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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Sexualidade => Tópico iniciado por: WOLLER em 21 de Julho de 2005, 06:31

Título: ADULTÉRIO
Enviado por: WOLLER em 21 de Julho de 2005, 06:31
Olá para todos

                                                                       ADULTÉRIO   

            O triângulo afetivo, nunca se forma a contento, e, termina, sempre, na vida, em trio de sofrimento"

Todos nós vivemos em uma sociedade organizada, sujeita a regras de procedimento, úteis e necessárias para facilitar a vida e permitir a coexistência agradável. São as NORMAS de conduta. Por serem havidas como indispensáveis, são ensinadas desde a infância e acabam absorvidas e interiorizadas para nortear o comportamento civilizado. De outro lado existem os IMPULSOS naturais, os instintos do ser humano, tais como a agressividade, a sexualidade, etc, que não conhecem, não aceitam e nem seguem normas.

Diante de uma situação antagônica o homem entra em conflito. Faz parte de sua essência viver dividido entre as normas e os impulsos, sendo muita ilusão pensar que só será feliz quando seus conflitos terminarem. Precisa é saber administrá-los e isso não consegue sem conhecimento e exercitamento, coisa que não faz sem ajuda.

Um dos problemas mais importantes no desajustamento comum do homem é que ele encara de forma patológica um impulso que é normal. Exemplo constante é o da agressividade que a cultura ensinou tratar-se de algo ruim, mas este impulso, que tem a finalidade de mobilizar o ser paralisado pelo medo, existe em nós para ajudar a estabelecer limites e para defender. Há necessidade de requalificá-lo, pois ele é apenas neutro. Seu resultado é que pode ser mau ou bom.

Com o impulso sexual é a mesma coisa, é neutro, podendo apresentar resultados bons e maus conforme a direção que lhe é imprimida. Conquanto já tenha tido uma boa requalificação em várias partes do mundo civilizado, ainda padece de má interpretação nos países de terceiro mundo onde é visto de três diferentes maneiras:

1) Emoção de segunda classe, um mal, portanto, mas necessário considerando a reprodução. O normal e correto é reprimi-lo.

2) Diferenciação entre mulher e homem, estabelecendo normas masculinas e normas femininas. Claro que a moral vigente diz que, em termos de direitos, homens e mulheres são iguais. Mas, os homens são muito mais iguais! Deles se espera uma vida sexual intensa e precoce, que começa aos doze, treze anos. Se não acontece nesta idade, a família fica ansiosíssima com a possibilidade de o garoto vir a tornar-se homossexual, pelo que, passam a tomar várias providências de provocação. E o que se espera da mulher? Que fique virgem e casta até o casamento e ai da moça que faz o contrário... Ela tem de ser assexuada até o casamento e, então, transformar-se numa messalina. Nesse contexto se tem um rapaz que aprendeu a não ter sexo com a pessoa que ama e uma garota que não aprendeu a ter sexo de jeito nenhum. Benze-se as alianças e jogam os dois numa aventura chamada lua-de-mel. Eles vão ter, a duras penas, de aprender a praticar uma ação altamente emocional, buscando o prazer a que ambos têm direito. Não pode dar certo.

3) Sexo tabu, ninguém pode falar, é vergonhoso, é proibido. O aprendizado é feito na rua, de modo errado e perverso. Talvez, um dia, alguém ensine alguma coisa porque a escola também não ensina. Com as moças é pior ainda. Um dia, talvez, uma tia tenha uma conversa com ela, na véspera do casamento, talvez...

Mas, as coisas já mudaram em várias partes do mundo e estão mudando por aqui. O que houve? Por que mudou? Não foi porque a humanidade tenha amadurecido ou adiantado espiritualmente. Mudou por uma razão econômica. Mudou porque aconteceu uma coisa chamada Revolução Industrial! Mas este é outro assunto.

