Um caso de enxertia fluídica

 - Eis como André Luiz relata, em sua obra citada, o caso Cláudio Nogueira:

   Estando Cláudio sentado na sala de seu apartamento, aconteceu de repente o impre-visto. Os desencarnados vistos à entrada do apartamento penetraram a sala e, agindo sem-cerimônia, abordaram o chefe da casa.

 "Beber, meu caro, quero beber!", gritou um deles, tateando-lhe um dos ombros. Cláudio mantinha-se atento à leitura de um jornal e nada ouviu. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para registrar a petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante. O Espírito repetiu, pois, a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio desejo, reafirmando uma ordem. O resultado não demorou. Viu-se o paciente desviar-se do jornal e deixar-se envolver pelo desejo de beber um trago de uísque, convicto de que buscava a bebida exclusivamente por si.
 
Abrigando a sugestão, o pensamento de Cláudio transmudou-se, rápido. "Beber, beber!..." e a sede de aguardente se lhe articulou na idéia, ganhando forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar. O Espírito malicioso coçou-lhe brandamente os gorgomilos, e indefinível secura constringiu-lhe a laringe. O Espírito sagaz percebeu-lhe, então, a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia, o abraço envolvente; e depois do abraço, a associação recíproca. Integraram-se ambos em exótico sucesso de enxertia fluídica.

Produziu-se ali  refere André Luiz - algo semelhante ao encaixe perfeito. Cláudio-homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem num só corpo. Altura idêntica. Volume igual. Movimentos sincrô-nicos. Identificação positiva. Levantaram-se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o frasco de uísque. Não se podia dizer a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação, ou se ao obsessor que a propunha. A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular: ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.

Desmanchou-se então a parelha e Cláudio se dispunha a sentar, quando o outro Espírito investiu sobre ele e protestou: "eu também, eu também quero!", reavivando-se no encarnado a sugestão que esmorecia.

Absolutamente passivo diante da sugestão, Cláudio reconstituiu, mecanicamente, a impressão de insaciedade. Bastou isso e o vampiro, sorridente, apossou-se dele, repetindo-se o fenômeno visto anteriormente.

André aproximou-se então de Cláudio, para avaliar até que ponto ele sofria mentalmente aquele processo de fusão. Mas ele continuava livre, no íntimo, e não experimentava qualquer espécie de tortura, a fim de render-se. Hospedava o outro simplesmente, aceitava-lhe a direção, entregava-se por deliberação própria.

Nenhuma simbiose em que fosse a vítima. A associação era implícita, a mistura era natural. Efetuava-se a ocorrência na base da percussão. Apelo e resposta. Eram cordas afinadas no mesmo tom. Após novo trago, o dono da casa estirou-se no divã e retomou a leitura, enquanto os Espíritos voltaram ao corredor de acesso, chasqueando, sarcásticos...


Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz

"Caía a noite ... Após o dia quente, a multidão desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. Dirigíamo-nos a outro templo espírita, quando tivemos nossa atenção voltada para enorme gritaria. Dois guardas arrastavam, do restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse. Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações.

Entramos no bar. As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes."


Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixeira

Pergunta: O uso de alguma bebida alcoólica costuma trazer inconvenientes para os médiuns?

Raul Teixeira: Todo o indivíduo que se encontra engajado nos laboratórios mediúnicos deveria abdicar do uso do alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que, de modo fácil, o álcool entre na corrente sangüínea do indivíduo, fazendo seu efeito característico.”


No Mundo Maior - André Luiz

“Numa saleta abafada, um cavalheiro de quarenta e cinco anos jazia a tremer. Não conseguia manter-se de pé.
Calderaro examinou-o detidamente e indagou do novo amigo que nos acompanhava:
Voltou aos alcoólicos há muitos dias?
Precisamente há uma semana.
Antídio, doente e desventurado, reclamava um copinho, sempre mais um copinho, trazido por um rapaz obediente. Em derredo, quatro entidades embrutecidas submetiam-no aos seus desejos. Empolgavam-lhe a organização fisiológica, alternadamente, uma a uma, revezando-se para experimentar a absorção das emanações alcoólicas, no que sentiam enorme prazer.
Semi-desligado do organismo denso pela atuação anestesiante do tóxico, Antídio, passou a identificar-se mais intimamente com as entidades que o perseguiam.
Os quatro perseguidores por sua vez tinham a mente invadida por visões terrificantes do sepulcro que haviam atravessado como dipsomaníacos. Sedentos, aflitos, traziam consigo imagens espectrais de víboras e morcegos dos lugares sombrios onde haviam estacionado.
Entrando em sintonia com o psiquismo dos vampiros, o ébrio começou a rogar, estentoreamente:
Salve-me! Salve-me pelo amor de Deus! Oh! os morcegos... os morcegos... detenham-nos. Piedade! quem me livrará? Uma cobra, uma cobra ... O que será de mim?”

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 10 de Junho de 2011, 20:19
Tratamento do alcoolismo

 - Embora o alcoolismo tenha sido definido pela Organização Mundial de Saúde como uma doença incurável, progressiva e quase sempre fatal, o dependente do álcool pode ser tratado e obter expressiva vitória nessa luta, que jamais será fácil e ligeira.

Sintetizando aqui os passos recomendados pelos especialistas na matéria e as recomendações específicas do Espiritismo a respeito da obsessão, nove são os pontos do tratamento daquele que deseja, no âmbito espírita, livrar-se dessa dependência:

1. Conscientização de que é portador de uma doença e vontade firme de tratar-se.

2. Mudança de hábitos para assim evitar os ambientes e os amigos que com ele bebiam anteriormente.

3. Abstinência de qualquer bebida alcoólica, convicto de que não bebendo o primeiro gole não haverá o segundo nem os demais.

4. Buscar apoio indefinidamente num grupo de natureza idêntica à dos Alcoólicos Anônimos, que proporcionam, segundo o dr. George Vaillant, o melhor tratamento que se conhece.

5. Cultivar a oração e a vigilância contínua, como elementos de apoio à decisão de manter a abstinência.

6. Utilizar os recursos oferecidos pela fluidoterapia, a exemplo dos passes magnéticos, da água fluidificada e das radiações.

7. Leitura de páginas espíritas, mensagens ou livros de conteúdo elevado, que possibilitem a assimilação de idéias superiores e a renovação dos pensamentos.

8. A ação no bem, adotando a laborterapia como recurso precioso à saúde da alma.

9. Realizar pelo menos uma vez na semana, na intimidade do lar, o estudo do Evangelho, prática que é conhecida no Espiritismo pelo nome de culto cristão no lar. A família que lê o Evangelho e ora em conjunto beneficia a si e a todos os que a rodeiam.

O recado de Cornélio Pires

 –  No capítulo 1 do livro Diálogo dos Vivos, José Herculano Pires transcreve a resposta em versos que Cornélio Pires (Espírito) enviou a um amigo que o interpelou, através de Chico Xavier, sobre o problema do alcoolismo na visão dos Espíritos. Intitulada Informações do Além, a mensagem diz o seguinte:

“Recebi o seu bilhete,
Meu amigo João da Graça,
Você deseja do Além
Notícias sobre a cachaça.

      O assunto não é difícil.
      Cachaça, meu caro João,
      Recorda simples tomada
      Que liga na obsessão.

Você sabe. Aí na Terra,
Nas mais diversas estradas,
Todos temos inimigos
Das existências passadas.

      Muitos deles se aproximam
      E usando a idéia sem voz
      Propõem cousas malucas
      Escarnecendo de nós.

Nas tentações manejamos
Nossa fé por luz acesa,
Mas se tomamos cachaça
Lá se vai nossa firmeza.

      Olhe o caso de Antoninha.
      Não queria desertar,
      Encafuou-se na pinga,
      Hoje é mulher sem lar.

Titino, homem honesto,
Servidor de tempo curto,
Passou a viver no copo,
Agora vive de furto.

      Rapaz de brio e saúde
      Era Juca de João Dório,   
      Enveredou na garrafa,
      Passou para o sanatório.

Era amigo dos mais sérios
Silorico da Água Rasa,
Começou de pinga em pinga,
Acabou largando a casa.

      Companheiro certo e bom
      Era Neco de Tião,
      Afundou-se na garrafa,
      Aleijou o próprio irmão.

Cachaça será remédio,
É o que tanta gente ensina...
Mas álcool, para ajudar,
É cousa de Medicina.

      Eis no Além o que se vê.
      Seja a pinga como for,
      Enfeitada ou caipira,
      É laço de obsessor.

Nas velhas perturbações,
Das que vejo e que já vi,
Fuja sempre da cachaça,
Que cachaça é isso aí.”


Alcoolismo e Obsessão
Conseqüências, implicações espirituais  e tratamento
Astolfo Olegário de Oliveira Filho – Londrina, PR


Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 11 de Junho de 2011, 00:34
Dependência
Durante a vida, o ser humano cria relações de dependência com objetos, pessoas e situações. Algumas dessas relações são importantes para o bem-estar, outras causam prejuízo, perda de autonomia etc.
Nascemos totalmente dependentes, mas como é difícil crescer e desistir de um pai e de uma figura materna que nos cuide e proteja para todo sempre.
Como é grande o número de pessoas que adoecem e se perdem por medo de perder...Elas preferem viver em um casulo de falsa segurança.
A dependência do olhar do outro, da aprovação do outro e de sua aceitação são algemas sutis que nos aprisionam e nos impedem de sermos nós mesmos.
A dependência química que nos aliena e ilude perante as verdades que não queremos ver, aceitar e lidar.
A dependência financeira que se mistura tantas vezes com a emocional, mas que, em muitos casos, só é pretexto para não dizer "basta!”.
A dependência de uma crença de que podemos conseguir estabilidade fora de nós e que nos leva a buscas estressantes e inglórias por sucesso e poder.
A dependência de um estilo de vida que nos tira a paz e, muitas vezes, o amor-próprio, porque temos medo de voar.
A dependência é inimiga da liberdade e a liberdade é algo a ser conquistado, não vem de graça...
E, ironicamente, vai depender de nós, só de nós, querermos lutar para nos livrarmos deste aprisionamento.
Ser nós mesmos é tomar decisões, não para agradar os outros que nos observam, mas porque estamos usando, conscientes e responsavelmente, nossa capacidade de ser, sentir, pensar e agir.
Ser nós mesmos é eliminar os traços de dependência que nos atam às outras pessoas. Não nos esquecendo, porém, de respeitar-lhes a liberdade e a individualidade e de defender também a nossa, sem o medo de ficar só e desamparado.
Ser nós mesmos é viver na própria “simplicidade de ser”, libertos da vaidosa e dissimulada auto-satisfação, que consiste em fazer gênero de “diferente” perante os outros, a fim de ostentar uma aparência de “personalidade marcante”.
Ser nós mesmos é acreditar em nosso poder pessoal, elaborando um mapa para nossos objetivos e percorrendo os caminhos necessários para atingi-los.
No Novo Testamento, capítulo 7, versículo 13, assim escreveu Mateus em seus apontamentos: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva a perdição...”.
Pelo fato de a porta ser estreita, deveremos atravessá-la – um de cada vez – completamente sozinho, acompanhado apenas pelo mundo de nossos pensamentos e conquistas íntimas.
A “porta é estreita”, porque ainda não entendemos que, mesmo vivendo em comunidade, estaremos vivendo, essencialmente, conosco mesmo, pois para transpor essa porta é preciso aprender a arte de “ser”.
Efetivamente atingiremos nossa independência quando percebermos a inutilidade dos passatempos, das viagens, dos convencionalismos da etiqueta, do consumismo que fazemos somente para conquistar a aprovação dos outros, e não porque decorrem de nossa livre vontade.
O homem independente padece dos recursos psíquicos (*) de alguém para viver. Ele dirá “eu o amo”, mas, em realidade, quer dizer “eu preciso de você”, ou mesmo, “eu não vivo sem você”. O amor real baseia-se no sentimento compartilhado entre duas pessoas maduras, ao passo que o amor dependente implora consideração e carinho, infantilmente.
(*) Relativo à alma ou às faculdades intelectuais e morais; mental; espiritualidade humana.
Eliminar o domínio, a autoridade ou a influência das idéias, das pessoas, das diversões, dos instintos, do trabalho e dos lugares não significa que precisamos extirpar ou abandonar completamente todas essas coisas, mas somente a dependência.
“Apertado é o caminho”, porque exige esforços importantes para que possamos eliminar nossos laços de dependência, os quais nos condicionam a viver sem usufruir nossa liberdade interior, aceitando ser manipulados pelos juízos e opiniões alheias.
A liberdade se inicia no pensamento para, posteriormente materializar-se na exterioridade, quebrando, então, os grilhões da dependência.
."Dependência gera dores na alma; já a liberdade para amar é um direito natural de todos os filhos de Deus”.
Bibliografia
- http://www.elisabethsalgadoencontrandovoce.com/dependencia.htm.
- Livro Dores da alma – Francisco do Espírito Santo Neto – pelo espírito Hammed
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 11 de Junho de 2011, 00:46
VELHOS HÁBITOS – VICÍOS  1ª parte
O  corpo não dá cólera àquele que não a tem, como não dá os outros vícios; todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito; sem isso, onde estariam o mérito e a responsabilidade?...” (Cap. IX, item 10).

Em primeiro lugar, é necessário conceituar que vícios são dependências vigorosas e profundas de uma pessoa que se encontra sob o controle dos outros ou de coisas.
Portanto, vícios não podem ser somente considerados como o consumo de tóxicos, ou produtos de origem natural, ou sintética, mas sim, analisando-os em profundidade, são interpretados como atitudes mentais que nos levam compulsoriamente a ser subjugados por situações e pessoas.
Dessa forma, entendemos que os fatores que propiciam os vícios e as compulsões são os vividos em ambientes familiares/sociais desarmônicos, desta ou de outras encarnações, onde deixamos as pressões, traumas, coações, desajustes e conflitos se enraizarem em nossa "zona mental" ou "perispiritual", pois vícios não passam de efeitos externos de nossos conflitos internos.
O hábito ou vício do uso do álcool, sexo, nicotina, jogos diversos ou drogas farmacológicas são formas amenizadoras que compensam momentaneamente áreas frágeis de nossa alma desestruturada, que aliviam as carências, as ansiedades, os desajustes, as tensões psicológicas e que reduzem os impulsos energéticos que produzem as insatisfações e o chamado "mal estar interior".
Pode parecer que as opções vício/dependência disfarçam ou abrandam a "pressão torturante", porém, o desconforto permanece imutável.
O álcool e a droga são sedativos ou analgésicos, mas são de gravíssimas conseqüências e denominados "vícios autodestrutivos". A comida é uma dependência considerada "vicio neutro" de inicio, para depois, transformar-se numa "opção de fuga" negativa e profundamente desorganizadora do nosso corpo físico/psíquico.
Há manias ou vícios comportamentais tão graves e sérios que nos levam a ser tratados e considerados como pessoas de difícil convivência, isto é, inconvenientes:
- Vício de falar descontroladamente sem raciocinar, desconectando-nos do equilíbrio e bom senso.
- Vício de mentir constantemente para si mesmo e para os outros, por não querermos tomar contato com a realidade.
- Vício de lamentarmo-nos sistematicamente, colocando-nos como vítima frente à vida, para continuarmos receben¬do a atenção dos outros.
- Vício de acharmo-nos sempre certos, para podermos suprir a enorme insegurança que existe em nós.
- Vício incontido de gastar desnecessariamente, sem utilidade, a fim de adiarmos decisões importantes de nossa vida.
- Vício de criticar e mal julgar as pessoas, para nos sen¬tirmos maiores e melhores que os outros.
- Vício de trabalhar descontroladamente sem interrupção, para distrairmo-nos interiormente, para não termos tempo de ocupar-nos com os conflitos que não temos coragem de enfrentar.
Inquestionavelmente as chamadas viciações são resul¬tados do medo de assumir o controle de nossa vida, e, ao mesmo tempo, do medo de nos responsabilizar por nossos atos e atitudes, permitindo que eles fiquem fora de nosso controle e de nossas escolhas.
Mas quaisquer que sejam os motivos e a origem de nossos "velhos hábitos", urge a necessidade de estabelecermos pontos fundamentais, a fim de que comecemos por examiná-los primeiramente, "como é que somos" dependentes emocionalmente e "qual é a forma" de relacionarmo-nos com essa dependência.
Eis alguns itens também a serem observados e que possivelmente nos ajudarão a ser mais independentes e capazes de satisfazer nossos desejos e vocações naturais, e, ao mesmo tempo, estarmos junto a pessoas e situações sem tornar-nos parcial ou totalmente dependentes delas:
- Aguçar nossa capacidade de decidir, de optar e de esco¬lher cada vez mais livre e independente das opiniões alheias.
- Combater nossa tendência de sermos "bonzinhos", ou melhor, querermos ser sempre agradáveis aos outros, mesmo pagando o preço de nos desagradar.
- Estimular nossa habilidade de dizer "não", quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo nosso "senso de autonomia" a fim de não cair nos "modismos" ou "pressões grupais".
- Estabelecer no ambiente familiar um clima de respeito e liberdade, para que possamos ser nós mesmos, e deixarmos os outros serem eles mesmos.
- Criar padrões de comportamentos positivos, pois comportamentos são hábitos, e nossos hábitos são os que determinam a facilidade de aceitarmos ou não as circunstâncias da vida.
- Conscientizar de que somos seres humanos livres por natureza, mas também responsáveis por nossos atos e pensa¬mentos, pois recebemos por herança natural o livre-arbítrio.
- Cultivar constantemente o autoconhecimento:
1 ). Reforçando nossa visão nos traços de nossa persona¬lidade
que já conhecemos.
2). Buscando nossos traços interiores, que ainda nos são desconhecidos.
3 ). Analisando as opiniões das outras pessoas que já conhecem o nosso
perfil psicológico, que nós ainda não percebemos.
4). Aceitando plenamente nosso lado "inadequado", sem ja¬mais
escondê-lo de nós mesmos e dos outros, tentando equilibrá-lo.

Meditemos, pois, sobre essas reflexões que, com certeza, nos ajudarão a libertar-nos dessas "necessidades constrangedoras" cujas verdadeiras matrizes se encontram na intimidade de nós mesmos.

Bibliografia.:
(Do livro Renovando Atitudes, espírito Hammed, Francisco do Espírito Santo Neto
http://www.cascatadeluz.org.br/reforma.htm#reforma_11
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 11 de Junho de 2011, 00:52
VELHOS HÁBITOS – VICÍOS – 2ª parte

O viciado é um “conservador”, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.
O vício pode ser um “erro de cálculo” na procura de paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém, conscientemente, busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade.
Os vícios também são considerados como obsessão, pois à vontade do indivíduo se junta a vontade dos Espíritos desencarnados ainda ligados aos vícios materiais. É claro que eles não podem beber ou fumar diretamente, mas absorvem a energia dos viciados encarnados. Daí o motivo da dificuldade em se largar os vícios.
Os vícios também trazem o suicídio de forma "indireta". Temos que zelar pelo corpo físico que nos foi concedido por Deus para evoluirmos, e temos que aproveitá-lo ao máximo. Restará nos lamentarmos no mundo espiritual a oportunidade perdida e esperar por uma nova oportunidade de reencarnação.
L.E.645 - Quando o homem está, de algum modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal não se torna um arrebatamento quase irresistível?
– Arrebatamento, sim; irresistível, não, porque, em meio à atmosfera do vício, encontrais, algumas vezes, grandes virtudes. São Espíritos que tiveram força de resistir e, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre seus semelhantes.
L.E. 644 - O meio onde alguns homens vivem não é para eles a causa primeira de muitos vícios e crimes?
– Sim, mas isso ainda é uma prova escolhida pelo Espírito no estado de liberdade. Ele quis se expor à tentação para ter o mérito da resistência.
L.E. 865 - Como explicar a sorte que favorece certas pessoas nas circunstâncias em que nem a vontade nem a inteligência interferem? O jogo, por exemplo?
– Alguns Espíritos escolheram antecipadamente certas espécies de prazer; a sorte que os favorece é uma tentação. Quem ganha como homem perde como Espírito; é uma prova para seu orgulho e sua cobiça.


Qual o nosso Objetivo?
Indiscutivelmente, todos nós colhemos, no sofrimento, os frutos amargos dos vícios, cedo ou tarde. Aí, na maioria, as criaturas despertam e começam a luta pela sua própria libertação. Não precisamos, porém, chegar às últimas conseqüências dos vícios para iniciar o trabalho de auto-descondicionamento. Podemos ganhar um tempo precioso e deliberadamente propormo-nos o esforço de extirpá-los de nós mesmos. É uma questão de ponderar com inteligência e colocar a imaginação a serviço da construção de nós mesmos.
Esse é o nosso objetivo: compreender razoavelmente as características dos vícios e buscar os meios para eliminá-los.
Perguntamos: O que você acha que é fundamental em qualquer processo de conquista individual?
É o querer?
É a vontade posta em prática?
É a ação concretizando o ideal?
E por quê? Temos razões para isso? O que nos motiva a iniciar este combate? Será apenas para sermos bonzinhos? Ou teremos razões mais profundas? É claro que sabemos as respostas. O que ainda nos impede de assumirmos novas posições é o apego às coisas materiais, aos interesses pessoais, que visam a satisfazer os nossos sentidos físicos, digamos periféricos, ainda grosseiros e animais, indicativos de imperfeições. É uma questão de opção pessoal, livre e disposta a mudanças. A vontade própria poderá ser desenvolvida, até com pouco esforço; não será esse o problema para a nossa escolha. A questão é decidir e comprometer-se consigo mesmo a ir em frente.
Comecemos, então, por eliminar os vícios mais comuns, (vícios da droga, do fumo, da bebida, do jogo, da gula, dos abusos sexuais, da fala, do egoísmo, etc) e de conhecimento amplo e de uso social.
Estes, sem duvida, são verdadeiros entraves à nossa evolução. Todos temos de certa forma, mas com certeza, poderemos aos poucos evitar e aprender a desvencilhar dessas mazelas que tanto mal fazem ao nosso espírito.
Quanto ao EGOÍSMO, esse sim é um dos piores vícios porque se fizermos uma avaliação entre todos os vícios, verá que em todos impera o egoísmo. Dele vem todo o mal. O egoísmo enquanto você não atacar a causa, não conseguirá acabar com ele. É um conselho da espiritualidade de que quem quiser se aproximar da perfeição moral deve primeiro arrancar do seu coração todo o egoísmo, porque ele é contrário à justiça, ao amor e a caridade. Neutraliza a tudo.
Coloquemo-nos em posição de renunciar aos enganosos prazeres que os mesmos possam estar nos oferecendo e lutemos! Lutemos com todo o nosso empenho e não voltemos atrás!

Bibliografia
- Livro dos Espíritos
- www.novavoz.com.br (https://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ub3Zhdm96LmNvbS5icg==) - Grupo Espírita Bezerra de Menezes
- Ney Prieto Peres
-www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/drogas/sobre-os vicios.html


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 11 de Junho de 2011, 01:56
Marccello, as informações que colocou acima são muito preciosas.

O alcoolismo leva o viciado a perder o controle da própria vida.

Detona a sua saúde física, mental, espiritual... atinge a sua família desajustando-a, e quantas mortes ocorrem em acidentes de trânsitos causadas por pessoas alcoolizadas?

É preciso trabalhar com a informação e exemplo para que seja prevenido, mas se já estiver instalado que busque ajuda.


Beber começa com um ato de liberdade,
caminha para o hábito e,
finalmente afunda na necessidade
.”
Benjamim Rush


Paz e luz sempre!

Edna ;)



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 03:35
Olá querida amiga Maria!

A dependência é inimiga da liberdade e a liberdade é algo a ser conquistado, não vem de graça...
E, ironicamente, vai depender de nós, só de nós, querermos lutar para nos livrarmos deste aprisionamento.

Nós somos os únicos responsáveis por nossa felicidade.

Há manias ou vícios comportamentais tão graves e sérios que nos levam a ser tratados e considerados como pessoas de difícil convivência, isto é, inconvenientes:
- Vício de falar descontroladamente sem raciocinar, desconectando-nos do equilíbrio e bom senso.
- Vício de mentir constantemente para si mesmo e para os outros, por não querermos tomar contato com a realidade.
- Vício de lamentarmo-nos sistematicamente, colocando-nos como vítima frente à vida, para continuarmos receben¬do a atenção dos outros.
- Vício de acharmo-nos sempre certos, para podermos suprir a enorme insegurança que existe em nós.
- Vício incontido de gastar desnecessariamente, sem utilidade, a fim de adiarmos decisões importantes de nossa vida.
- Vício de criticar e mal julgar as pessoas, para nos sen¬tirmos maiores e melhores que os outros.
- Vício de trabalhar descontroladamente sem interrupção, para distrairmo-nos interiormente, para não termos tempo de ocupar-nos com os conflitos que não temos coragem de enfrentar.

Infelizmente temos um arsenal de defeitos que precisamos abandonar.  Coragem e determinação é a palavra de ordem para atingirmos os nossos objeivos.

L.E.645 - Quando o homem está, de algum modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal não se torna um arrebatamento quase irresistível?
– Arrebatamento, sim; irresistível, não, porque, em meio à atmosfera do vício, encontrais, algumas vezes, grandes virtudes. São Espíritos que tiveram força de resistir e, ao mesmo tempo, a missão de exercer uma boa influência sobre seus semelhantes.

Seremos sempre ajudados, mas precisamos de uma peça fundamental : nossa colaboração para tudo dar certo.

Obrigado amiga Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 03:38
Olá querida amiga Edna!

É preciso trabalhar com a informação e exemplo para que seja prevenido, mas se já estiver instalado que busque ajuda.

Palavra mágica! Ajuda, importantíssimo a consciência do viciado em perceber sua real situação.

Obrigado amiga! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 03:48
Aproveitando o comentário de nossa querida amiga Edna, (buscar informação e pedir ajuda), criamos 12 quadrinhos que poderemos adaptar, a filosofia, com intuito de ajudar a vencer qualquer vício.

Percebamos como o trabalho em grupo e apoio espiritual é eficaz. Mais adiante utilizaremos este conceito para um programa de mudanças de atitudes (crescimento interior).   

Quem se dispõe a admitir a derrota completa? Quase ninguém, é claro.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 03:51
A partir do momento em que lê o Segundo Passo, a maioria dos novos em A.A. enfrenta um dilema, às vezes bastante sério.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 03:57
A prática do Terceiro Passo é como abrir uma porta que até então parecia estar fechada à chave. Tudo o que precisamos é a chave e a decisão de abrir a porta. Existe apenas uma só chave, e se  chama boa vontade. Uma vez usada a chave da boa vontade, a porta se abre quase que sozinha. Olhando-se através dela, ver-se-á um caminho ao lado do qual há uma inscrição que diz: "Eis o caminho em direção àquela fé que realmente funciona."

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:02
A Criação nos deu os instintos por alguma razão. Sem eles não seríamos seres humanos completos. Se os homens as mulheres não se esforçassem a fim de se sentir seguros, a fim de conseguir alimento ou construir abrigo, não sobreviveriam; se não se reproduzissem, a Terra não seria povoada; se não existisse o instinto social, se os homen não se interessassem pelo convívio com seus semelhantes, não haveria sociedade. Portanto, estes desejos - pela relação sexual, pela segurança material e emocional, e pelo companheirismo - são perfeitamente necessários e naturais, e certamente dados a nós por Deus.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:05
Todos os Doze Passos de A.A. nos pedem para atuar em sentido contrário aos nossos desejos naturais, todos desinflam nosso ego. Quando se trata de desinflar o ego, poucos passos são mais duros de aceitar que o Quinto.

Mas, dificilmente, algum deles é mais necessário à obtenção da sobriedade prolongada e à paz de espírito do que este.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:06
"Este é o passo que separa os adultos dos adolescentes ..."

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:10
Já que este passo trata tão especificamente da humildade, deveríamos fazer uma pausa aqui para pensar sobre o que é a humildade e o que a sua prática poderá significar para nós.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:12
Os Oitavo e Nono Passos se preocupam com as relações pessoais.

Primeiro, olhamos para o passado e tentamos descobrir onde erramos; então, fazemos uma enérgica tentativa de reparar os danos que tenhamos causado; e, em terceiro lugar, havendo desta forma limpado o entulho do passado, consideramos de que modo, com o novo conhecimento de nós mesmos, poderemos desenvolver as melhores relações possíveis com todas as pessoas que conhecemos.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:13
Bom-senso, um cuidadoso sentido de escolha do momento, coragem e prudência - eis as qualidades que precisamos ter quando damos o Nono Passo.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:15
Quando vamos praticando os nove primeiros passos, estamos nos preparando para a aventura de uma nova vida.

Mas, ao nos aproximarmos do Décimo Passo, começamos a nos submeter à maneira de viver de A.A., dia após dia, em tempo bom ou mau.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:17
A oração e a meditação são nossos meios principais de contato consciente com Deus.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 11 de Junho de 2011, 04:20
No Décimo Segundo Passo de A.A., o prazer de viver é o tema e a ação sua palavra chave. Chegou a oportunidade de nos voltarmos para fora em direção de nossos companheiros alcoólicos ainda aflitos. Nessa altura, estamos experimentando o dar pelo dar, isto é, nada pedindo em troca. Agora começamos a praticar todos os Doze Passos em nossa vida diária para que possamos todos, nós e as pessoas que nos cercam, encontrar a sobriedade emocional. Quando conseguimos ver em que o Décimo Segundo Passo implica, vemos que se trata do amor que não tem preço.

Quadrinho adaptado de Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos
Fonte: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/modules.php?name=Conteudo&pid=14

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 11 de Junho de 2011, 04:51
Bom dia, queridos amigos e caros irmão visitantes!


TEORIA E PRÁTICA


Em seu processo de autoconhecimento, o homem não deve se isolar.

Em contato com o próximo é que se lhe revelam facetas desconhecidas do próprio “eu”.

Por assim dizer, a introspecção é a parte teórica do que o homem busca saber a seu respeito.

Quanto mais se propõe, ele mais se expõe.

A chamada centração só se justifica pela descentração, ou seja, pela altruística saída do homem de si.

Na verdade, ninguém se ilumina sem fazer com que a luz se lhe projete ao redor.

Torna-se indispensável que o homem sempre desça do Tabor de sua transfiguração espiritual.

Se não jorrasse das entranhas da terra, a fonte não passaria de um poço de águas estagnadas.

Se não  irrompesse do solo em que se oculta, a semente não frutificaria.

Tudo, na Criação Divina, a partir do Universo em expansão perene, é constante anseio de doar-se indefinidamente.
                     
                     Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 11 de Junho de 2011, 05:37
Oi! Prezados Irmãos e companheiro de jornada.

Concluí-se que o método eficaz é saber reconhecer que somos fracos sim por sermos imperfeitos, mas somos muito mais fortes por também reconhecermos nossos defeitos, onde podemos mudar as sintonias maléficas por aquela famosa frase: "Conhece-te a ti mesmo". Daí sabendo as nossas imperfeições procuraremos nos vigiar ainda mais, e evitarmos contatos prejudiciais a nós mesmos, basta para isso mudarmos o dial up e a porta se fechará para a entrada de muitos irmãozinhos ainda quais vivem na ignorância, mas jamais tranquemos a porta e vamos dormir sem dirigir preces para o seu livramento. Assim analiso.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 11 de Junho de 2011, 09:53
Querido amigo Marccello, membros e visitantes.. Bom dia, muita paz a todos

Reforma intíma

Esse esforço individual para iniciar o trabalho de iluminação da própria alma  deve com!!

 **Com o auto¬domínio,**
   

** Com a disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores,**
   

 **Com o trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões.**


        Nesse particular, não podemos prescindir do conhecimento adquirido por outras almas que nos precederam nas lutas da Terra, com as suas experiências santificantes — água pura de consolação e de esperança, que poderemos beber nas páginas de suas memórias ou nos testemunhos de sacrifício que deixaram no mundo.

        Todavia, o conhecimento é a porta amiga que nos conduzirá aos raciocínios mais puros, porquanto, na reforma definitiva de nosso íntimo, é indispensável o golpe da ação própria, no sentido de modelarmos o nosso santuário interior, na sagrada iluminação da vida.

 

[41a - página 138] - Emmanuel - 1940

 

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 11 de Junho de 2011, 09:56
Reforma intíma

Todos os símbolos do Evangelho, dado o meio em que desabrocharam, são, quase sempre, fortes e incisivos.

        Jesus não vinha trazer ao mundo a palavra de contemporização com as fraquezas do homem, mas a centelha de luz para que a criatura humana se iluminasse para os planos divinos.

        E a lição sublime do Cristo, ainda e sempre, pode ser conhecida como a “espada” renovadora, com a qual deve o homem lutar consigo mesmo, extirpando os velhos inimigos do seu coração, sempre capitaneados pela ignorância e pela vaidade, pelo egoísmo e pelo orgulho.

 

[41a - página 178] - Emmanuel - 1940   
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 11 de Junho de 2011, 12:33
Meus nobres irmãos e irmães,como espíritas somos conhecedores do nosso livre-arbítrio,a nós
foi dado por Deus a liberdade de agir e de pensar,mas é justamente no pensar que está o maior perigo,pois ele torna-se uma porta bem grande por onde adentram em nós coisas que
nos prejudicam na nossa caminhada evolutiva.Por isso nos é imposto uma condição para que estejamos sempre atentos:"Oraí e vigiaí sem cessar".
Fiquem na paz e que Deus na sua infinita grandeza nos abençoe sempre.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 11 de Junho de 2011, 12:54


Bom dia a todos

A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
Como conseqüência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
Superar as más inclinações e submeter às tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrocharem os tesouros que jazem no espírito.
Sem a decisão firme da renovação íntima, o homem faz-se joguete de forças em choque, contras as quais se vê obrigado a lutar.
É uma batalha árdua e demorada, porque objetiva anular o efeito dos hábitos infelizes, milenarmente fixados na tessitura do próprio ser.
Essa disposição se deve apoiar na humildade, que é a célula-máter para cometimentos de tal parte.
A humildade desencoraja qualquer força de violência e de crime.
Consegue anestesiar os efeitos do mal e provar a excelência do bem.
O seu exercício produz resultados ótimos, favorecendo a sementeira dos objetivos elevados, bem como a fecundação deles nas terras do sentimento.
Talvez não seja notório para a observação descuidada de terceiros, o programa da renovação íntima.
Aquele, porém, que se dedica ao compromisso liberativo, descobre a felicidade e a paz que lhe passam a lenir a vida, emulando-o ao prosseguimento do esforço, mediante o qual se eleva.
Quantos, porém, se preocupam na demonstração exterior dos vínculos com Jesus, prosseguem, não obstante, irritados, insatisfeitos e queixosos, em razão da ausência do Espírito do Cristo, que deveria neles, refletir em forma de amor e harmonia íntima.

Do Livro “Alerta”
 Joanna de Ângelis,  psicografia de Divaldo P Franco

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 11 de Junho de 2011, 16:56
Olá Antonio Renato, a sua colocação me fez relembrar desta mensagem:


A porta mais larga do mundo

Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.

Admirado mediu-a de novo.

Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.

Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.

Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.

Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.

E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar...

Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos...

Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.

Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.

Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça...

Ela ainda me chama insistentemente...

Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!

Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: “você bebe socialmente, lembra-se?. ”

Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.

E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: “quando eu quiser, eu paro”.

Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa...

Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.

Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vítimas.

Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente...

Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.

Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.

E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.

Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.


Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.


Você sabia?

Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 foram internados 84.467 brasileiros por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso do álcool, demandando um gasto de mais 60 milhões de reais?

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o álcool é a droga mais usada pelos jovens no Brasil.

Segundo pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras em 2001, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o consumo começa cedo: em média, aos 13 anos. E o pior é que o álcool é a porta principal de acesso às demais drogas.

E você sabia que a influência da TV e do Cinema nos hábitos de crianças e adolescentes foi recentemente comprovada por pesquisadores da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos?

Por todas essa razões, vale a pena orientar nosso filho para que não seja mais um a aumentar essas tristes estatísticas.


Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria desconhecida e em matéria publicada pela Folha de São Paulo em 24/03/2002, intitulada “Nunca se bebeu tanto na TV, sendo que o Momento Espírita, expressamente, autorizou-me o uso do texto para estudo).

(Os destaques em itálico e negrito são meus)


************************


Antonio Renato, Marccello e demais amigos queridos, aprendemos que a humildade é a chave de todas as virtudes, e é com ela que daremos o primeiro passo para nos libertar desta carga tão pesada que é o vício de cada dia.

Paz e luz!

Edna ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: jurandy037 em 11 de Junho de 2011, 17:26
Reforma íntima.
Que tema maravilhoso para refletirmos. Para mim é a minha luta constante pra dominar meus erros morais e elevar cada vez mais minhas qualidades morais.                     

Nessa luta constante, algum dia vencerá o bem. O meu mal interior é o anti-Cristo.
Que na prece e vigilancia constante de nossos atos, encontremos a luz para seguirmos adiante no caminho ensinado  por nosso irmão Jesus.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 11 de Junho de 2011, 18:47
O Roteiro da Autotransformação
  O Roteiro da Autotransformação foi inspirado nos 12 Passos do Programa dos  Alcoólicos Anônimos. Mas aqui eles seguem a visão espírita, razão porque foram inseridos passos novos como os da Conscientização e da Autocura, da Vontade, da Imortalidade e da Reencarnação, da Reforma Íntima, da Alegria, das Virtudes e do Amor,  da Sintonia Superior e o  da Oração e da Meditação.
Os textos completos fazem parte do material liberado para as Casas Espíritas que se dispuserem a implantar o Programa Renascer.
1.   PASSO DA ACEITAÇÃO: Admitimos que nos tornamos escravos dos nossos hábitos, vícios e emoções, que havíamos perdido a liberdade de escolha e, assim, o domínio sobre nossas vidas.
2.   PASSO DA FÉ: Admitimos que sozinhos não conseguíamos vencer as nossas dependências, que precisávamos, realmente, da ajuda de um Poder Superior e decidimos, humildemente, entregar nossa vida aos cuidados de Deus, submetendo-nos à Sua Vontade.
3.   PASSO DA CONSCIENTIZAÇÃO E DA AUTOCURA: Entendemos que a origem da nossa dependência é espiritual e, portanto não existe cura de fora para dentro, mas autocura num processo de dentro para fora.
4.   PASSO DO AUTOCONHECIMENTO: Fizemos minucioso inventário moral de nós mesmos.
5.   PASSO DA HUMILDADE E DA RESPONSABILIDADE: Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas, entendendo que somos os únicos responsáveis por elas.
6.   PASSO DA VONTADE: Entendemos que a Vontade é uma força poderosa que nos foi dada por Deus e aprendemos a comandá-la e a canalizá-la para os nossos objetivos de autocura.
7.   PASSO DA IMORTALIDADE E DA REENCARNAÇÃO: Conscientizamo-nos da nossa condição de espíritos imortais, entendendo o nosso papel e a nossa responsabilidade na existência eterna e na nossa passagem pela vida corpórea.
8.   PASSO DA REFORMA ÍNTIMA: Prontificamo-nos inteira¬mente, a partir de agora, a viver um processo de reforma espiritual, buscando identificar e remover todos os nossos defeitos de caráter, entendendo que. fazendo a nossa parte, contaremos com a ajuda de Deus.
9.   PASSO DA ALEGRIA DAS VIRTUDES E DO AMOR: Estando em processo de reforma espiritual, prontificamo-nos a colocar em nossa vida, a partir de agora, idéias e comportamentos positivos que se harmonizam com a Verdade Divina, para que possamos sentir a influência do amor, esse sentimento que liberta a alma na profundidade da consciência.
10.   PASSO DA RECONCILIAÇÃO E DO PERDÃO: Seguindo a recomendação do Mestre Jesus, reconciliamo-nos com os nossos adversários. Relacionamos todos a quem tínhamos prejudicado e reparamos os danos a eles causados, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-los ou a outrem.
11.   PASSO DA AUTO-ANÁLISE: Conscientes da nossa necessidade de mudança interior, aprofundamos nossa busca pelo autoconhecimento, refazendo nosso inventário pessoal e admitindo nossos erros prontamente.
12.   PASSO DA SINTONIA SUPERIOR: Entendemos a importância de estarmos constantemente em sintonia com os planos superiores e aprendemos como fazê-lo.
13.   PASSO DA MEDITAÇÃO E DA ORAÇÃO: Procuramos através da prece e da meditação, estabelecer contato com o nosso “eu interior”, rogando a Deus o conhecimento da sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
14.   PASSO DO  SEMEADOR: Tendo experimentado um despertar espiritual, procuramos transmitir esta mensagem aos necessitados e, exemplificar, praticando estes princípios em todos os momentos de nossas vida.
http://www.fraternidadeluizsergio.org.br/roteiro.html
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 11 de Junho de 2011, 19:03
Texto do Livro ; " Reforma Íntima Sem Martírio",
" Imperfeições são nosso patrimônio.
Serão transformadas, jamais exterminadas”.
Interiorização é aprender a conviver pacífica e amorável com nossas mazelas.
É aprender a conviver consigo mesmo através de incursões educativas ao mundo íntimo,
treinando o auto-amor, aprendendo a gostar de si próprio para amar
 tudo o que existe em torno dos nossos passos.
Enquanto usarmos de crueldade com nosso passado de erros
 não o conquistaremos em definitivo.
 A adoção de comportamentos radicais de violentação desenvolve
o superficialismo dos estereótipos e a angústia da melhora -
 estados interiores improdutivos para aquisição da consciência 
o autoconhecimento e no autotriunfo.
Interiorização é conquistar nossa "sombra",
 elevando a à condição de luz do bem para o qual fomos criados."
Ermance Dufaux.
http://www.fraternidadeluizsergio.org.br/roteiro.html
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:33
Olá amigo Lima Gil!

Na verdade, ninguém se ilumina sem fazer com que a luz se lhe projete ao redor.

É uma conseqüência natural e inevitável. Os nossos comportamentos falam mais alto e reforçam nossas palavras, contribuindo assim, com a mudança de sintonia do meio em que vivemos.
Obrigado amigo Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:36
Olá amigo Ruy!
Podemos mudar as sintonias maléficas por aquela famosa frase: "Conhece-te a ti mesmo". Daí sabendo as nossas imperfeições procuraremos nos vigiar.

Precisamos sempre realizar a nossa reflexão diária sobre nossas atitudes. Sem isto somos levados a tolerância excessiva para com nossas falhas e muito rigorosos para com a dos nossos semelhantes. 

Obrigado Ruy! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:40
Olá querida amiga Dothy!

A disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores, O trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões.

Sem este tipo de comportamento torna-se improdutivo o trabalho de renovação interior. 

A lição sublime do Cristo, ainda e sempre, pode ser conhecida como a “espada” renovadora, com a qual deve o homem lutar consigo mesmo, extirpando os velhos inimigos do seu coração.

O ensino moral de Jesus deve sempre iluminar nossas ações em qualquer situação que nos encontremos. Nosso guia de conduta.

Obrigado Dothy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:43
Olá amigo Antonio!

Justamente no pensar que está o maior perigo,pois ele torna-se uma porta bem grande por onde adentram em nós coisas que nos prejudicam na nossa caminhada evolutiva.Por isso nos é imposto uma condição para que estejamos sempre atentos:"Oraí e vigiaí sem cessar".

Os Espíritos podem conhecer e influenciar os nossos pensamentos. Daí muito bem lembrado, precisamos ter muito cuidado, além dos nossos próprios pensamentos temos os que nos são sugeridos. Os bons Espíritos não sugerem senão o bem. Cabe a nós, portanto, distinguir os bons e os maus pensamentos. Oremos e vigiemos.
Obrigado Antonio! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:46
Olá amigo Ken!

O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
Como conseqüência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.

Precisamos atingir este estágio de consciência e seguirmos firmes e fortes rumo a verdadeira felicidade.
Obrigado Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:49
Olá querida amiga Edna!

Parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.

Infelizmente continuamos a ver as estatísticas aumentarem. Precisamos fazer a nossa parte, onde estivermos colocar a semente do esclarecimento.
Obrigado Edna! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:53
Olá amigo Jurandy!

Reforma íntima para mim é a minha luta constante pra dominar meus erros morais e elevar cada vez mais minhas qualidades morais.                     

Este é o nosso único caminho!
Obrigado Jurandy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 02:58
Olá querida amiga Maria!

O Roteiro da Autotransformação foi inspirado nos 12 Passos do Programa dos  Alcoólicos Anônimos. Mas aqui eles seguem a visão espírita, razão porque foram inseridos passos novos como os da Conscientização e da Autocura, da Vontade, da Imortalidade e da Reencarnação, da Reforma Íntima, da Alegria, das Virtudes e do Amor,  da Sintonia Superior e o  da Oração e da Meditação.

Excelente texto! Agradeço por ter trazido para o nosso estudo!

Imperfeições são nosso patrimônio.
Serão transformadas, jamais exterminadas”.
Interiorização é aprender a conviver pacífica e amorável com nossas mazelas.

A nossa mudança tem que ser realizada com a transformação de nossos comportamentos através do autoconhecimento.
Obrigado amiga! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 03:19
Olá queridos(as) amigos(as)!

Continuando nossos estudos sobre os vícios. Conhecemos alguns vícios sociais como a gula, o tabagismo, a toxicomania; a sexolatria, o jogo e o alcoolismo. Vamos agora rever os vícios morais.

Avareza:

É o apego sórdido, uma vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça à bens materiais e ao dinheiro, ganância.

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui." (LUCAS, 12:15.)

Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.
Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.
As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas. Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.

Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.
Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar. É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.

Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.

Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando,igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.

Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.
A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.
(Vinha de Luz - Espírito Emmanuel, psicografado Francisco Cândido Xavier).

Vejamos uma lição vivida pelo Dr. Bezerra de Menezes:

Quando Bezerra, era ainda presidente da Companhia Carril de São Cristóvão, certo dia, deixara os escritórios da mesma, na Rua Sete de Setembro, seis horas da tarde. Como dirigente escrupuloso, era sempre o último a sair, após assistir ao fechamento das portas do escritório. Dispunha-se a descer a via pública, rumo ao largo de São Francisco de Paula, onde iria tomar o bonde para a Tijuca.
 
Já na calçada, Bezerra encontrou um velho conhecido, que o abordou nervoso e trêmulo.
 
- Que é isso meu caro? Que sucedeu?
O homenzinho, com a fisionomia transtornada e angustiosa, contou que acabara de perder o filho e que, desempregado e desprovido de recursos, vinha precisamente para falar ao velho amigo.
 
Bezerra não pediu mais explicações. Chamou-o para o desvão de uma porta, enfiou a larga mão ossuda na algibeira da calça e sacou da carteira.
Toma, meu "velho". Leva, leva isto. É tudo o que eu tenho no momento. Espera; ainda há mais! E vasculhou os bolsos do colete de onde retirou alguns níqueis.

O infeliz relutou. Mas Bezerra meteu-lhe a carteira e as moedas no bolso do casaco e, sem mais
conversas, ganhou a rua.
Com lágrimas nos olhos o amigo se despediu. Quanto havia na carteira? Nem mesmo Bezerra o sabia; nem lhe importava saber.
 
Desceu a Rua Sete de setembro e chegou ao largo. Já instalado no bonde, com o jornal aberto sobre os joelhos, meteu os dedos nos bolsos do colete e só então se lembrou de que lá não existia uma moeda sequer!

Calmamente saltou e se dirigiu a uma casa conhecida, onde foi pedir, pelo menos, os trezentos réis da passagem...

Ele nos demonstra a lição do Evangelho em que Jesus fala ao moço que queria segui-lo: " Se queres ser perfeito,vai, vende tudo o que tens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me." (do capítulo XVI de " O Evangelho segundo o Espiritismo, retirados do Novo Testamento).Porque Dr. Bezerra não cobrava a maioria das consultas e passava necessidades materiais com a família.

A avareza na passagem do óbolo da viúva: Não apenas dar do que temos, mas também do que precisamos. Porque aprendemos em outra passagem que o certo não é apenas não fazer o mal, mas todo o bem que pudermos. 

Acredito que este assunto mexe com todos nós que nem imaginávamos possuir algo de avareza.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Anton Kiudero em 12 de Junho de 2011, 14:07
Os vivos e os mortos

"deixai os mortos sepultar os seus próprios mortos"

O espírito vive enquanto espírito e morre enquanto se deixa fascinar pelas sensações materiais colocadas pelo ego.

Desta forma podemos compreender o significado da ressurreição que não tem a conotação de reencarnação que alguns pretendem lhe dar. A ressurreição é o despertar do espírito que se compreende como tal, mesmo enquanto vivenciando as provas suportadas por seu personagem.

Os vivos compreendem que nada são fora de Deus, mesmo porque nada pode existir fora de Deus. Os mortos acham que vivem uma vida independente de Deus.

Os vivos sabem que nada pode lhes acontecer de mal pois nada jamais os poderá atingir. Os mortos se sentem constantemente ameaçados por tudo o que desconhecem e temem.

Os vivos nada desejam pois que já tem tudo. Os mortos desejam tudo pois que não tem nada, vivem para a satisfação de seus desejos.

Na seqüência de milhares de encarnações do espírito como "ser humano" em apenas uma única se processa a ressurreição ou despertar para a vida. Durante todas as anteriores o espírito esta como morto ou adormecido. E em todas as posteriores está vivo, sem deixar de vivenciar os personagens que veste.

O processo é único e instantâneo. Não há gradualismos. Ou é uma coisa ou é outra. Tal como a água que, estando a 1 grau ou a 99 graus será sempre água, mas aos 100 graus transforma-se em vapor e aos 0 graus se transforma em sólido gelo. Mas o processo não é reversível como o da água. É permanente e irreversível. No entanto não há garantias de sucesso e que ninguém espere entrar em outra dimensão ou ser salvo eternamente após a ressurreição. Mesmo porque quem espera algo ainda esta adormecido...

É uma mudança qualitativa que ocorre de forma natural, muitas vezes sem que o vivo tome conhecimento, tão natural o processo. Na atualidade, praticamente todo ser humano pode processar esta transformação na atual encarnação ("muitos serão chamados"), mas poucos estão conscientemente preparando-se para ela ("poucos serão escolhidos").

Voce que lê estas linhas, VIVA! A sua hora é agora!

Acumule as suas riquezas no reino do Pai e não no reino do Ego. Desapegue-se de tudo e não acredite em nada e em ninguém, nem mesmo neste texto. Apenas libertando-se de todas as ilusões o processo se iniciará...

O nome moderno que o espiritismo deu a este processo, sem entretanto compreender como funciona é Reforma Intima.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: filhodobino em 12 de Junho de 2011, 15:35
Amados Irmãos companheiros de senda,
Reflitindo em...


