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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Victor Passos em 03 de Setembro de 2007, 09:22

Título: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 03 de Setembro de 2007, 09:22
     O alcoolismo é um conjunto de problemas relacionados com o consumo em excesso e prolongado do álcool e das consequências que advem dele.
   No alcoolismo encontram-se vários conceitos que nos mostram o tamanho da enormidade do efeito; a dependência,abstinência,abuso e intoxicação por álcool
( embriaguez).
A dependência
   Existe ao que se chama, reforço positivo e negativo.
  O reforço positivo é o comportamento em busca de prazer,enfim em busca de algo! Quando é agradável a pessoa busca os mesmos estímulos para manter a continua satisfação.
  O reforço negativo é o comportamento para debelar a dor da perda,da carência ou da objecção ao álcool.
   È o afago da dor pela dor,na angústia  da perda e na parede que se lhes coloca , difícil de temporizar em valores físicos e psicológicos.
  Depois disso o álcool já não preenche pelo prazer, mas pela ansiedade da abstinência e desequilíbrio da sintomatologia, a bebida continua sempre,será mais um acesso de preenchimento, ao vazio deixado.
   Existe também o problema do alcoolatra, sempre achar que pode deixar e parar a qualquer momento, porém é o começo do seu engano e principio do infortúnio.
  A partir daí começa a auto-estima a ficar enfraquecida e então começa a batalha para lutar contra a doença, que administrou e tomou em seu caminho.
   Um dos maiores problemas do vicio é a negação do mesmo. Daí à violência a si mesmo e ao próximo é um instante. As discussões, a falta de dialogo, as irritações aumentam e quem começa a turvar e ser consequência são os viventes do Lar.
   O tratamento é complexo porque a própria personalidade se enegre-se pela carência sem par.
   Infelizmente mesmo com todas terapias, a taxa de recaída é de 90%, devido à intensa vontade persistente de voltar a consumir .
   As mulheres são mais vulneráveis ao álcool.
   Os milhões de filhos, que convivem com alcoolatras tem por consequência, tendência para problemas emocionais e psiquiatricos.Acabam por se vitimizar,transformando-se em seres que não gostam de si mesmos ,e não querem que os outros sejam diferentes. Subestimam-se de tal forma, que a mentira e os valores reais da vida para eles , são mera conflitividade. Caiem no roubo e conflito constante ,as Escolas, trabalho,  Familia sofrem por tabela.
   O que sobra do alcoolatra é as insónias, alucinações, convulsões, o desgaste,nauseas e os imensos problemas que advém do álcool.
   Os seus órgãos são afectados desde o cérebro ao coração.
   Nem sabendo tudo isso ,se resolve o problema de própria incúria de beber....veja-se o aumento da violência domestica, da criminalidade , da infertilidade,do divorcio e da queda do amor próprio que está inserido nos nossos jovens viciados...
  O Espiritismo é um polo de apoio tremendamente importante para ajudar estes irmãos, porque os valores cristicos e educação ensinados no Evangelho são remedio tranquilizador , para  ajudar estes irmão a eclodir da carapaça e começarem a se amar mais. Tudo isto com acompanhamento do passe e água fluidificada e claro com a presença do próprio em vontade e fé, poderá ser o mote da sua libertação.
 Sabemos das obsessões, da vampirização nestes casos, como noutros , porém só o dialogo sincero, e o amor os salvará.

Victor Passos

 Nota - Junto deixo este texto :O Veneno
(De Espirito X psicografado por Chico)
                                                 
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 03 de Setembro de 2007, 09:24
Veneno livre

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.
Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimonia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicómios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodka ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crónicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro oficio de aliviar os sofrimentos humanos.
Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe. Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada cm vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e respouso...
- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.
Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.
À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.
Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.
*  *  *
Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Irmão X. 


CITAÇÕES


O meu corpo é um jardim, a minha vontade o seu jardineiro

Autor: Shakespeare , William 

A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea
Autor: Gandhi , Mohandas

Não há nada que não se consiga com a força de vontade, a bondade e, principalmente, com o amor
Autor: Cícero , Marcus

A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela

Autor: Abe , Kobo

Uma vontade, mesmo se é boa, deve ceder a uma melhor

Autor: Alighieri , Dante[/color]


“ A Humanidade carece de gritos de alerta , este é o meu no sentido de cobrir a multidão de irmãos doentes ,com este flagelo doloroso.
  Deus os ilumine  e lhes dê força para abrir caminho ao seu amor próprio.”

