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GERAL => O que é o espiritismo => Reencarnação => Tópico iniciado por: Grace Arruda em 24 de Fevereiro de 2011, 05:40

Título: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Grace Arruda em 24 de Fevereiro de 2011, 05:40
Bem, baseada em alguns estudos sobre reencarnação, li alguns que alguns casos, aliás a maioria, das almas que escolhem reencarnar, sãopara quitar dívidas de vidas passadas, se regenerar, algo assim.

Aí que eu tenho uma dúvida, por exemplo:

Aquelas pessoas que nascem naquelaslas favelas perigosissimas, num estado de pobreza enorme, não resta muita opção a não ser o caminho do crime, começando pelo roubo, drogas...estas coisas, acho meio hipocresia, falar que as pessoas tem outros caminhos, pq as vezes assisto a documentarios, e vejo que são tantas pessoas aglomeradas ali, que não tem como tomar outro caminho, aí pergunto:

O que adianta a pessoa reencarnar num ambiente desse, se a própria situação não da suporte para uma "regeneração"???

A impressão que dá que a reencarnação em certos casos, eh igual ao sistema falido de presídios no Brasil, a pessoa vai para se resuperar e sai pior.

São dúvidas que me intrigam..
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: danielr em 24 de Fevereiro de 2011, 12:59
Oi Grace,
Acho que colocastes bem, a situação de milhares de pessoas, mas não devemos jamais esquecer o lívre arbítrio, onde todos podem tomar as suas decisões. Quantos por outro lado saem das favelas em situação degradante e acabam se ajeitando na vida? nós sempre estamos nos lugares onde devemos estar... pelo nosso adiantamento.... as pessoas sabem que fazem errado em meio ao crime.... são conscientes disso, mas temos que lembar que depende delas quererem mudar de vida, mas isso é algo penoso para quem está acostumado a ter as coisas fáceis, e também existe o processo muitas vezes obsessivo atuando juntoa elas.
Por fim devemos lembrar que muitos miseráveis de hoje foram os ricos de ontem com amissão de passar pela pobreza para expiar a falta de caridade e avareza de outras encarnações, só que chegam aquí e vêem o lado da malandragem, de adquirir às custas dos outros facilmente, e acabam suas vidas devendo mais do que quando chegaram.

Um abraço.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: S0L em 24 de Fevereiro de 2011, 14:08
Grace, é preciso atentar para a tendência a pontuar questões que não são reais.

Pobreza não gera criminalidade.De modo algum.
Se assim fosse, não teríamos tantos políticos que roubam,promovem orgias com menores,drogas...

E se vc for um dia numa comunidade, verá que a maioria ali é de trabalhadores.A minoria vai pelo crime.Isso é fato.

Acontece que o mal é o "diferente" da alma humana.Por isso sobressai.
O comum, natural é sermos bons em diferentes graus e atuações.

A reencarnação não quita dívidas, nem nada do tipo. Ela promove entendimento.
Se o indivíduo tem registrado em seu caráter que roubar é errado, não há Cristo que o fará roubar.Nem com arma de fogo,nem com colarinho branco.

Caráter independe de bolso.

Criminalidade vai desde permitir que entrem drogas no país, até o playboy da zona sul que compra seu baseadinho.

Isso de achar que é na favela que se encontra mais criminalidade, que a pobreza gera isso,é um grande engano.



Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2011, 14:14
Grace,
nota-se que a am iga ainda não estudou as obras básicas, logo, qualquer outro "estudo' que tenha feito não é doutrina.
por isso a amiga tem essa idéia muito desviada do ensino doutrinário.
Procure estudar no Livro dos espíritos, ali sim está a doutrina conforme foi passada pelos Espíritos superiores, e vais ver que nada do que estudaste pode ter credibilidade.
abraços,
Moura

Bem, baseada em alguns estudos sobre reencarnação, li alguns que alguns casos, aliás a maioria, das almas que escolhem reencarnar, sãopara quitar dívidas de vidas passadas, se regenerar, algo assim.

Aí que eu tenho uma dúvida, por exemplo:

Aquelas pessoas que nascem naquelaslas favelas perigosissimas, num estado de pobreza enorme, não resta muita opção a não ser o caminho do crime, começando pelo roubo, drogas...estas coisas, acho meio hipocresia, falar que as pessoas tem outros caminhos, pq as vezes assisto a documentarios, e vejo que são tantas pessoas aglomeradas ali, que não tem como tomar outro caminho, aí pergunto:

O que adianta a pessoa reencarnar num ambiente desse, se a própria situação não da suporte para uma "regeneração"???

A impressão que dá que a reencarnação em certos casos, eh igual ao sistema falido de presídios no Brasil, a pessoa vai para se resuperar e sai pior.

São dúvidas que me intrigam..
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Hebe M C em 24 de Fevereiro de 2011, 14:34
Reencarnar em ambiente hostil ou miserável segundo a DE é o genero de prova escolhida pelo espírito.
Muitas vezes em outras vidas foi um viciado ou traficante e pede como prova voltar em um ambiente em que o vício impera para superar a sua má tendência.
Veja

Cap V - OLE

"259. Se o Espírito escolhe o gênero de provas que deve sofrer, todas as tribulações da vida foram previstas e escolhidas por nós?

       — Todas, não, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os detalhes são conseqüências da posição escolhida, e freqüentemente de vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslizes se expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, aqueles que influem no destino, estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se, ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se diz."

Leia mais:
http://livrodosespiritos.wordpress.com/mundo-dos-espiritos/cap-6-vida-espirita/v-escolha-ds-provas/
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2011, 16:17
Há mais um porém muito interessante, maninha Hebe,
e que quase sempre é deixado de lado:
Fala-se muito em que o Espírito escolhe as provas, mas não é verdade; O Espírito escolhe a natureza das provas ou seja, o gênero em que será provado, o que significa dizer, que ele escolhe se quer ser rico ou pobre, mas não o que lhe vai acontecer, na riqueza ou na pobreza.
Quem disse se esquece, por certo acabará pensando que o Espírito é quem manda, que é ele quem diz, "Ae, camarada, eu quero ser rico, loiro, lindão e antenado". Num claro erro de interpretação.
abraços,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Hebe M C em 24 de Fevereiro de 2011, 16:33
 :D Sim Moura,
Eu coloquei que ele escolhe o genero de provas.
Mas tem outra coisa, os espíritos escolhem as provas mais difíceis para seu adiantamento porque sua visão é diferente da nossa quando encarnados, então você , como espírito, não escolheria ser um lourinho bonitão e antenado hahaha!!!

Um abço
Hebe
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 24 de Fevereiro de 2011, 16:43
Caracas!
"armei e me dei mal".
Abração,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Grace Arruda em 25 de Fevereiro de 2011, 02:12
Eu coloquei no meu post que nao sou uma estudiosa da doutrina espirita, sou iniciante, e eu acho que, nessas condiçoes mesmo o espirito escolhendo vir numa posiçao dessa , num lugar deste, realmente, fica dificil ele se regenerar.

Outra coisa que a irmã disse na sua respota que pobreza nao gera criminalidade, eu acho que em muitos casos pode gerar, pois tem muitos que roubam para matar a fome dos filhos, aí num roubo deste pode acontecer do ladrão em questão num acidente tirar a vida da vitima, ateh por acidente, entao, eu acho complexa demais, essa questão.

Mesmo pq sabemos que uma pessoa que nao tem boa aparencia ( padroes impostos pela sociedade ) e que de um endereço de uma comunidade pobre por exemplo, que serviço poderá ela arrumar...claro que tem exceç~es..neste caso denominaria "raras".

Mas isso como eu disse foi uma dúvida, e tbm uma opinião..mesmo porque, somos humanos pecadores, fracos, entao se eu tenho problemas por exemplo com drogas, como vou me recuperar no meio de drogados?? Se eu não posso roubar... Como posso nascer em um lugar de miseria, sem condiçoes alguma, e como disse desprovido de boa aparência...então eu questionei uma realidade, e eu sei que tem muitas palavras bonitas aí que alguns disseram...mas a realidade eu acho que eh pesada...

Mas como dizem os mais entendidos no assunto, o espirito escolhe...eu particularmente acho que seria uma encarnação perdida, ou volta com mais dividas para o outro lado..claro que nao estou generalizando, tem pessoas que conseguem sair desta situação com seu proprio esforço.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Rose C. em 25 de Fevereiro de 2011, 07:06
A reencarnação
167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?
"Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?"

A marcha das Espíritos é progressiva, jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam. Em suas diferentes existências corporais, podem descer como homens, não como Espíritos. Assim, a alma de um potentado da Terra pode mais tarde animar o mais humilde obreiro e vice-versa, por isso que, entre os homens, as categorias estão, frequentemente, na razão inversa da elevação das qualidades morais. Herodes era rei e Jesus, carpinteiro.

As provas de riqueza e de miséria
814. Por que Deus a uns concedeu as riquezas e o poder, e a outros, a miséria?
"Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com frequência."

