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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Marianna em 19 de Setembro de 2015, 23:18

Título: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Setembro de 2015, 23:18

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Vida e Sexo
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia: Chico Xavier.

1ª Parte

Não Comportando Comentários.
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Índice:

1 ● Vida e sexo
2 ● Em torno do sexo
3 ● Família
4 ● Namoro
5 ● Ambiente familiar
6 ● Energia Sexual
7 ● Compromisso afetivo
8 ● Casamento
9 ● Divórcio
10 ● União feliz
11 ● Filhos
12 ● Alterações
13 ● Desajustes
14 ● Tédio no lar
15 ● Vinculações
16 ● Desvinculações
17 ● Aversão
18 ● Aborto
19 ● Pais e filhos
20 ● Amor livre
21 ● Controle sexual
22 ● Homossexualidade
23 ● Adultério e prostituição
24 ● Abstinência, celibato
25 ● Carga erótica
26 ● Sexo e religião
27 ● À margem do sexo


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Setembro de 2015, 23:22
 

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1● Vida e Sexo

Que os problemas do sexo agitam atualmente vastos setores da vida humana, é incontestável.

▬  De que forma, porém, as teses do sexo são tratadas do Plano Espiritual para o Plano Terrestre?

Resposta ▬ Semelhante indagação, repetidamente endereçada a nós outros pequenos servidores desencarnados, motivou a formação do despretensioso volume que oferecemos aqui aos leitores amigos.

Com ele, não disputamos qualquer posição nova, ante os devotados lidadores da psicologia moderna que hoje esquadrinham os meandros da alma humana, para benefício da saúde mental da comunidade.

Com as nossas ligeiras páginas, tão-somente desenvolvemos conceitos formulados na Codificação Kardequiana, para demonstrar que as proposições, ao redor do sexo, apaixonadamente focalizadas, na atualidade da Terra.

Foram objeto de criteriosas anotações do plano Espiritual, no século passado, na previsão dos choques de opinião, em matéria afetiva, que a Humanidade de agora enfrenta.

Nada mais realizamos querer formular o pensamento e a definição dos Mensageiros Benevolentes e Sábios que orientaram Alan Kardec, nos primórdios da Doutrina Espírita, em sua função de Consolador prometido ao mundo pelo Cristo de Deus.

E para não nos delongarmos em considerações desnecessárias, concluiremos que, em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes:
▬  "Não proibição, mas educação."

Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade.

Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência.

▬  Sem isso:

● Será enganar-nos,
● Lutar sem proveito,
● Sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal...

... Tantas vezes quantas se fizerem precisas.

Pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 20 de Setembro de 2015, 00:33



(https://d.gr-assets.com/hostedimages/1381325325ra/4707180.gif)

2● Em Torno do Sexo

Pergunta:
▬  O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa?

Resposta:
▬  Sim, pois são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres. Item nº 201 de "O livro dos espíritos".

Ante os problemas do sexo, é forçoso lembrar que toda criatura traz os seus temas particulares, com referência ao assunto.

Atendendo à soma das qualidades adquiridas, na fieira das próprias reencarnações, o Espírito se revela, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar.

Além disso a individualidade, muitas vezes, independentemente dos sinais morfológicos, encerra em si extensa problemática, em se tratando de vinculações e inclinações de caráter múltiplo.

Cada pessoa se distingue por determinadas peculiaridades no mundo emotivo. O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle.

Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do a feto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.

Desarrazoado subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.

Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseguintemente, reclamar responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse.

Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos.

Entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.




Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 20 de Setembro de 2015, 02:12


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3● Família

Há, pois, duas espécies de família: As famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais.

Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma.


As segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. Do item 8, no Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".


De todas as associações existentes na Terra excetuando naturalmente a Humanidade - nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa:
A constituição da família.

De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização.

Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.

Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.

Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins.

Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.

De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

A parenteando Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.

Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.

Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.

Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.

De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização.

Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.

Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação.

Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo.

De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.

A parenteando Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima.

Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos.

Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma.

Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.




Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 20 de Setembro de 2015, 02:30


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4● Namoro

Pergunta:
▬  Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

Resposta:
▬  Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões. Item no. 291, de "O Livro dos Espíritos".

A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento.

Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.

O assunto consubstanciaria o que seria lícito nomear como sendo um "doce mistério" se não faceássemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.

Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas.

Corações que se acumpliciaram em delinquência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra.

Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio. Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o instinto sexual se mães derrama do ser.

Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no "lado físico", dirão talvez tão somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta.

É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo.

Referimos-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados.

Inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de laboriosas responsabilidades.

Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo.

Em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que avida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 20 de Setembro de 2015, 20:11

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5● Ambiente Doméstico

Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito.


Se reconhecesse nelas os a quem odiara, quiçá o ódio lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido. Do item 11, no Cap. V, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"

Na comunhão de dois seres para a organização da família, prevalece o compromisso de assistência não só de um para com o outro, mas também para com os filhos que procedem do laço afetivo. Não possuímos ainda na Terra institutos destinados à preparação da paternidade e da maternidade responsáveis.

A evolução e o aprimoramento das ciências psicológicas de hoje, porém, garantir-nos-ão no futuro semelhante evento. Identifiquemos no lar a escola viva da alma.

Espírito, quando retorna ao Plano Físico, vê nos pais as primeiras imagens de Deus e da Vida. Na tépida estrutura do ninho doméstico, germinam-lhe no ser os primeiros pensamentos e as primeiras esperanças.

Não lhe será, contudo, tão fácil seguir adiante com os ideais da meninice, de vez que, habitualmente, a equipe familiar se aglutina segundo os desastres sentimentais das existências passadas, debitando-se aos componentes os distúrbios da afeição possessiva, a se traduzirem por:

●  Ternura descontrolada,  ódio manifesto,
●  Ou simpatia e aversão simultâneas.

Pais imaturos, do ponto de vista espiritual, comumente se infantilizam, no tempo exato do trabalho mais grave que lhes compete, no setor educativo, e, ao invés de guiarem os pequeninos com segurança para o êxito em seu novo desenvolvimento no estágio da reencarnação, embaraçam-lhes os problemas:

●  0ra tratando as crianças como se fossem adultos,
●  0ra tratando os filhos adultos como se fossem crianças.

Estabelecido o desequilíbrio, irrompem os conflitos de ciúme e rebeldia, narcisismo e crueldade, que asfixiam as plantas da compreensão e da alegria na gleba caseira, transformando-a em espinheiral magnético de vibrações contraditórias, no qual os enigmas emocionais, trazidos do pretérito, adquirem feição quase insolúvel.

Decorre daí a importância dos conhecimentos alusivos à reencarnação, nas bases da família, com pleno exercício da lei do amor nos recessos do lar, para que o lar não se converta, de bendita escola que é, em pouso neurótico, albergando moléstias mentais dificilmente reversíveis.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 21 de Setembro de 2015, 06:19

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6● Energia Sexual

Pergunta:
▬  É a mesma a força que une os elementos da matéria nos corpos orgânicos e nos inorgânicos?

Resposta:
▬  Sim, a lei de atração é a mesma para todos, Item nº 60, de "O livrodos Espíritos".

A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade doUniverso, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à facedas potencialidades criativas de que se reveste.

Nos seres primitivos, situados nos primeiros degraus da emoção e do raciocínio, e, ainda, em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia se opera inconsideradamente.

Isso, porém, lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo de fixação em existências menos felizes, nas quais a vida, muito a pouco e pouco, ensina a cada um que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo asi mesmo.

À medida que a individualidade evolui, no entanto, passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno.

Seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta.

Através da poligamia, o espírito assinala a si próprio longa marcha em existências e mais existências sucessivas de reparação e aprendizagem, em cujo transcurso adquire a necessária disciplina do seu mundo emotivo.

Fatigado de experimentos dolorosos, nos quais recolhe o fruto amargo da delinquência ou do desespero que haja estabelecido nos outros, reconhece na monogamia o caminho certo de suas manifestações afetivas.

Atento a isso, identifica na criatura que se lhe afina com os propósitos e aspirações o parceiro ou a parceira ideais para a comunhão sexual, suscetível de lhe granjear o preciso equilíbrio e capaz de lhe revitalizar as forças com que se põe no encalço do trabalho imprescindível à própria evolução.

Em nenhum caso, ser-nos-á lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas.

Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva.

Entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem consequências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe der.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 22 de Setembro de 2015, 00:24


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7● Compromisso Afetivo


O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vossa. Do item 7, no Cap. XVII, de "O Evangelho Segundo O Espiritismo"

O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão.

Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem:
▬  Porém, como determiná-lo com exatidão?
▬  Onde começa ele?

A guerra efetivamente flagela a Humanidade, semeando terror e morticínio, entre as nações:
▬  Entretanto, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.

Quem estude os conflitos do sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão-só examinando as absurdidades que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos, na vida planetária.

As Leis do Universo esperar-nos-ão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências.

E essas Leis determinam:
▬  "Amemos os outros qual nos amamos".

Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo. Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril.

Espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada.

Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança.

Estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.

Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado.

É dada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na auto-defensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na delinquência.

Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das consequências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.

Sabemos que a Justiça Humana comina punições para os atos de pilhagem na esfera das realidades objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios.

No entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros.

Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito.

Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão...

... Aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente da vivência pessoal, através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 04 de Outubro de 2015, 23:27

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8● CASAMENTO

Pergunta:
▬  Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a união permanente de dois seres?

Resposta:
▬  Um progresso na marcha da Humanidade. Itemn°. 695, de "O Livro dos Espíritos".

O casamento ou a união permanente de dois seres, como é óbvio, implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua.

Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração ou vice-versa. Na criação e desenvolvimento de valores para a vida.

Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si.

Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo.

Indiscutivelmente, nos Planos Superiores, o liame entredois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável.

Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito.

Acontece, no entanto, que milhões de almas, detidas na evolução primária, jazem no Planeta, arraigadas a débitos escabrosos, perante a lei de causa e efeito.

E, inclinadas que ainda são ao desequilíbrio e ao abuso, exigem severos estatutos dos homens para a regulação das trocas sexuais que lhes dizem respeito, de modo a que não se façam salteadores impunes na construção do mundo moral.

Os débitos contraídos por legiões de companheiros da Humanidade, portadores de entendimento verde para os temas do amor, determinam a existência de milhões de uniões supostamente infelizes...

Nas quais a reparação de faltas passadas confere a numerosos ajustes sexuais, sejam eles ou não acobertados pelo beneplácito das leis humanas, o aspecto de ligações francamente expiatórias, com base no sofrimento purificador.

De qualquer modo, é forçoso reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem razões nos princípios cármicos, nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 14 de Outubro de 2015, 23:56

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9● DIVÓRCIO

O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado.


Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Do item 5, do Cap. XXII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas.

É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.

O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança. aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação.   

Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei dor e nascimento atinge os fins para os quais se encaminha.

Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agraves.

▬  Os próprios débitos, dispõe da faculdade de:

●  Interromper,
●  Modificar,
●  Recusar,
●  Discutir,
●  Adiar.

... Transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.

Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil.

Que facilitará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas, para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas.

Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente.

Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo.

▬  Seja através de:

●  Violência,
●  Desrespeito,
●  Menosprezo,
●  Ou Deslealdade.

... E o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.

Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito...

▬  Se valha do divórcio por medida extrema contra:

●  O suicídio,
●  O homicídio,
●  Ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino.

Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana.

Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos tão-somente, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide.

Nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponha más próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos ainda assim.

É justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas.

O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacifica.

Efetivamente, ensinou Jesus:
▬  "Não separeis o que Deus ajuntou"...

E não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredá-lo da obrigação a que se confiou.

Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento.

Que desejam a separação entre si, tocando-nos unicamente a obrigação de respeitar-lhes a livre escolha sem ferir-lhes a decisão.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Novembro de 2015, 23:59


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10● UNIÃO INFELIZ

Pergunta:
▬  Qual o fim objetivado com a reencarnação?



