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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: sandramarabsj em 15 de Março de 2011, 13:59

Título: As drogas – 1
Enviado por: sandramarabsj em 15 de Março de 2011, 13:59
AS DROGAS NA VISÃO ESPÍRITA

Lila Piancó

Meus queridos irmãos:
No artigo de hoje iremos abordar a controvertida e delicada questão das drogas.
Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentoda sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
.O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica eespiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuronais.
Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz ( pág. 221 - Edição FEB), lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuronais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.
.A ação dos Espíritos Inferiores junto ao viciado pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado,vinculado a regiões espirituais inferiores.
O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga.
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos"

A Casa Espírita, como Pronto-Socorro espiritual, muito pode contribuir com os Espíritos Superiores, no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida. Com certeza, essa contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no dia-a-dia da Instituíçao,ensejassem: Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituíção ainda não tenha implantado.
Estimular seus freqüentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. Essas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou a dar o primeiro passo nesse sentido.

Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmos as desencarnadas. No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual: passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima.
Meus queridos amigos, diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade.
Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.


Título: AS DROGAS 2
Enviado por: sandramarabsj em 15 de Março de 2011, 14:03
Valci Silva
As drogas e sua nociva influência, na visão de um psicólogo espírita

Valci Silva (foto), psicólogo, especialista em psicologia clínica e em dependência química, é coordenador do Programa de Atenção ao Dependente Químico do Ambulatório de Saúde Mental em Tupã (SP), cidade onde nasceu e reside. Espírita desde 1982, ocupa a vice-presidência do Centro Espírita Irmã Isabel e coordena a Mocidade da União Espírita Allan Kardec, acumulando também o Depto. de Doutrina da USE-Tupã. Palestrante e autor do livro que ensejou a presente entrevista, o confrade é também presidente do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente na mesma cidade.
  O Consolador: Seu livro Drogas: Causas, Consequências e Recuperação, editado pela EME, está na 4ª edição e com ótima repercussão no movimento espírita. Como surgiu o interesse por essa abordagem tão detalhada?
No ano de 2004, a USE estadual solicitou às intermunicipais que se programasse um curso sobre dependência química, voltado para a orientação da família espírita. Elaboramos um curso de 32 horas e com a participação não somente da família espírita, mas das escolas públicas e particulares, do COMAD (Conselho Municipal Antidrogas) de Rancharia, cidade vizinha, e alunos da UNESP-Tupã, além de outros interessados. Foram, ao todo, 150 assíduos participantes no curso, que forneceu certificado de conclusão.
 O Consolador: Realmente há carência de debates sobre essa temática internamente no movimento espírita. A que se deve essa distância do movimento espírita quanto à questão, embora haja algumas instituições especializadas?
De fato, isso ocorre no movimento espírita. Tenho me sentido muito gratificado em estar rompendo essa inércia do movimento, levando para dentro das instituições a conversa franca e aberta sobre as drogas. Creio que o movimento espírita carece de pessoas preparadas e instruídas para discutir o assunto. Felizmente tenho sentido enorme receptividade no movimento, pois estamos preenchendo um vácuo. Por outro lado, a impressão que temos é que os espíritas não se veem sujeitos à injunção das drogas, o que é um grande engano, pois ainda somos seres humanos sujeitos a falir em nossa jornada evolutiva. Por isso avalio como muito importante romper dentro do movimento a inércia existente.
 O Consolador: No exercício de sua profissão, muitos são os casos que aparecem no consultório? Como lidar com eles?
Infelizmente é crescente o número de usuários e dependentes de drogas em geral. O uso de drogas se inicia dentro do próprio lar, quando os pais usam medicações para qualquer situação em que não seria necessário o recurso químico. Muitos pais, ao chegarem em casa, adotam atitudes do tipo "preciso tomar uma cerveja para relaxar" ou "preciso tomar um calmante para dormir". Levando-se em conta que educação se faz por convivência, rapidamente a criança assimila o conceito de que pode resolver suas necessidades através destas substâncias. Os pais perdem a oportunidade de lhe ensinar  a viver de modo mais ajustado e natural, com enfrentamento das dificuldades através das habilidades natas ou sociais de cada um. Em razão dessa ordem de coisas, além da forte influência do meio em que convivemos, as drogas se tornaram muito "populares" e de fácil acesso. Isso explica o enorme contingente de usuários na ordem mundial, que hoje está no patamar de 26 milhões de pessoas, o que equivale a 0,6% da população do planeta. Dos atuais 6,5 bilhões de habitantes, 208 milhões de pessoas já experimentaram algum tipo de droga... Eles estão buscando o quê? Faltam-lhes objetivo e meta existencial, por isso procuram em qualquer lugar ou coisa. Ensina Shakespeare que “quando não se sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve". Em razão de tudo isso temos atendido muitas pessoas envolvidas com drogas, principalmente no serviço público, em que atuamos há mais de 25 anos com dependentes químicos. Lidar com eles não é tarefa fácil. É preciso muita paciência, dedicação, conhecimento e, acima de tudo, firmeza no encaminhamento das suas necessidades e dificuldades. Podemos – e assim fazemos – atendê-los em três níveis, sendo importante uma avaliação médico-clínica e muitas vezes psiquiátrica, muitas vezes com consequente uso de medicação, terapia psicológica e, em alguns casos, internação hospitalar.
 O Consolador: No Centro Espírita também há atendimentos envolvendo a dependência química? Como a instituição tem tratado a questão?
Quanto aos centros espíritas, é preciso que haja pessoas habilitadas para tratar da questão. Esse foi um dos propósitos do curso que ministramos no ano de 2004. Como dissemos, existe um vácuo no movimento espírita, e consequentemente nos centros espíritas, de pessoas preparadas para o mister. Conheço uma ou outra casa que consegue realizar um trabalho pertinente. Já participei de um grupo de desobsessão que atendia muito a Espíritos que desencarnaram pela via das drogas. Era um grupo de médiuns que conheciam e estudaram a problemática das drogas. Além do que era preciso uma preparação fisico-orgânica, moral e espiritual ajustadas, pois, segundo estes médiuns, as vibrações desses Espíritos são muitas vezes insuportáveis na mente e no organismo do médium. Em razão de dificuldades gerais o grupo não conseguiu seguir adiante. Os centros carecem de uma direção nesse tipo de atendimento aos usuários e seus familiares.
 O Consolador: Em seu livro, simplesmente analisando o índice dos assuntos, já se nota a profundidade da abordagem. Numa síntese, como você aborda os prejuízos das drogas na família e na sociedade?
