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GERAL => Outros Temas => Revista Espírita => Tópico iniciado por: JLSBARROS em 04 de Julho de 2009, 23:30

Título: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: JLSBARROS em 04 de Julho de 2009, 23:30
É claro que devemos compreender os textos bíblicos com certas ressalvas, sendo certo que Deus não criou suas leis naturais para serem burladas a título de mistificação através dos chamados milagres. Logo acredito na bíblia como um texto histórico com muitos bons ensinamentos, mas sujeito a falhas tanto na sua feitura quanto nas suas interpretações , o que irmãos de outras religiões não racionalizam e através de sua fá cega se negam a contestar qualquer entendimento que provenha de tais textos. Logo o que os irmãos acham de tal assunto concorde ou não com a minha pessoa? Ou ainda como devemos enxergar a Bíblia a luz do Espiritismo?     
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Taprobana em 05 de Julho de 2009, 00:05
Olá amigos!

Penso que não devemos perder de vista que todos os textos bíblicos foram escritos por nós mesmo, sempre observados pelo ponto de vista do sofredor, do medroso, do submisso que teme a vida e também a morte, portanto por aqueles que por não saberem nada de nada tudo temem. Desde sempre houve uma tendência para castrar a vontade do homem em tudo aquilo que naturalmente o compõe sob a ameaça do castigo. É esta a herança que herdamos da história. Uma longa travessia pelos terrenos do medo e da submissão. É este o caminho que devemos continuar a trilhar meus amigos?

Um abraço.
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Julho de 2009, 00:16
Olá

Na minha opinião, foram os homens é que interpretaram mal a mensagem.

Os homens daquele tempo não conseguiam compreender mais.

Jesus nada escreveu, que eu saiba. Os conhecimentos foram transmitidos oralmente, de geração em geração até que um dia foram escritos. Muito ruido foi incluindo entre as palavras de Jesus e o que está escrito.

Mesmo assim é espantoso como chegaram tantas coisas intactas. Deve ter havido muita intervenção da parte da espiritualidade.

Depois de conhecer a interpretação que a doutrina espirita faz dos evangelhos tudo faz mais sentido.

No Evangelho segundo S.João, por exemplo, fala-se com alguma clareza da reencarnação e da natureza de Deus e dos espiritos. Nem tudo é assim tão nebuloso.

Nos evangelhos não é explicado como Jesus fez os ditos milagres. Na realidade não são milagres, mas fenómenos naturais que um dia todos saberemos aproveitar. Jesus usou esses conhecimentos para impressionar as pessoas e, dessa forma, fez passar a sua mensagem.

bem hajam
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Taprobana em 05 de Julho de 2009, 00:58
Olá

Na minha opinião, foram os homens é que interpretaram mal a mensagem.

Os homens daquele tempo não conseguiam compreender mais.

Jesus nada escreveu, que eu saiba. Os conhecimentos foram transmitidos oralmente, de geração em geração até que um dia foram escritos. Muito ruido foi incluindo entre as palavras de Jesus e o que está escrito.

Mesmo assim é espantoso como chegaram tantas coisas intactas. Deve ter havido muita intervenção da parte da espiritualidade.


Como poderemos saber se as coisas chegaram até nós intactas? Provavelmente tudo foi escrito em conformidade com os poderes instituídos por aqueles que o detêm... nada mais conveniente do que a castração da vontade de poder de todos aqueles a quem compete a submissão. Nada mais conveniente do que um deus que castiga aqueles que não se submeterem à ordem. Não é assim que ontem como hoje nos comprazemos na nulidade da acção? Não transformamos a vida numa coisa que não vale a pena ser vivida? Quantos que lêem este texto não sentem vontade de partir? Não será mais interessante transformar uma vida completamente inútil, fraca e doente, medrosa, numa vida em que a afirmação substitui a negação e a força a fraqueza? Será que Deus nos quer assim? À espera da morte para uma nova oportunidade que nunca aproveitamos pois sempre renascemos e de novo teremos vontade de morrer, pois sempre encontraremos o mesmo deus que inventamos para justificar a nossa fraqueza?

Depois de conhecer a interpretação que a doutrina espirita faz dos evangelhos tudo faz mais sentido.

