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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Victor Passos em 03 de Setembro de 2007, 10:36

Título: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Victor Passos em 03 de Setembro de 2007, 10:36
 
    Sob qualquer aspecto considerado, o vício - esse condicionamento pernicioso que se impõe como uma "segunda natureza" constritora e voraz - deve ser combatido sem trégua desde quando e onde se aloje.

Classificado pela leviandade de muitos de seus medos como de pequeno e grande porte, surge com feição de "hábito social" e se instala em currículo de longo tempo, que termina por deteriorar as reservas morais, anestesiando a razão e ressuscitando com vigor os instintos primevos de que se deve o homem libertar.

Insinuante, a princípio perturba os iniciantes e desperta nos mais fracos curiosa necessidade de repetição, na busca enganosa de prazeres ou emoções inusitados, conforme estridulam os aficionados que lhe padecem a irreversível dependência.

Aceito sob o acobertamento da impudica tolerância, seu contágio destrutivo supera o das mais virulentas epidemias, ceifando maior número de vidas do que o câncer, a tuberculose, as enfermidades cardiovasculares adicionados... Inclusive, mesmo na estatística obituária dessas calamidades da saúde, podem-se encontrar como causas preponderantes ou predisponentes as matrizes de muitos vícios, que se tornaram aceitos e acatados qual motivo de relevo e distinção...

Os vitimados sistemáticos pela viciação escusam-se abandoná-la, justificando que o seu é sempre um simples compromisso de fácil liberação em considerando outros de maior seriedade que, examinados, a sua vez, pelos seus sequazes, se caracterizam, igualmente, como insignificantes.

Há quem a relacione como de conseqüência secundária e de imediata potência aniquilante. Obviamente situam suas compressões como irrelevantes em face de "tantas coisas piores"... E argumentam: "antes este" , como se um mal pudesse ter sopesado, avaliada e discutidas as vantagens decorrentes da sua atuação...

Indiscutivelmente, a ausência de impulsão viciosa no homem dá-lhe valor e recursos para realizar e fruir os elevados objetivos da vida, que não podem ser devorados pela irrisão das vacuidades.

A vinculação alcoólica, por exemplo, escraviza a mente, desarmonizando-a, e envenena o corpo deteriorando-o. Tem início através do aperitivo inocente, quão dispensável, que se repete entre sorrisos e se impõe como necessidade, realizando a incursão nefasta, que logo se converte em dominação absoluta, desde que aumenta de volume na razão direta em que se consome.

Os pretextos surgem e se multiplicam para as libações: alegria, frustração, tristeza, esperança, revolta, mágoa, vingança, esquecimento... Para uns se converte em coragem, para outros em entusiasmo, invariavelmente impondo-se, dominador incoercível. Emulação para práticas que a razão repulsa, o alcoolismo faz supor que sustenta os fracos, que tombam em tais urdiduras, quando, em verdade, mais os debilita e arruína.

Não fossem tão graves, por si só, os danos sociais que dele decorrem - transformando cidadãos em parias, jovens em vergados anciãos precoces, profissionais de valor em trapos morais, moçoilas e matronas em torpes simulacros humanos, aceitos e detestados, acatados e temidos nos sítios em que se pervertem, a caminho da total sujeição, que conduz, quando se dispõe de moedas, a Sanatórios distintos e em contrário, às sarjetas hediondas, em ambos os casos avassalados por alienações dantescas -, culmina em impor os trágicos autocídios, por cujas portas buscam, tais enfermos, soluções insolváveis para os problemas que criaram espontaneamente para si próprios... Não acontecendo à queda espectacular no suicídio, este se dá por processo indirecto, graças à sobrecarga destrutiva que o alcoólatra ou simples cultivador da alcoolofilia depõe sobre a tecelagem de elaboração divina, que é o corpo. E quando vem a desencarnação, o que é também doloroso, não cessa a compulsão viciosa, em que o espírito irresponsável constata que a morte não resolveu os problemas nem aniquilou a vida...

