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CODIFICAÇÃO => A Génese => Tópico iniciado por: parajoao em 08 de Dezembro de 2009, 17:04

Título: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: parajoao em 08 de Dezembro de 2009, 17:04
Sabe-se que "o instinto é um guia seguro que jamais se engana" e está diretamente correlacionado com os seres orgânicos, todavia no Cap.I pág. 69  da Gênesis, item 17, me pareceu, ainda não está resolvido sobre a maneira de se encarar o instinto, pois aquele ítem sugere que  o assunto ainda não foi totalmente revelado.

_ Diante disto, pode-se concluir que ainda não temos conhecimento sobre a influência do instinto nos espíritos erráticos?

_ Que as diversas teorias sobre o instinto ainda estão incompletas?


_ À luz da atualidade ainda persiste o mistério não revelado alusivo ao Cap. I pág.69, ítem 17 da Gênesis?
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: Mourarego em 08 de Dezembro de 2009, 17:23
Indico os itens de 73 a 75.a de OLE para a elucidaçlão da dúvida, mano João.
Abraços,
Moura
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: MarcoALSilva em 08 de Dezembro de 2009, 21:24

Há uma comunhão essencial entre instinto e inteligência, sem clara delimitação

74. Pode estabelecer-se uma linha de separação entre o instinto e a inteligência, isto é, precisar onde um acaba e começa a outra?
“Não, porque muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.”

75. É acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?
“Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia.”
(O Livro dos Espíritos)


Terá o princípio espiritual sua fonte de origem no elemento cósmico universal? Será ele apenas uma transformação, um modo de existência desse elemento, como a luz, a eletricidade, o calor, etc.?
Se fosse assim, o princípio espiritual sofreria as vicissitudes da matéria; extinguir-se-ia pela desagregação, como o princípio vital; momentânea seria, como a do corpo, a existência do ser inteligente que, então, ao morrer, volveria ao nada, ou, o que daria na mesma, ao todo universal. Seria, numa palavra, a sanção das doutrinas materialistas.
(A Gênese – pág. 208)


Creio que podemos afirmar que tanto os encarnados como os Espíritos na erraticidade têm instintos, aquisição necessária, concomitante e preciosa para a composição do ser.
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: parajoao em 10 de Dezembro de 2009, 15:22
Indico os itens de 73 a 75.a de OLE para a elucidaçlão da dúvida, mano João.
Abraços,
Moura


Caro Moura

     O ítens 73 a 75 de OLE, no meu entendimento, apenas explicam o instinto na sua essência, porém não se referem à condição do espírito na erraticidade.

      Até podemos raciocinar que aos espíritos ainda inferiores e portanto muito ligados às vicitudes,  possa o instinto estar presente nas suas ações mesmo desencarnado. O fato é que o cerne das perguntas vai mais além do que o contido naqueles ítens.

      As perguntas subsequentes já referendam o contido em Gênesis que em seu conteúdo no item 17 do Cap.I  Pág. 69, me pareceu ser ainda mistério até aquele momento.      
    

João
      
      
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: parajoao em 10 de Dezembro de 2009, 15:38

75. É acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?

“Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia  e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia.”
(O Livro dos Espíritos)
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Neste Ítem, dá entender que a resposta dos espíritos, inclue os próprios como dotados de istinto. Daí mais uma dúvida surge:  _
Os Espírios Superiores conservam o istinto?  

João
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: Mourarego em 10 de Dezembro de 2009, 16:46
Indico os itens de 73 a 75.a de OLE para a elucidaçlão da dúvida, mano João.
Abraços,
Moura


Caro Moura

     O ítens 73 a 75 de OLE, no meu entendimento, apenas explicam o instinto na sua essência, porém não se referem à condição do espírito na erraticidade.

      Até podemos raciocinar que aos espíritos ainda inferiores e portanto muito ligados às vicitudes,  possa o instinto estar presente nas suas ações mesmo desencarnado. O fato é que o cerne das perguntas vai mais além do que o contido naqueles ítens.

      As perguntas subsequentes já referendam o contido em Gênesis que em seu conteúdo no item 17 do Cap.I  Pág. 69, me pareceu ser ainda mistério até aquele momento.      
    