 
Muita paz 
Victor Passos

   
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Morganinha em 07 de Julho de 2010, 17:50
O alcoolismo realmente é o mal do século. Assim como cada dia vem a tecnologia bater em nossa porta, o alcoolismo entra junto, pois o que adianta, tanta tecnologia tanto poder e o homem não tem com quem conversar, a família toda dispersa, o que lhe sobra então, a solidão e junto com ela maus pensamentos, que são devido a falta de oração, do pensamento no ser supremo. Mas o que fazer quando muitas vezes quando o alcoolatra é cercado de carinho, amor, pela família e ao mesmo tempo tudo parece estar tão longe do pensamento divino, me faço essa pergunta, por que com todo amor parece que não conseguimos ajudar aquele familiar resolve se entregar num copo de bebida a mais e destruir corações, deixar mães aflitas, esposas transtornas e filhos desesperados? Que fazer para ajudar? Gostaria que alguém pudesse me ajudar nesse pensamento. Uma semana a todos.
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 10 de Julho de 2010, 11:21
OLa Amiga Morgadinha
muita paz


  O Alcool sem a vontade do seu dependente é dificil de curar, no entanto pode-se ajudar se vocês queiserem fazê-lo...E Amor faz muito sim..

    COMO LIDAR COM UM ALCOÓLATRA



    O álcool é uma droga que causa dependência e, com o uso excessivo por um longo período, o organismo desenvolve tolerância a altas doses.

     

    Não existe uma causa única para o alcoolismo. Essa doença pode originar-se, por exemplo, de um problema psicológico; ou ainda ser uma válvula de escape para um trabalho particularmente estressante ou apenas surgir por causa da influência da companhia de amigos que bebem muito e podem ser dependentes do álcool.

    Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.

    Algumas pessoas passam longos períodos sem beber uma gota sequer e, em seguida, entregam-se a prolongadas "bebedeiras", durante as quais acham inpossível parar de beber. Outras dificilmente ficam bêbadas, mas passam o dia bebendo pequenas quantidades de álcool, desde a manhã até a noite.

    Qualquer que seja a causa ou o padrão do alcoolismo, lembre-se: Você não pode fazer que um alcoólico pare de beber. É ele quem tem de tomar essa decisão sozinho.

    Há, no entanto, várias atitudes que podem ser tomadas para encorajar um comportamento positivo a respeito do problema e auxiliar no processo de recuperação:


    O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER

    * Não comece também a beber. Maridos e mulheres de alcoólicos crônicos estão sujeitos ao estresse e à tensão adicionais de viverem com alguém que bebe e, às vezes, sucumbem à mesma doença de seus cônjuges.

    * Não arrisque seu próprio bem estar físico e mental. Certifique-se de proteger a sua saúde e defenda atitudes construtivas.

    * Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.

    * Não tente barganhar com as emoções do alcoólico, numa tentativa de fazer que ele pare de beber. Não peça ao alcoólico, por exemplo, que demonstre amor por você deixando de beber, pois ele não conseguirá livrar-se do vício imediatamente, e isso aumentará a frustração dele. Da mesma forma, não ameace abandoná-lo, a menos que você pretenda realmente levar adiante tal ameaça.

    * Não jogue fora as garrafas que achar escondidas pela casa. Você se arrisca a provocar violência e destruir os laços de confiança que ainda possam existir. O alcoólico encontrará maneiras de obter mais suprimentos. E, caso não consiga mais bebida, a abstinência forçada vai apenas precipitar uma crise com a qual você pode ser incapaz de lidar.

    * Não tente encobrir o hábito do alcoólico, protegendo-o das conseqüências de seu vício. Esse erro, com freqüência, se manifesta por meio do pagamento das dívidas assumidas pelo alcoólico. No caso de dívida em dinheiro, deixe que ele enfrente o problema. Ao suavizar o caminho, você age apenas como um "facilitador", encorajando indiretamente o hábito de beber.

    * Não se deixe enganar por promessas lisonjeiras. Se a resolução de parar de beber é tomada, certifique-se de que ela se apóie em ações definitivas, tais como procurar o médico da família ou entrar para os Alcoólicos Anônimos.