Uma das características do impulso sexual é o fato de que requer novidade. Significa que, após algum tempo de vida sexual, tanto o homem quanto a mulher podem começar a sentir atração por pessoas diferentes de seu par. É natural do instinto e, portanto, não é patológico. Não pode e não deve ser mal avaliado. É como alguém que resolve fazer regime por motivo de saúde ou por estética. A decisão de entrar na dieta não anula a fome, não faz com que a pessoa não sinta vontade de comer.

Da mesma forma a fidelidade conjugal não anula o desejo por outrem. Acontece que em nossa cultura os casais fazem um contrato de fidelidade, não por escrito e nem, ao menos, verbalizado, mas elaboram uma expectativa de ambos que sejam fiéis, isto é, sexualmente exclusivos.

Mas, ao cumprirem o contrato frustram o instinto e entram em conflito. Por que, então, persiste a fidelidade? Pelas compensações que existem: - o prazer de ver o outro feliz; - o prazer de estar de acordo com os próprios princípios; - a fidelidade que recebe em troca; - a sensação de estar construindo um vínculo sólido e prazeroso; - a suposição de estar de acordo e agradando os bons espíritos assistentes, etc.

Mas, com tudo isso, ainda vão sentir desejo extraconjugal. E, se não se inculpam pela fome durante um regime, também não devem censurar-se por causa do desejo. Fidelidade não é obrigação, é escolha. Pode ser a causa de muita satisfação, mas também pode produzir muita frustração.Um autor comparou, pitorescamente, a fidelidade a algo menos estimulante do que uma salada de chuchu temperada com água.

No Brasil a prática sexual tem sido feita dos dois modos possíveis, o legal e o ilegal ou dentro do casamento, com a aprovação e beneplácito de todos ou fora dele, com a desaprovação, a censura e a condenação geral. Este sistema facilita a entronização da hipocrisia, pois, os mesmos que condenam são, muitas vezes, os próprios participantes ocultos da infração.

O adultério pode ser definido, segundo Millôr Fernandes, como a quebra do contrato vitalício, civil ou religioso, com substituição de sócio, sem aviso prévio. Além de curiosa essa interpretação é bem verdadeira. Haveria apenas uma pequena restrição à substituição de sócio. O que mais se vê não é isso e, sim, uma variante de utilização de sócio.

Eu próprio costumo conceituar o adultério como uma quebra do contrato de exclusividade sexual, porque o sócio indisciplinado, quando não descoberto, continua atuando na empresa como se nada houvesse ocorrido de anormal.

Quando descoberto e penalizado, costuma adotar vários tipos de medidas defensivas: - defesa com negação absoluta e acusação de excesso de desconfiança; defesa sem negação da ocorrência, mas com denúncia de insuficiência, defeito ou problema por parte do outro sócio; defesa com aceitação da crítica e auto-acusação de desvalor e inferioridade; defesa com acusação de que o casamento acabou e que é melhor a separação.

Na verdade, o que o parceiro lesado pretende não é exatamente punir o culpado mas, constantemente, é conseguir uma garantia de que aquilo nunca mais irá acontecer. Quase todas as mulheres, quando nesta situação, são capazes de perdoar e deixar o problema no esquecimento, se puderem ter certeza de encerramento do episódio. Já os homens, auto-havidos como machões, cultivadores de grande orgulho sexual, não conseguem pensar assim e, freqüentemente, partem para uma retaliação, punindo a mulher com agressão física ou com humilhações mil, quando não com uma separação ou até com assassinato.

Comparando estes dos casos e adotando aquela tese espírita de que "quem pode mais cede mais", podemos concluir sobre que é mais adiantado espiritualmente.

É importante considerar que o adultério masculino é muito mais freqüente do que o feminino, talvez até, por uma questão cultural. Desde criança o menino é criado com a idéia de que há uma grande honra em ser macho, agressor, violentador. A conquista para ele é como um troféu - quanto mais difícil, quanto mais proibida e quanto mais numerosa, mais valiosa e admirada. Com isso em mente, desde a infância, o pobre do adulto não poderá, depois, ser tão inculpado, quando praticar um acontecimento para o qual foi tão bem preparado.

