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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Marianna em 01 de Outubro de 2009, 17:54

Título: SEXO E DESTINO
Enviado por: Marianna em 01 de Outubro de 2009, 17:54



SEXO E DESTINO

Que os problemas do sexo agitam atualmente vastos setores da vida humana, é incontestável; e que, ante os problemas do sexo, é forçoso lembrar que toda criatura traz os seus temas particulares...

O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na Terra que é muito difícil, por enquanto elucidar o raciocínio humano, com referência ao assunto. Basta dizer que a união sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestre se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais.

No capítulo de relações dessa espécie, há muita inconsciência criminosa e indiferença sistemática às leis divinas; trata-se dum domínio de semibrutos, onde muitas inteligências admiráveis preferem demorar em baixas correntes evolutivas.

O amor, nesses planos mais baixos, é tal qual o ouro perdido em vasta quantidade de ganga, exigindo largo esforço e laboriosas experiências para revelar-se aos entendidos.

Entre as criaturas, porém, que se encaminham de fato, aos montes de elevação, a união sexual é muito diferente. Ela traduz a permuta sublime das energias perispirituais, simbolizando alimento divino para a inteligência e para o coração; é força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosa da alma para a vida eterna...

É necessário deslocar a concepção do sexo, abstendo-nos de situá-la tão somente em determinados órgãos do corpo transitório das criaturas. Vejamos o sexo como qualidade positiva ou passiva, emissora ou receptora da alma. Chegados a esse entendimento, verificamos que toda manifestação sexual evolui com o ser.

Enquanto nos mergulhamos no charco das vibrações pesadas e venenosas, experimentamos, nesse domínio, simplesmente sensações. À medida que nos dirigimos ao caminho do equilíbrio, colhemos material de experiências proveitosas, oportunidades de retificação, força, conhecimento, alegria e poder.

Em nos armonizando com as leis supremas, encontramos a iluminação e a revelação. Podemos substituir as palavras "união sexual", por "união de qualidades" e observaremos que toda a vida universal se baseia nesse divino fenômeno. Essa "união de qualidades", entre os astros, chama-se magnetismo planetário, da atração entre as almas denomina-se amor, entre os elementos químicos é conhecida por afinidades.

Não seria possível, portanto, reduzir semelhante fundamento da vida universal, circunscrevendo-o a meras atividades de certos órgãos do aparelho físico. A paternidade ou a maternidade são tarefas sublimes; não representam, porém, os únicos serviços divinos, no setor da Criação infinita.

É lamentável, que a maioria dos nossos irmãos encarnados na terra tenha menosprezado as faculdades criativas do sexo, desviando-as para o vórtice dos prazeres inferiores. Todo ato criador está cheio de sagradas comoções da Divindade e são essas comoções sublimes da participação da alma, nos poderes criadores da Natureza, que os homens conduzem , para a zona do abuso e da viciação.

Tentam arrastar as trevas e convertem os atos sexuais, numa paixão viciosa tão deplorável como a embriaguez ou a mania das drogas. Entretanto, sem que os olhos lhes observem as angustias retificadoras, todos os infelizes, em semelhante despenhadeiros, são punidos pelo "choque de retorno".

Ninguém contesta esse caráter das manifestações sexuais nos círculos da carne, mas todas as leis naturais na experiência humana devem ser exercidas, como em toda parte, sobre as bases da lei universal do bem e da ordem.

Quem foge ao bem, é defrontado pelo crime; as uniões sexuais , portanto, que se efetuam a distância desses sublimes imperativos, transformam-se em causas geradoras de sofrimento e perturbação. Ao demais, não devemos esquecer que o sexo , na existência humana, pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja o sexo. Por isso mesmo, os homens e as mulheres, cuja alma se vai libertando dos cativeiros da forma física, escapam, gradativamente, do império absoluto das sensações carnais.

