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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Marianna em 17 de Janeiro de 2010, 18:57

Título: A HUMANIDADE SEM VALORES ESPIRITUAIS
Enviado por: Marianna em 17 de Janeiro de 2010, 18:57


PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE SEM VALORES ESPIRITUAIS?  



Há poucos dias, li com pesar e tristeza em uma revista denominada de Prodoctor, destinada à classe médica, um terrível relatório da Organização das Nações Unidas ( ONU ) intitulado DROGAS. O relatório, cujo resumo apresentado pela revista e que descrevo na íntegra, é um calhamaço com 332 páginas, divulgado recentemente pela ONU e que aponta números impressionantes sobre o consumo de drogas em todo o mundo.

Segundo o estudo, 2,5% da população mundial usa drogas. Isso equivale a um universo de quase 200 milhões de pessoas.  

► A maioria delas prefere a maconha ou o haxixe, 130 milhões.
► Treze milhões usam cocaína ou crack e 8 milhões são viciados em heroína.
► Depois vêm os estimulantes (anfetaminas), usados por 30 milhões de pessoas.

Segundo Giorgio Giacomelli, diretor-geral do programa de controle de drogas da ONU, a atuação das polícias na repressão ao tráfico não consegue apreender nem 20% das drogas comercializadas em todo o mundo. São dados estarrecedores, que horrorizam e fazem-nos meditar. Cento e trinta milhões de criaturas viciadas em maconha e haxixe; quase a população de um país como o nosso. Trinta milhões viciados em anfetaminas, equivalente a população da vizinha Argentina. Treze milhões dependentes da cocaína e do crack, mais que a população de países como o Chile, o Peru, a Bolívia , a Colômbia ou Portugal.

Criaturas de todas as raças, de todos os níveis sócio-econômicos, igualadas pelas misérias trazidas pelo uso das drogas. Aqui os extremos sociais se tocam: o dependente que mora nos cortiços e barracos nas favelas; o habitante das mansões e condomínios de luxo; os muito pobres; os muito ricos; são irmanados por este flagelo da humanidade que às portas do Terceiro Milênio, despreza os valores, morais e espirituais, quebra a estrutura social de povos e países, destroi lares e famílias, levam à degradação social e moral; às doenças físicas e mentais; ao crime, às prisões e à morte lenta pelas doenças que causam ou rápida pelo suicídio ou homicídio, pessoas jovens na maioria, sadias, produtivas, equilibradas e estruturadas, que se deixam influenciar e levar ao charco do lamaçal do vício.

O narcotráfico, nome pomposo para o tráfico de drogas, é um animal monstruoso, de mil tentáculos e mil cabeças, espalhados pelo mundo como a Hidra de Lerna, nos ameaçando a todos, à espreita, que com um bote traiçoeiro e fatal pode atingir qualquer um, sobretudo os menos preparados, os mais fracos e indefesos em sua estrutura espiritual, moral, psicológica, familiar ou social, como os nossos jovens, os nossos adolescentes e nossas crianças, que hoje são as principais vítimas do monstro, que vive rondando as escolas e colégios de norte e sul deste país sem donos.

A maior preocupação dos pais era com a ida e vinda dos filhos às aulas, onde poderiam se topar com agenciadores que pudessem induzi-los ao uso de drogas. Acreditava-se que as crianças no interior das escolas estariam protegidas.

Ledo engano!

Enquanto escrevia essas linhas, acabei de ouvir pela televisão a notícia estarrecedora de que o monstro das drogas adentrou aos colégios, sobretudo aos particulares, usando a tática de tirar as crianças das ruas, essas mesmas crianças abandonadas pela sociedade atual, matriculá-las nos colégios particulares, dar-lhes fardas, roupas, sapatos, livros e após instruí-las, dar-lhes drogas, para que elas de inocentes crianças, se transformem em agentes do mal, e transformem aquelas outras crianças, as que tiveram a felicidade de ter um lar, uma família, em dependentes, em toxicômanos, destruindo-lhes o futuro, a família, a vida, que se extingue de forma degradante e dramática em torno dos vinte anos. Parece um quadro dantesco.

