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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Regina Prins em 07 de Maio de 2009, 23:12

Título: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Regina Prins em 07 de Maio de 2009, 23:12
[size=10pt] O Espírito de um drogado [/size]


Evocação do Espírito de um drogado. 

- Poderíamos conversar com um Espírito que teve experiência com drogas?
Resposta: Cá estou, pois esta visita já estava na programação da casa para esta noite. 

- Disseste que já estavas aqui ou vieste pela evocação?
Resposta: Já estava aqui, trazido pelos amigos espirituais responsáveis pelo trabalho. 

- Poderias nos falar sobre tua experiência com as drogas?
Resposta: Perguntem e responderei dentro do possível e do que me for permitido. 

- Vivestes muito tempo na Terra?
Resposta: Dezoito anos. 

- Tão jovem e já tinhas envolvimento sério com a droga?
Resposta: Desde os quatorze anos. 

- Moravas onde?
Resposta: Rio de Janeiro. 

- Como foi teu envolvimento?
Resposta: Iniciei, na verdade, aos onze anos, com consumo de cigarros de maconha, no bairro onde morava, como brincadeira entre meus amigos. 

- Onde conseguias a maconha?
Resposta: Nas mãos dos pequenos traficantes do bairro, nos vendedores de quinquilharias das calçadas. Era muito fácil. 

- E seus pais? Sabiam dessa sua experiência?
Resposta: No início não sabiam. Quando tomaram conhecimento encararam como coisa normal dos tempos da adolescência moderna. Só mais tarde perceberam a gravidade da situação. 

- Com quais tipos de drogas tiveste envolvimento?
Resposta: Com as piores. Aos quatorze anos entrei em contato com a cocaína e daí para para o crack foi um pulo. 

- Foi o crack que o levou à morte?
Resposta: Não. Fui assassinado. 

- Como foi?
Resposta: Em briga de rua, por ponto de venda da droga, pois tornei-me um traficante para sustentar meu vício. 

- E a família?
Resposta: Depois de muitas tentativas de me retirar das ruas, deixaram-me jogado à própria sorte. 

- Lamentas esta atitude deles?
Resposta: Não. Lamento minha cegueira. Eles nada podiam fazer por mim, além do que fizeram. Não tinhas os recursos necessários para dar-me o que necessitava. 

- E do que necessitavas?
Resposta: Compreensão maior dos mecanismos da vida. 

- Foi isso que o levou a procurar as drogas?
Resposta: No início não. Mas depois, em minha adolescência, quando já me envolvera com as drogas mais pesadas, fazia "viagens" incríveis pelo meu mundo íntimo e buscava uma paz interior que não encontrara em casa, nem nas ruas. Em minha falta de lucidez, achava que encontraria nas drogas e na condição mental que elas me favoreciam. 

- Que condição?
Resposta: A total inconsciência dos meus atos, o mergulho em um mundo de ilusões e desespero, a entrega total aos devaneios insanos do desequilíbrio. 

- Algumas vezes refletias sobre isso? Quiseste deixar as ruas?
Resposta: Muitas vezes, mas em nenhuma delas encontrei compreensão e condições favoráveis para livrar-me daquilo. 

- Tiveste outras experiências?
Resposta: Em que sentido perguntam? 

- Outras experiências que poderiam servir para o aprendizado de todos?
Resposta: Sim. Quando se entra no mundo das drogas perde-se a noção de limites. Tudo passa a ser permitido. Prostitui-me muitas vezes para conseguir dinheiro e isso talvez tenha sido muito pior que o próprio vício, pois injetar um veneno em suas veias não traz consequências morais tão graves quanto vender seu próprio corpo, por livre vontade, sabendo do ato imoral e insano que se está praticando. Claro, não estou dizendo que se drogar é melhor que se prostituir, mas que o vício às vezes é irresistível e foge às nossas frágeis forças de resistência física e espiritual, e que o outro ato, neste caso, é perfeitamente evitável se assim o quisermos.   

