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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: filhodobino em 28 de Setembro de 2012, 22:08

Título: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 28 de Setembro de 2012, 22:08
Amados do meu coração..
O Espiritismo defende que a melhor forma de tratamento dos sofredores com doenças mentais seja feito em casa e com a participação integral da família.


A Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos Quer Mais Debate Sobre Internação Compulsória
nos convida e incentiva que participemos desse debate, e penso que seja talvez uma forma de reafirmarmos nossos entendimentos que nos trouxe e ainda é manifesto o conceito de humanização dos hospícios, e do abandono pelas famílias de seus membros doentes mentais.
Seria este um retrocesso, a adoção da internação compulsória, sem a necessidade de uma ação e decisão judicial, uma fórmula de revivenciarmos os antigos manicômios, depósitos de drogados ensandecidos, e agravados pelo abandono pela família, principalmente nós que sabemos que não foi o acaso que alocou esse drogado no seio da familia à qual pertence?
Seria válido nos omitirmos nesse assunto?

Prezaria que a moderação formulasse uma enquete neste fórum e que colhessemos opiniões que de certa forma pudessem mostrar o que o Espiritismo fez no passado e agora nos deparamos com nova investida.


eis o chamamento da matéria pelo psicologado:
Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos Quer Mais Debate Sobre Internação Compulsória

Posted: 27 Sep 2012 12:00 PM PDT - Por Psilogado.
A Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos defende o aprofundamento do debate sobre internação compulsória de usuários de drogas principalmente entre os psicólogos. Segundo Lúcio Costa, dirigente do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi), uma pesquisa recente apontou que 55% desses profissionais ainda acreditam que esse tipo de internação, feita à revelia a partir de decisão judicial, é viável como primeira etapa para o tratamento do viciado. “Precisamos debater a formação recebida nas universidades e os estágios desses estudantes em comunidades terapêuticas e hospitais psiquiátricos, que estão na contramão da luta antimanicomial”, disse.



À guisa de indicação inicial para contatos embora desconheça a capacidade de interlocução, sugiro "Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos quer mais debate ...
djriodejaneiro.com/frente-nacional-de-drogas-e-direito..., posto que psicologado não apontou uma entidade que possa estar centralizando e coordenando esses trabalhos, e é claro se esse estudo se der somente a nível de formandos em psiquiatria, a possibilidade de que somente as possibilidades de formação de nicho de mercado para ganhos pecuniários serão argumentos fortalecedores de intensa participação e nós Espíritas e Espiritualistas, temos uma visão mais embasada sobre o assunto que a codificação  nos trouxe à conceituação lógica e razoável.
Saúde e Paz!
Título: Re: "Drogas" - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 00:30
Olá amigos,
Vou dar meu depoimento.
Tenho um caso de dependência química na família.
Na minha opinião quando a situação se instala o tratamento deve ser feito em clínicas especializadas por algumas razões que passo a expor.
Normalmente o dependente químico se torna agressivo e rebelde a qualquer tentativa de impor limites e a família por total falta de habilidade para lidar com aquela situaçãose torna refém do dependente.
Ele costuma seguir o tratamento por um tempo, fica bonzinho, mas depois é muito comum chutar o balde e nunca se sabe o que pode acontecer. Muitos sequer voltam vivos quando têm estas recaídas.
Penso que um caso de depêndecia de crack é por demasiado grave para ser tratado em casa e falo com conhecimento de causa.
No mu caso, meu familiar era usuário de tudo, desde álcool, maconha, cocaína e crack usava o que aparecia.
Depois de algumas  internações o úlitmo psiquiatra sugeriu que o tratamento fosse feito em casa o que obviamente não resolveu.
Em determinado momento o paciente se rebelou , disse aos pais que iria sair de casa para se divertir um pouco( numa balada- ambiente que durante o tratamento deveria ser evitado) e não teve que o segurasse. Fez um escândalo, foi agressivo e saiu de casa, não preciso nem dizer que só voltou no outro dia depois de ter recaído. Teve que aconetecer isso para que a família decidisse interná-lo e entender que estava além de sua capacidade brincar de médico.
O problema é que numa dessas o dependente pode não voltar porque para ele não há limites, neste caso o paciente inclusive já subia o morro quando usava e se tornou amigo de traficantes, colocando sua vida em risco.
Além disso é muito comum o paciente que está sendo medicado em casa em dado momento se sentir de saco cheio das restrições e sentir seguro para sair em ambientes de risco daí ele mistura remédios com drogas e muitos acabam morrendo de overdose.
Por mais que a família tenha amor por pelo dependente , ela não tem preparo para lidar com a situação e é frequentemente é manipulada e acaba muitas vezes sendo facilitadora.
Quanto a questão da internação compulsória ferir o livre arbítrio, olha quando os pais educam os filhos frequentemente eles passam por cima do livre arbítrio dos pequenos poque eles ainda não tem condições de discernir.
Deste modo vejo os dependentes, diante do abuso dos tóxicos eles perdem a condição de discernir e se tornam autômatos, então neste caso não há que se falar em tolhimento de livre arbítrio porque a química cerebral do cara está tão detonada que ele não tem a mínima condição de exercer seu livre arbítrio, aliás ele nem sabe o que é isso, porque passa a ser guiado pelos instintos em função do desconforto que a abstinência da droga causa.
Então sinceramente creio ser uma enorme irresponsabilidade tratar um dependente químico em casa porque a família não tem preparo emocional nem técnico para lidar com tão complexa questão e pode acabar criando um problema muito maior.
Depois sim, em algum momento a continuação do tratamento será feito fora da clínica, em casa, mas após o paciente estar limpo, com a química cerebral organizada e ter recuperado pelo menos a consciência de seus atos.
Antigamente as clínicas apenas faziam a desintoxicação, hoje a maior parte delas também trabalha a parte psicológica e afetiva tentando desvendar o mecanismo envolvido pro trás da necessidade do uso da droga. Algumas também tem algum trabalho em âmbito espiritual.
abraços
Susana



Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 29 de Setembro de 2012, 01:32
Gente,
antes de falarmos sobe o que conhecemos da dependência em si, havemos de ter respondido a questão que o tópico nos tras : Internação Compulsória .
A quem ela se dirige?
Por certo não é a nosso filho ou parente a quem a droga tomou por empréstimo.
Este tipo de internação se dirige  aos que não tendo família estruturada, que estejam na sarjeta, enfraquecidos de toda a moral vagueiem pelas ruas.
Neste caso, ainda que haja divergência de  opiniões,  vale a Constituição do país que nos diz no item V que é dever do Estado, logo, do governos, prover a saúde, a educação etc e tal...
Só depois que a Carta Magna elenca a família.
Logo, e repasso, apenas para os casos em que citei acima, se deva promover tal Internação pois que estando fora do estado normal, estas pessoas não podem resolver por si mesmos.
Abraços,
Moura
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 01:47
Mano Moura, para os casos que apontas, não se aplica compulsoriamente, sem que órgãos de atendimento os requeiram...
O artigo V diz da liberdade, até prova em contrário...
Compulsóriamente basta um atestado, e quantas famílias, antes não usarem este estratagema para se livrarem de doentes mentais e idosos?
Quantas clinicas de repouso estão fechadas, por falta de ordens judiciais para internação?

Amada Irmã,Suzana...

O problema não foi gerado na ocasião que a irmã cita...
O acaso não existe, e penso vc uma pessoa ainda jovem não tenha vivenciado os desatinos pelos quais doentes mentais foram jogados como seres imprestáveis em um depósito por não terem a coragem de admitir que um ente de sua familia era doente mental...
Já vivenciamos um drama bastante amenizado, com a luta pelos direitos dos idosos...
Clinicas e mais clinicas foram criadas em várias partes do mundo para receberem os indesejados de cada família... as razões estão nas entrelinhas das reencarnações... Uma familia não é injustiçada por receber um doente mental, um viciado, ou ter que conviver com um idoso inservível...
Pela ação justa e sensível velhos e doentes mentais esvaziaram milhares de clinicas...
Sem ordem judicial ninguém pode ter sua liberdade restringida nem pelos pais ou familiares...
Internação compulsória não carece de ordem judicial, basta um atestado médico...
Não sejamos ingênuos, e não ofendamos ninguém mas isso não funciona...
Há na literatura espiritualista, milhares de contos verídicos de resgates, não resgatados, pela possibilidade mais facilitada de lidar com um ente desde a infância, e é lógico depois que a obsessão se transforma em possessão, compulsória, os caminhos divergem caso a caso, e sendo caso a caso, só uma demanda judicial, ouvindo perícias isentas, e não apenas um atestado médico engrossaremos as fileiras nos deposito antes destinados aos doentes mentais, agora aos drogados...
Quiçá... pela lei de reencarnação não sejam estes os mesmos que foram expurgados dos seios de suas familias em encarnações passadas, agora retornando para o precioso resgate, e a lei do menor esforço, voltando à voga, tornará ato contínuo, até quando?

Pensemos com serenidade, todos tem suas razões...
Só Deus sabe as verdadeiras causas, mas o Cristo de Deus demonstrou intenso exemplo de caridade e amor a essa casta de sofredores.

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 01:56
Gente,
antes de falarmos sobe o que conhecemos da dependência em si, havemos de ter respondido a questão que o tópico nos tras : Internação Compulsória .
A quem ela se dirige?
Por certo não é a nosso filho ou parente a quem a droga tomou por empréstimo.
Este tipo de internação se dirige  aos que não tendo família estruturada, que estejam na sarjeta, enfraquecidos de toda a moral vagueiem pelas ruas.
Neste caso, ainda que haja divergência de  opiniões,  vale a Constituição do país que nos diz no item V que é dever do Estado, logo, do governos, prover a saúde, a educação etc e tal...
Só depois que a Carta Magna elenca a família.
Logo, e repasso, apenas para os casos em que citei acima, se deva promover tal Internação pois que estando fora do estado normal, estas pessoas não podem resolver por si mesmos.
Abraços,
Moura


Mano Moura
Trabalhei dois anos no pais que se diz campeão da liberdade...
Fiz part-time, 3 horas diárias de segunda a segunda em serviço de limpesa, percebendo US9,00/hora, em um asilo, destinado a pessoas de elevado poder aquisitivo, e ví...
o que um simples incômodo de não ter levar no banco de tras um velhote, ou uma velhora a certo lugares são capazes de fazer...
Falo do que ví... assistí... foram os que mais me ensinaram ingles... boníssimas criaturas...
Um ano inteiro sem receber a visita de um filho siquer.
Será o mesmo se a compulsoriedade for adotada sem critérios rígidos para os drogados...viciados... compulsívos...

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 02:00
Amado Mano,
haveria defensoria pública suficiente para que os interesses desses recebessem o tratamento jurídico que necessitam que o amado cita?
Saída mais fácil, compulsoriedade.
Citar
Logo, e repasso, apenas para os casos em que citei acima, se deva promover tal Internação pois que estando fora do estado normal, estas pessoas não podem resolver por si mesmos.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/#ixzz27oek26K0

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 03:15
Olá Filho do Bino,
Talvez então eu não tenha entendido direito.
No seu último comentário você foca nas moléstias mentais, no entanto o título do tópico remete a questão específica das drogas.
Estamos falando de pessoas que tenham transtornos mentais de ordem generalizada ou de dependentes químicos?

abraços
Susana
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 03:32
Olá Filho do Bino,
Talvez então eu não tenha entendido direito.
No seu último comentário você foca nas moléstias mentais, no entanto o título do tópico remete a questão específica das drogas.
Estamos falando de pessoas que tenham transtornos mentais de ordem generalizada ou de dependentes químicos?

