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GERAL => O que é o espiritismo => Reencarnação => Tópico iniciado por: macili em 07 de Fevereiro de 2011, 16:29

Título: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: macili em 07 de Fevereiro de 2011, 16:29
- continuação do tópico A Alma é Imortal -
(http://[url]http://i51.photobucket.com/albums/f367/jeneile10/4919_125x175_aspect.jpg[/url])


Entendendo a Reencarnação

Se vivêssemos apenas uma vida, no tempo de uma existência apenas, como poderíamos evoluir?

Será mesmo que em apenas uma passagem aqui pela terra aprenderíamos a amar e perdoar?

Podemos ir para o "paraíso" cheio de emoções mal resolvidas?

Se no universo semelhante atrai semelhante, como poderemos ir para o "Céu" ainda com mágoas, medos, tristezas e egoísmos? Seríamos compatíveis com o Divino?

Está na cara que a máxima do sublime Mestre que diz: "A cada um será dado conforme suas obras" refere-se também a essa lei universal, que na atualidade é amplamente estudada e mais conhecida como lei da atração. E diga-se de passagem, como essa lei é justa, correta e digna.

Conhecemos muitas pessoas que já estão conscientes de que somos hoje o resultado de tudo que já vivemos em experiências passadas, ou seja, a somatória das diversas experiências de vidas passadas. Pois bem, essas pessoas são conscientes dessa natureza do universo, compreendem teoricamente a roda do karma, aceitam as tantas questões envolvidas, mas se confundem quando acreditam que essa experiência terrena atual, trata-se de sua última passagem no plano físico. Confiam nisso, porque acham que não precisarão "voltar" mais.

É bom que se entenda que a Terra é uma escola. Aqui aprendemos inúmeras coisas, sendo que as principais são as relacionadas às emoções inferiores. Vamos evoluindo à medida que aprendemos a dominar nossa personalidade inferior, tão cheia de medos, ansiedades, inseguranças, e limitações em geral. E para que essa personalidade congênita se revele, precisamos experimentar das situações terrenas, que tanto nos testam quanto à angelitude de nossas virtudes.

Perguntamos: Existe ódio, mágoa, raiva, insegurança, dúvida, mágoa, medo, pessimismo e tristeza no céu (ou paraíso ou astral superior, ou o nome que se queira dar.)? Acredita que sim?

Pois acreditamos que não...

Portanto, só transcende a necessidade de voltar ao sansara* as pessoas que eliminarem por completo esses aspectos inferiores citados. Você ainda tem mágoa, raiva e tristeza? Achamos normal que tenha.... Então, você pode até ir para ?lá?, mas provavelmente, deverá voltar para a escola (Terra), porque esse ambiente tem muito mais afinidade com as suas limitações que o "Paraíso".

Por isso, novamente perguntamos: Uma só existência seria possível para evoluirmos a um nível no qual as inferioridades não existiriam mais?

Cremos que seja impossível, exceto no caso de alguns Avatares* divinos, que já vieram teo realizados*. Mas por via das dúvidas, caso você que está lendo esse texto, considere que já alcançou esse nível, ou seja, já transcendeu a essas limitações, pedimos a gentileza de entrar em contato, para podermos conversar.

Queremos muito mesmo conhecer a pessoa que vive na Terra, mas não padece das toxinas originárias do ego negativo.

Se você é puro, completamente angelical, humildemente lhe pedimos, por favor, entre em contato, queremos muito conhecê-lo(a)!

Infelizmente, em função do nível de evolução que estamos no presente momento da humanidade, acreditamos que nos encontraremos muito, no presente e no futuro, dessa e das próximas vidas. Isso porque as futuras vidas virão para desempenhar em nós todos, o papel da educação espiritual.

Essa constatação traz o entendimento que nossa alma é como um cristal bruto, que vai sendo lapidado e polido, vida após vida, até chegar o dia em que seu brilho e beleza serão reluzentes e naturalmente virão à tona.

Muitos seres despertos, estão caminhando a passos largos nessa busca por iluminação. Já muitos outros (a maioria das pessoas) estão completamente alienados dessa necessidade.