Não basta a ação por si só. Imprescindível configurá-la em proveito. Toda circunstância é campo de criatividade para que se realize o melhor. Ninguém sabe quem teria sido o samaritano da parábola: se um homem de elevada cultura espiritual ou se um analfabeto no conhecimento da vida; se um representante da autoridade ou se um homem a esconder-se das próprias culpas. Entretanto, porque se compadeceu e auxiliou, porque agiu e serviu, em favor do próximo, conseguiu identificar-se com o trabalho dos anjos. EMMANUEL em:
- AMANHECE - 2ª Ed. GEEM, 1976
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/765/#ixzz1P4W1B0C5


Evidencia em meu entendimento que necessáriamente é importante a ação para aferirmos percepções, e que somente a partir das mesmas é que adquiriremos conhecimento.
Pedagogicamente é esta a mensagem que vivenciamos...
Se, cruzarmos os braços aguardando intelectualizarmos o conhecimento, para então, ... "agir", provavelmente estaríamos ainda vivenciando a época neardenthal...
Agimos, mesmo sem pleno conhecimento, estamos aqui...
Funcionou... porque não continuar e ficar experimentando soluções incertas...
Cristo nos presenteou com o exemplo, formatar da experiência que apromixa-nos da compreensão...
Como disse Emmanuel... "Não basta a ação por si só. Imprescindível configurá-la em proveito."
Ouso frisar... em Proveito próprio (reforma íntima) e em proveito de outrem, pelo doar, e incentivar, evitando as críticas que mais promovem o desânimo sem oferecer caminhos visíveis e claros...
Saúde e Paz!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 12 de Junho de 2011, 15:40
Bom dia a todos

Amigo Anton, complementando seu raciocínio.

LE – 911 - Não existem paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha o poder de superá-las?

– Há muitas pessoas que dizem: Eu quero, mas a vontade está apenas nos lábios. Querem, mas estão bem satisfeitas que assim não seja. (...)

912 - Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?

– Praticar o desprendimento.

  Allan Kardec

                            ***    ***    ***    ***    ***

"Se é difícil a “ pobreza pelo espírito”, muito mais difícil é a “pureza do coração”. O desapego dos bens externos é o abandono de algo que não fez, nem jamais poderá fazer parte integrante do homem algo que nunca foi nem pode ser realmente “seu” - ao passo que o ego personal faz parte integrante do homem, é “seu”, embora não seja ele mesmo; e por isso a renúncia à sua personalidade físico-mental em prol da sua individualidade espiritual é, incomparavelmente, mais difícil do que a renúncia à cobiça dos bens externos. Parece ser uma morte para o homem que ainda não descobriu o seu eterno Eu. Mas essa morte é indispensável para a ressurreição. A coragem de arriscar ou não arriscar esse salto mortal do ego humano para o Eu divino é que divide a humanidade em dois campos: em profanos e iniciados, nos de fora e nos de dentro, em cegos e videntes, em inexperientes e experientes, em insipientes e em sapientes. É necessário que o homem sofra tudo isso para, assim, entrar em sua glória..."

Huberto Rhoden





Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 12 de Junho de 2011, 16:37
Boa tarde, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


HOMEM VELHO

Sem que se identifique com os seus pontos falhos, o homem não avança na senda do aperfeiçoamento.

Conhecer-se com os seus defeitos é mais importante que conhecer-se em suas virtudes.

”O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, os méritos que efetivamente pode ter.” (ESE, Cap 17).

A qualidade moral que carece de promover-se para ser vista não passa de um arremedo de virtude.

”... Se eu faço o que não quero, já não sou eu quem faz, e sim o pecado que habita em mim.” (Romanos, 7:20).

Agir conforme não se quer é anti-natural.

Quem já não se compraz no homem-velho nunca mais voltará a ser o que era.

Poderá, inclusive, por um tempo mais ou menos longo, continuar a lhe sofrer a influência, mas não se deixará dominar.

É que em seu Espírito se operou uma cisão definitiva.

E o inimigo posto, assim, a descoberto, já não constitui um obstáculo à vitória.

                     Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 12 de Junho de 2011, 18:03
Boa tarde querido amigo Marcello, caros amigos e visitantes!



RIQUEZA



Rico é o pântano pelos depósitos de matéria orgânica.

Rica é a enxurrada pelos recursos de adubação.

Rica é a argila pela maleabilidade com que obedece ao oleiro.

Rica é a pedra pela segurança que oferece à construção.

Rica é a ostra que encerra a pérola no próprio seio.

Rica é a árvore pelos tesouros que espalha.

Rico é o serro bruto pelos metais que esconde.

Rica é a areia que defende o leito das águas.

Rica é a fonte que auxilia sem recompensa.

Rica é a forja pelas utilidades que produz.

Rica é a dor pelas lições que ensina.

O Senhor não criou a pobreza.

Além disso, converteu o homem no rei das criaturas terrestres.

O homem, porém, até agora, no sentido coletivo da definição, permanece detido na posição de chefe dos animais.

Onde há luz de inteligência, não há penúria.

Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.

Doar estímulo, fraternidade, alegria, consolo, esperança e amor é mais que transferir as bênçãos dos recursos amoedados.

Estejamos a postos para trabalhar e servir, sem olvidarmos que se há grandes benfeitores da humanidade, que semeiam fortunas incalculáveis na preservação da saúde e da instrução da vida comunitária, Jesus, ainda e sempre, é o maior de todos os redentores da Terra, porque ofereceu ao mundo a própria vida, no sacrifício supremo do próprio coração.



Autor: André Luiz. Do Livro: Endereços da Paz

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 12 de Junho de 2011, 18:10

Desigualdade das riquezas


Nara Coelho



 É interessante observar que a aquisição das riquezas materiais tem sido a meta da esmagadora maioria dos homens.

 Se abrirmos os jornais de hoje, vamos ver corrupção e crime no Brasil, nos EUA, vamos ver suas conseqüências no desastre que acontece na Argentina e em tantas situações que nos apavoram...

 Tudo pela ambição da riqueza desmedida do Homem, que nunca está satisfeito com o que tem: seja com o dinheiro, com o poder, com a saúde, ou com a família que tem.

 Entretanto, Jesus nos ensinou que deveríamos nos preocupar em ajuntar os tesouros que a traça não corrói, a ferrugem não consome e o ladrão não rouba.

 Isto é, os tesouros que nos cumulam o espírito com a riqueza que levaremos para a eternidade e que nos abrirão as portas para o Reino de Deus, que é, na verdade, o reino dos valores espirituais.

 O que fizemos com esses ensinamentos?

Escondemos na gaveta, para recitá-lo quando nos conviesse demonstrar "conhecimento cristão" e nem nos detivemos para perceber na assertiva do Mestre que completa esse ensino:

 "Busque primeiro o Reino de Deus e sua Justiça e tudo o mais lhe será dado por acréscimo".

 Somos infelizes porque ignoramos as leis de Deus que Jesus veio nos ensinar e Kardec nos relembrar, realizando a promessa do consolador prometido por Jesus.

Pois bem, no Livro dos Espíritos, temos a explicação do porque da desigualdade das riquezas.

Por que uns a têm e outros não?

 Pela objetividade e inteligência das indagações elaboradas por Kardec, os espíritos superiores tiveram a oportunidade de nos esclarecer que as riquezas são provas necessárias ao espírito na sua caminhada evolutiva.

Provas? Poderemos indagar; então eu quero esta prova!

Claro que este seria o pensamento natural de quem se julga espremido entre o berço e o túmulo, que vai viver apenas uma vez na Terra e que precisa "aproveitar" todas as chances que a vida oferece.

Este pensamento é, naturalmente, o que norteia aqueles que querem enriquecer a qualquer custo, nem que para isto infelicitem milhares de pessoas.

Todavia, o espiritismo nos esclarece que somos espíritos e que vestimos um corpo físico para vivermos na Terra o exercício de aprimoramento espiritual.

 Aqui, temos a veste física que precisamos, a família que precisamos, a saúde, a educação, o ambiente, enfim, tudo o que precisamos para continuar nosso desenvolvimento espiritual a partir do ponto em que paramos na última encarnação  e depois da erraticidade no mundo espiritual que, certamente, nos orientou para a vivencia atual.

 Assim, na maioria das vezes, a riqueza é uma prova, pois, com ela, corremos o risco de perder nossa chance de progredir espiritualmente, pelas facilidades materiais que ela nos oferece.

Sua desigualdade na Terra reflete a desigualdade das necessidades evolutivas, a desigualdade dos próprios espíritos encarnados.

Lembram-nos os espíritos que, se uma mesma quantia em dinheiro fosse distribuída igualmente por todos os habitantes da Terra, em pouco tempo elas seriam diferentes ou nem existiriam para alguns, dado às diferentes faculdades de que os espíritos dispõem, em pouco tempo elas seriam diferentes ou nem existiriam para alguns, dado às diferentes faculdades de que os espíritos dispõem. Lembram-se da parábola dos talentos? Tudo isso, só poderemos entender sob o enfoque da reencarnação: somos espíritos e reencarnamos tantas vezes quanto as necessárias até alcançarmos a evolução integral.

De reencarnação em reencarnação, em busca da sabedoria ensina-nos Herculano Pires!

A riqueza é importante para que a administremos em benefício do semelhante que não têm ainda condições de fazê-lo.

Por isso, muitas vezes, uma família rica perde tudo e seus herdeiros ficam muito pobres: eis que não tinham condições espirituais de administrar a riqueza; não tinham crédito espiritual e precisam aprender com o altruísmo do próximo.

 Riquezas herdadas, assim, precisam ser administradas tendo em vista o bem do próximo para que se efetivem.

 E não é condenável, como julgam alguns.

 Quem a recebe está obtendo um voto de confiança das leis divinas para medir a sua responsabilidade espiritual.

Muitas vezes, a herança acontece para que o herdeiro, mais espiritualizado, concerte os erros do passado, ajude a quem foi injustiçado, melhore a vida de quem já o merece.

Muito importante para nós, espíritos em evolução que já procuramos entender as leis da vida, é saber que somos responsáveis uns pelos outros; que precisamos acabar com o egoísmo que nos infelicita e infelicita o mundo;  que precisamos ajudar o nosso próximo a ser feliz e que a riqueza precisa ser usada para que tal se dê.

 Riqueza que não circula em benefício do semelhante, acumula e "entope" as vias de acesso à felicidade, definhando-se gradativamente até se extinguir.

Não somos proprietários de nada que é material.

 Apenas temos a posse, legada por Deus para que aprendamos a construir a felicidade para nós e para o mundo inteiro!

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 12 de Junho de 2011, 20:38
Boa tarde querido amigo Marccello e caros amigos membros e visitantes... Muita paz

Reforma intima

 CONSTRUIR A PRÓPRIA FELICIDADE. A felicidade é conquista de cada alma. Ela deve ser atingida pelo cumprimento dos deveres espirituais e morais e pela aceitação da adversidade como oportunidade para a conquista de maior progresso pessoal: “Constrói dentro de ti a felicidade que desejas alcançar, realizando hoje, com alegria, todos os teus deveres de amor e caridade e aceitando, com serenidade, todas as adversidades que surjam em teu viver”.

PERSISTIR NA CONQUISTA DA EDUCAÇÃO DA ALMA. A educação das faculdades da alma é meta que deve ser atingida sem esmorecimento. Assim, beneficiamos a nós mesmos e ao próximo, obtendo a evolução e a vitória na forma de luz espiritual e paz: “Não desanimes jamais. Estuda, trabalha, procurando agir constantemente, não só em benefício de ti mesmo, daquilo que tentas alcançar, mas estende ao próximo um pouco das tuas aquisições, não apenas no campo material, mas, sobretudo, em amor e entendimento que possam apaziguar os corações em desespero”. (...) “Confia em Deus, ampara-te em Jesus, buscando transformar tua vida, num manancial perene de luz e de paz”.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 12 de Junho de 2011, 20:48


ELEVAÇÃO DE PENSAMENTOS

Elevar os pensamentos, hoje em dia, é uma necessidade imperiosa para não nos envolvermos nas baixas vibrações que abundam em torno da terra.
Nossa mente é um dos bens mais precioso que possuímos e preservá-la nos garante êxito na caminhada da evolução.
Proteja a mente com idéias alegres e otimistas.
Preserve a mente com estudos e leituras elevadas.
Conserve a alegria com fé e oração.
Veja o mundo, a humanidade, os parentes e os amigos com o olhar da caridade.
Mais caridade fazemos com os pensamentos do que com os atos.
Pensamento é um poderoso ímã. Pense no bem, o bem virá.
Pense negativamente e o mal acontece.
A mente é a ferramenta do espírito tanto constrói como destrói;
somos responsáveis por nossas criações mentais.
Não reclame.
Não critique.
Não condene.
Não se lembre dos erros alheios, somente dos próprios.

Elogie e abençoe sempre.

Mude seus pensamentos e mudará sua vida
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 12 de Junho de 2011, 21:52
Vícios e parasitismo extrafísico
Para o principiante, fumar ou beber são simbólicos. Eu não sou mais o filhinho da mamãe, eu sou durão, sou um aventureiro, não sou quadrado... À medida que o simbolismo psicológico perde a força, o efeito farmacológico assume o comando para manter o hábito. Para o adepto do Espiritismo, o vício de fumar ou de beber tem conseqüências muito sérias, sobretudo, por causa das reiteradas advertências dos Benfeitores Espirituais, esclarecendo sobre os malefícios que causam à mediunidade. O médium, viciado no fumo, consubstancia-se integralmente em "cachimbo" ou "piteira" nas amarras dos inveterados fumantes do além, e o viciado em alcoólicos torna-se alvo de obsessão dos esfarrapados alcoolistas do além-túmulo.
O viciado fica preso nas garras insaciáveis do parasitismo ou do vampirismo. Vidas que poderiam ser nobres, dignas, proveitosas, tornam-se vergonhosas e inúteis, estimulantes de capitulações desastrosas. Famílias inteiras são, às vezes, afetadas por esses desastres morais de profunda repercussão. Na verdade, o vampirismo é, apenas, um fenômeno de simbiose, que tanto ocorre entre os encarnados, quanto entre os desencarnados, ou seja, o vício não termina com a morte física.
O vício açoita as bases da consciência evangélica, desarmoniza a estrutura fisiopsíquica e as estruturas funcionais do perispírito, que se impregna de toxinas. O Álcool e o fumo afetam os trilhões de células unicelulares saturadas de vitalidade que compõem o psicossoma, deixando sequelas específicas. Em verdade, o tabagismo e o alcoolismo atormentam os desencarnados viciados que se angustiam ante a vontade de beber e fumar, irresistivelmente potencializada. O desgaste da questão é consubstanciado na inexistência de indústrias de bebidas alcoólicas e de cigarros na Erraticidade para abastecer Espíritos viciados. Em face disso, os "fantasmas" tabagistas e alcoolistas, para materializarem suas tragadinhas, tornam-se protagonistas da subjugação, transformando-se em artífices da vampirização sobre os encarnados fracos de vontade, que ainda se locupletam nos vapores etílicos e nas deletérias baforadas do malcheiroso cigarro.
Essas são razões suficientes para nos precatar contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de quaisquer drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo, até porque, disciplina, critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar da nossa mente.

Jorge Hessen.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 12 de Junho de 2011, 21:58
O sol sempre a brilhar

 Mais um dia surge em nossas vidas...
não importa o tempo que esteja fazendo lá fora, mas o sol sempre estará a brilhar dentro de nós.

Sintonizados a essa luz interna, nos elevamos até o Alto e sentimos toda a presença do Pai Misericordioso em nossa vida.

E assim, nos sentimos fortalecidos e com determinação para enfrentarmos mais um dia, reconhecendo o quanto podemos realizar nesse dia, que é mais uma dádiva que a Providência Divina nos concede.

Reescrever a nossa história, abandonando caminhos tortuosos, reconhecendo os erros, mudando atitudes, semeando o amor, aliando-se a espiritualidade maior e arregaçando as mangas para semearmos a terra que está a nossa frente e com isso, cultivamos os bons frutos do amanhã.

Sim, hoje podemos fazer tudo isso, porque o hoje é o nosso momento!

Momento em que podemos dar início às transformações, sem se importar se elas demorarão ou não para se concretizarem, mas compreendendo que o primeiro passo se faz necessário e os outros passos virão gradativamente, a medida que vamos evoluindo espiritualmente.

O sol brilha dentro de nós, lembremos sempre disso e usemos essa luz para iluminar nosso potencial interno e vencermos as barreiras que tentam bloquear nosso crescimento.

Não temamos a reforma íntima, porque se realmente quisermos atingir novos horizontes, ela é o caminho!

Vibremos o bem e em cada esquina de nossa caminhada, lá estará ele multiplicado e nos auxiliando diante das tormentas.

Celebremos a vida, porque ela é uma benção do Pai, que jamais nos desampara, acreditemos em Seu apoio, verifiquemos que o fardo que carregamos não é maior que a nossa força, então lado a lado com o Pai, sigamos, sabendo que podemos caminhar com os próprios pés.

Não abaixemos a cabeça, nos sentindo frágeis e vencidos diante da dor que arremata nossas alegrias, pelo contrário, silenciamos nosso íntimo, reflitamos, sintamos a inspiração dos nossos mentores espirituais, reconfortamos nosso Espírito, levantemos nossos olhos para frente e sigamos, porque a vida volta sempre a se renovar diante de nós.

Equilibremos nossas emoções, desconfiando sempre daqueles pensamentos tristes que chegam de repente e buscam nos contaminar, nos levando ao ódio, à descrença, à inveja, ao desespero e a fragilidade moral. Busquemos pelo Evangelho do Mestre, recordando Suas palavras: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” e se nos mantivermos com Ele, venceremos qualquer escuridão.

Agradeçamos a cada instante que vivermos, mesmo que no agora, não seja o melhor momento de nossa existência, mesmo que as lágrimas estejam presentes e o sofrimento machuque nosso íntimo, mesmo assim, agradeçamos, porque o Pai sempre sabe o que faz, e com certeza busca pelo nosso amadurecimento espiritual.

E nos momentos de dor, consola nosso espírito, nos dando forças e nos preparando para que possamos prosseguir, cabendo a cada um de nós, enxergar essa Luz Divina que sempre está a nossa frente, pronta a iluminar o caminho, mas não esqueçamos que para que possamos senti-la, necessário é que combatamos as cegueiras espirituais que ainda carregamos na bagagem.

Louvemos sim ao Alto, mas não fiquemos apenas esperando que a Providência Divina venha ao nosso socorro e modifique tudo a nossa volta, reconheçamos que somos responsáveis pelo caminho que escolhemos, que jamais estaremos desamparados, mas que cabe a cada um de nós decidir com qual companheiros espirituais iremos nos sintonizar e continuar a jornada.

Cultivemos o otimismo como parceiro de caminhada, porque só ele nos auxilia a mantermos a esperança viva e com esperança, tudo a nossa volta, mesmo que com tempestade, se torna mais sereno e confiantes sabemos que podemos atravessar esse período de tantas adversidades.

Nos instantes em que vozes ocultas buscarem nos influenciar a desistirmos, voltemo-nos a nos lembrar do Mestre caminhando sereno em direção ao Calvário, a sua demonstração de Amor na cruz, mas acima de tudo retornando com toda a Sua Luz e nos dizendo amorosamente: “ Eu vos dou a minha paz” e com essa paz, tenhamos a certeza que Jesus sempre permanece entre nós e com Ele nada temos a temer.

Compreendamos que somos todos irmãos, não guardemos ofensas ou mágoas alheias, porque seremos sempre os mais prejudicados internamente com esses sentimentos, semeemos a fraternidade e o perdão e quando este ainda não for possível, entreguemos nossos desafetos à Sabedoria Divina e também estendamos nossas mãos a essa espiritualidade maior, pedindo que ela nos guie ao caminho de luz e aos poucos, sentiremos os ensinamentos de Jesus vibrando dentro de nós e o veremos como o perdão se tornará possível.

Confiemos sempre, não nos importando com o que está a nossa frente, mas confiantes no amparo divino que nunca tarda, prossigamos deixando as dúvidas para trás, assim como o medo que quantas vezes teima em nos acompanhar.

Apenas confiemos, porque se aqui estamos, é porque temos muito potencial para enfrentarmos as dificuldades e evoluirmos espiritualmente.

Prossigamos, porque somos filhos de Deus e o Pai nos espera de braços abertos e até Ele, somos sim capazes de chegar.

Confiemos e passo a passo caminhemos, passando por espinhos e vendo que eles ficarão para trás.

Confiemos e sintamos o sol sempre a brilhar, porque o sol nasce primeiramente dentro de cada um de nós....

Sônia Carvalho
autora do livro "E a vida se Renova"
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:32
Olá amigo Anton!

todo ser humano pode processar esta transformação na atual encarnação ("muitos serão chamados"), mas poucos estão conscientemente preparando-se para ela ("poucos serão escolhidos").

Voce que lê estas linhas, VIVA! A sua hora é agora!

 A cada instante de nossa vida devemos avaliar nossos procedimentos quanto às atitudes... Todo momento é oportunidade sublime de recomeçar.

Obrigado amigo Anton! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:35
Olá  amigo filhodoBino!

Ninguém sabe quem teria sido o samaritano da parábola: se um homem de elevada cultura espiritual ou se um analfabeto no conhecimento da vida; se um representante da autoridade ou se um homem a esconder-se das próprias culpas.
Se, cruzarmos os braços aguardando intelectualizarmos o conhecimento, para então, ... "agir", provavelmente estaríamos ainda vivenciando a época neardenthal...

Como disse Emmanuel... "Não basta a ação por si só. Imprescindível configurá-la em proveito."
Ouso frisar... em Proveito próprio (reforma íntima) e em proveito de outrem, pelo doar, e incentivar, evitando as críticas que mais promovem o desânimo sem oferecer caminhos visíveis e claros...

Sócrates e Jesus, ambos nada escreveram. Ensinaram através das palavras e dos exemplos. Seus ensinos chegaram até nós através dos seus discípulos.

Ambos foram considerados criminosos pela justiça dos poderosos da época, condenados à morte, por haverem combatido os preconceitos religiosos, por ensinarem verdades que poucos na época poderiam compreender.

Jesus foi acusado de corromper o povo com seus ensinos, Sócrates por corromper a juventude, ao proclamar a unicidade de Deus, a imortalidade da alma e a existência da vida futura.

Ressalta Kardec que essa comparação em nada diminui a grandeza da missão divina de Jesus e que se trata de fatos históricos que não podem ficar escondidos. " O homem atingiu um ponto em que a luz sai por si mesma debaixo do alqueire e o encontra maduro para a enfrentar .Tanto pior para os que temem abrir os olhos. É chegado o tempo de encarar as coisas do alto e com amplitude, e não mais do ponto de vista mesquinho e estreito dos interesses de seitas e de castas ".
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - Introdução lV

Obrigado filhodoBino! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:37
Olá amigo Ken!

O desapego dos bens externos, parece ser uma morte para o homem que ainda não descobriu o seu eterno Eu. Mas essa morte é indispensável para a ressurreição.

Um dos maiores obstáculos à nossa evolução tem sido, sem dúvida alguma, o apego às coisas materiais.

Obrigado Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:40
Olá amigo Lima Gil!

Sem que se identifique com os seus pontos falhos, o homem não avança na senda do aperfeiçoamento.

Conhecer-se com os seus defeitos é mais importante que conhecer-se em suas virtudes.

Precisamos saber o que realmente temos de prejudicial em nossas vidas, fazendo um inventário honesto de todos estes hábitos, combatendo-os diariamente.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:47
Olá querida amiga Kátia!

Onde há luz de inteligência, não há penúria.

Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.

Doar estímulo, fraternidade, alegria, consolo, esperança e amor é mais que transferir as bênçãos dos recursos amoedados.”

Continuando com a sintonia:

Efetivamente, você ainda não resplande tanto quanto a luz, mas pode acender uma vela, afastando as sombras.

Não atingiu ainda os mais altos graus da sabedoria, no entanto, nada lhe impede articular uma frase de encorajamento, em auxílio aos que sofrem.

Não possui ainda a paz invariável, entretanto, você detém a possibilidade de fazer silêncio sobre o mal, afim de que o mal se transforme no bem, dentro do menor prazo possível.

Não conquistou ainda a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de
simpatia aos que necessitam de esperança.

Não maneja ainda toda uma fortuna, de modo a construir, por si só, uma instituição de
beneficência, contudo, pode doar um pão ao companheiro desamparado.

É provável que você se afirme, sem qualquer condição para fazer isso, no entanto,dispõe você do privilégio da ação. Trabalhando, você é capaz de servir e, servindo ao soutros, em qualquer situação e em qualquer tempo, você pode começar.

Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário


o espiritismo nos esclarece que somos espíritos e que vestimos um corpo físico para vivermos na Terra o exercício de aprimoramento espiritual.

 Aqui, temos a veste física que precisamos, a família que precisamos, a saúde, a educação, o ambiente, enfim, tudo o que precisamos para continuar nosso desenvolvimento espiritual a partir do ponto em que paramos na última encarnação  e depois da erraticidade no mundo espiritual que, certamente, nos orientou para a vivencia atual.

 Assim, na maioria das vezes, a riqueza é uma prova, pois, com ela, corremos o risco de perder nossa chance de progredir espiritualmente, pelas facilidades materiais que ela nos oferece.

Sua desigualdade na Terra reflete a desigualdade das necessidades evolutivas, a desigualdade dos próprios espíritos encarnados.

Lembram-nos os espíritos que, se uma mesma quantia em dinheiro fosse distribuída igualmente por todos os habitantes da Terra, em pouco tempo elas seriam diferentes ou nem existiriam para alguns, dado às diferentes faculdades de que os espíritos dispõem.

Maravilhosos ensinamentos Kátia!

ALAVANCA DE LUZ

O Dinheiro compra a Sustentação.
A Vida vem de Deus.
O Dinheiro, porém, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir com o Amparo
de Deus é capaz de melhorar as condições de existência para legiões de pessoas.
O Dinheiro compra a Cultura Acadêmica.
A Inteligência vem de Deus.
Mas, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir com o Amparo de Deus, pode
espalhar escolas e livros beneficiando extensas comunidade.
O Dinheiro compra a Farmácia.
A Saúde vem de Deus.
Entretanto, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir, com o Amparo deDeus, o Dinheiro consegue movimentar providências e adquirir os remédios necessários aoalivio ou à cura de numerosos doentes.
O Dinheiro compra o Conforto.
A Alegria vem de Deus.
No entanto, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir, com o Amparo de
Deus, o Dinheiro pode repartir parcelas de felicidades em todas as direções.
O Dinheiro compra o Leito.
O Repouso vem de Deus.
Contudo, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir, com o Amparo de Deus,o Dinheiro consegue oferecer agasalhos e cobertores, protegendo o sono dos companheirosque a penúria assinala.
O Dinheiro é Força.
O Poder vem de Deus.
Mas, nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir, como Amparo de Deus, o
Dinheiro é capaz de promover socorro e consolação para muita gente.
A Criatura vem de Deus.
Deus é a Vida em todos.

E o Dinheiro nas mãos da Criatura que aprende a viver e a servir, com o Amparo de
Deus, é sempre uma Bênção de Esperança e uma Alavanca de Luz

Chico Xavier – André Luiz

Obrigado amiga Kátia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:52
Olá querida amiga Dothy!

“Constrói dentro de ti a felicidade que desejas alcançar, realizando hoje, com alegria, todos os teus deveres de amor e caridade e aceitando, com serenidade, todas as adversidades que surjam em teu viver”.

“Não desanimes jamais. Estuda, trabalha, procurando agir constantemente, não só em benefício de ti mesmo, daquilo que tentas alcançar, mas estende ao próximo um pouco das tuas aquisições, não apenas no campo material, mas, sobretudo, em amor e entendimento que possam apaziguar os corações em desespero”. (...)

Não podemos nunca desanimar...

Não desanime jamais !


 você deixou de trabalhar, entrando em desânimo, examine o tráfego numa rua simples.

Ônibus, automóveis, caminhões, ambulâncias e viaturas diversas passam em graus de velocidade diferente, cumprindo as tarefas que lhes foram assinaladas.
Nenhum veículo segue sem objetivo e sem direção.
Observe, porém, o carro parado, fora da pista.
Além de constituir uma tentação para malfeitores e um perigo no trânsito, é também um peso morto na economia geral, porquanto foge do bem que lhe cabe fazer.
Entretanto, se o dono resolve recuperá-lo, aparecem, de pronto, motoristas abnegados, que se empenham a socorrê-lo.
Considera a lição e não gaste o seu tempo, acalentando enguiços na própria alma, que farão de você um trambolho para os corações queridos que lhe partilham a marcha.
Qual acontece ao veículo mais singelo, você pode perfeitamente auxiliar nos caminhos da vida, arrancar um companheiro dessa ou daquela dificuldade, carregar um doente, transportar uma carta confortadora, entregar um remédio ou distribuir alimento.
Se você quiser, realmente, largar o cantinho da inércia, rogue amparo aos Espíritos Benevolentes e Sábios que funcionam, caridosamente, na condição de mecânicos da Providência Divina, e eles colaborarão com você, mas para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, que você pense em servir, dispondo-se a começar.

Chico Xavier - André Luiz - "Paz e Renovação"

Elevar os pensamentos, hoje em dia, é uma necessidade imperiosa para não nos envolvermos nas baixas vibrações que abundam em torno da terra.

A mente é a ferramenta do espírito tanto constrói como destrói;
somos responsáveis por nossas criações mentais.
Não reclame.
Não critique.
Não condene.
Não se lembre dos erros alheios, somente dos próprios.
Elogie e abençoe sempre.
Mude seus pensamentos e mudará sua vida

Os estados de espíritos são determinantes em nossas vidas, mudemos nossos pensamentos.

Obrigado amiga Dothy! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 12 de Junho de 2011, 23:59
Olá querida amiga Maria!

Equilibremos nossas emoções, desconfiando sempre daqueles pensamentos tristes que chegam de repente e buscam nos contaminar, nos levando ao ódio, à descrença, à inveja, ao desespero e a fragilidade moral. Busquemos pelo Evangelho do Mestre, recordando Suas palavras: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” e se nos mantivermos com Ele, venceremos qualquer escuridão.

Apenas confiemos, porque se aqui estamos, é porque temos muito potencial para enfrentarmos as dificuldades e evoluirmos espiritualmente.

Façamos uma "faxina interior", livremo-nos de tudo que nos atrapalha, e vamos dar inicio a um novo ciclo de vida, um ciclo de felicidade e evolução.

Obrigado amiga Maria! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 13 de Junho de 2011, 00:27
Olá queridos(as) amigos(as)!


Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Ciúme

Ciúme é a emoção usada pelo seu psiquismo como reação ao medo de perder. Tem gente que gosta de sentir ciúme, pois todas as emoções geram neurotransmissores e seu cérebro fica viciado neles da mesma forma como fica viciado em álcool, nicotina, cafeína, etc.

O ciúme, a expectativa, a carência e a decepção são pontos de chegada possíveis para o nosso medo de perder. O ciúme tem como subproduto a mentira, para evitar a reação ciúmenta do outro nós mentimos, pois o ciúme nos torna agressivos e como autopreservação o indivíduo mente.

Talvez se entendermos o porquê da necessidade da exclusividade em um relacionamento afetivo, possamos entender melhor a natureza do ciúme. Outro ponto a ser considerado é a sexualidade. Será que o amor é prisioneiro do sexo? Ou o sexo é prisioneiro do amor? Existem outras possibilidades?

Sou do contra, eu não endosso o costume popular de dizer que um pouquinho de ciúme é bom. Minha opinião pessoal é que o que não é bom para uma criança pequena não é bom para um adulto.

Quando uma criança pequena quase bate na outra que quis pegar algum de seus brinquedos o os mais velhos dizem: “que feio! Tem que emprestar!”, não obstante, basta a criança pegar algo do adulto para ele sentenciar: “isso é meu e não é para brincar!“. Ou seja, fala uma coisa, mas faz outra. Bem fácil de entender.

Quando você era pequeno sua mãe lhe ensinou a não ser ciúmento com seus brinquedos de criança. Está na hora de aprendermos a não ter ciúmes de nossos brinquedos de gente grande, não acha?

Então quer dizer que eu nunca sinto ciúme? É claro que sinto. Só que ao invés de rosnar como o cachorrinho que está com medo de perder seu osso eu presto atenção para entender por que diabos eu estou com medo de perder.

Se você entender o porquê de seu medo, seu progresso e amadurecimento emocional serão levados a outro patamar. E afinal de contas o que é mais sábio, sair brigando com todo mundo, fazer beicinho, ou aprender mais sobre você? Qual das respostas você acha que um yôgin deve usar?

Você algum dia terá que lidar com seus medos e inseguranças. É inevitável e isso é autoconhecimento na prática, no dia-a-dia. De nada adianta você fazer pránáyámas lindos, ásanas perfeitos se na hora que o bicho pega você corre. Já diz o ditado: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, mas se enfrentar o bicho foge.

Marco Carvalho - Instrutor de Swásthya Yôga
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 13 de Junho de 2011, 00:30
O Ciúme na visão espiritual

Tipificando insegurança psicológica e desconfiança sistemática, a presença do ciúme na alma transforma-se em algoz implacável do ser. O paciente que lhe tomba nas malhas estertora em suspeitas e verdades, que nunca encontram apoio nem reconforto.

Atormentado pelo ego dominador, o paciente, quando não consegue asfixiar aquele a quem estima ou ama, dominando-lhe a conduta e o pensamento, foge para o ciúme, em cujo campo se homizia a fim de entregar-se aos sofrimentos masoquistas que lhe ocultam a imaturidade, a preguiça mental e o desejo de impor-se à vitima da sua psicopatologia.

No aturdimento do ciúme, o ego vê o que lhe agrada e se envolve apenas com aquilo em que acredita, ficando surdo à razão, à verdade.

O ciúme atenaza quem o experimenta e aquele que se lhe torna alvo preferencial.

O ciumento, inseguro dos próprios valores, descarrega a fúria do estágio primitivista em manifestações ridículas, quão perturbadoras, em que se consome. Ateia incêndios em ocorrências imaginárias, com a mente exacerbada pela suspeita infeliz, e envenena-se com os vapores da revolta em que se rebolca, insanamente.

Desviando-se das pessoas e ampliando o círculo de prevalência, o ciúme envolve objetos e posições, posses e valores que assumem uma importância alucinada, isolando o paciente nos sítios da angústia ou armando-o com instrumentos de agressão contra todos e tudo.

O ciúme tende a levar sua vítima à loucura.

O ego enciumado fixa o móvel da existência no desejo exorbitante e circunscreve-se à paixão dominadora, destruindo as resistências morais e emocionais, que terminam por ceder-lhe as forças, deixando de reagir.

Armadilha do ego presunçoso, ele merece o extermínio através da conquista de valores expressivos, que demonstrem ao próprio indivíduo as suas possibilidades de ser feliz.

Somente o self pode conseguir essa façanha, arrebentando as algemas a que se encontra agrilhoado, para assomar, rico de realizações interiores, superando a estreiteza e os limites egóicos, expandindo-se e preenchendo os espaços emocionais, as aspirações espirituais, vencidos pelos gases venenosos do ciúme.

Liberando-se da compressão do ciúme, a pouco e pouco, o eu profundo respira, alcança as praias largas da existência e desfruta de paz com alguém ou não, com algo ou nada, porém com harmonia, com amor, com a vida.

Divaldo Franco - Joanna de Ângelis - O Ser Consciente
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 13 de Junho de 2011, 00:43
Vamos transcrever uma instrutiva entrevistas (Perguntas e Respostas) sobre o tema Ciúme.

O Ciúme e Suas Complicações no Psiquismo

<Maria_Emilia> Trabalho como psiquiatra, desenvolvendo este trabalho em vários setores, sou médium do Centro Espírita Léon Denis e estamos aqui para falar sobre este tema tão interessante.

Considerações Iniciais do Palestrante:

<Maria_Emilia> Hoje vamos falar sobre esse assunto tão comum nas relações. "O Ciúme".

Tal sentimento, difícil de definir, pode ser considerado normal ou patológico. Para se ser ciumento é preciso ser perseverante no objeto do amor e é preciso um grau importante de frustração nesta intenção de amar. O individuo julga sem muita base que não é correspondido e começa a desenvolver uma cascata de sentimentos torturantes que o levam a sentir raiva, mas não poder manifestála, a sentir temor e não poder fugir, a querer se impor e ter medo de perder, a querer não sentir e ficar mais confuso.

Da fé no amor chega ao desespero...
Por isso, o ciúme é considerado um demônio perturbador e desestruturante da personalidade onde o indivíduo vive o que acha que é, mas não tem certeza, mas que também não pode ser de outra forma. Não há ciúme sem inveja e insegurança. O ciumento por amor a vida deseja amar e se não o consegue passa a agredir-se e a agredir o seu companheiro sem racionalizar, embora se considere culturalmente um sentimento feminino, os homens são MUITO ciumentos.

O não-ciumento sabe o que eu estou falando...

O que gera o ciúme é o desejar... O que alimenta o ciúme é o frustrar-se. Gostaria de trazer para reflexão cinco comportamentos ciumentos destrutivos:

Primeiro : Ciumento queixoso - é aquele que implora, falando ou em silêncio, o amor que pensa não receber. Usa de agressividade com pitadas de covardia, pois se esmera em ofender dissimuladamente.

Sente-se ofendido e frustrado e é capaz de interpretar um papel, com cena e tudo, para demonstrar sua insatisfação.

Segundo:  Ciumento trombudo - introvertidos e desconfiados por natureza, demonstram grande imaturidade afetiva, ficando "de tromba" quando o companheiro não corresponde. Usa o silêncio e a ? frieza para revidar a não correspondência. Faz greves intermináveis. Sua atitude de fuga o torna um ciumento crônico, pois não se confronta com o motivo que o faz ressentir-se.

Terceiro:  Ciumento recriminante - com o dedo em riste, este ciumento, meio maníaco, meio paranóico, explica minuciosamente os motivos de suas desconfianças. Se sente prejudicado por não ser amado como gostaria. Acusa e faz vexame em público. Usa frases insultantes, agressivas e são chamados de imperialistas do amor.

Não admitem que o seu par seja daquele jeito, que o ame daquela maneira, tem de ser como ele quer. Policia o comportamento e as atitudes do companheiro, e este "coitado" vive eternamente num salto alto. Intimida e usa o ciúme como uma arma para justificar sua agressividade.

Quarto:  Ciumento autopunitivo - é o ciumento que se sente infeliz por amar. Inflige-se a própria tortura da desconfiança e se pune se afastando de quem gosta. Dispõe-se a desaparecer se for preciso. Deixa de comer e tenta o suicídio de maneira QUE NÃO MORRA. Cria todas as facilidades para que o outro o traia, para dizer que "a culpa é sua", criando uma armadilha para o outro.

Quinto:  Ciumento vingativo - este é da época de Moisés: "- Olho por olho, dente por dente". Pensa: "Me traiu... me aguarde". Se se sente abandonado, restitui o sofrimento que se julga vítima, compete com o par e imagina represálias para punir a quem julga amar. A frase para este ciumento: "Aqui jaz o cadáver do amor".

Encerro minha exposição dizendo a todos que tenho uma receitinha muito boa para combater o ciúme. Estou aguardando os pedidos.

continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 13 de Junho de 2011, 00:45
Perguntas/Respostas:

<[moderador]> [1] - <_Alves_> Boa noite, Maria Emilia. O ciúme é uma doença?

<Maria_Emilia> É como eu disse anteriormente. O ciúme pode se transformar em patológico se apresenta aspectos destrutivos no modo do indivíduo se relacionar. O Amor pré-estabelece confiança e desejo de união.

<[moderador]> [2] - <ThE_CrOw-DJ> Pensamentos que induzem à desconfiança, insegurança e nos levam a ações típicas de ciúme são exclusivamente falhas nossas, ou podem ser inspirados com freqüência?

<Maria_Emilia> Você está me perguntando se a culpa é do outro? Não esqueça que você está falando com um psiquiatra que está sempre analisando os sentidos das palavras. Sem brincadeiras posso te responder que o ciumento geralmente atrai ciumentos para junto de sí, mas é responsável por seus próprios atos.

<[moderador]> [3] - <_Alves_> Como ajudar a um(a) companheiro(a) ciumento?

<Maria_Emilia> Conversar sempre ajuda. Gostaria de ouvir mais perguntas antes de dar a minha receita final...

<[moderador]> [4] - <_Alves_> Maria Emília, óbvio que o gérmen do ciúme deve estar em nós para que possa se manifestar. Mas até que ponto ele (o ciúme) pode ser intensificado pelos "amigos" do plano espiritual?

<Maria_Emilia> Todo o sentimento, toda a emoção que não é bem conhecida por nós, que nos faz "sair do sério", que nos deixa sem entender o que realmente sentimos, são brechas para que esses espíritos intervenham na nossa vida. Eles podem intervir porque sentem o mesmo que nós, se emocionam com nossas causas ou porque vêem um ponto fraco nas nossas emoções para minar nossas resistências. Já estou com vontade de dar a receita...

<[moderador]> [5] - <_Alves_> "Conversar sempre ajuda" foi o que você disse, mas quando a pessoa não quer reconhecer e entra em "desequilíbrio" quando se fala do assunto, o que fazer?
<Maria_Emilia> Alves, a convivência é uma coisa muito difícil, mas romper as barreiras do silêncio de outras maneiras que as habituais ajuda. As resistências, os muros que as pessoas levantam para não nos mostrar suas verdadeiras intenções significam que devemos ter mais atenção e cuidado diante desse ser humano.

<[moderador]> [6] - <SOL_BRILHANTE> Como entender o ciúme com base na lei da causa e efeito?

<Maria_Emilia> A lei de causa e efeito rege os sóis, as estrelas, os planetas, os seres vivos e tudo mais. O ciúme é uma reação (efeito) a frustração produzida pelo orgulho mal elaborado, mal vivido. Respondi a você?

<[moderador]> [7] - <SOL_BRILHANTE> Expressando-me melhor. Não será o ciúme algo ligado a dividas entre os conjugues de vidas passadas?

<Maria_Emilia> O ciúme transcende a encarnação. Ninguém deve cultivar esse sentimento baseando-se no fato de que o amor provém de vidas passadas. O ciúme, como eu disse, tem raiz na inveja e na insegurança. Só isso já seria bom motivo para começarmos a nossa receita. Alguém quer a receita?

<[moderador]> [8] -  <^^PenDragon^^> Maria Emilia, sendo o ciúmes um sentimento de baixa vibração, só poderemos dominá-lo através da oração, que traz fluxos positivos com fé e amor ao próximo, procede? Obrigado (obs.: sendo o ciúmes um sentimento de um amor exagerado")

<Maria_Emilia> Conheço muito ciumento que reza com ciúme, pensando em como revidar o desprezo que julga sentir. O domínio do ciúme percorre o caminho do comportamento, da mudança de conduta mental, da busca do autoconhecimento. (Ai meu Deus... já estou dando a receitinha...) Rezar sempre ajuda... Mas só rezar não resolve.

<[moderador]> [9] - <CCl3> Vou deixar uma perguntinha: Ciúme é filho do amor ou é reflexo de possessividade?

<Maria_Emilia> Ciúme é o reflexo da frustração de não conseguir amar como se deseja. É uma forma egoística e narcísea de encarar a relação de amor. Coisa do nosso planetinha... Ciúme não é amor exagerado, é amor mal compreendido, mal canalizado, mal resolvido.
O objeto do amor não é o outro, é algo que ele acha que é o outro.

<[moderador]> [10] - <_Alves_> Entendo, entendo... Mas como fazer essa abordagem se a pessoa se descontrola ao menor sinal do assunto? Essa pessoa da qual falo é extremamente ciumenta, isso a tem atrapalhado e a seu companheiro e não importa quem seja a pessoa a se aproximar, homem, mulher, adulto, criança, idoso, qualquer é motivo para desavença e o companheiro dela já está "entregando os pontos". O que devo dizer a ele?

<Maria_Emilia> Em qual dos cinco tipos de ciumentos citados na introdução você enquadraria essa pessoa?

<[moderador]> [11] - <cfeitosa> Ao nos analisarmos, tentando uma autolibertação, e nos deparamos com ciúmes nos parece um desafio para vencermos o orgulho e nossa insegurança. O que nossa irmã pode comentar sobre isso?

<Maria_Emilia> Que você está no caminho certo. Mas se você me permite brincar com você, não vá sair voando pela janela, como uma borboleta. Autolibertação é movimento para dentro. Gostaria de citar um pensamento interessante de Jung: "Quem olha para fora, sonha, quem olha para dentro, desperta".

<[moderador]> [12] - <_Alves_> A pessoa em questão, Emília, tem as CINCO características, infelizmente.

<Maria_Emilia> Alves, você é meu amigo! Quer uma resposta para um problema "mala" como este? Vou te dar. Ajude a minha companheira a buscar condutas superadoras. Tudo que possa ajudá-la a superar o ciúme. Não adianta reprimir esse sentimento. Com muito cuidado, pergunte a ela o que a frustra, e como ela vive essa frustração.
Você será um analista e tanto.

<[moderador]> [13] - <cfeitosa> Agradeço e parabenizo a irmã pela bela figura usando a borboleta. Que bom termos uma doutrina que nos esclarece a mergulhar para dentro de nós mesmos.

<Maria_Emilia> Feitosa, você já reparou o processo de libertação da borboleta? Ela processa um longo período de maturação. Essa figuração serve para nós humanos. Você já reparou como temos meditado pouco sobre nós mesmo? O ciúme é um sentimento escravizador, torturante, porque não existe ciúme no indiferente, no insensível. Mas o amor exige mais, exige desapego, entrega, e eu não estou falando de amor carnal... Estou falando de afeto.
Você entende?

<[moderador]> [14] - <_Alves_> Desculpe, minha linda, mas eu é que estou com este "rojão" e não tenho mais o que dizer à pessoa que me procura.

<Maria_Emilia> Então Alves, vive. Viver é muito bom. A gente aprende tanta coisa. Aprende até com os ciumentos. Acompanhe os passos desta sua amiga e vibre por ela. Você lembra: existe REENCARNOL. É um santo remédio.

<[moderador]> [15] - <cfeitosa> Embora saibamos que somos os reflexos de nossas experiências, não estará muitas vezes na infância má orientada a causa de muitos ciúmes?

<Maria_Emilia> Sem dúvida. Podemos ensinar a criança a se apegar e conseqüentemente ensinamos o medo de perder. Daí para os ciúmes é um pulo.

<[moderador]> [16] - <lflavio> Podemos fazer uma relação entre amor e ciúme? Até quando o ciúme pode ser relacionado com o amor?

<Maria_Emilia> O ciúme é o efeito de um sentimento mal elaborado em relação ao amor. O ciumento deseja amar, mas não sabe amar sem ser da sua maneira. Se ele aprendeu na infância a amar egoisticamente, possessivamente, ele será um grande candidato a sentir ciúmes quando alguém despertar nele o desejo do amor.

Considerações finais do palestrante:

<Maria_Emilia> É bom dizer "Eu te Amo", e ser livre, sem preconceito e sentir felicidade. Para isso, precisa-se de uma boa dose de autoconfiança e desejar se entregar ao relacionamento de aceitação do outro. Convido a todos a fazerem um pequeno exercício introspectivo, depois se perguntarem quantas vezes eu disse "eu te amo", hoje, essa semana, esse mês. É preciso que nos esforcemos em viver o amor, a vida com mais desapego. Desejo a todos boas reflexões a respeito dos sentimentos humanos. Léon Denis, numa frase pequena receita uma boa fórmula de educação mental e controle das emoções. Ele diz: "A idéia é a mãe da ação". Que nossas ações sejam oriundas de idéias construtivas e altruístas, pois é disso que o mundo precisa. Muita paz a todos.

Palestra  Virtual
Tema: O Ciúme e Suas  Complicações no  Psiquismo
Palestrante: Maria Emília Tourinho
Rio de Janeiro - 05/04/2002
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 13 de Junho de 2011, 04:25
Bom dia, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


                                                       AUTODOMÍNIO

“Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele.”
                                                        (Provérbios, 26:4).


Examina, com serenidade, o julgamento dos outros para contigo. A precipitação das tuas respostas pode te colocar ao nível deles.

Não favoreças ambiente de defesa própria, sem primeiro saber o que estás falando. O muito falar não te põe em paz com a consciência.

Não respondas aos ataques, apressadamente. Em muitos casos, é preferível permanecer calado, para que o fermento da discórdia não ultrapasse as tuas forças.

O teu procedimento cristão pode ajudar o caluniador a esquecer a maledicência.

Domina os teus impulsos de defesa cega, não esquecendo que quem ofende ainda se encontra preso e torturado pela ignorância.

Não queiras te assemelhar aos outros no mal que porventura façam, mas esforça-te, por todos os meios possíveis, a igualá-los no bem que pratiquem.

O autodomínio é escola engenhosa, que depende de muito esforço. No entanto, não percas o ânimo de ser um dos alunos desse educandário.

A escrita divina registra milhares de criaturas empenhadas verdadeiramente em se educarem, e, para tal, coloca-se com as tuas forças.

A mente humana está viciada nas condições de vida que leva.

Eis que a hora é chegada da reforma individual. Começa hoje, pois amanhã já é outro dia.

Faze uma autópsia na tua vida e, se os teus atos te trouxerem tristezas, não acuses a ninguém, pois todos caminham nos mesmos processos evolutivos, lutam com os mesmos obstáculos e, no fundo, procuram os mesmos objetivos, que são: Sabedoria e Amor.

O insensato é teu irmão em Cristo, embora desconheça o suprimento inesgotável que tem no coração. Quando te arremessa pedradas é porque te compara a uma árvore frutífera, e sente fome ao te encontrar.

Se ainda não esqueceste o ódio e a vingança, serás como a figueira da narração evangélica. Se o amor figurar como ambiente de vida, saciar-se-ão a fome e a sede de todos. E quanto mais deres, mais terás para distribuir.

Coloca tuas mãos a serviço da disciplina de ti mesmo e abraça a educação dos teus modos, porque desta forma estarás ajudando a inspiração coletiva a fazer o mesmo, em nome da vida e de Deus.
                                                                                                                                                                                     (Psicografia de João Nunes Maia pelo Espírito Carlos)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 13 de Junho de 2011, 13:19
Ciúme destruidor
A vida de Ana se tornara muito ruim, desde o momento em que começou a desconfiar que Artur, seu marido, tinha outra mulher.
Ana olhava para ele e se sentia traída. Toda vez que Artur chegava atrasado do trabalho, mesmo que dissesse que fora o trânsito complicado ou uma reunião de última hora, ela pensava: Demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje. Por isso se atrasou.
A paz do lar ficou comprometida. Ele chegava cansado, ela estava mal-humorada e procurava todos os motivos para reclamar.
Por vezes, ela surpreendia Artur dispersivo. O pensamento distante. Era o suficiente para pensar consigo mesma: Olhe só como está pensativo! Aposto que está pensando nela.
Finalmente, um dia, ela resolveu seguir o marido para o surpreender.
Esperou-o na saída do trabalho. Ele pegou o carro, andou algumas quadras e parou na floricultura. Ela viu quando ele escolheu as maravilhosas flores e saiu carregando-as com carinho.
Mau caráter, pensou ela. Gastando com outra.
Aquilo a deixou de tal forma desconcertada, que começou a chorar. Foi para casa e se jogou na cama. Chorou muito.
Pouco depois, ela ouviu a porta abrir e seu marido chegar. Escutou os passos dele na escada, subindo até o quarto do casal, onde ela estava.
Mal o viu adentrar o quarto, ela se sentou na cama, os olhos vermelhos de chorar, os cabelos em desalinho e desabafou:
Eu vi tudo. Você não pode negar. Comprou flores para ela. Rosas vermelhas maravilhosas. Você me traiu. Traiu o nosso amor.
Alterada, ela se levantou e avançou na direção dele. Para sua surpresa, verificou que ele trazia nas mãos o lindo ramalhete de rosas vermelhas.
Um pouco chateado, estendendo o ramalhete para ela, ele falou:
Ana, hoje é dia do nosso aniversário de casamento. Você não lembrou?
*   *   *
O ciúme cria quadros exagerados, fomentando desconfiança. Atestado de insegurança, destrói o relacionamento pelo clima de tensão que cria a todo momento.
Cultivador da infelicidade, o ciúme altera a correta visão dos fatos, aumentando a importância de pequenos atrasos, desejos não atendidos, esquecimentos de datas e compromissos a dois.
Criando azedume, envenena a alma e desassossega o pensamento.
Colocando óculos escuros na visão mental, tudo faz parecer escuro, sombrio, devastador.
Uma distração é tida à conta de desinteresse. O atraso para um encontro é considerado desrespeito.
Fora da realidade sempre, o ciúme provoca cenas desastrosas e desgastantes, em situações onde uma leve indagação ou uma conversa a dois, com toda a certeza, resolveria.
*   *   *
Nunca deixemos que o ciúme nos atormente. Ele é o responsável pela devastação de corações e de lares.
Se nos sentimos inseguros, fortifiquemos a relação a dois com diálogos mais profundos, com saídas para um passeio ao luar ou um final de semana a sós.
Se o outro estiver, verdadeiramente, permitindo que a relação esfrie, que o amor amorne, providenciemos o melhor para o estreitamento dos laços afetivos, guardando a certeza de que é nos pequenos gestos que a relação se torna mais forte, mais firme.
Redação do Momento Espírita com base no cap. 48 do livro
Para que minha vida se transforme, v. 1, de Maria Salette
e Wilma Ruggeri, ed. Verus.
Em 31.01.2010
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: zeni em 13 de Junho de 2011, 15:29
Olá!  Marccello, muito amor, carinho e paz a você e a todos os participantes.

