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GERAL => O que é o espiritismo => Comunicabilidade dos Espíritos => Tópico iniciado por: acmv em 25 de Agosto de 2005, 15:46

Título: incorporação mediunica
Enviado por: acmv em 25 de Agosto de 2005, 15:46
olá a tds!
a minha duvida é a seguinte,se um médium cuja mediunidade já foi educada possui a capacidade de decidir quais os espiritos que incorpora, isso significa que evita encarnar os espiritos inferiores? isso não é uma forma de negar ajuda a esses espiritos, uma vez que não incorpora aqueles que não quer ou serão esses espiritos tão inferiores que não tÊm qualquer hipotese de ser ajudados sem ser atraves de uma nova encarnação?
porque razãa se nega um médium a incorporar um espirito, e que espiritos são esses?

Carina
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: M em 25 de Agosto de 2005, 18:16
Olá acmv, cara amiga!

Vamos cingir a nossa resposta aos médiuns espíritas, que são aqueles que melhor conhecemos. O trabalho mediúnico, no Espiritismo, é visto como uma tarefa como outra qualquer, a ser desempenhada com respeito e espírito caridoso. As reuniões mediúnicas, no Espiritismo, nada têm de passatempo, diversão ou curiosidade vã. Realizam-se reuniões mediúnicas principalmente para esclarecer Espíritos sofredores, e, dessa forma, ajudá-los a eles e aos encarnados que estes possam estar, na sua ignorância, a perturbar.

Vamos a um exemplo, um tanto simplório, para melhor me conseguir explicar: imagine que V. me deve dinheiro. Hoje à noite desencarno, e por eu ser um Espírito ignorante, que só dá valôr ao que é material, vou andar, já sem o meu corpo físico, a incomodá-la com a questão da dívida. Embora desencarnado, os meus pensamentos poderão, em certas circunstâncias, interferir com o seu equilíbrio, e V. começará a andar nervosa, esgotada, desorientada, etc..

Vamos supôr, então, que por V. ter pedido ajuda ou por eu ter ido "lá parar", eu compareço numa reunião mediúnica espírita. Poderei, como refere, usar o aparelho fonador de um médium para expôr o motivo da minha acintosidade. Mas numa reunião espírita nunca sería mandado embora, asseguro-lhe. Pelo contrário, sería muito bem acolhido, e os dialogadores presentes esclarecer-me-íam da minha condição de desencarnado, de que o dinheiro do lado de "lá" já não faz falta, que não devo incomodá-la, etc..

Não se diz, em hipótese alguma, que o Espírito ainda é ignorante e que só nova encarnação pode melhorar os seus conhecimentos e evolução moral. Sería descaridoso, e não sería verdade. Aprende-se também muito na erraticidade (intervalo entre vidas corpóreas).

Que Espíritos são esses? - pergunta. Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes. Nas sucessivas encarnações e períodos de erraticidade vão evoluíndo. Os Espíritos ignorantes são os que ainda não saíram do grau inferior da escala. Como entre os encarnados. Todos podemos constatar a diferença de evolução moral entre a Madre Teresa e o Bin Laden, entre o Mahatma Ghandi e o George Bush... Mas todos lá chegaremos, e os que já chegaram, também já foram mesquinhos e ignorantes.

N' O Livro dos Espíritos existe uma explicação sobre a escala espírita. Tem dez graus, porque se convencionou, para mais facilidade de entendimento. Uma busca na net (imagens) com as palavras - chave "escala espírita" permite aceder a versões dessa escala sob a forma de tabela.

Finalmente - fala-se de "incorporar" Espíritos por comodidade de linguagem; os Espíritos não "entram" no nosso corpo. Usam a nossa mão para escrever ou a nossa voz para falar.

Espero ter sido de alguma utilidade. Insista, sff, se tiver dúvidas.

M.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: M em 25 de Agosto de 2005, 19:14
(É um bocadinho extenso, desculpem)

http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1858/02b-escala-espirita.html

ESCALA ESPÍRITA
Revista Espírita, fevereiro de 1858

TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS
Caracteres gerais. - Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão ao mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que lhes são a conseqüência.

Têm intuição de Deus, mas não o compreendem.

Nem todos são essencialmente maus; em alguns, há mais de leviandade, de inconseqüência e de malícia do que de verdadeira maldade. Uns não fazem nem o bem e nem o mal; mas, somente por isso, que não fazem o bem, denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal, e ficam satisfeitos quando encontram oportunidade de fazê-lo.

Podem aliar a inteligência à maldade ou à malícia; mas, qualquer que seja o seu desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e seus sentimentos mais ou menos abjetos.

Seus conhecimentos, sobre as coisas do mundo espírita, são limitados, e o pouco que sabem se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corporal. Não podem, dela, nos dar senão noções falsas e incompletas; mas, o observador atento, freqüentemente, encontra em suas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação de grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.

Seu caráter se revela pela sua linguagem. Todo Espírito que, em suas comunicações, revela um mau pensamento, pode ser classificado na terceira ordem; conseqüentemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem dum Espírito dessa ordem.

Vêem a felicidade dos bons, e essa visão, para eles, é um tormento incessante, porque experimentam todas as angústias que, a inveja e o ciúme podem produzir.

Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corporal e essa impressão, freqüentemente, é mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos mates que sofreram e pelos que fizeram os outros sofrer; e, como sofrem por longo tempo, crêem sofrer sempre; Deus, para puni-los, quer que assim creiam.

Podem ser divididos em quatro grupos principais.

Nona classe. ESPÍRITOS IMPUROS. - São inclinados ao mal e dele fazem o objeto das suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e tomam todas as máscaras para melhor enganarem. Ligam-se aos caracteres bastante fracos para ceder às suas sugestões, a fim de compeli-los à sua perdição, satisfeitos em poderem retardar o seu adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas que suportam.

Nas manifestações, são reconhecidos pela sua linguagem; a trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos como nos homens, é sempre um indício de inferioridade moral, senão intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza das suas inclinações, e se querem fazer que se enganem, falando de modo sensato, não podem sustentar o seu papel por muito tempo e acabam, sempre, por trair a sua origem.

Certos povos fazem deles divindades malfazejas, outros os designam sob o nome de demônios, maus gênios, Espíritos do mal.

Os seres vivos que animam, quando estão encarnados, são inclinados a todos os vícios que engendram as paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, o embuste, a hipocrisia, a cupidez, a sórdida avareza.

Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, o mais freqüentemente, sem motivos, e, pelo ódio ao bem, quase sempre, escolhem as suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a Humanidade, a qualquer classe da sociedade a que pertençam, e o verniz da civilização não os garante do opróbrio e da ignomínia.