No Evangelho segundo S.João, por exemplo, fala-se com alguma clareza da reencarnação e da natureza de Deus e dos espiritos. Nem tudo é assim tão nebuloso.

Nos evangelhos não é explicado como Jesus fez os ditos milagres. Na realidade não são milagres, mas fenómenos naturais que um dia todos saberemos aproveitar. Jesus usou esses conhecimentos para impressionar as pessoas e, dessa forma, fez passar a sua mensagem.

Nada pode ser mais inconveniente do que a transmutação das fontes do poder paternal para a espiritualidade superior, criando assim novos deuses menores detentores da velha "verdade" que nos justifica.  :)

Um abraço amigos.
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Diegas em 05 de Julho de 2009, 11:48
Olá, Taprobana

Fico feliz em vê-lo novamente por aqui.


----------------------

O que eu acho dos textos biblicos ?

Para inicio, é necessário separar os textos biblicos: Antigo Testamento do Novo Testamento. A quase totalidade dos textos do Antigo Testamento revela-nos a historia do povo hebreu, que da escravidão no Egito sai em busca de uma pátria, de um pouso, de uma terra prometida. A relação desse povo para com Jeová, o deus dos Exércitos, é de extrema fé, a ponto de sacrificar o próprio filho em holocausto. Tem esse povo o mérito de trazer-nos e preservar a ideía de um Deus único, em meio aos milhares de deuses e povos pagãos.

O Novo Testamento traz uma outra mensagem, que é a Boa Nova do Evangelho de Jesus, que transformou a imagem daquele deus impiedoso, preconizado pelo Judaismo, num Pai de Amor e Misericórdia. É por meio desse código moral elevado que a Doutrina Espiirita está solidificada.



Abç
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Taprobana em 05 de Julho de 2009, 17:02
Olá, Taprobana

Fico feliz em vê-lo novamente por aqui.


----------------------

O que eu acho dos textos biblicos ?

Para inicio, é necessário separar os textos biblicos: Antigo Testamento do Novo Testamento. A quase totalidade dos textos do Antigo Testamento revela-nos a historia do povo hebreu, que da escravidão no Egito sai em busca de uma pátria, de um pouso, de uma terra prometida. A relação desse povo para com Jeová, o deus dos Exércitos, é de extrema fé, a ponto de sacrificar o próprio filho em holocausto. Tem esse povo o mérito de trazer-nos e preservar a ideía de um Deus único, em meio aos milhares de deuses e povos pagãos.

O Novo Testamento traz uma outra mensagem, que é a Boa Nova do Evangelho de Jesus, que transformou a imagem daquele deus impiedoso, preconizado pelo Judaismo, num Pai de Amor e Misericórdia. É por meio desse código moral elevado que a Doutrina Espiirita está solidificada.



Abç

Olá Diegas amigo!

Também no meio espírita é o eterno retorno aos mesmos valores. As mensagens que a espiritualidade transmite são traduzidas e de novo entendidas para as mesmas formas de uma crença que nega a vida e de novo a reduz à sua mínima expressão. Mais do que isso é essa mesma espiritualidade que ela mesma se mantém envolta nesta paranóia da negação da vontade de poder. Tudo aquilo que o Homem pode, não deve poder, pois dessa forma não progride para a perfeição. Assim são lhe negadas as suas próprias forças e as suas virtudes que lhe foram necessariamente conferidas pelo que o criou para assim as utilizar… mas…

O que é a perfeição? O que é o bem? O que é o mal?

O que significa ser este deus misericordioso? Porque motivo misericordioso? Será esse sentimento de misericórdia um sentido de bem ou de mal? O exemplo do piedoso, do sofredor que se arrasta pela vida lastimando a sorte dos seus semelhantes, absorvido por completo pela infelicidade que a misericórdia lhe impõem… que tipo de utilidade tem para a vida? Será isto o amor? A imagem do santo que derrama lagrimas de sangue em nome da vida?

Um abraço amigos

Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Julho de 2009, 18:35
JLSBARROS

Gostei das suas colocações...sempre é bom ver opiniões e colocações a respeito da Bíblia.

Gosto muito da Bíblia num todo.

e jamais devemos descarta-la...
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: MarcoALSilva em 05 de Julho de 2009, 18:49

Peço licença para repetir o que já escrevi alhures, pois creio ser pertinente ao tema deste tópico.

