Forum Espirita

GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Felipa em 12 de Outubro de 2015, 22:47

Título: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Felipa em 12 de Outubro de 2015, 22:47

Pode haver um bom propósito em se escolher uma vida de abstinência sexual perpétua?

     O espírito precisará, por mais que adopte a abstinência sexual, de passar pelas experiências de formação familiar, aprendendo a fraternidade sob essa forma de amor, ainda ligado à dicotomia sexual. No entanto, sob o ponto de vista de uma única vida, sim, pode haver um bom propósito. Vejamos alguns casos. Por exemplo, o espírito que se encontra em luta com a própria sexualidade, procurando não dar vazão a instintos que sabe errados, inúteis e nocivos, adopta a abstinência sexual acompanhada do direccionamento das suas forças sexuais para outras áreas do amor, do serviço, do afecto e da caridade. Pode ser que o espírito, por força da tarefa que desempenha (ex.: Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Mahatma Ghandi) deseje abrir mão da sua vida sexual por não comportar companheiras ao seu lado, evitando, assim, fazer do sexo uma obrigação irracional, sabem o que devem fazer e que o tempo não lhes permite adoptarem a instituição família nessa vida. Enfim, há uma série de casos em que isso se pode aplicar, mas em todos eles há um direccionamento das forças sexuais para objectivos maiores, em prol dos outros.
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: SimonB em 13 de Outubro de 2015, 21:56
Do livro 'Forças Sexuais da Alma' por Jorge Andréa, publicado pela FEB em 1987.
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Felipa em 14 de Outubro de 2015, 01:27

SUBLIMAÇÃO SEXUAL - Divaldo Franco


"(...)Mas o apóstolo Paulo já teve a oportunidade de abordar a questão: “se o indivíduo não puder suportar (a abstinência sexual), abrase-se.” Se a situação levar algum transtorno de natureza patológica procure a melhor terapia que são as satisfações de seus apetites dentro de um nível de honorabilidade .Que seria um nível de honorabilidade? Respeito por si mesmo, não se permitir descer a situações promíscuas; respeito pelo(a) parceiro(a); não se permitindo uma dependência pela libido (desejo sexual); respeito ao grupo social, não pretendendo impor a sua orientação sexual como sendo a que todos devem seguir. Porque todos nós temos, invariavelmente, um certo tipo de comportamento e o consideramos normal. Desejamos consciente ou inconscientemente que o mundo mude para estar do nosso lado, quando os outros também têm seus comportamentos e suas orientações sexuais (...)"

No livro “Sexo e Obsessão”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, o Espírito Manuel Philomeno de Miranda diz: “Vive-se, na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética de onde se situa.
Desvios sexuais, aberrações nas práticas do sexo, condutas extravagantes e desarticulações das funções estabelecidas pelas Leis da Vida, geram perturbações de longo curso . . .
Tormentos da libido e da função sexual têm suas matrizes nos comportamentos anteriores que o Espírito se permite, quando em outras encarnações, abusou da faculdade procriativa, aplicando-a no prazer exorbitante”. . .
*************


Segundo informações dos espíritos, o desvario das tendências sexuais infelizes, pesam em nossas consciências. A reencarnação constitui-se expressão da misericórdia divina quando demonstramos vontade de disciplinar nossos instintos e corrigir as más inclinações.
Como proposta de libertação de nossas almas, cristalizadas nos deslizes pretéritos, muitos Espíritos retornam ao mundo físico dispostos a libertarem-se de suas consciências. Muitos fracassam, mesmo empenhando os maiores esforços. O cerco das paixões inferiores, o contato com os veículos de informação, a televisão com suas imagens tentadoras, as fotos passadas pela internet, lentamente, vão enfraquecendo e anestesiando a pequena força moral.
E, numa simbiose (associação), os dois planos se aproximam. Encarnados e desencarnados se envolvem nas paisagens mentais alimentadas pelos próprios pensamentos.
E falham na grande proposta de se libertarem da cristalização mental inferior em que se encontram.
E a advertência de Jesus nunca foi tão oportuna: “Vá, não peques mais.”