Já com a menina é diferente: desde a infância ela recebeu uma instrução para ser virtuosa, honesta. Daí conseguir, diante de uma tentação, ter mais resistência. Isso é falado sem negar-se o valor real do indivíduo espiritual cujo sexo é apenas uma circunstância reencarnatória, considerando que esta virtuosa mulher, de hoje, pode ter sido homem na última existência.

Um dos temas preferidos para justificar-se uma atração fora do casamento é o de se haver encontrado a alma gêmea - uma pessoa de subido valor, alguém de que se estava na expectativa desde a juventude e que já se pensava não existir mais. Seria o afeto idealizado que cada pessoa, normalmente, constrói na existência. Os menos informados em Doutrina Espírita dizem que esta pessoa é a sua alma gêmea ou sua metade eterna e que ambos se estavam buscando com empenho e persistência até se encontrarem e que, daí para frente, seguiriam juntos para todo o sempre, completando-se infinitamente. Em O Livro dos Espíritos Kardec já recusa esta idéia e coloca por terra a tese das almas gêmeas. O que pode ser admitido é que, com o crescimento espiritual as pessoas vão construindo as suas afinidades e ampliando sua capacidade de amar. Na condição de espírito superior teremos as entidades se comportando com tanta afeição e aperfeiçoamento que podem ser tidas como verdadeiras almas gêmeas, irmanadas e felizes na compostura de suas ações benfeitoras.

Na realidade evolutiva de nosso planeta não encontraremos afeições muito profundas que possam sequer lembrar as almas gêmeas. Existe, sim, uma afeição do passado que, constantemente, costuma aparecer no caminho, podendo gerar dificuldades, considerando a nossa baixa resistência à tentação. A este respeito o espírito Cornélio Pires, no livro Retratos da Vida, lança uma série de avisos provisores: "Se uma afeição de outras vidas / Vem, de novo, ao nosso olhar, / A situação em que esteja / É uma lei a respeitar." - "Se você gosta de alguém, / Mas já não está sozinho, / Cultive o amor dos irmãos, / Não complique o seu caminho." - "Em toda parte do mundo, / Se a mulher larga o dever, / Deserções, crimes, suicídios, / São fáceis de aparecer." - "O triângulo afetivo / Nunca se forma a contento, E, termina, sempre, na vida, / Em trio de sofrimento" - "Cumpra o dever que abraçou, / Alegre, calmo, sereno, / Pois, sexo com remorso / É melado com veneno." - "Recorde o antigo ditado, / De valor singelo e raro, / Quem a paca cara compra / Pagará a paca caro."

O que se divulga e se defende no Espiritismo é que a pessoa saiba, correta e conscientemente, o que está fazendo com a sua vida. Se souber, tudo bem, pode continuar, seu débito é conhecido e assumido. Não poderá alegar, depois, nenhuma ignorância. Mas, se não estiver bem certa do que faz, será bom aprender.

Falando pela maioria, as pessoas não suportam o adultério e procuram sempre tomar providências punitivas. Só que estas são, constantemente, estapafúrdias e contraproducentes. O que mais conseguem com o revide é lançar o seu cônjuge nos braços de outra pessoa. Seria muito importante, pela própria economia de dor e de saúde, que estes cônjuges soubessem agir com acerto e acreditassem que poderiam conseguir melhor resultado usando um outro procedimento - a tolerância evangélica, lembrar que um erro não justifica outro e, então, deixar o engano havido inteiramente com a outra pessoa.

Nós não precisamos sofrer porque alguém quis nos abandonar. Afinal, todos têm o direito de fazes suas escolhas, mesmo que estas não recaiam sobre nós.