Expiação. Melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto,onde a justiça? Item n° 167, de "O livro dos Espíritos".

Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, ponderando-se que todo espírito é livre no pensamento para definir-se, quanto às próprias resoluções.

Que haja,porém, equilíbrio suficiente nos casais unidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir a verdadeira libertação. Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida.

Todavia, antes que a vida os registe por fora, grava em nós mesmos, em toda a extensão, o montante e os característicos de nossas faltas.

A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento.

E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal.

Nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações.

Isso porque, embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida intima, os reflexos de nós próprios.

É natural que todas as conjunções afetivas no mundo se nos figurem como sendo encantados jardins, enaltecidos de beleza e perfume, lembrando livros de educação, cujo prefácio nos enleva com a exaltação dos objetivos por atingir.

A existência física, entretanto, é processo específico de evolução, nas áreas do tempo, e assim como o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos ornamentos exteriores do educandário em que se matricula, o espírito encarnado nenhum proveito recolheria do casamento, caso pretendesse imobilizar-se no êxtase do noivado.

Os princípios cármicos desenovelam-se com as horas.

Provas, tentações, crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que, devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo.

O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subsequentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás.

▬  A mudança espera todas as criaturas nos caminhos do Universo, a fim de que a renovação nos aprimore.

A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade.

No entanto, essa mesma jovem suave foi, no passado - em existências já transcorridas, a vítima de nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou inconsequência, convertendo-a na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora relevar e retificar.

O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira, para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma.

Esse mesmo rapaz distinto, porém, foi no pretérito - em existências que já se foram – a vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter, metamorfoseando-o no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e reeducar.

Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois somente depois - surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos.

Estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos ponto sem que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino.

A união suposta infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita, sempre que possível, o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita...

A fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 06 de Fevereiro de 2016, 21:04

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11● FILHOS

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo.

Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho:
▬   Ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Do item 8, do Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" Entre os casais, surge comumente o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afetiva.

Criaturas integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a escárnio ou esquecimento.

Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação. Análogo princípio prevalece nas conjunções do sentimento, sempre efetuadas com fins determinados em vista.

O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranquila.

Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nosfundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor.

Em matéria afetiva, porém, se a união sexual trouxe filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam na criatura lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivo.

Logicamente dentro da ética que sustenta a tranquilidade da vida intima; entretanto, essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos.

Notadamente se esses filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão dos problemas sexuais que afligem a Humanidade.

Em sobrevindo semelhantes crises, haja no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento para verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral sofrida.

E, embora se reconheça culpado ou não:
▬   Que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional, ante o ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao companheiro ou à companheira da comunhão sexual no título de irmão ou de irmã, de vez que somos todos espíritos imortais, interligados perante Deus, através dos laços da fraternidade real.

Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os filhos da terra, está em condições de acusar nos domínios do sentimento.

Porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção.

Quando a Justiça Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em existências que deixamos para trás nos arquivos do tempo.

Homem ou mulher em abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves ainda tenras do pábulo doméstico, agasalhando-as sob as asas do entendimento e da ternura, por amor a Deus e a si mesmos.

Até que se habilitem aos primeiros contatos conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adoção de nova companhia.

Isso porque podem usara atribuição natural que lhes compete, no que se refere a possíveis renovações, sem se arriscarem a agravar os problemas dos filhos necessitados de arrimo e sem complicarem a própria situação perante o futuro.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Fevereiro de 2016, 22:30


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12● ALTERAÇÕES AFETIVAS

Pergunta:
▬  Nenhuma influência exercem os Espíritos dos pais sobre o filhodepois do nascimento deste?

Resposta:
▬  Ao contrário: bem grande influência exercem. Conforme dissemos, os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros.

Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes nisso uma tarefa.



Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho Item n° 208, de "O livro dos Espíritos".

Muito comum se alterem as condições afetivas, depois que o navio do casamento se afasta do cais do sonho para o mar largo da experiência. Converte-se, então, a esperança em trabalho e desnudam-se problemas que a ilusão envolvia.

Em muitos casos, a altura da afeição permanece intacta; entretanto, na maioria das posições, arrefece o calor em que se aquecia o casal nos dias primeiros da comunhão esponsalícia.

Urge, porém, salvar a embarcação ameaçada de soçobro, seja pelo choque contra os rochedos ocultos das dificuldades morais ou pelo naufrágio nas águas mortas do desencanto.

Parceiro e parceira, nos compromissos do lar, precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito -, dia por dia.

Não se inquiete o par, à frente das modificações ocorridas, de vez que toda afinidade correta, nas emoções do plano físico, evolui fatalmente para a ligação ideal, a exprimir-se na ternura confiante da amizade sem lindes.

Extinta a fogueira da paixão na retorta da organização doméstica, remanesce da combustão o ouro vivo do amor puro, que se valoriza, cada vez mais, de alma para alma, habilitando o casal para mais altos destinos na Vida Superior.

Isso acontece, porque os filhos que surgem são igualmente peças do matrimônio, compelindo o lar a recriar-se, de maneira incessante, em matéria de instituto endereçado ao trabalho de assistência recíproca.

O carinho repartido, em princípio, a dois, passa a ser dividido por maior número de partícipes do núcleo familiar, e esses mesmos condomínios do estabelecimento caseiro, em muitas circunstâncias, são os associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a consumação do enlaçamento afetivo.

Quase sempre, Espíritos vinculados ao casal, ora mais fortemente ao pai, ora mais especialmente ao campo materno, interessavam-se na Vida Maior pela constituição da família, à face das próprias necessidades de aprimoramento e resgate, progresso e auto corrigenda.

Em vista disso, cooperaram, em ação decisiva, na aproximação dos futuros pais, aportando em casa, pelos processos da gravidez e do berço, reclamando naturalmente a quota de carinho e atenção que lhes é devida.

Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de filhos a lhes compartilhar a existência, há que contar com a sublimação espontânea do impulso sexual, cabendo ao companheiro e à companheira que o colocaram em função aderir aos propósitos da vida, que tudo renova para engrandecer e aperfeiçoar.

Conquanto bastas vezes sejamos recalcitrantes na sustentação do amor egoístico, desvairado em exigências de toda espécie, a pouco e pouco acabamos por entender que apenas o amor que sabiamente se divide, em bênçãos de paz e alegria para com os outros, é capaz de multiplicar a verdadeira felicidade.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 01:23


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13● DESAJUSTES


"Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita." Do item 16 do Cap. X, de "o evangelho segundo o espiritismo."

É comum observar-se que o casamento promissor repentinamente adoece.

▬  Desvelam-se em pesos dos cônjuges no ramerrão do cotidiano:

●  Conflitos,
●  Desníveis,
●  Moléstias,
●  Falhas de formação e temperamento.

Em certos lances da experiência, é a mulher que se consorciou acreditando encontrar no esposo o retrato psicológico do pai, a quem se vinculou desde o berço; em outros, é o homem a exigir da companheira a continuidade da genitora, a quem se jungiu desde a vida fetal.

Ocorre, porém, que o matrimonio é uma quebra de amarras através da qual o navio da existência larga o cais dos laços afetivos em que, por muito tempo, jazia ancorado.

Na viagem, que se inicia a dois, parceiro e parceira se revelarão, um à frente do outro, tais quais são e como se encontram na realidade, evidenciando, em toda a extensão, os defeitos e as virtudes que, porventura, carreguem.

Desajustes e inadaptações costumam repontar, ameaçando a estabilidade da embarcação doméstica, atirada ao navegar nas águas da experiência.

É razoável se convoque o auxílio de técnicos capazes de sanar as lesões no barco em perigo, como sejam médicos e psicólogos, amigos e conselheiros, cuja contribuição se revestirá sempre de inapreciável valor.

Entretanto, ao desenrolar de obstáculos e provas, o conhecimento da reencarnação exerce encargo de importância por trazer aos interessados novo campo de observações e reflexões, impelindo-os à tolerância, sem a qual a rearmonização acena sempre mais longe.

Homem e mulher, usando a chave de semelhante entendimento, passam mecanicamente a reconhecer que  é preciso desvincular e renovar sentimentos, mas em bases de compreensão e serenidade, amor e paz.

Urge perceber que o "nós" da comunhão afetiva não opera a fusão dos dois seres que o constituem. Cada parceiro, no ajuste, continua sendo um mundo por si. E nem sempre os característicos de um se afinam com o outro. Daí a conveniência do mútuo aceite, com a obrigação da melhoria do casal.

Para isso, não bastarão providências de superfície. Há que internar o raciocínio em considerações mais profundas para que as raízes do desequilíbrio sejam erradicadas da mente. Aceitação, o problema.

Forçoso admitir o companheiro ou a companheira como são ou como se aboletam na embarcação doméstica. E, feito isso, inicie-se a obra da edificação ou da reedificação recíprocas.

Obvio que conclusões e atitudes não se impõem no campo mental.

▬  Entretanto, não se arrependerá quem se disponha a estudar os princípios da reencarnação e da responsabilidade individual no próprio caminho:

●   Obtém-se da vida o que se lhe dá,
●  Colhe-se o material de plantio.

Habitualmente, o homem recebe a mulher, como a deixou e no ponto em que a deixou no passado próximo, isto é, nas estâncias do tem porque se foi para o continuísmo da obra de resgate ou de elevação no tempo de agora, sucedendo o mesmo referentemente à mulher.

O parceiro desorientado, enfermo ou infiel, é aquele homem que a parceira, em existências anteriores, conduziu à perturbação, à doença ou à deslealdade, através de atitudes que o segregaram em deploráveis estados compulsivos.

E a parceira, nessas condições, consubstancia necessidades e provas da mesma espécie. Tão-somente na base da indulgência e do perdão recíprocos, mais facilmente estruturáveis no conhecimento da reencarnação...

Comas imbricações que se lhe mostram consequentes na equipe da família, conseguirão o companheiro e a companheira do lar o triunfo esperado, nas lides e compromissos que abraçam, descerrando a si mesmos a porta da paz e a luz da libertação.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 01:44


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14● TÉDIO NO LAR

Pergunta:
▬  Uma vez que os Espíritos simpáticos são induzidos a unir-se, como é que, entre os encarnados, frequentemente só de um lado há afeição e que o mais sincero amor se vê acolhido com indiferença e, até, com repulsão?

▬  Como é, além disso, que a mais viva afeição de dois seres pode mudar-se em antipatia e mesmo em ódio?

▬  Não compreendes então que isso constitui uma punição, se bem que passageira?

Resposta:
▬ Depois, quantos não são os que acreditam amar perdidamente, porque apenas julgam pelas aparências, e que, obrigados a viver com as pessoas amadas, não tardam a reconhecer que só experimentaram um encantamento material.

Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada e em quem supõe belas qualidades. Vivendo realmente com ela é que poderá apreciá-la.

Tanto assim que, em muitas uniões, que a princípio parecem destinadas a nunca ser simpáticas, acabam os que as constituíram, depois de se haverem estudado bem e de bem se conhecerem, por votar-se, reciprocamente, duradouro e terno amor, porque assente na estima!

Cumpre não se esqueça de que é o Espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade.

▬  Duas espécies há de afeição:

●  A da alma,                             
●  E a do corpo,
●  Acontecendo com frequência tomar-se uma pela outra.

▬  Quando pura e simpática, a afeição:

●  Da alma é duradoura;
●  Efêmera a do corpo.

Daí vem que, muitas vezes, os que julgavam amar-se com eterno amor passam a odiar-se, desde que a ilusão se desfaça.

▬  ”Seja qual seja o motivo em que o tédio se fundamente, recorram os companheiros imanizados em mútua associação no lar ao apoio recíproco mais profundo e mais intensivo.”

Com isso, estarão em justa defesa da harmonia íntima, sem castigarem o próprio corpo. E reeducar-se-ão, sem hostilizar os que, porventura, lhes demonstrem afeto, mas acolhendo-os.