- Como foi sua morte?
Resposta: Já falei que foi por motivo fútil. Um companheiro de infortúnio (que também já está deste lado), atirou em minha cabeça, em uma tola disputa de "ponto". Ele mesmo se arrependeu logo em seguida, pois um dia tínhamos sido amigos inseparáveis. Mas a droga nos faz enfrentar uma lei que é desconhecida dos homens das leis comuns. É selvagem e destruidora. Para os drogados não existem barreiras que possam contê-los no momento em que dela necessita. 

- Tua desencarnação foi dolorosa?
Resposta: Nada senti. Continuei vivo e não compreendia como as pessoas não me viam. Convivi com os "amigos" por um tempo para depois tomar consciência de minha condição de "morto". E foi aí que sofri os horrores decorrentes da falta de responsabilidade com a vida.   

- Foste amparado?
Resposta: Sim, depois de certo tempo, por familiares. 

- E teus pais?
Resposta: Só tomaram conhecimento pelos jornais locais, que alardeiam a miséria e desgraça humanas. 

- Que sentimento os animou?
Resposta: Depois eu soube que foi de grande alívio. E assim deveria ser mesmo, pois só trouxe a eles a desilusão e a dor. 

- Tiveste uma infância agradável?
Resposta: Tive tudo o que quis. Meus menores desejos eram satisfeitos. Fui rico até a idade de 10 anos, quando houve um reviravolta na vida dos meus pais. Eles separaram-se e eu fui morar com meus avós. Depois aproximei-me mais de minha mãe, no início de meu martírio pelo mundo das drogas. 

- E hoje? Visita-os?
Resposta: Não. Estou já bem recuperado, mas não tenho notícias deles. Acho que cuidam de suas vidas e rogo a Deus que cuidem bem, para que não sofram tanto, quando para cá vierem. 

- Sofreste aí?
Resposta. Muito. Principalmente ao saber do desperdício que havia sido minha vida. 

- Porquê? Tinhas outra programação de vida?
Resposta: Sim. Poderia permanecer até a sexta década de vida, com tarefa séria e edificante na área da saúde, oportunidade que me foi dada pelo Alto para redenção de meus débitos. Mas desperdicei no exercício do livre arbítrio, auxiliado pelas características familiares onde me encontrava. Sequer terminei o curso básico. A escola foi para mim um palco de minhas farras com outros colegas igualmente dementes. 

- Então és um suicida?
Resposta: Sim, no sentido que se empresta a essa palavra, pois fui em parte o artífice de minha morte, mas não com a conotação e a gravidade de um suicida comum. Os drogados são vistos aqui de outra forma. 

- De que forma? Vítimas?
Resposta: Sim, em parte, pois na verdade alguns são vítimas da degradação social pela qual passa a humanidade, sem deixar de considerar o livre arbítrio de cada um. A droga é a grande arma destruidora das esperanças dos jovens do mundo inteiro.   

- Poderias explicar um pouco mais essa parte?
Resposta: Muitos lançam-se cedo no mundo dos vícios pela falta de base moral familiar, cujos pais não preparam. Cedo, entregam-se a atitudes inadequadas e não são devidamente orientados. A permissividade existente no mundo atual é mostra de que os pais não estão preparados para construir o homem do futuro. A droga, sendo uma das formas de escravizar o homem, na verdade é um resultado da ganância desenfreada do próprio homem que destrói seus próprios filhos e assim sucessivamente. Os grandes donos do esquema arrecadam montanhas de dinheiro que amanhã deixarão para seus filhos, netos e bisnetos, não percebendo que constroem o material e destroem o essencial. Essas próprias criaturas, para as quais constroem seus impérios, são vítimas e escravos de seu próprio veneno. Assim é na cidade onde vivi. 

- Vives em colônia ou estás em hospital?
Resposta: Encontro-me em  colônia próxima à Terra, de acordo com meu grau evolutivo. 

- Existem colônias específicas para atender vítimas de vícios?
Resposta: Não tenho conhecimento disso, mas meu instrutor diz que aqui são atendidos todos os necessitados da alma, quaisquer que sejam os vícios. É uma colônia muito grande e onde se encontram muitos jovens. Naturalmente ainda estamos nessa condição pela nossa pouca compreensão. A forma física não importa, mas a maturidade de Espírito. 