Para eles, a união sexual orgânica vai deixando de ser uma imposição, porque aprendem a trocar os valores divinos da alma, entre si, alimentando-se reciprocamente, através de permutas magnéticas, não menos valiosas para os setores da Criação, gerando realizações espirituais para a eternidade gloriosa sem qualquer exigência dos "atritos celulares".

Para esse gênero de criaturas, a união reconfortadora e sublime não se acha circunscrita à emotividade de alguns minutos, mas constitui a integração de alma com alma, através da vida inteira, no campo da espiritualidade superior. Diante dos fenômenos da presença física, bastam-lhes, na maioria das vezes, o olhar, a palavra, o simples gesto de carinho e compreensão, para que recebam o magnetismo criador do coração amado, impregnando-se de força e estímulo para as mais difíceis edificações.

"Não há criação sem fecundação". As formas físicas descendem das uniões físicas. O sexo, portanto, como qualidade positiva ou passiva dos princípios e dos seres, é manifestação cósmica em todos os círculos evolutivos. Até que venhamos a atingir o campo da harmonia perfeita, onde essas qualidades se equilibram no seio da Divindade.

No exame das causas da loucura, entre individualidades, sejam encarnadas, sejam ausentes da carne, a ignorância quanto a conduta sexual é dos fatores mais decisivos. A incompreensão humana dessa matéria eqüivale a silenciosa guerra de extermínio e de perturbação, que ultrapassa, de muito, as devastações das peste referidas na história da humanidade. Só a epidemia de bubões, no século VI de nossa era, chamada "peste de justiniano", eliminou quase cinqüenta milhões de pessoas na Europa e Ásia.

Pois esse número expressivo constitui bagatela, se comparado comos milhões de almas que as angústias do sexo dilaceram todos os dias. Problema este, que já ensandeceu muitos cérebros de escol, não podemos ataca-lo a tiros de verbalismo, de fora para dentro, à moda dos médicos superficiais que prescrevem longos conselhos aos pacientes, tendo, na maioria das vezes, absoluto desconhecimento da enfermidade.

Devemos compreender que os enigmas do sexo não se reduzem a meros fatores fisiológicos; não resultam do automatismo nos campos da estrutura celular, quais aqueles que caracterizam os órgãos genitais masculinos e femininos. Doloroso é, porém, verificar a desarmonia em que se afundam os homens, com sombriosreflexos nas esferas imediatas à luta carnal; o cativeiro da ignorância, no campo sexual, continua escravizando milhões de criaturas. Inútil é supor que a morte física ofereça solução pacífica aos espíritos em extremo desequilíbrio, que entregam o corpo aos desregramentos passionais.

A loucura, em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro, dimana da desassociação dos centros perispirísticos, o que exige longos períodos de reparação. Indiscutivelmente, para a maioria dos encarnados, "a fase juvenil" das forças fisiológicas representa delicado estágio de sensações, em virtude das leis criadoras e conservadoras que rege a família humana; isto, porém, é acidente e não define a realidade substancial. A sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização.

Compreendemos, que na variação de nossas experiências adquirimos, gradativamente, qualidades divinas, como sejam: a energia e a ternura, a fortaleza e a humildade, o poder e a delicadeza, a inteligência e o sentimento, a iniciativa e a intuição, a sabedoria e o sentimento... Convictos desta realidade universal, não podemos esquecer que nenhuma exteriorização do instinto sexual na terra, qualquer que seja a sua forma de expressão, será destruída, e sim transmudada no estado de sublimação.

No povos primitivos, a eclosão sexual primava pela posse absoluta. O trabalho paciente dos milênios transformou, todavia essas relações. A mulher- mãe e o homem-pai deram acesso a novos sopros de renovação do espírito. Com bases nas experiências sexuais, a tribo converteu-se na família, a taba metamorfoseou-se no lar, a defesa armada cedeu ao direito, a floresta selvagem transformou-se na lavoura pacífica, a barbárie ergueu-se em civilização, os processos rudes da atração transubstanciou-se nos anseios artísticos que dignificam o ser, o grito elevou-se ao cântico; estimulada pela força criadora do sexo, a coletividade humana avança, vagarosamente , para o supremo alvo do divino amor. Da espontânea manifestação brutal dos sentidos menos elevados, a alma transita para a gloriosa iniciação.