abraços
Susana
Amada irmã, o tratamento das moléstias mentais, como o dizes, foi no passado imensa fonte de renda, que as ideias espiritistas em divulgação no seculo passado, atacou a forma desumana e fechando vários sanatórios centenas de familias aceitaram receber em casa seus parentes e deles cuidaram com zelo e carinho... Sou testemunha ocular de dois casos que não cito por questão de ética, mas ambos os casos estão perfeitamente integrados hoje à família, e viviam trancados como animais selvagens...
Temo que a compulsoriedade antes usada contra os doentes mentais retome força com os viciados compulsivos, e as famílias buscarem a forma mais facil, um simples atestado médico bastar para aprisionarem filhos de Deus cujo Grito é apenas o amem-me pelo amor de Deus.
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 03:42
Amada irmã,
Talvez não tenhas ouvido falarem do chá-da-meia noite...
Caso não saiba do que falo, pergunte às pessoas mais idosas, e peça-lhes para que lhe expliquem o que era senso comum entre as pessoas nos anos 50/60, , e os honestos e bem intencionados moradores, verem seu imóveis terem seus valores reduzidos a vinténs. Reflitas e compreenderás as razões e o paralelismo que traço de ambas situção, e talvez compreendas a razões de minhas preocupações com a compulsoriedade sendo aplicada a um morador irremediável das diversas cracolândias compulsóriamente recolhido, como disse Mano Moura, o Estado via artigo V tem o dever de cuidar da saúde antes da própria familia... sem um devido processo legal, e sendo determinado por um Juiz e tendo um profissional como respondente pelo paciente.
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 03:43
Quanto a questão do tratamento de desordens mentais ser feito em casa, isso vai depender do nível de gravidade da moléstia e da condição do núcleo familiar de dar assistência ao doente.
Tenho uma amiga que o avô estava com Alzheimer e optaram por não o colocar em uma clínica de repouso.
Pois bem, há pouco tempo atrás ele quase pulou da janela do apartamento e deixou o gás do fogão aberto quase provocando um incêndio.
Se a família não tem condições de dar atenção em tempo integral ao doente melhor seria deixá-lo em um local onde ele pudesse ser cuidado e ter sua integridade física preservada  e não colocasse em risco a segurança dos demais membros da família e de si mesmo de modo também a possibilitar visitas diárias aos  familiares.
Tenho uma tia cuja sogra também está com Alzheimer e que depois de muito sofrimento e constrangimento( sua familiar evacuava quase que diariamente na sala de casa, tirava a roupa na frente das visitas e agredia fisicamente  os membros da família) a levou para conhecer uma clínica de repouso. Ela no começo reclamou mas depois concordou em ir, hoje está super feliz e todos os finais de semana a família passa com ela.
Ninguém vai cuidar do familiar com o mesmo amor que a família é verdade, mas existem situações extremas onde não se pode exigir que a família administre algo para  qual não esteja preparada e nada impede que os familiares visitem os enfermos diariamente, sendo presentes e afetuosos.
Para mim abandono não é encaminhar o familiar para um local onde ele seja tratado por profissionais, mas sim esquecer que o familiar existe.
Em alguns casos a internação compulsória acaba sendo um último recurso porém não compactuo com nada parecido com manicômios e nem com nenhuma situação de exclusão social. O enfermo deve ter atividades internas recreativas e  também externas onde possa se sentir integrado a sociedade, além de ampla participação e presença constante da família.
É possível que o tratamento seja feito fora de casa e com o amparo e presença da família.
Se meus pais adoecerem certamente irei acolhê-los em minha residência e fazer o possível para que o tratamentos seja feito no ambiente familiar, a não ser que  chegue um momento onde por força das coisas isso não não seja mais possível.
Sempre defendi que o doente mental deveria ficar junto á família só que ás vezes isso traz risco para a segurança dos membros do núcleo familiar e para o próprio enfermo , além de um enorme desgaste físico e emocional para todos os envolvidos porque quando um membro adoece a célula familiar inteira também adoece.
abraços
Susana
Então cada caso é um caso, a questão é complexa.
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 03:58
Nobre amiga e respeitável Colaboradora do FE...
Insistes em exemplificar casos pontuais, para justificar politica pública de saúde tanto a mental quanto a compulsoriedade de uso de drogas...
Em outro post me dizes que a confundi pois tratava de caso de drogas e eu misturei doenças mentais...
Estamos em busca de soluções de politicas públicas, onde casos pontuais nossos conhecidos não embasarão com razoabilidade a discursão que tenderá para o desentendimento, e não gerará ajuda que possamos apontar a quem tenha autoridade de como forma de contribuição para quem sabe, obtermos adoção de medidas justas, práticas e caridosas...
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 04:04
Amada irmã,

Apressa-te a saber do que se trata do chá da meia noite, e pense nos proprietários de imóveis em cujas ruas se instalaram as cracolândias... e veja a diferença entre o que citas...

Citar
Sempre defendi que o doente mental deveria ficar junto á família só que ás vezes isso traz risco para a segurança dos membros do núcleo familiar e para o próprio enfermo , além de um enorme desgaste físico e emocional para todos os envolvidos porque quando um membro adoece a célula familiar inteira também adoece.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/#ixzz27pA0telQ

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 13:13
Olá amigo Filho do Bino,
É que como no texto inicial o amigo falou em doença mental e manicômio acabou dando a impressão de que estava falando de doentes mentais que é uma condição diferente da dependência química, sendo ambos tratados em instituições diversas.
Pesquisei sobre o tal chá da meia noite, para quem quiser saber o que é:
http://jairclopes.blogspot.com.br/2010/11/cha-da-meia-noite.html
Amigo, me manifestei sobre a questão que você levantou inicialmente;

Amados do meu coração..
O Espiritismo defende que a melhor forma de tratamento dos sofredores com doenças mentais seja feito em casa e com a participação integral da família.


A Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos Quer Mais Debate Sobre Internação Compulsória
nos convida e incentiva que participemos desse debate, e penso que seja talvez uma forma de reafirmarmos nossos entendimentos que nos trouxe e ainda é manifesto o conceito de humanização dos hospícios, e do abandono pelas famílias de seus membros doentes mentais.
Seria este um retrocesso, a adoção da internação compulsória, sem a necessidade de uma ação e decisão judicial, uma fórmula de revivenciarmos os antigos manicômios, depósitos de drogados ensandecidos, e agravados pelo abandono pela família, principalmente nós que sabemos que não foi o acaso que alocou esse drogado no seio da familia à qual pertence?
Seria válido nos omitirmos nesse assunto?

Prezaria que a moderação formulasse uma enquete neste fórum e que colhessemos opiniões que de certa forma pudessem mostrar o que o Espiritismo fez no passado e agora nos deparamos com nova investida.


eis o chamamento da matéria pelo psicologado:
Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos Quer Mais Debate Sobre Internação Compulsória

Posted: 27 Sep 2012 12:00 PM PDT - Por Psilogado.
A Frente Nacional Drogas e Direitos Humanos defende o aprofundamento do debate sobre internação compulsória de usuários de drogas principalmente entre os psicólogos. Segundo Lúcio Costa, dirigente do Sindicato dos Psicólogos de São Paulo (SinPsi), uma pesquisa recente apontou que 55% desses profissionais ainda acreditam que esse tipo de internação, feita à revelia a partir de decisão judicial, é viável como primeira etapa para o tratamento do viciado. “Precisamos debater a formação recebida nas universidades e os estágios desses estudantes em comunidades terapêuticas e hospitais psiquiátricos, que estão na contramão da luta antimanicomial”, disse.



À guisa de indicação inicial para contatos embora desconheça a capacidade de interlocução, sugiro "Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos quer mais debate ...
djriodejaneiro.com/frente-nacional-de-drogas-e-direito..., posto que psicologado não apontou uma entidade que possa estar centralizando e coordenando esses trabalhos, e é claro se esse estudo se der somente a nível de formandos em psiquiatria, a possibilidade de que somente as possibilidades de formação de nicho de mercado para ganhos pecuniários serão argumentos fortalecedores de intensa participação e nós Espíritas e Espiritualistas, temos uma visão mais embasada sobre o assunto que a codificação  nos trouxe à conceituação lógica e razoável.
Saúde e Paz!


No texto de abertura o amigo não tinha falado nada sobre chá da meia noite, que aliás não é uma questão de mera internação compulsória mas de crime. 
Internação compulsória é para tratar o doente e não para matá-lo, aqui se trata de homicídio e o fato de algumas pessoas usarem de perversidade e deste abominável recurso para "limpar as cidades",não quer dizer que em todas as clínicas de internação os médicos adotem este procedimento.
Temos que tomar cuidado com generalizações.
Expressei minha opinião dentro do que você propôs no tema inicial: se devíamos tratar o paciente com doença mental  em casa ou usar o recurso da internação compulsória.
O dependente químico que está na cracolândia, num Brasil que funcionasse, deveria ser retirado das ruas e levado a uma clínica de tratamento para dependentes químicos de forma a recobrar sua lucidez e dignidade , mesmo contra sua vontade, pois como disse antes, o dependente químico de crack há muito perdeu seu livre arbítrio e não agir neste caso é expor a vida do cidadão a risco.
Deveriam receber um tratamento digno e ser tratados com humanidade e ao longo do tratamento seria importante  ser ministrado cursos para que ele resgatasse sua autoestima e saísse de lá  preparado para exercer algum ofício sendo útil a sociedade.

grande abraço
Susana


abraços
Susana
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 13:33
Nobre amiga e respeitável Colaboradora do FE...
Insistes em exemplificar casos pontuais, para justificar politica pública de saúde tanto a mental quanto a compulsoriedade de uso de drogas...
Em outro post me dizes que a confundi pois tratava de caso de drogas e eu misturei doenças mentais...
Estamos em busca de soluções de politicas públicas, onde casos pontuais nossos conhecidos não embasarão com razoabilidade a discursão que tenderá para o desentendimento, e não gerará ajuda que possamos apontar a quem tenha autoridade de como forma de contribuição para quem sabe, obtermos adoção de medidas justas, práticas e caridosas...
Saúde e Paz!

Olá Filho do Bino,
Cito casos pontuais para exemplificar.
Durante estes longos anos acompanhando de perto  a dependência química e conversando com muitos médicos, psiquiatras, especialistas o que reporto aqui não é apenas um caso isolado mas o retrato do que acontece.
Já estive pessoalmente visitando meu familiar em pelo menos 4 clínica de tratamento onde tive a oportunidade de conversar com muitos pacientes.
Nenhuma família está preparada para tratar um dependente de crack em casa e até hoje nunca vi um único caso de que um dependente de crack( e olha que conheci muitos) tenha conseguido parar de usar com tratamento domiciliar.
A devastação causada pelo crack na personalidade do indivíduo é tão grande que ele se transforma num robô com as emoções embotadas e fica insensível a qualquer abordagem da família pro mais amorosa que seja.
Ele perde o senso moral, de ética e muitas vezes é preciso um trabalho muito profundo e intensivo para resgatar o  "eu" desse indivíduo.
Mesmo que ele faça o tratamento em casa, na clínica ele tem sessões diárias de acompanhamento com psicólogos e psiquiatras o que é muito difícil e oneroso de se fazer fora da clínica.
A situação é tão crítica que só quem passa por ela pode opinar com conhecimento de causa.
Quantas mães sem recursos financeiros para tratar os filhos os acorrentam em casa?
Não estamos falando de casos isolados porque isso tem sido noticiado com relativa frequência pela mídia. Se fosse fácil tratar um dependente em casa certamente estas mães não usariam este drástico recurso.
Quando ele diz que vai sair ele sai e não tem quem segure e numa dessas o filho pode não voltar vivo. Que família tem preparo para lidar com uma situação dessas?
O tratamento da dependência química não se resume a limpar o corpo mas a resgatar o indivíduo tratando os aspectos psicológicos que estão pro trás do uso de drogas.
Amigo você  trouxe uma questão para discussão, sugeriu até  uma enquete. Pois bem estou dando minha opinião.
Se você entende que usuários de crack podem receber tratamento domiciliar tudo bem , mas penso de maneira diversa. Não era este o objetivo do tópico ouvir a opinião das pessoas?
Creio que já  minha contribuição ao assunto já foi dada. Que cada um chegue ás suas próprias conclusões.
abraços
Susana
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 13:41
Não sejamos ingênuos, e não ofendamos ninguém mas isso não funciona...


Por favor, o amigo poderia me dizer quando foi que ofendi alguém??? ???
Agradeceria se colasse o texto em tenha feito alguma ofensa porque reli todos meus comentários e não consegui identificar a que está se referindo.
abraços
Susana
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 14:30
Não sejamos ingênuos, e não ofendamos ninguém mas isso não funciona...


Por favor, o amigo poderia me dizer quando foi que ofendi alguém??? ???
Agradeceria se colasse o texto em tenha feito alguma ofensa porque reli todos meus comentários e não consegui identificar a que está se referindo.
abraços
Susana

Amada irmã,
Por favor, leia os textos com mais calma, e sem predisposição a comportamento reativo...
Eu não lhe disse que voçê ofendeu alguém...
Eu lhe disse para que se a amiga ficar me obrigando a ser mais explicito e não procurar formas de entendimento por si mesma do que é de conhecimento geral e ficar citado casos pontuais familiares, a irmã ou estará me obrigando a explicitar com termos e nominações acusatórias para satisfazer seu entendimento, e se eu o fizer ofenderemos alguém, e não é este o propósito...
Não sejamos ingênuos a amiga, cujo a respeito me submeto, distorcendo o que digo, me obriga a abandonar a discursão, e o farei se a amiga não entender, ou não quiser entender que falo de política pública, não falo de ações pessoais, a amiga nunca viu uma reportagem acerca de uma cracolândia?
Que paralelo, a nobre amiga poderia traçar do seu familiar com o intenso sofrimento pelo qual passam aqueles filhos de Deus, os da cracolândia?
Tanto os viciados, quanto os proprietários do imóveis e suas famílias que convivem naquele ambiente?
Amiga, se já queimam e matam esses filhos de Deus pelas calçadas e pelas vias públicas simplesmente porque suas presenças emporcalham suas calçadas e praças, visite em BH a praça defronte ao conjuto IAPI, ao Hospital Odilon Bharens, e o Depto de Policia Civil, e são incapazes de solucionar o problema e agora estão a tentar reviver o que vivenciamos na década de 50/60...  A nobre amiga, e respeitável colaboradora do FE, descobriu o que é o chá da meia noite?Se a amiga, desejar continuar na linha de raciocínio que se encontra, buscando confronto de ídéias ao invés de discutir politica pública, peço-lhe humildemente que me dispense de respondê-la por que é o que farei doravante.
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 14:58

