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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Ignarus em 21 de Janeiro de 2013, 19:51

Título: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 21 de Janeiro de 2013, 19:51
    O  Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
 
Diante  da avalanche de pseudo-modernidade que está invadindo as casas Espíritas e das  influências de antigos hábitos cristalizados, oriundos de outras concepções  religiosas muitas vezes introduzidas por dirigentes e colaboradores desatentos,  como fica o Centro Espírita? Terá ele estrutura para superar esta fase?

Divaldo
 
-  É necessário sermos sempre coerentes. Chegam à nossa Casa Espírita,  periodicamente, pessoas que dizem:

-  olha Divaldo, você não acha?

Eu  respondo:

-  Não, não acho – antes que acabam, porque eu já sei que são barbaridades o que  irão enunciar.

E  concluo:

-  A nossa casa segue a diretriz estabelecida pelo Codificador.

-  Mas você não acha que poderíamos colocar aqui uns quadros?

Tornam  a dizer.

-  Não. Não colocaremos quadro nenhum, – argumento eu – a sala doutrinária é nua.  Não tem nada de mais. Só as cadeiras, as mesas. Não precisam de mais nada.

-  Você sabe, – insistem – eu vi num lugar uma coisa tão bonita…

-  Então freqüentem lá – concluo – Aqui, nós não deixamos, não abrimos mão da  nossa coerência doutrinária.

Não  digo com rispidez, nem com indelicadeza, porém com segurança tranquila.
Nada  de trajes especiais, cores que induzam à superstição. Tudo simples e  doutrinário.

A  casa Espírita deve ter muito cuidado com os enxertos, porque há Núcleos  Espíritas, onde eu tenho estado que me pergunto se os são verdadeiramente.
Têm  tantas exigências, tanto formalismo, tanto ritualismo, tanta coisa que às  vezes, eu me Questiono – Onde  está, aqui, a mensagem Espírita da libertação?

O  Espiritismo nos liberta da ignorância e dos atavismos negativos. É uma doutrina  libertadora. O nosso compromisso é com a verdade. Não é com as aparências, os  cultos, as formulas!

É  necessário termos muito cuidado com a introdução das velhas práticas, sejam  elas: ex-católicas, ex-protestantes, ex-esoteristas, ex-teosofistas. Todas  essas Doutrinas são respeitáveis, mas a Casa Espírita tem sua filosofia e seu  modo operante. Então devemos ser coerentes, defendendo-a dos enxertos, para  preservarmos o movimento Espírita. A Doutrina Espírita é inatacável,  necessitando de ser desdobrada para o nosso conhecimento. Os seus alicerces são  inamovíveis. Essas ocorrências dão-se no movimento, que é algo diferente. São  os adeptos do Espiritismo conduzindo a barca, às vezes, a seu modo, e não ao  modo do Espiritismo.

Divaldo  P. Franco
Do  livro “Dialogo”
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 21 de Janeiro de 2013, 22:11
Infelizmente vemos manifestações de superioridade intelectual baseada apenas em algumas conclusões pessoais que, não raras vezes, não só contrariam a codificação como acabam criando confusão e erro daqueles que lhes ouvem. Assim, disseminam o erro doutrinário e dão margem às crendices, supesrtições, esoterismo, misticismos e etc., embora, em alguns casos respeitáveis, não fazem parte da Doutrina Espírita.

+++


Allan Kardec - Revista Espírita - Março 1863

(...)
Hoje, que de todos os lados se formam grupos ou sociedades, nada mais simples que se pôr de acordo antes de agir. Não tendo em vista senão o bem da causa, o verdadeiro espírita sabe fazer abnegação do amor-próprio.

Crer em sua própria infalibilidade, recusar o conselho da maioria e persistir num caminho que se demonstra mau e comprometedor, não é a atitude de um verdadeiro espírita. Seria dar prova de orgulho, se não de obsessão.

Entre as inabilidades é preciso colocar em primeira linha as publicações intempestivas ou excêntricas, por serem os fatos de maior repercussão.   (...)

