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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Regina Prins em 04 de Setembro de 2008, 01:56

Título: Fumo e Perispírito
Enviado por: Regina Prins em 04 de Setembro de 2008, 01:56
Fumo e Perispírito


Em 1964 escrevi um livro intitulado “Deixe de Fumar Pelo Método de Cinco Dias” que contou com seis edições seguidas.
Na época eu nada sabia sobre Allan Kardec.
Via a questão “fumo-saúde” sob um ângulo parcial de higidez orgânica, dos danos físicos reversíveis ou não trazidos pelo cigarro, da dependência do fumante em relação à nicotina e outros componentes do fumo.
Decorridos dez anos, circunstâncias pessoais de dor e reflexão me levaram ao estudo da Doutrina codificada por Kardec sob a orientação do Mundo Espiritual Superior.
Uma nova visão acerca da vida, do destino e da morte do ser humano aos poucos haveria de despertar-me para as inarredáveis realidades da alma em suas recorrentes trajetórias terrenas.
O conhecimento das leis de causa e efeito, sobretudo no que concerne ao princípio intermediário entre a matéria e o espírito, elo de união conhecido pelo nome de perispírito, levar-me-ia a refletir mais adiante nos danos visíveis e invisíveis que certos hábitos adquiridos, quase sempre inconscientemente, nos causam.
Desde o “Livro dos Espíritos”, a literatura doutrinária vem mostrando abundantemente a estreita vinculação desse tripé homogêneo representado pelo “corpo-perispírito-espírito”.
Observei, outrossim, serem relativamente escassas as informações disponíveis em torno da influência do cigarro no perispírito, por se tratar de um hábito relativamente novo na existência humana.
Ocorreu-me então a idéia de submeter a questão à apreciação de Emmanuel, através de perguntas formuladas a Chico Xavier.
Ao tempo em que Kardec viveu, o tabagismo era elitista, quase não se difundira em termos das populações.
Porém, de um modo geral, o tema ficou incluído no capítulo “Das Paixões", dessa obra básica, conforme questões de nº. 907 a 912. Dali extraímos as seguintes proposições respondidas pelos espíritos:

“Visto que o princípio das paixões está na Natureza, ele é mau em si mesmo?"
– Não, a paixão está no excesso acrescentado à vontade, porque o princípio foi concedido ao homem para o bem e as paixões podem levá-lo ;as grandes coisas, sendo o abuso que delas se faça que causa o mal.

O homem poderia sempre vencer suas más tendências por seus esforços?
– Sim, e, algumas vezes, por fracos esforços. É a vontade que lhe falta. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!

Não há paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tem poder para superá-las?
– Há muitas pessoas que dizem: ‘eu quero’, mas a vontade não está senão nos lábios; elas querem, mas estão contentes que assim não seja. Quando se crê não poder vencer suas paixões, é que o Espírito nelas se compraz em conseqüência de sua inferioridade. Aquele que procura reprimi-las, compreende sua natureza espiritual, e as vitórias são para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.

Qual é o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?
– Praticar a abnegação de si mesmo.”


A ação do perispírito
Sabemos, portanto, que o perispírito é o agente intermediário das sensações externas. Tudo que façamos, nele fica gravado indelevelmente, como se fora num filme intocado, Após a morte do corpo físico, as sensações se generalizam no espírito, ou seja, as dores não ficam localizadas. Num paciente que tenha desencarnado, por exemplo, de câncer pulmonar proveniente do uso prolongado e constante do cigarro, o espírito não fica propriamente sofrendo de um mal localizado, mas de um mal correspondente que lhe abrange toda a constituição espiritual.

Às nossas perguntas Chico Xavier deu as seguintes respostas:

P – A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?
R – “O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo ,espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida paro arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.” (EMANUEL)

Redução da resistência orgânica

P – Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?
R – “As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habituou no Plano Físico, de tal modo obsedante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que despercebidas, até que se lhe normalizem as percepções. O assunto, no entanto, no capítulo da saúde corpórea, deveria ser estudado na Terra mais atenciosamente, de vez que a resistência orgânica decresce consideravelmente com o hábito de fumar, favorecendo a instalação de moléstias que poderiam ser claramente evitáveis. A necropsia do corpo cadaverizado de um fumante em confronto com o de uma pessoa sem esse hábito estabelece clara diferença.” (EMMANUEL)

P – Sendo o perispírito o substrato orgânico resultante de nossas vivências passadas, seria certo raciocinar que uma criança, nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida, em conseqüência de certas tendências negativas de vidas passadas?
R – “muitas vezes os filhos ou netos de fumantes e dipsômanos inveterados são aqueles mesmos espíritos afins que já fumavam ou usavam agentes alcoólicos em companhia deles mesmos, antes do retorno à reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças (espíritos extremamente ligados aos hábitos e idiossincrasias dos pais e dos avós) apresentem, desde muito cedo, tendências compulsivas para o fumo ou para o álcool, reclamando trabalho persistente e amoroso de reeducação.”