Nesse capítulo convém considerarmos que a desesperada busca ao álcool - ou substâncias outras que dilaceram a vontade, desagregam a personalidade, perturbam a mente - pode ser, às vezes, inspirada por processos obsessivos, culminando sempre, porém, por obsessões infelizes, de consequências imprevisíveis.

A pretexto de comemorações, festas, decisões, não te comprometa com o vício.

O oceano é feito de gotículas e as praias imensuráveis de grãos.

Liberta-te do conceito: "hoje só", quando impelido a comprometimento pernicioso e não te facultes: "apenas um pouquinho", porquanto, uma picada que injeta veneno letal, não obstante em pequena dose, produz a morte imediata,

Está-se bafejado pela felicidade, sorve-a com lucidez.

continua
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: vennus em 09 de Julho de 2008, 02:41
 E se isso ainda não fosse o bastante,traz sérios danos ao corpo físico,sem dizer daqueles que desencarnam pelo vício,e se tornam voluntários do vampirismo.
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Amigo em 09 de Julho de 2008, 03:21
Amigos olha esse texto que li e achei interessante sobre essa problemática que nos serve também como alerta em nosso movimento espírita:

Coisas absurdas do Movimento Espírita
Wellington Balbo

Era um alcoolista em recuperação e trazia consigo a vontade de superar a dependência química e psicológica que caracteriza aqueles que se embrenharam pelo vício da bebida alcoólica. Alguns amigos espíritas apresentaram-lhe as lições da doutrina codificada por Kardec, e esta caiu como uma luva em seu desanimado coração. E desde então dedicou-se de corpo e alma ao estudo do Espiritismo, freqüentando o Centro, assistindo as palestras e também servindo na área de assistencial social.

Todavia, com o organismo ainda intoxicado pelos anos de consumo do álcool, era com freqüência que se via tentando a dar o último gole, que em realidade não seria o último, mas o primeiro de sua recaída.

E no dia 10 de outubro de 2006, encontrou-se novamente com o vício, tomando aquele malfadado gole da recaída. Curioso notar que não fez uso da bebida alcoólica em algum bar ou lanchonete, mas sim na festa beneficente promovida pelo centro espírita que freqüentava, onde os dirigentes levaram cervejas e vinhos com a desculpa de que se não houvesse bebida alcoólica o evento ficaria às moscas. Sucumbiu justamente no lugar que deveria servir de apoio para sua recuperação.

O Espiritismo tem função sociológica das mais relevantes na sociedade contemporânea. Ao difundir a necessidade de aperfeiçoamento moral e intelectual constante do indivíduo, presta importante colaboração para que se extirpem males sociais que são responsáveis pela infelicidade e desdita de muitos povos e pessoas. E o álcool é um desses males sociais que desagregam famílias, promovendo crimes e facilitando a derrocada moral de muita gente.


A história acima, caro leitor, foi inspirada em um relato feito por um amigo, “chateado” com a iniciativa de alguns dirigentes espíritas de uma cidade de nosso Brasil, que andam promovendo festas beneficentes regadas a bebida alcoólica, com a desculpa de que se não houver bebida o evento ficará vazio.

Lamentável que isso ocorra. Mas a realidade é que os centros espíritas irão sempre refletir as tendências de suas lideranças. Se lideranças saudáveis, baseadas na legítima vontade de difundir os postulados de Kardec, teremos Centros coerentes, atuando com o bom senso ensinado pelo codificador. Contudo, se lideranças com idéias equivocadas, desvirtuando propósitos, teremos centros espíritas inabilitados a ensinar o Espiritismo.

Ao proclamar que o verdadeiro espírita é aquele que se esforça por superar suas mazelas morais, Kardec deixou claro que o Espiritismo não pede indivíduos perfeitos, mesmo porque sabe que estes não existem neste planeta, mas sim indivíduos comprometidos com o trabalho de sua melhoria íntima que redunda em melhoria coletiva. Ou seja, não obstante as nossas limitações inerentes à condição humana, podemos superar nossas más inclinações e tornar o centro espírita um local de bênçãos a refletir nosso real compromisso com a renovação.