Seu tema proposto, foi de extremo sucesso! Maravilhoso.

Seria muito bom se pudéssemos prosseguir com este tema  não só no mensal, mas prosseguindo e incentivando, fortalecendo a  todos que estão participando, maravilhosamente bem aqui e agora,  como é bom falar sobre esses  assuntos,  com esse  entusiasmo e muita energia positiva depositado aqui,  pois estou na nona página deste estudo e  perco-me nas horas pois, a cada mensagem que leio aprendo um pouco mais e me sinto de certa forma preenchida de boa vibração, alegria e paz , pois  é o que muitos aqui almejam para suas próprias vidas, entusiasmo boa vontade em  ser melhor, de se renovar, ah!  Enfim,  pois é essa a  proposta que Jesus tenta incansavelmente nos passar, e poderá  sentir em nós o amor verdadeiro  o amor sublime e  universal , Espero que tenham entendido o que eu quis passar estou feliz!!!!! E quero compartilhar.
 Que a paz de Deus esteja em todos nós hoje e sempre.

Obrigada Marccello.

Abraços Zeni.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 13 de Junho de 2011, 15:49
CIÚMES NA VISãO ESPÍRITA
 O ciúme está envolvido com as nossas encarnações passadas e talvez seja uma perda muito grande que tivemos e por não querer perder de novo, vivemos inseguros achando que perderemos de novo assim como no passado. É como se fosse uma auto-defesa, uma tentativa de bloqueio a perdas futuras.

Talvez seja até alguma pessoa muito querida nossa que fugiu ou partiu com outro e por isso reencarnamos inseguros de tudo e de todos. Pode ser o caso de que estes ciumentos incontroláveis possam ter sidos suicidas que para não ficarem sozinhos e abandonados se suicidaram e agora tem que passar por tudo de novo para mostrar que estão recuperados.

O ciúme com certeza tem a ver com encarnações passadas e com grandes
perdas e muita mágoa, porque hoje vemos que os ciumentos incontroláveis sofrem muito com uma simples "possibilidade" de perda, mesmo que seja coisa de sua mente, eles sofrem com essa situação, os ciumentos não agem assim por prazer por querer dominar, é uma coisa muito forte e pra eles é uma atitude muito correta e justa.

Lembrando que existe o ciumento movido pelo egoísmo, que não tem só ciúmes de pessoas, mas de objetos também e de tudo que outras pessoas possam vir a ter também. E tem os ciumentos que só sentem isso por determinada pessoa, como se fosse uma obsessão, onde pra esta pessoa só existe uma coisa importante neste mundo, a pessoa que eles tanto amam.

O tratamento a base de remédios pode ajudar mas não de forma completa, já que é uma deficiência do espírito. Com isso a pessoa para tentar amenizar a situação, deve primeiro se reconhecer como uma pessoa ciumenta e a partir daí, buscar uma ajuda psicológica, onde algum profissional desta área possa junto com o ciumento tentar achar um ponto de equilíbrio, ou até mesmo se for o caso da pessoa ser mais voltada ao lado espiritual,tentar fazer uma regressão por hipnose, pois é uma área que tem conseguido resultados fantásticos, feito está técnica por médicos espíritas e espiritualistas, onde a regressão deve ultrapassar o útero e alcançar encarnações passadas, para descobrir onde está o elo que ficou preso no tempo.


1) O ciúme é realmente o tempero do Amor? Por que?
R: Erradamente foi criada esta afirmação, ao meu modo de ver o ciúme não tem nada a ver com tempero nenhum, talvez seja o tempero da discórdia, das brigas, etc. Infelizmente as pessoas acham que quando demonstram ciúmes a pessoa amada fica feliz e se sente assim mais importante pro outro. Acham erradamente que quem tem ciúmes do outro é porque ama, só que este ciúme que faz tão bem no início pode vir a ser um empecilho ao prosseguimento da felicidade.

2) O ciúme realmente acontece intensamente nos relacionamentos mal
correspondidos, na visão de quem dá atenção somente para a beleza externa, desconhecendo o interior?
R: Não, isso é muito relativo e cada caso é um caso.

3) É verdade que "Quanto mais amor, muito menos ciúme. Quanto mais amor, é possível até não existir o ciúme."? Por que?
R: O amor em si, puro e verdadeiro, ou seja diferente de muitos "amores" que existem por aí, é um sentimento que combate determinados erros nossos. Explicando melhor, o amor quando é verdadeiro não há espaço para coisas pequenas como o ciúme, porque ele como sentimento nobre, nos envolve de certa forma que fica quase impossível vivê-los ao mesmo tempo. Podemos assim dizer que o ciúme é a falta ou o uso incorreto do amor.

4) É verdade que "Para haver ciúmes é preciso haver insegurança, falta de diálogo; no extremo, falta de tudo; especificamente, falta de uma decisão."? Por que?
R: Não, estes pontos descritos acima, são apenas conseqüências do ciúme, ou seja desencadeados por ele. O ciúme vem acompanhado de diversas tendências que assumimos quando "aceitamos" o ciúme em nossas vidas (digo aceitar na forma de não lutar contra, pois isso pra mim é aceitar). Portanto para mim, para haver o ciúmes é preciso que as pessoas propensas a este sentimento não lutem contra este mal, e assim a propensão aumenta ao ponto de começar-mos a tê-lo no nosso dia-a-dia.

5) O ciúme pode ser uma obsessão? Por que?
R: O ciúme na nossa visão de encarnados é uma obsessão, onde a falta de controle e certas atitudes exclusivas para com determinadas pessoas. Agora levando num outro sentido a palavra obsessão, no sentido espiritual, acho que a obsessão pode ser apenas um aliado para alimentar o ciúme, como um combustível, que só queima se a máquina o processar, ou seja, a obsessão pode sim estar por de trás de um ataque de ciúmes, mas na verdade é preciso muitas coisas acontecerem antes para que um obsessor venha a nos incomodar e nos incentivar no ciúme. Lutar contra o ciúme é o caminho para evitar este tipo de assédio.

6) O ciúme pode gerar uma depressão?
R: Certamente que sim, se não houver busca de tratamento por achar natural os atos de ciúme.

7) O ciúme refere-se simplesmente a casais? Ou pode ser extendido a
relacionamentos outros, tipo: de amizade, profissional, de relacionamentos em geral?
R: O ciúme por ser proveniente do espírito, pode sim ser extensivo a
demais pessoas, não tendo como base apenas casais, mas sim duas ou mais pessoas ligadas num mesmo passado próximo. Vemos isso muito bem num ciúme natural e muito forte entre certo pai ou mãe a determinado filho, onde apenas um filho é alvo deste ciúme além do comum. Ainda existem pais que tem mais ciúmes dos filhos do que de um para com o outro.
_________________________________________Márcio de Mensisa
http://www.cvdee.org.br/est_educartexto.asp?id=078e
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 13 de Junho de 2011, 17:44
Meu nobre irmão Marccello,minha irmã Maria47,quantas vidas,quantos amores,quantas coisas
boas,coisas essas que foram contruídas com amor e foram destruídas pelo CIÚME,essa erva daninha,êsse veneno que mata aos pouco,com certeza o ciúme é irmão da inveja se não fôr
deve ser um parente bem próximo.E como bem colocou a nossa irmã Maria,pode ter vindo de encarnções passadas.Acredito que o ciúme pode ser combatido com uma reforma íntima,seria
muito bom se tôdos fizersem,mesmo não sendo espírita,porque nós que seguimos a Doutrina
conseguimos domina-lo,pois vivemos sob a lei do amor,e usamos ela como escudo de nossa defesa.
Fiquem na paz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 13 de Junho de 2011, 18:20
Oi! Prezados irmãos companheiros de jornadas.

Ciúme! O que seria o ciúme com duas palavras? Seria a "descapacitação própria"? Creio que sim. Uma desvalorização total sem a menos sombra de dúvidas.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 13 de Junho de 2011, 19:16
Boa tarde a todos

Meu Inimigo

Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que eu faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar?"


Carl Gustave Jung




Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:10
Olá querido amigo Lima Gil!

Não respondas aos ataques, apressadamente. Em muitos casos, é preferível permanecer calado, para que o fermento da discórdia não ultrapasse as tuas forças.

O teu procedimento cristão pode ajudar o caluniador a esquecer a maledicência.

Domina os teus impulsos de defesa cega, não esquecendo que quem ofende ainda se encontra preso e torturado pela ignorância.

Coloca tuas mãos a serviço da disciplina de ti mesmo e abraça a educação dos teus modos, porque desta forma estarás ajudando a inspiração coletiva a fazer o mesmo, em nome da vida e de Deus.

Já dizia nosso querido Emmanuel através da psicografia de Chico:

Muitas vezes o agressor é apenas um doente, mais necessitado de medicina do que punição.
Chico Xavier - Emmanuel - "Pérolas de Luz"

Obrigado Lima Gil! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:13
Olá querida amiga Maria!

Nunca deixemos que o ciúme nos atormente. Ele é o responsável pela devastação de corações e de lares.

Muito instrutiva esta história, retrata todo o nosso equívoco em relação a afetividade.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:17
Olá querida amiga Zeni!

Seria muito bom se pudéssemos prosseguir com este tema  não só no mensal, mas prosseguindo e incentivando. E quero compartilhar.

Querida amiga Zeni, maravilhosa idéia! Fico muito feliz em poder contar com sua experiência, conhecimento e principalmente boa vontade. Este tema é obrigatório para todos nós que precisamos de ajuda e queremos verdadeiramente superar defeitos sociais e morais. Querida Zeni! Apartir de “sempre” Contamos com seu apoio efetivo nesta obra de Jesus!

Obrigado amiga! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:21
Olá querida Maria!

Lembrando que existe o ciumento movido pelo egoísmo, que não tem só ciúmes de pessoas, mas de objetos também e de tudo que outras pessoas possam vir a ter também. E tem os ciumentos que só sentem isso por determinada pessoa, como se fosse uma obsessão, onde pra esta pessoa só existe uma coisa importante neste mundo, a pessoa que eles tanto amam.

Nos deparamos novamente com o nosso maior empecilho, o egoísmo, que nos impede de alçar vôos maiores.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:28
Olá querido amigo Antonio!

Acredito que o ciúme pode ser combatido com uma reforma íntima,seria
muito bom se todos fizessem,mesmo não sendo espírita,porque nós que seguimos a Doutrina
conseguimos dominá-lo,pois vivemos sob a lei do amor,e usamos ela como escudo de nossa defesa.

Tenhamos a certeza disto! A lei do amor é o antídoto para todos os nossos problemas existênciais.

Obrigado Antonio! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:32
Olá querido amigo Ruy!

Ciúme! O que seria o ciúme com duas palavras? Seria a "descapacitação própria"? Creio que sim. Uma desvalorização total sem a menos sombra de dúvidas.

É verdade amigo Ruy, o ciúme provoca a insegurança psicológica levando o ser a sua desvalorização, motivada pelo egoísmo.

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:35
Olá querido amigo Ken!

O que eu faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar?"

Só temos uma resposta: Reforma íntima urgente!

Obrigado Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:40
Olá queridos(as) amigos(as)!


Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.


Preguiça

Pouca disposição para o trabalho.

Ociosidade e Preguiça

Ser ocioso é gastar o tempo inutilmente, sem proveito; é desperdiçá-lo inativamente. Trazemos a ociosidade para as nossas cogitações, numa abordagem dirigida ao aproveitamento do tempo nas realizações que impulsionam a nossa evolução espiritual.

Convenhamos que, nesse aspecto decisivo, somos todos ainda ociosos, isto é, gastamos o nosso valoroso tempo em muita coisa inútil ao progresso do nosso espírito.

O trabalho é uma lei imperiosa da Criação, tudo se desenvolve, caminha, evolui, produz-se como consequência dele, e como tal o que a ele se opõe é nocivo, prejudicial. Vejamos, então, nesse enfoque, como localizar esse defeito em nós:

a) Lazer prolongado, além dos limites do repouso salutar ao espírito e ao corpo, em que nos entregamos à inércia contemplativa ou à indiferença de fazer algo, em exclusivo deleite pessoal, é prejuízo brevemente encontrado na atrofia mental ou no enferrujamento dos membros de locomoção;

b) Inanição pelas declaradas recusas a superar o "corpo mole" quando condicionados aos demorados sonos refazedores; não nos dispomos a abraçar encargos de auxílio ao próximo, receosos de comprometer as horas de indolência;

c) Desocupados, com tempo de sobra, quando não dividimos as horas para cultivar leituras edificantes, nem praticar caridade ou, muito menos, para o estudo e conhecimento de nós mesmos, responderemos logo, contidos nas angústias aflitivas ou nas insatisfações profundas, pela perda das oportunidades que as enfermidades mentais, quebrando a rotina vaga, vêm nos exigir urgentes correções;

d) Não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje, quando ainda contamos com horários livres e relativa disposição no bem. Amanhã, no ocaso da vida, poderá ser muito tarde, quando a falta dos movimentos dos braços e pernas, que não exercitamos, nos levarão aos impedimentos definitivos;

e) Improdutivos na seara que nos foi confiada, e que muito bem podemos reconhecê-la entre as múltiplas opções de serviço cristão, quando dela estivermos afastados, alegando dificuldades de tempo ou outras razões, estaremos identificados na figueira estéril que secou.

Ocupamo-nos muito com os afazeres do cotidiano. Envolvemo-nos tremendamente com as preocupações das obrigações assumidas, das prestações contraídas na aquisição de algumas das nossas necessidades e, assim, vai o tempo correndo sem percebermos. Ao olhar em nossa volta, poderemos depois encontrar inúmeros adornos decorativos, móveis modernos, veículos novos, aparelhos de som e de imagem, propriedades diversas, mas, em nosso íntimo, quase sempre um vazio profundo certamente residirá e não raro a ausência dos entes mais caros. Indagaremos então: de que nos valeu tudo isso? Onde está a felicidade supostamente conquistada? O que realmente construímos de bom?

Ponderemos, queridos amigos, ainda hoje, aonde estamos aplicando o nosso tempo tão precioso, e não nos percamos em coisas vãs e supérfluas. A época em que vivemos é de resgate e de acertos de contas. Otimizemos nossos esforços, valorizemos as horas no trabalho que nos proporcione o necessário e renunciemos às ocupações extras que nos permitem obter o que pode ser dispensado.

Dediquemos maior espaço de tempo nas atividades que desenvolvem e enriquecem o nosso espírito, nas obras que poderão ser revestidas em méritos e créditos, recompensando-nos segundo o que tivermos feito de bem ao próximo.

Lembremo-nos de que, mesmo muito ocupados materialmente poderemos estar sendo ociosos espiritualmente...

Ney P. Peres

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 00:47
"A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendida pode curar." (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos - Capítulo III - Lei do Trabalho. Pergunta 685-a.)

"Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho material, seus membros seriam atrofiados; se o tivesse liberado do trabalho da inteligência, seu espírito teria ficado na infância, no estado dos instintos animais.

"Eis por que o trabalho lhe é necessário. Ele lhe disse: Busca e acharás, trabalha e produzirás; deste modo serás filho de tuas obras, pelas quais terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito. " (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XXV. Buscai e Achareis. Item 3.)


Trabalhar

Se você acredita no valor da preguiça, olhe a água parada.

Seja qual seja o seu problema, o trabalho será sempre a sua base de solução.

Não existe processo de angústia que não se desfaça ao toque do trabalho.

Diante de qualquer sofrimento o trabalho é o nosso melhor caminho para a libertação.

O segredo da paz íntima é agir um tanto mais além das nossas supostas possibilidades na construção do bem.

Não se aborreça se alguns companheiros lhe abandonaram a estrada; continue em seu próprio dever e o trabalho lhe trará outros.

O que você faz é aquilo que você tem.

A força está com a razão, mas a razão está do lado de quem trabalha.

Todos os medicamentos são valiosos na farmácia da vida, mas o trabalho é o remédio que oferece complemento a todos eles.

Quem trabalha encontra meios de esclarecer, mas não tem tempo de discutir.

O sucesso quase sempre se forma com uma parte de ideal e noventa e nove partes de suor na ação que o realiza.

Chico Xavier - André Luiz - "Respostas da Vida"
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: igor gon em 14 de Junho de 2011, 00:50
Caros amigos, estive olhando a enquete e analisei.
*Orgulho--- gosto muito de minha vida e tenho oportunidade de melhorar minha vida financeira e não troco nada pela tranquilidade vendo assim posso elimnar orgulho;
* Vaidade,----Tenho pouco mais nada ao extremo, sei qe temos que nos cuidar antes não era muito cuidadoso comigo hoje sou pouco mais, mas sou ao limite;
*Inveja----Como não tenho orgulho a inveja tambem não chega proximo, amo vida que tenho;
*Ciume--- esse requesito tenho pouco mais um ciume gostoso nada ao extremo, pois sei ganhar e sei perde como sei compartilhar meus objetos;
*Odio, Vingança, bata a minha face direita e darei a esquerda por dificio que seja assim sou eu meu coração pode ficar triste mais amor predomina mais forte;
*Egoismo---acho qe vem junto com orgulho e a inveja não sou pois que é meu cuido mais não sou de ficar preso as coisas que possuo;
e Avareza sou espirita mesmo antes de ser nunca me apeguei ao dinheiro.. vou contar uma pequena historia e veramse tem sentido que escrevi acima.
Meu pai Terreno viveu 10 anos com cancer, pai esse muito prestativo muito mesmo quanto a mim ao meu irmão e a tdos de minha familia e amigos completando assim para dizer quanto eu o amo, entao meu pai senhor Arlindo quando pensavamos que cancer já avia sumido voltou novamente na região da lingua foi 5 meses os 2 primeiros parecia que iria passar mais uma vez mais os 3 ultimos meses foi de extrema dor pois ele estava a base de morvina e a verida deixada pelo cancer crescia a cada dia, (ecurtando), 4dias antes do desencarne de meu pai eu voltava para casa e pedi a DEUS que cura se meu pai cura essa aqui na terra ou no mundo dos espiritos e com 4 dias ele venho a desecarna.
Amo meu pai mais não tive orgulho em querer ele aqui na terra e aceitei a vontade de DEUS  a vontade da vida. assim aprendi a viver um pouco melhor a me evoluir..
não sei se deu para entender mais é minha historia..
só pra deixar vcs com 1 resp. DEUS  me deu um presente ao 3 dia de desencarne de meu pai, ( ele apareceu em sonho para mim e onde estava o buraco causado pelo cancer estava cicatrizado), como resposta de Deus (filho seu pai esta curado).
luz e paz a tdos...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 14 de Junho de 2011, 00:51
Boa noite, queridos amigos e caros irmãos visitantes!

                                                A LUZ QUE HÁ EM VOCÊ
      Vê, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. — Jesus (Lucas, 11:35).

Ainda que suas sombras interiores despertem o desespero, persevere.

Mesmo que seus sentimentos conspirem contra seu esforço pessoal, avance.

Se as forças opositoras o envolverem no pessimismo, esforce-se um pouco mais.

Quando todos os obstáculos do caminho lhe parecerem indisponíveis, pare um pouco, pense em Deus e prossiga.

Somente trabalhando e se esforçando na transformação de seus impulsos de paralisia e derrotismo descobrirá dentro de si mesmo os potenciais luminosos que serão as chaves libertadoras dos grilhões das imperfeições que você carrega e dos problemas que ainda amontoa.

Sombra é ausência de luz. Acendendo o clarão, ela bate em retirada.

Quando estiver a ponto de desistir, recorde que esse é o momento mais precioso de seus testemunhos.

A resistência, quando colocada à prova, significa aferição com o intuito de promover a criatura a aprendizados mais avançados nas lições do aprimoramento espiritual.

Tenha cuidado de si mesmo nessa hora, para que a abençoada ocasião não passe sem que você retire dela o melhor que puder. Transforme as trevas com a luz que há em você.

Guarde a certeza de que jamais se sentirá desamparado, se resolver acreditar no seu guia interior, pleno de luminosidade e pronto a orientá-lo na direção da harmonia.

                 Ermance Dufaux
(Pcicografia de Wanderey Oliveira)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:13
Olá querido amigo Igor!

DEUS  me deu um presente ao 3 dia de desencarne de meu pai, ( ele apareceu em sonho para mim e onde estava o buraco causado pelo cancer estava cicatrizado), como resposta de Deus (filho seu pai esta curado).

Emocionante Igor! Tenhamos a certeza de que a morte não existe... mas precisamos usar bem a nossa atual existência, afim de depurarmos de todas as nossas mazelas...inclusive aquelas mais sutis.

Obrigado Igor! ;) 


Olá querido amigo Lima Gil!

Somente trabalhando e se esforçando na transformação de seus impulsos de paralisia e derrotismo descobrirá dentro de si mesmo os potenciais luminosos que serão as chaves libertadoras dos grilhões das imperfeições que você carrega e dos problemas que ainda amontoa.

Só o trabalho nos fará triunfar perante nossas sombras.

Obrigado Lima Gil! ;)


A preguiça

Dissertação moral ditada por São Luís à senhorita Ermance Dufaux (5 de maio de 1858)

Um homem saiu de madrugada e foi para a praça pública para ajustar trabalhadores. Ora, ele viu dois homens do povo que estavam sentados de braços cruzados. Foi a um deles e o abordou dizendo:

"Que fazes tu aqui?" e este tendo respondido: "Não tenho trabalho", aquele que procurava trabalhadores lhe disse: "Tome tua enxada, e vá para o meu campo, sobre a vertente da colina, onde sopra o vento sul; cortarás a urze e revólveres o solo até que a noite chegue; a tarefa é rude, mas terás um bom salário." E o homem do povo carregou a enxada
sobre os ombros, agradecendo-lho em seu coração.

O outro trabalhador, tendo ouvido isso, se ergueu do seu lugar e se aproximou dizendo:

"Senhor, deixai-me também ir trabalhar em vosso campo;" e o senhor tendo dito a ambos para segui-lo, caminhou adiante para lhes mostrar o caminho. Depois, quando chegaram à beira da colina, dividiu a obra em duas partes e se foi dali.

Depois que partiu, o último dos trabalhadores que havia contratado, primeiramente pôs fogo nas urzes do lote que lhe coube em partilha, e trabalhou a terra com o ferro de sua enxada.

O suor jorrou do seu rosto sob o ardor do sol. O outro o imitou primeiro murmurando, mas se cansou cedo do seu trabalho, e cravando sua enxada sob o sol, sentou-se perto, olhando seu companheiro trabalhar.

Ora, o senhor do campo veio perto da noite, e examinou a obra realizada, e tendo chamado a ele o obreiro diligente, cumprimentou-o dizendo:

"Trabalhaste bem; eis teu salário," e lhe deu uma peça de prata, despedindo-o. O outro trabalhador se aproximou também e reclamou o preço de sua jornada; mas o senhor lhe disse: "Mau trabalhador, meu pão não acalmará tua fome, porque deixaste inculta a parte de meu campo que te havia confiado;" não é justo que aquele que nada fez seja recompensado como aquele que trabalhou bem; e o mandou embora sem nada lhe dar.

Eu vos digo, a força não foi dada ao homem, e a inteligência ao seu espírito, para que consuma seus dias na ociosidade, mas para que seja útil aos seus semelhantes. Ora, aquele cujas mãos sejam desocupadas e o espírito ocioso será punido, e deverá recomeçar sua tarefa.

Eu vos digo, em verdade, sua vida será lançada de lado como uma coisa que não foi boa em nada, quando seu tempo se tiver cumprido; compreendei isto por uma comparação. Qual a preguiça dentre vós, se há em vosso pomar uma árvore que não produz bons frutos, não dirá ao seu servidor cortai essa árvore e lançai-a ao fogo, porque seus ramos são estéreis. Ora, do mesmo modo que essa árvore será cortada por sua esterilidade, a vida do preguiçoso será posta de lado porque terá sido estéril em boas obras.

(Texto extraído da Revista Espírita, junho de 1858)

Segue abaixo Quadrinho baseado no artigo PREGUIÇA E OCIOSIDADE de Henrique Pompilio de Araújo.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:15
Continuando...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:16
Continuando...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:17
Continuando...

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:18
Continuando...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:19
Finalizando...

Poderia acontecer outro final:

O homem saiu dali e foi continuar sua vida de OCIOSIDADE. Esta é a doença da PREGUIÇA que leva muita gente ao suicídio.

Ou o final que preferimos colocar: Reformar-se, tornar-se feliz e proporcionar felicidade a todos os seus entes queridos e amigos!

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 14 de Junho de 2011, 01:26
Oi! Prezados irmãos de jornadas.
Preguiça: É  o mesmo que recusar a caridade em si próprio, ademais até mesmo a de outrem, mas existem pessoas quais se deixam vencer pela preguiça, e pode ter a certeza que ali tem obsessor, tanto que mesmo sem vontade de fazer alguma coisa de repente cadê a preguiça, foi pra onde? Não sei se já aconteceu isto que relato com alguém aqui, e fez a mesma indagação: Cadê a preguiça, foi pra onde?" - Acho que sim, posso estar enganado.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 01:42
Olá amigo Ruy!


Existem pessoas quais se deixam vencer pela preguiça, e pode ter a certeza que ali tem obsessor, tanto que mesmo sem vontade de fazer alguma coisa de repente cadê a preguiça, foi pra onde? Não sei se já aconteceu isto que relato com alguém aqui?

Comigo infelizmente...acontece e muito!

A solução: Olha a orientação dos Espíritos Superiores em "O Livro dos Espíritos"

467 Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
– Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.


468 Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?
– O que quereis que façam?  Quando não há nada a fazer, desistem da tentativa; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

Orai e vigiai!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: ken em 14 de Junho de 2011, 01:55
Boa noite amigo Marccello e demais companheiros.

A Lei do Trabalho

Multiplicam-se as colocações sofistas, atiradas em oposição à Doutrina Espírita, falsamente apoiadas em suporte de aparente lógica.
Inquirem, não poucos negadores da sobrevivência do Espírito, sobre questões que gostariam de ver solucionadas, sem o contributo do esforço pessoal, que pertence à criatura humana.
- Por que – interrogam com inteligência – não se materializam os Espíritos, que tudo podem, à luz meridiana do dia, a fim de demonstrarem, sem sombra de dúvida, a imortalidade que dizem existir?
Por que não trazem, os Mortos, que podem penetrar no futuro, as fórmulas eficazes para acabar-se com as enfermidades que dizimam as multidões, minimizando as dores que se abatem coletivamente sobre os homens?
Por que os Orientadores da Humanidade não elucidam a patogênese das neoplasias malignas, nas suas variadas manifestações, modificando as paisagens da saúde, no planeta terrestre?
Por que os Benfeitores da criatura humana, já desencarnados, não apresentam fórmulas hábeis para os graves problemas da alienação mental, que atulha os Manicômios com seres que vegetam e milhões de outros que deambulam hebetados ou agressivos pelas avenidas e antros escusos da Terra?
Por que não apresentam os Guias do humano destino fórmulas para a superpopulação, impedindo que se corporifiquem novas criaturas, mediante cujo comportamento evitariam as coletivas calamidades sociais, econômicas e morais, que estiolam dezenas de milhões de esfaimados e enfermos?
Por que os Instrutores Espirituais não atuam diretamente sobre os chefes de Estado, impedindo que os mesmos acionem as armas de guerra, com as quais domam Nações e vitimam incalculável número de criaturas?
As interrogações, que primam pelo comodismo mental, em processo de transferência de responsabilidade e ação, alongam-se em inumeráveis itens.
No entanto, as respostas se encontram no corpo da Doutrina que teimam por ignorar, a que não se permitem conhecer por meio do estudo nem da meditação.
O Espiritismo ensina, através da sua lógica de bronze, que a morte não modifica intrinsecamente ninguém.
Morrer, como reencarnar, significa sair do corpo ou entrar nele sem alteração real de valores morais e de comportamento pessoal.
Outrossim, elucida que não há fórmulas mágicas para soluções de ocasião, longe do esforço de cada qual e sem o contributo da ação de cada um.
O Espírito é o ser-base no corpo reencarnado ou fora dele pela desencarnação.
O que pretende a Doutrina Espírita é a transformação interior do ser, onde se encontre, assim crescendo em benefício próprio, como do seu próximo a serviço da vida.
O que aos homens cumpre realizar não se transfere para os Amigos Espirituais.
Realizassem os educadores as tarefas dos discípulos e os candidatariam à inutilidade, à ignorância...
Pelas suas conquistas e conforme as necessidades que lhe são compatíveis, permite a Divindade que, periodicamente, se corporifiquem como missionários da evolução e do progresso humano um Einstein e um Gandhi, um Pasteur e um Fleming, um Planc e um Miguel Ângelo, um Bach e um Francisco de Assis, ensinando beleza e conclamando à luta sem quartel do trabalho e da renovação pessoal.
A verdade, entre os homens, à semelhança de uma luz coada por vidros de tonalidades diferentes, varia muito. Nem todos a podem enfrentar e viver por enquanto.
Se milhões de criaturas defrontassem, ainda na carne, a face desmistificada da vida além-túmulo, sem diálogos diretos com os imortais corporificados entre eles, enlouqueceriam de pavor, atirando-se a suicídios infelizes, em tentativas desditosas de fugas espetaculares da realidade...
Apresentassem os Espíritos respostas prontas para os problemas que fomentam o progresso, e a paralisia inutilizariam braços e mentes que se atrofiariam, perdendo a finalidade a que se destinam no mecanismo da evolução.
Os homens fruem conforme merecem, recebem de acordo com o que operam e colhem sementeira deixada no passado.
No seu processo inevitável de crescimento, o Espírito, no corpo e fora dele, é o autor do seu destino.
Não são possuidores de toda a sabedoria os desencarnados. Se isso fora possível, em face do fenômeno puro e simples da morte, tornar-se-iam deuses, conforme as concepções da ortodoxia mitológica do pretérito.
Jesus é o Senhor que a todos nos emula, convidando-nos às conquistas superiores, portador, Ele sim, do conhecimento pleno.
Revelando-nos o Pai, em momento algum traiu desejo de igualá-lo, como a ensinar-nos a adorá-lo, na condição de Entidade máxima, e a Ele, nosso Mestre e Benfeitor, seguir imitando-o em todos os trâmites, através de cujo comportamento adquiriremos a paz.
Havendo o trabalho, como lei que fomenta a evolução, afirmou que também “o Pai trabalha até hoje”, legando-nos a honra do serviço intransferível como suporte resistente para a vitória sobre as vicissitudes pessoais e a libertação de todas as conjunturas afligentes e dolorosas por nós mesmos engendradas.


Enfoques Espíritas
Divaldo P. Franco (médium)
Vianna de Carvalho (espírito

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 14 de Junho de 2011, 02:05
Oi! Prezados irmãos de Jornadas.
Bem colocado Amigo Marccello e para fazer-nos lembrar o LE onde a resposta é mais cristalina do que água saindo da fonte.

467 Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
– Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.

468 Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?
– O que quereis que façam?  Quando não há nada a fazer, desistem da tentativa; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

Orai e vigiai!

Obsessores no duro, não tem pra onde fugir. Muto agradecido Moderador Marccello.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: zeni em 14 de Junho de 2011, 12:29
Olá! Amigos e amigas,  amor e paz a todos.

Ainda sobre o ciúme, embora já se esteja falando em preguiça.

Segue apenas uma parte deste arquivo, Quando o ciúme vira doença, experiência própria em família.
Por que homens e mulheres são capazes de transformar o Amor, o mais sublime dos sentimentos, em combustível de um crime? Será crível que uma pessoa possa matar por Amor? Será o crime passional um tipo de reação violenta ao fim do “Amor”? Qualquer pessoa que se apaixone pode ter uma reação passional, pois a paixão é um sentimento intrínseco do ser humano. Contudo, isso pode ser perfeitamente controlado.
 Numa violência passional, perde-se a razão e, por via de conseqüência, o controle de si mesmo. Indubitavelmente, a paixão nos torna agressivos e perigosos. É a erupção do lado primitivo do ser, e muitos são passíveis disso quando não vigiam os sentimentos. Uma coisa, no entanto, é certa: a sensação de posse é a causadora da maioria das tragédias passionais.
Para os espíritas, o crime passional pode ser definido como um processo de obsessão ou possessão anímica, isto é, o criminoso é subjugado por entidade desencarnada ou por sua personalidade arcaica, em razão da falência de sua personalidade atual no cipoal e delírio das sensações inferiores. Os crimes de “Amor” nada têm a ver com o Amor. A rigor, são conseqüências de desregramentos sensoriais, com perda do equilíbrio emocional e perturbações espirituais. As Obsessões estão relacionadas à ansiedade criada em resposta a uma situação muito estressante, esmagadora e dolorosa. A frustração Amorosa e o conseqüente sentimento de perda, de auto desvalorização, criam perturbações obsessivas e um transtorno de Amor obsessivo vinculados a um ciúme patológico. A necessidade obsessiva cria mecanismos e estratégias para seduzir o outro, originando numa atração fatal que busca a possessão de forma a incluir o outro em sua própria vida, tentando o máximo de controle, pois a falta deste irá provocar intensa dor. Podem ocorrer manifestações de ciúmes patológicos onde as conexões entre fantasias e realidades se perdem, facilitando episódios psicóticos em que a ação se torna real. A pessoa propensa a um Amor obsessivo tem dificuldades de relacionamento saudável, ligando-se a comportamentos complicados, repletos de brigas, desconfianças e ciúmes, muitas vezes com desfechos tensos e violentos. O transtorno obsessivo compulsivo é um distúrbio debilitante e destrutivo. No entanto, ele pode ser minimizado com a terapia medicamentosa e psicoterapia cognitivo-comportamental e pelos recursos espíritas da desobsessão...

Na questão 938-a, de "O Livro dos Espíritos", aprendemos o seguinte: "A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem”. (3) O Amor deve ser o objetivo excelso no roteiro humano para a conquista da paz na sua expressão apoteótica. Porém, diversas vezes, o nosso sentimento é meramente desejar, e tão-somente com o "desejar", desfiguramos, instintivamente, os mais promissores projetos de vida.
Nos dias de hoje, fala-se e escreve-se muito sobre sexo e pouco sobre Amor. Certamente, porque esse sentimento não se deixa decifrar, repelindo toda tentativa de definição. Por isso, a poesia, campo mítico por excelência, encontra, na metáfora, a tradução melhor da paixão, como se esta fosse o Amor. O desenvolvimento dos centros urbanos criou a "síndrome da multidão solitária". As pessoas estão lado a lado, mas suas relações são de contigüidade.
A paixão é exclusivista, egoísta, dominadora, é predominantemente desejo. Para alguns pensadores, esse sentimento é a tentativa por capturar a consciência do outro, desenvolvendo uma forma possessiva, onde surge o ciúme e o desejo de domínio integral da pessoa "amada". O legítimo Amor é o convite para sair de si mesmo. Se a pessoa for muito centrada em si mesma, não será capaz de ouvir o apelo do outro. Isso supõe a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva como ela é, e não como queiramos que ela seja. O Amor representa a liberdade, e não o psicótico sentimento de posse. É a lei de atração e de todas as harmonias conhecidas, sendo força inesgotável que se renova sem cessar e enriquece, ao mesmo tempo, quem dá e quem recebe.

Jorge Hessen
Site http://jorgehessen.net
Email jorgehessen@gmail.com
 

Referências:
(1)    Cf. Aurélio – “Sentimento doloroso que as exigências de um Amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém”. Receio de perder alguma coisa; cuidado, zelo (nesta acepção. é mais usado no plural)
(2)     Cf. (Luís de Camões, Rimas, p. 135);
(3)    Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB ed. 2002, questão 983-a

Abraços Zeni.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 14 de Junho de 2011, 16:07
Boa tarde, queridos amigos e caros irmãos visitantes!

                                                                    ÉS ÚNICO

Em meio a milhões e milhões de criaturas, não existe nenhuma que seja absolutamente igual a ti.

De certa forma, és único na Criação Universal.

Tudo foi criado em função de tua existência.

Deus se devota a ti com especial ternura.

Se não existisses ou deixasses de existir, algo ficaria faltando dentro do contexto natural da Vida.

O teu destino é grandioso e incomparável.

Aos olhos do Pai, sempre haverá alguma característica que te distinguirá de teus irmãos.

Onde te situares, serás tomado como ponto de referência do Amor e da Luz.

Por mais insignificante e sem importância que te sintas, nada e ninguém te supera em importância e significado.

O menor de teus gestos tem extrema repercussão nas Leis que regem os princípios da Criação Divina.

És causa determinante... e não efeito.

Acima de ti, apenas a Causa Primeira, que, sem ti, careceria de fundamento.

                    Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 14 de Junho de 2011, 22:34
Querido amigo Marccello, membros e visitantes... Boa noite, muita paz

Curando o pessimismo

 Quando sentires pessimista, vendo negativamente sua vida
harmonize seus pensamentos através da prece.
Ela sustenta nosso espírito e eleva nossos pensamentos,
aliviando nossos coraçõese melhorando assim nossos sentimentos.
A prece nos fortalece, nos renova
e nos dá a oportunidade de melhorarmos.
Procure tarefas ou pessoas que lhe tragam alegria.
Levante sua cabeça e vá enfrente,
porque existe uma capacidade imensa em você.
Utilize todo o seu potencial de transformação,
Desta forma você estará revitalizando sua vida
e transformando tudo ao seu redor.
Só depende de você.


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 22:41
Olá querido amigo Ken!

O que aos homens cumpre realizar não se transfere para os Amigos Espirituais.

Os homens fruem conforme merecem, recebem de acordo com o que operam e colhem sementeira deixada no passado.
No seu processo inevitável de crescimento, o Espírito, no corpo e fora dele, é o autor do seu destino.

A palavra de ordem é auto-aperfeiçoamento, através do trabalho, melhorando a si mesmo e conseqüentemente o mundo.

Obrigado Ken! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 14 de Junho de 2011, 22:42
Reage

Se a treva se adensa em torno de teus passos,
não te desorientes.
Reage, intensificando a luz que brilha dentro de ti.
Se a maldade busca denegrir-te as obras,
não te perturbes.
Reage, multiplicando a bondade que reside
em teu coração.
Se a calúnia tende a insinuar-se nos círculos
de tuas relações, não te exasperes.
Reage, cultuando a Verdade que pontifica
no altar da tua consciência.
Se a vaidade procura enredar-se nas teias
da ilusão, não te acomodes,
Reage, amando a simplicidade que jaz na
essência da tua vida.
Se a tristeza busca avassalar-te o ânimo,
não te abatas.
Reage, nutrindo-te da alegria que se oculta
nas raízes de tua crença.
Se o ódio tenta penetrar o santuário de teus sentimentos, não te aflijas.
Reage, desdobrando o manto do amor que
“cobre a multidão de pecados”.
E se, a despeito de tuas reações, vires que
o mal resiste, ainda assim,
Reage à infiltração do desânimo,
porque um dia chegará em que
Toda treva se converterá em Luz,
Todo o mal em Bem,
Toda tristeza em Alegria,
Todo o ódio em Amor.

Rubens C. Romanelli
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 22:42
Olá querido amigo Ruy!

Não deixemos de vigiar as próprias ações e orar pedindo forças ao Pai, para que ele possa vir em socorro as nossas dificuldades. O mais importante na vida é termos boa vontade em superá-las.

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 22:46
Olá querida amiga Zen!

Os crimes de “Amor” nada têm a ver com o Amor. A rigor, são conseqüências de desregramentos sensoriais, com perda do equilíbrio emocional e perturbações espirituais. As Obsessões estão relacionadas à ansiedade criada em resposta a uma situação muito estressante, esmagadora e dolorosa. A frustração Amorosa e o conseqüente sentimento de perda, de auto desvalorização, criam perturbações obsessivas e um transtorno de Amor obsessivo vinculados a um ciúme patológico.

Muito esclarecedor o texto, mostrando-nos que não é saudável este comportamento em nossas relações afetivas.

Um recorte do texto produzido pelo Redação do Momento Espírita com base no cap. Ciúme  do livro "O ser consciente", pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, vejamos:
 
(...) O psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira Santos revela que tal sentimento é totalmente voltado para si mesmo, egocentrado e, por esta afirmação, podemos entender o porquê da frase do personagem Iago, de Shakespeare, dizendo que o ciúme não precisa de causas exteriores, que se gera em si mesmo.

Suas causas interiores, segundo o Espírito Joanna de Ângelis, são encontradas principalmente na insegurança psicológica, na baixa autoestima, no orgulho avassalador que não suporta rivalidades.

E no egoísmo, que ainda nos faz ver aqueles que estão à nossa volta como posses.

Obrigado Zen! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 22:57
Olá querida amiga Dothy!

Utilize todo o seu potencial de transformação, Desta forma você estará revitalizando sua vida
e transformando tudo ao seu redor. Só depende de você.

Se a maldade busca denegrir-te as obras, não te perturbes.

Sejamos a chama de uma vela para afastar a escuridão! ... Sejamos sinceros em nossos propósitos para nos reformar sem nunca desanimarmos.

Obrigado Dothy!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 23:00
Olá queridos(as) amigos(as)!


Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Negligência

Descuido com as próprias obrigações.

O indivíduo negligente é aquele descuidado das suas obrigações, ou seja, sabe o que deve e precisa fazer, mas deixa para depois, relaxa, faz "corpo mole". Queremos analisar a negligência, relacionando-a com o nosso trabalho de auto-aprimoramento moral, com as obrigações relativas aos compromissos já assumidos conosco mesmo na reforma interior. Nesse aspecto, somos todos negligentes, porque já entendemos muito bem nossas atribuições, mas simplesmente não as realizamos com a necessária intensidade e a desejada frequência.

A negligência pode também indicar desinteresse no que nos cabe fazer, no esforço próprio que precisamos desenvolver para nos aperfeiçoar progressivamente. Não tendo o devido interesse no que pretendemos realizar, evidentemente o negligenciamos, o que é mesmo mais comum, ou seja, o comodismo atua com predomínio em nossas ações.

Procuremos examinar como a negligência se manifesta em nós e também de que forma. Assim, poderemos mais facilmente combatê-la:

a) Descuido na observação dos esforços que precisamos desenvolver para conter nossos impulsos grosseiros;

b) Desatenção nos compromissos de orar e vigiar para não cairmos em tentações;

c) Menosprezo às oportunidades de contribuir em benefício do próximo, com uma palavra confortadora, um esclarecimento, um auxílio material;

d) Preguiça em fazer algo desinteressadamente ao próximo, na frequência ao grupo de estudos e aprendizado, na leitura esclarecedora de obras necessárias, na conversa reconciliadora no âmbito familiar, no posicionamento administrativo ponderado nas funções trabalhistas e em tantas outras ocasiões em que os receios nos inibem as ações transformadoras;

e) Irresponsabilidade no que nos foi confiado em atribuições assumidas no grupo cristão, nas tarefas que nos dizem respeito. Ao convite feito pesemos nossas possibilidades de cumpri-lo. Uma vez aceito, a não correspondente parcela de trabalho reflete irresponsabilidade;

f) Desordem na própria arrumação de objetos que se destinam às distribuições caridosas, no trato dos cadernos e registros de contribuições, nos livros que formam as bibliotecas das associações beneficentes, na conservação dos móveis e utensílios do nosso grupo de trabalho cristão, e nos pertences pessoais que nos servem de instrumentos como indumentária, obras de consulta, ferramentas, cadernos de anotações, objetos de uso, todos merecedores de nossos cuidados e zelo;

g) Imprevidência no planejamento e discussão dos programas de atividades que se buscam realizar, nos centros comunitários aos quais integremos nossa colaboração, deixando ao acaso e aos espíritos protetores o desenrolar das tarefas que nos conferem.

Do acima exposto, resta-nos conhecer "quão" negligentes somos para, então, aplicar os meios de diminuir esse defeito em nosso íntimo, o que é uma das importantes metas a serem atingidas.
 
Ney P. Peres
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 23:07
Um espírita negligente do outro lado
 
Um espírita negligente desencarnou e foi para uma colônia espiritual. Lá chegando foi bem recebido pelo guardião da colônia e este o levou ao chefe geral da colônia para uma boa conversa. Em lá chegando o chefe foi dizendo:

- Bem vindo, caro irmão, depois de uma longa jornada de trabalho.

- É, não foi fácil, dizia o negligente espírita.

- Sei que a tarefa é árdua, meu filho, mas com amor, dedicação e perseverança venceremos os maiores obstáculos. O irmão deve ter trabalhado muito. Quantas e quantas vezes o irmão foi ao centro mais cedo para varrer o chão, limpar as salas, apagar os quadros negros, colocar água no bebedouro, arrumar as cadeiras. São problemas simples, irmão, mas o irmão as fez com carinho. Afinal era a casa de Jesus que o irmão estava arrumando.

- N.... Não fiz nada disto – disse o espírita. Quando eu chegava lá, geralmente uns 5 a 10 minutos atrasados, isto já estava pronto.

- Está certo, filho, mas o irmão fez outras tarefas no centro, com certeza. Saia todos os domingos em visita aos lares, de pessoas não espíritas, levando uma mensagem sagrada, falando do Senhor Jesus, falando de Deus, pregando O evangelho, conversando com os corações maltratados por tudo e por todos, sem amor, sem paz, sem esperança.

- Desculpe senhor, mas não fiz isto não. Aos domingos eu acordava muito tarde, estava sempre cansado das tarefas estafantes da semana. Era o único dia que eu tinha para descansar. No centro também tinha gente para fazer isto.

- Está certo, caro irmão. Calma, eu vou chegar na brilhante missão que o irmão abraçou para agora requisitar um lugarzinho nesta colônia, com certeza.

- O irmão foi nas casas dos maus espíritas, trouxe as crianças para serem evangelizadas, trouxe outras pessoas ao centro, trouxe seus próprios filhos e distribuiu a palavra de Deus a todos eles.

- N... Não fui não senhor. Alguns espíritas traziam seus filhos de vez em quando, principalmente no dia de festas, eu nunca fui a nenhuma casa convidar as crianças para a Evangelização. Os meus filhos não gostavam de evangelização, preferiam ficar em casa assistindo televisão, jogando nos computadores, meu filho ficou um crânio em informática. Não digitava nada, mas sabia entrar em todos os sites, até os proibidos para crianças. Outros filhos meus gostavam de ficar na casa dos avós, passeando, pescando, indo a festinhas, nos shoppings. Como eles adoravam seus avós!

- Mas com certeza o irmão cumpria bem a sua tarefa no centro. Sua aula de evangelização era bem preparada, pesquisava bem os assuntos a serem ministrados, conquistava os alunos, de modo que eles adoravam a sua aula.

- De jeito nenhum. Eles detestavam a minha aula. Achavam um saco. Muitos desistiram. Eu quase não tinha tempo de preparar a aula. Era um sufoco na hora. Corria de um lado para outro atrás de material para os alunos.

- Confesso sinceramente que o irmão não se saiu bem neste ponto, mas em outros pontos o irmão era nota dez.  Por exemplo, no dia da palestra o irmão chegava cedo, trocava idéias com os diretores do centro, recebia alegremente os visitantes, distribuía mensagens a todos, aconselhava a um, orientava a outros, fazia preces iniciais, finais, dava passe e ao término era o último a sair, pois precisava trocar idéias santas com os irmãos.

- Como é que eu ia fazer isto se só chegava atrasado? Onde eu trabalhava tinha gente para tudo. Raramente sobrava serviço para mim. Eu saia cedo do centro, geralmente antes de terminar. Tinha muita coisa para fazer em casa estava também muito cansado.

- Mensagens. O irmão distribuiu muitas mensagens sagradas com conhecimentos divinos para ajudar aos irmãos necessitados. Suponho que o irmão distribuiu estas mensagens nas casas, no centro, nos ônibus, pelas ruas de sua cidade.

- Impossível fazer isto. Todo mundo ia me chamar de louco. Já vi muita gente ser taxada de estar com os demônios quando distribuía mensagens espíritas. Jamais eu iria passar por este vexame.

- Aconselhamento aos irmãos desesperados, aqueles que perderam a esperança pela vida, que pensavam em suicídio. O irmão ajudou muito destes desesperançados, não é?

- Não, aliás, o centro tinha um departamento para estas pessoas. Ouvi falar que eles orientaram muitas pessoas assim. Eu nunca tive esta oportunidade.

- Cartas, o irmão escreveu muitas cartas às pessoas sofridas de diversos lugares do país. Afinal de contas escrever uma simples cartas com palavras de incentivo não custa muito, não é irmão?

- Ouvi falar que muita gente fazia isto, mas eu não fiz nada disto. O meu tempo era muito curto. Nos tempos vagos eu precisava retirar um pouco do estresse da semana. Visitar meus amigos, meus parentes, passear, ir pescar, curtir um cineminha, comer uma pizza de vez em quando.

Como é que eu iria encontrar um tempo para escrever cartas?
- O irmão não tem nenhum requisito para ficar aqui nesta colônia espiritual. Não possui nenhum bônus-hora, portanto, já que o irmão recebeu tudo e gastou tudo no mundo dos encarnados, agora só lhe resta ficar um tempo no umbral. Acredito que uns 30 anos apenas sejam suficientes para o irmão refletir um pouco no Pai de amor e bondade. Boa sorte, meu filho, e boa estadia no mundo que o irmão criou para passar umas férias.

Henrique Pompilio de Araújo

Segue quadrinho baseado no texto "O Servidor Negligente" divulgado em CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 23:08
Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 23:10
Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 14 de Junho de 2011, 23:14
Finalizando...

Assim também acontece no caminho comum.

Quem deseja o corpo iluminado e glorioso na espiritualidade, além da morte, cuide respeitosamente do corpo físico.