Desejo, posse, simpatia, carinho, devotamento, renúncia, sacrifício, constituem aspectos dessa jornada. Por vezes, a criatura demora-se anos, séculos, existências diversas de uma estação a outra. Raras individualidades conseguem manter-se no posto da simpatia, com o equilíbrio indispensável. Reduzido número percorre os departamentos do carinho sem se algemarem, por largo trecho, aos gnomos do exclusivismo. Claro está que, assim como se submete o diamante ao disco do lapidário, para atingir o pedestal da beleza, assim também o extinto sexual, para coroar-se com as glórias do êxtase, há que dobrar-se, para coroar-se com as glorias do êxtase, há que dobrar-se ao imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia...

Estas conclusões, contudo, não nos devem induzir a programas de santificação compulsória no mundo carnal. Nenhum homem conseguirá negar a fase da evolução em que encontra. Não desejamos, portanto, preconizar no mundo normas rigoristas de virtude artificial, nem favorecer qualquer regime de relações inconscientes. A nossa bandeira deve ser sempre a do entendimento fraternal. Devido à incompreensão sexual, incontáveis crimes campeiam na terra, determinando estranhos e perigosos processos de loucura em toda parte; inquietantes quadros mentais se pintam na terra há todo instante.

A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônio, à guisa de pronto-socorro as coletividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento. A genética, hoje ou amanhã, poderá ser capaz de interferir nas câmaras dos cromossomos, no sentido de impor o sexo ao embrião; todavia, não atingirá a zona mais alta da mente feminina ou masculina, que mantém característicos próprios.

A construção da felicidade real não depende do "instinto satisfeito". A permuta de células sexuais entre os seres encarnados, garantindo a continuidade das formas físicas em processo evolucionários, é apenas um aspecto das multiformes permutas de amor...O cativeiro nos tormentos do sexo não é problema que possa ser solucionado por literatos ou médicos a agir no campo exterior; é questão da alma que demanda processo individual de cura, e sobre esta, só o espírito resolverá no tribunal da própria consciência. É inegável que todo auxílio externo é valioso e respeitável , mas cumpre-nos reconhecer que os escravos das perturbações do campo sensorial só por si mesmos serão liberados...

E para não nos delongarmos em mais considerações desnecessárias, podemos concluir que, em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes:

Não indisciplina, mas controle.
Não proibição, mas educação.
Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo.


Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência; sem isso, será enganar-nos e lutar sem proveito... Portanto é preciso sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pêlos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente a consciência de cada um.

Finalmente, queremos recordar Jesus, naquele dia de sol em Jerusalém.

Na praça repleta de acusadores, escribas e fariseus apresentaram-lhe sofredora mulher que diziam haver apanhado em transgressão, ao mesmo tempo que o inquiriam, experimentando-lhe a conduta:

- Mestre, esta mulher foi encontrada em adultério.
- A lei manda apedrejar.
- Tu, porém, que dizes?

O Mestre contemplou demoradamente os zeladores de Moisés, e, porque nada mais adiantaria explicar-lhes ao cérebro embotado de preconceitos, disse-lhes, alongando a palavra a todos o moralistas dos séculos vindouros:

"Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra".

Oliver.

Fontes de pesquisa:
Vida e sexo - Emmanuel
No Mundo Maior, Missionários da Luz- André Luiz.



Título: Re: SEXO E DESTINO
Enviado por: Mourarego em 01 de Outubro de 2009, 20:23



SEXO E DESTINO

Que os problemas do sexo agitam atualmente vastos setores da vida humana, é incontestável; e que, ante os problemas do sexo, é forçoso lembrar que toda criatura traz os seus temas particulares...