Em relação a justificativa dos dirigentes de que se não houver bebida alcoólica o evento beneficente ficará às moscas, afirmamos que é desprovida de lógica e bom senso. O Espiritismo não tem compromisso de agradar a gregos e troianos, portanto, não há qualquer vinculo da Doutrina Espírita com bebidas alcoólicas e quantidade de pessoas que haverá em um evento beneficente. O compromisso do Espiritismo é oferecer recursos de esclarecimento para que o ser humano desperte às realidades além da matéria, educando-se a fim de compreender os mecanismos que regem as leis da vida.

O compromisso do Espiritismo é com a sociedade e sua melhoria, tudo que foge ao bom senso e propaga o vício não reflete os ideais da doutrina codificada por Kardec.

Pensemos nisso.
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Victor Passos em 09 de Julho de 2008, 08:26
Ola muita paz companheiros

O alcoolismo é um conjunto de problemas relacionados com o consumo em excesso e prolongado do alcool e das consequências que advem dele.

   No alcoolismo encontram-se vários conceitos que nos mostram o tamanho da enormidade do efeito; a dependência,abstinência,abuso e intoxicação por alcool

( embriaguez).

A dependência

   Existe ao que se chama, reforço positivo e negativo.

  O reforço positivo é o comportamento em busca de prazer,enfim em busca de algo! Quando é agradavel a pessoa busca os mesmos estimulos para manter a continua satisfação.

  O reforço negativo é o comportamento para debelar a dor da perda,da carência ou da objecção ao alcool.

   È o afago da dor pela dor,na angústia  da perda e na parede que se lhes coloca , dificil de temporizar em valores fisicos e psicologicos.

  Depois disso o alcool já não preenche pelo prazer, mas pela ansiedade da abstinência e desequilibrio da sintomatologia, a bebida continua sempre,será mais um acesso de preenchimento, ao vazio deixado.

   Existe também o problema do alcoolatra, sempre achar que pode deixar e parar a qualquer momento, porém é o começo do seu engano e principio do infortúnio.

  A partir daí começa a auto-estima a ficar enfraquecida e então começa a batalha para lutar contra a doença, que administrou e tomou em seu caminho.

   Um dos maiores problemas do vicio é a negação do mesmo. Daí à violência a si mesmo e ao próximo é um instante. As discussões, a falta de dialogo, as irritações aumentam e quem começa a turvar e ser consequência são os viventes do Lar.

   O tratamento é complexo porque a própria personalidade se enegre-se pela carência sem par.

   Infelizmente mesmo com todas terapias, a taxa de recaída é de 90%, devido à intensa vontade persistente de voltar a consumir .

   As mulheres são mais vulneraveis ao alcool.

   Os milhões de filhos, que convivem com alcoolatras tem por consequência, tendencia para problemas emocionais e psiquiatricos.Acabam por se vitimizar,transformando-se em seres que não gostam de si mesmos ,e não querem que os outros sejam diferentes. Substimam-se de tal forma, que a mentira e os valores reais da vida para eles , são mera conflitividade. Caiem no roubo e conflito constante ,as Escolas, trabalho,  Familia sofrem por tabela.

   O que sobra do alcoolatra é as insónias, alucinações, convulsões, o desgaste,nauseas e os imensos problemas que advém do alcool.

   Os seus orgãos são afectados desde o cerebro ao coração.

   Nem sabendo tudo isso ,se resolve o problema de própria incúria de beber....veja-se o aumento da violência domestica, da criminalidade , da infertilidade,do divorcio e da queda do amor próprio que está inserido nos nossos jovens viciados...

  O Espiritismo é um polo de apoio tremendamente importante para ajudar estes irmãos, porque os valores cristicos e educação ensinados no Evangelho são remedio tranquilizador , para  ajudar estes irmão a eclodir da carapaça e começarem a se amar mais. Tudo isto com acompanhamento do passe e água fluidificada e claro com a presença do próprio em vontade e fé, poderá ser o mote da sua libertação.

 Sabemos das obsessões, da vampirização nestes casos, como noutros , porém só o dialogo sincero, e o amor os salvará.

