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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Regina Prins em 29 de Julho de 2009, 01:52

Título: O DEUS DROGA ... OU A FALTA DE DEUS ...
Enviado por: Regina Prins em 29 de Julho de 2009, 01:52

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 O DEUS DROGA ... OU A FALTA DE DEUS ...
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Recentemente, uma vez mais, a população brasileira se viu chocada com a desencarnação prematura de uma pessoa de notoriedade no meio artístico. Uma artista popular, no auge de promissora carreira, recebendo a consagração pública onde se apresentava, deixa interromper sua estada no mundo material por um motivo absolutamente lamentável e desnecessário, mas que já ocupa há algum tempo o nosso cotidiano: o uso indevido de drogas.
Ressalve-se, desde logo, que, até o momento em que escrevíamos, não fora ainda concluída a perícia do material retirado de seu corpo físico para ser autopsiado. Dados preliminares, contudo, apontam para o consumo de uma mistura absurda de droga, alcoólico e barbitúrico como o causador da morte física. No entanto, mesmo que mais tarde a perícia médica venha a desmentir essa versão, esse tipo de acontecimento, desgraçadamente, é muito comum nos dias de hoje e não se tornariam invalidas as idéias aqui defendidas, posto que não é nosso intuito fazer o julgamento de ninguém. Apenas nos reportamos ao fato para demonstrar a atualidade e a importância do tema que vamos abordar.
O que leva alguém, na grande maioria dos casos, uma pessoa jovem, a fazer uso de matéria tão nociva ao organismo humano? Seria o simples desfrutar de uns poucos momentos de prazer? Ou seria isso uma válvula de escape para suas frustrações? Ou uma maneira de se rebelar contra o status social vigente? Entendemos que a causa é muito mais profunda do que essas simples questões ligadas à nossa vida física, embora todas elas possam, de fato, servir como motivação.
Como estudantes do Espiritismo, sabemos que somos espíritos imortais em evolução, buscando o progresso espiritual que nos levará à perfeição possível e, com esta, à felicidade eterna, que Jesus denominou, em sua passagem pela carne, de reino dos céus. Temos consciência de que necessitaremos passar por uma fieira enorme de idas e vindas à matéria, através das reencarnações sucessivas. Mas estamos conscientizados, também, de que chegaremos lá, pois o nosso destino é irreversível. Para tanto, confiamos na justiça e na bondade de Deus e em seus mensageiros de luz, que nos guiam durante a caminhada. Não precisamos de nada mais para nos dar a força de que necessitamos para prosseguirmos a nossa jornada.
Mas, estarão todos conscientes dessas verdades? Conhecerão todos os ensinos do Cristo e os mecanismos que regem, física e espiritualmente, o Universo? É evidente que não. Aparentemente, nada tem essa circunstância a ver com o consumo de drogas, pano de fundo dessas nossas reflexões. No entanto, entendemos que, no fundo, o desconhecimento dessa realidade espiritual e a falta de confiança em Deus são fatores decisivos que levam alguém a fazer essa opção.
Desde os primórdios da humanidade, o homem precisa de religião, de uma força que lhe seja superior para o guiar e o consolar nas quedas. Quando falta a religião ou esta falha em sua finalidade de religá-lo ao Criador, o ser humano, instintivamente, busca refúgio em outra coisa que lhe tire da situação aflitiva por que possa estar passando, servindo-lhe de refúgio, ainda que temporário. Uns procuram a fuga através de saídas aparentemente fáceis, como o suicídio. Outros encontram essa saída nas drogas. Quando falta Deus, a droga é forte candidata a assumir o seu papel, preenchendo o vazio deixado. E assim tem sido feito, principalmente por nossa juventude, para nossa desdita.
Quando dizemos que falta Deus, não queremos nos referir ao Deus temido de outrora, que ainda hoje é acenado por algumas correntes religiosas. O Deus punitivo, antropomórfico, portador dos mesmos defeitos encontrados em suas criaturas. Não. Esse Deus, certamente, não faz falta. Referimo-nos ao Deus de amor, que Jesus veio nos ensinar, que não deve ser temido, mas amado, com suas leis justas, irrevogáveis e invioláveis. Esse Deus criado pelo homem somente faz afastá-lo cada vez mais da Divindade.
O afastamento de Deus por parte do homem começa com a sua sedução pelos chamados "prazeres" que a vida material proporciona. A sociedade moderna, conquanto haja inegavelmente avançado no campo intelectual, ainda deixa muito a desejar quanto aos seus valores morais. O homem considerado bem sucedido é o que goza de situação econômica confortável, de fama ou que leva a vida em viagens e festas. Isso tornou-se meta para a grande maioria. Quando vem a frustração, o homem não a aceita, porque não foi preparado para tanto. Não entende que nem sempre o que pensa ser o melhor para ele realmente o é.
Daí a importância da evangelização desde a tenra idade, como primeiro passo para a formação de um homem de fé, conhecedor do seu destino feliz, convicto da realidade espiritual. Não há outra doutrina filosófico-religiosa capaz de dotar o ser humano dessa convicção como o faz a Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec. A evangelização espírita é um instrumento infalível nesse sentido. Faz o espírito que está retornando às lides carnais compreender, desde cedo, a razão da sua existência, sua imortalidade, ensinando-lhe quem é, de onde veio e para onde vai. Demonstra-lhe as conseqüências dos seus atos, dos seus vícios, dos seus acertos e dos seus erros. Mostra o quanto de sofrimento e dor terá de suportar em encarnações vindouras, por se encontrar o seu perispírito agredido e lesionado pelo mau uso que fizer de seu corpo físico atual. Ensina-lhe desde cedo a responsabilidade perante a vida e que ele é o único construtor do seu destino. E o que é fundamental: ensina-lhe o que é o verdadeiro Deus, sem misticismo, mitos ou ameaças
Não estamos aqui para fazer apologia religiosa. Apenas estamos querendo demonstrar que só uma fé raciocinada, alicerçada firmemente nas leis que regem a vida do ser espiritual, pode suportar o homem nas vicissitudes que a vida se lhe apresenta. Sem engodos, sem promessas mirabulantes e sem milagres. Basta-lhe conhecer a realidade espiritual para dotá-lo de um poderoso instrumento capaz de fazê-lo compreender o equívoco que representa o caminho das drogas. Não há antídoto mais eficiente contra esse mal do que a evangelização. O homem evangelizado jamais enveredará por esse caminho, porque sabe que somente estará se afastando cada vez mais daquele reino do céu prometido por Jesus.
É claro que as várias providências vindas da sociedade são também importantes. As leis penais precisam ser aperfeiçoadas, serem severas em suas penalidades, de modo a intimidar o comércio das drogas. As campanhas de esclarecimento nos meios de comunicação, mostrando os efeitos prejudiciais que causa à saúde física têm um papel igualmente fundamental. Mas somente o conhecimento da realidade espiritual, com as conseqüências da lei de causa e efeito esclarecidas e a fé no verdadeiro Deus são antídotos que não falham contra a iniciação no vício e um remédio eficaz para a correção de rumo dos que já caíram em suas malhas.
Conhecendo o verdadeiro Deus e as suas leis justas, bondosas e soberanas, o homem não se sentirá, em momento algum, desamparado nem terá por que substituí-Lo pelo deus Droga.

