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GERAL => Outros Temas => Transcomunicação Instrumental => Tópico iniciado por: Sylvia Campos em 09 de Junho de 2012, 01:07

Título: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Sylvia Campos em 09 de Junho de 2012, 01:07
1. VOZES PARANORMAIS

1.1. CONCEITO

Para compreendermos o conceito de vozes paranormais, é necessário definirmos fenômeno paranormal. Denominamos de psi ou paranormal a todo o fenômeno que, tendo o homem como elemento deflagrador, apresenta as seguintes características:

a) uma modalidade de conhecimento que uma pessoa demonstra de fatos físicos e/ou psíquicos, relativos ao passado, presente ou futuro, sem a utilização (aparente) dos sentidos e da razão, assim como de habilidades que não resultem de prévio aprendizado.

b) uma ação física que uma pessoa exerce sobre seres vivos e a matéria em geral, sem a utilização de qualquer extensão ou instrumento de natureza material. (BORGES & CARUSO, 1986, p. 257)

Por sua vez, transcomunicação é uma palavra formada por “trans”, de origem latina, que significa “através de”, “para além de”, e pala palavra “comunicação”; derivada do latim “communicatione”, significando o ato ou efeito de emitir, transmitir ou receber mensagens. Portanto, etimologicamente, transcomunicação significa a transmissão de uma mensagem para além dos meios convencionais. O acréscimo do termo instrumental significa que este ato é feito através de um elemento intermediário, um instrumento; em particular, este instrumento é um aparelho eletrônico. Desta forma, tecnicamente, transcomunicação instrumental é a recepção, transmissão ou emissão de mensagens de natureza psi através de aparelhagem eletrônica. O físico e engenheiro alemão Ernst Senkowski foi o criador deste termo, na década de 80. (RINALDI, 2000, p. 7)

Na transcomunicação instrumental podem ser transmitidas imagens (transimagens) ou sons (transons). Estes sons comumente são de vozes humanas, podendo seu registro se dá por gravadores, computadores, ou outro meio eletrônico, sendo denominados de vozes paranormais. (NUNES, 1998, p. 41)

1.2. CLASSIFICAÇÃO

As vozes paranormais podem apresentar variantes conforme o modo, a consistência e a forma de expressão, que possibilitam uma grande riqueza do material investigado.

Há dois modos de gravação:

a) Normal – quando o áudio é gravado no sentido normal, da esquerda para a direita.

b) Reverso – quando o áudio é gravado no sentido reverso, da direita para a esquerda.

Ademais, há alguns elementos que dão consistência ou não a comunicação, fazendo com que a voz seja:

Quanto à compreensão do conteúdo:

a) Nítida – Quando há unanimidade, por parte dos ouvintes, no que se refere ao conteúdo da gravação.

b) Dúbia – Quando não há unanimidade, por parte dos ouvintes, no que se refere ao conteúdo da gravação.

Quanto à extensão da mensagem:

a) Curta – Quando a mensagem é constituída de, no máximo, cinco palavras.

b) Longa – Quando a mensagem é constituída de, no mínimo, seis palavras.

Quanto à coerência ao contexto do experimento:

a) Coerente.

a.1 ) Interativa – Quando o conteúdo da mensagem correlaciona-se ao  conteúdo das colocações ou perguntas do interlocutor.

a.2) Não interativa – Quando, apesar da coerência ao ambiente ou aos participantes do experimento, não houver nenhuma provocação verbal por parte dos experimentadores.

b) Incoerente – Quando o conteúdo da mensagem não se correlaciona ao conteúdo das colocações ou perguntas do interlocutor.

Quanto à identidade:

a) Matematicamente idêntica ao de uma pessoa:

i) viva.

ii) falecida.

b) Sem identificação matemática do emissor.

Além disto, as vozes eletrônicas paranormais podem apresentar as seguintes formas de expressão:

Quanto ao gênero:

a) Masculina.

b) Feminina.

Quanto à musicalidade:

a) Melodiosa.

b) Não melodiosa.