Pensando bem, só nos pode interessar um amor que nos seja dado espontaneamente e, nunca, um obrigatório. Aprendamos a abençoar e deixemos o afeto seguir o seu caminho. É claro que isso não é muito fácil de conseguir, considerando o nosso condicionamento antigo, mas pode ser obtido, devendo ser tentado. O primeiro passo é aderir à nova postura, ter vontade de fazer, acreditar que pode, desejar intensamente. E continuar insistindo, insistindo, sem cansaço. Você consegue.

Para justificar esta posição quero sugerir a mensagem Infidelidade, contida nos livro Pedaços do Cotidiano, do espírito Silveira Sampaio, onde temos um belíssimo exemplo de procedimento feminino. Evidentemente existem pessoas não espíritas dotadas de consciência espírita, assim como existem espíritas sem ela. O mais comum, todavia, é encontrá-la entre os espíritas porque o Espiritismo trabalha muito as consciências das pessoas.

Que tal estudar para valer e, depois, aplicar firmemente o resultado em sua vida?

Que tal conhecer e aderir ao Modelo Espírita?

(  Francisco Cândido Xavier  Jornal - Consciência Espírita )...... Cornélio Pires

Abraços fraternos


WOLLER


 
                                                         











Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: rita em 21 de Julho de 2005, 20:16


     Boa tarde Woller.............


        deixe-me que o felicite pelo maravilhoso texto.Lamentavelmente conheço bem demais esse assunto tocou-me na carne e no espirito durante muitos anos.Com meu ex marido vivi anos de sofrimento,porque?:adultério.Aguentei por amor hoje sei que errei ao aguentar o que aguentei,chegou ao ponto de me humilhar dizendo-me sou feliz se tiver três ou quatro mulheres ao meu redor.Hoje sinto pena dele.
       Tinha que passar por o que passei nada na vida acontece por um acaso mas sinto tristesa por ter aguentado tanto tempo,pensando que era amor puro engano não passava de uma obsessão.



                             bem haja
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Liana em 22 de Julho de 2005, 07:18
Olá amigos

Muito enteresante esse texto, o que me chamou atenção maior, foi a realidade que ele expressa,afirmando, que o desejo é inerente ao homem ,que o que se espera , é que o homem, saiba lidar com ele de maneira equilibrada. Ë justamente por não saber lidar com ele, que o homem se perde, se magoando e magoando as pessoas que mais os amam. Que se entenda, quando digo homem, refiro-me ao espirito encarnado, de um modo geral (homens e mulheres).
Infelizmente, é o que vemos acontecer, com uma freqüencia maior do que a que gostariamos .

Muita paz

Liana         
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: SB em 26 de Julho de 2005, 13:50
De facto este texto e a forma como é exposto este assunto esta muito bem feito! Excelente!

Certo é que não nos podemos excluir tb deste problema, hoje mulher mas ja devo ter sido homem...


Partilho da frase deste texto e que cito: Nós não precisamos sofrer porque alguém quis nos abandonar. Afinal, todos têm o direito de fazes suas escolhas, mesmo que estas não recaiam sobre nós.


Um forte abraço!!
Mta paz e mta Luz!

Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: mayconfsbrito em 13 de Novembro de 2008, 10:29
Parabéns Woller,

Seu texto está muito bem fundamentado.
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Lilly Queers em 17 de Outubro de 2010, 05:03
eu resolvi as minhas dúvidas em relação a isso pensando na simples máxima, que resolve muita coisa: faz para os outros aquilo que gostaria que fizessem para vc.

se a minha companheira sentir vontade de ter qualquer tipo de envolvimento com outra pessoa, espero que ela me fale antes de qualquer coisa para que possamos decidir o que fazer. não gostaria que me enganasse e fizesse qualquer coisa pelas minhas costas. assim, decidi que, se algum dia eu sentir uma atração tão forte por alguém que me faça decidir ter algo com ela, antes eu irei conversar com a minha companheira e não tirar dela o direito de decidir, ao meu lado, os rumos desta situação.

foi isto que eu concluí neste sentido, o que acham? grande abraço a todos!
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Luigi em 17 de Outubro de 2010, 19:59
Boas! Penso que  o homem/mulher à medida que forem evoluindo em termos morais/espirituais a relação com o sexo será outra de certeza.Hoje em dia o sexo está em todo o lado: os homens tem que ser duma maneira, as mulheres doutra, e o Sentimento Amor vai ficando de lado...
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Luigi em 17 de Outubro de 2010, 20:18
LESÕES AFETIVAS


Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.

Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor.

E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante A divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.
 


Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Déa Feitosa em 01 de Dezembro de 2010, 16:00
Penso que quando nos vem a idéia de adultério, é porque alguma coisa não vai bem. Melhor seria que antes do ato acontecer os casais conversassem o que os incomoda. Mas infelizmente não é assim que acontece. A modernidade facilita o adultério, o acaso acaba acontecendo.
No geral os homens traem apenas pelo prazer sexual mesmo, sem muito envolvimento. Já a mulher se envolve pelo motivo emocional. Claro, estou generalizando, mas sabemos que cada caso é único.
O duro é quando se erra já tendo conhecimento das leis espirituais, ou seja, a responsabilidade é muito maior. Aí que quero chegar.
Quais as consequencias disso na vida espiritual? O que fazer para reparar um erro, além é claro de não deixar que ele aconteça?

Fiquem na luz

Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 01 de Dezembro de 2010, 16:09
Não existe a figura do adultério onde o amor e o respeito cohabitem.
A moral vacilante, a idéia errada de pagar com a mesma moeda são fatores de importância nesse tipo de cometimento.
Como Espírita e advogado trabalhei muito nesse setor, modificando a idéia de alguns clientes que tive, no divórcio por traição, em reconstrução da vida em comum.
Deixava de ganhar dinheiro com isso mas nunca me furtei em tentar até o último momento.
Só existe traição onde não exista, ou nunca tenha, antes, existido amor.
Abraços,
Moura
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Déa Feitosa em 01 de Dezembro de 2010, 16:20
Não concordo com a falta de amor. O amor muitas vezes fica adormecido, por muitos motivos, seja no corre-corre da vida, nas discordâncias de opinião, pela insatisfação pessoal, enfim inúmeras causas, que nos fazem acreditar que lá fora é melhor. E que quando o AMOR realmente existe, percebemos que o melhor está bem pertinho de nós. Uma traíção não é ausência de amor. E sim uma tentativa de preencher uma lacuna. Infelizmente de forma errada, mas é o que acontece na maioria dos casos. Essa é a verdade dura e crua. Foge as regras dos ensinamentos de Jesus, com certeza, mas ela está presente desde os primórdios.

Mas podemos reparar esse erro, certo?

Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 01 de Dezembro de 2010, 16:34
Andréia,
o amor é um sentimento, logo, é algo que progrediu do instinto, no vetor conhecido como sensação, para outra, melhor acabada pois é produto da ação do Espírito já algo moralizado e intelectualizado.
Amor, não adormece, minha amiga nem esfria. Amor não dorme, por isso não adormece, é sempre ativo mesmo quando por alguma razão a vida em comum termine.
É por isso mesmo que vemos, em muitos casos, um dos conjuges, não refazer sua vida com outra pessoa. é que, a este, coube continuar amando àquele que dele se afastou.
Entretanto, a mídia e os modernismos levam a compreensão de sentimento tão sublime a paramos materialistas e por causa disso escutamos quer em novelas, quer em notícias ou mesmo na rua, pessoas dizendo, amo ao meu carro, ou ainda, aquele sapatinho vermelho ali é um amor...
Cuidado!
Amor, sentimento que nos aproxima de Deus, não é coisa pouca nem é para ser usado atoa. Não é apenas mais um termo, é Sentimento e Sentimento alteado.
Abração amiga!
Moura
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Déa Feitosa em 01 de Dezembro de 2010, 16:54
Olá Moura,

Falamos de amor HOMEM X MULHER. Não podemos generalizar o tema ao amor sublime que nos aproxima a Deus. Não podemos esquecer que estamos na terra como aprendizes, senão não teria sentido estarmos aqui. Já nos encontraríamos em outras dimensões. A questão nos diz a respeito do adultério, conduta errada, mas presente na vida de nós aprendizes. Nossas atitudes irá nos levar ao nosso Deus. Mas estamos caminhando, estamos aprendendo.