Como dizer que uma instituição secular funda-se na mentira, no engodo, no embuste? O tempo, que transforma montanhas em vales, muitas vezes atenua o erro e semeia a virtude onde só havia o vício e as intenções não valiam senão por interesses mesquinhos. Então, que dizer de uma religião com milhões de seguidores? Que dizer da fé que se amoldou em um fictício construto de tradições pagãs elevadas à condição de dogma fundamental? Que dizer da esperteza de um governante sedento de poder e de sacerdotes não menos desejosos de autoridade eclesiástica?

Uma doutrina horrível nasceu da comunhão dos interesses de Constantino e de vários Bispos da então iniciante fé cristã. No começo do século IV o Imperador Constantino autorizou os cristãos à profissão de sua fé, realizando poucos anos depois um concílio na cidade de Nicéia em que, ao pretexto da discussão de divergências teológicas, cunhou uma doutrina bem delineada aos seus interesses e sob os contornos de suas próprias convicções. Buscando massificar sua influência e dominação através da fé cristã, retirou os cristãos das catacumbas em que se reuniam e deu-lhes templos e liturgia. Já aí desestruturou um dos fundamentos do cristianismo primitivo, promovendo a edificação de igrejas para quem, até então, livremente adorava seu Deus nas reuniões livres e na concepção de ter no coração o templo sagrado da fé. Adotou o mito solar dos egípcios e as datas pagãs, demarcando no calendário eventos como solstícios e equinócios sob designações outras.

O próprio Cristo teve sua história recontada ao preço da destruição de centenas de escritos, restando apenas quatro evangelhos que rascunham o mito solar sob a trindade que a cultura dos faraós narrava desde a antiguidade, ecoando com a trindade dos indianos e de outras tradições inclusive do médio oriente.

O maior dos Mestres que esteve entre nós teve sua vida recontada sob eventos e narrativas que se repetem nos evangelhos canônicos em detrimento de centenas de outros evangelhos, por assim dizer, cassados. Jesus, o grande Avatar da Era de Peixes, que nos ensinou a Lei do Amor, reuniu os seus seguidores e os identificou por dois peixes. A doutrina de Constantino instituiu o culto à cruz, venerando um instrumento de tortura e morte.

Aprendemos a ver no sofrimento de Jesus a prova de seu Amor pelos homens, subvertendo o conteúdo de seu ensinamento à conta de uma discutível homenagem à dor, ao assassínio, venerando pelo sofrimento aquele que nos veio trazer a noção de elevação do espírito a Deus, de incondicional amor ao semelhante, de merecimento por sublimação da conduta e, fundamentalmente, de um viver de alegria, paz e comunhão com o Alto.

Aprendemos a ter em mente a imagem de um mártir ensangüentado, humilhado, ferido, torturado e traído, mantendo esquecido o homem que brincava com as crianças, que sorria, que ensinava por parábolas e caminhava com seus discípulos, livre e feliz por trazer a boa nova de amor e de libertação para todos sem distinção.

O concílio asseverou que o Mestre era o próprio Deus encarnado. Trouxe o Criador à Terra, confundindo-O com Seu nobre filho, para confundir o homem na crença de que, tendo sido Jesus morto na cruz, o próprio Deus assim foi ofendido.

O cristão foi condenado a ser o profitente de uma fé erguida sobre o assassinato de seu Deus enquanto homem. Eis aí o veneno mortal inoculado em séculos dessa monstruosa doutrina: o homem tomou o próprio Deus em suas mãos e o matou numa cruz.

A maior das ironias: tomou a cruz como símbolo de sua fé.

A Besta está na Terra há muito tempo. Campeia no sentimento devastador de culpa e castigo que a idéia de redenção oculta na ironia suprema de que o assassinato de Deus seria a nossa absolvição...

Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: procura em 05 de Julho de 2009, 19:14
Boa tarde irmãos

Boa tarde Taprobana

Seja bem reaparecido.

Quanto aos textos biblicos (antigo testamento), fácilmente se pode verificar que existem textos de outras religiões mais antigas, em que a semelhança é evidente.
Só para dar um exemplo, o grande diluvio é descrito em várias civilizações mais antigas, como na Indu, etc. Quem diz esta passagem, diz muitas outras que aparecem nos livros fundamentais de outras civilizações.

