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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 00:43

Título: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 00:43
LIBERALIZAÇÃO DAS DROGAS NA VISÃO ESPÍRITA


“Os vícios entram tanto na composição das virtudes como os venenos na dos remédios .”
 François La Rochefoucauld
 
CONCEITOS
•   Droga - (do francês drogue, provavelmente do neerlandês droog, "seco, coisa seca"), narcótico,entorpecente ou estupefaciente são terminologias que designam substâncias químicas que causam adulterações dos sentidos.
Droga, no sentido original, envolve enorme abundância de substâncias, que vai do carvão à simples aspirina. Seja qualquer produto alucinógeno (ácido lisérgico, mescalina etc.) que leve à dependência química e outra substância ou produto tóxico (fumo, álcool etc.) de uso exagerado, são também sinônimo como entorpecentes.
•   Dependência -  É a tendência de o Ser humano consumir droga de forma contínua ou cíclica (frequentemente) para obter prazer. Existem também indivíduos que usam constantemente determinada  droga para abrandar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas, desagradáveis, etc. O dependente distingue-se porque não consegue dominar-se no consumo de drogas, opera impulsivamente e recorrente. Essa vinculação subordinada  apresenta-se de duas formas, física e psicológica.
•   A dependência física – Distingue-se pelos sintomas físicos que aparecem quando a pessoa deixa de tomar a droga ou diminui bruscamente o seu uso: é a síndrome de abstinência. Os sinais e os sintomas de abstinência dependem do tipo de substância utilizada e aparecem em algumas horas ou dias após ter sido consumida pela última vez. Nos dependentes do álcool, por exemplo, a abstinência pode provocar tremores, náuseas, vômitos e até um quadro de abstinência mais grave denominada "delirium tremens", com risco de morte, em alguns casos.
•   A dependência psicológica corresponde ao desconforto do dependente quando interrompe o uso de uma droga. Os sintomas são, ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração, mas que podem variar conforme o individuo. Existe medicação atualmente, que permite nos casos de dependência física poderem ser tratados.
No entanto o que geralmente faz com que uma pessoa volte a usar drogas é a dependência psicológica, de difícil tratamento e não pode ser resolvida de forma relativamente rápida e simples como a dependência física.
•   Overdose – É o termo cientifico usado para designar o excesso no organismo de grandes doses de substâncias químicas, seja um medicamento, droga ou outra substância qualquer. É no fundo a denominação para o abuso agudo a doses excessivas de uma droga, incidindo ou não com a intoxicação, isto é, havendo ou não sinais e sintomas clínicos que debilitam o organismo, provocando a falência de órgãos vitais comocoração e pulmões.
O corpo humano tem limites. Os sintomas da overdose geralmente são: problemas respiratórios e perda de consciência. A overdose é fatal em vários casos e uma das principais causas de morte dos dependentes químicos.
•   Metadona - Produzida em laboratório, tem um efeito mais prolongado que a heroína, é um poderoso analgésico e é tomada apenas uma vez ao dia sem que o paciente tenha sintomas de "ressaca", sendo esta a sua grande propriedade. É administrada por via oral e permite um melhor controlo sanitário.
 Não causa danos físicos no cérebro, nos rins e nos ossos. Tem alto poder aditivo, ainda que este seja inferior ao da heroína. Por ser tóxica e poder gerar comportamentos a sua administração tem de ser cuidadosa e vigiada por técnicos. A toma de doses extra de metadona e a mistura com sedativos ou álcool aumentam o risco de overdose.
 
 As vantagens da sua prescrição é de poder ser integrada em programas de tratamento da redução do uso de droga ilícita, a diminuição do consumo de opiáceos ilegais, dos comportamentos criminosos e da mortalidade dos toxicodependentes. Além disso, os doentes organizam mais facilmente outros aspectos das suas vidas.
 
INTRODUÇÃO
 
“Aquele que dependeu apenas de si mesmo e pode, em tudo, ser tudo para si, é o que se encontra em melhor situação.”
Fonte: "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida" , Arthur  Schopenhauer
   
A droga é um flagelo complexo e destruidor. Milhares de jovens e adultos, sentem-se atraídos pela ilusão que ela incute no seu psiquismo, impulsionados pela indução a que ela os envolve, porém muitas das vezes nem refletindo da gravosa atitude a que se submetem.
 
Uns pela desventura social, outros pela busca duma felicidade que não passa de uma mera fuga de si mesmos, mutilando suas vidas e daqueles que os amam, os seus Familiares.
 
Mas afinal que fazer perante esta fatalidade que aumenta, vejam-se as estatísticas da no mais recente relatório da Organização das Nações Unidas sobre o consumo de drogas no mundo, publicado no final de Junho, cerca de 200 milhões de pessoas, representando cerca de 5% da população mundial com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, consumiram drogas ilícitas no último ano.
 
Este número representa um acréscimo de 15 milhões de consumidores relativamente às estimativas do ano anterior, mas ainda assim é muito menor do que a percentagem da população mundial que, de acordo com o mesmo documento, abusa de substâncias psicoativas lícitas, como é o caso do tabaco (30%) e do álcool (50%).
 
Então perante tal cenário questiona-se? Que se tem feito para diminuir, este problema? Quais os métodos de alerta, que prevenção de saúde, o que se pode fazer para ajudar a eliminar este suicídio lento a cada dia que passa. E os que estão enriquecendo com o narcotráfico ?
 
É realmente o tal dilema do poder materialista sobre a razão que conspira contra a justiça e aniquila as vidas daqueles que sugam o sumo proibido pela incúria da falta de educação ética, porque todo vicio tem cunho moral. Existe, no entanto a opção da liberalização das drogas! Será benéfica, vai diminuir a dependência, o narcotráfico vai desaparecer, qual a visão espírita desta situação?!
 
Liberalizar, sim ou não?
“Se nós não sabemos gostar de nós próprios, como vamos ser capazes de amar os outros?”
Victor Passos
 
 Segundo Eugène Delacroix, in 'Diário' os vícios são de corpo e alma
 
 continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 00:44
continuação

“Se descobrires em ti um ponto fraco, em vez de o dissimulares reduz-te às tuas próprias dimensões e corrige-te. Ah! se a alma tivesse de combater só o corpo?! Porque ela também tem as suas inclinações viciosas e é necessário que uma das suas partes - a mais pequena, mas ao mesmo tempo a mais divina - combata a outra, sem cessar. Todas as paixões do corpo são vis. As da alma, que são vis, tornam-se verdadeiros cancros: a inveja, etc. A cobardia é tão vil que deve ser comum a ambos.”
 
Na realidade estamos sempre mais próximos do erro quando queremos viver pela sombra e ninguém tenha duvidas, que a busca das drogas é sempre uma opção de livre - arbítrio, podemos colocar muitas causas, tomar muitas direções, mas ela tem sempre a raiz no próprio demando de conduta, na busca de prazeres mundanos, nos medos da realidade, da nossa concha. Estamos sempre procurando refugio para acobertar a mutilação pelas drogas, mas não podemos esquecer de forma alguma que o cancro está no silencio, da acrópoles daqueles que estão envolvidos pelo lucro, por os que governam e por aqueles que se desculpam consumindo, porém os culpados estão omissos esta é a concha, constante que inibe as respostas reais a esta veia maquiavélica do mundo da droga.
     
Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’ nos ensina que “Não há vício que se não esconda atrás de boas razões; a princípio, todos são aparentemente modestos e aceitáveis, só que a pouco e pouco vão-se expandindo. Não conseguirás pôr fim a um vício se deixares que ele se instale. Toda a paixão é ligeira de início; depois vai-se intensificando, e à medida que progride vai ganhando forças. É mais difícil libertarmo-nos de uma paixão do que impedir-lhe o acesso. Ninguém ignora que todas as paixões decorrem de uma tendência, por assim dizer, natural. A natureza confiou-nos a tarefa de cuidar de nós próprios, mas, se formos demasiado complacentes, o que era tendência torna-se vício. Aos actos necessários juntou a natureza o prazer, não para que fizéssemos deste a nossa finalidade mas apenas para nos tornar mais agradáveis aquelas coisas sem as quais é impossível a existência. Se o procuramos por si mesmo, caímos na libertinagem. Resistamos, portanto, às paixões quando elas se aproximam, já que, conforme disse, é mais fácil não as deixar entrar do que pô-las fora. “.
 
 Existe tanta desinformação, quem vê a liberalização das drogas como uma saída, apenas está a adiar um caminho que não tem volta, porque é nas pequenas coisas que tudo se aufere, senão vejam, um simples cigarro tem 7.000 produtos químicos e dentro dos quais alguns radioativos no entanto é licito fumar?! As bebidas alcoólicas de igual forma, empobrecem o organismo destruindo as células e abrindo caminho para cirroses e problemas de pâncreas, no entanto aí estão são legais!?
 
Claro que temos a vertente que alega ser um mal menor, mas isso não deixa de acarretar destruição do corpo, porém, continuamos consentindo e minimizando. Os governos mesmo proibindo em determinados locais, não podem assumir o aniquilamento pois é uma subeja forma de ir buscar os seus rendimentos pelos impostos. Esta teia, é enormíssima e isso dificulta toda e qualquer possibilidade de neutralização, quer do narcotráfico, quer do aumento de consumidores.
 
A juntar a tudo isto vejam os Países que liberalizaram as drogas, Holanda, Suíça, Alemanha, Reino Unido e Dinamarca, quais foram os ganhos?! Mais violência, maior numero de jovens a iniciar a viciação e os ganhos praticamente nenhuns, tudo porque os que eram dependentes não deixaram de o ser e aqueles que não eram passaram a ter oportunidade mais fácil de serem dependentes porque a liberalização se fez um pau de dois gumes. Mas mais ridículo é a Dinamarca dispor de clinicas de distribuição de heroína, por prescrição medica?! Aonde pára a ética medica? Em nome de evitar a promiscuidade, mata-se ou induze-se o suicídio, mesmo que indireto?!
 
Afinal as clinicas de recuperação, com o apoio da metadona e Lofexidine, bem administradas, com um programa de coerência e ajuda constante, apoio medico e Familiar não fariam um trabalho melhor?! O incentivo a tarefas espirituais e de valorização humana, não seriam bons handicapes para ajudar na recuperação?
 
Sabemos perfeitamente que um dos problemas ao nível da libertação do consumo de drogas, tem por dificuldade a vampirização que os envolve, tornando mais difícil essa libertação, daí a importância da Ciência medica se juntar ao vinculo espiritual, de forma a juntar forças para ajudar a diminuir este flagelo.
 
Liberalizar ou proibir? Todos temos livre-arbítrio, as escolhas são sempre nossas, por muito que procuremos justificativas temos de ter em conta que somos espíritos em evolução, que expiamos por conta própria dos nossos tropeços, temos que educar, moralizando aqueles que de nós precisam, afim de não asfixiarem pelo hálito do vicio.
 
O Livro Dos Espíritos de Allan Kardec, traduz bem essa necessidade vejamos;.
 
630. Como se pode distinguir o bem do mal?
— O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus; fazer o mal é infringir essa lei.
 
631. O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal?
— Sim, quando ele crê em Deus e quando o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro.
 
632. O homem, que é sujeito a errar, não pode enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que faz o bem quando em realidade está fazendo o mal?
— Jesus vos disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não; tudo se resume nisso. Assim não vos enganareis.
 
633. A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, não pode ser aplicada à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Encontra ele, na lei natural, a regra desta conduta e um guia seguro?
— Quando comeis de mais, isso vos faz mal. Pois bem: é Deus que vos dá a medida do que vos falta. Quando a ultrapassais, sois punidos. O mesmo se dá com tudo o mais. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades; quando ele o ultrapassa é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, essa voz que diz: chega, evitaria a maior parte dos males de que acusa a Natureza.
 
634. Por que o mal se encontra na natureza das coisas? Falo do mal moral. Deus não poderia criar a Humanidade em melhores condições?
— Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. (Ver o item 115) Deus deixa ao homem a escolha do caminho: tanto pior para ele se seguir o mal; sua peregrinação será mais longa. Se não existissem montanhas não poderia o homem compreender que se pode subir e descer, e se não existissem rochas não compreenderia que há corpos duros. É necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isso é necessário que ele conheça o bem e o mal; eis porque existe a união do Espírito e do corpo. (Ver item 119)
 
Paixões
 
908. Como definir o limite em que as paixões deixam de ser boas ou más?
— As paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa. Reconhecei, pois, que uma paixão se torna perniciosa no momento em que a deixais de governar, e quando resulta num prejuízo qualquer para vós ou para outro. 
As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência. Mas, se em vez de as dirigir, o homem se deixa dirigir por elas, cai no excesso e a própria força que em suas mãos poderia fazer o bem recai sobre ele e o esmaga.
 
Todas as paixões têm seu princípio num sentimento ou numa necessidade da Natureza. O princípio das paixões não é portanto um mal, pois repousa sobre uma das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é o exagero de uma necessidade ou de um sentimento; está no excesso e não na causa; e esse excesso se torna mau quando tem por conseqüência algum mal.
 
Toda paixão que aproximou o homem da natureza animal distancia-o da natureza espiritual.
 
Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.
909. O homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?
— Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!
 
911. Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?
— Há muitas pessoas que dizem: "Eu quero!" mas a vontade está apenas nos seus lábios. Elas querem mas estão muito satisfeitas de que não pode superar suas paixões é que o seu Espírito nelas se compraz por conseqüência de sua própria inferioridade. Aquele que procura reprimi-las compreende a sua natureza espiritual; vencê-las é para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.
 
É bem verdade meus Irmãos, não chega dizer quero com os lábios, a vida faz-se pela conduta nas ações e pelo emprego dos ensinos do Mestre, sabendo sempre que a retidão nas escolhas vão escrever o livro da vida, e portanto “Cada um segundo suas obras”.
 
Liberalizar, no contexto espiritual será usurpar o os valores do amor e da razão, porque manda o bom senso é preciso educar e disciplinar as mentes e tornar as Leis humanas mais concernes com a solidariedade e fraternidade, mas sempre dentro dos valores da razão e justiça.
 
A melhor forma de combatermos o mal é conhecê-lo, então pela prevenção educativa podemos e devemos levar luz de entendimento às famílias, incentivando o abraço da Evangelização, porque só nos conhecendo e sabendo como distinguir o mal venceremos.
 
Liberalizar ou oprimir,  prefiro regenerar.
 
Bibliografia
O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
Wikipedia
http://www.citador.pt/
http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/metadona/metadonaoquee.htm
Apoio de companheiros que deram sua opinião sobre a temática

Victor Manuel Pereira de Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 12 de Fevereiro de 2011, 13:34
Parabéns pela abrangência deste conteúdo...

Reflexões são sempre necessárias em assunto tão polêmico quanto este e sua postagem nos ajuda muito a refletir.

Paz, meu amigo!
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 15:21
Ola muita paz e harmonia
Boa Amiga Em Busca de luz

   Agradeço a sua opinião, é pena haver pouca presença  ativa neste topico, pois era impirtante a troca de ideias..

Muita Paz

VCictor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 12 de Fevereiro de 2011, 15:27
Amigos,
toda idéia tendente a liberação de qualquer droga deve ser objeto do nosso mais encarnecido objetar.
Espíritas ou não, somos pais, mães avós e amigos de outrem.
Por amor a estes devemos nos colocar em franca negativa a este tipo de idéia.
Falo isso com relação a drogas em moda como o Santo Daime, é droga? sim, então nem mesmo como ritualística deva ser utilizado pois a lei vê não sob qualquer roupagem mas sim apenas sob a roupagem do que prescreve a lei.
No caso, nem mesmo a lei natural é observada.
ao se liberar uma abre-se precedente para a liberação das outras.
abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 15:44
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Moura

  Amigo realmente concordo consigo , no conceito que se nos depara, o facilitismo apenas vai revitalizar o deixa andar.
  Os valores da Familia são muito importantes para que lutemos contra esta maldição da sociedade. Como pode a Familia ajudar pelo exemplo,
   Os Pais geralmente pela toma sem prescrição, peo uso em excesso dos farmacos, acaba por ser mau exemplo e isso desde cedo se toma como dado perigoso na  vida de todos que envolvem.
    Sei que a lei é de origem humana e depende sempre da estrutura dos politicos, mas revejo sempre, se nos encontrarmos em areias movediças , quanto mais nos movermos , mais nos enterrramos, com as drogas é exatamente o mesmo logo todos os cuidados são extremamente importantes .

  Abraço fraterno bom Amigo

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 16:27
Querido amigo Víctor


Parabéns por compartilhar conosco o seu artigo!

Sou também da opinião que as drogas nunca deveriam ser liberadas para comercialização pois a maioria dos jovens iniciam o primeiro contato com elas na adolescência, fase em que são muito vulneráveis e influenciáveis, devendo-se considerar que muitos possuem uma inclinação natural à certos vícios, sendo predispostos geneticamente à fumar, tomar bebidas alcoólicas e etc. O ideal é nunca iniciar um vício pois não sabemos quem é predisposto à eles. Para essas pessoas o vicío dificilmente será abandonado, precisando contar com o apoio da família e de clínicas especializadas.

O fundamental para nós pais e educadores é que comecemos a evangelização infantil, incutindo preciosos valores na formação espiritual dos nossos filhos. Criar com amor, bons exemplos cristãos e religiosos.

Aqui no Brasil já existem clínicas espíritas(espiritualistas) e tratamento humanizado para os dependentes químicos. Graças a Deus a Medicina está se rendendo à evidência da religião para a recuperação desses pacientes, pois como sabemos muitos são obsidiados

Amigo Víctor, a cada dia mais me impressiono com a lucidez de seus comentários, a delicadeza de suas atitudes e por sua preocupação em compartilhar artigos de relevância para todos nós. Como médica e espírita posso dizer que nunca havia lido um artigo com uma abordagem tão coerente de ensinamentos técnicos e doutrinários.

Que Deus te ilumine e mantenha o seu bom ânimo sempre!

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 16:51
Ola muita paz e harmonia
Amiga Katia

  Agradeço sua bondade e ao mesmo tempo enalteço a sua inetrvençaõ pela positiva e por ser verdade.
  Esta tematica é uma daquelas a que me emprego e estudo de forma a poder levar um pouco de esclarecimento aos companheiros de infortunio que temos com tal procedência.
  Sabendo que a incidência do inicio das drogas passa pela primeira vez no contato com os amigos dos adolescentes, urge que se tomem providencias preventivas pela evangelização não só dos filhos , mas também dos proprios Pais , porque muitas das fragilidades que se nos deparam tem cunho de reflexo nos Pais e aqui foco como a Amiga disse e muito bem ..tabaco, bebidas alcoolicas , usuais no lar e que podem ser o simples rastilho para que se inicie também no vicio...Mesmo até o ciclo vicioso de tomar medicamentos sem prescrição medica e a amiga melhor que pode dizer isso.

   Estejamos alerta e vamos dando de nossa parte , apoiando com amor estas causas que destituem Familias inteiras.
Muita paz e grato

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 18:17
[color=navy]Querido amigo Víctor


Você entendeu muito bem o que eu estava querendo frisar. As atitudes dos pais são o maior exemplo para os filhos. De que adianta dizer "não fume" ou  "não beba" para o filho se você fuma ou toma bebidas alcoólicas em casa estimulando-os ao vício?

Abraços carinhosos da Katia
[/color]


Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 19:12
Boa tarde, queridos amigos!


Tabagismo como libertar-se do vício


Magaly Sonia Gonsales


Com sua proposta para o auto-conhecimento e a reforma íntima, o Espiritismo torna-se um grande aliado ao viciado que almeja sua libertação

Vícios, paixões e desatinos humanos normalmente se desenvolvem e fazem morada em nosso corpo carnal quando estamos invigilantes e quando nosso padrão vibratório está tão baixo que nos deixamos dominar por forças do plano astral inferior ou seja, quando perdemos por completo o controle sobre nossos próprios atos e quando não mais conseguimos evitar certas ações e atitudes que até então julgávamos ter sobre nossa vontade. Então, infelizmente, estamos nas malhas do vício. Isso normalmente acontece quando estamos invigilantes e por mantermos um comportamento moral condizente com espíritos do plano inferior e, portanto, ficamos literalmente nas mãos deles. Dessa forma, não mais teremos nenhum controle, nem sobre nosso corpo físico e nem sobre os danos que estamos causando ao nosso perispírito, ao dar vazão aos vícios em geral e desregramentos da vida carnal. Nessa categoria, podemos citar o alcoolismo, o tabagismo, os tóxicos, a alimentação carnívora, o sexo, a maledicência, a avareza, a mentira e tantos outros que nos oprimem, que atentam contra a delicadeza da vestimenta perispiritual que nos envolve e sobre a qual estamos atentando e, muitas vezes, destruindo o que de mais importante nos foi emprestado para que possamos evoluir e alcançar outros planos espiriiuais que é o nosso corpo físico.

O vício do fumo foi adquirido pelos espanhóis, junto aos índios da América Central, que o encontraram nas adjacências de Tobaco, provínoia de Yucatán. Um dos primeiros a cultivar o tabaco na Europa foi o Monsenhor Nicot, embaixador da França em Portugal, de onde se derivou o nome de nicotina, dado à principal toxina nele contida. O fumo, pelos danos que ocasiona ao organismo, é, por isso mesmo, perigo para o corpo e para a mente..."- Examinando a Obsessão. Os distúrbios provocados nos que se iniciam no vício, tais como tonteiras, vômitos, perturbações bronquiais, são indício do envenenamento que o fumo provoca e da luta que o organismo trava ao se defender para adaptar se ao mesmo. Uma vez estabelecido o vício, a pessoa se torna vítima do tabagismo, uma doença à qual se entrega, abdicando da própria vontade, incapaz de resistir à vontade de fumar, que se transforma em ação obsessiva simples.

Que a ação do fumo seja ofensiva o demonstram as próprias propagandas que alardeiam a utilização de filtros ou a consecução de cigarros com muito menos nicotina. Mas além desta, ele contém outros venenos como: ácido tânico, omálico, oxálico, amônia e outros que lhe imobilizam outras importantes defesas do organismo. Sua ação se torna muito pior para aqueles que detêm certas insuficiências orgânicas, acrescendo-as ainda mais. As mulheres, entretanto, são as mais prejudicadas, por sua natureza mais delicada e sensível, principalmente na gravidez, tornando-as mais propensas aos distúrbios da gestação. Além do mais, são afetadas na própria fertilidade. O fumo" ...Hábito vicioso, facilita a interferência de mentes desencarnadas também viciadas, que se ligam em intercâmbio obsessivo simples, a caminho de dolorosas desarmonias..." - Examinando a Obessão.

VÍCIO E VAMPIRISMO
Intercâmbio obsessivo simples, pois não influi no cunho moral do homem, nem o avilta até a degradação completa, como acontece com o vício da embriaguez ou da toxicomania. Mas se a pessoa se entregar em demasia ao hábito, poderá servir de "piteira viva" para desencarnados também viciados, de natureza inferior que, ao se servirem dele para satisfazer o vício de fumar, poderão influenciá-lo a fumar muito mais e estabelecer com ele uma forma de simbiose prejudicial, inoculando-lhe pensamentos deletérios, de ordem moral inferior, cuja receptividade será tanto maior quanto mais fraquezas a pessoa possa ter. Trata-se, enfim, de más companhias que, por sua influência perniciosa, poderão acarretar deslizes morais perigosos e associações com delinqüentes e viciados.

Mas nem sempre tais influências provocam situações de domínio caracterizáveis. O domínio psíquico tem diversas gradações e a pessoa pode passar uma existência inteira a desviar-se do que se havia proposto antes de reencarnar, sem aperceber se. Ao desencarnar, os vícios se tornam mais dominantes, acarretando momentos de angústia muito cruciantes que impelem a buscar a saciedade no vampirismo dos encarnados "...Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina..."

O vício do fumo é uma porta aberta para o início das obsessões mais variadas e, embora obsessão simples, pode servir de trampolim a outras de maior gravidade, pela sujeição a espíritos atrasados. O viciado no fumo é mais uma vítima de sua debilidade mental do que mesmo de uma invencível atuação fisiológica, ele esquece-se de si mesmo e, por isso, aumenta progressivamente o uso do cigarro, tentado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando então uma segunda natureza que se torna implacável e exigente carrasco.