Como você mesmo disse o AMOR é um sentimento que progrediu por instinto...essa é nossa busca.

Ps...acho seus textos muito técnicos...desculpe, a franqueza. Mas podemos sempre aprender algo, afinal percebo que tem amplos conhecimentos.

Obrigada pela atenção




Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 01 de Dezembro de 2010, 17:23
Deixe-me explicar melhor maninha Andrea:
Sim, estamos como aprendizes na terra. Até mesmo para aprender sobre este amor que nos aproxima de Deus, e é nesse ponto que a nossa doutrina tem o seu maior referencial.
Sim, amiga Andrea, nossa condição de aprendizes, quer dizer de Espíritos imperfeitos, ainda não nos deixa ver com toda clareza que tal como na doutrina, não existem outros Espiritismos e nem kardecismo algum, o que existe é o Espiritismo ou melhor dizendo,  A doutrina Espírita. Sendo assim e na mesma via do pensamento, só existe um amor. Nós é que não conseguimos, mesmo após mais de 2000 anos da passagem do guia e Modelo entre nós, compreender nem aos ensinos que ele  nos legou e por via de conseqüência, não atinamos que seja um é uno o amor que ele exemplificou.
sim, exemplificou, mesmo que com o seu bordão tenha batido nos vendilhões do Templo, passagem muito referida na bíblia.
É necessário que nos responsabilizemos por esta ignorância atual, afinal, ela dimana de nossa pouca ação na conquista do conhecimento. Por isso urge o tempo em que mergulhemos no estudo, sem ele não se adquirirá conhecimento e ficaremos atravancados  no progresso espiritual a que todos estamos fadados, acreditando em tudo que leiamos só porque nos chegam desse ou daquele Espírito, sem nenhum confronto como que diga a obra doutrinária.
Se somos ainda hoje, aprendizes imperfeitos, a culpa não está nem na dificuldade que a vida nos empresta, nem no tecnicismo de alguns textos, mas sim e somente em nós mesmos, minha mana.
Abraços e desculpe este discurso tão longo.
Moura
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: hcancela em 01 de Dezembro de 2010, 19:30
Olá amigos(as)

Espiritos imperfeitos que somos, vimos a este belo Planeta com as lições dum passado mal vivido.

Juntos como família e não só, nos ligamos uns aos outros, em consequência desse tal passado, nos trazendo ainda hoje desentendimentos que urge burilar. O adultério é apenas um de muitos (defeitos) dum passado delituoso, que hoje ao reencarnarmos se apresentam de formas diferentes. Facilmente nos esquecemos dum dever muito prometido antes da nossa vinda, mas que mais tempo menos tempo, cá nos iremos apresentar, sem esses conflitos pessoais, que hoje nos fazem sofrer.  O Espiritismo este Consolador prometido, nos veio mostrar que tudo acaba(o bem e o mal) porque na realidade o mal, não existe mas sim um estado temporário de desequilíbrio mental, que por vezes nos leva a ele(mal).

O ( Homem(a) esquecendo o que é(ser espiritual) busca na carne a felicidade trocando de parceiro, pensando que ela (felicidade) se encontra ao virar da esquina, mas que um dia irá compreender que ela(felicidade) está dentro dele mesmo.
Só nesse dia caros amigos(as) é que acabará essa busca incessante da felicidade do ter, em vez do ser.

Saudações fraternas
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Déa Feitosa em 01 de Dezembro de 2010, 19:37
Obrigada suas palavras me tocaram profundamente.