    * Não perca a esperança. No final, a maioria dos alcoólicos que resolve enfrentar o problema e aceita ajuda qualificada consegue se recuperar. Em cada três alcoólicos, um acaba recuperando-se completamente e outro pode melhorar bastante após o tratamento. Portanto, não fique de braços cruzados.


    O QUE PODE SER FEITO PARA AJUDAR

    * Reconheça que o alcoolismo é uma doença. Não há vantagem alguma em considerá-lo um sinal de fraqueza ou de comodismo ou em tentar fugir da realidade.

    * Junte-se ao Al-Anon, uma associação para a família e os amigos dos alcoólicos. Aprenda o máximo que puder sobre a doença e freqüente as reuniões com regularidade.

    * Encoraje a pessoa que bebe a ingressar nos Alcoólicos Anônimos (AA). Faça a sugestão com cuidado e ofereça-se para acompanhá-la nas reuniões de abertura. A freqüência não é obrigatória e a pessoa não precisa identificar-se pelo nome completo.

    * Deixe material informativo, como os panfletos do AA, espalhados pela casa. O indivíduo que bebe pode aborrecer-se com preleções, mas, por outro lado, poderá ler os folhetos quando você não estiver por perto.

    * Se a pessoa que bebe demonstrar interesse em parar de beber, encoraje-a a procurar o médico da família ou um religioso. Com freqüência costuma haver relutância em procurar um médico, mas maior disposição em falar com um religioso. Este poderá, então, persuadir aquele que bebe a procurar orientação médica.

    * Encoraje firmemente os hobbies e as atividades que interessem àquele que bebe, contanto que o mantenham afastado do álcool. Tente evitar tudo aquilo que de alguma forma esteja ligado às bebida, como qualquer tipo de atividade que aconteça em um bar.

    * Se ocorrer uma crise, por exemplo, por causa de dívidas não pagas, deixe que a pessoa que bebe enfrente o problema. Caso ela lhe peça ajuda, sugira que se comunique com os Alcoólicos Anônimos: a organização está habilitada para aconselhamento em problemas especializados.

convido a participar:https://sites.google.com/site/socorroavida/
                           http://socorrovida.ning.com/ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3NvY29ycm92aWRhLm5pbmcuY29tLw==)

Muita paz e harmonia

Victor Passos
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Hebe M C em 10 de Julho de 2010, 13:20
:D Bom dia Vitor Passos,

O alcoolismo é uma doença que marginaliza, não só o próprio alcoólatra como a família de um modo geral.
É muito importante que a família busque apoio no Al-Anon, e tome conhecimento da doença e como lidar com ela.
A família é tomada por uma neurose absurda, e todos sem perceber adoecem junto. Não que todos se tornem alcoólatras, mas são pessoas tensas, aflitas, já ficam a espera de como o alcoólatra vai chegar em casa, qual a sua reação.
Não raro os filhos se afastam do convívio social porque se envergonham, tem sempre medo de convidar alguém para sua casa porque tem vergonha do estado do seu pai ou de sua mãe, seja qual for o caso.
A sociedade em geral compactua e agrava a doença, proibindo o convívio não só com o alcoólatra como com seus filhos pois tem medo de constrangimento. Passa a não convidar mais, proíbe que os filhos freqüente aquela casa e assim por diante, mesmo sendo este alcoólatra, dócil e tranqüilo sem maiores comportamentos impulsivos.
Não raro as próprias crianças humilham os filhos dos alcoólatras dizendo "Seu pai, ou mãe é um bêbado" causando profunda dor e vergonha.
É muito importante que todos os que cercam esta família, apóiem seus membros e não os marginalizem.
Muitas vezes eles encontram apoio externo substituindo o modelo que não tem em casa, pela casa do amigo ou parente proximo aprendendo o que é conviver num ambiente saudável e de amor que não encontra em seu lar.
Um abço
Hebe

Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 11 de Julho de 2010, 12:29
Ola Amiga hemcogliatti
muita paz

Concordo consigo plenamente , mas não são numa generalidade concreta os casos....
Veja este extracto de um estudo;