Não sejamos ingênuos a amiga, cujo a respeito me submeto, distorcendo o que digo, me obriga a abandonar a discursão, e o farei se a amiga não entender, ou não quiser entender que falo de política pública, não falo de ações pessoais, a amiga nunca viu uma reportagem acerca de uma cracolândia?
Que paralelo, a nobre amiga poderia traçar do seu familiar com o intenso sofrimento pelo qual passam aqueles filhos de Deus, os da cracolândia?
Tanto os viciados, quanto os proprietários do imóveis e suas famílias que convivem naquele ambiente?
Amiga, se já queimam e matam esses filhos de Deus pelas calçadas e pelas vias públicas simplesmente porque suas presenças emporcalham suas calçadas e praças, visite em BH a praça defronte ao conjuto IAPI, ao Hospital Odilon Bharens, e o Depto de Policia Civil, e são incapazes de solucionar o problema e agora estão a tentar reviver o que vivenciamos na década de 50/60...  A nobre amiga, e respeitável colaboradora do FE, descobriu o que é o chá da meia noite?Se a amiga, desejar continuar na linha de raciocínio que se encontra, buscando confronto de ídéias ao invés de discutir politica pública, peço-lhe humildemente que me dispense de respondê-la por que é o que farei doravante.
Saúde e Paz!
Olá filho do Bino,
Todo este mal entendido poderia ter sido evitado se o amigo tivesse sido mais específico no seu texto inicial pois só veio a falar em cracolândia e chá da meia noite depois de algumas mensagens.
Como o assunto não tinha sido mencionado no comentário de abertura não podia imaginar que estava se referindo a um caso em específico já que deixou a questão em aberto.
Já disse que descobri o que é chá da meia noite e inclusive postei um link para quem quiser saber, no meu último comentário.
Peço licença ao amigo para encerrar  minha participação no tópico, não pretendia causar nenhuma animosidade apenas expressei minha opinião e dividi minha experiência pessoal no assunto dentro da liberdade que o amigo me deu quando do comentário de abertura do tópico.
abraços
Susana

Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: rtt em 29 de Setembro de 2012, 15:19
Tudo isso, incluindo ações judicias e do governo nunca vão resolver o problema. Isso só ataca os efeitos e não a causa das dependências químicas e problemas mentais. Que adianta se atormentar em resolver de forma superficial um caso enquanto ao mesmo tempo surgem lucrativamente dez novos. Para resolver é preciso agir sobre aquilo que causa esses problemas (ex: o materialismo, as futilidades, o sedentarismo, o vício por televisão). Então o tratamento dos efeitos deveria ser algo bastante secundário.
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 29 de Setembro de 2012, 15:47
Amigo Bino,
No rio de Janeiro, onde vivo, a internação, no caso que ventilei, dá-se compulsoriamente.
Abraços,
Moura
Mano Moura, para os casos que apontas, não se aplica compulsoriamente, sem que órgãos de atendimento os requeiram...
O artigo V diz da liberdade, até prova em contrário...
Compulsóriamente basta um atestado, e quantas famílias, antes não usarem este estratagema para se livrarem de doentes mentais e idosos?
Quantas clinicas de repouso estão fechadas, por falta de ordens judiciais para internação?

Amada Irmã,Suzana...

O problema não foi gerado na ocasião que a irmã cita...
O acaso não existe, e penso vc uma pessoa ainda jovem não tenha vivenciado os desatinos pelos quais doentes mentais foram jogados como seres imprestáveis em um depósito por não terem a coragem de admitir que um ente de sua familia era doente mental...
Já vivenciamos um drama bastante amenizado, com a luta pelos direitos dos idosos...
Clinicas e mais clinicas foram criadas em várias partes do mundo para receberem os indesejados de cada família... as razões estão nas entrelinhas das reencarnações... Uma familia não é injustiçada por receber um doente mental, um viciado, ou ter que conviver com um idoso inservível...
Pela ação justa e sensível velhos e doentes mentais esvaziaram milhares de clinicas...
Sem ordem judicial ninguém pode ter sua liberdade restringida nem pelos pais ou familiares...
Internação compulsória não carece de ordem judicial, basta um atestado médico...
Não sejamos ingênuos, e não ofendamos ninguém mas isso não funciona...
Há na literatura espiritualista, milhares de contos verídicos de resgates, não resgatados, pela possibilidade mais facilitada de lidar com um ente desde a infância, e é lógico depois que a obsessão se transforma em possessão, compulsória, os caminhos divergem caso a caso, e sendo caso a caso, só uma demanda judicial, ouvindo perícias isentas, e não apenas um atestado médico engrossaremos as fileiras nos deposito antes destinados aos doentes mentais, agora aos drogados...
Quiçá... pela lei de reencarnação não sejam estes os mesmos que foram expurgados dos seios de suas familias em encarnações passadas, agora retornando para o precioso resgate, e a lei do menor esforço, voltando à voga, tornará ato contínuo, até quando?

Pensemos com serenidade, todos tem suas razões...
Só Deus sabe as verdadeiras causas, mas o Cristo de Deus demonstrou intenso exemplo de caridade e amor a essa casta de sofredores.

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 17:52
Amigo Bino,
No rio de Janeiro, onde vivo, a internação, no caso que ventilei, dá-se compulsoriamente.
Abraços,


Bem o sei irmão, desde o século ;XVIII, nossa Barbacena copiou o modelo da corte...
Arrancar a forceps, a liberdade, ao invés de buscar meios garantidores de proteção à liberdade e à saúde, é oneroso, difícil, carece de boa vontade, sem contar nos antigos casos que nós antigos residentes da era de 51,52,até 60, visualizamos na Rio bahia ainda sem asfalto, onde os pau-de-arara, (não o instrumento de tortura, mas os caminhões que Carlos Lacerda e antecedentes, reenchiam de nordestinos fugindo das secas e ia desapeando-os rio bahia acima, cito o meu padrinho de crisma, o Severino, como testemunha ocular e vivenciador da espécie.
Dificil, irmão, muito dificil mesmo, a vida como ela o é - Mudar para que né?
Saúde e Paz!

vide se puderem:http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/docProntuario2.html

Farão o mesmo com os filhos de Deus das cracolândias...
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Vitor Santos em 29 de Setembro de 2012, 18:10
Olá

O problema do toxicodependente é diferente do problema das doenças mentais.

No caso do toxicodependente, o internamento deveria ser compulsivo, se o toxicodependente representar uma ameaça para a família e para a sociedade em geral. Há casos em que isso não acontece, quando se trata de drogas leves. Quando se trata de drogas pesadas, raro é o caso em que a pessoa não começa a roubar a família e/ou outras pessoas, para dar ao traficante de droga, que é a figura moralmente mais baixa, no meio disto tudo.

Quanto mais se deixa a pessoa em liberdade, maior probabilidade existe dela vir a cometer crimes. Ao segurar a sociedade está a segurar-se a própria pessoa, de um ponto de vista espiritual.

As famílias, se amam o drogado, querem o melhor para ele. Se não amam, não adianta tentar que elas assumam o drogado em casa. Isso não é realista. O internamento compulsivo é o melhor que pode acontecer ao drogado, neste caso. A alternativa é viver na rua.

Mas vamos assumir o caso em que as famílias amam o drogado. Neste caso a família não tem interesse em manter a pessoa doente de vicio químico internada. Se o faz é porque não tem outra alternativa. As pessoas têm de ser racionais. Mais vale o drogado ser internado, e a família acompanhar, do que ficarem todos em baixo, juntos em casa, e caírem todos na miséria. Para alguém tomar conta de outra pessoa tem de ter condições para isso. Tem de estar de condições mínimas de saúde mental. 

Do ponto de vista moral, o que me parece triste é a família abandonar o drogado, num centro de tratamento, e nunca mais querer saber dele. Mas o amor não se pode impor a ninguém. E também depende da pessoa do drogado. Há pessoas que caem no vicio, mas têm um bom fundo, e são mais dóceis ao auxilio. Há outras que não.

É como uma pessoa que está num lar de idosos. Se a família o despeja lá e não quer saber mais dele, está a ser moralmente incorrecta.

Se a família é obrigada a manter a pessoa no lar, mas o visita, pelo menos, uma vez por semana (idealmente devia ser mais), a família está a cumprir a sua obrigação. Para além de poder detectar eventuais maus tratos que muitas pessoas sofrem nesses sítios. 

Nestas coisas é o amor que manda. As regras morais das religiões nada valem para quem não as interioriza. Ou seja, quem as faz suas voluntariamente, pela positiva. O medo de penas futuras não me parece uma força que seja eficaz. As pessoas que interiorizam uma boa moral, são boas pessoas, por natureza. Os maus não vão em conversas dessas. A não ser que estejam a morrer, ou perto disso, e lhes dê o medo (pelo sim, pelo não, não vão os religiosos ter razão...).

Se alguém apenas me disser que apenas não faz isto ou aquilo, apenas por medo de penas futuras, ou é uma pessoa muito ingénua, ou eu não acredito que seja sincera, a não ser que se trate do suicido (neste caso, o espiritismo pode dissuadir, não pelo medo das penas dos suicidas, mas por nos apresentar a possibilidade de o suicídio não acabar com o sofrimento e perder a eficácia). 

Se o medo de penas futuras funcionasse, a humanidade estava uma maravilha, pois quase todas as religiões defendem uma boa moral e penas futuras, se o comportamento das pessoas fugir da boa moral. O espiritismo é apenas mais uma religião a dizer o mesmo.

bem hajam
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 18:21
Olá

O problema do toxicodependente é diferente do problema das doenças mentais.

No caso do toxicodependente, o internamento deveria ser compulsivo, se o toxicodependente representar uma ameaça para a família e para a sociedade em geral. Há casos em que isso não acontece, quando se trata de drogas leves. Quando se trata de drogas pesadas, raro é o caso em que a pessoa não começa a roubar a família e/ou outras pessoas, para dar ao traficante de droga, que é a figura moralmente mais baixa, no meio disto tudo.

Quanto mais se deixa a pessoa em liberdade, maior probabilidade existe dela vir a cometer crimes. Ao segurar a sociedade está a segurar-se a própria pessoa, de um ponto de vista espiritual.

As famílias, se amam o drogado, querem o melhor para ele. Se não amam, não adianta tentar que elas assumam o drogado em casa. Isso não é realista. O internamento compulsivo é o melhor que pode acontecer ao drogado, neste caso. A alternativa é viver na rua.

Mas vamos assumir o caso em que as famílias amam o drogado. Neste caso a família não tem interesse em manter a pessoa doente de vicio químico internada. Se o faz é porque não tem outra alternativa. As pessoas têm de ser racionais. Mais vale o drogado ser internado, e a família acompanhar, do que ficarem todos em baixo, juntos em casa, e caírem todos na miséria. Para alguém tomar conta de outra pessoa tem de ter condições para isso. Tem de estar de condições mínimas de saúde mental. 

Do ponto de vista moral, o que me parece triste é a família abandonar o drogado, num centro de tratamento, e nunca mais querer saber dele. Mas o amor não se pode impor a ninguém. E também depende da pessoa do drogado. Há pessoas que caem no vicio, mas têm um bom fundo, e são mais dóceis ao auxilio. Há outras que não.

É como uma pessoa que está num lar de idosos. Se a família o despeja lá e não quer saber mais dele, está a ser moralmente incorrecta.

Se a família é obrigada a manter a pessoa no lar, mas o visita, pelo menos, uma vez por semana (idealmente devia ser mais), a família está a cumprir a sua obrigação. Para além de poder detectar eventuais maus tratos que muitas pessoas sofrem nesses sítios. 

Nestas coisas é o amor que manda. As regras morais das religiões nada valem para quem não as interioriza. Ou seja, quem as faz suas voluntariamente, pela positiva. O medo de penas futuras não me parece uma força que seja eficaz. As pessoas que interiorizam uma boa moral, são boas pessoas, por natureza. Os maus não vão em conversas dessas. A não ser que estejam a morrer, ou perto disso, e lhes dê o medo (pelo sim, pelo não, não vão os religiosos ter razão...).

Se alguém apenas me disser que apenas não faz isto ou aquilo, apenas por medo de penas futuras, ou é uma pessoa muito ingénua, ou eu não acredito que seja sincera, a não ser que se trate do suicido (neste caso, o espiritismo pode dissuadir, não pelo medo das penas dos suicidas, mas por nos apresentar a possibilidade de o suicídio não acabar com o sofrimento e perder a eficácia). 

Se o medo de penas futuras funcionasse, a humanidade estava uma maravilha, pois quase todas as religiões defendem uma boa moral e penas futuras, se o comportamento das pessoas fugir da boa moral. O espiritismo é apenas mais uma religião a dizer o mesmo.

bem hajam



Pleno de acordo se o ministério público, com ajuda de assisência social, e um Juiz que pode ser de pequenas causas determinar a um profissional legalmente diplomado e juramentado, se desimcumbir do acompanhamento do tratamento, e não compulsóriamente como o faziam no passado com os alienado, que a luta encetada pelos Espiritas do século passado encetaram para humanizar os hospícios, ainda não totalmente saneados.

A livre compulsoriedade, agora proposta e bem vinda conforme apontam argumentos nesta secção, me causa espécie e desejo de me manifestar contra.

Saúde e Paz!
http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/docProntuario1.html

ctrl+c e ctrl+v na guia de endereços www
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 18:25
Reforma Psiquiátrica: Cuidar sim

“O hospício é construído para controlar e reprimir os trabalhadores que perderam a capacidade de responder aos interesses capitalistas de produção.”
Franco Basaglia
 
Com as experiências e reflexões de Franco Basaglia no norte da Itália, o conceito de Reforma Psiquiátrica sofre uma radical transformação. Ao invés da reforma do hospital psiquiátrico como um espaço de reclusão e não de cuidado e terapêutica, postula-se a sua própria negação. Em outras palavras, enquanto espaço de mortificação, lugar zero das trocas sociais, o hospital psiquiátrico passa a ser denunciado como manicômio, que se pauta na tutela, na custódia e na gestão de seus internos.
 