Que Deus te ilumine
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Sra Rosa em 06 de Dezembro de 2010, 17:04
Bom, gente, abordando este tema, queria uma luz... Me separei do meu marido por adultério (mas não uma traição tradicional, ele foi a festa de orgia e eu vi a filmagem), descobri da pior forma. Ele foi meu primeiro homem, casei virgem e pensei desencarnar ao lado dele. Temos uma filha de 6 anos. O que acontece eh que estamos 4 anos separados de casa e nunca conseguimos ter outros companheiros fixos. Estamos sempre juntos, mas sem contato sexual e brigamos muito, mas no fim sempre ficamos bem. Acho que pode ser um caso de obsessão, mas de quem? Ou de ambos? Não estamos juntos, mas não queremos ficar longe e ambos temos medo de nos distanciar qdo nos envolver com outras pessoas. Não temos vergonha de dizer que nos amamos um para o outro. Podem me ajudar?
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Régis Franco em 06 de Dezembro de 2010, 18:17
Cara Sra. Rosa,

Se não conseguem se separar, é um excelente sinal de que nutrem afeto um para com o outro! Isso já direciona a decisão de ficarem juntos!

O caminho agora, é o exercício diário da prática do perdão, da indulgência (veja nesse fórum em estudos mensais), do respeito, e de algumas ações e exercícios básicos. Do tipo, pagar o mal com o bem. Por exemplo, você pode nunca brigar. Mas não pode fazer com que ele nunca brigue. Mas pode responder com atos amorosos toda vez que ele começar uma briga.

Nunca comece você uma briga. E sempre que ele começar uma briga, incansavelmente, retribua com um gesto de carinho.

Praticando o bem, você chamará espíritos bons pra perto de você. E com isso, os ruins se afastarão.

Faça isso, incansavelmente. E vocês, em breve, desfutarão de uma vida muito melhor!

Fique em paz, e confie em Deus!

Abraços fraternos!

Régis
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 06 de Dezembro de 2010, 20:12
É bem isso amigo Régis!
Gostei da lembrança ao escrito codificado!
Abração,
Moura
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Régis Franco em 07 de Dezembro de 2010, 10:36
Mano Moura, assim você me faz permitir que sentimentos de orgulho e vaidade tomem conta de mim!

Brincadeira, meu mano! É que, com toda minha humildade, jamais imaginei receber um "elogio" de um mestre!

Realmente me senti extremamente honrado!

Um abração!

Régis
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 07 de Dezembro de 2010, 14:08
Não foi elogio, foi justiça feita caro Régis.
precisamos, tanto aqui quanto em qualquer outro fórum de pessoas que consigam, como você conseguiu sintetizar em poucas linhas um grande ensino doutrinário.
eu sou um parlapatão, sempre escrevo mais do que deveria.
você colocou a coisa com uma facilidade de entendimento e uma clareza muito boas.
abraços,
Moura
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Déa Feitosa em 07 de Dezembro de 2010, 15:49
Olá à todos!
 
Nosso mano Moura me disse o seguinte anteriormente:

"...Não existe a figura do adultério onde o amor e o respeito cohabitem."

"...Só existe traição onde não exista, ou nunca tenha, antes, existido amor."

Sabias palavras, porém me deixou um tanto confusa, referente a situação da nossa irmã Sra. Rosa.

Houve traíção do marido, mas ambos, pelo que ela nos conta, nutrem um grande afeto um pelo outro. Porém a magoa que ela sente por ele, ainda está sendo maior do que a vontade de perdoar. Entendo que ela deva cultivar novamente o amor aos poucos, a cada dia e  a cada reencontro. Digo, simbolicamente, que o Amor, talvez estivesse adormecido naquele momento, onde houve o vacilo da moral.

Não podemos afirmar que o Amor não exista ou que ele talvez nunca tenha existido, certo? Ou estou confundido tudo?

Podemos sim reparar um erro, cultivando e evoluindo esse sentimento que chamamos de Amor, não é isso?