Os efeitos perniciosos do cigarro transformam-se em enfermidades crônicas que minam as defesas naturais e de proteção do organismo. Uma das mais conhecidas enfermidades crônicas é a célebre "bronquite tabagista" ou a causada por distúrbios próprios da "asma brônquica", com a presença do incômodo pigarro, que é produto da irritação constante causada pelo fumo às mucosas respiratórias. O fumante inveterado vive com a faringe, a laringe, os brônquios, o estômago e intestinos supercarregados de nicotina e de todos os derivados tóxicos do fumo, obrigando a sua natureza à permanente vigilância, a fim de se poder manter em relativo contato com os fenômenos da vida física exterior.

Portanto, como vimos, o fumo é um dos grandes responsáveis pela falência moral do homem, visto que ele abre brechas para todos os tipos de obsessões.

Assim, para "largar o cigarro" é preciso readquirir o poder da vontade de que se acha escravizado a ele. É na mente do homem que, antes de tudo, deve ser empreendida uma campanha sadia contra o vício. Através de reflexões inteligentes, deve ele se convencer da tolice de se submeter a prejuízos físicos, psíquicos e econômicos, causados pelo cigarro, o charuto ou o cachimbo.

RETOMANDO O CONTROLE
Portanto, a ofensiva não deve ser iniciada contra o objeto do vício, que é o fumo, mas no sentido de recuperar o comando mental perdido. Há que ser retomado novamente o psiquismo diretor dos fenômenos de relação entre a alma e o meio. É preciso que o homem se torne outra vez senhor absoluto dos seus atos, desprezando as sugestões tolas e perniciosas do vício que o domina. É certo que a libertação do vício de fumar seria muito mais difícil se, por afinidade de vícios ou devido a qualquer desregramento moral, a criatura já estiver sendo cercada por entidades de astral inferior, atraída para junto de si. Neste caso, a libertação não só requer o domínio da própria vontade, como ainda a adoção de um modo de vida que provoque o desligamento de outra vontade viciosa e livre, do além-túmulo.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 19:14
Continuação ....


OS EFEITOS DO TABAGISMO

Assim como devasta a vontade e a lucidez, o cigarro ataca e destrói o organismo, criando doenças e provocando disfunções.

Eis apenas alguns de seus efeitos:

Sistema Respiratório

Bronquite, Enfisema, Câncer pulmonar, Angina do peito, Laringite, Tosse, Tuberculose, Traqueíte, Rouquidão.

Sistema Digestivo

Diminui a secreção gástrica, diminui o apetite e dificulta a digestão: úlcera gastroduodenal; quilite (inflamação dos lábios), sialorréia (salivação abundante); hepatite; aumento do ácido úrico, provocando a chamada Gota.

Sistema Circulatório

Arteriosclerose (20 cigarros ou mais por dia); varizes; flebite, isquemia; úlceras varicosas; palpitação; mal de Buerger (trombose); aceleração de doenças coronárias e cardiovasculares.

Sistema Nervoso

Uremia; Mal de Parkinson; vertigens; náuseas; dores de cabeça; nervosismo; opressão.

Assim como o alcoolismo, a falta do fumo para o viciado gera ansiedade, angústia etc.

Desencadeia crises, convulsões e espasmos. É a dependência mental, psíquica e física.

POR QUE FUMAR?
O tabaco era usado na prática de feitiçarias, nas quais os indígenas acreditavam que a fumaça afastava os "maus espíritos". Como defumador, os pajés jogavam folhas secas de tabaco no braseiro, ao mesmo tempo que invocavam os deuses. Os nativos, com o tempo, passaram a fazer um rolo de folhas secas de tabaco fumegantes, aspirando e tragando a fumaça demonstrando visível sensação de prazer.

Hoje o fumo é consumido em larga escala, graças à herança daqueles costumes nativos, porém sob a égide de mentiras comerciais douradas, condutoras à exacerbação do consumo.

COMO PREVENIR
Na família, pelo exemplo. Na sociedade, pela educação, onde sejam demonstrados os males do vício e na religião, pelo respeito devido ao corpo e à vida.

Nosso organismo possui extraordinária capacidade de refazimento e de recuperação. Estima-se, contudo, que a eliminação dos agentes nocivos do fumo no corpo humano processa-se em período de tempo igual à duração do vício. Por exemplo: quem fuma há 10 anos, se deixar o vício, levará aproximadamente outros 1 0 anos para extirpar completamente do seu corpo os sintomas negativos do fumo.

COMO DEIXAR DE FUMAR
A melhor maneira é fazê-lo de uma só vez, com extraordinária força de vontade. Pegue seu maço de cigarros e jogue-o no lixo. É melhor passar alguns dias de angústia, mas reprimir definitivamente o desejo de fumar do que prolongar essa agonia indefinidamente até que um câncer pulmonar ou laríngeo faça-o por você.

COMO O ESPIRITISMO VÊ O TABAGISMO
Como uma infeliz criação humana, dentre tantas... Por ser gerador de doenças e dependência (viciação), promove graves distorções no corpo e no caráter, refletindo-se em danos impressos no perispírito. E isso representará sofrimento em vidas futuras, se não já a partir desta. O fumante, após desencarnar, certamente irá ressentir-se da falta do fumo. Buscará desesperadamente satisfazer o vício, só o conseguindo, tal como no processo de vampirismo, ou seja, como o homem nunca está só, física ou espiritualmente; fixado no vício, terá permanentemente companhia de encarnados e desencarnados sintonizados com ele. Por outro lado, o Espiritismo oferece inestimável apoio ao viciado que queira libertar-se, através da "Evagelho-terapia", o tratamento pelo Evangelho, a cura do espírito.

Sim, cuidando do corpo, cuida-se de uma fração episódica da existência do indivíduo, porém, cuidando-se do espírito, cuida-se da erradicação do mal, construindo-se uma obra para a eternidade!

Cada tendência negativa superada - entre as quais o alcoolismo - representará mais um degrau alcançado na escada do progresso espiritual.

Nesse particular, o espiritismo representa poderoso estímulo à cura, pela reforma íntima do indivíduo, pois o levará à reflexão e ao conhecimento das conseqüências infelizes do tabagismo e alcoolismo em futuras reencarnações. A ótica reencarnacionista, calcada na lógica, no bom senso e principalmente na Justiça Divina, levará o homem a não assumir dívidas hoje para resgate nas próximas vidas e nem a jogar espinhos na frente do seu caminho...

Tratamento para tabagismo na Federação Espírita de São Paulo
terças 14h e 19h30 sábados 16h
Rua Maria Paula, 140, Centro - Telefone: (11) 3115-5544

Referências:
CURTI, Rino - "Espiritismo e Obsessão"
KUHL, Eurípedes - "Tóxicos - Duas Viagens"
O livro "Malefícios do Fumo"é uma contribuição inestimável a todos aqueles que desejam abandonar um vício que tanto mal traz às pessoas.

(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo, nº 07)
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Rafael Breyer em 12 de Fevereiro de 2011, 21:02
Irmão Victor, parabéns pelo tópico.

O assunto em pauta é sem dúvida um dos maiores problemas socias da humanidade. Nos dias atuais, o fácil acesso a drogas licitas e ilicitas é assustador.

Já participei de muitos debates com defensores da legalização, mas estes irmãos esquecem que a droga causadora do maior número de desencarnes no mundo é justamente uma droga legalizada: o álcool.

Mas mesmo com toda a informação disponível hoje sobre os efeitos da droga, muitos jovens continuando seguindo por estes caminhos escuros. E por que isso?

O espírito Luiz Sérgio escreveu em seu livro Driblando a Dor o que acredito ser o pensamento de todos os educadores:

"Um lar sem disciplina leva o jovem a afundar-se no ócio e nos vícios. Os pais devem desenvolver no jovem o senso de responsabilidade com relação à própria vida. A criança já deve ser orientada sobre o seu valor como ser humano e o quanto a sociedade precisa de pessoas portadoras de moral; que cada ser recebe de Deus uma tarefa e ai daqueles que não tiverem tempo nem força para realizá-la"

Na grande maioria dos casos dos irmãos que entram no mundo das drogas, o problema está em casa. Ainda no mesmo livro, segue Luiz Sérgio:

"O jovem, quando busca o tóxico, o faz por alguma causa. Se buscarmos a origem encontraremos, primeiramente, a fraqueza familiar, ou seja, pais inseguros, lar desequilibrado, filhos negligenciados ou superprotegidos, quer dizer mimo ou desprezo. Ainda mais: dinheiro fácil, excesso de liberdade”.

Atualmente no mundo de hoje, o que se nota é uma certa inversão de valores, da moral e dos bons costumes. Os meios de comunicação, e quando falo deles cito a televisão como provavelmente o meio mais acessado e que em certas situações ajuda a corromper os valores familiares, valores constituídos em gerações passadas, onde se via mais dignidade e menos pouca vergonha tão declarada! O que se mostra hoje na TV são jovens sendo desviados de suas condutas.

Por isso irmãos, nosso trabalho é árduo. Não só na divulgação da Doutrina Espírita, mas no reestabelecimentos dos verdadeiros valores familiares. Salvando a família, salvamos o homem.

Um Abraço Fraterno
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Jorge Ramos em 13 de Fevereiro de 2011, 01:08
Ola amado irmão Victor Passos.

Fico feliz com esta maravilhosa conotação sobre drogas.

Continuo afirmando que nada acontece por acaso.
Muito dizem que esses usuários são pessoas que não conseguiram ter uma família estruturada; discordo:
Fui criado apenas por mãe e jamais participei do uso de qualquer substância que possa ser considerada droga.

Minha mãe sempre nos ensinou que para conseguirmos o respeito das pessoas precisamos sempre ter a consciência da razão e esta não se compra se conquista, isso passei para os meus filhos e nenhum deles deixou de cumprir este ensinamento.

Como pai, passei todo o meu conhecimento sobre drogas para que na rua eles não fossem enganados.
Jamais proibi meus filhos de fazer alguma coisa e sim expliquei todas as conseqüências futuras, o mal que faria ao seu corpo físico e posteriormente a destruição do homem, que impossibilitaria de ter um bom relacionamento com o sexo oposto.

Dizem que certas drogas foram descobertas por acaso, não acredito muito nessa conversa, tenho quase certeza que existe a ganância do homem neste feito.

Segue abaixo um relato de drogas sintéticas:
Drogas sintéticas são substâncias ou misturas de substâncias exclusivamente psicoativas produzidas através de meios químicos cujos principais componentes ativos não são encontrados na natureza.
A maioria das drogas sintéticas apresenta efeitos alucinógenos, podendo serem estimulantes ou depressores do sistema nervoso central (SNC).
As principais drogas sintéticas são:
Anfetamina: (“Bolinha” ou “arrebite”). Droga produzida desde1927 como vasoconstrictor, com ação semelhante à cocaína. Muitas drogas sintéticas são derivadas de anfetaminas.
LSD 25 (Dietilamida de ácido lisérgico). Sintetizado em 1938, e usado como alucinógeno a partir da década de 1950.
Quetamina (Special-K): Anestésico de uso veterinário e humano na forma líquida ou cristal branco que é aspirado. Foi produzido nos anos a partir da década de 1960.
GHB (ácido gama-hidroxibutírico): É usado na forma de sal ou diluído em água ( conhecido como “ecstasy líquido” ). Inicialmente foi produzido como anestésico, e a partir da década de 1960 como droga alucinógena.
GLB ( Gama-butirolactona ). Derivado do GHB, utilizado com a mesma finalidade.
PCP ( Cloridrato de eniciclidina ). Pó branco cristalino solúvel em água que surgiu nos anos 70. É inalado, ingerido ou injetado
Cetamina. Droga anestésica derivada do PCP para uso veterinário e humano produzida em 1965, utilizado logo como alucinógeno.
DOB ( 2,5-dimetoxi-4-bromoanfetamina ). Conhecida desde 1967. É um derivado da anfetamina, podendo ser usado como base para a produção do ecstasy.
PMA ( Para-metoxianfetamina ) . Afetamina modificada.
PMMA ( Para-metoximetilanfetamina ). Anfetamina modificada produzida com o nome de “mitsubishi”
2-CB ( 4-bromo-2,5-dimetoxifenetilamina) . Conhecida como “nexus” tem efeito psicodélico semelhante ao LSD.
2-CT-7 ( 2,5-dimetoxi-4(n)-propiltiofenetilamina ) com efeito psicodélico semelhante ao LSD. O D-CB e o 2-CT-7 foram produzidos na década de 70.
MDMA ( Ecstasy , extase ) : Um derivado de anfetamina. Comprimido ingerido por via oral.O ecstasy foi sintetizado em 1912, e o seu uso como entorpecente iniciou-se na decada de 70 nos EUA.
4-MTA ( 4-metiltioanfetamina ) ( “flatliner” ) é uma anfetamina modificada produzida nos anos 70.
 Ice. Uma anfetamina modificada. Um cristal branco semelhante ao gelo. Pode ser injetado, ingerido ou inalado. Surgiu nos anos 80.
Anabolizante: Versão sintética da testosterona. Comprimidos ou ampolas. Via oral ou intramuscular para aumentar a massa corporal.
MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina ) – Surgiu na decada de 80 provocando sintomas semelhantes ao mal de Parkinson.

Agradeço a oportunidade de participar  e poder contribuir com alguma coisa.
Abraço fraterno!
 
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Rafael Perszel em 13 de Fevereiro de 2011, 13:04
Prezados,

Eu vejo que a principal questão neste tema de liberação é definir o que é droga.
A questão não passa apenas por psicotrópicos, mas tudo o que possa fazer um mal para o ser humano. De outra forma, porém, creio que nem todos os psicotrópicos se utilizados medicamente podem causar mal.
Enfim, o controle médico neste caso é fundamental. Se a Cannabis, por exemplo, auxilia no controle da dor de forma melhor e menos invasiva que a Morfina, se restrinja a mesma ao meio médico para que, sob controle especializado, possa produzir seus efeitos controladamente.
Penso o mesmo de praticamente todos os remédios e até de algumas ervas.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 13:15
Ola bons Amigos
muita paz e harmonia

 Estou muito feliz pelo vosso interesse nesta tematica tão importante,e darei consistência para que continuemos a propricionar um bom trabalho muto em prole dos que necessitam.

   Como se iniciam no caminho das drogas?


Quais as causas que levam as pessoas às drogas?

Os motivos são vários: busca de uma sensação prazerosa, curiosidade, desejo de pertencer á “turma”, problemas sócio-econômicos, fuga de problemas e da realidade, descontentamento com a sociedade de consumo, falta de diálogo entre pais e filhos, dificuldade de relacionamento com outras pessoas, falta de informações precisas sobre drogas, ansiedade, influência de traficantes, influência de familiares, pressão de “amigos’’, etc”.
Como alguém começa a usar drogas?

Quase sempre este início é igual: através do melhor amigo, o colega de carteira da escola, o namorado ou a namorada. Quando o jovem está aborrecido, oferecem-lhe de graça uma passagem para um mundo onde o aborrecimento vai desaparecer.

Se ele aceita, o “amigo’ ’vai estar em seu caminho para oferecer outras doses até que a dependência se instale e aí o produto passa a custar dinheiro. E nesse ponto a pessoa já se tornou escrava da droga e do seu fornecedor, que nem sempre é o traficante maior, mas age em seu nome. Daí as conseqüências são as piores possíveis.

A tolerância por parte das escolas é outro fator que tem contribuído para a dispersão do consumo de drogas ilícitas.

As escolas particulares “cumprem” com seu papel informando com palestras não efetivas, e também o número de expulsões relacionadas com o uso de drogas é baixo. Hoje em apenas um de cada dez casos, o estudante é desligado do estabelecimento. Geralmente, quando se droga dentro das dependências do colégio.

A droga no colégio é fácil de ser adquirida, podendo ser comercializada pelo vendedor de balinha que fica na porta, por um professor, ou um colega.
ALGUNS DOS DIVERSOS SINAIS QUE IDENTIFICAM UM USUÁRIO DE DROGAS:

Alguns sinais podem auxiliar na identificação de um usuário de drogas. Os principais são:

* Mudança brusca de comportamento;
* Irritabilidade sem motivo aparente;
* Inquietação motora;
* Depressões. Estados de angústia sem motivo aparente;
* Queda do aproveitamento escolar, desistência dos estudos ou do rendimento do trabalho;
* Insônia rebelde;
* Isolamento;
* Mudança de hábitos;
* Olhos vermelhos;
* Troca do dia pela noite;
* Existência de seringas, comprimidos ou cigarros estranhos entre seus pertences;
* Desaparecimento de objetos de valor, dinheiro ou também constante pedidos de dinheiro;
* Más companhias;

Mas é preciso prestar atenção, pois, algum ou alguns desses sinais podem indicar outra coisa, como alguma doença ou outra coisa que, não necessariamente, uso drogas, e não se pode correr o risco de rotular alguém sem certeza.

Assim como indicamos através de nossas pesquisas, alguns dos sintomas que podemos localizar, indicamos abaixo algumas CONSEQÜÊNCIAS DA DEPENDÊNCIA.

1- Psíquicos:

Perda parcial da memória, debilidade da inteligência e de poder idealizador. A fala fica lenta, difícil e pesada. Essa decadência vai aumentando quanto maior é a dose da droga e a duração do uso. Torna-se indiferente, egoísta, perde o sentido moral e o carinho familiar, deixando de existir qualquer sentido de vontade própria e seu interesse se volta apenas para a procura da droga por qualquer meio; recorre inclusive, ao crime para iludir a angústia do estado de abstinência. Adquire a mania do leito. Nega violentamente ser viciado ou se vangloria disso; torna-se sujo, descuidado e, de afável, passa a ser grosseiro. A mulher perde sua linha e seu pudor e ultrapassa limites.

2- Sensoriais:

Sofre alucinações visuais noturnas terríveis, além de transtornos de pupila (miose), abolição de reflexos, etc. Alteração do fundo do olho, palidez conjuntiva; o campo visual fica diminuído. Esses fenômenos desaparecem se a supressão do tóxico for total, o que serve de indicativo de cura, além disso, pode ter o tato diminuído, acompanhado de leve esquentamento das mãos.

3- Respiratórios e Circulatórios:

Respiração lenta e irregular, enfraquecimento cardíaco.

4- Digestivos:

Língua seca e pastosa, sede intensa por falta de secreção salivar, muita propensão a estomatites. Anorexia e constipação pertinaz, hipofunção hepática. A desnutrição progressiva leva o paciente a estados carenciais, que comprometem sua vitalidade (caquexia morfínica).

5- Urinários:

Pode haver albuminúria ou glicosúria.

6- Sanguíneos:

Chama a atenção o contraste entre a palidez da pele com as mucosas, pessoa fica com olheiras. Também, causada pelo cansaço já que passam a madrugada usando drogas.

7- Cutâneos:

As alterações da pele são muito intensas. A superfície é áspera. Podem ser notados nódulos ou cicatrizes nos músculos dos braços e outras partes do corpo, como seqüelas de abcessos de injeções aplicadas, que facilitam o diagnóstico.

8- Nutricionais:

Emagrecimento progressivo, alterações no metabolismo basal, empobrecimento dos elementos orgânicos, que nas etapas finais, chega a caquexia (enfraquecimento geral).

 do Livro sobre dependência química do Terapeuta Aluney Elferr

Muita Paz e harmonia

Victor Passos
 
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 17:16
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos

As drogas e suas influenciações

Segundo a Organização Mundial de Saúde, droga é toda substância que, após ingerida, pode modificar uma ou mais funções do indivíduo. Desde o alvorecer das primeiras civilização o homem já fazia uso das drogas, tanto no intuito de obter prazer, como na tentativa de entrar em contato com supostas divindades.

Por muito a tempo a questão das drogas quanto ao seu uso, foi tratada apenas como assunto jurídico ou médico, hoje porém, a sociedade tem das drogas, uma visão muito mais ampliada. Ver os nossos jovens sendo consumidos, minados pelos vícios, em virtude da falta de informação, de problemas familiares e de problemas sociais, tem movimentado um grande segmento da sociedade, que busca soluções que contenha a invasão das drogas nos nossos lares.

Normalmente os jovens que se iniciam no uso de substâncias tóxicas não dispõem de informações adequadas, sobre o assunto, as vezes na busca de um prazer ilusório e passageiro, ou via de regra, em busca de uma auto-afirmação dentro do grupo a que pertencem, acabam condicionados ao vício, vítimas da dependência física e psicológica, que os levam, na grande maioria das vezes a cometer atos de extrema gravidade, contra si próprios, contra seus familiares e contra outrens, quando buscam arrancar recursos que lhes supra o vício.

Sabemos que as nossas companhias, a nível social, está diretamente ligada aos nossos interesses, se analisarmos a forma como as pessoas se relacionam socialmente, veremos que tudo gira em torno de interesses afins, é muito natural as pessoas se afinizarem por gostos e hábitos idênticos, no caso dos jovens a tônica não poderia ser diferente.

O mesmo se dá com relação as nossa companhias espirituais, que via de regra, se dão por identidade fluídica, onde a nossa vibração é fator determinante para atrair os desencarnados. Ora! os nossos pensamentos são o espelho dos nosso estado evolutivo, somos nós que escolhemos as nossas companhias espirituais, nós é que procuramos o obsessor, quando abrimos as portas a eles, somos nós que proporcionamos a atração, e quando essa atração se refere aos vícios, obviamente existe uma parceria consentida dentro do contexto.

Muitos hábitos, considerados por muitos, como incapazes de prejudicar alguém, tem por principal prejudicado o próprio emissor da ação. As primeiras tragadas inocentes, dadas pelos jovens em cigarros nas famosas festinhas, é o primeiro passo para a incorporação de um vício ao cotidiano destes, da simples tragada inicial passa-se ao primeiro cigarro, depois vem o primeiro maço, e quando vêem, o vício já incorporou-se sutilmente, porém eficazmente às suas vidas.

Estar atento ao comportamento de nossos filhos, acompanhar o crescimento destes de forma participativa, buscar o entendimento através do diálogo, são quesitos fundamentais no combate às más inclinações, ainda inerentes aos mundos de provas e expiações. A recomendação do Cristo "vigiai e orai ", nos remete às recomendações do Espírito Joanna de Ângelis que nos propõe um posicionamento efetivo e atento dentro do contexto.

"A educação moral à luz do Evangelhos sem disfarces nem distorções, a conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e orientação com bases na responsabilidade; as disciplinas morais desde de cedo; a vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal constitui antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos __ auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelo comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade".

(1) Após a Tempestade, Cap. 8 - Divaldo P. Franco pelo Espírito Joanna de Ângelis - Editora LEAL 19992
Warwick Mota
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 17:18
Ola muita paz e harmonia
Bons amigos


Álcool e Drogas

A ação das leveduras minúscula partícula chamadas fungos (plantinhas de uma só célula), em presença dos açúcares do vinho, frutos, cana-de-açúcar, cereais, batatas, madeiras, em suma, de qualquer substância que possa fermentar, produz um líquido chamado álcool (nome derivado do árabe Alkohol).

Muitas são as variedades dos álcoois, pois vários são os processos e elementos empregados para sua obtenção. Há álcoois venenosos, como o derivado da fermentação da madeira e chamado álcool metílico, e outros que podem ser ingeridos, contidos em certas bebidas.

As drogas são substâncias com as quais se preparam os remédios. Os médicos usam hoje milhares de diferentes espécies, cada uma com propriedades particulares para combate às doenças. as anestésicas, como o clorofórmio, suprimem a sensibilidade; as narcóticas, como o ópio, causam entorpecimento; as anódinas (sedativas), como a aspirina, aliviam as dores; as antibióticas, como a penicilina, destroem os germes.

Existem drogas de origem animal, de origem mineral e as drogas heróicas que são aquelas que contém princípios tóxicos, das quais resultam medicamentos ativos e que devem ser empregadas em doses pouco elevadas: beladona, dedaleira, ópio entre outras. Acontece, porém que o homem com sua mentalidade fértil procura se utilizar o álcool e de certas drogas para outras finalidades.