Victor Passos

 

continua
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Victor Passos em 09 de Julho de 2008, 08:27
continua

Junto deixo este texto :

Veneno livre

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.

Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro oficio de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe. Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada cm vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

- Que desejas levantar, agora?

- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e respouso...

- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.

Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.

*  *  *

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Irmão X. 

CITAÇÕES

 

O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro
 
 

 

Autor: Shakespeare , William 
 

A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea
 

 

Autor: Gandhi , Mohandas
 

Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor
 

 

Autor: Cícero , Marcus
 

A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela
 

 


Autor: Abe , Kobo
 

Uma vontade, mesmo se é boa, deve ceder a uma melhor
 

 


Autor: Alighieri , Dante
 

“ A Humanidade carece de gritos de alerta , este é o meu no sentido de cobrir a multidão de irmãos doentes ,com este flagelo doloroso.

  Deus os ilumine  e lhes dê força para abrir caminho ao seu amor próprio.”

 Muita paz 

Victor Passos

Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Amigo em 09 de Julho de 2008, 12:18
Amigos, trouxe um texto de Conélio Pires sobre esse assunto contido no livro retrados da vida pelo médium Franscisco Cândido Xavier


ASSUNTO ENTRE AMIGOS

Recebi o seu bilhete,

Meu caro Juca Vilaça.

Pede você que lhe escreva

Algo mais sobre a cachaça.


Explica você: “Cornélio,

Abra o caso mais a fundo,

Fale mais dos resultados

Quanto à pinga no outro mundo.”


Você tem razão. A pinga,

Por mais que a verdade doa,

Sem controle que a governe,

Arrasa qualquer pessoa.

Além de ser forte agente

Da obsessão tal e qual,

Provoca desequilíbrio

No corpo espiritual.

Prejudica e desfigura

Muito mais do que se pensa,

Cachaça, por si, carrega

Tristeza, inércia, doença...


Em qualquer parte onde surja,

Lembra sempre, em qualquer clima.

Enxurrada morro abaixo

Ou fogo de morro acima.

Muito difícil contê-la

Quando segue de arrastão

Porque mergulha a cabeça

Em sombra ou destruição.


Você recorda o Pereira

Da Mata do Xique-Xique...

Desencarnado, ele mora

Numa beira de alambique.


Morreu de tanto beber

Nhô Totico da Água Santa;

Hoje, sem corpo, anda à caça

De quem lhe empreste a garganta.


Rafael foi-se em bebida,

— O pobre do nosso Rafa, —

E agora em vida diversa

Só pensa em copo e garrafa.


Daqui, vejo, rua em rua,

Sem rumo em que se comande,

Nosso Ercílio do copinho

Que tombou em litro grande.


Embriagada vivia

Dona Quiquita Borela...

Depois da morte procura

Quem tome pinga com ela.


Uma história das mais tristes

A do nosso Chico Souza...

Perdendo o corpo em ressaca,

Não se lembra de outra cousa.


Largando o mundo, aos copásios,

Nhô Bernardo do Lajão,

Continua, após a morte,

Na mesma perturbação.


Cachaça, meu caro amigo,

Tem este traço comum:

Estraga de qualquer modo

A mente de qualquer um.


Em muito caso de angústia,

Nas provas justas da vida,

Muito suicídio e loucura

São do excesso de bebida.


Nas festas e cerimônias

Não se canse de aprender

A arte de alçar o copo

Nobre e firme sem beber.


Pinga ajuda o coração?...

Disso há gente que se gabe,

Mas se cachaça é remédio

A medicina é que sabe.


Quanto a nós, recorde o aviso

Do nosso Nico Belém:

—“Água que gato não bebe

Não auxilia a ninguém.”
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Ann@ em 09 de Julho de 2008, 16:07
Olá amigos,

Vivenciar, presenciar o alcoolismo é MUITO difícil. Vivenciei dois casos muito de perto: um desde minha infância, com um tio que era alcoólatra e a pouco tempo com um amigo muito querido. Dois tipos diferentes, duas vidas diferentes, e mesmo sendo o álcool o item em comum, dois vícios e vidas diferentes.