Argumenta-se hoje que assim como a psiquiatria cria paradigmas tais como alienação, degeneração ou ainda doença mental e advoga uma incapacidade de juízo, de razão, de participação social do louco, ela constrói como projeto terapêutico nada mais que um espaço de exclusão: o manicômio.
Dessa forma, o ideal de uma Reforma Psiquiátrica, após Basaglia, seria uma sociedade sem manicômios, isto é, uma sociedade capaz de abrigar os loucos, os portadores de sofrimento mental, os diferentes, os divergentes...uma sociedade de inclusão e solidariedade!

Paulo Amarante
http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/cuidar1.html
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 18:29
Isto não é internação compulsória, e sim um serviço de acompanhamento, que precisa ser extendido não só aos alienados mentais, mas também aos toxicômanos, compulsívos, e até os violentos familiares, na busca de suas ressocializações...
Reforma Psiquiátrica: Excluir não

No Brasil, o processo de substituição da internação psiquiátrica é iniciado em meados dos anos 80, portanto antes da vigência da Lei nº 10.216 de 6 de abril de 2001, com a criação dos Núcleos de Atenção Psicossocial (NAPS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Essas unidades de saúde, contando com uma população local, oferecem cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar.
 
Funcionando como hospitais-dia, os CAPS prestam um serviço por períodos de 4 e de 8 horas, que inclui atendimentos individuais e em grupo; oficinas terapêuticas; visitas domiciliares; atendimento às famílias e atividades comunitárias.
 
As reformas da assistência em saúde mental, em várias partes do mundo, demonstram que redes de atenção em saúde mental de base comunitária representam uma abordagem eficaz para o tratamento e que há menos necessidade dos hospitais psiquiátricos tradicionais.
 
A Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas declarou que o tratamento das pessoas portadoras de transtornos mentais deve ser considerado um direito básico das mesmas, e que estas pessoas tem ainda de ser protegidas contra os perigos decorrentes dos processos de exclusão social a que muitas vezes se encontram submetidas.

Já possuimos a estrutura formal, material, construída, basta ampliar... compulsóriamente com simples atestado, e ou vontade de agente policial e retorno cruel.

Saúde e Paz!

http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/excluir.html
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 29 de Setembro de 2012, 18:34
O ideal de Pinel ainda não está pronto... a inserção dos toxocomanos seria viável pois a estrutura embora precária já existe, precisa ampliar...


Influências: Philippe Pinel (1745-1826)

 

(...) há sempre um resto de razão no mais alienado dos alienados.

Sintonizado com os ideais revolucionários franceses de liberdade, igualdade e fraternidade, preconizou o tratamento moral para os alienados e desacorrentou os loucos em Paris. Sua prática médica exercida durante os anos em que chefiou os hospitais em Bicêtre e La Salpêtrière na França, aliada a sua profunda reflexão sobre a alienação mental, concorreram para inaugurar a Escola dos Alienistas Franceses.

Em 1801 publicou o "Tratado médico-filosófico sobre a alienação ou a mania", no qual descreveu uma nova especialidade médica que viria & a se chamar Psiquiatria (1847).

http://www.ccs.saude.gov.br/memoria%20da%20loucura/mostra/pinel.html
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Zé Ninguém em 29 de Setembro de 2012, 23:16
Olá

O problema do toxicodependente é diferente do problema das doenças mentais.

No caso do toxicodependente, o internamento deveria ser compulsivo, se o toxicodependente representar uma ameaça para a família e para a sociedade em geral. Há casos em que isso não acontece, quando se trata de drogas leves. Quando se trata de drogas pesadas, raro é o caso em que a pessoa não começa a roubar a família e/ou outras pessoas, para dar ao traficante de droga, que é a figura moralmente mais baixa, no meio disto tudo.

Quanto mais se deixa a pessoa em liberdade, maior probabilidade existe dela vir a cometer crimes. Ao segurar a sociedade está a segurar-se a própria pessoa, de um ponto de vista espiritual.

As famílias, se amam o drogado, querem o melhor para ele. Se não amam, não adianta tentar que elas assumam o drogado em casa. Isso não é realista. O internamento compulsivo é o melhor que pode acontecer ao drogado, neste caso. A alternativa é viver na rua.

Mas vamos assumir o caso em que as famílias amam o drogado. Neste caso a família não tem interesse em manter a pessoa doente de vicio químico internada. Se o faz é porque não tem outra alternativa. As pessoas têm de ser racionais. Mais vale o drogado ser internado, e a família acompanhar, do que ficarem todos em baixo, juntos em casa, e caírem todos na miséria. Para alguém tomar conta de outra pessoa tem de ter condições para isso. Tem de estar de condições mínimas de saúde mental. 

Do ponto de vista moral, o que me parece triste é a família abandonar o drogado, num centro de tratamento, e nunca mais querer saber dele. Mas o amor não se pode impor a ninguém. E também depende da pessoa do drogado. Há pessoas que caem no vicio, mas têm um bom fundo, e são mais dóceis ao auxilio. Há outras que não.

É como uma pessoa que está num lar de idosos. Se a família o despeja lá e não quer saber mais dele, está a ser moralmente incorrecta.

Se a família é obrigada a manter a pessoa no lar, mas o visita, pelo menos, uma vez por semana (idealmente devia ser mais), a família está a cumprir a sua obrigação. Para além de poder detectar eventuais maus tratos que muitas pessoas sofrem nesses sítios. 

Nestas coisas é o amor que manda. As regras morais das religiões nada valem para quem não as interioriza. Ou seja, quem as faz suas voluntariamente, pela positiva. O medo de penas futuras não me parece uma força que seja eficaz. As pessoas que interiorizam uma boa moral, são boas pessoas, por natureza. Os maus não vão em conversas dessas. A não ser que estejam a morrer, ou perto disso, e lhes dê o medo (pelo sim, pelo não, não vão os religiosos ter razão...).

Se alguém apenas me disser que apenas não faz isto ou aquilo, apenas por medo de penas futuras, ou é uma pessoa muito ingénua, ou eu não acredito que seja sincera, a não ser que se trate do suicido (neste caso, o espiritismo pode dissuadir, não pelo medo das penas dos suicidas, mas por nos apresentar a possibilidade de o suicídio não acabar com o sofrimento e perder a eficácia). 

Se o medo de penas futuras funcionasse, a humanidade estava uma maravilha, pois quase todas as religiões defendem uma boa moral e penas futuras, se o comportamento das pessoas fugir da boa moral. O espiritismo é apenas mais uma religião a dizer o mesmo.

bem hajam
Exatamente Vitor.
Ufa! Foi tudo o que tentei dizer até agora.
abraços
Susana
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2012, 02:52
Bom para refletir...

OLE-899. Qual o mais culpado de dois homens ricos que empregam exclusivamente em
gozos pessoais suas riquezas, tendo um nascido na opulência e desconhecido sempre a
necessidade, devendo o outro ao seu trabalho os bens que possui?


“Aquele que conheceu os sofrimentos, porque sabe o que é sofrer. A dor, a que
nenhum alívio procura dar, ele a conhece; porém, como freqüentemente sucede, já dela se
não lembra.”

Quem não conheceu o sofrimento, tem realmente dificuldade em compreender as razões dos que sofrem...

Engraçado, meu psicólogo, me disse que a diferença entre intuição e cognição, é que intuição é tida como viceral... e a cognitiva tida como mais intelectiva...
Parei com minhas consultas...

Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2012, 03:33
Como fazer amigos para a v...i...d...a?

Demis Roussos- Amis Pour La Vie (Sous-titres ; traducere romana ) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW84TUNCSHhuS1hFJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSN3cw==)


Será acompanhando os que não precisam de nós ou será atendendo aos que de nós necessitam?
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Vitor Santos em 30 de Setembro de 2012, 18:29
Olá FilhodoBino

Levantaste uma questão complicada: Porque é que as pessoas são amigas?

Sem pensar muito no assunto, parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias. As pessoas têm de ter alguma motivo para gostar de estar com as outras. Têm, pelo menos, de ter alguns interesses comuns.

É um tema muito interessante, em que a partilha da experiência de cada um pode ser um tesouro. Há pessoas que têm mais facilidade de manter a amizade, ao longo do tempo, do que outras. E estas últimas podem dar bons conselhos aos que têm mais dificuldade.

A solidão é um problema grave, das nossas sociedades. E a amizade é um bem cada vez mais precioso. Mas não sei se a amizade tem a haver com gratidão...

bem hajas
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 30 de Setembro de 2012, 18:37
Sim, mano Vitor o tema é bom e bem mereceria um tópico mais apropriado pois que neste o tema é outro.
No entanto e só  para apimentar, deixe-me fazer o papel do advogado do capiroto...
Você diz na concordância coo mano Bino, " (...) parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias (...)"
Eu lhes pergunto: A generalização que se encontra na tua resposta, nos leva a crer em algo que não ocorra para todos.
O tema, para não fugir dele, é internação compulsório, e esta se origina para os ditos adictos, termo oque considero hipócrita, pois que não é sinônimo de vicio ou viciados.
Então, que se vistorie entre eles, e se veja: Entre viciados não existe senão o interesse pela droga, e este interesse retira qualquer halo de afinidade ou amizade que pudesse existir entre um e outro, pois que se a minha droga acaba, certamente vou ficar na espreita do momento em que o outro "dê uma bobeira" para furtá-lo.
Este um dos motivos mais encontrados para a criminalidade entre viciados.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/15/?action=post;num_replies=28#ixzz27yXp1V35
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2012, 21:50
Olá FilhodoBino

Levantaste uma questão complicada: Porque é que as pessoas são amigas?

Sem pensar muito no assunto, parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias. As pessoas têm de ter alguma motivo para gostar de estar com as outras. Têm, pelo menos, de ter alguns interesses comuns.

É um tema muito interessante, em que a partilha da experiência de cada um pode ser um tesouro. Há pessoas que têm mais facilidade de manter a amizade, ao longo do tempo, do que outras. E estas últimas podem dar bons conselhos aos que têm mais dificuldade.

A solidão é um problema grave, das nossas sociedades. E a amizade é um bem cada vez mais precioso. Mas não sei se a amizade tem a haver com gratidão...

bem hajas

Amado irmão vitor,
Amizade entre nós latinos pelo menos entre os que conheço, é sinônimo de companheirismo...
na escola, no trabalho, no lazer no clube, e entre nós os conhecidos e os que desconhecemos, mas de conformidade com a aproximação, nos torna colegas ou ficamos indiferentes uns aos outros...
De maneira geral, sinto todas as pessoas até que me agridam... amigas, percebendo agressividade, me torno indiferente, sem nutrir nenhuma animosidade mas evito novamente ser agredido, nada me importa, só evito, se sou procurado sou o mesmo de dantes, apenas evito...
Assim vejo os meu irmãos toxicômanos, alcoolatras, que não desenvolveram nenhuma forma de ação cruel, mas que pelo agir, incomodam conceitos de brazões familiares, dizem "Olhem mas logo o filho de fulano", esses fulanos, não medem consequências para manter aparências no meio em que vivem, seus familiares precisam ser perfeitos do contrário são mantidos à distância...
Minha longa militância na Igreja Católica, entre os cursilhistas e encontristas, tratando de crises familiares, como leigos, geridos por coordenadores psicólogos, sociologos, me trazem lembranças doloridas, por ser voto e palavra vencida, enquanto tentava defender que cabe sempre à familia a primeira solidariedade para com quem erra... Não digo solidariedade como o passar a mão sobre a cabeça, e deixar impune ações enganosas...
Mas, aqueles que já se encontram fora do seio familiar, como alcoolatras, usuários de drogas, compulsivos da ira, da revolta, ensandecidos, me tocam mais profundamente, e presenciei na minha militância, desde muito jovem, estudante no seminário, conhecí dezenas que as famílias por terem dificuldades de submetê-los ao controle socialmente aceito, os obrigavam, tanto aos do sexo masculino quanto feminino, a embarcarem-se sem um mínimo de desejo na vida religiosa, ou iriam parar num sanatório, com um simples atestado médico, sem terem direito ao contraditório...
E repare na frase do irmão Moura..."Amigo Bino,
No rio de Janeiro, onde vivo, a internação, no caso que ventilei, dá-se compulsoriamente.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/15/#ixzz27zFq9ntP

