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GERAL => Outros Temas => Espiritismo & Jovens => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2021, 22:14

Título: Horta, jardim e infância
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2021, 22:14
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   
Horta, jardim, infância


Nós temos que redefinir valores: como dignidade humana e sustentabilidade ambiental. Fritjof Capra


Quem me conhece um pouquinho sabe o meu amor pela flora, meu forte laço com a natureza. E, de outro lado, ao amor se soma um estado de alerta, de preocupação. Sobretudo em uma época na qual os hábitos sustentáveis são fundamentais para fazer oposição à escassez do verde, às condutas que ameaçam à nossa biodiversidade. Talvez por isso insista com a infância. Com os pais (ou os responsáveis) das crianças. Porque é na infância que inserimos valores e exemplos que guiarão estilos de vida e escolhas futuras.

Reitero com os pais a prática do semear, isto é, despertar na infância uma relação viva, curiosa e amorosa com o meio ambiente.

Fazer horta em casa? Preparar canteiro, adubar, semear, atender, esperar, contemplar, colher, compartilhar, desfrutar etc. – tudo isso alavanca espanto e admiração pela natureza.

Ter um jardim em casa? Convide o filho para jardinar. Sempre. Ao vivenciar as etapas do crescimento de uma planta no jardim, a criança estrutura suas próprias forças evolutivas e desenvolve de maneira espontânea uma atitude de atenção e amor pela natureza.

Crianças que cuidam de hortas, que fazem jardinagem, cultivam o tempo de maneira diferente daquelas que não o fazem. E assimilam a importância do cuidado, treinam paciência, empatia, senso de responsabilidade, entre outras competências e sensibilidades.

Nas cidades, grandes ou pequenas, onde muitas crianças vivem em apartamentos ou cada vez mais afastadas do verde, esse contato com a horta/o jardim implica uma função ainda mais relevante para o seu desenvolvimento e bem-estar.

E, enquanto as plantas crescem, as crianças crescem também. E crescem mais empáticas, mais conscientes de que somos parte da natureza e de que pertencemos à comunidade da vida, cujo sentido profundo de pertencimento será, para elas, a base para viver de forma ecológica e responsável.


              Eugênia Pickina









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!