O fato que preocupa é que muitos não estão somente estagnados a essa busca por ?lapidação e polimento?, como estão também se sujando cada vez mais, permitindo que uma crosta densa se precipite mais e mais, piorando as coisas. Tudo isso pela alienação e pelos equívocos do ego inferior.

O termo e a natureza da reencarnação não pertencem a essa ou aquela religião, filosofia ou doutrina religiosa, faz parte da essência da natureza. O que houve, foi que algumas religiões compreenderam esses mecanismos naturais, com isso adotaram em suas doutrinas.
Mas por que as religiões surgiram?

Foram estruturas de crenças que tiveram origem graças a necessidades que a humanidade sempre teve de compreender Deus e as leis do universo. Só que as religiões foram criadas pelos homens comuns, que todos sabemos, nunca estiveram livres do ego, da vaidade e ignorância. Não alcançaram à iluminação, tampouco calibraram seus discernimentos a cerca das verdades do Universo.

Portanto, sempre foram passíveis de erros, assim como qualquer um de nós. Esses erros sempre geraram conseqüências capazes de influenciar e comprometer o entendimento dos fiéis, também despreparados na arte de se conectar com Deus através da religião interior, ou seja pelo canal do coração.

Tanto essa afirmação é real, que a própria bíblia, uma bússola para inúmeras religiões, principalmente ocidentais, foi alterada em 553 d.C, após as determinações do Concilio de Constantinopla*. Desde então, a reencarnação e suas referências, foram retiradas do livro sagrado. Por conseqüência desse ato, tudo que derivou dos ensinamentos bíblicos, como a medicina ocidental, a filosofia, a sociologia, a política, entre outras frentes de estudo, assumiram postura não reencarnacionista, e tudo isso pela necessidade de manipulação e controle do poder.

Acredita-se que é chegado o momento em que o próprio avanço do nosso nível de consciência e o aumento de nossa capacidade de observação aos próprios ciclos naturais, não nos permite mais, deixarmos passar desapercebido que a personalidade não é construída na infância, como preconiza os descrentes da natureza reencarnacionista. Se assim fosse, os filhos de um mesmo pai e mãe, não apresentariam personalidades tão definidas e muitas vezes tão diferentes, mesmo tendo sido criados sobre as mesmas regras, semelhantes cuidados e educação.

Ou seja, se a infância fosse à grande responsável pela formação da personalidade, todos os filhos que fossem criados de maneiras parecidas, apresentariam comportamentos e personalidades também similares, e como sabemos isso não ocorre. Essa constatação mostra uma das grandes evidências para todos que constatam a reencarnação no dia-a-dia: A personalidade congênita.

Nossa consciência é sempre a resultante do conjunto de experiências de vidas passadas, o que forma a personalidade da alma imortal ou personalidade congênita.

As almas buscadoras da consciência espiritual, não mais acreditam na existência de um Deus que castiga, que faz da vida de uns histórias de sucessos e alegrias, enquanto da de outros experiências de dor e sofrimento. A compreensão dos ciclos reencarnatórios explica de forma simples, que sempre colhemos o que plantamos, seja para o bem o para o mau, inegavelmente.


"Genialidade é experiência. Alguns pensam que é uma dádiva ou um talento,
mas é o fruto da longa experiência de muitas vidas"

Henry Ford


Fonte: Luz nos Momentos
Textos: Apostila do Curso de Evolução Espiritual
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: EmBuscaDaLuz em 08 de Fevereiro de 2011, 12:48
Perfeito, minha amiga!