Claro que sei Mano Moura, onde o Dr Pinel empresta nome a sanatório? Essas mazelas não começaram exatamente na corte? Não vimos os documentos livres de acesso na net?
Em Barbacena deu-se tal e qual desde a época do Império, sendo que Dr. Pinel foi o primeiro a se preocupar em humanizar os sanatórios...
Uma simples prisão em situação desfavorável, liberava o "delegado de calças curtas", aqui no interior, bastava ser militar acima da patente de cabo, que poderia ser designado delegado, até nos anos 70, e estes tinham o poder de determinar internação...e ainda providenciavam um jipe da corporação para levar o coitado...
Não tenho provas para me estender no assunto, mas todos com mais de 60 anos de idade, por aqui, sabem o que significa chá da meia noite...
Seria a adoção de internação compulsória um retorno ao que vivenciamos desde a época do império, com os alienados, porque naquela época não haviam drogas, porém pergunto:
Quem já observou pessoalmente uma cracolândia?
Fui Corretor de Imóveis, longos anos e sei como se sentem os proprietários de imóveis situados nas proximidades dessas cracolândias... A quem pode interessar a internação compulsória?
Seriam os casos pontuais familiares, ou as vítimas seriam aqueles que já vem sendo queimados vivos, assassinados friamente, porque se reunem sob um viaduto, numa praça, num logradouro onde encontramos centenas...? Entres esses filhos de Deus infelizes por própria condição, encontramos pessoas das mais variadas origens, com as mais variadas doenças, compulsões, tuberculosos, fugitivos de sanatórios de hansenianos...
Os anos que toda noite de sabado para domingo, rodava minha cidade, numa caminhonete, distribuindo sopa, me mostraram sobre o que falo...
Dificil... muito difícil suas situações, e ainda imperfeito reajo realmente exaltado, sendo contestado na defesa desses tais...
É hora não de defender a internação compulsória, mas, de estender aos viciados, alcoolatras, e demais moradores de rua a opção de serem realmente internados, mas sob responsabilidade passada em juízo, senão o chá da meia noite, atuará, para minorar a superlotação...
Só não fazem isso nas prisões tipo cadeias, porque defensores dos direitos humanos, poucos que existem estão tão ligados à juventude criminosa, que não conseguem estender suas ações aos viciados.
É algo muito triste, de se imaginar, pense em quem vê isso constantemente acontecendo...?
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Setembro de 2012, 22:09
Sim, mano Vitor o tema é bom e bem mereceria um tópico mais apropriado pois que neste o tema é outro.
No entanto e só  para apimentar, deixe-me fazer o papel do advogado do capiroto...
Você diz na concordância coo mano Bino, " (...) parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias (...)"
Eu lhes pergunto: A generalização que se encontra na tua resposta, nos leva a crer em algo que não ocorra para todos.
O tema, para não fugir dele, é internação compulsório, e esta se origina para os ditos adictos***, termo oque considero hipócrita, pois que não é sinônimo de vicio ou viciados.
Então, que se vistorie entre eles, e se veja: Entre viciados não existe senão o interesse pela droga, e este interesse retira qualquer halo de afinidade ou amizade que pudesse existir entre um e outro, pois que se a minha droga acaba, certamente vou ficar na espreita do momento em que o outro "dê uma bobeira" para furtá-lo.
Este um dos motivos mais encontrados para a criminalidade entre viciados.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/15/?action=post;num_replies=28#ixzz27yXp1V35
[

Ah! amado irmão se falasses do que soubesses, diria conforme presenciei nas minhas andanças distribuindo sopa nas madrugadas...
Para aquele que usou toda sua droga, o outro divide a pouca que tem, como faz com a pinga, o  cigarro, comida, a caixa de papelão, e só brigam por causa de mulher...rsrsrsrs

Bem exatamente ocorreria entre o amado irmão e eu, caso seu cigarro acabasse e o meu não...
Saúde e Paz!

***Adicto-adj.
 (1) Partidário de certa ideia ou doutrina.
 (2) Diz-se do que admira ou segue alguém determinado: o ajudante é-lhe muito adicto.
 (3) Pessoa agregada a outra para desempenhar um cargo. Adjunto
 
 (4) Diz-se da pessoa incapaz de passar sem tomar a droga.
Sinóns. Afeiçoado, inclinado, propenso.
 [lat. addictu]
http://www.estraviz.org/adicto
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 01 de Outubro de 2012, 12:16
Queres ser perfeito?

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ImO4c3oev40#!

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 01 de Outubro de 2012, 13:57
Amados do meu coração...
Há uma estrutura legal montada para atender carentes mentalmente alienados, mas que só são utilizados, quando provocados pelo ministério público, face o cometimento de crimes...
O Estado é incapaz de por si só resolver o drama dos adictos que permanecem em constante perigo, pois pouco esclarecidos que são, e revoltados recalcitrantes, seu único objetivo é provocaar a sociedade que os rejeitam e não importa aqui discutirmos as razões.
O fato existe...
As manchetes dos jornais e televisivas, toda semana nos traz uma tragédia envolvendo adictos que pelo uso desregrado, de alcool e crack, aliadas a baixa nutrição, só terão como desfecho ou a morte prematura, ou a perda em definitivo da razão...
Sabemos que expontâneamente não se sujeitam ao tratamento, é obvio.
Muitos já perderam o contato com a família, pois esta já está cansada de lutar sem recursos pela recuperação do drogado...
Soubemos até de casos em que mães lançaram mãos de correntes e cadeados, para manter os filhos em casa...
Sofreram processos de maus tratos, tiveram seus filhos libertos, e estes voltaram às ruas, e prosseguiram como antes.
A contenção compulsória, é o caminho, mas não exatamente como proposta...
Não é humano retirar o adicto, mendigo, viciado e entregue ao desânimo e o internar em um local sem atendimento medico-psico-reabilitador, e que este tratamento dure tanto quando for preciso...
Verbas? Perguntem aos proprietários dos imóveis se eles não estariam dispostos a se associarem e bancar esse tratamento, pagando profissionais e se o poder público, oferecendo os medicamentos e alimentação, e que um profissional sob juramento assumir a responsabilidade de ser incumbido pelo poder judiciário para cuidar dessa parcela que não é tão volumosa como se pensa, e criar impedimentos para que novas turmas se formem nesse local?
A compulsoriedade pelo simples desejo da família desejar se livrar de uma ovelha negra, é nefasta, como está sendo proposta, eis o nosso grito.
Saúde e Paz!

DIÁRIO DO INFERNO - Dr. Marcelo - Cracolândia - PARTE 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUs5dHRhY0pTdFZnJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)

Marco Aurélio Mello e Gustavo Costa
Jornalismo veiculado na Record.

Comentários da pessoa que enviou o vídeo (luisburacovas )

A bem da verdade não existe sequer um parlamentar honesto. Se uns são corruptos por omissão, outros o são por omissão. Imagine o caso hipotético de não haver tanta verba envolvida na política...provavelmente aqueles que se dizem honestos diriam: " vou me retirar deste ambiente de corruptos, pois, quem com porco vive farelo come!". Mas quem desses aí irá abrir mão dessa vaca leiteira cheia de leite chamada BRASIL em prol da lisura, da honestidade, da probidade? nenhum! VOTO NULO JÁ!
 
J.Vidal Che

O número de políticos que não se importa com a população é enorme. No entanto, se a gente procura (por sites de jornalismo mais sérios - carta maior, viomundo, blogues do nassif e do sakamoto, próprios sites e emails dos políticos) com profundidade, sempre acharemos alguém interessante para votar, que seja um representante de fato do nosso voto. É por isso que eu discordo do voto nulo. Dá para achar políticos interessantes que estão de fato interessados pela sociedade. Minoria, mas eles existem.

Um trecho:
 
"A reconstrução das áreas atingidas vai custar o equivalente a mais de R$ 400 bilhões. Esse valor corresponde, por exemplo, a toda a riqueza que um país como Portugal produz ao longo de um ano.
 
O governo japonês já tem o orçamento e criou uma agência para cuidar da reconstrução"
luisburacovas em resposta a Vidalve5 meses atrás

Olha, eu não acompanhei de perto o caso Japonês (não li textos dos jornais japoneses, não ouvi nenhum depoimento de pessoas diretamente engajadas na reconstrução - tudo que li foram notícias editadas por agências ocidentais a respeito).
De qualquer forma, me parece que se eles se recuperaram tão rapidamente, só pode ter acontecido por vontade POLÍTICA. São as vontades políticas - de todas as esferas da sociedade - que fazem um país. Eu ainda prefiro ESCOLHER políticos do que anular meu voto.

Onde há Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Vitor Santos em 01 de Outubro de 2012, 14:16
Olá Moura Rego

A minha resposta para o FilhoDoBino foi a propósito de ele colocar a amizade como uma consequência da gratidão. Dizia ele que, para arranjar amigos, era mais apropriado ajudar os que precisam, do que juntar-se a quem não precisa. A saída do tema foi pertinente, e não foi um simples devaneio da minha parte. Para que fique registado.

No contexto dos drogados a gratidão também pode existir. Estou certo de que muitos ficam gratos a quem os assiste, como o FilhoDoBino diz ter feito.

Aqui em Portugal também existem equipas que andam a distribuir alimentos e a prestar cuidados de saúde básicos, de noite, a drogados que andam nas ruas. E estou certo que muito desses drogados ficam gratos.

Os drogados não são bichos, são pessoas comuns, mas com um vicio horrível. E dos casos que eu conheci, muitos deles até eram pessoas decentes, com famílias equilibradas, mas a droga foi mais forte do que eles. Para mim eles são vitimas, embora tenham alguma culpa também, sem dúvida, mas os traficantes é que são os verdadeiros algozes.

O problema das nossas sociedades de hoje, é que um individuo que apareça com muito dinheiro, nem que seja um traficante de droga, tem maior probabilidade de ter "amigos" do que um homem honrado, que ganha o seu dinheiro a trabalhar honestamente. A sociedade não é isenta de responsabilidades, porque não valoriza suficientemente a honestidade, e valoriza demais o dinheiro.


Olá FilhoDoBino

A amizade que eu estava a falar é a ligação afectiva entre duas pessoas, de forma mais forte do que o comum. Já percebi que estavas a falar de outro tipo de amizade...Peço desculpa.

bem hajas
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 01 de Outubro de 2012, 14:20
O crack atinge os filhos dos ricos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWxlclYzSXZ4MU5BJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)

Filho de uma dona de casa e de um corretor de imóveis bem-sucedido, Rafael, (nome fictício), de 20 anos, estudou nas melhores escolas particulares do Recife. O menino loiro e de olhos verdes começou a fumar maconha aos 13 anos. Dois anos depois, veio a cocaína. Junto com a droga, a possibilidade de ganhar dinheiro. Percorria quilômetros até o Sertão do estado para trazer carregamentos de maconha para a capital. Nunca foi parado em operações policiais, comuns na região. Imagens: Marcionila Teixeira/Dp/D.A Press. Leia mais em: http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/11/27/brasil1_0.asp


PM flagra mãe que acorrentou filho dependente de crack (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW1QcDZzOEpaLVdzJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)

Revendo o Passado, correlacionado com o presente... que podemos esperar no futuro, e se a internação compulsória, tornar cultura como o foi, que responderemos perante a lei de causa e efeito?
Antes a ignorância reinava... hoje, pelos discursos parece que nem tanto...

Este é  " O    G r  i  t  o      q  u  e   n  ã  o   q  u  e  r    c  a   l  a  r ........
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 01 de Outubro de 2012, 14:54
Palavras... não fazem mais que imagens... e imagens usadas sem fins lucrativos, não poderm estar submetidas aos copyrights...


Epidemia do crack a Violência gerada pelo vicio (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWNsODVRNlBFYUZjJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 01 de Outubro de 2012, 15:45
Bino, meu mano, por certo não sei do que falo, mesmo tendo andado seis anos, me dividindo entre Polícia Militar e civil.
Nos tempos de exceção, ainda bem jovem, por interferência de um tio Major Brigadeiro, ainda em ação, consegui o direito de acompanhar mesmo uma pesquisa desenvolvida pelas forças armadas e as polícias do RJ, realizadas com presos viciados.
A bem da verdade, tenho de concordar com o amigo, não conheço do que falo... ;)
Abração,
Moura
Sim, mano Vitor o tema é bom e bem mereceria um tópico mais apropriado pois que neste o tema é outro.
No entanto e só  para apimentar, deixe-me fazer o papel do advogado do capiroto...
Você diz na concordância coo mano Bino, " (...) parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias (...)"
Eu lhes pergunto: A generalização que se encontra na tua resposta, nos leva a crer em algo que não ocorra para todos.
O tema, para não fugir dele, é internação compulsório, e esta se origina para os ditos adictos***, termo oque considero hipócrita, pois que não é sinônimo de vicio ou viciados.
Então, que se vistorie entre eles, e se veja: Entre viciados não existe senão o interesse pela droga, e este interesse retira qualquer halo de afinidade ou amizade que pudesse existir entre um e outro, pois que se a minha droga acaba, certamente vou ficar na espreita do momento em que o outro "dê uma bobeira" para furtá-lo.
Este um dos motivos mais encontrados para a criminalidade entre viciados.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/15/?action=post;num_replies=28#ixzz27yXp1V35
[

Ah! amado irmão se falasses do que soubesses, diria conforme presenciei nas minhas andanças distribuindo sopa nas madrugadas...
Para aquele que usou toda sua droga, o outro divide a pouca que tem, como faz com a pinga, o  cigarro, comida, a caixa de papelão, e só brigam por causa de mulher...rsrsrsrs

Bem exatamente ocorreria entre o amado irmão e eu, caso seu cigarro acabasse e o meu não...
Saúde e Paz!