- Ainda podemos perguntar mais coisas?
Resposta: Necessito afastar-me por orientação do amigo que me dirige as ações e pensamentos neste trabalho. Deixo aqui minha gratidão pela oportunidade e que os bons Espíritos amparem todos os homens que um dia pensaram em envenenar-se por desconhecer as leis que regem a vida". - Um Espírito sofredor, agradecido.   

Espírito: Um Espírito sofredor
Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec
São Luís, MA
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Tathy em 21 de Agosto de 2009, 21:51
de grande ajuda para mim esse relato, pois tenho um dependente de drogas na família e sei o quanto nós sofremos e ele também.
Que nossos irmãozinhos acordem para a vida verdadeiramente feliz!
Obrigada por dividir conosco essa comunicação.
Abraços fraternos
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Coragem em 30 de Setembro de 2009, 02:44
Vou orar sempre por você e todos nossos irmãos que se encontram nessa situação
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Tathy em 30 de Setembro de 2009, 13:08
obrigada coragem!!!  :)
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Tolomei em 27 de Janeiro de 2010, 17:44
muito boa esta evocação. A série de livros do espírito Luis Sérgio pela medium Irene Pacheco Machado fala muito de jovens desencarnados e de mil problemas com as drogas - praticamente a serie toda fala de drogas e jovens. Abraços,
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: em 13 de Abril de 2010, 21:47
Esse relato vai me ajudar a trabalhar com as meninas do abrigo que eu trabalho  agradeço a oportunidade.
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: IANCO em 11 de Julho de 2010, 16:30
Esse relato é muito útil, poderá servir de base aos irmãos que estão neste caminho.
Obrigado
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: amelia cordeiro de sousa em 04 de Agosto de 2010, 15:08
Após a leitura desse relato compreendi que a família precisa de uma orientação sobre como agir ao descobrir que um parente está em contato com as drogas.
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: fisteno em 10 de Agosto de 2010, 02:32
Coragem!
Obrigado pela mensagem. Nos faz pensar em muitas coisas e procurar sempre o caminho do bem.

Paz.
Jesus abençoe a todos.
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: lemari em 10 de Agosto de 2010, 23:10
Excelente mensagem, tenho um irmão drogado, e toda familia sofre por conta disso, infelizmente é uma realidade muito dura.
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Andrade Fonseca Sonia em 12 de Agosto de 2010, 15:45
 Regina - RS,  muito interessante  e importante sua postagem, deve ajudar  bastante as pessoas q. convivem com esse problema.
Sugiro, q. vc. futuramente venha postar outros temas, pois  principalmente os jovens,  terão um material p. pensar em como estão  direcionando suas vidas e,
quem sabe, tentarem  se modificar.
O aborto, seria um tema  muito útil  narrado por um  Espírito.
A sua ajuda foi e será de grande valia.
Um  abraço.

Sonia
Título: Re: O ESPÍRITO D UM DRGADO
Enviado por: Marta Gomes de Carvalho em 20 de Setembro de 2010, 16:22
Estou passando um problema parecido com meu marido, descobri que ele faz uso de cocaína, mas nunca havia percebido em 5 anos de convivência.Comecei então a fazer preces por mim para ter luz, paz interior, serenidade e sabedoria para ter as palavras certas nas horas certas. Por ele para que o mestre permita que os mentores de luz o iluminem e façam-no perceber o que está fazendo pela sua vida. Bom tenho ficado bem mais calma e amorosa com ele e ontem ele saiu para se drogar e quando voltou tivemos uma conversa e ele me contou que sempre usou, mas não com muita frequência que é um problema que enfrenta desde os 13 anos (hoje ele tem 27) e que nunca usou com muita frequência e que estes dias está usando mais pois os traficantes ligam e oferecem. Conversamos muito, disse que o amo e que gsotaria de ajudá-lo e ele diz que não quer isso para a vida dele. Não quer ajuda de pisiquiatras e nem de clínicas, será que estou fazendo o certo? O que mais poderia fazer para ajudá-lo. Estou fazendo o evangelho no lar, mas ele não acredita no espiritismo, ou ainda não está preparado. Me respondam este comentário por favor.