Os prejuízos vão desde a questão da saúde do usuário, bem como em muitos casos a sua marginalização. Além do que a família, a mais prejudicada, vivencia realidades nunca imagináveis, como ver o seu dependente roubar, agredir física e moralmente e submetê-la a uma condição de subjugação e humilhação, consequentemente fazendo com que todos os seus membros adoeçam as relações afetivo-familiares.
 O Consolador: E os prejuízos individuais, espiritualmente considerando?
O indivíduo, ao se comprometer com a dependência às drogas, desorienta sua caminhada evolutiva. Modifica muitas vezes um "destino" de glórias e conquistas em todos os terrenos da vida humana, além de comprometer sua futura estada no mundo espiritual, pois fatalmente irá habitar espaços cavernosos nesse mundo, quando do seu desencarne. Compromete não somente o presente, mas também o futuro, pois compromete severamente o perispírito, moldando-o às pré-disposições físicas/orgânicas da futura encarnação. Apresentamos no livro alguns textos de André Luiz sobre as consequências do desregramento do homem quanto às drogas e suas implicações físicas e mentais depois da desencarnação, além das implicações obsessivas que as drogas podem provocar levando a criatura a atos de crueldade, ao suicídio e a malefícios de toda ordem. E há, ainda, o agravante do vampirismo provocado por Espíritos desencarnados, que ainda necessitam das drogas, levando o viciado encarnado ao excesso do uso e muitos à overdose da morte.
 O Consolador: De que maneira a Doutrina Espírita pode contribuir para a redução do difícil quadro de dependência química?
Todo aquele que adotar para si os princípios espíritas receberá um roteiro de luz capaz de guiá-lo com segurança. A doutrina espírita oferece-nos a compreensão dos porquês da nossa existência, situando a caminhada humana em uma trajetória de instrução e esclarecimento capazes de nos guiar nos caminhos tão árduos do mundo atual.  Eu sugiro no livro algumas ações tais como:
Discutir com os jovens (nas mocidades, pré-mocidades, infância etc.) os problemas que envolvem a vida do Espírito encarnado, através de temas que tocam os jovens de perto – sexualidade, namoro, gravidez, AIDS, drogas.  Procurar integrar os usuários de drogas nas atividades da casa, em vez de os discriminar e rejeitar.  Encaminhá-los para a assistência espiritual. Dar um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a instituição ainda não as tenha implantado.  Estimular seus frequentadores, em particular a família do dependente em tratamento, à prática do Evangelho no lar.
 O Consolador: Quais as repercussões que a publicação de seu livro teve? Você tem feito palestras e viajado para abordar o assunto?
Em razão de um vazio no meio espírita, o livro tem sido aceito muito bem. No ano passado, quando ainda estávamos na terceira edição, foi o livro mais vendido pela editora EME no mês de novembro. Isso demonstra o espaço que o livro, pouco a pouco, vem ocupando, no meio espírita principalmente. Em razão desta aceitação, nós temos tido a oportunidade de estar indo a muitos lugares no Estado de São Paulo e já stivemos em duas cidades do Paraná. Recentemente estivemos em Monte Alto, que fica na região de Ribeirão Preto, numa jornada de dois dias, discutindo a temática das drogas no meio espírita local, além de visitarmos a instituição Horto de Deus naquela cidade, para uma grande roda de conversa. Na oportunidade ouvimos os relatos dos internos e pudemos contribuir com o nosso conhecimento para uma conversa franca e orientadora de suas dificuldades, bem como da instituição.
 O Consolador: Considerando a influência dos Espíritos no fenômeno da obsessão, como fica a questão?
Reportamo-nos à questão 459 de O Livro dos Espíritos, em que Kardec indaga aos Espíritos: “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?” e obtém como resposta: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. Poderemos compreender facilmente, em face desta resposta, a gravidade da presença de Espíritos junto dos encarnados por afinidade do uso de drogas, numa lei de atração inexorável. Consequentemente, sofrerão processos obsessivos cruéis e muitas vezes impossíveis de desfazer, em face da simbiose para o consumo de drogas, de ambas as partes.
Título: AS DROGAS 3
Enviado por: sandramarabsj em 15 de Março de 2011, 14:28
Ana Luiza
Tenho um primo, atualmente com 31 anos, que desde os seus 15 anos, está envolvido com drogas. Começou com drogas leves e atualmente está morrendo aos poucos, com o craque. A vida da família dele está se destruindo. Ele está no ponto de roubar materiais da loja da própria família. A mãe dele (minha tia), não sabe mais o que fazer e a quem apelar, pois essa agonia e tormento, não tem fim.
E a situação piora a cada dia que passa. Rezar não está funcionando. Ele já foi internado algumas poucas vezes, porém, não trouxe nenhum benefício.
Gostaria de saber se alguém conhece algum caso assim e se houve reparação.
Seria possível alguma cura espiritual, através de casas espíritas?
Respostas:
Sim, é possível!!!
Mas a situação é complicada ao se analisar o que seria a “cura” neste caso, que consiste em seu primo mudar o ponto de vista sobre os prazeres da vida. A Espiritualidade ajuda, inspirando os bens morais, mas do outro lado existem também irmãos desencarnados também voltados aos vícios, que se aproveitam de seu primo, são os chamados “vampiros” que sugam o tóxico em sua emanação deletéria.
São exatamente nestes casos que mais fazemos o uso de nosso livre arbítrio, escolhendo nossas companhias por plena sintonia, derivada da atual visão da vida, curtindo os ilusórios prazeres imediatos, que no fundo são verdadeiras desgraças.
A cura pode ocorrer, mas não pode ser em um trabalho unilateral, tem de ser mútuo, seu primo em primeiro lugar deve desejar mudar, para então entrar no processo de conscientização. Acima de tudo, ele tem de querer, reconhecer suas fraquezas e buscar se emendar.
Qualquer cura espiritual, seja através de cirurgias, mesmo que físicas, é antes de tudo uma cura íntima, uma mudança de encarar a vida.
Tem uma passagem do Espírito Vianney cura D’ars, no Evangelho segundo o Espiritismo, que traduz muito bem a situação:
"Meu Pai, cura-me, mas faze que minha alma enferma se cure antes que o meu corpo; que a minha carne seja castigada, se necessário, para que minha alma se eleve ao teu seio, com a brancura que possuía quando a criaste." (Evangelho Segundo o Espiritismo, item 20 do capítulo VIII – Allan Kardec)
Há uma passagem onde Jesus disse: “Bater-vos-á a porta, e ela se vos abrirá”, ou seja, é necessário que a pessoa tome atitudes, primeiramente no sentido realmente querer mudar, e assim estará mais aberto ao auxílio espiritual.
Vale a pena dar uma lida nestas questões de O Livro dos Espíritos:.
909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?
“Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”
910. Pode o homem achar nos Espíritos eficaz assistência para triunfar de suas paixões?
“Se o pedir a Deus e ao seu bom gênio, com sinceridade, os bons Espíritos lhe virão certamente em auxílio, porquanto é essa a missão deles.” (459)
911. Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las?
“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em conseqüência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.”
912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?
“Praticar a abnegação.” (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec)
Sendo o vício do craque degradante, com sérias conseqüências íntimas, em um suicídio indireto, creio válida até mesmo a medida de internação, abstinência temporária forçada, junto à psiquiatria, e também oferecendo (não impondo) os estudos espíritas, buscando uma maior conscientização sobre os valores da vida.
Um Forte Abraço, Paz e Luz!!!      Messias