O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na Terra que é muito difícil, por enquanto elucidar o raciocínio humano, com referência ao assunto. Basta dizer que a união sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestre se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais.

No capítulo de relações dessa espécie, há muita inconsciência criminosa e indiferença sistemática às leis divinas; trata-se dum domínio de semibrutos, onde muitas inteligências admiráveis preferem demorar em baixas correntes evolutivas.

O amor, nesses planos mais baixos, é tal qual o ouro perdido em vasta quantidade de ganga, exigindo largo esforço e laboriosas experiências para revelar-se aos entendidos.

Entre as criaturas, porém, que se encaminham de fato, aos montes de elevação, a união sexual é muito diferente. Ela traduz a permuta sublime das energias perispirituais, simbolizando alimento divino para a inteligência e para o coração; é força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosa da alma para a vida eterna...

É necessário deslocar a concepção do sexo, abstendo-nos de situá-la tão somente em determinados órgãos do corpo transitório das criaturas. Vejamos o sexo como qualidade positiva ou passiva, emissora ou receptora da alma. Chegados a esse entendimento, verificamos que toda manifestação sexual evolui com o ser.

Enquanto nos mergulhamos no charco das vibrações pesadas e venenosas, experimentamos, nesse domínio, simplesmente sensações. À medida que nos dirigimos ao caminho do equilíbrio, colhemos material de experiências proveitosas, oportunidades de retificação, força, conhecimento, alegria e poder.

Em nos armonizando com as leis supremas, encontramos a iluminação e a revelação. Podemos substituir as palavras "união sexual", por "união de qualidades" e observaremos que toda a vida universal se baseia nesse divino fenômeno. Essa "união de qualidades", entre os astros, chama-se magnetismo planetário, da atração entre as almas denomina-se amor, entre os elementos químicos é conhecida por afinidades.

Não seria possível, portanto, reduzir semelhante fundamento da vida universal, circunscrevendo-o a meras atividades de certos órgãos do aparelho físico. A paternidade ou a maternidade são tarefas sublimes; não representam, porém, os únicos serviços divinos, no setor da Criação infinita.

É lamentável, que a maioria dos nossos irmãos encarnados na terra tenha menosprezado as faculdades criativas do sexo, desviando-as para o vórtice dos prazeres inferiores. Todo ato criador está cheio de sagradas comoções da Divindade e são essas comoções sublimes da participação da alma, nos poderes criadores da Natureza, que os homens conduzem , para a zona do abuso e da viciação.

Tentam arrastar as trevas e convertem os atos sexuais, numa paixão viciosa tão deplorável como a embriaguez ou a mania das drogas. Entretanto, sem que os olhos lhes observem as angustias retificadoras, todos os infelizes, em semelhante despenhadeiros, são punidos pelo "choque de retorno".

Ninguém contesta esse caráter das manifestações sexuais nos círculos da carne, mas todas as leis naturais na experiência humana devem ser exercidas, como em toda parte, sobre as bases da lei universal do bem e da ordem.

Quem foge ao bem, é defrontado pelo crime; as uniões sexuais , portanto, que se efetuam a distância desses sublimes imperativos, transformam-se em causas geradoras de sofrimento e perturbação. Ao demais, não devemos esquecer que o sexo , na existência humana, pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja o sexo. Por isso mesmo, os homens e as mulheres, cuja alma se vai libertando dos cativeiros da forma física, escapam, gradativamente, do império absoluto das sensações carnais.

Para eles, a união sexual orgânica vai deixando de ser uma imposição, porque aprendem a trocar os valores divinos da alma, entre si, alimentando-se reciprocamente, através de permutas magnéticas, não menos valiosas para os setores da Criação, gerando realizações espirituais para a eternidade gloriosa sem qualquer exigência dos "atritos celulares".

