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GERAL => Outros Temas => Transcomunicação Instrumental => Tópico iniciado por: Marianna em 08 de Setembro de 2009, 05:42

Título: AVANÇOS DA TRANSCOMUNICAÇÃO
Enviado por: Marianna em 08 de Setembro de 2009, 05:42




Em entrevista a PLANETA, Sonia Rinaldi fala dos avanços da transcomunicação instrumental e do trabalho científico que ela e sua equipe vêm desenvolvendo nessa área para provar a existência da vida após a morte.

PLANETA - Até a metade deste século, a comunicação entre o plano físico e o mundo espiritual era feita exclusivamente através de médiuns. A partir dos anos 50, começaram a aparecer as primeiras experiências de transcomunicação instrumental (TCI), que vêm ganhando espaço no mundo todo. Qual o motivo dessa inovação?

Sonia – Na realidade, bem antes desse período que você demarcou, já vinham sucedendo alguns contatos instrumentais, ainda que rudimentares. É bem verdade que, só depois dos anos 50, foi possível a melhoria desses contatos, porque mudaram os aparelhos. No começo, os gravadores eram muito primitivos e não ofereciam condições aos comunicantes espirituais. Depois eles passaram a oferecer mais condições e realmente se acelerou o processo. O motivo dessa inovação, possivelmente, atende a algum plano dos comunicantes espirituais, no sentido de trazer para a Terra evidências muito fortes com relação à questão da sobrevivência depois da morte. Vemos, pelo nosso trabalho, que há uma clara intenção deles em nos possibilitar a comprovação. Na realidade, nós abandonamos o gravador faz tempo e centramos todas as nossas pesquisas, tanto na parte de imagens quanto de áudio, no computador.

PLANETA – E telefone, TV, rádio?

Sonia – Há três anos eu venho trabalhando com cientistas e engenheiros, que inclusive estão atuando diretamente num projeto que busca a comprovação, em laboratório, da realidade do espírito. De lá para cá, a gente aprendeu a trabalhar de forma rigorosamente científica, controlada e muito transparente. Hoje, não caímos mais em histórias fantásticas, que não são devidamente aclaradas ou comprovadas. Posso lhe assegurar que o fenômeno é real com base em alguns equipamentos – por exemplo, o computador; temos contatos comprovados em secretária eletrônica, mas não temos nada via telefone. Então, nós não vamos fantasiar. Eu não sei se isso é uma possibilidade ou não.

PLANETA – Isso significa que pode haver fraude na transcomunicação instrumental...

Sonia – Pode.

PLANETA – E como se comprovaria a veracidade dessas comunicações?

Sonia – Exatamente trabalhando com o rigor que a gente trabalha e se associando com cientistas que, obviamente, só envolveriam o seu nome em coisas muito reais. Já surgiram fenômenos meio miraculosos nessa área, que não foram comprovados. As pessoas envolvidas nessas experiências normalmente se negam a permitir qualquer tipo de investigação. Esse não é o modo que nós trabalhamos; o o trabalho que fazemos é totalmente documentado no nosso site ou nos nossos livros. O projeto que estamos fazendo agora para a LBV vai resultar em um livro, que sairá em outubro e terá como título Espírito, o Desafio da Comprovação. Ele é todo técnico, cheio de gráficos, de análises; foi feito em cima de estudos rigorosamente controlados. Eu acho que só procedendo dessa forma você passa credibilidade para as pessoas.

PLANETA – Em geral, quem se envolve com a transcomunicação instrumental, pelo menos no Exterior, não tem nenhuma relação com o espiritismo. São engenheiros, pessoas mais ligadas à área eletrônica. Você chegou a fazer algum curso relacionado com engenharia?

Sonia – Não, eu sou formada em letras e publicidade. O que a gente hoje observa é o seguinte: sendo a sobrevivência uma realidade, isso não nos parece uma questão de religião, mas de ciência; e é por aí que a gente tenta caminhar. Obviamente o espiritismo, aqui no Brasil, é a doutrina que mais aborda essa questão; antes dele, porém, muitas religiões orientais também tinham propostas semelhantes. Nós entendemos que a realidade da sobrevivência do espírito não pode ficar limitada ao aspecto religioso, porque, se isso é verdade, tem de interessar a todo mundo, todas as religiões. Eu tenho formação espírita e até por isso me interessei em trabalhar na comprovação científica. Mas vejo que o assunto carece de evidências realmente definitivas. Por quê? Porque se fala em espírito há milênios, mas até hoje não há uma comprovação cabal; se houvesse, ela já teria derrubado o materialismo.

