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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: andreia em 12 de Março de 2006, 11:40

Título: O Espírito de um drogado
Enviado por: andreia em 12 de Março de 2006, 11:40

Evocação do Espírito de um drogado.

- Poderíamos conversar com um Espírito que teve experiência com drogas?
Resposta: Cá estou, pois esta visita já estava na programação da casa para esta noite.

- Disseste que já estavas aqui ou vieste pela evocação?
Resposta: Já estava aqui, trazido pelos amigos espirituais responsáveis pelo trabalho.

- Poderias nos falar sobre tua experiência com as drogas?
Resposta: Perguntem e responderei dentro do possível e do que me for permitido.

- Vivestes muito tempo na Terra?
Resposta: Dezoito anos.

- Tão jovem e já tinhas envolvimento sério com a droga?
Resposta: Desde os quatorze anos.

- Moravas onde?
Resposta: Rio de Janeiro.

- Como foi teu envolvimento?
Resposta: Iniciei, na verdade, aos onze anos, com consumo de cigarros de maconha, no bairro onde morava, como brincadeira entre meus amigos.

- Onde conseguias a maconha?
Resposta: Nas mãos dos pequenos traficantes do bairro, nos vendedores de quinquilharias das calçadas. Era muito fácil.

- E seus pais? Sabiam dessa sua experiência?
Resposta: No início não sabiam. Quando tomaram conhecimento encararam como coisa normal dos tempos da adolescência moderna. Só mais tarde perceberam a gravidade da situação.

- Com quais tipos de drogas tiveste envolvimento?
Resposta: Com as piores. Aos quatorze anos entrei em contato com a cocaína e daí para para o crack foi um pulo.

- Foi o crack que o levou à morte?
Resposta: Não. Fui assassinado.

- Como foi?
Resposta: Em briga de rua, por ponto de venda da droga, pois tornei-me um traficante para sustentar meu vício.

- E a família?
Resposta: Depois de muitas tentativas de me retirar das ruas, deixaram-me jogado à própria sorte.

- Lamentas esta atitude deles?
Resposta: Não. Lamento minha cegueira. Eles nada podiam fazer por mim, além do que fizeram. Não tinhas os recursos necessários para dar-me o que necessitava.

- E do que necessitavas?
Resposta: Compreensão maior dos mecanismos da vida.

- Foi isso que o levou a procurar as drogas?
Resposta: No início não. Mas depois, em minha adolescência, quando já me envolvera com as drogas mais pesadas, fazia "viagens" incríveis pelo meu mundo íntimo e buscava uma paz interior que não encontrara em casa, nem nas ruas. Em minha falta de lucidez, achava que encontraria nas drogas e na condição mental que elas me favoreciam.

- Que condição?
Resposta: A total inconsciência dos meus atos, o mergulho em um mundo de ilusões e desespero, a entrega total aos devaneios insanos do desequilíbrio.

- Algumas vezes refletias sobre isso? Quiseste deixar as ruas?
Resposta: Muitas vezes, mas em nenhuma delas encontrei compreensão e condições favoráveis para livrar-me daquilo.

- Tiveste outras experiências?
Resposta: Em que sentido perguntam?

- Outras experiências que poderiam servir para o aprendizado de todos?
Resposta: Sim. Quando se entra no mundo das drogas perde-se a noção de limites. Tudo passa a ser permitido. Prostitui-me muitas vezes para conseguir dinheiro e isso talvez tenha sido muito pior que o próprio vício, pois injetar um veneno em suas veias não traz consequências morais tão graves quanto vender seu próprio corpo, por livre vontade, sabendo do ato imoral e insano que se está praticando. Claro, não estou dizendo que se drogar é melhor que se prostituir, mas que o vício às vezes é irresistível e foge às nossas frágeis forças de resistência física e espiritual, e que o outro ato, neste caso, é perfeitamente evitável se assim o quisermos. 

- Como foi sua morte?
Resposta: Já falei que foi por motivo fútil. Um companheiro de infortúnio (que também já está deste lado), atirou em minha cabeça, em uma tola disputa de "ponto". Ele mesmo se arrependeu logo em seguida, pois um dia tínhamos sido amigos inseparáveis. Mas a droga nos faz enfrentar uma lei que é desconhecida dos homens das leis comuns. É selvagem e destruidora. Para os drogados não existem barreiras que possam contê-los no momento em que dela necessita.

- Tua desencarnação foi dolorosa?
Resposta: Nada senti. Continuei vivo e não compreendia como as pessoas não me viam. Convivi com os "amigos" por um tempo para depois tomar consciência de minha condição de "morto". E foi aí que sofri os horrores decorrentes da falta de responsabilidade com a vida. 