O ato vacilante não nos condena eternamente, deixa suas marcas, mas podemos amenizá-las quando aprendermos a amar incondicionalmente. Quando apreendermos realmente o signifacado do sentimento Amor.

Que Deus nos ilumine, para encontrarmos respostas para nossas dúvidas.



Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Régis Franco em 07 de Dezembro de 2010, 16:03
Mana Andrea, o que ocorre é que este nosso irmão ainda sofre grande influência de seu egoísmo, quando busca suas satisfações pessoais. E provavelmente, deve haver também orgulho e vaidade!

Isso ainda sufoca o gérmen de amor verdadeiro que ele traz plantado em seu coração.

Talvez através do exemplo de nossa irmã, se ela assim o fizer, atuando com esse verdadeiro amor, cheia de perdão, indulgência, abnegação, etc., pelo exemplo, ela possa influenciá-lo.

Então, se despertar sua consciência, reconhecendo seus erros, se arrependendo e desejando repará-los, ele iniciará sua transformação, sua reforma íntima, dando seguimento a sua senda na evolução!

Aí poderá haver e haverá amor de verdade sim !

O amor nunca faz sofrer. As paixões sim! Por isso é que devemos nos colocar acima das paixões terrenas!

Abraços,

Régis
Título: Re: ADULTÉRIO
Enviado por: Mourarego em 07 de Dezembro de 2010, 16:26
Bela colocação amiga Andrea.
As uniões entre Espíritos não se dão apenas votadas pelo amor, sabemos disso não?
mesmo as em que o amor exista, uma coisa não pode ser esquecida, haverá certos elementos comuns aos dois que serão objetos de afinação, ou seja, podemos chamar de provas conjuntas.
é por meio dessas "provas' que os dois modificam certas posições, pensamentos, atuações pretéritas, afinal, estar junto é projeto de Mais Alto para a afinização não só de um ou do outro mas sim daqueles que com eles formarem o0 núcleo familiar.
Sendo assim e não podendo afirmar nada para o caso da amiga Sra. Rosa, só poderia cojecturar que estejam essas passagens dolotidas no conjunto dessas prpovações que contribuirão, para um progresso não só dos dois mas sim de toda a família, por isso a doutrina não preconiza a separação ou o divórcio. abrindo exceção apenas para o caso onde a convivência geraria, ou poderia gerar uma situação de confronto físico, que por si só já indicaria a inexistência do amor.
Assim, não existindo o amor a convivência em nada ilustraria a estrada do progresso e é por isso que diz, na inexistência de tal laço melhor separar aquilo que não existe mais entre os dois.
A vida em comum, deve ser reajuste para o bem geral, sempre!
Abraços,
Moura

Olá à todos!
 
Nosso mano Moura me disse o seguinte anteriormente:

"...Não existe a figura do adultério onde o amor e o respeito cohabitem."

"...Só existe traição onde não exista, ou nunca tenha, antes, existido amor."

Sabias palavras, porém me deixou um tanto confusa, referente a situação da nossa irmã Sra. Rosa.

Houve traíção do marido, mas ambos, pelo que ela nos conta, nutrem um grande afeto um pelo outro. Porém a magoa que ela sente por ele, ainda está sendo maior do que a vontade de perdoar. Entendo que ela deva cultivar novamente o amor aos poucos, a cada dia e  a cada reencontro. Digo, simbolicamente, que o Amor, talvez estivesse adormecido naquele momento, onde houve o vacilo da moral.

Não podemos afirmar que o Amor não exista ou que ele talvez nunca tenha existido, certo? Ou estou confundido tudo?

Podemos sim reparar um erro, cultivando e evoluindo esse sentimento que chamamos de Amor, não é isso?

O ato vacilante não nos condena eternamente, deixa suas marcas, mas podemos amenizá-las quando aprendermos a amar incondicionalmente. Quando apreendermos realmente o signifacado do sentimento Amor.

Que Deus nos ilumine, para encontrarmos respostas para nossas dúvidas.