(Artigo do jornal “Palavra Espírita”, ano VI – nº 69)
*************
Face à vulgarização das falsas necessidades sexuais, aturdes-te, perdendo o rumo do comportamento.
Apelos desprezíveis se apresentam nos veículos de comunicação de massa, e os comentários descem a expressões chulas, regadas de baixezas, fazendo do sexo um instrumento de servilismo que o leva a situação mais grotesca do que a animal, de onde procede.
Até certo modo, é compreensível a moderna reação cultural, a esse respeito, como consequência aos séculos de ignorância e proibição.
Todavia, substituir-lhe a função essencial pelo mal uso, é lamentável para o próprio homem.
O sexo é para a vida, e não esta para aquele.
Diante das atitudes insensatas e as conotações servis a que está levada a função genésica, dirige-a, tu, com equilíbrio, a fim de que o seu desregramento não te conduza à alucinação.
O sexo foi colocado abaixo do cérebro para ser por este conduzido.
Posto na cabeça pela revolução dos frustrados, ei-lo transformado em peça principal do corpo, em detrimento da própria vida.
Conduze-o com equilíbrio, a fim de que não derrames na sofreguidão que enlouquece, sem resolver o problema.

(Joanna de Ângelis – Divaldo P. Franco – do livro: Episódios Diários)
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Felipa em 14 de Outubro de 2015, 02:03
A energia da vida é uma, mas ela pode manifestar-se em muitas direções. O sexo é uma delas. Quando a energia da vida torna-se biológica, torna-se energia sexual.

O sexo é apenas uma aplicação da energia da vida. Assim, não há a questão da sublimação.

Sexo é o fluxo natural, biológico, da energia da vida e a aplicação mais baixa dela. É natural porque a vida (orgânica) não pode existir sem ela, e a mais baixa porque é a fundação, a base, não o cume.

Não há necessidade de sublimação, porque a energia como tal, não é nem sexual, nem espiritual. A energia é sempre neutra. Em si mesma, ela é inominada. O nome não é o nome da energia em si; é o nome da forma que a energia toma. Quando você diz que a energia é sexual, significa que a energia flui através de uma saída sexual, através de uma saída biológica.

A energia em si é neutra. Quando é expressa biologicamente é sexo; expressa emocionalmente pode tornar-se amor, pode tornar-se ódio, pode tornar-se raiva; quando se expressa intelectualmente, pode tornar-se científica, pode tornar-se literária; quando se move pelo corpo, pode tornar-se física; quando se move pela mente, se transforma em mental. As diferenças não são diferenças da energia como tal, mas das manifestações aplicadas dela.

Assim, não é correto dizer: sublimação da energia sexual. Se a saída sexual, a saída do sexo não é usada, ela torna-se energia pura de novo. A energia é sempre pura. Quando se manifesta através da porta divina, torna-se espiritual, mas a forma é apenas uma manifestação da energia.

A palavra sublimação tem associações muito ruins. Todas as teorias de sublimação são teorias de repressão. Sempre que você diz sublimação do sexo, você se torna antagônico a ele. Sua condenação está lá, na própria palavra.

Você pergunta o que o indivíduo pode fazer com relação ao sexo. Qualquer coisa feita diretamente ao sexo é uma repressão. Há somente métodos indiretos com os quais você não se relaciona de forma alguma com a energia sexual, ao invés disto, você busca abrir a porta ao divino. Quando a porta ao divino se abre, todas as energias que estão em você começam a fluir em direção a essa porta. O sexo é absorvido. Sempre que um deleite mais alto torna-se possível, as formas mais baixas de prazer tornam-se irrelevantes. Você não deve reprimi-los ou lutar contra elas. Elas apenas murcham. O sexo não é sublimado; é transcendido.

Qualquer coisa feita negativamente com o sexo, não transformará a energia. Ao contrário, criará um conflito dentro de você que será destrutivo. Quando você luta contra uma energia, você luta contra você mesmo. Ninguém pode ganhar a luta. Num momento você sentirá que venceu. Isso acontecerá continuamente. Às vezes não haverá sexo e você sentirá que o controlou e no momento seguinte sentira o impulso do sexo de novo e tudo que você parecia ter ganhado será perdido. Ninguém pode vencer uma luta contra a sua própria energia.

Se as suas energias são necessárias em algum outro lugar, em algum lugar mais deleitoso, o sexo desaparecerá. Não que a energia esteja sublimada. Não que você tenha feito algo. Ao contrário, um novo caminho em direção a deleite maior abriu-se para você e automaticamente, espontaneamente, a energia começa a fluir em direção à nova porta.