Não mais na condição de cúmplices das aventuras deprimentes, a que se renderam outrora, e sim por irmãos queridos, com quem podemos fundir-nos, em espírito, no mais alto amor espiritual.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 02:17


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15● VINCULAÇÕES


Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Do item 8, do Cap. XIV, de "O evangelho Segundo o Espiritismo".

Estudos e pesquisas se multiplicam, nos domínios da psicologia, quanto às complexidades do mundo infantil, e o exame das vinculações se destaca à vista.

Cada pequenino é um campo de tendências inatas, com tamanha riqueza de material para a observação do analista, que, debalde, se lhe penetrará os meandros da individualidade.

Baseando-nos no trabalho biológico de construção do ser, assente em milênios numerosos, é indubitável que surpreenderemos na criança todo o equipamento dos impulsos sexuais prontos à manifestação, quando a puberdade lhe assegure mais amplo controle do carro físico.

E, com esses impulsos, eis que lhe despontam do espírito as inclinações para maior ou menor ligação com esse ou aquele companheiro do núcleo familiar.

O jogo afetivo, porém, via de regra se desenrola mais intensivamente entre ela e os pais, reconhecendo-se para logo se os laços das existências passadas estão mais fortemente entretecidos com o genitor ou a genitora

Debitando-se ao impulso sexual quase todos os alicerces da evolução sobre os quais se nos levanta a formação de espírito, é compreensível que o sexo apareça nas cogitações dos pequeninos em seu desenvolvimento natural.

E, nesse território de criações da mente infantil, ser-nos-á fácil definir a direção dos arrastamentos da criança, se para os ascendentes paternos ou maternos, porquanto aí revelará precisamente as tendências trazidas de estâncias outras que o passado arquivou.

Com frequência, mas não sempre, as filhas propendem mais acentuadamente para a ligação com os pais, enquanto que os filhos se pronunciam por mais entranhado afeto para com as mães.

Subsistirá, no entanto, qualquer estranheza nisso, quando não ignoramos que toda a estrutura psicológica, em que se nos erguem os destinos.

▬  Foi manipulada com os ingredientes do sexo, através de milhares de reencarnações?

▬  E, aceitando os princípios de causa e efeito que nos lastreiam a experiência, desconheceremos, acaso, que os instintos sexuais nos orientaram a romagem, por milênios e milênios, no reino animal, edificando a razão que hoje nos coroa a inteligência?

Apreciando isso, recordemos o cipoal das relações poligâmicas de que somos egressos, quanto ao sevos transcorridos, e entenderemos. Com absoluta naturalidade, os complexos da personalidade infantil.

Assim sucede, porque herdamos espiritualmente de nós mesmos, pelas raízes do renascimento físico, reencontrando, matematicamente, na posição de filhos e filhas, aqueles mesmos companheiros de experiência sentimental, com os quais tenhamos contas por acertar.

Atentos a semelhante realidade, somos logicamente impulsionados a concluir que os vínculos da criança, de uma forma ou de outra, em qualquer distrito de progresso e em qualquer clima afetivo, solicitam providências e previdências.

Que sintetizaremos tão-somente numa palavra única:
▬  "Educação."


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 02:41


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16● DESVINCULAÇÕES

Pergunta:
▬  A algumas pessoas a doutrina da reencarnação se a figura destruidora dos laços de família, com o fazê-los anteriores à existência atual.

Resposta:
▬  Ela os distende; não os destrói. Fundando-se o parentesco em afeições anteriores, menos precários são os laços existentes entre os membros de uma mesma família.

Essa doutrina amplia os deveres da fraternidade, porquanto, no vosso vizinho, ou no vosso servo, pode achar-se um Espírito a quem tenhas estado presos pelos laços da consanguinidade. Item nº 205, de "O livro dos Espíritos".

A desvinculação entre os que se amam com a necessidade de sanar os enganos e erros do amor assume habitualmente o aspecto de dolorosa cirurgia psíquica. Por semelhante razão, a Divina Sabedoria concede às criaturas tempo e condições renovadas na preparação gradual do acontecimento.

Essa desvinculação, via de regra, se verifica numa constante digna denota - a posição de pais e filhos, incluindo-se nela os pais e filhos adotivos -, de vez que, no enternecimento do lar, todos os jogos da ternura são colocados na mesa do cotidiano, revestidos de encantamento construtivo.

No fundo, porém, da personalidade paterna ou do maternal coração, descansam os remanescentes de grandes afeições, às vezes desequilibradas e menos felizes, trazidos de outras estâncias, nos domínios da reencarnação.

A libido ou o instinto sexual na forma de energia psíquica, tendente à conservação da vida, permanece, em muitos casos, na carícia dos pais, vestida em veludíneo manto de carinho e beleza, mas o amor é ainda, no adito do espírito, qual fogo de vida que se nutre do próprio lenho.

Por sua vez, nos entes queridos que retornam à estação da esperança doméstica, essa mesma afetividade reponta, insopitável e genuína, conquanto metamorfoseada nos brincos da infância.

Os pequeninos, porém, recém-vindos da amnésia natural que a reencarnação lhes impõe, não conseguem esconder as próprias disposições no campo das preferências.

E surgem neles, de inóspito quase sempre, as inclinações descontroladas, nos caprichos com que se mostram, exigindo especial atenção de pai ou mãe, a revelarem, de modo claro para que rumo se lhes dirigem os laços mais fortes.

Geralmente, com muitas exceções, aliás, as filhas se voltam para os pais e os filhos para as mães, patenteando a natureza das ligações havidas em existências passadas e prenunciando a obra de desvinculação que se executará, inevitável, no futuro próximo.

Óbvio que nem todos os filhos aparecem no lar categorizados à conta da desvinculação afetiva, porquanto milhões de Espíritos no corpo da Humanidade tomam a estrutura física, no desempenho de encargos simples ou complexos, valendo-se da colaboração dos pais, à maneira de amigos que se entreajudam, nas faixas da confiança e da afinidade recíprocas.

Referimo-nos, porém, ao lar como pouso de desligamento, porque, na Terra, as relações entre pais e filhos e, consequentemente, as relações de ordem familiar constituem clima ideal para a libertação de quantos se jungiram entre si, de modo inconveniente, nos desregramentos emotivos em nome do amor.

É assim que a sabedoria da Natureza faculta o reencontro, sob as teias da parentela, de quantos se desvairaram, em outro tempo, nos desmandos de ordem sexual, reencontro esse que persiste em condições mais íntimas e mais profundas.

Até que os companheiros do pretérito, reencarnados na posição de filhos, atinjam a juventude, na existência nova, elegendo novos parceiros para a sua vida afetiva, ante a presença ou a supervisão dos pais ou de familiares outros. nem sempre satisfeitos ou tranquilos com as escolhas que são obrigados a assistir ou a aprovar pela força das circunstâncias.

Pais que sofrem na entrega das jovens que o lar lhes confiou, aos companheiros que as requisitam para os misteres do casamento, quase sempre estão renunciando à companhia de antigas afeições que eles mesmos, no passado, mal conduziam, ao passo que as mães experimentam análogo fenômeno de dilaceração psíquica, em se separando de filhos que lhes recordam, embora inconscientemente, as ligações empolgantes ou menos felizes de tempos que já se foram.

E, através das lutas e adeuses em família, com a criação de núcleos diferentes na parentela, pela transferência habitual dos filhos, seja a noras e genros, ou a tarefas e experiências diversas das deles, os pais, sempre que respeitem as necessidades e resoluções dos seus rebentos, alcançam a vitória sobre si mesmos, no rumo da própria emancipação na imortalidade.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 03:04
   

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17● AVERSÕES

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.

Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação.



Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos, antes, durante e depois de suas encarnações. Do item 8, do Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Somos defrontados, em todos os departamentos da família humana, pelas ocorrências da aversão inata. Pais e filhos, irmãos e parentes outros, não raro, se repelem, desde os primeiros contatos.

Claramente verificáveis os fenômenos da hostilidade, entre adultos e crianças, trazidos pelo imperativo do berço à intimidade do dia-a-dia.

Pais existem nutrindo antipatia pelos próprios rebentos, desde que esses rebentos lhes surgem no lar, e existem filhos que se inimizam com os próprios pais, tão logo senhoreiam o campo mental, nos labores da encarnação.

▬  Arraigado no labirinto de existências menos felizes, decerto que o problema das reações:

●  Culpas,
●  Inibições,
●  Negativas,
●  Remorsos,
●  Vinganças,
●  E tantos outros está presente no quadro familiar...

Em que o ódio acumulado em estâncias do pretérito se exterioriza, por meio de manifestações catalogáveis na patologia da mente.

Nessa base de raciocínio, determinada criança terá sofrido essa ou aquela humilhação da parte dos pais ou tutores e se desenvolveu abafando propósitos de desforço, com o que intoxicou a si mesma.

No curso do tempo, e certos pais haverão sentido inesperada animosidade por esse ou aquele filho recém-nato, alimentando ciúme contra ele, embora sufocando tal sentimento, com benéficas atitudes de convenção.

Não muito raro, os cadastros policiais registam infanticídios em que pais ou mães aniquilam o corpo daqueles mesmos Espíritos aos quais favoreceram com a encarnação na Terra.

Indubitavelmente, o tratamento psicológico, visando à cura mental e à sublimação da personalidade, é o caminho ideal para semelhantes pacientes.

Urge entender, porém, que médicos e analistas humanitários conseguirão efetuar prodígios de compreensão e de amor, liberando enfermos dessa espécie; no entanto, o estudo da reencarnação é igualmente chamado a funcionar, nos alicerces da obra de salvamento.

▬  Quantos milhares de existências terminam anualmente, no mundo, pelos  golpes da criminalidade?

Claro está que as vítimas não foram arrebatadas para céus ou infernos teológicos.

Se compenetradas, quanto às leis de amor e perdão que dissipam as algemas do ódio, promovem-se a trabalho digno na Espiritualidade, às vezes até mesmo em auxílio aos próprios algozes.

Na maioria das circunstâncias, todavia, persistem no caminho daqueles que lhes dilapidaram a vida profunda, transformando-se em perseguidores magoados ou vingativos, jungidos mentalmente aos antigos ofensores,

E finalmente reconduzidos, pelos princípios cármicos, ao renascimento junto deles, a fim de sanarem, no clima da convivência, os complexos de crueldade que ainda se lhes destilem do ser.

Quando isso aconteça, o apostolado de reajuste há de iniciar-se nos pais, porquanto, despertos para a lógica e para o entendimento, são convocados pela sabedoria da vida ao apaziguamento e à renovação.

Observemos, no entanto, que em semelhantes domínios da alma o apoio da fé religiosa se erguerá em socorro e terapêutica.

▬  É indispensável:

●  Amar e desculpar,
●  Compreender e servir,
●  Tantas vezes quantas se façam necessárias.

De modo a que sofrimento e dissensão desapareçam e afim de que, nas bases da compreensão e da bondade de hoje, as crianças de hoje se levantem na condição de Espíritos reajustados, perante as Leis do Universo, garantindo aos adultos, nas trilhas das reencarnações porvindouras, a redenção de seus próprios destinos.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 03:16


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18● ABORTO

Pergunta:
▬  Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?



Resposta
▬  Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando. Item n° 358, de "O Livro dos espíritos".


Falamos naturalmente acerca de relações internacionais, sociais, públicas, comerciais, clareando as obrigações que elas envolvem; no entanto, muito frequentemente marginalizamos as relações sexuais - aquelas em que se fundamentam quase todas as estruturas da ação comunitária.

Esquece-se, habitualmente, de que o homem e a mulher, via de regra, experimentam instintivo horror à solidão e que, à vista disso, a comunhão sexual reclama segurança e duração para que se mostre nas garantias necessárias.