Paz e luz sempre em sua vida...
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Conforti em 08 de Fevereiro de 2011, 14:25
          Amiga Macili   (ref #0)
          Cito palavras de seu texto:
          “Se vivêssemos apenas uma vida... poderíamos evoluir? ... aprenderíamos a amar e perdoar? ... ir para o "paraíso" cheio de emoções mal resolvidas? Se semelhante atrai semelhante... com mágoas, medos, tristezas e egoísmos... Seríamos compatíveis com o Divino?”
          Cel: Macili, nós não viemos do Divino? Viemos e dele tudo que vem, que procede, como mesmo ensina a doutrina, é bom, justo e inteligente. Aquilo que é produzido pelo amor, sabedoria, justiça e poder infinitos pode ser ou se transformar em monstros de desamor, injustiça perversidade, egoísmo, orgulho, ignorância? Conforme ensina a própria DE, a resposta é: “Não!”
          Como pode a árvore boa, perfeitamente boa, dar maus frutos? Não é o que ensina Jesus? Que a árvore boa dá bons frutos e que a má dá maus frutos? “Pelos frutos as conhecereis”. Como, então, pode a árvore, que é Deus, perfeita sob todos os aspectos, dar frutos imperfeitos sob todos os aspectos? Por aí podemos compreender que evolução moral ou psicológica não existe, pois, os produtos de um Ser perfeito, vamos dizer, moral e psicologicamente, são perfeitos moral e psicologicamente, concorda? A única evolução que existe é biológica, sem fim, que a própria natureza proporciona, rumo a uma complexidade maior, para a adaptação dos seres animais e vegetais ao meio sempre mutável. Não existe evolução moral, ou psicológica; o que existe, e que com esta confundimos, é um amadurecimento da compreensão de que o ego deve ser eliminado, pois é o único obstáculo entre nós e Deus.
          Macili:
          “... a máxima do Mestre: "A cada um será dado conforme suas obras" refere-se também a essa lei universal,...  lei da atração...”.
          Cel: minha amiga, veja uma coisa que muitos não percebem: tudo que os homens, de cujas palavras nasceram religiões, aconselhavam ou ordenavam, como tudo que está nos mandamentos e códigos de ética das religiões, apenas objetivavam trazer harmonia ao relacionamento das criaturas divinas, tão sujeitas a conflitos, desentendimentos e sofrimentos, sobretudo naqueles tempos de poder absoluto de alguns. Veja o Decálogo: não matar, não roubar, não cobiçar o que seja do próximo, não desonrar, não dar falso testemunho, não adulterar. Observe que aí nada tem que signifique regra de “salvação”. Tudo objetiva trazer um relacionamento mais harmonioso entre os homens. Quanto aos quatro primeiros mandamentos são inócuos, pois apenas visam a fazer que se respeite e obedeça aquele ser poderoso que o homem tão somente “imagina” o que possa ser. E não só que se respeite, mas que se tema, como ainda hoje ocorre com tantas ameaças que as religiões, não só as ocidentais, todo tempo apregoam.
          Veja o que todos os líderes, depois tidos por líderes religiosos, tiveram que fazer inicialmente: colocar ordem e tranqüilidade ao povo. Esse é o exemplo de Moisés, liderando uma fuga pelo deserto de mais de 600 mil adultos, uma multidão de pessoas rebeldes, sofridas, desorganizadas, indisciplinadas, prontas para matar, roubar, cobiçar etc. Como essa multidão nervosa, desorganizada, sofrida por muitos anos de escravidão, o obedeceria, quando não tinha recurso algum, nem para a transmissão de suas ordens?  Somente despertando-lhe medo, o que fez apresentando-lhe um “Deus poderoso e cruel”, com ordens que, se negligenciadas pelo povo hebreu, resultariam castigos terríveis e assustadores, como ocorreu tantas vezes. O mesmo fez Maomé, com seu povo nômade. 
          Observe e verá que, ainda hoje, aquele medo persiste. Essa a razão de confissões e comunhões, promessas, sacrifícios, auto-flagelação, o forçar a própria natureza para perdoar, para agir com amor ao próximo, penitências, orações etc. É o medo que está por trás de tudo isso; medo de não estar protegido, de não agradar ou de ofender a divindade; de não cumprir os mandamentos de sua crença e vir a ser, em conseqüência, sentenciado a penalidades torturantes e cruéis ditas educativas, num futuro incerto.
