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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 10 de Junho de 2016, 09:35

Título: Modéstia e ostentação: análise de um parágrafo
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Junho de 2016, 09:35
                                                               VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       
Modéstia e ostentação:
análise de um parágrafo
 

A virtude da modéstia é tratada diretamente no capítulo XIII de O Evangelho segundo o Espiritismo. Além da citação dos versículos, existem sete itens da lavra de Kardec. O item no qual ele dá início à sua análise é o de número 3. Este item inicial tem uma enorme importância, porque é onde ele demarca o tema e o problema a ser analisado. Dentro dele, Kardec começa com um parágrafo altamente sintético, onde introduz o objeto do estudo. O primeiro parágrafo é essencial para entender todos os textos restantes, dele e dos Espíritos, assim como o sentido mais profundo da questão colocada. O coautor da Doutrina Espírita, como exímio escritor que era, redigiu uma pequena e didática síntese inicial, porém muito esclarecedora:
 

“Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz” [1].

O parágrafo é baseado em três contraposições principais, na forma de termos antitéticos, que são: modéstia/ostentação, vida presente/vida futura e aprovação humana/aprovação divina. Estas antíteses são conexionadas por um movimento de passagem, no qual, ao se alcançar uma ter-se-á alcançado as outras duas. Assim, quem entendeu a “vida futura” procura praticar a modéstia e por isso busca apenas a “aprovação divina”.

A tese de Kardec é que a modéstia é uma manifestação de superioridade moral, e por decorrência, a ostentação é o seu inverso. O problema principal para o qual o parágrafo aponta é a necessidade da transformação das perspectivas humanas a respeito da vida para que a modéstia seja valorizada, em vez da ostentação. Quer dizer, pode-se entender o conceito de “vida futura” e sua antítese, porém, realizar a mudança de perspectiva, exige uma renovação pessoal.

Antes de entrarmos na análise das posições antitéticas e do movimento de passagem, façamos uma exploração dos principais termos utilizados.

A maioria dos dicionários diz que “ostentação” é o ato ou efeito de ostentar, ou seja, é “trombetear” ou fazer alarde, fazer barulho para chamar a atenção, é pompa, é aparato, é luxo, é vanglória, é magnificência, é exaltação; enfim, ostentar é colocar algo em evidência, com o objetivo de que seja visto por outras pessoas. A não ostentação significa que não se faz alarde ou não se coloca em evidência alguma coisa, embora possa ser vista. Apesar de os termos “não ostentar” e “ocultar” à primeira vista apresentarem conotação semelhante, não são idênticos. Este significa encobrir, tapar, não deixa ver, esconder, sonegar, calar, disfarçar, simular, não revelar. Nele há uma intenção nítida de impedir que algo seja visto, enquanto aquele significa que algo não é escondido, mas também não é exposto ostensivamente. Quem oculta algo certamente não o está ostentando, contudo, a não ostentação de algo não quer dizer que esteja sendo ocultado.

O termo “modéstia”, embora não tenha sido utilizado no parágrafo, inequivocamente é o antônimo de ostentação. O “não ostentar”, bem como o “ocultar a mão que dá”, referem-se, portanto, à modéstia.

Superior é algo que está mais elevado, mais acima, algo de excelente qualidade. Superioridade é a qualidade de algo excelente, algo que atingiu o mais alto nível ou padrão de acordo com um determinado referencial. Superioridade moral é, portanto, a qualidade de quem atingiu o mais alto nível espiritual. Se ocultar a mão que dá é marca incontestável de grande superioridade moral, então, a virtude da modéstia é moralmente superior à ostentação do bem que se faz e, contrariamente, ostentar é marca de inferioridade moral.

Existem termos cujo significado somente é entendido em correlação com outros termos. Por exemplo: pai e filho. Alguém só é pai porque gerou um filho, e alguém só é filho porque foi gerado por um pai. Seria inexplicável logicamente a situação de alguém que fosse pai sem ter um filho. No caso em que aqui tratamos a situação é idêntica aos termos abstrato e concreto. A abstração somente pode ser realizada a partir de algo concreto, de forma que ambos os termos são correlativos.

O termo “concreto” tem sua origem no latim “concretus”, que significa misturado, fundido, composto, combinado, juntado. O concreto de que aqui se trata não é necessariamente a coisa física, corpórea, sólida. A concretude pode ser identificada mesmo no espírito, que não é matéria, pois nele estão inerentes a inteligência, o pensamento, e outras faculdades; isto é, a inteligência está de tal maneira misturada com o espírito que é impossível imaginá-lo sem ela.