Impraticável, sem dúvida, impor a continuidade da ligação entre duas criaturas, a preço de violência; no entanto, à face das contingências e contra tempos pelos quais o carro da união esponsalícia deve passar pelas estradas do mundo, as leis da vida, muito sabiamente, estabelecem nos filhos os elos da comunhão entre os cônjuges, atribuindo-lhes a função de fixadores da organização familiar...

Com a colaboração deles, os deveres do companheiro e da companheira, no campo da assistência recíproca, se revelam mais claramente perceptíveis e o lar se alteia por escola de aperfeiçoamento e de evolução, em marcha para a aquisição de mais amplos valores do espírito, no Mundo Maior.

De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida.

É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no Planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe.

Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor. Amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.

Com semelhantes notas, objetivamos tão-só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever.

Habitualmente - nunca sempre – somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.

Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria.

Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis, englobando-nos com eles em salutares compromissos que, se observados, redundarão em bênçãos substanciais para todo o grupo de corações a que se nos vincula a existência.

Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de outras épocas, ontem convertidos, no Plano Espiritual, em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e de auxílio...

... Fazem-se hoje - e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra - inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação.

Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 03:53


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19● PAIS E FILHOS


A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso. Do item 9, do Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Trazida a reencarnação para os alicerces dos fenômenos sócio domésticos, não é somente a relação de pais para filhos que assume caráter de importância, mas igualmente a que se verifica dos filhos para com os pais.

Os filhos não pertencem aos pais; entretanto, de igual modo, os pais não pertencem aos filhos.

Os genitores devem especial consideração aos que agridem os filhos e tentam escravizá-los, qual se lhes fossem objeto de propriedade exclusiva; todavia, encontramos, na mesma ordem de frequência, filhos que agridem os pais e buscam escravizá-los, como se os progenitores lhes constituíssem alimárias domésticas.

A reencarnação traça rumos nítidos ao mútuo respeito que nos compete de uns para com os outros.

Entre pais e filhos, há naturalmente uma fronteira de apreço recíproco, que não se pode ultrapassar, em nome do amor, sem que o egoísmo apareça, conjurando-lhes a existência.

Justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo que os filhos não interfiram no passado dos pais.

Os pais não conseguem penetrar, de imediato, a trama do destino que os princípios cármicos lhes reservam aos filhos, no porvir, e os filhos estão inabilitados a compreender, de pronto, o enredo das circunstâncias em que se mergulharam seus pais, no pretérito, a fim de que pudessem volver, do Plano Espiritual ao renascimento no Plano Físico.

Unicamente no mundo das causas, após a desencarnação, ser-lhes-á possível o entendimento claro, acerca dos vínculos em que se imanizam.

Invoque-se, à vista disso, o auxílio de religiosos, professores, filósofos e psicólogos, a fim de que a excessiva agressividade filial não atinja as raias da perversidade ou da delinquência para com os pais e nem a excessiva autoridade dos pais venha a violentar os filhos, em nome de extemporânea ou cruel desvinculação.

Pais e filhos são, originariamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de auto burilamento:

●  Reajuste,
●  Evolução,
●  Resgate de débitos.

As leis da vida englobam lhes a individualidade no mesmo alto gabarito de consideração. Nunca é lícito o desprezo dos pais para com os filhos e vice-versa. Não configuramos no assunto qualquer aspecto lírico na temática afetiva.

Apresentamos, sumariamente, princípios básicos do Universo.

A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato.

Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceitação.

E que os filhos jamais acusem os pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no colégio da existência humana.

Porquanto, na maioria das ocasiões, foram eles mesmos, os filhos, que, na condição de Espíritos desencarnados, insistiram com os pais, através de afetuoso constrangimento ou suave processo obsessivo, para que os trouxessem, de novo, à oficina de valores físicos, de cujos instrumentos se mostravam carecedores, a fim de seguirem rumo correto, no encalço da própria emancipação


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 04:17


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20● AMOR LIVRE

Pergunta:
▬  Qual das duas, a poligamia ou a monogamia é mais conforme à lei da Natureza?



Resposta:
▬  A poligamia é lei humana cuja abolição marca Progresso social. O casamento segundo as vistas de Deus tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia, não há afeição real: há apenas sensualidade. Item n° 701, de "Olivro dos Espíritos".


Comenta-se a possibilidade de legalização das relações sexuais livres, como se fora justo escolher companhias para a satisfação do impulso genésico, qual se apontam iguarias ou vitaminas mais desejáveis numa hospedaria.

Relações sexuais, no entanto, envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si. Referentemente ao assunto, não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído.

Se os parceiros da união sexual possuem deveres a observar entre si, à face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.

Cada Espírito detém consigo o seu íntimo santuário, erguido ao amor, e Espírito algum menoscabará o "lugar sagrado" de outro Espírito, sem lesar a si mesmo.

Conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar "consciências" qual se fossem "coisas", e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito.

▬  Que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?

É óbvio que ninguém se lembrará, em são juízo, de recomendar escravidão às criaturas claramente abandonadas ou espezinhadas pelos próprios companheiros ou companheiras a que se entregaram, confiantes; isso, no entanto, não autoriza ninguém a estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais que resultariam unicamente em licença ou devassidão.

Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados, seja para a formação do lar e da família ou seja para a constituição de obras ou valores do espírito.

Desfeitos os votos articulados em dupla, claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a empreendeu, com o aceite compulsório das consequências que advenham de semelhante resolução.

▬  Toda sementeira se acompanha de colheita, conforme a espécie.

É razoável nos lembremos disso, porquanto o autor ou autora da defecção havida, ante os princípios de causa e efeito, é considerado violador de almas, assumindo com as vítimas a obrigação de restaurá-las.

Até o ponto em que as injuriou ou prejudicou, ainda mesmo quando na conceituação incompleta do mundo essas criaturas tenham sido encontradas supostamente já prejudicadas ou injuriadas por alguém.

O diamante no lodo não deixa de ser diamante, sem perder o valor que lhe é próprio, diante da vida. A criatura em sofrimento não deixa de ser criação de Deus, sem perder a imortalidade que lhe é própria, à frente do Universo.

Que a tentação de retorno dos sistemas poligâmicos pode ocorrer habitualmente com qualquer pessoa, na Terra, é mais que natural - é justo.

Em circunstâncias numerosas, o pretérito pode estar vivo nos mecanismos mais profundos de nossas inclinações e tendências.

Entretanto, os deveres assumidos, no campo do amor, ante a luz do presente, devem prevalecer, acima de quaisquer anseios inoportunos, de vez que o compromisso cria leis no coração e não se danificarão os sentimentos alheios sem resultados correspondentes na própria vida.

Observem-se, nos capítulos do sexo, os desígnios superiores da Infinita Sabedoria que nos orienta os destinos e, nesse sentido, urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o deverem sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado "hoje".

Esse o "hoje" jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do "ontem", depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do "amanhã"
.

Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 04:31


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21● CONTROLE SEXUAL


Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem, passo a passo, à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer:
▬  Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição. Do item 4, doCap. V, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".


Existe o mundo sexual dos Espíritos de evolução primária, inçado de ligações irresponsáveis, e existe o mundo sexual dos Espíritos conscientes...

... Que já adquiriram conhecimento das obrigações próprias, à frente da vida; o primeiro se constitui de homens e mulheres psiquicamente não muito distantes da selva, remanescentes próximos da convivência com os brutos.

▬  Enquanto que o segundo é integrado pelas consciências que a verdade já iluminou, estudantes das leis do destino à luz da imortalidade:

●  O primeiro grupo se mantém fixado à poligamia, às vezes desenfreada, e só, muito pouco a pouco, despertará para as noções da responsabilidade no plano do sexo, através de experiências múltiplas na fieira das reencarnações.
●  O segundo já se levantou para a visão panorâmica dos deveres que nos competem, diante de nós mesmos, e procura elevar os próprios impulsos sexuais, educando-os pelos mecanismos da contenção.

Falar de governo e administração, no campo sexual, aos que ainda se desvairam em manifestações poligâmicas, seria exigir do silvícola encargos tão-somente atribuíveis ao professor universitário, razão por que será justo deter-se alguém nesse ou naquele estudo alusivo à educação sexual apenas com aqueles que se mostrem suscetíveis de entender as reflexões exatas, nesse particular.

Estabelecida a ressalva, perguntemos a nós mesmos se nos seria lícito abandonar, no mundo, os compromissos de natureza afetiva, assumidos diante uns dos outros.

Assim nos externamos para considerar que a ligação sexual entre dois seres na Terra envolve a obrigação de proteger a tranquilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceirada experiência "a dois", e, muito comumente, os "dois" se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes.

Urge, desse modo, evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, para que a desordem nos ajustes propostos ou aceitos não venha a romper a segurança daquele ou daquela que tomamos sob nossa assistência e cuidado, com reflexos destrutivos sobre todo o grupo, em que nos arraigamos através da afinidade.

Não se trata, em nossas definições, do chamado "vínculo indissolvível" criado por leis humanas, de vez que, em toda parte, encontramos companheiros e companheiras lesados pelo comportamento de parceiros escolhidos para a vivência sexual e que, por isso mesmo, adquirem, depois de prejudicados, o direito natural de se vincularem à outra ligação ou a outras ligações subsequentes, procurando companhia ao nível de sua confiança e respeitabilidade.

Reportamo-nos ao impositivo da lealdade que deve ser respondida com lealdade, seja qual for o tipo de união em que os parceiros se comuniquem sexualmente um com o outro, sustentando o equilíbrio recíproco.

Considerado o exposto, os participantes da comunhão afetiva, conscientes dos deveres que assumem, precisam examinar até que ponto terão gerado as causas da indisciplina ou deserção naquele ou naquela que desistiu da própria segurança íntima para se atirar à leviandade.

Justo ponderar quanto a isso, porquanto, em muitas ocorrências dessa espécie, não é somente aquele ou aquela que se revelam desleais, aos próprios compromissos.

▬  O culpado pela ruptura na ligação afetiva, mas igualmente o companheiro ou a companheira que, por:

●  Desídia ou frieza,
●  Mesquinhez ou irreflexão nos votos abraçados...

Induz a parceira ou o parceiro a resvalarem para a insegurança, no campo do afeto, atraindo perturbações de feição e tamanho imprevisíveis.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:03


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22● HOMOSSEXUALIDADE
Pergunta:
▬  Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?



Resposta:
▬  Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar. Item n° 202, de "O Livro dos Espíritos".


A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.

Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.

A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinquência.

Avida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.

O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta.

A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.

Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.

O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.

E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.

Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.

Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual.

E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia.

Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:13

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23● ADULTÉRIO E PROSTITUIÇÃO

Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado, disse Jesus. Esta sentença faz da indulgência um dever para nós outros porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência.


Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. Do item 13, do Cap. X, de OEvangelho Segundo o Espiritismo.

É curioso notar que Jesus, em se tratando de faltas e quedas, nos domínios do espírito, haja escolhido aquela da mulher, em falhas do sexo, para pronunciar a sua inolvidável sentença:
▬  "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".

Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".

Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm, indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências.

Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.

Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos.

Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida.

Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas.

Em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel, tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no Planeta.

Espíritos entre os quais muito raros de nós, os companheiros da Terra, não nos achamos incluídos - que decerto Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros  em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz a primeira pedra.

Evidentemente, o mundo avança para mais elevadas condições de existência. Fenômenos de transição explodem aqui e ali, comunicando renovação.

E, com semelhantes ocorrências, surge para as nações o problema da educação espiritual, para que a educação do sexo não se faça irrisão com palavras brilhantes mascarando a licenciosidade.

Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma.

Então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:23


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24● ABSTINÊNCIA E CELIBATO

Pergunta:
▬  O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus?

Resposta:
▬  Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo.

Pergunta:
▬  Da parte de certas pessoas, o celibato não será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade?



Resposta:
▬  O caso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo   sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito. Itens ns 698 e 699, de "O Livro dos Espíritos".