Isto posto, elaboramos um quadro de tipologia das vozes eletrônicas paranormais que permite matizar sua qualidade, qual seja:

Vozes tipo A1: Nítida, interativa, reversa, longa.
Vozes tipo A2: Nítida, interativa, reversa, curta.

Vozes tipo B1: Nítida, interativa, normal, longa.
Vozes tipo B2: Nítida, interativa, normal, curta.

Vozes tipo C1: Nítida, Coerente não interativa, reversa, longa.
Vozes tipo C2: Nítida, Coerente não interativa, reversa, curta.

Vozes tipo D1: Nítida, Coerente não interativa, normal, longa.
Vozes tipo D2: Nítida, Coerente não interativa, normal, curta.

Vozes tipo E1: Nítida, incoerente, reversa, longa.
Vozes tipo E2: Nítida, incoerente, reversa, curta.

Vozes tipo F1: Nítida, incoerente, normal, longa.
Vozes tipo F2: Nítida, incoerente, normal, curta.

Vozes tipo G: Dúbia

Neste trabalho, não estaremos interessados nas vozes tipo G, passíveis de inúmeras interpretações, nem as do tipo B, D e F, por serem no modo normal, ou seja, trataremos, apenas, das vozes tipo A, C e E.

2. VOZES PARANORMAIS REVERSAS

          2.1. Conceito.         

          São vozes paranormais que surgem ao se ouvir uma reprodução em sentido contrário ao que foi efetuada a gravação.

O primeiro transcomunicador a observar a existência das vozes reversas foi Jügenson.

Fazer a reversão com gravador é muito trabalhoso. Se a TCI é feita com gravadores de rolos, é suficiente inverter os rolos. Porém, se a gravação é feita em fita cassete, teremos que abrir a caixa da fita e fazer inversão manualmente. Atualmente, está bastante disseminada a gravação pelo computador, através do uso de programas de voz, que promovem a reversão com um simples clicar do comando “Reverse”.

2.2. Tipos

          Há, basicamente, dois tipos de vozes reversas:

a) Aquelas em que há uma voz humana no sentido normal e uma voz paranormal no reverso;

b) Aquelas em que há uma voz paranormal tanto nos sentido normal como no reverso.

Como subtipo deste, temos a voz reversa seqüencial, que complementa a voz paranormal gravada em sentido normal. O seguinte exemplo transliteramos da professora Sônia Rinaldi: “O caso desse transcontato ocorreu durante uma gravação, quando, numa reunião de associados, eu estava com um sino na mão para brincar e reunir o pessoal. No momento em que toquei o sininho, uma voz infantil modulou o som desse sino dizendo:

_ AQUI É GUSTAVO.

O mais impressionante é que, no sentido reverso, vem à seqüência da mensagem. Diz:

SEJA FORTE, MÃE.

Há que se notar que, para tal fenômeno ocorrer, a voz do mesmo menino gravou duas mensagens diferentes simultaneamente, sem que uma interfira na outra. (RINALDI, 2000, pp. 92-93)

Também é relatado pela professora Sônia o seguinte caso de voz reversa seqüencial: “Foi com surpresa que recebi uma gravação da trascomunicadora Deires Hoffman, de Amparo-SP,com a seguinte gravação:

_ É o Lão, estou falando!

Fiquei chocada, porque “Lão” era o apelido do Fernando que somente eu e ele conhecíamos, nem mesmo familiares. E mais surpreendente ainda, no reverso se ouve: _Sônia, com amor!.

Assim, é um áudio seqüencial, que completo fica:

_É o Lão, estou falando, (pra) Sônia, com amor!” (RINALDI, 2005, p. 169)

2.3. Exemplos Práticos

Vamos citar, aqui, dois casos de vozes reversas. O primeiro caso nos é fornecido pela transcomunicadora Sônia Rinaldi. Ela relata que em janeiro de 1998 recebeu a visita de um cientista que foi ajustar os equipamentos de captação de imagens, tendo realizado a gravação de sua conversa enquanto o Dr. Augusto fornecia explicações sobre Física.