Finalidades estas muitas vezes prejudiciais a sua saúde e a integridade física e também com intenções não condizentes de um ser humano que só procura fazer mau uso de uma substância que muitas vezes é empregada para sanar alguns males que afetam a população. Nota-se uma progressão do alcoolismo entre os jovens, o que constitui talvez num substituto toxicomania, e que cada vez mais e freqüentemente a esta conduz ou acompanha. A vinculação entre o álcool e o crime é inquestionavelmente alarmante.

No Brasil, a criminalidade violenta do trânsito atesta um percentual igual ou superior a quarenta por cento; os crimes de homicídio aumentam consideravelmente aos sábados, quando a ingestão do álcool é mais elevada. Neste dia, creio eu, os acidentes de trânsito cheguem a cifras alarmantes de setenta por cento, em razão da bebida alcoólica. O novo Código Nacional de Trânsito está aí.

Será que resolverá o problema? Falta mais fiscalização e uma maior conscientização da população para julgar o que é certo e o que é errado. Observa-se a partir de alguns anos, um aumento do alcoolismo e do consumo de drogas, notadamente entre os jovens. Muito se discute na área relacionada com o reconhecimento de ser ou não a droga fator de agente criminológico.

No entanto, estudiosos como Israel Drapkin, Mayorca, Sabater, Pelegrini, Carratala, Elliot, Gonzáles Carretero e outros aludem à ação destrutiva dos tóxicos sobre o caráter dos seus adeptos, que normalmente se manifesta pela tendência à mentira, à dissimulação, à preguiça, em sua covardia diante das responsabilidades da vida, anomalias que levam o toxicômano, à medida que vai degradando, a costumes e atos desonestos para, em última instância, atingir a esfera do delito.

A criminalidade evolui de forma muito semelhante na quase totalidade dos países industrializados. Nestes, a violência geralmente tem um desenvolvimento particularmente rápido. Autoridades do meu Brasil alerta, senão o fim será trágico.
Antonio Paiva Rodrigues
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 13 de Fevereiro de 2011, 17:37
Se algum dia tenha eu feito ou participado de um trabalho importante, este foi o de conscientizar os de pouca idade sobre as drogas.
montei, com amigos, um grupo multidiciplinar composto de médicos, psiquiatras, advogados e policiais, na maioria espíritas , e acertávamos nossas palestras com escolas do primeiro grau.
Tais palestras, entretando, nada ti nham de chatas ou de teor muito apurado, pois t ratávamos com crianças recém chegadas a juventude, por  isso falávamos com as gírias conhecidas de todos que conhecem a terminologia empregada por  traficantes e mesmo nas ruas de nossa cidade maravilhosa.
O trabalho, contudo teve algumas críticas de um ou doiis professores de algumas escolas exatamente pela nossa forma de falar.Houve uma que a pretexto de defesa  de nossa língua, (como se a gíria não fizesse parte do Português), veio até bloquear já esperada pelas crianças.
Aceitamos não sem fazer ver sobre oi erro , e informamos às crianças que não poderíamos mais fazer as palestras ali e contamos o porque.
Qual não foi a nossa surpresa quando já ao saírmos de uma última reunião com professores e o diretor da escola, que tentavam nos atar as línguas, e só falar do jeito que eles queriam, as próprias crianças que naquele horário também deixavam o colégio, nos rodearam e  gritavam dizendo, "Ae gente boa, a gente quer ouvir mais vocês".
me recordo que um dos professores, o mais exaltado deles, quis intervir proibindo que nós continuássemos a frente do colégio rodeados pelos meninos e meninas,  e  a garotada então rodeando a este, o "transportou" para dentro do colégio e ao ali chegarem junto
com ele, disseram, "tu manda até aqui, na rua quem manda é a gente".
alguns pais ali presente engrossaram as fileiras, o que nos fez saber que nossas conversas chegavam até eles por seus filhos e depois de algum alvoroço inicial, mesmo o diretor da escola voltou atrás a pedido dos pais.
Esse trabalho e a resposta que tive dele foi uma das maiores pagas que já recebi na minha vida espírita.
abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 17:53
Ola muita paz e harmonia
Amigo Moura

    É realmente a minha luta de levar com a ajuda das escolas esse apoio e esclarecimento, tenho inclusive feito trabalhos de estudo com estudantes, inclusive uma Brochura sobre "Adolescencia e as Drogas" foi feito com o apoio de estudantes.
   Amigo sei que é frustante, mas não dê por perdido trabalho tão digno, será sempre positivo a sua entrega na ajuda e lhe digo , nã se ache sofrido de ingratidão , porque a semente fica lá...
 Vou contar uma pequena historia, mas real;
  Na Empresa que trabalhava, na minha seção, que era montagem , compartilhava com companheiros rudes, e revoltados constantemente, era também a dureza de nosso trabalho. Eu nas horas apos almoço lia  a Codificação, e os colegas ,jogavam cartas gritavam  e quando me viam ler, gozavam , e criticavam,diziam que andava em bruxaria..
Mas nunca desisti do meu espaço de ler, porém com o tempo , pelas escondidas como sabemos , alguns colegas vinham ter comigo a questionar, e começaram a aumentar de dia-para dia, por fim Amigo na mesma hora após o almoço, continuei a estudar a Doutrina, mas eles enquanto jogavam cartas, já não faziam barulho e se algum falava mais alto retorquiam"fala baixo o homem está a estudar"...verdade Amigo a consistência , humildade e perseverança tem sempre bons frutos, enm precisei de entrar em conflito, eles mesmos aprenderam a respeitar o meu espaço..
Esta lição me ajudou a nunca desistir em situação alguma...

  Abraço Amigo e mais feliz fico por ver que tenho em Si alguém que luta pelo bem..

Victor Passos
   
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 14 de Fevereiro de 2011, 18:12
Nossos relatos, mano Victor, sem que os façamos, os dois, sob um caráter escondido de nos colocarmos como beneméritos, mostram muito das vicissitudes que enfretamos. Tu,l com teus colegas cuja a paga foi vê-los entenderem que não brincavas e assim passando a te respeitar em tua hora de descanso.
A mim, como o trabalho era direcionado a escolas da rede pública, já que nas escolas particulares tínhamos bom transito, o tivemos como que apartados já que quem comandava o ensino público, não via como utilidade aquele tipo de palestras.
No entanto, ainda o fizemos por bom tempo, mas em local próprio, mas com o  tempo este local passou a ter utilização pela firma que lhe era detentora e não mais pudemos continuar.
Nas tantas vezes em que já fui atacado, mesmo aqui, nunca relacionei como resposta este trabalho, aos que me perguntam zombeteiramente pelo exemplificar e vivenciar a doutrina.
Pois vivência na doutrina nos a executamos mesmo aqui, quando procuramos livrar de alguns vícios de entendimento amigos outros, do fórum.
mesmo depois do Infarto fui chamado não a uma escola, nem a um CE, mas a uma igreja evangélica e lá falei, numa das vezes sobre esse trabalho, de conscientização, e hoje, vejo o pastor a levá-lo sob o molde da doutrina que segue,  de modo muito eficaz.                           
Quando soube disso, tive uma resposta muito gratificante: é que a nós meu amigo e falo e maneira geral e genérica, foi dada a oportunidade do servir e nesse trabalho, o que fazemos é plantarmos as boas sementes, pois o solo é sempre fértil.
Aos que diferem dessa idéia eu sempre que tenho possibilidade deixo-lhes as perguntas: Nos países onde houve a liberação das drogas, diminuíram os crimes com tipificação penal nesse setor?
Acaso nesses países, pela liberação, acabou o tráfico?
O que dizer então dos países que após a liberação das drogas, voltaram a proibí-las?
Eles nunca me responderam...                                                                         
Abração,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 18:40
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

No estudo AS DROGAS NO MUNDO,montado com depoimentos de vários especialistas, lê-se o seguinte:

"...é impossível compreender - se o problema da droga isolado do seu contexto social e cultural, que, entre outras características, comporta hoje uma consciência aguda da mudança. As populações vêm o seu meio ambiente modificar - se, suas tradições desaparecerem, as regras não mais se aplicam às novas formas de vida".

Estas mudanças têm repercussões imediatas sobre o uso de entorpecentes.

Comecemos uma abordagem semântica do problema, a ver se conseguimos chegar a um entendimento mais realista. Entorpecente apresenta - se como palavra - chave e de emprego prioritário sempre que se parte para um exame de problemática das
drogas. Entorpecer é causar torpor, um estado de lassidão, indiferença,
amolecimento, desânimo, do qual resulta uma espécie de anestesia mental, um
desligamento da realidade, sempre difícil, às vezes agressiva e hostil. O
individuo que se sente hostilizado ou rejeitado por uma realidade contundente e
ininteligível, busca na substância que anestesia a sua sensibilidade para essa
realidade dolorosa, o que lhe parece um alívio, ainda que temporário e efêmero,
e de dramáticas conseqüências para a saúde física e mental, a médio prazo, e
fatal a longo prazo.

O ópio, segundo o Dr. Poshiachinda, da Tailândia, é recurso empregado para combate à depressão, e a heroína, é veículo pra escaparem jovens e adultos às pressões da vida ou às suas carências afetivas, insegurança ou inconformação.

O Dr S. W. Acuda, do Quênia, atribui a súbita expansão no uso de drogas às tensões e conflitos gerados pela velocidade de mudança nos países em desenvolvimento, onde se desintegram as tradições culturais.

A droga surge, assim, como uma anestesia para a sensibilidade, e, portanto, um claro e inequívoco MECANISMO DE FUGA.

O Dr. D. Robinson, discorrendo sobre o problema do alcoolismo, adota pontos de vista semelhantes, denunciando a decadência das estruturas tradicionais que poderiam ajudar a reconfortar o indivíduo. E cita três elementos básicos a essa
estrutura de apoio: a igreja, a vizinhança e a família. Em lugar da palavra
Igreja, eu poria o sentido religioso da vida, mas não discordo da postura do Dr.
Robinson, mesmo porque sabemos que estruturas religiosas, sociais em geral e de
família, em particular, estão apresentando elevado índice de turbulência e
mazelas. Que apoios podem proporcionar ao indivíduo perturbado ante um contexto
que não entende e teme se elas próprias, as instituições, também se encontram
algo perdidas, confusas perplexas?

Para muitos, escreve o Dr. Robinson, o mundo muda depressa, é vasto, e indiferente às qualidades individuais e às necessidades de compreensão, de solidariedade, de amizade.

O ser humano reage à nova situação com automatismos atávicos de fuga ante o perigo. Em vez de fugir ao animal selvagem agressor e esconder - se na sua caverna, quando não podia eliminá-lo, ele foge agora de perigos mais terríveis
porque indefiníveis e invisíveis, utilizando - se de processos artificiais de
bloqueio da mente.

Apela, portanto, para a droga, que o leva ao torpor da indiferença e do alheamento, ainda que provisório. E aí estamos de volta à nossa abordagem semântica.

Quando, porém, a realidade, embora hostil, exige a sua volta, porque o alheamento é necessariamente um estado transitório, o fugitivo sente a necessidade de outra droga potente e não menos destrutiva, os estimulantes. É a
vez das anfetaminas que suprimem o apetite, reforçam a atividade e a consciência
e estimulam o sistema nervoso central, criando a falsa euforia.

Na esteira de drogas mais potentes para alienar e entorpecer, ou para excitar a coagem necessária a enfrentar problemas existenciais, começaram a surgir na década de 60 os tranqüilizantes, chamados tecnicamente de drogas anxiolíticas,
destinadas a combater estados de ansiedade, ou seja, "para eliminar desordens
psíquicas e problemas emocionais da vida cotidiana", segundo conceituação da
UNESCO. Uma de tais drogas, o diazepan, tornou - se em 15 anos o medicamento
(?!) mais vendido no mundo.

O dr. Edwards e o Dr. Awni Arif, autores do estudo para a UNESCO, não hesitam em declarar que o uso indiscriminado de tranqüilizantes resulta de uma defeituosa "visão biomédica do homem". e prosseguem:

Segundo esta visão filosófica, todos os problemas expostos no consultório médico se originam no próprio individuo, e por isso exigem soluções biológicas.

é certo, isto, no sentido de que disfunções espirituais estão sendo tratadas como problemas de saúde física, de vez que na chamada visão biológica predomina, em toda a sua estreiteza a unilateralidade, o conceito de que o ser humano não
passa de um engenhoso conglomerado celular orquestrado pelo cérebro. É,
portanto, um ser transitório e perecível que tem começo ao nascer sem passado e
fim ao morrer sem futuro.

Ficamos sem saber, contudo, se os autores da expressão aceitariam a realidade espiritual da preexistência e da sobrevivência como elementos retificadores à abordagem biomédica que, evidentemente, condenam e com justa razão.
Provavelmente apenas introduziriam no esquema o conceito de mente, sem mais
nítida definição, com o que estaríamos na mesma.

Claro é, porém, que a medicação prescrita segundo a ótica meramente organicista e biológica só poderá cuidar de sintomas, de efeitos e não das causas geradoras dos distúrbios, que não se encontram no componente material do
ser vivo e, por conseguinte, não poderão ser corrigidas ou eliminadas por
processos meramente bioquímicos, por mais sofisticados que se apresentem.

Seja como for, ao cabo de mais de duas décadas de intensa experimentação, o emprego de tranqüilizantes começa a ser questionado e já há quem considere que prescreve - los equivale à clara "admissão de um fracasso terapêutico". Em suma:
quando não se sabe o que fazer com um doente, recorre - se ao tranqüilizante.
Curioso paradoxo este: exatamente porque nada justifica, do ponto de vista
orgânico, estado de ansiedade, medica - se com drogas artificiais dirigidas ao
organismo. Se o problema não é biológico por que empregar a abordagem biológica?
Parece aquela anedota, seguindo a qual se procura o anel não onde foi perdido,
no escuro, mas alhures, junto do poste de iluminação, porque nada se pode
enxergar lá...

QUE REFLEXÕES TERIAM O ESPIRITISMO A OFERECER PARA MELHOR ENTENDIMENTO DE TÃO INQUIETANTE SITUAÇÃO?

Como temos repetido, o Espiritismo não propõe soluções específicas, procurando regulamentar cada atitude ou ditar normas de comportamento do ser humano. Prefere acatar, em toda a sua amplitude, os dispositivos da lei divina
que asseguram a todos o direito de escolha e a responsabilidade conseqüente pelo
que fizerem. Prefere a atitude do Cristo que condena o pecado, mas oferece sua
ternura e compreensão ao pecador, procurando mostrar - lhe o que precisa fazer
para livrar - se do erro, construindo oportunidades de acerto.

Também não propõe o Espiritismo uma condenação formal ao processo mesmo da civilização, como vimos ainda há pouco no julgamento de alguns especialistas. É certo que as estruturas estão mudando e talvez mais rapidamente do que pode
absorver a grande maioria dos seres hoje encarnados na Terra. Tensões,
insegurança, temor, rivalidades e competição entre indivíduos, instituições e
povos criaram um quadro confuso e incompreensível para muitos. O inseto
aprisionado numa sala voa desesperadamente até cair morto de exaustão, de tanto
chocar - se contra o vidro da janela, obstáculo invisível e incompreensível para
ele, contra toda a lógica primitiva e espontânea. Por que não o pode voar rumo à
liberdade se aparentemente nada existe à sua frente que o impeça?

Neste contexto, torna - se difícil enfrentar o medo indiscriminado, a insegurança generalizada e o desespero existencial sem apoio em uma sólida estrutura de convicções sem um sistema ético adequado. Daí os apelos a
entorpecentes, estimulantes ou tranqüilizantes, que representam, no fundo,
passaportes para a fuga.

Em vez de condenar a civilização pelos nossos equívocos, os Espíritos ensinaram a Kardec que "condenássemos antes os que dela abusam e não a obra de Deus" (pergunta n°790). Pouco adiante, na questão 793, documentaram o
entendimento deles acerca das correções necessárias, ao informarem que
reconheceríamos uma civilização completa "pelo desenvolvimento moral". E
prosseguem:

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 18:41
continuação

"Credes que estais muito adiantados porque tendes feito grandes descobertas e obtidas maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer - vos
civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a
desonram e quando viverdes como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então,
sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da
civilização".

Longe de sr desanimadora, ou mera pregação, a resposta é realista e programática.

A civilização em si não é um mal e nem pode ser, mas está sendo afetada e contaminada por mazelas humanas, por turbulências no comportamento dos próprios seres que a desenvolvem. Conquistas tecnológicas não solucionam problemas
humanos por si mesmas e muitas vezes contribuem para agrava-los, com o controle
da energia nuclear, que está gerando novas tensões individuais e sociais em vez
de novo impulso civilizador pela aplicação pacífica da descoberta.

A receita que a Doutrina prescreve para os males da civilização pode até parecer óbvia e simples de mais, mas a questão é que a verdade é simples e óbvia, embora nem sempre atinemos de pronto com ela. Resumem - se tais
prescrições na prática da caridade e do entendimento, em convivência fraterna,
inteligente que dissipe os temores, não identificados alguns e conhecidos
outros, que mantêm uma parte considerável da humanidade em permanente regime de
stress e de angústia. É esse o diagnóstico da ciência, como vimos há pouco.
Encontramos tais aspirações nos documentos que consultamos para este estudo. Ou
seja, especialistas que propõem mecanismos sociais de mútuo apoio e entendimento
para exorcizar o fantasma aterrador do medo generalizado, do qual os mais
desesperados fogem desabaladamente despencando - se em abismos tenebrosos,
empurrados por drogas alienantes. Não faltou ao diagnóstico nem mesmo a
generalizada irreligiosidade.

Cresce assustadoramente a massa de desesperados, criatura desenraizada, a vagarem sem rumo e sem propósito, arrastados por circunstâncias que não sabem como superar porque não se empenham em entender a realidade da proporia vida.
Não sabem tais pessoas que são seres espirituais imortais, responsáveis, criados
simples e ignorantes, como nos asseguram os Instrutores, mas programados para a
felicidade. Pensam muitos e muitos que são apenas um corpo físico pressionado
por ânsias que é necessário satisfazer, por temores de que é preciso escapar,
por angústias que tem de ser sufocadas, quando temores e angústias são
conseqüências e não causa da visão deformada da realidade.

Recorrem ao entorpecente, diz - se, os que nasceram em lares desajustados, mas quem está cogitando aí de investigar as verdadeiras causas do desajuste e o que fazer, senão para neutraliza - lãs prontamente, pelo menos para promover
atitudes e medidas que as excluam para sempre do futuro que nos aguarda?

Recorrem a drogas de variada natureza os que sofrem de carência afetiva, certo. Mas o que desencadeou nessas criaturas o doloroso processo de carência? Não seria porque o afeto que hoje lhes falta, eles próprios recusaram - se a
doar em outros tempos? Se for assim, que correções introduzir para evitar a
recaída futura?

Buscam a alienação da droga os que perderam o endereço de Deus, no dizer de alguém. Nem sabem que pertence a uma comunidade de seres imortais ligados por vínculos indestrutíveis e destinados à felicidade em algum ponto na intersecção
espaço/tempo.

Falta, pois, conteúdo espiritual, convicções racionais, confiança nos mecanismos auto - reguladores da própria vida. falta o senso da responsabilidade pelos atos praticados, bem como a certeza de que a cada ação num sentido
corresponde uma reação em sentido contrário. Vivemos num universo harmônico e
que restabelece a ordem e o equilíbrio sempre que alguém tenta desestabilizar a
menor de suas leis naturais.

O físico francês Jean Charon declara em L’ESPRIT, CET INCONNU que, ao contrário do que muitos supõem, o universo evolui no sentido de uma contínua ordenação e não para a desagregação e o caos.

O problema aflitivo da droga não é, portanto, um caso de polícia ou uma questão alfandegária,(..............) é problema espiritual, distúrbio emocional do ser humano em atrito com as leis divinas. Como comportamento alienador e
mecanismo de fuga, caracteriza - se como sintoma inequívoco de rebeldia ante o
severo sistema de ajustes a que somos submetidos em conseqüência de
transviamentos anteriores.

Isto não quer dizer que devamos condenar aquele que recorre à droga porque rejeita a realidade. Ele precisa de compreensão e de esclarecimento. Precisa descobrir sua própria realidade espiritual, sua condição de ser preexistente,
sobrevivente e imortal, a caminho da perfeição, por mais distante que esta se
coloque afugentada pelos desacertos.

Não nos iludamos, porém, de que isto seja viável apenas com uma vigorosa campanha de doutrinação maciça e compulsória. "O homem não passa subitamente da infância à madureza" - disseram os Espíritos à Kardec na questão n°90. Para que
amadureçam, os imaturos que recorrem ao processo de fugas proporcionado pelas
drogas, precisam antes do amor que, na sua dinâmica, se converte em caridade.
Envolvidos pela turbulência íntima, o dependente da droga não esta preparado
para ser doutrinado e rejeitará sumariamente qualquer tentativa de pregação com
a qual seja abordado. Não rejeitará, porém, a abordagem do amor fraterno, que é,
precisamente, o componente pelo qual mais anseia, na tormentosa aflição e
solidão em que vegeta.

Quando lideranças políticas e sociais entenderem isto, estaremos começando a escalada rumo ao saneamento espiritual da civilização.

Não nos iludamos com o problema minimizando suas proporções, nem cometamos equívoco ainda mais grave considerando - o insolúvel. Só nos resta aqui a alternativa do realismo consciente, objetivo e otimista. É preciso insistir até
à exaustão no conceito de que o ser humano é espírito que, intermitentemente,
habita um corpo físico.

As multidões que se despedem a cada instante da vida física e retornam ao mundo invisível continuam vivas, pensantes e atuantes, arrastando problemas que não conseguiram solucionar aqui, e que, lamentavelmente conseguiram quase sempre
agravar. E multidão desencarnada também exerce suas pressões sobre a que ficou
na carne por mais algum tempo. Temos encontrado Espíritos que nos falam de suas
manobras para levar seres encarnados a drogarem - sae, a fim de que possam
usufruir uma quota de alienação, pois também eles estão tentando aflitivamente
fugir de realidades que lhe são penosas demais para as suas estruturas
desarticuladas.

O problema das drogas oferece, pois, no enfoque doutrinário do espiritismo, aspectos inusitados, surpreendentes e desconhecidos de muitos. É na exploração de tais contribuições que encontram os meios para um equacionamento racional do
problema que não é insolúvel, não porém,por um passe de mágica, utilizando - se
de fórmulas secretas,rituais excêntricos ou novas drogas miraculosas, pois nada
disso entra como componente na formulação doutrinária e sim por meio de uma
atitude de inteligente compreensão da realidade espiritual.

O drogado é um doente espiritual, carregado de problemas cármicos e que se deixa arrastar pelas correntezas da vida na ilusão de que está sendo levado para longe de uma realidade que o assusta e aflige. Em verdade, porém, para onde for,
aqui ou no mundo ultradimensional em que irá continuar a viver na condição de
espírito, estará sempre ligado à realidade desagradável, que não é exterior e
sim interior, com raízes profundamente mergulhadas no solo íntimo do passado.

Somente através do amor poderá ele ser instruído a cerca dessa realidade, a fim de que, entendendo - a, fique preparado para aceita - la e vencer os obstáculos que estão a bloquear seu caminho rumo à felicidade a que todos temos
direito inalienáveis.

Entendimento e amor fraterno é o que nos recomendou o Espírito de Verdade, com extraordinário impacto e poder de síntese, numa frase que se tornou antológica.

"Espíritas! amai - vos, este o primeiro ensinamento; instruí - vos, este o segundo",

Duas únicas, simples e viáveis propostas, portanto, com as quais somos advertidos de que o caminho está no amor e na instrução. (Livro O Espiritismo e os Problemas Humanos,Deolindo Amorim, Ed. U. S. E.).

Valdomiro Halvei Barcellos

Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 15 de Fevereiro de 2011, 10:27
Ola muita paz
Bons amigos e Amigas


Álcool e Drogas

A ação das leveduras minúscula partícula chamadas fungos (plantinhas de uma só célula), em presença dos açúcares do vinho, frutos, cana-de-açúcar, cereais, batatas, madeiras, em suma, de qualquer substância que possa fermentar, produz um líquido chamado álcool (nome derivado do árabe Alkohol).