Sérgio dos Santos Rodrigues
Texto pesquisado na WEB.
Título: Re: O DEUS DROGA ... OU A FALTA DE DEUS ...
Enviado por: Mourarego em 30 de Julho de 2009, 18:10
Questão nº 1 de OLE:
"O que é Deus?
'Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas."
Ora se a consciência de Deus está insculpida em nosso íntimo, não há como dizer-se da falta de Deus.
Quem não acessa estes "arquivos", o faz deliberadamente. contudo, talfato não indica nem prova a falta de Deus. Prova, por outra a falta da procura desse Deus por parte de sua creação e isto em razão do mau uso do livre arbítrio ao homem conferido.
Sendo assim o afastamento do homem, de seu íntimo, o faz animalizado e embrutecido e por conta própria não de Deus.

A questão das drogas não pode ser vista pela angulo apenas religioso já que se insere no campo psíquico e físico. Não por obra de Deus, mas do homem.
Vejam que a doutrina contempla que, por vezes os Espíritos falem ao pedirem uma prova e a terem junto ao seu objetivo reencarnatório, essa uma das possibilidades.
Todavia o que fazer, enjaular o adicto? Torná-lo "persona non grata"?
Condená-lo ao ostracismo?
Todo doente tem do Estado a obrigação de seu tratamento. Esta responsabilidade ativa é também da parte familiar, quer no quesito educação, quer no quesito, tratamento.
Execrá-los, seria um crime maior.
Abraços,
Moura
Título: Re: O DEUS DROGA ... OU A FALTA DE DEUS ...
Enviado por: suctupac em 30 de Julho de 2009, 19:16
Boa tarde a todos os foristas!

Tenho mais dúvidas do que respostas, isto é uma droga, bom.. então vamos lá:
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O que é droga?
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Ela nos cura ou ela nos mata?
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Ela nos põe dependentes ou ela nos liberta?
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Ela nos consome as idéias ou ela nos desperta?
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Nosso alimento diário não é uma droga? Não há quem morra por ele? Não há quem mate por ele? Não há quem clame por ele? Não há quem faça dele um deus? Não há quem se torne dependente?
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O dinheiro do mundo, não é uma droga? Não há quem morra por ele? Não há quem mate por ele? Não há quem clame por ele? Não há quem faça dele um deus? Não há quem se torne dependente?
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E o nosso querido Ego? ...
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Que uso damos para as nossas drogas cotidianas? E que utilidade isso tem?
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Por que perdermos tempo buscando o remédio para nossos males?
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Não seria mais correto buscar a cura?
 ???
Título: Re: O DEUS DROGA ... OU A FALTA DE DEUS ...
Enviado por: Mourarego em 30 de Julho de 2009, 19:21
Juridicamente droga é toda substância proibida e potencialmente maléfica
Longe da idéia farmaceutica que encara todas as substancias como drogas.
Abraços,
moura