Olá!
Ana Luiza, minha querida!
As drogas tem sido muito estudada entre nós espíritas.
Existem varias casas espíritas que dão assistência não só aos drogados, mas, tbm as familias.
O que acontece é que se a pessoa não quiser ser ajudada, o tratamento direcionado a ele, não surtirá efeito. Pq ele mesmo vai sair a procura de drogas.
As orações feitas por ele são ouvidas sim, e respondidas pelos mentores espirituais em forma de consolo.
Vou te relatar um fato que acontece com uma pessoa amiga!
O jovem, procurava todo tipo de droga, por anos seguidos. A familia ia em busca de auxilio em nossa casa de caridade. Atendíamos e por aquela noite o jovem ia p/ casa e dormia bem.
Logo ao amanhecer ia ele em busca de mais estimulantes.
Demos atendimento a familia que hoje faz parte de nosso grupo socorrista.
Entretanto, o jovem em questão lesou seu cérebro e está internado em clinica psiquiatrica, sem condições de alta, em tempo algum.
Virou um vegetal após uma convulsão não retornando mais ao mundo real.
Vc me diria que as orações não foram ouvidas?
A familia se reestruturou e vivem felizes com seu filho, dando-lhe toda assistência e amparo que a situação requer.
O livre arbítrio dele o levou a essa situação. Precisará de voltar e refazer as lições novamente.
Agora só nos resta pedir aos bons espíritos que os amparem nas lutas vindouras.
Paz, que Jesus olhe por sua tia e familia.    sula-flo...
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Mourarego em 15 de Março de 2011, 14:29
O título deveria ter siudo: As drogas na visão de André Luiz.
Po ruqe?
simp0les, andré nos dá a opinião dele, já que não faz doutrina.
No texto vê-se: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual."O que se quer dizer com "corpo perispiritual"? Ora falamos apenas de perispirito.
Ele, diz a De, é constituído pelo espírito, do fluido cósmico Universal, ou seja de modificação deste.
Logo nada tem a ver com a parte física humana, nem sangue, nem cérebro e nem outra coisa, ao dizer como disse, André demonstra sua convicção no Modelo organizador biológico, que é outra estultice pois o perispirito é apenas o agente das sensações dois Espíritos  logo não molda nem organiza nadica de nada gente amiga!
Busquemos nas obras básicas amigo, senão vamos ficar a aprender sob as vistas dos Espíritos que ditam as mensagens e a De nos alerta para que compulsemos sempre os seus ensinos, para ali sedimentarmos nossa convicção
quem assim não o faz, passa a crer apenas nas idéias dos espíritos que escreveram ou ditaram as páginas mas não na DE e daí passam a criar ídolos de pés de barro.
Abraços,
Moura
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Victor Passos em 18 de Março de 2011, 09:23
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos

Drogas: tratamento e prevenção


...O que fazer? Esta é a pergunta de tantas famílias que sofrem com seus filhos dependentes. Muitas por falta de informação deixam de acreditar na recuperação do familiar com tal problema.