P – No Mundo Espiritual Maior há tratamento para fumantes inveterados, ou seja, como se faz na Terra, através de quotas diárias cada vez menores, etc. As indagações decorrentes são: se o fumante não abandonar o cigarro durante o transcurso da vida física terá de fazê-lo, inarredavelmente, na esfera espiritual? E quanto tempo exigirão tais tratamentos antitabágicos para fumantes desencarnados? Na vida extrafísica também ocorrem reincidências ou recaídas dos dependizados do fumo?
R – “Justo esclarecer que não apenas quanto ao fumo, mas igualmente quanto a outros hábitos prejudiciais, somos compelidos na Espiritualidade a esquecê-los, se nos propomos a seguir para diante, no capítulo da própria sublimação. O tratamento na Vida Maior para que nos desvencilhemos de costumes nocivos perdura pelo tempo em que nossa vontade não se mostre tão ativa e decidida, quanto necessário, para a liberação precisa, de vez que nos planos extrafísicos, nas vizinhanças da Terra propriamente dita, as reincidências ocorrem com irmãos numerosos que ainda se acomodam com a indecisão e a insegurança.”

P – Há pessoas que alegam não poder deixar de fumar porque o cigarro é uma companhia contra a solidão. Que tem a considerar sobre isso?
R – “Em nossa palavra, não desejamos imprimir censura ou condenação a ninguém, mas, ao que nos parece, o melhor dissolvente da solidão é o trabalho em favor do próximo, através do qual se forma, de imediato, uma família espiritual em torno do servidor.”

P – Afirmam muitos fumantes que, sem cigarros, não conseguem pensar com clareza, memorizam mal e não conseguem permanecer calmos. A pesquisa médica objetiva e imparcial, inobstante, revela que o fumo é um veneno para os nervos. Qual sua opinião?
R – “A opinião médica, no assunto, é a mais justa. Considerando os prejuízos dos amigos fumantes contra eles mesmos, a racionalização não se revela bem posta.”

P – O fumante que, após anos de luta contra o hábito arraigado de fumar, finalmente consegue desligar-se da dependência da nicotina, do alcatrão, do furfurol, do monóxido de carbono e de tantos outros componentes tóxicos, estará conseguindo, em termos espirituais, um feito luminoso?
R – “Conseguir esquecer o hábito arraigado de fumar é, realmente, uma vitória espiritual de alto alcance.”

P – Pesquisas médicas revelam que a dependência física dos fumantes, sua “fome” de nicotina e derivados do fumo, costuma ser mais compulsiva que a dependência orgânica dos viciados em narcóticos. Isto é certo se o enfoque for do Plano Espiritual para o Plano Físico?
R – “Acreditamos que ambos os tipos de dependência se equiparam na feição compulsiva com que se apresentam, cabendo-nos uma observação: é que o fumo prejudica, de modo especial, apenas ao seu consumidor, quando os narcóticos de variada natureza são suscetíveis de induzir seus usuários a perigosas alucinações que, por vezes, lhes situam a mente em graves delitos, comprometendo a vida comunitária.”

P – Algumas indústrias do fumo em vários países, pressionadas pelas autoridades de saúde pública, para não diminuir sua clientela dispõem-se a fabricar sucedâneos de cigarros com pouca ou nenhuma nicotina, recorrendo a aromatizantes, etc. Seria válido tal recurso industrial?
R – “Compreendendo as nossas próprias dificuldades, em matéria de renovação íntima, sempre difícil para todos aqueles que cultivam sinceridade para com a própria consciência, não devemos subestimar o esforço da indústria, no sentido de atenuar a nicotina ou suprimi-la, recorrendo a meios pacíficos que auxiliem os fumantes a esquecê-la sobretudo gradativamente.”

P – É viável imaginar-se que um fumante, tendo desencarnado, tão logo desperte do letargo da morte física sinta desde aí o prosseguimento da vontade insopitável de fumar?
R – "Quando o espírito não conseguiu desvencilhar-se de hábitos determinados, enquanto no corpo físico, é compreensível que esses mesmos hábitos não o deixem tão logo se veja desencarnado.”

P – Em que consistem os cigarros etéricos, no plano extrafísico, utilizados por espíritos fumadores? Enfim, é mais fácil deixar de fumar no Plano Físico ou no Plano Espiritual?
R – “O fumo, decorrente de recursos condensados para a sustentação de hábitos humanos, em derredor do Plano Físico, é constituído por agentes químicos semelhantes àqueles que integram o fumo, no campo dos homens. E,em se tratando de costume nocivo da entidade espiritual, tanto encarnada quanto desencarnada, tão difícil é a erradicação do hábito de fumar na Terra quanto nos círculos de atividade espiritual que a rodeiam, no que tange à sensações de ordem sensorial.”