Abstinência, em matéria de sexo e celibato, na vida de relação pressupõe experiências da criatura em duas faixas essenciais – a daqueles Espíritos que escolhem semelhantes posições voluntariamente para burilamento ou serviço, no curso de determinada reencarnação, daqueles outros que se veem forçados a adotá-las, por força de inibições diversas.

Indubitavelmente, os que consigam abster-se da comunhão afetiva, embora possuindo em ordem todos os recursos instrumentais para se aterem ao conforto de uma existência a mais, com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoamento.

Agindo assim, por amor, doando o corpo a serviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os irmãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade, porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo; essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos - os de natureza espiritual.

E, em concomitância com os que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já renasceram no corpo físico induzidos ou obrigados à abstinência sexual, atendendo a inibições irreversíveis ou a processos de inversão pelos quais sanam erros do pretérito ou se recolhem a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência de compromissos determinados, em assuntos do espírito.

Num e noutro caso, identificamos aqueles que se fazem chamar, segundo os ensinamentos evangélicos, como sendo "eunucos" por amor do Reino de Deus". Esses eunucos, porém, muito ao contrário do que geralmente se afirma, não são criaturas psicologicamente assexuadas, respirando em climas de negação da vida.

Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntariamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem.

▬  Depreende-se daí a impossibilidade de se doarem a quaisquer tarefas de reparação ou elevação sem:

●  Lágrima,
●  Angustias,
●  Tentações,
●  Sofrimentos,

E, às vezes, até mesmo escorregões e quedas, nos domínios do sentimento, de vez que os impulsos do amor nelas se mantêm com imensa agudeza, predispondo-as à sede incessante de compreensão e de afeto.

Entendendo-se os valores da alma por alimento do espírito, impossível esquecer que a produção do bem e do aprimoramento se realiza à base de atrito e desgaste.

A semente é segregada no solo para desvencilhar-se dos empeços que a constringem, de modo a formar o pão, e o pão, a rigor, não se completa em forno frio. A força no carro não surge sem a queima de combustível, e o motor não lhe garante movimento sem aquecer-se em nível adequado.

Abstinência e celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educação dos próprios impulsos, no curso da reencarnação, ou seja por deliberação assumida, antes do renascimento na esfera física, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesiado sentimento.

Celibato e abstinência, em qualquer forma de expressão, constituem tentames louváveis do ser experiências de caráter transitório -, nos quais a fome de alimento afetivo se lhes transforma no imo do coração em fogo purificador, acrisolando lhes as tendências ou transfigurando essas mesmas tendências em clima de produção do bem comum, através do qual, pela doação de uma vida, se efetua o apoio espiritual ou a iluminação de inúmeras outras.

▬  Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo:

●  Divórcio,
●  Abstenção,
●  Ligação afetiva,
●  Vida celibatária,
●  Constituição de família,
●  E outras ocorrências, no campo do amor...

São problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:35

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25● CARGA ERÓTICA

▬  Dois sistemas se defrontam:

▬  Pergunta:
●  O dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo,
●  E o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma.

Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar.

●  Onde, então, a sabedoria?
●  Onde, então, a ciência de viver?

Resposta:
▬  Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos.

Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus.

Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa.

Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo?

▬  Não, a perfeição não está nisso, está toda nas formas por que fizerdes passar o vosso Espírito:

●  Dobrai-o,
●  Humilhai-o,
●  Mortificai-o,
●  Submetei-o.

... Esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Do item 11, do Cap.XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução.

Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da Natureza.

●  De existência a existência,
●  De passo em passo,
●  De lição em lição...

... Por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida.

A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor.

No entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação.

Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, em verdade, não se libertará unicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição.

Fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator de magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, seja em se tratando de Espíritos encarnados ou desencarnados na Comunidade Planetária.

Não partilham tão-somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e aqueles irmãos da Humanidade provisoriamente internados nas celas da idiotia, por força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno.

Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis a nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.

E os companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes e obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocionados, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos - repetimos -, já que se sentenciam a entraves e inibições, no campo de exteriorização da mente, através dos quais refazem atitudes e recondicionam impulsos afetivos em preciosas tomadas e retomadas de consciência.

À vista do exposto, é fácil reconhecer que toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que a própria criatura aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.

Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.

Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança...

... Que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal
.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:46


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26● SEXO E RELIGIÃO

Pergunta:
▬  Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar de depurar-se?

Resposta:
▬  Sofrendo a prova de uma nova existência.

Pergunta:
▬  Como realiza essa nova existência? Será pela sua transformação como Espírito?

Resposta:
▬  Depurando-se, a alma indubitavelmente experimenta uma transformação, mas para isso necessária lhe é a prova da vida corporal. Item n. 166,de"O Livro dos Espíritos.

Pergunta:
▬  Dar-se-á o fato de se isentar alguém dos impulsos e inquietações sexuais, simplesmente por haver assumido compromissos de natureza religiosa?

Resposta:
▬  Claro que alógica responde no espírito de sequência da natureza.

A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo.

As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo. Ninguém se burila de um dia para outro.

De que modo alienar condições inerentes à própria vida do Espírito, acalentadas, no curso das eras, tão-somente em função de afirmativas verbais?

E entendendo-se que as leis do Universo não destroem o instinto, mas transformam-no em razão e angelitude, na passagem dos egos, pelos mecanismos da sublimação, de que forma exigir a extinção dos estímulos genésicos em alguém, tão-só porque esse alguém se consagre ao Serviço Divino da Fé, quando esses mesmos estímulos são ingredientes da vida e da evolução, criados pela mesma Providência Divina para a sustentação e a elevação de todos os seres?

Compreendida a inalienabilidade dos problemas sexuais nas individualidades representativas das ideias religiosas no mundo, é mais que razoável considerar que essas individualidades, em grande maioria, solicitaram para si próprias os controles de feição moral a que transitoriamente se vinculam, no tentame de extraírem deles o proveito máximo, a favor de si próprias.

Efetivamente, Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorristas, nas quais impulsionam o  progresso dos seus irmãos.

Esses missionários do devotamento vibram em faixas de amor sublime, quase sempre inacessível à compreensão dos seus contemporâneos.

Não ocorrem análogas circunstâncias entre aqueles outros que renascem sob regime disciplinar, requisitados por eles contra eles mesmos, de vez que grande número desses obreiros das ideias religiosas, reencarnados em condições de prova, demonstram dificuldades e inibições múltiplas...

... No corpo e na mente, quando não sofrem exagerada tendência aos desvarios sexuais - tendência essa que habitualmente os mantém recolhidos ao medo de qualquer expansão afetiva.

Temendo as manifestações do amor e bastas vezes condenando indebitamente os companheiros da Humanidade, pelo fato de se acomodarem a uniões respeitáveis e dignas, na generalidade receiam a si próprios e censuram os semelhantes, no impulso inconsciente de lhes copiar a independência e a conduta.

Daí surgem os incidentes menos felizes quantas vezes! – em que vemos expositores ardentes e apaixonados, dessa ou daquela ideia religiosa, tombando em experiências emotivas, muito mais complicadas e deploráveis do que aquelas outras que eles próprios reprovavam no caminho e na vida dos companheiros!...

Aliás, registe-se que o fenômeno é mais que justo, porquanto, aceitando os distintivos de determinada seara religiosa, o Espírito impõe a si mesmo um fator de frenagem e auto policiamento, sem que as marcas exteriores de fé signifiquem mais que um convite ou um desafio a que se aperfeiçoe, de acordo com os princípios de acrisolamento que abraça.

Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de auto aprimoramento.

Qualquer professor na Terra há de se identificar com os alunos, no campo das experiências naturais do cotidiano, a fim de que se estabeleça, entre eles, o fio da compreensão mútua, unindo vanguarda e retaguarda do esforço para a escalada do grupo ao conhecimento.

Um anjo e uma equipe de criaturas humanas não entrariam em relacionamento ideal para rendimento ideal do ensino.

À vista disso, somos nós mesmos, Espíritos endividados ante as Leis do Universo, que nos enlaçamos uns com os outros, encarnados e desencarnados, aperfeiçoando gradativamente as qualidades próprias e aprendendo, à custa de trabalho e tempo, como alcançar a sublimação que demandamos, em marcha laboriosa para a conquista dos Valores Eternos.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 19 de Fevereiro de 2016, 05:53


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27● À MARGEM DO SEXO


"Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou reprova o que relevais, porque conhece o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes anátema, tereis, quiçá, cometido faltas mais graves. Do item 16, do Cap. X, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abstende-vos de censura e condenação.

Todos nós, os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do Planeta, estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito.

Ainda assim, achamo-nos todos muito longe da meta por alcançar. Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai!

Se alguém se vos afigura tombar em delinquência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!...

Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã.

Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.

Somos todos peças integrantes de uma só família, operando em dois mundos, simultaneamente - aquele das inteligências corporificadas no plano físico e aquele outro das inteligências desencarnadas que se domiciliam nas regiões da mesma Terra que habitais, disputando convosco, tanto quanto igualmente entre si, a aquisição de recursos substanciais da evolução.

Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão.

A vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos, um dia!...

Abençoai e amai sempre.

Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo:
▬  "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’.


Fim da 1ª Parte.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 08 de Abril de 2016, 16:37

2ª  Parte

1º-) (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) Vida e Sexo  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

1. As proposições ao redor do sexo, apaixonadamente focalizadas na atualidade da Terra, foram objeto de criteriosas anotações do Mundo Espiritual, no século passado, na previsão dos choques de opinião, que a Humanidade de agora enfrenta.
 
2. Em torno do sexo, podemos sintetizar todas as digressões nas normas seguintes:
 
●  Não proibição, mas educação.
●  Não indisciplina, mas controle.
●  Não impulso livre, mas responsabilidade.
●  Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito a si mesmo e aos outros.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 23 de Maio de 2016, 04:52


3. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência.

4. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.
 


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 16 de Junho de 2016, 22:58



2º-) (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) Em torno do sexo (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

5. Diz “O Livro dos Espíritos”, item 201, que “são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres”.

6. Atendendo à soma das qualidades adquiridas nas múltiplas encarnações, o Espírito revela-se, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar.   

7. O sexo se define, assim, por atributo não apenas respeitável, mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, a que devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 02:49

8. É um despropósito subtrair as manifestações do sexo aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, porque as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma. De igual modo, seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo às aventuras menos dignas, com a desculpa de garantir-lhe a libertação.

9. Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Por isso, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse.

10. Todos os compromissos na vida sexual estão subordinados à Lei de Causa e Efeito, e, segundo esse princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, assim nos será dado.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:15


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 3º-) em torno do sexo (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

11. Ensina Kardec que há duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. As primeiras são duráveis e se perpetuam no mundo espiritual. As outras, frágeis como a matéria, se extinguem com  o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na corrente existência.

12. Nenhuma associação existente na Terra (excetuando evidentemente a Humanidade) é mais importante em sua função educadora e regenerativa do que a família.


13. Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação, visto que os filhos são liames de amor que lhes granjeiam proteção mais extensa  do Mundo Maior.

14. Arraigada nas vidas passadas de todos os que a compõem, a família terrestre é formada de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino.

15. Temos, pois, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:22


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 4º-) Namoro (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

16. Esclarece “O Livro dos Espíritos”, item 291, que os Espíritos votam-se afeições particulares recíprocas, tal como se dá entre os homens, sendo, porém, mais forte o laço que prende os Espíritos uns aos outros, uma vez desembaraçados do corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.

17. A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem, um no outro, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.

18. Compartilham na Terra, diariamente, as emoções de semelhantes encontros:

* Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual.
* Criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas.
* Corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras.
* Almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:25


19. Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio. Acontece, porém, que é ainda diminuta, no Planeta, a percentagem de pessoas habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o instinto sexual se lhes derrama do ser.

20. Imperioso anotar, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar e cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade.

21. Esses namorados matriculam-se, então, na escola de laboriosas responsabilidades, porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com  os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor  a todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:31


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)   5º-) Ambiente doméstico (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

22. Refere “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. V, item 11, que freqüentemente o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. “Se reconhecesse nelas as a quem  odiara – registra a referida obra –, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo.”
   