Estaremos enumerando alguns conselhos que achamos de grande importância para aqueles que desejam ajudar seus filhos ante o problema das drogas:

•Tenha calma, este não é o momento para desesperar-se;
•Procure encontrar os prováveis motivos pelo qual levou o jovem a buscar solução nos vícios;
•Trabalhe em cima do diálogo aberto e sincero. Lembre que você já foi um jovem e, provavelmente, também passou por esta fase;
•Resgate a amizade, o amor e a confiança mútua;
•Examine as amizades;
•Reserve, todos os dias, um tempinho para conversar com ele;
•Não lhe confie altos valores de dinheiro, principalmente se você não está sabendo qual o estágio da dependência dele;
•A ajuda espiritual é essencial;
•Dê-lhe apoio nas tarefas da escola, do trabalho ou da família;
•No caso de a família não ter forças para superar o problema sozinho, procurar ajuda e apoio especializados.

A importância da família no processo terapêutico

Quando uma pessoa está em fase de tratamento, precisamos sempre observar que assim como sua vida estava em decadência, também o seu meio tende a apresentar certas debilidades. O que queremos dizer com isto? Não que a pessoa tornou-se uma dependente somente por causa de seu meio, mas que ele é um fator importantíssimo e de grande influência.

Então vemos o deslocamento do indivíduo para a internação, passando por um período de tratamento intensivo, que o leva a modificar sua forma de pensar, falar e agir. Ele se integra no "processo de mudança", tornando-se permanente e progressivo.

Mas existe também a grande necessidade de haver um trabalho com o meio ao qual esse indivíduo irá retornar após o período de recuperação. Esse meio nada mais é do que a sua casa, sua família. Por que a família em geral (pais, avós, tios, irmãos, esposas, filhos) são um dos grandes responsáveis pela situação deste indivíduo. Pessoas problemáticas vêm de uma família doente. Existem então certos fatores que precisam ser observados no meio ao qual este interno irá se reintegrar:

A conscientização da família

Muitas famílias não têm a humildade de reconhecer que também possuem uma parcela de culpa no problema do familiar dependente, dizendo que somente ele é o problemático, a "ovelha negra da família". Mas quando nos deparamos com as atitudes e decisões das famílias, vemos o quanto necessitam de uma mudança. A família precisa fazer uma auto-análise. Observar onde está a raiz dos problemas. Pode ser o relacionamento entre marido e mulher. Pode ser a falta de comunicação entre pais e filhos. Pode ser a desinformação e a alienação com relação aos vícios.

A busca do perdão

Todos os integrantes da família devem ter uma harmonia, buscando o amor, a compreensão e o perdão. Diariamente vemos famílias com grandes traumas e mágoas. A família precisa trabalhar em cima do perdão para que as feridas do passado possam ser cicatrizadas. Muitos ex-usuários nos relatam a dificuldade que encontram com suas famílias. Elas jogam na cara de que ele é quem foi o viciado e que precisava mudar, esquecendo a necessidade de perdoá-lo para que ele possa também se perdoar e levantar a cabeça.

Cultura do meio

Determinamos como cultura os costumes e tradições que são executadas normalmente pela família no cotidiano. um costume muito comum é todo fim de semana, fazer aquele churrasquinho e beber uma caipira ou algumas cervejas. Nesta tradição, vemos muitas crianças conhecendo a bebida alcoólica através de seus próprios pais. Temos exemplo de muitos alcoólatras que iniciaram a beber nestes churrasquinhos familiares quando criança. Costumes determinados incorretos podem abalar toda uma estrutura familiar, fazendo do lar um verdadeiro inferno, onde pessoas não se entendem, não se comunicam, os integrantes se tornam individualistas e preocupados só com seus problemas pessoais. Isto precisa ser muito bem observado, pois pode ser esta a "válvula de escape" na família. Como uma pessoa que está num processo de mudança tão sensível conseguirá sobreviver?

Reconhecimento do erro

Isso acontece muito com os casais onde o marido e a esposa defendem suas teses individuais. Seus pontos de vista são extremamente fechados, não dando valor às idéias do outro cônjuge. A partir deste individualismo, segue-se uma série de problemas, como discussões, dissoluções, brigas, e quase sempre, levando a uma vida infeliz e até à separação.

Neste caso, é preciso haver a compreensão entre as partes. Cada um deve reconhecer os seus erros. Reconhecer que a idéia do outro é mais fundamentada que a sua. Reconhecer a importância da colocação do seu próximo.

Este fator deve também ser observado entre pais e filhos. Cada um deve reconhecer as suas debilidades, onde cada um errou e como devem consertar o que está quebrado.


Importância da espiritualidade

Mais e mais os profissionais da área da saúde estão se convencendo da grande importância da restauração da vida espiritual. Neurologistas estrangeiros descobriram no cérebro humano um lugar o qual o chamam de "o lugar de Deus". Na verdade, a sociedade atual tem esquecido de Deus, dando lugar à soberba, à ganância e a tantos outros males da nossa atualidade. Deixaram de acreditar e confiar no Deus verdadeiro, desacreditando no seu poder restaurador.

Em nosso trabalho procuramos focar muito forte este aspecto, pois vemos homens e mulheres que chegam completamente destruídos, pensando não haver mais a solução. Nem mesmo eles acreditam na possibilidade de mudança. Aí levamos a mensagem de que mesmo com todos os seus problemas, existe um Deus maravilhoso que está de braços abertos para os perdoar, fazendo brotar nestas vidas derrotadas uma esperança de ser feliz!

Mas a família precisa assimilar a importância de também receber aquilo que seu familiar está recebendo no período de recuperação. Para que quando ele retorne à sua família, encontre pessoas que falem a mesma língua, que sentem o que ele sente.