Pode-se identificar a presença de vozes paranormais tanto no sentido normal como no reverso. Em uma das gravações, o Dr. Augusto diz:-”(…) até a esse ponto eu consigo, realmente, entender o que está sendo dito… essas são as transformações (..)”. Ao se reverter essa frase, parte dela fica indecifrável mas aparece duas vozes que modulam sobre a voz do Dr. Augusto e dizem: “Eu sou José” e “Que moça bonita”. É bom observar que não se conhece até hoje nenhuma tecnologia que possa produzir, no sentido inverso, gravações inteligíveis. Esse e os demais casos foram enviados para análise, por especialistas da USP, que concluiu pela não existência de evidência de que todas as locuções tenham sido pronunciadas pelo mesmo locutor, visto que os valores normalizados não se encontram perto o suficiente. (RINALDI, 1999, pp. 69-72)

O outro caso foi obtido em Pernambuco, no Grupo de Estudos e Pesquisas em Transcomunicação Instrumental Ivo Cyro Caruso, em sessão experimental de 24 de setembro de 2005. Em conversas anteriores ao início da gravação, Ronaldo Dantas lembrou a necessidade de, paralelamente a prática dos experimentos de TCI, formarmos, também, um grupo de estudos sobre o tema, para que pudéssemos aprofundar e aprimorar nossos conhecimentos e técnicas. A certa altura do experimento, quando o transcomunicador Fernando Pereira estava falando do filme sobre TCI, que estava passando no cinema, no reverso de sua voz, modulando-a, quando dizia “ … o título no Brasil é Vozes do Além.”, surge a gravação “claro .. é preciso organizar o grupo de estudo”.

Esta modalidade de voz paranormal (a reversa) é mais comum do que se imagina, conforme defende o transcomunicador Hildegard Schäfer, ao asseverar que “… É provável que tais resultados possam ser contatados em todas as comunicações recebidas, caso fossem examinadas deste ponto de vista… Ao passar minha fita Beispiele paranormaler Tonbandstimmen [Exemplos de Vozes Paranormais], (Editora Hermann Bauer, Friburgo), podemos observar que, em quase todas as setenta gravações, resultam, na reprodução invertida, mensagens diferentes mas também perfeitamente inteligíveis”. (SCHÄFER, 1997, p.60)
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: Sylvia Campos em 09 de Junho de 2012, 01:11
2.4. Mecanismo de Gravação

          O professor Salvatore de Salvo faz algumas recomendações para obtermos com mais sucesso as vozes paranormais, que devem ser objeto de observações acuradas, quais sejam: otêm-se melhores resultados quando se grava à noite, possivelmente em tempo claro; temporais dificultam, quando não impedem, a recepção; a lua crescente atua positivamente. (SALVO, 1992, p. 230)

No caso específico das vozes reversas, o Ph.D. Augusto Beresawskas, da Universidade de São Paulo, propôs um modelo para descrever o processo de produção de vozes reversas que consiste basicamente em supor a existência de “uma flutuação temporal entre a nossa Realidade e outras Realidades, que pode ser expressa por uma hilicóide”. Se efetuarmos um corte numa posição dessa helicóide e fixarmos um determinado tempo, teremos que o Tempo estará se deslocando num sentido por uma alça e em sentido contrário por outra. Esta helicóide seria uma projeção bidimensional de um Tempo n-dimensional, possibilitando a captação de mensagens inteligíveis nos dois sentidos.