Para esse gênero de criaturas, a união reconfortadora e sublime não se acha circunscrita à emotividade de alguns minutos, mas constitui a integração de alma com alma, através da vida inteira, no campo da espiritualidade superior. Diante dos fenômenos da presença física, bastam-lhes, na maioria das vezes, o olhar, a palavra, o simples gesto de carinho e compreensão, para que recebam o magnetismo criador do coração amado, impregnando-se de força e estímulo para as mais difíceis edificações.

"Não há criação sem fecundação". As formas físicas descendem das uniões físicas. O sexo, portanto, como qualidade positiva ou passiva dos princípios e dos seres, é manifestação cósmica em todos os círculos evolutivos. Até que venhamos a atingir o campo da harmonia perfeita, onde essas qualidades se equilibram no seio da Divindade.

No exame das causas da loucura, entre individualidades, sejam encarnadas, sejam ausentes da carne, a ignorância quanto a conduta sexual é dos fatores mais decisivos. A incompreensão humana dessa matéria eqüivale a silenciosa guerra de extermínio e de perturbação, que ultrapassa, de muito, as devastações das peste referidas na história da humanidade. Só a epidemia de bubões, no século VI de nossa era, chamada "peste de justiniano", eliminou quase cinqüenta milhões de pessoas na Europa e Ásia.

Pois esse número expressivo constitui bagatela, se comparado comos milhões de almas que as angústias do sexo dilaceram todos os dias. Problema este, que já ensandeceu muitos cérebros de escol, não podemos ataca-lo a tiros de verbalismo, de fora para dentro, à moda dos médicos superficiais que prescrevem longos conselhos aos pacientes, tendo, na maioria das vezes, absoluto desconhecimento da enfermidade.

Devemos compreender que os enigmas do sexo não se reduzem a meros fatores fisiológicos; não resultam do automatismo nos campos da estrutura celular, quais aqueles que caracterizam os órgãos genitais masculinos e femininos. Doloroso é, porém, verificar a desarmonia em que se afundam os homens, com sombriosreflexos nas esferas imediatas à luta carnal; o cativeiro da ignorância, no campo sexual, continua escravizando milhões de criaturas. Inútil é supor que a morte física ofereça solução pacífica aos espíritos em extremo desequilíbrio, que entregam o corpo aos desregramentos passionais.

A loucura, em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro, dimana da desassociação dos centros perispirísticos, o que exige longos períodos de reparação. Indiscutivelmente, para a maioria dos encarnados, "a fase juvenil" das forças fisiológicas representa delicado estágio de sensações, em virtude das leis criadoras e conservadoras que rege a família humana; isto, porém, é acidente e não define a realidade substancial. A sede do sexo não se acha no corpo grosseiro, mas na alma, em sua sublime organização.

Compreendemos, que na variação de nossas experiências adquirimos, gradativamente, qualidades divinas, como sejam: a energia e a ternura, a fortaleza e a humildade, o poder e a delicadeza, a inteligência e o sentimento, a iniciativa e a intuição, a sabedoria e o sentimento... Convictos desta realidade universal, não podemos esquecer que nenhuma exteriorização do instinto sexual na terra, qualquer que seja a sua forma de expressão, será destruída, e sim transmudada no estado de sublimação.

No povos primitivos, a eclosão sexual primava pela posse absoluta. O trabalho paciente dos milênios transformou, todavia essas relações. A mulher- mãe e o homem-pai deram acesso a novos sopros de renovação do espírito. Com bases nas experiências sexuais, a tribo converteu-se na família, a taba metamorfoseou-se no lar, a defesa armada cedeu ao direito, a floresta selvagem transformou-se na lavoura pacífica, a barbárie ergueu-se em civilização, os processos rudes da atração transubstanciou-se nos anseios artísticos que dignificam o ser, o grito elevou-se ao cântico; estimulada pela força criadora do sexo, a coletividade humana avança, vagarosamente , para o supremo alvo do divino amor. Da espontânea manifestação brutal dos sentidos menos elevados, a alma transita para a gloriosa iniciação.

