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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Marccello em 28 de Setembro de 2010, 21:32

Título: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Marccello em 28 de Setembro de 2010, 21:32
Um testemunho autêntico.

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no  momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta que será  endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja  tarde demais:
 
Eu era uma jovem 'sarada', criada em uma excelente  família de classe média alta Florianópolis. Meu pai é  Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou  sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e  o que tem e melhor,inclusive liberdade que eu nunca soube  aproveitar.
 
Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e  manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas  do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um  Book na Agência Elite em São Paulo.
 
Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a  atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de 'Floripa', Coração de Jesus. Tinha todos os  garotos do colégio aos meus pés.
 
Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema,  curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a  oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
 
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino  começou a mudar em outubro de 2004. Fui com uma turma de  amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau.

Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no  'Bude', famoso barzinho na Rua XV.
 
À noite fomos ao 'PROEB' e no 'Pavilhão  Galego' tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco.  Aquela movimentação de gente era trimaneira''.
 
Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava  escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER,  tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
 
Que sensação legal curti a noite inteira  'doidona', beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas  amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com  guaraná para enganar os 'meganha', porque menor  não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os  otários' não percebiam.
 
Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase  em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.. Deram-me umas  injeções de glicose para melhorar. Quando fui  ao apartamento quase 'vomitei as tripas', mas o meu  grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor  de cabeça horrível, um mal estar daqueles como  tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de  S. Paulo, que alugaram um ap' no mesmo prédio. Nem  imaginava que naquele dia eu estava sendo  apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no  sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da  manhã fomos ao 'ap' dos garotos para curtir o  restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso  baseado'Cigarro de Maconha', que me ofereceram.
 
No começo resisti, mas chamaram a gente de 'Catarina  careta', mexeram com nossos brios e acabamos  experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de  baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora  experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o 'Marcos', fazia  carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser  cocaína.

Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.  Retornamos a 'Floripa' mas percebi que alguma coisa  tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas  experiências, e não demorou muito para eu novamente  deparar-me com meu assassino 'DRUGS'.

Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando  comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem  perceber, eu já era uma dependente química, a partir do  momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
 
Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com  esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria.
 
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com  sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada  um cedia para diluir o pó.
 
No início a minha mesada cobria os meus custos com as  malditas, porque a galera repartia e o preço era  acessível. Comecei a comprar a 'branca' a R$ 10,00  o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 a boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias.
 
Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus  'novos amigos'. Às vezes a gente conseguia o  'extasy', dançávamos nos 'Points' a noite  inteira e depois... farra!
 
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais  perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida...
 
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou  trocar por drogas...Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que  pagavam bem.

Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para  conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha  família foi se desestruturando.

Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação.  Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.

Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas  logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.

Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi  decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS,  não sei se me picando, ou através de relações sexuais  muitas vezes sem camisinha.
 
Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os  homens pagavam mais para transar sem camisinha.
 
Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço,  foram acabando, família,amigos,pais, religião, Deus, até  Deus, tudo me parecia ridículo.
 
Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou  deixar de amá-los.
 
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a  joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível,  não quero receber visitas porque não podem me ver assim,  não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração  peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca...

Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas  percebo que é tarde demais pra mim.
 
OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital  Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise,  que cuidava de Patrícia, veio a comunicar que Patrícia  veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram  essa carta, de parada cardíaca respiratória em  conseqüência da AIDS.
 
Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.
 
Muita paz. :)
 
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: mirianrosa em 29 de Setembro de 2010, 13:33
Muito comovente e realista. Este é meu maior medo, tenho três filhos adolescentes. Farei uma cópia desta carta para eles. Embora sejam criados com todo o amor e esclarecimento, sempre meu coração se angustia quando saem. Mas embora confie neles, não consigo confiar nos colegas e amigos, sempre que posso levo e busco sempre de festas , e embora com protestos não consigo dar integralmente a tão sonhada liberdade. Talvez esteja errada, tenho que deixá-los crescer ir, caminhar sozinhos. Mas não me sinto segura disso. Vou repassar este depoimento a vários pais e mães como eu ou não.

