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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: Det's me!... em 09 de Março de 2006, 15:01

Título: Carga Erótica (Vida e Sexo) ....... e Vida e Sexo FCXavier/Emmanuel - Livro elet
Enviado por: Det's me!... em 09 de Março de 2006, 15:01
Muita Paz!

Penso ser extremamente oportuna, nos dias que correm, a análise do tema em título.

Abaixo, deixarei alguns considerandos sobre a matéria, os quais julgo pertinentes.

Em anexo, e sendo complemento ao texto de Emmanuel sob a psicografia de FCXavier, deixo o livro VIDA E SEXO, zipado em formato pdf, o qual poderão ler online ou fazer download.

De qualquer forma, como complemento ao tema, vivamente aconselhava a leitura de uma obra do Dr. Jorge Andrea dos Santos, sob o título FORÇAS SEXUAIS DA ALMA.


Carga Erótica (Vida e Sexo)


"A natureza não dá saltos"....este é um postulado espírita bastante sensato.

Contudo é lamentável, quando vemos irmãos e amigos entregues à "angelização" antes do tempo, comprometendo-se ao invés de evoluir.

Esse comportamento nada mais reflete, senão e compreensivelmente embora, uma desesperada tentativa de acerto, devido à consciência que lhe pesa no "espírito" levando-o à precipitados e impensados posicionamentos radicais e absolutamente improdutivos em termos do progresso espiritual.

No trato da área genésica, o estudo e o entendimento são muito mais amplos do que entendem muitos dos aspirantes à santidade, com dolorosos "vícios de santificação" trazidos de encarnações passadas, onde ser "santo" era se "debilitar", abstrair-se de uma vida normal, no estágio evolutivo em que nosso planeta ainda se encontra, (onde, diz Emmanuel, ínfima parte já está em condições de tentar viver na "angelitude"), pois funções orgânicas existem para equilibrar o corpo e consequentemente a mente (o espírito) na sua caminhada.

Muito mais comprometedor é o desvio da "caridade para com o próximo" e no entanto muito mais praticado!

O sexo em si nada tem de plenificador se relegado ao plano inferior, como é de costume por parte dos que já se julgam capacitados à "fila angelical".

Contudo esta postura nada tem de real, pois que uma vez banhados de amor e munidos do desejo sincero de evoluir, espíritos afins se empenham em transformar tal energia, em fonte de crescimento emocional, jamais submetendo-a ao nível do supérfulo desnecessário.

Entregar-se ao culto insano da negação de necessidades reais, apenas colabora para o "distorcer" da verdade intríseca em todo o ser humano, não só não levando o ser à angelização desejada (obviamente antes da hora), quanto e, sofridamente, ao mesmo tempo, comprometendo e atrasando sua evolução.

Precisamos livrar-nos das beaticitudes, ainda entranhadas na maioria de nós, candidatos à perfeição fora de hora, afim de que não confundamos progresso moral com fantasias de uma imagem adotada para nós e para os outros, absolutamente irreal, o que não só não nos fará pular os degraus da evolução, quanto será um disperdício injusto e desnecessário de muita energia, mantendo-nos, no mínimo estacionados, o que será um "atraso" em matéria evolutiva, aos olhos tão amorosos daquele que nos proporciona as encarnações, esperando que progridamos, e não que tentemos nos enganar, tal crianças que furtam doces para comer, na hora inapropriada, causando, fatalmente, "dores de barriga do espírito".

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"Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma.

Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e
econômicos no gozar.

Onde, então, a sabedoria?
Onde, então, a ciência deviver?

Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos.

Amai, pois, a vossa alma, porém cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela.

Desatender às necessidades que a própria Natureza indica é desatender a lei de Deus.

Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa.

Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas,
nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo?

Não, a perfeição não está nisso, está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o; esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição."

Do item 11, do Cap. XVII, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

O instinto sexual, exprimindo amor em expansão, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução.

Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da Natureza.

De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos
genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida.

A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido
naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação.

Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, na verdade, não se libertará unicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição.
 
Fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, seja em se tratando de Espíritos encarnados ou desencarnados na Comunidade Planetária, não partilham tão-somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e aqueles irmãos da Humanidade provisoriamente internados nas celas da idiotia, por força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno.

Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis e nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.

E os companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes e obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocional, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos - repetimos -, já que se sentenciam a entraves e inibições, no campo de exteriorização da mente, através dos quais refazem atitudes e recondicionam
impulsos afetivos em preciosas tomadas e retomadas de consciência.

À vista do exposto, é fácil reconhecer que toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que a própria criatura
aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.

Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.

Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.

Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier
Livro: Vida e Sexo


Fiquem bem :-*

Luís
Título: Re: Carga Erótica (Vida e Sexo) ....... e Vida e Sexo FCXavier/Emmanuel - Livro elet
Enviado por: Angelresende em 04 de Fevereiro de 2010, 18:51
To meio atrasada, mas li o Texto e do trecho do livro e gostei muito.

Bjos
Título: Re: Carga Erótica (Vida e Sexo) ....... e Vida e Sexo FCXavier/Emmanuel - Livro elet
Enviado por: miragempro em 08 de Agosto de 2010, 14:59


QUANDO CHEGA A HORA DE SUBLIMAR AS ENERGIAS SEXUAIS,  a propria pessoa inspirada, sente no seu intimo essa necessidade. Divaldo usa essas energias que são criativas ( a inteligencia as usa ) e que os cientistas, os artistas, etc a usam intelectualmente, e se as desperdissamos em execessos de prazeres, vai faltar sim para atividades mediunicas como o passe e a cura, e para o intelecto.