PLANETA – Ao que parece, a TCI poderia comprovar a existência da vida após a morte. Mas você acredita que um cientista totalmente materialista não arrumaria algum tipo de desculpa “científica” para rejeitar todas as provas?

Sonia – É por isso que as pessoas que estão trabalhando conosco nesse projeto que busca a comprovação da existência do espírito são cientistas, acadêmicos – só a partir deles isso teria validade. Obviamente, isso não é uma coisa que se comprovaria e todo mundo aceitaria. A gente sabe que vai haver muito, muito debate. Mas, se isso é real, tem de ser comprovado em diversos países e laboratórios.

PLANETA – Qual foi o primeiro contato de transcomunicação instrumental feito no Brasil?

Sonia – A gente tem notícia de que a Hilda Hilst, o Mário Amaral Machado e o Max Beresowiski, nos anos 70, foram os pioneiros. O Max sempre trabalhou mais com a parte de imagem, e obteve várias imagens interessantes. Embora não faça gravações, a Hilda é apaixonadíssima pelo assunto. E o Mário, até hoje, continua na ativa.

PLANETA – Mas no seu último livro, Transcomunicação Instrumental, Espiritismo e Ciência (DPL), você conta a história de um padre brasileiro que parece ter sido o precursor disso tudo...

Sonia – Mas aí já estaríamos falando do início do século. O padre Roberto Landell Moura foi, entre outras coisas, o inventor do rádio (a PLANETA já falou sobre ele, inclusive). Ele era gaúcho, viveu no final do século passado e esteve com o Thomas Edson nos Estados Unidos. Ele era um gênio, talvez um dos maiores inventores que o Brasil teve; inventou o rádio, o telégrafo sem fio, muitas coisas. Talvez o pecado dele tenha sido o de ser brasileiro. Quando esteve nos Estados Unidos, foi convidado para que ficasse lá e avançasse nas pesquisas; os americanos queriam dar-lhe todas as condições para isso. Mas ele disse: “Não, a glória da minha invenção há de ser do meu país.” Veio para o Brasil e acabou morrendo na miséria absoluta. E quem levou a glória do invento do rádio foi o Guilhermo Marconi, o italiano.

Entre a literatura que fala da vida do doutor Landell, existe um relato cuja veracidade a gente não pode comprovar. Mas um trecho afirma que um coroinha que trabalhava com ele chegou a vê-lo, muitas vezes, tirando do bolso da batina uma caixinha que falava. Agora, isso não poderia ser um possível rádio, porque o rádio tinha sido inventado por ele próprio; não poderia haver uma estação de rádio transmitindo. No entanto, o coroinha ouvia inclusive vozes em italiano; e o Landell falava italiano, porque ele morou na Itália também. Foi uma coisa que nunca figurou nas suas anotações de uma forma, digamos, mais oficial, porque ele era muito perseguido, justamente, por ser padre. Então, talvez ele tenha sido o primeiro transcomunicador do mundo. Pouco tempo depois disso, nos anos 20 – aí nós temos registros absolutamente fantásticos –, há notícias dos primeiros telefonemas recebidos no Brasil, do Oscar D’Argonnel. Mas isso era um pouco esporádico. Nessa fase, particularmente, as transcomunicações dependiam de doações de ectoplasma. No livro Vozes do Além Pelo Telephone, de 1925, D’Argonnel, deixa bastante claro que, para que os contatos ocorressem, era necessário a presença de médiuns participando das coisas. Hoje nós imaginamos que isso não seja preciso; estamos procurando comprovar ainda.

PLANETA – Qualquer pessoa poderia realizar o contato...

Sonia – Sim, até porque isso tenderia ao objetivo do plano espiritual de generalizar as comunicações. Porque, obviamente, se eles têm intenção de abordar a realidade da sobrevivência, não faria sentido que isso ficasse centrado em uma ou duas pessoas.

PLANETA – Ao que tudo indica, para contatar a Terra, os espíritos também construíram aparelhos apropriados para isso. Eles seguem os nossos padrões ou nós seguimos, inconscientemente, as diretrizes traçadas por eles?