Obrugada e muita luz.
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Marccello em 29 de Setembro de 2010, 14:19
Olá amiga Mirianrosa! :D

Os pais e os orientadores espíritas devem abordar temas como sexo, drogas, amizades e tudo que esteja relacionado ao ambiente do jovem. Jovens orientados moralmente e com dialogo franco e aberto na família podem associar-se a varias pessoas, sem deixarem-se influenciar e, ao contrario, podem selecionar suas companhias e em muitas vezes orientar colegas em desajustes. Devemos estar junto ao jovem (sem vigia-lo diretamente), procurando saber como foi a festa, conhecer suas amizades, suas e seus namorada (o)s é fundamental para trazê-lo sempre como amigos confidentes. Contudo, nada de "vou com você". ;D

Grande abraço!  ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: s em 29 de Setembro de 2010, 14:45
 Tenho uma filha adolescente!
Nese momento agradeço a Deus por ter me dado tempo de socorrê-la, antes dela afundar-se numa situação dessas. Quase! por muito pouco não aconteceu.
Confiei, achando que tinha estrutura e força para reconhecer riscos, filtrar amizades,lembrando dos conselhos, da boa educação de questões morais e etc...
Da nossa bela amizade e do grande amor que nos une.
Me pareceu que tinha jogado tudo fora.
Apaixonou-se perdidamente pela primeira vez e aí vcs sabem, as mentiras começaram e...
Após muito choro das duas (mãe e filha ) muita culpa, muito medo...
Dizia que estava cega de amor.
Após longos e doídos dias,meses.
Pela misericórdia Divina, que nos fortalece e clareia  nossa visão,com amor compreessão e sem apontar muito o dedo,pois todos cometemos erros, ela retomou suas boas amizades,freqënta normalmente a escola e está pronta p/ ir para Universidade em busca dos seus projetos.
Está sempre em casa e as vezes dorme comigo, e diz:
Mãe, vc sabe que eu te amo né?? 
Graças a Deus.


Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Marccello em 29 de Setembro de 2010, 19:16
Olá amiga Séforah! :D

Belo depoimento querida amiga!

Parabéns pela ação exitosa...este é o nosso principal papel, orientá-los da melhor forma possível, à luz da Doutrina... somos todos espíritos precisando da evangelização... tenha certeza que a espiritualidade amiga apoiou de forma amorosa a sua empreitada.

A educadora Dora Incontri em sua obra "A Educação Segundo o Espiritismo", demonstra que a grande maioria dos adultos ignora a real importância da fase juvenil para o Espírito. Aliás, provavelmente, esquecem-se que aquele ser humano só é jovem na aparência física, pois sendo Espírito imortal é multimilenar. Muitas vezes ele tem uma sabedoria muito maior sobre a Vida do que aqueles que se encontram na fase adulta.

Obrigado por compartilhar! ;)