Penemos no bem e na verdade sempre, com humildade e vontade de ajudar!
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Marcos W. Silva em 21 de Janeiro de 2013, 23:21
Olá Ignarus, gostei muito dos textos de Divaldo e kardec. E ressalto o importante papel do dirigente de casa Espírita, que é testado quase que diariamente, e para tanto, precisa ter muito claro a finalidade e os objetivos de sua instituição, mesmo que esta clareza lhe custe baixas no quadro de colaboradores voluntários. E pode ter certeza que firmeza de propósitos, não raro, vem acompanhada de reações.

Não precisa ser duro, mas a firmeza é imprescidível ao dirigente.


Abraços.

 
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Kazaoka em 22 de Janeiro de 2013, 01:35
Em que parte da codificação que fala como deve ser o ambiente físico dos locais destinados às reuniões doutrinárias?
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 01:57
Olá Kazaoka, por dedução lógica e coerente com a racionalidade da Doutrina Espírita, como tão bem conheces, creio que não é necessário nenhum tipo de ornamento para que se tenha um bom aproveitamento no estudo e, conforme se segue no texto, o importante não são as aparências . Já, em caso contrário, se houver ornamentos pode-se criar a falsa impressão de idolatrismo e levar vários neófitos ao engano. Aliás, temos visto tanto idolatrismo de espíritos, médiuns e santos por parte dos profitentes espíritas.

Além do mais, se hoje se permite um quadro com a fotografia de Joana de Ângelis, por exemplo, logo mais veremos toda a via crucis e as fotos e imagens do todos os santos e figuras eminentes nas paredes de outras CEs.

Contudo, as palavras foram do Divaldo, as quais fazem algum sentido, quando deixamos de lado o radicalismo crítico que vê erros e dúvidas em tudo, principalmente, quando a ideia é a Doutrina Espírita em sua maior pureza e simplicidade. Aliás, Jesus contruiu templos, cultuou imagens, carregou consigo símbolos ou institucionalizou sinal ou pintura?  diante deste exemplo fica claro que quanto mais simples e despojado o ambiente mais adequado fica o ensinamento a cerca do desprendimento material.

Assim penso eu e ninguém é obrigado a pensar pela minha cabeça.

Paz Sempre!
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Janeiro de 2013, 09:20
Olá

Os quadros nas paredes podem dar uma impressão errada. Mas o maior problema está no que é dito nas palestras.

bem hajam
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Kazaoka em 22 de Janeiro de 2013, 11:18
Veja bem, não estou querendo defender a ideia de que se deva ornar as Casas Espíritas com imagens ou apetrechos de qualquer natureza ou de qualquer crença ou símbolos ritualísticos. Se tomamos esta providência visando a facilitação da hegemonia do grupo em termos de concentração no que está ali sendo realizado, evitando com isso a dispersão de ideias e pensamentos, isso é válido e recomendado pela doutrina dos Espíritos.
O que se deve levar em conta realmente é a comunhão de pensamentos e a intenção que servem de móvel para a institucionalização de uma reunião doutrinária séria. Isso quer dizer que podemos promover uma reunião doutrinária dentro de um museu sacro e obtermos excelentes resultados se os consulentes e os pensamentos e intenções tiverem o "firme" proposito de interagir com os benfeitores espirituais. Ao passo que a mesma reunião poderia ser instalada em ambiente casto de qualquer objeto de expressão mística e não obtermos resultado algum.
O que realmente vale é o pensamento que atrai e o desejo que evoca, como está dito na questão 467 do OLE.
É sobre isso que chamo a atenção dos companheiros. A simplicidade e humildade que fala a doutrina e que deve existir em uma reunião doutrinária deve residir fundamentalmente é no coração de cada um que compõe a assembleia e não, necessariamente, no ambiente onde venham ocorrer. 
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: HamLacerda em 22 de Janeiro de 2013, 12:10
Penso da mesma forma que o Kazaoka, não considero item de preocupação objetos e quadros nos Centros Espíritas, desde que não ultrapasse os limites do bom senso, ou seja, que transforme o Centro em uma Escola de Samba.

Além disso, não me preocupo porque quando um Centro se afasta muito de seus princípios morais, e os frequentadores e dirigentes não tem conhecimento na doutrina, esse Centro, mesmo que tenha o rótulo de Centro Espírita, ele será espírita somente para seus frequentadores. Contudo, não será para aqueles que realmente conhecem o espiritismo. E, convenhamos, não podemos reivindicar o direitos exclusivo de colocar em nossas casas o nome de Centro Espírita.