Escolha das provas
258. Do fato de pertencer ao Espírito a escolha do gênero de provas que deva sofrer, seguir-se-á que todas as tribulações que experimentamos na vida nós as previmos e buscamos?
"Todas, não, porque não escolhestes e previstes tudo o que vos sucede no mundo, até às mínimas coisas. Escolhestes apenas o gênero das provações. As particularidades correm por conta da posição em que vos achais; são, muitas vezes, consequências das vossas próprias ações. Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que arrastamentos se expunha; ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Sabe o Espírito que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar lutas de determinada espécie; sabe, portanto, de que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora se se verificará este ou aquele êxito. Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força mesma das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que influem no destino. Se tomares uma estrada cheia de sulcos profundos, sabes que terás de andar cautelosamente, porque há muitas probabilidades de caires; ignoras, contudo, em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias, se fores bastante prudente. Se, ao percorreres um rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, segundo vulgarmente se diz."
(O Livro dos Espíritos)

Muito amor para todos.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Anton Kiudero em 25 de Fevereiro de 2011, 08:17
Eu coloquei que ele escolhe o genero de provas.
Mas tem outra coisa, os espíritos escolhem as provas mais difíceis para seu adiantamento porque sua visão é diferente da nossa quando encarnados, então você , como espírito, não escolheria ser um lourinho bonitão e antenado hahaha!!!

E sera que ser rico ou pobre, homem ou mulher, bonito ou feio é um genero de prova ou ja é uma prova com os sinais de tribulações?

Os generos de prova são algo mais simples e tambem mais profundo e não há muita escolha no cardápio...
Os generos podem ser: provas materiais, provas sentimentais e provas morais.

Por exemplo, o espirito ao escolher as provas materiais pode vir pobre e enriquecer, rico e empobrecer, pobre por toda a vida ou rico por toda a vida, com todas as nuances possiveis... E as provas propriamente ditas são sempre dadas por Deus segundo o merecimento do espirito 'naquele instante'. Merecimento não é um merito ou premio. Merecimento é o que é mais util ao desenvolvimento espiritual em determinado momento. O merecimento pode ser algo agradavel ou desagradavel, igualmente.

Na escolha de provas sentimentais incluem-se o ser mãe, pai, irmão, filho, amigo, perder um destes companheiros de viajem, o ciume e tudo o que relacione os espiritos entre si.

Quando da escolha de provas morais, o espirito ira passar pela experiencia do 'eu sei' e que podem ser de muitas ordens. Pode ser uma religião, uma cultura (cor da pele, região, preferencia sexual), verdades cientificas, futebol, etc. Mas sempre o espirito nesta ordem de provas tem muitas 'verdades' e 'certezas'. Por istro sempre afirmamos que religião é uma prova para o espirito.

E Deus da a cada um, a cada momento, a tribulação, o problema a ser solucionado, de acordo com a justiça perfeita, naquele instante.

Portanto as provas são sempre interiores e os aspectos exteriores, os acontecimentos, são apenas a moldura das provas, o seu ambiente.


Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2011, 14:09
Anton, riqueza ou pobreza são encarados na DE com Gênero de Provas.
As tribulações vão advir pela maneira pela qual o Espírito as encara quando encarnado.
abraços,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 25 de Fevereiro de 2011, 15:38
          Anielr   (ref #0)

          Olá, novo amigo, cito suas palavras:
          ”Acho que colocastes bem, a situação de milhares de pessoas, mas não devemos jamais esquecer o lívre arbítrio, onde todos podem tomar as suas decisões”.

          Cel: meu amigo, me permita apenas uma pergunta: o que é realmente, para você, o livre-arbítrio? As decisões são verdadeiramente “nossas”, ou são decisões oferecidas pelas experiências pelas quais já passamos neste escola do bem e do mal, que é a vida? Simplificando a pergunta: são decisões nossas, ou são decisões que a vida nos leva a tomar?

          Um abraço.



Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2011, 15:42
coronel, meu mano,
O livre compreende os nossos atos.
E é tão mais livre quanto mais nos adiantemos na moral, diz a DE>
Abraços,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 25 de Fevereiro de 2011, 15:52
          Olá, mano Mourarego, um bom dia para o amigo.

          O que é que o amigo quer significar com "o livre-arbitrio compreende nossos atos"? pode ser mais explícito?
          E quanto a "e é tão mais livre quanto mais nos adiantemos na moral"?

          E, observe, meu mano, que aguardo resposta à pergunta: "o que é realmente o livre-arbítrio?" Se o amigo desejar, peço que exponha sua compreensão acerca do livre-arbítrio.

          Forte abraço.

Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 25 de Fevereiro de 2011, 16:14
coronel,
não acredito que o amigo não tenha entendido sobre nossos atos mas vou dar um exemplo simplório:
O amigo sai de casa para o escritório.  em dado momento, resolve não ir e volta para casa.
De quem foram os dois atos, seus ou dos Espíritos ou de mais alguém?
Nossos atos, se iniciam no pensamento que é formulado e evidenciado pela vontade, que é nossa também, e culminam na ação última do exemplo.
abraços,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 25 de Fevereiro de 2011, 19:46
          Grace Arruda    (ref #8)

          Cito a nova amiga:
          "Eu coloquei no meu post que não sou uma estudiosa da doutrina espírita, sou iniciante, e eu acho que, nessas condições mesmo o espírito escolhendo vir numa posição dessa, num lugar deste, realmente, fica difícil ele se regenerar.
          Cel: minha nova amiga, concordo com você no que diz da dificuldade de se regenerar; veja que, segundo a doutrina, o mundo é uma escola onde o espírito vem aprender e, tudo que ele aprende é proporcionado pelas lições que a escola, do bem e do mal, que é a vida lhe oferece em cada instante; logo, num ambiente adverso, terá maiores dificuldades.
          O outro assunto: se está disposta a estudar, e deve faze-lo porque estes assunto lhe serão muito úteis, atenda, também, ao sábio conselho do Livro dos Médiuns, cap III, item 35:
          "... os que desejam conhecer completamente uma ciência devem ler necessariamente tudo o que foi escrito a respeito, ou pelo menos o principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler os prós e os contras, as críticas e as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Cabe ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso”.
          Aí está um sábio conselho pouco seguido. Igual disse Paulo: “Estudai de tudo e guardai o que for bom”. E veja que ali se recomenda estudar até mesmo os “contras” e as “críticas”, conselho que muitos desdenham ou até reagem quanto a essa possibilidade.
          Se não comparamos, se não abrimos os olhos para outras linhas de pensamentos, como saber que a nossa eleita é a melhor, que contém maior aproximação da verdade? E podemos, também, estar deixando de conhecer coisas de extrema importância para nosso crescimento espiritual, concorda?
          E mais uma coisa importante: religião é assunto de foro pessoal, pois nós a elegemos aquela que  mais se harmoniza com nossos conceitos acerca da vida e de tudo; e pode, portanto, ser totalmente diferente daquilo que aprendemos, acreditamos, que lemos, ouvimos, sabemos ou supomos, seja de qualquer fonte que tenha vindo”.

          Fique em Deus.









Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 25 de Fevereiro de 2011, 20:51
          Mano Moura   (ref #15)
 
          Cel: agora compreendi, mano. Mas estávamos falando de livre-arbítrio e não de quem “aparentemente” pratica os atos, de quem são os atos. Aí esta toda nossa divergência! Vamos ver: porque eu pratico uma ação? Como você disse, é porque tive um ou mais pensamentos que me levam a essa prática, certo? Mas, porque é que eu tive esse ou aquele pensamento que me fez resolver (decidir), num dado momento, voltar para casa? Simplesmente resolvi, sem motivo algum, inopinadamente? Veja que não é assim; sempre escolho ir ou voltar, ou fazer qualquer coisa que seja, levado por alguma razão: se escolho voltar é que voltar para casa, para mim, naquele momento da escolha, é o melhor a fazer, certo? Deixei o fogo ligado, a janela aberta, a criança sozinha, seja o que for. E, também, porque já aprendi que fogo ligado, janela aberta etc, podem trazer conseqüências indesejadas, concorda? Pelas experiências pelas quais já passei, nesta escola do bem e do mal que é a vida, já aprendi que fogo aceso, janela aberta... constituem perigo; sei que devo tomar providencias; no caso, voltar e acertar o que ficou errado. Não é assim? Não escolheria voltar se não houvesse um motivo. Agi desse modo porque “já” aprendi, nesta escola de vida, que devo agir assim. Você escolhe ou decide fazer algo simplesmente sem analisar as conseqüências, ou sempre procura saber o que é o melhor a fazer? Nunca! Só não analisa, por mais simples que essa análise seja, aquele que está sem tempo de analisar, ou descontrolado, ou dementado, ou irresponsável, ou o ignorante, concorda? E, por isso, os homens cometem os absurdos que vemos no mundo. Até para escolher entre dois lápis, ou dois doces, você analisa; vai optar pelo lápis que vai servir para o que deseja fazer; vai escolher o doce mais saboroso ou maior etc. E porque analisa? Porque, somente analisando vai aplicar o que a vida já lhe ensinou antes da escolha e, desse modo, escolherá o que, conforme crê, será o melhor para o que deseja fazer. Todas as nossas decisões ou escolhas (e as estamos fazendo a todos os instantes de nossa vida), somente são realizadas depois de analisar as conseqüências e essa análise está totalmente vinculada ao nosso passado, às experiências já adquiridas. Logo, de todas as escolhas de nossa vida, nenhuma delas é <livre>; estão todas totalmente <presas> às lições que nosso nível escolar nesta escola já nos fez compreender. Podemos, então, até dizer: a vida escolhe por nós. O amigo conseguiria identificar uma ação, ato ou decisão que seja, tenha sido feita como num jogo de “cara-ou-coroa”, isto é, sem que esteja <presa> totalmente às experiências adquiridas?   
          Se dizemos que livre-arbítrio é liberdade de escolher, percebemos que livre-arbítrio não existe, pois que nunca somos livres para escolher.
          Desse modo, as escolhas nós as fazemos pelo que a vida nos ensinou e está ensinando, bem como a vontade é também, resultante do que a vida nos ensina a cada instante.
          Perdoe a prolixidade; é o meu modo; pelas lições que a vida já me deu, acredito que sendo assim é melhor.
          Um abração.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 26 de Fevereiro de 2011, 03:02