***Adicto-adj.
 (1) Partidário de certa ideia ou doutrina.
 (2) Diz-se do que admira ou segue alguém determinado: o ajudante é-lhe muito adicto.
 (3) Pessoa agregada a outra para desempenhar um cargo. Adjunto
 
 (4) Diz-se da pessoa incapaz de passar sem tomar a droga.
Sinóns. Afeiçoado, inclinado, propenso.
 [lat. addictu]
http://www.estraviz.org/adicto
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 02 de Outubro de 2012, 18:39
Bino, meu mano, por certo não sei do que falo, mesmo tendo andado seis anos, me dividindo entre Polícia Militar e civil.
Nos tempos de exceção, ainda bem jovem, por interferência de um tio Major Brigadeiro, ainda em ação, consegui o direito de acompanhar mesmo uma pesquisa desenvolvida pelas forças armadas e as polícias do RJ, realizadas com presos viciados.
A bem da verdade, tenho de concordar com o amigo, não conheço do que falo... ;)
Abração,
Moura
Sim, mano Vitor o tema é bom e bem mereceria um tópico mais apropriado pois que neste o tema é outro.
No entanto e só  para apimentar, deixe-me fazer o papel do advogado do capiroto...
Você diz na concordância coo mano Bino, " (...) parece-me que a amizade vem da simpatia de ideias (...)"
Eu lhes pergunto: A generalização que se encontra na tua resposta, nos leva a crer em algo que não ocorra para todos.
O tema, para não fugir dele, é internação compulsório, e esta se origina para os ditos adictos***, termo oque considero hipócrita, pois que não é sinônimo de vicio ou viciados.
Então, que se vistorie entre eles, e se veja: Entre viciados não existe senão o interesse pela droga, e este interesse retira qualquer halo de afinidade ou amizade que pudesse existir entre um e outro, pois que se a minha droga acaba, certamente vou ficar na espreita do momento em que o outro "dê uma bobeira" para furtá-lo.
Este um dos motivos mais encontrados para a criminalidade entre viciados.
Abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/15/?action=post;num_replies=28#ixzz27yXp1V35
[

Ah! amado irmão se falasses do que soubesses, diria conforme presenciei nas minhas andanças distribuindo sopa nas madrugadas...
Para aquele que usou toda sua droga, o outro divide a pouca que tem, como faz com a pinga, o  cigarro, comida, a caixa de papelão, e só brigam por causa de mulher...rsrsrsrs

Bem exatamente ocorreria entre o amado irmão e eu, caso seu cigarro acabasse e o meu não...
Saúde e Paz!

***Adicto-adj.
 (1) Partidário de certa ideia ou doutrina.
 (2) Diz-se do que admira ou segue alguém determinado: o ajudante é-lhe muito adicto.
 (3) Pessoa agregada a outra para desempenhar um cargo. Adjunto
 
 (4) Diz-se da pessoa incapaz de passar sem tomar a droga.
Sinóns. Afeiçoado, inclinado, propenso.
 [lat. addictu]
http://www.estraviz.org/adicto

Amado do meu coração, sem pieguices, coisas que não temos entre nós, expressamos a verdade que nosso coração expressa sem nenhuma nesga de rancor ou nada que não seja simplesmente expor o que se vai no nosso coração, com humildade e sinceridade pura...

Acompanhar prisões, e entrevistar o compulsoriamente detido, humilhado já pela situação da própria vida e a natural aparente força do aparato policial à volta de um mendigo ou morador de rua, não fornece ao observador conhecimento do verdadeiro comportamento do irmão pego na vadiagem, que hoje nem mais é falada entre nós, mas bem o sei o amigo conhece...
Tente viver mais perto dos mesmos, misture-se a eles, ouça-lhes sem a proteção de ninguém senão de Deus e de um coração terno desejoso de ajudar a encontrat soluções verdadeiras, aproveite e fiscalize as ações danosas que estão expurgundo miseráveis do Rio de Janeiro para maquiar a cidade maravilhosa para as copas e olimpíadas que se aproximam...
Belo Horizonte também será sede, e aqui quem sofre é só os que teem que enfrentar o transito diário.
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 02 de Outubro de 2012, 19:11
Mano Bino, não estou aqui para dizer das minhas proezas, com os desvalidos da moral, não sou mesmo um bom exemplo para tal, pois ainda chafurdeio na imperfeição.
contudo, como o amigo ainda não entendeu devo lhe dizer que dos vinte aos trinta e cinco anos, era habituè do local conhecido como Boca do Boi, na ladeira dos Tabajaras, reconhecidamente um reduto de criminosos e viciados, pois mantinha ali relações com um mecânico e funileiro onde consertava meu carro.
Raro era não se ter ali um crime todos os dias, e mesmo assim andei entre eles, vendo por duas vezes armas apontadas para minha cabeça, e que foram afastadas pelo dono da boca que mesmo me sabendo contrário à suas ações me respeitava pela coragem de enfrentar e dizer o que eu sentia sem firulas da linguagem, falando na mesma língua dele.
Logo, inferir que não tenha eu o conhecimento do que falo por não andar com estes adoecidos, é que é, desculpe-me, afirmar sobre o que se desconheça.
abraços,
Moura
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 02 de Outubro de 2012, 20:07
Mano Bino, não estou aqui para dizer das minhas proezas, com os desvalidos da moral, não sou mesmo um bom exemplo para tal, pois ainda chafurdeio na imperfeição.
contudo, como o amigo ainda não entendeu devo lhe dizer que dos vinte aos trinta e cinco anos, era habituè do local conhecido como Boca do Boi, na ladeira dos Tabajaras, reconhecidamente um reduto de criminosos e viciados, pois mantinha ali relações com um mecânico e funileiro onde consertava meu carro.
Raro era não se ter ali um crime todos os dias, e mesmo assim andei entre eles, vendo por duas vezes armas apontadas para minha cabeça, e que foram afastadas pelo dono da boca que mesmo me sabendo contrário à suas ações me respeitava pela coragem de enfrentar e dizer o que eu sentia sem firulas da linguagem, falando na mesma língua dele.
Logo, inferir que não tenha eu o conhecimento do que falo por não andar com estes adoecidos, é que é, desculpe-me, afirmar sobre o que se desconheça.
abraços,
Moura

Amado do meu coração, sem pieguices, e falsas modéstias, nos estamos tentando é obter idéias que nos possibilitem interagir com os que estão a propor medidas de detenção compulsória aos cidadãos habitantes das cracolândias...
Estou tentantdo mostrar que essa compulsoriedade já foi vencida quando foi adotada para reter sem exame cautelar devido, pessoas tidas como alienadas mentais, e que acabaram por viver dezenas de anos até a morte em manicômios...
Em se aplicando agora a compulsóriedade de detenção sem as necessárias cautelas, refarremos o caminho que trilharam nossoa antepassados, e parece que nossa memória se esqueceu do que tantas obras ditas como romances espíritas, mostraram quanta crueldade, tornou-se possível usando a conivência dos que pensam superiores, em classe social, ou em volume de contas bancárias, que podem bancar artifícios que por conta da compulsoriedade de detenção internarão viciados tidos como compulsívos e adictos que não podem passar sem o uso das drogas...
A criminalidade entre os adictos é baixissima, pelo contrário são eles em numero superlativamente proporcionais menores, que entre os que traficam, não podemos juntar tudo num unico bolo, há diferentes e diferenças entre os cidadãos das cracolândias, que sem um olhar caridoso e pessoal desprovido de autoridade exceto a do amor, não consegue visualizar.
Amado isso não é uma visão hipócrita, é real.
Porque insistimos em desvirtuar o caso proposto, para falar do que sabemos e do que não sabemos?
Estaremos contribuuindo com algo para não permitir o retorno às velhas soluções do chá da meia noite?
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 03 de Outubro de 2012, 01:23
Mano Bino,
pelo seu relato penso que o amigo não vê os tantos programas criminais que a TV exibe pelas tardes.
Não falo de filmes mas de programas jornalísticos que veiculam notícias quando elas estão a acontecer mano.
De quarta feira passada até hoje, apenas três casos de viciados que tentaram matar parente ou mesmo mãe, para obterem o dinheiro para as drogas, e mais uns tantos onde a tentativa não não se consumou pela chegada de outras pessoas que acorreram em defesa da vítima.
Como se pode ver, a quota não é assim tão diminuta quanto o amigo em sua bondade deixa transparecer.
Hoje mesmo conversando reservadamente como jornalista Fabio Barretto, ele me relatava  mais dois casos acontecidos depois que seu programa deixou o ar, pela Band.
A criminalidade existe mano, mas apenas agora é mais vista, pois há esse tipo de programação que antes se fazia questão de esconder do povão.
No Estado do Rio de Janeiro a compulsoriedade vem dando alguns resultados, mesmo que o o estado não esteja ainda bem preparado para este aumento de pacientes que abordam áreas tão dispares.
Eu sou um dos que defender]m essa compulsoriedade, pois para mim, mesmo despreparado o Estado, é mais perigoso aos parentes do viciado, que ele fique em casa do que ele estando abrigado numa instituição que se esforçará para retirá-lo da dependência química.
abraços,
Moura
]
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 03 de Outubro de 2012, 01:54
Amado irmão, pieguice, não é entre nós, francos e sinceros no expor de idéias que às vezes causa algum desconforto mas, é assim que somos...

Acabamos de ver o caso da criança canibal, a estrutura penal não consegue reabilitar os jovens de até 18 anos, vai acampar os usuários de droga maiores de 18 anos e pela compulsóriedade sem julgamento superlotar mais o que?

Precisamos sim de uma solução, todavia restringir liberdade, aleatoriamente, é extremosamente perigoso...
Olha mano, dou graças a Deus meu filho que morava no Rio voltou para BH, o trajeto dele era do Santos Dumont até a Barra da Tijuca, e o fazia de lotação, pois os onibus não paravam de tão cheios.
Irmão estamos lutando é por mais liberdade, para que a sociedade assuma a responsabilidade que tem, pois foi a sociedade mesma quem criou tanta disparidade...
Não consigo compreender como a sociedade quer paz se provoca ainda mais revoltas tolhendo compulsóriamente a liberdade de quem já vive em perfeita revolta...
Oremos irmão para que uma idéia possa advir, e possamos resolver um drama tão lamentável, sem fazeermos ouvidos de mercador.
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 03 de Outubro de 2012, 16:06
Bino,  eu já lhe expliquei; No rio de janeiro, a compulsoriedade se dá para com menores viciados, pois a lei, ainda não alcança aos maiores de idade.
Sob meu ponto de vista deveria alcançar, visto que também estão em estado alterado que muita vez não os deixa mesmo saírem do lugar e nesse momento vale o escrito na Carta Magna, é Dever do Estado...
A criança canibal, não é portadora de viciação em drogas e sim de perturbação mental segundo informa a própria mãe.
Abraços,
Moura
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 03 de Outubro de 2012, 17:52
Amado, que pensas a respeito do que abaixo esponho com a venia de Psicologado...

Escrito por Katiane Dalila Brito Maciel e Roberta Bergamo Lima | Publicado em 02 de Outubro de 2012
Resumo: Esse artigo tem como objetivo proporcionar conhecimento acerca das oficinas terapêuticas realizadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), levantar questionamentos sobre a eficácia dessas oficinas, que serão problematizados através das concepções da história do CAPS e de discursos defendidos por teóricos, além de contribuir para as pesquisas no âmbito da saúde pública no que se refere ao tema CAPS, considerado como uma instituição que pertencente à rede substitutiva de atenção comunitária diária, o mesmo visa acolhimento, atendimento clínico e reinserção social das pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. A pesquisa é de natureza bibliográfica . Os resultados apontam as oficinas terapêuticas como parte das atividades que servem como uma forma para reinserção social dos usuários produz efeitos terapêuticos, pois, através dessas possibilitam aos participantes uma forma de expressar os seus pensamentos e sentimentos os quais tornam-se visíveis por meio dessas intervenções.


...] Continue lendo este texto...

Resumo: Esse artigo tem como objetivo proporcionar conhecimento acerca das oficinas terapêuticas realizadas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), levantar questionamentos sobre a eficácia dessas oficinas, que serão problematizados através das concepções da história do CAPS e de discursos defendidos por teóricos, além de contribuir para as pesquisas no âmbito da saúde pública no que se refere ao tema CAPS, considerado como uma instituição que pertencente à rede substitutiva de atenção comunitária diária, o mesmo visa acolhimento, atendimento clínico e reinserção social das pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. A pesquisa é de natureza bibliográfica . Os resultados apontam as oficinas terapêuticas como parte das atividades que servem como uma forma para reinserção social dos usuários produz efeitos terapêuticos, pois, através dessas possibilitam aos participantes uma forma de expressar os seus pensamentos e sentimentos os quais tornam-se visíveis por meio dessas intervenções.
 
Palavras-Chave: CAPS; Reinserção Social; Oficinas Terapêuticas.
 
Introdução
 
O louco no sistema capitalista não tem valor, não produz, não enriquece e nem participa dessa dinâmica excludente e cruel que envolve o capitalismo. Foucault (1975) ressalta que a loucura foi considerada como ‘doença mental’ a partir do surgimento do capitalismo. Assim aquele que não se enquadra as normas sociais é desviante, patologizado, medicalizado e anormal. Dessa forma empobrece, normatiza, padroniza e uniformiza o ser humano.
 
Filhodobino grifa, os senhores moradores, consumistas inveterados, do crack,(excluo os traficantes), NÃO  se encontram nas memissimas condições?
Porque tanta diferença de tratamento pela lei:
Para o que mata a si e sua familia e inocentes alcoolizados?
Porque tamanha diferença de tratamento para os que desviam dinheiro da merenda, da manutenção de escolas da melhoria da saúde pública e nem sique atende as vitimas de enchentes...
Porque dinheiro público, para construir estádios para copa e olimpíadas, sem atender aos cidadãos das cracolandias, simplesmente amontoando-os em santatórios para maquiar a cidade maravilhosa para receber eventos de interesse internacional????????????????????????????

Vieira (2007) enfatiza que a loucura não está somente relacionada com as assombrações e aos enigmas do universo, todavia ao próprio homem, às suas fragilidades, às suas ilusões e as suas fantasias, representando um tênue relacionamento que o homem mantém consigo mesmo. Dessa forma a loucura não diz respeito à verdade do mundo, mas ao homem e à verdade que ele diferencia de si mesmo.
 