Se você estiver segurando pedras e subitamente diamantes aparecerem no seu caminho, você nem sequer perceberá que jogou as pedras no chão. Elas cairão por elas mesmas, como se você nunca as houvesse possuído. Você nem mesmo se lembrará de haver renunciado a elas e de havê-las jogado fora. Você nem mesmo perceberá isso. Não que algo tenha sido sublimado. Uma fonte maior de felicidade abriu-se e as fontes inferiores caíram por si mesmas.
continua...
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Felipa em 14 de Outubro de 2015, 02:04
Continuação....

Isto é tão automático, tão espontâneo, que nenhuma ação positiva contra o sexo é necessária. Sempre que você faz algo contra qualquer energia, é negativo. A ação real e positiva não está nem mesmo conectada com o sexo, concerne à meditação. Você nem mesmo saberá que o sexo se foi. Ele foi simplesmente absorvido pelo novo.

Sublimação é uma palavra feia. Carrega um tom de antagonismo, de conflito nela. O sexo deveria ser encarado pelo que é. É apenas o alicerce biológico para a vida existir. Não lhe dê qualquer significado espiritual ou antiespiritual. Simplesmente entenda-o como o fato que é.

Não crie nenhuma filosofia em torno do sexo. Apenas veja os fatos. Não faça qualquer coisa a favor ou contra, deixe-o ser como é; aceite-o como normal. Não tome nenhuma atitude anormal em relação a ele.

Assim como você tem olhos e mãos, também você tem sexo. Você não é contra os seus olhos ou suas mãos. Não seja contra o sexo. Então, a questão do que fazer com relação ao sexo torna-se irrelevante. Criar uma dicotomia a favor ou contra o sexo é sem sentido. É um fato dado. Você veio à existência através do sexo. E você tem um programa esquematizado para novamente dar nascimento através do sexo. Você parte de uma grande continuidade. Seu corpo vai morrer. Ele tem um programa estabelecido para criar outro corpo para substituí-lo.

A morte é certa. Eis porque o sexo é tão obcecante. Você não estará aqui para sempre, assim você terá que substituí-lo por um corpo mais novo, uma réplica. O sexo é tão importante, porque toda a natureza insiste nele; caso contrário, não haveria ninguém na Terra. O sexo é tão obcecante, tão compulsivo, o impulso sexual é tão intenso, porque toda a natureza é a favor dele. Sem ele, a vida (orgânica) não pode existir.

A razão porque o sexo é tão importante para os buscadores religiosos, é porque ele é tão involuntário, tão compulsivo, tão natural. Tornou-se um critério para saber se a energia da vida numa dada pessoa alcançou o divino. Não podemos saber diretamente se alguém encontrou o divino - não podemos saber diretamente se alguém possui diamantes - mas podemos saber diretamente se alguém jogou fora as pedras, porque estamos familiarizados com as pedras. Podemos saber diretamente que alguém transcendeu ao sexo, porque estamos familiarizados com o sexo.

O sexo é tão compulsivo, tão involuntário, uma força tão grande, que não pode ser transcendido até que alguém tenha atingido o divino. Assim, bramacharya tornou-se um critério para saber se a pessoa alcançou o divino. Então o sexo, tal como existe nos seres normais, não existirá para ela.

Isto não significa que por abandonar o sexo, alguém atingirá o divino. O reverso é uma falácia. A pessoa que encontrou diamantes joga fora as pedras que estava carregando, mas o reverso disto não é verdadeiro. Você pode jogar fora as pedras, mas isto não significa que você tenha alcançado algo além delas.

Então você estará num meio-termo. Você terá uma mente reprimida, não uma mente transcendente. O sexo continuará a borbulhar dentro de você e criará um inferno interior. Isto não é ir além do sexo. Quando o sexo torna-se reprimido, torna-se feio, doentio, neurótico. Torna-se pervertido.

A assim chamada atitude religiosa com relação ao sexo criou uma sexualidade pervertida, uma cultura que é completamente neurótica sexualmente. Eu não sou a favor dela. Sexo é um fato biológico; não há nada errado nele. Assim, não o combata ou ele se tornará pervertido, e o sexo pervertido não é um passo para a frente. É uma queda para baixo da normalidade; é um passo em direção à insanidade. Quando a repressão torna-se tão intensa que você não pode prolongá-la, então ela explode - e nessa explosão, você se perderá.

Você é todas as qualidades humanas, você é todas as possibilidades. O normal fato do sexo é sadio, mas quando se torna anormalmente reprimido, torna-se insano. Você pode caminhar em direção ao divino desde o normal muito facilmente, mas caminhar para o divino desde uma mente neurótica torna-se árduo, e de certa forma, impossível. Primeiro você terá que se tornar sadio, normal; então, no final, há possibilidade do sexo ser transcendido.
Osho - (Psicologia do Esotérico - Ed. Ícone)
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 14 de Outubro de 2015, 22:27

Boa noite,

Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual(baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de  repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.