23. No lar encontramos a escola viva da alma. O Espírito, quando retorna ao Plano Físico, vê nos pais as primeiras imagens de Deus e da Vida. Na tépida estrutura do ninho doméstico, germinam-lhe no ser os primeiros pensamentos e as primeiras esperanças.

24. Não lhe será, porém, tão fácil seguir adiante com os ideais da meninice, de vez que, habitualmente, a equipe familiar se aglutina segundo os desastres sentimentais das existências passadas, debitando-se aos seus componentes os distúrbios da afeição possessiva, a se traduzirem por ternura descontrolada e ódio manifesto, ou simpatia e aversão simultâneas.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:43


25. Pais imaturos, do ponto de vista espiritual, comumente se infantilizam, no tempo exato do trabalho mais grave que lhes compete, no setor educativo, e, ao invés de guiarem os pequeninos com segurança para o êxito em seu novo desenvolvimento no estágio da reencarnação, embaraçam-lhes os problemas, ora tratando as crianças como se fossem adultos, ora tratando os filhos adultos como se fossem crianças.

26. Estabelecido o desequilíbrio no lar, irrompem os conflitos de ciúme e rebeldia, narcisismo e crueldade, que asfixiam as plantas da compreensão e da alegria na gleba caseira, transformando-a em espinheiral magnético de vibrações contraditórias, no qual os enigmas emocionais, trazidos do passado, adquirem feição quase insolúvel.

27. Decorre daí a importância dos conhecimentos alusivos à reencarnação, nas bases da família, para que o lar não se converta, de bendita escola que é, em pouso neurótico, albergando moléstias mentais dificilmente reversíveis.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:51


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 6º-) Energia Sexual (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

28. A energia sexual, como recurso da lei de atração, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se reveste.

29. Nos seres primitivos, e em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia opera-se inconsideradamente, fato que lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo de fixação em existências menos felizes, para que todos aprendamos que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo a si mesmo.

30. À medida que o indivíduo evolui, passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo do discernimento e da responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que garantam o seu emprego digno, seja na procriação, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura, com vistas à evolução e ao burilamento da vida no Planeta.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 03:57


31. Através da poligamia, o Espírito assinala a si próprio longa marcha em existências sucessivas de reparação e aprendizagem, em cujo transcurso adquire a necessária disciplina do seu mundo emotivo.

31(a)Fatigado de experimentos dolorosos, em que recolhe o fruto amargo da delinquência ou do desespero que haja estabelecido nos outros, reconhece, enfim, na monogamia o caminho certo de suas manifestações afetivas, identificando na criatura que se lhe afina com os propósitos e aspirações o parceiro ou a parceira ideais para a comunhão sexual, suscetível de lhe granjear o preciso equilíbrio.

32. Em nenhum caso nos será lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas. Criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem conseqüências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:07


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 7º-) Compromisso afetivo (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

33. Tal como a guerra, que semeia terror e morticínio entre as nações, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.

34. Os conflitos do sexo e os problemas do equilíbrio emotivo, que faceamos hoje na Terra, são na verdade os de todos os tempos, na vida do planeta.  As Leis do Universo esperar-nos-ão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências.

35. Essas Leis determinam amemos aos outros qual nos amamos. Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:10

36. Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo nesse sentido, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade.

37. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores, entra em pânico, sem que se lhe possa prever  o descontrole que, muitas vezes, raia na delinqüência.

38. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:19


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 8º-) Casamento (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

39. Ensina “O Livro dos Espíritos”, item 695, que a união permanente de dois seres não contraria a lei natural, mas, ao contrário, constitui um progresso na marcha da Humanidade.

40. O casamento ou a união permanente de dois seres implica, obviamente, o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua. Essa união reflete as Leis Divinas que permitem seja dado um esposo para uma esposa, um companheiro para uma companheira, um coração para outro coração, na criação de valores para a vida.

41. É imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, visto que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso, não deve haver qualquer desconsideração entre si.

42. Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução por vezes muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:27


43. Nos Planos Superiores, o liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável. Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estágio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade de permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente na formação de obras preciosas, na esfera do espírito.

44. Ocorre, porém, que milhões de almas jazem no Planeta, arraigadas a débitos escabrosos perante a lei de causa e efeito e, ainda inclinadas ao desequilíbrio e ao abuso, exigem severos estatutos humanos para a regulação das trocas sexuais que lhes dizem respeito, de modo a que não se tornem salteadores impunes na construção  do mundo moral.

44(a) São esses débitos contraídos por legiões de companheiros da Humanidade que determinam a existência de milhões de uniões supostamente infelizes, nas quais a reparação de faltas passadas confere a numerosos ajustes sexuais o aspecto de ligações francamente expiatórias, com base no sofrimento purificador.

45. É forçoso, assim, reconhecer que não existem no mundo conjugações afetivas, sejam elas quais forem, sem raízes nos princípios cármicos, nos quais as nossas responsabilidades são esposadas em comum.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:34

(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 9. Divórcio (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

46. Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas, porquanto é aí, nos laços matrimoniais, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma.

47. A Sabedoria Divina, contudo, jamais institui princípios de violência, e o Espírito, embora em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir  ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.

48. Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas.

49. Reconduzida à vida terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, a criatura humana vê-se, muitas vezes, desencorajada à face dos empeços que lhe surgem à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam à prática da crueldade de outro tempo, seja através do menosprezo, do desrespeito, da violência ou da deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 04:41


50. Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades diversas que lhe complicariam ainda mais o destino. Em tais momentos da vida, a separação surge à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana.

51. Obviamente, não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos apenas, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos provacionais, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do renascimento, em auxílio de si mesmos.

52. É justo, contudo, reconhecer que a escravidão não vem de Deus e que ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 20:49



(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)  10º-) União infeliz  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

53. Informam os Espíritos superiores (L.E., item 167) que o fim objetivado por Deus com a reencarnação é: expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. “Sem isto, onde a justiça?”

54. Sem dúvida, é dolorosa a união considerada menos feliz  e, claro, não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, visto que todo Espírito é livre no pensamento para definir-se quanto às próprias resoluções.

55. Os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida; todavia, antes que a vida os registe por fora, grava em nós mesmos, em toda a extensão, o montante e os característicos de nossas faltas.

56. A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento e, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 20:51

57. Nas ligações terrenas encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações.

58. A existência física é processo específico de evolução, mas, da mesma maneira que o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos ornamentos exteriores do educandário em que estuda, o Espírito encarnado nenhum proveito recolherá do casamento, caso pretenda imobilizar-se no êxtase do noivado.

59. Os princípios cármicos desenovelam-se com as horas. Provas, tentações, crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que, devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 20:54

60. O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subsequentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás.

60. (a) A jovem suave que hoje nos fascina em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade. Essa mesma jovem foi, no entanto, em existências já transcorridas, a vítima de nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade, convertendo-a na mulher temperamental ou infiel, que nos cabe agora relevar e retificar.

61. O rapaz distinto que atrai no presente a companheira será, muitas vezes, provavelmente, o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições. Esse rapaz foi, porém, no passado, em existências que já se foram, a vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter, transformando-o no homem vicioso ou fingido, que lhe compete tolerar e reeducar.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 20:55

62. Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois – somente depois – surpreender nele defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino.

63. A união supostamente infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o Espírito equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 21:30

(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)  11º-) Filhos  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

64. Informa Kardec  (“O Evangelho segundo o Espiritismo”,  cap. XIV, item 8  que os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este já existe antes da formação do corpo. O pai não cria o Espírito de seu filho; apenas lhe fornece o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

65. Surge comumente, entre os casais, o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afetiva. Integradas duas criaturas na comunhão recíproca, é natural que o afastamento uma da outra provoque, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a esquecimento.

66. O cônjuge menosprezado no círculo doméstico detém, no entanto, a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranquila. Não há obrigações de cativeiro para ninguém nos fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 17 de Junho de 2016, 21:35


67. As Leis da Vida, todavia, rogam – sem impor – às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se esses filhos ainda não atingiram a puberdade.

68. Em semelhantes crises, é preciso que haja no cônjuge largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento, para verificar até que ponto terá ele provocado a agressão moral sofrida.

69. E, seja ou não culpado, que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional do ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao outro no título de irmão ou de irmã, de vez que somos todos Espíritos imortais e filhos do mesmo Pai. Só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação.

70. Nenhum de nós, os filhos da Terra, está em condições de acusar a ninguém, nos domínios do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os virtuosos de amanhã, a quem tenhamos, talvez, de rogar apoio e bênção.

71. Homem ou mulher em abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para eles, agasalhando-os sob as asas do entendimento e da ternura, até que se habilitem aos primeiros contatos conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adoção de nova companhia.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:21


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 12º-) Alterações afetivas (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

72. Ensina “O Livro dos Espíritos”, item 208, que os pais exercem grande influência sobre o filho. “Conforme dissemos – afirmam os Imortais –, os Espíritos têm que contribuir para  o progresso uns dos outros. Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Consistiu-lhes isso uma tarefa.”

73. Depois que o navio do casamento se afasta do cais do sonho para o mar largo da experiência, é muito comum se alterem as condições afetivas. A esperança converte-se em trabalho e desnudam-se problemas que a ilusão envolvia. Observa-se, então, na maioria das posições, que arrefece o calor em que o casal se aquecia nos primeiros dias da comunhão esponsalícia.

74. Urge, porém, salvar a embarcação ameaçada de soçobrar. E ambos os cônjuges precisam reaprender na escola do amor, reconhecendo que, acima da conjunção corpórea, fácil de se concretizar, é imperioso que a dupla se case, em espírito - sempre mais em espírito -, dia por dia.

75. Não se inquietem os parceiros, à frente das modificações ocorridas, de vez que toda afinidade correta, nas emoções do Plano Físico, evolui fatalmente para a ligação ideal, a exprimir-se na ternura confiante da amizade sem lindes.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:22

76. O carinho que era, em princípio, repartido a dois, passa a ser dividido por maior número de partícipes do núcleo familiar, os quais são, em muitas circunstâncias, os associados da doce hipnose do namoro e do noivado, que mantinham nos pais jovens, ainda solteiros, a chama da atração entusiástica até a consumação do enlace afetivo.

77. Quase sempre, Espíritos vinculados ao casal, ora mais ao pai, ora mais à mãe, interessam-se na Vida Maior pela constituição da família, à face das próprias necessidades de aprimoramento e resgate, progresso e autocorrigida. Em vista disso, cooperam, em ação decisiva, na aproximação dos futuros pais, aportando em casa pelos processos da gravidez, reclamando naturalmente a quota de carinho e atenção que lhes é devida.

78. Em toda comunhão mais profunda do homem e da mulher na formação do grupo doméstico, seguida de filhos, há que contar com a sublimação espontânea do impulso sexual, cabendo a ambos aderir  naturalmente a essa contingência da vida, cientes de que apenas o amor que se divide, em bênçãos para com os outros, é capaz de multiplicar a verdadeira felicidade.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:29


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 13º-) Desajustes (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

79. É comum observar que o casamento promissor repentinamente adoece. Aparecem  os empecilhos. Surgem conflitos, doenças, desníveis, falhas de formação e temperamento. Ora é a mulher que se casou pensando encontrar no esposo o retrato psicológico do pai, a quem se vinculara desde o berço. Ora é o homem a exigir da companheira a continuidade da genitora, a quem se jungiu desde a vida fetal. A lição do Evangelho contudo nos ensina:
▬  “Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita”.