Oitava classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, malignos, inconseqüentes e zombeteiros. Imiscuem-se em tudo, respondem a tudo, sem se importarem com a verdade. Comprazem-se em causar pequenos aborrecimentos, pequenas alegrias, em atormentar, em induzir maliciosamente ao erro através de mistificações e travessuras. A essa classe pertencem os Espíritos vulgarmente designados sob os nomes de duendes, gnomos. Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que os empregam, freqüentemente, como o fazemos com os serviçais e operários.

Parecem, mais do que outros, apegados à matéria, e representam ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, seja porque habitam o ar, a água, o fogo, os corpos duros ou as entranhas da Terra. Manifestam, freqüentemente, sua presença por efeitos sensíveis tais como os golpes, o movimento e deslocamento anormal dos corpos sólidos, a agitação do ar, etc., o que se lhes faz dar o nome de Espíritos batedores ou perturbadores. Reconhece-se que, esses fenômenos, não são devidos a uma causa fortuita e natural, quando têm um caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir esses fenômenos, mas os Espíritos elevados os deixam, em geral, nas atribuições de Espíritos inferiores, mais aptos às coisas materiais do que às coisas inteligentes.

Em suas comunicações com os homens, sua linguagem, algumas vezes, é espirituosa e engraçada, mas, quase sempre, sem profundidade; ligam as bizarrices e os ridículos que exprimem em tiradas mordazes e satíricas. Se ostentam nomes supostos, mais freqüentemente, é por malícia do que por maldade.

Sétima classe. ESPÍRITOS pseudo-sábios. - Seus conhecimentos são bastante extensos, mas, crêem saber mais do que sabem em realidade. Tendo alcançado algum progresso em diversos pontos de vista, sua linguagem tem um caráter sério que pode enganar sobre as suas capacidades e as suas luzes; mas, o mais freqüentemente, não é senão um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas da vida terrestre; é uma mistura de algumas verdades ao lado dos mais absurdos erros, no meio dos quais descobrem a presunção, o orgulho, o ciúme e a teimosia dos quais não puderam se despojar.

Sexta classe. ESPÍRITOS neutros. - Não são nem bastante bons para fazerem o bem e nem bastante maus para fazerem o mal; pendem tanto para um quanto para o outro, e não se elevam acima da condição vulgar da humanidade, tanto pelo moral quanto pela inteligência. Participam das coisas deste mundo, das quais lamentam as alegrias grosseiras.

SEGUNDA ORDEM - BONS ESPÍRITOS
Caracteres gerais. - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e o seu poder para fazerem o bem estão em razão do grau que alcançaram: uns têm a ciência, os outros a sabedoria e a bondade; os mais avançados unem o saber às qualidades morais. Não estando, ainda, completamente desmaterializados, conservam, mais ou menos, segundo sua classe, os traços da existência corporal, seja na forma da linguagem, seja em seus hábitos, onde se encontram mesmo algumas das sua manias; de outro modo, seriam Espíritos perfeitos.

Compreendem Deus e o Infinito, e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une é, para eles, a fonte de uma felicidade inefável que não é alterada nem pela inveja, nem pelos desgostos, nem pelos remorsos, nem por nenhuma das más paixões que fazem o tormento dos Espíritos imperfeitos; mas todos têm, ainda, provas a suportar até que tenham atingido a perfeição absoluta.

Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem, na vida, aqueles que disso se tornam dignos, e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos naqueles que não se comprazem em suportá-la.

Aqueles em quem estão encarnados, são bons e benevolentes para com os seus semelhantes; não são movidos nem pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não sentem nem ódio, nem rancor, nem inveja, nem ciúme, e fazem o bem pelo bem.

A essa ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, sob os nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, deles fizeram divindades benfazejas.

Podem, igualmente, ser divididos em quatro grupos principais.

Quinta classe. ESPÍRITOS BENEVOLENTES. - Sua .qualidade dominante é a bondade; comprazem-se em servir aos homens e protegê-los, mas seu saber é limitado: seu progresso se cumpriu mais no sentido moral do que no sentido intelectual.

Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS.- O que os distingue, especialmente, é a extensão dos seus conhecimentos. Preocupam-se menos com questões morais do que com questões científicas, para as quais têm mais aptidão; mas, não encaram a ciência senão sob o ponto de vista da utilidade, e nisso não misturam nenhuma das paixões que são próprias dos Espíritos imperfeitos.

Terceira classe. ESPÍRITOS SENSATOS. - Suas qualidades morais, da mais elevada ordem, formam seu caráter distintivo. Sem terem os conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes proporciona um julgamento sadio sobre os homens e sobre as coisas.

Segunda classe. ESPÍRITOS superiores.- Reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Sua linguagem não respira senão a benevolência; é constantemente digna, elevada, freqüentemente sublime. Sua superioridade torna-os, mais do que aos outros, aptos a nos darem as mais justas noções sobre as coisas do mundo in-corpóreo, nos limites do que é permitido ao homem conhecer. Comunicam-se, voluntariamente, com aqueles que procuram a verdade de boa-fé, e cuja alma esteja bastante liberta dos laços terrestres para compreendê-la, mas se afastam daqueles que se animam unicamente pela curiosidade, ou que a influência da matéria afasta da prática do bem.

Quando, por exceção, se encarnam na Terra, é para nela cumprirem uma missão de progresso, e nos oferecem, então, o modelo da perfeição, à qual a Humanidade pode aspirar neste mundo.

PRIMEIRA ORDEM - PUROS ESPÍRITOS
Caracteres gerais. - Influência da matéria nula. Superioridade intelectual e moral absoluta com relação aos Espíritos de outras ordens.

Primeira classe. Classe única. - Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição, da qual a criatura é suscetível, não têm mais a suportar nem provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à encarnação em corpos perecíveis, para eles, é a vida eterna que cumprem no seio de Deus.

Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades, nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona passada numa contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, os ajudam a se aperfeiçoarem e lhes assinalam a sua missão. Assistir os homens em sua aflição, excitá-los ao bem, ou à expiação das faltas que os distanciam da felicidade suprema, para eles, é uma doce ocupação. São designados, algumas vezes, sob o nome de anjos, arcanjos ou serafins.

Os homens podem entrar em comunicação com eles, mas bem presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los, constantemente, às suas ordens.

ESPÍRITOS ERRANTES OU ENCARNADOS
Sob o aspecto das qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, que percorrem, sucessivamente, à medida que se depuram. Como estado, podem estar encarnados, quer dizer, unidos a um corpo, num mundo qualquer; ou errantes, quer dizer, desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem.

Os Espíritos errantes não formam uma categoria especial; é um dos estados em que podem se encontrar.

O estado errante ou erraticidade, não constitui uma inferioridade para os Espíritos, uma vez que, nele, podem ser encontrados de todos os graus. Todo Espírito que não esteja encarnado, está, por isso mesmo, errante, com exceção dos Puros Espíritos que, não tendo mais encarnação a suportarem, estão no seu estado definitivo.