João
      
      

Mano João,
o instinto há de existir sempre. O que a resposta que versa sobre ele explica é que o homem o deixa de lado geralmente, quanto mais evolui.
Ora é o homem ou seja o Espírito que toma o caminho mais da razão  mas isso não o faz perder o instinto.
veja este caso:
Certa vez, estava para concretizar uma compra de valor alto. Tratava-se de moto importada para enduro, pois competia nessa modalidade de motociclismo fora de estrada.
Chegada a hora da compra, resolvi antes e já por instinto, testar a moto, e num dos saltos, numa trilha, escutei um barulho que me chamou atenção.
Ora, era um barulho de suspenção e que depois de forçar mais não aconteceu outra vez.
mesmo assim, na hoira de assinar o cheque a mão tremia e uma voz me dizia, não faça, não faça. mas fiz.
resumo da ópera: Uma das peças da suspenção traseira estava com problemas o que me deixaria sem recursos num enduro tão extenso como o da Independência, aqui no Brasil.
então desfiz a compra o que me deixou uns dias para receber o montante gasto na compra e me fez perder outra moto esta toda ik.
Qur dizer o instinto que eu pela razão, deixei de lado me avisava o tempo todo.
Digo instinto porque conhecendo bem a mecânica, sabia que poderia consertar a moto, mas a razão me gritava: conserta o que é novo? mas como a moto era importada no Brasil as peças não estavam a mão tão facilmente, mormente aquela que quase não apresenta defeitos.
Quanto as questões que o amigo trás, as de nº 17 do I cap. não consegui colocá-la dentro deste tema.
Esclareça-me por favor.
abração,
Moura
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: MarcoALSilva em 10 de Dezembro de 2009, 17:08

Perdão pela intromissão, mas vejamos as ações do arco-reflexo... Quem, sem se dar conta, encosta em algo quente muito antes de qualquer cogitação a respeito afasta-se de inopino. É um impulso (mobilização interna e automática de energia que incita a um compotamento), ou, no linguajar mais antigo, um instinto, no caso, de conservação.

Um Espírito superior tê-lo-á também. Não sei quando, como e por que motivo deva ser acionado nesse caso, mas os "impulsos instintivos" estarão no acervo de suas conquistas.

Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: Vitor Santos em 10 de Dezembro de 2009, 21:39
Olá

É preciso esclarecer em que sentido estamos a usar a palavra instinto.

Podemos usá-la no sentido de instinto de conservação, que nós e os animais temos, mas que é inerente apenas aos seres encarnados. Os espiritos não precisam de se preocupar com a sobrevivência, porque nem o espirito nem o perispirito morrem. Quem tem de se preocupar somos nós pois temos um corpo de carne, esse sim mortal.

Ou podemos usá-la no sentido de intuição, isto é percepção que nos chega por outras vias que não o raciocinio. Neste sentido os espiritos terão instinto. Mas há medida que o espirito progride cada vez será mais consciente e então interpreta a intuição como uma comunicação. A intuição ou é um estado de emancipação consciente da alma, ou é uma comunicação de outros espirito. Os espiritos não precisam de emancipar a alma, pois o estado de desencarnado é um estado permanente semelhante ao que chamamos nos encarnados emancipação da alma.

Se nós comunicamos pelo telefone e temos consciência disso, não vamos dizer que o telefonema é uma intuição. Assim se a intuição é uma comunicação de outros espirito, o espirito puro saberá que é uma comunicação, como nós sabemos quando recebemos um telefonema. A nossa percepção é limitada pelo corpo de carne, a percepção dos espiritos puros não deverá ser, pois não têm corpo de carne. Ele sabe sempre se o pensamento será  seu ou não. É assim que consigo imaginar aquilo que nenhum de nós pode saber por enquanto.

bem hajam
Título: Re: Os Espiritos na Erraticidade têm Instinto?
Enviado por: MarcoALSilva em 10 de Dezembro de 2009, 21:50

75. É acertado dizer-se que as faculdades instintivas diminuem à medida que crescem as intelectuais?
“Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia.”
(O Livro dos Espíritos)

Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria. O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais. É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto. O mal é, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.
(A Gênese – pág. 73).


Tem razão Vitor!

Não havia atentado.

Minha tendência pessoal era achar que o instinto permanece na conquista "ad infinitum".