Estes ensinos, muitos deles simbólicos não apareceram por acaso.

Esta é a minha visão dentro dos meus parcos conhecimentos.

Bem hajam
Muita Paz
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Taprobana em 06 de Julho de 2009, 00:47
Olá MarcoALSilva.

Para além de nós mesmos, ninguém (a não ser Deus  ::)), pode ter um maior e mais profundo conhecimento da nossa própria natureza.

Poderemos atribuir aos nossos semelhantes a responsabilidade das nossas próprias fraquezas porque somos incapazes de não seguir outro caminho que não aquele que descreve no seu texto, ou seja, vergados e submetidos ao poder dos fortes, ou seja daqueles que não têm medo da vida nem da morte?

Que culpa tem o tirano de os seus vassalos lhe permitirem a existência? E porque motivo o permitem?

Que culpa tem o vidente que espolia os bens dos seus vizinhos se eles mesmo os entregam? E porque motivo os entregam?

Que culpa tem o banqueiro de ser rico? E o Cristiano Ronaldo? Que culpa ele tem quando lhe "entregarem" em troca de um golo todo o alimento de um povo? É ele o responsável pela fome no mundo?

E o politico que detém o poder democrático? Não será a democracia a prova maior da nossa fraqueza? Que espécie de magica loucura nos leva a eleger alguém como nosso representante sabendo que essa é a maior das mentiras, sabendo que nenhum de nós está aí representado e que o estado somente se representa a si mesmo?

Os culpados não serão os fracos? Como diz os que transportam a culpa da morte de Deus? Os que têm medo da vida e também da morte? :D

Será o espirita o mais forte entre os fortes, ou o mais fraco entre os fracos?  >:(

Um abraço amigo Procura

Um abraço amigos
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Julho de 2009, 11:32
Olá amigo Taprobana

Citar
Como poderemos saber se as coisas chegaram até nós intactas?


- Precisamente por haver muitos ensinamentos de Jesus que contrariam a acção das instituições que se auto-nomeraram suas guardiãs e suas divulgadoras.

- Leia as palavras de Jesus, sobretudo no evangelho segundo S.João e verá o que eu quero dizer por si mesmo.

Citar
Nada pode ser mais inconveniente do que a transmutação das fontes do poder paternal para a espiritualidade superior, criando assim novos deuses menores detentores da velha "verdade" que nos justifica.
 

- Para mim Deus só há um, correspondente à definição espirita: Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas.

- As palavras de Jesus são sábias e não são desprezáveis, em meu entender.

- Todos nós temos um modelo do que julgamos ser a realidade. Óbviamente que a visão da realidade está altamente condicionada pelas nossas limitações, sobretudo quanto estamos na carne. Quem julga ter certezas absolutas está iludido.

- A minha visão actual da realidade não inclui o tal "poder paternal". Mas já estive submetido a esse tal "poder paternal" antes, felizmente. Digo felizmente porque foi por essa via que cheguei ao espiritismo e me libertei de todas as amarras, com excepção da total submissão ao poder de Deus, que é maior agora. Tudo tem o seu tempo e a sua utilidade.

- O "poder paternal" saudável é o poder de Deus e, em segunda linha, de Jesus, através da sua palavra e acção. Mas todos estão submetidos ao poder de alguma coisa, para além de Deus: das suas ilusões e das suas crenças e descrenças.

- Uns submetem-se ao poder da doutrina materialista, outros ao poder de Deus. Eu prefiro a segunda hipótese, pois é a que me faz mais sentido, que já me forneceu mais evidências pessoais e que até hoje ainda não foi refutada cientificamente, com provas efectivas.

- Cada um é livre de acreditar no que bem entende. Não vejo razão para nos preocuparmos com isso, a não ser que se trate de crenças que levem a actos que violem a liberdade e a dignidade alheias.

Deixo estes comentários à sua intervenção e despeço-me.

bem haja
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Vitor Santos em 06 de Julho de 2009, 12:09
Olá Taprobana

Citar
Será o espirita o mais forte entre os fortes, ou o mais fraco entre os fracos?
 