Desejo, posse, simpatia, carinho, devotamento, renúncia, sacrifício, constituem aspectos dessa jornada. Por vezes, a criatura demora-se anos, séculos, existências diversas de uma estação a outra. Raras individualidades conseguem manter-se no posto da simpatia, com o equilíbrio indispensável. Reduzido número percorre os departamentos do carinho sem se algemarem, por largo trecho, aos gnomos do exclusivismo. Claro está que, assim como se submete o diamante ao disco do lapidário, para atingir o pedestal da beleza, assim também o extinto sexual, para coroar-se com as glórias do êxtase, há que dobrar-se, para coroar-se com as glorias do êxtase, há que dobrar-se ao imperativos da responsabilidade, às exigências da disciplina, aos ditames da renúncia...

Estas conclusões, contudo, não nos devem induzir a programas de santificação compulsória no mundo carnal. Nenhum homem conseguirá negar a fase da evolução em que encontra. Não desejamos, portanto, preconizar no mundo normas rigoristas de virtude artificial, nem favorecer qualquer regime de relações inconscientes. A nossa bandeira deve ser sempre a do entendimento fraternal. Devido à incompreensão sexual, incontáveis crimes campeiam na terra, determinando estranhos e perigosos processos de loucura em toda parte; inquietantes quadros mentais se pintam na terra há todo instante.

A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônio, à guisa de pronto-socorro as coletividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento. A genética, hoje ou amanhã, poderá ser capaz de interferir nas câmaras dos cromossomos, no sentido de impor o sexo ao embrião; todavia, não atingirá a zona mais alta da mente feminina ou masculina, que mantém característicos próprios.

A construção da felicidade real não depende do "instinto satisfeito". A permuta de células sexuais entre os seres encarnados, garantindo a continuidade das formas físicas em processo evolucionários, é apenas um aspecto das multiformes permutas de amor...O cativeiro nos tormentos do sexo não é problema que possa ser solucionado por literatos ou médicos a agir no campo exterior; é questão da alma que demanda processo individual de cura, e sobre esta, só o espírito resolverá no tribunal da própria consciência. É inegável que todo auxílio externo é valioso e respeitável , mas cumpre-nos reconhecer que os escravos das perturbações do campo sensorial só por si mesmos serão liberados...

E para não nos delongarmos em mais considerações desnecessárias, podemos concluir que, em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes:

Não indisciplina, mas controle.
Não proibição, mas educação.
Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo.


Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência; sem isso, será enganar-nos e lutar sem proveito... Portanto é preciso sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pêlos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente a consciência de cada um.

Finalmente, queremos recordar Jesus, naquele dia de sol em Jerusalém.

Na praça repleta de acusadores, escribas e fariseus apresentaram-lhe sofredora mulher que diziam haver apanhado em transgressão, ao mesmo tempo que o inquiriam, experimentando-lhe a conduta:

- Mestre, esta mulher foi encontrada em adultério.
- A lei manda apedrejar.
- Tu, porém, que dizes?

O Mestre contemplou demoradamente os zeladores de Moisés, e, porque nada mais adiantaria explicar-lhes ao cérebro embotado de preconceitos, disse-lhes, alongando a palavra a todos o moralistas dos séculos vindouros:

"Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra".

Oliver.

Fontes de pesquisa:
Vida e sexo - Emmanuel
No Mundo Maior, Missionários da Luz- André Luiz.





Marianna, vamos analisar juntos comos companheiros deste fórum essa missiva de Emmanuel?