80. Precisamos compreender que o matrimônio é uma quebra de amarras através da qual o navio da existência larga o cais dos laços afetivos em que jazia ancorado. Na viagem que se inicia a dois, os nubentes se revelarão, um à frente do outro, tais quais são e como se encontram na realidade, evidenciando os defeitos e as virtudes que porventura carreguem.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:31

81. Razoável se convoque, em tais circunstâncias, o auxílio de técnicos capazes de sanar as lesões no barco em perigo, como sejam médicos e psicólogos, amigos e conselheiros, cuja contribuição se revestirá sempre de inapreciável valor; entretanto, ao desenrolar de obstáculos e provas, o conhecimento da reencarnação exerce encargo de importância por trazer aos interessados novo campo de observações e reflexões, impelindo-os à tolerância, sem a qual a rearmonização acena sempre mais longe.

82. Urge perceber que a comunhão afetiva não opera a fusão dos parceiros, pois cada qual continua sendo um mundo por si, e nem sempre os característicos de um se afinam com o outro. Daí a conveniência do mútuo aceite, com a obrigação da melhoria do casal. Para isso, não bastarão providências de superfície.

83. Há que internar o raciocínio em considerações mais profundas para que as raízes do desequilíbrio sejam erradicadas da mente. Aceitação, eis o problema. É preciso admitir o companheiro ou companheira como são e, feito isso, inicie-se a obra da edificação ou da reedificação recíprocas.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:32

84. Obtém-se da vida o que se lhe dá, colhe-se o material de plantio. Habitualmente, o homem recebe a mulher como a deixou e no ponto em que a deixou no passado próximo, isto é, nas estâncias do tempo que se foi para o continuísmo da obra de resgate ou de elevação no tempo de agora, sucedendo o parceiro desorientado, enfermo ou infiel, é aquele homem que a parceira, em existências anteriores, conduziu à perturbação, à doença ou à deslealdade, através de atitudes que o segregaram  em deploráveis estados compulsivos; e a parceira, nessas condições, consubstancia necessidades e provas da mesma espécie.

85. Seja qual seja o motivo em que o tédio se fundamente, recorram ambos ao apoio recíproco mais profundo e mais intensivo. Com isso, estarão em justa defesa da harmonia íntima, sem castigarem o próprio corpo. E reeducar-se-ão, sem hostilizar os que porventura lhes demonstrem afeto, mas acolhendo-os, não mais como cúmplices de aventuras deprimentes, e sim por irmãos queridos, com quem podem fundir-se, em espírito, no mais alto amor espiritual.
 


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:45


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 14º-) Tédio no lar (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

86. Esclarece “O Livro dos Espíritos”, item 939, que muitas pessoas acreditam amar perdidamente a outrem, porque apenas julgam pelas aparências e, obrigadas a viver com as pessoas amadas, não demoram a reconhecer que só experimentaram um encantamento material.

Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada. Vivendo com ela é que poderá apreciá-la. Em muitas uniões, que a princípio pareciam destinadas ao fracasso, acabam os parceiros – depois de se haverem estudado bem e de bem se conhecerem – por votar-se, reciprocamente, duradouro e terno amor, porque assente na estima.

87. Cumpre não se esqueça de que é o Espírito quem ama, e não o corpo, de modo que, dissipada a ilusão material, o Espírito vê a realidade. Há duas espécies de afeição: a do corpo e a da alma. Quando pura, a afeição da alma é duradoura; efêmera é a do corpo. É por isso que muitas vezes os que julgavam amar-se com eterno amor passam a odiar-se, desde que a ilusão se desfaça.

88. Quando o tédio reponte no lar, na forma, muitas vezes, de indiferença por parte do parceiro, ou de relaxamento por parte da companheira, é preciso se faça judiciosa autoanálise, de lado a lado, para que o parasito seja erradicado completamente.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:48

89. Sempre que o homem e a mulher se confiam um ao outro, pelos vínculos sexuais, essa rendição é tão absoluta que passam, praticamente, a viver numa simbiose de forças, qual se as duas almas habitassem num único corpo. Se um dos companheiros esmorece na indiferença, a morte da união sobrevém, inevitável, com os resultados infelizes que daí decorrem.

90. A sexualidade no casal existe, sobretudo, em função de alimento magnético entre os dois corações que se integram um no outro e daí procede a necessidade de vigilância para que a harmonia não se perca, nesse circuito de forças.

91. Noutros lances da experiência, observarão os parceiros que a influência de alguém lhes atinge o âmago do ser, incitando-os a ligações sexuais diferentes. É o passado que volta, apresentando de novo as mesmas criaturas com quem tenhamos talvez enveredado no labirinto de experiências francamente infelizes.

92 Somente na base da indulgência e do perdão recíprocos, mais facilmente estruturáveis no conhecimento da reencarnação, conseguirão os cônjuges o triunfo esperado, nas lides e compromissos abraçados, descerrando a si mesmos a porta da paz e a luz da libertação.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 00:55


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)   15º-) Vinculações  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

93. Ensina  a Doutrina Espírita
▬    “Os que se encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena”.

94. Cada criança é um campo de tendências inatas, com tamanha riqueza de material para a observação do analista, que debalde se penetrará os meandros da sua individualidade sem apoio na reencarnação. Surpreenderemos na criança todo o equipamento dos impulsos sexuais prontos à manifestação, quando a puberdade lhe assegure mais amplo controle do carro físico.

95. Com esses impulsos, despontam-lhe do espírito as inclinações para maior ou menor ligação com esse ou aquele companheiro do núcleo familiar. O jogo afetivo se desenrola, porém, via de regra, mais intensivamente entre ela e os pais, reconhecendo-se então se os laços do passado estão mais fortemente entretecidos com o genitor ou a genitora.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 18 de Junho de 2016, 01:01


96. Com frequência, mas não sempre, as filhas propendem mais acentuadamente para a ligação com o pai, enquanto os filhos manifestam maior afeto para com a mãe. Nenhuma estranheza há nisso, quando sabemos que toda a estrutura psicológica, em que se erguem nossos destinos, foi manipulada com  os ingredientes do sexo, através de milhares de reencarnações.

97. Aceitando os princípios de causa e efeito que nos lastreiam a experiência, desconheceremos que os instintos sexuais nos orientaram a romagem por milênios e milênios, no reino animal, edificando a razão que hoje nos coroa a inteligência?

98. Assim pensando, recordemos o cipoal das relações poligâmicas de que somos egressos, e entenderemos com absoluta naturalidade os complexos da personalidade infantil. Isso sucede, porque herdamos espiritualmente de nós mesmos, reencontrando, matematicamente, na posição de filhos e filhas, aqueles mesmos companheiros de experiência sentimental, com os quais tenhamos contas por acertar. Atentos a essa realidade, podemos concluir que os vínculos da criança solicitam providências e providências, que sintetizaremos tão-somente numa única palavra: educação.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 05:48




(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)   16º) Desvinculações  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

99. Informa “O Livro dos Espíritos”, item 205, que a reencarnação distende os laços de família, não os destrói. Essa doutrina amplia os deveres da fraternidade, porquanto mostra que no vizinho ou no servo pode achar-se um Espírito a quem tenhamos estado presos pelos laços da consanguinidade. A desvinculação entre os que se amam assume habitualmente o aspecto de dolorosa cirurgia psíquica.

100. Essa desvinculação, via de regra, se verifica numa constante digna de nota: a posição de pais e filhos, incluindo-se nela os pais e filhos adotivos, de vez que, no enternecimento do lar, todos os jogos da ternura são postos na mesa do cotidiano, revestidos de encantamento construtivo.

101. No fundo, porém, da personalidade paterna ou materna, descansam os remanescentes de grandes afeições, às vezes desequilibradas e menos felizes, trazidas de outras estâncias, nos domínios da reencarnação. A libido ou o instinto sexual na forma de energia psíquica permanece, em muitos casos, na carícia dos pais, vestida em manto de carinho e beleza, mas o amor é ainda, no ádito do Espírito, qual fogo de vida que se nutre do próprio lenho.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 05:52


102. Os pequeninos, recém-vindos da amnésia natural que a reencarnação lhes impõe, não conseguem esconder as próprias disposições no campo das preferências, surgindo neles, de inopino, quase sempre, as inclinações descontroladas, nos caprichos com que se mostram.

Geralmente, com muitas exceções, aliás, as filhas se voltam para os pais e os filhos para as mães, patenteando a natureza das ligações havidas no passado e prenunciando a obra de desvinculação que se executará no futuro próximo.

103 Claro que nem todos os filhos aparecem no lar à conta da desvinculação afetiva, porquanto milhões de Espíritos tomam a estrutura física, no desempenho de encargos simples ou complexos, valendo-se da colaboração dos pais, à maneira de amigos que se entreajudam, nas faixas da confiança e da afinidade recíprocas.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:04

104. As relações entre pais e filhos constituem, no entanto, clima ideal para a libertação de quantos se jungiram entre si, de modo inconveniente, nos desregramentos emotivos em nome do amor.

É por isso que a sabedoria da Natureza faculta o reencontro, sob as teias da parentela, de quantos se desvairaram nos desmandos de ordem sexual, até que os companheiros do pretérito, reencarnados na posição de filhos, atinjam a juventude, na existência nova, elegendo novos parceiros para a sua vida afetiva.

105. Pais que sofrem na entrega das jovens que o lar lhes confiou, aos companheiros que as requisitam para o matrimônio, estão quase sempre renunciando à companhia de antigas afeições que eles mesmos conduziram mal no passado.

E o mesmo se dá com as mães, ao se separarem de filhos que lhes lembram, embora inconscientemente, as ligações do passado.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:13


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 17º-) Aversões  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

106. Em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XIV, item 8, aprendemos que os que  encarnam numa mesma família são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.

Pode, contudo, acontecer sejam esses Espíritos completamente estranhos uns aos outros e afastados entre si por antipatias anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo que aí lhes serve de provação.

107. Existem pais e filhos, irmãos e parentes outros que, não raro, se repelem, desde os primeiros contatos.

108. É que, arraigado no labirinto de existências menos felizes, o problema das reações negativas, culpas, remorsos, vinganças e tantos outros está presente no quadro familiar, em que o ódio acumulado no passado se exterioriza por meio de manifestações catalogáveis na patologia da mente, como os crimes de infanticídio que vez por outra registra a imprensa.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:16


109. Indubitavelmente, o tratamento psicológico, visando à cura mental e à sublimação da personalidade, é o caminho ideal para semelhantes pacientes.

Médicos e analistas conseguirão também efetuar prodígios de compreensão e de amor, liberando enfermos dessa espécie;  no entanto, o estudo da reencarnação é igualmente chamado a funcionar, na  obra de salvamento.

110. As vítimas desses crimes não são, como alguém poderia pensar, arrebatadas para o céu ou o inferno teológicos. Se forem pessoas compenetradas quanto às leis de amor e perdão, promovem-se a trabalho digno na Espiritualidade, às vezes até mesmo em auxílio a seus algozes.

Na maioria dos casos, porém, persistem no caminho daqueles que lhes dilapidaram a vida profunda, transformando-se em perseguidores magoados ou vingativos que, mais tarde, acabam reconduzidos, pelos princípios cármicos, ao renascimento junto deles, a fim de sanarem, pela convivência, os complexos de crueldade que ainda nutram no ser.

111. Quando isso acontece, o apostolado de reajuste há de iniciar-se nos pais, porquanto, despertos para a lógica e para o entendimento, são convocados pela sabedoria da vida ao apaziguamento e à renovação.

É por isso que se torna indispensável amar e desculpar, compreender e servir, sempre, de modo a que sofrimento e dissensão desapareçam, para que, na base da compreensão e da bondade, as crianças de hoje se levantem na condição de Espíritos reajustados perante as Leis do Universo.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:19

(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 18º-)  Aborto (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

112. Os imortais ensinam, no item 358 d’ O Livro dos Espíritos, que a provocação do aborto injustificável, em qualquer período da gestação, constitui um crime ante as leis de Deus.

113. De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no planeta.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:22


114. Não é difícil entender que nós, os Espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo físico, as lições profundas do amor, que nos soerguerá um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.