- Os espiritas são pessoas, como as demais. Umas são mais fortes e outras são mais fracas. As generalizações em relação às pessoas são sempre arriscadas, amigo.

- O verdadeiro culpado de nós existirmos é Deus, que nos criou.

- O culpado pelas acções erradas que fazemos, somos nós próprios, se temos consciência que estamos a errar e as realizámos voluntáriamente. Nos outros casos é a ignorância própria dos seres que ainda estão muito longe do fim da caminhada. Deus sabe que assim é, Ele não se enganou. Fez-nos assim de propósito e tem isso decerto em conta.
 
- O Cristiano Ronaldo e todos os homens ricos que não enriqueceram à custa do prejuizo alheio, estão a ter uma lição muito dificil, em que para ter aproveitamento é preciso uma grande força. Deus lhes dê essa força, é o meu desejo para eles. Temos que ver para além desta vida, para chegarmos à conclusão das consequências que são efectivamente importantes. Penso que não temos possibilidade de avaliar com profundidade e rigor as consequências das acções das outras pessoas, pois, em regra, não temos elementos suficientes.

- Os homens ricos que enriqueceram à custa do prejuizo alheio (exploração exagerada do seu pessoal, clientes ou fornecedores, acções delituosas, etc.), a esses penso que se aplicam as palavras de Jesus: "mais depressa passa um camelo por um buraco de uma agulha do que um rico entra no reino dos céus". Mas saber quem são essas pessoas, só Deus sabe com todo o rigor e certeza. O nosso julgamento de encarnados na terra não dá garantias suficientes de isenção, pois só vemos uma pequena parte da realidade.

- Em suma: julgamentos morais só são aplicáveis a nós mesmos.

bem hajas
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: MarcoALSilva em 06 de Julho de 2009, 15:18

Olá Tapobrana,

Você diz:

[/i]

É verdade! Tem razão. Mas não devemos nos esquecer de que tudo foi feito sob a imposição, no transcorrer do tempo, do medo do inferno, do Diabo, da perdição ETERNA...

Há quem acredite na perdição eterna até hoje...

Apenas pondero que a coisa não é tão simples.

Um abraço!

Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Taprobana em 08 de Julho de 2009, 11:58
- Todos nós temos um modelo do que julgamos ser a realidade. Óbviamente que a visão da realidade está altamente condicionada pelas nossas limitações, sobretudo quanto estamos na carne. Quem julga ter certezas absolutas está iludido.
Olá Vitor amigo!  :)

Independentemente daquilo que a nossa capacidade criativa idealizar na construção da sua verdade metafísica, nunca esta se revelou universal e aceite por todos. Nem os filósofos o conseguiram apesar de o tentarem há milénios, nem os profetas nem mesmo Moises, Jesus ou Maomé. Actualmente é corrente a aceitação da incapacidade de o fazer, que surge eventualmente algures no positivismo de Comte e evolui para novas e modernas concepções nas quais, esta a palavra deriva em múltiplas significações. Assiste-se portanto a aceitação das naturais incapacidades do Homem em conhecer aquilo que não pode.

No entanto, em termos espíritas, essa mesma incapacidade é manifesta também de forma evidente nas comunicações com almas sem corpo. O que se observa é que os seus discursos são eminentemente pessoais e em tudo idêntico aqueles que se observa em almas encarnadas, ou seja sem significado universal, ou seja, verdades parciais, fragmentarias, localizadas dentro dos mesmos parâmetros de condicionalismos circunstanciais.

Mesmo ciências tidas como exactas, como a matemática, de facto não o são como o prova por exemplo, o aparecimento da geometria não euclidiana que transforma uma verdade tida como universal em meramente circunstancial.

O que quero concluir Vitor é que a visão da realidade como dizes esta condicionada pelas nossas limitações mas não só no estado encarnado como também no estado livre e assim a pergunta que coloco é:

Devem os espíritas, como o têm feito até aqui em grande escala, diminuir e desprezar a vida e o seu significado reduzindo-a a um mero "castigo" e a formas insignificantes, um local proprio para sofrer? Será verdade? E se assim não for? Não seria mais racional observar a vida como algo que vale a pena ser vivida? Apesar da evidência da imortalidade da alma e da reencarnação sucessiva, não será a vida a nossa real e única existência enquanto "ser"?