Já, “abstração” é termo latino “abstractus” ou “abstrahere”, cujos significados são: retirado, “retirado de”, extraído, isolado, distante. Em lógica, abstrair é o ato de isolar mentalmente as propriedades ou relações de um objeto, da sua essência, para considerar em separado estes elementos que são dados concretamente na realidade. É um desligar-se da realidade concreta para alcançar uma realidade abstrata. Por exemplo, o conceito de cavalo é uma abstração, pois somente considera o que é comum a todos os cavalos, reais, corpóreos. Quando se percebe certa virtude em uma pessoa, e pensa-se somente nesta virtude, sem considerar os aspectos essenciais da pessoa, isto é, o conjunto de traços que compõem e determinam esta pessoa, estar-se-á abstraindo.

Adicionalmente ao seu significado etimológico original, o termo “abstrair” carrega consigo fortes cargas semânticas derivadas de concepções filosóficas variadas, que foram desenvolvidas no decorrer dos tempos. No parágrafo em questão avultam os significados dos termos abstrato e concreto, embora este não tenha sido citado pelo codificador. Concreto, no contexto do parágrafo, seria um sinônimo daquilo que é percebido pelos sentidos, diretamente observado, algo que seria, assim, passageiro, transitório; já, abstrato seria sinônimo de tudo que é permanente, duradouro, imperecível. Da abstração surgem os conceitos, que sintetizam numa unidade a diversidade dos seres[2].

Cabe aqui outro esclarecimento. O termo conceito tem também origem latina: vem de “capio” e de “ceptum”, e quando unidos ao termo “cum” (com) formam o cumceptum, ou “conceito”, o que é captado, apreendido junto. Assim, conceito é a apreensão simples, a primeira operação do Espírito, é o ato pelo qual este capta, cognitivamente, alguma coisa. Mas de onde ele capta? O Espírito capta o que é genérico, o que é comum nos objetos de uma determinada classe e o traduz como um conteúdo. Neste estão implícitas as notas comuns a todos os objetos da classe objeto da atenção. O Espírito realiza a abstração para formar o conceito somente daquilo que há de comum com os outros objetos, quer dizer, somente é abstraída uma determinada propriedade que os outros objetos também possuem para inserir numa classe o conceito, enquanto outras são colocadas de lado. Por exemplo, ao dizer-se que o “carro x” é um automóvel, se leva em conta que ele é possuidor de certos atributos que o colocam na classe dos automóveis, ou seja, dos objetos que têm a capacidade de se automoverem, pois têm uma fonte interna de movimento. Neste caso não podemos afirmar, por exemplo, que uma carroça seja um automóvel, porque a sua fonte de movimento, seu motor, é externa, dependente de um animal, o cavalo.

Os termos “concreto” e “conceito” não foram utilizados por Kardec no parágrafo estudado, no entanto, a compreensão deste ficaria prejudicada caso não os esclareçamos, porquanto fazem parte da rede semântica dos termos que procuramos explicitar.

Identificação é o processo de encontrar pontos de igualdade entre pelo menos dois objetos; é também reconhecer alguma coisa como pertencendo à determinada classe. No que tange ao plano existencial do ser humano, a identificação remete à questão de determinar quem somos? Quem sou eu? E, quem é o outro? Outros significados para o termo, embora incomuns, no plano psicológico, seriam o de assimilação e o de integração. Haverá identificação quando, por exemplo, um indivíduo assimila determinada ideia; o individuo está integrado numa ideia quando a compreende completamente e passa a agir a partir dela.

Vida presente e vida futura são dois conceitos muito utilizados por Kardec e de suprema importância para entender todo o significado moral da necessidade da modéstia. Na verdade são dois termos-chave. Para Kardec, “Vida Futura” é a vida após a morte, e “Vida Presente” é a vida na matéria, vida corpórea.

O conceito de “Vida Futura”, segundo Kardec, é o eixo sobre o qual giram os ensinos de Jesus. Este conceito está firmemente assentado como princípio cardeal, na seguinte passagem:



             Ivomar Schüler da Costa








                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!



Título: Re: Modéstia e ostentação: análise de um parágrafo
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Junho de 2016, 09:38
                                                               VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.



                   
Por essas palavras Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra. Todas as suas máximas se reportam a esse grande princípio. Com efeito, sem a vida futura nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não creem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.

Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, [...]. É que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.[3] (Todos os grifos são nossos.)

Podemos ver nesta citação que a “vida presente” é a “vida terrena”, a vida do homem enquanto está encarnado, na Terra. Em outros momentos Kardec se refere à terrena também como “vida corpórea”. Contudo, a vida futura é o alvo (ponto de mira) para o qual os homens devem dirigir suas atenções.