Ideias estranhas da era do bronze, que não trará beneficio nenhum a uma instituição seria como o espiritismo etc.. 

Ainda bem que os espíritos superiores não compartilham dessas falacias......

Abraços.
                                                                                                                                                                   
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: SimonB em 14 de Outubro de 2015, 23:03
Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual(baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de  repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.

Ideias estranhas da era do bronze, que não trará beneficio nenhum a uma instituição seria como o espiritismo etc.. 

Ainda bem que os espíritos superiores não compartilham dessas falacias......                                                                                                                                                               

Como é que, sendo espírita, amigo Amós, você não se deu a pena de ler cuidadosamente as mensagens acima? O Espiritismo não nos alerta constantemente da preponderância da matéria sobre o Espirito em nosso mundo de provas e expiações? Não esta claramente explicado acima que tal fenômeno é reservado aos espíritos elevados que reencarnam com finalidade missionária?

Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: HamLacerda em 14 de Outubro de 2015, 23:33

Boa noite,

Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual(baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de  repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.

Ideias estranhas da era do bronze, que não trará beneficio nenhum a uma instituição seria como o espiritismo etc.. 

Ainda bem que os espíritos superiores não compartilham dessas falacias......

Abraços.
                                                                                                                                                                   

Isso aqui me parece uma prova bastante convincente. 


754. Em estado rudimentar ou latente, todas as faculdades existem no homem. Desenvolvem-se, conforme lhes sejam mais ou menos favoráveis as circunstâncias. O desenvolvimento excessivo de uma detém ou neutraliza o das outras. A sobreexcitação dos instintos materiais abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais.



A lógica é bastante simples. O desenvolvimento do senso moral depende de se libertar dos instintos materiais. Seja eles quais forem.

Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 15 de Outubro de 2015, 22:30
OBSTÁCULOS À REPRODUÇÃO
693. São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes
humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos
à reprodução?
 
“Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é
contrário à lei geral.”

Que efeito teria sobre a sociedade humana a abolição
do casamento?

Seria uma regressão à vida dos animais.”
O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos.
O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraternae se observa entre todos os povos, se bem que em condições di-versas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.

 Será contrário à lei da Natureza o casamento, isto é, a
união permanente de dois seres?

“É um progresso na marcha da Humanidade.”
O celibato voluntário representa um estado de perfei-
ção meritório aos olhos de Deus?

“Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam
a Deus e enganam o mundo.”


699. Da parte de certas pessoas, o celibato não será um
sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo
mais completo, ao serviço da Humanidade?

“Isso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo. Todo
sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem.
Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito.”
Não é possível que Deus se contradiga, nem que ache mau o que ele próprio fez. Nenhum mérito, portanto, pode haver na violação da sua lei. Mas, se o celibato, em si mesmo, não é um estado meritório, outro tanto não se dá quando constitui, pela renúncia às alegrias da família, um sacrifício praticado em prol da Humanidade. Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.
...................................

Essa tal sublimação não é um ato em prol da humanidade, e sim um orgulho puritano baseado na superstição no medo e nos dogmas ultrapassados. Eu não sei como o espíritismo permite tanta obras irrelevante em seu seio, que contrária as obras basicas.
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: SimonB em 16 de Outubro de 2015, 01:05

O celibato voluntário representa um estado de perfei-
ção meritório aos olhos de Deus?

“Não, e os que assim vivem, por egoísmo, desagradam
a Deus e enganam o mundo.”

699. Da parte de certas pessoas, o celibato não será um
sacrifício que fazem com o fim de se votarem, de modo
mais completo, ao serviço da Humanidade?

“Isso é muito diferente. Eu disse: por egoísmo.
Todo
sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem.
Mas, se o celibato, em si mesmo, não é um estado meritório, outro tanto não se dá quando constitui, pela renúncia às alegrias da família, um sacrifício praticado em prol da Humanidade. Todo sacrifício pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.
...................................

Essa tal sublimação não é um ato em prol da humanidade, e sim um orgulho puritano baseado na superstição no medo e nos dogmas ultrapassados. Eu não sei como o espíritismo permite tanta obras irrelevante em seu seio, que contrária as obras basicas.