A encarnação, não sendo senão um estado transitório, a erraticidade é, na realidade, o estado normal dos Espíritos, e esse estado não é, forçosamente, uma expiação para eles; são felizes ou infelizes segundo o grau de sua elevação, e segundo o bem ou o mal que fizeram.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: aruanda em 26 de Agosto de 2005, 11:10
Citação de: acmv em Ontem às 15:46:14
olá a tds!
a minha duvida é a seguinte,se um médium cuja mediunidade já foi educada possui a capacidade de decidir quais os espiritos que incorpora, isso significa que evita encarnar os espiritos inferiores? isso não é uma forma de negar ajuda a esses espiritos, uma vez que não incorpora aqueles que não quer ou serão esses espiritos tão inferiores que não tÊm qualquer hipotese de ser ajudados sem ser atraves de uma nova encarnação?
porque razãa se nega um médium a incorporar um espirito, e que espiritos são esses?

Carina


Carina,penso que há alguma confusão naquilo que pergunta:
1-Um médium educado não é o que escolhe os espiritos que incorpora,é o que não se deixa afectar por esses mesmos espiritos seja qual for o grau de inferioridade...ser controlado é uma coisa ...fazer o que "eles " querem é outra.
2-Incorporar é a palavra comum para "psicofonia" e significa que é uma forma de mediunidade.
Encarnar não tem a ver com mediunidade mas,com Voltar a nascer(reencarnação).
3-Nunca soube de médiuns que bem equilibrados e pertencendo a centros espiritas se negassem a incorporar seja que tipo de entidades forem...isso é exactamente uma das finalidades da psicofonia..ajudar os desencarnados.
Se algum médium o faz,não é do meu conhecimento ou então não está devidamente enquadrado num grupo de ajuda.
È muito importante perceber que estes trabalhos só devem ser feitos com um grupo devidamente equilibrados e em sintonia vibrato´ria de amizade e amor.Sò assim se consegue ajudar essas entidade
Abraços
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: VS em 26 de Agosto de 2005, 15:53
Olá Aruanda

Estavas inspirada amiga (como acontece frequentemente). Que resposta espectacular.

Bem hajas
Vitor Santos
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: andreia em 27 de Agosto de 2005, 01:38
Olá Aruanda!

Sua explicação é simples mas bem esclarecedora.
Muito obrigada!

Beijinhos
Andreia
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: António Luís em 27 de Agosto de 2005, 12:04
Concordo com a Aruanda.
Todo o médium que se diga equilibrado, e que diz que escolhe quais os Espíritos que deve receber através da psicofonia e que só prefere receber os "Bons Espíritos", será certamente um médium fascinado/obsidiado. Nessas condições acredita o médium estar completamente seguro, mas na realidade não passa de um joguete dos Espíritos.
Abraços,
Toni
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 28 de Setembro de 2008, 00:38
Olá,
Eu sou novo aqui, por isso tnho algumas dúvidas. Creio eu que o médium falante(Psicofóno) for consciente, então o espírito age no Chákra Coronário, mas se for inconsciente, então age no Chákra Laríngeo. Usando assim, sua voz. Contudo, quando o médium gesticula então o espírito não age APENAS neste dois chákras mecionados. Então trazemos à tona um termo criado por HERMÍNIO C. DE MIRANDA para esse fato, PSICOPRAXIA. Não seria a Incorporação?! Ora, então Psicofonia difere de INCORPORAÇÃO. E o próprio Hermínio a percebe isso então cria um termo, pois vemos, de certa forma, um PRECONCEITO para com esse termo. Vow mais além,  KARDEC voltou a usar o termo POSSESSÃO(quando antes dizia, apenas, SUBJUGADOS): "porque nos é demostrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado." Claro que a Possessão está tanto relaciona com os Bons como os 'Maus' Espíritos, aí temos, então outro ponto importante a ser estudado. Bem, espero ter sido compreendido. =D
Ou será que estou equivocado??
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: António Luís em 28 de Setembro de 2008, 11:45
Claro que a Possessão está tanto relaciona com os Bons como os 'Maus' Espíritos, (...)

Numa possessão existe um controlo, imposição, alguem que deseja manipular outrem.
Um bom Espírito, que seja equilibrado e esclarecido, nunca força: sugere.

Abraço
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 28 de Setembro de 2008, 15:34
Vamos ver oq KARDEC diz acerca disso:
"A Posessão pode ser o fato de um Bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvinte, espresta o corpor de um encarnado, que este lhe empresta voluntariament, como empresta a sua roupa" A Gênese. Cap. XIV. it. 48

Exemplo: Há um palestrante que já foi algumas vezes no CE que eu freqüento, ele ao fazer a oração ocorre um fenômeno idêntico, pois o espírito de um senhor (que uma médium vidente diz ser Bezerra de Menezes) toma emprestado o seu corpo. Ora, de tal fato isso ocorre que sua fisionomia muda e ele aparentasse como um velho.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Setembro de 2008, 17:11
Olá Loan

Cá vai uma opinião pessoal, baseada nos meus modestos conhecimentos, sempre discutiveis:

Ao que li e ouvi, os espiritos não tomam os chakras dos encarnados de assalto. Seja qual for o tipo de mediunidade.

Em regra, há sempre intervenção espirito-espirito, que depois se reflecte na mistura dos perispiritos, e, por sua vez, no cérebro do médium. Que eu saiba, os espiritos não intervêem nunca directamente sobre os orgãos subtis, comos os chakras, ou fisicos, como as cordas vocais, por exemplo, do médium.

No caso dos bons espiritos, como está escrito nas palavras de Kardec que reproduziste, tem de haver o consentimento consciente do médium. No caso dos maus espiritos, há consentimento através dos maus pensamentos do próprio médium e/ou de pensamentos que lhe são sugeridos e que ele opta por seguir. Se o médium for uma alma madura, bem intencionada, não segue conscientemente pensamentos que o repugnam.

bem hajas
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: aruanda em 28 de Setembro de 2008, 20:23
 

  Vítor, estás absolutamente certo.

Aliás, o médium ser ou não consciente não é impeditivo de ser controlado.
Essa é  a desculpa que usam para pessoas que estão desequilibradas e que sendo médiuns, automaticamente também têm uma mediunidade desequilibrada

Temos que entender que tudo começa  e acaba no comportamento moral do médium que é o que dita a sua vibração mental e, portanto a ligação a entidades mais ou menos evoluídas.

abraços
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 28 de Setembro de 2008, 20:39
Olá.


Na classificação feita por Allan Kardec no Livro dos Médiuns, o médium mecânico é 'aquele em que o espírito desencarnado poderá atuar diretamente sobre os centros nervosos e nervos motores, sem necessidade de agir pelo seu perispírito'.