P – Com apenas ligeiras restrições quase todos os países do mundo admitem o consumo social e a promoção do fumo, tendo em vista sua vultosa contribuição ao erário em forma de impostos, empregos, etc. Que é mais importante: racionalizações baseadas na predominância de valores econômicos que aumentam a riqueza de uma sociedade, ou a preservação de outra riqueza, a representada pela saúde humana?
R – “O assunto é complexo, de vez que somos impulsionados, pelo espírito de humanidade, a considerar que o fumante arruína as possibilidades unicamente dele mesmo, requisitando, de modo quase que exclusivo, o manejo da própria vontade para exonerar-se de um hábito que lhe estraga a saúde. Partindo do princípio de que o uso do fumo se relaciona com a liberdade de cada um, indagamos de nós mesmos: não será mais compreensível que o homem pague ao seu grupo social essa ou aquela taxa de valores econômicos, pela permissão de usar uma substância unicamente nociva a ele próprio, aumentando a riqueza comum, do que induzi-lo a uma situação de clandestinidade a que se entregaria fatalmente o fumante inveterado, sem nenhum proveito para a sociedade a que pertence? Como vemos, é fácil observar que a supressão do tabagismo é um problema de educação, com sólidos fundamentos no autocontrole.”

P – Obséquio explicar-nos a relação “fumo-constituição molecular do perispírito” e os reflexos de um sobre o outro, nos dois Planos da Matéria.
R – “Qualquer hábito prejudicial cria condições anômalas para o perispírito, impondo-lhe condicionamentos difíceis de serem erradicados. Quanto à definição do relacionamento ‘hábito nocivo-constituição molecular do perispírito e os reflexos de um sobre o outro nos dois planos da matéria’, em nos reportando às vivências da Terra, ainda não dispomos de terminologia própria a fim de apresentar por dentro o fenômeno em si, como seria de desejar.”

P – Pode dizer-nos se em civilizações extraterrenas mais evoluídas que a terrestre, sobrevivem esses problemas compulsivos de tabagismo, alcoolismo e tóxico?
R – “Nas civilizações sublimadas, que consideramos por muito mais evoluídas que a civilização terrestre, os problemas de tabagismo, alcoolismo e toxicomania, efetivamente não existem.” (EMMANUEL)


Fumo e mediunidade

P – Você considera o hábito de fumar um suicídio em câmara lenta? Por quê?
R – Creio que o hábito de fumar não pode ser definido por suicídio conscientemente considerado. Será um prejuízo que o fumante causa a si mesmo, sem a intenção de se destruir, mas o prejuízo que se deve estudar com esclarecimento, sem condenação, para que a pessoa se conscientize quanto às conseqüências do fumo, no campo da vida, de maneira a fazer as suas próprias opções.

P – Você teria alcançado condições de desempenho de seu mandato mediúnico, ao longo de mais de meio século de trabalho incessante, se fosse um dependente da nicotina?
R – Creio que não, com referência ao tempo de trabalho, de vez que a ingestão de nicotina agravaria as doenças de que sou portador, mas não quanto a supostas qualidades espirituais para o mandato referido, de vez que considero "o hábito de cultivar pensamentos infelizes” uma condição pior que o abuso da nicotina e, sinceramente, do “hábito de cultivar pensamentos infelizes” ainda não me livrei.

P – Que é que você habitualmente aconselha aos fumantes enfraquecidos por derrotas sucessivas, vêm pedir orientação, forças renovadas e motivação para vencer a dependência física e mental criada pela nicotina?
R – A prece e o trabalho, em meu entendimento, são sempre os melhores recursos para defender-nos contra qualquer desequilíbrio.

(Chico Xavier)

Fonte: livro – “Janela para a Vida” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Fernando Worm.

TEXTO PESQUISADO NA INTERNET.
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: rubajazz em 10 de Janeiro de 2009, 07:46
Cara amiga Regina,

Muito esclarecedor seu tópico ! Parabéns !
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: zeliasecreto3 em 17 de Janeiro de 2009, 19:25
Muito bom! Adorei!
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: TatiZveiter em 23 de Janeiro de 2009, 19:44
Olá Regina, muita paz!

Muito bom esse texto, já anotei a referência para colocá-lo nos meus "guardados".

Como sempre, sua colaboração traz muita instrução a nós!

Um beijo fraterno, fique na paz!
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Mourarego em 10 de Agosto de 2010, 17:50
Ufa! Até que enfim!
Enquanto eu citava a obra básica e kardec "nêgo" chutava o balde, mas agora que o Chico falou... Tá falado!!!
Gente, gente, vamos deixar a idolatria de lado, o que vale é a doutrina.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: juliocriciuma em 13 de Agosto de 2010, 04:57
Amigo Moura, sempre acompanho suas postagens com muita atenção, pois sempre aprendo com elas.
Esse questionamento que vou fazer, acredito, deveria ser criado um tópico para tal (se for, me diga em qual parte do forum posso fazer, por favor) e, imagino, não sou o primeiro a fazê-lo.