Muita paz. :)
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: ƘѺṠӍǁƇѺ em 18 de Março de 2011, 06:00
Olá pessoal, sou novo no fórum e me deparei com esse tópico e achei interessante contribuir com minha experiência com drogas.
Bom tudo começa com o álcool...Depois o cigarro que logo fica associado com a bebida, você passa a não conseguir beber sem fumar...Depois você cria coragem pra experimentar as outras drogas. Eu experimentei a cocaína uma primeira vez e nem curti muito, depois uma outra vez tb a mesma coisa, até que não quis mais...Aí conheci a maconha, que me deu a onda que realmente tinha a ver comigo! As cores vibravam mais, os sons, os sabores, tudo ficava mais aguçado, e nossa, uuma sensação zen, de paz e amor...Bom, como eu já tinha esquecido a cocaína que tinha me dado aquele efeito mais ou menos, um belo dia, bebendo com amigos, fui oferecido novamente e, como sabia que já tinha experimentado e não viciei, fui de novo só por ir...Foi aí que descobri que ela associada à cerveja era simplesmente ótimo! Fui de novo, e de novo...Aí adorei!!!!
Foi um hábito semanal, toda sexta ou sábado, eu e meus amigos bebíamos, conversávamos de tudo, cheirávamos, e assim ia...Ficamos assim por uns 4 anos, spo uma vez por semana...Depois inventamos de começar a se reunir no meio da semana pra assistir aos jogos de futelbol, e dá-lhe pó e cerveja! Começaram a vir brigas e discussões sérias provocadas pela trairagem da droga, de dinheiro, de confiança etc...O grupo se desfez em partes e os vícios permaneciam...Depois passei a andar com outros, e o ritmo ficou mais grave, porque com esses novos amigos, íamos qualquer dia da semana, virava noites e ia pro trabalho virado, um lixo, que nem um zumbi doido pra estar dormindo e lá, na fossa do álcool e na depressão da cocaína, o pulmão cansado de tanto fumar cigarro e o corpo detonado e fraco...E quase sempre nesses anos todo, me dava depressão pós-uso, e jurava que nunca mais usaria...Mas logo esquecia e ia de novo, e mais, e mais...Fui ficando relaxado, um caco de pessoa, só pensava nisso, até meninas eu saía raramente...E sempre era cerveja+cocaína+cigarro...Última vez que usei foi no dia 19 de dezembro de 2010, e estou até hoje sem usar a cocaína, e desde o dia 26 de dezembro sem cigarro ( até dei uns tragos umas 2 vezes agora no carnaval e uma vez em fevereiro ). Como eu sofri um pequeno acidente na cidade onde uma parte da minha família vive,  em outro estado, e tive que operar um membro, acabei ficando por aqui desde final de dezembro e aproveitei e não usei mais...Já tive chance várias vezes por aqui também, mas venho resistindo firme e forte! E o que me ajuda a não usar essa maldita cocaína é a maconha, que tem um efeito bem relaxante, calmo e zen...e me faz esquecer aquela euforia seguida de depressão, me faz sentir mais vontade de tomar um suco de fruta bem gelado ao invés de cerveja ( que já puxa uma vontade monstruosa de fumar cigarro e cheirar coca )!
às vezes, bebo uma latinha de cerveja aqui, outra ali...mas bem tranquilo, ou então um choppinho com uma gatinha né rsrs..
Mas talvez eu comece a frequentar um centro Kardecista por aqui, já estou pra ir mas poxa, toda vez que marco de ir com a pessoa eu acabo ficando sem vontade e desmotivado e engraçado que no dia que marco, estou super empolgado! Mas eu vou sim, e parece que lá tem até tratamento à base de passes e consulta com um espírito que trabalha em conjunto com a casa, que te envia para um tipo de tratamento específico..
Um abraço a todos, dúvidas podem me perguntar o que quiserem, sintam-se à vontade!
 ;)
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Victor Passos em 18 de Março de 2011, 09:20
Ola muita paz e harmonia
Amigo Kosmico