A importância do conceito “vida futura” reside na sua posição de “grande princípio”, ou seja, o princípio-eixo, em torno do qual todos os outros se movimentam. É o princípio com os quais os ensinos de Jesus estão vinculados, pois sem ele todos os preceitos morais exarados pelo Mestre não teriam sentido. É este o motivo pelo qual Kardec afirma que a vida futura tem de ser o alvo das atenções dos homens enquanto entes encarnados. Somente com o entendimento deste princípio é que os preceitos morais se tornam claros. Evidente, desse modo, que o entendimento do preceito moral da modéstia não teria sentido sem o perfeito entendimento do conceito de “vida futura”.

Substancialmente consideradas, Kardec deixa transparecer que há uma tensão entre a “vida terrena” e a “vida futura”, tensão resultante da atribuição de valor positivo a uma e não a outra. Isso decorre, em parte, de que na vida terrena temos a predominância da transitoriedade de quase tudo, da fugacidade, da impermanência, enquanto na vida futura prepondera a permanência. Portanto, dar atenção à vida terrena será valorizar o transitório, ao passo que dirigir e fixar a atenção à vida futura será valorizar o que é permanente. Como a vida permanente é somente a futura, e onde nossa consciência se desnuda completamente, olhar atentamente para ela, e compreendê-la, desde a vida presente, faz com que mudemos nossa maneira de agir. Todavia, isso requer ingentes esforços.

A última antítese é a que envolve o agente da aprovação, se são os homens ou a divindade. Testemunho é a declaração de uma testemunha. Quando Kardec utiliza o termo “Testemunho dos homens” refere-se à aprovação social dada a um ato de bondade executado por uma pessoa qualquer. Este termo contrapõe-se ao de “Aprovação de Deus”. De uma maneira simplificada, podemos afirmar que a aprovação divina corresponde à aprovação, pela consciência moral do homem, dos atos praticados. Apesar de parecer menos importante, esta distinção desempenha uma função relevante, porquanto estão implícitos nestes termos a questão do lugar dos nossos valores. Dependendo de quem esperamos aprovação aos nossos atos, manifestamos nossa visão da vida, e por decorrência, nossa posição na escala moral.

A satisfação moral é uma consequência dos atos morais que praticamos. Queremos sempre encontrar satisfação neles. Na verdade, esperamos pela satisfação como um resultado imediato dos atos supostamente bons que praticamos. A questão que a envolve é que a aprovação social é quase imediata, mas nem sempre reconhece o verdadeiro mérito, enquanto a aprovação divina pode tardar além da nossa vontade de esperar, porém está sempre vinculada ao mérito verdadeiro. No caso da aprovação divina há um hiato de tempo entre o ato e a satisfação plena. Nossa imperfeição torna-nos ansiosos pela aprovação da sociedade, o que nos leva à ostentação da beneficência praticada, enquanto a satisfação plena somente será alcançada quando chegarmos à vida futura. Com nossa consciência livre das restrições da matéria poderemos analisar com mais rigor o quanto nossos atos foram bons ou não, e usufruir com mais vigor a satisfação decorrente da realização do bem.

Explicados cada um dos termos antitéticos, daremos continuidade em outra oportunidade à análise deste parágrafo, explicitando os movimentos internos dos conceitos.   

 

[1] Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. XIII. Fazer o bem sem ostentação – item 3. p. 220. Ed. 100. Tradutor: Guillon Ribeiro. FEB. Brasília, DF.

[2] Muito mais teríamos a dizer sobre este tema. Seria interessante que outros estudiosos pesquisassem os diversos significados dos termos concreto e abstrato e deslindassem a carga semântica que cada filosofia lhes atribui. Por exemplo, Platão “aumentava” a realidade da entidade abstraída, enquanto Aristóteles a “diminuía”. Na filosofia tomista distingue-se entre abstração total e abstração formal. Segundo Ferrater Mora, os escolásticos atuais distinguem três graus da abstração formal. A par do sentido em que Kardec os utiliza, sabemos que no sentido cristão tradicional a abstração estaria relacionada ao desprezo pela “carne”, ou seja, pelo corpo físico e pelos seus sentidos. Será que no Espiritismo o significado seria igual? O presente artigo não comporta tal estudo.

[3] Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. II. Meu reino não é deste mundo.  A vida futura – item 2. p. 67. Ed. 100. Tradutor: Guillon Ribeiro. FEB. Brasília, DF.


            Ivomar Schüler da Costa








                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Modéstia e ostentação: análise de um parágrafo
Enviado por: lconforjr em 10 de Junho de 2016, 19:49
Re: Modéstia e ostentação: análise de um parágrafo
      Ref msg inicial deste tópico e
      Ref resp #1, de 10 06 16, às 09:38, de Don Jorge.
     