- Foste amparado?
Resposta: Sim, depois de certo tempo, por familiares.

- E teus pais?
Resposta: Só tomaram conhecimento pelos jornais locais, que alardeiam a miséria e desgraça humanas.

- Que sentimento os animou?
Resposta: Depois eu soube que foi de grande alívio. E assim deveria ser mesmo, pois só trouxe a eles a desilusão e a dor.

- Tiveste uma infância agradável?
Resposta: Tive tudo o que quis. Meus menores desejos eram satisfeitos. Fui rico até a idade de 10 anos, quando houve um reviravolta na vida dos meus pais. Eles separaram-se e eu fui morar com meus avós. Depois aproximei-me mais de minha mãe, no início de meu martírio pelo mundo das drogas.

- E hoje? Visita-os?
Resposta: Não. Estou já bem recuperado, mas não tenho notícias deles. Acho que cuidam de suas vidas e rogo a Deus que cuidem bem, para que não sofram tanto, quando para cá vierem.

- Sofreste aí?
Resposta. Muito. Principalmente ao saber do desperdício que havia sido minha vida.

- Porquê? Tinhas outra programação de vida?
Resposta: Sim. Poderia permanecer até a sexta década de vida, com tarefa séria e edificante na área da saúde, oportunidade que me foi dada pelo Alto para redenção de meus débitos. Mas desperdicei no exercício do livre arbítrio, auxiliado pelas características familiares onde me encontrava. Sequer terminei o curso básico. A escola foi para mim um palco de minhas farras com outros colegas igualmente dementes.

- Então és um suicida?
Resposta: Sim, no sentido que se empresta a essa palavra, pois fui em parte o artífice de minha morte, mas não com a conotação e a gravidade de um suicida comum. Os drogados são vistos aqui de outra forma.

- De que forma? Vítimas?
Resposta: Sim, em parte, pois na verdade alguns são vítimas da degradação social pela qual passa a humanidade, sem deixar de considerar o livre arbítrio de cada um. A droga é a grande arma destruidora das esperanças dos jovens do mundo inteiro. 

- Poderias explicar um pouco mais essa parte?
Resposta: Muitos lançam-se cedo no mundo dos vícios pela falta de base moral familiar, cujos pais não preparam. Cedo, entregam-se a atitudes inadequadas e não são devidamente orientados. A permissividade existente no mundo atual é mostra de que os pais não estão preparados para construir o homem do futuro. A droga, sendo uma das formas de escravizar o homem, na verdade é um resultado da ganância desenfreada do próprio homem que destrói seus próprios filhos e assim sucessivamente. Os grandes donos do esquema arrecadam montanhas de dinheiro que amanhã deixarão para seus filhos, netos e bisnetos, não percebendo que constroem o material e destroem o essencial. Essas próprias criaturas, para as quais constroem seus impérios, são vítimas e escravos de seu próprio veneno. Assim é na cidade onde vivi.

- Vives em colônia ou estás em hospital?
Resposta: Encontro-me em  colônia próxima à Terra, de acordo com meu grau evolutivo.

- Existem colônias específicas para atender vítimas de vícios?
Resposta: Não tenho conhecimento disso, mas meu instrutor diz que aqui são atendidos todos os necessitados da alma, quaisquer que sejam os vícios. É uma colônia muito grande e onde se encontram muitos jovens. Naturalmente ainda estamos nessa condição pela nossa pouca compreensão. A forma física não importa, mas a maturidade de Espírito.

- Ainda podemos perguntar mais coisas?
Resposta: Necessito afastar-me por orientação do amigo que me dirige as ações e pensamentos neste trabalho. Deixo aqui minha gratidão pela oportunidade e que os bons Espíritos amparem todos os homens que um dia pensaram em envenenar-se por desconhecer as leis que regem a vida". - Um Espírito sofredor, agradecido.   

Espírito: Um Espírito sofredor
Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec
São Luís, MA


Beijinhos  :D

Andreia
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: VS em 12 de Março de 2006, 20:45
Olá Andreia

Este texto é muito importante. Excelente ideia, a de reproduzir aqui esta psicografia.

bem hajas
Vitor Santos
Título: Re: O Espírito de um drogado - Narrativa de um Viciado “Morto”
Enviado por: andreia em 14 de Março de 2006, 18:01

“Meu nome é Cláudio. Desencarnei em acidente, devido ao excessivo consumo de álcool e drogas. Tinha nas mãos todos os recursos para vencer, segundo os moldes da vida. Não vou afirmar que fui alucinado por más companhias. Todos nós buscamos as pessoas com as quais mais nos identificamos.