Viciação Alcoólica

Conceito etimológico - A palavra álcool é de origem árabe: al e cohol que significam sutil.
As bebidas têm origem remota. Todas as civilizações e povos antigos como tártaros, egípcios, chineses, gregos, romanos, etc, sabiam como fabricar bebidas alcoólicas. Eram feitas com as mais diferentes substâncias como frutas, folhas e cereais fermentados ou destilados. A cerveja, que é uma bebida fermentada, já era conhecida na Babilônia, 5.000 anos a.C. e na China era feita de arroz.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, "alcoólatras são bebedores excessivos cuja dependência ao álcool chega ao ponto deles apresentarem perturbação mental evidentemente, manifestações afetando sua saúde física e mental, suas relações individuais, comportamento social e econômico ou pródromos de perturbações destes gêneros e que por isto necessitam de tratamento."Nem todo alcoólatra sofre de alcoolismo, mas está no caminho certo para chegar lá. Depende da tendência, da estrutura psíquica e orgânica de cada um. A O.M.S. realizando um estudo profundo sobre o alcoolismo considera-o um problema de saúde pública e apresenta uma classificação dos bebedores em: moderados, sóbrios, sociais, agudos e crônicos. As complicações físicas se apresentam mais acentuadamente nos agudos e crônicos, o que ocorre é que muitas vezes os moderados e os sombrios aumentam aos poucos as doses passando para bebedores inveterados e irrefreáveis.
Motivos: São diversos os motivos pelos quais a pessoa ingere álcool: para evitar e melhorar um dor, por causa de uma preocupação qualquer, de um desajuste em casa ou no trabalho, por um sentimento de inferioridade. De um modo geral, podemos classificar os motivos da seguinte forma: pessoais, culturais, sociais e religiosos.
Pessoais – por qualquer problema que cause aborrecimento, a pessoa bebe.
Culturais - a produção, a industrialização e a propaganda consolidaram costumes que se incorporam na cultura, tornando um estilo de vida. Tanto o rico quanto o pobre a utilizam e tem o hábito de oferecer a visitas um aperitivo.
Sociais – quando por elegância, em reuniões sociais aceita-se bebida, pois do contrário, não tomar nada seria ofensivo.
Religiosos – quando a pessoa bebe, julgando prestar uma homenagem à divindade. A bebida alcoólica é utilizada pelas religiões primitivas e dogmáticas.
Ação do álcool no organismo humano
O álcool exerce uma ação terrível em todo o organismo, como: sangue, coração, cérebro, aparelho digestivo (boca, faringe, esôfago, garganta, estômago, intestinos, fígado e pâncreas), aparelho respiratório (laringe, brônquios, pulmões), órgãos dos sentidos como vista e ouvidos, órgãos secretores da urina, os rins.
O sangue nutre o corpo. Leva, através dos vasos sangüíneos, para os tecidos os elementos necessários à sua reconstituição. No sangue há bilhões de glóbulos vermelhos. O álcool altera esses glóbulos e o sangue nutre mal ou deixa de nutrir os tecidos dos pulmões, do coração, do cérebro, etc. O cérebro é o órgão que recebe mais sangue e por isto mesmo é nele que o álcool é mais nocivo. As moléstias produzidas pelo álcool no cérebro são: hemorragia e amolecimento cerebral, alienação mental e loucura.

Conseqüências Espirituais do vício

Vício: Defeito Moral.

Kardec na questão 265 do O livro dos Espíritos coloca: "Se alguns Espíritos escolhem o contato com o vício, como prova, há os que o escolhem por simpatias e pelo desejo de viver num meio adequado aos seus gostos, ou para poderem entregar-se livremente as suas inclinações materiais?" E a resposta é incisiva: "Há por certo, mas só entre aqueles cujo senso moral é ainda pouco desenvolvido; a prova decorre disso e eles a sofrem por tempo mais longo. Cedo ou tarde compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles conseqüências deploráveis, que terão de sofrer durante um tempo que lhes parecerá eterno."
André Luiz no livro Nos Domínios da Mediunidade, cap. 15, mostra o freqüentador de bares que ao sair totalmente embriagado, não está sozinho, junto a ele, num processo de simbiose uma entidade das sombras que se justapunha ao outro exibindo as mesmas perturbações.
Explica que é "vampirismo espiritual", ou seja, ação dos espíritos inferiores desencarnados que viciosos imantam-se às suas vítimas, absorvendo-lhes fluidos vitais. Com o tempo destroem as células perispirituais que criará grandes problemas de saúde numa próxima reencarnação. O retorno num novo corpo será doloroso com moléstias muito graves, doenças mentais- hidrocefalias- paralisias – cegueiras – idiotismo e vários tipos de câncer.
Joanna de Ângelis no livro Após a Tempestade diz, " ...a vinculação alcoólica, por exemplo, escraviza a mente desarmonizando-a e envenena o corpo deteriorando- o, tem início através do aperitivo inocente, que logo se converte em dominações absoluta. A pretexto de comemorações, festas, decisões não te comprometas com o vício, na suposição de que dele te libertarás quando queiras, pois que se os viciados pudessem querer não estariam sob essa violenta dominação.