Eu não vejo contradição alguma entre as afirmações da codificação e as obras citadas, se não uma incompreensão preconceituosa da sua parte, amigo Amos. Do pouco que eu sei, missionários ou religiosos que voluntariamente adotam a abstinência sexual não o fazem por orgulho ou superstição, mas porque compreenderam a finalidade da sublimação dos instintos. Como esta claramente explicado nos trechos, essas pessoas são exceção na terra. Nem por isso devemos deixar de comentar à respeito, por que de fato, eles alcançaram um patamar que também nos cabe atingir num futuro longínquo..
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: lconforjr em 17 de Outubro de 2015, 20:55
Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua

      Ref resp #5 em: 14 10 15, 22:27 de Amós

      Amós disse: Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual (baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.

      Conf: olá, Amós, vc tem razão e, se não me falha a memória, coisa semelhante não existe na codificação. Qto à ciência, tudo que supre necessidades fisiológicas é benéfico ao ser humano, desde que não seja exagerado, exacerbado!       

      Acontece que, para algumas linhas de pensamentos espirituais, em particular as que se dedicam à meditação, chega-se a um momento em que o sexo deve ser colocado de lado, para que não se perca tempo, nem se envolva com ele, pois pensamentos ou desejos sexuais perturbam e estorvam a meditação.

      Isso se assemelha ao que ensina o cristianismo (catolicismo e protestantismo): no cristianismo primitivo era ensinado que “toda humanidade deve se dedicar à meditação”; e ensinava-se (e se ensina até hoje) que os pecados mais graves, pois que levam aàs penas eternas, ao “inferno”, são os chamados pecados mortais ou capitais, entre eles a Luxúria (atração pelos prazeres sexuais). Os outros, Soberba, Avareza, Inveja, Gula, Ira, Preguiça, sem dúvida, se refletirmos, vamos perceber que todos eles, como a Luxúria, tb perturbam a meditação.

      Abraços.
               
..................................
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: HamLacerda em 17 de Outubro de 2015, 21:50

      Conf: olá, Amós, vc tem razão e, se não me falha a memória, coisa semelhante não existe na codificação. Qto à ciência, tudo que supre necessidades fisiológicas é benéfico ao ser humano, desde que não seja exagerado, exacerbado!       

 

Vamos analisar as questões do companheiro como o próprio companheiro analisa as questões postadas aqui no fórum.

Bem, se o companheiro concorda com as afirmações do Amós, e diz que ele tem razão, é porque o companheiro também acredita está com a razão, especificamente nestas palavras: "Amós disse: Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual (baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.


Então perguntamos... Quais são as provas científicas e espirituais de que a abstinência sexual não tenha nenhum benefício ao ser humano?

O companheiro pode até trazer alguns estudos científicos dizendo que a pratica sexual faz bem a saúde. Até ai, tudo bem, embora eu vejo estes estudos e estas pesquisas como pseudocientíficas, além do mais, há sempre outro estudo e outra pesquisa dizendo o contrário. Mas vamos deixar de lado as provas científicas, para ficar mais fácil ao companheiro, e pedimos apenas uma prova espiritual, qualquer que seja, mostrando que a abstinência não traz benefícios para o espírito, para a alma. 

Um abraço
Hamlacerda
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Felipa em 18 de Outubro de 2015, 00:22
Abstinência Sexual, Celibato e Castidade

Analisando melhor, percebe-se que esse caso específico constitui um desafio, porquanto o sofrimento de um exigirá o sacrifício do outro. E quanto maior for a força dos sentimentos, maior será a satisfação de quem renuncia por amor. Sabe-se que a vida sexual não deve ser a principal razão de uma união conjugal.

Mas, apesar de em muitos casos isso funcionar, muitas mulheres e homens sentem-se impossibilitados de assim permanecer, achando que seria mais do que justo que eles procurassem outra pessoa apenas para a satisfação sexual sem envolvimento afetivo (como se isso fosse possível!). É preciso voltar a mente para outro lado e perceber que, se houver compreensão em face do sofrimento e um esforço para dominar a própria natureza, certamente ele perceberá que tal sacrifício é uma oportunidade para se devotar com mais intensidade ao trabalho em prol do próprio amadurecimento, de acordo com a sua aptidão e interesse. No entanto, esse relacionamento, embora não pareça de conformidade com a reprodução, pois há um celibato compulsório, não deve ser entendido como fruto do acaso, mas de razões que por vezes escapam a uma percepção apenas voltada para os efeitos de ordem fisiológica. O amor, tão bem infiltrado no mecanismo da reprodução, dispõe de recursos capazes de sublimar, sem prejuízo do equilíbrio psíquico, físico ou emocional, a energia sexual reprodutora e a libido, modulando-as a um nível de criação e realização psíquica. Não é o aniquilamento ou sacrifícios contrários ao nível de consciência de cada um, mas a contribuição para transformar uma união de natureza física em uma união moral.