              Caro Amigo Matheus!


              Somos consciência pura, criados à imagem e semelhança de DEUS, só que não sabemos disso.  Em estado espiritual puro, somos energia pura. Ao começarmos a nos relacionar com a matéria, através do princípio inteligente, vamos agregando matéria a nosso períspirito, até chegar ao nível de consciência hominal.

               Como se fosse um lençol branco, o espírito tem uma capacidade eletromagnética de
ganhar massa ao ter uma ação má, e de expulsar essa massa ao ter uma ação boa. Ou seja o lençol fica sujo ou fica limpo.

               Nos casos acima citados, pensamos em leis de homens, condições sociais etc. Nada disso nos pode julgar. No fundo do nosso subconsciente, temos grafados de maneira indelével
todo o código de ética e moral desejados por DEUS. Isso é uma lei física, eterna e imutável,e independe da opinião pessoal de qualquer outra consciência.

               Na vida que "estou sendo"um bandido, tenho enorme prazer em ser o pior que há, pois está no meu programa ser Deus em tudo o que fizer. Quando morro e tomo consciência
de que matar é errado, assumo um peso e a única maneira de me livrar do mesmo é renascer
para apagar provisóriamente essa memória, sem o que continuaria com a mesma personalidade ou ego, e incorreria nos mesmos erros.

               O grande segredo é: "Eu estou no PAI, e o PAI está em MIM, tudo o que faço, não sou EU quem faz, mas o PAI que está em MIM que age.  Assim pensando, temos que desenvolver
essa consciência de que estamos em DEUS e DEUS está em nós, diuturnamente, e tentar viver como DEUS viveria.

               Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 26 de Fevereiro de 2011, 04:07
               Cara Amiga Grace Arruda!!

               
                Desculpe o ato falho! O post acima foi endereçado a ti! 

               Mas é isso, se conseguirdes, ser imitadores do vosso PAI que está nos céus, certamente não mais reencarnarás.

               Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 26 de Fevereiro de 2011, 13:46
Carlos Soares,
me desculpe discordar do amigo, mas um imitador apenas faz as caretas e gestos, porém apenas isso e não passa disso.
quem imita não tem e nem quer ter a essência que é o saber e o Conhecimento para agir por si.
Sejamos nós mesmos pois para isso Deus no dotou de intelecto, razão , discernimento e capacidade de aprender.
Munidos do Conhecimento, poderemos entalhar na pedra dura as noções que nos farão progredirmos.
Quem imita nem o buril sabe utilizar.
Ora, então para que a consciência divina nos dotou de atributos que não deu aos animais?
As religiões, tão mal compreendidas, as doutrinas tão interpoladas são os facilitadores deste nosso trabalho, mas este deve ser executado por nós mesmos e nisso os Espíritos e nem mesmo Deus se metem.
O verbo e a ação meu mano é o FAZER e não o IMITAR.
Não é atoa que o filho do pai, ensinou-nos: "Faze por ti e os Céus te ajudarão".
Abraços,
Moura
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 26 de Fevereiro de 2011, 17:16
                Caro mano Moura!


                 De forma alguma discordastes de mim. Simplesmente você se esqueceu que JESUS
ao afirmar isso, tinha a consciência de que se dirigia a espíritos muito atrasados, que não poderiam nem mesmo "imitar", qualquer bom exemplo à época, imagine então "viver"isso!

                 Creio mesmo que ainda hoje, dois mil anos depois, nós mesmos, com toda a nossa
pretensa cultura e pseudo-conhecimento, teríamos condições morais de querermos ser só "imitadores" DELE próprio. 

                  Se eu afirmasse:  "Vivam seu dia a a dia como Jesus viveu", certamente discordarias, com razão. 

                  O importante é viver consciente, de que DEUS está conectado 24horas sete dias da semana em nosso MSN.


                  Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2011, 18:22
          Carlos   (ref #18)

          Meu amigo, estou de perfeito acordo com você ao colocar que é o “Pai” que age por nós. As ações, como você disse, não somos nós que as praticamos, não somos nós que as fazemos, logo não somos nós que sujamos nossos “lençóis”, concorda? É o próprio Pai que está em nós que as pratica e que os suja. Concordo totalmente.
          Contudo, gostaria de, para reflexão, lhe fazer uma pergunta: qual é o significado de ao “ter uma ação má”?

          Abraço.


Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 26 de Fevereiro de 2011, 19:04
              Caro Amigo Coronel!!


              Sei que desejas atingir o raciocínio do livre arbítrio.  Mas não podeis vos esquecer de que quando erramos não temos a consciência do que é certo ou errado. Conforme postado, o espírito tem uma capacidade física, de interagir com o Cosmo, agregando energia ou perdendo energia, assim criando a sua identidade atual, ou clara ou escura!

              "Ao ter uma ação má", ou, "ao ter uma ação boa", não pressupõe que há alguém anotando nossas faltas, pois qualquer tipo de juízo seria relativo, isso é dependeria da verdade relativa onde o juiz se situaria, o que causa as injustiças que deram origem a este tópico. O que gera distorção no campo perispiritual, é a consciência posterior ao ato, quando comparado com seu código de moral e ética interno, o espírito aceita e se culpa perante DEUS.

                Quanto ao fato de ter escolhido uma ação má, deve-se simplesmente ao fato de sentir prazer, através de um dos cinco sentidos, o que o faz repetir indefinidamente esse ato, até ter
ciência de que o mesmo feria o seu próprio código.


                 Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2011, 21:46
          Amigo Carlos   (ref #23)
          Caro amigo,

          Cito você:
          “Sei que desejas atingir o raciocínio do livre arbítrio.  Mas não podeis vos esquecer de que quando erramos não temos a consciência do que é certo ou errado. Conforme postado, o espírito tem uma capacidade física, de interagir com o Cosmo, agregando energia ou perdendo energia, assim criando a sua identidade atual, ou clara ou escura!”
          Cel: meu amigo, o assunto “livre-arbítrio” é muito interessante, mas não é isso que pretendo atingir; o amigo já deu sua resposta: não há livre-arbítrio pois que é o Pai que age por nós.

          "Ao ter uma ação má", ou, "ao ter uma ação boa", não pressupõe que há alguém anotando nossas faltas, pois qualquer tipo de juízo seria relativo, isso é dependeria da verdade relativa onde o juiz se situaria, o que causa as injustiças que deram origem a este tópico”.
          Cel: agora o amigo me deixou encafifado; se o livre-arbítrio não existe, se é o Pai que age por nós, de onde vêm as injustiças? Não são apenas ilusões resultantes de nossa falha interpretação do mundo?
          Um abraço, meu amigo.


Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 26 de Fevereiro de 2011, 22:34
              Caro Amigo Coronel!!


               "EU estou no PAI e o Pai está em MIM". Pressupõe que há uma comunhão de pensamentos, mas o livre arbítrio ainda existe, você pode escolher a opção errada se quiser.

                Mesmo JESUS, quando chegou a hora da provação, a tentação da carne falou alto, e ele optou pela vontade do PAI.  Aceitou o cálice da perda da vida.

                Se você pensar que é o PAI que é o culpado de nossas falhas onde então a possibilidade de evolução individual do espírito?  O PAI está em mim, significa que eu conheço
o código de ética e moral, não significa que sou obrigado a segui-lo, mas aceito o preço de cada transgressão que cometer, obrigatoriamente.

                Você está correto ao admitir que as injustiças, são resultantes da nossa pobreza de interpretação das leis divinas eternas e imutáveis, pois esses fatos que nos parecem injustos
 são a resultante de nossos atos, durante milênios, e DEUS em sua sapiência sabe que ainda temos milhares de chances para encontrar o caminho de volta para casa.


                Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 26 de Fevereiro de 2011, 23:54
          Amigo Carlos   (ref #25)
          Caro companheiro de jornada. Me perdoe que sou muito prolixo; só sei ser assim. Vamos conversar.
          Cito você:
          "EU estou no PAI e o Pai está em MIM". Pressupõe que há uma comunhão de pensamentos, mas o livre arbítrio ainda existe, você pode escolher a opção errada se quiser”.
          Cel: amigo, o significado de pressupor é apenas “supor”, “dar a entender”, não é? Dentro desse significado, você está considerando essa “comunhão de pensamentos” apenas como hipótese, uma hipotética comunhão de pensamentos, é isso? Digo isto porque, se a comunhão fosse real, nossos pensamentos e os da Divindade seriam idênticos; logo, nosso livre-arbítrio seria idêntico, o que implica na sua inexistência.
          E se escolhendo a opção errada eu estou escolhendo ser menos feliz, ou mais infeliz, porque eu quereria escolhê-la? Talvez o mais conveniente fosse dizer em vez de “você pode escolher a opção errada se quiser”, dizer “você pode escolher a opção errada por ignorância”, certo?
          Cito o amigo Carlos:
          “Mesmo JESUS, quando chegou a hora da provação, a tentação da carne falou alto, e ele optou pela vontade do PAI.  Aceitou o cálice da perda da vida”.
          Cel: Carlos, e como não aceitaria esse cálice se a vida verdadeira, a vida real é a vida além do mundo, além do espaço-tempo, nos domínios do Criador? Jesus deve tê-la aceitado com total alegria; como você mesmo disse: era a vontade do Pai. Veja, meu amigo, Jesus conheceu a verdade que liberta de todas as dependências, se percebeu “um com o Pai”, se libertou de toda ignorância e de seus conseqüentes sofrimentos; um homem dessa “estatura” sabe o que o aguarda, como Jesus por várias vezes, demonstrou saber; mais do que ninguém, Ele comungava (agora sim!) com os pensamentos do Pai; esse é o “homem novo”, que apenas sofre se o quiser; logo, para Ele o “cálice” não teve a conotação de sofrimento. Se Jesus realmente conheceu a verdade e, assim, compreendeu o que Ele mesmo era, “um com o Pai”, nenhuma tentação pode afligi-lo; aquele que conhece a verdade se ilumina; de nada mais depende; está absolutamente liberto de tudo e sob todos os aspectos, concorda?
          Carlos:
          “Se você pensar que é o PAI que é o culpado de nossas falhas onde então a possibilidade de evolução individual do espírito?  O PAI está em mim, significa que eu conheço o código de ética e moral, não significa que sou obrigado a segui-lo, mas aceito o preço de cada transgressão que cometer, obrigatoriamente”.
          Cel: meu amigo, se alguém conhece o “código de ética”, evidentemente conhece as conseqüências de não segui-lo, concorda? Então, porque razão não o seguiria? Veja, conheço o código de ética; por ele sei que serei mais feliz se praticar, por ex, atos de amor ao próximo, e sei que serei menos feliz se praticar atos opostos a esses; então, podendo optar entre ser feliz e ser infeliz, porque optarei por ser infeliz? A única resposta é: por ignorância; é isso que o amigo quer dizer?
          Observe outro ponto, Carlos: conforme as doutrinas e escrituras, nada ocorre sem a vontade do Pai, o Criador de todas as coisas, inclusive, é evidente, do sofrimento. Pela visão das doutrinas, o Pai todo poderoso nos criou e nos lançou no mundo entre outros bilhões. Se erramos é apenas porque ainda não aprendemos a acertar, certo? As experiências (lições) adquiridas nesta escola do bem e do mal que é a vida, são elas que nos levam a acertar ou a errar, concorda? Porque dizer, então, como o amigo disse no início “escolher a opção errada se quiser”? Observe que não escolhemos a opção errada simplesmente porque queremos escolher a errada, mas porque a vida ainda não nos ensinou a escolher a certa, concorda?
          Carlos:
          “Você está correto ao admitir que as injustiças, são resultantes da nossa pobreza de interpretação das leis divinas eternas e imutáveis, pois esses fatos que nos parecem injustos são a resultante de nossos atos, durante milênios, e DEUS em sua sapiência sabe que ainda temos milhares de chances para encontrar o caminho de volta para casa”.
          Cel: amigo, porque seremos pobres na interpretação das leis divinas? Nós nos fizemos propositadamente pobres nesse aspecto? Ou é a vida que nos faz assim como somos? Se bem analisarmos, com certeza vamos perceber que por nada somos responsáveis e de nada somos culpados.
          Amigo, como lhe disse, não sei me explicar com poucas palavras; me perdoe.
          Um abraço e perceba Deus em você.

Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 27 de Fevereiro de 2011, 02:25
              Caro Amigo Coronel!!


              Você com sua prolixidade me dá um nó nos neurônios,que os bixinho fica atirando prá todas as sinapses.  Vamos tentar desembaralhar essa sua cabecinha.

              Seu raciocínio, mistura idéias panteístas com idéias niilistas e foge das praxes espíritas.

              Nós partimos do UNO e ao UNO voltaremos. Só houve um big-bang, e a partir daí começa a nossa jornada nas estrelas. O Universo está em expansão, começará a perder força e começará a encolher, colidindo todos os planetas e depois explodindo de novo. Ou seja, DEUS está brincando de IO-IO conosco.

              Quando pensas, deves separar o que é o Espírito, do que é encarnado. Simplificando,
podemos dividir nosso cérebro encarnado em três partes: Subconsciente, todas as vidas anteriores,   Consciente, nossa vida encarnada, só sabe do nosso ego atual e não acredita em espírito, e Superconsciente, destinada a percepções extra sensoriais, além dos nossos cinco sentidos, ela seria o sexto sentido.

              O Espírito está pronto mas a carne é fraca, se for possível Ó PAI, afasta de MIM esse cálice, mas faça-se a TUA vontade e não a MINHA.  Nessa frase, nós temos dois seres diferentes
o EGO encarnado teima em não largar o corpo, mas o espírito subconsciente que já desenvolvido lembra da missão vence.

               No caso do livre arbítrio que você sempre retorna, se dá o mesmo problema. Esse papo
do código de ética e moral, foi grafado no PI no instante da criação, todos esses 14 bilhões de anos de evolução, de um átomo a um arcanjo, são experiências, dessa semelhança de DEUS tentando retornar para casa. 

               Como você sempre posta, porque eu erro se sei que é errado? Pergunta redundante,
se eu soubesse que é errado não erraria. Lembra-se da necessidade básica da reencarnação?
Fui reprovado na escola, analiso os pontos que errei como espírito, então faço um novo vestibular, ganho uma escola novinha (novo corpo) e tento de novo, mas sem lembrar de nada anterior. Em resumo um corpo que dura cem anos no plano divino é um dia de aula. Esse novo corpo não lembra do código de ética mas trás em si, memórias subconscientes do que não deve fazer. Essa a intenção da vida na carne, colocar os interesses do espírito acima dos do EGO encarnado.