Acompanho as reuniões espíritas aqui da minha cidade e em muitas delas (não em todas) as palestras se baseiam nas obras de Emmanuel psicografadas pelo Chico e há "pinceladas" da codificação.

Quando vc diz "o que vale é a doutrina", vc diz que as outras obras não se deve levar em consideração pois não levam a doutrina em consideração? Se se deve "filtrar", "filtrar" de que maneira? É um erro os espíritas considerar esses livros como verdade?

Grande abraço
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Mourarego em 13 de Agosto de 2010, 17:13
Amigo Julio, esta é uma das perguntas inteligentes que me dá prazer em responder.
Emmanuel, André, Joanna, Neio Lucio, Bezerra, E tantos outros bons Espíritos vivem a nos trazem, por seus médiuns, muitas páginas.
Todas elas, pertencem ao rol do entendimento deles partindo do estágio em que estavam ou que estejam. ?contudo não passaram pelo CUEE, e por isso não podem ser consideradas doutrina.
Todavia, algumas dessas páginas, quando saem do roldão em que geralmente nos chegam, que é o da auto ajuda, nos trazem ensinamentos muito interessantes, inteligentes e bons, que devamos sopezá-los, e mesmo submetê-los, como todas as outras, ao confronto com o que a doutrina nos ensine, este o método mais simples de avaliação de qualquer mensagem.
Sob minha avaliação todos estes Espíritos são da ordem e trazem seus escritos dentro do saber que contenham e estes servem a muitos de nós como esteiio0 ou balisa.
É, contudo, a obra básica, que não sei porque dizem ser os cinco livros, alias sei sim, é apenas para que fique parecido com o catolicismo e seu pentateuco, apenas isso.
Mas retornando, é a obra básica o nosso criterium de verdade pois tudo que ali está sofreu o estudo investigativo por parte dos Espíritos Superiores, e deste estudo veio a validação.
Sendo assim ao invés de piceladas, deveriam estes oradores, passar a maior parte do tempo de palavra, a ensinar a doutrina e sim, até que poderiam dar piceladas rápidas nessas páginas destes autores espirituais como forma de mostrar  que eles trazem.
Mas este é o meu pensar, que também não faz e nem é doutrina, eu faço assim, em palestras e entrevistas que sou chamado a dar ainda hoje.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: dim-dim em 13 de Agosto de 2010, 19:57
Acompanho as reuniões espíritas aqui da minha cidade e em muitas delas (não em todas) as palestras se baseiam nas obras de Emmanuel psicografadas pelo Chico e há "pinceladas" da codificação.

Quando vc diz "o que vale é a doutrina", vc diz que as outras obras não se deve levar em consideração pois não levam a doutrina em consideração? Se se deve "filtrar", "filtrar" de que maneira? É um erro os espíritas considerar esses livros como verdade?

Amigo Julio, esta é uma das perguntas inteligentes que me dá prazer em responder.
Emmanuel, André, Joanna, Neio Lucio, Bezerra, E tantos outros bons Espíritos vivem a nos trazem, por seus médiuns, muitas páginas.
Todas elas, pertencem ao rol do entendimento deles partindo do estágio em que estavam ou que estejam. ?contudo não passaram pelo CUEE, e por isso não podem ser consideradas doutrina.

É, contudo, a obra básica, que não sei porque dizem ser os cinco livros, alias sei sim, é apenas para que fique parecido com o catolicismo e seu pentateuco, apenas isso.

Mas retornando, é a obra básica o nosso criterium de verdade pois tudo que ali está sofreu o estudo investigativo por parte dos Espíritos Superiores, e deste estudo veio a validação.

" Allan Kardec "

2º - O Livro dos Espíritos. Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas conseqüências morais. E a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.



Namasté
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: leandro_manzo em 13 de Agosto de 2010, 20:34
Ótimo tópico amiga Regina;

É sempre bom retratar a grande influência que as coisas materias tem em nosso peripírito.
Outro dia o programa Fantástico da Rede Globo veiculou uma reportagem sobre dois casos de reencarnação onde as mulheres trazem marcas de acidentes que as levaram a óbito na vida anterior. Óbviamente que estas marcas foram trazidas à tona através do perispírito mostrando que realmente o perispírito carrega marcas e sofre grande influência das coisas que acontecem no plano físico.

E isso certamente não é diferente em casos de abusos de certas substâncias e até de certos meios de alimentação utilizados pelo homem. Tudo isso certamente continuará impregnado ao nosso corpo fluídico.

Parabéns pelo tópico.

Abração e fique com Deus!
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Mourarego em 13 de Agosto de 2010, 21:24
Poxa Leandrop não sei porque você vive a desdizer a doutrina.
Arranja sempre um meio escondido para dizer o que acha mas sempre de modo transversal ou mesmo distante do que a doutrina diga
Perispírito é agente e como tal só age por indução do Espírito meu amigo não age sozinho não tem vontade própria e não guarda nada depois da morte do corpo.
Nada mesmo mano, esqueça essa idéia díspare e siga a doutrina.
Abração,
Moura
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: leandro_manzo em 31 de Agosto de 2010, 15:26
Com todo respeito amigo Moura;


Sigo aquilo que me convém.