Isso facilita-os agirem tão livremente e sem obstáculos anímicos, que então escrevem, pintam ou até compõem música sem a interferência mental do médium. Nesse caso o médium não toma conhecimento direto do fato que ocorre consigo, e o espírito comunicante, atuando com fidelidade, tanto consegue escrever na forma que lhe era peculiar na vida física, como também pode tratar de assuntos desconhecidos do seu próprio intermediário, que apenas assiste em vigília ao trabalho automático de sua mão, podendo mesmo ocupar-se mentalmente de outras coisas. O espírito desencarnado liga-se ao médium mecânico através dos gânglios nervosos à altura da omoplata: ali ele dispõe de um segundo cérebro e pode atuar facilmente nos nervos motores dos braços e das mãos do médium, podendo escrever diretamente, tal como o fazia em vida física.

Certos médiuns mecânicos chegam a trabalhar com ambas as mãos ao mesmo tempo e sob a ação simultânea de duas entidades, alguns tanto escrevem mecanicamente em sua linguagem comum, como também o fazem em idioma desconhecido e até em dialetos já extintos do mundo. Os seus escritos apresentam caracteres gráficos exatamente como os escreviam seus comunicantes quando encarnados. Em tais condições excepcionais, o médium mecânico ainda pode palestrar com os circunstantes sobre assunto completamente diferente daquele que psicografa automaticamente.



Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 28 de Setembro de 2008, 20:45
Mas há também, conforme explica Allan Kardec no 'Livro dos Médiuns', o médium semimecânico - o qual participa tanto da mediunidade mecânica como da intuitiva, pois escreve recebendo parte dos pensamentos dos espíritos pela comunicação e contato perispiritual, ao mesmo tempo que outra parte é articulada pelos comunicantes, independentemente de sua vontade. O médium semimecânico tanto escreve intuitiva e voluntariamente, como às vezes o faz através dos impulsos dos desencarnados, cujos pensamentos então acompanham a escrita.

O médium semimecânico tem conhecimento parcial daquilo que escreve, pois a maior porcentagem do assunto transmitida do Além atravessa-lhe o cérebro perispiritual. No entanto, passa a ignorar os trechos que são escritos mecanicamente pelo seu braço através do plexo braquial e sem fluir-lhe pelo cérebro físico. Em vez de 'ouvir' ou 'captar' o pensamento do espírito comunicante, na recepção intuitiva, quando ele escreve mecanicamente só pode limitar-se a 'ler' o que independentemente de sua vontade vai sendo escrito no papel.

No entanto, ele conhece antecipadamente e fiscaliza uma grande parte daquilo que deverá escrever e que lhe passa pelo cérebro perispiritual, mas ignora os pensamentos ou palavras que a sua mão escreve automática e acidentalmente sob a ação dos desencarnados. A comunicação recebida pelo médium mecânico conserva as características psicológicas e gráficas dos espíritos comunicantes, mas a psicografia do médium semimecânico ainda trai a sua maneira peculiar de escrever normalmente, exceto em algumas frases ou tópicos, em que se percebe o estilo do autor espiritual.

Em verdade, o êxito do trabalho do médium semimecânico depende muitíssimo de sua capacidade em conjugar-se simultaneamente ao pensamento e aos fluídos dos espíritos comunicantes. O médium intuitivo, por exemplo, recebe o pensamento do desencarnado através do seu cérebro perispiritual e depois o veste com os seus vocábulos peculiares, exprimindo-se com o seu próprio modo de falar ou escrever mas o semimecânico tanto psicografa intuitivamente parte do comunicado do Além e produz o escrito mediúnico com o seu próprio vocabulário, como também emprega frases e palavras, que se grafam espontaneamente e através de impulsos que lhe tomam a mão independentemente de sua vontade.

É uma comunicação que se processa de modo intermitente, isto é, parte mecânica e parte intuitiva, e quanto mais esse tipo de médium se absorve em seu trabalho, também os desencarnados encontram mais facilidade para comunicar-se diretamente e sem o necessário contato perispiritual. Entretanto, os médiuns semimecânicos diferem intensamente entre si, pois, enquanto em alguns predomina a faculdade mecânica, noutros prepondera a mediunidade intuitiva.


Abç
 
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 29 de Setembro de 2008, 01:19
   Primeiramente, não confuda psicofonia inconsciente com psicopraxia(incorporação, posessão...). A Gênese, cap XIV. it. 47:
"De posse momentânea do corpo do encarnado, o Espírito se serve dele
como se seu próprio fora: fala pela sua boca, vê pelos seus olhos, opera com
seus braços, conforme o faria se estivesse vivo. Não é como na mediunidade
falante, em que o Espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um desencarnado; no caso da possessão é mesmo o último que fala e obra;
quem o haja conhecido em vida, reconhece-lhe a linguagem, a voz, os gestos e até a expressão da fisionomia."
 
Citar
Aliás, o médium ser ou não consciente não é impeditivo de ser controlado.
Essa é  a desculpa que usam para pessoas que estão desequilibradas e que sendo médiuns, automaticamente também têm uma mediunidade desequilibrada

Certíssima, o controle  depende exclusivamente do médium. Não quero justificar aqui com palavras actos que não deviam haver nas mediúnicas.

Enfim, digo: o médium sempre tm em mãos o seu livre-arbítrio, nenhum espírito poderá tirá isso dele. Mas, pensemos, quando um médium 'mal-educado' entra no quadro de Possessão Maligna, ele não o queria, porém é apenas uma conseqüência natural de seus actos.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 29 de Setembro de 2008, 09:07
Olá, Loan Medeiros.

Obvio que estamos a comentar sobre tipos de mediunidade que levam em conta o controle do próprio medium. A possessão, que também pode se estender sob as outras diversas formas de manifestações mediúnicas, merece um capítulo à parte, ou seja, ela não se apresenta somente na presença da mediunidade incorporativa.

Então, há que distinguir o seguinte: o médium mecânico e o semimecânico não abandonam o seu corpo físico no momento em que escrevem as mensagens dos espíritos desencarnados, enquanto que, no caso da incorporação completa, o perispírito podem se afastar até longa distância, deixando o corpo físico sob o comando dos desencarnados comunicantes. O médium de incorporação completa quando abandona o seu corpo físico fica ligado a ele só pelo cordão fluídico e, enquanto permanece ausente, outro espírito se manifesta, assim como na ausência da casa algum amigo ou estranho passasse a habitá-la. Embora ele continue preso ao corpo carnal, pelo cordão fluídico, em virtude do seu desligamento dos centros energéticos do duplo-etérico, cai-lhe a temperatura e o transe mediúnico aprofunda-se para o estado de catalepsia.