Basta fazer uma busca no youtube, por Centro Espírita, por exemplo, e dos 100 resultados, apenas um ou dois podem ser classificados como Centro Espírita, no aspecto físico. A maioria são casas de Umbanda e candomblé.


Outra motivo de não me preocupar com aspectos físicos nas casas espíritas, é que na Sociedade Parisiense de Estudos Espírita, na sala de trabalho mediúnicos,  tinha desde estatueta de São Luís, presidente espiritual da Sociedade, em trajes de rei, até quadros dos desenhos da casa de Mozart, em Jupiter. Além de vários outros itens, como quadros de pinturas mediúnicas, uma cabeça do Cristo, estátuas de deusa grega, outra estátua do Cristo, com a coroa de espinhos, moldada em barros, coleção de desenhos mediúnicos na parede, e várias outras coisas.



Hamlacerda



Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 12:23
Caros, de tudo que foi dito no post pegamos um ponto e fizemos polêmica em torno deste, claro que o que é importa é o que se fala, como se fala e principalmente o que se faz de bom. Será que não podemos ajudar de uma forma inteligente e sensata?

Será que sempre temos de criar pontos de conflitos com detalhes inferiores?

Aliás, eu vi gente prestando reverência diante de quadro com a imagem de Ramatis em centro espírita em Curitiba cujas as paredes eram pintadas de preto para isolar de fluidos ; vi gente colocando flores abaixo da foto de Allan Kardec em Centro espírita em São Paulo; presenciei fitinhas com mensagens abaixo do quadro de Bezerra de Menezes no Rio; e assim vai..., talvez para não incentivar este comportamento é que Divaldo toma esta postura...

Mas, cada uma faça o que desejar, como desejar, quando desejar...

Abraços
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: HamLacerda em 22 de Janeiro de 2013, 12:32
Mas Ignarus, tirar todas essas coisas desse Centros, citados por você,  resolveria a questão? Os frequentadores mudariam sua conduta se não tivessem esses aparatos nos centros?

Se o lado moral de seus frequentadores não apresenta a solidez necessária, não é tirando fotos da parede, ou as fitinhas de Bezerra de Menezes, que resolverá a questão - A questão é puramente moral, não física.


===




A impressão que eu tenho, quando vejo uma certa preocupação pelos aspectos físicos nas casas,
é que as pessoas não estão preocupadas com o Centro, mas com a associação com outras crenças, como a Umbanda, Candomblé, Igreja, etc.  Parece que isso é mais uma questão de vergonha, com que os amigos irão dizer, do que realmente preocupação com a Doutrina Espírita.


Não estou me referindo à ninguém. estou dizendo que é uma impressão que eu tenho quando vejo uma demasiada preocupaçaõ com os aspectos físicos. Não é o seu caso porque entendo o que você quer dizer.


HL

Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 12:45
Caro Ham, as vezes uma imagem fala mais do que mil palavras, e sempre estamos a lembrar dos exemplos, logo, educa-se demostrando e falando. Contudo, lembro o amigo, que as palavras que não permitem que se coloque aparatos nas paredes não são minhas, e sim do Divaldo, isso é o que ele faz na Casa que dirige. Eu, apenas concordo com ele, não por ser ele Divaldo o grande Tribuno e Médium, mas por que vejo algum sentido lógico nas suas palavras, principalmente, quando se a instituição está localizada numa região tão cheia de crendices advindas de um sincretismo tão evidente.
 
Agora, como eu já disse anteriormente, procuremos entender a mensagem de forma mais profunda e tirar aquilo que nos é proveitoso. Se possível, colaboremos para um entendimento mais elevado. Na minha opinião, que nada é, a questão das paredes nuas é coisa menor!
 
Abraços!   
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 13:44
(...) Como são belas essas reuniões, na sua tocante simplicidade! Como tudo ali fala ao coração! Como podemos sair dali sem estar impregnado pelo amor do bem? (...)