Se derrapei no mal e fui vampirizado por entidades que me torturaram o corpo e posteriormente o espírito, se desci à mais negra degradação, se entorpeci meus sentidos anulando-me fisicamente, só a mim cabe a culpa.

Fui aquinhoado com inteligência, pais amoráveis, segurança financeira. Nunca me faltou dinheiro, amigos, confiança. Essa excessiva confiança, talvez, tenha sido a causa maior de minha falência.

Quando comecei a trilhar os primeiros passos do vício, e pedir dinheiro e mais dinheiro, se meus pais tivessem me observado, me acompanhado, se tivessem sido mais vigilantes e menos pródigos, talvez meu caminho tivesse sido outro.

Mergulhei em sofrimentos inenarráveis. Sofri todas as torturas, conheci o “inferno” de perto. Eu que nasci talhado para vencer, conheci os abismos insondáveis das torpezas humanas e espirituais.

Jovens, sêde prudentes! Valorizem os tesouros da vida, se amparem nas leituras edificantes, fujam dos amigos da noite e das horas vazias.

Quando socorrido numa colônia abrigo para desintoxicação, rememorei meus dias passados, minha bola colorida, meu velocípede, meus livros, meus discos, meus pratos prediletos, meu bombom favorito. Chorei de desespero com saudade do menino que fui.

Ah! Se eu pudesse transformar num passe de mágica o tempo que vivi eu mudaria tudo. Mas, não tenho mais tempo... Perdi minha chance.

Me resta agora o arrependimento, a dor, a saudade.

Meu Deus, como sou infeliz! Mas queixas não transformam destino.

Agora é recomeço difícil. Quase nada conheci, nem pude realizar. Na próxima vida, muito menos farei. Renascerei num lar pobre com pessoas desconhecidas e que precisam da prova de um filho mongolóide. Difícil caminho, eu sei...

Mas pios seria permanecer como estou, anulado e sufocado de remorso.

Quando virem um jovem alegre e ele lhe parecer um vencedor, orem por ele. Quem sabe se no meio da multidão inconsciente e inconseqüente não caminha apenas mais um vencido!”

Médium Shyrlene Soares Campo
Busca e Acharás - Agosto de 2000



Beijinhos  :-*  :-*

Andreia
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Mourarego em 28 de Abril de 2006, 20:00
Andréia,
o Estudo da Revue tem de ser feito como máximo de cautela,  pois há ali um incontavel número de materias somente em estudos, há mesmo uma se não me engando na Revue de 1862 que tem por titulo O Gênio Das Flores, que ao cabo do segundo artigo, vem a se conhecer como um Espírito que estava em erro somente, não sendo nem gênio nem ´residindo nada, como afiançava ao começo.
Logo, essa evocação de um Espírito drogado não modifica em nada a explicação constante em
a genese, que ensina que esses mundos são ermos, posto que o Espírito de nada material necessita. O que acontece, é que o estado de crença destes Espíritos osfazem plasmar a forma como pensam ser essas regiões, simplesmente isso.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Peregrino em 28 de Abril de 2006, 20:33
OLÁ, MouraRego

Da minha parte, não estou assim tão convencido que se trate de mundos ermos e que tudo esteja na cabeça dos espiritos, como sendo mera halucinação.. em muitos casos, no Livro dos espiritos, se afirma que o mundo material é copia do original, tal como o corpo é materialização do perispirito do qual assume, salvo a hereditariedade, a forma da cópia previa.

Também me lembro que há já não me lembro onde, mas posso pesquisar, o relato, na codificação de uma senhora que esta doente e sonhou que um seu amigo a vinha visitar (no sono, em desdobramento) e tinha na mão um objecto, creio q para colocar tabaco, e qual foi seu espanto, mais tarde, ja restabelecida, ao visitar ela o domicilio do amigo, agora em estado de vigilia corporal, e viu o mesmissimo objecto, material agora, numa mesinha.

Nesse trecho, os Espiritos explicavam expressamente e sem qualquer duvida que era normal, pois cada objecto era copia e tinha seu orignial no plano espiritual.

Percebe se que haja mundos ermos, para os espiritos ja depurados da materia, pois esse ja não precisam de nada além do pensamento e do amor sublimado. Mas para todos os demais abaixo, ainda dependentes, ainda com perispirito algo denso, a vida espiritual ainda não lhes é apenas mental.

E todos os relatos dos L.Sergio, André Luis, e outros tantos? Tudo espiritos halucinados? Custa a crer...
Eu acho, assim, que deve haver fases progressivas até na espiritualidade, e que não devemos crer existir transição brutal entre este mundo e o outro..

Mas isto é apenas minha opinião. Posso estar enganado.