Assim, o êxito da comunicação mediúnica de incorporação, em transe completo, depende muito do conhecimento e da possibilidade de o próprio espírito desencarnado comandar o organismo físico do médium, que é o seu verdadeiro dono, mas ausente. A mediunidade de incorporação tal como a mecânica, também se presta melhor para as identificações corretas dos desencarnados que, podendo atuar sem interferência do médium, podem revelar com êxito as suas características psicológicas, e outras particularidades íntimas de sua vida na Terra.

Embora os espíritos comunicantes tenham de se submeter às exigências instintivas do corpo físico do médium de incorporação, o qual conserva os ascendentes biológicos e os hábitos particulares estigmatizados na sua vida em comum, eles assim mesmo conseguem manifestar-se de modo a comprovarem sua identidade. Embora em casa alheia ou dispondo de outro instrumento vivo de manifestação no cenário do mundo material, através da face do sensitivo e de sua voz não deixam de estampar as principais qualidades ou defeitos conhecidos pelos vivos. A severidade, a malícia, o humorismo, a capciosidade, a ternura, a sisudez ou a humildade retratam-se perfeitamente através do médium de incorporação, porque ele goza da faculdade de poder plastificar em suas faces as expressões pessoais dos seus comunicantes. Lembra o caso do inquilino que, embora mudando-se para uma residência já mobiliada pelo seu antigo proprietário, modifica de tal modo a disposição comum dos móveis ali encontrados, que revela nessa arrumação o seu próprio gosto artístico e a preferência emotiva.

Servindo-se do médium de incorporação, o espírito comunicante já encontra nele certos hábitos biológicos e condicionamentos psicológicos que foram 'arrumados' a seu gosto; mas durante a comunicação consegue interferir no seu intermediário e deixa transparecer algo de sua própria índole e temperamento espiritual. Em virtude de o espírito do médium afastar-se completamente do seu organismo físico, juntamente com o seu perispírito, a comunicação mediúnica flui-lhe de modo inconsciente e ele desperta do transe mediúnico sem nada recordar-se daquilo que foi transmitido pelo seu cérebro físico durante a sua ausência espiritual. Mais tarde, surpreende-se quando alguém descreve-lhe certos assuntos, conceitos filosóficos ou argumentação científica, que ele proferiu mas de que não teve conhecimento pessoal.
 



Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 29 de Setembro de 2008, 09:19
Complementando:

A escala da faculdade mediúnica é muito extensa e variada. O médium, que é também um indivíduo senhor de vasta ou reduzida bagagem psíquica milenária, está sempre presente animicamente e com o seu acervo pessoal na comunicação mediúnica dos desencarnados. É dificílimo, pois, encontrar dois médiuns cuja moral, temperamento, cultura ou poder mental coincidam rigorosamente entre si e, por isso, produzam comunicações perfeitamente semelhantes. Mesmo quando se trata de médium de incorporação completa, e inconsciente, a sua bagagem psíquica e a contextura de sua individualidade espiritual sempre influem nas comunicações mediúnicas, impondo certa peculiaridade pessoal do mesmo. Só em caso de morte física é que o espírito se desliga completamente do corpo carnal, que passa a ser o 'cadáver' absoluto, o corpo sem vida e sem qualquer possibilidade de influir exteriormente.

O perispírito do médium, que é a matriz ou o molde original do corpo físico emprestado ao espírito desencarnado manifestante, embora conserve-se a longa distância, assim mesmo influi, de onde se encontra, deixando transparecer na comunicação suas características psíquicas já condicionadas no pretérito. O espírito comunicante utiliza-se do corpo do médium como se encontrasse a casa livre para habitar; mas o seu temperamento, cultura ou costumes só poderão se manifestar para o exterior através dos 'móveis' do dono da casa, ou seja, das peculiaridades do médium ausente.

A faculdade intuitiva e a de incorporação não podem ser consideradas dois ladrões exclusivos de mediunidade opostas entre si, porque tanto o médium intuitivo como o de incorporação podem variar em sua manifestação mediúnica, revelando alguns matizes opostos e incomuns à sua própria faculdade habitual. O intuitivo, algumas vezes, pode comunicar em transe sonambúlico parcial, embora isso não seja freqüente, e o médium incorporativo também é sujeito a interpolar na sua manifestação mediúnica algo da faculdade intuitiva. Durante o exercício mediúnico podem surgir fatores ou circunstâncias que favorecem no médium a predominância de certo matiz mediúnico diferente do que lhe é comum; assim como, devido ao seu progresso espiritual, ele também alcança novos ensejos de melhoramento psíquico na sua tarefa de comunicação com o mundo oculto.

Em geral, os médiuns intuitivos, às vezes, são incorporativos, enquanto outros nos quais predomina a faculdade incorporativa, acidentalmente também podem comunicar intuitivamente.

A diferença é que o médium intuitivo lembra-se de todos os pensamentos que lhe foram comunicados pelos desencarnados, enquanto o de incorporação é inconsciente, pois o seu perispírito afasta-se durante a manifestação mediúnica. No entanto, o próprio médium de incorporação - que durante as comunicações dos espíritos desencarnados é inconsciente daquilo que se torna intermediário - mais tarde recorda-se de algo das idéias que transitaram por si.
 

Abç.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 29 de Setembro de 2008, 10:38
Gnt... Adoro quem lê Ramatís!!  ;D

Cara, vc falou de um jeito que eu nunca conseguiria... Vlw!!

Abração.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Setembro de 2008, 12:52
Olá

Citar
Na classificação feita por Allan Kardec no Livro dos Médiuns, o médium mecânico é 'aquele em que o espírito desencarnado poderá atuar diretamente sobre os centros nervosos e nervos motores, sem necessidade de agir pelo seu perispírito'.


Ao que parece, esta frase do Diegas não tem um teor coincidente com a passagem seguinte do Livro dos médiuns:

Citar
... 9ª Compreende-se que seja assim, tratando-se dos médiuns intuitivos, porém,
não, relativamente aos médiuns mecânicos.

"É que ainda não percebeste bem o papel que desempenha o médium. Há aí uma
lei que ainda não apanhaste. Lembra-te de que, para produzir o movimento de um corpo
inerte, o Espírito precisa utilizar-se de uma parcela de fluido animalizado, que toma ao
médium, para animar momentaneamente a mesa, a fim de que esta lhe obedeça à
vontade. Pois bem. compreende igualmente que, para uma comunicação inteligente, ele
precisa de um intermediário inteligente e que esse intermediário é o Espírito do
médium."

a) Isto parece que não tem aplicação ao que se chama mesas falantes, visto que,
quando objetos inertes, como as mesas, pranchetas e cestas dão respostas inteligentes, o Espírito do médium, ao que se nos afigura, nenhuma parte toma no fato.