          O medo dos ancestrais ainda está em nós. E a crença de que agradando a Deus seremos favorecidos, também. Quanta coisa o homem faz para agradar e, assim, conseguir o favor de Deus? Sacrifícios, promessas, rezas e orações, serviços e caridade “forçados” ao próximo etc.       Quantas vezes a natureza do indivíduo ainda não tem condições de amar, mas ele a força, pois que acredita que deve seguir os conselhos de sua crença particular e que, assim, poderá conseguir méritos. Por isso os sábios dizem que, enquanto não se “conhece a verdade que liberta”, todas as virtudes são ou prematuras, imitações, forçadas ou falsas. O homem, muito do que faz quando parece virtuoso, o faz por receio da desaprovação de Deus. A expressão comum “sou temente a Deus” é significativa. 
          As lições de Jesus, em geral, tinham o mesmo objetivo: uma vida menos sofrida nascida do fato de fazer todos se respeitarem e até se amarem; quando o Mestre disse “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, “... dali não sairás até que tenhas pago o último ceitil...”, “... serás atirado ao fogo da geena...”, “... teu credor te levará ao juiz...”, “... ama teu próximo como a ti mesmo”, “a cada um será dado conforme suas obras”, observe que tudo visava a um relacionamento mais harmonioso com vistas a suavizar a vida daqueles homens já sujeitos a tantas desditas.
          Lembre-se das palavras de Paulo: “Não sois salvos por vossas obras, mas pela graça de Deus”, como também disse, em perfeita correlação com essa afirmação: “É o Senhor que opera em vós o pensar, o querer e o fazer”.
          Macili:
          “Conhecemos muitas pessoas que já estão conscientes de que somos hoje... a somatória das diversas experiências de vidas passadas”.
.          Cel: somos, sim, a somatória de tudo que está “atrás” de nós, desde o que vem pela genética dos mais remotos antepassados e de tudo aquilo que lhes deu existência, enfim de todas as influencias recebidas de todas as inumeráveis e mais variadas experiências pelas quais passamos nesta escola do bem e do mal, que é a vida; podemos dizer: o que somos neste instante e o que seremos neste instante seguinte e depois, é o resultado de tudo que aconteceu antes de nós, de todos os movimentos do universo. O que somos é a resultante da vida; nós não nos fazemos o que somos; a vida é que nos faz o que somos.
          Macili:
          “É bom que se entenda que a Terra é uma escola. Aqui aprendemos inúmeras coisas, sendo que as principais são as relacionadas às emoções inferiores. Vamos evoluindo à medida que aprendemos a dominar nossa personalidade inferior, tão cheia de medos, ansiedades, inseguranças, e limitações em geral...”.
          Cel: veja, minha amiga: filhos “planejados”, “desenhados”, produzidos e criados por um Pai perfeito, como podem ser imperfeitos, dotados de personalidade inferior, medos, ansiedades e limitados?
          Macili:
          “Perguntamos: Existe ódio, mágoa, raiva, dúvida, insegurança, medo, pessimismo e tristeza no céu...? Não!”
          Cel: é a exata verdade; nada disso existe senão nesta vida no espaço-tempo na qual o ego, criado, inconscientemente, por nós mesmos como defesa ao descobrirmos o “não-eu”, o mundo ameaçador ao nosso derredor, tudo avalia, julga, tenta entender, conceitua, filtra, peneira para nosso benefício, mas com isso constrói um espesso véu de ilusões que nos tapa a visão do Real e nos leva a uma interpretação incorreta da vida. Essa é a verdadeira causa de todos os sofrimentos e males do mundo: o ego que, por não nos deixar perceber o que e quem realmente somos, nos enche de ignorância, pois faz que nos agarremos a coisas transitórias e ilusórias acreditando, iludidos, que são duradouras ou eternas e sofremos e fazemos outros sofrerem quando elas cessam.
          Macili:
          “... perguntamos: Uma só existência seria possível para evoluirmos a um nível no qual as inferioridades não existiriam mais? Cremos... impossível, exceto no caso de alguns Avatares* divinos, que já vieram realizados*.
          Cel: amiga, onde estará justiça divina se o Criador cria seres privilegiados? Avatares, mestres e outros como Jesus, por exemplo, são ou foram homens iguais a nós; a diferença, e que tremenda diferença, é que eles, um dia, conheceram a verdade que liberta, como disse Jesus, e se iluminaram. Buscaram e encontraram o reino de Deus e tudo o mais (sabedoria, poder, amor) lhes foi acrescentado.
          Continua para terminar...
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Conforti em 08 de Fevereiro de 2011, 14:28
           Macili   (ref #0)          Continuação e fim...

