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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Felipa em 14 de Março de 2014, 12:21

Título: Responsabilidade sexual
Enviado por: Felipa em 14 de Março de 2014, 12:21

RESPONSABILIDADE SEXUAL

 
As energias sexuais, quando utilizada de forma correta, proporciona o bem-estar e a felicidade de viver.
Quando utilizada de forma leviana e promíscua, servem de vínculo para novos processos obsessivos de difícil solução; Espíritos menos felizes participam da vida sexual do indivíduo, se banqueteando das energias sexuais como verdadeiros chacais.
Não é o corpo que tem necessidade de sexo: é a mente viciada, ou melhor, é o Espírito imortal que transfere por automatismo as suas necessidades de encarnação em encarnação; então não é o corpo, é o Espírito viciado querendo desendentar-se em qualquer vasilhame que encontrar.
Vejamos o que diz Divaldo Franco no livro Sexo e Consciência: “A nossa tarefa evolutiva é aprimorar os recursos espirituais de que somos portadores para atingir um estado de sublimação sexual. Essa sublimação não se dá exclusivamente pela abstinência. O indivíduo poderá se abster do uso do sexo, mas permanecerá com os quadros mentais dos tormentos. Parceiros que vivem em plena harmonia estão sublimando a função sexual.”
Joanna de Ângelis afirma que sublimação não é abandonar a vivência sexual para assumir uma postura castradora inibitória; para aquele que se propõe a uma renovação moral e mental, os Bons Espíritos vêm em socorro, basta apenas direcionarmos o nosso pensamento para o Alto, para o Divino, para eu possamos nos enxergar como Espíritos eternos que temporariamente habitam um corpo físico.
Os bons Espíritos chegam a dizer que analisam o ser humano pela sua essência e não pela sua opção sexual.
Vejamos o que diz Divaldo Franco na mesma obra supracitada: “Os espíritos nobres não admitem qualquer forma de preconceito, ao desencarnar ele será visto não pela aparência que apresentava, mas pela essência espiritual.”Daí analisarmos que a responsabilidade sexual está para todos e para todas as expressões sexuais.
 Oswaldo Coutinho (Revista Internacional do Espiritismo fev. de 2014)
Título: Re: Responsabilidade sexual
Enviado por: Rita Cassia em 14 de Março de 2014, 16:57
Excelente materia, carissima Maria, vejamos o que nos diz Emmanuel no livro Vida e Sexo, psicografia de Chico xavier:
ABSTINÊNCIA E CELIBATO

Pergunta - O celibato voluntário representa um estado de perfeição meritório aos olhos de Deus? Resposta - Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam a Deus e enganam o mundo.

Da parte de certas pessoas, o celibato não será um sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo mais completo, ao serviço da Humanidade? Resposta - O caso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito.

Depreende-se daí a impossibilidade de se doarem a quaisquer tarefas de reparação ou elevação sem tentações, sofrimentos, angústias e lágrima.

produção do bem e do aprimoramento se realiza à base de atrito e desgaste
Título: Re: Responsabilidade sexual
Enviado por: Felipa em 23 de Novembro de 2014, 01:01

Itens n.°s 698 e 699, de «O LIVRO DOS ESPíRITOS» .

Abstinência, em matéria de sexo e celibato, na vida de relação pressupõe experiências da criatura em duas faixas essenciais - a daqueles Espíritos que escolhem semelhantes posições voluntàriamente para burilamento ou serviço, no curso de determinada reencarnação, e a daqueles outros que se vêem forçados a adotá-las, por força de inibições diversas.
Indubitàvelmente, os que consigam abster-se da comunhão afetiva, embora possuindo em ordem todos os recursos instrumentais para se aterem ao conforto de uma existência a dois, com o fim de se fazerem mais úteis ao próximo, decerto que traçam a si mesmos escaladas mais rápidas aos cimos do aperfeiçoamento.
Agindo assim, por amor, doando o corpo a serrviço dos semelhantes, e, por esse modo, amparando os irmãos da Humanidade, através de variadas maneiras, convertem a existência, sem ligações sexuais, em caminho de acesso à sublimação, ambientando-se em climas diferentes de criatividade, porquanto a energia sexual neles não estancou o próprio fluxo; essa energia simplesmente se canaliza para outros objetivos - os de natureza espiritual. E, em concomitância com os que elegem conscientemente esse tipo de experiência, impondo-se duros regimes de vivência pessoal, encontramos aqueles outros, os que já renasceram no corpo físico induzidos ou obrigados à abstinência sexual, atendendo a inibições irreversíveis ou a processos de inversão pelos quais sanam erros do pretérito ou se recolhem a pesadas disciplinas que lhes facilitem a desincumbência de compromissos determinados, em assuntos do espírito.
Num e noutro caso, identificamos aqueles que se fazem chamar, segundo os ensinamentos evangélicos, como sendo "eunucos por amor do Reino de Deus". Esses eunucos, porém, muito ao contrário do que geralmente se afirma, não são criaturas psicologicamente assexuadas, respirando em climas de negação da vida. Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntàriamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terrreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem. Depreende-se daí a impossibilidade de se doarem a quaisquer tarefas de reparação ou elevação sem tentações, sofrimentos, angústias e lágrimas e, às vezes, até mesmo escorregões e quedas, nos domínios do sentimento, de vez que os impulsos do amor nelas se mantêm com imensa agudeza, predisponndo-as à sêde incessante de compreensão e de afeto.
Entendendo-se os valores da alma por alimento do espírito, impossível esquecer que a produção do bem e do aprimoramento se realiza à base de atrito e desgaste.
A semente é segregada no solo para desvencilhar-se dos empeços que a constringem, de modo a formar o pão, e o pão, a rigor, não se completa em forno frio.
A força no carro não surge sem a queima de combustível, e o motor não lhe garante movimento sem aquecer-se em nível adequado.
Abstinência e celibato, seja por decisão súbita do homem ou da mulher, interessados em educação dos próprios impulsos, no curso da reencarnação, ou seja por deliberação assumida, antes do renascimento na esfera física, em obediência a fins específicos, não contam indiferença e nem anestesia do sentimento.
Celibato e abstinência, em qualquer forma de expressão, constituem tentames louváveis do ser ˆexperiências de caráter transitório -, nos quais a fome de alimento afetivo se lhes transforma no imo do coração em fogo purificador, acrisolando-lhes as tendências ou transfigurando essas mesmas tendências em clima de produção do bem comum, através do qual, pela doação de uma vida, se efetua o apoio espiritual ou a iluminação de inúmeras outras.
Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção, ligação afetiva, constituição de família, vida celibatária, divórcio e outras ocorrências, no campo do amor, são problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração.

Emmanuel