"É um erro; o Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida fictícia momentânea,
mas não lhe pode dar, inteligência. Jamais um corpo inerte foi inteligente. E, pois, o
Espírito do médium quem recebe, a seu mau grado, o pensamento e o transmite,
sucessivamente, com o auxílio de diversos intermediários
."

10ª Dessas explicações resulta, ao que parece, que o Espírito do médium nunca é
completamente passivo?

"É passivo, quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito que se
comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o
de um intermediário, embora se trate dos que chamais médiuns mecânicos
."

11ª Não haverá maior garantia de independência no médium mecânico, do que
no médium intuitivo?

"Sem dúvida alguma e, para certas comunicações, é preferível um médium
mecânico; mas, quando se conhecem as faculdades de um médium intuitivo, torna-se
indiferente, conforme as circunstâncias. Quero dizer que há comunicações que exigem
menos precisão."

Segundo eu consigo entender, o espirito desencarnado pode nfluênciar o médium do forma inconsciente para o mesmo, mas as ligações mediunicas são sempre de espirito para espirito e nunca directamente do espirito desencarnado para os orgãos fisicos de médium. O perispirito do médium junta-se ao perispirito do espirito para produzir o efeito, mas a ordem vem sempre do espirito encarnado, por sua vez influenciado consciente ou incosncientemente, voluntária ou involuntáriamente, pelo espirito desencarnado.

É isto que me parece estar explicado no Livro dos Médiuns. Óbviamente não sou dono da verdade. A minha interpretação pode estar errada. Mas é assim que imagino a realidade, de momento

bem hajam
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 30 de Setembro de 2008, 15:40
Citar
"Na possessão, em vez de agir exteriormente, o Espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; toma-lhe o corpo para domicílio, sem que este, no entanto, seja abandonado pelo seu dono, pois que isso só se pode dar pela morte." Gênese, A. Cap. XIV. it. 47

Citar
"Na possessão pode tratar-se de um Espírito bom que queira falar e que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente lho empresta, como emprestaria sua farda a outro encarnado. Isso se verifica sem qualquer perturbação ou incômodo, durante o tempo em que o Espírito encarnado se acha em liberdade, como no estado de emancipação, conservando-se este último ao lado do seu substituto para ouvi-lo(...)" Gênese, A. Capítulo XIV. It. 48

Bem, eu , nos meus argumentos, parto do princípio que: O Livro dos Médiuns foi escrito em 1861; e A Gênese em 1868. Em 7 anos muito chão foi andando e o bom-senso kardequiano mudou seu ponto de vista como ele escreveu na R.E.:

Citar
"Temos dito que não havia possessos no sentido vulgar do vocábulo, mas subjulgados, Voltamos a esta assrção absoluta, porque agora nos é demostrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, osto que parcial, de um Espírito errane a um encarnado." A Obsessão - Origen, Sintosmas e Curas

Ainda há vários exemplos no livro: Nos Domínios da Mediunidade de André Luiz.

Abraços...
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 30 de Setembro de 2008, 17:42
Olá, Vitor Santos.

Já reparou como sua participação é sempre muito importante, em qualquer tópico, para o aprofundamento de um debate ? Seus questionamentos sempre contribuem com dinamismo para o desenvolvimento do assunto, pois foge daquilo que poderíamos denominar o básico ou convencional. Mesmo quando diverge, no último parágrafo sempre justifica-se humildemente, colocando a observação de não ser o detentor da verdade absoluta. Aliás, nem voce, muito menos eu temos a pretensão de carregar o fardo de 'homens da verdade'. Então, procuro simplificar meus argumentos não me justificando, caso contrário, teria que estar a todo instante chamando a atenção que se trata de apenas mais uma opinião entre tantas outras.

Na outra via de observação, infelizmente, a impressão que tenho é que alguns foristas se afastaram dos debates por algum motivo que ainda não consegui identificar.


Na classificação feita por Allan Kardec no Livro dos Médiuns, o médium mecânico é 'aquele em que o espírito desencarnado poderá atuar diretamente sobre os centros nervosos e nervos motores, sem necessidade de agir pelo seu perispírito'.

Aqui, estamos a comentar sobre o processo de incorporação total, onde o espírito comunicante se utiliza dos centros nervosos, também conhecidos como chacras, localizados no duplo-etérico e situados sobre os plexos do organismo físico. Neste tipo de mediunidade, o Perispirito do medium se afasta (mas sempre ligado ao corpo) e não há qualquer tipo de intervenção do seu cérebro físico/perispiritual para que possa dar-se o fenômeno mediúnico.


Citar
Segundo eu consigo entender, o espirito desencarnado pode nfluênciar o médium do forma inconsciente para o mesmo, mas as ligações mediunicas são sempre de espirito para espirito e nunca directamente do espirito desencarnado para os orgãos fisicos de médium. O perispirito do médium junta-se ao perispirito do espirito para produzir o efeito, mas a ordem vem sempre do espirito encarnado, por sua vez influenciado consciente ou incosncientemente, voluntária ou involuntáriamente, pelo espirito desencarnado.

Os textos que nos trouxe para leitura, tratam de uma intermediação entre o medium com um objeto inerte, explicando-nos como ocorre o fato deste último 'ganhar uma vida ficticia'. É explicado que sempre se faz necessário a presença de um espirito encarnado e possuidor de uma predisposição orgânica adequada (que consiga fornecer ectoplasma - de forma voluntária ou não) para o fenômeno vingar. De todo modo, neste tipo de manifestação como o da incorporação sempre haverá o contato perispiritual entre encarnado-desencarnado, mesmo considerando um contato minimamente perceptível.
 

Abç
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 30 de Setembro de 2008, 17:53
"Na possessão pode tratar-se de um Espírito bom que queira falar e que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente lho empresta, como emprestaria sua farda a outro encarnado. Isso se verifica sem qualquer perturbação ou incômodo, durante o tempo em que o Espírito encarnado se acha em liberdade, como no estado de emancipação, conservando-se este último ao lado do seu substituto para ouvi-lo(...)" Gênese, A. Capítulo XIV. It. 48

Olá, Loan Medeiros.

Compreendo que o termo possessão esteja indevidamente empregado nesta forma de manifestação, pois um Espirito bom jamais se apropria sem permissão de um corpo para manifestar-se. Estar 'possesso' significa ser influenciado negativamente (pelo demônio, conforme o dicionário). Aqui, em Gênese, tem-se o intuito de esclarecer como ocorre a incorporação mediúnica. A possessão merece um capítulo à parte, assim como o dos individuos subjugados, fascinados...que são facilmente dominados pelos espiritos trevosos. Há uma espécie de conluio-permissivo nessa perniciosa relação com o além-túmulo.


Abç

Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: SandraMara em 01 de Outubro de 2008, 01:51
Olá a todos.