Meu tio vivenciou as 'etapas' que a medicina traz: aquele que bebe e posteriormente dorme, após algum tempo de vício fica inconveniente, mais para frente fica agressivo/violento, no final um pequeno 'gole' já o abala, entra na depressão, doenças, etc.. Desencarnou com 94 anos do coração. Não tinha nada no fígado (por incrível que pareça), mas viver o dia a dia com ele era uma batalha. Era alcoólatra desde os 17 anos.

Já o meu amigo (espírita), conhecia todos os problemas físicos e espirituais que esse vício traz, mas não conseguiu escapar. Foi alcoólatra por 3 anos apenas e nesse pouco tempo, sua queda moral foi chocante. Um pouco antes de seu desencarne, andava sujo, não tomava mais banho e fazia todas as necessidades fisiológicas nas roupas, apenas as irmãs dele e nós o aceitávamos, ninguém mais... nem a esposa e o filho. Viciou-se com 43 anos aproximadamente e partiu com 47... muito triste, pois foi uma pessoa quando lúcida, de um coração enorme.

Esses exemplos para mim foram muito marcantes, cuidar de pessoas assim, como cuidamos desse meu amigo (no caso do meu tio eu apenas presenciei, pois era muito criança) é extremamente difícil, pois mexemos com vários sentimentos inclusive a revolta e a raiva - nossa mesmo não do viciado. É um aprendizado difícil.

Bjs
Ana
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Rinoxxxx em 25 de Julho de 2008, 15:47
Lendo ao tópico, me lembrei de um caso que havia lido, e que postarei abaixo:

Cenário: reunião mediúnica num Centro Espírita. A reunião na sua fase teórica desenrola-se sob a explanação do Evangelho Segundo o Espiritismo. Os membros da seleta assistência ouvem a lição atentamente. Sobre a mesa, a água a ser fluidificada e o Evangelho aberto na lição nona do capítulo dez: "O Argueiro e a trave no olho".


Dr. Anestor, o dirigente dos trabalhos, tecia as últimas considerações a respeito da lição daquela noite. O ambiente estava impregnado das fortes impressões deixadas pelas palavras do Mestre:


“Por que vês tu o argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu?”.


Findos os esclarecimentos, apagaram-se as luzes principais, para que se desse abertura à comunicação dos Espíritos.


Um dos presentes fez a prece e deu-se início às manifestações mediúnicas. Pequenas mensagens, de consolo e de apoio, foram dadas aos presentes. Quando se abriu o espaço destinado à comunicação das entidades não habituais e para os Espíritos necessitados, ocorreu o inesperado: a médium Letícia, moça de educação esmerada, traços delicados, de quase trinta anos de idade, dez dos quais dedicados à educação da mediunidade, sentiu profundo arrepio percorrendo-lhe o corpo. Nunca, nas suas experiências de intercâmbio, tinha sentido coisa parecida. Tomada por uma sacudidela incontrolável, suspirou profundamente e, de forma instantânea, foi "dominada" por um Espírito. Letícia nunca tinha visto tal coisa: estava consciente, mas seus pensamentos mantinham-se sob o controle da entidade, que tinha completo domínio da sua psiquê.


O dirigente, como sempre fez nos seus vinte e tantos anos de prática espírita, deu-lhe as boas vindas, em nome de Jesus:


- “Seja bem vindo, irmão, nesta Casa de Caridade” - disse-lhe Dr. Anestor.


O Espírito respondeu:


- “Zi-boa noite, zi-fio. Suncê me dá licença pra eu me aproximá de seus trabaios, fio?”.


- “Claro, meu companheiro, nosso Centro Espírita está aberto a todos os que desejam progredir”. - respondeu o diretor dos trabalhos.


Os presentes perceberam que a entidade comunicante era um preto-velho, Espírito que habitualmente comunica-se em terreiros de Umbanda. A entidade comunicante continuou:


- “Vós mecê não tem aí uma cachaçinha pra eu bebê, Zi-Fio?”.