Temos, assim, janelas periódicas, de segmentos constantes ao mesmo tempo nas várias Realidades, provindas de um colapso de uma Realidade Temporal maior para uma menor. Desta forma, o tempo pode ser entendido como a sucessão de eventos em Realidades Múltiplas, que, quando  observada a partir da nossa Realidade, as outras Realidades todas são colapsadas naquilo que você observa aqui. (RINALDI, 2000, pp. 94-97)

3. PSEUDOVOZES PARANORMAIS REVERSAS

          3.1. Conceito

          Ao escutarmos uma reprodução sonora em sentido contrário ao que foi gravada, em raras ocasiões é possível identificar palavras de nosso ou de outro idioma, fazendo-se necessário o reconhecimento e identificação deste fenômeno para não confundirmos com as autênticas vozes paranormais reversas. Com este intuito, discutiremos, aqui, as ocasiões em que tais eventos ocorrem que são basicamente dois: Como variável psicológica o fenômeno projetivo e como variável técnica os anagramas fonéticos.

3.2. O Fenômeno Projetivo

O profº Wellington Zangari e a profª Fátima Regina Machado, no trabalho “Recomendações Metodológicas aos Transcomunicadores”, no site www.portalpsi.com.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5wb3J0YWxwc2kuY29tLmJy), estabelece critérios para a implementação de um método científico na investigação das transcomunicações instrumentais, dos quais destacamos o fenômeno projetivo que transliteramos a seguir:

“Nosso objetivo é apresentar algumas das prováveis hipóteses alternativas acompanhadas de sugestões de soluções metodológicas que poderiam controlá-las de maneira efetiva. A seguir, faremos a apresentação sucinta das variáveis que sempre deveriam ser controladas e dos controles que poderiam ser empregados nas pesquisas de TCI…

… Dá-se o nome de fenômeno projetivo ao fato de um indivíduo reconhecer padrões em um evento caótico. O fenômeno de atribuição da causalidade, por seu turno, pode ser definido como o sentido ou interpretação emprestada a um evento qualquer. O indivíduo, por assim dizer, projeta seus conteúdos psicológicos, expectativas, crenças, em um evento qualquer, ainda que sua natureza seja caótica, sem sentido. Estes fenômenos psicológicos, já investigados há mais de um século pela Psiquiatria, pela Psicologia (sobretudo pela Psicanálise e pela Psicologia Social), têm sido utilizados, inclusive, com finalidades diagnósticas.

Os testes projetivos, por exemplo, formam uma família de testes em que este princípio é aplicado. O mais conhecido destes testes, o Rorscharch, emprega cartões com manchas de tinta, semelhantes às manchas simétricas obtidas a partir da colocação de tinta em uma folha e que é, então, dobrada uma vez e desdobrada. Cada observador vislumbra alguma imagem nas manchas de maneira semelhante às figuras vistas ao se observar as nuvens.

No caso específico da pesquisa em TCI, o observador poderia, em alguns casos, não ver ou ouvir alguma manifestação “paranormal”, mas interpretá-la como tal mediante o mecanismo da projeção e da atribuição da causalidade. Um ruído qualquer oriundo, por exemplo, do mecanismo do próprio gravador, poderia ser interpretado, posteriormente, como uma resposta ou comentário de fonte “espiritual”. Evidentemente, tal hipótese apenas seria válida para sons e imagens nada nítidas ou pouco nítidas, em que haveria que se fazer certo “esforço” para se reconhecer algum padrão organizado no evento.

Para que a projeção e a atribuição da causalidade venham a ser controladas, recomendamos que os investigadores em TCI ou aceitem apenas os sons e imagens perfeitamente nítidas, em que todos os observadores reconheçam o mesmo efeito ou, ao aceitarem efeitos pouco nítidos, realizem um processo de análise grupal e “cego”. Nesta última hipótese, seriam chamados, pelo menos, mais quatro transcomunicadores treinados para ouvirem (ou verem) o som (ou imagem) obtido. Sem ter acesso à interpretação de seus colegas, cada transcomunicador oferece sua interpretação por escrito.

Após os 5 palpites, abrem-se as folhas de registro de interpretação. Apenas no caso de haver concordância em pelo menos três dos cinco palpites é que se considerará o efeito como digno de investigação posterior. É comum verificarmos em seções de apresentação de gravações ou imagens o seguinte expediente: o transcomunicador revela sua interpretação do evento (som ou imagem) e, apenas posteriormente, apresenta a gravação ou imagem registrada. Este procedimento não é aconselhável, já que pode haver uma indução da percepção dos assistentes.