Abraços...
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Mourarego em 31 de Agosto de 2010, 17:00
Com todo respeito amigo Moura;


Sigo aquilo que me convém.


Abraços...

Essa a sua opção meu amigo.
Contudo se somos Espíritas devemos é seguir o que a doutrina ensina, se não para que se dizer Espírita?
Note, não digo que o amigo não deva seguir ao que quer seguir, apenas informo que tal como um engenheiro deve seguir o que aprendeu na faculdade de engenharia, um Espírita deva seguir o que a obra básica ensine já que pare ele, ela é tão válida como para o engenheiro e suas lições da faculdade de engenharia.
abraços,
Moura
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Carlos Cunha em 29 de Setembro de 2010, 13:31
Ótimo tópico amiga Regina;

É sempre bom retratar a grande influência que as coisas materias tem em nosso peripírito.
Outro dia o programa Fantástico da Rede Globo veiculou uma reportagem sobre dois casos de reencarnação onde as mulheres trazem marcas de acidentes que as levaram a óbito na vida anterior. Óbviamente que estas marcas foram trazidas à tona através do perispírito mostrando que realmente o perispírito carrega marcas e sofre grande influência das coisas que acontecem no plano físico.

E isso certamente não é diferente em casos de abusos de certas substâncias e até de certos meios de alimentação utilizados pelo homem. Tudo isso certamente continuará impregnado ao nosso corpo fluídico.

Parabéns pelo tópico.

Abração e fique com Deus!

Oi leandro_manzo, é muito bom encontrar pessoas de mente aberta como a sua.

Assim como a nossa irmã REGINA_RS, criadora do tópico.

Fiquem com Deus,

Carlos.
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Everardo Ferreira Araújo em 28 de Fevereiro de 2012, 16:48
Sou fumante desde 1989. São hoje quase 23 anos de tabagismo. Há muitos anos tenho vontade de deixar de fumar. Nas últimas semanas vinha diminuindo a quantidade de cigarros. Vinha fumando uma média de 30 cigarros por dia. Passei a fumar 20 cigarros por dia durante alguns dias. Depois passei a 10 cigarros por dia durante outros dias. No dia 17 de fevereiro parei. Fiquei 4 dias sem fumar. Acabei tendo nova recaída, fumando uma média de 4 cigarros por dia. Hoje resolvi enfrentar novamente a questão. Estou resolvido a enfrentar o problema usando o método dos Alcoólicos Anônimos: evitar o primeiro trago e resistir um dia de cada vez. Na busca de incentivo busquei no Google pelas palavras chave "cigarro espiritismo" e cheguei a esse tópico do Fórum Espírita. Achei muito esclarecedora e muito motivadora a explanação da colega Regina Prins. Estou entrando nessa nova etapa com a firme convicção de que preciso, em meu benefício físico e espiritual, abandonar esse vício.
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Mourarego em 28 de Fevereiro de 2012, 16:54
Mano Everardo,
sei bem que deixar de fumar tem aspectos que se diferenciam de um para outro ser.
Eu, não tenho problemas em deixar, e sempre o fiz com facilidade extrema, quando digo deixar digo por mais de dez anos.
Porém, hoje voltei a fumar e explico o porquê.
Tenho de tomar um remédio, para tranquilizar, que custa muito caro e para qual, na indicação da dosagem, só seja vendido em caixas com doze comprimidos.
Ora se comprar duas caixas gasto mais do que se comprar dois pacotes de cigarros, e com o mesmo proveito, pois é sabido que o tabaco em certas pessoas tem o condão de tranquilizar.
Por isso a minha opção em voltar ao fumo mesmo sabendo dos malefícios que este traga.
mas deixo a dica, não tome remédios para facilitar parar de fumar, reforce a sua vontade e o amigo, acredito, que conseguirá.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Everardo Ferreira Araújo em 28 de Fevereiro de 2012, 17:08
Mano Everardo,
sei bem que deixar de fumar tem aspectos que se diferenciam de um para outro ser.
Eu, não tenho problemas em deixar, e sempre o fiz com facilidade extrema, quando digo deixar digo por mais de dez anos.
Porém, hoje voltei a fumar e explico o porquê.
Tenho de tomar um remédio, para tranquilizar, que custa muito caro e para qual, na indicação da dosagem, só seja vendido em caixas com doze comprimidos.
Ora se comprar duas caixas gasto mais do que se comprar dois pacotes de cigarros, e com o mesmo proveito, pois é sabido que o tabaco em certas pessoas tem o condão de tranquilizar.
Por isso a minha opção em voltar ao fumo mesmo sabendo dos malefícios que este traga.
mas deixo a dica, não tome remédios para facilitar parar de fumar, reforce a sua vontade e o amigo, acredito, que conseguirá.
Abraços,
Moura