              Abraço Fraterno!!   
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 27 de Fevereiro de 2011, 05:27
          Amigo Carlos   (ref #27)
          Meu amigo! Fico sinceramente feliz de encontrar alguém que, como você, me parece, tem estudado, analisado, questionado o que estuda e, dessa análise, tem tirado idéias e conclusões próprias. Isso é difícil de encontrar, pois muitos aceitam tudo que lhes chega às mãos, que lhes é ensinado, que lêem, ou em que crêem, simplesmente pelo fato de terem confiança nas fontes de onde as informações vieram; preferem receber tudo já “mastigado” e interpretado por outras cabeças e nada questionam. Com relação a isso lembro que, quando interrogavam o Buda sobre sua experiência libertadora, ele respondia: “Essas perguntas são irrelevantes; venha e veja por si mesmo!”; o mesmo dizia Krishnamurti, sábio contemporâneo: “Não coloque outra cabeça acima da sua!”. Isto é, sempre use sua cabeça, suas faculdades intelectuais que, embora imperfeitas por estarem sob o comando do ego, ainda são o que de melhor temos para raciocinar e tentar compreender.
          Cito você:             
          “Seu raciocínio, mistura idéias panteístas com idéias niilistas e foge das praxes espíritas”.
          Cel: você não acha que não devemos classificar (panteístas, niilistas)? Classificar muitas vezes se assemelha com preconceituar, pois parece quê estamos considerando umas coisas (no caso “idéias panteístas”, ou  deístas”, ou niilistas ou o que seja) como melhores ou piores do que outras, mesmo sem conhecer perfeitamente cada uma, concorda? E isso não passa de preconceito, certo? É como eleger a religião ou crença própria: se não conhecemos as outras, nunca poderemos dizer que a que seguimos é a melhor ou que contém maior dose de conceitos verdadeiros. No entanto, em geral, os homens não conhecem as outras e consideram a sua a melhor; é também o que ocorre com as religiões: cada uma se diz a”única certa”, embora, complacentemente, diplomaticamente, também diga que “todos os caminhos levam a Deus”.
          Carlos:
          “Nós partimos do UNO e ao UNO voltaremos. Só houve um big-bang, e a partir daí começa a nossa jornada nas estrelas. O Universo está em expansão, começará a perder força e começará a encolher, colidindo todos os planetas e depois explodindo de novo. Ou seja, DEUS está brincando de IO-IO conosco”.
          Cel: é uma coisa a pensar; primeiro: houve mesmo “um” só big-bang?! Nem as ciências podem afirmar ou sequer cogitar disso. E, a todo instante, neste universo infinito (nem temos como imaginar uma coisa infinita, nem mesmo um universo finito!!) nascem e morrem estrelas, chocam-se galáxias, destruindo inumeráveis mundos, muitos possivelmente habitados. Dentro dessa visão de expansão e posterior contração, não pode ter existido número infinito de big-bangs na infinitude de Deus?           
          Quanto ao iô-iô, é como sábios afirmam: tomamos parte num mega-drama universal no qual, o único ator, é Deus.
          E veja um outro ponto, amigo: o que significa UNO, senão “um só”, uma única coisa, concorda? O UNO é indivisível, embora pareça dividir-se em toda diversidade, inclusive nós; então fazíamos (ou fazemos) parte dessa única coisa, melhor ainda, éramos (somos) UM com ela.
          Carlos:
          “Quando pensas, deves separar o que é o Espírito, do que é encarnado”.
          Cel: em parte você tem razão; em parte, não, pois como separa aquilo que é UNO, dividir o que é uma só coisa?
          Carlos:
          “Simplificando, podemos dividir nosso cérebro encarnado em três partes: Subconsciente, todas as vidas anteriores,   Consciente, nossa vida encarnada, só sabe do nosso ego atual e não acredita em espírito, e Superconsciente, destinada a percepções extra sensoriais, além dos nossos cinco sentidos, ela seria o sexto sentido”.
          Cel: meu amigo, não acha que essa é apenas uma divisão simbólica, para facilitar e entendimento ou para efeitos didáticos? Na realidade o que denominamos consciente, subconsciente ou superconsciente são uma coisa só; são apenas diferentes “níveis” (na falta de palavra mais apropriada) de compreensão e percepção, nos quais está envolvida a memória: o consciente é a percepção e interpretação do atual, do que consideramos ser a realidade real a nossa volta e dentro de nós; o subconsciente, aquele nível onde estão guardadas, recalcadas e esquecidas memórias que inconscientemente selecionamos, ou porque nelas não cremos, não nos agradam ou as achamos absurdas, ou não são aceitas pela cultura e sociedade em que vivemos (como defesa, nós as excluímos e as esquecemos); o que o amigo chama de superconsciente deve ser a consciência pura, livre das ilusões do ego, a consciência perfeita, aquela consciência que permitiu a Jesus compreender e afirmar: “Eu e o Pai somos Um”. Mas tudo isso é uma só consciência; e damos o nome de superconsciência à consciência que se libertou do ego.
          Carlos: 
          “O Espírito está pronto mas a carne é fraca, se for possível Ó PAI, afasta de MIM esse cálice, mas faça-se a TUA vontade e não a MINHA.  Nessa frase, nós temos dois seres diferentes: o EGO encarnado teima em não largar o corpo, mas o espírito subconsciente que já desenvolvido lembra da missão vence”.
          Cel: vou lhe dar a minha versão: não há dois seres diferentes, senão no modo com que interpretamos a condição de espírito mais ego e espírito puro (espírito puro e perfeito + ego = homem ou espírito encarnado, como quiser; homem – ego = espírito puro e perfeito). Outra coisa, amigo: um ser da estatura moral de Jesus, isto é homem – ego, é espírito liberto do ego, conhece a verdade, sente que é um com Deus, comunga perfeita e absolutamente com a consciência do Criador e nunca diria: “seja feita a Tua vontade e não a minha” pois suas vontades não são mais duas vontades diferentes, mas uma só vontade, tanto que Ele afirmou “eu e o Pai somos um”.   
          Carlos:
          “No caso do livre arbítrio, que você sempre retorna, se dá o mesmo problema. Esse papo do código de ética e moral, foi grafado no PI no instante da criação; todos esses 14 bilhões de anos de evolução, de um átomo a um arcanjo, são experiências, dessa semelhança de DEUS tentando retornar para casa”.
          Cel: veja só amigo, grafado no PI no instante da criação; no entanto, porque motivo é tão esquecido e transgredido, o que faz que os homens tanto sofram sofrimento muitas vezes torturantes, inenarráveis! O código faz parte de cada ser, mas os seres não fazem parte dele? Porque “retornar para casa” se lá fomos estávamos pois lá fomos criados? Se lá estávamos no momento da criação? Porque tivemos de sair de lá? E, meu amigo Carlos, quanto ao livre-arbítrio, é <livre> mesmo ou é totalmente <preso> às experiências do passado?
          Carlos:
          “Como você sempre posta, porque eu erro se sei que é errado? Pergunta redundante, se eu soubesse que é errado, não erraria. Lembra-se da necessidade básica da reencarnação? Fui reprovado na escola, analiso os pontos que errei como espírito, então faço um novo vestibular, ganho uma escola novinha (novo corpo) e tento de novo, mas sem lembrar de nada anterior. Em resumo um corpo que dura cem anos no plano divino é um dia de aula. Esse novo corpo não lembra do código de ética mas trás em si, memórias subconscientes do que não deve fazer. Essa a intenção da vida na carne, colocar os interesses do espírito acima dos do EGO encarnado.
          Cel: não consigo compreender que a vida na carne seja justamente para superar os problemas adquiridos na vida na carne! Você entende isso, meu amigo? Se os interesses do espírito devem ficar acima dos do ego encarnado, qual a finalidade da encarnação, pois é exatamente esta que faz que coloquemos os interesses do ego acima dos do espírito? E outra coisa, meu amigo, porque eu fui reprovado na escola e outros não?
          Bom, temos muito mais a conversar, mas parece que estamos nos esquecendo do essencial,  que é como chegar a Deus, e perdendo tempo com o acidental.
          Forte abraço.


Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Victor Passos em 27 de Fevereiro de 2011, 13:02
Ola muita paz e harmonia

Reencarnação

Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Reencarnação e Ressurreição. 4.Finalidade da Encarnação. 5. Justiça da Reencarnação. 6. Limites da Reencarnação. 7. Enfoque Científico. 8. Outros Tópicos. 9. Conclusão. 10. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a alma é imortal e ao corpo físico retorna quantas vezes for necessário.

2. CONCEITO

Reencarnação significa a volta do Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o antigo. Usa-se também o termo Palingenesia, proveniente de duas palavras gregas — Palin, de novo; genesis, nascimento.

Metempsicose - do grego metempsykhosis, embora empregada no mesmo sentido da reencarnação, tem um significado diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Ou seja, a alma que atingiu a fase humana poderia reencarnar em um animal. Plotino (205-270 a. C.) sugeriu que se substituísse por metensomatose, uma vez que haveria na realidade, mudança de corpo (soma) e não de alma (psykhe) (Andrade, 1984, p. 194 e 195)

Ressurreição - do lat. ressurrectione - significa ato ou efeito de ressurgir, ressuscitar. Segundo o Catolicismo e o Protestantismo, retorno à vida num mesmo corpo.

3. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO

A confusão entre o conceito de ressurreição e o de reencarnação é porque os judeus tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Por isso, a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer. Eles designavam por ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente chama reencarnação.

A ressurreição segundo a idéia vulgar é rejeitada pela Ciência. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersados e reduzidos a pó, ainda se conceberia a sua reunião em determinado tempo; mas as coisas não se passam assim, uma vez que os elementos desses corpos já estão dispersos e consumidos. Não se pode, portanto, racionalmente admitir a ressurreição, senão como figura simbolizando o fenômeno da reencarnação.

O princípio da reencarnação funda-se, a seu turno, sobre a justiça divina e a revelação. Dessa forma, a lei de reencarnação elucida todas as anomalias e faz-nos compreender que Deus deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento. E para isso, Deus, na sua infinita bondade, permite-nos encarnar tantas vezes quantas forem necessárias ao nosso aperfeiçoamento espiritual, utilizando-se deste e de outros orbes disseminados no espaço. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 4, p. 59)

4. FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO

1) Expiação — Expiar significa remir, resgatar, pagar. A expiação, em sentido restrito consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.

2) Prova — Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito. A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. Trata-se freqüentemente de simples provas escolhidas pelo espírito para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova mas a prova nem sempre é uma expiação.

3) Missão — A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado. Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo. Há, assim, a missão dos pais, dos filhos, dos políticos etc.

4) Cooperação na Obra do Criador — Através do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.