Quem aspira à companhia dos anjos, mostre boas maneiras, boas palavras e boas ações aos vizinhos.

Quem espera a colheita de alegrias no futuro, aproveite a hora presente, na sementeira do bem.

E quantos sonharem com o Céu tratem de fazer um caminho de elevação na Terra mesmo.

Chico Xavier - Neio Lúcio - Alvorada Cristã

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 14 de Junho de 2011, 23:17
Oi! Prezados irmãos de Jornadas.

Eu sempre coloco "Jornadas", porque a gente sempre vai se esbarrar seja aqui na Terra como no plano Espiritual.

Bem! Algo que achei super interessante foi a colocação da nossa prezada Zeni, onde ela abre a porta da contradição quando dizem: "matei por amor". Muito bem colocado por sinal, onde em Búzios RJ Brasil, esqueci o nome dele, mas foi muito comentado tal crime onde ele dizia que tinha matado por amor. Não estou querendo de forma alguma atrasar o andamento das questões, mas que achei muito maravilhosa a postagem da Zeni. Quem ama não mata, quem ama não maltrata e sim cuida.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: rwer em 15 de Junho de 2011, 01:16
Alô, Marccello e amiguinhos,

Oi, Zeni, que prazer te ver de volta!


Eis um vídeo que achei perfeito para o atual Estudo.  O prof. Eckhart Tolle pode nos ensinar com tranquilidade, pois ele mesmo realizou sua reforma íntima.  Reforma?  Foi uma transformação profunda.


"E pude ver que toda a estrutura do 'eu infeliz' era um tipo de ficção, uma narrativa que eu repetia em minha mente.

"Então a separação aconteceu.  E percebi que, em essência, eu não sou a minha história - seja feliz ou infeliz.  Sou a consciência por trás da história.

"A vida e o Agora são inseparáveis".


Eckhart Tolle - Entrevista no The Hour - legendas em português (https://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVhnSHpJMXFaWFZrIw==)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 15 de Junho de 2011, 01:20
NEGLIGÊNCIA E OCIOSIDADE
A desordem e a imprevidência são duas chagas que somente uma educação bem compreendidas pode curar.
Kardec.livros dos espiritos.pergunta 685.
Se Deus tivesse liberado o homem do trabalho material seus membros seriam atrofiados,se o tivesse liberado do trabalho da inteligência,seu espirito teria ficado na infância,no estado dos instintos animais.
Eis porque o trabalho lhe é necessário.ele lhe disse. busca a acharás trabalha e produzirás;deste modo serás filho de tuas obras,pelas quais terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.
Kardec. O evangelho.cap.XXV.item 3.
O indivíduo negligente é aquele descuidado das suas obrigações,ou seja sabe o que deve e precisa fazer,mas deixa para depois,relaxa,faz corpo mole.
queremos analizar a negligência,relacionandoa com o nosso trabalho de auto-aprimoramento moral,com as obrigações relativas aos compromissos já assumidos conosco mesmo na reforma interior.
nesse aspecto,somos todos negligentes,porque já entendemos muito bem nossas atribuições,mas simplesmente não as realizamos coma necessária intencidade e a desejada frequencia.A negligência pode tambem indicar desinteresse no que nos cabe fazer,no esforço próprio que precisamos desenvolver para nos aperfeiçoarprogressivamente.
Não tendo o devido interesse no que pretendemos realizar, evidentemente o negligenciamos, o que é mesmo mais comum ou seja, o comodismo atua com predominio em nossas ações.
Procuremos examinar como a negligência se manifestaem nós e tambem de que forma.
Assim poderemos mais facilmente combate-la.
Descuido,desatenção menosprezo.preguisa, irresponsabilidade,imprevidencia, desordem,imprevidencia.
Por estes itens acima,vimos que nos resta realmente nos conhecermos,para então aplicarmos os meios necessários para diminuirmos esses defeitos em nosso intimo.
O que é uma das mais importantes metas a serem atingidas,nesta oportunidade reencarnatória.

http://andreluizpf.com.br/negligencia-e-ociosidade/
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 15 de Junho de 2011, 05:37
Bom dia, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


                                                         ANTECIPA-TE NO BEM

Não esperes um convite especial da vida para ajudar os sofredores do caminho.

Sem fazer uso das palavras, eles expressam, nas dores que carregam, o apelo ao teu concurso fraterno.

Há quem chore em silêncio, trazendo, sob o veludo da riqueza, chagas morais que desconheces.

Outros enfrentam, solitários, a enfermidade que lhes castiga o corpo, enquanto muitos se debatem na orfandade.

Não estão longe também aqueles que, sem teto nem apoio, se dariam por felizes ao receberem simples pedaço de pão.

É provável, ainda, que, no próprio agrupamento familiar em que te encontras, haja dilacerações clamando pelo bálsamo da tua palavra.

São todos irmãos em humanidade.

Eles não te pedem soluções rápidas para os problemas que carregam.

Imploram apenas o teu apoio, dentro do clima fraternal que já consegues apresentar.

Coloca-te mentalmente no lugar daqueles que sofrem ao teu redor e concluirás que um simples ato de solidariedade te renovará a alma, fortalecendo-te para prosseguir na jornada redentora.

Naquela tarde inesquecível, em Jerusalém, um certo Cireneu  foi chamado pelos guardas a auxiliar o Mestre que, cambaleante e abatido, mal suportava o peso da cruz na escalada do Calvário.

Não esperes que a vida te chame a auxiliar os que caminham vergados pela cruz que carregam, nem te limites à massa expectante que, embora tocada de compaixão, apenas assiste à passagem dos sofredores.

Antecipa-te a eles e o teu gesto, espontâneo e bom, os felicitará, a fim de que, escalando o calvário da redenção, encontrem a paz na libertação espiritual.

        Pelo Espírito Sheilla
(Psicografia de Clayton Levy)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 15 de Junho de 2011, 08:57
Bom dia querido amigo Marccello, membros e visitantes... Muita paz

Cuide-se.


Mesmo sabendo que algo lhe faz mal, ainda assim o deseja,
ou se entrega sem relutância, isso é desprezo a si mesmo.
Não se exponha a sofrimentos, nem trate com negligência
as suas energias, valores, pendores e esperanças.
Escolha o que faz bem a você ou aos outros.
Selecione, averigüe e não se deixe enganar.
Se não souber o que fazer, pergunte aos bem-intencionados.
Pense em Deus, faça uma sincera oração.
Você tem grande valor.
É no coração defendido do mal que entra a felicidad

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 15 de Junho de 2011, 08:58
Jesus disse: "Não se turbe o teu coração", ensinando que a calma e a confiança em Deus devem ser o lema de toda criatura que deseja encontrar a felicidade.
 
Nunca faltam motivos para preocupações, inquietando o coração, perturbando a vida.
 
A existência humana é uma oportunidade de valorização dos bens eternos e de iluminação íntima.
 
Se colocas as tuas ansiedades em Deus e Lhe confias a tua vida, tudo transcorre normalmente, e, se algo perturbador acontece, a serenidade assume o controle da situação e age com acerto.
 
Deste modo, não te permitas turbar o coração nem a mente, ante as ocorrências malsucedidas.

Joanna de Ângeli

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 15 de Junho de 2011, 18:01
Boa tarde, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


QUEM DOA É QUEM RECEBE

O homem que se conhece com suas imperfeições reconhece as virtudes que lhe compete alcançar.

Quem não toma consciência de suas limitações não consegue enxergar-se.

Quem se contenta com o que é não despende esforço para ser mais: sequer sabe que pode ser mais!

Complexo mecanismo psicológico, o homem necessita peregrinar por todos os seus meandros...

Questionar-se quanto à volubilidade de seus sentimentos em relação às pessoas.

Aceitar-se essencialmente egocêntrico, profundamente interessado em satisfazer-se à custa dos outros.

Do ponto de vista emocional e afetivo, movido, quase que com todos, à base de segundas intenções...

“Amando” mais a si mesmo do que a qualquer.

O “retorno’ é da Lei de Deus, mas o “em torno” é da lei dos homens.

Somente recebe quem efetivamente doa.

Mesmo no Bem, quem age pensando em ter de volta não age com a espontaneidade que caracteriza o Amor!

O Amor não particulariza e não condiciona.

O Amor a si mesmo se basta.

O autoconhecimento não acontece sem reflexão honesta.

Infelizmente, o primitivismo intelectual em que ainda vive é obstáculo para que o homem se contemple no espelho interior da própria alma.

                    Irmão José
(Psicografia de Carlos A. baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:19
Olá querido amigo Ruy!

Achei super interessante foi a colocação da nossa prezada Zeni, onde ela abre a porta da contradição quando dizem: "matei por amor".

Achei muito maravilhosa a postagem da Zeni. Quem ama não mata, quem ama não maltrata e sim cuida.

Colaborando com nossa querida Zeni e com suas palavras:

Observemos:

Um fariseu estudioso das leis mosaicas, querendo experimentar Jesus, pergunta-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”
 
Ao que Ele responde:
 
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este é: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
 
A definição consiste exatamente na comparação “como a ti mesmo”, é uma das comparações entre as mais belas frases do ensino do Mestre Jesus. Os encarnados no orbe são seres em diferentes fases evolutivas, numa escala que varia ao infinito. Jesus se dirigiu a todos indistintamente, iniciando por aqueles cujo amor ainda não ultrapassou a matéria, e então usa o símbolo concreto, material: coração (“de todo teu coração”). Segue além, dirigindo-se aos que já amam além da matéria, o amor que toca a alma (“de toda a tua alma”), e finaliza, dirigindo-se àqueles que já atingiram o amor-entendimento, o amor-razão (“de todo o teu espírito, ou entendimento).
 
Essa idéia encontra-se já desenvolvida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XI, item 8, quando o espírito Lázaro diz:
 
“O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é a doutrina por excelência e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado. No seu ponto de partida, o homem só tem instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o amor é o requinte do sentimento. Não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres e extingue as misérias sociais.”
 
Os instintos são a germinação e os embriões dos sentimentos.

Prossegue Fénelon em O Evangelho Segundo o Espiritismo, item 9:
 
“O amor é de essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. Esse germe se desenvolve e cresce com a moralidade e com a inteligência e, embora freqüentemente comprimido pelo egoísmo, é a fonte das santas e doces virtudes que constituem as afeições sinceras e duradouras e que vos ajuda a transpor a rota escarpada e árida da existência humana e a felicidade durante a vida terrena. Os mais rebeldes e os mais viciosos deverão reformar-se quando presenciarem os benefícios produzidos pela prática deste princípio: “Não façais aos outros o que não quereis que os outros vos façam, mas fazei, pelo contrário, todo o bem que puderdes.”

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:23
Olá querido amigo Ram!

“Ame a seu próximo como a si mesmo” é um dos ensinamentos essenciais de Jesus, no entanto você não pode cumprir esse mandamento, não importa quão duramente você tente, se ainda não souber quem você é no nível mais profundo.
Amar a seu próximo como a si mesmo significa que seu próximo é você mesmo e esse reconhecimento de unidade é amor.”
   
Extraido da entrevista de Eckhart Tolle a Andrew Cohen.

Obrigado Ram! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:29
Olá querida amiga Maria!

O indivíduo negligente é aquele descuidado das suas obrigações,ou seja sabe o que deve e precisa fazer,mas deixa para depois,relaxa,faz corpo mole.
queremos analisar a negligência,relacionando-a com o nosso trabalho de auto-aprimoramento moral,com as obrigações relativas aos compromissos já assumidos conosco mesmo na reforma interior.

Precisamos ter o firme propósito em levar a frente nossa auto reforma, nos libertando do comodismo.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:32
Olá querido amigo Lima Gil!

Coloca-te mentalmente no lugar daqueles que sofrem ao teu redor e concluirás que um simples ato de solidariedade te renovará a alma, fortalecendo-te para prosseguir na jornada redentora.

O trabalho é elemento fundamental para o crescimento do ser, não falo simplesmente o empreendimento material e psicológico desenvolvido através do voluntariado, mas também em nossas vivências, enquanto espíritos libertos durante o repouso do corpo físico. Precisamos nos planejar para este período tão importante em nossas vidas. 

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:37
Olá querida amiga Dothy!

Escolha o que faz bem a você ou aos outros.

Não façamos aos outros aquilo que não queremos para nós.

A existência humana é uma oportunidade de valorização dos bens eternos e de iluminação íntima.

É preciso que isto esteja muito bem compreendido dentro de nós.

Obrigado Dothy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:40
Olá grande amigo Lima Gil!

Quem não toma consciência de suas limitações não consegue enxergar-se.
O autoconhecimento não acontece sem reflexão honesta.

Precisamos nos conhecer de verdade, fazendo uma avaliação honesta, refletindo com imparcialidade, principalmente sobre as opiniões de nossos desafetos.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Carmen.gbi em 15 de Junho de 2011, 22:42


Boa noite!


CONHECER-SE NO CONVÍVIO COM O PRÓXIMO
( Texto retirado do livro de Ney Prieto Peres  Manual Prático do Espírita)


“Amar ao próximo como a si mesmo, fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, é a mais completa expressão da caridade, pois que resume todos os deveres para com o próximo.”
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XI. Amar ao Próximo como a Si Mesmo.).

No relacionamento entre seres humanos, as experiências vividas ensinam constantemente lições novas. Aprendemos muito na convivência social, através de nossas reações com o meio e das manifestações que o meio nos provoca.
O campo das relações humanas, já pensando amplamente, talvez seja a área de experiências mais significativa para a evolução moral do homem.
O tempo vai realizando progressivamente o amadurecimento de cada criatura, na medida em que aprendemos, no convívio com o próximo, a identificar nossas reações de comportamento e a discipliná-las.
O relacionamento mais direto acha-se no meio familiar, onde desde criança brotam nossos impulsos e reações. Nessa fase gravam-se impressões em nosso campo emocional que repercutirão durante toda a nossa existência. Quantos quadros ficam plasmados na alma sensível de uma criança, quadros esses que podem leva-la a inconformações, angustias profundas, desejos recalcados, traumas, caracterizando comportamentos e disposições na fase da adolescência e na adulta.
Guardamos, do relacionamento com os pais, irmãos, tios, primos e avós, os reflexos que mais nos marcaram.
Começamos, então, numa busca tranquila, a conhecer como reagimos e por que reagimos, na infância e adolescência aos apelos, agressões, contendas, choques de interesses. Essas reações emocionais, que normalmente não se registram com clareza nos níveis da consciência, deixam, entretanto, suas marcas indeléveis nas profundidades do inconsciente..
Importantes são as suaves e doces experiências daqueles primeiros períodos de nossa vida, quando os corações amorosos de uma mãe, de um pai, de um irmão, de uma professora, pelas expressões de carinho e de compreensão, aquecem nossa alma em formação e nela gravam o conforto emocional que tantos benefícios nos fizeram, predispondo-nos às coisas boas, às expressões de amor, que, por termos conhecido e recebido, aprendemos a dar e proporcionar aos outros. Essas ternas experiências constituem necessários pontos de apoio ao nosso espírito, para que possamos prosseguir e ampliar nossas obras nas expressões do coração.
No convívio escolar, iniciamos as primeiras experiências com o meio social fora dos limites familiares. As reações já não são tão espontâneas. Retraímo-nos às vezes; a timidez e o acanhamento refletem de início a falta de confiança nas professoras e nos colegas de turma. Aprendemos paulatinamente a nos comportar na sociedade, com reservas. Sufocamos, por vezes, desejos e expressões interiores, e até mesmo defendemos com violência nossos interesses, mesmo que ainda infantis. E também brigamos com aqueles que caçoam de alguma particularidade nossa. Quase sempre retribuímos com bondade aos que são bondosos conosco. E devolvemos insultos aos que nos agridem. Sem dúvida são reações naturais, embora ainda bem primárias.
Vamos assim caminhando para a adolescência, fase em que nossos desejos se acentuam. O querer começa a surgir, a autoafirmação emerge naturalmente, a nossa personalidade se configura. Aparecem as primeiras desilusões, as amizades não correspondidas, os sonhos frustrados, as experiências mais profundas no campo sentimental. De modo particular, cada um reage de forma diferente aos mesmos aspectos do relacionamento com os outros: uns aceitam e resignam-se com os desejos não alcançados; outros inconformados, reagem com irritação e violência, por isso mesmo, sofrem mais. E o sofrimento é maior porque é necessário maior peso para dobrar a inflexibilidade do coração mais endurecido, como ensina a lei física aplicada à nossa rigidez de temperamento. Os mais dóceis e flexíveis sofrem menos, porque menor é a carga que lhes atinge o íntimo. Esses não oferecem resistência ao que não podem possuir.
A resignação é o meio de modelação da nossa alma, característica do despreendimento e da mansuetude que precisamos cultivar.
Inúmeros aspectos desconhecidos da nossa personalidade abrem-se para a nossa consciência exatamente quando conseguimos identificar.
As reações observadas nos outros que mais nos incomodam são precisamente aquelas que estão mais profundamente marcadas dentro de nós. As explosões de gênio, os repentes que facilmente notamos nos outros e comentamos atribuindo-lhes razões particulares, espelham a nossa própria maneira de ser, inconscientemente atribuída a outrem e dificilmente aceita como nossa. È o mecanismo de projeção que se manifesta psicologicamente.
Poucas vezes entendemos claramente as manifestações de nossos sentimentos em situações específicas, principalmente quando alguém critica ou comenta nossos defeitos. Normalmente reagimos: não aceitamos esses defeitos e procuramos justificá-los. Nesse momento passam a funcionar os nossos mecanismos de defesa, naturais e presentes em qualquer criatura.
No convívio com o próximo, desde a nossa infância, no lar, na escola, no trabalho, agimos e reagimos emocionalmente, atingindo os domínios dos outros e sendo atingidos nos nossos. Vamos, assim, nos aperfeiçoando, arredondando as facetas pontiagudas do nosso ser ainda embrutecido, à semelhança das pedras rudes colocadas num grande tambor que, girar continuamente, as modela em esferas polidas pela ação do atrito de parte a parte.
È interessante notar que as pedras de constituição menos duras modelam-se mais rapidamente, enquanto aquelas de maior dureza sofrem, no mesmo espaço de tempo, menor desgaste, demorando mais, portanto, para perderem a sua forma original bruta.
Esse aperfeiçoamento progressivo, no entanto, vem se realizando lentamente nas múltiplas existências corpóreas como processo de melhoramento contínuo da humanidade.
As vidas corpóreas constituem-se, para o espírito imortal, no campo experimental, no laboratório de testes onde os resultados das experiências se vão acumulando. “A cada nova existência, o espírito dá um passo na senda do progresso; quando se despojou de todas as suas impurezas, não precisa mais de provas na vida corpórea.” (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Capítulo IV. Pluralidade das Existências. Pergunta 168).
Instruimo-nos através das lutas e tribulações da vida corporal é a condição natural que a Justiça Divina a todos impõe, para que obtenhamos os méritos, com esforço próprio, no trabalho, no convívio com o próximo.
O conhecer-se implica em tomarmos consciência de nossa destinação como participantes na obra da Criação. Dela somos parte e nela agimos, sendo solicitados a colaborar na sua evolução global; Deus assim legislou.
O limitado alcance de nossa percepção e de nossa vivência em profundidade, no íntimo do nosso espírito, dessa condição de co-participantes da Criação Universal é decorrente de nossa mínima sensibilidade espiritual, o que só podemos ampliar através das conquistas realizadas nas sucessivas reencarnações.
Parece claro que caminhamos ainda hoje aos tropeços, caindo aqui, levantando acolá, nos meandros sinuosos da estrada evolutiva que ainda não delineamos firmemente. Constantemente alteramos os rumos que poderia nos levar mais rapidamente ao alvo. Os erros nos comprometem e nos levam ás correções, por isso retardamos os passos e repetimos experiências até que delas colhamos bons resultados, para saí avançarmos.
O conhecer-se é o próprio processo de autoconscientização, de reconhecimento de nossas limitações e dos perigos a que estamos sujeitos no campo das experiências corpóreas. É ponderar sempre, é refletir sobre os riscos que podem comprometer a nossa caminhada ascensional e tomar decisões, definir rumos, dar testemunhos.
É precisamente no convívio com o próximo que expressamos a nossa condição real, como ainda estamos – não o que somos, pois entendemos que, embora ainda ignorantes e imperfeitos, somos obra da Criação e contamos com todas as potencialidades para chegarmos a ser perfeitos. Estamos todos em condições de evoluir. Basta querermos e dirigirmos nossos esforços para esse mister.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:43
Olá querida amiga Carmen!

O conhecer-se implica em tomarmos consciência de nossa destinação como participantes na obra da Criação. Dela somos parte e nela agimos, sendo solicitados a colaborar na sua evolução global; Deus assim legislou.

Ótimo texto!

Precisamos simplesmente cumprir a lei de Deus, nos tornando homens e mulheres de bem!
 
Obrigado Carmen! ;)


Olá queridos(as) amigos(as)!


Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.


Vaidade

Desejo de merecer a aprovação dos outros e de se destacar.


A Vaidade

(Pela senhora Lese..., médium.)

Quero falar-te da vaidade que se mistura a todas as ações humanas: ela deslustra os mais doces pensamentos; invade o coração, a cabeça. Planta má, abafa em seu germe a bondade; todas as qualidades são aniquiladas pelo seu veneno. Para lutar contra ela, é necessário empregar a prece; só ela dá a humildade e a força.

Esquecei-vos, sem cessar, de Deus, homens ingratos! Ele não é para vós senão o socorro implorado na angústia, e nunca o amigo que se convida ao banquete da alegria. Ele vos deu, para iluminar o dia, o Sol, irradiação de sua glória, e para clarear a noite, as estrelas, flores de ouro. Por toda parte, ao lado dos elementos necessários à Humanidade, colocou o luxo necessário à beleza de sua obra. Deus vos tratou como o fária um hospedeiro generoso que multiplica, para receber seus convidados, o luxo de sua casa e a abundância de seu festim. Que fazeis, vós que não tendes senão o vosso coração para oferecer-lhe? Longe de adorná-lo de alegrias e de virtudes, longe de oferecer-lhe as primícias de vossas esperanças, não o desejais, não o convidais a penetrar em vós, senão quando o luto e as ásperas decepções vos fatigaram muito e vos enrugaram.
 
Ingratos! Que esperais para amar a vosso Deus? A infelicidade e o abandono. Oferecei-lhe, pois, antes o vosso coração livre de dores; oferecei-lhe, como homens de pé, e não como escravos ajoelhados, vosso amor purificado de temor, e ele se lembrará, na hora do perigo, de vós, que não o esquecestes na hora da felicidade.

Georges. (Espírito familiar.)

Revista Espírita, junho de 1860



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 22:53
“O homem, pois, em grande número de casos,é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.”

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V. Bem-aventurados os Aflitos. Causas Atuais das Aflições.)

A vaidade é decorrente do orgulho, e dele anda próxima. Destacamos adiante as suas facetas mais comuns:

A)Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falai demasiado);

B)Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa, ou a algo que realiza;
 
C)Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;

D)Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas;

E)Aspiração a cargos ou posições de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;

F)Não reconhecimento de sua própria culpabilidade nas situações de descontentamento diante de infortúnios por que passa;

G)Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós. Dela os espíritos inferiores se servem para abrir caminhos às perturbações entre os próprios amigos e familiares. É muito sutil a manifestação da vaidade no nosso íntimo e não é pequeno o esforço que devemos desenvolver na vigilância, para não sermos vítimas daquelas influências que encontram apoio nesse nosso defeito. De alguma forma e de variada intensidade, contamos todos com uma parcela de vaidade, que pode estar se manifestando nas nossas motivações de algo a realizar, o que é certa mente válido, até certo ponto. O perigo, no entanto, reside nos excessos e no desconhecimento das fronteiras entre os impulsos de idealismo, por amor a uma causa nobre, e os ímpetos de destaque pessoal, característicos da vaidade.

A vaidade, nas suas formas de apresentação, quer pela postura física, gestos estudados, retórica no falar, atitudes intempestivas, reações arrogantes, reflete, quase sempre, uma deformação de colocação do indivíduo, face aos valores pessoais que a sociedade estabeleceu. Isto é, a aparência, os gestos, o palavreado, quanto mais artificiais e exuberantes, mais chamam a atenção, e isso agrada o intérprete, satisfaz a sua necessidade pessoal de ser observado, comentado, “badalado”. No íntimo, o protagonista reflete, naquela aparência toda, grande insegurança e acentuada carência de afeto que nele residem, oriundas de muitos fatores desencadeados na infância e na adolescência. Fixações de imagens que, quando criança, identificou em algumas pessoas aparentemente felizes, bem sucedidas, comentadas, admiradas, cujos gestos e maneiras de apresentação foram tomados como modelo a seguir.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

O mais prejudicial nisso tudo é que as fixações mentais nos personagens selecionados podem estabelecer e conduzir a enormes bloqueios do sentimento, levando as criaturas a assumirem um caráter endurecido, insensível, de atitudes frias e grosseiras. O Aprendiz do Evangelho terá aí um extraordinário campo de reflexão, de análise tranqüila, para aprofundar-se até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisa identificar suas características autênticas, o seu verdadeiro modo de ser, para então despir a roupagem teatral que utilizava e colocar se amadurecidamente, assumindo todo o seu íntimo, com disposição de melhorar sempre.

Manual Prático do Espírita – Ney Prieto Peres

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 23:02
Orgulho e Vaidade
 
 
Faz algum tempo um amigo espiritual por quem tenho grande amor e carinho, em razão da sua condução sempre amorosa e firme à frente da Cidade da Luz, Carlos Murion, me disse mais ou menos que se eu tivesse dificuldades em analisar, avaliar alguma atitude tomada, para saber se eu estava certo ou errado, que eu procurasse ver onde entraram e de que forma o orgulho e a vaidade, pois, segundo o bondoso espírito, em tudo sempre há estes sentimentos infelizes.

Grande e insofismável verdade, pois temos sempre o hábito de nos deixar inspirar por estes dois sentimentos que sempre aparecem, sorrateiramente, querendo assumir a condução da nossa existência, em atitudes tais que muitas vezes enceguecem o bom senso e nos tornam capazes de tolices inúmeras, como se fossem as coisas mais lógicas e coerentes possíveis.

“O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.”
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V. Bem-aventurados os Aflitos. Causas Atuais das Aflições.) Ah! Se compreendêssemos que as nossas atitudes sempre são as modeladoras do nosso futuro, aplainando ou não as diversidades naturais de se viver nesta Terra.

Quantas vezes vemos representantes religiosos se ufanando da sua fé, considerando-a a “certa”, a “escolhida” por Deus para a “salvação” do seu povo. Deus meu, como está certo Carlos Murion, estas pessoas não se dão conta de que aí estão exacerbando o seu orgulho e a sua vaidade. Conseqüentemente, é bem provável que Cristo não esteja por aí.

Ora, aí está um interessante caminho para a nossa avaliação de atitudes e comportamentos. Não é que precisemos erradicar completa e absolutamente o orgulho e a vaidade de nossas atitudes. De forma alguma, inclusive porque no estágio espiritual em que nos encontramos é impossível, além do mais eles, em algumas oportunidades, são até necessários para nos fortalecer em atitudes e manter o rumo de nossas vidas. Quem não precisou um dia do tal amor próprio para se manter firme na sua dignidade e não mendigar farelos de amor? Quem não precisou se ajeitar para sentir a estima mais elevada? Então, são ainda necessários como muletas para a nossa caminhada por este mundo adusto, de confrontos e misérias morais de toda natureza.

A esta altura, se você está mentalmente dizendo que não tem nenhum desses dois sentimentos, cuidado: você está com eles tão entranhados que nem está se dando conta de sua ação. Aí você não os tem, de fato, pois eles já são você.

Assim, encerro com a extraordinária Cora Coralina, quando em seu poema afirma:

“Aquele que reconhece o seu erro, está no caminho da perfeição.

Reconhece o teu erro, mesmo que custe muito ao teu orgulho e vaidade.

Ajude a quem precisa e acredite.

Aqueles que acreditam, caminham para a frente.

Aqueles que duvidam, põem pedras e tropeços nos caminhos dos outros.

José Medrado, orador e médium da Bahia.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 23:14
Vaidade


Quando cheguei, sem luz, ao fim do dia

E penetrei, gemendo, a noite escura,

Encontrei, quase ao pé da sepultura,

Triste bruxa de máscara sombria.



“Que fazes, desditos e negra harpia?”

Indaguei a tremer, de alma insegura.

E respondeu a estranha criatura:

"Teço angústia e pavor na cova fria...”



“E quem és?”  Insisti. Mas, nesse instante,

A megera agarrou-me, cambaleante,

E bradou:  “Ai dos míseros que venço”!



“Sou a vaidade humana desvairada...”

E, desferindo horrenda gargalhada,

Rolou comigo ao precipício imenso.


Chico Xavier - Anthero De Quental

Livro “Cartas do Coração” -Psicografia Francisco Candido Xavier - Espírito Diversos.



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 23:15
Continuando...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 15 de Junho de 2011, 23:19
Finalizando...

O Espiritismo nos ajuda a trabalharmos nossos defeitos que são tão forte em nós, por isso a necessidade, de constantemente nos vigiarmos ,estarmos sempre lendo ,estudando, e aplicando em nossas vidas.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 16 de Junho de 2011, 00:55
Boa noite querido amigo Marcello, caros amigos e visitantes!



Nos domínios da humildade


Leda Maria Flaborea


 “... Aquele, portanto, que se humilhar e se tornar pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus...” ¹



De que maneira poderemos entender este convite de Jesus, se o progresso é uma lei natural e se o nosso destino é evoluir? Como poderemos conciliar o ensinamento evangélico com a realidade da lei do progresso, que podemos constatar em toda a Criação?

 

Basta para isso observarmos a evolução que se processa em todos os reinos da natureza.  É suficiente que prestemos atenção à própria história da Humanidade e o quanto temos evoluído, desde o homem das cavernas, que pouco diferia de um animal irracional, até o homem da civilização científica e tecnológica. Entretanto, se no campo intelectual o homem conquistou tão grande evolução, no campo moral não ocorreu o mesmo. Eis aqui a razão do sofrimento humano: somos todos vitimados pelo nosso próprio comportamento, distanciados que estamos das leis de Deus.

 

No Evangelho de Mateus, capítulo18, versículos 1 a 5, no qual encontramos a passagem acima citada, Jesus nos alerta para a necessidade de despertarmos, em nós, as virtudes da humildade e da simplicidade. Muitos justificam suas atitudes prepotentes e arrogantes, dizendo não se humilharem e nem se rebaixarem diante de ninguém, porque só os que sabem se impor vencem no mundo. Pobres companheiros que, envoltos no véu do orgulho, ignoram que a humildade a que Jesus se referia e para a qual nos chama à prática nada tem a ver com servilismo! Na excelência de sua pedagogia, quando o Mestre nos ensina, simplesmente, que “todo aquele que se eleva será rebaixado”, reporta-se ao sentimento de orgulho, porque toda elevação pessoal que tem por base o orgulho é ilusória. Assim, todo aquele que utiliza o mal como alavanca de elevação será rebaixado, pois só o bem que cultivamos em nós é indestrutível e  nos  oferece base sólida para todas as realizações.

 

Humildade é sentimento contrário ao orgulho. É o sentimento que tem a possibilidade de fazer o homem entender sua real posição no mundo, posição essa de eterno aprendiz frente à Sabedoria de Deus, nosso Pai Criador. É o sentimento capaz de levar o homem a compreender que, mesmo conhecendo muito, não deve humilhar quem pouco sabe; a perceber que, mesmo conhecedor de muitas coisas, outros existem que sabem mais. A criatura humilde tem a capacidade de ensinar sem demonstrar sabedoria e de auxiliar sem que o outro se sinta humilhado.

A vida em sociedade estimula a competição, mas, longe de ser uma competição saudável, tem levado as criaturas a perderem o bom senso, a razão e a se comportarem como se vivessem não entre companheiros, mas entre adversários. Nas situações comuns da vida, julgam ter “vencido”, na maioria das vezes, os que fazem uso da esperteza – no sentido pejorativo do termo –, esquecidos de que todas as posições são transitórias e  que, mais cedo ou mais tarde, acabarão rebaixados de suas posições por não possuírem a base sólida do amor. São como construções nas areias da ilusão material que o tempo desfaz, mas que ficarão gravadas na sua consciência de Espírito imortal, reclamando por reajuste. Enquanto o orgulho for uma alavanca para nos elevar, seremos rebaixados por deixá-lo nos conduzir a uma suposta elevação sobre o nosso próximo. A nossa vitória só será real quando conquistarmos a elevação sobre nós mesmos, na consciência daquele que diz: hoje, eu cresci em conhecimento; hoje, eu sou melhor do que fui ontem; hoje, eu sou mais paciente, tenho mais coragem moral, sou mais prudente, sou mais calmo; hoje, eu cresci nos meus valores afetivos, nas minhas qualidades...

A elevação que tem por base o amor – quando lutamos para vencer as próprias limitações, superando o egoísmo, a ambição descabida, o desejo de superioridade irresponsável – é  elevação legítima, da qual jamais seremos rebaixados, porque toda conquista espiritual  é tesouro inalienável do céu. Todos os ensinamentos de Jesus têm por objetivo a nossa elevação espiritual, visando à nossa felicidade, à nossa liberdade e nos conduzindo a uma vida renovada.

Posto isto, podemos destacar três momentos da vida comum de Jesus, no convívio com Seus discípulos, que encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. VII, itens 3 a 6, quando Ele aproveita para nos ensinar a humildade:

No primeiro momento, Seus discípulos Lhe perguntam: “Quem é o maior no reino dos céus?” E, Jesus, chamando entre eles um menino, diz que se não se tornassem como aquele menino, não poderiam entrar no reino dos céus. Aponta a criança como símbolo da inocência e da pureza. O reino dos céus está dentro de nós. É um estado de espírito em que a criatura – que vive em harmonia com as leis de Deus – sente uma alegria íntima, uma felicidade que a nossa linguagem é incapaz de traduzir. Assim, liberta-se dos sentimentos inferiores e reflete a pureza de coração.

No segundo, a mãe de dois de Seus apóstolos, Tiago e João, pede a Jesus para que seus filhos se assentem, um à Sua direita, outro à Sua esquerda no Reino, ou seja, ela pediu a Jesus que desse poder aos seus filhos. E, Jesus, responde: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que hei de beber?” Jesus, por compaixão e amor à humanidade havia assumido, entre nós, uma missão de grande sacrifício que o levaria ao martírio da crucificação. E aquela mãe amorosa não sabia o que estava pedindo para seus filhos.

Desta passagem do Evangelho, podemos extrair, ainda, uma outra lição: quantas vezes almejamos situações de superioridade, julgando-as como um grande bem e nos aborrecemos por não conquistarmos aquilo que desejávamos? Mas será que estávamos preparados para assumir uma posição superior? Quantas vezes, em prece, pedimos a Deus a realização de algo que queremos muito e, como não vemos o nosso desejo se realizar, imaginamos que sequer fomos escutados, quando, na verdade,  o não atendimento à nossa solicitação  é justamente o  socorro da Providência Divina em nosso benefício, evitando consequências que não poderíamos suportar. Quando os discípulos pedem esclarecimentos ao Mestre Jesus acerca de suas dúvidas, Ele explica que aquele que vem para servir, que é humilde e simples de coração, que reconhece a Sabedoria do Pai Criador, que não se vangloria e nem exige homenagens na Terra, mas que trabalha no silêncio de sua consciência em benefício do próximo, que aguarda a recompensa do céu e não a dos homens, este será grande no céu, porque se fez pequeno na Terra.

No terceiro momento, Jesus, na casa de um fariseu, observando como se comportavam os convidados, ensinou que, quando fôssemos convidados para uma festa, não nos colocássemos em posição de destaque, tomando assento entre os primeiros lugares, para que, ao chegar outro convidado mais considerado, o anfitrião não necessitasse nos pedir para ceder o nosso lugar a ele, tendo que nos assentarmos nos últimos lugares. Mas, ao contrário, que buscássemos os últimos lugares, para que fosse motivo de glória o anfitrião nos convidar a lugar de maior destaque.
 

Eis a valorização da humildade, pois só aquele que compreende a sua condição de Espírito imortal pode ser humilde; e só pode ser humilde aquele que compreende que a posição de superioridade é acréscimo de responsabilidade espiritual para produzir o Bem, para amparar, para servir. Emmanuel nos lembra, a propósito desse tema, o seguinte: “Auxiliar a todos para que todos se beneficiem e se elevem, tanto quanto nós desejamos melhoria e prosperidade para nós mesmos, constitui para nós felicidade real e indiscutível. Ao leste e ao oeste, ao norte e ao sul da nossa individualidade, movimentam-se milhares de criaturas, em posição inferior à nossa. Estendamos os braços, alonguemos o coração e irradiemos entendimento, fraternidade e simpatia, ajudando-as sem condições. Quando o cristão pronuncia as sagradas palavras ‘Pai Nosso’, está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira”. ²

“Bem-Aventurados os pobres de Espírito, porque deles é o reino dos céus”, quer dizer que os humildes já desfrutam da bem-aventurança, porque Jesus não diz que deles será o reino dos céus, mas, sim, “porque deles é o reino dos céus”. A partir do momento em que modificarmos a nossa postura de orgulho diante da vida, já poderemos nos sentir, imediatamente, muito mais felizes, porque bem-aventurados. Por esta razão, Jesus ensinava incansavelmente o princípio da humildade como condição essencial à felicidade prometida.

           

Referências:

1 - MATEUS, 18:4.

2 - EMMANUEL (Espírito). Fonte Viva, [psicografado por] F.C.Xavier, 16ª ed., FEB Ed. – Rio de Janeiro/RJ – lição 104.

Consulte ainda:

JOANNA DE ÂNGELIS (Espírito). Jesus e o Evangelho – À Luz da Psicologia Profunda, [psicografado por] Divaldo Pereira Franco, 19ª ed., LEAL Editora – Salvador/ BA – p. 57 a 62.

XAVIER, F.C. e VIEIRA, Waldo – O Espírito da Verdade (Espíritos diversos), 10ª ed., FEB Ed. – Rio de Janeiro/RJ – lições 36 e 64.

* Publicado no Jornal Espírita (Feesp), em novembro de 2009, p. 7.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 16 de Junho de 2011, 01:45
Não vou como quero...
Tive um amigo que toda vez que lhe perguntavam:
 - E aí, como vai? - costumava responder:
 - Eu não vou como quero, mas vou muito melhor do que mereço!
Eu achava sua resposta interessante, porque, nessa afirmativa, demonstrava de forma clara que pretendia ser muito melhor do que era e que estava insatisfeito com sua própria sorte. Mas, ao mesmo tempo, reconhecia que a sorte que tinha estava muito acima daquilo que realmente merecia. Com sua resposta, dava provas de humildade, de resignação e de reconhecimento de que tudo o que lhe acontecia estava dentro dos limites que Deus permitia e que este chegava mesmo a fazer-lhe concessões acima daquilo que teria por mérito ou por esforço próprio. Mas, além da resignação, dava também a demonstração de força de vontade e de postura proativa, de quem busca continuamente o crescimento por não se sentir satisfeito com seu estado atual. Não ia como queria ou como gostaria, apesar de reconhecer que estava muito melhor do que efetivamente merecia. Reconhecia a misericórdia com que o Pai lhe favorecia o caminho.
Aqui, neste mundo, diversas são as ilusões que nos visitam e que, freqüentemente, complicam a visão de nossa própria natureza e de nossa missão evolutiva. Deixamo-nos levar por certos vícios e certas falhas, tais como vaidade, orgulho, necessidade de parecer diferente do que somos e de nos destacar no grupo em que vivemos, esquecendo-nos de que Deus nos dá exatamente aquilo de que precisamos para o caminho evolutivo. Os desígnios do Pai são justos e estão em conformidade com a sua lei, que nos aponta a necessidade de amá-Lo sobre todas as coisas e de amar ao próximo como a nós mesmos.
A humildade é, portanto, uma virtude determinada na lei e deve ser desenvolvida em nossos espíritos, atuando como alavancadora das nossas ações e como portadora da nossa compreensão para com a justiça e os desígnios de Deus.
A história que se segue foi selecionada do livro Alvorada Cristã, do Espírito Néio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier, e publicado pela FEB e se intitula "O Carneiro Revoltado". É sobre alguém que não compreende os desígnios de Deus, e busca melhorar sua situação por meio de postura de insatisfação com revolta, sem resignação e sem reconhecimento.
Conta-nos assim, Néio Lúcio:
Certo carneiro, muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava por toda parte, e, desde então, julgou-se melhor que todos os seres da Criação, passando a revoltar-se contra a tosquia.
- Se era tão precioso, - pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer.
Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador exclamando:
- Meu pai, não estou satisfeito com a minha pelagem, a tosquia é um tormento... Modifica-me Senhor!...
O Todo Poderoso indagou, com bondade:
- Que desejas que eu faça ?
Vaidosamente , o carneiro respondeu:
- Quero que minha lã seja toda de ouro.
Sua rogativa foi satisfeita. Contudo, assim que o orgulhoso ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente todos os fios, deixando-o em chagas.
O infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:
- Meu Pai, muda-me novamente! Não posso exibir lã dourada... encontraria sempre salteadores sem compaixão.
O Sábio dos sábios perguntou:
- Que queres que eu faça?
O animal, tocado pela mania de grandeza suplicou:
- Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.
Assim foi feito. Entretanto, logo que tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania que quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne.
Regressou, aflito, ao Todo-Misericordioso e queixou-se:
- Pai, renova-me!... A porcelana não resiste ao vento... estou exausto...
Disse-lhe o Senhor:
- O que desejas que eu faça?
- A fim de não provocar os ladrões nem ferir-me com porcelana quebrada, quero que minha lã seja feita de mel.
O Criador satisfez o pedido. Todavia, logo que o pobre se achou no redil, bando de moscas asquerosas cobriram-no em cheio, e, por mais que corresse campo a fora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados.
O mísero voltou ao Altíssimo e implorou.
- Pai, modifica-me... as moscas deixam-me em sangue!
O Senhor indagou, com inexaurível paciência:
- Que queres que eu faça?
Dessa vez o carneiro pensou mais tempo e considerou:
- Suponho que seja mais feliz se tivesse minha lã semelhante às folhas de alface.
O Todo Poderoso atendeu-lhe, mais uma vez, a vontade e o carneiro voltou à planície na caprichosa alegria de parecer diferente. No entanto, quando alguns cavalos lhe puseram os olhos, não conseguiu melhor sorte. Os eqüinos prenderam-no com os dentes e, depois de lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo.
O carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemeu, humilde:
- Meu Pai, não suporto mais!...
Como soluçasse longamente, o Todo Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, observou:
- Reanima-te meu filho! que pedes agora?
O infeliz então replicou em pranto:
- Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. Hoje sei que os meus tosquiadores de outro tempo são meus verdadeiros amigos. Nunca me deixaram em feridas e sempre me deram de comer e beber carinhosamente... Quero ser simples e útil, qual me fizestes, Senhor!...
O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:
- Volta e segue o teu caminho em paz. Compreendeste, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete e, se pretendes receber, aprende a dar."
Então o carneiro envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros, e daí por diante foi muito feliz.
É sempre bom, é natural sentirmos satisfação ou prazer quando conseguimos fazer algo de útil, quando podemos reconhecer a importância ou a real aplicação daquilo que fizemos. Esta satisfação é conseqüência direta da utilidade que praticamos.
O carneiro da história de Néio Lúcio sentiu isso quando verificou que sua lã era doada para quem precisava. Achava-se muito importante e sentia o prazer natural por ser útil.
c
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 16 de Junho de 2011, 01:47
Continuação...

Apesar de natural, entretanto, a satisfação pela utilidade não pode, nem deve, desanuviar a visão da realidade fazendo com que pensemos ser os únicos responsáveis pelas boas coisas de que participamos merecendo, portanto, a oportunidade de mudar o mundo à nossa volta, de acordo com os nossos próprios desejos, caprichos ou desígnios.
O fato de nos sentirmos satisfeitos por servir não deve transformar-se em ilusão do orgulho, em vaidade pessoal, em soberba, como se merecêssemos muito além daquilo que nos é concedido.
Muitos lutam na vida por dinheiro, poder ou influência e alguns até por pequenos momentos inúteis, que deveriam transformar-se em alegria, mas que, ao ocorrerem, nada deixam de importante. Acontece assim com todos aqueles que buscam alegria e prazer, por exemplo na vitória de sua escola de samba ou de seu time de futebol ou mesmo em festas e comemorações pelos mais diversos motivos. Espera-se sempre que uma alegria profunda arrebate o coração transbordando em prazer e satisfação íntima. Mas o que se vê é apenas um roldão de paixões, de sensações e emoções que se vão sem nada deixar de útil para o espírito.
Fato idêntico ocorre com os que buscam a ilusão do poder. Lutam por ele e, quando o conseguem, verificam que nada acrescenta em suas vidas, nada melhora em suas formas de ser. Pelo contrário, agrava as responsabilidades assumidas com a visita da ilusão que, muitas vezes, faz com que se sintam orgulhosos, importantes, fora de sua real posição de seres em evolução.
Aceitar sua posição, sem almejar além, é aprender a viver conforme aquele amigo dizia:
- "Ah, companheiro, eu não vou como quero mas vou muito melhor do que mereço.
Significa que devemos ter humildade diante do mundo e consciência de nossa pequenez, de nossa impossibilidade de mudar as coisas apenas com palavras, desejos ou ilusões. Que devemos adquirir a percepção da necessidade de servirmos constantemente para podermos fazer diferença, transformando não só nossa própria vida mas, sobretudo, ajudando a melhorar a vida dos nossos semelhantes. Que devemos procurar os valores imperecíveis do Espírito. Não o pêlo de ouro que pode ser roubado, ou de porcelana que pode ser quebrado, ou de mel que pode ser sugado, ou de alface que pode ser comido. Nossa estrutura deve ser constituída de coisas eternas, que são amealhadas pelo trabalho e que permanecem como resultado de virtudes que nos fazem compreender, com exatidão qual nossa missão, qual nossa razão de ser.
Néio Lúcio observa, ao final da história, que não devemos nos deixar iludir pelos valores perecíveis, que devemos agradecer ao Pai a oportunidade concedida de sermos úteis na sociedade em que vivemos, e que não podemos nos deixar levar pela ilusão que, em geral, traz sofrimento diante do orgulho ferido ou das frustrações da própria vida.
Existem pessoas que, depois de certo tempo, fruto de promoções ou do desenvolvimento de seu trabalho, conseguem atingir cargos hierárquicos ou funcionais elevados. Na posição que chegam a ocupar, podem observar grande número de pessoas que lhes são subordinadas ou que, pela importância ou influência que são capazes de ter, dependem de sua gestão para conseguirem favores ou mesmo para sobreviverem. Nessa posição, é natural que se sintam úteis e importantes. O perigo começa quando aceitam a visita, agasalham e se deixam levar pela idéia de falso poder – a síndrome do todo poderoso - começando a dizer ou a pensar assim: - "Você sabe com quem está falando?"
Quando assumem essa postura, já estão vivendo estado de profunda ilusão e de desconhecimento de si mesmos. A queda quase sempre é dolorosa e não existe aquele que não caia diante dos enganos da vida. Eis que, de repente, seu tempo passa, a necessidade de sua colaboração termina e eles são convidados a deixar suas posições, voltando ao convívio do mundo real. Não têm mais a influência desejada, não têm mais o poder pelo qual tanto lutaram. Contam, unicamente, consigo mesmos, com suas virtudes e fraquezas. Sofrem, sentem-se desiludidos. Onde estão aqueles amigos que viviam a seu redor quando eles estavam por cima? Esses nem sabem mais que aqueles existem. Já passaram.
Chega sempre, para todos, o momento de encarar a própria verdade, aquilo que realmente são ou representam no universo. A busca do conhecimento de si mesmos, é o único caminho capaz de trazer a verdade que liberta os homens de seus estados ilusórios. Como aquele carneiro revoltado, podemos verificar que a melhor sorte está em sabermos manter a pele original, que nos foi confiada, mesmo que seja periodicamente tosquiada, no trabalho de servir com utilidade aos semelhantes. O melhor é nos sentirmos felizes sendo simples e humildes, ao invés de orgulhosos e soberbos. A humildade reveste o ser de forças que impedem a visita do orgulho ilusório. Os desígnios do Pai são sempre justos.
E nós meu irmão, como vamos? Vamos bem? Vamos como queremos? Claro que não! Mas, com certeza, vamos muito melhor do que merecemos!
Quando formos capazes de perceber isto, já estaremos a caminho da verdade que liberta. Significará que, embora não vivamos como desejávamos viver, lutamos diariamente para vencer nossas fraquezas e imperfeições. Já exercitamos a tomada de consciência do que representamos e buscamos participar, com toda potencialidade que temos, da Criação. Compreendemos que tudo o que possuímos foi concedido e que devemos rogar forças e amparo, diariamente, para conseguirmos superar nossas fraquezas, tornando-nos, cada vez mais conscientes no mundo em que vivemos.
http://www.jcca.com/mluz/Jonas/O_carneiro_revoltado.htm
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 16 de Junho de 2011, 01:55
HÁBITO
O hábito é o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando
constante indução à rotina.
A maioria dos Espíritos encarnados na Terra vem de incontáveis
séculos nos quais viveu sem muita reflexão e nem resistência
moral.
Há a tendência generalizada de consumir os pensamentos alheios,
ajustando-se a eles.
Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da
simplicidade com que seria fácil viver em paz.
Porque são muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um
sistema defensivo em torno delas.
Para assegurar o que entende ser um mínimo necessário, o homem se
torna egoísta e cruel.
Arma-se de cautela e desconfiança, para além da justa
preservação.
Dando vazão ao instinto da posse, cria reflexos de egoísmo,
orgulho, vaidade e medo.
Caminha ao sabor das influências mundanas, suscetível à opinião
alheia, aos ditames da moda e da mídia.
Por não refletir detidamente sobre os propósitos superiores da
existência, engana-se depois do berço para se desenganar depois do
túmulo.
Aprisiona-se no binômio ilusão-desilusão, no qual gasta longos
séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.
Não é lícito desprezar a rotina construtiva.
É por ela que o ser se levanta no espaço e no tempo e conquista os
recursos que lhe enobrecem a vida.
Contudo, a evolução impõe a instituição de novos costumes, a fim
de que o ser se liberte de fórmulas inferiores.
Para impulsionar esse processo redentor rumo ao Alto não há modelo
melhor do que o Cristo.
Sem violência de qualquer natureza, Ele alterou os padrões da moda
moral em que a Terra vivia há milênios.
Contra o uso da condenação metódica, ofereceu a prática do
perdão.
À tradição de raça, opôs o fundamento da fraternidade legítima.
Toda a Sua passagem entre os homens foi marcada pela certeza da
ressurreição para a vida eterna.
Na manjedoura, simbolizou a simplicidade e a humildade como
legítimas opções de vida.
Na cruz afrontosa, exemplificou a serenidade e a paciência.
Também trouxe a noção das bem-aventuranças eternas para os
aflitos que sabem esperar e os justos que sabem sofrer.
Ainda hoje, no mundo, a justiça cheira a vingança e o amor tem
laivos de egoísmo.
Tal se dá pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas há
milênios.
Entretanto, a ciência da vida que jamais se esgota precisa induzir
reflexões que rompam com esses automatismos infelizes.
Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa
dignificar e purificar o próprio íntimo.
Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a
compreender as dificuldades alheias.
A automatização de hábitos dignos, pela repetição constante,
liberta da dor e da decepção.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XX do livro
Pensamento e vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco
Cândido Xavier, ed. Feb.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 16 de Junho de 2011, 02:09
Boa noite, queridos amigos e caros irmãos visitantes!