Allan Kardec
Revista Espírita – Setembro de 1859
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: HamLacerda em 22 de Janeiro de 2013, 14:10
Só quero deixar claro que eu também gostaria de um Centro Espírita simples e modesto, e que todos frequentadores seguissem o exemplo de Kardec, mas reconheço que no momento que estamos isso é impossível, porque cada Centro reflete um pouco de seus frequentadores, e não podemos exigir muito das pessoas. Não é culpa dos dirigentes ou dos frequentadores, as coisas são assim porque são providenciais. Cada um está onde precisa.

Imagine, por exemplo, quantos de nós seríamos aceitos na Sociedade parisiense de Estudos Espírita? (digo, aceitos, porque na Sociedade Parêntesis de Estudos Espíritas era preciso ser bastante dignos para serem aceitos como sócios)

 

Hamlacerda





Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 14:29
Só quero deixar claro que eu também gostaria de um Centro Espírita simples e modesto, e que todos frequentadores seguissem o exemplo de Kardec, mas reconheço que no momento que estamos isso é impossível, porque cada Centro reflete um pouco de seus frequentadores, e não podemos exigir muito das pessoas. Não é culpa dos dirigentes ou dos frequentadores, as coisas são assim porque são providenciais. Cada um está onde precisa.

Imagine, por exemplo, quantos de nós seríamos aceitos na Sociedade parisiense de Estudos Espírita? (digo, aceitos, porque na Sociedade Parêntesis de Estudos Espíritas era preciso ser bastante dignos para serem aceitos como sócios)

 

Hamlacerda







É isso aí caro HAM...!  conquanto que alguns "costumes" não se cristalize nas mentes menos preparadas tranformando-se em sacramentos. Aliás, é sempre melhor difundir o certo e tolerar com ressalvas do que simplesmente aceitar e deixar "rolar"...

Abraço!
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Mourarego em 22 de Janeiro de 2013, 14:41
Eu já não entendo a idéia de um CE simples e modesto.
Ora, simplicidade e modéstia não fazem com que se tenha uma justa visão doutrinária.
Frequentei por muito tempo um CE onde os carros eram de luxo e havia com que um desfile de Rolex e roupas caras.
Acaso isso seria classificado como imodéstia? Claro que não.Há alguém por aqui que compre uma calça e só a use em locais especiais, feito a antiga "roupa de domingo" que nossas mães nos diziam para usar quando íamos à missa?
compra aquele que tem suporte financeiro para tal e cuja compra não lhe irá fazer falta na comida e nas constas a pagar, por imodesto eu vejo mais a um amigo meu que tendo ganho um Rolex de outro amigo, não o usava sempre e quando o usava, só o exibia em locais fechados pelo medo de ser roubado.
ele ficava preocupadíssimo porque eu, que também ganhara um de meu pai, quando me formei, o usava com uso hoje o meu Rolex paraguaio, já que mantive o
Rolex verdadeiro até que pudesse dele, tirar o maior proveito, tive-o como uma poupança.
Num CE o que se quer não é ver a roupa, ou o calçado dos outros mas sim a exposição isenta de "achiologia" pautada sempre nas obras básicas, pois é de ensino que estamos falando e ensinos não podem ser vestidos de outra forma.
abraços,
Moura
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 15:00
Eu já não entendo a idéia de um CE simples e modesto.
Ora, simplicidade e modéstia não fazem com que se tenha uma justa visão doutrinária.
Frequentei por muito tempo um CE onde os carros eram de luxo e havia com que um desfile de Rolex e roupas caras.
Acaso isso seria classificado como imodéstia? Claro que não.Há alguém por aqui que compre uma calça e só a use em locais especiais, feito a antiga "roupa de domingo" que nossas mães nos diziam para usar quando íamos à missa?
compra aquele que tem suporte financeiro para tal e cuja compra não lhe irá fazer falta na comida e nas constas a pagar, por imodesto eu vejo mais a um amigo meu que tendo ganho um Rolex de outro amigo, não o usava sempre e quando o usava, só o exibia em locais fechados pelo medo de ser roubado.
ele ficava preocupadíssimo porque eu, que também ganhara um de meu pai, quando me formei, o usava com uso hoje o meu Rolex paraguaio, já que mantive o
Rolex verdadeiro até que pudesse dele, tirar o maior proveito, tive-o como uma poupança.
Num CE o que se quer não é ver a roupa, ou o calçado dos outros mas sim a exposição isenta de "achiologia" pautada sempre nas obras básicas, pois é de ensino que estamos falando e ensinos não podem ser vestidos de outra forma.
abraços,
Moura

É isso mesmo MOura, você está certo. Mas só fica uma pergunta: o que tudo isso tem a ver com o tópico?