Porque motivo consideramos o corpo de forma desprezível e o observamos como uma prisão? Não será essa "sensação de prisão" uma causa do espírito e não um efeito? Não será a vida a total e completa expressão das nossa totalidade e a morte uma fase na qual a vida se restringe e diminui? E se tudo isto fosse ao contrário daquilo que até aqui supomos frutos e consequências do que neste tema se trata?

De momento tenho vontade de partilhar contigo estas reflexões hipotéticas.

Um abraço amigo
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Gigii em 08 de Julho de 2009, 13:56
Hello companheiros...uma menina chegando... :D

Taprobana...bien revenue...senti aí uma pontinha de rebeldia...muito agradável por sinal...
mas vamos ao que interessa...cof cof cof


O que quero concluir Vitor é que a visão da realidade como dizes esta condicionada pelas nossas limitações mas não só no estado encarnado como também no estado livre

Partilho desta ideia...a seu tempo os espiritos compreenderão que desencarnar está muito longe de perder o corpo fisico.

Aparentemente, as nossas ilusões, referenciadas a exemplo por Platão na alegoria da caverna, são construções espirituais materializadas, que nos acompanham por longas eras, em diferentes estados e etapas evolutivas.


Devem os espíritas, como o têm feito até aqui em grande escala, diminuir e desprezar a vida e o seu significado reduzindo-a a um mero "castigo" e a formas insignificantes, um local proprio para sofrer? Será verdade? E se assim não for? Não seria mais racional observar a vida como algo que vale a pena ser vivida? Apesar da evidência da imortalidade da alma e da reencarnação sucessiva, não será a vida a nossa real e única existência enquanto "ser"?

Um amigo costuma dizer-me que existe o Livro dos Espíritos e o livro dos espíritas, e cada vez mais concordo com ele.
Repare Taprobana, a mensagem de Jesus é precisamente o contrário: sede perfeitos, como perfeito é o Pai. Ele apelou á alegria, á felicidade, ao agradecimento por tudo que temos e recebemos pelo amor do divino Pai. Queixar de quê? Onde? Porquê?
Isso faz quem não compreendeu a mensagem dos espiritos mentores deste planeta.

Quando pergunta não sera a vida a nossa real e unica existência do ser refere-se á vida do espirito enquanto encarnado num corpo fisico?
Para mim,a vida do espirito é só uma e é imortal. Estas passagens pela terra são meras experiências de aprendizagem. O nosso problema é por mais que compreendemos que somos imortais, vermos tudo sob o ponto de vista material: tudo gira nesta vida em função do que fomos ou seremos, mas a verdade é que só sabemos das histórias das encarnações, e não do que realmente somos como espíritos.
É verdade que os espiritas vivem intensamente a reencarnação para justificar tudo o que acontece na sua vida, mas dada a nossa propensão para criar ilusões, tudo pode se desmoronar em segundos ao alcançar um certo estado de alma que ainda não conseguimos sequer vislumbrar. Compliquei? Ainda bem... :)

Dando sequencia à questão seguinte...é preocupante que ignoremos o corpo, do mesmo modo que ignoramos o espirito. A lucidez espiritual nos mostrará que libertos das ilusões criadas, não existem más sensações nem boas...Não existe prisão, pois não há liberdade, e por aí fora...

As perguntas não eram para mim, mas eu também sou rebelde..ih ih ih

Beijitos

Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Gigii em 08 de Julho de 2009, 14:05
Citar
Ou ainda como devemos enxergar a Bíblia a luz do Espiritismo?

Um padre católico,amigo,um dia deu essa resposta que partilho:

A Biblia deve ser vista como um livro histórico, que narra aventuras, contos, vivências, ocorridos em determinadas épocas, ou não, que foram a expressão cultural de vários povos.

Ela vai mais além que outros, pelo seu carácter moral inerente a cada episódio e pelo seu fim verdadeiramente humanista.

Este livro não é unico na sua mensagem, existindo outros, noutras culturas, desde sempre, mas é especial por ser o único que se refere á passagem de Jesus, o nosso mentor, no nosso planeta.

A propósito,já leram a Biblia?

Beijitos
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Julho de 2009, 15:41
Olá Giggi e Taprobana

Concordo com a resposta da Giggi ao Taprobana.