Em alguns casos, no entanto, mesmo a utilização deste expediente, não parece suficiente para garantir concordância perceptual entre a captação supostamente paranormal e a interpretação. Algumas vezes, verificamos que a interpretação do pesquisador que registrou certo efeito é contestada pelos assistentes. Isto mostra a necessidade de maior objetividade na avaliação dos efeitos registrados…”. (ZANGARI & FÁTIMA, 2007)

(continua..)
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: Sylvia Campos em 09 de Junho de 2012, 23:21
  3.3. Fita Torcida

O fenômeno projetivo pode ocorrer, também, no sentido normal de gravação, por ocasião do surgimento de fitas torcidas, que seria uma variável de natureza técnica acoplada a fenômeno projetivo.

Conforme a profª Sônia Rinaldi, pelo menos uns três casos já chegaram a Associação Nacional dos Transcomunicadores – ANT, hoje denominado de Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental – IPATI, para análise, porque a pessoa encontrou gravações que pareciam gravadas “em idiomas desconhecidos”, e logo deduziam que eram paranormais. Em 95% dos casos, essas ocorrências devem-se, apenas,a fita torcida, por simples descuido, não se tratando de fenômeno paranormal. Transliteramos, a seguir, o relato da professora Sônia Rinaldi:

“Um exemplo foi o caso trazido por uma associada, que enviou-nos uma fita com uns cinco minutos de nhumbtijlbh, nhfyb, hnmjgppk; etc. Língua desconhecida? Voz reversa? Que fenômeno seria aquele?

A profª Sônia Rinaldi enviou a fita ao associado da ANT, Engº. Valdir Cunha, que, cuidadosamente, fez a inversão manualmente, com árduo trabalho (já que, naquele período, ele não usava computador ainda para tratamento de áudio). Copiou inicialmente da fita para um gravador de rolo e, por fim, se deu ao trabalho de anotar todas as frases.

A conclusão foi que se tratava de uma poesia de fundo espiritualista.  O resultado foi levado para a associada que o forneceu, para que pudesse apreciar o caso. Ao que ela ouviu, disse de imediato:

-”Mas essa é gravação do médium “x”, feita em Uberaba, no término de um encontro no qual eu estava… e é a voz dele também”.

Oras, se não era falecido, e, se a mensagem era tal e qual a gravação original, só poderia ter ocorrido algo muito simples, que por fim, foi confirmado. Ao fazer uma cópia, acidentalmente, a fita enroscou no cabeçote do aparelho. Depois de arrumado, não se deu conta de que a fita amassou e torceu. Ou seja, a partir daquele ponto o áudio seria registrado no verso da fita. Essa fita foi guardada e ninguém mais se lembrava dela. Tempos depois, desejando reaproveitá-la, colocou para gravar. E aí teve a surpresa da “língua estrangeira desconhecida”. Foi fácil verificar: pegamos a fita original e a rolamos manualmente até que, záz, lá estava o retorcido causador do “falso fenômeno”. “ (RINALDI, 2000, pp 88-89)

Em Pernambuco também tivemos um caso semelhante a este, conforme relato do professor Valter da Rosa Borges, descrito a seguir: ”Em outubro de 1973, fui convidado a ir ao gabinete do Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Desembargador João Baptista Guerra Barreto, que desejava falar-me a respeito de um estranho fenômeno que ocorrera naquele Tribunal.

Contou-me que, em sessão de uma das Câmaras Cíveis, o voto do Desembargador Pedro Malta, depois de gravado e taquigrafado, foi levado para ser conferido e datilografado. Qual não foi a surpresa da datilógrafa, quando ao conferir as notas taquigrafadas com a gravação da fita cassete, ouviu, após alguns minutos da fala de Pedro Malta, uma voz estranha dizendo coisas incompreensíveis. Aquele fato causou perplexidade entre funcionários, juízes e desembargadores e, de logo, se pensou tratar-se de um fenômeno sobrenatural.