Muitas são as variedades dos álcoois, pois vários são os processos e elementos empregados para sua obtenção. Há álcoois venenosos, como o derivado da fermentação da madeira e chamado álcool metílico, e outros que podem ser ingeridos, contidos em certas bebidas.

As drogas são substâncias com as quais se preparam os remédios. Os médicos usam hoje milhares de diferentes espécies, cada uma com propriedades particulares para combate às doenças. as anestésicas, como o clorofórmio, suprimem a sensibilidade; as narcóticas, como o ópio, causam entorpecimento; as anódinas (sedativas), como a aspirina, aliviam as dores; as antibióticas, como a penicilina, destroem os germes.

Existem drogas de origem animal, de origem mineral e as drogas heróicas que são aquelas que contém princípios tóxicos, das quais resultam medicamentos ativos e que devem ser empregadas em doses pouco elevadas: beladona, dedaleira, ópio entre outras. Acontece, porém que o homem com sua mentalidade fértil procura se utilizar o álcool e de certas drogas para outras finalidades.

Finalidades estas muitas vezes prejudiciais a sua saúde e a integridade física e também com intenções não condizentes de um ser humano que só procura fazer mau uso de uma substância que muitas vezes é empregada para sanar alguns males que afetam a população. Nota-se uma progressão do alcoolismo entre os jovens, o que constitui talvez num substituto toxicomania, e que cada vez mais e freqüentemente a esta conduz ou acompanha. A vinculação entre o álcool e o crime é inquestionavelmente alarmante.

No Brasil, a criminalidade violenta do trânsito atesta um percentual igual ou superior a quarenta por cento; os crimes de homicídio aumentam consideravelmente aos sábados, quando a ingestão do álcool é mais elevada. Neste dia, creio eu, os acidentes de trânsito cheguem a cifras alarmantes de setenta por cento, em razão da bebida alcoólica. O novo Código Nacional de Trânsito está aí.

Será que resolverá o problema? Falta mais fiscalização e uma maior conscientização da população para julgar o que é certo e o que é errado. Observa-se a partir de alguns anos, um aumento do alcoolismo e do consumo de drogas, notadamente entre os jovens. Muito se discute na área relacionada com o reconhecimento de ser ou não a droga fator de agente criminológico.

No entanto, estudiosos como Israel Drapkin, Mayorca, Sabater, Pelegrini, Carratala, Elliot, Gonzáles Carretero e outros aludem à ação destrutiva dos tóxicos sobre o caráter dos seus adeptos, que normalmente se manifesta pela tendência à mentira, à dissimulação, à preguiça, em sua covardia diante das responsabilidades da vida, anomalias que levam o toxicômano, à medida que vai degradando, a costumes e atos desonestos para, em última instância, atingir a esfera do delito.

A criminalidade evolui de forma muito semelhante na quase totalidade dos países industrializados. Nestes, a violência geralmente tem um desenvolvimento particularmente rápido. Autoridades do meu Brasil alerta, senão o fim será trágico.

Antonio Paiva Rodrigues
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:35
Ola muita paz e harmonia

Apedido de companheiros aqui fica ;

Drogas - Como Compreender? O Que Fazer?

Valdomiro Halvei Barcellos

PORQUE AS DROGAS? É necessário distinguir entre o uso voluntário e involuntário de certos produtos. Assim: o uso da cola de sapateiro pelo menino de rua; e, o acidentalmente, pelo próprio sapateiro.

Este último exemplo relaciona - se à poluição química ou ambiental, onde certos produtos tóxicos perigosos podem ser absorvidos pela respiração, pele, etc. É o caso, ainda, do fumante passivo. Mas não se costuma considerar tais situações como consumo de drogas.

Outra distinção importante diz respeito ao uso ou abuso de drogas. É possível usar certas drogas sem abusar delas, dependendo da quantidade: FUMO, ÁLCOOL, MEDICAMENTOS. Estas drogas são consideradas legais ou lícitas. Quanto as drogas ilegais ou ilícitas, todo uso, de acordo com a lei corresponde a abuso: MACONHA, COCAÍNA, LSD...

A terceira categoria diz respeito às drogas desviadas do seu uso habitual, em particular: inalantes (COLA, GASOLINA, BENZINA, ÉTER, LOLÓ, ETC.).

As pessoas costumam invocar vários motivos para usar drogas ou abusar delas:

    * estimular;
    * acalmar;
    * ficar acordado ou dormir
    * emagrecer ou engordar;
    * esquecer ou memorizar;
    * fugir ou enfrentar;
    * inebriar;
    * inspirar;
    * fortalecer;
    * sentir prazer;
    * aliviar dores, tensões, angústias, depressões;
    * agüentar situações difíceis, privações carências;
    * encontrar novas sensações, novas satisfações;
    * curiosidade;
    * força do hábito
    * ritual;
    * dependência.

Como se vê, as pessoas recorrem à droga por razões muito diversas, às vezes até contraditórias. Em nossa sociedade há razões que são legítimas (aliviar a dor), mas mesmo assim podem levar ao abuso. Em outros casos, a legitimidade serve mais como pretexto(o álcool serve para divertir, mas também para embriagar). O uso de drogas legais, no entanto, nunca pode ser considerado como legitimado. Mesmo com drogas aceitas, toleradas ou até incentivadas pela sociedade é possível chegar ao abuso.

Sempre que se abusa de uma droga chega - se a DEPENDÊNCIA. Eis o perigo de toda a droga, seja medicamento, álcool ou outra substância química.

Todas as drogas são potenciaLmente tóxicas e podem produzir intoxicações. O seu grau dependerá da intensidade do uso.Quanto mais intenso for o uso maior será a intoxicação e a DEPENDÊNCIA.

PORQUE AS PESSOAS ABUSAM DAS DROGAS?

Muitas pessoas abusam de drogas, mesmo sabendo do perigo que correm. Eis algumas razões deste comportamento de risco:

    * hábito;
    * inconsciência;
    * ritual;
    * reflexo;
    * teimosia;
    * contestação ou oposição;
    * desafio;
    * transgressão, desobediência;
    * FUGA;
    * insaciabilidade;
    * prazer mórbido;
    * tendência à autodestruição;
    * impulso incontrolável.
    * 0bssessão.

As razões ou pretextos invocados são muitos, mas todos têm algo em comum FUGA DIANTE DAS DIFICULDADES SOCIAIS, FAMILIARES OU PESSOAIS. O abuso de drogas representa o beco sem saída, provocando danos físicos, morais e sociais. Leva aos poucos ao isolamento, à marginalização, à decadência ou delinqüência e mesmo à morte.

O abuso implica processo de autodestruição, que pode ter êxito fatal, se não for possível interrompe - lo. A pessoa que se torna dependente raramente tem consciência, razão pela qual precisa de ajuda:

    * aprender a resistir à tentação do consumo contínuo;
    * entender as dificuldades diante das quais tentou fugir;
    * conseguir ressocialização.

QUAIS SÃO AS DROGAS MAIS USADAS NO BRASIL?

Drogas nada mais são do que substâncias químicas. As psicotrópicas têm efeitos sobre o sistema nervoso central, promovendo alterações no ânimo, nas sensações e nas percepções.

Podem ser extraídas de plantas ou produzidas artificialmente em laboratórios, geralmente imitando uma molécula encontrada na natureza ou transferindo - ª Por exemplo: o ópio, cuja substância ativa é a morfina, é extraída da papo0ula. Já a heroína, um derivado do ópio, é obtida trabalhando - se quimicamente a substância original.

Drogas são introduzidas no organismo dd várias maneiras. Podem ser inaladas, comidas ou bebidas, fumadas, aspiradas ou injetadas. A via de administração influenciará nos efeitos.

Três tipos de efeitos podem ser observados quando se usam drogas:

a pessoa fica alerta, atenta, com tendência a falar mais e mais rápido. Sente - se animada, bem disposta e momentaneamente m,ais apta a realizar coisas tidas como difíceis ou desgastantes. Este é o efeito chamado estimulante. Na gíria, se dia que as pessoas ficam LIGADAS;

a pessoa fica mais relaxada e calma, podendo até, conforme a dose, sentir - se sonolenta e mole. Seus movimentos ficam mais lentos e ela reage pouco aos estímulos. Este efeito é mais chamado de depressor. Pode se referir a ele com outras palavras - sedação, grogue, dopado, etc--. Como a atuação fica co0mprometida a memória também fica alterada;

a pessoa passa a perceber as coisas deformadas, muito coloridas, grandes ou pequenas, distorcidas.Seus pensamentos podem ficar parecidos com as imagens dos sonhos, bizarros e sem nexo aparente. É o efeito perturbador do sistema nervoso central que se manifesta principalmente em sua atividade perceptiva. Estas drogas são também chamadas de alucinógenas. Seus usuários costumam descrever esta experiência como VIAGEM, enquanto a percepção distorcida é chamada de VISUAL. Quando um jovem diz que está DOIDÃO, refere - se a este tipo de efeito.

Pois bem, a estes três tipos básicos de efeitos correspondem três classes distintas de drogas:DEPRESSORAS, ESTIMULANTES E PERTURBASDORAS (OU ALUCINÓGENAS). Agora, vamos examinar cada classe, detalhando as características de cada droga, seus efeitos e a conseqüência do seu uso inadequado.

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:37
continuação

CATEGORIAS DE DROGAS

    * DEPRESSORAS:bebidas alcoólicas; calmantes;codeína;barbitúricos; inalantes;
    * ESTIMULADORAS:anfetamina; cocaína; cafeína;
    * ALUCINANTES: maconha; ácido lisérgico; ayahuasca; cogumelo;

DROGAS DEPERESSORAS

As drogas depressoras são assim chamadas por diminuir e deprimir a atividade geral do cérebro. O uso de tais drogas deixa a pessoa sedada, relaxada, mole. Um dos efeitos de drogas depressoras que ocorre junto com sedação é vivenciado como capacidade de desligar - se dos problemas. Assim a pessoa sente - se mais à vontade em situações penosas.

Quando a pessoa por este motivo, tende a manifestar mais abertamente seus sentimentos o fenômeno é chamado de desinibição. Por exemplo: se alguém está com raiva, ao usar drogas deste tipo, pode tornar - se violento em função da liberação de impulsos agressivos reprimidos.

Há ainda drogas depressoras de uso corriqueiro: bebidas alcoólicas, medicamentos calmantes (tranqüilizantes ou ansiolíticos), xaropes e medicamentos com codeína(um derivado do ópio), aqueles que contêm barbitúricos(soníferos), anticonvulsivantes e analgésicos). Por último, substâncias voláteis como o "cheirinho da loló" e a cola de sapateiro, que são usadas como inalantes.
DROGA

    * NOMES MAIS USADOS
    * VIA DE ADMINISTRAÇÃO
    * USO MÉDICO
    * DEPENDÊNCIA

ALCOOL

    * Birita, mé,pinga, loirinha, goro,cana, etc.
    * Oral
    * não tem
    * Psíquica e física

CALMANTES

    * Bolinha, bola, diazepan, valium, somalium, lorax,
    * Oral, intramuscular, endovenosa
    * Ansiolíticos,indutor do sono,relaxante,
    * Psíquica e física

BARBITÚRICOS

    * Bolinha, bola, gardenal, tonopan, optalion
    * Oral
    * Anestésico, anticonvulsivante
    * Psíquica e física

OPIÁCIOS (CODEÍNA)

    * Boi, panpenyl, eritós,tussilex,
    * Oral
    * Antitussígeno (xaropes), antiespasmódicos,
    * Psíquica e física.

INALANTES

    * Loló, cheirinho, lança perfume, carpex, cola de sapateiro,0
    * Inalação
    * Não tem

Psíquica
BEBIDAS ALCOOLICAS

Como se sabe o uso de bebidas alcoólicas é tolerado em nossa sociedade. Elas são geralmente produzidas e comercializadas. Mesmo assim, o abuso de álcool leva milhares de pessoas aos hospitais, seja para fazer desintoxicação, seja para tratar complicados estados físicos (cirrose hepática, neurite, gastrite).

O efeito desinibidor é facilmente obtido com bebidas alcoólicas. Por isso elas são tão usadas em reuniões sociais. Num uso mais intenso pode favorecer atitudes impulsivas ou levar aa perda de consciência (coma alcoólico).

O uso crônico de doses altas leva ao desenvolvimento de dependência física. A suspensão abrupta pode desencadear a síndrome de abstinência, deixando a pessoa confusa e com visões assustadoras. Há também tremores, desregulação da temperatura corporal e convulsões. Dependendo da gravidade, estes sintomas podem levar até a morte. O quadro de abstinência completamente instalado é conhecido como delírium tremens.
CALMANTES (ansiolíticos ou tranqüilizantes)

As substâncias mais usadas como calmantes, hoje em dia, são derivadas do diazepan. Este e seus derivados (os benzodiazepínicos) são usados como medicamentos para controlar a ansiedade, sendo assim chamados de ansiolíticos.

É compreensível que pessoas em estado de nervosismo súbito e intenso possam beneficiar - se de tais substâncias numa intervenção médica. Tornar - se perigoso, porém, recorrer a elas por qualquer problema, seja ele emocional ou social. Calmantes deste tipo, em uso prolongado e com doses altas, podem levar à dependência psíquica e física.

Apesar dos ansiolíticos serem drogas lícitas, o uso inadequado, sem acompanhamento médico, pode ser perigoso. Estatísticas mostram que eles estão hoje entre os mais vendidos no mundo.
XAROPES E MEDICAMENTOS COM CODEÍNA

Como já foi dito a codeína é extraída do ópio, assim como a morfina. A codeína entra na fórmula de vários medicamentos e xaropes por causa de suas propriedades no combate à tosse e a espasmos dolorosos (cólicas). Além destas, ela induz efeitos mais ligados ao funcionamento psíquico: sonolência, lentidão, diminuição geral das reações aos estímulos, inclusive à dor, sensação de leveza, de euforia, etc.

Os xaropes mais usados atualmente pelos jovens com a finalidade de adição são o éritos e o tussiflex. Recentemente, sua venda foi regulamentada pelo governo e submetida a receita médica. A venda sem receita constitui infração, mas ainda é muito comum.

O uso contínuo e abusivo destas substâncias leva ao desenvolvimento de dependência física, além da psíquica e tolerância. Assim, o indivíduo passa a aumentar as doses para obter o efeito desejado, facilitando a convulsão.
MEDICAMENTOS COM BARBITÚRICOS

Antes dos já citados bonzodiapezínicos, os barbitúricos eram as substâncias mais usadas para induzir o sono e tranqüilizar. Como era comum a ocorrência de "overdoses" (coma por superdosagem), principal.mente em tentativas de suicídio, seu uso foi abandonado à medida que foram produzidas substâncias mais seguras neste aspecto.

Atualmente os barbitúricos são usados em anestesia e como anticonvulsivantes (antiepilépticos,ex.:Gardenal). Alguns medicamentos analgésicos, porém, mantêm barbitúricos em suas fórmulas, pois a depressão do sistema nervoso ajuda a suportar as dores. Foi o caso do Optálidon, que continha barbitúricos em sua fórmula, sendo por isso mesmo objeto de uso inadequado, muito comum entre jovens. O medicamento Tonopan, indicado para combater enxaquecas, também contém elementos barbitúricos.

O uso contínuo dessas substâncias pode levar ao surgimento de dependência física, além da psíquica.Não é raro encontrar pessoas que usam vários comprimidos por dia, a fim de desfrutar de seus efeitos psicotrópicos, comparáveis a ANESTESIA DAS EMOÇÕES.
INALANTES

Uma série de produtos é usada como drogas inalantes, em particular por crianças e adolescentes. existem dois tipos principais. O primeiro é formado por substâncias voláteis, como o éter e o clorofórmio que misturados, resultam na droga conhecida como "cheirinho da loló". O segundo tipo é representado por substâncias usadas na indústria como solventes, diluentes ed colantes. O exemplo principal é a cola de sapateiro.

O uso dessas substâncias determina dependência psíquica e desenvolvimento de tolerância. A perda de consciência durante o uso comum com altas doses, pode causar asfixia.
DROGAS ESTIMULANTES

Drogas deste tipo estão na moda em nossa sociedade, pois dão às pessoas a impressão de ser mais fortes, render no trabalho, tornar - se mais corajoso para competir e buscar posições de destaque.

Os principais representantes desse grupo são a cocaína, as anfetaminas e a cafeína. Este último é estimulante fraco.
DROGA

    * NOMES MAIS USADOS
    * VIA DE ADMINISTRAÇÃO
    * USO MÉDICO
    * DEPENDÊNCIA

COCAÍNA

    * pó, pico brilha, brisola, branquinha, carreirinha, bright, papel
    * Oral (aspirada), endovenosa.
    * Não tem.
    * Psíquica.


Continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:38
continuação


ANFETAMINAS

    * bolinha, bola, rebite.
    * Oral, endovenosa.
    * Anorexígena (inibidor de apetite)
    * Psíquica.

CAFEÍNA

    * Oral
    * Não tem.
    * Não tem.
    * Psíquica.

NICOTINA

    * CIGARRO
    * Oral (fumada).
    * Não tem.
    * Psíquica e física.

COCAÍNA

Por ser apresentada na forma de pó branco, muitas vezes misturada a outras substâncias, é chamada simplesmente de pó. Pode ser aspirada (por via nasal). ou diluída em água, injetada na veia (pico). é Extraída da planta coca, nativa dos Andes, onde mascar folhas é tradição antiga.

A cocaína dá ao usuário sensação de força e potência, afasta o sono e a fome. Por fazer a pessoa sentir - se destacada, é também chamada de "brilho ou realce". Compartilhar agulhas com outros usuários pode levar à contaminação de agentes infecciosos, como o vírus da hepatite ou da AIDS. O uso de cocaína pode levar a intensa dependência psíquica.
CRACK

Uma nova forma de uso de cocaína tem sido denominada, na gíria, de CRACK.Tem muitos adeptos, principalmente nos EEUU, mas também na Bolívia e em regiões fronteiras do Brasil. A cocaína comumente encontrada para consumo é apresentada na forma de sal: que tem o aspecto de pó branco cristalino. é o cloridrato de cocaína.

No crack a substância usada não é o sal, mas sim a pastas básica de coca (frecbasing, em inglês).A transformação química de sal em pasta de cocaína não é complicada, apesar de envolver procedimentos perigosos. A apresentação da cocaína como sal a torna mais lucrativa para os traficantes. O sal é facilmente adulterável, quando misturado a outras substâncias de aspecto semelhante(talco, açúcares, lidocaína, xilocaína, anfetamina, etc.).

Estudiosos consideraram que a propagação do crack se deve ao fato de que a sua via de administração produz efeitos mais rápidos e mais intensos que os do sal. De fato, o crack é fumado em cachi8mbos de água, mas a pasta básica de cocaína, quando seca, também pode ser misturada no tabaco e na maconha, em cigarros.

A via de administração (a fumaça do crack, como de outras substâncias fumadas, passa para a corrente sanguínea) torna a droga mais perigosa, causando danos pulmonares graves. O crack provoca em freqüência paradas respiratórias e morte por overdose, razão pela qual deve ser considerado como uma das drogas mais perigosas e mortais do "mercado".
ANFETAMINAS

São usadas em medicamentos para emagrecer (anorexígenos ou moderadores de apetite), que só podem ser comprados com receita médica. Seus efeitos são similares aos da cocaína: sensação de força e disposição. Dependência psíquica que pode se desenvolver com o seu uso, que, se prolongado, pode favorecer o surgimento de doença mental (psicose anfetamínica).

Medicamentos com anfetaminas ainda são usados para ficar acordado mais tempo, por exemplo, por estudantes em véspera de exames ou por caminhoneiros (os chamados "rebites").
NICOTINA

Substâncias com efeitos estimulantes encontradas no tabaco. O hábito de fumar é tolerado pela sociedade, ainda que, ultimamente se esteja ocorrendo profundo questionamento sobre os malefícios causados por ele, principalmente de ordem orgânica, como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Ainda que os efeitos sejam discretos, parar de fumar costuma ser muito difícil, desencadeando verdadeira síndrome de abstinência.

DROGAS PERTURBADORAS (OU ALUCINÓGENOS)

Com efeitos também chamados de psicodélicos, as drogas perturbadoras tiveram seu uso popularizado na década de 60, com o movimento hippie. denunciando certas características da sociedade industrial, os hippies incluíam o uso destas drogas em sua contestação.

A distorção de formas e cores proporcionada pelos alucinógenos é tido, por alguns, como meio de entrar em contato com o sobrenatural e ter compreensão dos mistérios do universo. Sabe - se, porém, que as alucinações são sintomas similares a de distúrbios mentais graves.
ALUCINANTES
DROGA

    * NOMESA MAIS USADOS
    * VIA DE ADMINISTRAÇÃO
    * USO MEDICO
    * DEPENDÊNCIA

LSDI (ácido lisérgico)

    * ácido,viagem, trip.
    * Oral, sublingual
    * não tem
    * psíquica

MACONHA

    * erva,fuminho ,baseado, cigarro, beque, baga, marijuana, bagulho,
    * Oral (fumando)
    * não tem
    * psíquica

CHÁ DE COGUMELO

    * chá, chá mate, cogu,
    * Oral.
    * não tem
    * não tem

AYAUASCA

    * chá
    * Oral.
    * não tem
    * não se sabe

MACONHA

A maconha é o preparado de folhas e flores da planta chamadas cânhamo ou "cannabis sativa"., Seu uso é muito comum no Brasil. Com as ervas fazem - se cigarros. Sinal comum de uso é a vermelhidão dos olhos.

Ela é tida como uma droga alucinógena, pois provoca deformações na percepção de espaço e de tempo. Favorecendo a introspecção do usuário, ele se desliga do mundo, voltando - se para sua própria imaginação. Raramente provoca o desenvolvimento de alucinações. Seu uso constante pode afetar a vontade da pessoa, que fica então desmotivada, sem conseguir tomar atitudes na vida. Há desenvolvimento de dependência psíquica, com o uso contínuo.
ÁCIDO LISÉRGICO - LSD

Pouco comum entre nós, pode provocar efeitos muito fortes, com alucinações e, às vezes, idéias de perseguição. É apresentado em pequenas pílulas ou pedacinhos de papel embebidos na substância. Mesmo quantidades mínimas podem desencadear quadro de alucinações.
OUTROS ALUCINÓGENOS

Substâncias alucinógenas são encontradas em cogumelos que crescem no estrume de bovinos.Em geral são ingeridas por jovens. Uma substância chamada ayahuasca é usada por membros da seita Santo Daime (ou União do Vegetal) com finalidades místicas durante seus rituais.

Estas são drogas mais comuns no Brasil. Com estas informações, embora sumárias, será mais fácil tratar do problema de drogas com o qual você se defronta em seu meio.
CONSUMO DE DROGAS: QUE TAL TROCAR PRECONCEITOS POR CONCEITOS?

"Meu filho está com um problema: a droga". "Se não existisse a droga meu filho não teria problemas". A queixa é comum. Muita gente pensa que a causa de todos os males dos jovens está nas drogas. É um erro. Na verdade, a droga sempre é usada por causa de problemas já existentes.

Todas as substâncias químicas, DROGAS, alteram o funcionamento do organismo. MAS SÓ AS DROGAS QUE PRODUZEM PRAZER LEVAM A DEPENDÊNCIA. Se não fosse por causa do PRAZER,ninguém se tornaria dependente.Você conhece alguém dependente de antibióticos?

O PRAZER pode ser a ausência de DOR, EUFORIA, BEM - ESTAR, SENSAÇÃO DE FORÇA, PODER, LEVEZA, ETC.

É bom lembrar que a busca do bem - estar faz parte da vida de todos nós. O problema é buscar este bem - estar através das drogas. Se um adolescente precisa de tais meios, é porque há algo errado nas relações do seu dia - a - dia.

Existem casos em que o uso da droga está ligado à própria sobrevivência. Muitos meninos de rua têm o hábito de cheirar cola de sapateiro para espantar a fome, esquecer a miséria e a violência que sofrem - vemos aqui outra causa a FUGA -. Assim, eles buscam no efeito da cola o substituto para o bem - estar que lhes falta.