EFEITOS DO ALCOOLISMO

No que diz respeito ao sistema nervoso, sintomas que mais chamam a atenção são o tremor e a polineurite (sensibilidade à pressão dos troncos nervosos, dores nas extremidades e hipoalgesias). Com relação ao aparelho digestivo, além da falta de apetite, que se constituem em queixa constante, as complicações mais comuns são a gastrite com vômitos matinais e a cirrose hepática, que pode levar o indivíduo ao coma e até a morte. No coração, pode aparecer uma degeneração adiposa, que se cura com a abstinência, mas que ressurge com o abuso do álcool. Essa alteração responde pela insuficiência circulatória que se observa em certos alcoólatras, nos quais o pulso torna-se irregular e a área cardíaca aumenta. Nos casos mais avançados de alcoolismo, é comum a diminuição da potência sexual, isso porque os testículos se atrofiam e a excreção hormonal diminui. Essa atrofia testicular e a lesão hepática provocam, em geral, a queda dos pêlos axilares e pubianos. Nas mulheres estabelece-se a amenorréia.

TRANSTORNOS PSIQUICOS DO ALCOOLISMO

Segundo a Nova Enciclopédia Barsa (2001), dentre as funções intelectuais, a memória, a percepção e o senso crítico são as mais comprometidas. No princípio, as alterações ocorrem em virtude da tensão emocional e da atitude egocêntrica do alcoólatra. Os transtornos psíquicos convenientes do alcoolismo, conforme sua intensidade e ocorrência configuram quadros psiquiátricos gravíssimos. Um deles é a chamada embriagues patológica, que constitui uma forma especial de intoxicação alcoólica aguda, onde o indivíduo é levado a estados de excitação psicomotores, alucinações ou fabulações.

FATORES QUE INFLUENCIAM O CONSUMO DE ÁLCOOL

Observa-se que a família exerce, sem dúvida nenhuma, o papel mais importante na formação do caráter do indivíduo. O stress decorrente da competição, seja no setor profissional ou pessoal, o desemprego e problemas sentimentais, influenciam cada vez mais o consumo do álcool.Menna Barreto (1992, p. 114), ao relatar os aspectos do psiquismo do alcoolista, diz que:A conduta, o pensamento e os sintomas do alcoolista são dos mais pobres, tanto no delirium tremens, quanto nas formas delirantes crônicas, nos distúrbios do comportamento, na conduta cotidiana, nos lares um tanto ridículos de dignidade. Parece uniformizado e, ao contato do mesmo, descobrimos muito mais do alcoolismo do que o indivíduo.
Muitas vezes, os alcoólicos não deixam transparecer aos estranhos que estão alcoolizados. Já no ambiente familiar, quando sentem que há certo medo da família frente a sua pessoa, tornam-se cada vez mais competidores e agressivos, chegando, inclusive, a cenas de quebra-quebra e agressões físicas em que, nesses conflitos, geralmente a esposa é a principal vítima.


 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALCOOLICOS ANÔNIMOS. A História de milhares de homens e mulheres se recuperam do alcoolismo. São Paulo: Formar, 1980.

FERRARINI, Edson. Tóxico e Alcoolismo. São Paulo: Ferrarini, 1982.

FISHAM, Ross. Alcoolismo. São Paulo: Nova Cultura, 1988. Cap. 03, 04, 05. Coleção estudo sobre drogas.

FOERSTER, Fr. W.. Para formar o caráter. Rio de Janeiro: José Olimpio, 1968.

LECOEUR, Bernard. O homem embriagado. Belo Horizonte: Centro Mineiro de Toxicomania, 1992.

LOSOVSKI, Ester. Plantão Médico: drogas, alcoolismo e tabagismo. Rio de Janeiro: Biologia e Saúde.

MENNA, Barreto. João de Deus. Projeto Saúde. Drogas e Alcoolismo. Rio de Janeiro, Biologia e Saúde.

SILVA, Maria de Lourdes et. al. Alcoolismo: o problema coma qual muitos convivem e poucos conhecem. São Paulo: ADCON, 1987.

VIZZOLTO. Salete Maria. Uma onda perigosa: fumo – álcool – drogas. Petrópolis, 1991.
o autor:
Alcoolismo e suas Consequências no Meio Social publicado 18/10/2008 por Monadelle Araujo Mangabeira Pereira
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Hebe M C em 11 de Julho de 2010, 12:45
Bom dia Vitor,

Nem sempre o álcool provoca a violência, pode ser que na maioria das vezes. Mas tem casos que segundo o AA são mais difíceis até de curar porque o alcoólico se torna dócil, até bobo, entorpecido e não vê as consequências de seu comportamento.
Muitas vezes se sente vítima da própria família.