                                                          MERGULHE EM SI MESMO

Sabendo já que Deus não é um sábio, mas a própria Sabedoria e Inteligência que dirige e governa, sustentando e dando a vida a todos os universos, compreendemos que os universos que vemos ou sentimos são apenas o reflexo da Sabedoria Divina manifestada de forma visível. Daí a maravilhosa ordem, a harmonia sem discrepância que se observa em toda a natureza.

O ser humano busca a sabedoria e só pode achá-la quando encontrar o caminho que leva a Deus.

A sabedoria é o caminho da verdade. Por isso, disse Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8: 32).

Muitos querem saber quem são, pesquisando o que está de fora, a superfície externa. E jamais chegam a uma conclusão positiva. É como se alguém quisesse estudar o corpo humano e se detivesse na observação da roupa que o reveste.

Se quisermos saber quem somos, não podemos estudar apenas a roupa, ou seja, o corpo, que é a exteriorização de nosso Espírito, a projeção da alma e do pensamento.

Para termos conhecimento perfeito e exato de nós mesmos, precisamos aprofundar nosso eu, não olhando-o de fora, mas mergulhando em nosso âmago. Não é a cultura, nem a erudição livresca que nos darão a sabedoria: a sabedoria nasce de dentro de nós. Tanto assim que há analfabetos que são sábios e homens de grande cultura que são ignorantes. A cultura vem de fora, penetra pelos sentidos. A sabedoria nasce do coração, por meio da meditação.

Não é possível progredir no conhecimento de nós mesmos só péla leitura de livros nem ouvindo discursos e conferências de mestres externos.

O conhecimento vem do fundo de cada um, onde se encontra o verdadeiro Mestre.

“Um só é vosso Mestre, o Cristo” (Mateus, 23:.

E, “quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”, porque o discípulo chegou ao grau de poder descobri-lo dentro de si, ouvindo-lhe a voz.

Para saber quem somos, meditemos no silêncio de nossos aposentos, penetrando com o nosso olhar o âmago de nosso coração, a fim de descobrir, no mais recôndito, o Cristo que habita em nós. “Vós sois o templo de Deus, o tabernáculo do Espírito Santo” (1 Coríntios, 3:16); o Reino de Deus está dentro de vós” (Lucas, 17:21).

Quando chegarmos a esse ponto, começaremos a compreender um pouquinho de nós mesmos.

        Carlos Torres Pastorino
(Do livro "Sugestões Oportunas")
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 16 de Junho de 2011, 04:15
Queridos amigos e caros irmãos visitantes:

Fiquem com Deus!

SALIVA E SUOR

A tua reação de desespero diante dos problemas é que costuma conferir a eles a gravidade que não têm.

A tua serenidade reduzirá a força de impacto de toda notícia deprimente que te alcance.

A tua aceitação das provas que, direta ou indiretamente, te atingem haverá de lhes amenizar as conseqüências.

A tua atitude de perdão desencorajará o teu agressor.

O teu silêncio impedirá que o mal continue a se propagar através da palavra maledicente.

A tua perseverança no cumprimento do dever incomodará a consciência de teus opositores.

Os teus nobres exemplos sempre argumentarão de maneira irrefutável em teu favor.

Os teus gestos de bondade justificar-te-ão em tuas possíveis fragilidades.

A tua invariável compreensão de todos reivindicará a compreensão dos que se habituaram a condenar os semelhantes.

A tua alegria contagiará os que vivem tristes à tua volta.

O teu entusiasmo repercutirá nos Espíritos desalentados e os revitalizará na luta, que consideravam perdida.

Toda a saliva dos que teorizam a teu respeito não vale uma só gota de suor que vertes em prol do ideal que abraçastes.

                Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Junho de 2011, 11:08
                                     VIVA JESUS!


           Bom-dia! queridos irmãos.

                 
Transformação moral - uma proposta objetiva

 Inspirado na obra "Alguém chorou por mim", de Fernando
do Ó, surgiu em Londrina o GERA, grupo espírita voltado para a transformação moral e o autoconhecimento.

Os cristãos não ignoram o valor das obras, objeto de destaque na epístola de Tiago (2:14) e na parábola do juízo final narrada por Jesus (Mateus, 25:31). E conhecem também a importância do aprimoramento moral e da conduta verdadeiramente cristã (Mateus 7:21), temas que mereceram de Kardec duas importantes referências. A primeira: “Fora da caridade não há salvação” (O Evangelho segundo o Espiritismo, 15:15). A segunda: “Reconhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas inclinações inferiores” (E.S.E., 17:4).

Ensina Abel Gomes que guardamos a colheita dos recursos e das emoções que estamos realmente plantando. É por isso que muitos de nós têm desencarnado em grandes dificuldades. Dirigentes, médiuns, oradores passam para o Mundo Espiritual em condições de penúria moral, a requererem auxílio para a recomposição indispensável.

Cientes  desse  fato, muitos se perguntam: Como ajustar sua prática de vida aos conhecimentos adquiridos no estudo do Evangelho e na Doutrina Espírita? 

Em resposta a essa pergunta, surgiu em Londrina, no início de 2006, uma proposta que pretende auxiliar as pessoas a encontrar-se consigo mesmas (autoconhecimento) e a partir disso realizar a tão sonhada transformação moral (reforma íntima). Da proposta nasceu o GERA – Grupo Espírita pró-Reforma e Autoconhecimento. O nome GERA foi dado ao grupo em homenagem à jovem Jera focalizada por Fernando do Ó no romance “Alguém chorou por mim”, a qual utilizou as horas do sono para doutrinar e reequilibrar entes de sua família.

O voto diário é algo particular e sigiloso.

A adesão ao GERA é virtual. Não existe vínculo formal nem há necessidade de participação nas reuniões promovidas pelo grupo, o que implica dizer que qualquer pessoa, residindo em Londrina ou em qualquer outra cidade do Brasil ou do exterior, pode integrar-se à proposta, que se fundamenta em cinco pontos  - quatro essenciais e um acessório.

Eis os cinco pontos a que nos referimos:
 
1o. Adotar, no início de cada dia, a metodologia dos Alcoólicos Anônimos (A.A.), prometendo formalmente a si mesmo observar seu voto diário. Da mesma forma que o Alcoólico Anônimo diz que “hoje não beberei cousa alguma que contenha álcool”, o membro do GERA prometerá a si mesmo, ao iniciar cada dia, que fará ou não fará tal e tal coisa. Seu voto é algo particular e de seu exclusivo conhecimento, e se origina das necessidades que o processo de autoconhecimento lhe apontar. 

2o. Além de orar diariamente nos horários habituais, manter severa vigilância sobre os pensamentos, os sentimentos e os atos, subordinando-os à idéia central que motivou o voto diário.
 
3o. Avaliar, antes de dormir, o desempenho individual no dia que se finda, tal como ensinado pelo Espírito de Santo Agostinho na lição constante da questão 919 de O Livro dos Espíritos, repassando os atos e acontecimentos do dia e formulando o desejo de não reincidir nos erros porventura cometidos.
 
A sublimação é obra dos séculos incessantes
 
4o. Deitar-se, com objetivo de dormir, antes das 2 horas da madrugada, de modo a assegurar sua participação, durante o sono corporal, nas atividades que os componentes do GERA realizam no período das 2 às 5 horas da madrugada, à semelhança do que é narrado no livro “Alguém chorou por mim”, de Fernando do Ó.
 
5o. Participar de pelo menos duas das quatro reuniões que o grupo realiza em cada ano. Essas reuniões constam de um culto evangélico, seguido de depoimentos dos membros do grupo e da confraternização final. Mas esta é uma obrigação acessória, cuja inobservância não impede a permanência da pessoa como membro do grupo.
 
O objetivo é, como se vê, exclusivamente moral e se inspira num dado noticiado pelo Espírito de Abel Gomes na mensagem intitulada Notícias, constante do livro “Falando à Terra”, psicografado por Francisco Cândido Xavier:
 
“Nem todos se retiram da Terra em posição de heróis. A perfeita sublimação é obra dos séculos incessantes. Notamos, em toda a parte, homens e mulheres de boa vontade inequívoca na aceitação das verdades divinas e que, no entanto, não conseguem aplicá-las, de pronto ou de todo, à própria vida.”

Para obter outras informações sobre o assunto, o leitor pode escrever para aoofilho@gmail.com.

          Angélica Reis


                                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 16 de Junho de 2011, 18:10
Boa tarde, queridos amigos e irmãos visitantes!


INTENÇÃO

Se a ação é a moldura do retrato moral da criatura encarnada, a intenção é a sua própria face.

Se, por vezes, o Espírito se disfarça através da ação, pela intenção ele se revela.

O bem sem o propósito do bem não é o bem genuíno.

“Sepulcros caiados por fora, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda imundícia.” (Mateus, 23:27).

“E, se eu distribuir todos os meus bens no sustento dos pobres, (...) se, todavia, não tiver caridade, nada disso me aproveita.” (1 Coríntios, 13:3).

O que o homem pensa é aquilo que pretende; o que faz pode ser pretexto.

Sem que ele ausculte os seus pensamentos mais íntimos, jamais saberá quem é.

Assim, comece, pois, no que faça, a observar o modo como faz.

A ação positiva é um bem imediato, que, pela intenção, pode não ser duradouro.

Nesse sentido, a falta de propósito no que resultou em mal atenua-lhe as conseqüências.

                      Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:11
Olá querida amiga Kátia!

Muitos justificam suas atitudes prepotentes e arrogantes, dizendo não se humilharem e nem se rebaixarem diante de ninguém, porque só os que sabem se impor vencem no mundo. Pobres companheiros que, envoltos no véu do orgulho, ignoram que a humildade a que Jesus se referia e para a qual nos chama à prática nada tem a ver com servilismo!

Humildade é sentimento contrário ao orgulho. É o sentimento que tem a possibilidade de fazer o homem entender sua real posição no mundo, posição essa de eterno aprendiz frente à Sabedoria de Deus, nosso Pai Criador. É o sentimento capaz de levar o homem a compreender que, mesmo conhecendo muito, não deve humilhar quem pouco sabe; a perceber que, mesmo conhecedor de muitas coisas, outros existem que sabem mais. A criatura humilde tem a capacidade de ensinar sem demonstrar sabedoria e de auxiliar sem que o outro se sinta humilhado

Devemos estar conscientes das realizações dos outros, darmos crédito a quem fizer jus, não sermos egoístas nem demasiadamente críticos para com os nossos irmãos.

Obrigado Kátia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:15
Olá querida amiga Maria!

A humildade é, portanto, uma virtude determinada na lei e deve ser desenvolvida em nossos espíritos, atuando como alavancadora das nossas ações e como portadora da nossa compreensão para com a justiça e os desígnios de Deus.

Se almejarmos auxílio e atenção de outros, deveremos nos comportar da mesma forma. Isto é, humildade, consideração, respeito mútuo. 

Dando vazão ao instinto da posse, cria reflexos de egoísmo,
orgulho, vaidade e medo.
Caminha ao sabor das influências mundanas, suscetível à opinião
alheia, aos ditames da moda e da mídia.
Por não refletir detidamente sobre os propósitos superiores da
existência, engana-se depois do berço para se desenganar depois do
túmulo.

Precisamos conhecer profundamente os nossos vícios e defeitos. Sem isto não iremos combatê-los... já que não percebemos que estes hábitos infelizes fazem parte integrante do nosso agir.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:23
Olá querido amigo Lima Gil!

Muitos querem saber quem são, pesquisando o que está de fora, a superfície externa. E jamais chegam a uma conclusão positiva. É como se alguém quisesse estudar o corpo humano e se detivesse na observação da roupa que o reveste.

Se quisermos saber quem somos não podemos estudar apenas a roupa, ou seja, o corpo, que é a exteriorização de nosso Espírito, a projeção da alma e do pensamento.

Esta é a nossa grande missão como espíritos encarnados, através das vidas sucessivas utilizando nosso  corpo como ferramenta para o progresso do espírito, reduzir as imperfeições.

Os teus nobres exemplos sempre argumentarão de maneira irrefutável em teu favor.

Os teus gestos de bondade justificar-te-ão em tuas possíveis fragilidades.


O que você É fala mais alto:

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:
 
- Quanto custa a entrada?
 
O bilheteiro respondeu prontamente:
 
- São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?
 
Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.
 
O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
 
- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.
 
O pai, sem se perturbar, disse:
 
- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.


Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:26
Olá querido amigo Dom Jorge!

Como ajustar sua prática de vida aos conhecimentos adquiridos no estudo do Evangelho e na Doutrina Espírita? 

Em resposta a essa pergunta, surgiu em Londrina, no início de 2006, uma proposta que pretende auxiliar as pessoas a encontrar-se consigo mesmas (autoconhecimento) e a partir disso realizar a tão sonhada transformação moral (reforma íntima). Da proposta nasceu o GERA – Grupo Espírita pró-Reforma e Autoconhecimento. O nome GERA foi dado ao grupo em homenagem à jovem Jera focalizada por Fernando do Ó no romance “Alguém chorou por mim”, a qual utilizou as horas do sono para doutrinar e reequilibrar entes de sua família.

São atitudes como estas que devemos replicar!

Obrigado Dom Jorge! ;)


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:28
Olá querido amigo Lima Gil!

Citar:
“Sepulcros caiados por fora, que por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda imundícia.” (Mateus, 23:27).

Assim, comece, pois, no que faça, a observar o modo como faz.

Orar e Vigiar os nossos comportamentos e intenções.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:35
Olá queridos(as) amigos(as)!

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Inveja

Desgosto ante a prosperidade e o sucesso de outrem ou desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possua ou desfrute.


O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos.

A inveja sempre foi uma emoção sutilmente disfarçada em nossa sociedade, assumindo aspectos ignorados pela própria criatura humana. As atitudes de rivalidade, antagonismo e hostilidade dissimulam muito bem a inveja, ou seja, a própria “prepotência da competição”, que tem como origem todo um séqüito de antigas frustrações e fracassos não resolvidos e interiorizados.

O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos. Faz o gênero de superior, quando, em realidade, se sente inferiorizado; por isso, quase sempre deixa transparecer um ar de sarcasmo e ironia em seu olhar, para ocultar dos outros seu precário contato com a felicidade.

Acreditamos que, apesar de a inveja e o ciúme possuírem definições diferentes, quase sempre não são diferenciadas ou corretamente percebidos por nós. As convenções religiosas nos ensinaram que jamais deveríamos sentir inveja, pelo fato de ela se encontrar ligada à ganância e à cobiça dos bens alheios. Em relação ao ciúme, os padrões estabeleceram que ele estaria, exclusivamente, ligado ao amor. É por isso que passamos a acreditar que ele é aceitável e perfeitamente admissível em nossas atitudes pessoais.

Analisando as origens atávicas e inatas da evolução humana, podemos afirmar que a emoção da inveja não é uma necessidade aprendida. Não foi adquirida por experiência nem por força da socialização, mas é uma reação instintiva e natural, comum a qualquer criatura do reino animal. O agrado e carinho a um cão pode provocar agressividade e irritação em outro, por despeito.

Nos adultos essas manifestações podem ser disfarçadas e transformadas em atos simulados de menosprezo ou de indiferença. Já as crianças, por serem ingênuas e naturais, mordem, batem, empurram, choram e agridem.
A inveja entre irmãos é perfeitamente normal. Em muitas ocasiões, ela surge com a chegada de um irmão recém-nascido, que passa a obter, no ambiente familiar, toda atenção e carinho. Ela vem à tona também nas comparações de toda espécie, feitas pelos amigos e parentes, sobre a aparência física privilegiada de um deles.

Muitas vezes, a inveja manifesta-se em razão da forma de tratamento e relacionamento entre pais e filhos. Por mais que os pais se esforcem para tratá-los com igualdade, não o conseguem, pois cada criança é uma alma completamente diferente da outra. Em vista disso, o modo de tratar é conseqüentemente desigual, nem poderia ser de outra maneira, mas os filhos se sentem indignados com isso.

A emoção da inveja no adulto é produto das atitudes internas de indivíduos de idade psicológica bem inferior à idade cronológica, os quais, embora ocupem corpos desenvolvidos, são verdadeiras almas de crianças mimadas, impotentes e inseguras, que querem chamar a atenção dos maiores no lar.

O Mestre de Lyon interroga as Vozes do Céu: “Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas? E elas, com muita sabedoria, informam:“...Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade (...) São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja...”

A necessidade de poder e de prestígio desmedidos que encontramos em inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, deriva de uma “aspiração de dominar” ou de um “sentimento de onipotência”, com o que tentam contrabalançar emocionalmente o complexo de inferioridade que desenvolveram na fase infantil.

Encontramos esses indivíduos, aos quais os Espíritos se reportam na questão acima, nas lutas partidárias, em que, só aparentemente, buscam a igualdade dos “direitos humanos”, prometem a “valorização da educação”, asseguram a melhoria da “saúde da população” e a “divisão de terras e rendas”. Sem ideais alicerçados na busca sincera de uma sociedade equânime e feliz, procuram, na realidade, compensar suas emoções de inveja mal elaboradas e guardadas desde a infância, difícil e carente, vivida no mesmo ambiente de indivíduos ricos e prósperos.

Tanto é verdade que a maioria desses “defensores do povo”, quando alcança os cumes sociais e do poder, esquece-se completamente das suas propostas de justiça e igualdade.

Eis alguns sintomas interiorizados de inveja que podemos considerar como dissimulados e negados:

- perseguições gratuitas e acusações sem lógica ou fantasiadas;

- inclinações superlativas à elegância e ao refinamento, com aversão à grosseria;

- insatisfação permanente, nunca se contentando com nada;

- manifestação de temperamento teatral e pedantismo nas atitudes;

- elogios afetados e amores declarados exageradamente;

- animação competitiva que leva às raias da agressividade;

O caráter invejoso conduz o indivíduo a uma imitação perpétua à originalidade e criação dos outros e, como conseqüência lógica, à frustração. Isso acarreta uma sensação crônica de insatisfação, escassez, imperfeição e perda, além de estimular sempre uma crescente dor moral e prejudicar o crescimento espiritual das almas em evolução.

Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma
Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:39
Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

Se tivermos o hábito de investigar nossos comportamentos autodestrutivos e fizermos uma análise desses antecedentes históricos em nossa vida, poderemos, cada vez mais, compreender o porquê de permanecermos presos em certas áreas prejudiciais à nossa alegria de viver.

Esses comportamentos infelizes a que nos referimos não são apenas as atitudes evidentemente desastrosas, mas os diminutos atos cotidianos que podem passar como aceitáveis e completamente admissíveis. Entretanto, tais atos são os grandes perturbadores de nossa paz interior.

Muitos indivíduos não se preocupam em estudar as raízes de seus comportamentos rotineiros, porque acreditam que, para despender um enorme sacrifício. Sendo assim, preferem permanecer apegados aos antigos costumes, utilizando-se dos preconceitos e de crenças distorcidas, sem se darem conta de que estes são as matrizes de seus pontos vulneráveis.
Para afastar todo e qualquer anseio de transformação interior, utilizam-se de um processo psicológico denominado “racionalização” – artifício criado para desviar a atenção dos “verdadeiros motivos” das atitudes e ações – para se verem livres das “crises de consciência”, procurando assim justificar os fatos inadequados de suas vidas.

Somente alteraremos nossos atos e atitudes doentias quando tomarmos plena consciência de que são eles as raízes de nossas perturbações emocionais e dos inúteis desgastes energéticos. É examinando nosso dia-a-dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a “soma integral” de nossas opções diante da vida.

Os indivíduos que possuem o hábito da critica destrutiva estão, em verdade, dissimulando outras emoções, talvez a inveja ou mesmo o despeito. Existem posturas efetuadas tão costumeiramente e que se tornam tão imperceptíveis que poderíamos denominá-las “atitudes crônicas”.

A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. É uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem.

Observar a criatura sendo, tendo, criando e realizando provoca uma espécie de dor no invejoso, por ele não ser, não ter, não criar e não realizar. A inveja leva, por conseqüência, à maledicência, que tem por base ressaltar os equívocos e difamar; assim é a estratégia do depreciador: “Se eu não posso subir, tento rebaixar os outros; assim, compenso meu complexo de inferioridade”.

A inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os outros. Nessa comparação, o homem desconhece o fato de sua singularidade, possuidor de expressões íntimas completamente diferente das dos outros seres. É verdade, porém, que possuímos algumas semelhanças e características comuns com outros homens, mas, em essência, somos almas criadas em diferentes épocas pelas mãos do Criador e, por isso, passamos por experiências distintas e trazemos na própria intimidade missões peculiares.

Anormalidade, normalidade, sobre naturalidade e paranormalidade são de fato catalogações da incompreensão humana alicerçadas sobre as chamadas comparações.

A ausência do amadurecimento espiritual faz com que rotulemos, de forma humilhante e pretensiosa, os credos religiosos, a heterogeneidade das raças, os costumes de determinados povos, as tendências sexuais diferentes, os movimentos sociais inovadores, as decisões, o comportamento, o sucesso dos outras e muitas coisas ainda. Tudo isso ocorre porque não conseguimos digerir com ponderação a grandeza do processo evolutivo agindo de forma diversificada sob as leis da Natureza.

O autêntico impulso natural quer que sejamos simplesmente nós mesmos. Não faz parte dos impulsos inatos da alma humana a pretensão de nos considerarmos melhor que as outras pessoas. O que devemos fazer é admirar-nos como somos, é respeitar nossas diferenças e reconhecer nossos valores.

O extraordinário educador Rivail questiona os Mensageiros do amor: “Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo?”. E eles respondem com notável orientação: “... isso lhes é suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua culpa...”

A inveja é o extremo oposto da admiração. É uma ferramenta cômoda que usamos sempre que não queremos assumir a responsabilidade por nossa vida. Ela nos faz censurar e apontar as supostas falhas das pessoas, distraindo-nos a mente do necessário desenvolvimento de nossas potencialidades interiores. Em vez de nos esforçarmos para crescer e progredir, denegrimos os outros para compensar nossa indolência e ociosidade.

Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.

A inveja e a censura nascem da auto-rejeição que fazemos conosco, justamente por não acreditarmos em nossos potenciais evolutivos e por procurarmos fora de nós as explicações de como deveremos sentir, pensar, falar, fazer e agir, ora dando uma importância desmedida aos outros, ora tentando convencê-los a todo custo de nossas verdades.

Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.
Site: Luz do Espiritismo - Grupo Espírita Allan Kardec
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:44
A inveja

Revista Espírita, julho de 1858

Dissertação moral ditada pelo Espírito de São Luís ao senhor D..... São Luís nos havia prometido, em uma das sessões da Sociedade, uma dissertação sobre a Inveja. O senhor D..., que começava a se tornar médium, e que ainda duvidava um pouco, não da Doutrina da qual era um dos mais fervorosos adeptos, e que compreende em sua essência, quer dizer, do ponto de vista moral, mas da faculdade que nele se revelava, evocou São Luís, em seu nome particular, e lhe dirigiu a seguinte pergunta:

- Consentiríeis dissipar minhas dúvidas, minhas inquietações, sobre minha força medianímica, escrevendo, por meu intermédio, uma dissertação que havíeis prometido à Sociedade para a terça-feira, 1º de junho? - R. Sim; para tranqüilizá-lo, consinto.

Foi então que o trecho seguinte lhe foi ditado. Anotaremos que o senhor D... se dirigiu a São Luís com um coração puro e sincero, sem prevenção, condição indispensável para toda boa comunicação! Não era uma prova que fazia: ele não duvidava senão de si mesmo, e Deus permitiu que fosse atendido, a fim de lhe dar os meios de se tornar útil. O senhor D... é hoje um dos médiuns mais completos, não só por uma grande facilidade de execução, mas por sua aptidão para servir de intérprete a todos os Espíritos, mesmo aqueles de ordem mais elevada, que se exprimem fácil e voluntariamente por seu intermédio. Aí estão, sobretudo, as qualidades que se devem procurar num médium, e que este pode sempre adquirir com a paciência, a vontade e o exercício. O senhor D... não teve necessidade de muita paciência; ele tinha em si a vontade e o fervor unidos a uma aptidão natural. Alguns dias bastaram para levar sua faculdade ao mais alto grau. Eis o ditado que lhe foi feito sobre a Inveja:

"Vede este homem: seu Espírito está inquieto, sua infelicidade terrestre está em seu auge; ele inveja o ouro, o luxo, a felicidade aparente ou fictícia de seu semelhante; seu coração está destroçado, sua alma surdamente consumida por essa luta incessante do orgulho, da vaidade não satisfeita; ele carrega consigo, em todos os instantes de sua miserável existência, uma serpente que ele reaquece, que lhe sugere, sem cessar, os mais fatais pensamentos: "Terei essa volúpia, essa felicidade? Isso me é devido, não obstante, como a estes; sou homem como eles; por que seria deserdado?”E se debate sob sua impotência, vítima dos horríveis suplícios da inveja.

Feliz ainda se essas funestas idéias não o levarem para a beira de um abismo. Entrado nesse caminho, ele se pergunta se não deve obter pela violência o que acredita lhe ser devido; se não irá expor, a todos os olhos, o mal horrível que o devora. Se esse infeliz tivesse apenas olhado abaixo de sua posição, teria visto o número daqueles que sofrem sem se lamentar, ainda bendizendo o Criador; porque a infelicidade é um benefício do qual Deus se serve para fazer a pobre criatura avançar para o seu trono eterno.

Fazei vossa felicidade e vosso verdadeiro tesouro sobre a Terra em obras de caridade e de submissão, as únicas que devem contribuir para serdes admitidos no seio de Deus; essas obras do bem farão vossa alegria e vossa felicidade eternas; a Inveja é uma das mais feias e das mais tristes misérias do vosso globo; a caridade e a constante emissão da fé farão desaparecer todos esses males, que se irão um a um à medida que os homens de boa-vontade, que virão depois de vós, se multiplicarem. Amém."


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:48
Pernicioso sentimento

Conta-se que um monge eremita viajava através das aldeias, ensinando o bem.

Chegando a noite e estando nas montanhas, sentiu muito frio. Buscou um lugar para se abrigar. Um discípulo jovem ofereceu-lhe a própria caverna. Cedeu-lhe a cama pobre, onde uma pele de animal estava estendida.

O monge aceitou e repousou. No dia seguinte, quando o sol estava radiante e ele deveria prosseguir a sua peregrinação, desejou agradecer ao jovem pela hospitalidade.

Então, apontou o seu indicador para uma pequena pedra que estava próxima e ela se transformou em uma pepita de ouro.

Sem palavras, o velho procurou fazer que o rapaz entendesse que aquela era a sua doação, um agradecimento a ele. Contudo, o rapaz se manteve triste.

Então, o religioso pensou um pouco. Depois, num gesto inesperado, apontou uma enorme montanha e ela se transformou inteiramente em ouro.

O mensageiro, num gesto significativo, fez o rapaz entender que ele estava lhe dando aquela montanha de ouro em gratidão.

Porém, o jovem continuava triste. O velho não pôde se conter e perguntou:

Meu filho, afinal, o que você quer de mim? Estou lhe dando uma montanha inteira de ouro.
O rapaz apressado respondeu: Eu quero o vosso dedo.

A inveja é um sentimento destruidor e que nos impede de crescer.

Invejamos a cultura de alguém, mas não nos dispomos a permanecer horas e horas estudando, pesquisando. Simplesmente invejamos.

Invejamos a capacidade que alguns têm de falar em público com desenvoltura e graça.

Contudo, não nos dispomos a exercitar a voz e a postura, na tentativa de sermos semelhantes a eles.

Invejamos aqueles que produzem textos bem elaborados, que merecem destaque em publicações especializadas. No entanto, não nos dispomos ao estudo da gramática, muito menos a longas leituras que melhoram o vocabulário e ensinam construção de frases e imagens poéticas.

Enfim, somos tão afoitos quanto o jovem da história que desejava o dedo do monge para dispor de todo o ouro do mundo, sem se dar conta de que era a mente que fazia as transformações.

Pensar é construir. Pensar é semear. Pensar é produzir.

Vejamos bem o que semeamos, o que produzimos, nas construções de nossas vidas, com as nossas ondas mentais.

No lugar da inveja, manifestemos a nossa vontade de lutar para crescer, com a certeza de que cada um de nós é inigualável. O que equivale a dizer que somos únicos e que ninguém poderá ser igual ao outro.

Cada um tem seus tesouros íntimos a explorar, descobrir e mostrar ao mundo.

Quando pensamos, projetamos o que somos. Pensemos melhor. Pensamento é vida.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e história tibetana extraida do livro Elucidações espíritas, entrevista 5, de Divaldo Franco, ed. S.E. Joanna de Ângelis.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:50
Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:51
Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 16 de Junho de 2011, 23:55
Finalizando...

Sempre que a inveja quiser invadir seu coração, pare, reflita e faça uma oração.

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 17 de Junho de 2011, 04:33
Bom dia, querido amigo Marcello e caros irmãos em Cristo Jesus!

ESTADOS EMOCIONAIS
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. – Jesus (Mateus, 5:8).

A vida terá a coloração de seus estados emocionais, brindando-o com a felicidade ou a tormenta, conforme suas escolhas diante dos testes da vida.

Você está abatido ante as derrotas? Repouse um  pouco, refaça as suas energias e depois, mais harmonizado, busque pensar que lições a vida lhe entrega nas dores do fracasso.

Encontra-se indeciso perante as opções que surgem no caminho? Reflita, avalie os sinais da vida, ore e decida assumindo as responsabilidades sobre a decisão que tomar. Ninguém está isento dos riscos de errar.

Sente-se decepcionado pelas ocorrências inesperadas?  Reaja procurando entender com otimismo que algo de muito melhor lhe espera no futuro, se souber entender o recado que a vida lhe envia no agora.

A raiva lhe assaltou o coração diante de uma perda ou ofensa dolorosa? Considere que por trás de toda lesão existe um testemunho para o qual a vida lhe conclama em favor de seu aprendizado.

Olhe com bondade para suas emoções diante dos acontecimentos de sua vida. Sem censura, reconheça-as, aceite-as e estabeleça consigo mesmo um clima de conciliação renovadora.

A sensação de fracasso, a indecisão, a decepção e a raiva são manifestações da vida interior, que guardam, em cada circunstância, mensagens profundas e variadas em favor de seu futuro. Medite e perceberá com critério que todas elas se destinam a fortalecê-lo, evitar deslizes, aprimorar suas potencialidades e limpar seu coração para o seu próprio bem.

    Pelo Espírito Ermance Dufaux
(Psicografia de Wanderley Oliveira)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Dothy em 17 de Junho de 2011, 09:21
Bom dia querido amigo Marccello e caros membros e visitantes, muita paz e luz a todos

CONSERVA A CALMA

Quando estamos aflitos, com o coração pesado, a oração,
remédio divino,nos confortará, renovando-nos o ânimo.
Quando estamos inquietos, atingidos em nosso íntimo
por preocupações quenão podemos externar, a oração
é o diálogo secreto entre o nosso coração e Deus.
nos momento de prece, quando suplicamos, humildes,
Jesus se torna a ponte através do Cristo da qual
Deus nos escuta e atende.A promessa eterna
do Cristo nos anima e conforta. ora, no segredo
do teu coração. Confiante, revela ao
Pai a tua dor, mostra-lhe a face inundada
de lágrimas e, se a tua súplica é sincera, Jesus,
o Divino Amigo, secar-te-á aslágrimas. Confia N'Ele.
Não existe noite tão longa que não seja desfeita
pela madrugada; não existe amargura tão intensa
que a doçura do Cristo não modifique.
Nenhuma chaga ou ferida permanecerá aberta,
se nela colocarmos o bálsamo da oração.
Conserva a calma, orando. Entrega-te confiante
à sabedoria e ao amor dos Bons Espíritos.
O momento amargo passará,
a noite escura findará, o pranto
de dor secará, se, confiante, pedires aJesus por ti
e pelo que te aflige.
Nada necessitas prometer ou pedir que
Ele já não saiba. persevera orando e pela ação
contínua da prece benfazeja
modificarás o quadro atormentado das
tuas presentes aflições.
Nada é permanente, só o Cristo é Eterno.
Confia N'Ele.

Vera Lúcia Cohim, pelo Espírito de Amélia


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 17 de Junho de 2011, 15:29
Bom dia querido amigo Marcello, caros amigos e visitantes!


A inveja que mata


EDUARDO AUGUSTO LOURENÇO


“Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.” (Tiago 4:1-2).

A inveja é um sentimento que leva ao invejoso a idéia de que o bem alheio é considerado um mal próprio. A inveja provém de olharmos o bem do outro e ver que não possuímos, formando um sentimento de inferioridade, incapacidade, deixando-nos menores perante o sucesso alheio.

O coração que se contamina com a inveja vai se tornando amargo, inconformado, revoltado com o que não possui, o que leva à frustração, travando uma competição paranóica com o outro, a ponto de chegar a odiar e até desejar o mal ao invejado. O ser invejoso não se convence da própria mazela, a satisfação dele é ver o outro triste, aniquilado, arrasado e amargurado com as derrotas. Infelizmente, este estado de consciência leva o indivíduo à depressão, ao desânimo, a perder o sentido da vida, que passa a ser vista somente pelo ângulo daquilo que não se tem, de modo que o invejoso é um eterno descontente com tudo e com todos.

A inveja tem por características o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do status de uma pessoa em relação à outra.

O ser em posse da inveja vive desconfiado, como se estivesse numa espécie de estimulante ou droga que penetra a consciência, mesmo que venhamos a imitar o desenvolvimento ou a capacidade do outro, porque achamos positivo, caímos na essência da mesma que é a comparação, e a cada ato de comparação nos afastamos ou aniquilamos a nossa própria realidade, destruindo tudo aquilo que tínhamos formado a nosso respeito.

A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, e seus frutos são a maledicência, que consiste em falar mal dos outros e difamar a vida alheia, e a insatisfação constante, pois o invejoso acha que a felicidade está sempre “na casa do vizinho” e é, assim, incapaz de se satisfazer com aquilo que tem.

Conforme São Tomás de Aquino, a inveja tem a sua raiz no orgulho. A vanglória é o desejo de se destacar em função do brilho e não do bem em si mesmo, do sucesso ou o bem alcançado, de modo que o sucesso passa a ser a meta de vida, a ponto de se fazer qualquer coisa para alcançá-lo. Não que o sucesso seja ruim, ele é bom, mas não se pode viver em função dele, ou seja, nossa felicidade não está em função do sucesso ou dos bens e, sim, em função de nossa comunhão com Deus.

O grande Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma, que tudo rói e reduz a pó”. A inveja é amiga daquele que não suporta a felicidade dos outros, e que não se conforma em ver alguém realizado, melhor do que ele mesmo. Fica torcendo pelo mal do outro e, quando este fracassa, diz no seu interior: “bem feito!”.

Vemos acontecimentos que ocorrem na humanidade sobre a inveja, a história dos irmãos Caim e Abel, no qual Caim matou o seu irmão Abel por inveja (Cf. Gen. 4). Também por causa da inveja os filhos do  patriarca Jacó venderam o seu filho caçula, José, para os mercadores do Egito. Também por causa da inveja, vimos o rei Saul odiar a Davi e caçá-lo como se fosse um animal a ser morto. (Cf. 1Sm 18,8;19,1.)

As escrituras sagradas nos relatam, por causa da inveja, a morte de Jesus. O evangelista São Mateus deixa claro: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: “Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?” Ele sabia que tinham entregado Jesus por inveja” (Mateus 27, 18).

Santo Agostinho fala sobre a gravidade da inveja: “Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui, sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos  à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”

O apóstolo Paulo de Tarso, em sua carta a Tito, dizia: “Porque também nós outrora éramos insensatos, rebeldes, vivendo na malícia e na inveja”. Essa embriaguez da inveja consiste justamente na incapacidade de perceber que este sentimento nos leva a uma vida infeliz, solitária e amarga, por mais que tenhamos nunca teremos tudo, ou seja, sempre haverá algo a que invejar.

O psicólogo Alfred Adler diz que “A mais grave contradição é que a pessoa que mais sente a inveja é justamente aquele tipo de personalidade que mais poderia desfrutar o prazer ou sucesso pessoal, deslocando sua fonte de satisfação e crescimento para o inferno de ter de observar ou medir o que o outro obteve primeiro. Neste ponto podemos afirmar que o amor sempre invejou qualquer tipo de vício, pois este último possui uma capacidade de impregnação na alma humana além de qualquer outro sentimento positivo. É só refletirmos para o problema das drogas ou da violência, que não demoraremos a perceber a veracidade de tal conceito. Há muito que não sabemos o que fazer com nosso lado íntimo e pessoal, sendo inevitáveis os desastres na história de nossa afetividade. Podemos até ser treinados para a convivência de determinada limitação causada por doença física; mas as sequelas psicológicas de infelicidades passadas são tabus na compreensão total sobre o que nos tornamos após todas as experiências vividas”.

Segundo o psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung (1875-1961), todas as faces escuras, ameaçadoras e indesejáveis da personalidade são chamadas de sombra: “Reconhecer e aceitar seu lado sombrio é o primeiro passo para ter equilíbrio emocional e melhorar a qualidade de todas as relações. A sombra faz parte de nosso inconsciente e, se não for encarada, dominará todas as ações, nos rouba a tranquilidade para aceitar os ciclos da vida, nos tira a beleza, o ânimo e, o pior de tudo, a capacidade de amar, que é justamente o mais iluminado dos sentimentos”.

Sigmund Freud diz que “A inveja jamais nos dará trégua ou férias acerca de uma autoestima precária que conquistamos; sendo uma “espada dilacerante” que corta nossa alma quando lembramos dos grandes desejos irrealizados, mas que nosso “vizinho” talvez os tenha obtido. Temos um vício quase que perpétuo de achar que o fracasso apenas é reservado para nossa pessoa. Isto se agrava pela hipocrisia social e pelo fato das pessoas a cada dia estarem mais treinadas na arte da dissimulação ou disfarce de sua real condição”.

Ninguém no mundo filosófico analisou sobre a inveja melhor do que o filósofo Nietzsche, colocando a inveja como categoria descritiva. Quando ele comenta sobre o “fraco”, “escravo” ou “doente”, antes de estes indivíduos serem só ressentidos, são invejosos, corroídos com um tacão no peito, que o sangra dia após noite: a inveja.

Ele dizia que o invejoso não aparece. Ele se esconde, é sorrateiro, resguardado pelo seu nome que é uma capa, pois ninguém sabe quem é ele. O nome de alguém que nada fez é um nome que vale como uma máscara de ladrão. Pode usar o nome, mas o nome não diz nada. É assim que o invejoso, o “fraco” de Nietzsche, age rotineiramente: ele é como o inseto, também um exemplo nietzschiano, que muda de cor para se parecer com a paisagem. A covardia e a inveja são irmãs.

Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu identificar a região do cérebro que controla o sentimento de inveja. A descoberta poderá ajudar os profissionais da área de saúde a lidar melhor com pessoas que sofrem do problema.

“A inveja pode levar uma pessoa a praticar um ato destrutivo e até criminoso, para conseguir o que deseja”, disse Hidehiko Takahashi, 37 anos, pesquisador-chefe do Departamento de Neuroimagem Molecular do Instituto Nacional de Ciência Radiológica. A pesquisa, que durou um ano e meio, estudou o comportamento de 19 pessoas em boas condições de saúde. Durante os experimentos, eles tiveram os cérebros monitorados por aparelhos de ressonância magnética.

Explicou Takahashi: “Antes de monitorarmos as atividades cerebrais, pedíamos aos participantes para se imaginarem integralmente nas situações descritas, como se fossem reais e estivessem acontecendo com eles”. Disse Takahashi que as pessoas eram induzidas a imaginar um cenário que envolvia outras três personagens, duas delas seriam hipoteticamente mais capazes e inteligentes do que os voluntários da pesquisa. Quando os voluntários sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era ativada. “Pessoas muito invejosas tendem a ter uma grande atividade nessa região do cérebro, que é responsável pela dor física e também é associada à dor mental”, contou o pesquisador.

Segundo os especialistas, isto indica que as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça alheia. O resultado da pesquisa foi publicado na última edição do American Journal of Science.

Por isso, diz o iluminado Buda: Se julgarmos os outros, isso cria em nós emoções negativas como a cólera, o ódio, a inveja, e isso entrava nossa saúde física e psíquica. A agitação mental causada por nossos julgamentos pode mesmo nos fazer perder o sono e nos fazer viver, sem cessar, sob tensão. Respeitar os outros como eles são é o que existe de mais salutar para nosso corpo e para nosso espírito. É a própria essência do Mahayana: “Considero todos os seres vivos mais preciosos que as mais preciosas pérolas. Possa eu por todo o tempo cuidar deles, e isso me levará ao objetivo”.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Fabinho_021 em 17 de Junho de 2011, 18:13
Caros irmãos!
Acredito que todos nós buscamos essa reforma íntima.
Eu mesmo estou nesse processo e venho aqui desabafar.

Existe algo que tenho refletido e falado muito para as pessoas.
Não dá para viver sem Jesus!
Muita das vezes queremos fazer tudo sozinho, e nos esforçamos, lutamos, batalhamos e no final nada acontece. Sabe por quê? Por que não deixamos Jesus nos guiar, não compartilhamos e nem pedimos a ajuda Dele.
Vejo tantas pessoas passando por inúmeros problemas e tudo seria mais tranquilo se entregassem e confiassem em Deus.
Ele o tempo todo quer nos ajudar, quer nos auxiliar, qure tirar esse fardo pesado e nos mostrar o caminho certo.

Eu tomei essa consciência e tenho me esforçado para seguir isso, pois só assim eu creio que seja possível viver. Só assim!
Não temos noção das "vitórias" que Ele quer nos dar, mas insistimos em fazer tudo sozinho.

Embora já tenha consciência de tudo que escrevi, ainda peco para fazer.. Não estou sabendo como fazer e isso a cada dia tem me matado... Acho que é bem diferente quando não temos consciência e não sabemos.. Agora compreendo o porquê muitas pessoas não querem se aprofundar nos estudos, pois aí não poderão mais dizer que não sabiam...
E como essa consciência perturba...

Não estou sabendo deixar Ele me guiar e isso está me perturbando, pois continuo querendo fazer as coisas do jeito do Fábio e elas não vão acontecer do meu jeito e sim do jeito divino, mas pq eu não consigo relaxar? Pq não consigo deixar Ele atuar?

Muitas coisas boas sempre!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: zeni em 17 de Junho de 2011, 18:22
Olá a todos os amigos e amigas do Fórum, em especial ao Ruy Freitas e Ram-wer obrigada pela constatação e amizade.

Um pouco de Benjamin Franklin, que em particular noto muita importância no que se refere a  reforma intima, espero que gostem.

Ocorrem-nos lembrar de Benjamin Franklin, Estadista, escritor e inventor norte americano (inventor do para-raio, Boston 17-01-1706 - Filadélfia 17-04-1790).

Benjamin Franklin era um tipógrafo na Filadélfia homem fracassado e cheio de dívidas, achava que tinha aptidões comuns mas acreditava que seria capaz de adquirir os princípios básicos de viver com êxito, se pudesse apenas encontrar o método certo. Método este encontrado e relatado em seu livro a “Autobiografia de Benjamin Franklin” (1771-1788).

Benjamin Franklin, em sua juventude era um homem de muita inteligência e perspicácia, apesar de ter estudado apenas até o segundo ano primário. Era hávido por conhecimento e lia muito, estudava e escrevia ensaios e poesias. Estudava sobre tudo que lhe interessava, principalmente sobre os grandes vultos da história de todos os tempos. Por isso mesmo tinha uma grande cultura e um conceito moral muito rígido, e cobrava-se muito, bem como, cobrava aos outros a mais correta e ilibada conduta. Em suas reuniões sociais, tecia críticas francas e ácidas sobre todos os deslizes de seus colegas, sentindo um prazer mórbido em derrotar verbalmente aos seus oponentes, fato que ao longo do tempo foi deixando-o só e isolado nas reuniões a que eram “obrigados” a convidá-lo pelo seu cargo político.

Os treze princípios de Benjamin Franklin eram

(Autobiografia de Benjamin Franklin): (tais como escreveu e na ordem que lhes deu)

Temperança – Não coma até o embotamento; não beba até a exaltação.
Silêncio – Não fale sem proveito para os outros ou para si mesmo; evite a conversação fútil.
Ordem- Tenha um lugar para cada coisa; que cada parte do trabalho tenha seu tempo certo.
Resolução – Resolva executar aquilo que deve; execute sem falta o que resolve.
Frugalidade – Não faça despesa sem proveito para os outros ou para si mesmo; ou seja nada desperdice.
Diligência – Não perca tempo; esteja sempre ocupado em algo útil; dispense toda atividade desnecessária.
Sinceridade – Não use de artifícios enganosos; pense de maneira reta e justa, e, quando falar, fale de acordo.
Justiça – A ninguém prejudique por mau juízo, ou pela omissão de benefícios que são dever.
Moderação – Evite extremos; não nutra ressentimentos por injúrias recebidas tanto quanto julga que o merecem.
Asseio – Não tolere falta de asseio no corpo, no vestuário, ou na habitação.
Tranqüilidade – Não se perturbe por coisas triviais, acidentes comuns ou inevitáveis.
Castidade – Evite a prática sexual sem ser para a saúde ou procriação; nunca chegue ao abuso que o enfraqueça, nem prejudique a sua própria saúde, ou a paz de espírito ou reputação de outrem.
Humildade – Imite Jesus e Sócrates.
A quantos desejarem experimentá-lo, sugere-se analisarem-se, buscando aquelas deficiências mais comuns e corriqueiras, que sabemos possuir, ou as qualidades que não temos mas que gostaríamos de ter, adaptando o método às necessidades e interesses de cada um. Ao alcançar uma conquista, alterar a meta, buscando por outra, que vão surgindo ao longo do tempo, mas cuidando sempre para que não incorram em recaída.


“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”.

Na Bíblia em “O Novo Testamento”, Tiago em suas epístolas nos adverte: “Fé sem obras é estéril”.

Autobiografia de Benjamin Franklin
Fonte portal do espírito.

Autobiografia de Benjamin Franklin
Fonte portal do espírito.


Muita paz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Antonio Renato em 17 de Junho de 2011, 19:40
Meus caros irmãos e irmães,quantas coisas ruins carrega o invejoso,e eu  que pensava que a
inveja é tão sómente não aceitar o sucesso de outrem,eu que pensava que a inveja era ape-
-nas não aceitar a felicidade dos outros,eu que pensava que a inveja era sómente não acei-
-tar a bondade e a caridade praticadas por outros,mas vejo que que a carga é bem maior
para quem à carrega.Agora faço a seguinte pergunta:É possivel esta pessoa se ver livre dêste
mal tão sómente com uma reforma íntima,ou será necessário reencarnar mais vezes para tal?
Fiquem na paz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 17 de Junho de 2011, 22:30
Boa noite, querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!

                     SEM HUMILDADE


O homem, sem humildade, nada constrói dentro de si.

Sem noção de sua insignificância, não se supera.

Se se crê infalível, comete o primeiro erro.

Ele, e não os outros, é o seu maior embaraço na senda do progresso.

A humildade é consciência profunda das próprias limitações.

E quem se reconhece limitado está começando a crescer interiormente.

O auto-suficiente converte-se em ilha.

Isola-se, inclusive, do contato com Deus através dos semelhantes.

Por acreditar que a si mesmo se basta, não acrescenta a si a riqueza da experiência alheia...

Conservar a mente sempre receptiva é apanágio das almas sábias!

Em uma de suas mil faces, Deus pode se nos revelar na corola de uma flor, no trinado de um pássaro, na lágrima de um indigente...

A parte divina que nos complementa está nos outros...

Quem não a busca não realiza Deus em si.

O minúsculo grão de areia pode reter o calor...

A grande montanha de gelo derrete, mas não absorve os raios do Sol.

                   Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:23
Olá querido amigo Lima Gil!

Você está abatido ante as derrotas? Repouse um  pouco, refaça as suas energias e depois, mais harmonizado, busque pensar que lições a vida lhe entrega nas dores do fracasso.

O equilíbrio é um atributo da mente que precisamos desenvolver a fim de possibilitar maior número de acertos e evitar muitas quedas.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:28
Olá querida amiga Dothy!

Não existe noite tão longa que não seja desfeita pela madrugada; não existe amargura tão intensa que a doçura do Cristo não modifique.
Nenhuma chaga ou ferida permanecerá aberta, se nela colocarmos o bálsamo da oração.

Os bons Espíritos atraídos pela prece inspiram bons pensamentos, dão força moral, suprem as deficiências espirituais, e desviam do mal aquele que se esforça no caminho correto.

Obrigado Dothy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:33
Olá querida amiga Kátia!

A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, e seus frutos são a maledicência, que consiste em falar mal dos outros e difamar a vida alheia, e a insatisfação constante, pois o invejoso acha que a felicidade está sempre “na casa do vizinho” e é, assim, incapaz de se satisfazer com aquilo que tem.

Quando invejamos, destruímos os laços da fraternidade que deveriam unir a todos nós, espíritos reencarnados na Terra. A maledicência é um dos defeitos que dificilmente o portador percebe e nem desconfia de sua gravidade.

Obrigado Kátia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:37
Olá querido amigo Fabinho!

Não dá para viver sem Jesus!
Ele o tempo todo quer nos ajudar, quer nos auxiliar, qure tirar esse fardo pesado e nos mostrar o caminho certo.
Eu tomei essa consciência e tenho me esforçado para seguir isso, pois só assim eu creio que seja possível viver. Só assim!

Embora já tenha consciência de tudo que escrevi, ainda peco para fazer.. Não estou sabendo como fazer e isso a cada dia tem me matado...

Os problemas da vida podem ser comparados a um barbante cheio de nós que é preciso desmanchar, deixando-o liso.
Se você começar a dar puxões nesse barbante só vai apertar cada vez mais esses nós.
Vamos tentar encontrar estes nós, tentar desmanchá-los pacientemente, um por um, em breve todos os nossos nós (defeitos) estarão desatados e o barbante liso.
No caminho de nossa reforma íntima é a mesma coisa.
Se ficarmos ansiosos, nervosos, irritados, agressivos, por conta da velocidade que se realiza nossa mudança só conseguiremos piorar a situação.
Mas se nos munirmos de paciência e começamos a trabalhar com fé, sabedoria e equilíbrio logo  teremos uma grande chance de solucioná-los mais rapidamente. Mais adiante abordaremos este processo.