Na verdade, a família precisa compreender que o fato de seu familiar ter entrado no submundo dos vícios nada mais é do que a conseqüência, onde as causas normalmente estão no meio familiar, de onde ele proveio. Cabe aos pais, aos maridos, às esposas, aos filhos, atentar para o processo de mudança, para que quando o internado retornar ao seio familiar, não encontre a sua casa da mesma forma que saiu.

Se sua família tem passado por grandes problemas e estás precisando de uma palavra de apoio, ou um conselho, estamos à disposição. Você pode nos enviar um e-mail, carta, ou até nos telefonar. Nosso interesse é somente de lhe ajudar!

 Marco Aurelio Rocha

Muita paz
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Feni em 13 de Janeiro de 2012, 16:02
Obrigada Sandra pelos textos, pois enriqueceu o meu estudo sobre O caminho das drogas do corpo ao perispirito. Bjus
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: mateuszanetti em 13 de Janeiro de 2012, 16:29
Infelizmente não podemos socorrer aqueles que não querem ser socorridos. É aquela história que aparece logo no início do LE "não converta aquele que não quer ser convertido".
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 13 de Janeiro de 2012, 17:02
Carissimos irmãos.
Como seguidores do Cristo que nos propomos ser, devemos praticar a caridade de forma incondicional, para com todos nossos irmão de jornada.
Realmente, as drogas estão cada vez mais se inserindo nos contextos familiares.
Ainda que devamos entretanto fazer a distinção entre as drogas licitas e ilicitas, é exatamente aí que residem boa parte dos problemas.
Quando se fala em drogadição, uso de drogas e a sua consequencia organica e mora l na vida das pessoas e das coletividades, normalmente temos em mente as drogas ilícitas, que são realmente devastadoras.
Mas acredito que para se chegar a tal comprometimento, etapas importantes são necessárias. Etapas essas que podemos perfeitamente trabalhar para evitar.
A apologia que se faz das drogas licitas, tal como cigarro e bebidas é, provavelente o passo inicial para inserir o individuo no caminho equivocado da fuga pelas drogas.
Ao imaginarmos que uma boa diversão depende de estar "alto", pela bebida assumimos que precisamos alterar nosso estado de consciência para termos "momentos felizes".
A cultura equivocada de nossa sociedade sensual e ignorante, identifica nos prazeres materiais, tais como a gula e o sexo, a grande fonte de satisfação. Na busca dessa satisfação, as drogas, sejam licitas, sejam ilicitas, são companheiras quase que inseparáveis.
Enquanto espíritas que, como ja disse, pretendemos seguir o Cristo e seus ensinamentos, não podemos nos furtar a esclarecer aqueles irmãos qe nos cheguem ao convívio, para que não caiam nessas armadilhas da ignorância e da perversidade.
Podemos e devemos iniciar em casa com nossa familia, nossos filhos, parentes e amigos mais próximo, convidando-os a busca do verdadeiro sentido da vida.
E não vejo melhor maneira de se fazer isso do dando o exemplo, através da vida reta, regrada, trocando programas e atividades degradantes por programas e atividades enriquecedoras do nosso espirito. Evitando tambem os excessos de qualquer parte, seja na comida, bebida, ou qualquer outro tipo de ostentação que exalte o orgulho.
O amor é a grande vacina contra a influencia das drogas na vida dos nossos jovens. O amor que se aprende em casa.
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: juliana0306 em 06 de Outubro de 2012, 19:36
Boa tarde queridos irmãos! Sou nova no forum e o assunto das drogas e para mim muito importante.Ouvi opiniões contrarias e permaneceu minha duvida: Quando amamos um viciado devemos levar em conta o nosso cansaço(me separar) ou a caridade permanecer do lado dele tentando ajudar. São 8 anos juntos 4 em pé de guerra com as drogas(cocaína),me sinto esgotada,porém não queria abandona lo,pois sei que sem minhas cobranças ele só a de piorar(ele não tem família perto) e sendo o pai do meu filho e meu primeiro amor não quero que nada de ruim aconteça a ele.
Vem a dualidade: tentar ter paz de espirito OU permanecer nesta situação sem conseguir  nem respirar? beijus se puderem me ajuda agradeço,pois a opinião direta ao meu problema será muito importante para mim.
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Mourarego em 06 de Outubro de 2012, 19:42
Amiga Juliana,
não são as drogas ou o cansaço pela luta sem a devida vontade do outro, em deixá-las que são a parte mais importante desse pensamento que a amiga nos coloca, mas sim o amor que um sente pelo outro.
As drogas sim, têm relativa importância, mas se há amor entre dos dois e friso bem entre os dois, mesmo que surjam idéias de separação, isso não acontece.
Não se permanece junto de alguém apenas por caridade este é um erro.
Abraços,
Moura
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: juliana0306 em 06 de Outubro de 2012, 19:47
Muito obrigada por suas palavras...
penso que o amo muito ele diz que me ama,mas o coração alheio não se conhece,tenho duvidas até sobre o meu,o problema é quando a magoa turva o coração e não temos certeza sobre o que sentimos...
obrigado pelo carinho
Que Deus o abençoe.
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Mourarego em 06 de Outubro de 2012, 19:50
Maninha Juliana, permita-me chamá-la assim...
Avalie com calma mas com muita razão o que a amiga sente hoje.
As vezes  o que pensamos ser amor é apenas fruto da convivência diária, nos acostumamos e como temos momentos felizes juntos, vamos levando a frente.
pense, reflita com calma e com razão, e a amiga  com certeza encontrará dentro de si mesma a resposta.
Abraços,
Moura
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: filhodobino em 06 de Outubro de 2012, 20:01
Boa tarde queridos irmãos! Sou nova no forum e o assunto das drogas e para mim muito importante.Ouvi opiniões contrarias e permaneceu minha duvida: Quando amamos um viciado devemos levar em conta o nosso cansaço(me separar) ou a caridade permanecer do lado dele tentando ajudar. São 8 anos juntos 4 em pé de guerra com as drogas(cocaína),me sinto esgotada,porém não queria abandona lo,pois sei que sem minhas cobranças ele só a de piorar(ele não tem família perto) e sendo o pai do meu filho e meu primeiro amor não quero que nada de ruim aconteça a ele.
Vem a dualidade: tentar ter paz de espirito OU permanecer nesta situação sem conseguir  nem respirar? beijus se puderem me ajuda agradeço,pois a opinião direta ao meu problema será muito importante para mim.