Abraço!
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 15:08
(...) Se Deus pôs nos corações essa necessidade tão grande de felicidade, é que ela deve existir em algum lugar. Sim, tende confiança nele, mas sabei que tudo quanto Deus promete deve ser divino como ele, e que a felicidade que buscais não pode ser material.(...)

Allan Kardec
Revista Espírita – Março de 1860
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 15:42
“(...)Não impomos nossas idéias a ninguém. Os que as adotam é porque as consideram justas. Os que vêm a nós é porque pensam aqui encontrar oportunidade de aprender, mas não se trata de uma filiação, pois não formamos nem seita, nem partido. Reunimo-nos para estudar o Espiritismo,(...)”

Allan Kardec
Revista Espírita – Março de 1860
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Mourarego em 22 de Janeiro de 2013, 15:54
Mano Ignarus, vamos voltar ao tema central?
abraços,
Moura
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 22 de Janeiro de 2013, 15:58
(...) “Em resumo, o que devemos buscar é remover todas as causas de perturbação e de interrupção; manter entre nós as boas relações, de que os espíritas sinceros, mais que outros, devem dar exemplo; opor-nos, por todos os meios possíveis, ao afastamento da Sociedade de seus objetivos, à abordagem de questões que não são de sua alçada, e que degenere em arena de controvérsias e de personalismo. O que devemos buscar, ainda, é a possibilidade de execução, simplificando o mais possível as engrenagens. Quanto mais complicadas forem estas engrenagens, maiores serão as causas de perturbação. O relaxamento seria introduzido pela força das coisas, e deste à anarquia não há mais que um passo.” (...)

Allan Kardec
Revista Espírita – Março de 1860
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Janeiro de 2013, 16:34
Boa tarde a todos. É bem interessante essa coisa de se avaliar o que é ou não modesto em um CE.

Já vi críticas de trabalhadores que não concordavam com a reforma de paredes e portas manchadas e quebradas, telhado com goteiras. Sabe qual a alegação destes colaboradores? "...deveríamos usar o dinheiro para fins mais caritativos.''... é mole?!...

Abraços.


Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Mourarego em 22 de Janeiro de 2013, 16:49
Parece até piada não Marcos?
Imagine se não é caridade tapar e consertar uma goteira, afinal, muitos resfriados e febres e estendendo mais ainda té mesmo outras doenças começam a partir de um pingo d'água, recebido por quem tenha imunidade baixa...
Abração,
Moura
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Marcos W. Silva em 22 de Janeiro de 2013, 23:10
Verdade Moura, parece piada, mas o espírita desatento se esquece que há interação entre os dois planos. Se houver alguma diferença com o dirigente então... pronto... só enchergamos má intenção. Até quando ele conserta goteira, he he.

Zelo com o CE, também no aspecto material, faz parte do bom andamento das atividades. Modéstia e humildade são irradiadas de dentro de nós... julgá-las por aspectos externos incorre em risco da parte de qualquer um que se atreva.

Abraços.

Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Rafael Aguiar Marinho em 23 de Janeiro de 2013, 00:31
Respondendo a um colega, a Codificação não traz diretrizes sobre isso.

Mas pelo bom senso a simplicidade deve ser a característica básica de toda casa espírita.