Na década de 1978 se evidencia o movimento social pelos direitos dos pacientes com transtornos mentais no Brasil. Essa dinâmica envolve a luta contra os maus tratos nos manicômios brasileiros em que a mercantilização, ou seja, o ganho, o interesse, usando a loucura como produto comercial (BRASIL, 2005).
 
A Reforma Psiquiátrica no Brasil é marcada pela implantação de serviços substitutivos que visam diminuir os leitos psiquiátricos. As mudanças decorrentes do movimento psiquiátrico foram maximizadas no Brasil a partir da década de 1980. Participaram desse processo: os trabalhadores de saúde mental, usuários, famílias, políticos, donos de hospitais psiquiátricos, artistas, entre outros. Neste contexto foi possível evidenciar diversas transformações nas políticas, nas leis como também na organização da atenção à saúde mental (Wetze, Kantorski e Souza, 2008).
 
A Emergência Psiquiátrica, elemento fundamental em toda organização de Programas de Saúde Mental é importante numa relação de proximidade com a Internação Psiquiátrica. A análise dos Ambulatórios encerra a observação dos chamados “dispositivos tradicionais” em Saúde Mental. Os CAPS e as atuais práticas de Saúde Mental na atenção básica diária são algumas das novas ações em Saúde Mental, desenvolvidas pelo movimento da Reforma Psiquiátrica (Pinto, 2007).
 
Os denominados Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) surgiram na década de 1980 na cidade de São Paulo. Todavia é no ano de 1990 que se destaca com a assinatura da Declaração de Caracas e pela realização da II Conferência Nacional de Saúde Mental. Assim começaram a serem inseridos os primeiros experimentos envolvendo os CAPS, NAPS e Hospitais-dia (BRASIL, 2005).
 
A Portaria nº 336/GM, do ano 2002 agrega a rede do Sistema Único de Saúde (SUS): Os CAPS, NAPS (Núcleos de Atenção Psicossocial) e outros tipos de serviços de atenção ligados à saúde mental (BRASIL, 2004).
 
Os CAPS são instituições que fazem parte da rede de atenção diária à saúde mental de caráter substitutivo aos hospitais psiquiátricos, que objetivam a redução de leitos psiquiátricos, acolhimento dos pacientes com transtornos mentais, estimulando sua reinserção social e consequentemente, proporcionando a eles maior autonomia e exercício dos seus direitos civis (BRASIL, 2007).
 
No ano de 1990 a desinstitucionalização dos pacientes com longa história de internação e o processo de diminuição de leitos psiquiátricos, tais questões passam a serem vistas como política pública no Brasil. O Programa Nacional de Avaliação do Sistema Hospitalar-Psiquiatria (PNASH - Psiquiatria) é um dos dispositivos que possibilita reduções e fechamentos de leitos psiquiátricos. É de competência desse programa possibilitar aos gestores uma análise da qualidade da assistência dos hospitais psiquiátricos públicos e conveniados, este também descrendencia os hospitais que não oferecem um atendimento de qualidade para a população (BRASIL, 2005).
 
continua...

Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 03 de Outubro de 2012, 17:57
continuação...

Os CAPS se organizam no Brasil de acordo com o aspecto da população dos municípios, lembrando que o mesmo se distingui pelo porte, modalidade e o fator de atendimento territorial. O CAPS se distribui em CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPSi e CAPSad, a seguir as características conforme a sua tipologia (BRASIL, 2005):
 
Os CAPS I são os Centros de Atenção Psicossocial de menor porte, oferecem serviços destinados às demandas de saúde mental nos municípios com 20.000 e 50.000 habitantes, o número de funcionários a compor o quadro desse tipo de CAPS é de 9 profissionais no mínimo.
 
Os CAPS II prestam serviços de médio porte, oferecem atendimento às cidades com população com mais de 50.000 habitantes. O público atendido por essa categoria de CAPS é de adultos com transtornos mentais severos e persistentes, a equipe que presta serviços é de 12 profissionais no mínimo.
 
Os CAPS III prestam serviços de grande porte para os municípios com mais de 200.000 habitantes, atualmente estão nas grandes cidades brasileiras, oferecem serviços que envolvem grande complexidade, com funcionamento diário de 24 horas, a equipe composta é de no mínimo 16 profissionais.
 
O CAPSi, presta atendimento a uma clientela especifica que são as crianças e os adolescentes com transtornos mentais, e podem ser implantados nos municípios com mais de 200.000 habitantes, 11 profissionais compõe o quadro de funcionários.
 
Os CAPSad, prestam serviços nos municípios com mais de 200.000 habitantes. Realizam atendimento para as pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas, forma uma equipe com 13 profissionais.
 
Os atendimentos prestados pelo CAPS são: Atendimento Intensivo, este é caracterizado pelo atendimento diário, a demanda são destinadas aquelas pessoas com acentuada aflição psíquica, em situação de crise ou dificuldades intensas de se relacionar com a família e socialmente, esses necessitam de atenção contínua. No Atendimento Semi-Intensivo, o usuário é atendido até 12 dias no mês. Esse tipo de atendimento é oferecido  quando há melhora dos sintomas e nos relacionamentos sociais. No Atendimento Não-Intensivo, é oferecido quando a pessoa não precisa de cuidados contínuos da equipe multidisciplinar para viver em seu território e realizar suas atividades, podendo ser atendido até três dias no mês (BRASIL, 2004).
 
As Oficinas Terapêuticas
 
As oficinas terapêuticas são consideradas umas das principais formas de tratamentos oferecidos nos CAPS, caracterizam-se por realizar atividades grupais, orientadas por profissionais da área da saúde mental, monitores e ou estagiários. Os CAPS geralmente possuem mais de um tipo de oficina terapêutica, quando realizadas permitem aos usuários a manifestação de sentimentos e problemas, a realização de atividades produtivas e a prática da cidadania (BRASIL, 2004).
 
Nesse sentido as oficinas terapêuticas são atividades de socialização e inserção social através da Portaria 189 de 19/11/1991 e as cooperativas sociais Lei N° 9.867 10/11/1999 que objetivam à integração social dos cidadãos na proposta de inserir esse público no mercado de trabalho econômico como fonte de renda. As pessoas com alguma deficiência seja ela psíquica e ou mental, as pessoas que dependem de acompanhamento psiquiátrico constante, aqueles que saíram dos hospitais psiquiátricos, entre outros, são considerados em desvantagem com relação às questões econômicas perante a lei. A Política de Saúde Mental em resposta as mudanças que ocorreram no processo da Reforma Psiquiátrica adotam ideologias e práticas no que se refere o trabalho como um recurso terapêutico. Assim o doente mental começa a ser visto como  um sujeito que também pode produzir economicamente (Valladares, Lappann-Botti, Mello, Kantorski e Scatena, 2003).


De acordo com o Ministério da Saúde (2004), as oficinas terapêuticas podem ser:
 •1. Oficinas expressivas: São os espaços que proporcionam as atividades relacionadas com a expressão plástica como: desenho, pintura, argila, entre outros. Expressão corporal que envolve movimentos com o corpo como: ginástica, dança, e técnicas teatrais. Expressão verbal que desperta e contribui no exercício das funções cognitivas: poesia, contos, leitura e redação de textos, de peças teatrais e de letras de música. Expressão musical são atividades que envolvem a musicalidade, fotografia e teatro.
 •2. Oficinas geradoras de renda: Como o próprio nome diz possibilita aos usuários por meio de suas habilidades serem geradores de renda e fazerem parte do contexto econômico. As atividades incluem: Marcenaria, culinária, venda de livros, costura, fotocópias, bijuterias, artesanato em geral, fabricação de velas, cerâmica, etc.
 •3. Oficinas de alfabetização: São caracterizadas por contribuir nas questões escolares, possibilita os usuários que não tiveram acesso ou que não puderam permanecer no âmbito escolar possam praticar a escrita e a leitura.
 
Ainda faz parte das atividades realizadas nos CAPS às oficinas de beleza, de profissionais e ou estagiários que promovem cuidados com a higiene pessoal. A fim de melhorar aparência das mãos, dos pés, da pele, dos cabelos entre outros. Essas práticas (como aparar os cabelos, barbear, pintar as unhas) apesar de rotineiras pra muitos têm efeitos especiais para eles (usuários do CAPS) por proporcionar bem estar, acolhimento e o toque corporal, torna-se terapêutico. Vale enfatizar que além de melhorar o visual estético esse tipo de oficina proporciona satisfação, contato consigo e com o outro. Muitas vezes é nesse tipo de intervenção que por um momento eles recebem um toque nas mãos, nos cabelos, um sorriso, enfim. A sociedade na rigidez das normas e também os próprios familiares lançam na margem o respeito, o afeto a esses que como qualquer outro ser humano necessita de afetividade.
 
Essas práticas proporcionam despertar a potencialidade, espontaneidade e criatividade do doente mental como também cria meios de inclusão social para os usuários do CAPS possibilitando a construção de um novo olhar da sociedade com relação à loucura, ao louco.
 
continua...
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 03 de Outubro de 2012, 17:59
continuação  e final com vossa vênia...

É por meio dessas intervenções terapêuticas (elementos facilitadores) que a pessoa com transtorno mental existe, se expressa, conta sobre suas mazelas vivenciadas no seu cotidiano, o preconceito seja ao passar pela rua, muitas das vezes é ridicularizada pela vizinhança, pelas crianças que gritam “lá vai o louco pro CAPS” mesmo na sua inocência, todavia fruto desse Sistema perverso que dita regras do que é bonito, perfeito e normal que enquadra o ser humano este tão notável, dinâmico e surpreendente, minimizando-o. Essa sociedade “perfeitinha ao avesso” por não ter o conhecimento real daqueles com algum transtorno mental a sociedade o marginaliza. Assim é ali naquele ambiente que os usuários contam suas histórias, interagindo entre eles.
 
As oficinas maximizam a subjetividade como também o fator socializante por operarem sobre um nível de ação concreta que possibilita o sujeito um gozo fora do corpo do sujeito. Essas atividades visam mais que o aflorar das capacidades, mas enfaticamente a questão de inserção cultural. É nessa atmosfera que o sujeito com transtorno mental expressa de forma criativa e individual no cenário psiquiátrico. Assim, esse local é uma alternativa de modificação do cotidiano (Mendonça, 2005).
 
As oficinas são consideradas como dispositivos, aceleradores que impulsionam a produção psíquica dos sujeitos envolvidos nesse processo, facilitando a circulação social deles sejam no aspecto familiar, social e cultural, bem como tornando possível sua inserção ou reinserção no trabalho produtivo. Assim, os regulamentos consideram que as oficinas terapêuticas são estratégias é por meio dessas que a reabilitação psicossocial (Ribeiro, 2004) pode se tornar possível através de suas realizações, se aproximando da igualdade de direitos, a qual garante a Constituição Brasileira.
 
Na concepção de Mendonça (2005) as oficinas procuram caminhar no sentido de possibilitar aos usuários do CAPS estabelecer vínculos de cuidado consigo mesmo, com o trabalho e afetividade com os outros. As atividades artísticas realizadas nas oficinas possibilitam a construção de novos eventos, experiências, práticas a fim de perceber a ele mesmo e o universo sob uma nova óptica. Diante desse contexto as intervenções em saúde mental realizadas nos CAPS passam a ser consideradas como instrumento de desenvolvimento dos sujeitos, de valorização da expressividade, de descoberta e ampliação de possibilidades individuais e a participação dos processos culturais.
 
Tenório (2001) aponta que as oficinas são práticas que envolvem grupos diferenciados sejam nas produções e práxis que foram criadas no processo da reforma psiquiátrica. É importante que essas atividades promovam satisfação e prazer. Assim, essas são mecanismos que buscam o resgate da autonomia dos usuários do CAPS na tentativa da efetuação do desejo na vida e no trabalho. Campos (2004) salienta que as oficinas servem também como meios para socialização terapêutica e não um oficio de onde se espera gerar somente renda.
 
Essas atividades desempenhadas pelos profissionais da saúde mental no CAPS apesar de auxiliar não respondem a todos os impasses envolvidos nas questões que incluem a reinserção social da pessoa com transtorno mental, todavia dar abertura para que os usuários existam de alguma forma e na tentativa de inseri-los na sociedade e que possam construir sua cidadania, de certa forma seguir “com suas próprias pernas”. É claro! Com acompanhamento do serviço ambulatorial.
 
Os desafios enfrentados por esse público (aqueles que necessitam do atendimento na rede de atenção básica) são imensos, uma das funções do CAPS é a reinserção social dos usuários, assim as atividades com fins terapêuticos realizados no CAPS pelos profissionais da área funcionam como dispositivo na melhoria do contexto social dos usuários?
 
Os resultados com respaldo nas leituras realizadas apontam que as oficinas terapêuticas sendo parte das medidas de inclusão social do CAPS servem como alavanca para reinserção social dos usuários produzindo assim efeito terapêutico, em outras palavras têm função clínica. É através dessas que possibilitam abertura aos participantes do CAPS de expressar os seus pensamentos e sentimentos os quais se tornam visíveis por meio dessas intervenções.
 
A pessoa com transtorno mental começa a se enxergar como existente no mundo, nas ações do dia a dia, melhorar e quem sabe até mesmo como lidar com as “velhas” questões do preconceito, dos gritos “olha o louco” que massacram o sujeito e deixa a míngua sua autoestima.
 