5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência — a necessidade de progresso impele o Espírito às pesquisas científicas. Com isso a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

A encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou aquele Espírito. Citam-se, por exemplo, o restabelecimento do equilíbrio mental e o refazimento do corpo espiritual. (FEESP, 1991, 7.ª Aula, p. 73 a 76)

continua
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Victor Passos em 27 de Fevereiro de 2011, 13:03
continuação

5. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (Kardec, 1995, pergunta 171)

6. LIMITES DA ENCARNAÇÃO

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se se entende por isso o envoltório que constitui o corpo do Espírito, já que a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Nesse sentido, o limite máximo seria a completa depuração do Espírito, quando o perispírito estaria totalmente diáfano. Mas mesmo assim, há trabalho a realizar, pois podem vir em missões para ajudar os outros a progredirem. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 24, p. 67 e 68)

7. ENFOQUE CIENTÍFICO

O Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos da América, conseguiu catalogar cerca de 2000 casos, tendo publicado cinco livros versando sobre esses relatos. Em um de seus livros, o 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, reúne 7 casos na Índia, 3 no Ceilão, 2 no Brasil, 7 no Alasca e 1 no Líbano.

O Método empregado pelo Dr. Ian Stevenson consiste em descobrir pessoas, principalmente crianças, que espontaneamente manifestem recordações. Na maioria dos casos espontâneos, os principais acontecimentos já ocorreram quando o investigador entra em cena.

Possíveis ocorrência erros:

1) tradução;

2) os registros no ato da transcrição das testemunhas;

3) as observações quanto ao comportamento do entrevistado;

4) falhas de memória por parte das testemunhas

5) Além disso, embora acreditem na reencarnação, as pessoas envolvidas adotam atitudes bem diferentes. Existe uma crença generalizada de que a lembrança de vidas pretéritas condena à morte prematura, e muitas vezes os pais usam de medidas enérgicas e mesmo cruéis, para evitar que uma criança fale sobre uma vida anterior.

Stevenson, em suas observações conclusivas, não opta com firmeza por nenhuma teoria como explanatória de todos os casos. Diz ele que alguns casos podem ser explicados melhor como sendo devido à fraude, à criptomnésia ou à percepção extra sensorial com personificação (talvez com misto de telepatia e retrocognição).

Complementando diz: "Na medida em que nos preocupamos com a evidência da sobrevivência, não nos sentimos obrigados a supor que todo caso sugestivo de renascimento deve ser explicado como um caso de reencarnação. Nosso problema é antes, saber se há algum caso (ou mesmo somente um) em que nenhuma outra explicação pareça melhor do que a reencarnação, na explanação de todos os fatos. (Stevenson, 1971, p. 506)

8. OUTROS TÓPICOS

O tema reencarnação, por ser amplo, comportaria vários outros tópicos, ou seja: planejamento da reencarnação, mapas cromossômicos, reencarnação na Bíblia, encarnação nos diferentes mundos etc.

9. CONCLUSÃO

A reencarnação fundamenta todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo; com ela, todo o sofrimento encontra a sua explicação lógica, reacendendo, assim, a esperança num futuro mais promissor.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ANDRADE, H. G. Espírito, Perispírito e Alma: Ensaio sobre o Modelo Organizador Biológico. São Paulo, Pensamento, 1984.
AUTORES DIVERSOS. Curso Básico de Espiritismo (1.º Ano). 3. ed., São Paulo, FEESP, 1991.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
STEVENSON, I. 20 Casos Sugestivos de Reencarnação. São Paulo, Difusora Cultural, 1971.

São Paulo, julho de 1999

 

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Referências sobre o tema REENCARNAÇÃO. Enviada em 11/07/2007 por
Washington Bacelar

Sugestões e complementos podem ser enviadas para   washingtonbacelar@yahoo.com.br

 

1.        AMORIM, Deolindo.  O Espiritismo e os problemas humanos. São Paulo : USE, cap. V – Reencarnação e desigualdades.

2.        ANDREA, Jorge.  Forças sexuais da alma.  Ed. FON-FON. Cap. II (vórtices espirituais).

3.        ANDREA, Jorge. Paligênese: a grande Lei.    (????)    Cap. Caminho da Libertação.

4.        ANDREA, Jorge. Psicologia espírita.  5.ed. Petrópolis : LORENZ, 1991. vol 1. cap. transplantes.

5.        DENIS, Leon.  Depois da Morte. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XLI.

6.        DENIS, Leon.  O problema do ser, do destino e da dor. Rio de Janeiro : FEB. 1993. Caps. XIII a XIX.

7.        KARDEC, Allan.  A Gênese.  17. ed. São Paulo :  LAKE, 1994.  cap. XI, Reencarnações

8.        KARDEC, Allan.  O Evangelho segundo o espiritismo.  244. ed. Araras, SP : IDE, 1999. cap. IV, XIV – item 8 e 9, XVII – item 11.

9.        KARDEC, Allan.  O LIVRO DOS ESPÍRITOS,  96. ed.  Araras, SP : IDE, 1995.  perg. 132 a 146, 166 a 222, 330 a 399, 686 a 649.

10.    MIGUEL, Alfredo.  A tese das vidas múltiplas. São Paulo : LAKE. (todo um estudo sobre esta tese).

11.    MIRANDA, Hermínio.  A reencarnação na Bíblia.  São Paulo : Pensamento, 1995.

12.    NOVAES, Adenáuer Marcos.  Reencarnação: processo educativo. Salvador : Fundação Lar Harmonia, 1955. (esta obra apresenta um verdadeiro resumo das mais importantes pesquisas e pesquisadores deste tema).

13.    PERALVA, Martins.  O pensamento de Emmanuel. . Rio de Janeiro : FEB. Caps. Paligenesia; Fases da Reencarnação.

14.    RAMOS, Agelisau N. P.  A reencarnação na Bíblia.  Recife : Companhia Editora de Pernambuco, 1985.

15.    TINOCO, Carlos Alberto.  O modelo organizador biológico.  Curitiba : Veja, 1982. (esta obra apresenta um estudo profundo sobre a formação genética do ser humano, com variadas imagens comparativas e cálculos matemáticos)

16.    UBALDI, Pietro. A grande síntese.  São Paulo : FUNDAPU. Cap. LXXIV.

17.    XAVIER, Francisco Cândido / Emmaneul. Emmanuel. Rio de Janeiro : FEB. cap. XXIV, respondendo às objeções. e Janeiro : FEB. Cap. XVII (fases da reencarnação), E outros.

18.    XAVIER, Francisco Cândido / Emmaneul. Vida e sexo. Rio de Janeiro : FEB. Cap. X e XIV.

19.    XAVIER, Francisco Cândido /André Luis. Missionários da Luz. Rio de Janeiro : FEB. (todo o processo reencarnatório é apresentado aqui emdatalhes surpreendentes. Valioso trabalho).

20.    XAVIER, Francisco Cândido /Emmanuel e André Luis. Evolução em dois mundos. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XIX. (e vários outros).

21.       XAVIER, Francisco Cândido /Emmanuel e André Luis. Sexo e destino. Rio de Janeiro : FEB. Cap. IX e X. (como ocorrem as reencarnações coletivas, como as famílias são agregadas e preparadas para suas reencarnações).

DIVALDO PEREIRA FRANCO

1.        Antologia Espiritual – Diversos espíritos – Salvador : LEAL, 1994. cap.  III – Reencarnação e progresso / Morte e ressurreição.

2.        Atualidade do pensamento espírita – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, variadas perguntas.

3.        Dias Gloriosos – Joanna de ANGELIS – Salvador : LEAL, 2000. (Clonagem, transplantes, Criogenia, renascimento).

4.         Enfoques Espíritas – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, 1995. (Reencarnação: ato de justiça)

5.        Estudos Espíritas – Joanna de Angelis – Rio de Janeiro : FEB,   cap. 8.

6.        Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis – Salvador : LEAL, 1992. cap. IV. – afinidade e sintonia.

7.        Luzes do Alvorecer – Diversos Espíritos – Salvador : LEAL, 2001. Mensagem 10, de Ivan Costa.

8.         Momentos de Consciência – Joanna de Angelis. Salvador : LEAL. Cap. X.

9.        Nas Fronteiras da loucura – Manoel Miranda – Salvador : LEAL, cap.

10.       O homem integral. – Joanna de Angelis. Salvador : LEAL.  cap. VIII.

11.       Reflexões Espíritas – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, cap.  XII.

12.    SOS família – Joanna de Ângelis – Salvador : LEAL, 1994. diversas mensagens.

 

Com: CARNEIRO, Celeste Santos. A venerando Joanna de Ângelis.  Salvador : LEAL, 1998. (apresenta algumas encarnações da Mentora Espiritual do Centro Espírita Caminho da redenção).

 

OBRAS NÃO ESPÍRITAS.

 

1.        GROF, Stanislav.  A mente holotrópica. Novos conceitos sobre Psicologia e pesquisa da consciência.  Rio de Janeiro : Rocco, 1994.  cap 5 – Experiência de morte e renascimento.