Guerra Barreto, hoje falecido, com a sua costumeira serenidade, mandou investigar a fita por poligrotas que ele conhecia, a fim de descobrir se se tratava realmente de algum idioma.Como não obteve êxito nessa tentativa, resolveu pedir a minha ajuda para investigar o fenômeno, e disse-me que, para isso, providenciaria uma cópia da gravação originou. Solicitei-lhe que me fornecesse a gravação original, o que ele o fez sem qualquer objeção.

Levei a fita cassete para a minha residência e, de logo, telefonei para João Alves de Andrade, técnico em eletrônica e funcionário da TV Universitária Canal 11. Depois de relatar-lhe o acontecido, Andrade asseverou-me que sabia do que se tratava e, horas depois, chegava ao meu apartamento para examinar a fita. Antes, porém, explicou-me que, seguramente, a fita, por ocasião da gravação, havia dobrado dentro do cassete.

Abriu, então, o cassete e, de imediato, encontrou o local onde a fita havia dobrado. Colocamos o cassete no gravador e ouvimos a gravação até o fim. A fala de Pedro Malta reapareceu na sua integridade e a voz misteriosa, falando um idioma desconhecido, não mais se reproduziu. Devolvi o cassete a Guerra Barreto e expliquei-lhe a causa do fenômeno, esclarecendo que, se ele tivesse me fornecido a cópia da gravação e não o original, aquele “mistério” jamais seria resolvido”. (BORGES,, 2000, p. 52)

Esse fenômeno, embora não se relacionando diretamente com vozes  reversas mas com pseudovozes paranormais de uma forma geral, servem para ilustrar o cuidado que devemos ter ao lidar com estes fenômenos, para não fazermos interpretações precipitadas e termos o cuidado de olhar o evento sobre várias perspectivas.
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: Mourarego em 10 de Junho de 2012, 00:10
Meus amigos, ajudem-me a entender melhor:
sabendo-se que o tempo de apresentação do mundo dos Espíritos já se deu há muito tempo, sabendo-se que há sempre, segundo o que ensina a doutrina, uma razão inteligente e de natureza a melhorar moralmente aos espíritos encarnados, para a apresentação quer de efeitos físicos, quer de efeitos inteligentes, fico sem saber qual a validade, intenção ou mesmo uma razão plausível, para que hoje em dia eles optassem por mensagens em reverso...
Abraços,
Moura
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: emersonnogueira em 11 de Junho de 2012, 12:05

  Meu caro Moura, hoje se ouve muito no meio espírita como um todo se dizer que não há mais motivo da apresentação do mundo espiritual para conosco, de não haver mais necessidade dos efeitos físicos, e ai eu pergunto, será que não precisamos mais mesmo?
  Ano passado, duas intituições abriram cursos de nível superior para estudo e prática do conhecimento espiritual e eles, acredite se quiser, estão experimentando desde o início at´[e com práticas de mesas girantes....acho isso sensacional.
  Nossa sociedade e a ciência ainda precisa de estimulos maiores para deflagrar o interesse, a curiosidade e o saber necessário para pesquisar, compreender e se aprofundar mais na fé e na crença da reencarnação que até então, mesmo com algumas pesquisas no ramo, é desacreditada.....acho muito válido e necessário.

Abraço fraterno.
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: Anton Kiudero em 11 de Junho de 2012, 14:01
Meus amigos, ajudem-me a entender melhor:
sabendo-se que o tempo de apresentação do mundo dos Espíritos já se deu há muito tempo, sabendo-se que há sempre, segundo o que ensina a doutrina, uma razão inteligente e de natureza a melhorar moralmente aos espíritos encarnados, para a apresentação quer de efeitos físicos, quer de efeitos inteligentes, fico sem saber qual a validade, intenção ou mesmo uma razão plausível, para que hoje em dia eles optassem por mensagens em reverso...