115 Tendo em mente tais informações, fica evidenciada a calamidade que representa o aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever, porquanto somos nós mesmos quem, habitualmente, planifica a formação da família antes do renascimento terrestre, com o amparo e a supervisão de instrutores beneméritos, à maneira da casa que levantamos no mundo, com o apoio de arquitetos e técnicos distintos.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:24

116 Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes reedifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria. Criamos projetos, aventamos sugestões, articulamos providências e externamos votos respeitáveis...

Contudo, se, uma vez instalados na Terra, anestesiamos a consciência e os expulsamos de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não podemos prever suas reações negativas, porque podem eles tornar-se – como ocorre com frequência – inimigos recalcados que nos impõem sofrimento e aflição, mais do que se estivessem conosco, na condição de filhos-problemas.

117. Admitimos, pois, seja suficiente breve meditação para reconhecermos no aborto delituoso um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, a ocupar vastos departamentos de hospitais e penitenciárias.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:27

(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)  19º-] Pais e Filhos (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

118. Lemos em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. XIV, item 9, que a ingratidão, um dos frutos mais diretos do egoísmo, revolta sempre os corações honestos. A dos filhos para com os pais apresenta, então, caráter ainda mais odioso.

119. Os filhos não pertencem aos pais, e de igual modo os pais não pertencem aos filhos. Os genitores devem especial consideração aos próprios rebentos, mas o dever funciona bilateralmente, de vez que os filhos devem aos pais particular atenção.

120. A reencarnação traça rumos nítidos ao mútuo respeito que nos compete uns para com os outros. Entre pais e filhos há, naturalmente, uma fronteira de apreço recíproco. É justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo é que os filhos não interfiram no passado dos pais.

121. Pais e filhos são, originariamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de auto burilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:30

122. Nunca será lícito o desprezo de uns para com os outros. A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato.

Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso à escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam.

123. Em vista disso, jamais devem os filhos acusar  os pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no colégio da existência humana, porquanto na maioria das vezes foram eles mesmos, os filhos, que insistiram com os pais, através de afetuoso constrangimento ou suave processo obsessivo, para que os trouxessem, de novo, à oficina da vida terrena.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:45


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)   20º) Homossexualidade  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

124. Ensina “O Livro dos Espíritos”, item 701:  “A poligamia  é lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem. Na poligamia, não há afeição real: há apenas sensualidade”.

125. Relações sexuais envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si mesmo.

126. Com referência ao assunto, não falamos exclusivamente da ligação com base no matrimônio legalmente constituído. Se os parceiros da união sexual possuem deveres a observar entre si, à face de preceitos humanos, no plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.

127 Cada Espírito detém consigo o seu íntimo santuário, erguido ao amor, e Espírito algum menoscabará o “lugar sagrado” de outrem, sem lesar a si mesmo. Conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar “consciências” qual se fossem “coisas”. Ora, se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?

128. É óbvio que ninguém se lembrará, em são juízo, de recomendar escravidão às criaturas claramente abandonadas ou espezinhadas pelos próprios companheiros ou companheiras a que se entregaram confiantes; isso, no entanto, não autoriza ninguém a estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais que resultariam unicamente em licença ou devassidão.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:48


129. Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados.

Desfeitos esses votos, claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a empreendeu, com o aceite compulsório das consequências que advenham de semelhante resolução, porque toda sementeira se acompanha de colheita, conforme a espécie. O autor ou autora da defecção havida é considerado, ante as leis de Deus, violador de almas e assume com suas vítimas a obrigação de restaurá-las, até o ponto em que as injuriou ou prejudicou.

130. Que a tentação de retorno à poligamia possa  ocorrer  com qualquer pessoa, na Terra, é mais que natural. Em numerosas circunstâncias, o pretérito pode estar vivo nos mecanismos mais profundos de nossas inclinações.

Entretanto, os deveres assumidos, no campo do amor, ante a luz do presente, devem prevalecer, acima de quaisquer anseios inoportunos, de vez que o compromisso cria leis no coração e não se danificam os sentimentos alheios sem resultados correspondentes na própria vida.

131. No capítulo do sexo, urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o dever em sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado “hoje”.  E se  o “hoje” jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do “ontem”, depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do “amanhã”.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 06:54

(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)  22º)  Adultério e prostituição (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

132. Quando errante, pouco importa ao Espírito encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher.
“O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar”, afirmam  os imortais em “O Livro dos Espíritos”.

133. A homossexualidade, hoje chamada também transexualidade, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos de base materialista, mas é perfeitamente compreensível à luz da reencarnação.

134  Embora a sociedade terrena seja constituída, em sua maioria, por criaturas heterossexuais, o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiências dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos aos heterossexuais


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 07:14


135. A vida espiritual pura e simples rege-se por afinidades eletivas essenciais; contudo, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fieira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.

136. O homem e a mulher serão, assim, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. À face disso, a individualidade em trânsito da experiência feminina para a masculina, ao envergar o corpo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese o corpo de formação masculina que a segregue, verificando-se o mesmo com referência à mulher em igual situação.

137. O Espírito, ao renascer entre os homens, pode, obviamente, tomar um corpo feminino ou masculino, atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, ou ao cumprimento de obrigações regenerativas.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 24 de Junho de 2016, 07:16


138. O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, é em muitos casos induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, ocorrendo o mesmo com a mulher que tenha agido de igual modo.

139. Em muitos casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores espirituais que os assistem a própria internação  no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem.

140. Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual, sabendo-se que todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:02



(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)    23º) Abstinência e celibato   (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

141. Ao dizer à multidão, reportando-se à mulher flagrada em adultério:
“Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado”, Jesus fez da indulgência um dever para nós todos, porque não há ninguém que não necessite de indulgência.

A sentença de Jesus ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos. “Antes de profligarmos a alguém uma falta – propõe-nos o Espiritismo –, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.”

142. No rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que, provavelmente, nenhuma pessoa da Terra haja escapado, em suas múltiplas existências, aos chamados “erros de amor”.

143. Desses embates multi milenares restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo social, o adultério, que será classificado, no futuro, na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição, que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:04


144. O lenocínio  de hoje, embora situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados em muitas regiões. Na Grécia e na Roma antigas, os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel.

145. E tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no planeta – entre os quais poucos de nós não nos achamos incluídos – que Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira  a paz.

146. Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser.


Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:09


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)  24º) Carga erótica (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

147. O celibato voluntário, conforme esclarecem os itens 698 e 699 de “O Livro dos Espíritos”, nem sempre agrada a Deus. Quando, porém, a criatura adota  o celibato com o objetivo de se dedicar, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade, a situação se altera, porque todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. “Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito”, asseveram os imortais.

148. Os que consigam abster-se da comunhão afetiva, com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoamento.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:10


149. Agindo assim, por amor, a serviço dos semelhantes, eles convertem a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em diferentes climas de criatividade, porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo – essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos, os de natureza espiritual.

150. Abstinência e celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educar os próprios impulsos, seja por deliberação assumida, antes do renascimento na esfera física, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesia do sentimento.

151. Constituem, sim, tentames louváveis do ser – experiências de caráter transitório –, nos quais a fome de alimento afetivo se lhes transforma no imo do coração em fogo purificador, acrisolando-lhes as tendências ou transfigurando essas mesmas tendências em clima de produção do bem comum, através do qual, pela doação de uma vida, se efetua o apoio espiritual ou a iluminação de inúmeras outras.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:24


  (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)   25º)  Sexo e religião   (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

152. Aprendemos no Espiritismo que o homem deve amar a sua alma, mas cuidar também de seu corpo.
“Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus”, ensina a lição contida no item 11 do cap. XVII de “O Evangelho segundo o Espiritismo”.

“Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com  o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso, está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.”

153  O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução. Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da Natureza.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:26

154. Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, em verdade, não se libertará unicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição.

155. É fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator de magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, não partilham tão-somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e os irmãos da Humanidade internados provisoriamente nas celas da idiotia.

156. Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis a nós que ainda compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.

Quanto aos companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes, atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocional, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 01:28


157. Assim, toda criatura humana carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que ela mesma aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.

Não nos achamos, diante do sexo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas sim perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, visando ao progresso dos homens.

158. Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:18


159. A necessidade da reencarnação para o progresso da criatura  humana  está claramente posta no item 166 de “O Livro dos Espíritos”. Para alcançar a perfeição, é indispensável sofrer a prova de uma nova existência corporal.

160. A criatura que abraça encargos de natureza religiosa está procurando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé se concretizam à base de porfiadas lutas da alma; ninguém se burila de um dia para outro.

161. As leis do Universo não destroem o instinto, mas transformam-no em razão e angelitude, na passagem dos evos, pelos mecanismos da sublimação.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:20


162. Efetivamente, existem Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação que, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorristas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos.

163. Esses missionários vibram em faixas de amor sublime, quase sempre inacessível à compreensão dos seus contemporâneos. Não ocorre o mesmo entre os que renascem sob regime disciplinar, requisitado por eles contra eles mesmos, de vez que grande número desses obreiros das ideias religiosas, reencarnados em condições de prova, demonstram dificuldades e inibições múltiplas, no corpo e na mente, quando não sofrem exagerada tendência aos desvarios sexuais.

164. Surgem daí os incidentes menos felizes – quantas vezes! – em que vemos expositores ardentes e apaixonados, dessa ou daquela idéia religiosa, tombando em experiências emotivas, muito mais complicadas e deploráveis do que aquelas outras que eles próprios reprovavam no caminho e na vida dos companheiros!...



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:25


165. Aliás, o fenômeno é mais que justo, porquanto, aceitando os distintivos de determinada seara religiosa, o Espírito impõe a si mesmo um fator de frenagem e autopoliciamento, sem que as marcas exteriores da fé signifiquem mais que um convite ou um desafio a que se aperfeiçoe, de acordo com os princípios doutrinários que abraça.

166. Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de auto aprimoramento.

167. Por todo o exposto, percebe-se que somos nós mesmos, Espíritos endividados ante as Leis do Universo, que nos enlaçamos uns com os outros, encarnados e desencarnados, aperfeiçoando gradativamente as qualidades próprias e aprendendo, à custa de trabalho e de tempo, como alcançar a sublimação que demandamos, em marcha laboriosa para a conquista dos Valores Eternos.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:33


(http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif) 26º-) À margem do Sexo (http://4.bp.blogspot.com/-w9pbIccFIxM/T2d8EHiXN3I/AAAAAAAABK8/Sm58n-FEWnA/s1600/z26808348.gif)

168. Em lição constante do item 16 do cap. X, “O Evangelho segundo o Espiritismo” recomenda que nos lembremos daquele que julga em última instância, que vê os movimentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censuramos, ou reprova o que relevamos, porque conhece o móvel de todos os atos.

169. Em face dos ensinos do Cristo, elucidados pelos Espíritos superiores, devemos, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abster-nos de censura e condenação. A razão é simples. Todos nós – os Espíritos em aperfeiçoamento nos climas do planeta – estamos emergindo de passado multimilenar, em que as tramas da alma se entreteciam em labirintos de sombra, para que as bênçãos do aprendizado se nos fixassem no espírito. Ainda assim, estamos muito longe da meta por alcançar.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:38


170. Se alguém parece cair, sob enganos do sentimento, silenciemos e esperemos! Se alguém parece tombar em delinquência, por desvarios do coração, esperemos e silenciemos!...

Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência aflitiva que nos aguarda amanhã.

171. Devemos calar  os nossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros.



Título: Re: Vida e Sexo
Enviado por: Marianna em 05 de Julho de 2016, 02:53


172. Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. Muitos dos nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos um dia!...

173. Abençoemos e amemos sempre. E diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, coloquemo-nos em pensamento no lugar dos acusados, analisando as nossas tendências mais íntimas e, após verificar se estamos em condições de censurar alguém, escutemos no âmago da consciência o apelo inolvidável do Cristo:
“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.

Vida e sexo.
Londrina, 17/5/1998.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia: Chico Xavier.

FIM