 Marco Aurelio Rocha

Muita paz
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: PaulinhoCe em 18 de Março de 2011, 10:10
Amigos,

Parece um drama Shakespeariano mas não é.
É a realidade que bate à porta de todos os jovens, meninos ou meninas e não há nada que se possa fazer para evitá-la, creiam-me.
Durante 20 anos eu fui viciado em maconha e nesse período fiz uso de todas as drogas da época, ainda bem que não existia o crack naquele tempo senão eu não estaria escrevendo isso agora.
Filho único, criado com amor, sem passar nenhuma necessidade, conheci a maconha num carnaval de 1970 e ela me abraçou com força. Não havia nenhum motivo para usá-la, apenas a curiosidade e a influencia dos amigos.
Não vou especificar as coisas que aconteceram pois são constrangedouras mas nesses 20 anos acabei passando fome para comprar a droga. Um dia, quando vi meus filhos já meninos crescidos
fui à casa de um traficante comprar a dose diária e ele estava fazendo um churrasco regado a cerveja e outras delícias e eu gastaria o único dinheiro que tinha para comprar alguma comida em droga novamente.
Naquele momento percebi o quanto eu estava sendo imbecil, idiota e jurei para mim mesmo nunca mais usar droga alguma.
Daquele momento até hoje a droga é para mim apenas uma lembrança amarga, nunca mais a usei.

Quero refletir sobre a carta que iniciou o topico dizendo que não é a situação familiar, emocional ou financeira que leva à droga.
São as más companhias, as influencias dos pretensos amigos e acima de tudo a curiosidade.
Tambem não são os tratamentos, as surras ou repressões que fazem uma pessoa deixar delas, é a consciencia, a vontade própria.

Abraços,

Paulinho Cé   
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: ƘѺṠӍǁƇѺ em 19 de Março de 2011, 06:38
Hoje luto contra uma enorme vontade de usar,um ímã que te puxa...Todo dia eh uma nova batalha...
Obrigado aos dois, um pelo esclarecimento e o outro por compartilhar suas experiências!
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: hcancela em 19 de Março de 2011, 11:15
Olá amigos(as)

O que eu acho amigos , é que este conceito de liberdade(para mim libertinagem)é que leva os nossos filhos a tomarem decisões e a frequentarem espaços bem novos, sem o devido preparo, salvo como é lógico alguns, tornando-se presas bem frágeis, em relação ao Mundo que oferece tudo mas que na realidade nada oferece.

Falo isto em relação ao texto e não no geral. Tenho dois filhos, como tal amigos(as) eu não poderia de forma alguma pactuar com saídas sozinhos deles aos 13 anos e até com mais idade. Se lá para os 16, 18 anos uma saída de longe a longe tudo bem, mas eu queria saber para onde e com quem e ao chegarem dizer se tudo está bem.Poderá parecer controle,ok compreendo mas não será o dever dos Pais estarem atentos aos desvios de seus filhos? Liberdade não é libertinagem. Os Pais não obedecem aos filhos. Se estivermos atentos e ensinarmos aos nossos filhos o porquê das coisas de Deus e qual o objectivo da nossa vida, tenho a certeza que eles ficarão bem mais cientes de tudo e bem mais preparados a enfrentar os vícios do Mundo.Não quero dizer com isto que ficam livres , mas que estão preparados, ai isso estão, tudo o resto é responsabilidade deles,+porque tal como nós têm o livre-arbítrio.
Creio que valerá a penas pensar nisto.

Saudações fraternas
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: PaulinhoCe em 19 de Março de 2011, 11:31
Nem sempre o exemplo e os ensinamentos dos pais é eficiente, amigo hcancela.
Se assim fosse, meus filhos seriam viciados pois cresceram convivendo com a droga, até uns 10 e 15 anos de idade, respectivamente. Ao contrário, nunca usaram nenhuma droga e detestam o cigarro. Eu tive um amigo na infancia, filho de uma familia sólida e amorosa e um dos irmãos dele transformou-se num bandido, matou 2 policiais quando foi morto pela policia após um roubo de motocicleta. Falta de educação não foi...
Desde pequeno ele explodia construções, roubava tudo que via e pasmem: não bebia e nem usava droga alguma.