      Provocado pelos textos das 2 msgs acima referidas, me permitam fazer alguns comentários:
 
      Antes, três palavras:

      - primeira: embora perceba que muitos amigos não gostam de raciocinar, de responder a perguntas, assim mesmo teimo em fazê-las, na esperança de que alguém que possua "boa-vontade" procure respondê-las!

      - segunda: para se entender a doutrina é preciso estudar, raciocinar, questionar, isto é, buscar o que ela chama de “fé raciocinada”; pois se não raciocinarmos, como vamos poder entendê-la?

      - terceira: é tão simples, tão fácil fazer como todos fazem, tanto a doutrina, como os evangelhos, como esses milhares de mensagens de espíritos que podemos ler todos os dias; todos dizem apenas “o que fazer”: “faça isto!”, “não faça aquilo!”, “seja assim!”, “não seja assim!”, mas absolutamente ninguém diz o “como fazer”! E de que vale para nós saber o que devemos fazer se ninguém ensina o “como fazer”?! É esse exatamente o trabalho que todos devemos fazer: procurar encontrar o “como fazer”;  procurar o conhecimento, que absolutamente ninguém nos dá, e que está faltando em nós, de “como fazer”!
     
      Comentários:

      - se a virtude da modéstia é tão importante e benéfica para todos nós, como é que devemos fazer para possuí-la, pois de nada adianta dizer a alguém que seja modesto se ninguém sabe “como fazer” para ser modesto? Ou “como fazer” para termos a virtude da bondade, da humildade, ou de não ser egoísta?

      - já que o texto diz que “quem entendeu a vida futura procura praticar a modéstia”, de que adianta que saibamos disso, se não sabemos “como fazer” para entender a vida futura ou, para “nos identificarmos com ela”?

      Texto diz que sendo “tese de Kardec que a modéstia é uma manifestação de superioridade moral, e por decorrência, a ostentação é o seu inverso”, devemos perguntar:

      - como devemos fazer, se gostamos de ostentar as posses, a riqueza, a inteligência, o poder, a fama etc, para abandonar esse desejo ou o prazer, e chegarmos a possuir essa superioridade moral?

      - e para nos colocarmos “acima da humanidade”, como aconselha o texto?

      - para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos outros, e esperar a aprovação de Deus?

      - para ter mais fé na divindade do que nos homens, se ter mais ou menos fé ou em quem depositar nossa fé não depende de nossa vontade?

      - para dar mais valor à vida futura do que a atual?

      - se “o problema principal para o qual o texto aponta é a necessidade da transformação das perspectivas humanas a respeito da vida para que a modéstia seja valorizada, em vez da ostentação”, isto é, se isso exige “uma renovação pessoal”, uma pergunta:  se, é evidente, que não fomos criados necessitados dessa renovação pessoal, o que é que no decorrer de nossa existência nos faz necessitar dessa renovação?

      Texto: Outros significados.. Haverá identificação quando, por exemplo, um indivíduo assimila determinada ideia; o individuo está integrado numa ideia quando a compreende completamente e passa a agir a partir dela.

      Conf: aí está uma verdade inquestionável, absoluta, e sobre a qual todos devemos refletir: que não basta estudar, refletir sobre a doutrina, ou sobre qualquer coisa que seja, para entende-la e praticar o que ela recomenda: o que precisamos é “compreender” pois só assim agiremos do modo como ela nos ensina, pois “compreender é agir”!

      Texto: O conceito de “Vida Futura”, segundo Kardec, é o eixo sobre o qual giram os ensinos de Jesus. Este conceito está firmemente assentado como princípio cardeal, na seguinte passagem:

      Conf: aqui, certamente o autor do texto, ou quem o trouxe ao tópico, se esqueceu de terminar seu pensamento!

      - E, repetindo, de que adianta que o texto nos diga que a vida futura deve ser o objeto de nossas maiores preocupações, o alvo de nossas atenções, se tantos não creem nisso, se tantos vivem como se esta vida fosse a única? E, se fomos todos criados perfeitamente iguais, porq é que tantos creem que a vida seja uma só e outros não creem assim? Porq uns compreendem e creem na vida futura e outros não?

      - E se para se entender a vida futura são exigidos “ingentes esforços”, isso significa que a divindade nos dá caminhos difíceis e depois nos pune por neles errarmos? Como entender isso?

      - E sendo a satisfação nossa consequência dos atos morais que praticamos, porq não praticamos somente atos morais corretos? Deus nos deu o livre-arbítrio para isso!

      - Sem dúvida que o que nos impede de fazer somente o bem é o fato de nossa consciência não estar livre das restrições da matéria, o que a impede de interpretar os eventos da vida corretamente! Mas, se é assim, e se Deus é bom e justo, qual é a explicação para os sofrimentos pelos quais todos, sem exceção, passamos?

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