Existem, por outro lado, os casais que optam pela abstenção sexual depois de alguns anos de casamento, embora não exista qualquer tipo de impedimento para que isto ocorra, ou mesmo para dar cumprimento a atividades que exijam muita energia física e mental. Essa não é uma atitude recriminável, desde que esta opção constitua um sacrifício que fazem tendo em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta.

Muitos confundem celibato e castidade. Celibato é o estado do homem ou da mulher que se mantém solteiro ou solteira, sem estabelecer qualquer compromisso de natureza matrimonial.

Nem todos que se abstêm de quaisquer manifestações sexuais são celibatários porque, mesmo no casamento, poderá haver por tempo determinado ou definitivo a abstenção sexual. O estado de celibato está relacionado exclusivamente ao fato de alguém manter-se voluntária ou involuntariamente solteiro ou solteira, permanecendo independente de qualquer compromisso de ordem afetiva que gere responsabilidade de natureza matrimonial, podendo abster-se ou não de manifestações ou relacionamentos sexuais.

A castidade, porém, é o estado de equilíbrio psicológico, que envolve harmonicamente, as manifestações psíquicas, emocionais e fisiológicas, as quais influenciam ou sofrem as influências das energias sexuais.

A castidade não está relacionada à abstinência sexual, ao casamento ou ao celibato, mas à condição psicológica que lhe faculte o necessário equilíbrio e a indispensável harmonia entre as manifestações das energias sexuais. Mas, para alcançar esse ponto, é preciso conduta reta, disciplina afetiva, operosidade no bem, esperança decorrente do perfeito entendimento da natureza de todas as coisas, meditação sadia, indulgência, equilíbrio físico e mental.

A abstenção sexual decorrente do celibato constitui sacrifício meritório, que vem a confirmar a postura do celibatário assumida em prol da coletividade, tendo em vista o bem e a justiça, sem qualquer idéia egoísta.

Na verdade, quando o casamento está firmado nas bases sólidas do amor, do respeito e da confiança mútua entre o casal, ainda que os cuidados em relação aos filhos exijam tempo e dedicação, muito se poderá contribuir para o bem da humanidade, sem maiores riscos de natureza sexual e psico-emocional, os quais podem surgir ou se acentuar com o celibato.

Entretanto, antes de se recorrer definitivamente ao estado de celibato, é preciso que se compreenda a necessidade de considerar os inúmeros recursos que poderão auxiliar na escolha do companheiro ou da companheira de ideal, através do vínculo esponsalício. Os casamentos problemáticos surgem em decorrência do predomínio da natureza material sobre a natureza psicológica. Quanto mais se buscarem os valores éticos acima dos valores materiais, tanto menos se experimentarão as fadigas e os desassossegos desnecessários, que possam advir durante a convivência matrimonial.

O que faz muitos celibatários fracassar é, muitas vezes, a ausência da devida condição psíquica de permanecer em disciplinada abstinência sexual e necessária disposição ética para alcançar a castidade, surgindo assim sofrimentos que poderiam ser evitados.

Cabe lembrar que, mesmo quando o celibato é imposto por alguma condição seja física ou psíquica, esse celibato involuntário não justifica qualquer abuso ou atitude irresponsável em torno da sexualidade. Afinal, o melhor mesmo é ser casto, independentemente de estar ou não casado, de abster-se ou não da vida sexual.

Existem pessoas que sofrem com as incompreensões por parte de parentes ou mesmo da sociedade, por quererem manter-se celibatárias. Isso é o resultado da ignorância ou da não aceitação das diversas razões de natureza ética, psíquica, emocional e fisiológica que podem levar o indivíduo a esse posicionamento.

A castidade, a qual resulta da observância do compromisso moral, é ainda conseqüência da harmonia psico-emocional que envolve as energias sexuais, cujo equilíbrio depende da vontade e persistência do indivíduo. A abstinência ou a atividade sexual não obstaculizam o equilíbrio da sexualidade, quando exercidas com responsabilidade moral e respeito a cada ser humano.

A castidade é uma virtude adquirida através do esforço contínuo para ser a cada dia melhor.