Eu presumo que as ações de estupradores, assassinos e viciados são inerentes ao seu espírito, à provações e expiações pois vêm de dentro da pessoa, raramente de fatores externos.
Já vi pessoas viverem no meio da droga e nunca usá-la, e pessoas de boa familia virarem bandidos.

Abraços,

Paulinho Cé


Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Mourarego em 19 de Março de 2011, 15:42
Esclarecendo:
O Título do tópico é "Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo..."
Ora, o mundo não cria nada, nem realidade nem ilusão.
Se existem coisas reais no mundo não foi criação dele, posto que mundos não pensam, não são dotados de razão intelecto e moralidade.
De quem então a "culpa"?
Na verdade não se trata de culpa, erro ou acerto, mas sim de mau uso do livre arbítrio. Este sim, tem origem, nos tantos vícios morais que existem e que foram invenção do Espírito imperfeito.
Senão, seria ao mesmo que atestássemos que Deus tenha feito algo errado, ruim ou ao arrepio da moral.
O ser encarnado, ainda mal formado na moral, por vezes vem de enveredar por trilhas que não conhece e na maioria das vezes sucumbe a elas.
Quem aqui já não tomou um porre?
quem aqui já não gritou contra Deus?
quem aqui já não manteve pensamentos menos puros sobre a irmã ou irmão, esposa ou esposo de alguém?
Amigos, tudo está em nós, e compete apenas a nós afastar esse tipo de viciação.
abraços,
Moura
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Victor Passos em 19 de Março de 2011, 21:45
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

Todos os vícios e virtudes são inerentes ao Espírito encarnado. É uma incoerência afirmar que o vício do cigarro, por exemplo, é físico e nada tem a ver com moral. Se assim fosse teríamos que admitir a supremacia do corpo sobre o Espírito e não o contrário, como se dá de fato. A razão repudia tal afirmativa. Os vícios são uma espécie de muleta psicológica das criaturas que nele vivem, decorrentes de fraquezas em sua estrutura moral. Entregam-se ao vício por alguma razão e é penoso para elas se desvencilharem dele. São pessoas que necessitam de auxílio, se assim o quiserem. Além, é claro, de adquirir débitos com a lei de Deus, por maltratarem seu corpo físico, santuário da evolução do Espírito. Os vícios, quaisquer que sejam, devem ser combatidos e as pessoas que com eles se envolvem, auxiliadas e estimuladas a se libertarem deles.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: ƘѺṠӍǁƇѺ em 19 de Março de 2011, 22:14
No meu caso sempre foi a curiosidade, influência musical e do meio que eu curtia, skate, surf, rock...Sempre foi uma galera mais da liberdade, ninguém recrimina ninguém e essas coisas eram normais, ninguém tinha vergonha de usar, de ser maconheiro ou cheirador, pq era normal..e aí iniciei minha saga! Hoje, faço 3 meses limpo, não sei até quando resisto, mas se acontecer, eu levanto de novo e sigo em frente!
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Victor Passos em 19 de Março de 2011, 22:32
Ola muita paz e harmonia

Amigo Kosmico

A auto-flagelação como recurso de purificação e a fuga do convívio social para preservação da virtude, práticas tão comuns nos círculos religiosos medievais, estavam bastante distanciadas dos verdadeiros ideais cristãos.
Tal como os Festins promiscuos , pela gula , sexo, e sacrificio humanos dos energumeros com toldo religioso e posição social critica, ou seja de aprencia cristica

Jesus não espera que o discípulo sacrifique senão os sentimentos inferiores que moram em seu íntimo.

 Não basta boa vontade — é indispensável que haja discernimento, isto é, saber distinguir o bem do mal, o certo do errado.