- “Não, não temos” - disse-lhe Dr. Anestor. “Você precisa se libertar destes costumes que traz de terreiros, o de beber bebidas alcoólicas. O Espírito precisa evoluir”. - continuou o dirigente.


- “Vós mecê não tem aí um pito? Tô com vontade de pitá um cigarrinho, Zi-fio”.


- “Ora, irmão, você deve deixar o hábito adquirido nas sessões de Umbanda, se queres progredir. Que benefícios traria isso a você?”


O preto-velho respondeu:


- “Zi-preto véio gostou muito de suas falas, mas suncê e mais alguns dos que aqui estão, não faz uso do cigarro lá fora, Zi-fio? Suncê mesmo, não toma suas bebidinhas nos fins de sumana? Vós mecê pode me explicá a diferença que tem o seu Espírito que bebe whisky, no fim de sumana, do meu Espírito que quer beber aqui? Ou explicá prá mim, a diferença do cigarrinho que suncê queima na rua, daquele que eu quero pitá aqui dentro?”


O dirigente não pôde explicar, mas ainda tentou arriscar:


- “Ora, meu irmão, nós estamos num templo espírita e é preciso respeitar o trabalho de Jesus.”


O Espírito do preto-velho retrucou, agora já não mais falando como caipira:


- “Caro dirigente, na Escola Espiritual da qual faço parte, temos aprendido que o verdadeiro templo não se constitui nas quatro paredes a que chamais Centro Espírita. Para nós, estudiosos da alma, o verdadeiro templo é o templo do Espírito, e é ele que não deve ser profanado com o uso do álcool e fumo, como vem sendo feito pelos senhores. O exemplo que tens dado à sociedade, perante estranhos e mesmo seus familiares, não tem sido dos melhores. O hábito, mesmo social, de beber e fumar deve ser combatido por todos os que trabalham na Terra em nome do Cristo. A lição do próprio comportamento é que é fundamental na vida de quem quer ensinar.”


Houve profundo silêncio diante de argumentos tão seguros. Pouco depois, o Espírito continuou:


- “Desculpem a visita que fiz hoje e o tempo que tomei do seu trabalho. Vou-me embora para o lugar de onde vim, mas antes queria deixar a vocês um conselho: que tomassem cuidado com suas obras, pois, como diria Nosso Senhor, tem gente "coando mosquito e engolindo camelo". Cuidado, irmãos, muito cuidado. Deixo a todos um pouco da paz que vem de Deus, com meus sinceros votos de progresso a todos que militam nesta respeitável Seara.”


Deu uma sacudida na médium, como nas manifestações de Umbanda, e afastou-se para o mundo invisível.


O dirigente ainda quis perguntar-lhe o porquê de falar “daquela forma”.


Não houve resposta. No ar ficou um profundo silêncio, uma fina sensação de paz e uma importante lição: lição para os confrades meditarem.



Autor: José Queid Tufaile

Texto retirado do site Nova Vozhttp://www.novavoz.org.br/umbanda-10.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5ub3Zhdm96Lm9yZy5ici91bWJhbmRhLTEwLmh0bQ==)
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: vennus em 30 de Julho de 2008, 17:37
Efeitos fisiológicos do alcoolismo

O consumo excessivo de álcool leva a uma degradação do etanol em etanal pelo fígado, fato que consome NAD+ formando NADP. Na segunda reação para a formação de acetato também há consumo de NAD+ e formação de NADP, dessa forma o ciclo de Krebs (dependente de NAD+) é diminuído pela falta de NAD+, aumentando portanto o metabolismo anaeróbico das células, o que irá produzir mais ácido lático no organismo. Esse excesso de ácido lático no organismo compete com a excreção de urato contribuindo para o aumento de ácido úrico no sangue, o qual irá precipitar em articulações gerando uma doença conhecida como gota.

 

O organismo do alcoolista e seu funcionamento

O corpo do alcoolista, quando metaboliza o álcool, funciona de modo diferente se comparado ao dos não alcoolistas. Essas diferenças fazem com que o alcoolista sinta nos efeitos do álcool um prazer muito maio que os não alcoolistas.