Ao manifestar a vontade de parar de fumar não tenho a intenção de estender reprovação aos fumantes. Compreendo sua injunção. Obrigado caro Moura pelo incentivo. Não pretendo fazer uso de medicação ou de adesivo de nicotina. Conto com minha força de vontade, fé em Deus e a ajuda de meu anjo da guarda e dos bons espíritos.
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Zé Ninguém em 28 de Fevereiro de 2012, 17:47
Olá Everado,
Obrigada por compartilhar sua experiência.
Fumei por 7 anos e me libertei há 3 anos.
Vou dividir minha experiência pessoal, que não é nenhuma verdade absoluta apenas uma experiência que divido.
Não estou fazendo uma análise do fumo à luz da doutrina mas apenas compartilhando uma vivência
Quando fumava, ainda não estava estudando a doutrina e desconhecia os aspectos espirituais que envolvem um vício.
Comecei a ter muitos sonhos com meus parentes desencarnados me alertando sobre o cigarro, falando em câncer doenças..
Na época meu namorado, que não é espírita é totalmente materialista, não acredita em nada dessas coisas também começou a ter pressentimentos muito ruins, dizendo que tinha visões que eu estava muito doente e que isso vinha como algo relacionado ao cigarro..chegava a chorar( e ele é durão, não costuma se emocionar)..
No fundo eu sabia que a espiritualidade estava me alertando sobre o equívoco do meu vício
mas eu fingia que não via.
Chegou um momento que toda vez que ia acender um cigarro ele caia da minha mão, como se alguém tivesse me dando um tapa na mão, e isso acontecia sempre a ponto de começar a me incomodar.
Os sinais estavam muito claros mas eu não tinha olhos de ver, ou melhor não queria ter porque eu amava fumar e aceitar o que estava acontecendo implicava em abrir mão de algo que eu gostava muito.
Foi  quando um dia , abri meu coração e pedi auxíilio ao Alto , pois sozinha não estava conseguindo,  na verdade não tinha coragem nem de tentar.
Daí em diante as coisas começaram a acontecer, descobri um livro chamado "Livre-se do cigarro"( esqueci o nome da autora) e ele foi muito importante na batalha contra o cigarro.
Recomendo a todo mundo..é totalmenete diferente de tudo que já tinha lido sobre o assunto.
A autora é ex fumante,médica e coordena um grupo de auxílio a dependentes do cigarro.
Vale muito ler.
Normalmente, o vício está  ligado  a uma descompensação dos neurotransimissores.
Quando há uma descompensação química cerebral( que nada tem a ver com QI,ou inteligência) isso gera um  estado de stress, ansiedade e sem perceber busca-se na droga o alívio para esta ansiedade.
É como se o cigarro, a bebida e etc agissem como "medicamento" pois aumenta o nível de neurotransimissores como a dopamina,´por exemplo, acalmando a mente, trazendo alívio e bem estar.
Só que isso tem um custo e muito alto por isso a indicação dos medicamentos porque o cigarro e cia se  por um lado dão ,por outro  também  tiram e junto com a substância que traz alívio tb vem uma série de outros inconvenientes.
Remédios tb tem a questão dos efeitos colaterais, nada é perfeito, mas ainda assim são o melhor que temos hoje.
O ideal é que não precisássemos de um nem de outro mas entre o remédio e o vício, fico com o remédio.
Uma coisa que me ajudou muito a me manter longe do cigarro foi o estudo da doutrina e a leitura de livros espíritaas e espiritualistas mostrando a lei de afinidade.
Quando morremos só trocamos de roupa, onde está seu coração ái está seu tesouro, e continuamos buscando aquilo que com que nos identificamos quando encarnados.
Sinceramente, não me sentia confortável com a idéia de irmãos desencarnados convivendo comigo por afinidade,por conta do meu vício.
Dize-me quem és que te direi com quem andas então decidi que ia escolher quem ferquentaria minha casa,minha vida e definitivamente não queria conviver com espíritos em desequilíbrio, já bastam os meus.
Por várias vezes enquanto fumava, sentia  claramente alguém"fumando"comigo..fingia que não via porque não queria pensar na idéia,mas lá no fundo eu sentia alguém ali usufruindo daquele fluído nocivo.
Perdi as contas de quantas vezes, durante o meu desenlace noturno ia fumar, acordava me sentindo muito mal porque tinha parado de fumar no mundo físíco mas em espírito continuava buscando o vício, chegava a acordar uma sensação ruim de desconforto físico e emocional porque me culpava por não ter sido forte o bastante.
Durante o sono vamos em busca do que nos afinamos e estas escapadinhas noturnas me mostravam o quanto ainda precisava resolver o vício dentro de mim.
Hoje tento pensar que Deus me deu um corpo físico perfeito e eu tenho a obrigação de como usufrutuária devolvê-lo nas melhores condições possíveis,hoje vejo meu corpo físico não como algo meu mas como um empréstimo e como tal devo preservá-lo.
Nasci com uma leve asma que só fui descobrir na fase adulta e que na infância se caracterizava por uma tossinha crônica que vinha de vez em quando, não tenho dúvida da origem deste problema, sequela de uma vida anterior onde também resvalei pelo caminho do fumo.
Costumamos repetir os mesmos erros, se queremos saber onde erramos ontem basta ver onde estamos errando agora, somos teimosos.
Deus me deu pulmões limpos  perfeitos e comecei a me sentir constrangida de ver o que estava fazendo com meu corpo, o maior presente que Deus me deu para viver esta experiência na matéria.
Não tinha o direito de devolver um pulmão preto e estragado pois não foi isso que recebi.
Enfim amigo, foram estas reflexões que me ajudaram a parar de fumar e me deram força para me libertar do vício.
Antes de tudo temos que perguntar: O que me leva a fumar?
Que aspectos psicológicos ou neurológicos me levam a buscar alívio?
Enquanto esta questão não for respondida e atacada a raiz do problema muito difícil deixar o vício.
De qualquer forma, força, libertar-se de qualquer vício é uma batalha individual, não é fácil é verdade mas também não é impossível.
Paz e Luz!
Susana



Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Everardo Ferreira Araújo em 28 de Fevereiro de 2012, 17:57
Olá Everado,
Obrigada por compartilhar sua experiência.
Fumei por 7 anos e me libertei há 3 anos.
Vou dividir minha experiência pessoal, que não é nenhuma verdade absoluta apenas uma experiência que divido.

(...)

De qualquer forma, força, libertar-se de qualquer vício é uma batalha individual, não é fácil é verdade mas também não é impossível.
Paz e Luz!
Susana


Susana, o compartilahmento de sua experiência me chega como um incentivo a mais para me manter firme na abstinência de cigarro. Obrigado.
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Zé Ninguém em 28 de Fevereiro de 2012, 20:23
Não sei se já foi postado no grupo.
Apesar das divergências sobre o fumo afetar o perispírito, deixo o materialpara estudo.
Abraços
Susana



Conseqüências espirituais do tabagismo
 
OBS: Os números citados no texto referem-se as fontes bibliográficas citadas pela autora ao final do artigo
 
Drª. Maria Cristina Alochio de Paiva
 Médica Pneumologista

Os efeitos nocivos do fumo ultrapassam os níveis puramente físicos, atingindo o perispírito(2,3,4,5) .
 
Por causa do fumo, o perispírito fica impregnado e saturado de partículas semi-materiais nocivas, principalmente na região do aparelho respiratório, que absorvem a vitalidade, prejudicando a normalidade do fluxo das energias espirituais sustentadoras, as quais, através dele, o perispírito ou corpo espiritual, se condensam para abastecer o corpo físico. Essas impurezas no perispírito podem ser vistas por médiuns videntes como manchas, formadas de pigmentos escuros, que envolvem os órgãos mais atingidos pelo fumo, principalmente os pulmões(5).
 
O fumo também amortece as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem, até certo ponto, insensível aos envolvimentos de entidades espirituais amigas e protetoras (5). Por isso, André Luiz(3)  e Luiz Sérgio(4) , recomendam que, no dias das reuniões mediúnicas, os trabalhadores ainda necessitados do fumo, devem abster-se ou reduzi-lo, para não prejudicar o intercâmbio.
 
O desejo de fumar, que se situa no corpo astral, permanece após o desencarne e, como perispírito é muito mais sensível do que o corpo físico, isto se torna desastroso, pois a necessidade de fumar é enormemente ampliada, levando-o ao desespero e ao desequilíbrio, provocando uma espécie de paralisia e insensibilidade aos trabalhos dos socorristas por algum tempo, como se permanecesse em estado de inconsciência e incomunicabilidade, ficando o desencarnado em prejuízo no recebimento de auxílio espiritual e preso à crosta terrestre (5).
 
O desejo de fumar, no espírito, faz com que ele sintonize com pessoas com predisposição de fumar ou fumantes para, como vampiros, usufruírem as mesmas inalações inebriantes. Como entidades espirituais agem hipnoticamente no campo da imaginação, transmitindo as ondas magnéticas envolventes das sensações e desejos de que, juntos, se alimentam. Através de processos de simbiose em níveis vibratórios, o fumante pode colher em seu prejuízo as impregnações daqueles que podem deixa-lo infeliz, triste, grosseiro, preso à vontade de entidades inferiores, sem domínio e a consciência dos seus verdadeiros desejos (2,3,6). André Luiz, no livro Nos Domínios da Mediunidade nos fala:
 
"(...) Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as exalavam, nisso encontrando alegria e alimento.(...) Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar.(...) , o que a vida começou, a morte continua... Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se com um tipo de emoções que os localiza na vizinhança da animalidade. Não obstante haverem freqüentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes.
 
O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontraram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as ilusões que lhes são peculiares, porquanto, na posição e que se vêem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz".
 
