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CONVÍVIO => Como usar este Fórum => Sugestões => Tópico iniciado por: Debmota em 24 de Setembro de 2009, 23:56

Título: Amar ao próximo como a si mesmo
Enviado por: Debmota em 24 de Setembro de 2009, 23:56
“AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”(E.S.E-  Cap..XI)
2.E assim,tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas.(Mateus,7:12)

4.”Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem”, eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo.Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro,do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que lhes damos? A prática dessas máximas leva à destruição do egoísmo.Quando os homens as tomarem como normas de conduta e com base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade, e farão reinar a paz e a justiça entre eles. Não haverá mais ódios nem dissenções, mas união, concórdia e mútua benevolência.
 Nunca na Terra se viu tamanha expressão de Amor como, quando Jesus se fez carne.
O mundo aquele tempo, vivia às sombras de um instinto brutalizado, perdido em sensações primitivas e sensuais. Naturalmente, ante a animalidade vivida pelos seres de então, poderíamos arriscar a dizer que 1% da população local à época, saberia se expressar em bons sentimentos. Os povos etruscos, os romanos de então viviam sob a égide de uma situação espiritual crítica. Pois a Terra estaria prestes a receber o Cristo. E Roma havia falhado em sua missão planetária de  estender os seus laços pela educação e pela concórdia, deixando prender-se por uma legião de espíritos agressivos e ambiciosos, alargando a sua influência pelo mundo com as balistas e catapultas dos seus guerreiros.(A Caminho da Luz,cap.XI,A maioridade  Terrestre,pelo Espírito de Emmanuel)
A Espiritualidade Maior regida pelo Mestre teria um árduo trabalho para harmonizar o planeta antes da vinda de Jesus.
As entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, adotando providências de vasta e generosa importância, se movimentam para que a lição do Salvador resplandeça.
Em meio ao caos, gerado pelos degredados filhos de Eva, Jesus veio.”Mas, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”(Paulo, Filipenses,2:7).
Segundo nosso irmão Emmanuel, em Caminho, Verdade e Vida, para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e,sim,se fez Homem, entre nós. Contou sim com pescadores, cobradores de impostos, meretrizes,ladrões. Os ditos marginais.
Mas, fazendo uma alusão aos dias atuais, qual a diferença?
Não estamos novamente presenciando uma nova etapa evolutiva no Planeta onde as circunstâncias são bem similares?
Como então desenvolver o sentimento de amor, sabiamente vivenciado pelo Mestre há tempos atrás.
Nos nossos dias, a maioria dos indivíduos tem conceituado o amor baseando-se no carinho de uma pessoa por outra, na construção romântica e simplista cultivada em nossa cultura, nos versos ingênuos e sonhadores dos poetas ou no que escuta e vê nos meios de comunicação de massa. Na realidade, trata-se de conceitos egóicos quase sempre retirados das frustações, das inseguranças, da sensualidade e dos sentidos imediatos ou ilusórios.(Os prazeres da alma, Hammed)
O amor é um potencial imanente do ser humano. O amor é herança divina em nós. Somos filhos do Amor. É um fenômeno natural a ser despertado por todos, e não simplesmente algo pronto e guardado nas profundezas da alma.
No amor-real, nós desejamos o bem da outra pessoa e nos alegramos com sua evolução; no amor-romântico, nós desejamos a outra pessoa e nos vestimos com o manto da possessividade. Por não amarmos é que a indiferença e o desprezo vigoram no seio da sociedade.
Buscamos a religião ou buscamos a Deus porque perdemos contato com o amor.
“Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”, conforme expressão de Paulo de Tarso. Por que, então, temos tanta necessidade de buscar a Divindade no exterior ou na superficialidade? A verdadeira religião tem o propósito de nos levar de volta a Deus- ao Amor-, pois, segundo o apóstolo João:”(...)Deus é Amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele”.
Quando a humanidade aprender a amar, todos nós nos reuniremos em torno de uma só religião -o Amor. Aliás, a única religião professada por Jesus Cristo.
Amar a Deus , amar ao próximo, amar a nós mesmos. Essa é a mais pura essência dos ensinos do Mestre.
Deixo-vos com uma reflexão encontrada na questão 939,Do livro dos Espíritos,cap.I,parte 4.
Visto que os Espíritos simpáticos são levados a unir-se, como se dá que, entre os Espíritos encarnados, a afeição não esteja, frequentemente, senão de um lado, e que o amor mais sincero seja recebido com indiferença e mesmo repulsa? Como, de outra parte, a afeição mais viva de dois seres pode mudar em antipatia e, algumas vezes, em ódio?
Amor, Paz e Luz, é o que lhes desejo! Debmota