Considerações Finais
 
As oficinas contribuem no fator de reinserção social dos usuários do CAPS, pois essas atividades colocam em xeque as possibilidades dos usuários e da probabilidade de voltar ao seu cotidiano social. Assim cliva e enfraquece o sistema excludente e isolador.
 
Vale informar que estas práticas têm resultados satisfatórios mesmo diante de um sistemático processo de reinserção social acerca dos doentes mentais.
 
As dificuldades encontradas na construção desse artigo foram muitas por quase não existir estudos e pesquisas sobre a importância das oficinas terapêuticas no CAPS. Assim, essa temática não se esgota sendo necessárias outras investigações.
 

Sobre os Autores:
Referências:
Artigos Relacionados
 
Centros de Atenção Psicossocial: Um Outro Olhar
História da Assistência à Saúde Mental no Brasil: da Reforma Psiquiátrica à Construção dos Mecanismos de Atenção Psicossocial
A Doença de Alzheimer, O Cuidador e as Relações Familiares: Aspectos Sociais e Emocionais
A Influência do Suporte Familiar na Depressão em Adolescentes
A Institucionalização da Loucura: enquadramento nosológico e políticas públicas no contexto da saúde mental (parte II)


Fonte: http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/saude-mental/a-eficacia-das-oficinas-terapeuticas-na-reinsercao-social-dos-usuarios-de-centro-de-atencao-psicossocial-caps#ixzz28FohnWsk
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Que maravilha se esta estrutura humana, solidária, amorosa, eficiente fosse acompanhada também pelos Espíritas que conhecem a causa dessas mazelas (incluse a da criança canibal), e tantas outras, num clima de cooperação a permante troca de idéias desprovidas de preconceitos de religião?
O compulsivo consumidor de crack não é um psicopatológico tambem? Ou seria o fato de que ele não teria como pagar pelo tratamento?
O Espiritismo sozinho, pouco pode fazer, porque não pode contar com ação direta dos espírtitos, pois esta é uma tarefa que a nós encarnado, e tão somene a nós nos cabe arregaçar as mangas e agir, podemos pedir força, ideias, animo, coragem aos Espíritos, nada mais que isso.
O Irmão acha que a espiritualidade superior iria negar beneficios mentalistatidos e verbalististicos, que capacitassem pela lógica e pela razão essa associação magnífica em prol da humanida, ao invés de simples superlotr predios sombrios, sem nenhum conformo e higiene, paupérrimo em vervas para cuidar dos nosso amados irmãos cidadãos da cracolância?
Saúde e Paz!

Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 03 de Outubro de 2012, 18:01
Mano Bino,
por que insistir em falar o que não está dentro especificamente do tem deste tópico?
Nosso debate não está focado nisso logo...
abraços,
Moura
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 03 de Outubro de 2012, 18:34
Mano Bino,
por que insistir em falar o que não está dentro especificamente do tem deste tópico?
Nosso debate não está focado nisso logo...
abraços,
Moura

Amado eu abri o tópico, eu sei do que quero chamar atenção, e já sabia de antemão da má vontade em procurar a conciliar interesses equivalentes usando uma única estrutura, mas buscar colimar um desiderato  humanístico...que é igual...

Porque a diferença no tratamento a um motorista alcoolizado que mata inocentes, e encontra padróes nos tramites legais para se defender...
Porque reus confessos de latrocícinio, recebem tratamento adequado...
Porque pais que atiram filhas da janela, recebem tratamento diferenciado...
e os cidadãos da cracolância, são sumaria e compulsoriamente recolhidos e serão esquecidos nos porões que serviram à insanidade no passado?

Qual a razoabilidade da aplicabilidade da mensagem Crística em tão diferentes casos mas que são no fundo em essencia similares, similibus mutantes...

Se o amigo não deseja dialogar em cima de interesses comuns, que por certo o incomoda, não lhe valida o direito de me fazer calar, com artimanhas escolásticas da idade média, idéias que hoje estão superadas, é o capiloro?hehehehheh

Do contrário o amigo deve ser claro, objetivo, transparente e me dizer o que queres que eu faça, e novamente reitero... falo-ei de pronto.
saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 04 de Outubro de 2012, 00:56
Mano Bino, repare que há uma regra que também o amigo deve seguir, a de ter cada tópico  de estar diretamente ligado a doutrina.
Sendo assim não basta o querer e saber o que quer, há de ser obedecida tal regra.
Abração,
Moura


Mano Bino,
por que insistir em falar o que não está dentro especificamente do tem deste tópico?
Nosso debate não está focado nisso logo...
abraços,
Moura

Amado eu abri o tópico, eu sei do que quero chamar atenção, e já sabia de antemão da má vontade em procurar a conciliar interesses equivalentes usando uma única estrutura, mas buscar colimar um desiderato  humanístico...que é igual...

Porque a diferença no tratamento a um motorista alcoolizado que mata inocentes, e encontra padróes nos tramites legais para se defender...
Porque reus confessos de latrocícinio, recebem tratamento adequado...
Porque pais que atiram filhas da janela, recebem tratamento diferenciado...
e os cidadãos da cracolância, são sumaria e compulsoriamente recolhidos e serão esquecidos nos porões que serviram à insanidade no passado?

Qual a razoabilidade da aplicabilidade da mensagem Crística em tão diferentes casos mas que são no fundo em essencia similares, similibus mutantes...

Se o amigo não deseja dialogar em cima de interesses comuns, que por certo o incomoda, não lhe valida o direito de me fazer calar, com artimanhas escolásticas da idade média, idéias que hoje estão superadas, é o capiloro?hehehehheh

Do contrário o amigo deve ser claro, objetivo, transparente e me dizer o que queres que eu faça, e novamente reitero... falo-ei de pronto.
saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 04 de Outubro de 2012, 07:00
Amado do meu coração,
Nada se perde, tudo pode ser útil, caridade é fundamento da doutrina, pois fora da caridade não há salvação...
Fé é ferramenta que se lapida com a razão...

Onde há caridade?
Onde há fé raciocinada?

Porque a diferença no tratamento a um motorista alcoolizado que mata inocentes, e encontra padróes nos tramites legais para se defender...
Porque reus confessos de latrocícinio, recebem tratamento adequado...
Porque pais que atiram filhas da janela, recebem tratamento diferenciado...
e os cidadãos da cracolância, são sumaria e compulsoriamente recolhidos e serão esquecidos nos porões que serviram à insanidade no passado?

Qual a razoabilidade da aplicabilidade da mensagem Crística em tão diferentes casos mas que são no fundo em essencia similares, similibus mutantes...

http://www.redeamigoespirita.com.br/video/a-influ-ncia-do-espiritismo-na-transforma-o-do-mundo-por-heloisa
Saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 04 de Outubro de 2012, 15:28
Amado do meu coração,
Nada se perde, tudo pode ser útil, caridade é fundamento da doutrina, pois fora da caridade não há salvação...
Fé é ferramenta que se lapida com a razão...

Onde há caridade?
Onde há fé raciocinada?

Porque a diferença no tratamento a um motorista alcoolizado que mata inocentes, e encontra padróes nos tramites legais para se defender...
Porque reus confessos de latrocícinio, recebem tratamento adequado...
Porque pais que atiram filhas da janela, recebem tratamento diferenciado...
e os cidadãos da cracolância, são sumaria e compulsoriamente recolhidos e serão esquecidos nos porões que serviram à insanidade no passado?

Qual a razoabilidade da aplicabilidade da mensagem Crística em tão diferentes casos mas que são no fundo em essencia similares, similibus mutantes...

http://www.redeamigoespirita.com.br/video/a-influ-ncia-do-espiritismo-na-transforma-o-do-mundo-por-heloisa
Saúde e Paz!

Jaqueline Saburido (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWpSQXNDeHhyQllnJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)


Amado convenhamos, essa reflexão deixa de cumprir alguma regra do fórum?
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Mourarego em 04 de Outubro de 2012, 15:53
Mano Bino,
por favor sem regras não se vai a lugar algum, se quiser crie um tópico esta outra regra.
Mano a primeira oportunidade de nos mostrarmos, em isenção de ânimos é a de sabermos cumprir regras.
por favor, vamos parar com esse tônica de querer demonstrar por outros meios uma correção que continua a não existir,
Abraços,
Moura
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 25 de Outubro de 2012, 01:13
Amados, refleitamos...
Psicologado News por  google.com
11:06 (11 horas atrás)
para mim

Decisão de Paes é 'higienista', afirma psicóloga Para a presidente do Conselho Regional de Psicologia no Rio, Vivian Fraga, a decisão de internar compulsoriamente usuários de crack tem caráter "higienista".
A decisão é adequada?
 
É uma decisão política, não técnica. Há mais de um ano que estão internando crianças e adolescentes e a secretaria de Assistência Social não tem dados sobre a efetividade disso. Muitos saem dos abrigos e continuam usando drogas.
 
Por quê? Quais os problemas da política atual?
 
Desde 2011 temos feito fiscalizações nos abrigos e o que vimos é que não atendem o que a política pública preconiza. Eles têm uma lógica higienista. Pegam a pessoa em Manguinhos [zona norte] e colocam lá em Santa Cruz [zona oeste].
 
Isso afasta o convívio da família, que é importante. E é uma lógica medicamentosa. Não é feito nenhum trabalho para mudar a relação da pessoa com a droga.
 
Como tratar, então?
 
A gente propõe que a porta de entrada sejam os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), e que, nos momentos de crise, a pessoa seja internada num hospital até se estabilizar. A ideia é que seja tratado por um profissional no seu território.
 
Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Tenor Machado em 30 de Novembro de 2012, 02:04
"A situação é tão crítica que só quem passa por ela pode opinar com conhecimento de causa".
Suzana, concordo plenamente e não mudaria em nada suas palavras, escritas com o discernimento de quem como eu passou/passa por esta grave situação na familia.
Gostaria de deixar claro aos "curiosos" do assunto que pais e mães cristãos, que amam e que dariam a vida por seus filhos, jamais os internariam em uma clinica, sacrificando o relacionamento familiar, a dôr da ausência e quase sempre endividando-se financeiramente ( Sabem o custo financeiro  de uma clinica ???), se fôsse possivel ou enquanto houvesse a menor esperança de um tratamento  no lar, junto a familia. Outra coisa, é que esta internação é provisória e acompanhada de muito perto pelos familiares e amigos com telefones e visitas.
Quanto aos obsessores, pedimos socorro aos amigos espirituais e encarnados em nome de Jesus, para que possam ser evangelizados em reuniões especiais no Centro Espirita. Sabemos, outrossim que, "tudo passa" e que em algum momento estes nossos irmãos hoje obcessores serão esclarecidos e os vicios e desejos de vingança serão coisa de um passado no qual ainda ignoravam a Luz.
Muito obrigado a todos e obrigado pela existência deste Debate. É extremamente necessário que o assunto s/ drogas seja debatido.




Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/toxicodependencia/'drogas'-debate-sobre-internacao-compulsoria/#ixzz2DfH3n24h
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Novembro de 2012, 02:54
Amados,
Vivemos num estado de direito...
Sabemos o que é provação e expiação...
Só a autoridade judicial poderá determinar, o cerceamento do direito de quaisquer cidadãos, o que não pode se dar à revelia do familiar cansado da lida com o viciado seu parente...
Depósitos imundos de viciados em contantes crises de abstinencia, é pior que campo de concentração nazista.
Nossos irmãos sentenciados não tem prisão adequada para tal...
Há verbas disponíveis e profissionais em numero suficiente para que a detenção compulsória se dê em modos humanisticos e frutuosos?

reflitamos, amados, cada um de nós apadrinhando algum e lhes ofertando amor e exemplo é trabalhoso, mas muito mais eficaz...
Quem se habilita?
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: filhodobino em 30 de Novembro de 2012, 03:00
Mano Bino,
por favor sem regras não se vai a lugar algum, se quiser crie um tópico esta outra regra.
Mano a primeira oportunidade de nos mostrarmos, em isenção de ânimos é a de sabermos cumprir regras.
por favor, vamos parar com esse tônica de querer demonstrar por outros meios uma correção que continua a não existir,
Abraços,
Moura

Amado,
A regra régia já não mais é a constituição?
A regra que propões, precisa antes de atender ao parâmetro legal.
Apadrinhamento, voluntário, não precisa de detenção compulsória, é muito mais trabalhoso, porém já provou eficácia...
Quantos o Divaldo já deu rumo?
E somos nós os Espíritas que estamos a falar em internação compulsória? Quem se habilita?
saúde e Paz!
Título: Re: Drogas - Debate Sobre Internação Compulsória
Enviado por: Oliveira Freire em 30 de Novembro de 2012, 12:31
Falando sucintamente, mas em outro momento espero compartilhar com os senhores algumas informações.

Temos que separar o tópico em sub-tópicos, aclare-se que o tratamento dispensado aos enfermos mentais é diferente do dispensado aos viciados em tóxicos. Estou notando que os irmãos estão tratando os temas como coisas símiles, mas não são. Também estou vendo a tentativa dos amigos em utilizarem a base lega, contudo, sem sucesso.

Só falo do que sei, não me atreve a adentrar em searas que desconheço. No caso em comento tenho inclusive a experiência prática, laboro no Parquet de meu Estado, curiosamente na Promotoria de Defesa da Saúde. Mais tarde retornarei para entrar em tertúlia com os amigos (estou atrasado no momento).

Muita paz.