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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: jose da silva de jesus em 15 de Setembro de 2018, 17:52

Título: Instinto guerreiro
Enviado por: jose da silva de jesus em 15 de Setembro de 2018, 17:52




Instinto guerreiro

Todos nós possuímos um pouco de um certo instinto guerreiro, um instinto de reação agressiva contra uma ameaça. Mesmo a pessoa mais calma e pacífica é capaz de gritar fazendo uma careta quando se sentir ameaçada por um animal selvagem, numa tentativa de afastar a ameaça.

Nós somos seres mistos, uma combinação entre a antiga natureza animal e a natureza espiritual que cresce aos poucos e vai eliminando nosso lado animal e irracional. Este instinto guerreiro, um instinto de reação violenta contra uma ameaça, era mais comum e necessário quando éramos seres selvagens, vivendo em pequenos grupos e lutando contra animais selvagens ou disputando espaço contra outros grupos de humanos pré-históricos. Cada confronto contra um animal carnívoro ou contra grupos rivais era uma questão de vida ou morte, matar e devorar ou morrer e ser devorado. Cada adversário representava o mal absoluto, não existia espaço para negociação ou piedade contra animais ou humanos selvagens.

Na nossa cultura moderna, as histórias de super-heróis tradicionalmente refletem esta luta do bem contra o mal, os super-heróis de antigamente representam o bem e a pureza moral e lutam contra vilões que são a encarnação do mal. É assim na luta entre o Super-Homem contra Lex Luthor e Batman contra o Coringa. Mas no mundo atual os soldados que vão à guerra não lutam mais pela própria sobrevivência em busca de comida ou contra seres irracionais que ameaçam a aldeia ou a caverna, mas contra seres humanos racionais que também possuem um conjunto de motivos, de valores morais e de crenças que os leva acreditar que também estão do lado do bem.

Os super-heróis tradicionais e o ideal do soldado 100% bom que luta contra o mal absoluto não fazem sentido em um mundo em que não existem super vilões, animais irracionais ameaçadores ou alienígenas irracionais assassinos. Não existe no mundo atual nada que represente aquela encarnação do mal puro, da forma como enxergavam os homens pré-históricos. As guerras atuais são sempre entre humanos com interesses divergentes, sempre com alguma razão de cada lado, mas sempre também ambos os lados muito errados por resolverem decidir os conflitos pela violência.

O mundo da ficção começa aos poucos a assimilar esta realidade, como nas recentes histórias que retratam uma guerra civil entre facções de heróis, ou como no exemplo das histórias em quadrinhos baseados na série Guerra na Estrelas, em que um personagem afirma que, para as pessoas que vivem na galáxia, os Jedis (mocinhos) e o Império de Darth Vader (vilão) são a mesma coisa, dois grupos rivais lutando pelo poder e trazendo destruição e sofrimento para todos. O mesmo, podemos imaginar, devem pensar os cidadãos da Síria em relação aos grupos apoiados por russos e americanos que destroem o país, ou os coreanos do norte e do sul em relação aos líderes dos dois países que trocam ameaças constantemente.

A guerra e a violência são vestígios do nosso passado irracional e os líderes dos dias de hoje se mostram atrasados e moralmente fracos, quando aceitam usar a violência como meio de atingir seus objetivos. Só os líderes fortes resistem pacificamente e tentam mostrar o caminho da luz, pelo exemplo e pela paciência. Já os líderes fracos, que insistem no uso da violência, supostamente do bem contra mal, pertencem ao mundo pré-histórico. Seus valores morais atrasados não se encaixam mais em um mundo onde já conhecemos os novos valores cristãos, que nos ensinam que todos os países, todas as raças, todas as camadas sociais, todos os pontos de vista políticos, todas as religiões e sexos possuem direitos iguais de existirem e de se expressarem. Estes líderes políticos moralmente fracos se comportam como crianças, na inocência de acharem que sempre existe um lado do bem absoluto que luta contra o mal absoluto, preto e branco. Na realidade somos todos seres ambíguos e possuímos visões e motivos bons e ruins, todos juntos e misturados em seres imperfeitos que precisam aprender a tolerar as diferenças e se entenderem.

Cada vez mais este tipo de pensamento e este tipo de liderança vem perdendo apoio popular. Há 100 anos a esmagadora maioria da população dos países se enfileirava em apoio aos líderes que declarassem essa ou aquela nação como inimiga e noticiassem que iniciariam uma guerra. Já hoje, protestos maciços pela paz antecipam qualquer iniciativa deste tipo e os líderes atuais precisam de enormes campanhas de manipulação da opinião pública para conseguirem convencer, pelo menos uma parte da população, de que uma guerra é justa, sendo que na maioria das vezes blefam muito e acabam desistindo.

Mais um indicativo de que estamos já entrando em uma nova fase de um mundo em regeneração é o fato de que, justamente agora que possuímos tecnologia para destruir e matar como nunca antes,  as guerras começam lentamente a desaparecer. Mesmo a guerra da Síria já apresenta uma característica bem atípica, cerca de 60% da população deixou as áreas de conflito, um grande contraste comparado aos tempos em que toda população masculina se engajava na luta. Esta guerra recente tem como característica principal a enorme crise de refugiados saídos de um país pequeno, mostrando que, para mais da metade da população daquele país, não vale a pena ficar e lutar, preferível é deixar tudo para trás. Enquanto que em outros conflitos igualmente terríveis como no Vietnam, Iraque e Bósnia, o número de fugidos da guerra ficou próximo de apenas 10%.

Apesar de todas as atrocidades ainda cometidas, aos poucos parece mesmo que a guerra vai deixando de ser uma coisa deste mundo e, como o espiritismo já revelou há mais de 150 anos, aqueles que ainda insistem no caminho da violência logo estarão também de mudança para outros mundos.


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