Acompanho de muito longe o tema TCI, sem muito interesse, apenas para ver no que vai dar. Mas nunca fiz a reflexão que o amigo postou. Para que metodos tão complicados se podemos conversar com espíritos todo dia, como fazemos com encarnados, bastando para tal chama-los ou aguardar que venham expontaneamente, atraves de mediuns qualificados. De certa maneira da a impressão de ser a reinvenção da roda apesar de parecer interessante e mesmo "fantastico" para alguns.

 
Título: Re: As Vozes Paranomais Reversas (Conceitos) - Pesquisador RONALDO DANTAS
Enviado por: Mourarego em 11 de Junho de 2012, 21:25
Caro Emerson,
na verdade o que aconteceu no ano passado foi a abertura de dois cursos de pós, sobre teologia Espírita.
Uma fabriqueta de quintal para angariar grana mano, apenas isso.
Há uns oito anos surgiu no sul do Brasil uma Universidade que tinha por nome Universidade Espírita, lá se fazia experimentos com mesas girantes, não sei se hoje ainda o fazem.
abraços,
Moura


  Meu caro Moura, hoje se ouve muito no meio espírita como um todo se dizer que não há mais motivo da apresentação do mundo espiritual para conosco, de não haver mais necessidade dos efeitos físicos, e ai eu pergunto, será que não precisamos mais mesmo?
  Ano passado, duas intituições abriram cursos de nível superior para estudo e prática do conhecimento espiritual e eles, acredite se quiser, estão experimentando desde o início at´[e com práticas de mesas girantes....acho isso sensacional.
  Nossa sociedade e a ciência ainda precisa de estimulos maiores para deflagrar o interesse, a curiosidade e o saber necessário para pesquisar, compreender e se aprofundar mais na fé e na crença da reencarnação que até então, mesmo com algumas pesquisas no ramo, é desacreditada.....acho muito válido e necessário.

Abraço fraterno.
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: dgodv em 27 de Junho de 2012, 13:15
Ao amigo Anton e ao amigo Moura:
Hoje realmente não é mais necessário efeitos fisicos para o "espirita" acreditar que existem espíritos. Ele acredita.

Mas a TCI é voltada principalmente para "não espíritas" que perderam entes queridos. E para estes, escutar uma palavra sequer (que na maioria das vezes vem com a voz ou sotaque do falecido) não tem comparação.

Vejam se há diferença nas estórias abaixo:
1) Fulano (A) está apaixonado por fulana (B). Fulano (C) que é amigo do fulano (A) fala pro fulano (A) que a fulana (B) também esta apaixonada pelo fulano (A).
Resumindo: (A) apaixonado por (B). (C) fala para (A) que (B) também é apaixonada por (A).
Fulano (A) deve ficar muito feliz.

2) Fulano (A) está apaixonado por fulana (B). Fulana (B) fala para  fulano (A) que também o ama.
Resumo: (A) apaixonado por (B). (B) fala pra (A) que tbm o ama.
Será que é a mesma coisa que a estoria anterior? Será que é a mesma emoção?

A TCI acalma os corações partidos pela perda.