Para tanto é preciso estudo. Aquele que aplica a inteligência no esforço consciente por assimilar conhecimentos, submetendo-os à análise racional, sem preconceitos ou condicionamentos, sempre enxerga horizontes mais amplos e dificilmente será enganado por falsos sinais, em qualquer campo onde se situe.

Os anos da revolução da juventude, dos Yppies e do sexo livre , já está em decadencia , tal a Lei na sua imposição, o enquadrou pela razão e bom senso..

Tenhamos agora a capacidade de seguir os valores do amor , em vez de haver fugas , para vicio , porque não have-las para o estudo , e crescimento moral.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Mourarego em 21 de Março de 2011, 19:28
Eis ai um ponto bem explicado.
É comum, porém, generalizar-se e tomar-se como igualdades, vício e a ação deste.
O primeiro, (vício em si mesmo), é tal como indica o mano Victor.
Contudo a ação deste vício, se dá no campo material ou seja no âmbito do físico.
O Espírito, ainda aprisionado por certos prazeres, retém a propensão ao tabagismno ou ao alcoolismo.
Mas é no corpo somático que se vai dar a ação danosa quer do tabagismo, ou do alcoolismo.
Abraços,
Moura

Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

Todos os vícios e virtudes são inerentes ao Espírito encarnado. É uma incoerência afirmar que o vício do cigarro, por exemplo, é físico e nada tem a ver com moral. Se assim fosse teríamos que admitir a supremacia do corpo sobre o Espírito e não o contrário, como se dá de fato. A razão repudia tal afirmativa. Os vícios são uma espécie de muleta psicológica das criaturas que nele vivem, decorrentes de fraquezas em sua estrutura moral. Entregam-se ao vício por alguma razão e é penoso para elas se desvencilharem dele. São pessoas que necessitam de auxílio, se assim o quiserem. Além, é claro, de adquirir débitos com a lei de Deus, por maltratarem seu corpo físico, santuário da evolução do Espírito. Os vícios, quaisquer que sejam, devem ser combatidos e as pessoas que com eles se envolvem, auxiliadas e estimuladas a se libertarem deles.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Relato de uma jovem traída pela Ilusão do mundo...
Enviado por: Victor Passos em 22 de Março de 2011, 10:58
Ola muita paz
Bons Amigos e Amigas

   O Mano Moura esclareceu e concordo, para aqueles que não percebem corpo somatico;
   Sendo o corpo somático, ou material, a condensação energética de nossos demais corpos, por ser o físico o corpo mais denso, grosseiro, serve de exaustor para eliminação de todas as impurezas ocasionadas nesta e em outras vidas, que criaram arquétipos energéticos enfermiços em nosso corpo espiritual.
  Então podemos dizer;
Corpo Somático: genericamente, corpo é toda e qualquer quantidade de matéria, limitada, que impressiona os sentidos físicos, expressando-se em volume, peso etc. Aglutinação de moléculas; orgânicas e inorgânicas que modelam formas animadas ou não, ao impulso dos princípios vitais, anímicos e espirituais.

Viver são as mais diversas conceituações em torno do fenômeno da vida, variando de uns para outros autores, sempre ávidos de novas afirmações ou estribados em conquistas mais recentes. Morrer, a problemática da morte é decorrência do desequilíbrio biológico e físico-químico essenciais à manutenção da vida. Fenômeno de transformação, mediante o qual se modificam as estruturas constitutivas dos corpos que sofrem ação de natureza química, física e microbiana determinantes dos processos cadavéricos e abióticos, a morte é o veículo condutor encarregado de transferir a mecânica da vida de uma para outra vibração. Morrer não é consumir-se, o espírito se ausenta da sua condição de encarnado, para retornar à situação primeira da sua existência, despido do corpo material.

A vida começa a perecer desde o momento em que se agregam as células para a mecânica do viver. Os egípcios, conceituando ao corpo sob a paixão do imediato, transformaram em palácios, colocando tesouros e alimentos para os viandantes do vale das sombras não padecessem necessidades quando da volta.

Muita paz e harmonia

Victor Passos