O alcoolismo desestrutura qualquer seio familiar, tendo o alcoólico um comportamento dócil ou agressivo.
O apoio à família se faz  necessário, não só para lidar com o problema como para curar a neurose que se estabelece em todos os membros.
O trabalho do Al Anon neste sentido é recomendável.

Um abço
Hebe

 
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 11 de Julho de 2010, 13:19
Ola Amiga Hem
Muita paz

   Mais uma vez concordo consigo , e reconheço que os AA, são uma forma de lhes proporcionar a confiança e a coragem de enfrentar o seu dia-a dia pelas 24 horas...no entanto quanto tempo vai estar dependente dos AA?Que acontece após essa falta de apoio?
  E infelizmente a experiencia de alguns contatos , com Amigos em esas circunstancias dizem-me , que a sua vontade é extremamente importante no seio da sua recuperação, e depois de ter aceitação da sociedade, caso isso não aconteça...cai por terra novamente todo um trabalho de recuperação..

Muita paz e harmonia
Boa Amiga

Victor Passos
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Hebe M C em 11 de Julho de 2010, 13:46
Bom dia Vitor,
Sem dúvida a recuperação depende do querer do próprio alcoolico.
O reconhecimento da doença é o primeiro passo, mas senão houver a vontade do doente, nada pode curá-lo infelizmente.
Um abço
Hebe
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Sylvia Campos em 11 de Julho de 2010, 15:28
Excelente topico.

Como comentado,

"Sem dúvida a recuperação depende do querer do próprio alcoolico.
O reconhecimento da doença é o primeiro passo, mas senão houver a vontade do doente, nada pode curá-lo infelizmente."

Devemos fazer nossa parte apoiando, orientando, orando.. Mas cada um faz jus de seu livre-arbitrio, de forma que a vontade e atitude do doente são indispensaveis para a cura.

Muita Paz!
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 11 de Julho de 2010, 19:53
Ola muita paz e harmonia
Amiga Silvia

  Estamos gratos pela sintonia de ideias, isso é bom , mas não podemos parar , até conseguir , libertar essas fragilidades da sociedade...
  Muita paz


Victor Passos
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Sylvia Campos em 12 de Julho de 2010, 14:08
Amigo Victor,

Com certeza! Estaremos sempre buscando a libertação da sociedade dessa fragilidade que tanto faz mal.. !

Muita Paz!
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: TÍFANY em 22 de Julho de 2010, 18:47





           Olá, Morganinha,
 

      Sabe-se que um vício se forma aos poucos seguindo estágios.
Nestas condições,é fácil o viciado recorrer ao que a psicanálise nomeia
de RACIONALIZAÇÃO, ou seja: a atividade do espírito de caráter puramente
ESPECULATIVO, ou ainda a doutrina que privilegia a razão como fonte de conhe-
cimento. Isto é: o viciado tenta forjar "razões"explicativas  ou consoladoras, para
com estas justificar-se perante si mesmo e aos familiares, por atitudes que é "forçado"
a fazer que não pode evitar, a preço de impulsos subconscientes.
       O dependente do vício diz ilusoriamente que: bebe p/ esquecer, ou pq. faz frio,
ou calor p/ refrescar, ou pq. o álcool é vaso- dilatador,etc, etc, etc... esta é, a tal
racionalização!  A 1ª forma de vencer o vício, é impedir que nasça. A 2ª, é impedir que
prossiga e, a 3ª é desarraigar progressiva e inteligentemente.
        Evitar por exemplo, a companhia de outros viciados que não valorizam o seu
equilíbrio, a sua sobriedade, seu tempo c/ a família, sua saúde ao invés de propor algo
melhor p/ fazer. É, c/ certeza, que "essas companhias" não entendem nem perdoem alguém
que se negue a "continuar" no vício. Porém, digam vocês, familiares à pessoa viciada o seguinte: Não queira ser igual, em troca de ser aceito. Não ceda, recuse-se. Se acaso
cair no seu "quintal" uma esva daninha, tire-a logo porque mais tarde qnd. ela for uma árvore forte, será mais difícil derrubá-la. Corte o mal pela raíz!
       Existe um pensamento que diz: "semeia um ato e colherás um hábito. Semeia um hábito e colherás um caráter. Semeia um caráter e colherás um DESTINO!
       Assim, a vitória será conquistada pela inteligência.
       A internação em clínicas especializadas, p/ viciados de qualquer natureza, tb.
ajudam e muito mas o "doente" precisa querer se tratar.  Penso mais positivamente no
que se refere `a CONSCIENTIZAÇÃO, que é a palavra chave p/ se alforriar de quaisquer vício ou infortúnio, recebendo, é óbvio o apoio da família.