2.        WAMBACH, Helen.  Recordando vidas passadas.  São Paulo : Pensamento, 1978.

3.        WEIS, Brian.  A divina sabedoria dos mestres.  Rio de Janeiro : Sextante, 1999. cap. 2.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 27 de Fevereiro de 2011, 15:24
            Caro Amigo Coronel!


            De novo, não separastes o que está encarnado do que é espírito liberto.  Mesmo liberto da carne o espírito ainda carrega em si o seu ego anterior, continua achando que é Carlosoares, pensa como Carlosoares e tem os mesmos problemas do Carlosoares. Nessa fase ainda é mentalmente encarnado, está utilizando somente 10% do total do cérebro.  Está  Consciente.

            Há correntes espiritualistas que como você acreditam que JESUS sendo um super espírito
não precisava sofrer, nem cair em tentações. Mas assim pensar, é colocá-lo na simples posição
de um ator, que desempenhou um papel numa peça.  Prefiro a opção de que ELE não derrogou nenhuma lei natural.  Encarnou-se normalmente, viveu normalmente até aos doze anos, quando em visita a Jerusalém ao ler as escrituras na Sinagoga "sentiu o chamado", do subconsciente, retornando aos trinta já com o Ego sob controle.

             Colocar o ego sob controle, é fugir das ilusões dos cinco sentidos, deixando passar
informações intuitivas do sub consciente para o consciente, ainda quando encarnado, pois a morte não transforma ninguém em super homem.


               Abraço Fraterno!!
           
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Mourarego em 27 de Fevereiro de 2011, 15:28
"Colocar o ego sob controle, é fugir das ilusões dos cinco sentidos, deixando passar
informações intuitivas do sub consciente para o consciente, ainda quando encarnado, pois a morte não transforma ninguém em super homem."

É exatamente isso mano Carlos Soares.
Abração,
Moura
               
           
[/quote]
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 27 de Fevereiro de 2011, 20:47
          Carlos   (ref #31)
          Ólá, amigo Soares! Cito suas palavras:
          “De novo, não separastes o que está encarnado do que é espírito liberto.  Mesmo liberto da carne o espírito ainda carrega em si o seu ego anterior... Está  Consciente”.
          Cel: sim, meu amigo, essa é a visão de muitas religiões. Mas nada existe a ser separado, senão conceitos ou noções: a de espírito (puro, perfeito) e a de homem (espírito + ego).
          Mas, afinal, o que é o ego? Vejo que para você não é o mesmo que para mim. O espírito planejado, desenhado, produzido, criado e procedente de Deus é perfeito como seu Pai é perfeito (embora nem saibamos o que seja isso que denominamos perfeição; nós a consideramos a superação extrema dos atributos “positivos” do homem. Mesmo sem nada conhecer de Deus, senão o que as religiões nos passam e o que imaginamos Dele, nós Lhe conferimos atributos!).
          O ego, cheio de facetas as mais variadas, é uma espécie de defesa para o espírito que, perfeito que é, mas “iludido” (outra palavra imprópria) pelo mundo ameaçador, o cria inconscientemente e o manifesta através de cérebros imperfeitos, com isso trazendo as desigualdades que vemos entre todos (bons e maus, inteligentes e néscios etc). Veja: ao nascer, a criança, no peito da mãe, no seu aroma e calor, usufruindo alimento saboroso que a nutre, está num verdadeiro paraíso; nada a perturba; felicidade total; contudo, aos poucos, esse paraíso vai sendo desfeito: ruídos que assustam, cólicas, frio, fraldas molhadas, fome, o outro que lhe tira a chupeta e, a criança descobre um mundo ameaçador ao seu redor; antes era apenas ela, seu “eu”; agora descobre o “não-eu” ameaçador; nesse instante, inconscientemente nasce o ego, defesa psicológica que a acompanhará durante toda vida ou até ser eliminado; o ego (que, na verdade, é a mesma criança com o “pé atrás”) procura interpretar, filtrar, ver, ouvir, cheirar, apalpar, provar, afastar tudo que, de algum modo, pelo seu falho julgamento, possa perturbar a tranqüilidade do homem (= espírito + ego). O ego dura até que venha a morte biológica, pois sua defesa não é mais necessária, ou até que seja eliminado, aquietado (“aquieta-te e sabe: eu sou Deus”), quando também não é mais necessário porque o homem se libertou de suas dependências (“... a verdade vos libertará).
          Logo, o espírito nunca é imperfeito; aquilo que lhe atribuímos como imperfeição é a expressão ou manifestação que lhe permite o cérebro e o ego.
          Carlos:
          “Há correntes espiritualistas que, como você, acreditam que JESUS sendo um super espírito não precisava sofrer, nem cair em tentações. Mas assim pensar, é colocá-lo na simples posição de um ator, que desempenhou um papel numa peça.  Prefiro a opção de que ELE não derrogou nenhuma lei natural.  Encarnou-se normalmente, viveu normalmente até aos doze anos, quando em visita a Jerusalém ao ler as escrituras na Sinagoga "sentiu o chamado", do subconsciente, retornando aos trinta já com o Ego sob controle”.
          Cel: amigo, você se engana: para a concepção que esposo, Jesus foi um homem igual a qualquer outro; apenas uma diferença (e que gigantesca diferença!): um dia, conheceu a verdade libertadora, se libertou de toda ignorância, ouviu, viu e compreendeu; tornou-se o que você lembrou, um “super” espírito, pois tornou-se “um com o Pai”; iluminou-se. E fez o que pode fazer para tentar ensinar o caminho para a verdade aos semelhantes.
          Uma pergunta: porque o amigo usou a palavra "precisava" aqui: não "precisva" sofrer, nem cair em tentações. Alguém "precisa" sofrer? Porquê?
          Carlos:
          “Colocar o ego sob controle, é fugir das ilusões dos cinco sentidos, deixando passar informações intuitivas do subconsciente para o consciente, ainda quando encarnado, pois a morte não transforma ninguém em super homem”.
          Cel: amigo, como controlar o ego? Não temos comando sobre ele; toda nossa vida de relacionamento com o mundo, toda nossa vida psicológica está sob seu comando. Como usar o ego “descontrolado” para controlar o ego “descontrolado”? É como contratar um professor de matemática para ensinar matemática a um aluno que nada sabe de matemática, concorda? O ego nos controla, não nós a ele. Veja que não temos nem mesmo o controle de “nossos pensamentos”!
          Para terminar, repito parte da msg anterior, no qual lhe fiz uma pergunta; gostaria que o amigo a respondesse:
          “Não consigo compreender que a vida na carne seja justamente para superar os problemas adquiridos na vida na carne, como você diz! Você entende isso, meu amigo? E se os interesses do espírito devem ficar acima dos do ego encarnado, qual a finalidade da encarnação, pois é exatamente esta que faz que coloquemos os interesses do ego acima dos do espírito? E outra coisa, meu amigo, porque "A" foii reprovado na escola e "B" não?
          Meu amigo Soares, forte abraço.           



Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Carlos Soares em 27 de Fevereiro de 2011, 23:20
               Caro Amigo Coronel!


                O seu conceito de que o espírito é perfeito, é que cria toda essa confusão. Somos criados à semelhança de DEUS, mas não somos deuses, estamos caminhando desde a bactéria, até aqui tentando retornar para casa, isto é, estamos procurando a perfeição.

                Esse conceito básico, entendido na forma oriental, que basta a meditação para se encontrar com DEUS, polui todo o nosso diálogo. Você se encontra com DEUS, na quietude da meditação, mas só para compreender, que tudo que há no mundo está correto, e voltará correndo para o trabalho, pois compreenderá que, com um mundo inteiro de pessoas sentadas meditando não haveria progresso algum. Morreriamos todos de fome, num exemplo simplório.

                Releia o parágrafo, onde eu digo que há14 bilhões de de anos atrás o jogo começou,
 e você vem rolando de PI para PV para PH. Você não tem preciência de nada, só instinto. Da maneira como vês, nós somos todos Gênios que erram por prazer. A encarnação é necessária para apagar o ego anterior e dar um novo passo para a frente. Sem ela ficariamos estacionários.
 
                 Qualquer autor oriental que você ler, dirá a mesma coisa: Controle seu ego que você se liberta e conhece a verdade. Porque questionas esta parte?

                 A encarnação do espírito, encarcera-o em um presídio de cinco sentidos. Se admites
como eu que ELE era um homem comum então compreende que toda a sua potência espiritual de nada lhe valeu, ele sofreu como nós. Pois sua lâmpada de 5000W, estava oculta dentro de um escafandro de carne.

                 Iluminou-se e conheceu a verdade que liberta, quer dizer, entendeu que os planos divinos estão corretos, e se achar que está salvo, será convidado a se retirar da ceia, pois não
está com as vestes que identificam os convidados.

                 A sua visão de que o espírito nunca é imperfeito, também nasce do fato de estar passando o carro na frente dos bois, já respondida no primeiro parágrafo.

                Reprovado ou não, é força de expressão. Simplesmente morre, e tem que renascer, se tive conhecido a verdade que liberta, não precisaria renascer, pelo menos em função do ego dessa vida.