A natureza é sábia em suas manifestações e por isto determina que seus limites sejam respeitados. O prazer experimentado durante o relacionamento sexual não é contrário à castidade, quando acompanhado da responsabilidade. Entretanto, com a presença da sensualidade, do desamor ou do egoísmo, o prazer sexual transforma-se em lamentável fonte de enganos, angústias, tormentos físicos e morais. :-*
 Emídio
http://www.cultura.trd.br/
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 18 de Outubro de 2015, 12:35
Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua

      Ref resp #5 em: 14 10 15, 22:27 de Amós

      Amós disse: Eu gostaria de uma prova cientifica e espiritual (baseada nas obras básicas) em que prove que abstinência sexual traga algum beneficio ao ser humano... Isso para mim não passa de repressão e superstição ultrapassadas herdadas por religiosos incautos.

      Conf: olá, Amós, vc tem razão e, se não me falha a memória, coisa semelhante não existe na codificação. Qto à ciência, tudo que supre necessidades fisiológicas é benéfico ao ser humano, desde que não seja exagerado, exacerbado!       

      Acontece que, para algumas linhas de pensamentos espirituais, em particular as que se dedicam à meditação, chega-se a um momento em que o sexo deve ser colocado de lado, para que não se perca tempo, nem se envolva com ele, pois pensamentos ou desejos sexuais perturbam e estorvam a meditação.

      Isso se assemelha ao que ensina o cristianismo (catolicismo e protestantismo): no cristianismo primitivo era ensinado que “toda humanidade deve se dedicar à meditação”; e ensinava-se (e se ensina até hoje) que os pecados mais graves, pois que levam aàs penas eternas, ao “inferno”, são os chamados pecados mortais ou capitais, entre eles a Luxúria (atração pelos prazeres sexuais). Os outros, Soberba, Avareza, Inveja, Gula, Ira, Preguiça, sem dúvida, se refletirmos, vamos perceber que todos eles, como a Luxúria, tb perturbam a meditação.

      Abraços.
               
..................................

Olá irmão conforde,

Sim, concordo com você....
Para mim sexo é sexo, meditação é meditação! um não não anula o outro.
O que me intriga é que em pleno seculo XXI, ainda existe esse preconceito dogmático e supersticioso  em relação  ao sexo, principalmente na linha de pensamento de alguns espiritas, particularmente vejo o espiritismo como a religião mais sensata e que mais nos aproxima da razão e da verdade... mas quando ultrapassa as codificações( :-[ :-[ :-[).

Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 18 de Outubro de 2015, 13:00
Meus queridos irmãos,

Somos seres humanos, cada um com suas provas...
Uns nascem assexuado e outros sexuados, penso que é uma expiação de cada um.
Lembrem que não devemos nos levar por literaturas de qualquer espíritos, antes de um analise e reflexão assídua.

Eu particularmente creio em um estado de consciência em que todas as necessidades fisiológica e biológica sejam eliminadas, porque já alcancem por algumas horas. onde minha consciência expandiu e experimentei o amor incondicional. mas estou aqui no estado humano normal, digo que chegará o dia em que não necessitará mais de nada material.

Mas por enquanto somos seres encarnados, vamos agir com a razão. Se trabalhar contra nossos vícios já é complicado... que dirá coisas que exija de mais do ser humano.

Muitos estão aí procurando uma explicação para o desconhecido, para vida além do material. não podemos tornar o espiritismo numa lenda... numa religião baseada em mitos e superstições ou ideias particulares de certos espíritos.   

                                                              Caridade sempre
       
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: SimonB em 18 de Outubro de 2015, 17:13
(...) vejo o espiritismo como a religião mais sensata e que mais nos aproxima da razão e da verdade... mas quando ultrapassa as codificações( :-[ :-[ :-[).

Ao contrário do que assumam alguns espíritas, em momento algum o codificador determinou que a terceira revelação se encerrava, em sua totalidade, na suas obras. De fato, é exatamente o oposto: como ele o previa, o espiritismo continua vivo, e graças a Deus (literalmente) os Espíritos continuam a sublime obra de esclarecer a humanidade.

Pensando bem, não seria tampouco presunçoso e absurdo afirmar que a complexidade do Universo e da Vida coubesse em cinco livros?!  ;D

É importante não confundir a necessidade de prudencia e avaliação dos ensinamentos com o exclusivismo, o sectarismo estático e rigidez de conceito, se não queremos acabar como os Fariseus.
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 18 de Outubro de 2015, 17:42
(...) vejo o espiritismo como a religião mais sensata e que mais nos aproxima da razão e da verdade... mas quando ultrapassa as codificações( :-[ :-[ :-[).