Também sou nova por aqui, mas tenho não só estudado, como treinado, a minha mediunidade e garanto que quando ela não é treinada, podemos ter consequências muito desagradáveis... Mas tudo o que ocorre ao médium desequilibrado não é por abandono da misericórdia divina, pelo contrário, é ela em ação. Quando um médium está obsediado, quase sempre colhe os frutos do que foi plantado, e não é possível haver fascinação onde não há vaidade, orgulho e egoísmo. Médium e obsessor podem aprender juntos, e enquanto o médium doutrina a sua faculdade, o obsessor também aprende, recebe assistência espiritual e pode arrepender-se e abandonar seu intento maléfico. Lendo o livro de Yvonne do Amaral Pereira "Devassando o Invisível", lemos que: "Geralmente, esses a quem aqui denominamos mistificadores-obsessores não foram inimigos das suas vítimas através das existências, nem mesmo as conheceram anteriormente, às mais das vezes. Se exercem a perseguição e o assédio, alcançando êxitos funestos, será porque encontram campo aberto para suas operações nos sentimentos bastardos das mesmas, afinidades morais e mentais de má categoria, naqueles a quem se agarram, tornando-se, então, para estes, tais acontecimentos, o prêmio-castigo da sua incúria na prática de ações reformadoras, ou de má vontade em se voltarem para os aspectos superiores da vida."  (Pág. 109).
Sendo assim, o médium que deseja colocar sua mediunidade a serviço, coloca antes de tudo a sua vida. Todos os seus atos diários e até mesmo os considerados insignificantes, vão interferir em seu equilíbrio e em sua relação com o mundo. Esforçar-se por manter o pensamento elevado, realizar a reforma íntima e agir pelo bem, tornam-se condições necessárias para que a prática da mediunidade possa efetivamente auxiliar o próximo.
Quem foi convidado a trabalhar com a mediunidade não pode agir com leviandade. Trabalho como qualquer outro, mas assim como não queremos um cirurgião sem aperfeiçoamento técnico e científico, mercenário, de unhas compridas e sem luvas, o médium também não será utilizado pelos bons espíritos se se comportar mal.

Desejo de paz e harmonia a todos....

Sandra
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 01 de Outubro de 2008, 03:27
Do capítulo XIV, da Gênese:

Citar
OBSESSÕES E POSSESSÕES

45. Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em conseqüência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter. Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo...'

Uma observação:

Citar
241. Dava-se outrora o nome de possessão ao império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima. A possessão seria, para nós, sinônimo da subjugação. Por dois motivos deixamos de adotar esse termo: primeiro, porque implica a crença de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, enquanto que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, os quais todos podem melhorar-se; segundo, porque implica igualmente a idéia do apoderamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento. A palavra subjugação exprime perfeitamente a idéia. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar do termo, há somente obsidiados, subjugados e fascinados.(*)

(*) Do livro dos Médiuns.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Nathalie Castilho em 06 de Outubro de 2008, 03:38


" Os sãos não precisam de médico"
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: evandroespindola em 07 de Novembro de 2008, 01:47
estou na escola de mediuns,ja faendo a parte pratica,incorporando em treinamento e tudo mais,o bom medium tem que estar disposto a trabalhar com todos os espiritos para poder auxiliar,e tambem não trabalha sozinho,nem é o centro das atenções,umildade é fundamental,quem escolhe qual determinado espirito precisa se comunicar e qual medium tem a vibração que se ajusta ao espirito que precisa se comunicar é o plano superior,negar-se a receber espiritos infelizes trevosos,ou mesmo chefes do umbral atrapalha muito o serviço dos benfeitores espirituais ,a caridade,fraternidade,perdão e tudo mais tem que ser praticada em qualquer instancia.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Zuleica em 10 de Dezembro de 2008, 21:23
Eu precisava esclarecer com vcs uma situação..

Meu filho (adulto) na semana passada antes de dormir abriu o Evangelho Segundo Espiritismo  e começou a rezar.

No inicio da oração sentiu que alguma coisa forçou como se quisesse entrar dentro dele.

Mas ele disse que foi resistente e que não aflouxou..Sentiu como se algo quisesse

invadir o corpo dele.

Alguém aqui no Fórum pode me dizer o que foi isto!?

Aguardo resposta!

Abraço fraterno.
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: evandroespindola em 10 de Dezembro de 2008, 23:22
Olá a todos.

Também sou nova por aqui, mas tenho não só estudado, como treinado, a minha mediunidade e garanto que quando ela não é treinada, podemos ter consequências muito desagradáveis... Mas tudo o que ocorre ao médium desequilibrado não é por abandono da misericórdia divina, pelo contrário, é ela em ação. Quando um médium está obsediado, quase sempre colhe os frutos do que foi plantado, e não é possível haver fascinação onde não há vaidade, orgulho e egoísmo. Médium e obsessor podem aprender juntos, e enquanto o médium doutrina a sua faculdade, o obsessor também aprende, recebe assistência espiritual e pode arrepender-se e abandonar seu intento maléfico. Lendo o livro de Yvonne do Amaral Pereira "Devassando o Invisível", lemos que: "Geralmente, esses a quem aqui denominamos mistificadores-obsessores não foram inimigos das suas vítimas através das existências, nem mesmo as conheceram anteriormente, às mais das vezes. Se exercem a perseguição e o assédio, alcançando êxitos funestos, será porque encontram campo aberto para suas operações nos sentimentos bastardos das mesmas, afinidades morais e mentais de má categoria, naqueles a quem se agarram, tornando-se, então, para estes, tais acontecimentos, o prêmio-castigo da sua incúria na prática de ações reformadoras, ou de má vontade em se voltarem para os aspectos superiores da vida."  (Pág. 109).
Sendo assim, o médium que deseja colocar sua mediunidade a serviço, coloca antes de tudo a sua vida. Todos os seus atos diários e até mesmo os considerados insignificantes, vão interferir em seu equilíbrio e em sua relação com o mundo. Esforçar-se por manter o pensamento elevado, realizar a reforma íntima e agir pelo bem, tornam-se condições necessárias para que a prática da mediunidade possa efetivamente auxiliar o próximo.
Quem foi convidado a trabalhar com a mediunidade não pode agir com leviandade. Trabalho como qualquer outro, mas assim como não queremos um cirurgião sem aperfeiçoamento técnico e científico, mercenário, de unhas compridas e sem luvas, o médium também não será utilizado pelos bons espíritos se se comportar mal.

Desejo de paz e harmonia a todos....

Sandra
concordo plenamente com voce,pois atualmente me encontro em pleno desequilibrio,sendo medium,mas estou me tratando fazendo o caminho de volta,procurando me harmonizar
o medium em desequilibrio sofre as consequencias de seus atos e pensamentos
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 10 de Dezembro de 2008, 23:56

Meu filho (adulto) na semana passada antes de dormir abriu o Evangelho Segundo Espiritismo  e começou a rezar.