Portanto, O CONSUMO DE DROGAS DEVE SER COMPREENDIDO COMO CONSEQÜÊNCIA DAS DIFICULDADES PESSOAIS, FAMILIARES E SOCIAIS DO INDIVÍDUO.A DROGA NÃO É CAUSA E SIM FATOR PRECIPITANTE.

O consumo de drogas pode, então, ser definido como o encontro de três fatores básicos:

a droga e seus efeitos...O PRAZER;

o indivíduo e seus problemas...MULETAS PSÍQUICAS;

a sociedade e suas contradições.
Continua.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:39
continuação

O QUE É DEPENDÊNCIA?

A dependência faz parte da natureza do homem. Uma criança quando nasce, precisa de cuidados e proteção. Ao contrário, não sobrevive. Toda a evolução do ser humano parte desse estado de desamparo original. Durante nossa vida criamos relações de dependência com objetos, pessoas e situações. Algumas dessas relações são importantes para o nosso bem - estar, outras causam grandes prejuízos.

Algumas pessoas não encontram na família, nos amigos e nos parceiros as respostas para suas necessidades; então recorrem aos produtos químicos. Estes produtos DÃO A ILUSÃO de que todos os problemas foram resolvidos.

Na falta dessa "poção mágica" estas pessoas são invadidas por sintomas desagradáveis, que vão do NERVOSISMO, ANSIEDADE ,INQUIETAÇÃO, AO IMPULSO INCONTROLÁVEL DE OBTÊ - LA A QUALQUER CUSTO. Neste estágio depende - se intensamente dos efeitos da droga.

O alcoolismo é um exemplo. Após alguns anos de uso de bebidas alcoólicas, determinado indivíduo começa apresentar tremores, ansiedade, suores, dores m usculares, mal - estar generalizado e vontade incontrolável, logo ao acordar, de tomar um gole. Estes sintomas caracterizam a chamada "síndrome de abstinência". Um sinal de que a relação do organismo com o produto já evoluiu para dependência física. O organismo se adaptou de tal forma à presença do álcool que funciona mal sem ele.

A dependência física não ocorre só com mo álcool, mas também com outras drogas: opiáceos, barbitúricos, fumo, etc.

Quando a droga é utilizada em quantidade e freqüência elevadas, o organismo estabelece novo equilíbrio em seu funcionamento, adaptando - se a sua presença. Os sintomas da "síndrome de abstinência" ocorrem por causa da queda deste novo equilíbrio, apões a retirada brusca da droga.

Nem todos os psicotrópicos (drogas que têm efeito entorpecente) levam à dependência física. O mais importante, no caso, é que todos levam a estado modificado do psiquismo, do qual a pessoa passa a depender.

A dependência fundamental, então, é a dependência psíquica: impulso incontrolável de continuar a usar a droga. Na sua ausência é experimentado intenso mal - estar, conhecido como "fissura". Esta necessidade ocorre tanto com o fumante ao tentar parar como com o dependente de cocaína quando se vê sem a droga.

Da mesma forma, ocorre também com o adolescente que deixa de "viajar" nos efeitos ilusórios da maconha e tem que retornar aos problemas e desafios do seu momento de vida. A rigor, nenhuma droga produz dependência. Ela apenas preenche, com seus efeitos, a necessidade de soluções imediatas de problemas já existentes.
O QUE É ABUSO?

Muitas drogas psicotrópicas tiveram ou aInda têm aplicação terapêutica. A morfina é um dos mais potentes analgésicos que existem. A cocaína era empregada como eficiente anestésico local em cirurgia dos olhos. Muitos xaropes utilizados até hoje contra tosse contêm codeína, sem falar dos tranqüilizantes, barbitúricos e soníferos.

Em nossa sociedade, o uso desses medicamentos se tornou corriqueiro, controlado ou não por prescrição médica. Igualmente, muitas pessoas fumam e bebem regularmente, mesmo conhecendo as conseqüências. O Abuso das drogas "lícitas" ocorre quando sua utilização se dá fora das indicações terapêuticas. Quanto às drogas "ilícitas", todo uso corresponde ao abuso.

É importante notar que não é a natureza da droga que faz a pessoa se tornar dependente, mas o impulso de toma - la, isto é, o modo como ela a utiliza. O abuso de drogas sempre denuncia desequilíbrio psicossocial. Segundo classificação internacional existem quatro tipos de usuários:

EXPERIMENTADOR: limita - se a experimentar a droga, por diversos motivos - curiosidade, desejo de novas experiências, pressão do grupo, etc.Na maioria dos casos, o contato com a droga não passa das primeiras experiências.

USUÁRIO OCASIONAL: utiliza um ou vários produtos, de vez em quando, se o ambiente for favorável e a droga disponível. Não rompe suas relações afetivas, profissionais e sociais.

USUÁRIO HABITUAL OU "FUNCIONAL": faz uso freqüente da droga. Em sua vida já se observam sinais de rupturas a nível afetivo, profissional e social. Mesmo assim, ele ainda "funciona" socialmente, embora de forma precária.

USUÁRIO DEPENDENTE OU "DISFUNCIONAL" (TOXICÔMANO): vive exclusivamente pela droga e para a droga. Como conseqüência, rompem - se todos os outros vínculos, o que provoca sua marginalização.
O QUE É ESCALADA?

A escalada pode ser entendida como a passagem do consumo esporádico a consumo exclusivo (escalada quantitativa), ou como a passagem do consumo de drogas "leves" para drogas "pesada" (escalada qualitativa).

Muitas pessoas fazem somente a escalada quantitativa, recorrendo a única droga de forma freqüente.

A maioria, entretanto, não faz escalada. Permanece como usuário esporádico ou abandona o uso.

Com a maioria (os toxicômanos) ocorre as duas escaladas. Os motivos devem ser procurados não no tipo de droga, MAS DIFICULDFADES AFETIVAS, FAAMILLIARES E SOCIAIS que o indivíduo tenta resolver recorrendo a elas. Contudo, mesmo nos casos mais graves, nunca se está numa "viagem sem volta" e sim num beco cuja saída é o abandono do consumo de drogas.
O QUE É TOLERÂNCIA?

A tolerância é resultado do processo de adaptação biológica. Com a presença contínua de determinada substância química o organismo se acostuma a ela e reage menos. Para obter o mesmo efeito é necessário aumentar as doses.

A tolerância do organismo é observada sobretudo com os opiáceos, barbitúricos, ansiolíticos e alucinógenos. Dependentes de tais drogas são levados aos poucos, à escalada quantitativa, à busca da obtenção do mesmo efeito.
O QUE FAZER?

Os pais se perguntam o que fazer para que seus filhos não comecem a usar drogas, o que fazer para que eles as deixem e o que fazer para que não voltem a usa - lãs.

Os professores gostariam de saber o que fazer para o aluno que está envolvido com drogas ou curioso a respeito. O que dizer aos pais que esperam da escola respostas que não conseguem dar aos filhos.

A mesma dúvida está presente nas empresas, nos hospitais, na sociedade.

Neste capítulo apontamos algumas respostas, deixando claro que não existe única certa nem definitiva. O que se precisa é de bom senso, levando em conta as particularidades de cada situação.

Existem algumas condutas que se apresentam como mais adequadas. Mas o resultado depende sempre da maneira como as pessoas se posicionam diante do usuário e seus problemas.
O QUE FAZER NA FAMÍLIA?

Como descobrir que um filho usa drogas? Pode - se enumerar sinais gerais, relacionados possivelmente ao uso de drogas: falta de motivação para estudar ou trabalhar, troca do dia pela noite, irritabilidade, agressividade, insônia,vermelhidão dos olhos, desaparecimento de objetos de valor ou dinheiro, etc. O mais importante, porém, é que os pais não se transformem em detetives espiando seus filhos.

Quando há alguma desconfiança de mudanças inexplicáveis no comportamento de um filho, os pais têm que perceber que algo de está errado. Há mal - estar, sofrimento e determinadas dificuldades que ele não consegue resolver. Assim, o filho que começa a utilizar drogas atravessa uma crise e é esta que os pais devem detectar. É preciso intuição, amor e perspicácia para ajudar a resolver estes problemas.

A primeira reação dos pais ao descobrirem que seu filho usa drogas é de perplexidade, angústia ou pânico. Às vezes seguido de sentimento de estarem sendo traídos: "Como isto foi acontecer com o nosso filho"?

Forte sentimento de culpa costuma surgir: "Onde erramos"?

Esta culpa pode se expressar,a também, pela dificuldade de admitir responsabilidades: "Só podem ser as más companhias, porque nós demos de tudo a ele".

Alguns pais acham que todos os filhos têm que ser iguais: "Não sei o que deu errado com este menino, ele foi educado igualzinho aos outros, que nunca deram problemas".

Vemos assim o lugar que o filho ocupa na família: "filho problema" ou "bode expiatório". Todos os outros filhos são bons, somente o "viciado" dá problemas. Não raro, vem a tona a rivalidade (até certo ponto normal) entre irmãos.

Aparece também a vergonha, principalmente diante dos outros: avós, primos , amigos, vizinhos.

Estas reações levam a nada, só fazem aumentar o sentimento de impotência dos pais. Surge então as reações extremadas:

    * prender o filho no quarto durante o fim - de- semana;
    * bater, brigar;
    * vigiar todos os seus passos;
    * revistar suas coisas e roupas;
    * ir atrás dele nos lugares que normalmente freqüenta;
    * proibir seus amigos de freqüentarem a casa;
    * chamar a policia "para dar um susto nele";
    * internar em clínicas, geralmente psiquiátricas;
    * expulsá-lo de casa;
    * fingir que nada está acontecendo.

A falta de comunicação entre pais e filhos não permite a eles compreender seu apelo e desamparo. Tudo é recebido como reclamação ou agressão. Então, aparecem muitas vezes soluções mágicas:

"já fizemos tudo que podíamos, só um milagre pode salvar nossos filho";

uma cartomante falou que fizeram, um trabalho para ele, por inveja. Ela prometeu desfaze - lo";

Doutor, o senhor é a nossa última esperança. Será que se nós o deixarmos aqui um mês ele estará bom?".

A maioria dos pais passa por tais angústias quando descobre ou desconfia que um filho usa droga. O que fazer? Eis condutas possíveis:

    * manter a calma;
    * tentar conhecer e compreender as dificuldades do filho;
    * procurar enxergar a verdadeira dimensão do problema, deixando de lado sentimentos de culpa;
    * levar em consideração aspectos característicos da adolescência e da juventude, lembrando - se da própria experiência nestas fases;

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:41
continuação

    * ENTENDER O QUE A DROGA SIGNIFICA NA VIDA DO FILHO - NOVAS EXPERIÊNCIAS, BUSCA DO PRAZER, FUGA DE PROBLEMAS (EMOCIONAIS PRINCIPALMENTE), ALIVIO À DOR, ANGÚSTIA, DEPRESSÃO;
    * BUSCAR O DIÁLOGO FRANCO E ABERTO;
    * ter em mente que a droga pode ser passageira, principalmente se forem tomadas medidas adequadas;
    * respeitar os valores que constituem o seu mundo, evitando impor valores próprios;
    * aceitar os momentos de instabilidade do filho, principalmente do adolescente, aprendendo a lidar com eles;
    * evitar tratar o adolescente como se fosse criança;
    * ter consciência dos limites do filho, evitando exigências demasiadas;
    * agir com autoridade, sem cais no autoritarismo;
    * encarar o problema de maneira lúcida, dando nome aos bois, sem falso pudor;
    * informar - se sobre os tipos de drogas, seus efeitos e conseqüências, em fontes científicas isentas de preconceitos;
    * reconhecer os próprios erros e tentar modifica-los;
    * aceitar que nem pai e nem mãe são perfeitos;
    * fortalecer vínculos entre membros da família, incentivando clima de afetividade, sinceridade companheirismo;
    * admitir que os filhos não são perfeitos nem iguais entre eles, nem melhores e nem piores que os pais;
    * aceitar que os filhos não pertencem aos pais e têm vida própria;
    * quando necessário, procurar ajuda de profissionais especializados em lidar com o caso, sem se deixar levar por um sentimento de fracasso;
    * participar de grupos de apoio com outros pais para compartilhar o problema e diminuir a angústia;
    * conscientizar - se dos próprios sentimentos (raiva, vergonha, inveja, mágoa, ternura, amor), em vez de reprimi-los.

Outras condutas são possíveis. Você é a pessoa mais indicada para cria - las, ajudando seu filho encontrar a solução.

Lembre - se que medidas educativas concretas, tomadas em casa, são mais adequadas e mais eficientes, a princípio, do que recorrer a especialistas.

Vá ao encontro do seu filho com compreensão, amor carinho. Ajude - o a se abrir, a falar das dificuldades que atravessa. Desconfie de manipulações e chantagens, mesmo sas bem intencionadas ou quando partem de você.

Em suma, use sua arma mais importante o diálogo. Inicie o jogo limpo, voltado à recuperação do filho e o reencontro da família.
O QUE FAZER NA ESCOLA?

Se a droga está presente hoje em toda a sociedade, ela se manifesta de modo particular nos meios escolares. Mas, muitas vezes é negado ou negligenciado por seus dirigentes ou professores.

Não é rara, muita ESCOLA SE SENTEM AMEAÇADAS QUANDO DESCOBREM QUE SEUS ALUNOS USAM DROGAS. Alguns tentam esconder o fato, por temerem perder a credibilidade diante dos pais, por medo de serem acusadas de negligência diante do problema ou por medo de sofrerem violências.

Os professores, por sua vez, sentem - se despreparados para abordar a questão ou temem represálias de traficantes ou usuários quando são convocados a agir diante dos alunos.

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 10:42
continuação

Algumas vezes, a escola se omite (interesse financeiro), esperando que o silêncio resolva a questão.

    * Na verdade, a escola não pode ficar alheia à realidade da presença de drogas em nossa juventude. Traçaremos em seguida algumas linhas de ação:
    * tomar conhecimento do problema existente, em vez de fazer de conta que ele não existe;
    * incentivar o corpo docente a se preparar, através de cursos, treinamentos, etc., para atuar junto aos alunos;
    * ter em mente que a escola é o lugar privilegiado (após a família) na educação dos jovens também no que se refere às drogas;
    * promover maior envolvimento dos pais com os problemas da escola, e também com a educação de seus filhos em geral;
    * ter em mente que a escola constitui um lugar de educação no sentido amplo, afetivo, moral, social, e não só um lugar de mera transmissão de conhecimentos e informações;
    * difundir entre os alunos, senso crítico diante de questões como o consumo de drogas;
    * motivá-los a tomar decisões, desenvolvendo senso de responsabilidade;
    * não expulsar o aluno envolvido com drogas nem isolá-lo, mas procurar integrá-lo nas atividades estudantis, lazer, debates...;
    * investigar os fatores de ordem pessoal, familiar e social do aluno em vez e denunciá-lo em público;
    * fornecer informações científicas aos pais, sem preconceito, a respeito das drogas e suas implicações;
    * considerar que as informações devem ser adequadas à clientela que se deseja atingir;
    * desenvolver técnicas dinâmicas junto aos alunos, toda vez que se abordar a questão da droga;
    * oferecer espaço para que os alunos coloquem suas dúvidas, seus questionamentos, suas experiências e dificuldades;
    * respeitar as opiniões dos alunos, procurando discuti-las com argumentos lógicos e coerentes;
    * oferecer ajuda concreta, de acordo com o envolvimento do aluno;
    * incentivar a sua participação nas campanhas preventivas e na discussão aberta sobre o assunto;
    * insistir para que os problemas de drogas sejam discutidos por todo o corpo docente, junto com a diretoria, recorrendo eventualmente a orientação especializada;
    * buscar contato discreto com os pais de alunos envolvidos;
    * aproveitar professores e alunos "lideres" para abordar o problema e entrar em contato com os envolvidos.

Em resumo, pode - se dizer que o segredo de atuação dos educadores está na instalação de clima de confiança com os alunos.

Esta atuação de ser discreta mas firme, baseada na autoridade intelecto - moral, vinculada a atitude de compreensão e respeito.Trabalhar em conjunto com os pais.

A POLÍCIA SÓ DEVE SER CHAMADA EM CASOS EXTREMOS, como violência, depredações ou invasão da escola, para impedir a ação de traficantes nas portas ou dentro da escola. O usuário de drogas não é caso de polícia, mas caso pedagógico.

Expulsar o usuário de drogas da escola é um fracasso pedagógico a ser evitado sempre que possível. A solução depende da habilidade e competência dos educadores em lidar com o problema.
O QUE FAZER NO LOCAL DE TRABALHO?

Quando se descobre que algum funcionário ou empregado usa drogas, a medida mais comum é afasta - lo de seu ambiente de trabalho.

Estas atitudes podem ser através de licenças, às vezes renovadas por longo tempo, ou demissão. Será esta a melhor forma de reagir? Acreditamos que se possa ajudar a pessoa usuária ou mesmo dependente de drogas, com outros tipos de intervenção:

    * motivar a participação dos empregados nas decisões da empresa, sempre que pertinente;
    * humanizar tanto quanto possível as relações de trabalho no interior da empresa;
    * promover ciclos de debates e treinamento sobre questões da atualidade - poluição, segurança de trabalho, AIDS, drogas;
    * oferecer treinamentos especializados aos profissionais de recursos humanos, de assistência social e de serviço de saúde;
    * dar oportunidade para que o usuário de drogas solicite ajuda de superiores , colegas ou serviços especializados da própria empresa;
    * incentivar o início de tratamento, quando o envolvimento do empregado com drogas for evidente;
    * estabelecer contato ou convênios com serviços especializados em prevenção e tratamento;
    * não afastar simplesmente o funcionário, pensando exclusivamente na produtividade;
    * estimular e organizar atividades de lazer, esportivas, culturais e sociais, acessíveis a todos os empregados;
    * tomar conhecimento de experiências inovadoras de outras empresas no trato de problemas decorrentes do uso de drogas ou álcool;

Analisada a importância da hierarquia e do desempenho, a situação numa empresa ou órgão público é diferente da escola. Em geral, trata - se de adultos e não de adolescentes. Mas o principio dever ser o mesmo, agir com base em conhecimentos seguros, com ponderação e sem impulsividade. Quando a ajuda não for possível no local de trabalho, providenciar encaminhamento para serviços externos.
O QUE FAZER NA COMUNIDADE?

Pode - se dizer que a sociedade é responsável por medidas preventivas relacionadas ao abuso de drogas.

Costuma - se pensar que prevenir o uso indevido de drogas é tarefa que diz respeito somente às oportunidades policiais, judiciais ou outras. Mas, na verdade, toda a comunidade deve contribuir. Damos algumas sugestões:

    * promover reuniões com palestras e debates sobre drogas;
    * utilizar os recursos humanos, materiais e outros disponíveis na própria comunidade, apoiando - se em associações já existentes (de bairro, religiosas, etc.);
    * discutir com os jovens os problemas que envolvem a vida comunitária, incentivando - os a buscar soluções;
    * estimular atividades esportivas, culturais, sociais, educativas e outras, particularmente, entre jovens;
    * procurar integrar usuários de drogas na vida comunitária, em vez de discriminar ou rejeitar;
    * procurar identificar possíveis focos de tráfico de drogas;
    * criar comitês de autodefesa diante da invasão de traficantes ou de outras formas de violência;
    * solicitar ajuda policial cada vez que surgirem problemas de tráfico;
    * FORMAR GRUPOS DE DISCUSSÃO SOBRE TEMAS QUE TOCAM OS JOVENS DE PERTO - SEXUALIDADE, NAMORO, GRAVIDEZ, AIDS, DROGAS;
    * INCENTIVAR GRUPOS DE JOVENS COM EXEMPLO E NÃO COM SERMÕES;

É possível adotar certas medidas na rua, nos bairros, famílias e associações para enfrentar os traficantes. Eles muitas vezes intimidam ou usam de violência, mas a união da comunidade faz a força e espanta o próprio medo. ORGANIZAR A COMUNIDADE É FUNDAMENTAL, TANTO PARA DESESTIMULAR O TRÁFICO COMO PARA SOCORRER AS SUAS VÍTIMAS.

A melhor maneira de prevenir o uso e abuso de drogas é ajudar os usuários e dependentes a saírem da marginalização e a se reintegrarem na comunidade.
RESUMO

Algumas pessoas recorrem asa drogas para tentar resolver dificuldades afetivas, familiares e sociais. Desta forma, têm sensações de prazer e poder.

A dependência faz parte do ser humano, mas é possível evoluir para a independência e autonomia relativas. Alguns indivíduos, entretanto, não conseguem esta autonomia.

O uso continuado de drogas altera o equilíbrio do organismo, que se adapta à presença da substância química. Os usuários tendem a aumentar as doses para manter o seu efeito. Quando a dependência atinge estágio avançado, a ausência da droga causa vários problemas ao organismo do usuário, podendo leva - lo até a morte.

Os usuários são classificados em quatro categorias: experimentador, usuário ocasional, habitual e dependente.

A prevenção ao abuso de drogas é de responsabilidade de todos: pais, professores, empresários, líderes comunitários, sindicatos, igrejas e autoridades.

Informações claras e objetivas, desprovidas de falsos sentimentos ou sensacionalismo desdramatizam o problema das drogas. Elas aumentam a vigilância e diminuem os preconceitos com relação aos usuários.

A prevenção deve ir além da informação. Precisa visar o bem - estar individual, familiar e social de todos,através de ações educativas abrangentes.

FONTE:Cartilha autorizada pelo CONFEN, Conselho Federal de Entorpecentes, do Ministério da Justiça; elaborada por uma equipe do CORDATO, Centro de Orientação sobre Drogas e Atendimento a Toxicômano, Centro de referência para prevenção e tratamento no campo das toxicomanias (resolução n°10 do CONFEN,em 09 de agosto de 1988)
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 16 de Fevereiro de 2011, 14:12
Anos atrás, no rio de janeiro, um deputado enviou moção  pedindo a legalização da maconha.
ele queria que fosse liberado o uso da canabis, macho. ou seja, da planta, da qual se extrai o cânhamo que também é usado em certas roupas.
O projeto graças a consciência dos outros, não passou.
O que quero dizer com isso?
que existem forma e formas para que se i9nvoista não na legalização daquela planta em especial, mas sim que a partir da legalização daquela planta específica se abrisse caminho, para a legalização da parte feminina da cannabis que é aquela de onde se extrai o thc.
Temos de estar sempre "ligados" para essas tramóias.
abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 17:06
Ola Amigo Moura
Muita apz

A Cannabis sativa tem sido historicamente usada para aliviar diversos sintomas associados ao sistema nervoso central (SNC), como transtornos psiquiátricos, distúrbios motores e dor. Por outro lado, o abuso de maconha parece estar relacionado a uma ampla variedade de transtornos psiquiátricos como esquizofrenia, ansiedade e depressão (ver capítulos X, Y e Z). Dessa forma, o sistema canabinóide tem sido associado à neurobiologia de diversas condições neuropsiquiátricas
Amigo sabia que a planta masculina geralmente morre após polinizar a planta feminina , daí o investimento ser mais no lado negativo da sua essencia, matar à manscença as femininas.
Quando o aproveitamento devia ser para a usar para terapia em doenças do foro neurologico que  tem enorme tolerancia e ajuda esses doentes.

abraço e muita paz

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 16 de Fevereiro de 2011, 17:32
Não sendo da área médica mano Victor,
mesmo conhecendo das pesquisas  e dos tratamentos alternativos, que se dão nos Estados Unidos, e em poucos outros países, não posso opinar sobre a validade destes. sei que os há, e em conjunto com o que o amigo relata, e que faço coro, dentro das especialidades médicas, e restrito a estas não poderia obstar a função medicamentosa de qualquer outra droga, pois que ali é a posologia que limita o uso.
embora de minhas pesquisas só tenha encontrado um hospital que da azo a este tipo de tratamento utilizando a Cannabis.
Abração,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 16 de Fevereiro de 2011, 19:24
Ola Amigo Moura
Muita paz

 Existem muitos Paises que a usam, livremente;Mas com fins diferentes;
 Uns para tecidos, oleos,cordas, papel

Australia permite a produção de pesquisa. E, em Victoria, Austrália a produção comercial está licenciada.