Amada Irmã,
Ninguém pode fazê-la infeliz sem sua própria permissão...
Ninguém ama em verdade e em Espírito, alguém que a seu sentir, precisa mudar, deixar de ser o que é para vir a ser que você queira que ele o seja.
Ninguém ama os defeitos de ninguém, a gente só consegue amar as qualidades, e Deus não deixou nenhum de seus filhos órfãos, por mais que pareçam defeituosos/as.
Só conseguimos amar alguém... Amando-o como ele/a o é...
A crítica não modifica ninguém... Preces, sinceras desejando-lhe o melhor que ele quiser o levará a não se defender de sua tentativa de mudança, até subjetivamente, pois os Espíritos sabem o que o corpo não tem condições de perceber...
Amor verdadeiro, como o Cristo demonstrou, convivendo com gente de má vida, cobradores de impostos, prostitutas, e toda sorte de raca como os fariseus diziam, é alimento que lança bases para um fluxo continuo de tranguilidade espiritual, expontâneo, da mais pura pontencialidade, que vence as trevas, sejam quais forem, mas precisa fé e tempo...
O filhodobino não evangeliza, fala do que viveu, e aprendeu a ajudar no conserto, participando do conCerto com atos próprios nesta encarnação.
Que Deus lhe abençoe e fortaleça, pois assumistes uma tarefa, difícil, e, sozinha ficará dificil, una-se aos anjos de guarda que sua familia espiritual dispõe, e não deseje o que você queira que se faça, mas aceite com amor e carinho, doação sincera e sem cansaço, só assim vencerás...
A doutrina Espírita ensina como e porque, mas cada um tem a obrigação pessoal de fazer o que se dispôs a fazer, e nunca lhe faltarão forças, e sustentação.
Saude e Paz!
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: juliana0306 em 06 de Outubro de 2012, 20:11
 filhodobino Obrigado por suas palavras,como disse preciso de palavras que me ajudem a fazer o melhor para mim e minha família.
e gostaria de ter uma visão espirita do problema!!!
Estou aprendendo muito com vocês obrigado!!!
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: Mourarego em 06 de Outubro de 2012, 20:14
Mano Bino,
não vou por reparo em seu escrito senão nesse trecho: "A crítica não modifica ninguém..."
A crítica ew sei que o amigo9 também o sabe, é um dos instrumentos da filosofia e se a alijamos de nossas ações, andaremos mais a errar do que a acertar.
Veja este exemplo: Muitos dizem, Elvis é o Rei do Rock". "Senna foi o melhor entre todos até hoje." estas duas avaliações não são apenas elogios mas sim elogios que partiram de uma crítica feita tanto para voz, Jeito, inovações de modulação introduzidas no gênero Rock pelo Elvis, quanto uma crítica daqueles que entendendo do que vai pelos meandros da construção de um carro de F1, da condução deste, por uma plêiade de pilotos, e do resumo de vitórias, pole positions,  e tempos de voltas, os fizerem elege ao piloto brasileiro como o melhor.
Logo, tratamos com crítica sim senhor, e esta, tanto ao primeiro quanto ao segundo exemplos fez com que Elvis ou Senna, viessem modificando onde estariam mais longe das ponderações dos críticos.
Espero ter lhe ajudado a entender o meu ponto de vista.
Só para terminar dou um exemplo dentro da DE: Um Espírito sabemos todos, que tem incontáveis encarnações, diversas num mesmo mundo até que se torne detentor de todos os progressos que estre mundo possa lhe angariar.
Ora, como ele vem de conhecer onde acertou ou errou? através da crítica, pois que é este olhar crítico que lhe demonstra erros e acertos segundo os ditames da Doutrina.
Avaliando-os, modificando-se no que errou  na encarnação seguinte demonstrando-o na nova vivência ele caminha mais rápido e apreende maior mérito, até que chegue aos pórticos de nova categoria a ser vivenciada num mundo superior ao que estava antes.
abraços,
Moura
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: hcancela em 06 de Outubro de 2012, 20:59
Olá amigos(as)


Conviver com alguém que tem problemas de drogas e mais ainda viver no quotidiano, é uma tarefa árdua, e que na maioria das vezes não temos essa capacidade. Todo o drogado nas horas de falta do produto não vê ninguém e nem Ama nada, a não ser o produto que necessita aliviando assim a dor fisica e Psicológica. Passado tudo isto irá reconhecer sempre quem o Ama e nomeadamente os seus familiares, como que o único amparo que têm, mas que de facto serão também estes os mais maltratados pelas razões óbvias.
Vi muito sofrimento em familias de bons costumes,mães em autentico desespero por fazerem tudo por seus filhos que cairam nessas teias,muitos lares destruidos pelos seus familiares já não terem força para auxiliar , depois de isto a droga os levou para a sargeta e por fim a morte inivitável, pelo desgaste do corpo fisico e mental.
Também vi o Amor a triunfar porque a paciência, a determinação dos familiares foi mais forte do que qualquer droga que há no mundo.
Este o medicamento o verdadeiro Amor e não a critica barata que antes de ajudar magoa e fere, naquilo que já está enfermiço.
Se tivermos isto mesmo que no fim as coisas não sigam pelo melhor caminho, mas  teremos a certeza que fizemos o possível por aqueles que Amamos.
Um drogado para mim não é um viciado, mas sim um doente que pode até não ter cura, mas que temos o dever de auxiliar, e se for marido, mulher, filho, etc, mais ainda.
Todos nós passamos por momentos muito dificeis em nossas vidas , e estas se apresentam de formas diferentes, mas todas enfermiças, que os mais próximos devem acima de tudo acolher, sem pieguices e sem essa de cuitadinhos, mas fortes e determinados naquilo que se deve fazer, com um caldo de paciência e uma pastilha de Amor.
Juliana muita paz para si e marido, que o coração meigo de Jesus esteja em seu coração, e que consiga de alguma forma levar a sua vida o melhor possível e as melhoras.Beijos em seu coração.