No inicio da oração sentiu que alguma coisa forçou como se quisesse entrar dentro dele....'

Olá, Zuleika.

Se o seu filho estava a ler o Evangelho Segundo o Espiritismo, e se essa prática tornou-se um hábito, só podemos concluir que essa 'sensação de alguém tentar entrar no corpo' trata-se da presença de um amigo ou familiar desencarnado a querer se comunicar. Na realidade, para fazer acontecer a comunicação, o espirito comunicante não entra no corpo, mas utiliza-se do perispirito ou dos centros nervosos do encarnado.

Procure recepcioná-lo positivamente. Comunique-se naturalmente. Não crie embaraços ou empecilhos atemorizantes, e nem receie o resultado. Confie em seus mentores.

Claro que o desenvolvimento mediúnico orientado por uma casa espírita é sempre aconselhável.

Eis aí mais uma grande oportunidade para provar que acredita na imortalidade da alma.


Abç
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Zuleica em 11 de Dezembro de 2008, 00:27
Obrigado Diegas pela explicação.

Mas aqui na minha cidade, mais de um centro espírita costumam nos assustar com a prática mediunica.

Dizem que estamos sempre sofrendo pressão de obssessores e devemos ter muito cuidado...poderemos ficar com fascinaçao.

Eu desde doze anos tenho mediunidade ostensiva.

Só agora estou educando a mediunidade...tenho 60 anos.

Psicografei muita vezes em casa ..mas no centro onde estou estudando me dizem ser proibido.

Dizem que vou ficar com problemas.

Meu filho sentiu como se alguém quisesse entrar dentro do corpo dele..ele sentiu uma pressão.

Eu psicografo mas nunca senti uma sensação assim.

Estou estudando a mediunidade..não sei nada.

Quando isto acontece pode-se deixar levar...não resistir ao fato?

Pode-se ficar em situação ruim?

Amigo! se quiseres ver porque me tornei espírita e como a mediunidade surgiu  ..na minha vida...para que vc entenda minhas indagações...já coloquei neste Fórum.

Uma nova Raça está Surgindo?

link..

http://www.forumespirita.net/fe/index.php/topic,10240.msg34058.html#msg34058

Grande Abraço!






Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 11 de Dezembro de 2008, 00:49

Mas aqui na minha cidade, mais de um centro espírita costumam nos assustar com a prática mediunica.

Dizem que estamos sempre sofrendo pressão de obssessores e devemos ter muito cuidado...poderemos ficar com fascinaçao.

Oi, querida.

Mas se estamos dentro do próprio lar, ambiente doméstico em que nos recolhemos para o estudo sério e respeitoso do Evangelho, que mal poderia acontecer ?

Haveria enorme contradição, estarmos entregues aos cuidados de uma fascinação ou obsessão por conta de uma reunião evangélica. Mesmo por que o seu filho, pelo seu relato, denuncia possuir uma mediunidade que deve ser desenvolvida com responsabilidade. O que não poderia ocorrer é tratarmos o assunto com desinteresse, sem o necessário aprofundamento e esclarecimento do maior interessado, que neste caso parece ser o seu filho.


Abç

Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Loan Medeiros em 11 de Dezembro de 2008, 03:00
Olá Zuleica,

Saibas que para a prática da D.E. não é necessário se submeter às idéias errôneas de alguns C.E., contudo é necessário para o nosso Orgulho que respeitemos os erros dos outros.

Para récem saídos de outros Escolas Religiosas pode-se espera certos equívocos: sede de elogios, títulos, salvacionismo, sectarismo... Vale ressaltar que todos nós o somos, se não nesta vida: na outra! E eu algumas vezs caio neste erros.

Quanto o fato de psicografar em casa: acho que mediunidade não é propriedade da C.E., mas do Espírito(nem falo do ESPÍRITA). Ora, quantos pastores evangélicos não se mediunizam em falam divinamente às suas ovelhas, tudo bem, falam que é o Espírito Santo, que seja! Contudo, é interessante está ao lado de pessoas consciente, que lhe mostrem os vários prismas das mensagem psicografadas. O Orgulho, que todos nós temos, cega muitas vezes o Bom-Senso. Está em um C.E. é por demais valioso aos que trabalham mediunidade.

Seria interessante seu fillho estudar o Livro dos Médiuns(ou até toda a Codificação), trabalhar a máxima da Caridade e juntos formarem um Lar Cristão onde todos possam viver em Paz e Harmonia. O Trabalho da Mediunidade é reconfortante e valioso, mas o Trabalho da Caridade é DIVINO.

Bj'z!!

Loan Medeiros
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Zuleica em 11 de Dezembro de 2008, 11:41
Obrigado Amigos Diegas e Loan Medeiros!

Estamos fazendo estudo, eu e meu filho no Centro Espirita.

Estamos no ESDE (Estudo Sistematizado Doutrina Espirita).

Agradeço as informações dos amigos, e guardo vcs com muito carinho no meu coração.

Tenho muito que aprender porque a DE é complexa...envolve a parte científica, sobre magnetismo, fluidos etc.

Um grande Abraço e que Nosso Mestre Jesus nos oriente cada dia mais!




 
Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Diegas em 11 de Dezembro de 2008, 19:27

'...Quando isto acontece pode-se deixar levar...não resistir ao fato?

Pode-se ficar em situação ruim?...'

Olá, Zuleica.

Cada um tem uma forma toda particular de enxergar a própria Codificação. Ela é única, e ao mesmo tempo, tem-se a impressão de ser várias, e isto certamente ocorre em virtude das inúmeras interpretações que cada individuo consegue assimilar.

Particularmente, penso que devemos ter mais cuidado com os vivos (encarnados) do que propriamente com os mortos (desencarnados), ainda mais quando buscamos encontrar a Verdade.

Aonde estaria a Justiça Divina quando a mesma proclama:

- 'Quando estiverem reunidos em meu nome estarei no meio de vós'. 

Por certo, sofremos uma influência espiritual negativa quando rebaixamos o nível mental e sentimental, ou procuramos ambientes e companhias desagradáveis. Nestes casos, corremos sério risco de fascinação ou subjugação.

Então, não tenha medo, converse naturalmente com um desencarnado como estivesse conversando comigo - muito à vontade.


Abç

Título: Re: incorporação mediunica
Enviado por: Sonia Regina Brandão em 12 de Setembro de 2010, 21:22
Olá,
Gostaria de saber se é possível um médium incorporar um encarnado em desdobramento? Se já houve algum caso? De que forma isso se dá? e como é possível identificar esse tipo de incorporação?
Desde já agradeço a atenção.
Paz e Luz