•A Áustria tem uma indústria do cânhamo, incluindo a produção de óleo de cânhamo medicinal.

•Canada ,Chile ,Dinamarca,comprometida com a utilização de métodos orgânicos.

A Finlândia ,França, Alemanha ,Inglaterra,A Índia .Holanda , Suíça, E.U.A.

•A Rússia mantém o cânhamo como a maior coleção de germoplasma do mundo no NI Vavilov, Instituto de Investigação Científica de Fitotecnia (VIR), em São Petersburgo.

Os unicos que a usam como fins auxiliar doença, são a Austria, Dinamarca,Russia, Suiça e Alemanha, pois existem já alguns hospitais que fazem o desmame da droga com este elemento tamb´+em por não ser tão nociva, mas para mim e alguns estudiosos, o problema está no prolongamento do tratamento, porque a dependencia pode gera-se de novo...apenas tem uma atenuante é menos perigosa..
Mas é droga na mesma.

abraço fraterno

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 17 de Fevereiro de 2011, 13:03
No Hospital, se me  lembro bem, Sainjt John , nos EEUU, fazem um tratamento experimental, pois vi no Fantástico, no final do ano passado. mano Victor.Abraços,
Eu penso que sob o condão de pesquisa, se possa estudar os efeitos da Cannabis, com fins medicinais etc.
O Cânhamo provém da parte feminina da Cannabis pobre em THC.  E é um material muito utilizado mesmo.
abração,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Fevereiro de 2011, 15:12
Ola Amigo Moura
Muita paz

 Exatyamente Amigo tambem li esse artigo, e posso dizer-lhe que a Dinamarca, a Holanda e Suiça, estão a adotar esse sistema de tratamento por ser menos ofensivo e menos caro.
  Porém esse tratamento é feito apenas para viciados em alto risco, ou seja que estiveram yusando drogas pesadas.

abraço bom amigo

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 17 de Fevereiro de 2011, 15:21
Acredito que seja interessante este tipo de tratamento mano0 Victor, embora eu o tenha como muito longo.
Eu penso que os médicos agem assim, para irem retirando as drogas mais pesadas, substituindo-as pela maconha, que menos perniciosa que as sintéticas, tem sua dependência mais facilmente retirada.
Mas melhor um tratamento longo do que o sofrimento de toda uma família.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 17 de Fevereiro de 2011, 15:44
Ola Bom Amigo
Muita paz

 Verdade bom amigo, o tempo é longo , mas para as familias é uma porta aberta de ajuda para esses Irmão viciados..

   bem-haja

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Menck em 03 de Abril de 2011, 17:36
O assunto é bastante interessante e polêmico. Eu, particularmente não tenho uma opinião formada sobre o assunto. O que não se deve esquecer antes de mais nada é que a droga é prazerosa. Se não fosse isso, as pessoas não usariam, ninguém é tão tolo o suficiente de usar algo que só trás prejuízos. Mas como sabemos, o prazer é a curto prazo e grande parte das drogas tem um poder aditivo físico e/ou psicológico que pode destruir o indivíduo. Eu não generalizaria a dependência, pois há relatos de pessoas que conseguem se drogar e não se destruir por isso, mas como qualquer outra coisa em excesso é bastante prejudicial, e como a droga é prazerosa, o excesso se torna a tendência para muitas pessoas. É claro que há drogas mais ou menos aditivas, é necessário saber discernir entre uma e outra.

A questão da legalização é mais ampla, também envolve muitos interesses econômicos. Muitos lucram com a proibição das drogas, inclusive a indústria farmacêutica, de roupas, etc. Segue um documentário que acho muito interessante, os produtores são a favor da legalização da maconha e falam sobre esses interesses econômicos, o poder medicinal e sobre verdades e mitos da droga. Vale a pena assistir para refletir, já que qualquer espírita tende a ser contra a droga e é sempre enriquecedor ver opiniões contrárias.

O Sindicato: O Negócio Por Trás do Barato (Completo) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVJXRE1OWlpwUHFvI3dz)
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 03 de Abril de 2011, 18:42
Oola Amigo Menck
Muita paz

Amigo, falou bem e nós sabemos disso, porém, se nos mantivermos, na inercia, hoje é um Amigo...amanhã pode ser nossos filhos.
  Não se coloca até a questão no ambito do credo , pois seja ele qual for, se estiver operando pleos valores do bom senso, sabe da gravidade da situação das drogas.
  Sabemos que os grupos economicos, são demasiado fortes, sabemos que a liberalização das drogas não é solução para tudo, porque no fundo a realidade da Holanda ...Finlandia..Dinamarca e Suiça entre muitos países, não diminuiu a toma das mesmas, pelo contrario o facilitismnos fez aumentar o risco da ida ao encontro das drogas fortes.
  E nós devemos destituir o mal pela raiz, porque sabemos que além do vicio ser como acido corrusivo, sabemos o que isso acarreta a nivel , Familiar, Comunidade e do próprio ..Vamos ficar sentados a ver a ruina de escolhas destruidoras?!Não temos que fazer algo em prole dos que estão alienados pela viciação.

O velho problema das drogas -Reflexão (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUpJYTR5WHpMOHZvPGJyIC8+Iw==)
Muita paz e harmonia
Bom Amigo

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Menck em 03 de Abril de 2011, 19:33
Olá amigo Victor :)

Compreendo e concordo com boa parte do teu ponto de vista, mas cortar algumas drogas pela raiz é bastante complicado, se não impossível. A maconha, por exemplo, é fruto de uma planta natural. Diria que é impossível extinguir uma planta que pode nascer em qualquer pedaço de terra pelo mundo (e talvez seja até contra os interesses humanos, pois como diz no documentário da planta da cannabis se extrai a melhor fibra para fabricação de cordas, roupas, o cânhamo). A proibição também não diminui o consumo, só fez com que outras pessoas lucrassem com ele e a violência tanto por parte dos traficantes como por parte da polícia aumentasse. Não sou exatamente a favor do seu uso a torto e a direito, mas acredito que a proibição se mostra um caminho inviável, pois desde quando foi proibido o consumo da droga e o lucro estimado desse comércio ilegal só tem aumentado.

Outra questão que podemos entrar é a questão do livre-arbítrio, da liberdade de expressão. Será certo proibir os que têm pontos de vista contrário ao nosso proibir o que achamos errado e decidir o que é melhor ou pior para ele? Afinal, o uso da maconha é feito por indígenas que tem o conceito da planta e de seus efeitos muito diferente do nosso e não sei se cabe a nós julgar que estamos certos e eles errados. E nessas tribos nunca foi relatado qualquer problema em relação a seu uso.

Por fim, uma coisa que me pergunto: as criações do homem não são na verdade frutos da criação divina e só podem ser criados em acordo com a divindade?  Já assisti um documentário sobre estudos com  o LSD sendo usado para terapias e aumentar o poder criativo de cientistas antes de ser proibido, por exemplo. Não quero negar que elas tenham um potencial extretamente perigoso para o homem, mas talvez o mal não esteja na droga em si, mas nas paixões humanas que não sabem fazer bom uso delas.
 
Paz e luz pra ti amigo
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 04 de Abril de 2011, 14:36
Amigo Menck.
o cânhamo não é extraído da mesma espécie da cannabis de onde se origina a maconha.
Esta fibra provem da cannabis dita feminina, ou seja de uma variedade dela que não produz efeito algum.
Não há o que se pensar em termos de liberação, pois esta é apenas a porta de entrada para a liberação de outras substâncias mais nocivas ainda.
Afinal, é como disse alguém certa vez:"Se a droga fosse boa não teria este nome".
Abraços,
Moura

Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 04 de Abril de 2011, 16:10
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

  Exato Amigo Moura é essa a incidência , ..os procedentes de!E Depois mais...e..mais.

As Drogas e Suas Implicações Espirituais

I - Introdução

Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.

A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos."

Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.

O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.

Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.
II - A Ação das Drogas no Perispírito

Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais.

Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz ( pág. 221 - Edição FEB), lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.

Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.
III - A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado

Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.

Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.

        "O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."

Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".
IV - Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvido pelos Benfeitores Espirituais

A Casa Espírita, como Pronto-Socorro espiritual, muito pode contribuir com os Espíritos Superiores, no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida.

Com certeza, essa contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no dia-a-dia da Instituição, ensejassem:

    Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição ainda não tenha implantado.
    Estimular seus freqüentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Essas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou a dar o primeiro passo nesse sentido.
    Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmos as desencarnadas.
    No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima.
    Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, como fundamentação doutrinária, ao viciado e a seus familiares.

V - Conclusão

Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.

Xerxes Pessoa de Luna
(Reformador – Março/98)

(Jornal Mundo Espírita de Abril de 1998)
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 04 de Abril de 2011, 18:57
Exato mano Victor,alie-se a estas todas as outras drogas psico-ativas.
Um Espírito encarnado  (homem), sob a ação de alguma droga não consegue se comunicar.
Não porque o médium que assim esteja, tenha perdido a faculdade mas acontece que a desordem neuronial é de tamanha monta que lhe frustra a conexão.
Para uma condição boa de uso de qualquer qualidade medianímica o intelecto, onde o Espírito há de buscar sempre subsídios para facilitar a sua influenciação, há de estar em perfeita harmonia psíquica.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Menck em 08 de Abril de 2011, 02:56
Amigo, até onde eu sei o cânhamo é extraído sim da mesma planta que se extrai a maconha, e ambos são extraídos da planta feminina (pelo menos é o que eu já li em vários lugares e o que o documentário que eu postei afirma).

E como já disse, não estou negando aqui o potencial extremamente perigoso para o homem que as drogas carregam. Mas tenho pensado que a proibição é a mesma coisa que tapar o sol com a peneira, pesquisem e verão que desde que as drogas foram proibidas o consumo e o lucro do tráfico tiveram aumentos significativos, ou seja, o problema não foi solucionado e acredito que está fadado ao fracasso assim como as tentativas de "lei seca".

Também poderia me estender a muitos outros fatores que me fazem repensar sobre isso, como as drogas de tarja preta que também causam dependência física tão forte como algumas drogas consideradas ilícitas. Penso que algumas drogas, especiamente a maconha, é proibida por tabus culturais e não por ser um grande mal em si. Até mesmo porque muitos cientistas defendem seu uso medicinal, a relação como entrada para outras drogas não é provada e NUNCA foi relatado uma morte por uso de maconha, ao passo que milhões morrem por causa do tabaco e do álcool todo ano. Nossa sociedade tem algumas incoerências em relação a esses e outros muitos assuntos, e é preciso ter o espírito crítico de Allan Kardec nessas questões.

Pra finalizar, só gostaria de comentar o vídeo que o amigo Victor postou. Como se vê, se formos mais fundos no assunto, assim como as armas, elas não inofensivas se não existirem alguém para usá-las. E assim como as armas, as drogas são usadas na maioria das vezes em conseqüência de emoções humanas desreguladas e/ou recalcadas. O usuário dependente entra nessa vida por problemas pessoais, emocionais que nossa sociedade tende a causar em muitas pessoas, seja pela criação dos pais ou pela pressão que encaramos o tempo inteiro. E muitas vezes, quando não se tornam dependentes de drogas ilícitas, tornam-se de drogas lícitas, do álcool ao rivotril. E como proibir até agora só agravou o problema, pois mesmo que a proibição assuste e afaste alguns do uso de drogas, o comércio ilegal só cresce e trás consigo muita violência. Assim, penso que este assunto precisaria ser revisto com mais carinho e aprofundamento nos fatos e nas verdadeiras raízes do problema.

Espero que tenham compreendido o meu ponto de vista. Paz e luz,

Lucas
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Abril de 2011, 11:07
Ola muita paz e harmonia
Bom Amigo Menck

   O Mano Moura tem razão quanto à parte feminina Amiga de onde é extraida.
   Perdoe, mas discordo de que o consumo aumenta, por haver cauções  a quem a toma.
   A Holanda..Dinamarca..Finlãndia ..Suiça..etc.. liberaram e viram o consumo a subir, e o pior é que as idades de começo de consumo baixaram para adolescentes 10 e 12 anos e gravidade é essa o estagio de vivencia caiu para faixas de idade 27 e 34 anos..Como vê é importante que se trave isto.
 sei que existe como o Amigo diz a componente comercio e Mafia..mas se ninguém fizer nada a escala de vida na terra para estes jovens diminuira drasticamente.
Vejamos;

Maconha e Haxixe


A maconha e o haxixe são extraídos do cânhamo ("cannabis sativa linneu"). A maconha se compõe das folhas e flores superiores da planta seca e contém freqüentemente grãos, ramos e outros elementos. Sua cor varia do verde acinzentado ao marrom esverdeado; sua textura se parece com a do orégano ou de chá grosseiramente picado. Seu odor é forte. Pode ser misturada a outras drogas mais fortes. É fumada em forma de cigarro feito a mão e em cachimbo. O haxixe é constituído da resina seca comprimida das folhas e flores da planta fêmea e vendido em pedaços sólidos de cor marrom claro a preto e textura de seca e dura a mole e úmida. Está misturado geralmente ao tabaco ou maconha e é fumado da mesma maneira que esta.
   Maconha
O óleo de haxixe é o extrato de cannabis, de cor preta esverdeada ou marrom avermelhado e colocado num cigarro comum ou na maconha. O THC é o principal ingrediente da cannabis e se chama delta-9-tetrahidrocannabinol. Não é encontrado à venda.

A maconha

Efeitos:

Os efeitos, a curto prazo, de uma pequena quantidade de maconha são: euforia, tendência a falar e rir como sob efeito do álcool, aceleração do pulso, olhos vermelhos. Há um estágio em que a pessoa se sente calma, pensativa e sonolenta. Seus efeitos são sentidos em poucos minutos e duram cerca de 2 a 4 horas. Numa dose mais forte, esses efeitos são aumentados e o usuário pode perder a noção do tempo e a percepção dos sons e cores pode ser aumentada ou deformada.

A maconha perturba a atenção, a memória de fatos recentes, o raciocínio e a capacidade de dirigir um veículo ou executar outras tarefas complexas. Combinada ao álcool, sedativos ou outras drogas, aumenta sua ação sobre o pensamento e o comportamento. Em doses muito elevadas, os efeitos dessas substância são semelhantes ao do LSD e outros alucinógenos. Pode causar no usuário confusão, agitação, excitação e alucinações. Esses sintomas são temporários, mas podem ser assustadores e suscitar ansiedade ou pânico ou pânico. Algumas vezes, usuários sem experiência, podem ter reações de pânico mesmo com doses fracas.

Os usuários habituais de maconha sofrem de bronquite crônica e outras doenças respiratórias, porque a fumaça da cannabis contém 50% mais alcatrão que o tabaco. Apresenta mais elementos Cancerígenos. Nos fumantes jovens e adolescentes, observa-se uma diminuição de energia e motivação e uma certa confusão do pensamento, problemas de memória e apatia. O THC tende a se concentrar nos tecidos adiposos, o que explica a lentidão em retornar ao estado normal para os usuários inveterados. A utilização intensa e crônica da droga pode alterar os cromossomas, reduzir a taxa de hormônios sexuais masculinos, enfraquecer os mecanismos imunitários e alterar as funções hepáticas e mentais. O uso da maconha na gravidez prejudica o desenvolvimento do feto e causa síndrome de abstinência no recém-nascido.

Tolerância e dependência:

O uso regular da cannabis produz uma tolerância moderada, isto é, aumenta-se a dose para obter o mesmo efeito. Leva também a uma dependência psicológica em alguns usuários. Sintomas de dependência física foram assinalados em seres humanos e macacos. A reação de abstinência são, entretanto, fracasso proscritos no Brasil, pela Portaria n.º28, de 13.11.86 - DIMED/MS, os produtos obtidos a partir da planta "cannabis sativa linneu" ou suas partes, bem como a substância THC, seus isômeros e suas variantes esteroquímicas.

Identificação da planta da maconha:

A parte seguinte trata principalmente do aspecto geral da planta de maconha durante o crescimento. Pretende ajudar o observador a identificar a planta e destaca detalhadamente as características mais importante das partes a seguir:

Tronco - As fendas longitudinais do tronco dão freqüentemente à planta um aspecto rochoso ao observá-lo num corte transversal. A capa verde externa contém a fibra rugosa. Debaixo desta há uma capa de material lenhoso e, dentro desde, a medula. Esta última está geralmente oca. A intervalos de 4 a 20 polegadas aparecem no tronco nós poucos visíveis e destes brotam folhas e ramos.

Ramos - A planta se ramifica nos nós, aparecendo ramos imediatamente acima da folha e saem em pontos opostos do tronco, com pares alternados situados quase num ângulo reto. Na parte superior da planta, a distribuição e partes floridas. O número de ramos e folhas se reage em grande parte pela proximidade de outras plantas durante o crescimento. Em plantações densas para a produção de fibras, não há nem folhas nem ramos, exceto nas proximidades do extremo superior do tronco. Uma planta que cresça isolada, por outra parte, apresentará o aspecto de um arbusto.

Folhas - As folhas são compostas. Cada uma das mais longas apresenta de 3 a 11 folículos livres. Cada folículo esta caracteristicamente coberto por pelos, é cerrada (com as margens dentadas) e é venenosa. A parte superior é de cor verde escura e a parte inferior de um verde mais claro. As folhas vão diminuindo quando se aproximam da parte superior e nas folhas mais altas, alguns dos folículos da folha composta não chegam e desenvolver-se. Assim, é possível que pareça que algumas folhas superiores possuam um único folículo.

Diferenciação sexual - A maconha pertence a classe de plantas conhecidas como dióicas, é dizer, os órgãos sexuais masculinos ou função masculina e os órgãos sexuais femininos ou função feminina são encontrados em plantas separadas; assim, encontram-se plantas masculinas e separadas (porém iguais) plantas femininas. A diferença não pode ser feita somente pelas flores. Depois de completada a polarização, a planta masculina, havendo cumprido a sua função murcha lentamente e morre.

Flor masculina - As flores masculinas aparecem visivelmente em cachos de cerca de 6 polegadas de largura até o final dos troncos e ramos. Produzem grande abundância de pólen. São de um amarelo verdoso claro.

Flor feminina - O cacho principal da flor sai do tronco imediatamente acima de uma mesma maneira que os ramos saem da parte inferior do tronco. Estes cachos contêm as flores e o fruto. As flores, seguidas do fruto, aparecem no cacho imediatamente acima de uma folha nas proporções correspondentes aos ramos na parte inferior da planta. O pêlo com que está coberta caracteristicamente é pouco espesso, já que é ponto de união do fruto. As folhas das partes floridas diferem só na medida e possivelmente no número do lóbulo dos que aparecem em qualquer outra parte da planta.

Fruto e "cápsulas" - Quando a planta feminina se aproxima da fase de amadurecimento, o fruto (comumente denominado semente) aparece nas posições descritas anteriormente. As sementes estão fechadas individualmente em cápsulas ou vagens. Estas são verdes e bastantes pegajosas. O fruto maduro individual é de uma cor amarelo verdoso claro ou pardo, freqüentemente pintado de forma oval. O pericorpo está dividido em dois segmentos por um cordão bastante proeminente que estende ao redor do seguimento maior e está cheio de uma substância azeitosa, branca e carnosa, que se parece ligeiramente com a poupa de coco. O fruto e as cápsulas são especialmente valiosos na hora de identificar a planta da maconha.

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Abril de 2011, 11:09
continuação

Raízes - O sistema radical da planta consiste numa raiz central, que pode atingir oito polegadas de longitude, montando um número comparativamente pequeno de ramificações.

Características para a identificação em laboratório:

A seção seguinte trata do aspecto mais diminuto, sob o microscópio, as partes da maconha que aparecem com mais freqüência em amostras de maconha triturada e que, ao mesmo tempo, têm grande importância na hora da identificação. Esta são: (1) as folhas (especialmente as menores das partes floridas); (2) o fruto; e (3) as "cápsulas" ou vagens.

A maior parte do material apresentado para a identificação é geralmente seco e, triturado em maior ou menor medida, porém freqüentemente se encontram em porções inteiras com flores femininas.

Folhas - Os fragmentos de folhas seca retêm a cor verde, porém com o tempo adquirem a cor marrom ou com manchas marrons. A estrutura venenosa já foi descrita anteriormente. Pode-se apreciar claramente o final desta veias na ponta afiada de cada serra. Uma veia diminuta se ramifica a partir de uma larga e conduz a concavidade mais profunda da serra seguinte. A estrutura venenosa se observa mais facilmente nas costas das folhas.

COSTAS DAS FOLHAS - O aspecto "felpudo" se deve à grande quantidade de pêlos, que são mais largos e afiados que os da parte superior. Sempre se encontram nas costas das folhas de maconha, porém não é de tanta utilidade na identificação com os pêlos da parte superior.

Fruto e cápsulas - O fruto aparece na parte florida como se escreveu anteriormente. O fruto e as "cápsulas" estão carregadas de grande número de pêlos pluricelulares, que têm forma de bastões com cabeças esféricas mais ou menos afastadas. Os glóbulos reluzentes parecidos com as gotas do orvalho, em que a cápsula está geralmente munida, são as cabeças destes pêlos.

A aparição destes pêlos não se limita à "cápsula", ainda que em nenhuma outra parte da planta apareçam em tal quantidade.

Sementes - O fruto mesmo, ao que normalmente se conhece como semente, tem forma oval e já descrito como pequenos melões. A superfície está dividida em dois segmentos ou valvas por um retículo bastante afiado ao redor do segmento de maior tamanho. As marcas peculiares na forma de laços são especialmente características. A cor da superfície pode variar de amarelo verdoso ou pardo e freqüentemente está mais ou menos pintada. O interior do fruto parecido com a polpa do coco.

Uso e efeito da maconha:

O consumo de maconha produz vários efeitos imediatos, mentais e físicos, que geralmente são mais evidentes com o uso crônico. A Organização Mundial de Saúde (OMS), criada nos Estados Unidos, descreve a intoxicação com maconha do seguinte modo: "Entre efeitos subjetivos mais importantes da maconha se encontra a alegria, falta de atenção, euforia, alteração na percepção e nas sensações, deteriorização do raciocínio e da memória e alteração nas respostas emocionais, irritabilidade e confusão".
Ainda se conhece pouco sobre os efeitos dos tóxicos de cânhamo Índico apesar das investigações científicas estarem em avanço. Os efeitos do principio ativo do tetrahidrocannabiol parecem limitar-se aos centros nevrálgicos superiores. Produz uma sensação de bem-estar acompanhada de sensação de maior força física e uma euforia geral. A estimulação da imaginação se segue a um estado de aprazível delírio, caracterizado por visões de combinação variadas. Juntamente com este estado de delírio aparece a perda das noções de espaço e de tempo; as pessoas ao redor são vistos pequenos; os segundos parecem minutos e as horas parecem dias. Quando o delírio é mais profundo, gradualmente se combina, se a dose é suficiente, com o estado de debilidade motora geral, fadiga, sonolência e sono.

Pouco depois de haver inalado o vapor da maconha, o usuário sente uma sensação de "alegria interior" totalmente desproporcionada e sem nenhuma causa aparente. A isto se denomina estar "drogado". Se o usuário se encontra só pode sentar-se tranqüilamente e observar como passam as imagens e ilusões coloridas por sua mente. Em companhia, pode voltar-se extraordinariamente falador e extrovertido. Altera-se a coordenação, ainda que o usuário não o perceba. As atividades do cérebro se deterioram, particularmente aquelas que reagem a velocidade e a precisão. A personalidade básica do indivíduo não sofre nenhuma troca apreciável, porém, as reações de conduta podem modificar-se. Uma das reações habituais é uma maior confiança em si mesmo, a propósito injustificada. O usuário se desinibe com maior ou menor medida.

Enquanto a "viagem" continua, o raciocínio e a memória se vão deteriorando. O usuário se irrita facilmente e pode ser confundido ou atemorizar-se em determinada situação. O comportamento é impulsivo e as reações de humor são variáveis. Com pouca freqüência, o usuário experimenta fantasmagoria: a sensação de que há figuras avançando em velocidades exorbitantes, aumentando de tamanho à medida que se aproximam. Como descreveu um usuário: "é como imagem de uma câmara de televisão". Os efeitos totais de uma "viagem "com maconha duram três a cinco horas, depois das quais o usuário se sente ligeiramente em estado de letargia e faminto.