Obrigado Fabinho por seu depoimento! ;) 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 18 de Junho de 2011, 01:42
A diferença entre falsidade e reforma íntima?
Por onde começarmos nossa Reforma íntima? Como tudo na vida, é preciso que tracemos objetivos e busquemos os caminhos mais fáceis para que possamos atingi-los.
Assim, quando somos duramente ofendidos e injustiçados, costumamos despertar nosso lado animal através: 1) do pensamento: quando sentimos ódio, revolta, etc, 2) da fala: quando nosso pensamentos transforma-se em palavras agressivas e de baixo calão e 3) da ação: quando deixamos todos nossos valores morais de lado e partimos para a agressão física, comportando-nos como nossos irmãozinhos ainda não dotados do dom divino do pensamento.
É obvio que não teremos sucesso se quisermos eliminar todas essas más inclinações de uma só vez. Assim, o passo primordial é deixar a agressividade física de lado. Quando alcançarmos esse objetivo, conseguindo dominar este impulso primário, estaremos prontos para almejar a realização do segundo objetivo: o domínio da fala.
Vencendo esse novo desafio, quando o pensamento negativo chegar até nós, saberemos nos calar, engolir as ofensas e, compreender que precisamos retribuir o ódio com o amor, deixando fluir de nossos lábios apenas palavras doces, sábias que poderão trazer algum proveito aos nossos opositores.
A partir daí, resta o mais difícil desafio: o controle do pensamento e do sentimento. Será a fase em que deveremos nos policiar constantemente para que nosso coração esteja sempre limpo das impurezas da mágoa, da revolta, da maledicência e de todos os outros sentimentos inferiores. Sabemos, entretanto, que esse é um estágio alcançado ainda por muito poucas pessoas encarnadas neste planeta de provas e expiação.
Nesse ponto, surge outro problema apontado por muitos: se é tão difícil deixarmos de pensar mal de alguém, de julgar as atitudes de nosso próximo e de não nos magoarmos com as ofensas e agressões sofridas... não estaremos sendo falsos quando pensamos e não falamos, sentimos e não agimos?
É importante refletirmos que a falsidade é uma característica com propósito negativo, ou seja, quando agirmos diferentemente do que pensamos para obter alguma vantagem pessoal que, muito provavelmente, irá prejudicar outras pessoas em um futuro próximo. Jamais quando o objetivo é melhorar o ambiente e as pessoas com as quais vivemos.
Não podemos pois, usar desta desculpa infundada para justificar a nossa covardia para enfrentarmos nossas próprias imperfeições e debilidades. Sabemos que essa é a luta mais difícil de nossas vidas - vencer a nós mesmos - mas é preciso que tenhamos a coragem de iniciar essa terrível batalha interior para que, através de nossos exemplos e de nossas atitudes, possamos colaborar para que, em breve, possa reinar em nosso planeta a paz, a harmonia e a fraternidade entre todas as criaturas.
"Ninguém susta golpes com pancadas de revide, tanto quanto ninguém apaga fogo a jorros de querosene." (Emmanuel)
Autoria:
Alexandre Ferreira
http://www.neapa.org.br/ea0200b
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:43
Olá querida amiga Zeni!

Humildade – Imite Jesus e Sócrates.

“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”.

O Espírita, embora seja um homem como qualquer outro, com os mesmos anseios e aspirações, é chamado a influenciar na espiritualização das criaturas a partir do próprio exemplo.

Obrigado Zeni! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:48
Olá querido amigo Antonio!

Meus caros irmãos e irmãs, quantas coisas ruins carrega o invejoso

Agora faço a seguinte pergunta: É possível esta pessoa se ver livre deste
mal tão somente com uma reforma íntima, ou será necessário reencarnar mais vezes para tal?

Precisamos trabalhar de forma incansável, nos vigiando destes defeitos, renovando a cada dia nos esforços de todo instante, levantando das possíveis quedas e seguirmos em frente, quem sabe nos libertaremos de algumas destas mazelas presente nesta atual existência. 

Obrigado Antonio! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 01:51
Olá querido amigo Lima Gil!

A humildade é consciência profunda das próprias limitações.

E quem se reconhece limitado está começando a crescer interiormente.

Quando nós cremos que as coisas vão acontecer, passamos a trabalhar com tal entusiasmo, com impulso interno, que fazemos com que as coisas aconteçam.

E Jesus nos disse:

“Tudo aquilo que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos atenderá.”

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 18 de Junho de 2011, 01:55
“REFORMA ÍNTIMA”
Reforma íntima não deve ser entendida apenas como domínio de impulsos inferiores. Torna-se urgente analisá-la como o compromisso de trabalhar o desenvolvimento de valores humanos na intimidade.
Apenas evitar o mal não basta, imperioso fazer todo o bem ao nosso alcance. A reforma de profundidade exige devoção integral aos deveres da espiritualização…onde quer que estejamos, criando condições para vivências íntimas na criação de valores novos e elevados.
Quem busca o aprimoramento de si mesmo tem como primeiro desafio o encontro consigo. A ausência de idéias claras sobre nós próprios constitui pesado fardo a ser superado…o qual tem levado corações sinceros a doloroso processo de martírio contra si mesmo.
A saúde é estar em contato pleno com a consciência e a doença é a escravidão do ego. Reformar-se é tomar consciência do “si mesmo”, da “perfeição latente” à qual nos destinamos. Em outras palavras, estamos falando da auto-educação.
A melhoria íntima autêntica ocorre pelo processo de conscientização… e não pelas dores decorrentes de cobranças e conflitos interiores. Martirizar-se é crer-se na posse de virtudes ainda não fixadas.
Quando digo: “não posso mais falhar” será mais difícil a conquista de si. Um dos maiores inimigos do auto-amor é o perfeccionismo. É uma das fontes de tortura que dizima energias de muitos aprendizes da espiritualização.
A questão não é de lutar contra nós, e sim conquistar essa parte enferma, recuperá-la… e isso jamais conseguiremos se não aprendermos a amar esse nosso “lado doentio”.
Não é a intensidade da dor que educa, e sim o esforço de aprender a amenizá-la. Eis o tropeço cruel, das etapas de amadurecimento espiritual: Baixa auto-estima; Sentimento de culpa; Medo de errar.
Reforma íntima, deve ser entendida como melhoria de nós mesmos e não a anulação de uma parte de nós considerada ruim. Uma proposta de melhoria gradativa cujo objetivo maior é a nossa felicidade, é a conquista do prazer de viver.(Reforma Íntima Sem Martírio – Ermance Dufaux)
Quando descobre o significado existencial e ainda não dispõe da maturidade emocional, pretende a transformação íntima a golpes de exigências descabidas e de sacrifícios que se impõe, sem dar-se conta de que a violência não faz parte da programação espiritual.
Quem alcança o cume de um monte, venceu todos os obstáculos que se encontravam pelo caminho… Nenhuma ascensão é fácil, o mesmo ocorrendo com a autotransformação para melhor. (Em Busca da Verdade – Joanna)
Mas o que ouve a minha palavra e não pratica… é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces…na qual bateu com ímpeto o mal tempo, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. (Jesus/Lucas – 6)
http://www.anesperanca.com.br/2011/?p=1114
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 02:24
Olá querida amiga Maria!

Quem busca o aprimoramento de si mesmo tem como primeiro desafio o encontro consigo. A ausência de idéias claras sobre nós próprios constitui pesado fardo a ser superado…o qual tem levado corações sinceros a doloroso processo de martírio contra si mesmo.

O crescimento interior é caminho para o equilíbrio e o bem-viver.

Obrigado Maria! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 02:26
Olá queridos(as) amigos(as)!

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Maledicência

Uso inadequado na conversação oral ou escrita com o fim de depreciar ou reduzir a importância de outrem.



Da Maledicência A Meada

 Irmão X

A conversação entre as duas jovens senhoras se desenvolvia no ônibus.

 - Você não pode imaginar o meu amor por ele...

- Não posso concordar com você.

- Decerto que não me entende.

- Mas, Dulce, você chega a querer o Dionísio, tanto quanto ao marido?

- Não tanto, mas não consigo passar sem os dois.

 - Meu Deus! Isso é coisa de casal sem filhos!...

- É possível...

 - Você não acha isso estranho, inadmissível?

- Acho natural.

- Noto você demasiadamente apegada, não é justo...

- Sei que você não me compreende...

- Simplesmente não concordo.

- Mas Dionísio...

- Isso é uma psicose...

Dona Dulce e a amiga, no entanto, ignoravam que Dona Lequinha, vizinha de ambas, sentara-se perto e estava de ouvido atento, sem perder palavra

De parada em parada. Cada uma volveu ao lar suburbano, mas Dona Lequinha, ao chegar em casa, começou a fantasiar...

Bem que notara Dona Dulce acompanhada por um moço ao tomar o elétrico, aliás, pessoa de cativante presença. Recordava-lhe as palavras derradeiras:

 “Vá tranqüila, amanhã telefonarei...”

Cabeça quente, vasculhando novidades no ar, aguardou o esposo, colega de serviço do marido de Dona Dulce, e tão logo à mesa, a sós com ele para o jantar, surgiu novo diálogo:

- Você não imagina o que vi hoje...

 - Diga, mulher...

- Dona Dulce, calcule você!... Dona Dulce, que sempre nos pareceu uma santa, está de aventuras...

- O quê?!...

- Vi com meus olhos... Um rapagão a seguia mostrando gestos de apaixonado e, por fim, no ônibus, ela própria se confessou a Dona Cecília... Chegou a dizer que não consegue viver sem O marido e sem o outro... Uma calamidade!...

- Ah! Mas isso não fica assim, não! Júlio é meu colega e Júlio vai saber!...

A conversa transitou através de comentários escusos e, no dia imediato, pela manhã, na oficina, o amigo ouve do amigo o desabafo em tom sigiloso:

- Júlio, você me entende... Somos companheiros e não posso enganá-lo... O que vou dizer representa um sacrifício para mim, mas falo para seu bem... Seu nome é limpo demais para ser desrespeitado, como estou vendo... Não posso ficar calado por mais tempo... Sua mulher...

 E o esposo escutou a denúncia, longamente cochichada, qual se lhe enterrassem afiada lâmina no peito. Agradeceu, pálido...Em seguida, pediu licença ao chefe para ir a casa, alegando um pretexto qualquer.

No fundo, porém, ansiava por um entendimento com a esposa, aconselhá-la, saber o que havia de certo. Deixou o serviço, no rumo do lar e, aí chegando, penetrou a sala, agoniado...Estacou, de improviso. A companheira falava, despreocupadamente, ao telefone, no quarto de dormir:

“Ah! Sim!...”, “Não há problema”, “Hoje mesmo”. “Às três horas”... “Meu marido não pode saber...”.

Júlio retrocedeu, à maneira de cão espantado. Sob enorme excitação, tornou à rua. Logo após, notificou na oficina que se achava doente e pretendia medicar-se. Retornou a casa e tentou o almoço, em companhia da mulher que, em vão, procurou fazê-lo sorrir.

Acabrunhado, voltou a perambular pelas vias públicas e, poucos minutos depois das três da tarde, entrou sutilmente no lar... Aflito, mentalmente descontrolado, entreabriu devagarzinho aporta do quarto e viu, agora positivamente aterrado, um rapaz em mangas de camisa, a inclinar-se sobre o seu próprio leito. De imaginação envenenada, concebeu a pior interpretação... O pobre operário recusou em delírio e, à noite, foi encontrado morto num pequeno galpão dos fundos. Enforcara-se em desespero... Só então, ao choro de Dona Dulce, o mexerico foi destrinçado.

Dionísio era apenas o belo gatinho angorá que a desolada senhora criava com estimação imensa;

O moço que a seguira até o ônibus era o veterinário, a cujos cuidados profissionais confiara ela o animal doente;

O telefonema era baseado na encomenda que Dona Dulce fizera de um colchão de molas, ao gosto moderno, para uma afetuosa surpresa ao marido,

E o rapaz que se achava no aposento íntimo do casal era, nem mais nem menos, o empregado da casa de móveis que viera ajustar o colchão referido ao leito de grandes proporções.

A tragédia, porém, estava consumada e Dona Lequinha, diante do suicida exposto à visitação, comentou, baixinho, para a amiga de lado:

- Que homem precipitado!... Morrer por uma bobagem! A gente fala certas coisas, só por falar!

...Do mal que se pensa e diz, Cala as notícias que levas. Conversação infeliz É pasto à força das trevas.
Lulu Parola

Olhar de alguém, quando é bom, Além da sombra se apruma, Vê serviço em qualquer parte, Não vê mal em parte alguma.
Augusto de Oliveira

Não basta que sua boca esteja perfumada. É imprescindível que permaneça incapaz de ferir.
André Luiz

De "Idéias e Ilustrações", de Francisco Cândido Xavier, por Diversos Espíritos
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 02:42
"Antes de falardes - aconselha um sábio mestre espiritual -, tende o cuidado de examinar se aquilo que ides dizer satisfaz a estes três requisitos: ser verdadeiro, bom e útil; do contrário, deixai-vos ficar calados."

Infelizmente, não aprendemos ainda a virtude do silêncio e, o que é pior, experimentamos um prazer imenso em falar desnecessariamente e em demasia, descambando, muitas vezes, para a maledicência, sem sequer nos apercebermos disso.

Basta que duas ou mais pessoas nos reunamos em conversação livre, para que, instantes depois, já estejamos a dizer mal dos outros.

Administração, política, negócios, religião, festas sociais, parentela etc., tudo serve para conduzir-nos aos falatórios inconsiderados em torno de nossos semelhantes, que, uma vez iniciados, podem prolongar-se por horas a fio, eis que nunca faltam "Judas" para serem malhados.

Curioso: nenhum de nós se dá pressa em divulgar notícias sérias, sobre assuntos de relevante interesse para a Humanidade; mas com que sofreguidão disputamos a primazia de passar adiante fatos e boatos desagradáveis, deprimentes ou que possam provocar escândalo!

Não raro, aquilo que nos chega aos ouvidos são meras conjeturas e suposições maldosas, às quais não deveríamos dar o menor crédito. Levianamente, porém, não só as transmitimos a outrem, emprestando-lhes foros de veracidade, como até as exageramos, acrescentando-lhes detalhes fantasiosos, para melhor convencer os que nos escutam.

Quanto desamor ao próximo ressalta dessas atitudes!

Ainda que nós mesmos tenhamos tido oportunidade de presenciar certas cenas ou episódios que nos pareçam comprometedores, manda a prudência nos abstenhamos de comentá-los, porque cada um de nós é levado a julgar as coisas que vê segundo as inclinações de seu próprio coração, e isso altera fundamentalmente o verdadeiro juízo delas.

A maledicência provém do mau vezo que temos de intrometer-nos na vida alheia.

Sem dúvida, haverá ocasiões em que, percebendo que uma pessoa esteja a proceder erroneamente, nos caiba o dever de, muito em particular e com delicadeza, procurar fazê-la convencer-se de tal; nunca, entretanto, alardear com terceiros fraquezas e deslizes que também estamos sujeitos a cometer.

O Evangelho, que é um magnífico tratado da ciência de bem viver, reprova a maledicência, o mexerico, as murmurações e semelhantes, instruindo-nos, por outro lado, como empregar nobremente o dom da palavra.

Eis, entre outros, alguns textos específicos:

"Toda a palavra ociosa que falarem os homens, darão conta dela no dia do juízo." (Mat., 12:36).

"Os maldizentes não entrarão no reino de Deus." (I Cor., 6:10)

"Nenhuma palavra má saia de vossa boca, senão só a que seja boa para edificação da fé, de maneira que dê graça aos que a ouvem." (Ef., 4:29).

"Evita o falatório vão e profano, porque produzirão maior impiedade." (II Tim., 2:16).

Atentos a essas advertências e exortações, tratemos então de exercer severo controle da língua, utilizando os sagrados recursos de expressão que a bondade de Deus nos há concedido, com a mesma dignidade e pureza com que Jesus, conversando, nos legou essa maravilha, que é a Doutrina Cristã.

Livro: Páginas de Espiritismo Cristão Rodolfo Calligaris
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 02:57
Fofocas e maledicências

Na qualidade de humanos que somos, é inegável certo prazer que existe em falar mal da vida alheia. Mas não se observa um pouco de exagero nesta nossa prática, que de casual gozo, tem passado a vício constante?

Para se ter uma ideia de como as coisas andam neste campo ultimamente, reproduzo um recente e absurdo diálogo entre duas amigas, que me foi contado em tom de quase felicidade. Minha intenção, ao transcrever o evento, é de provocar uma reflexão sobre o assunto. Espero que consiga. Ah, mas não se esqueça: quem conta um conto sempre aumenta um ponto.

“Amigas conversando:

– Sabe a Alice, aquela do tal país maravilhoso. Pois é, depois de tanta erva, sim, porque você não vai querer me convencer que toda aquela viagem com coelho, rainha de copas e demais loucuras foi feita sem drogas...

– Você acha?

– Ah, claro que sim. Mas, então, a Alice ficou com o príncipe da Bela Adormecida.

– Gente, que babado – diz uma delas com ar incrédulo.

– Ih, menina, nem te conto. Enquanto Belinha dormia horrores, a outra começou a se jogar pra cima do pretendente da preguiçosa. Como viu que a coisa não tava dando muito certo, resolveu armar todo um esquema pra pegar o cara. Ela ficou sabendo que ia rolar uma luta do príncipe com um dragão. Aí ela foi lá, procurou o monstro e pediu pra que o bicho desse umas boas chamuscadas no homem, mas que não o matasse. Claro que ela deve ter dado alguma grana pro dragão fazer isso.

Depois da briga, ela foi atrás do rapaz, se passou de amiga e ficou cuidando
dele. Aí, sabe como é, né? Homem. Acabou traçando.

– Nossa, que sa-ca-na-gem! Mas também, quem mandou a outra ficar dormindo no ponto. Quem só sabe roncar, perde o lugar – e as amigas soltam uma sonora gargalhada.

– Mas e aí, a Belinha ainda tá dormindo? Ninguém foi lá despertar ela?

– Que nada minha filha. Você não sabe da maior. Sabe quem foi acordar a princesinha?

– Quem?

– O Grilo Falante – dito em total êxtase.

– O quê? – solta num grito a mulher - O Grilo!

– O Grilo. Esse mesmo. Pequeninho, né?! Mas foi lá, pousou na cara da outra e tascou um beijaço nela. A mulher acordou logo, toda assanhada. Parecia que só tinha tirado uma soneca.

– Gente, que loucura. E depois: viveram felizes para sempre? – pergunta a ouvinte em tom de escárnio.

– Olha, parece que tentaram. Ficaram juntos um tempo, mas acabou não dando certo. Sabe como é. As pessoas são muito preconceituosas. Ninguém tava aceitando um mulherão como a Belinha, pertencente à nobreza real, vivendo com aquele inseto. Mundos muito diferentes. Os pais dela nem dirigiam a palavra pro baixinho e o resto da família e os amigos fingiam que ele não existia. Aí o falante, como não tinha com quem falar, arrumou as coisas dele e acabou indo embora. Dizem que a mulher ficou arrasada e tá na maior deprê.

– E ele, foi pra onde?

– Voltou a morar com o Pinóquio, que, aliás, dizem que antes da separação andava numa tristeza... Eu sempre achei estranha a relação daqueles dois. Sabe que uma das coisas que se contava a boca pequena no palácio é que a Belinha morria de ciúmes do Pinóquio. Toda vez que ele ia lá visitar o baixinho, rolava um clima pesadíssimo.

– E mesmo assim o Pinóquio continuava indo ao castelo?

– Ia. Não queria nem saber. Dizia que não podia viver sem o amigo por perto.

– Santa cara-de-pau. Esquisita essa amizade, né?

– Põe esquisita nisso. O que de verdade se passa ali eu não sei, mas que o narizinho do outro cresce toda vez que vê o Grilo, cresce. E depois, aquele jeitinho do Pinóquio nunca me enganou né: ou foi, ou é, ou será.

– O quê, humano?

– Não, alegre, tolinha – e outra gargalhada ecoa nos ares.

– E o Gepeto, aceitou a volta do Grilo numa boa?

– Que nada! O velho não gostou muito de ficar morando com os dois e acabou alugando um quarto na casa dos sete anões. Dizem que não fala mais com o Pinóquio.

– Gente, que besteira. Ainda mais pra ir viver naquela casinha apertada dos anões
– argumenta a mais baixinha.

– Pois é, não sei como eles tão se ajeitando por lá. Além dos sete ainda tem a Branca de Neve.

– Ué, mas ouvi dizer que ela já tinha voltado pra casa da madrasta!

– Não. Aquelas duas ainda tão brigadas. A alvinha tá esperando o príncipe dela arranjar uma casa pra eles. Mas aquele príncipe é um pobretão, coitado. Tá todo endividado. Não tem dinheiro pra nada. Enquanto isso a outra vai vivendo lá com os anões, tendo que trabalhar de empregada pra pagar o aluguel.

– Cruzes! – fala uma delas com cara de nojo.

– Eu preferia aturar a madrasta a ficar cuidando daquele bando de peão.

– Sei não. Aquela mulher é osso duro de roer. É intratável. Só quer saber do espelho. Acha que tem que ser mais bonita que todo mundo, não quer ficar velha de jeito nenhum. Dizem que roubou todo dinheiro que o marido deixou pra Branca pra viver fazendo plástica e tratamento de beleza.

– Que tristeza não saber envelhecer com dignidade – concordam as moças, com a soberba que, neste caso, só a juventude lhes pode dar.

– Ah, sabe quem também tava no último spa onde a bruxa se internou?

– Quem?

– A Cinderela.

– Pra quê?

– Emagrecimento. Dizem que depois que casou com o príncipe e botou as irmãs pra fora de casa, engordou feito uma vaca. Ganhou mais de vinte quilos.

– É mesmo? Que horror! Como é que alguém engorda assim, gente.

– Ah, desleixo, preguiça, sei lá. E também, na casa da madrasta e das irmãs ela trabalhava feito uma escrava e quase não comia. Por isso aquele corpinho de sereia. Agora, vê se o sapatinho de cristal ainda cabe no pé dela.

– Quer dizer que a Cinderela virou abóbora – e as duas amigas riem, mais uma vez, em alto e bom som.

– Ah, e na clínica tava também a Rapunzel, pra se tratar de uma cirurgia mal feita de prótese de silicone.

– É mesmo!

– Pois é, dizem que as próteses vazaram e que os peitos da mulher foram quase até ao chão.

– Ah, agora já entendi como é que o príncipe dela subiu a torre. Bem que eu achei que aquela história de trança era meio forçada – mais gargalhadas.

– Bem, amiga, tenho que ir, a vovózinha tá me esperando pra mais uma visita.

– Vai lá então, querida, que eu também tenho que ver o que o Peter anda aprontando.

Enquanto a moça com sua capa vermelha avançava bosque adentro, a amiga soltava em voz alta:

– Vo-vó-zinha, sei. Ela vai é ser comida pelo Lobo Mau.”

Klaudio Silva
Publicado no Recanto das Letras em 31/03/2011
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 03:00
       “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.” (TIAGO, capítulo 4, versículo 11.)

Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais.
A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores.

A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos.
O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria.

Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.

“Falar mal”, na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.

Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates.

Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.

Chico Xavier – Emmanuel
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 18 de Junho de 2011, 03:25
FAÇA SEU PRÓPRIO TESTE. VOCÊ E A MALEDICÊNCIA

Responda honestamente, meditando sobre cada pergunta, sem se preocupar com o tempo. Deixe para ver o resultado somente depois de responder e faça uma avaliação de si mesmo. Coloque um X no local adequado à sua maneira de ser, sentir e agir.

1. - Ao surgir, numa conversa, comentários sobre um deslize de alguém, você se interessa em ouvir?

Não ( ) Sim ( )

Qual a sua atitude?

a) faz perguntas ( )
b) ouve apenas ( )
c) corta a conversa ( )

2.- Ao saber de uma infidelidade de parente ou pessoa amiga, apressa-se em levar a notícia adiante?

Sim( ) Não( )

Qual a sua atitude?

a) comenta com outros ( )
b) pensa em falar, mas silencia ( )
c) pondera e cala ( )



Qual a sua atitude?

a) participa contribuindo ( )
b) apenas ouve e ri ( )
c) evita as "fofocas" ( )

3. - Acha divertido e participa animadamente das "fofocas" entre (amigos (as)?

Sim ( ) Não ( )

4. - Escandaliza-se ao saber de ocorrências escabrosas envolvendo pessoas conhecidas?

Sim ( ) Não ( )

Qual a sua atitude?

a) arregala os olhos e exclama ( )
b) comenta com outros ( )
c) não se envolve e silencia ( )

5. Sente-se atraído(a) pelas conversas ou notícias sobre desastres e cri mes passionais? Sim( ) Não ( )

Qual a sua atitude?

a) busca avidamente ( )
b) apenas ouve e lê ( )
c) evita ouvir e ler ( )

6. - Comenta com outros os defeitos de alguém por quem sente qualquer antipatia?

Sim ( ) Não ( )

Qual a sua atitude?

a) acentua os defeitos ( )
b) não chega a comentar ( )
c) evita ver os defeitos ( )

7 - Sente, às vezes, incontrolável impulso, e deixa transparecer a outros um assunto reservado, confiado por pessoa de sua intimidade?

Sim( ) Não( )

Qual a sua atitude?

a) não resiste e fala ( )
b) apenas sente vontade de falar ( )
c) nem sente vontade, nem fala ( )

8 - Dá ouvidos a conversas sobre problemas causados por companheiros, no âmbito do centro espírita em que colabora?

Sim ( ) Não ( )

Qual a sua atitude?

a) comenta e dá ouvidos ( )
b) ouve e silencia ( )
c) pondera com tolerância ( )

9. Alguém lhe diz: "não gosto de fulano", "beltrano é mal-encarado e presunçoso". Tendo oportunidade, você conta à pessoa em ques
tão o que ouviu?

Sim( ) Não( )

Qual a sua atitude?

a) não resiste e transmite o que soube ( )
b) apenas sente vontade e nada transmite ( )
c) esquece e nada sente ( )

10. Usa, por vezes, expressões do tipo: "aquele cara é um chato", "veja o que beltrano me fez", "fulano só quer ser o bom", etc.?

Sim( ) Não( )

Qual a sua atitude?
a) não resiste e comenta a sua opinião ( )
b) tem sua opinião mas não comenta ( )
c) procura ver o lado bom da pessoa ( )

RESULTADOS

A. Conte as afirmativas de l a 10 e avalie-se:

de 7 a 10: cuidado, a maledicência precisa ser combatida com todas as suas forças.

de 5 a 6: você está conseguindo melhorar, mas ainda precisa com pletar sua condição de Aprendiz do Evangelho.

de 3 a 4: meio caminho foi alcançado;prossiga, você está próximo de libertar-se desse defeito.

de l a 2: falta apenas um pequeno esforço para completar sua re forma neste aspecto.

0: afinal você conseguiu; desse defeito você está livre.



B. Conte os pontos, atribuindo às suas respostas os seguintes valores:


PERGUNTA   LETRA   VALOR
1ª   A   0
   B   5
   C   10
2ª   A   0
   B   5
   C   10
3ª   A   0
   B   5
   C   10
4ª   A   0
   B   5
   C   10
5ª   A   0
   B   5
   C   10
6ª   A   0
   B   5
   C   10
7ª   A   0
   B   5
   C   10
8ª   A   0
   B   5
   C   10
9ª   A   0
   B   5
   C   10
10ª   A   0
   B   5
   C   10


C. Avalie-se como segue:

de 90 a 100 pontos: muito bom, excelente resultado.

de 70 a 89 pontos: bom, mas deve se cuidar.

de 40 a 69 pontos: sofrível, lute bastante.

de O a 39 pontos: sem comentários; esforce-se ao máximo.

Lembre-se: "O mal não merece comentário em tempo algum".

Ney Prieto Peres


Muita paz. :)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Edna ☼ em 18 de Junho de 2011, 14:25
Bom dia a todos! :)

Marccello amigo querido... apenas para partilhar um pensamento:


"Identificar o que sinto é autoconhecimento.
O que fazer com isso é auto-enfrentamento
."

Wanderley de Oliveira


Bom pra refletir não é mesmo?

Abraços fraternos,

Edna ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 18 de Junho de 2011, 15:38
Oi! Meus prezados Irmãos de Jornadas.

Eu estava analisando uma das raízes do egoísmo que é o "ódio". Sei lá! Me veio na cabeça, não sei se por lembrança ou vindo de mim mesmo, eu creio que o ódio é o "Amor doente", e por incrível! Envenena quem odeia, mas nem sequer um raspão tira de quem é odiado.

Quanto ao mal! Onde ele estiver eu estou me afastando. Fiz o teste e tirei nota máxima e tenho certeza que todos(as) tiraram também, pois devemos julgar a nós mesmo, quanto a outrem, eles são seus Juízes, pois não é assim no plano Espiritual: somos Réus, Defensores, Promotores e Juízes de nós mesmos no Tribunal de nossas consciência? Creio que sim.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 18 de Junho de 2011, 19:10
Boa tarde querido amigo Marccello, caros amigos e visitantes!



Em torno da palavra falada


LEDA MARIA FLABOREA



“Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. Vede, pois, como ouvis”. – Jesus ¹ (Lc, 8:17-18.)

Em todos os lugares surgem pessoas que abusam da palavra, porque, ainda, temos dificuldade em controlar nossa língua. A palavra tem força e uma vez tendo sido dita, não será possível apagá-la. 

Entretanto, o falar não pode ser dissociado do ouvir. São duas faculdades que se completam, porque são interdependentes entre si. Se é importante o cuidado com o quê e como dizemos as coisas, também o é com o quê e como ouvimos aquilo que nos é dito. A palavra é forte fio condutor, tem força, e uma vez dita não poderemos mais conter-lhe o caminho, porque na outra ponta desse fio está o receptor, o ouvinte e, por isso mesmo, ela pode ser captada e espalhada como bálsamo ou veneno, paz ou discórdia, luz ou treva. Se de um lado temos quem fala, do outro surge quem escuta, ambos responsáveis por suas atitudes. Por isso disse Jesus que o homem fala do que está repleto o seu coração. E quem ouve também. 

Quando atentos, observando as pessoas ao nosso redor, poderemos perceber que dentro do nosso lar, ou mesmo fora dele, escutamos os mais variados comentários acerca de tudo e de todos. São comuns as discussões sobre o que acontece com a Natureza, sobretudo em uma época em que estamos acordando para a necessidade de preservá-la; comentários sobre os atos, fatos e boatos em torno das autoridades constituídas; observações sobre a vida alheia – pública ou privada –, esquecendo-se de que a vida do outro, como a própria palavra diz, é do outro, e não nossa; escutamos opiniões diferentes, coerentes ou descabidas, sobre os mais diversos assuntos, sejam eles na esfera da ciência, da política, da filosofia, da arte ou da religião. 

Todavia, podemos, ainda, observar que não é somente no campo intelectual que surgem descalabros, desequilíbrios, ao lado de colocações ponderadas e lúcidas. A própria sociedade é um verdadeiro campo de batalha nesse aspecto. De um lado, temos Espíritos nobres semeando bem e luz e, de outro, os semeadores da discórdia, da maledicência, da calúnia, perturbando a harmonia e o progresso de todos e de tudo.

O Apóstolo Paulo nos recorda, em sua carta a Tito, Capítulo 2, versículo 1, que devemos falar para o bem em atendimento à recomendação de Jesus, e para termos os ouvidos atentos àqueles que nos falam. Porque, muitas vezes, seremos chamados a falar nas mais diferentes situações: entre os bons, para falarmos do bem, do belo, do amor; entre os maus, tentados a caluniar, a julgar levianamente, destacando a maledicência como foco nas conversações. Assim, de desastre em desastre, vamos criando, em torno dos próprios passos, todas as desventuras que formos construindo no nosso caminhar, pois falamos hoje e pagamos a conta amanhã. Isso é da lei. Semeadura e colheita. Dependência perene... Resultado das nossas escolhas...

Mas, se já possuímos algum conhecimento evangélico e se não desconhecemos os valores do Espírito, precisamos ficar atentos para não usarmos o verbo, contrariamente, às orientações de Jesus. Falar o que o outro quer ouvir é fácil. Replicar-lhe o argumento, atendendo aos nossos interesses, também, não é difícil. Mas, ouvir-lhe com paciência e entendimento e falar-lhe com “a prudência amorosa e com a tolerância educativa, como convém à sã doutrina do Mestre, é tarefa complexa e enobrecedora, que requisita a ciência do bem no coração e o entendimento evangélico dos raciocínios”. ²

De tudo isso, podemos concluir que o problema não está no comentário em si – quem fala responderá pelas consequências que provocar –, mas na forma como o recebemos, tendo em vista que reagiremos a ele de acordo com nosso entendimento e sentimento. Por isso se faz tão importante compreender a nossa postura diante desse fato: Como estamos respondendo ao que ouvimos? Estaremos convertendo-o no bem ou no mal? Estamos espalhando, em consequência daquilo que escutamos, alegria ou sofrimento para aqueles que estão junto de nós? Ouvimos com malícia ou caridade?

A resposta honesta e transparente a essas questões é que nos dará a correta medida de como e o quanto estamos evoluindo, espiritual e moralmente, nesta nossa jornada planetária, no campo das relações interpessoais. 

Emmanuel lembra que precisamos aprender “a lubrificar as engrenagens da audição com o óleo do amor puro, a fim de que nossa língua traduza o idioma da compreensão e da paciência, do otimismo e da caridade, porque nem sempre o nosso julgamento é o julgamento da Lei Divina e, conforme asseverou o Cristo de Deus, não há propósito oculto ou atividade transitoriamente escondida que não hajam de vir à luz”. ³

Porém, como não dá para fazer tudo de uma só vez, a proposta é a que, num primeiro momento, aprendamos a controlar a língua para, depois, modificarmos a recepção do que ouvirmos, em atendimento ao convite de Jesus: caridade no ouvir, caridade no falar. 

Consoante a essa recomendação do Amado Mestre, Irmão X, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, narra uma pequena história com o título Os Três Crivos, que transcrevemos. Diz-nos ele:

Certa feita, um homem esbaforido achegou-se a Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:

– Escuta, na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...

– Espera!... – juntou o sábio prudente. Já passaste o que vais me dizer pelos três crivos?

– Três crivos? – perguntou o visitante, espantado.

– Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto aquilo que pretendes comunicar?

– Bem – ponderou o interlocutor –, assegurar mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...

– Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?

– Hesitando, o homem replicou:

– Isso não... Muito pelo contrário...

– Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.

– Útil?!... – aduziu o visitante ainda agitado – Útil não é...

– Bem – rematou o filósofo num sorriso –, se o que tens a confirmar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem edificação para nós...

Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questão de maledicência...

 

Bibliografia:

1 – LUCAS, 8:17-18.

2 – EMMANUEL (Espírito). Vinha de Luz, [psicografado por] F. C. Xavier – 14ª ed. FEB – RIO DE JANEIRO/RJ - lição 16.

3 – Id. Palavras de Vida Eterna, [psicografado por] F.C. Xavier – 20ª ed., CEC Edições – UBERABA/MG - pg. 122.



Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: flordelisMG em 18 de Junho de 2011, 19:25
Busquemos a nossa reforma intima, o que nos facultará um julgamento sincero sobre nossos atos. E para com os outros, porque não somos uma ilha.

RESPEITO MÚTUO

    Compadece-te dos que não pensam com as tuas idéias e não lhes encareces a vida em tua própria vida, afastando-os da senda a que foram convocados.
    Chamem-se pais ou filhos, cônjuges ou irmãos, amigos ou parentes, companheiros e adversários, diante de ti, cada um daqueles que te compartilham a existência é uma criatura de Deus, evoluindo em degrau diferente daquele em que te vês.
    Ensina-lhes o amor ao trabalho, a fidelidade ao dever, o devotamento à compreensão e o cultivo da misericórdia, que isso é dever nosso, de uns para com os outros, entretanto, não lhes cerres a porta de saída para os empreendimentos de que se afirmam necessitados.
     Habituamo-nos na Terra a interpretar por ingratos aqueles entes queridos que aspiram a adquirir uma felicidade diferente da nossa, entretanto, na maioria das vezes, aquilo que nos parece ingratidão é mudança do rumo em que lhes cabe marchar para a frente.
    Quererias talvez titulá-los com os melhores certificados de competência, nesse ou naquele setor de cultura, no entanto, nem todos vieram ao berço com a estrutura psicológica indispensável aos estudos superiores e devem escolher atividades quase obscuras, não obstante respeitáveis, a fim de levarem adiante a própria elevação ao progresso.
    Para outros, estimarias indicar o casamento que se te figura ideal, no campo das afinidades que te falam de perto, no entanto, lembra-te de que as responsabilidades da vida a dois pertencem a eles e não a nós, e saibamos respeitar-lhes as decisões.
    Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.
    Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.
    Decerto, transmitirás aos corações que amas tudo aquilo que possuis de melhor, no entanto, acata-lhes as escolhas se te propões a vê-los felizes.
    Respeita os pensamentos e afinidades de cada um e aprende a esperar.
    Todos estamos catalogados nas faixas de evolução em que já estejamos integrados.
    Se entes queridos te deixam presença e companhia, não lhes conturbes a vida nem te entregues a reclamações.
    Cada um de nós é atraído para as forças com as quais entramos em sintonia.
    E se te parece haver sofrido esse ou aquele desgaste afetivo, não te perturbes e continua trabalhando na seara do bem.
    Pelo idioma do serviço que produzas, chamarás a ti, sem palavras, novos companheiros que te possam auxiliar e compreender.
    Não prendas criatura alguma aos teus pontos de vista e nem sonegues a ninguém o direito da liberdade de eleger os seus próprios caminhos.
    Se as tuas afinidades pessoais ainda não chegaram para complementar-te a tranqüilidade e a segurança é que estão positivamente a caminho.
    E assim acontecerá sempre, porque fomos chamados a amar-nos reciprocamente e não para sermos escravos uns dos outros, porque, em  princípio, compomos uma família só e todos nós somos de Deus.

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel
(Texto recebido de Cristiano de Almeida)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 18 de Junho de 2011, 19:26
Boa tarde, querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!

                                                              NOSSA VIDA

Que o suceder de nossa vida não seja apenas um aglomerado, um passar de dias ociosos, fúteis, vazios de significado.

Que cada hora de nossa vida seja o agradecimento da oportunidade que nos está sendo dada.

Não importa a situação que ocupemos nesta vida na Terra: o grande executivo, o simples operário, a criatura humilde que passa despercebida de todos.

Temos o nosso papel de importância máxima no desenrolar da vida.

Não usemos a palavra como punhal para ferir, retalhar e destruir corações, causando mágoas, ódios e ressentimentos.

Que a nossa palavra seja bálsamo para aliviar a opressão, a tristeza, a escuridão que tantas vezes oprime os corações.

Ah, quisera eu que entendessem, agora, o quanto, na simplicidade da vida, no seu dia-a-dia, poderão ser úteis, com sua diligência, seu amor, seu gesto de atenção, sua serenidade na hora certa.

Que tal oportunidade não se perca ante tantas ilusões, tantas distrações do caminho!

Que não sejam cegos de alma, caminhando rumo a um objetivo sem nada mais verem ao seu redor, deixando de semear, alimentando-se de glórias efêmeras, para, ao fim, colherem apenas o vazio e a desilusão.

Semeemos enquanto caminhamos, sejamos generosos de amor, de sorrisos, de compreensão.

De pequeninos atos é feita a vida. Deus não espera de nós que conquistemos o mundo, mas espera que conquistemos corações, que alegremos a vida dos sofredores, que ajudemos a erguer os caídos.

Não foi entre grandes sábios que Cristo escolheu seus discípulos. Buscou-o entre gente simples, cuja riqueza só estava no coração, na alma que floresceria com os seus ensinamentos.

A glória do mundo é efêmera e traz o gosto do vazio e da desilusão. A conquista do reino espiritual nos dá a paz, a alegria imorredoura, a certeza de que jamais estaremos sós.

Façamos a nossa escolha, portanto, buscando para começo o equilíbrio, o comedimento das emoções e a fé inabalável de que o Cristo é para nós, agora e sempre.

                                                           Pelo Espírito Sheilla
(Mensagem psicografada por Sônia Maria Almeida no CEAK – Campinas?/SP, em 23/01/1997).
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 19 de Junho de 2011, 00:06
Fofoca e Maledicência.
O hábito da maledicência é bastante arraigado em nossa sociedade.
Chega a constituir exceção a criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes.
Mesmo amigos, não raro, se permitem criticar os ausentes.
Quase todos os homens possuem fissuras morais.
Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade.
Não é possível ver o bem onde ele não existe.
Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam.
Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo.
Encontrar prazer em denegrir o próximo constitui indício de grande mesquinharia.
Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira.
Freqüentemente quem critica o vizinho não tem coragem de fazê-lo frente-a-frente.
É uma grande covardia sorr ir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas.
Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.
Sendo verdadeiro um fato, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo.
A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante.
Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a única atitude digna.
Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputação de alguém, certifique-se da veracidade dos fatos.
Sendo verídica a ocorrência, analise qual o seu móvel.
Reflita se seu agir visa a evitar um mal considerável, ou é apenas prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor calar-se.
É relevante também indagar se você tem coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada.
Se o fizer, dará oportunidade para defesa.
Certamente a pessoa, objeto do comentário, possui a própria versão dos fatos.
Por todas essas razões, e outras tantas, jamais seja covarde.
A covardia é uma característica muito baixa e lamentável.
O fraco sempre escolhe vítimas que não podem oferecer defesa.
Agride de preferência as pessoas frágeis.
Quando não tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterfúgios.
Enlameia a honra alheia, faz calúnias, espalha insinuações maldosas aos quatro ventos.
O homem que é alvo do ataque de um covarde geralmente nem sabe o que lhe aconteceu.
Apenas se espanta ao deparar com sorrisos irônicos onde quer que vá.
Em ambientes em que era recebido calorosamente, agora só encontra frieza.
Percebe, perplexo, o afastamento de amigos e parentes.
As fisionomias outrora benevolentes tornam-se sisudas.
Raram ente alguém lhe esclarece a razão do ocorrido.
Assim, ele é julgado e condenado sem possibilidade de defesa.
Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde.
Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros.
Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino.
Certamente gostaria que a generosidade fizesse calar os seus semelhantes.
Ou ao menos que eles fossem leais o suficiente para falar às claras com você.
É preciso eliminar o hábito da maledicência.
Trata-se de um comportamento eivado de covardia.
E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde.
Pense nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:06
Olá querida amiga Edna!

"Identificar o que sinto é autoconhecimento.
O que fazer com isso é auto-enfrentamento."

Maravilhosa reflexão querida Edna!

Evolução só se consegue com consciência. Precisamos nos conhecer, descobrir nossos defeitos e parar de fazer as mesmas coisas que fazemos há anos, trazendo nos sofrimentos. Se não pararmos esse processo, vamos passar mais uma existência na repetição e não teremos aproveitado essa encarnação como deveríamos.

Obrigado querida! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:08
Olá querido amigo Ruy!

o ódio é o "Amor doente", e por incrível! Envenena quem odeia.

O amor é gratuito, nada espera em troca a não ser o bem do outro. O amor não julga, não se envaidece, nem se irrita quando o outro ainda não consegue enxergá-lo ou seguir-lhe os passos no mesmo ritmo.

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:11
Olá querida amiga Kátia!

devemos falar para o bem em atendimento à recomendação de Jesus, e para termos os ouvidos atentos àqueles que nos falam. Porque, muitas vezes, seremos chamados a falar nas mais diferentes situações: entre os bons, para falarmos do bem, do belo, do amor; entre os maus, tentados a caluniar, a julgar levianamente, destacando a maledicência como foco nas conversações. Assim, de desastre em desastre, vamos criando, em torno dos próprios passos, todas as desventuras que formos construindo no nosso caminhar, pois falamos hoje e pagamos a conta amanhã. Isso é da lei. Semeadura e colheita. Dependência perene... Resultado das nossas escolhas...

Devemos escolher ser e viver feliz. Trabalhando nossas imperfeições, evitando ser amargo, indesejável, mal humorado. Não passar um dia sem que alguma melhoria tenha ocorrido. Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje.

Obrigado Kátia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:13
Olá querida amiga Flordelis!

Para alguns terás sonhado facilidades econômicas e domínio social, contudo, terão eles rogado à Divina Sabedoria estágios de sofrimento e penúria, nos quais desejem exercitar paciência e humildade.
    Para muitos terás idealizado a casa farta de luxuosa apresentação e não consegues vê-los felizes senão em telheiros e habitações modestas, em cujos recintos anseiam obter as aquisições de simplicidade de que se reconhecem carecedores.

Nem sempre o que queremos é o que precisamos, graças à misericórdia de Deus temos sempre a oportunidade de nos transformarmos a cada existência terrena.

Obrigado Flordelis! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:15
Olá querido amigo Lima Gil!

Ah, quisera eu que entendessem, agora, o quanto, na simplicidade da vida, no seu dia-a-dia, poderão ser úteis, com sua diligência, seu amor, seu gesto de atenção, sua serenidade na hora certa.

É através da soma de pequenos gestos genuinamente construídos no dia a dia de nossas vidas  que atingimos consideráveis níveis de conhecimento em busca de nossa evolução.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:17
Olá querida amiga Maria!

Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde.
Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros.
Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino.
Certamente gostaria que a generosidade fizesse calar os seus semelhantes.
Ou ao menos que eles fossem leais o suficiente para falar às claras com você.
É preciso eliminar o hábito da maledicência.
Trata-se de um comportamento eivado de covardia.
E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde.

Devemos lutar com todas as forças para eliminar este terrível defeito.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:21
Olá queridos(as) amigos(as)

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.


Mágoa

Ausência do perdão.


Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.

A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.

Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.

De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.

A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.

Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.

Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...

O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.

Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.

Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.

Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.

Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.

Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.

Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.

Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.

Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.

"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.

"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Florações Evangélicas
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:23
Fábrica de Mágoas

A fábrica de mágoas está em alta e poluindo o mundo das boas energias.  A mágoa, Made in the World, é um produto fabricado facilmente pelos imprudentes e que entra tão suave no coração de qualquer um, muitas vezes machucando alguém por qualquer chateaçãozinha, ou um acontecimento desagradável.

Não vale a pena deixar que isso aconteça na sua vida, evitar que a mágoa seja mais uma coisa negativa no cardápio da sua vida é se precaver dos seus efeitos colaterais que são a tristeza, amargura,  sentimento ou impressão  desagradável causada por ofensa ou desconsideração, e descontentamento. O jeito é levar as coisas com bom humor, não se mostrar atingido pela força negativa, seguir em frente com pensamentos positivos e se distanciando daqueles que gostam de magoar o próximo.

Quem tem costume de agir assim, magoando os outros sem nenhuma consideração de respeito, com certeza é uma pessoa muito doente, menos evoluída que receberá um tratamento doloroso da escola da vida, que são as impiedosas palmadas e outras lições que a vida dá para que a pessoa aprenda a ser mais humilde. Se você que gosta de estar bem consigo mesmo, que quer fazer do seu dia mais um dia de alegria no coração, seja hábil ao se relacionar com um indivíduo negativo.

Não deixe que a mágoa ofusque o  seu bom humor e atinja àqueles que estão a sua volta, caminhe de cabeça erguida, fé em Deus e paz na alma, pois só assim a sua vida terá um sentido feliz.

Waldecy E. M. Esteves

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:26
Chico Xavier e o Mensageiro do Senhor

Transitou entre nós pelas sendas da Terra, um ser que, pelos dotes d´alma que conseguiu agregar-se ao longo das eras, estimula-nos à luta pela conquista dos mesmos valores, valores esses que exornam o Homem de Bem, conforme consta de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", no capítulo XVII, item 3.

Esse ser universal, irmão de todos os irmãos, amigo de todos os amigos, amor de todos os amores, foi Chico Xavier.

Para transmitir, com mais facilidade, a idéia do ângulo aqui desejado, sem pretensão de elogio, transcrevo o fato abaixo, narrado por Carlos A. Baccelli:

Principiou por contar-nos – estava atravessando um dos períodos mais difíceis da minha vida. Um companheiro muito querido havia nos deixado e, na soleira da porta de nossa casa, eu meditava a sós... Naquele momento, se eu precisasse voltar á terra natal, não possuía cinco cruzeiros no bolso para o ônibus... As lágrimas me escorriam pelas faces, quando, em meio a uma luz muito intensa, surgiu-me aos olhos a figura de um Mensageiro Espiritual, de elevada hierarquia, muito superior à condição de Emmanuel. Dizendo-me vir da parte do Senhor, ele começou a conversar comigo, interrogando:

O Senhor solicita lhe seja perguntado se quando Ele levou a sua mãe deste mundo, deixando-o órfão aos cinco anos de idade, você teve mágoa Dele?...

Surpreso com a sublime visita, respondi que não e o Mensageiro prosseguiu como se conhecesse, detalhadamente, cada trecho do caminho que eu havia percorrido até aquele exato momento.

Quando o impediu de estudar, através daqueles que lhe dificultaram acesso aos bancos escolares, negando-lhe as oportunidades que sonhava, você teve mágoa do Senhor ? Com o coração aos saltos, afirmei que não, porque o Senhor sabe o que é melhor para mim...

Quando Ele permitiu que você ficasse órfão pela segunda vez, subtraindo de sua presença aquela que foi a sua segunda mãe, deixando-o com doze crianças para sustentar com um reduzido salário, você teve mágoa do Senhor ?

Não, apressei-me a dizer, eu não poderia guardar mágoa alguma do Senhor...

E o Emissário Celeste, sem qualquer pausa na voz, continuou discorrendo sobre os pontos mais delicados da minha existência atual, sempre repetindo a mesma questão.

Quando perdeu a companhia de seu irmão José Xavier, que lhe era o apoio e o incentivo na Doutrina, ante o serviço a realizar, você teve mágoa do Senhor?

Não, chorei muito, e ainda choro, mas não senti mágoa do Senhor...

Quando, entre as flores que desabrocham no jardim promissor da mediunidade, surgiram os primeiros espinhos a lhe dilacerarem a alma, em forma de ingratidão e calúnia, você teve mágoa do Senhor ?

Não, repeli convicto, jamais tive mágoa do Senhor, a quem devo tudo o que tenho e tudo o que sou...

Quando Ele afastou o casamento de seus planos de felicidade e realização pessoal, você teve mágoa do Senhor?

Não, eu não posso me queixar de nada, pois tenho recebido bem mais do que mereço...

E, agora, quando, depois de tantos anos, dedicando-se integralmente ao Evangelho, vê-se abandonado por aquele em que repousavam as suas esperanças no entardecer da vida física, você sente mágoa do Senhor?

Não, respondi em lágrimas, seja feita a Vontade do Senhor...

Estabeleceu-se, então, entre nós, um silêncio que não ousei quebrar...

Depois de rápidos segundos, como se estivesse comunicando-se, telepaticamente, com os Planos da Luz, o Mensageiro concluiu:

O Senhor manda dizer-lhe que, doravante, nada há de faltar... Não tenha receios, porque Ele providenciará tudo o que você necessitar para prosseguir servindo-o entre os homens, na Terra...


Fonte:
Do Livro O APÓSTOLO DO SÉCULO XX - CHICO XAVIER - Weimar Muniz de Oliveira
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:31
Servindo para Esquecer

 
Cala no peito a mágoa que te atormenta; esquece a dor sombria que te acicata a alma, dando-te pensamentos tristes e escuros;

Esquece a traição que te parece sórdida e cruel;

Perdoa, retardando em ti, os efeitos molestos do rancor e da ira.

Estuga o passo, adiantando-te, pois ali adiante muitos sofrem, praticamente, à tua soleira.

Estende a mão para servir, esquecendo de tudo, e quanto mais te absorveres no serviço, mais e mais sairás do estado mórbido da auto-piedade, compreendendo que os que te ferem estão, certamente, mais enfermos que tu.