E é a pura realidade dos nossos dias.

O que fazer então para ajudá-los, quando sabemos que nossas autoridades são impotentes, nossas polícias despreparadas e nossos governantes de modo irresponsável não tomam uma decisão política sobre tão grave situação?


Título: Re: A HUMANIDADE SEM VALORES ESPIRITUAIS
Enviado por: Marianna em 17 de Janeiro de 2010, 19:03


As drogas levam a um caminho mais das vezes sem retorno, pontilhado por doenças, dores, misérias e crimes.


Só nos resta a todos, sociedade e sobretudo pais e professores, nos unir-mos, nos conscientizarmos da situação e darmos mais atenção aos nossos jovens, em especial aos que estão diretamente sob nossa guarda no lar, observando-os, conversando com eles, informando-os, educando-os sobre o real perigo das drogas, sendo os seus amigos de confiança, os companheiros de todas as horas, acompanhando o desempenho deles nas aulas, conhecendo seus amigos e colegas mais chegados e sobretudo fortalecendo-lhes os valores internos:

► A ética,
► A justiça,
► A liberdade,
► A dignidade,
► A igualdade,
► A fraternidade,
► A honestidade,
► Os valores morais,
► A nobreza de caráter,
► A consideração à pessoa humana em particular aos mais velhos.

E os valores espirituais:  

► 0 amor,
► A prece,
► A calma,
► 0 altruísmo,
► A paciência,
► A meditação,
► 0 respeito à natureza,
► A caridade ao próximo,
► 0 pensamento positivo e correto,
► A a fé raciocinada em um Ser Supremo, que nos criou e criou tudo que nos rodeia neste universo imensurável e perfeito.

Só assim nós os tornaremos aptos a vencer essa guerra suja, sem armas, sem violência, sem traumas, sem derrotas. As conquistas científicas e tecnológicas não foram capazes de sozinhas preencher o vazio criado na civilização ocidental, pela falta de uma ligação do homem moderno com o Plano Espiritual Superior, conseguido através de uma reforma íntima.

As drogas levam a um caminho mais das vezes sem retorno, pontilhado por doenças, dores, miséria e crime.

Fazendo com que os toxicômanos terminem suas vidas em furnas escuras e imundas para onde são atirados: presídios, manicômios, sarjetas, como trapos humanos, rebotalhos da sociedade, verdadeiros mortos-vivos.

O espiritismo não tem soluções prontas e acabadas para situações graves com é o consumo das drogas: mas como diz Hermínio C. Miranda no livro de Deolindo Amorim, O Espiritismo e os Problemas Humanos: "Prefere a atividade do Cristo que condena o pecado, mas oferece sua ternura e compreensão ao pecador". Vai e não peques mais, disse o maravilhoso Rabi da Galileia.

O Espiritismo também não condena por condenar.  

Reconhece os processos de rápidas mudanças porque passa nos dias atuais a nossa civilização, dificultando a compreensão, por uma parcela muito grande da população, gerando tensões, inseguranças, estresses, temores, rivalidades e competições, muitas vezes desleais entre indivíduos, instituições e países. Esses fatores, associados ao medo indiscriminado, a insegurança generalizada, leva ao desespero existencial; que sem um grande apoio familiar, sem uma sólida estrutura moral e sem um conceito de ética formado, com certeza jogará essas pessoas nas mãos de indivíduos sem escrúpulos e organizações criminosas.

Allan Kardec nos ensina que não se pode condenar a civilização pelos nossos próprios erros; mas que "condenássemos antes os que dela abusam e não a obra de Deus". E nos diz mais; que não somos ainda uma sociedade civilizada, porque não banimos dela os vícios que a desonram e que somos apenas povos esclarecidos, que percorreu a primeira fase da civilização.

Desconheço a fonte.