Contudo, exclui daí, as questões estruturais, como ter computadores para melhor dinamismo.
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Kazaoka em 23 de Janeiro de 2013, 00:41
Rafael, boa noite!
A simplicidade é um estado de Espírito e não um ambiente físico/material. Podemos encontrar a simplicidade desde um casebre ou abrigo embaixo de um viaduto de uma metrópole como podemos encontrá-la na suntuosidade de um palácio. E para a ostentação, orgulho, vaidade e egoismo o mesmo raciocínio vale.
A simplicidade não é do ambiente, é dos corações daqueles que os povoam. Há muita confusão na conceituação de simplicidade, pois, observa-se sempre a sua associação à condição de miséria. Muitas vezes a miséria é mais filha das paixões inferiores do homem do que atestado de simplicidade de sentimentos ou renúncia aos apelos materiais.
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Rafael Aguiar Marinho em 23 de Janeiro de 2013, 00:52
Boa noite Kasaoka

Sim, isto também é verdade. Mas como o pessoal tava falando sobre quadros, imagens e apetrechos, eu me direcionei mais neste sentido.
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 23 de Janeiro de 2013, 01:53
Caros amigos, vejo com tristeza que muitos pegaram uma passagem da mensagem e se concetraram nela, fazendo verdadeiro cavalo de batalha, enunciaram repetidamente em torno da humildade, da singeleza e simplicidade das paredes e esqueceram do escopo maior da mensagem.
 
Pelo que vejo não há o que discutir a respeito das paredes, mas sim, o que se entender a respeito da Doutrina livre de ritualismos, crendices místicas-esotéricas. Sim, há exageros nos templos de alvenaria, mas o pior são os que estão no templo do coração. 
 
Quem pode dizer ser contrário que na casa espírita deva haver telefone, iluminação elétrica, bancos, paredes pintadas e chão chão limpo, quem sabe até ventiladores, um sistema de som, crachás para a identificação dos trabalhadores da casa?
 
Contudo sejamos unânimes em desprezar os luxos desnecessários quando há escassez de recursos e tanto irmãos necessitando de remédio, alimentos, etc... Temos que saber estabelecer prioridades, mesmo que a casa espírita não tenha como objetivo a beneficiência material ela tem o dever moral da caridade para com os que a procuram.
 
Assim, a modéstia, a singeleza, a simplicidade, a humildade deve ser acompanhada da lucidez, do bom senso e da sabedoria advindos do estudo e da meditação sem ideias preconcebidas no egoísmo que levam ao fanatismo.
 
Aliás, o objetivo do tópico é discutir as ideias que são propagadas pelos dirigentes a respeito da DE, o que é ensinado e qual o verdadeiro objetivo das reuniões espíritas. Mas, como sempre acontece aqui, pegam a esmo uma frase e direcionam as dicussões em torno do menos importante, como se estivessem a fiscalizar em busca de falhas para salientar um provável erro ou ponto de controvérsia, com esquecimento de trazer a colaboração construtiva e elucidadora.
 
De tudo o que foi dito pelo Divaldo salientamos o que achamos ser o ponto crucial da mensagem o qual deveríamos trocar entendimentos:
 
"A  casa Espírita deve ter muito cuidado com os enxertos, porque há  Núcleos  Espíritas, onde eu tenho estado que me pergunto se os são  verdadeiramente.
Têm  tantas exigências, tanto formalismo, tanto  ritualismo, tanta coisa que às  vezes, eu me Questiono – Onde   está, aqui, a mensagem Espírita da libertação?

O  Espiritismo nos liberta da ignorância e dos  atavismos negativos. É uma doutrina  libertadora. O nosso compromisso é com  a verdade. Não é com as aparências, os  cultos, as formulas!"

Que tal focamos este trecho e fazermos nossos comentários sem impor conceitos quew pretendam ser definitivos?
 
Abraços!
 
 
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Kazaoka em 23 de Janeiro de 2013, 02:54
Ignarus , compreendo a sua postura e a mensagem que você quis nos passar. Mas veja bem, a coerência doutrinária que fala o primeiro texto é combater o misticismo e o culto ritualístico. Coerência doutrinária deve ser, acima de tudo, apresentar a doutrina espírita com toda sua pureza e simplicidade, e isso é natural dela e será sempre assim em qualquer situação ou lugar, e não simplesmente ater-nos ao combate ao ritualismo místico ou o que lhe sugere. Isso é muito pouco em relação à toda grandeza e valor moral contida nos ensinamentos ditados pelos Espíritos e sustentados pela moral Cristã.
O que da minha parte quero dizer é que não concordo que a forma de agir nessas situações seja a sugestionada na mensagem. Mas como lá é uma opinião pessoal que me dá o direito da discordância deixo, também, a minha opinião pessoal sujeita às mesmas considerações, aceitando com serenidade as eventuais reprovações.
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Ignarus em 23 de Janeiro de 2013, 04:57
Kazaoka, respeito muito a sua opinião e concordo plenamente com tudo que dizes.