 

Alguns problemas mais comuns da doença são:

 

No estômago e intestino

Gases: Sensação de “estufamento”, nem sempre valorizada pelo médico. Pode ser causada por gastrite, doenças do fígado, do pâncreas, etc.

Azia: Muito comum em alcoolistas devido a problemas no esôfago.

Náuseas: São matinais e as vezes estão associadas a tremores. Podem ser consideradas sinal precoce da dependência do álcool.

Dores abdominais: Muito comum nos alcoolistas agudas (porre). Este sintoma é sinal de má absorção dos alimentos e causa desnutrição no indivíduo.

Fígado grande: Lesões no fígado decorrentes do abuso do álcool. Podem causar doenças como hepatite, cirrose, fibrose, etc.

No sistema Cardio Vascular:

O uso sistemático do álcool pode ser danoso ao tecido do coração e elevar a pressão sangüínea causando palpitações, falta de ar e dor no tórax.

Glândulas: As glândulas são muito sensíveis aos efeitos do álcool, causando sérios problemas no seu funcionamento.

Impotência e perda da libio: O indivíduo alcoolista pode ter atrofiados testículos, queda de pêlos além de gincomastias (mamas crescidas).

Sangue: O álcool torna o indivíduo propício as infecções alterando o quadro de leucócitos e plaquetas, o que torna freqüente as hemorragias. A anemia é bastante comum nos alcoolistas que têm alterações na série de glóbulos vermelhos, o que pode ser causado por desnutrição (carência de ácido fólico).

 

Álcool e medicamentos: A mistura álcool e tranqüilizantes gera depressão do sistema nervoso centra e traz efeitos danosos na maioria dos casos.

 

Características do alcoolismo

 

Fique atento aos “sinais de alerta” para a doença:

 

      Beber de manhã.

      Ficar de “pileque” em toda festa que vai.

      Colocar o álcool como prioridade nos seus interesses.

      A percepção dos outros para os excessos (quando começa a implicar com seus “goles”).

 

O que nos ajuda a detectar o alcoolismo é a perda da liberdade para o ato de beber.

O indivíduo começa com a intenção de 2 ou 3 “doses” e depois não consegue se controlar.

 

Informando:

 

      O Brasil detém o 1º lugar do mundo no consumo de destilados e cachaça.

      Os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo.

      O álcool interfere no processo de concentração no trabalho e os alcoolistas estão justamente na faixa de maior produtividade do indivíduo – entre 25 e 45 anos.

      O alcoolismo é uma doença crônica, incurável e progressiva, que mina o organismo, atacando todos os órgãos.

      Mas o que também é importante: é controlável

     O álcool é responsável pela maioria dos acidentes de trânsito, porque altera a percepção do espaço, do tempo e a capacidade de enxergar bem.

     O índice de câncer entre os bebedores é alarmante, que por ação tópica do próprio álcool sobre as mucosas, quer por conta dos aditivos químicos, de ação cancerígena, que entram no processo de fabricação das bebidas.

 

“A sua vontade de parar é o primeiro passo para o tratamento”

 

 

Abuso precoce na adolescência

 

Pesquisas recentes sobre os efeitos do álcool no cérebro de adolescentes mostram que essa substância, consumida num padrão considerado nocivo, afeta as regiões responsáveis por habilidades como memória, aprendizado, autocontrole e principalmente a motivação.

Hipocampo

 O hipocampo está ligado aos processos de memorização e aprendi- zado. Experimentos com ratos realizados na Univerdade Duke, nos EUA, mostraram que, em cobaias adolescentes, o álcool tornou mais lenta do que em espécimes adultos a ativida- de dos neurônios envolvidos na formação de novas memórias. Conforme foi aumentada a dosagem de álcool, a atividade cessou completamente.

Em adolescentes humanos, isso pode ser a explicação para os lapsos de memória durante o abuso do álcool. Antigamente, pensava-se que essa situação ocorria apenas em adultos.