Perdoa a traição, refletindo que, à luz da reencarnação, em tempo passado, também traíste e a tua vilania estendeu sua sombra aos dias de hoje, alcançando-te.

Transfere a mágoa e o rancor para o mais longe de ti. Em seu lugar, coloca o amor, a caridade e a compaixão.

Procura no serviço ao próximo o bálsamo para as tuas feridas e, enquanto te ocupas com as dores alheias, os Bons Amigos aproximam-se, curando-te as chagas e acalmando-te as cores.

Faze-te necessário, pelo bem servir; ávidas, quantas mãos se estendem para a tua esmola!
Vai produzindo o bem, anulando as tuas angústias, tão pequenas, diante de outras dores.

Não desistas de praticar o amor-caridade; sê constante, a fim de que te sejam retirados os espinhos que te maceram a alma.

Lembra-te d'Ele, erguido na Cruz, e amando, perseverante, pacifico, perdoando até o último momento no grabato de dor.

Ama, também tu. Ama, sem temor; não desistas de amar. Jesus te ama e te aguarda; entra sem temor na sintonia d'Ele e confia.

Preenche os teus dias pela azáfama das tarefas benfazejas, e quando te deres conta, a vida te regalará com os louros da retribuição à constância do teu amor.

Esquece para servir; serve, para esquecer; constrói para crescer; cresce para construir. Serve sempre.


Lar Espírita Chico Xavier - Psicografado por Vera Cohim pelo Espírito Amélia
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:33
Pequena é a distância que separa a mágoa do ódio.

Basta o ofendido guardar a lembrança de um insulto recebido para, em breve tempo, transformar a mágoa em aversão e, daí, enveredar nas malhas do vil sentimento do ódio que retarda, por séculos, a oportunidade de progresso espiritual.

Compara-se o magoado ao imprevidente que vagueia, descuidado, à beira do penhasco. Ao menor tropeço, desequilibra-se, vacila, precipita-se no abismo, é tragado pela voragem do ódio.

Reter o ódio no coração invigilante provoca distúrbios emocionais, leva o homem à pratica de atos insensatos, que o fazem descambar, muitas vezes, para o crime.

Compete aos que se melindram facilmente exercer um rigoroso controle de suas emoções, recolher-se em oração na busca do reequilíbrio psíquico, em consonância com a exortação de Jesus: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação”.

O ódio demole, o amor edifica. Para que não sejam destruídas nossas perspectivas futuras de paz e de harmonia, sufoquemos, agora, a mágoa que nos aflige, antes que possa fazer-se ódio.

Lembremo-nos, sempre, do Provérbio de Salomão (10:12): “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”.

Lembremo-nos também da oração ensinada pelo Mestre na qual repetimos diariamente:

“Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aos nossos ofensores, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”

O mal que amiúde nos visita nasce, cresce e toma proporções desastrosas dentro de nós mesmos; origina-se de pequenos contratempos que nos tocam a sensibilidade, ferem a nossa vaidade, instalam-se em nossos corações como mágoas que relutamos em não esquecer.

É preciso também recordar as palavras de Jesus: “..... fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus ....”.
Se queremos alcançar a plenitude da luz, façamos o bom combate, lutemos sem tréguas para corrigirmos nossas íntimas imperfeições.

Com muita propriedade, afirmou Kardec que o verdadeiro espírita se conhece pela sua transformação moral e pelo esforço que envida no sentido de vivenciar o que aprendeu na Doutrina Espírita.

Felinto Elízio Duarte Campelo
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 04:37
Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa, da cama, ou de outro móvel qualquer?

Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos e deixa um hematoma no corpo.

Em princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada, e vai mudando de cor até desaparecer por completo.

Geralmente, o local fica dolorido e sempre que o tocamos sentimos certo desconforto.

A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo.

Agora imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do hematoma...

A dor é ainda maior e a cor se intensifica.

Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal ponto que a lesão se converteria num problema mais grave.

Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita no coração e é causada por uma lesão afetiva.

No primeiro momento a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e mais, caso haja ressentimento prolongado.

Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas vezes.

É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração.

Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes no mesmo lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite o ressentir continuado.

Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se transformar em câncer seria grande.

Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo.

A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração e nos permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando mais e mais.

Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções de quem a guarda no coração.

Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito muitas vítimas.

Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a esperança e a amargura se instala...

Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor, inimizade, antipatias.

Muitas vezes a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador consinta que ela permaneça em sua intimidade.

E com o passar do tempo ela se converte num algoz terrível, mostrando-se mais poderosa do que a vontade de seu portador para eliminá-la.

De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá.

E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem medir as consequências de seus atos.

Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados básicos.

O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre.

O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda, caso a mágoa aconteça.

O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno propício para a instalação da mágoa.

É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração, tornando-nos pessoas amargas e infelizes.


Agasalhar ódio, mágoa ou rancor no coração é o mesmo que beber veneno com a intenção de matar o nosso agressor.

Pense nisso, e não permita que esses tóxicos se instalem em seu coração.

Redação do Momento Espírita.
Em 17.08.2009.


Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 19 de Junho de 2011, 05:24
Bom dia, querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!

                                                        JAMAIS DESISTIR
E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. — Jesus (Marcos, 13:13).

Nenhum de nós se sentirá bem ante as faltas que poderia ter evitado. No entanto, nesses momentos malsucedidos, recorramos ao amor que merecemos para conosco.

A  intolerância e a culpa, a tristeza e a vergonha, quando nos fazem sofrer, são efeitos da nossa incapacidade de aplicar o autoamor, estabelecendo o clima da cobrança e da severidade, que constituem dolorosas prisões emocionais.

O tempo presente, porém, chama-nos para a lucidez moral. Compete-nos o perdão incondicional ante os dissabores com nossas atitudes, a tolerância com nossas faltas e brandura para recomeçar.

Comecemos indagando se algo nos impede, definitivamente, de retornar à luta.

Depois, oremos, suplicando a extensão da misericórdia celeste. Muitos erros de caminhada servem para sentirmos o quanto ainda somos suscetíveis à queda e para reconhecermos, com mais exatidão, a extensão de nossa fragilidade.

Em seguida, façamos um inventário de vitórias e esforços. Perceberemos o valor de continuar o bom combate sem tréguas.

Após esses passos, retomemos o trabalho honesto, e o tempo se encarregará do restante.

Não existe ascensão espiritual sem tropeços e enganos. Façamos o melhor que pudermos, mas, na hora infeliz e dilacerante do fracasso, pensemos em Deus e adotemos como compromisso jamais desistir de lutar e buscar a felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e reparação em favor da nossa paz.

                 Ermance Dufaux
(Psicografia de Wanderley Oliveira)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 19 de Junho de 2011, 05:31
Caros amigos e irmãos visitantes!

Fiquem com Deus!


                            NO TEU INTERIOR

A rigor, sombra ou luz são estados de tua própria alma.

Alegria ou tristeza emergem do teu interior.

Toda criatura encerra consigo um poder transformador.

O teu sorriso é luz que acendes na face, iluminando a Vida.

Alivia o teu coração do peso de toda mágoa.

Experimenta sentir contigo a leveza do perdão.

Não vibres negativamente contra os teus semelhantes.

Nem te regozes com o fracasso de teus desafetos.

O coração mais endurecido não resiste a um gesto de ternura.

Aproxima-te dos que se distanciam de ti, sem colaborares para que a distância se faça ainda maior.

Se da parte dos outros pode haver descaso, da tua pode existir indiferença.

Muitos têm inimigos, porque fazem questão de tê-los.

                   Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 19 de Junho de 2011, 14:39
Manutenção Preventiva de Seu Computador
Relato hoje algumas dicas de como manter o seu computador sempre operante e em bom funcionamento e ao mesmo tempo como devemos utilizar dessas ferramentas para aplicar sua essência em nosso próprio bem estar por uma reforma íntima:
1) Firewall ligado. Esse recurso impede a invasão em nosso sistema de programas e usuários desconhecidos protegendo a integridade de nosso computador. Devemos assim estar com esse recurso sempre ligado filtrando todos os nossos sentimentos ruins. Ao menor sinal de raiva, ressentimento, angústia, aflição, pensamentos negativos devemos bloqueá-los. Não é fácil ter um firewall eficiente, deve ser configurado da maneira correta para sair do modo de aprendizagem para o modo de bloqueio real. Uma maneira é verificar a intensão do próximo pelo comportamento; e na ora de agirmos – nos colocar sempre no lugar do próximo receptor de nossas ações para verificar se é válido essa comunicação.
2) Antivírus – Detectam e eliminam programas malignos em nosso sistema. Devem estar atualizados diariamente para manter seu banco de dados eficiente contra novas armadilhas. Em nosso caso, tudo o que produzimos de negatividade volta-se contra nós mesmos. Assim devemos eliminar todos os vírus que podem surgir em nossas vidas com a prática do perdão, da compreensão e paciência. O pior mal não é a ofensa que recebemos, mas o mal que geramos em nós mesmos para responder a altura tal agressão. Ativamos nosso antivírus quando não produzimos o mal em nós mesmos diante das agressões do mundo. Estamos assim limpos.
3) Antispyware e Malware - Esses programas de segurança evitam contaminação de programas espiões que infiltram em nossos computadores para roubar senhas, por exemplo. Conseguimos ativar esse sistema em nós mesmos quando não participamos de fofocas, intrigas e inveja contra o próximo. O controle de nossa fala é essencial para evitar contaminação.
4) Navegar em sites seguros na internet – Não entrar em  sites ilegais para baixar programas piratas e sites de pornografias. A maioria deles apresenta spywares e vírus. Em nossa vida privada devemos estar atentos com ética e busca moral para não desrespeitar os direitos do próximo não comprando produtos piratas, cópias e buscando a promiscuidade com efeitos certamente nocivos.
5) Usar Estabilizador de Voltagem ou No-break – A corrente elétrica apresenta grandes oscilações que queimam fontes e até mesmo prejudicam equipamentos importantes reduzindo a vida útil do HD e demais componentes. Assim temos que estabilizar nossas vidas praticando exercícios físicos e atividades culturais. Manter o bem-estar é nosso dever estabilizando assim nossa corrente de vida emocional. O stress produz doenças que diminuem certamente nosso tempo de vida e é nosso dever cuidar de nosso corpo físico. Caminhadas, jogos, leituras agradáveis, tocar um instrumento musical, participar de corais e outras atividades agradáveis estabilizam nosso emocional sendo essencial para que nosso equipamento mental dure o tempo que foi planejado pelos seus desenvolvedores.
6) Manutenção preventiva – Rotinas fáceis como um scandisk e a defragmentação do disco rígido são essenciais para a detecção de problemas e maior durabilidade do equipamento. Limpar os registros através de um bom programa e rodar o antivírus também ajudam. Assim também o deslocamento à um clínico geral para exames de rotina para a faixa etária de cada um é essencial – não para achar doenças, mas justamente manter o corpo sadio antes que elas  estabeleçam vínculos.
7) Produzir – Um equipamento parado certamente irá estragar. Assim também devemos nos realizar em todos os nosso setores da vida pelo trabalho intenso e persistente em um caminho planejado e revisto permanentemente pelas nossas vocações e dons. Teremos paz se estivermos certos de estar no caminho conscientes  de nossos atos perante o próximo. E teremos felicidade se o resultado de nosso trabalho for realizado produzindo boas ações a sociedade.    O maior é o que mais serve.
Um tipo de beneficência ao alcance de todos e que não se deve esquecer — ocultar os próprios aborrecimentos, a fim de auxiliar.
É provável hajas iniciado o dia, sob a intromissão de contratempos que te espancaram a alma. À vista disso, se exibes a figura da mágoa, na palavra ou na face, ei-la que se expande, à feição de tóxico mental, atacando a todos os que se deixem contagiar.
E qual acontece, quando a poeira grossa te invade o reduto doméstico, obrigando-te à recuperação e limpeza, após te desequilibrares em aspereza e irritação, reconhece-te no dever te reparar os danos havidos, despendendo força e diligência em solicitar desculpas e refazer os próprios brios, aqui e ali, como quem se empenha a suprimir os remanescentes de laboriosa faxina.
Se te alteias, no entanto, acima de desgostos e inquietações, mantendo tranqüilidade e bom ânimo, para logo a tua mensagem de otimismo e renovação prossegue adiante, de modo a espalhar bênçãos e criar energias angariando-te simpatia e cooperação.
Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.
Recordemos o donativo da paz que a todos nos compete distribuir, a benefício dos outros, evitando solenizar obstáculos e conflitos, aflições ou desencantos, que nos surpreendem a marcha. E permaneçamos claramente informados de que a única fórmula para o exercício dessa beneficência da paz, em louvor de nossa própria segurança, será sempre esquecer o mal e fazer o bem, porquanto em verdade, tão-somente a criatura consagrada a trabalhar, servindo ao próximo, não dispõe de recursos para entendiar-se e nem encontra tempo para ser feliz.
pelo espírito Emmanuel em psicografia de Francisco Cândido Xavier.
http://joanadarc.wordpress.com/category/reforma-intima/
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 21:49
Olá querido amigo Lima Gil!

Não existe ascensão espiritual sem tropeços e enganos. Façamos o melhor que pudermos, mas, na hora infeliz e dilacerante do fracasso, pensemos em Deus e adotemos como compromisso jamais desistir de lutar e buscar a felicidade, trabalhando, dia após dia, pelo reerguimento e reparação em favor da nossa paz.

Toda criatura encerra consigo um poder transformador.

Algumas vezes bate o cansaço, o desestímulo, a falta de perspectiva… por isso precisamos de um planejamento, uma programação, sob a orientação da doutrina espírita e dos cuidados da Espiritualidade amiga, caminharmos na direção da nossa depuração.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 21:54
Olá querida amiga Maria!

Os estados negativos da mente, como sejam tristeza e azedume, angústia ou inconformidade, constituem sombras que o entendimento e a bondade são chamados a dissipar.

Os estados de espírito se formam pela interação dos pensamentos com as emoções e sentimentos, e podem transformar-se num circulo vicioso, que é importante desmanchar o mais depressa possível, sempre que o seu teor seja de ordem negativa. Vamos conhecê-los melhor mais adiante.

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 21:59
Olá queridos(as) amigos(as)!

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.


A Vingança

Desejo de ir à forra.


A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. E, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem. Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame espírita. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: "Perdoai aos vossos inimigos", que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza.

Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio. Porém, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimi go, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo.

Esconde-se do outro, espreitando-o de contínuo, prepara-lhe odiosas armadilhas e, em sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno, Quando seu ódio não chega a tais extremos, ataca-o então na honra e nas afeições; não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, se vão avolumando pelo caminho. Em conseqüência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se de dar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam. Fica estupefato quando mãos que se lhe estendiam, agora se recusam a apertar as suas. Enfim, sente-se aniquilado, ao verificar que os seus mais caros amigos e parentes se afastam e o evitam, Ah! o covarde que se vinga assim é cem vezes mais culpado do que o que enfrenta o seu inimigo e o insulta em plena face.

Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar.

Júlio Olivier. (Paris, 1862.)
Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII – item 9
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:04
A vingança é o indício do primitivismo do homem, da humanidade e dos espíritos que ainda optam por ela.

Nunca esse sentimento deve fazer parte do coração de quem se diz Cristão, pois sabemos que o Mestre Jesus Cristo recomendou que perdoemos nossos inimigos ou aqueles, que cegos pelo egoísmo e orgulho, chamamos de inimigos.

A vingança tem efeitos altamente nocivos ao coração, pois ela envenena, fere e destrói. Aliada ao ódio, cólera, mentira e outros mais baixos sentimentos que possam vir com estes, disfarça-se para alcançar o objetivo de satisfazer seu íntimo, ferido em seu orgulho, e movido pelo egoísmo.

EGOÍSMO e ORGULHO, chagas da humanidade.

Deixemos a Vingança de lado! Deixemos de lado pois ela cria e forja grilhões dolorosos para as existências futuras, a fim de caminharmos mais um passo em direção da felicidade verdadeira.

Lembremo-nos que “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO”, e o verdadeiro Perdão é a maior caridade de todas.

Nós costumamos a achar, que nunca erramos, que somos perfeitos. Na verdade sabemos os nossos erros e os encobrimos. Porém quando aparece uma pessoa que não tem a afinidade necessária para conosco, nós nos armamos e ficamos aguardando para que a cada erro, a cada palavra dela, possamos ataca-la ou declara-la uma inimiga. As pessoas que nós amamos não são diferentes. Os parentes, os amigos, também erram, muitas vezes inconscientemente, e nos atacam, mas nós munidos de uma caridade e de um amor fora do comum perdoamos e abraçamos essas pessoas. Agora me digam: Porque que com o inimigo, ou uma pessoa que o nosso egoísmo e orgulho assim tachou, é diferente?

Desculpe se alguém esperava que eu dissesse que o inimigo deve ser açoitado, deve ser surrado, deve ser atacado. Não meus queridos!

O inimigo, ou a inimizade, ou a ameaça, é aquele véu que está no seu olhar, é aquele véu que está no seu ouvido, é o véu que está no seu tato, é o véu que está nas suas ações. É esse véu que impede você de ver a verdadeira pessoa que está a sua frente. É o véu que impede você de ouvir a palavra carinhosa que ela tem para você. É o véu que impede você de abraçá-la. É o véu que impede de ver o verdadeiro ser, dentro de cada um. É o véu que já coloca uma barreira entre nós e o próximo e, automaticamente, o consideramos uma ameaça.

Assim começam a ser forjados os grilhões que vão nos unir a está pessoa por, quem sabe, algumas reencarnações.

Seria alentador, confortável e até admissível que nós disséssemos “dê as costas ao seu inimigo” ou “não dê o primeiro passo”, não seria? Alguém tem alguma dúvida sobre o quanto confortável seria?

Mas não! Não foi isso que Cristo nos disse, não foi isso que Ele desejava.

Não é disso que é feito um Mundo Melhor, não é disso que é feito o Amor, não é disso que é feito a União, e não é isso que o seu íntimo deseja.

Hoje, meus caros, nós deixaremos no ar, apenas um momento de reflexão, porque na verdade o inimigo não é aquele que está na sua frente.

O seu inimigo é íntimo, o seu inimigo é interno, o seu inimigo nada mais é do que você mesmo. O seu inimigo nada mais é do que as barreiras que você põe para com as pessoas que estão a sua volta. Então, cada um de nós, sabe o que devemos fazer para perdoar, para termos compaixão com as pessoas, parentes, e aqueles que se dizem nossos inimigos, para com aqueles que nós tachamos como inimigos.

Meus caros, a reforma íntima é necessária, é saudável, é a base do mundo melhor. Não existe amor, não existe carinho, se não brotar de dentro dos vossos corações.

Nessa tarde maravilhosa, com as palavras de Jesus: “Amai os vossos inimigos”, com as palavras de cada colaborador aqui presente que explanou e leu os textos, nós deixamos as perguntas:

Você faz a sua parte?

Você faz sua reforma íntima?

Você está tratando do inimigo que existe dentro de você?

Você venceu o seu eu egoístico, o seu íntimo?

Você é capaz de fazer o Amor brotar e explodir do seu coração?

Quando isso acontecer não existirão mais amarguras, não existirão inimigos, pois o véu estará por terra, e o amor verdadeiro praticado por todos.

MENSAGEM APRESENTADA
Na Sociedade Espírita Colaboradores de Cristo
Em 22.10.2005
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:10
Professora mata a facadas deputado que acusou de estupro

Uma professora matou um deputado do estado indiano de Bihar a facadas nesta terça-feira como vingança por ter sido supostamente estuprada por ele durante mais de três anos, informaram fontes da polícia.

O deputado Raj Kishore Kesri, do partido hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP), estava acompanhado de amigos e familiares em sua residência na cidade de Purnia quando a mulher, Rupam Pathak, entrou no imóvel e cravou uma faca no baço do político, relataram fontes da Polícia e testemunhas à agência Ians.

Um parente de Kesri explicou que, ao ver o deputado no chão, pensou que tinha caído da cadeira.

"Me perguntei por que ele não se levantava. Só quando fui puxá-lo me dei conta de que estava sangrando profusamente", explicou S. Kumar à imprensa local.

Após perceberem o ocorrido, os guardas pessoais do político separaram a mulher de Kesri, que foi declarado morto no hospital para o qual foi levado.

Segundo algumas testemunhas, após o incidente a professora teria sido linchada, mas a versão foi desmentida por um policial. A suspeita "foi presa e está sendo interrogada", disse outro agente da segurança local.

No ano passado, a professora havia denunciado Kesri por estupro, crime que, segundo ela, se repetiu durante três anos, mas depois retirou a denúncia.

O chefe do Governo de Bihar e presidente do partido Janata Dal (United), Nitish Kumar, expressou seu pesar pelo fato e determinou uma investigação para esclarecer a morte do deputado.

Notícia publicada no Portal Terra, em 4 de janeiro de 2011.


Carlos Miguel Pereira* comenta

“(…) Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; (…) Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos (…)” (Jesus de Nazaré, em “O Sermão da Montanha”.)

Através da vingança, o indivíduo se julga no direito de punir quem o agrediu ou ofendeu. Francis Bacon descreveu-a como “uma espécie de justiça selvagem.”

Mas de onde surge este impulso vingativo e avassalador, responsável por tantos crimes e atrocidades? Só poderemos entender o comportamento humano na sua plenitude quando tomarmos em consideração a dualidade evolutiva espírito/matéria que nos acompanha. Somos herdeiros de uma evolução orgânica que se prolonga há milhões e milhões de anos, mas também somos o incompleto resultado da aprendizagem individual que o nosso Espírito foi adquirindo ao longo de vidas sucessivas. Com a evolução orgânica, para além do complexo aparelho físico que dispomos atualmente, revelamos ainda vestígios de comportamentos instintivos primários que nos ajudaram a sobreviver como espécie. A vingança, como arma de defesa e medida persuasora de novas agressões, foi um desses mecanismos instintivos. Já através da evolução espiritual, ao longo de milhares de anos de experiências e adversidades distintas, cada Espírito foi estabelecendo determinados padrões de conduta que gradualmente se foram transformando em traços marcantes da sua personalidade. Essa tendência individual, numa existência física, será potenciada ou depurada pela herança genética recebida e pelo ambiente cultural e social em que o indivíduo estiver envolvido.

Pelos padrões morais de grande parte da população mundial, a vingança é um comportamento negativo e desajustado que deverá ser evitado. A ideia da paz apenas ser alcançada através de atitudes pacíficas felizmente prevalece. Porém, ao assistirmos aos noticiários, verificamos que proliferam as atitudes de vingança: entre estados, povos, partidos políticos, times de futebol, mas também nas pequenas comunidades, nas empresas, entre vizinhos e até no interior dos lares. Se prestarmos atenção às conversas que se desenrolam à nossa volta, perceberemos os sentimentos de vingança que algumas contrariedades provocam: discussões de trânsito; picardias; humilhações; diferenças de opinião; pequenas mentiras; maledicências; traições; entre muitos outros problemas. Tudo isso é justificação para planos vingativos ou retaliações no mesmo número e grau. A vingança como mecanismo punitivo não desapareceu da nossa sociedade. O desejo de impingir sofrimento aos que nos magoaram ainda abunda na vida diária.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:13
A vingança infligida em consequência de uma ofensa que nos machucou coloca-nos ao mesmo nível moral do agressor. E se julgamos que vingança é unicamente matar alguém por um crime que nos roubou algo de muito precioso ou é agredir outro que nos caluniou ou antes difamar um inimigo na praça pública, estamos enganados.

Vingança não é apenas isso. Na verdade, cometemos pequenas vinganças a todos os instantes. Nos vingamos todas as vezes que repetimos comportamentos que nos magoaram com a justificação de que o outro também o fez. Quando desprezamos aqueles que nos desprezam, quando odiamos os que nos odeiam, quando devolvemos intrigas aos intriguistas, quando usamos a indiferença como resposta à ingratidão, entre tantos outros exemplos, estamos a exercer uma postura vingativa.

Normalmente, os impulsos vingativos são justificados de duas formas distintas: auto-defesa e justiça. Através desta ideia de justiça, aquele que nos prejudicou “precisa de pagar pelo que fez!”. Mas a justiça selvagem não é justiça, é vingança. Vamos dar os nomes certos às coisas.

Já a auto-defesa dispensa a retaliação. Quando alguém pretende se defender de possíveis agressões bastará, em situações normais, criar circunstâncias adequadas para que quem o quer agredir ou ofender não possa concretizar a sua intenção. A vingança cria ciclos intermináveis de violência, com retaliações atrás de retaliações, raivas recalcadas, agressões mútuas e obsessões doentias pelo desejo de sofrimento daqueles a quem se odeia. Estas lutas e perseguições não se limitam à dimensão física em que nos encontramos. A morte não coloca um termo no ódio, nem no sentimento de injustiça. A sede de vingança e retaliação continua no mundo espiritual, se agrava em outras vidas, se mantém ativa num nível de opressão e descontrole emocional terrível, através de obsessões espirituais perturbadoras, quando um dos contendores se encontra encarnado e outro desencarnado.

É um longo jogo do gato e do rato sem vencedores, apenas derrotados.

Essa perseguição obsessiva terá um fim? Só poderá terminar quando uma das partes da contenda, mesmo sentindo-se magoada, deixar de se concentrar nas suas mágoas e conseguir compreender a sua responsabilidade nas dores próprias, colocando em prática o princípio basilar do amor pelo próximo: “Faz aos outros o que gostarias que os outros te fizessem”. Daí brotará o botão da flor que colocará um ponto final neste ciclo de violência: O perdão.

* Carlos Miguel Pereira trabalha na área de informática e é morador da cidade do Porto, em Portugal. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Caridade por Amor (CECA), na cidade do Porto, e colaborador regular do Espiritismo.net.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:17
Vingança, filha da ignorância

É muito comum escutarmos que tal pessoa tem o gênio forte, porque não leva "desaforo para casa". Ou então, que se nosso "orgulho" for ferido, devemos devolver o insulto com a mesma intensidade. Não agir desta forma é visto como uma covardia, uma fraqueza, falta de personalidade.

Tomou-se como "ponto de honra" a necessidade de retribuir-se o mal com o mal. O resultado é que a cada dia aumenta a violência em todos os setores.

Não percebemos, mas contribuímos diariamente para que isso se propague.

Se analisarmos nosso cotidiano, veremos que tanto em nossa casa, no trabalho e até no lazer nos melindramos por qualquer discordância de ponto de vista. Também não deixamos que a opinião que emitimos seja contrariada; que nossos desejos, às vezes absurdos e egoístas, sejam ignorados.

Ai daquele que se opuser às nossas vontades! Mesmo que seja só em pensamento, passamos a desejar que aquela pessoa passe por poucas e boas. Sentimos uma estranha satisfação quando alguém que não gostamos ou nos desentendemos sofre dificuldade. Só isso já demonstra o que realmente temos dentro de nós: egoísmo.

Há casos, então, em que a vingança se torna patente. É o que acontece quando tomamos conhecimento de crimes hediondos. O primeiro sentimento é de desejarmos que o indivíduo sofra na própria carne a dor que fez ou outros passarem. Então, passamos a ser cúmplices da violência, incentivando-a inconscientemente.

Com isso, no quê nos diferenciamos dos animais?

A vontade de ver a justiça sendo feita muitas vezes nos torna injustos. Isso porque a visão da realidade que nos cerca pode ser distorcida por uma série de fatos, que vão desde o desconhecimento dos motivos do que está ocorrendo até a manipulação de informações.
 
Desenconrajar a vingança não significa ser conivente com o mal. Pelo contrário, mostra a necessidade de combatermos a maldade com razão e não com o ódio e a emoção que cegam e destroem.

Jesus disse que deveríamos ser prudentes como a serpente e mansos como as pombas. Neste ensinamento superior, o Mestre mostra sua sabedoria, pois se formos prudentes agiremos com cautela, previdência, em todos os nossos atos; com a mansidão, teremos respeito e amor, fazendo aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.

Leis existem e devem ser cumpridas. Sejam as leis humanas, das quais todos temos conhecimento; sejam as divinas, contidas no Evangelho de Jesus. Desrespeitá-las trará consequências, na medida e intensidade do descumprimento.

Por este motivo, não devemos buscar a vingança com as próprias mãos, ou nos satisfazermos com a dor de outra pessoa, por pior que esta pareça ser. Nem mesmo concordar que os crimes hediondos sejam pagos com a morte. No nosso planeta há seres de diferentes escalas de desenvolvimento moral e intelectual. Isso faz com que presenciemos atos lastimáveis, e não compreendamos como pode haver indivíduos que se comprazem em fazer o mal pelo mal. A impunidade às vezes os preserva das leis humanas, e isso pode nos revoltar.

Cuidado! Não nos esqueçamos das Escrituras, onde é claro que a "Vingança a Deus pertence". Não que Deus, o Pai criador, vá se vingar. Mas Ele criou as leis espirituais, dentre as quais está a de "Causa e Efeito", na qual tudo o que fizermos ao próximo, de bom ou ruim, será retornado a nós mesmos. É nossa própria consciência que nos cobrará, na vida material ou na espiritual, a verdadeira vida de que sempre falou Jesus.

Portanto, não há malefício que não seja cobrado; não há injustiça que não seja reparada. Tudo está sob os olhos do Senhor, mesmo que escape dos olhos dos homens. Disto não podemos duvidar.

Não deixar o mal se proliferar deve ser uma constante na vida do cristão. Mas a cautela deve acompanhar essa sede de justiça, para que não passemos de vítimas a carrascos.

"Em verdade vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...Pois, se amardes somente os que vos amam, se saudardes somente vossos irmãos, que fazeis de mais? ", afirma Jesus, lembrando que também os malfeitores fazem isso. No quê estaríamos nos diferenciando?

Teríamos algum mérito por só fazer o bem àquele que nos faz o bem? Jesus diz que não e a razão o acompanha.

Não há doce sabor na vingança, mas sim o amargor da perturbação e falta de paz, que nos acompanhará até à vida espiritual, levando a desequilíbrios e dores profundas.

Sejamos conscientes e não deixemos que a onda de violência tome conta de nosso ser. Precisamos começar a mudar a maneira de encarar a existência, pois como está em breve ficará difícil a convivência entre as pessoas. Há mais coragem em suportar um insulto do que em se vingar, disse Allan Kardec, codificador da Doutrina Espírita. E esse deve ser o objetivo de todo homem de bem, construindo um futuro novo no milênio que chega e nos aproximando da paz de Deus.

Carlos Fett
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:23
Muito interessante esta doutrinação a um amigo sofredor que foi conduzido a descobrir no passado as causas do seu imenso sofrimento. Ficámos a reflectir que o homem escreve no presente as páginas do seu futuro, em cada acto que pratica para o bem ou para o mal.

"Na noite de 12 para 13 de Agosto de 2007 manifestou-se uma entidade sofredora e revoltada. Havia mais de uma semana que alguns participantes do grupo lhe sentiam a presença através de diversos incómodos: noites mal dormidas (3 a 4 horas de sono), irritabilidade, falta de paciência... Após a oração de abertura e leitura de uma lição de ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, a entidade entabulou conosco o seguinte diálogo:

Doutrinador: Diz lá meu amigo.

Espírito: Amor?! O que é isso de amor?!

Doutrinador: Tu vieste aqui ter connosco, não é verdade?

Espírito: Amor. É só amor. Amor... Onde é que ele está?

Doutrinador: Ninguém te amou a ti, amigo?

Espírito: Eu só fui enganado.

Doutrinador: Enganado por quem?

Espírito: Por todos.

Doutrinador: Tu estás a referir-te a teres sido enganado materialmente?

Espírito: Ódio é o que eu sinto. Ódio!

Doutrinador: Sentes ódio ou alguém sentiu ódio por ti?

Espírito: Eu sinto ódio porque fui enganado.

Doutrinador: Ódio a alguém em particular, ou à humanidade em geral?

Espírito: Eu odeio!

Doutrinador: Mas odeias quem, meu amigo?

Decorrem alguns instantes (...)

Doutrinador: Quem é que tu odeias?

Espírito: Aqueles que me fizeram sofrer.

Doutrinador: Mas o que é te fizeram para tu odiares assim tanto?

Espírito: Ainda hoje padeço.

Doutrinador: O que é te fizeram para tu odiares assim tanto?

Espírito: Não interessa.

Doutrinador: Prejudicaram-te?

Espírito: E enganaram-me.

Doutrinador: E enganaram-te... Enganaram-te na vida afectiva ou material?

Espírito: Em todas. Arruinaram-me a vida.

Doutrinador: E tu odeias aqueles irmãos infelizes que te fizeram isso, não é verdade?

Espírito: Tu também odiavas, se te fizessem o mesmo.

Doutrinador: Não sei. Se calhar não passei por aquilo que passaste. Não me contaste.

Espírito: Não quero contar. Quero é cumprir com os meus planos.

Doutrinador: Mas, querido amigo. Tu queres fazer justiça com as tuas próprias mãos. E achas correcto isso?

Espírito: Também não é correcto o que me fizeram e eu vou-me vingar.

Doutrinador: Diz-me uma coisa: tu acreditas em Deus e na justiça divina?

Espírito: Justiça faço eu. Eu é que faço justiça com as minhas mãos.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:27
Doutrinador: Queres-te substituir a Deus, nosso Pai?

Espírito: Eu não me quero substituir a ninguém. Eu quero vingar-me!

Doutrinador: Não estás disposto a perdoar?

Espírito: Nunca!!! Só eu sei o que tenho passado!

Doutrinador: Diz-me uma coisa: será que tu, não fizeste, em tempos idos mal a alguém?

Espírito: Não! Não fiz nada!

Doutrinador: Então, procura lá recuar um pouco no tempo...

Espírito: Não quero recuar.

Doutrinador: Vamos lá relembrar. Vamos, meu amigo. Recua um pouco. Vamos ver. Vamos ver um pouquinho. Vamos ver se tu estás isento de alguma culpa. Vamos ver se não prejudicaste a alguém.

Espírito: Posso ter prejudicado. Todos nós fazemos asneiras. Mas mal como me fizeram não fiz a ninguém.

Doutrinador: Mas nada sucede por acaso. Tu disseste que não fizeste mal a ninguém da forma como te fizeram a ti, não é verdade? Mas vamos recuar um pouco no tempo.

Espírito: Não gosto que me toquem.

Doutrinador: Eu não te toco.

Doutrinador: Vá: vamos recuar um pouco no tempo. Vamos andar para trás.

Espírito: Para a frente é que eu vou andar!

Doutrinador: Vamos para trás, um pouquinho. (bocejos da entidade...) Procura lá. Procura lá relembrar...

Espírito: Não me toques! [A entidade recusa a imposição de mãos sobre a médium...]

Doutrinador: Não te estou a tocar, amigo.

Espírito: Estás-me a tocar!

Doutrinador: Vamos tentar recuar...

Espírito: Já te disse que não gosto que me toquem.

Doutrinador: Eu não toco. Vamos tentar um pouco no tempo. Vê lá. Vê lá o que eras antigamente.

Espírito: Olha... era um preto.

Doutrinador: E o que é que fizeste antes?

Espírito: Trabalhei que nem um escravo.

Doutrinador: E antes de seres preto, o que eras? Vê lá! Na vida anterior, porque tu já viveste muitas existências... Vê lá o que eras. Vamos recordar, amigo... Vamos recordar... Na vida anterior... Vê lá. Meu querido amigo. Observa.

Espírito: Não vejo nada. Dói-me muito a cabeça. [Recusa em recuar a vidas passadas]

Doutrinador: Procura ver.

Espírito: Quero ir-me embora.

Doutrinador: Vamos lá tentar ver antes, em vida anterior, amigo. Vamos a ver.

Espírito: Quero ir-me embora.

Doutrinador: Porquê, querido amigo? Não queres ver o teu passado? Antes de seres preto, antes de viveres essa tortura...

(bocejos da entidade...)

Vamos ver. Vamos recuar. Vamos recuar no tempo. Vá lá querido amigo. Muita luz sobre este nosso irmão...

(Decorre algum tempo...)

Espírito: Não! Aqui a fazerem-me coisas por artes mágicas?! Esse não sou eu! Não. Não me reconheço. Não! Não me lembro nada de ter feito essas coisas...

[Os participantes estão em oração e concentração]

Doutrinador: Observa, querido irmão. Quem estiver sem pecado que atire a primeira pedra. Tu nunca ouviste dizer?

Espírito: Só para tu não me voltares a tocar – estás sempre a tocar-me – eu vou-te contar. Mas isto não é verdade. Isto são artes mágicas que estão a fazer. Eu não faço estas coisas. Não me toques!!!

Doutrinador: Não te toco, querido amigo.

Espírito: Dizes que não, mas estás sempre a tocar-me.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:33
Doutrinador: Eu não te toco, querido irmão.

Espírito: Não gosto de ser tocado. E muito menos por homens...
Estava aqui a ver coisas muito estranhas. Muito estranhas, que não têm a ver comigo. Afogava crianças no lago. Crianças das escravas. Com as minhas mãos. A afogar crianças no lago. Que era para elas trabalharem e não terem que amamentá-las. E muitas eram minhas... hum... E o que é que uma coisa tem a ver com as outras?! Tenho a cabeça a rebentar... vim para aqui com dor de estômago... saio daqui com dor de cabeça. Ainda por cima fui dizer logo que um homem destes merecia passar por mil torturas... mas não sou eu. Não me venham cá convencer que sou eu, que não sou... Agora tenho que me convencer que fui eu que fiz isto e que passei por uma vida de escravidão, de maus-tratos, de humilhações, por causa disto, que fiz eu. Quando já não me lembro disto. Se fui já não me lembro!

(...)
Tenho que chamar os meus amigos para me tirarem daqui. Venham todos! Preciso de vocês.

Tirem-me daqui! Querem-me fazer desistir dos meus planos! Vou-me vingar nesta família toda.

E aqui está uma digna representante [refere-se a uma das pessoas do grupo mediúnico, que é familiar próxima das pessoas de quem a entidade se quer vingar; de nada sabíamos e não nos tinha sido solicitado qualquer pedido de ajuda]. Não tem nada com isso, mas eu tenho que me vingar da família. Escusa ela de pedir que eu desista. E vocês também! Agora que eu os encontrei nem tão cedo vou desistir!

Doutrinador: Mas, meu irmão... quem afoga crianças...

Espírito: Pois: é um homem horrível! Mas esse homem horrível não sou eu! Estão a tentar iludir-me! Eu bem conheço essas artes. Estão a tentar iludir-me para me convencer a desistir!

Doutrinador: Não fujas à realidade!!! Não fujas à realidade!!! Vivemos vidas sucessivas e não é por acaso que tu passaste a última existência debaixo de tormentos. A justiça divina cumpriu-se na tua última existência. Tu foste esse mesmo que afogava crianças, quer queiras, quer não. Reconhece.

Espírito: Não sei. Isso é um grande choque para mim. Tenho que investigar. Tenho que ir investigar e pensar muito bem no assunto. Que isso é uma grande surpresa para mim. Estou desorientado.

Doutrinador: Foi-te dada a ver a realidade, amigo. Por isso Jesus disse: quem estiver sem pecado, que atire a primeira pedra.

Espírito: Mas isso não quer dizer que eles sejam melhores do que eu... São orgulhosos... maus...

Doutrinador: O que importa é aquilo que tu és e o que tu queres ser. Os outros não interessam. Interessa é a tua evolução, amigo. Não ficares preso no ódio e desejo de vingança.

Porque isso revela, quando nós manifestamos esses sentimentos, revela que somos espíritos atrasados. Temos que mostrar que somos superiores. E é superior aquele que sabe perdoar.

Perdoa porque sabe que outrora cometeu erros semelhantes.

Espírito: As tuas palavras são boas. Mas eu não estou bem... Estou muito perturbado.

Doutrinador: É natural, amigo. Uma situação dessas, causa choque. Sendo revelada a verdade da nossa existência, de existências anteriores. Julgávamo-nos impolutos e vítimas. A vítima de hoje foi o carrasco de outrora. E todos nós outrora fomos carrascos (bocejos da entidade) Por isso de uma forma ou de outra liquidámos nossos débitos. E tu na última existência liquidaste os teus débitos. Livraste-te. Conquistaste. E eles serviram de pedra de escândalo. Por isso têm que responder perante a lei. Não é necessária a tua presença para eles terem que responder perante a Lei. Segue a tua vida. Perdoa e avança na tua evolução. É esse o melhor caminho. O sábio caminho. Mostra a tua superioridade, amigo. E perdoa.

Espírito: Estou muito doente. Devo estar com febres altas.

Doutrinador: Estão médicos aqui presentes, querido amigo. Abre esses olhos. Abre esses olhos espirituais para o que se passa aqui à volta.

Decorre algum tempo em silêncio e oração. (...)

Doutrinador: Rogamos-te, Pai Amado, ajuda para este nosso querido irmão, para que ele possa ser encaminhado para planos superiores, para uma colónia de auxílio, ser esclarecido, ser auxiliado, para que ele possa retomar a sua vida, um novo caminho isento de ódios e desejos de vingança, porque, Senhor, nada sucede por acaso. Tu és o Deus infinitamente bom, grande e justo, que nunca, mas nunca deixa nenhum dos seus filhos ao abandono. Não dá a um filho seu uma pedra quando ele Lhe pede um pão. Para este nosso querido irmão nós pedimos muita luz, muita paz. E da nossa parte, um grande abraço para ti, querido amigo. Que Deus esteja contigo.

Continua...
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 19 de Junho de 2011, 22:38
Passados alguns instantes manifesta-se o Amigo Espiritual que conduziu estes trabalhos...

Boa noite, meus irmãos.

Que a paz do Senhor fique convosco.

Vivemos, iludindo-nos desde o nascimento até ao nosso desencarne, crentes de que com a morte do corpo físico nada restará, ou algo apenas de muito vago, que desconhecemos completamente, se erguerá aos céus para vivermos em beatitude, julgando-nos merecedores de todas as honrarias, de toda a glória. Pobres pecadores que somos, viajantes de tantas e tantas jornadas, endividando-nos em cada uma delas e ultrapassamos, simultaneamente algumas dessas falhas tornando-nos sempre homens e mulheres um pouco melhores de cada vez. Essa é a lei, meus filhos, a lei do Universo da evolução infinita, no caminho da perfeição absoluta, ao encontro do Deus criador. Enleamos nossa caminhada que poderia ser rectilínea, rápida e alegre, enredando-nos cada vez mais, criando obstáculos desnecessários, obrigados a contornar essa mesma estrada por atalhos estreitos e pedregosos muitos deles, mas também nas lutas entre perseguidores e vítimas que se transformam por sua vez em carrascos.

Limamos cada vez mais nossas almas imperfeitas, como a pedra que se transforma, sob a pressão do martelo, em diamante de brilho esplendoroso e beleza impar.

Assim caminhamos mais lentamente do que deveríamos, mas sempre no sentido do Bem, do Amor, da Harmonia universais.

Mantenhamos a Esperança, a Fé e a Caridade por todos os que sofrem, abrindo nossos corações ao sofrimento, aos horrores que enfrentamos diariamente.


Sobre perturbações exteriores ocorridas durante a reunião:

… Não nos preocupemos demasiado, confundindo a forma com o fundo. Nossas mentes são geralmente as grandes causadoras dos nossos males, pois são elas que conduzem as nossas mãos para praticar tudo o que de mal o homem tem inventado.

Aqui tendes pois e meditai nas nossas palavras, nas lições que aprendeis com o sofrimento de alguns irmãos que aqui trazemos para que possais auxiliar-nos em nossos trabalhos humildes, mas que tantos necessitados dele beneficiam.

Sobre a existência de um espaço específico para reuniões:

[A existência de um espaço próprio para reuniões permite que] “melhor possamos protegê-lo com nossas vibrações, com vossos pensamentos e orações, impregnando todo o ambiente, e nós, trabalhando com nossas ferramentas no sentido de o resguardar de vibrações indesejáveis pois sabeis dos conluios que se estabelecem entre as mentes de encarnados e desencarnados, constantemente, em que sois apanhados muitas vezes desprevenidos por todas as imperfeições que carregais convosco, incluindo nós que teremos que estar duplamente atentos deste lado da vida, pois aqui o pensamento vibra com dupla intensidade e ao mínimo descuido entramos em percalços pouco agradáveis. A melhor defesa para todos nós é a oração, mantendo a mente desperta, alerta para os maus pensamentos que nos invadem ou que brotam do nosso interior.

Que a paz fique convosco, meus amigos.

Doutrinador: Obrigado, querido amigo. Podemos fazer duas perguntas?

Espírito: Uma apenas, pois a médium recebeu um amigo com vibrações muito densas.

Doutrinador: Certamente, querido amigo. A pergunta é esta: alguns elementos do grupo têm tido estas últimas noites...

Espírito: Já vos foi respondido. Este amigo já anda por volta de uns 10 dias perto de todos vós. Já anda há muito tempo junto da família da nossa amiga, perturbando, desorientando criando perturbações, grandes discussões, grandes raivas e rancores...

Doutrinador: E ele foi encaminhado, não é verdade, querido amigo?

Espírito: Irá descansar, durante largo tempo, até poder recuperar minimamente a sua lucidez para poder compreender totalmente tudo o que lhe aconteceu.

Doutrinador: Obrigado, querido amigo e irmão. Quereis deixar vosso nome?

[Após alguns instantes]

Espírito: João Bosco.

Doutrinador: Obrigado, querido irmão.

Espírito: Agradeçamos a Deus.

O doutrinador agradece a Deus e a Jesus e encerra a reunião.

[Nota: Não é a primeira vez que nosso irmão João Bosco se manifesta. Já o fez (e pensamos que mais do que uma vez – não temos a certeza) psicograficamente. Normalmente, nossos companheiros de ideal espírita duvidam de identidades de espíritos que foram e são entidades respeitáveis da igreja católica romana. Tal como em outras vezes, em que nomes conhecidos assinam as comunicações, tal é para nós secundário. O que nos interessa é a qualidade do trabalho – exercício activo da caridade - e qualidade do conteúdo da comunicação. Tudo o mais nos é secundário].

Manuel
Núcleo Espírita "Amigo Amén"
Santa Maria, 15 de Agosto de 2007

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Felipa em 19 de Junho de 2011, 23:45
SEGURANÇA ÍNTIMA
Embora atingido pela maleivosa insinuação da inveja, não te deixes arrastar à inquietação.
Não obstante a urdidura da maledicência tentando envolver-te em suas malhas, não te perturbes com a sua insídia.
Mesmo que te percebas incompreendido, quando não caluniado pelos frívolos e despeitados, não te aflijas.
Segurança interior deve ser a tua força de equilíbrio, a resistência dos teus propósitos.
Quem é fiel a um ideal dignificante não consegue isentar-se da animosidade gratuita, que grassa soberana, ou sequer logra permanecer inatacável pela pertinácia da incúria…
Somente os inúteis poderiam acreditar-se não agredidos.
O bom operário, todavia, quando na desincumbência dos deveres, experimenta as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem desanimá-lo.
De forma alguma concedas acesso à irritação ou à informação malsã na tua esfera de atividades.
Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos, quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em conduta correta em relação aos compromissos com Jesus.
Quem serve ao mundo e a ele se submete certamente não dispõe de tempo para os deveres relevantes, em relação ao espírito. A recíproca, no caso, é verdadeira.
Não te eximirás, portanto, à calúnia, à difamação, às artimanhas dos famanazes da irresponsabilidade, exceto se estiveres de acordo com eles.
Não produzem e sentem-se atingidos por aqueles que realizam, assim desgastando-se e partindo para a agressividade, com as armas que lhes são afins.
Compreende-os, malgrado não te concedas sintonizar com eles nas faixas psíquicas em que atuam.
Não reajas, nem os aceites.
Suas farpas não devem atingir-te.
Eles estão contra tudo. Afinal estão contra eles mesmos, por padecerem de hipertrofia dos sentimentos e enregelamento da razão.
Segurança íntima é fruto de uma consciência tranqüila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo.
Assim, não te submetas ou te condiciones às injunções de homens ou Entidades, se pretendes servir ao Senhor…
Toda sujeição aos transitórios impositivos das paixões humanas, em nome do Ideal de vida espiritual, se transforma em escravidão com lamentável desrespeito aos compromissos reais assumidos em relação ao Senhor.
Recorda-te dEle, crucificado, desprezado, odiado por não se submeter aos impositivos da mentira e das vacuidades humanas, todavia triunfante sempre pela Sua fidelidade ao Pai.
Pelo Espírito Joanna de Ângelis – Do livro: As Leis Morais da Vida, Médium: Divaldo Pereira Franco.
Acesse o nosso site: http://www.caminhosluz.com.br/

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 20 de Junho de 2011, 04:07
Bom dia, querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!


                                                         A CONSCIÊNCIA

Onde está inscrita a Lei de Deus?
― Na consciência.
(“O Livro dos Espíritos”, questão 621)


A consciência, por assim dizer, é a presença do Criador na criatura.

O drama evolutivo do Espírito é, unicamente, uma luta para harmonizar-se com a sua consciência.

Nada do que o homem precisa saber se encontra fora de si.

A voz da consciência se acentua com o grau de lucidez alcançada pelo Espírito.

Nos Espíritos de evolução primitiva, o instinto, sobrepondo-se à inteligência, impede que a voz da consciência seja perceptível.

Contrariar os alvitres da consciência é opor-se às Leis de Deus.

Os que, de maneira aparente, tentam ludibriar a sua consciência agem movidos pela insanidade ― não se pode dizer que estejam mentalmente sãos.

A culpa e o remorso são conseqüências de atitudes em desacordo com a consciência.

Os problemas de ordem psicológica, os mais diversos, são originários de conflitos com a consciência: as suas causas determinantes são de origem espiritual.

Ninguém estará de bem com a Vida, sem estar de bem consigo mesmo, o que, naturalmente, implica estar de bem com o próximo.

Raros são quantos se predispõem a “ouvir” o que a consciência lhes diz, porque sabem que dela não receberão aval para o seu modo de vida.

É impossível fugir à consciência e aproximar-se de Deus.

O espaço ocupado pela consciência no homem é muito maior que todos os implementos constitutivos do seu corpo e da sua alma.

O fanatismo religioso entorpece a consciência.

Em essência, o Espírito é só consciência ― ele está lá, o tempo todo, à espera de si mesmo.

A perfeição que se almeja é o império absoluto da consciência.

As aspirações de ordem superior têm a consciência como fonte.

Se os homens procurassem pautar-se pela consciência, o mundo bem depressa se transformaria.

Todos os interesses imediatos que o homem procura priorizar conflitam-se com os interesses da consciência.

Na Parábola do Filho Pródigo, contada por Jesus, a volta do filho à casa paterna acontece após ele ter caído em si, ou seja, tomado consciência de seus erros!

Cair em si
é deixar que o eu prevaleça sobre o ego, que o divino sobrepuje, em nós, a nossa própria condição humana.

Enfim, cair em si é despertar da hipnose que nos é imposta pela imperfeição, partindo as correntes da ilusão que nos mantém cativos à masmorra da ignorância.

                      Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: katiatog em 20 de Junho de 2011, 04:13
Boa noite querido amigo Marccello, caros amigos e visitantes!


Odiar é enfermar!     