Contudo, lembro apenas que o ponto fundamental é, e sempre será, a Doutrina a ser divulgada pelos dirigentes e profitentes.
 
Infelizmente, meu amigo, é fato inconteste que muitas casas (federadas ou não) passam ao largo da pureza e simplicidade que a doutrina propõe ao impor conceitos de toda ordem incoerentes com esta.
 
 A ideia, principal, é mostrar a tantos quantos for possível que a Doutrina Espírita é simples, objetiva, coerente com a razão e não traz em si nenhum rito místico-esotérico, e se resume numa ciência filosófica refletindo, da forma mais pura possível, os ensinamentos de Jesus para conscientizar a almas fazendo-as conhecer a si próprias e motivando-as à busca da própria evolução, sem que fiquem esperando milagres ou a ação, pouco sensata diga-se de passagem, de acessórios advindos do esoterismo.
 
Por tanto, é o nosso escopo alertar os neófitos para que não creiam cegamente em tudo o que lhes é dito, mas que procurem na Codificação, através de um estudo apurado, as verdades capazes de lhes mostrar o caminho certo, desprezando os atavismos e os sincretismos que todos trazem consigo.
 
Contudo, Kazaoka, espero contar sempre com a sua opinião lúcida, inteligente e coerente, como sempre!
 
Abraço
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Marcos W. Silva em 26 de Janeiro de 2013, 15:45
Amigo Ignarus e demais, quando se fala em desatenção nos centros espíritas a coisa vai muito além, e não são "coisas do além", quer ver? Admite-se;
- Quadros de santos e afins...
- Prece só no escuro...
- A "corrente" tem de ser de mãos dadas, a direita com a palma para trás e a mão esquerda com a palma para frente...
- O passe com estalos e tremeliques para ser mais "forte"... de preferência balbuceando em línguas estranhas...
- Os dirigentes são sempre os "mais evoluídos"...

Daí para os mais diversos disparates como; falta de extintores de incêndio em local público, porta de emergência... ah... os mentores cuidam de tudo, entende? Tira até goteira do CE... nesse sentido desconhecer a diferença entre simplicidade e o descaso faz toda a diferença no CE.

Abraços.

 
Título: Re: O Centro Espírita e Os Dirigentes Desatentos
Enviado por: Mourarego em 26 de Janeiro de 2013, 16:35
Ora mano Ignarus, será que o amigo não leu o título?
Abraços,
Mouraquote author=Ignarus link=topic=45782.msg311383#msg311383 date=1358866812]
Eu já não entendo a idéia de um CE simples e modesto.
Ora, simplicidade e modéstia não fazem com que se tenha uma justa visão doutrinária.
Frequentei por muito tempo um CE onde os carros eram de luxo e havia com que um desfile de Rolex e roupas caras.
Acaso isso seria classificado como imodéstia? Claro que não.Há alguém por aqui que compre uma calça e só a use em locais especiais, feito a antiga "roupa de domingo" que nossas mães nos diziam para usar quando íamos à missa?
compra aquele que tem suporte financeiro para tal e cuja compra não lhe irá fazer falta na comida e nas constas a pagar, por imodesto eu vejo mais a um amigo meu que tendo ganho um Rolex de outro amigo, não o usava sempre e quando o usava, só o exibia em locais fechados pelo medo de ser roubado.
ele ficava preocupadíssimo porque eu, que também ganhara um de meu pai, quando me formei, o usava com uso hoje o meu Rolex paraguaio, já que mantive o
Rolex verdadeiro até que pudesse dele, tirar o maior proveito, tive-o como uma poupança.
Num CE o que se quer não é ver a roupa, ou o calçado dos outros mas sim a exposição isenta de "achiologia" pautada sempre nas obras básicas, pois é de ensino que estamos falando e ensinos não podem ser vestidos de outra forma.
abraços,
Moura

É isso mesmo MOura, você está certo. Mas só fica uma pergunta: o que tudo isso tem a ver com o tópico?

Abraço!
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