 

Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: fabiolaproenca em 20 de Agosto de 2008, 18:07
Infelizmente esse é um problema sério, ainda mais quando não conseguimos ajudar nossos entes queridos a se livrar desse vício que apenas destroia a vida dele e arrasa com a família. Apenas tendo resignação e pedindo qo bom mestre que nos dê o esclarecimento necessário para continuar na batalha e ajudar no que for possível.
Que a paz esteja sempre conosco e que possamos ter a força necessária para trilhar e ajudar nossos entes na busca da luz.
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Jos em 21 de Agosto de 2008, 17:51
Boa tarde,

Interessantíssimo o artigo sobre o álcool e alcoolismo, muito esclarecedor, e nós que tentamos combatê-lo entendemos o conteúdo.

Porém, algo me intriga e gostaria que os irmãos me auxiliassem.

Em meu trabalho, tenho três colegas, um é o meu chefe, os quais são adeptos do famigerado álcool. Eles chegam ao cúmulo de faltar ao trabalho, para alimentar o vício.
Sempre que posso, deixo claro, com exemplos, os destinos dos adeptos do álcool, mas qual nada sou motivo de chacota.
"É porque você não bebe, senão concordaria conosco", diz eles.
Mas na qualidade de espírita, sinto que tenho de fazer algo, urgente, pois um deles é uma mulher, e acho triste, quando a mulher se envolve por este péssimo caminho.

De tudo que já tentei, não obtive sucesso.

Me convidam para os bares, vou, não bebo. Aí que é triste, você estar em lugar que não gosta. Acaba que vou embora e eles continuam.

Me ajudem, a ajudá-los.

José Santos.
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Tolomei em 18 de Novembro de 2009, 16:38
Estou estudando o tema para usar em uma reunião de estudo espírita...encontrei um livro de excelente qualidade , relatando toda a experiência de um alcoolatra quando chega ao plano espiritual . Os relatos são muito ricos e descrevem como fica o perispírito do alcoolatra , e fala também da imensa força e da demora que ocorre na recuperação , as sindromes de abstinencia , os sintomas de enloquecimento das crises de deliriun tremis, os persequidores/amigos do vício tentando impedir o progresso espiritual mas que aos poucos vão se envolvendo e sendo todos resgatados para o crescimento espiritual. É um relato em forma de romance , pela psicografia sendo que a médium é a esposa do espírito Abel Salvador que conta sua história no livro. Achei muito interessante e instrutivo. Quanto as novidades , podem ser estudadas a título de hipóteses, mas o fundo moral do livro é de interesse para quem estuda a problemática dos vícios e drogas. A médium era conhecida trabalhadora do movimento espírita , mas somente escreveu este livro , e já desencarnou. Mas esta única obra escrita deixada é bem importante.

Pena que não achei em formato virtual para passar algum link, mas tarde se achar volto a colocar aqui. dados do livro : Título : DESPERTAR DE UM ALCOOLATRA (O)
 
Tipo:  LIVRO     Categoria:  VICIOS/DROGAS/DEPENDENCIA
Autor:  MARIA RODRIGUES SALVADOR (DOMINGAS)
Espírito:  ABEL SALVADOR
Editora:  LEEPP
Preço unitário:  R$ 25,00 +ou-
Título: Re: VICIAÇÃO ALCOÓLICA
Enviado por: Mourarego em 18 de Novembro de 2009, 16:46
Amigo Tolomei,
a questão dos livros de autoria de encarnados sempre irá recair nas crenças deste.
neste, por exemplo, mais um caso de conclusão em erro.
Perispíritos não retêm nada mormente nesse caso de alcoolismo.
A doença é da alma viciada pelo sensualismo excessivo. O perispírito é apenas o agente das sensações e ações dos Espíritos mas como um modem, não retem nem guarda nadica de nada.
A única retenção que possa existir fica a cargo do tempo em que o Espírioto tiver, sobre a situação a mesma vontade ou idéia. mas note o amigo, tal retenção acontece em virtude da vontade viciada do Espírito perdurar, só por isso.
Abração,
Moura