O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual dê lugar à normalidade do envoltório espiritual, o que, na maioria das vezes, tem a duração em que o tabagismo perdurou na existência física do fumante (5).
 
Segundo Emmanuel, quando o espírito não tem força de vontade suficiente para abandonar o vício, pode necessitar, no Mundo Espiritual, de um tratamento com cotas diárias de substituto dos cigarros comuns, com ingredientes semelhantes aos do cigarro terrestre, sendo sua administração diminuída gradativamente, até que consiga ficar livre da dependência (5).
 
O fumante transfere de uma vida para a outra certos reflexos ou impregnações magnéticas que o perispírito contém devido às imantações recebidas do seu corpo físico e do campo mental que lhe são específicas. As predisposições e as tendências são transportadas para a nova vida, que é uma oportunidade de libertação do vício do passado, mas nem sempre vitoriosa.
 
O Espiritismo aceita um componente reencarnatório na predisposição aos vícios, o que, hoje, a Ciência já começa a comprovar, com estudos que mostram que alguns genes podem estar relacionados com predisposição para o fumo (1,2,5).
 
O tabagismo é responsável por doenças cármicas, tais como asma, enfisema congênito, infecções recorrentes, na infância, das vias aéreas e câncer em reencarnações futuras, ocasionadas pela lesão do corpo espiritual (2).
 
É através da fé que podemos nos libertar do vício que nos angustia e que nos deprime cada vez mais, em vez de levar ao prazer, como erradamente pensamos em nossa vida material. É indispensável criar esta ligação, para que cheguemos à conclusão de que só nos viciamos quando já temos os nossos vícios da alma. Vícios da falta de compreensão, falta de tolerância, o nosso orgulho, a nossa vaidade e todas as outras dores da alma que levam aos nossos sofrimentos do dia a dia.
 
Bibliografia
 
1. Disponível em http://www.saúde.gov.br/paredefumar. Acessado em 25/08/2001.
 2. Kühl, E. Tóxicos - Duas Viagens. 4. ed. Belo Horizonte, MG: editora Cristã Espírita Fonte Viva, 1998.
 3. Luiz, André (psicografia de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira). Desobsessão. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
 4. Sérgio, Luiz (psicografia de Irene P. Machado) Dois Mundos Tão Meus. 6. ed. Brasília: Livraria e Editora Recanto, 1999.
 5. Rigonatti, E. Manual prático do Espírita.
 6. Luiz, André (psicografia de Francisco C. Xavier). Nos Domínios da Mediunidade. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
 
Fonte: AMEEES- Associação Médico-Espírita do Estado do Espírito Santo
Título: Re: Fumo e Perispírito
Enviado por: Marlon Coelho em 18 de Março de 2012, 02:14
Amigo Moura, sempre acompanho suas postagens com muita atenção, pois sempre aprendo com elas.
Esse questionamento que vou fazer, acredito, deveria ser criado um tópico para tal (se for, me diga em qual parte do forum posso fazer, por favor) e, imagino, não sou o primeiro a fazê-lo.

Acompanho as reuniões espíritas aqui da minha cidade e em muitas delas (não em todas) as palestras se baseiam nas obras de Emmanuel psicografadas pelo Chico e há "pinceladas" da codificação.

Quando vc diz "o que vale é a doutrina", vc diz que as outras obras não se deve levar em consideração pois não levam a doutrina em consideração? Se se deve "filtrar", "filtrar" de que maneira? É um erro os espíritas considerar esses livros como verdade?

Grande abraço

Kardec é a base é o norte,  seu conteúdo muito edificante além de requerer muito tempo de estudo, exige também muito mais horas de vivencia e ebaboração do que foi vivido em termos morais para se assimilar veradeiramente o conteúdo.  Eu mesmo levei  6 meses lucubrando kardec seriamente. Foi uma catarse, chorava toda noite mas nao a noite toda.  depois levei 6 anos para passar a viver, e elaborar o vivido em termos morais evolutivos. Hoje aos 30 anos que começo a ler outros autores espirituais a ir em foruns etc...  Kardec   muito bem entendido para passar a ter condição, de melhor entender outros autores.   Kardec é simplismente a raiz do espiritismo.   No Centro em que comecei a frequentar tb dizem muito de outros autores, pouco da base.   Eu tb achei estranho.. mas...   

Muitos criticam mas voce continuou?  ou parou no kardec?   respondo: se conseguir 1/3 do nível moral dos livros de kardec já me dou por realizado para as proximas 3 encarnações.   Só o envangelho segundo espiritismo já é tudo.. como chico disse: "Evangelho segundo o espirtismo é o livro mais lindo que ja leu" .   Para quer ler outra interpretação da bíblia?   tudo hoje em dia é performance quantas paginas le no dia, quantos livros no ano,  acho que a espiritualidade para agradar a esse publico trouxe-nos infindáveis livros.   Porém eu não tenho problema algum em em meditar sobre uma frase sequer de kardec por dias.