A natureza instável do ingrediente ativo da planta é totalmente impossível de identificação a nível de dose, fora das análises quantitativas no laboratório. A química corporal, receptividade psicológica, estabilidade emocional, personalidade e condições sócio-ambientais jogam um papel importante no tipo de comportamento que produz esta droga e a duração de seu efeito. Por tal motivo, o estudante deve ser consciente de que a informação seguinte é do tipo geral e está sujeita a toda as variações descritas anteriormente. Descrevem-se três intensidades do efeito da maconha: (1) a maconha de baixo grau (de 0 a 1% de THC); (2) maconha de grau médio (de 1,1 a 2,8% de THC); e (3) maconha de alto grau (de 2,9 a 4,8% de THC). Os efeitos produzidos ao fumar podem ocasionar uma reação quase instantânea, ou podem retardar aproximadamente 20 minutos para aparecer, durando geralmente de uma a quatro horas.

A "dose habitual" varia segundo cada um, e depende se a pessoa se considera um fumante "experimental/social" e somente fuma em festa para ser "sociável" ou para "provar" variedades novas de maconha. Um fumador "de fim de semana", um fumador "habitual" ou um fumador.

continua
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 08 de Abril de 2011, 11:10
continuação

O haxixe

O haxixe ou "cânhamo Índico concentrado" como se conhece no âmbito legal e médico, é simplesmente a resina concentrada que se extrai da maconha. É lógico supor que a potência do conteúdo de THC no haxixe está diretamente relacionada com a maconha de que se extrai. Entretanto, uma regra básica é que o haxixe é de 8 a 10 vezes mais forte que o grau médio da maconha "comercial". O conteúdo geral de THC varia de 0,5 a 22%.

A Índia, Oriente Médio, Marrocos, Paquistão, México e as regiões do Caribe são os principais países produtores do haxixe. Este é normalmente granular ou sólido, em forma de pequenos pedaços, variando de uma cor amarelo mostarda a marrom escuro. Há diferentes métodos para prepagar o haxixe que diferem historicamente de um país a outro; o método empregado é o que determina a consistência da substância. Há diversas opiniões acerca do fator cor/potência. Alguns especialistas sustentam que quando mais clara é a cor, menor é a potência e, a cor marrom mais escura é o que tem maior concentrado de THC. Todavia, outros especialistas sustentam o contrário. Os "experimentadores de haxixe" profissionais dos países do Oriente Médio e da Ásia sustentam que, igualmente a maconha, a potência do haxixe varia de "pedra para pedra", e que a potência de cada "pedra" depende do conteúdo de THC na resina das plantas de maconha utilizada.

Normalmente, o haxixe se fuma ou se come. Quando se fuma pode utilizar-se um "cachimbo". Muitos usuários, ao contrário, preferem confeccionar um "divisão" com papel de alumínio que perfuram com alfinetes ou agulhas que utilizam como peças nos cachimbos. Isto pode ser eliminado facilmente sem deixar rastro de resina no fornilho do cachimbo. Alguns usuários combinam pequenas quantidades de haxixe com maconha de baixa concentração em THC, para aumentar a potência do "cigarro" e da "viagem". Caso não se tenha cachimbo, pode colocar-se pequena quantidade de haxixe no final de um cigarro normal (na parte acesa) e inalar diretamente o fumo.

O haxixe se pode comer "tal qual" ou se pode cozinhar. As receitas de bolo são as que se utilizam com mais freqüência. O chocolate parece disfarçar o odor e o gosto do haxixe sem nenhuma redução importante na potência.

Muitos usuários preferem o haxixe novamente porque a droga age mais rapidamente e intensamente, provocando alucinações e uma "viagem" similar a de muitas outras drogas alucinógenas. Muitas vezes se trata de uma "viagem" pouco desejável e que pode perturbar a mente.

O óleo de haxixe (azeite de haxixe)

Ás vezes denominado "azeite de maconha" ou "azeite do mal", o azeite de haxixe se considera legalmente "cânhamo Índico concentrado".

Esta substância é uma variante produzida ilegalmente, antes mesmo de ser conhecida por um profissional médico ou farmacêutico, como "tintura ou extrato de cânhamo", um produto legal utilizado com finalidades médicas. Em geral, o azeite de haxixe é de 3 a 4 vezes mais forte que o haxixe, e de 30 a 40 vezes mais forte que a maconha de grau "comercial". Aparece na rua como um líquido mais espesso, às vezes tão espesso que é necessário agitá-lo para que flua. Varia de cor, porém geralmente pode ser encontrado em amarelo ou verde-escuro, marrom ou preta. É tida como popular e se considera uma droga alucinógena por seus efeitos. Tem uma potência média de 20 60% de THC, o que o faz mais próximo do THC puro encontrado nas ruas. Ainda que o THC puro possa ser produzido sinteticamente em laboratório, o custo é alto e geralmente carece das mãos de um especialista; ademais, o THC puro tem uma vida curta, tornando-o escasso no mercado. O THC puro é considerado aquele que produz a "viagem ótima", perfeito para que se possa alcançar e no decorrer de anos muitos esforços foram feitos para produzir o THC puro.

Muitos usuários fumam azeite de haxixe, adicionando-o no cigarro de maconha. Alguns usuários dizem haver tomado azeite de haxixe oralmente, adicionado-o a comidas ou líquidos quentes como chá. Devido a sua consistência e à presença de solventes e outros produtos químicos utilizados no processo de extração, deve-se conservá-lo num recipiente fechado e alijado da luz e do calor. O ar, o calor e a luz podem fazer com que o azeite de haxixe se solidifique e se torne inservível.

Os traficantes calculavam que o menor volume e maior potência, menores são os riscos relacionados com o seu transporte e maiores são os resultados monetários. O lado negativo está no grande desperdício de maconha para produzir o azeite de haxixe, uma vez que o princípio básico utilizado na maioria de operações de laboratório é parecido ao da colocação de café. Não se necessita estar num laboratório para produzir azeite de haxixe; agora há operações em grande escala em todo o mundo para evitar a sua produção. Pelo que se refere ao indivíduo, que é com quem se encontram mais freqüentemente os investigadores dedicados a supervisionar o cumprimento das leis sobre narcóticos, ele pode adquirir legalmente máquinas de azeite de haxixe e produzir azeite em sua cozinha ou em qualquer outra parte da casa que tenha corrente elétrica. Uma destas máquinas é o Isomerizador, encontrado em vários tamanhos e preços. Uma das unidades menores é conhecida como ISO-2. Outras unidades mais sofisticadas são vendidas por alguns dólares. O princípio de colocação, como já se mencionou anteriormente, somente ajuda colocar a maconha picada ou o haxixe em uma cesta que se suspende sobre uma solução solvente, tal como o etano, o álcool desnaturalizado, o hexano ou o éter de petróleo. Organiza-se um sistema com tubos de cobre dentro do recipiente, encima da cesta com o material e se faz circular água fria pelos tubos. Esquenta-se o solvente e os vapores sobem até o recipiente, passando através do material. Quando os vapores entram em contato com os tubos de cobre, se condensam e formam gotículas que voltam a cair, através do material a solução. Quando as gotículas que atravessam o material, a resina (que é solúvel nos solventes) se reúne na solução. Este processo se repete uma ou outra vez até que o material sangre de resina e de THC. Caso colocado mais material o processo continua. Quando mais se repete o processo, mais forte e mais potente fica a solução. Como conseqüência, o produto final tem uma grande variação no conteúdo de THC. Muitas pessoas não gostam de desperdiçar tanta quantidade de maconha ou haxixe para obter tão pouco de azeite de haxixe se não querem alta porcentagem de concentração. Em conseqüência, decidem pelo azeite de haxixe de baixa ou média porcentagens (de 5 a 20%) e não desperdiçam tanto material.

Muita paz
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 08 de Abril de 2011, 19:14
Menk
Aqui no Rio de Janeiro, há coisa de uns oito anos, um vereador chegou a responder criminalmente pela importação de sementes de cânhamo.
em sua defesa, respaldado pela ciência provou que o cânhamo utilizado na feitura de muita coisa provém da parte feminina da cannabis a qual não possui  efeito algum alucinógeno.
Hoje deputado este parlamentar se encontra nas fileiras do partido verde.
Abraços,
Moura

Amigo, até onde eu sei o cânhamo é extraído sim da mesma planta que se extrai a maconha, e ambos são extraídos da planta feminina (pelo menos é o que eu já li em vários lugares e o que o documentário que eu postei afirma).

E como já disse, não estou negando aqui o potencial extremamente perigoso para o homem que as drogas carregam. Mas tenho pensado que a proibição é a mesma coisa que tapar o sol com a peneira, pesquisem e verão que desde que as drogas foram proibidas o consumo e o lucro do tráfico tiveram aumentos significativos, ou seja, o problema não foi solucionado e acredito que está fadado ao fracasso assim como as tentativas de "lei seca".

Também poderia me estender a muitos outros fatores que me fazem repensar sobre isso, como as drogas de tarja preta que também causam dependência física tão forte como algumas drogas consideradas ilícitas. Penso que algumas drogas, especiamente a maconha, é proibida por tabus culturais e não por ser um grande mal em si. Até mesmo porque muitos cientistas defendem seu uso medicinal, a relação como entrada para outras drogas não é provada e NUNCA foi relatado uma morte por uso de maconha, ao passo que milhões morrem por causa do tabaco e do álcool todo ano. Nossa sociedade tem algumas incoerências em relação a esses e outros muitos assuntos, e é preciso ter o espírito crítico de Allan Kardec nessas questões.

Pra finalizar, só gostaria de comentar o vídeo que o amigo Victor postou. Como se vê, se formos mais fundos no assunto, assim como as armas, elas não inofensivas se não existirem alguém para usá-las. E assim como as armas, as drogas são usadas na maioria das vezes em conseqüência de emoções humanas desreguladas e/ou recalcadas. O usuário dependente entra nessa vida por problemas pessoais, emocionais que nossa sociedade tende a causar em muitas pessoas, seja pela criação dos pais ou pela pressão que encaramos o tempo inteiro. E muitas vezes, quando não se tornam dependentes de drogas ilícitas, tornam-se de drogas lícitas, do álcool ao rivotril. E como proibir até agora só agravou o problema, pois mesmo que a proibição assuste e afaste alguns do uso de drogas, o comércio ilegal só cresce e trás consigo muita violência. Assim, penso que este assunto precisaria ser revisto com mais carinho e aprofundamento nos fatos e nas verdadeiras raízes do problema.

Espero que tenham compreendido o meu ponto de vista. Paz e luz,

Lucas
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Rafael Perszel em 09 de Abril de 2011, 22:29
Estava elaborando um raciocínio.

Pessoa sob o efeito de hipnóticos ou narcóticos conseguem que o espírito viaje, no sono, para outros planos? Ou ele se restringiria apenas às proximidades do corpo? Há alguma elaboração doutrinária para isto?
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mirina em 09 de Abril de 2011, 22:43
Rafael,


no capitulo da LE sobre a emancipação da alma, os Espiritos nos dão uma série de explicações sobre tal fenomeno.  Afirmam que a alma, no estado extatico, isto é em extase, pode se desprender do corpo e se dirigir para qualquer plano espiritual que deseje.  Porém esta viagem se restringe ao seu grau de adiantamento, se o espirito liberto possui conhecimento de outros planos, consegue inclusive se instruir ou trabalhar, agora, se seu espirito esta mais ligado à matéria, ainda muito primitivo, não consegue distanciar-se de seu próprio corpo e da encarnação na qual habita.
Tudo vai depender do grau de consciencia que seu espirito quando liberto do corpo, possui!

Espero ter ajudado,

Abs,
Mirina
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Abril de 2011, 12:05
Ola muita paz e harmonia
Amigos e Amigas

Completando o que a Amiga Mirina afirmou;

Os tipos básicos de transe são:

    patológicos. Ex: delírio febril, coma, trauma craniano, psicose, depressão, esquizofrenia, epilepsia etc
    farmacógenos, provocados por drogas, medicamentos, como tranqüilizantes, calmantes, anfetaminas, ecstasy, cocaína, heroína, crack, álcool, fumo, etc.
    anímico. Quando o indivíduo é capaz de emancipar-se por si mesmo, por sua vontade, ou não, naturalmente ou sob estímulo. Veja pergunta número 420 de "O Livro dos Espíritos".
    transe provocado: a) hipnose auto ou hetero; b) mediúnico, provocado por Espíritos bons ou maus; c) farmacógeno (já citado)

Esses são os tipos básicos. Endógenos são os provocados por distúrbios patológicos neuro-anímicos, por liberação ou inibição de neurotransmissores; os exógenos, transes provocados mediante estímulos externos.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Rafael Perszel em 10 de Abril de 2011, 12:14
Victor e Mirina,

Eu conhecia o trecho que a Mirina citou. Eu havia lido um relato de que, quando resultado de fármacos, o transe não permite a emancipação da alma para longe do corpo. Então eu havia ficado confuso. :)

Agradeço pelas explicações!
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 10 de Abril de 2011, 16:45
Mano Rafa,
tudo aquilo que desarranja a constituição neuronial, ou que embote a mente não é bom para o organismo.
O Espírito se nutre do que há no intelecto e para dar comunicação precisa dele, se o encontra sob efeito de hipnóticos não tem como acessá-lo de melhor monta.
Por certo a ação desses hipnóticos libera o Espírito para a emancipação, contudo esta servirá apenas ao Espírito não tendo ele oportunidade de passá-la às partes afetadas da mente do encarnado.
O Espírito irá onde possa estar, mas a serventia, nesse caso só será dele.
Abraços,
Moura
Estava elaborando um raciocínio.

Pessoa sob o efeito de hipnóticos ou narcóticos conseguem que o espírito viaje, no sono, para outros planos? Ou ele se restringiria apenas às proximidades do corpo? Há alguma elaboração doutrinária para isto?
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mirina em 10 de Abril de 2011, 18:23
Na revista Marie Claire de março de 2011, tem uma matéria sobre internação involuntaria de dependentes quimicos, e me chamou a atenção o depoimento de um jovem viciado,que transcrevo abaixo:

"...O crack me  fazia sentir transgressor, poderoso.  O fato de fazer alguma coisa que ninguem sabia me fazia sentir potente.  Acho que é uma maneira de compensar a baixa auto estima que eu sinto desde os tempos de escola, quando tirava notas mais baixas que meus colegas por causa da hiperatividade.  Na hora que usava bloqueava os pensamentos e mentia para mim mesmo que aquilo não traria consequencias para minha vida ou a de meus filhos.  Também me convencia que fumaria só um pouquinho.  A verdade é que sempre fui uma pessoa compulsiva, fumo tres maços de cigarro por dia.  Meu problema não é a droga e sim o que me leva até ela"

Analisando este depoimento posso entender que o individuo transfere para a droga o seu poder, vontade e magnetismo, usufruindo da sensação de poder que esta lhe confere, e que, quando sóbrio não é capaz de exercer sobre sua própria vida.
Juntando-se a este raciocinio o fato que temos conhecimento que durante o entorpecimento sua alma se encontra liberta de uma situação onde não se sente confortavel, temos um circulo vicioso no qual o individuo não consegue se libertar.
Nas ações sociais, vemos que o esporte é capaz de modificar esta situação numa determinada faixa etária, pois, ao se dedicar a prática esportiva a criança começa a obter resultados pelo seu próprio esforço e desempenho e melhora sua auto estima, o que a liberta de um circulo vicioso.
Por outro lado, sabemos que uma alma liberta e sem conhecimentos, fica a merce de diversas energias densas que, por lidar com a ignorancia da vitima, conseguem facilmente leva-las por caminhos tortuosos.

A questão não se resume em liberar ou não as drogas, pois o alcool e o cigarro são liberados e nem por isto se diminuem os danos que causam.  A questão é buscar meios efetivos de curar o espirito antes que o corpo adoeça, pois, quando o indiviudo se torna dependente quimico, só nos restam ações paliativas e orações.

Acho que o combate à droga deve ser preventivo, nas escolas, onde podemos detectar comportamentos compulsivos, de baixa auto estima, de bulling, e atuar de maneira efetiva com esportes, artes, dança e musica para reverter este quadro e mostrar ao individuo que ele é senhor de sua energia criativa e produtora e, se canalizar sua vontade e fé é capaz de produzir o que antes nem sequer imaginava.

Sei que o que estou trazendo não é novidade e já existem muitas ações de ongs e do poder publico neste sentido.  Mas acho que falta nestas ações a visão do espiritismo sobre a questão da emancipação da alma,que dá um novo prisma a questão.

Abs,
Mirina
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 10 de Abril de 2011, 19:31
O)la Amiga Mirina
Muita paz

 Amiga tocou num ponto que sempre apelo o da questão preventiva em todos os campos, porém quero lembrar, que nem só com falta de auto estima , aparece a fuga para a droga, o facilitismo , a sobranceria e a revolta são outras formas de rumo às drogas.
  Estamos todos de acordo nesse aspeto, e ainda haverão muitos propositos que levam a essa situação.
   Mas falamos em fuga,desvio,falta, logo existe sempre uma ligação à opção livre-arbitrio e esta dependerá sempre do próprio, tenho lidado com imensos Irmãos que vivem no seio da viciação, inclusive companheiros de trabalho , que tentei , de todas as formas defende-los da viciação, mas Amiga, estava lá escrito, "eu sei , é só para escape, não estou viciado largo facilmente, estas as respostas que ouvia, alertava, inclusive porque o trabalho era delicado, usavamos maçaricos com 1500 graus de calor, seja usavamos trabalhos com acetileno e oxigénio, para corte de chapa de ferro, trabalhavamos em cima de andaimes o que era perigoso e não queria ter alguém de ajudante nessa circunstãncia...
  Fazia de Pai , Amigo, Irmão, uns até me davam razão, mas não era isso que queria, queria que eles mudassem , que lutassem ...mas poucos se libertaram, ora se institui a minha vontade extrema de ajuda, os Pais , Amiga a opção caldeada por eles estava por cima, e repare , sabiam os perigos que corriam.
   Sou Pai, felizmente tenho filhos equlibrados, com a ajuda de DEus, mas tudo que poder fazer para ajudar farei, mesmo que não me ouçam, sempre fica a minha voz , o meu grito...
   Amiga depois de falar com uns 8 companheiros apenas consegui ver , a alegria de dois se afastarem com sua vontade, vi 3 perecerem perante a droga, estão farrapos humanos,mas sempre que passam por mim , me reconhecem, sabem que é o Victor, mas muito me doí, pois podiam ter vencido. Os outros partiram.
   Não é facil, e se quisermos vencer, é destituir o mal pela raiz , mais vale doer por uns anos e ficar livre , do que estar a adiar o que não tem remédio.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mirina em 10 de Abril de 2011, 19:49
Victor,


há alguns deles chegou a propor o tratamento pelo magnetismo?
Entendo que na idade adulta, o mal já se entricherou nestas almas, e, nenhuma razão se sobreporá aos argumentos que esta alma foi tecendo ao longo de muitos anos.
Mas, lá na infancia, em algum ponto estas almas sucumbiram a uma faixa vibratória que os levou ao vicio, isto é o que deduzo.  Se  seguir esta linha de raciocinio, o local de combate as drogas não é no front, onde teremos que abrir fogo contra este mal.  Mas lá traz, no nascedouro das idéias de auto estima, compulsão e falta de fé em si mesmo.  Falo mesmo em tenra idade, no acompanhamento da criança, e, no menor sinal de adoecimento da alma, a utilização do magnetismo e da cura espiritual.
Não podemos esperar que estas crianças procurem um centro espirita, ou que cheguem levadas por seus pais, que muitas vezes não conseguem enxergar que seus filhos precisam de ajuda.  Falo numa ação efetiva dentro das escolas, dos espiritas que possuem capacidade mediunica de cura, na formação de grupos dispostos a procurar e combater estas energias no local onde elas nascem, e na tenra idade onde começam a se desenvolver.
Sei que existem muitas casas espiritas que desenvolvem este trabalho, mas poderiamos ampliar esta ação.

Isto talvez soe como utopia, mas tenho filhos tambem, e sei que a linha que separa estes pequenos no caminho de luz ou da escuridão as vezes fica muito tenue, consequencia muitas vezes da energia que os próprios pais levam para dentro dos seus lares.

Abs,
Mirina
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Menck em 11 de Abril de 2011, 04:42
Mirina, você disse bastante do que eu tentei dizer nas últimas mensagens. Eu penso que o mal não está na droga em si, e sim nas deficiências emocionais do indivíduo que são tão comuns hoje em dia. Assim como tem aquele ditado sobre que a arma em si é inofensiva se não há um homem para usá-la, o mesmo se aplica para droga. No fundo, todos os problemas da humanidade se encontram no mais íntimo da alma.
No caso da maconha que tenho mais interesse eu vou mais além, penso que a proibição só trás mais problemas, pois as pesquisas mostram que desde que as drogas foram proibidas o consumo não diminiu! A proibição pode afastar algumas pessoas por medo, mas ter contato com a droga é muito fácil, e qualquer um que queira ter acesso a elas consegue. Só a conscientização e uma educação adequada, o amor em relação a esses seres desamparados é solução.

Segue um trecho do livro "Conversando com Deus" que aborda o assunto:

O que a maioria das leis diz é o que os mais poderosos entre vocês tem como interesse ocultos.
Vamos ver um exemplo. O fumo.
Agora a lei diz que vocês não podem plantar e usar um tipo de erva, a maconha, porque, segundo o governo lhes diz, ela não é boa para vocês.
Contudo, o mesmo governo diz que pode-se plantar e usar outro tipo de erva, o tabaco, não porque é bom para vocês  (de fato, o próprio governo diz que é ruim), mas, presumivelmente, porque vocês sempre fizeram isso.
O verdadeiro motivo pelo qual a primeira erva é proibida e segunda liberada não tem nada que ver com a saúde. Tem que ver com economia. Isto é, com o poder.
Portanto, suas leias não refletem  o que sua sociedade pensa de si mesma, e deseja ser - refletem onde está o poder.


Isso não é justo. O Senhor escolheu uma situação em que as contradições são visíveis. A maioria das situações não é assim.

Pelo contrário. A maioria é.

Então qual a solução?

Ter o mínimo de leis - que são realmente limites - possível.
O motivo da primeira erva ser proibida é apenas aparentemente saúde. A verdade é que a primeira erva não vicia mais e não representa um risco maior para a saúde do que os cigarros ou o álcool, ambos protegidos por lei. Então por que não é permitida? Porque se fosse plantada, metade dos plantadores de algodão, e dos fabricantes de náilon, raiom (=tipo de fibra de celulose para tecido e produtos derivados de madeira sairia do negócio.
Ocorre que a maconha é um dos materias mais úteis, fortes e duradouros de seu planeta. Vocês não podem produzir uma fibra melhor para roupas, um material mais forte para cordas, uma fonte de pasta de madeira mais fácil de plantar e colher. Cortam centenas de milhares de árvores por ano para produzir seus jornais de domingo e ler sobre a destruição das florestas tropicais. A maconha poderia fornecer-lhe milhões de jornais de domingo sem que fosse preciso cortar uma só árvore. De fato, poderia substituir muitas matérias-primas, a um décimo de custo.
E esse é o problema. Alguém perderá dinheiro se essa planta miraculosa - que também tem excelentes propriedades medicinais - puder ser plantada. É por esse motivo que a maconha é ilegal em seu país.
É o mesmo motivo pelo qual vocês têm demorado tanto para produzir carros elétricos, fornecer um atendimento médico bom e barato ou usar calor e eletricidade solar em todos os lares.
Vocês têm os meios e a tecnologia para produzir todas essas coisas há anos. Então por que não as têm? Tente descobrir quem perderia dinheiro se as tivesse. Então encontrará a sua resposta.