Quanto ao uso de metodos tão complicados: é devido a enorme diferença de equipamentos usados para o envio e o recebimento. Mas se está buscando a cada dia um método que fique mais fácil e que as comunicações fiquem mais nítidas.
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Mourarego em 27 de Junho de 2012, 17:20
Amigo Dgodv,
um grupo sério de TCI, raramente tem como objeto outra coisa fora dos estudos sobre o tema.
Aliás, entre os poucos grupos sérios que já conheci poucos resultados hão de ter acontecido.
Isso porque a coisa não se dá com tanta facilidade como se pensa, há que haver uma similaridade de pensamentos (com,unhão), muito grande pois que qualquer um do grupo que esteja mal sintonizado pode atrapalhar tudo.
Sobre ser ou não necessário a apresentação de efeitos físicos devo lhe informar que estes não apontam para os já espíritas mas sim aos que necessitam de ver para crer, tanto que continuam a acontecer por todo canto.
Abraços,
Moura
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Amigo em 27 de Junho de 2012, 23:56
Moura e amigos este é mais um meio de estabelecimento de contato entre os dois planos de existências que tanto serviria de apoio tanto pra espíritas e não espíritas...pra espíritas o que nos serviria de útil além de testar outros meios de comunicação além túmulo,o trato do animismo em questão e evitar o desgaste mediunico já que alguns alegam que não é necessário!estudiosos tanto espíritas ou não tem se empenhado em novas pesquisas!Alguns pensam" mas é ainda necessário tais fenomeno ou comprovação? e porque não? todo serviço útil ao bem é importante, uma pra evolução humana num todo, outra pra evolução planetária!Você ver um padre francês já admitindo que a  teologia da igreja já está ultrapassada outros tantos já estudam,pesquisadores outros sem vínculo  religiosoatestando o fenômeno pra mim é válido!
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Amigo em 28 de Junho de 2012, 04:35
“Mais tarde, a eletricidade fará sua revolução medianímica, e como tudo será mudado na maneira de reproduzir o pensamento do Espírito, não encontrareis mais dessas lacunas, algumas vezes lamentáveis, sobretudo quando as comunicações são lidas diante de estranhos.” (GUTEMBERG, em Revista Espírita, abril de 1864)
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Sylvia Campos em 06 de Julho de 2012, 21:11
Concordo!

“Mais tarde, a eletricidade fará sua revolução medianímica, e como tudo será mudado na maneira de reproduzir o pensamento do Espírito, não encontrareis mais dessas lacunas, algumas vezes lamentáveis, sobretudo quando as comunicações são lidas diante de estranhos.” (GUTEMBERG, em Revista Espírita, abril de 1864)
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Sylvia Campos em 06 de Julho de 2012, 21:18
“É razoável concluir que aqueles que deixam a Terra desejarão se comunicar com os que aqui ficaram. Inclino-me para acreditar que essa personalidade será capaz de afetar um aparelho. Tal instrumento, quando disponível, deverá registrar algo”. Thomas A. Edison
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Mourarego em 07 de Julho de 2012, 17:53
Ao tempo em que se montava o primeiro aparelho com o fim de captar e retransmitir vozes do além, a equipe do mais importante dos pesquisadores, obteve muitos feitos.
Um dia porém parou... Tentou-se de tudo mas nada, nenhuma voz a mais apareceu.
Tempos após descobriu-se que a falta de um Dr. japonês, que integrara a equipe era o fator gerador da mudice do aparelho, chamado EspiriCon.
Conclusão, nenhum aparelho pode de per si captar algo que não provenha de uma qualidade especial e medianímica que lhe seja faltante. Tais qualidades só estão em seres humanos, não em máquinas.
Uma simples divergência de entendimentos, guardada em segredo pode fazer cessar tais comunicações exatamente por modificar o fluido ambiente.
O chamado ruido branco é muito sensível a qualquer modificação no fluido ambiente.
Abraços,
Moura
Título: Re: Vozes Paranomais Reversas (Conceitos)
Enviado por: Mourarego em 07 de Julho de 2012, 18:29
No sentido do tema que o tópico pergunta.
O que querem indicar as tais vozes reversas?
A doutrina explica que quando um Espírito se digna a ditar algo, este algo há de ser de interesse geral e no Bem Geral.
Logo, falta ao fenômenos da voz  reversa ou na escrita especular, tal qualidade.
Não basta que um Espírito, em voz reversa assim diga: "aruoM adutse a anirtuoD", para que isso queria dizer algo de grande ensinamento.
tal fato só tem o fito de chamar a atenção para a liberdade que o mundo espiritual tem.
Os Espíritos bons, nunca se utilizam dese tido de coisa, pois querem que suas mensagens e ensinos cheguem mais fácil e rápido aos que delas necessitam.
abraços,
Moura