Primeiro item:"(...) O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na Terra que é muito difícil, por enquanto elucidar o raciocínio humano, com referência ao assunto. Basta dizer que a união sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestre se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais".
O Espírito ai se confunde, ao misturar duas partes diferentes, ou seja: animalidade, ou seja, uma creação onde nem a razão nem a moral existam, com aquilo que poucos humanos façam em torno da problemática sexual.
Notem são dois pontos a serem abrangidos: O físico, puramente fisiológico, este que os animais sabem identificar por odores característicos ao tempo do CIO, já que apenas dão azo à procriação e que toda a sua vontade na mantenança  da relação sexual provenha apenas desses odores especiais que fazem, por exemplo o macho de uma espécie de borboletas descobrir a fêmea a um quilometro de distância, não dando a esse fator nenhuma conotação de sensualismo tendo em vista que não operam pela moral. E o que nós, ditos humanos fazemos, que é enchermos de um sensualismo e manifestações rudimentares, para darmos azo à nossa bestialidade. Logo um problema estritamente de moral incipiente ou nula.
Ora, animais e homens não se confundem sendo seu único traço de união a esfera puramente da constituição física, que gera não uma igualdade, mas sim uma semelhança conquanto algumas partes da fisiologia.
Logo, traçar-se um sinal de igualdade mesmo que aproximado entre homem e animal, é no mais simples pensar, ou querer afrontar a espécie humana, diminuindo-lhe os progressos alcançados, ou fazer ainda mais animalizados os próprios bichos, ou sejam os animais que dão nome ao Reino em que estagiamos nesse momento.
Mas sigamos:
Segundo item: "(...) A construção da felicidade real não depende do "instinto satisfeito". A permuta de células sexuais entre os seres encarnados, garantindo a continuidade das formas físicas em processo evolucionários, é apenas um aspecto das multiformes permutas de amor..."
Aqui o Espírito até que começa bem, mas se perde novamente, observem:falamos em permuta de célualas, logo parte física, fisiológica, e esta nada tem a ver com amor, senão seríamos obrigados a crer, por exemplo, que u'a mulher, que tenha gerado a partir de uma inseminação artificial, tivesse obrigatóriamente de estar apaixonada pela seringa que lhe levasse ao útero o componente gerador da nova vida. quer dizer, amaria uma pipeta de ensaio.
Como se vê, nem sempre a boa organização das palavras sugere uma coisa crível.
Finalizando:item: O Espírito em questão termina como terminaria qualquer outro dotado de inteligênica, adornando sua escrita de mais uma idéia muito batida e conhecida pela doutrina para dar-lhe o cunho de doutrinária.
Em tempo ratifico: Não sou contrário aos Emmanueis, Chicos ou Andrés, por mais que queiram, alguns alcunhar-me com esta carapuça, mas tenho para mim que seguindo o próprio ensino de Emmanuel quando ele se afastar da doutrina, que, por bom senso fiquemos nós com a doutrina. Não serão, esses adornos, inteligentemente colocados ao meio da missiva que analiso, fatores que consagrem a esta como uma mensagem de doutrina, é isso que quero deixar patente.
abraços,
Moura
Título: Re: SEXO E DESTINO
Enviado por: Marianna em 14 de Novembro de 2009, 17:12



Existem livros que pedem uma leitura calma, repetida com intervalos, que não podemos entender de pronto, ao primeiro impacto emocional, e que por isso não devemos julgar apressadamente.

Sexo e Destino é um desses livros.

Focalizando, com realismo um assunto dos mais delicados, verdadeiro tabu, a brochura psicografada por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira teria inevitavelmente de provocar, em alguns, impressões desconcertantes, de grande efeito, mas de pouca consistência.

Há, na história que André Luiz nos relata, convocando-nos para o estudo criterioso de palpitantes questões íntimas, determinados pontos que, por não terem sido bem assimilados, convém passarmos em revista.

Um deles é o estilo da linguagem, fluente, polido, porém um tanto áspero, em diversos lances, para a sensibilidade puritana. O autor fala sobre sexo para ensinar e não para agradar. Usa uma ou outra expressão forte, intencionalmente, com o fito de espanar da consciência do leitor o pó dos velhos preconceitos. Nunca, entretanto, recorre às frases de sentido dúbio e muito menos às comparações chocantes.

Nazareno Tourinho.