          ... Buscaram e encontraram o reino de Deus e tudo o mais (sabedoria, poder, amor) lhes foi acrescentado.
          Macili:
          “Você é puro, angelical... entre em contato...”
          Cel: Macili, para que você pede isso? Tudo que era para ser dito, Jesus, Buda, Ramana, Teresa de Ávila, João da Cruz e outros já disseram! Eles colocaram a luz sobre o velador; nada mais há a ser ensinado! O que todos os iluminados procuram é mostrar o caminho, e o caminho está mostrado nas palavras desses homens. O problema é que nós, preconceituosos, só temos olhos para a crença de nossa predileção; julgamos que nela está toda a verdade e nenhuma atenção damos às demais, que rejeitamos mesmo sem conhece-las! E quantas lições de extrema importância para o crescimento espiritual assim estamos deixando de conhecer! Novos mestres seriam, apenas, repetidores do que já foi dito.
          E enquanto existir o véu do ego nos tapando a visão, seremos cheios de defeitos como todos os demais; quando o ego é eliminado, ou se aquieta e deixa de operar, cessam as ilusões e vemos o Real. Esses avatares, Jesus, Buda e outros chegaram a aquietar o ego é, então, viram a verdade. Por isso, o profeta do Antigo Testamento aconselhou: “Aquieta-te e sabe: eu sou Deus!”, isto é, aquiete sua mente e saberá que você já é perfeita, que sua consciência é a mesma consciência de Deus. Por isso Jesus afirmou (não só ele, mas muitos): “Eu e o Pai somos um”.
          Macili:
          “... nossa alma é como um cristal bruto, que vai sendo lapidado e polido, vida após vida...”.
          Cel: amiga, aqui cabe a mesma pergunta: como de um Cristal perfeito, polido, reluzente, podem se originar “pedaços” imperfeitos, sem luz, necessitando de polimento?
Por isso, no hinduísmo há um cântico que diz: “Do perfeito tirando o perfeito, o que resta é perfeito”. Como todos que se iluminaram, também disseram: “tudo é e sempre foi perfeito; nós não percebíamos isso, porque olhávamos pela vidraça embaçada do ego”.
          Macili:
          “O fato que preocupa é que muitos não estão somente estagnados a essa busca por lapidação e polimento, como estão também se sujando cada vez mais”.
          Cel: nada disso deve ser preocupante; tudo, neste mundo de ilusões, é o que é. Como dizem os mestres: “Se você já compreende, as coisas são como são; se você ainda não compreende, as coisas são como são”. Não há nada a mudar porque nada podemos fazer; somos apenas testemunhas da vida, tanto que Paulo afirmou “Não somos donos nem de nossos pensamentos...”; como podemos fazer alguma coisa por nós mesmos, por nossa vontade, se nem podemos reivindicar a paternidade de nossos pensamentos? Os pensamentos, são eles que nos comandam e não nós a eles. A única coisa que podemos fazer é tentar compreender a verdade do que “é”; e isso que podemos fazer, também não vem de nossa decisão ou escolha, mas dos pensamentos que incessantemente nos chegam. Tudo vem do Alto. Como disse Jesus: “Ninguém vem a mim, se o Pai que me enviou, não o mandar a mim”, e “Nenhum poder teríeis se do Alto não vos fosse enviado”. Essa é a verdade: nós nem mesmo agimos; “alguma coisa” age por nós e pensamos que somos nós o agente da ação.
          Macili:
          “O termo e a natureza da reencarnação não pertencem a essa ou aquela religião, filosofia ou doutrina religiosa, faz parte da essência da natureza. O que houve, foi que algumas religiões compreenderam esses mecanismos naturais... adotaram em sua doutrina”.
          Cel: minha amiga, porque seres perfeitos, diamantes polidos, necessitam de aperfeiçoamento, de polimento? Porque necessita reencarnar quem é perfeito?
          Macili:
          “Mas, porque as religiões surgiram? Foram estruturas de crenças que tiveram origem graças a necessidades que a humanidade sempre teve de compreender Deus e as leis do universo...”.
          Cel: não minha amiga, as crenças, depois as religiões, nasceram somente do “medo” despertado em seres ignorantes pelos fenômenos desconhecidos, perturbadores e tremendamente poderosos que o homem primitivo observou e cujas forças nunca pode dominar; superstições surgiram, endeusaram fenômenos da natureza, sempre com medo de seus efeitos muitas vezes arrasadores; tentaram apaziguar a ira dos “deuses” inclusive com a renúncia às melhores posses, depois com sacrifícios humanos. Endeusaram e se reuniam para suplicar o favor dos impiedosos “deuses” (como ainda hoje acontece) e desses locais de reunião nasceram os templos. Somente, muito depois, surgiram homens que, em face de uma sensibilidade mais profunda, produzida pela evolução biológica, chegaram a ter percepção mais apurada. Estes compreenderam e, movidos pela compaixão frente à ignorância e sofrimentos dos semelhantes, tentaram lhes ensinar o que deveriam fazer para também compreenderem... e muitos morreram porque não se calaram. A experiência dessa compreensão, que é nada mais do que o conhecer a verdade, desperta, conforme o testemunho de muitos, um amor quase insuportável pelos semelhantes e, por isso, até que a morte venha lhes fechar a boca, não cessam de tentar lhes abrir os olhos para que aprendam qual é o caminho para se chegar à verdade libertadora ou reino de Deus.
          Macili:
          “Nossa consciência é sempre a resultante do conjunto de experiências de vidas passadas, o que forma a personalidade da alma imortal ou personalidade congênita”.
          Cel: Macili, você mesma está dizendo, talvez sem querer, que a “alma” já é perfeita; como formar a “personalidade” daquilo que possui a personalidade que nasce com a criação?
          Um abraço.

Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Manuela Luis em 08 de Fevereiro de 2011, 15:13
Olá, macili!
Parabéns, gostei.

Manuela Luis

Bjs

Muita Paz 
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 13:55
Amigas EmBuscaDaLuz e Manuela Luis,

Obrigada pela gentileza de suas postagens.

Bjss
Macili
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 14:06
Bom dia Coronel,

Agradeço imensamente todos os seus comentários inseridos no texto que postei, que gostei muito quando o li.

Ao ler o que o Amigo colocou, ampliei o meu raciocínio e a minha visão a respeito do assunto.

Obrigada por compartilhar conosco todo o seu conhecimento.

Grande abraço
Macili

Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Marcinho Medeiros em 09 de Fevereiro de 2011, 15:26
Olá, Macili.
Sempre gosto de considerar estas citações do Livro dos Espíritos que argumentam a Reencarnação. Capítulo V - Considerações sobre a pluralidade das existências - Questão 222


Citar
Ao admitir, de acordo com a crença popular, que a alma nasce com o corpo, ou, o que vem a dar no mesmo, que antes de sua encarnação tinha apenas qualidades negativas, fazemos as seguintes questões:

   1. Por que a alma mostra aptidões tão diversas e independentes das idéias adquiridas pela educação?
   2. De onde vem a aptidão extranormal de certas crianças de tenra idade para determinada arte ou ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida?
   3. De onde vêm, em uns, as idéias inatas ou intuitivas que não existem em outros?
   4. De onde vêm, em algumas crianças, esses instintos precoces de vícios ou de virtudes, esses sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, que contrastam com o meio em que nasceram?
   5. Por que certos homens, independentemente da educação, são mais avançados que outros?
   6. Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes uma criança hotentote4 recém-nascida e a educardes nas escolas mais renomadas, fareis dela algum dia um Laplace5 ou um Newton6?

....

Citar
Acabamos de avaliar as condições da alma quanto ao passado e ao presente. Se nós a considerarmos numa projeção quanto ao seu futuro, encontraremos as mesmas dificuldades.