FRANCISCO REBOUÇAS


      “Mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se  irar.” - Tiago, 1:19 (1) 



Embora não demonstrando claramente a intenção de mágoa, muita gente, diante do mal que recebe de outrem, aguarda silenciosamente a oportunidade de desforrar-se e, enquanto não executam os planos devidamente arquitetados, armazenam e convivem internamente com os tóxicos perniciosos e doentios que ela transmite aos seus portadores, muitas das vezes por tanto tempo, que não se dão conta de que estão enfermos da mente, perturbada, com a ansiedade de vingança.

Está comprovada cientificamente que os desregramentos seja de que ordem forem conduzem os homens ao despenhadeiro dos processos doentios, causando o enfraquecimento do sistema de autodefesa do organismo humano, levando a criatura também ao enfraquecimento dos valores morais e causando-lhe sérias perturbações psíquicas, que podem levá-la até mesmo à morte física.

Dessa forma, é prudente e aconselhável todo o cuidado e atenção para não deixar que os processos venenosos do ódio entorpeçam nosso discernimento, invadindo os recessos de nossa alma, incendiando-a com a chama maléfica da vingança destrutiva e condenável em todos os seus aspectos, pois, se não for logo detectada, tornar-se-á insaciável prejudicando primeiramente aquele que a cultiva.

Com todo o seu poder de contágio, o ódio comanda as emoções descontroladas, prejudicando completamente o discernimento e a razão da vítima de seus efeitos maléficos, e, mais, tem o poder de se alastrar como uma doença contagiosa, produzindo milhões de desgraças em todas as partes do globo terrestre.

Por ser o homem ainda portador de farta bagagem de natureza primitiva, onde acumulou as práticas de atitudes inadequadas para a sua atual situação de homem “civilizado”, todos estamos sujeitos, dessa forma, a quedas lamentáveis nas teias do ódio, o que nos torna carentes de muita vigilância e oração.

“Certo, o caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica; entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparece.” (2)

Assim sendo, necessário se faz toda atenção às nascentes do coração, de onde brotam nossos sentimentos, procurando evitar a todo custos os perigosos processos da animosidade, que nascem das discordâncias de algum ponto de vista de alguém em contraposição aos nossos, e geram as pequeninas discussões que devem ser bem esclarecidas de forma séria e respeitosa, a fim de se evitar as tolas querelas desnecessárias e condenáveis, que podem levar até mesmo às agressões verbais ou físicas, de conseqüências imprevisíveis.

Em qualquer situação, é conveniente manter sempre uma atitude equilibrada e pacífica, até mesmo quando provocado, evitando o revide, não se deixando envolver pelas vibrações de baixo teor moral, que só serviriam para fortalecer o mal com energia equivalente, colocando mais combustível na tocha já acesa.

“(...) É que toda palavra ofensiva exprime um sentimento contrário à lei do amor e da caridade que deve presidir às relações entre os homens e manter entre eles a concórdia e a união; é que constitui um golpe desferido na benevolência recíproca e na fraternidade que entretém o ódio e a animosidade; é' enfim, que, depois da humildade para com Deus, a caridade para com o próximo é a lei primeira de todo cristão.”  (3)

Diante de uma situação embaraçosa, se soubermos nos utilizar da força magnética do amor, mantendo-nos em equilíbrio, poderemos até mesmo transformar o inimigo de hoje em companheiro de amanhã.

Que o mestre de Nazaré nos guarde em sua doce paz.

Bibliografia:

(1) Epístola de Tiago, 1:19.
(2) Xavier, Francisco Cândido - Caminho Verdade e Vida, FEB, 1ª edição especial, cap. 77.
(3)  Kardec, Allan – E.S.E. – FEB, 112ª edição, cap. IX, item 4.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 20 de Junho de 2011, 04:32
Bom dia, querido amigo Marcello e caros irmãos visitantes!


                                                                 RESGUARDO
“Sem lenha, o fogo se apaga; e não havendo maldizente, cessa a contenda.”
                                                             (Provérbios, 26:20).


Quem semeia a discórdia está ateando fogo na mente alheia, e ficará envolvido nas cinzas da revolta e nos carvões da inimizade. Todo resguardo é pouco, diante dos impulsos da maledicência. Antes de falar, pensa: se fosse o Cristo, o que Ele diria?

Abster-se da intimidade alheia é vigilância nobre do homem de bem. Quando o teu próximo te faz confidente, lembra-te da decência das respostas. Não passes dos limites que o bom senso te reserva; cuida de meditar muito no que irás falar; coloca-te no lugar de quem está te revelando os seus problemas. Invertendo as posições, sentir-te-ás envolvido na sabedoria, apoiado pelo coração.

O acatamento devido, nas situações adequadas, estimula a tranqüilidade na consciência, limpa o raciocínio e promete esperança na vida, para a vida de Deus.

Sejamos discretos, no que ouvimos, educados no que sentimos e conscientes no que falamos, para que nossas mãos possam trabalhar livres no automatismo do bem da vida, em favor de todos.

Emprestemos nosso concurso a todo trabalho de benevolência, na hora em que formos convocados. Não exigir, no momento de ajudar, é caráter já firmado nos conceitos de Jesus e ambiente seguro para que Cristo nasça em nós.

O prazer da intriga é para quem despreza a fraternidade.

A língua, acionada pelo ódio, corrompe o ambiente de paz.

A contenda quase sempre nasce com o estimulante da vaidade e absorve o tempo em que o trabalho se expressaria como progresso.

Procura ocupar a tua mente com tudo o que diz respeito à nobreza, porque o vazio é morte e a morte é a vida que deixou de mover-se.

A prudência gera amizade, em todos os ângulos, e a amizade fortalece o convívio humano, dignificando a família e enriquecendo a coletividade.

Se te aparecer alguém falando dos outros, não o repreendas com violência, porque pode ser um doente. Às vezes, a doença nos faz esquecer que estamos ligados a todas as criaturas, pelo amor de Deus.

Há muitos modos de não se aceitar as idéias maldizentes, sem provocar revolta no detrator. Quem serve como instrumento de educação, não se irrita com simples banalidades dos que desconhecem as leis da unidade de Deus, conosco e com as coisas. O seu amor cobre todas as faltas e faz secar a fonte de todas as imprudências.

Sê discreto, onde estiveres; cauteloso, por onde andares; e vigilante, diante das influências dos outros, sem nunca alcançar os extremos onde o perigo maior está rondando. Confidencia com o Cristo no silêncio de tuas meditações. E com o teu desejo de servir melhor aos teus semelhantes e a ti mesmo. Ele, o Mestre dos mestres, não deixará de te ajudar, por vias que ignoras.

         Pelo Espírito Carlos
(Psicografia de João Nunes Maia)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Mariazinha C.Valenti em 20 de Junho de 2011, 14:20
REFORMA ÍNTIMA   Tema inspirado no livro   “A Vida Nossa de Cada Dia”   ( de M.C.V.)

Saímos das mãos do Criador, simples e ignorantes.  Na consciência de cada um, Deus colocou suas Leis.  Assim fomos colocados em contato com a matéria para adquirirmos experiência e crescermos espiritualmente com elas.   Gradativamente fomos ampliando nosso livre arbítrio. 
A medida que a nossa consciência vai desenvolvendo vai despertando, tanto para o bem como para o mal.   Assim, vamos nos tornando responsáveis pelos nosso atos.   Na luta pela sobrevivência desenvolvemos os meios de defesa, inclusive as malícias e a violência.   Mas, o Espírito foi criado para se tornar perfeito e só vai se completar através da REFORMA ÍNTIMA, superando viciações, orgulho, egoísmo, etc.
A Terra que no momento é o nosso planeta, é uma escola.   Cada encarnação pode ser comparada a um ano escolar.   Os problemas ou questões, as provas e os sacrifícios para passar para o ano mais adiantado, equivalem aos sofrimentos e experiências para conquistar encarnações futuras melhor.
Através das inúmeras encarnações vamos nos conscientizando da necessidade de desenvolver e aprimorar o sentimento de respeito e consideração ao próximo. Com isso vamos nos REFORMANDO INTIMAMENTE.
Um dia,embora muito distante ainda ,seremos completos e perfeitos.Estaremos amando realmente  nosso próximo.
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: RuyLFreitas em 20 de Junho de 2011, 23:28
Oi! Prezados Irmãos Companheiros de Jornadas.

Sabe o que eu descobri alguns dias atrás? Que eu ainda tenho duas árvores dentro de mim, a da vingança e a da maldade, sério mesmo! Explico: Eu estava assistindo um filme onde o Ator principal do bem lutou com o malfeitor, e quando ia exterminá-lo! Não é que eu queria que o bandido sofresse mais antes de ser morto, é mole? Então é que fui me ligar no que estava desejando. Daí peguei o controle e parti para o Discovery. Agora veja só o quanto temos que até mesmo evitar determinadas filmagens, para o nosso próprio bem, caso contrário regamos tais árvores inconscientemente, mas que regamos, regamos sim! Eis porque devemos sempre orar e nos vigiar.

Um forte abraço, cheio de Paz e Luz 
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 00:56
Olá querida amiga Maria!

O bom operário, todavia, quando na desincumbência dos deveres, experimenta as agressões de todo porte com que os cômodos e insatisfeitos pretendem desanimá-lo.
De forma alguma concedas acesso à irritação ou à informação malsã na tua esfera de atividades.
Quando te sentires compreendido, laureado pelos sorrisos e beneplácitos humanos, quiçá estejas atendendo aos interesses do mundo, contudo não te encontrarás em conduta correta em relação aos compromissos com Jesus.

Segurança íntima é fruto de uma consciência tranqüila, que decorre do dever retamente cumprido, mediante um comportamento vazado nas lições que haures na Doutrina de Libertação espiritual, que é o Espiritismo.

A felicidade reside na paz da consciência tranqüila do dever cumprido e, amando indistintamente o próximo, sem qualquer expectativa de recompensa pelo bem praticado, estaremos cumprindo o importante e inesquecível mandamento de Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”

Obrigado Maria! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 00:59
Olá querido amigo Lima Gil!

A culpa e o remorso são conseqüências de atitudes em desacordo com a consciência.

Os problemas de ordem psicológica, os mais diversos, são originários de conflitos com a consciência: as suas causas determinantes são de origem espiritual.

Ninguém estará de bem com a Vida, sem estar de bem consigo mesmo, o que, naturalmente, implica estar de bem com o próximo.

Quando alguém se equivoca por algum motivo e se arrepende, é compreensível que surja o sentimento de culpa. Não sendo a culpa um sentimento negativo em si, cumpre o papel de nos despertar a consciência para a renovação de atitudes, recompondo-nos moralmente.

Obrigado Lima Gil! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:03
Olá querida amiga Kátia!

Em qualquer situação, é conveniente manter sempre uma atitude equilibrada e pacífica, até mesmo quando provocado, evitando o revide, não se deixando envolver pelas vibrações de baixo teor moral, que só serviriam para fortalecer o mal com energia equivalente, colocando mais combustível na tocha já acesa.

Diante de uma situação embaraçosa, se soubermos nos utilizar da força magnética do amor, mantendo-nos em equilíbrio, poderemos até mesmo transformar o inimigo de hoje em companheiro de amanhã.

“Não revidar ofensas, manter a consciência do dever acima de quaisquer conjunturas, perseverar quando outros abandonam ou são vítimas de defecções, porfiar no bem comum e viver a caridade sob todos os aspectos possíveis, dominados pelo amor que deflui do incomparável Amigo e Benfeitor, são as diretrizes de ontem como de hoje.”
Bezerra de Menezes.

Obrigado Kátia! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:06
Olá querido amigo Lima Gil!

Há muitos modos de não se aceitar as idéias maldizentes, sem provocar revolta no detrator. Quem serve como instrumento de educação, não se irrita com simples banalidades dos que desconhecem as leis da unidade de Deus, conosco e com as coisas. O seu amor cobre todas as faltas e faz secar a fonte de todas as imprudências.

Sê discreto, onde estiveres; cauteloso, por onde andares; e vigilante, diante das influências dos outros, sem nunca alcançar os extremos onde o perigo maior está rondando. Confidencia com o Cristo no silêncio de tuas meditações. E com o teu desejo de servir melhor aos teus semelhantes e a ti mesmo. Ele, o Mestre dos mestres, não deixará de te ajudar, por vias que ignoras.

Aquilo que falamos revela em muito da nossa identidade espiritual, como também assinala as companhias espirituais que podem estar a nosso redor, sintonizando-se com o nosso modo de ser, pensar, agir e conversar. Devemos saber que no campo da palavra a regra é a mesma: a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Obrigado Lima Gil! ;)

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:12
Olá querida amiga Mariazinha!

O Espírito foi criado para se tornar perfeito e só vai se completar através da REFORMA ÍNTIMA, superando viciações, orgulho, egoísmo, etc.

Um jovem foi ao médico, queixando-se de dores abdominais. Tendo sido atendido pelo médico, este atencioso, realizou exames, fez entrevistas, e ao final chegou ao diagnóstico: Cirrose hepática, doença do fígado por ingestão de bebida alcoólica. Enfermidade conhecida e facilmente tratável, receitou um tratamento, onde o paciente deveria tomar uma medicação, fazer caminhadas diárias, ao final da caminhada realizar algumas ginásticas. O paciente saiu satisfeito pois veria-se livre de suas dores. Ao final de um mês, retornou novamente o paciente ao consultório médico, onde o doutor o atendeu solícito.

Há doutor! O tratamento não deu resultado, pois continuo a sentir dores. O profissional estranhou, pois tinha confiança em seu diagnóstico, mas voltou a examiná-lo.

- O senhor tomou o remédio que lhe receitei? Sim senhor doutor, certinho, três vezes ao dia!

- O senhor fez as caminhadas para melhorar a circulação? Cinco quilômetros todos os dias doutor!

- O senhor fez as ginásticas como recomendado? Uma hora diária após as caminhadas doutor!

- O senhor parou de beber? Não doutor... doutor continua doendo...

A medicina terrena trata das enfermidades do corpo físico, o Espiritismo trata das enfermidades do espírito (estando ele encarnado ou não). O médico nos escuta, analisa, faz exames e nos recomenda um tratamento. A Casa Espírita, nos escuta, analisa, consola, e também nos recomenda mudanças de atitudes; mas esta vai mais além em nosso benefício, pois nos fornece o passe magnético, a água fluidificada e em alguns casos tratamentos de desobssessões.

Mas assim como no caso do paciente enfermo, se quisermos melhorar, cumpre que façamos a nossa parte mudando as nossas tendências negativas, ou ficaremos indefinidamente tomando remédios, realizando caminhadas, fazendo ginásticas, recebendo passes, tomando água fluidificada...

Emmanuel, em uma de suas mensagens no diz: “O pastor conduz o seu rebanho, mas são as ovelhas que andam com as próprias pernas”.

Obrigado Mariazinha! ;)




Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:18
Olá querido amigo Ruy!

Agora veja só o quanto temos que até mesmo evitar determinadas filmagens, para o nosso próprio bem, caso contrário regamos tais árvores inconscientemente, mas que regamos, regamos sim! Eis porque devemos sempre orar e nos vigiar.

Devemos manter a nossa mente sempre equilibrada dos maus pensamentos e sentimentos, evitarmos as conversas negativas, maldosas. Quando não for possível ajudar, de forma presencial, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e que só sintonizam com o lado negativo das coisas. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas que percebemos, pela nossa consciência, que são nocivos.

Obrigado Ruy! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:26
Olá queridos(as) amigos(as)!

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Culpa

É o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. Emoção destrutiva e estática de auto-cobrança diante de um erro sem nada fazer para repará-lo.


Fugas pela Culpa

Comumente ouve-se justificativa para alguém escusar-se ao serviço de socorro ao próximo, como, por exemplo, a alegação de que não é perfeito e, portanto, não possui as condições exigíveis para o exercício das ações de enobrecimento.
 
Muitos indivíduos alegam que carregam muitas culpas conscientes quanto inconscientes de gravames que foram perpetrados e que os atiraram no poço da amargura, tomando-os indignos de realizações elevadas.
 
Seria de indagar-se, quais as qualidades exigíveis para a prática do amor nas suas múltiplas expressões sob a inspiração do anjo da caridade?

Oferecer-se um copo com água fria ao sedento, doar-se uma côdea de pão ao esfaimado, um vaso de leite ao enfermo, modesta moeda ao necessitado, um gesto de compaixão, uma palavra gentil, um aperto de mão, são tão espontâneos fenômenos humanos, que não exigem elevados sentimentos morais, bastando somente o desejar-se auxiliar...

São tantas as formas de exteriorizar gentileza e bondade, que não se toma indispensável uma situação espiritual superior para apresentá-las.

Através da ação fraterna e natural adquirem-se os títulos de enobrecimento moral, superando-se as tendências perniciosas que escravizam o indivíduo, mantendo-o nas paixões dissolventes, e que passam a diluir-se, quando ocorrem os atos de amor, cedendo os espaços mórbidos à beneficência.

Certamente, a culpa é algoz impiedoso que se esculpe na consciência e, à semelhança do ácido corroi as vibras emocionais da sua vítima, enquanto é conservada.

Por essa razão, deve ser racionalizada de maneira tranquila e diluída mediante as aplicações dos valiosos dissolventes do amor em forma de edificação de outras vidas.

Quando alguém se escusa a ajudar, não está sendo impedido pela culpa, mas pelo egoísmo, esse genitor insensível da indiferença pelo sofrimento dos outros, distanciando-se, na desdita em que se compraz, dos recursos eficientes para a aquisição da paz interior.

Todos os seres humanos, de uma ou de outra forma, carregam algumas culpas, inclusive aquelas que lhes foram impostas pelas tradições religiosas absurdas, que se compraziam em condenar ao invés de orientar a maneira eficiente de libertação dos equívocos em que se tombava.

Dessa forma, existem marcas psicológicas ancestrais que afligem, mas podem ser anuladas mediante o conhecimento da realidade e dos legítimos valores morais que são as regras de bem viver, exaradas no Evangelho de Jesus, e sintetizadas no Seu conceito sublime, que é não desejar nem fazer a outrem o que não se gostaria que lhe fosse feito.

* * *
A aceitação honesta do fenômeno culpa pela consciência constitui excelente aquisição emocional para o trabalho de diluição dos fatores que a geraram.

Uma análise sincera do acontecimento produz compreensão em torno da ocorrência do fato infeliz, levando-se em consideração as circunstâncias do momento, o estado emocional em que se encontrava o indivíduo, a sombra predominante...

O erro é sempre resultado do nível de responsabilidade imposta pela consciência. Quando se trata de algo planejado com objetivos perniciosos, certamente os danos produzidos são muito mais graves, transformando-se em conflito psicológico de ação demorada. No entanto, quando outros fatores imprevistos desencadeiam a atitude maléfica, é compreensível que a responsabilidade se apresente menor.

Em face disso, afirmou o Mestre de Nazaré: Mais se pedirá àquele que mais recebeu, estabelecendo que o conhecimento é fator predominante em relação à responsabilidade dos atos humanos.

A questão da culpa é tão relevante que, analisando o drama da mulher surpreendida em adultério, Jesus exarou o surpreendente conceito: ... E aquele que estiver sem culpa, que lhe atire a primeira pedra.

É compreensível que, seja qual for a forma como se deu a instalação da culpa, é sempre resultado da longa aprendizagem a que o Espírito se encontra submetido no compromisso da autoiluminação, transformando ignorância em conhecimento, instinto em discernimento lógico e em razão, primarismo em sabedoria...

Já constitui um passo significativo a sua identificação, que significa o começo da sua superação.
Nenhum recurso mais eficiente para a sua eliminação do que todo o bem que se pode fazer, porquanto, o auxílio ao próximo, à comunidade, a contribuição ao bem estar geral, proporcionam recuperação do equívoco de maneira judiciosa e edificante, resultando em fator de progresso geral. Isto porque, sempre que alguém cai, que se compromete, a sociedade com ele tomba, sendo natural que, ao elevar-se alguém, com ele a sociedade se erga.

O auxílio fraternal, portanto, é valioso contributo psicoterapêutico para a libertação de quaisquer transtornos emocionais, ao tempo em que constitui eficiente método pedagógico para a aquisição da harmonia interna com a consequente aprendizagem em torno dos objetivos relevantes da vida.

Sacrifica, pois, a comodidade disfarçada de conflito de culpa ou equivalente, e faze a tua parte no concerto terrestre, modificando as estruturas atuais do comportamento social e criando novas condições para o progresso geral.

A felicidade somente se instalará na Terra quando as criaturas humanas compreenderem que o auxílio recíproco é recurso precioso para o equilíbrio entre todos.

Enquanto houver segregação, discriminação, miséria de uns e excesso de outros, exorbitância de poder ou de fortuna em poucas mãos com a escassez na multidão, o sofrimento permanecerá como látego sobre o seu dorso, até o despertamento consciente e a mudança inevitável de conduta.

* * *
Aquele que dispõe dos recursos superiores da existência como saúde, beleza, fortuna, lar feliz, inteligência e conhecimento, não havendo feito o uso dignificante, retorna ao proscênio terrestre, em situação de carência, a fim de aprender aplicação de valores e solidariedade.

Nunca desconsideres o poder dos pequenos gestos de bondade e de amor que fazem muita falta entre os seres humanos.

Por mais insignificantes que pareçam, constituem notas musicais da grande sinfonia da vida vibrando no universo.

Toma parte na extraordinária orquestra do bem, contribuindo com o que possuas.
 
Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na tarde de 29 de maio de 2009, no G19, em Zurique, Suíça. Em 11.09.2009.

Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:29
“Mesmo se a culpa de infama,
Abraça o bem por crisol.
Embora algemado à lama
O lírio perfuma o sol .”

Virgílio Brandão


Nas vivências diárias, em razão da imprudência que ainda nos caracteriza a imaturidade psicológica, é muito comum termos algum pensamento menos feliz, dizermos desavisadamente algo que fira ou melindre a outrem, sermos indelicados no trato com o semelhante, gerenciar mal os relacionamentos, extravasar as paixões, manifestar comportamentos indevidos...

Na maioria das vezes, ato contínuo ao erro ou gravame em que incorremos, damo-nos conta de que não procedemos adequadamente, instalando-se em nosso íntimo um sentimento desagradável, que nos constrange frente ao sucedido, gerando grande inquietude. Este sentimento é a culpa.

Variando em número e grau, o sentimento de culpa pode resultar em pequenos conflitos ou em grandes dramas, muitas vezes transcendendo os limites de espaço e tempo da vida atual, com raízes que se aprofundam em numerosas existências passadas e que se projetam na direção das existências futuras.

Podemos, a rigor, classificar o sentimento de culpa em dois tipos: o primeiro seria decorrente de uma ação intempestiva, na qual não havia a intenção de causar nenhum prejuízo, embora implicando em dano para alguém. É, por exemplo, quando falamos algo no calor de uma conversa que acaba magoando o interlocutor, as vezes uma pessoa muito querida para nós. O segundo tipo, por sua vez, resultaria de uma ação planejada, na qual fica claro o propósito de prejudicar alguém. São os ódios materializados, as vinganças levadas à cabo, as agressões...

No primeiro tipo o sentimento de culpa surge quase que de imediato ao fato sucedido, enquanto que no segundo é frequentemente muito tardio.

Independente da gravidade da ação equivocada, quando o sentimento de culpa se manifesta traz consigo uma sensação estranha, difícil de explicar, da qual queremos nos livrar do modo mais rápido possível. Aí é que mora o perigo, pois na ânsia de nos livrarmos da culpa acabamos nos tornando reféns dos chamados mecanismos de defesa do ego.

Alguns passam a projetar a sua culpa entre aqueles com quem dividem a intimidade; outros a reprimem, não querendo admiti-la; inúmeros a racionalizam, na tentativa de justificá-la, mesmo que com motivos desarrazoados; muitos, ainda, se escoram na negativa, fingindo para si mesmos que não há nada de errado, que tudo está bem...

Semelhantes atitudes são alternativas falsas, pois buscam camuflar ou escapar ao problema sem, entretanto, resolvê-lo. O sentimento de culpa segue presente...

Diante de algum erro e do sentimento de culpa que o acompanha, Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, explica que “arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências ”.

Depreende-se, desta explicação, que a libertação do sentimento de culpa só se efetivará se atendidos os seguintes pré-requisitos: reconhecer o erro e arrepender-se; encarar o erro de frente e suportar as suas inevitáveis consequências; buscar repará-lo de alguma maneira.

Arrependimento, expiação e reparação...

A quadrinha que encabeça esta reflexão, psicografada pelo médium Waldo Vieira, assinada pelo Espírito Virgílio Brandão, poeta cearense que viveu entre 1885 e 1943, sugere apropriadamente qual deve ser a nossa posição ante à culpa. Em harmonia com a proposta kardeciana, ela propõe que, sem desconsiderar nem supervalorizar a culpa, nos fixemos nas tarefas do bem, caminho seguro e certo para a reparação, lembrando-nos que do meio da lama é capaz de surgir o lírio, exalando o seu peculiar perfume.

O mal, portanto, se apaga com o bem...

Na imagem poética, a lama representa os nossos erros e culpas; o lírio, a nós mesmos; e o sol, a Divindade...

Em nossa romagem da Terra para o Céu, sempre em busca de Deus e de nós mesmos, é preciso desabrocharmos, isto é, desenvolvermo-nos plenamente, qual o lírio belo e perfumado, libertando-nos em definitivo dos erros, enganos, ilusões, culpas...


Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:32
Culpa por ter cometido aborto ou pensado seriamente em fazê-lo:
 
Se você fez, já pensou seriamente em fazer ou já ocasionou um aborto procure não mais pensar nisso nem cometê-lo  outra vez. Caso você tenha feito, já fez, portanto não há o que fazer pelo passado. Se alguma vez isso já ocorreu é um sinal indicativo de seu nível evolutivo. É importante que você deixe de se preocupar com a possibilidade de qualquer punição pelo seu ato, porém é necessário você entender os motivos que lhe levaram a agir assim. Além de você se preocupar com o que possivelmente teria ocorrido com o ser que nasceria, pense em você e na sua natureza interior. Analise que, permanecer na culpa não lhe levará à percepção de si mesma.

Quando a culpa se instala a mente fica no círculo vicioso inconsciente à procura de alívio através de uma punição qualquer. A consideração do aborto como hipótese para resolver um problema associado à gravidez é um sinal indicativo quanto à forma de perceber a Vida. Desde o simples desejo de cometer até a realização do ato significa que você tem uma forma própria de encarar e avaliar a Vida, sobrepujando a  ela seus valores sociais e culturais. Uma gravidez inesperada ou indesejada, em situações de vida adversas, pode pesar sobre você como um problema a mais.

Porém a visão imediatista acentua o sofrimento e não permite perceber que a nova vida que surge significa também um novo recomeço para você, exigindo flexibilidade ao  encarar seus antigos moldes de felicidade.

Talvez seja mais adequado, em lugar de se atribuir culpa e inconscientemente exigir sofrimento, buscar meios para aprender a valorizar a Vida através de experiências ricas que a tornem a mais alta ocorrência da Natureza. Valorizar a Vida é dar esperança aos que sucumbiram nela e que não mais acreditam na própria capacidade de superar seus conflitos. Estimule e possibilite que a vida continue para aqueles que vivem circunstâncias  cármicas difíceis. Ter outro filho pode ser uma saída, mas é importante também acolher, nutrir e estimular a Vida. A solução, portanto, para o problema do aborto,  cometido ou pensado, dá-se com o passar a valorizar a vida em s ua totalidade, desde o ser mais simples até as mais altas expressões de vida. Passe a pensar, falar e agir valorizando a vida e dando esperanças em favor dela. Sua felicidade se encontra longe da culpa. Livre-se dela assumindo seu presente, desta vez diferente do passado.   

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:34
Culpa pela traição conjugal:
 
Se você viveu ou vive tal situação, na qual você foi ou é agente de uma traição, não se deixe vencer pela culpa.

Certamente que essa ocorrência tem um significado sério em sua vida e não deve ser tratada de forma simplista. Analise a coerência de suas atitudes em relação às suas emoções e seus compromissos, isto é, verifique se você age como pensa e sente. Certamente há um descompasso entre sua ação e seu compromisso com o outro e isso se dá por razões que só você sabe quais são. Suas emoções e desejos contra-dizem sua razão. O desejo de ligar-se a outra pessoa movido por uma paixão, transformada ou não em amor, não lhe permitiu tempo suficiente para liberar-se do compromisso anteriormente assumido. Reflita sobre sua culpa e verifique o quanto ela lhe impede de encontrar uma solução para seu conflito. Assuma a responsabilidade s obre seu ato buscando encontrar a verdadeira natureza do sentimento que o leva a ligar-se a outra pessoa. Tente separar suas queixas da primeira relação, que certamente existem, da satisfação encontrada na segunda. Caso seu novo sentimento seja correspondido e não se baseie exclusivamente na satisfação sexual, verifique se ele se encontra suficientemente maduro para que você venha a assumi-lo em definitivo. Sua decisão deve contemplar a responsabilidade em assumir as conseqüências de forma segura e consciente. Caso venha a optar por uma separação procure não tomar decisões sozinho ou sozinha.

Separar-se por causa de outra pessoa pode ser um equívoco de difícil reparação. A decisão pela separação deve ser acompanhada de profundas reflexões sobre suas dificuldades em se relacionar com o outro, responsabilizando-se por suas limitações e considerando que poderá repeti -las na próxima relação, caso não se proponha ao aprimoramento pessoal. A falta de auto-análise e a ilusão de que “só outra pessoa me fará feliz” são alguns dos motivos determinantes da fugacidade de muitas uniões ‘modernas’. Lembre-se de que você pretende se libertar de um vínculo não estruturante, portanto inadequado ao seu processo evolutivo.

Quando a decisão for a separação do vínculo mais recente deve-se ter consciência dos motivos que fizeram com que ele surgisse e das razões para que seja rompido. Certamente ninguém se liga a uma segunda pessoa sem que haja algum vazio na primeira relação e esse vazio deve ser percebido e preenchido na própria relação. Quando a separação for do vínculo mais antigo e se pretenda dar continuidade ao mais recente, é preciso que se tenha em mente a necessidade d e machucar o menos possível as pessoas envolvidas. Lembre-se de que sua felicidade não depende exclusivamente da  união com uma pessoa. Ser feliz é estar com a consciência tranqüila quanto às decisões tomadas, sem culpa e sem agressões a outrem.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:36
Culpa pelo desagrado  às ordens paternas ou às expectativas dos pais quanto ao próprio futuro:
 
Cada ser humano é uma humanidade em separado.

Cada um de nós tem em si um mundo próprio. Muito embora o condicionemos aos valores adquiridos, chega um dia em que desejamos que ele seja e aconteça como queremos, isto é, longe das pressões exercidas pela sociedade. Quando decidimos romper com os valores e com as expectativas parentais, geralmente vem a culpa e o sentimento de que as coisas podem dar erradas. Nem sempre sabemos administrar a liberdade que nós mesmos queremos. A prisão em que vivíamos era mais segura. Saímos dela e entramos em outras que nem sempre sabemos se são seguras. Perseguimos a liberdade, mas ela nos assusta. Precisamos aprender a desagradar quando isso for inevitável. A felicidade que se pretende pode exigir que saibamos receber o desagrado dos outros às nossas escolhas, principalmente quando temos consciência de nossos propósitos. Ninguém jamais conseguiria agradar a todos, visto que a unanimidade é impossível em face da diversidade de níveis evolutivos em que nos encontramos. Desagradar aos entes queridos por rebeldia significa viver em função dessa bandeira, isto é, de estar em oposição a alguém. Devemos aprender a não negar os outros, mas  afirmar nossos próprios  pontos de vista mesmo aos que a eles se oponham.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:39
Culpa por ter sido ingrato(a):
 
A gratidão é uma das virtudes mais fáceis de se praticar. A primeira gratidão que devemos manifestar é aquela que dirigimos a Deus pela vida que nos foi presenteada. A segunda é a que dirigimos aos pais, pelo corpo que nos deram, mesmo que eles não nos tenham dado mais nada. A terceira é aquela que podemos oferecer a qualquer pessoa que nos dê algo, mesmo que se trate de obrigação devida.

Há ainda aquela que devemos quando alguém faz algo por nós sem que tenhamos pedido. Quando deixamos de manifestar algum tipo de gratidão, nos sentimos culpados. O caminho é iniciar a partir de agora, a fim de que o futuro compense a ausência cometida no passado. Caso nossa ingratidão nos afaste de alguém, sempre se torna possível rever a atitude que tomamos e ir em busca da pessoa. Não permita que seu orgulho o leve à dureza do coração impedindo a conquista da felicidade. Seja sempre grato, pois a Vida é um presente irrecusável de Deus.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:40
Culpa por ter agredido alguém:
 
Ser agressivo é condição instintiva do ser humano que devemos aprender a educar.

Certamente você não é a única pessoa que se arrependeu de ter agredido alguém. Sua agressividade contida precisa ser educada através de seu direcionamento para a determinação em vencer seus desafios.

Sua impulsividade aliada ao seu orgulho lhe impede de expressar-se educadamente sem manifestar aquela agressividade. Isso prejudica seu bem estar e sua paz de espírito. A felicidade se torna difícil para quem ainda manifesta agressividade para com os outros. O caminho é o reconhecimento do equívoco cometido, mesmo que o outro tenha dado motivos para sua atitude agressiva. Pedir desculpas e reconhecer o próprio equívoco não são atitudes humilhantes. São sinais de grandeza e equilíbrio pessoal. São demonstrações de seriedade, respeito ao outro e coerência pessoal. Para que sua felicidade não seja impedida por equívocos agressivos no passado, faça o caminho de volta, na medida do possível, reconhecendo com humildade sincera  suas responsabilidades. Deixe a culpa de lado quando você se coloca disponível para o reconhecimento a qualquer tempo de seus equívocos passados. Seja feliz com a consciência tranqüila de que ninguém ficou sem saber o quanto você respeita a paz do outro.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:42
Culpa por ter perdido tempo na vida:
 
O tempo em que permanecemos no corpo físico é preciosa oportunidade de crescer, aprender e ser feliz. Nem sempre valorizamos a vida, aproveitando adequadamente as oportunidades que nos são oferecidas. Por vezes, cedemos aos convites que nos afastam de caminhos que, mais tarde, sentimos falta e que gostaríamos de ter trilhado. Desejos inadequados, antigos vícios, amizades inconseqüentes, dentre outros fatores, nos afastam do futuro que almejamos.
Chega um momento que, revendo o passado, nos arrependemos e nos culpamos pelos desvios. Porém nunca é tarde para recomeçar e não existe nada que não possa ser recuperado ou que esteja irremediavelmente perdido. O momento é sempre um novo tempo, pois a Vida nos presenteia com ciclos de renovação. Dê a você mesmo outras chances e quantas mais sejam necessárias. Faça um novo programa de recomeço, desta vez com a ajuda de alguém, para que não haja novas quedas, porém se ocorrerem, inicie de novo a jornada. Não há idade para que se veja um novo tempo, para viver uma nova vida. Não se arrependa mais pelo tempo perdido nem se culpe por isso. Aproveite o arrependimento que surgir e o tome como marco para o recomeço. Livre-se da culpa, saia da inércia e continue na busca de sua felicidade.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:43
Culpa por ter se omitido:

Pode ocorrer que, em algum momento de sua vida, você tenha sido obrigado a tomar alguma decisão e, por receio de errar ou de comprometer-se, não o fez. É possível também que, ao longo de sua vida, viu o tempo passar e, só mais tarde, percebeu que deixou de fazer muitas coisas importantes, por vários motivos, principalmente pela sua acomodação.

Algumas escolhas deixaram de ser feitas e você se permitiu perder o trem da história. Talvez sua ambição e suas fantasias quanto ao próprio futuro tenham sido maiores do que suas possibilidades reais de realização.

Qualquer que seja o motivo, lembre-se de que o futuro pode ser diferente do presente e que você pode modificar ambos. Comece a redimensionar sua vida de tal forma que algumas escolhas não feitas possam ter seus processos reiniciados e retomadas as possibilidades de realização de seus objetivos. Sua felicidade se realiza como um processo que pode ter seu início a qualquer tempo. Nunca é tarde para se adquirir o que é possível realizar-se. A felicidade passa pelo arrependimento por não se ter feito o que se deveria, mas também pela consciência de que se pode recomeçar em qualquer época e a qualquer idade.

Adenáuer Novaes
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 01:46
Culpa por não ter sido um "bom pai" ou uma "boa mãe": 
 
É muito raro se encontrar pai ou mãe que não ache que poderia ter melhor educado seus filhos.

Sempre quando eles apresentam alguns equívocos em seus comportamentos ou traços na personalidade, que nos parecem contrários aos valores sociais a eles transmitidos, achamos que erramos em alguma coisa. Não raro, evitamos que outras pessoas percebam aqueles traços, buscando escondê-los para que possamos nos orgulhar deles e assim posarmos como pais bem sucedidos. Não podemos esquecer que nossos filhos são espíritos reencarnantes e que trazem suas próprias marcas e traços de caráter. Por hereditariedade muita coisa se transmite, mas não o suficiente para comprometer a personalidade de alguém. Faça o melhor por seus filhos, principalmente dando-lhes carinho e possibilidades de administrar melhor a liberdade que irão usufruir com responsabilidade. A felicidade passa pelo dever cumprido no que diz respeito a educação dos filhos e também pela consciência de que eles são filhos de Deus. Para que a culpa não impeça sua felicidade veja-os como filhos seus e de Deus. Não se furte a ajudá-los em qualquer circunstância e a aproximar-se deles se, por algum motivo, tiver se afastado.

Adenáuer Novaes - Felicidade sem Culpa

Muita paz. :)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 21 de Junho de 2011, 04:09
Bom dia, querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!


             CULPA E DESAFIO

Admite a tua parcela de culpa.

Não apontes os outros como responsáveis pela tua infelicidade.

Mesmo tendo razão, não acuses, nem alardeies as faltas alheias.

A rigor, ninguém erra porque queira.

Supera os teus possíveis traumas absolvendo aqueles que não puderam oferecer-te mais.

Todos nos movimentamos dentro de certos limites.

Ninguém consegue, sem esforço de auto-superação, dar mais do que recebeu.

A compreensão pode suprir deficiências psicológicas.

Não te cobres em excesso e aprende a ser inteligente.

A aceitação do que és e do que os outros são –  eis o teu maior desafio.

                  Irmão José
(Psicografia de Carlos A. Baccelli)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Lima_Gil em 21 de Junho de 2011, 04:42
Querido amigo Marcello, caros amigos e irmãos visitantes!

Fiquem com Deus!

                                                   CONSCIÊNCIA DE CULPA

A consciência de culpa atinge o mundo íntimo da criatura, na qualidade de um autêntico flagelo.

A partir do momento em que se instala, desequilibra as emoções e pode levar à loucura.

A consciência pesada evidencia uma certa imaturidade psicológica, pois denota que a pessoa agiu em descompasso com seus valores ou ideais, ou o fez sem refletir, em um rompante.

O indivíduo por vezes se permite comportamentos incorretos, que lhe agradam às sensações, para posteriormente se auto-punir, entregando-se a arrependimento estéril.

A ciência dos erros passados pune com rudeza o infrator, perante si próprio, mas não o corrige para o futuro.

O cumprimento de uma penitência, embora constitua evento doloroso, nada repara e por isso não traz a plenitude psicológica curativa promovida pelas ações positivas.

O que foi feito não mais pode ser impedido ou evitado.

Disparada uma flecha, ela segue seu rumo.

Se uma ação foi ruim, o importante é reparar os danos que causou.

Todo homem que se considera fraco, não desenvolvendo esforços para fortalecer-se, torna-se de fato débil de forças.

É um sinal de covardia e infantilidade justificar um erro com auto-flagelação, sem sanar as conseqüências, tornando a ele na primeira oportunidade, sob a alegação de fraqueza.

É nobre assumir o próprio equívoco, meditar serenamente sobre ele, arcar de forma corajosa com seus efeitos e repará-los do modo mais perfeito possível.

O difícil processo de reverter os resultados de um ato indigno tende a ser eficiente antídoto para novas experiências.

Tome-se o exemplo de uma mulher que voluntariamente faz um aborto.

Sua consciência pesa e ela pode desenvolver neuroses variadas, mantendo a mente focada no agir equivocado, a essa altura irremediável.

Mas essa mulher também pode, de modo muito mais proveitoso, dedicar as horas de seu tempo dispensando amor e cuidados a crianças órfãs.

Ela teve a desdita de rejeitar o filho que Deus, em sua infinita sabedoria, lhe confiou, mas nada a impede de adotar, por filhos do coração, os pequenos desamparados do mundo.

O tempo aplicado nessa tarefa é infinitamente mais útil do que se for perdido em lamentações.

Além de desempenhar, de certa forma, a missão materna que lhe estava destinada, o contato com a infância desvalida pode sensibilizá-la para as inefáveis bênçãos da maternidade.

Tudo isso tem o condão de funcionar como medida preventiva de novos desatinos.

Por outro lado, o remorso inativo e estéril, ao desequilibrar a personalidade abre as portas para os mais diversos equívocos, dos quais nada de bom resulta.

A partir do momento em que se elege como meta uma vida de paz, com a consciência tranqüila, há um preço a ser pago: a perseverança no dever.

Dignidade, harmonia, equilíbrio entre consciência e conduta não ocorrem ao acaso e nem se podem improvisar.

Tais virtudes devem ser conquistadas no dia-a-dia, mediante seu perseverante exercício.

Mas, em face de dificuldades para agir corretamente, por uma atitude viciosa encontrar-se muito arraigada, há sempre um derradeiro recurso: a oração.

Deus dispõe de infinito manancial de paz, sempre à disposição de suas criaturas, desde que estas o busquem com sinceridade e fervor.

O homem manifestando a firme intenção de resistir ao mal, a divindade por certo o fortalecerá no bem, pois foi o próprio Cristo quem afirmou:

“Pedi e obtereis”.

             Joanna de Ângelis
(Psicografia de Divaldo P. Franco)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: filhodobino em 21 de Junho de 2011, 14:22
Amados companheiros de estudos da Reforma Intima...

tentações, arrastamentos, influências, erros, tudo contribui para o "start" da reforma visando auto-regeneração...
via self...
 - “Chispa divina” em forma de psiquismo inicial, possui todas as potencialidades imagináveis, que o tempo e as experiências fazem desabrochar através de sucessivas existências na forma orgânica.

Bem como nossos institutos de correção penal, que assim age para quem já abriu os olhos via remorços...
Daí o engano da pena de morte...A reforma deve sempre ser oportunizada...
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/ese-entendimentos-com-as-referencias-biblicas/780/#ixzz1PupUYdBj

Saúde e paz!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: filhodobino em 21 de Junho de 2011, 17:31
Amados Irmãos, companheiros do estudo da reforma intima...


- Apenas percebemos as informações que nos cativam ou atraem. Modela a mente o nosso interesse seletivo, e esta seletividade é tanto física, psíquica, mental quanto transcendental.
Nosso campo sensório só focaliza de modo claro aquilo que pode.
O mecanismo de defesa psicológico denominado:
 “desatenção seletiva”
faz com que retiremos de nossas experiências todos os elementos que podem, momentaneamente, nos desustruturar o campo emocional.
Essa “autodistração” não nos permite tomar contato com a realidade; em muitas ocasiões, ela nos protege dos golpes da vida, até que possamos reunir recursos para enfrentá-los e resolvê-los.
Só retemos o que conseguimos compreender ou assimilar.
HAMMED em A IMENSIDÃO DOS SENTIDOS - 6ª Ed. Boa Nova, 2000. - 29 –

Convenhamos irmãos...
Realmente, é muito bom pensar... Reformar atitudes e procederes, enfim nosso psiquismo...
Saúde e Paz!
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 21:29
Olá querido amigo Lima Gil!

Não apontes os outros como responsáveis pela tua infelicidade.

É nobre assumir o próprio equívoco, meditar serenamente sobre ele, arcar de forma corajosa com seus efeitos e repará-los do modo mais perfeito possível.


O exemplo torna-se fundamental na educação do espírito. Quando uma criança vê que seus pais não têm medo de admitir que cometeram um erro, estarão mais preparados para assumir responsabilidade por suas ações.  Se algo sair errado, aprende com mais serenidade os enganos e torna-se uma pessoa melhor e mais responsável.

Obrigado Lima Gil! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 21:32
Olá querido amigo Filhodobino!

tentações, arrastamentos, influências, erros, tudo contribui para o "start" da reforma visando auto-regeneração...

Realmente, é muito bom pensar... Reformar atitudes e procederes, enfim nosso psiquismo...

As idéias pedagógicas seriam muito mais eficientes se incorporassem a idéia de evolução espiritual, reencarnação e "causa e efeito", não só para ensinar tais conceitos às crianças, mas para mudar a maneira de entender a quem está sendo educado. Precisamos além de educar para a vida, educar também para a eternidade.

Obrigado Filhodobino! ;)
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 21:39
Olá queridos(as) amigos(as)!

Vamos dar continuidade aos estudos dos vícios morais.

Personalismo

Visão particular das coisas de um ponto de vista muito pessoal. Conduta daquele que refere a si próprio.

"O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidão. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo." (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro. Capítulo XII. Perfeição Moral. Parte da resposta à pergunta 917.)

Entre as expressões do egoísmo, vamos encontrar precisamente na grande maioria personalista as diversas formas, de comportamento, e mesmo a maneira de ser, caracterizadas pelo estado íntimo de rigidez e de autoconfiança nas idéias ou opiniões próprias. Esses tipos de indivíduos, pelas suas atitudes, acarretam, quase sempre, conturbações no convívio em grupos.

Vejamos alguns dos aspectos reconhecidos nas pessoas predominantemente personalistas:

a) Suas opiniões ou pontos de vista são sempre os certos e são os que devem prevalecer aos dos demais;

b) As experiências próprias são aquelas que servem de referência a resultados que se discutem com outros, desconsiderando em igual importância as experiências do próximo;

c) Em sociedades, as suas decisões e iniciativas, quando em cargo de mando, são quase sempre tomadas sem a participação dos demais;

d) Na condição de subalterno, nega-se à colaboração de um plano ou projeto quando sua idéia ou parecer não é aceito numa escolha em grupo;

e) Melindra-se na sua auto-importância quando não convidado a participar com destaque nas decisões relativas a empreendimentos do círculo que frequenta, muitas vezes até afastando-se ou ameaçando afastar-se de suas funções;

f) Sente-se valorizado quando nas funções de comando e dificilmente aceita ser conduzido pela direção de outrem;

g) Aborrece-se facilmente quando contrariado nos seus desejos ou idéias;

h) Num trabalho para obtenção de um resultado comum, acha ou age como se pudesse dispensar a cooperação dos demais integrantes;

i) A autoconvicção e a determinação nos seus propósitos é obstinada até mesmo quando incompatíveis com a situação do momento e a harmonização pretendida;

j) Teimosia e birra, revivendo questões ultrapassadas e contendas já superadas, onde sua opinião não foi seguida.

O personalismo tem sido, na humanidade, um fator impeditivo ao entendimento entre as criaturas. As lutas e separatismos são oriundos da inflexibilidade dos homens nas suas idéias e desejos. Dificilmente alguém cede em benefício da concórdia e renuncia aos seus anseios em proveito do bem comum. O egoísmo se manifesta acentuadamente nos tipos personalistas mais endurecidos. Para eles é difícil abrir mão das posições conquistadas e colaborar com espírito de caridade desinteressada.

O personalismo leva à não-aceitação, obscurece qualquer compreensão e impede a cooperação. O individualismo pode resultar do isolamento de alguns do meio comunitário, quer pela posição social, quer pela crença ou idéias políticas, filosóficas ou religiosas que adote. Esse individualismo pode agrupar homens dentro das mesmas tendências e idéias que lhes são comuns, constituindo, assim, sociedades, castas, seitas, correntes políticas, sociais e religiosas.

Ainda desse modo é fator de divisões, separações e contendas.

O personalismo desagrega os grupos, destrói a força de união, enfraquece o espírito de colaboração, incrementa a competição, amplia a luta pela supremacia, leva à discórdia e às querelas, conduz à agressão, aos embates e até a guerras. Ainda não aprendemos a viver num clima de cooperação, de auxílio mútuo, trabalhando juntos e unidos dentro de um objetivo, visando ao bem comum. O espírito de companheirismo, de confraternização, só será alcançado quando aprendermos a renunciar e a nos desprender do exclusivismo individual.

Ainda não entendemos com profundidade que "o saber não é tudo; o importante é fazer e, para fazer, homem nenhum dispensa a colaboração e a boa vontade dos outros" A importância e a superioridade que queremos dar à nossa participação, algumas vezes no próprio âmbito da tarefa doutrinária, é precisamente reflexo do nosso personalismo, da necessidade de reafirmação e da nossa vaidade. Não seremos nós que avaliaremos os resultados dos nossos trabalhos e aquilataremos a sua importância. O Plano Maior é que terá os meios de pesar os frutos do empreendimento social ou religioso ao nosso alcance, cuja relevância muitas vezes enfatizamos na nossa maneira apaixonada de ver as coisas.

Aquele que varre diariamente o chão, como sua parcela de auxílio, e nessa incumbência coloca todo o seu amor e desprendimento, poderá estar dando muito mais do que aquele que ensina por palavras, escreve páginas brilhantes ou exerce cargos de direção. Como o personalismo tem prejudicado o avanço da Doutrina de Jesus! O que ainda vemos são as divergências típicas de colocações e de pontos de vista, de posições filosóficas e, em decorrência disso, as divisões, como se animosidades oferecessem algum resultado prático e objetivo.

No tocante à Doutrina dos Espíritos, entendemos que a mesma dispensa defensores, zeladores ou guardas-de-honra; ela é verdadeira e evidente por si mesma. No entanto, precisa, sim, dos exemplos dos seus seguidores, para que seja cada vez mais respeitada pelos que não a conhecem. Diz-nos o próprio Codificador: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações".

Esse ainda é um desafio, e se preferirem, um paradigma que pode muito bem qualificar aqueles que se dizem seus adeptos e que se colocam como seus ardorosos defensores ou líderes, mas que resvalam exatamente nas exacerbações do personalismo, esquecidos de aplicar o esforço próprio no domínio das más inclinações. Só pelos frutos do trabalho conjunto, mais irmanados e menos pretensiosos, portanto menos personalistas, é que valorizamos em conteúdo a nossa parcela de colaboração, porque primeiro precisamos nos amar para juntos nos instruir, como ensina o Espírito de Verdade. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. O Cristo Consolador. O advento do Espírito de Verdade.)

Ney P. Peres
Título: Re: Reforma Íntima [Estudo Junho 2011]
Enviado por: Marccello em 21 de Junho de 2011, 21:50
É fato comum, infelizmente, encontrarmos no pensamento e nas atitudes de dirigentes espíritas a erva daninha do personalismo, quando vale mais a palavra de ordem de quem dirige, do que a palavra da doutrina espírita. Muitos fatores contribuem para o crescimento e alojamento do personalismo.

Entre as causas, a primeira, sem dúvida, é o egoísmo ainda inerente ao ser humano. O egoísmo pode mesmo cegar uma pessoa que, apesar de receber severas críticas por sua conduta, tudo leva à conta da inveja dos outros, quando na verdade está sendo alertada para uma mudança de atitude. Conhecemos uma pessoa, espírita convicta, que, em não levando em consideração as advertências dos amigos, recebeu espontaneamente mensagem dos espíritos com a mesma advertência, contudo, interpretou a palavra espiritual de forma totalmente equivocada, caminhando desde então para peri