       Morganinha, rogo a Deus que tudo pode, e pela sua fé que
todos os seus problemas se resolvam. Saiba, querida, que todos têm
seus percalços, mas não existem problemas sem solução. Dá-se, sempre um geito.
      Reze, reze muito, c/ fé porque a oração é uma responsabilidade pessoal com Deus.

       Um fraterno abraço, fiquem vc e sua família c/ Deus. Agradeço, Morganinha
a sua atenção.    Bjs em seu coração. Da Tífani.




Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: SandraMara em 23 de Julho de 2010, 20:29
Olá a todos.

Excelente tópico. Acredito que este tema deva ser sempre abordado, pois nossos jovens estão cada vez mais perdidos e sem boas referências, assim todos temos que ser agentes multiplicadores destas informações.

Todos são importantes nessa rede de apoio. Quanto mais gente, melhor.

O problema é tão complexo e está tomando proporções tão massificadas que quanto mais informação e formação melhor, visto o potencial destrutivo desta dependência. Como o artigo mesmo mensiona, não há lugar protegido para o álcool. Ele escoa por todos os lados, por todas as regiões e classes sociais. É a droga mais democrática, infelizmente.
Mais uma vez,

Parabéns pelo tópico
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 29 de Julho de 2010, 16:09
Ola muita paz e harmonia
Tiffany e Sandra

O alcoolismo é definido como uma necessidade compulsiva de consumir um líquido intoxicante que é obtido de cereais ou frutas fermentadas. Estes líquidos incluem cerveja, vinho e licores fortes.

O alcoolismo está presente quando uma pessoa deseja o álcool e não pode limitar ou conter a quantidade ingerida. Se alguém sente os sintomas de abstinência, tais como: náusea, suor, tremedeiras, ou ansiedade quando o consumo do álcool diminui, ou se existe a necessidade de beber maiores quantidades de álcool para sentir o seu efeito, essa pessoa provavelmente é um alcoólatra.

Alguns podem pensar que é só uma questão de ter a vontade de parar de beber, mas o alcoolismo é mais complicado do que isso. O desejo de um alcoólatra pelo álcool é tão grande que ultrapassa sua habilidade de parar de beber. A maioria dos alcoólatras precisam de assistência para parar de beber. Com o tratamento e o apoio da família e dos amigos, muitos têm sido capazes de parar de beber e reconstruir suas vidas. É um fato triste, porém, que ainda existem alguns que não são capazes de parar, apesar destas ajudas.
Alcoolismo - Quais são as causas e os efeitos do alcoolismo?
Cientistas dizem que uma pessoa que tem alcoólatras em sua família é mais provável de sofrer do mesmo problema se escolher começar a beber. O alcoolismo também pode se desenvolver ou piorar dependendo do ambiente e experiências traumáticas na vida. Esses fatores podem incluir a cultura, família, amigos, pressão da sociedade e a forma como a pessoa vive.