   1. Se nossa existência atual é única, deve decidir a nossa destinação vindoura. Qual é, então, na vida futura, a posição respectiva do selvagem e do homem civilizado? Estarão no mesmo plano ou estarão distanciados em relação à felicidade eterna?
   2. O homem que trabalhou durante toda a vida para se aperfeiçoar estará na mesma posição daquele que permaneceu inferior, não por sua culpa, mas porque não teve tempo nem oportunidade de se aperfeiçoar?
   3. O homem que praticou o mal, porque não pôde se esclarecer, será culpado por um estado de coisas que não dependeram dele?
   4. Trabalha-se para esclarecer os homens, para moralizá-los, civilizá-los; mas, para cada um que se esclareça, há milhões de outros que morrem a cada dia antes que a luz chegue até eles. Qual será o fim deles? Serão tratados como condenados? Se não forem, o que fizeram para merecer estar na mesma posição que os outros?
   5. Qual é o destino das crianças que morrem em tenra idade e que não puderam, por isso, fazer o bem nem o mal? Se ficarem entre os eleitos, por que esse favorecimento, sem terem feito nada para merecê-lo? Por qual privilégio se livraram das dificuldades da vida?

Há alguma doutrina capaz de esclarecer essas questões?


Paz e Luz!
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: macili em 09 de Fevereiro de 2011, 15:50
Olá Marcinho_Ma

Muito obrigada pela participação e colaboração postando a citação do LE.

Muita paz a todos nós!!!

Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Conforti em 09 de Fevereiro de 2011, 18:51
          Marcinho   (ref #7)
         
          Olá, novo companheiro de jornada, bem vindo.
          Muito boa essa sua disposição de questionar; é isso que todos devem fazer mas, infelizmente, muitos não fazem. A própria doutrina espírita, diferentemente das duas outras vindas do cristianismo, sabiamente aconselha isso. Temos de questionar, de refletir para tirar dúvidas, de tentar compreender interpretações estranhas, de comparar não só as doutrinas cristãs, mas, “se” possível todas as doutrinas e linhas de pensamentos espiritualistas. Não fazendo assim, nunca saberemos se a doutrina por nós escolhida é a melhor, se tem uma maior aproximação da verdade. Religião é questão de foro íntimo, pessoal e pode ser totalmente diferente de tudo que já lemos, ouvimos ou supomos.   
          Quanto às questões que você apresenta, que não sei se está apenas citando ou perguntando mesmo, tenho certeza de que todas as respostas, pela visão da doutrina espírita, é óbvio, estão no mesmo LE.
          Um abraço.         


Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Manuela Luis em 09 de Fevereiro de 2011, 19:01
Olá, Coronel!
Gostei muito da sua frase:
"Religião é questão de foro íntimo, pessoal e pode ser totalmente diferente de tudo que já lemos, ouvimos ou supomos."

Acho-o uma pessoa muito esclarecedora, assim como a macili.

Manuela Luis

Bjs

Muita Paz 


Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: Marcinho Medeiros em 16 de Fevereiro de 2011, 18:55
Citar
Muitos seres despertos, estão caminhando a passos largos nessa busca por iluminação. Já muitos outros (a maioria das pessoas) estão completamente alienados dessa necessidade.

O fato que preocupa é que muitos não estão somente estagnados a essa busca por ?lapidação e polimento?, como estão também se sujando cada vez mais, permitindo que uma crosta densa se precipite mais e mais, piorando as coisas. Tudo isso pela alienação e pelos equívocos do ego inferior.

Sobre a citação, da amiga Macili, li estes dias a seguinte Questão do L.E e lembrei-me desse texto. Espero que o embasamento contribua com o Tópico e ilumine-o mais:

368. Após sua união com o corpo, exerce o Espírito, com liberdade plena, suas
faculdades?

“O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento. A
grosseria da matéria as enfraquece.”
a) - Assim, o invólucro material é obstáculo à livre manifestação das faculdades do
Espírito, como um vidro opaco o é à livre irradiação da luz?

“É, como vidro muito opaco.”

Paz e Luz!
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: macili em 17 de Fevereiro de 2011, 02:23
Boa noite Marcinho_MA

Valiosa colaboração amigo.
Obrigada pela contribuição.

Paz e luz!!!
Título: Re: Entendendo a Reencarnação
Enviado por: fabiofa em 09 de Abril de 2011, 20:14
Excelente texto.
Estou aprendendo o espiritismo e a cada texto que leio, a cada mensagem que leio, parece que é minha consciência materializada em texto e respondendo minhas dúvidas e confirmando as coisas que eu sempre pensei mesmo antes de conhecer.

Muito bom!