Sonia – Na verdade, não há a menor informação sobre o processo que eles utilizam, mas aparentemente é por instrumentos. Eles dizem estar falando de uma estação. Como são esses equipamentos, porém, a gente não faz a menor idéia. Então, é melhor não falar sobre aquilo que a gente não sabe. Seriam só conjecturas.

PLANETA – Em 1990, você fundou a Associação Nacional de Transcomunicadores. Que tipo de pessoas são sócias da ANT?

Sonia – Hoje nós temos mais de 1.200 associados, que são basicamente de dois tipos. Diríamos que cerca de 80% nos procuram porque perderam uma pessoa muito querida e gostariam de contatar esse ser querido que morreu. Já os 20% restantes são pes-soas que buscaram a pesquisa porque apreciam o fenômeno, como é o meu caso.

PLANETA – No seu último livro, você afirma que, em breve, a comunicação com os espíritos através de aparelhos será um procedimento comum em todos os lares. Isso não poria em risco o processo de evolução espiritual, da maneira que ela é pregada hoje pelo kardecismo?

Sonia – Não entendi como isso poderia pôr em risco; ao contrário...

PLANETA – Por exemplo, o espiritismo afirma que o véu do esquecimento é um benefício para o ser humano. Na medida em que você facilita para que as pessoas entrem em contato com seus parentes mortos, quando eles forem reencarnar, serão identificáveis. Isso não atrapalharia esse processo?

Sonia – De novo a gente está se atendo a um aspecto religioso. O que nos interessa, de fato, é evidenciar se isso é uma verdade biológica. Se a gente sobrevive, nós estamos falando mais de uma questão biológica do que religiosa. Se, por exemplo, o meu avô está do lado de lá e ele quiser falar comigo, eu acho que é muito bom. E, se isso é possível hoje, é porque, provavelmente, a espiritualidade determina que assim pode ser. Agora, é bom lembrar que o próprio Kardec enfatizou que o espiritismo é uma doutrina em evolução e o que era válido há algum tempo pode estar tomando novos ares. Obviamente, existem implicações que você não levantou quando formulou essa questão. Imagine a importância filosófica, moral e ética que poderia ter as pessoas descobrirem que se vive depois da morte. A responsabilidade, acima de tudo, teria que ser outra. Quer dizer, se você hoje observa que vai viver do lado de lá depois que morrer, tem de começar a ficar esperta com relação ao que está fazendo.

PLANETA – Considera-se que os espíritos que entram em contato com a Terra são seres razoavelmente desenvolvidos. Será que eles realmente precisam de um instrumento no plano astral para fazer esse contato ou eles podem vir para o plano terrestre e, através do seu computador, de alguma maneira, fazer aparecer as imagens, os sons, etc.?

Sonia – Eu acho que podem. Agora, isso não pode ser negado peremptoriamente por pessoas que queiram que seja de outra forma. Dentro das nossas recentes observações, o seu pensamento é viável; mas, se ele é real, eu não posso garantir. Como não posso garantir que falam só por equipamentos.

PLANETA – Pode ser que até os dois sistemas sejam usados...

Sonia – Exato. Até porque se nota que muitas vezes eles estão num determinado ambiente que parece se identificar um pouco com o nosso. Então, pode ser um tipo de tecnologia que faça com que este ambiente, por exemplo, neste momento, esteja sendo (com certeza está) totalmente observado por eles, e que eles possam atuar aqui a partir de um local que a gente desconhece até em que dimensão está. Onde eles estão, a gente não sabe. Pode ser que algum tipo de aparelhagem facilite esse tipo de aproximação e possibilite também a interferência dos espíritos sobre o ambiente, sobre os aparelhos. Mas a gente vai preferir sempre não falar com garantia sobre aquilo que não sabe.

PLANETA – Na verdade, deveremos ter muitos anos de pesquisa pela frente...

Sonia – Muitos, mas muitos mesmo. É fascinante, porém, você ir descobrindo coisas e percebendo o quanto os espíritos querem colaborar para isso. Alguém poderia, de forma meio inocente, dizer: “Mas, se vocês conversam por que eles já não falam tudo?” Seria uma observação absolutamente infantil. Já notamos que, cada vez que chegamos a alguma descoberta, é como se eles retribuíssem, imediatamente, com fenômenos novos, que enfatizam aquilo que a gente está afirmando. Então, há uma cooperação muito grande, mas eles não fazem o caminho no nosso lugar.