Abraços.
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Mourarego em 29 de Abril de 2006, 16:28
Pregrino meu maninho !!!
O episódio é o da Tabaqueira, esse o título aposto pelo codificador.E tal episódio explica bem o que acontece com esses espíritos: No caso da tabaqueira, o objeto era plasmado para dar convencimento ao parente. porém quando tratamos de colônias o lance não provém senão do estado de crença do próprio Espírito e não de algum parente seu, esta a diferença.
Note bem, nunca disse ou direi tratar-se de simp0les alucinação, pois seria atestar um estado alterado de mente, ou um adoecimento psíquico, não é o caso, é mesmo o estado de crença daquele Espírito que ao morrer acreditava piamente ser recebido em Nosso Lar ou em alguma colônia. Esse pensamento forte, indestrutível até aquele instante faz com que ele emita fortes quantidades de ectoplasma, plasmando assim a cidade ou colônia que lhe interesse.
O importante mano  é que encontramos em a Gênese este relato e no L.E tratando de mundos transitórios também. e é lá que nos ensina mais fortificadamente quando diz: "são locais onde Espíritos de erraticidade longa, descansam. Perguntado o Espírito se existia lá alguma coisa a resposta é:"São locais ermos, porque de nada necessita o Espírito."
Abração mano,
Moura
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Peregrino em 05 de Maio de 2006, 16:18

olá, MouraRego, meu mano  :)

está bem, quem sabe seja assim mesmo, mas continuo com minhas duvidas..
e quanto a esse ultimo ponto por si focado, parece me que se aplica apenas aos espiritos puros, quanto muito os espirito superiores, e para esse é que se aplicaria a sentença "porque de nada necessita o Espírito". Quanto aos demais, dos quais nós, seria demasiada brusca a transição.

E é esta a pergunta que me leva à tal crença:

se de nada necessita o Espiritos, além do pensamento, para quê mantêm o perispirito ainda mesmo os espiritos puros, sendo o apenas um intermediario entre o espirito e a materia? alias, durante muito tempo, pensei que espirito puro nao tinha mais perispirito, por essa mesma razao..

será o perispirito apenas o meio de exteriorização do Espirito, por exemplo a tal irradiação da percepção referida por Kardec?
mas nesse caso, então sendo o Espirito criado à imagem de Deus, para a percepção universal de Deus, haveria este tb um perispirito, de extensão igual ou superior ao universo?

eu tenho muitas duvidas quanto a nãoi existirem essas colonias. E pq a espiritualidade deixaria assim, ao longo destes ultimas dezenas de anos, nossa confusão e erro sobre esse ponto?

embora estas questões sejam futura oportunidade de estudo na area do Livro dos espritos, sobre o perispirito, aqui ficam para realçar minhas duvidas sobre um tema (as colonias) ainda longe de qualquer certezas, positivas ou negativas, pelo menos para mim.

um abraço fraterno  :)


Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Kito em 17 de Julho de 2008, 13:43
Com certeza os amigos debatem uma questão de alta complexidade...
do meu humilde ponto de vista, com o pouco que conheço..

sou partidário de que para espiritos do nosso grau de evolução seria uma transição muito brusca partir para uma colônia onde "O Espirito de nada Necessita".
Vejo que foi focado o livro Nosso Lar de André Luis... ao ler o volume eu achei deveras edificante os detalhes que o próprio andré luis nos passa sobre a colonia em que ficou, sendo tratado, estudando e posteriormente trabalhando... lá eles possuiam casas, trabalhos, vestimentas, objetos de todo tipo [mesas, cadeiras etc...] e até meios de transporte pois os espiritos daquela esfera ainda tem massa corporea que os impede de levitar e locomover-se apenas com o pensar.

por essas elucidações eu creio que possivelmente nas esferas crísticas realmente o espirito não necessite plasmar nada, viva da energia dos astros e do amor emanado por todos, porém nas colônias mais próximas a terra acredito na presença de 90% dos itens fisicos que dispomos na terra.
Título: Re: O Espírito de um drogado
Enviado por: Jos em 21 de Agosto de 2008, 18:14
Oi Andreia,

Tiveste boa intuição e publicar essa psicografia, que em boa hora, esclarece o gran sofrimento que os espíritos encarnardos passam com a droga.

Mas, acho que se o espírito traz precedentes e comprometimentos no campo dos vícios, drogra, álcool, sexo desregrado, etc., já é uma porta de entrada, principalmente, na região em que o espírito comunicante relata.

Precisamos fazer um trabalho de base, com os pais, para que prestem um boa atenção em seus filhos, e caso, eles demonstrem uma virgula sequer, neste campo, que o tentemos combatê-lo com unhas e dentes.

A drogra e o álcool devem ser dizimados da Terra, para que possa ser um Mundo de Regeneração.


José Santos
Brasília - Brasil