Os fatalismos e a apologia do sofrimento não levam a lado nenhum. Devemos ser positivos e alegres, mas, sobretudo, equilibrados. Nem 8 nem 80 em coisa alguma. O caminho do meio é o melhor. Já dizia Buda.

bem hajam
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Atlante em 08 de Julho de 2009, 16:07
Olá
Como diz os que transportam a culpa da morte de Deus?
Mas o Velho morreu? E ninguém me avisou para poder ir ao velório. ;)

Agora a sério

Seria bom que conseguissemos manter o debate, ou troca de opiniões, de forma cordial e solidária.

Em relação á Bíblia gostaria de acrescentar o seguinte:
Ela é dos maiores livros ocultos que existem. Quanto a mim apenas encontramos paralelo nos livros da ciência védica.
Claro que existem muitos outros textos ocultos, mas estes são fragmentários, porque se referem a questões parcelares de Deus e do Espírito.
Na Bíblia e nos textos védicos tudo é mais completo e abrangente.
Claro que, como textos ocultos que são, terão que ser lidos à luz do espírito e não à luz da letra, porque a letra mata e o espírito vivifica.

Na Bíblia, velho testamento, temos ainda que ter em conta os aeus 3 aspectos.
- História do povo de Israel.
- Código comportamental para o povo de Israel.
- Conhecimento oculto sobre Deus e toda a criação.
Estes 3 elementos se confundem nos relatos Bíblicos, os quais foram escritos ou registados ao longo de muitos anos. É necessário o descernimento para que se possa fazer a separação de cada um, caso contrário tudo nos parecerá muito confuso e sem nexo.

Por outro lado não posso deixar de chamar a atenção para os erros de interpretação que aconteceram, e não são poucos, mas acima de tudo para as revisões centenárias que a mesma sofre, ao sabor de interesses vários. Como exemplo poderemos dar aquela ultima revisão que coloca, no velho testamento, a abominação do espiritismo.

Em relação ao novo testamento e aos evangelhos canónicos, temos que referir que, possívelmente, menos de 40% correspondem à verdade. Mas sobre isto existe muita literatura. Se me permitem recomendo, por exemplo, um livro que tem como título " Os Monges que Traíram Jesus ", para uma melhor compreensão do problema.

Atlante  
 
Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Conforti em 15 de Julho de 2010, 22:22


          Olá, Gigii.

          De pleno acordo com o padre. As escrituras são registros históricos, muitas vezes elaborados por pessoas não-cultas. Como não pode deixar de ser, pela falta de cultura, muitos eventos foram mal interpretados e surgem como alegorias e como coisas misteriosas. É exatamente a Bíblia a única que se refere a Jesus, embora o Alcorão, do Islamismo, toque de leve em sua figura. Mas isso está de acordo com a lógica do ser humano, pois cada cultura tratou de seus “grandes”. Como Jesus, no ocidente, é aceito como seu mentor, outras civilizações têm também seus mentores, cada uma, possivelmente, considerando o “seu” o mais importante.

Título: Re: O QUE OS IRMÃOS ACHAM DOS TEXTOS BÍBLICOS?
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Julho de 2010, 22:04
Olá Coronel

Da Biblia conheço os livros que constituem o Novo Testamento, os outros não conheço.

As palavras de Jesus falam por si. Com ou sem a aprovação dos homens, elas são sempre elevadas.

Essa parte que depende de cada povo tem a haver com a superstição e o preconceito, em suma com a adoração material de coisa e pessoas, simbolizada com a figura da adoração do Bezerro de ouro, em vez da compreensão racional das palavras que elas disseram. É um fenómeno mais parecido com o futebol do que com espiritualidade.

A análise racional das palavras de Jesus, está muito bem feita e muito bem contextualizada, na obra de Kardec, que ajuda muito a compreendê-las, mas que não é imprescindível para o efeito. Séculos antes de Kardec houve quem as compreendesse bem.

As palavras de Jesus, como as de outros espiritos elevados que passaram pela Terra são universais. Não dependem da nacionalidade nem da religião de quem as lê.

Pela obras se conhecem os artistas. Os bons frutos nascem nas boas árvores. Não dependem de quem os come, mas das árvores que os criaram.

bem hajas