O alcoolismo pode levar as pessoas a sérios problemas, e pode ser fisiologicamente e mentalmente destrutivo. Atualmente, o uso de álcool está envolvido na metade de todos os crimes, assassinatos, mortes acidentais e suicídios. Há também muitos problemas de saúde associados com o uso de álcool, como danos cerebrais, câncer, doenças cardíacas e doenças do fígado. Alcoólatras que não param de beber reduzem sua expectativa de vida de 10 a 15 anos.
•   Uma grande quantidade de álcool pode destruir células cerebrais, possivelmente levando a danos cerebrais.
•   O álcool perturba fortemente a estrutura e função do sistema nervoso central, dificultando a capacidade de obter, consolidar e processar informação.
•   O consumo moderado de álcool pode afetar as capacidades cognitivas, enquanto que grandes quantidades interferem com o fornecimento de oxigênio ao cérebro, causando um apagão quando totalmente embriagado.
•   O alcoolismo pode também inflamar a boca, esôfago e estômago, e pode causar câncer nessas áreas, especialmente nas pessoas que também fumam.
•   Beber por ostentação pode produzir batimentos cardíacos irregulares, e os que abusam correm maior risco de alta pressão arterial, ataques e outros danos cardíacos.
•   O álcool também pode prejudicar a visão, danificar a função sexual, diminuir a circulação, ser o motivo de desnutrição e de retenção de água.
•   Ela também pode causar doenças pancreáticas e cutâneas, assim como enfraquecer os ossos e músculos, e diminuir a imunidade.
Uma grande porção do álcool ingerido é processado pelo fígado. É importante notar que o fígado tem uma taxa fixa de como digerir o álcool, então se o fígado for usado demais, doenças e disfunções podem resultar, fazendo com que o fígado seja o principal local de dano do álcool. Dano hepático pode ocorrer em três fases. A primeira fase é a dilatação do fígado, na qual as células são perfuradas pelo tecido adiposo anormal. A segunda etapa é a hepatite alcoólica, na qual as células hepáticas incham, inflamam e eventualmente morrem. O terceiro estágio é a cirrose, na qual tecidos de cicatriz fibrosos são formados, atrapalhando o fluxo do sangue através do fígado.
Alcoolismo - O que fazer com o alcoolismo?
•   Tenha o desejo de parar com o vício do álcool. Você deve ter um forte desejo de parar de ser um alcoólatra.
•   Tome a iniciativa de identificar a causa do seu alcoolismo. Estar ciente da causa de um problema é uma parte importante para a sua solução. Se ser alcoólatra é devido a algumas experiências traumáticas, você deve deixá-las para trás e encontrar libertação. Perdão é uma boa coisa para fazer. Procure aconselhamento para ajudar na cicatrização.
•   Faça a decisão de buscar ajuda. Reconhecer a necessidade de ajuda é uma coisa importante para fazer. Há vários centros de reabilitação de álcool que poderiam dar-lhe assistência para o seu tratamento. Você também pode obter diversos tipos de ajuda de sua família, amigos e, acima de tudo e de todos, de Deus.


Muita paz

Victor Passos
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: francesquet em 05 de Agosto de 2010, 02:43
oi, mas tem outra opção que não foi abordada, eu fui toxicomano(cocaina, crack e maconha), sempre procurei me liberar e sem tratamento, só com uma mudança radical de ambiente me livrei. e o alcolismo veio como uma subistituição da dependencia. Mesmo com acompanhamento de familiares ainda consumo, mas agora moderadamente. Mas é tão dificil de deixar e o tabaco tbm.
Título: Re: FLAGELO DO ALCOOLISMO
Enviado por: Victor Passos em 14 de Agosto de 2010, 22:28
Ola muita paz
Amigo Francesquet

Qualquer tipo de vício é devido aos nossos defeitos psicológicos, nossa intimidade de escolha, livre-arbitrio, e vontade que fazem jus a que nós por perdas, ou por dadnos causados por varias carencias nos atiram para a viciação.
Mesmo que lute , essa situação  mantêm viva a força que interiormente nos aliena o espirito e se combatemos sozinhos acabamos por cair de novo.
Também é errado pensar que combater um vicio com outro vai ser menor o perigo de sujeição, isso é pleno engano, pois não deixa de se estar dependente.
Hoje um cigarro, amanha um copinho só, e quando damos por ela,  vai se tornando uma “bola de neve”, um problema que inicialmente era pequeno se transforma em algo totalmente sem controle.
Por esse motivo é que as pessoas tornam-se viciadas apenas experimentando poucas quantidades no inicio, pois crêem que podem largar o vício tão logo queiram.
Isso é um grande erro, pois mesmo com essas pequenas quantidades o defeito psicológico já é criado e alimentado e, muito lentamente, vai se robustecendo e evolvendo sua vítima até que tenha o controle sobre essa pessoa.
Quando a pessoa se dá conta do problema o vício já está muito forte.

Amigo dou-lhe um conselho , você demonstra vontade e é capaz de ir à luta ,tem coragem ,  então busque um programa de recuperação, amarre açoes que o prendam e afastem da tentação e faça com acompanhemento medico-espiritual essa libertação e os Irmãos o apoiarão nessa luta...

Muita paz e harmonia bom Amigo
Victor Passos