Paz e luz pra vocês amigos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mirina em 11 de Abril de 2011, 14:33
Olá Menck,

voce tocou num ponto fundamental, o interesse das oligarquias economicas que se enriquecem com a manipulação das leis, travestindo um interesse puramente comercial de alguns grupos poderosos, em interesse público, manipulando nosso raciocinio e ação.
Ainda assim vejo Deus agindo pois para que novas ordens se estabeleçam será preciso que muitos e bem esclarecidos pela sua vontade e livre arbitrio passem do discurso a ação.
Coincidentemente no domingo, numa entrevista de uma psiquiatra no Faustão, ouvi o mesmo parecer de que a coibição do vicio e das ações violentas deve ser no seio da escola, onde seremos capazes de dectar comportamentos doentios e atuar positivamente para cura.

Acho que uma empreitada desta segue o signo de revolução pacifica de Gandhi, mas será preciso que muitos aceitem tal tarefa!  Quem sabe juntos poderemos pensar numa forma de jogar a primeira pedra de forma certeira para que esta ação se propague em progressão geométrica.

Abs,
Mirina
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Marcia Britto em 26 de Junho de 2011, 22:08
Fico observando o nosso mundo e penso em como estão se organizando nossos irmãozinhos infelizes!!! A intenção de maior liberalidade sexual, de drogas e outras demonstram o quanto temos que nos armar de amor e preces para esclarecer e evangelizar nossos irmãos. Drogas lícitas, ilícitas, palavreado agressivo e obsceno, estão fazendo parte do dia a dia dos nossos jovens, independente de classe social e raça. Devemos ter a sensibilidade de rebater essas práticas sempre com amor,bons exemplos, e serenidade. Com toda a certeza a espiritualidade irá nos ajudar e a regeneração do planeta nos trará a paz, nos distanciando de toda essa estrutura maligna. Muita luz para todos e meu abraço fraterno.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 27 de Junho de 2011, 08:14
Ola muita paz e harmonia
Amiga Mirina

Citar
Mas, lá na infancia, em algum ponto estas almas sucumbiram a uma faixa vibratória que os levou ao vicio, isto é o que deduzo

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/liberalizacao-das-drogas-na-visao-espirita/50/#ixzz1QSS7slK5

Amiga a droga não tem idade de queda, ela pode vir a ser dada como vício na adolescencia, pode até dizer-me que o reflexo das acções possam ter projetado um ser para a droga no futuro, porque o exemplo dos pais tambémn é de suma importância, mas que a droga não tem idade não, e não esqueça a exemplo que o alcool também o é, e que isso vem geralmente da postura familiar , mas também da desordem educativa e relacional do casal,
Os próprios pais são muitas das ves os primeiros a dar o exemplo das drogas, quando por qualquer coisa tomam comprimidos.
E não podemos esquecer o livre-arbitrio, porque existem filhos de pais ricos que nada lhes falta e eles caíem na senda da droga.

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Victor Passos em 27 de Junho de 2011, 08:20
Ola Amiga Marcia
Muita paz e harmonia

  Compreendo a sua apreensão e reflexão, mas Amiga querida, o problema parte da falta de reforma intima, quando nós passarmos a viver mais com valores espirituais , vamos perceber qual a conduta a tomar e deixar de ser egoístas, só dessa forma se valorizará mais a vida.

Muita paz e harmonia

Victor passos
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Ramon em 13 de Julho de 2011, 18:18
Depoimento de uma neuropsicóloga e um pequeno resumo, mas bem esclarecedor, onde o aotor cita a revista de Neurociência ligando maconha à esquizofrenia.
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/suicidio-conhecer-para-prevenir/msg221456/#msg221456
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: filhodobino em 13 de Julho de 2011, 18:25
Amados do meu coração...

Toda proibição só tem sentido, quando é eficaz para proteger néscios...
É isso que tem acontecido em nossos dias?
Saúde e Paz!
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: josebancillon em 07 de Novembro de 2012, 03:48
Reconheço a profundidade e seriedade com que o assunto foi abordado, porém, com todo respeito, não concordo que devamos proibir o suicídio como forma de impedi-lo. O livre-arbítrio é a lei que rege a evolução e a proibição é a porta aberta ao transgressor que a cruzará só por que é proibido! Quantos jovens perderam a confiança que tinham em seus pais, na sociedade, e migraram para a fronteira do desconhecido, metamorfoseado pelo mistério, o mundo que lhes era negado, à guisa de proibição, mas que agora está ali, bem próximo, na esquina, na vizinhança, impedido apenas por mais um não, que não faz mais a menor questão de obedecer? Na abordagem faltou considerar, ao meu ver, que a proibição nunca foi e nunca será capaz de fazer desaparecer aquilo que se proibiu. Ao contrário, faz surgir falanges inteiras de grupos e indivíduos que desafiam a sociedade e se fortalecem com o comércio e a disseminação (sem controle) daquilo que tentamos há séculos varrer pra baixo do tapete. Assim nasceram novas drogas, como o crack, por exemplo, que atendem mais aos interesses comerciais dessas facções de desalmados que brotam no solo fértil do terreno abandonado pela omissiva tentativa de proibir o que nem mesmo o Criador impediu de existir.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 07 de Novembro de 2012, 14:09
Amigo Bancillon,
você fala em suicídio, poderia me explicar e a todos onde ele está diante do problema com o vício em drogas?
Esclareço, quanto ao título, que tudo oque é dito aqui não faz e nem é doutrina, são opiniões movidas quer por conhecimento, quer por desconhecimento da doutrina, outrossim, informo que para a lei mesmo dos homens o suicídio é crime.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 07 de Novembro de 2012, 14:55
Esqueci de comentar: Não existe nada na De sobre liberação de drogas.
Não tem consistência alguma de parte da DE que se coloquem títulos perguntando sobre a visão da De nesse campo.
Sabemos todos que a DE é simples e clara e que não assina para com excessos e o uso de drogas é um excesso.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: josebancillon em 08 de Novembro de 2012, 01:24
Caro Mourarego,

Falo de substâncias que, se ingeridas pelo seres humanos, em geral causam-lhes dependência e compulsividade, levando-os a trilhar um caminho tortuoso que não raro, conduz à morte prematura, quando não, à cadeia, ou ao hospício. Seja por overdose, ou pela violência, inerentes ao mundo paralelo em que vivem viciados e traficantes. O usuário sabe dos riscos, mas não consegue se afastar daquilo que o está matando lentamente. Basta ver as estatísticas, noticiários, ou depoimentos das vítimas e de seus familiares. Na minha concepção isso é suicídio, em sentido amplo.

Quanto às opiniões, eu tenho as minhas, como qualquer outro ser pensante, que podem, ou  não, coincidir com as de vós outros, posto que somos iguais em essência, mas a experiência traz a cada um uma existência única, um modo de ver a mesma cena de um ângulo genuinamente singular. Sabemos que nenhum de nós é detentor absoluto da verdade, nem completamente deserdado da razão.

A lei dos homens? A esse respeito, o Código Penal Brasileiro, em seu art. 122 não criminaliza (nem poderia) o suicídio. Tipifica apenas o induzimento, instigação ou o auxílio ao suicídio:

CÓDIGO PENAL -  DECRETO‑LEI Nº  2.848
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a suicidar‑se ou prestar‑lhe auxílio para que o faça:
Pena – reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Como o amigo pode ver, são opiniões movidas quer por conhecimento, quer por desconhecimento da doutrina, mas são apenas opiniões. Espero ter conseguido responder às suas indagações.

Cordialmente.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 08 de Novembro de 2012, 10:44
O que eu disse antes caro Jose,
é que falando em termos de doutrina (logo, falando das obras básicas de doutrina), nada há nelas que sugira um título como o deste tópico.
Sendo assim, não podemos falar "Liberalização das Drogas na Visão Espirita" mas sim, na visão dos Espíritas.
Quanto ao suicídio, falamos sim do induzimento.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: d2molina em 08 de Novembro de 2012, 14:04
O problema está em colocar todas as drogas no mesmo balaio. É óbvio que existem diferenças entre o alcool, o tabaco, a maconha, o crack, etc. Cada uma dessas drogas deve ser tratada de uma forma diferente.

Aposto que ninguém aqui defende a criminalização do álcool. O álcool quando usado com moderação, além de não fazer nenhum mal, tem até benefícios a saúde. Ao mesmo tempo é uma substância que pode causar dependência e quando em excesso causar diversos males ao organismo.

Será que a melhor maneira de combater o alcoolismo é proibindo a venda de alcool? Com a proibição você não estariam punindo as pessoas que fazem bom uso do álcool e se beneficiam dos beneficios à saúde? Será que mesmo com a proibição não continuaria a existir um mercado paralelo de venda de álcool? Será que os jovens não se sentiriam ainda mais tentados a consumir por ser algo proibido?

Penso que a maconha da mesma forma se usada com moderação, ou se usada para fins medicinais não causa nenhum mal e pode até trazer benefícios. Mas se usada em excesso pode ser prejudicial, assim como o álcool.

A criminalização do uso da maconha gasta recursos do estado que poderiam ser aplicados em tratamento de dependentes de todas as drogas, inclusive do álcool, o que eu considero que seja muito mais eficiente do que prender pessoas com posse de baseados.

Já o tabaco está mais do que comprovado que causa dependência muito rapidamente e faz um mal terrível tanto para quem fuma quanto para quem está a sua volta. O tabaco só não é proibido por interesse de empresas produtoras de cigarros.

A cocaína, o crack, ecstasy, heroína e outras drogas mais pesadas também causam rápida dependência e podem levar a morte. Essas drogas sim tem que ser combatidas, mas os dependentes não podem ser tratados como bandidos, e sim como doentes.

Dito isso, minha posição é semelhante a de muitos países (inclusive os EUA, que aprovou democraticamente o consumo recreativo de maconha em mais dois estados essa semana) que o uso recreativo e o plantio para consumo próprio deva ser legalizado. Bem como sou a favor da proibição do consumo em locais públicos.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 08 de Novembro de 2012, 19:51
Amigo Molina, procure se aprofundar mais na coisa da maconha para fins medicinais.
Trata-se de maconha tratada para que perca o elemento viciante que é o THC.
Usa-se também a planta macho da maconha ou Cannabis Sativa, que também não tem o THC e que é utilizada mesmo na confecção de tecidos em alguns países.
Dizer que o tabaco causa dependência  rápida que a Cannabis, demonstra desconhecimento pois cada um dos dois tem ação em locais diferentes do cérebro.
A dependência físico-psicológica que o THC trás, é porém muito mais forte do que a do tabaco.
Droga é droga e como tudo que assim o é, se fosse bom não teria tal nome meu amigo.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: d2molina em 08 de Novembro de 2012, 20:31
Amigo Molina, procure se aprofundar mais na coisa da maconha para fins medicinais.
Trata-se de maconha tratada para que perca o elemento viciante que é o THC.
Usa-se também a planta macho da maconha ou Cannabis Sativa, que também não tem o THC e que é utilizada mesmo na confecção de tecidos em alguns países.
Dizer que o tabaco causa dependência  rápida que a Cannabis, demonstra desconhecimento pois cada um dos dois tem ação em locais diferentes do cérebro.
A dependência físico-psicológica que o THC trás, é porém muito mais forte do que a do tabaco.
Droga é droga e como tudo que assim o é, se fosse bom não teria tal nome meu amigo.
Abraços,
Moura

Quando citei uso medicinal em nenhum momento me referi a ser através do fumo ou do consumo da planta in natura. No Brasil não é permitido qualquer uso da maconha, seja com ou sem THC, seja medicinal ou recreativo.

Em nenhum momento afirmei que o tabaco causa dependência mais rápido que a maconha e nem que age na mesma área do cérebro.

Gostaria que fosse apresentado a fonte desse estudo que demonstra que a dependência físico-psicológica que a maconha causa é mais forte que a do tabaco.

E se droga é droga como você diz, e todas devem ser tratadas da mesma forma, você defende a criminalização do álcool e do tabaco?

Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 09 de Novembro de 2012, 13:34
Molina,
eu sou um fumante,
Porém não sou nem hipócrita e nem mentiroso, não engando ninguém, e por isso defendo que drogas que são nocivas ao homem, sejam todas criminalizadas.
Quanto ao alcool, se o amigo for buscar, já existem comentários meus sobre eles.
Sobre o tabaco, sou da mesmo ver que o povo português que taxa alto o consumo desta droga.
Assim como no código penal, há uma gradação para crimes, mesmo o de homicídio, quanto as penas o mesmo olhar dese ser deitado sobre estas duas últimas.
Quanto ao material, que o amigo pede ser apresentado, este trabalho não é meu, mas seu, se eu pude obtê-lo e estudá-lo, e a internet o contém, digo a você com diz meu filho "Corre atrás".
Aqui eu só falo de doutrina.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: d2molina em 09 de Novembro de 2012, 13:45
Aqui eu só falo de doutrina.

Qual o motivo de responder a meu post então? Em nenhum momento citei a doutrina, e em nenhum momento sua resposta foi baseada na doutrina. Faltou coerência.

E em nenhum momento pedi que me enviasse material algum. Apenas pedi que citasse a fonte (o autor) para poder averiguar a credibilidade. Afinal, não é tudo que encontramos em uma pesquisa do Google que podemos ter como verdade absoluta.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 09 de Novembro de 2012, 13:50
Molina, se você não p´retende falar tendo seu tema ligado á doutrina, estará descumprindo uma regra deste fórum, aqui queremos debater e aprender mais sobre ela.
cumpra as regras e tudo bem.
NOTA: Este fórum não é o "liberou geral".
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: d2molina em 09 de Novembro de 2012, 13:53

é que falando em termos de doutrina (logo, falando das obras básicas de doutrina), nada há nelas que sugira um título como o deste tópico.
Sendo assim, não podemos falar "Liberalização das Drogas na Visão Espirita" mas sim, na visão dos Espíritas.


Só me permiti postar baseado nesse post seu. Cada post nesse tópico é opinião pessoal de cada um, e o meu não é diferente de nenhum outro. Logo, se eu descumpri alguma regra, todos os que emitiram opinião sobre o assunto assim o fizeram.
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Mourarego em 09 de Novembro de 2012, 14:07
Molina, vamos no calcanhar, ou seja "na lata".
Das duas uma:
ou o amigo só quer trazer confusão e discórdia;
ou  só faz estas afirmações que já cometeu,. por pura ignorância da doutrina.
Mas quem as lê com atenção sabe que desconhecer você não o faz, logo, se diz desconhecedor da doutrina para poder dar "uma de joão sem braço' e falar o que quiser.
Desde seu começo avalio com bastante atenção suas colocações.
Novamente insisto: siga as regras do Fórum, se não as conhece clique no link na página inicial do FE e conheça.
Abraços,
Moura
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Zé Ninguém em 09 de Novembro de 2012, 22:06
Desculpem o comentário longo , mas é que a complexidade do tema exige algumas considerações.

"Aposto que ninguém aqui defende a criminalização do álcool. O álcool quando usado com moderação, além de não fazer nenhum mal, tem até benefícios a saúde. Ao mesmo tempo é uma substância que pode causar dependência e quando em excesso causar diversos males ao organismo."

Eu defendo. Não exatamente a criminalização mas a abstinência.
O problema é justamente este: quantos conseguem usar o álcool com moderação? O que é moderação?
Muitos só descobrem que não sabem usar com moderação quando já é tarde e já se enveredaram pelo caminho do alcoolismo, infelizmente só se descobre ser alcoólatra depois do contato com o álcool e aí já é tarde demais.
Mesmo que o vinho, a cerveja façam bem ao coração, reduzam o colesterol, etc estou convencida de que os benefícios sociais e coletivos da abstinência alcoólica superam os benefícios individuais quanto á saúde.

Temos outras coisas que fazem bem ao coração e a sáude, além do vinho; existem outras coisas que combatem a diabetes e o colesterol além da cerveja.
Se alguém comprova que o vinho e a cerveja são imprescindíveis para a boa saúde até entenderia, mas da mesma forma que o vinho faz bem pra o coração, o mirtilllo, a uva, as amoras também fazem. e se a cerveja diminui o mau colesterol também possuem este poder as nozes, a linhaça, o azeite, a aveia e nenhum destes alimentos possuem  contra indicações á saúde( lógico estamos falando de doses normais, ninguém come 5 kg de aveia por dia).
Chá verde é um dos mais poderoso antoxidantes que existem e eu duvido que as pessoas tomem chá verde com a mesma frequência com que bebem.
Todo excesso em alimentação é prejudicial, porém quanto ao álcool o mínimo também é prejudicial.
A frase " a diferença entre  remédio e o veneno é a dose" é falha filosoficamente quando usada de forma genérica, porque o chumbo mesmo em pequenas doses é tóxico.

O equilíbrio , a moderação valem quando falamos de substâncias que não são nocivas em doses normais tendo como referência nós, humanos porque a toxidade varia de espécie para especie.
Existem substâncias que pelas suas próprias  naturezas ,mesmo em dose mínimas são prejudiciais ao homem. Em umas , este efeito é imediato( veneno de rato, por exemplo, se tomar uma pequena dose morre), outras o efeito é percebido dento de um prazo maior, o que não faz com que deixem de ser tóxicas.

Voltando as bebidas alcoólicas, o que faz bem não é o álcool, mas outras substâncias presentes na cerveja e no vinho, como o reverastrol por exemplo.
O álcool , na verdade, faz muito mal para a saúde.
Se a cerveja e o vinho  dão por um lado, tiram por outro.
O álcool deprime o sistema imunológico, tornando a pessoa que bebe   mais vulnerável a infecções, tumores, fungos,etc.
Segundo Deepak Chopra, um dos maiores endocrinologistas do mundo:

" Ninguém mais discute o fato de o alcoolismo ser uma doença. Entre os alcoólatras as taxas de mortalidade são muito maiores que a média (e ficam ainda maiores se eles  forem fumantes). As pessoas que bebem muito morrem três vezes mais cedo que as outras. Em geral a morte é causada por doenças do aparelho digestivo, suicídio, acidentes de automóvel  e má nutrição.
A destruição do músculo cardíaco, do tecido cerebral, do  fígado, pâncreas e estômago também é comum.
Mas quando a questão é o consumo ocasional de álcool, a sociedade e os médicos adotam uma postura diferente.  Alguns médicos chegam a sugerir que pequenas doses têm efeitos benéficos. Com isso querem dizer que um drinque — um copo de vinho, digamos — baixa temporariamente a pressão sanguínea e elimina inibições e preocupações.
 É interessante notar que, nas  pesquisas, quando perguntavam “O que considera consumo excessivo de álcool?”, as pessoas respondiam que “excessivo” era  qualquer dose acima do que elas próprias ingeriam.
Acredito que o álcool é uma toxina. Ele danifica os sentidos e  a coordenação motora. É um verdadeiro veneno para o coração, o  fígado e o cérebro, e seus efeitos não parecem ser reversíveis.
Todos os anos, 25 000 pessoas morrem em acidentes de carro por  causa do álcool. Nada tão nocivo, mesmo em pequenas  doses,  pode fazer parte da saúde perfeita; portanto, recomendo a completa abstinência de álcool
."
Conexão Saúde- Deepak Chopra

Parece um pouco radical diante de nossa realidade, mas estou plenamente convencida de que o mundo seria um lugar bem melhor se o ser humano não tivesse o hábito da beber álcool. Milhares de acidentes, brigas, agressões,  assassinatos são provocados sob influência do álcool pois ele afrouxa a moral e libera os instintos.
O álcool não dá ao homem nada que ele não tenha é verdade ,mas justamente por isso, por sermos ainda  espíritos imaturos que mal dominam suas emoções é que deveria ser evitado.
E as estatísticas não mentem o álcool costuma ser o pano de fundo de muitas tragédias.
Eventualmente tomo uma ,duas taça de vinho, uma vez no mês, mas se falasse que bebo vinho pensando na minha saúde estaria mentindo.
Se hoje acabassem todas as bebidas alcoólicas do mundo ficaria muito feliz e  abriria mão deste prazer(apego) com muita tranquilidade pois prefiro viver em um mundo melhor do que tomar uma taça de vinho.

Penso que a maconha da mesma forma se usada com moderação, ou se usada para fins medicinais não causa nenhum mal e pode até trazer benefícios. Mas se usada em excesso pode ser prejudicial, assim como o álcool.
As coisas não são tão simples assim. Estudos mostram uma forte relação entre esquizofrenia e paranóia e maconha. Os riscos de fumar maconha têm sido subestimados.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120606_maconha_riscos_rp.shtml
Existe ainda muita discussão se o alcatrão da maconha estaria relacionado a câncer( boca, pulmão, esôfago).
 As pesquisas  ainda não são conclusivas porque existem resultados que mostram que existe esta relação e outros que contestam. A questão ainda está sob análise, por isso mesmo se recomenda a prudência.
Também existe questionamento se a fumaça liberada faz mal porque toda queima gera resíduos e estes resíduos são absorvidos pelo organismo, mas a questão ainda está em estudo.

"A fumaça de cânhamo índico ou maconha contém sete vezes mais alcatrão e monóxido de carbono que a do cigarro comum, segundo as análises de uma revista francesa de consumidores que calcula que "três cigarros de haxixe ou cannabis equivalem a um pacote de tabaco".
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI936540-EI298,00.html
O problema não é maconha mas o ato de fumá-la.

"Por exemplo, até algum tempo atrás a maconha era considerada relativamente segura, mas hoje se sabe que ela afeta  o sistema imunológico. O principal componente ativo da maconha  (THC) é encontrado em altas concentrações no baço.
O baço é um importante produtor de linfócitos-T, anticorpos fundamentais no combate ao câncer e outras infecções. Os linfócitos-T dos usuários de maconha não lutam tão bem contra as doenças. Eles não  apenas aparecem em menor quantidade como se dividem  muito mais devagar quando confrontados com o inimigo, ou seja, uma infecção.
"
Deepak Chopra- Conexão Saúde

Existem outros tópicos fando sobre maconha aqui no fórum:
http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/maconha-na-visao-espirita/msg276325/#msg276325
http://www.forumespirita.net/fe/off-topic/por-que-deus-permite-o-uso-de-drogas/msg289902/#msg289902

Minha posição: acho uma tremenda hipocrisia o tratamento desigual que é dado á maconha em relação ao álcool.
Socialmente o álcool é muio mais nocivo do que a maconha.
Mas também não acho que isso se resolve com a descriminalização da maconha, dois errados não fazem o certo.
Ceio que ambos os  costumes, beber álcool e fumar maconha, não deveriam fazer parte de nossos hábitos.
Pode parecer radical ,mas diante de tudo o que li e observei esta foi a conclusão que cheguei.
Sei que o que digo não é muito popular, somos o pais do churrasco, da cerveja, dos botecos e a opinião que agrada é normalmente aquela que justifica nossos costumes.
De qualquer forma, creio que ainda irá demorar bastante para o álcool ser abolido como costume, enquanto isso os que fazem seu uso que o façam com moderação apesar de não se saber objetivamente o que é beber moderadamente.
A linha que separa a moderação do abuso é muio tênue e creio que boa parte das pessoas não tem condições de saber onde ela termina e tenho motivos para pensar assim:
Quem não se lembra das festas de casamento? :D
paz e luz!
Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: Ana simões em 28 de Abril de 2013, 20:05
Adorei o post um grande bem haja a todos q se esforçam para fazer deste fórum um dos melhores  da internet. Está de parabéns pelo conteúdo do seu post  Vitor....bjks .

Título: Re: Liberalização das Drogas na Visão Espirita
Enviado por: wender100%espirita em 05 de Setembro de 2013, 21:38
Amigos,
toda idéia tendente a liberação de qualquer droga deve ser objeto do nosso mais encarnecido objetar.
Espíritas ou não, somos pais, mães avós e amigos de outrem.
Por amor a estes devemos nos colocar em franca negativa a este tipo de idéia.
Falo isso com relação a drogas em moda como o Santo Daime, é droga? sim, então nem mesmo como ritualística deva ser utilizado pois a lei vê não sob qualquer roupagem mas sim apenas sob a roupagem do que prescreve a lei.
No caso, nem mesmo a lei natural é observada.
ao se liberar uma abre-se precedente para a liberação das outras.
abraços,
Moura
perfeito o seu raciocinio moura  assino em baixo ! paz e luz