Saudações fraternas
Título: Re: AS DROGAS 1
Enviado por: filhodobino em 06 de Outubro de 2012, 21:35
Amado e prezado amigo, Moura...
Amo-o como és, e não posso a perfeito juízo tentar fazer como fazes, pois escolhestes como disse há tempos, uma tarefa espinhosa, difícil, que eu próprio não a quereria para mim, todavia, isso como disse não invalida minimamente o amor que visualizo no seu trabalho, e não torna pessoal uma reflexão que possa ser adotada coletivamente. amo suas qualidades, logo, não me preocupa nem uma nesga siquer o que e como pensas, não tentarei mudá-lo jamais, voce é rei na sua seara e na tarefa que abraçastes...
Portanto, não ponho reparo em absoluto, em nada que se lhe aprouve digitar, aqui ou em qualquer outro lugar.
Que Deus o continue abençoando e iluminando!
Meus respeitos...
Saúde e Paz!

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Logo, tratamos com crítica sim senhor, e esta, tanto ao primeiro quanto ao segundo exemplos fez com que Elvis ou Senna, viessem modificando onde estariam mais longe das ponderações dos críticos.
Espero ter lhe ajudado a entender o meu ponto de vista.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/as-drogas-1/#ixzz28YOYca5l
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: juliana0306 em 06 de Outubro de 2012, 22:01
Olá amigos(as)


Conviver com alguém que tem problemas de drogas e mais ainda viver no quotidiano, é uma tarefa árdua, e que na maioria das vezes não temos essa capacidade. Todo o drogado nas horas de falta do produto não vê ninguém e nem Ama nada, a não ser o produto que necessita aliviando assim a dor fisica e Psicológica. Passado tudo isto irá reconhecer sempre quem o Ama e nomeadamente os seus familiares, como que o único amparo que têm, mas que de facto serão também estes os mais maltratados pelas razões óbvias.
Vi muito sofrimento em familias de bons costumes,mães em autentico desespero por fazerem tudo por seus filhos que cairam nessas teias,muitos lares destruidos pelos seus familiares já não terem força para auxiliar , depois de isto a droga os levou para a sargeta e por fim a morte inivitável, pelo desgaste do corpo fisico e mental.
Também vi o Amor a triunfar porque a paciência, a determinação dos familiares foi mais forte do que qualquer droga que há no mundo.
Este o medicamento o verdadeiro Amor e não a critica barata que antes de ajudar magoa e fere, naquilo que já está enfermiço.
Se tivermos isto mesmo que no fim as coisas não sigam pelo melhor caminho, mas  teremos a certeza que fizemos o possível por aqueles que Amamos.
Um drogado para mim não é um viciado, mas sim um doente que pode até não ter cura, mas que temos o dever de auxiliar, e se for marido, mulher, filho, etc, mais ainda.
Todos nós passamos por momentos muito dificeis em nossas vidas , e estas se apresentam de formas diferentes, mas todas enfermiças, que os mais próximos devem acima de tudo acolher, sem pieguices e sem essa de cuitadinhos, mas fortes e determinados naquilo que se deve fazer, com um caldo de paciência e uma pastilha de Amor.
Juliana muita paz para si e marido, que o coração meigo de Jesus esteja em seu coração, e que consiga de alguma forma levar a sua vida o melhor possível e as melhoras.Beijos em seu coração.

Saudações fraternas





Obriga,mas decidi desisti, enquanto busco palavras  de conforto ele pegou nosso dinheiro e sumiu,esse dinheiro era para compromissos e não tenho como por no lugar.
Mas uma decepção, porem não aguento mas!!!
Eu desisto...
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: filhodobino em 06 de Outubro de 2012, 22:21
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Eu desisto...
Amada, pelo menos aceite, dizer por enquanto...
Deixe que Deus decida através do tempo, que sempre é o melhor remédio...
Estamos incluindo-a e a seu filhinho em nossas preces, tempos melhores virão...
Nunca é muito tempo, que seja pelo menos por enquanto...
Saúde e Paz!
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: juliana0306 em 06 de Outubro de 2012, 22:34
Sim por enquanto...mas não consigo parar de chorar,e acho que ele não quer ser ajudado.
Eu peço ajuda para minha dor e ele não quer ajuda para seu problema!!!
O que posso fazer,ser arrastada para um caminho que não quero,deixar meu filho passar por privações financeiras e emocionais por conta de um homem que não quer ser ajudado?
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 06 de Outubro de 2012, 23:28
Minha cara querida Juliana, com certeza sua tarefa é ardua, e as duvidas são muito razoáveis.
NInguem aqui pode avaliar sua dificuldade e seu sofrimento, mas, um relacionamento, e não estou falando de amor, mas de relacionamento, só é realmente saudável se ambos estão bem.
O amor que você sente lhe faz querer ajudar, mas não encontra reciprocidade.
Se ele lhe amasse realmente não lhe faria sofrer, não lhe causaria mágoas.
Estar em condição de vicio, é algo que pode acontecer, mas se ele viciou-se após o casamento, já demonstra que tem algo errado nessa relação.
Se apesar das juras de amor e das tentativas ele não se "endireita", talvez seja necessário um remédio mais forte para que esse irmão aprenda.
A questão é: a sua consciência de que fez e esta fazendo tudo o que pode por ele esta tranquila?
Se estiver minha irmão, mantenha assim, ainda que tenha de sacrificar esse sentimento que você diz ter, o amor ao marido, para amar e melhor educar o filho.
Entretanto, como disse e repito, somos os unicos responsáveis por nossa felicidade ou desdita.
Reflita e acima de tudo ore, Deus não desampara ninguem.
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: juliana0306 em 07 de Outubro de 2012, 16:14
Minha consciência está tranquila sobre que fiz por ele,não está em relação se posso fazer mais. :( :'(.
É complicado nós mesmos saber se fizemos nosso máximo,sempre nos vemos ora como coitado que se doou demais ou como um fraco que está preste a abandonar alguém que necessita de ajuda.
A duvida seria larga alguma provação por fraqueza e anular meu desenvolvimento espiritual.
Segue se assim:
tenho alguma pendencia com ele e devo pagar(ajudando o)?
Sei que tenho meu livre arbítrio, porem não quero usa lo de forma errada,não quero abandonar uma jornada em que se tenha um resgate e  ele não seja cumprido por falta minha.

Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: filhodobino em 07 de Outubro de 2012, 16:35
Citar
Sei que tenho meu livre arbítrio, porem não quero usa lo de forma errada,não quero abandonar uma jornada em que se tenha um resgate e  ele não seja cumprido por falta minha.

Amada Irmã, nossa única obrigação é não fazer o mal...
Permanecer inerte e nada fazer também é fator de culpa...
Dissestes bem, mas precisa acreditar em voce mesma para que esta solução que escolhestes, não se transforme em argumento mentalistico reforçador indutor de sofrimentos e arrependimentos...
A primeira solução que adotei quando tive que decidir, foi verificar, a quem minha decisão beneficiaria a mim mesmo ou a outrem a que devo maior devoção?
A segunda solução que adotei quanto tive de decidir, foi: estou aberto, não fechei a porta, apenas coloquei regras que serão úteis a quem mais devo devoção, e não a mim mesmo.
Se encontras guarida mental nessas afirmativas de reforço de comportamento operante, não deves em momento algum dar guarida a pensamentos de remorço...
Decisão tomada, rumo adotado, condições estabelecidas para que nunca a porta fique fechada, às nossas costas, silenciei o remorço, sentimento pessoal, sem pieguices, e sem ficar sendo "sendo Maria vai com as outras, a decisão foi minha, bem pensada, bem calculada e encontrei elementos que justifiquem razão, e julge quem quizer estou limpo.
Saúde e Paz!
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: juliana0306 em 07 de Outubro de 2012, 16:50

A primeira solução que adotei quando tive que decidir, foi verificar, a quem minha decisão beneficiaria a mim mesmo ou a outrem a que devo maior devoção?


[/quote]

Sim.penso no meu filho, porem quando contei a história não contei minha história!
Cresci sem pai(morreu quando eu tinha 6 meses),fui criada pela minha vó(minha mãe casou de novo e o marido dela não me quis). Essa experiência me marcou muito, e até hoje é motivo de dor para mim(não te tido pai).
Quando me casei tão nova,meu maior desejo era ter uma família,queria que meu filho crescesse  com mãe e pai juntos.
Meu filho é super grudado com o pai e quando me separar dele ira sentir muita falta.tendo ainda o agravante de conforme o mundo que meu marido escolhei,sozinho,é questão de tempo ele acabar morrendo.(Meu pai era viciado e foi assassinado).
Como não pensar nisso???
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: Mourarego em 07 de Outubro de 2012, 16:58
Juliana,
Por certo os pensamentos nos levam mesmo a duvidar se fazemos todo o possível.
Porém não se precipite e nem tire conclusões premidas pela preocupação.
Há em OLE uma questão que diz assim: "Aquele que não faz o bem, mas que também nenhum mal haja feito é passível de pena?
E a resposta não poderia ser mais clara:
Deverás fazer todo o bem que Te seja possível e expungir de ti todo o mal que ainda carregues.
Então, a conclusão para o seu caso, se vista sob esta óptica será:
Se tenho feito todo o possível para ajudar, lutado e me colocado ao lado para lutar em conjunto co meu parceiro pra que ele deixe as drogas, estuo fazendo tudo o que me é possível.
Quanto o mal que devo expungir de mim, este e para com este devo envidar o máximo de mim para conseguir liberar-se dele.
mas como ml, não está subentendido que tenhas deixado de fazer algo por teu companheiro.
Acalma teu coração.
Abraços,
Moura
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: filhodobino em 07 de Outubro de 2012, 17:00
Amada irmã, penso a crise passou, estás raciocinando razoavelmente bem, não deves portanto se expor mais no fórum que é aberto a todos ... temos e lhe sugiro buscar atendimento individual neste fórum nas salas de chat, onde um moderador sempre está à sua disposição.
Que Deus a abençoe, e lhe dê forças para prosseguir com amor no coração a jornada que bem livremente escolhestes...
Saúde e Paz!
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: Mourarego em 07 de Outubro de 2012, 17:03
Boa dica mano Bino!
Abraços,
Moura
Título: Re: As drogas – 1
Enviado por: juliana0306 em 07 de Outubro de 2012, 17:06
Obrigada a todos  pelo tempo e carinho disposto a mim,ouvirei os conselhos e encerro aqui as minhas mensagens referente a esta história.
bjus no coração  de todos. :)