PLANETA – Como vocês fazem o contato com os espíritos: param e se dedicam a gravar essas vozes, ou isso ocorre mais ocasionalmente, no meio de um evento, por exemplo?

Sonia – Hoje, o nosso elo com os comunicantes é tal que eu ligo quando estou precisando de uma informação, uma orientação por parte deles, ou desejo informar-lhes alguma coisa. Na realidade, no momento, eu não faço experimentos como rotina, porque não tenho tempo. Nós não teríamos condições de atender, por exemplo, as pessoas que interpretam mal o trabalho da associação e imaginam que podemos obter informações sobre os seus parentes falecidos. Nesse caso, recomendamos que a própria pessoa, mediante as orientações que passamos, faça os seus experimentos.

PLANETA – O que é necessário para fazer o experimento?

Sonia – Como falei, hoje é preciso basicamente o computador. Mas todas as orientações, que não são poucas, estão devidamente publicadas nos vários livros e revistas que a gente tem.

PLANETA – Como é que você faz a gravação da imagem? Existe uma câmera de filmagem?

Sonia – Há uma câmera de vídeo; aqui ela está ligada ao computador e eu filmo só os chuviscos de um canal livre. Normalmente, um minuto é tempo suficiente; entram de cinco a dez imagens. Eu abro no computador um programa apropriado para visualizar vídeo, e aí vou vendo imagem por imagem, procurando onde está a turbulência, que foi reorganizada e transformada em imagem.

PLANETA – Nos últimos tempos, a TCI vem ganhando espaço na imprensa; recentemente chegou até a ser capa da revista IstoÉ. Você acha que o tema tem sido tratado com respeito pelos meios de comunicação?

Sonia – Felizmente, sim. Eu tenho a impressão de que os repórteres têm se impressionado o suficiente para perceber que o fenômeno é uma realidade e que não daria para brincar com isso. Por exemplo, durante a reportagem feita aqui pelo SBT Repórter, houve na presença do jornalista um contato bastante interessante, relativo à mãe do iluminador, que nem sabíamos que havia morrido, e ao pai e à mãe do próprio apresentador. Isso evidencia de tal forma a realidade do fenômeno que eu acho que, se eles não levassem a sério, estariam faltando com a verdade.

Fártima Afonso
Planeta

Fonte da Internete


Título: Re: AVANÇOS DA TRANSCOMUNICAÇÃO
Enviado por: Demaa em 26 de Julho de 2010, 03:05
Voce, ja testou a transcomunicação  ?
Título: Re: AVANÇOS DA TRANSCOMUNICAÇÃO
Enviado por: CLAUBERTO em 26 de Julho de 2010, 13:23
MAIS MARAVILHOSO DO QUE A PRÓPRIA "TCI" ESTÁ NA FORMA COMO A SÔNIA OBSERVA O FENÔMENO DA TRANSCOMUNICAÇÃO COMO UMA POSSIBILIDADE EM QUEBRAR A SEGREGAÇÃO ENTRE AS CRENÇAS RELIGIOSAS. A COMPROVAÇÃO DESSE TIPO DE COMUNICAÇÃO NÃO DEVE SER LEVADA PARA O CAMPO EGOÍSTICO EM QUE A DOUTRINA ESPÍRITA SEJA A ÚNICA VERDADE. TODAS AS RELIGIÕES CUMPREM O SEU PAPEL DE ACORDO COM A EVOLUÇÃO INDIVIDUAL DE CADA SER. COM O ADVENTO DO CONTROLE DESSA TECNOLOGIA ESTAREMOS AVANÇANDO PELA QUEBRA DE DÓGMAS CRIADOS "INDEVIDAMENTE" POR PARTE DOS PRÓPRIOS ESPÍRITAS, A SEGMENTAÇÃO ENTRE AS CRENÇAS DE CADA UM.
Título: Re: AVANÇOS DA TRANSCOMUNICAÇÃO
Enviado por: caroldragonfly_nh em 09 de Setembro de 2010, 01:08
adorei o texto...