Ao contrário do que assumam alguns espíritas, em momento algum o codificador determinou que a terceira revelação se encerrava, em sua totalidade, na suas obras. De fato, é exatamente o oposto: como ele o previa, o espiritismo continua vivo, e graças a Deus (literalmente) os Espíritos continuam a sublime obra de esclarecer a humanidade.

Pensando bem, não seria tampouco presunçoso e absurdo afirmar que a complexidade do Universo e da Vida coubesse em cinco livros?!  ;D

É importante não confundir a necessidade de prudencia e avaliação dos ensinamentos com o exclusivismo, o sectarismo estático e rigidez de conceito, se não queremos acabar como os Fariseus.

Meu amigo, só aceito aquilo que está dentro do limite da razão e da logica... Seja lá de qual a vertente.
Eu não vou me tornar fariseu por não aceitar a doutrina do inferno etc..
Particularmente creio que eté dentro das obras básicas há erros, Que dirá obras baseadas em particularidades de espíritos desencarnados que nem são superiores. 

Acreditem no que quiserem, mas cuidado para não disseminar a ignorância! 




Não acredite em algo simplesmente porque ouviu.
Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito.
Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos.
Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade.
Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração.
Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.

Buda



Não discutirei mais esse assunto.

Abraços
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Amós Ribeiro em 18 de Outubro de 2015, 17:59
www.youtube.com/watch?v=0sAjHekCW10 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTBzQWpIZWtDVzEwIw==)


Esse vídeo me fez refletir até que ponto pode chegar a ambição espiritual.

Abraços

Fui....
 
Título: Re: Há um propósito da abstinência sexual perpétua
Enviado por: Francisco Emmanuel Dias em 29 de Outubro de 2015, 23:57
Essas questões de ultrapassar ou não as linhas do espiritismo convencional é que influem diretamente na aceitação ou não de autores como Roustaing e Ubaldi.

Como disse o amigo, eu prefiro me guiar pela razão do que tomar o espiritismo como algo pronto e acabado a partir de Kardec. Como seria possível encerrar a verdade de todo o universo em apenas 6 livros e algumas revistas?

E só expande a mente quem muito estuda. Veja o caso de Roustaing que, estudado a fundo, traz revelações expansivas do espiritismo e quando pouco estudado acabam sendo objeto de ataques levianos, como aqueles escritos por Herculano Pires.

Um exemplo. Herculano Pires diz que Roustaing apregoa a mentepsicose, alegando que Roustaing diz que o ateu reencarna em criptógamos carnudos, que são órgãos de reprodução de algumas plantas. Mas se você tem um mínimo de capacidade de interpretar textos, entenderá que ele jamais disse isso.

Disse que o espírito, simples e ignorante, criado no plano espiritual, ao tornar-se rebelde, tal qual o ateu, cai em planos inferiores e, num processo de involução e não retroação, acaba por encarnar em corpos disformes e sem qualquer aparato evolutivo, assemelhando-se a verdadeiros criptógamos carnudos. É uma mera analogia.

A ideia que alguns tem é que se você for ateu, você irá reencarnar em um desses seres. Isso não é verdade e nem Roustaing disse isso.

A questão é que Roustaing, assim como Ubaldi, apregoam a teoria da queda, muito mais racional que a teoria da criação retilínea, porque essa última não explica a dor sob o prisma da justiça divina, enquanto a primeira sim, mas esse é outro debate.

Então, partindo do pressuposto que ele crê e eu, também, na teoria da queda. Passa-se a ideia, portanto, que com a queda, o espirito que nunca encarnou, porque o espirito não precisa encarnar para evoluir (basta ler o Livro dos Espiritos onde se diz que o espirito prescinde do mundo material), passa a ter necessidade de encarnar-se em corpos, começando por aqueles que mais se assemelham a corpos disformes, como os criptógamos carnudos, mas não necessariamente um criptógamos carnudos...

E o Herculano Pires não foi capaz de compreender isso e disseminou a ideia erronea de que Roustaing apregoa a mentepsicose...

Isso foi só um exemplo pra explanar que sim, de fato, se não estudarmos a fundo mesmo aquilo que nos é objeto de crítica, nunca deixaremos de ser meros fariseus, críticos ácidos e ignorantes, sem base alguma de conhecimento do universo...