                Sua colocação de que o espírito é perfeito, cria um paradoxo, se é ele que pilota o cérebro, e portanto o ego de onde vem a imperfeição? 

                 Nossa agora eu te imitei!!


                  Abraço Fraterno!!
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Anton Kiudero em 28 de Fevereiro de 2011, 01:15
Se você pensar que é o PAI que é o culpado de nossas falhas onde então a possibilidade de evolução individual do espírito?  O PAI está em mim, significa que eu conheço o código de ética e moral, não significa que sou obrigado a segui-lo, mas aceito o preço de cada transgressão que cometer, obrigatoriamente.

O Pai é a CAUSA de tudo o que acontece. Diz "faça-se" e o universo é construido.
Mas onde no LE o amigo leu que o Pai é culpado por alguma coisa?
Causa é o que antecede a consequencia enquanto culpa é um juizo de valor. Coisas completamente diferentes, como o amigo pode ver.
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Conforti em 28 de Fevereiro de 2011, 02:52
          Carlos soares   (ref #34)
          Olá, amigo Carlos! Vamos lá.
          “O seu conceito de que o espírito é perfeito... Somos criados à semelhança de DEUS, mas não somos deuses, estamos caminhando desde a bactéria, até aqui tentando retornar para casa, isto é, estamos procurando a perfeição”.
          Cel: esse não é meu conceito; é de todo o misticismo (sábios e mestres) de desde séculos antes da vinda de Jesus e até os dias atuais (e, se bem analisar, poderá perceber que Jesus foi um místico). E, como o amigo me fez lembrar, pergunto: porque, se estávamos em “casa”, nós a deixamos para, na escola de um mundo repleto de “imperfeições”, aprender a viver em “casa”?
          Carlos:
          “Esse conceito básico, entendido na forma oriental, que basta a meditação para se encontrar com DEUS... Você se encontra com DEUS, na quietude da meditação, mas só para compreender, que tudo que há no mundo está correto: e voltará correndo para o trabalho, pois compreenderá que, com um mundo inteiro de pessoas sentadas meditando não haveria progresso algum. Morreríamos todos de fome, num exemplo simplório”.
          Cel: meu amigo, não é assim. Esse encontro é o encontro com a verdade a que Jesus se referiu como “libertadora”; é o encontro com o “Senhor que habita nossos corações”, com o “Altíssimo do qual somos o templo”; é o encontro com aquilo que Jesus afirmou ser a maior conquista do ser humano, tanto que disse que “aquele que não abandona pai e mãe para encontrá-lo não é digno dele” (evidente: não digno dele, Jesus; não digno desse encontro); é a parábola daquele que encontrou um tesouro, vendeu tudo o que tinha e comprou “aquele campo”; é aquilo que aconselhou que o buscássemos “em primeiro lugar”.  As ilusões, os apegos, os atrativos do mundo, a ignorância e seus conseqüentes sofrimentos cessam e vem a luz, a felicidade e um amor desconhecido pelo mundo e a “busca” terminou!... e, sem sombra de dúvida, a busca de ser feliz é o objetivo de todas as lutas do homem, sem exceção de nenhum, do mais virtuoso ao mais perverso e imoral, de tudo que o homem faz,  tanto no sentido do bem quanto no sentido do mal. Como disse o Cristo: “... tudo o demais vos virá por acréscimo”, o Buda: “é o fim de todo o sofrimento” e muitos outros: “é a bem-aventurança total”.
          Veja, amigo, porque esposei esse conceito que você diz oriental, mas que é oriental e ocidental. Porque a ciência mais avançada do planeta, por suas experiências que trouxeram resultados considerados de início até absurdos (Einstein, numa convenção de físicos, todos os dias trazia argumentos contrários às novas descobertas, que considerava “absurdas”, mas todos os dia se rendia aos argumentos a favor da nova ciência; chegou, com mais dois notáveis cientistas, a realizar um experimento célebre e que tem sigla com as iniciais dos nomes dos três, experimento com que esperava provar a incorreção das novas descobertas, mas que acabou, com o próprio experimento com que tentava provar a incorreção a, novamente, comprovar a correção. (“Mas Deus não joga dados”, lembra-se?)
          Assim, a própria ciência mais avançada do mundo reconhece que as visões trazidas pela meditação das tradições místicas do Oriente e do Ocidente, antes consideradas ignorância, superstições ou patologia, estão corretas. No início do século passado, os cientistas, ao investigarem os átomos (época da bomba atômica, nuclear) nos mais importantes laboratórios do mundo, obtiveram resultados surpreendentes, que colocavam de cabeça para baixo toda a ciência anterior (que por mais de trezentos anos norteara todo o conhecimento do mundo em todas suas diversas áreas). Com as novas descobertas, Einstein e outros famosos chegaram a dizer que “não há mais um palmo de chão firme sobre o qual se possa construir alguma coisa”, que os alicerces da ciência estavam ruindo, que toda a descoberta anterior do homem teria de ser re-interpretada. Percebera-se que a ciência anterior não havia lidado com o mundo real, mas com uma falsa imagem do mundo.
          Lembra-se daquele fato que foi tão comentado (em meu tempo de estudante foi assim; desconheço sua idade mas, talvez, se lembre disso). O fato é que se descobriu que a luz não era conduzida pelo “éter universal”, como a ciência anterior sempre acreditou. Isso nada mais era que um “dogma” cientifica. Provou-se que esse éter nunca existiu. Houve cientistas que ficaram tão abalados a ponto de dizer que não sabiam mais encontrar o caminho da própria casa. A descoberta era que a luz não necessita de condutores (como a água, a eletricidade, o som); a luz se propaga em pacotes, os “quanta”, nome dado por Einstein. Daí veio o nome de física quântica.
          Depois disso, muitas outras descobertas deixaram os cientistas ainda mais perturbados (Conhece o “experimento da dupla fenda”? Posso trazê-lo para sua apreciação). E só conseguiram entender o que era tão perturbador porque alguns conheciam o misticismo Oriental. Um deles, Fritjoff Capra, escreveu o livro “O Tao da Física” que, passo a passo, compara as revelações da nova ciência com as revelações obtidas pelos místicos orientais, desde há milhares de anos, nas suas penetrações, pela meditação, em níveis mais elevados de consciência. Sem os requintados laboratórios e instrumentos de última geração de que o Ocidente dispõe, os místicos, séculos ou milênios antes, já haviam chegado às revelações às quais, somente agora, os cientistas estavam chegando.
          As implicações são tão importantes que, hoje, muitos dos mais notáveis cientistas do mundo consideram que a visão de mundo da ciência moderna é igual ou muito semelhante à visão de mundo do misticismo milenar. Pela primeira vez na história do mundo, as tradicionais adversárias, ciência e “religião”, se dão as mãos.
          Mas, com a palavra “religião” não me refiro às religiões populares que, em geral, são crenças sem embasamento científico ou experimental ou com muitos conceitos, tidos como verdades, ainda a comprovar. Nem se baseiam nas palavras dos iluminados que deram origem a elas. Elas têm por base as interpretações que os sucessores dos iluminados, em geral após a morte destes, deram às suas palavras. Estou me referindo às religiões profundas que, por ignorância, chamamos de religiões. Não são religiões, nem teorias, nem psicologias, nem filosofias. São um conjunto de “exercícios e experiências” que podem levar o ser humano para além do espaço e do tempo, na direção de Deus. As meditações do Zen, Sufismo, Bramanismo, Taoísmo, e outras escolas de tradição sérias, trazem graves concepções sobre o universo, sobre o homem e sobre Deus, concepções semelhantes às desta mais moderna ciência ocidental.
          Carlos:
          “... como vês, nós somos todos Gênios que erram por prazer”.
          Cel: meu amigo, por favor me esclareça quanto a sermos gênios que “erram por prazer”; não entendi. De onde o amigo deduziu isso que afirma?
          Carlos:
          “Qualquer autor oriental que você ler, dirá a mesma coisa: Controle seu ego que você se liberta e conhece a verdade. Porque questionas esta parte?”
          Cel: não questiono! Apenas digo que não é controlar o ego; é “matar” o ego. Este é o único obstáculo a nos impedir o encontro com Deus (homem – ego = espírito).
          Lembro Helena Blavatsky: “A mente é a assassina de Deus; mate a assassina!”; palavras semelhantes muitos disseram.
          Carlos:
          “A encarnação do espírito, encarcera-o em um presídio de cinco sentidos. Se admites como eu que ELE era um homem comum então compreende que toda a sua potência espiritual de nada lhe valeu, ele sofreu como nós. Pois sua lâmpada de 5000W, estava oculta dentro de um escafandro de carne.
          Cel: não, meu amigo, ele foi um homem comum, logo de “potência espiritual” também comum; não havia uma potência espiritual superior que de nada lhe valeu. Quanto à “lâmpada” estar oculta isso ocorre com todos nós, sem exceção; nossos 5000w estão ocultos, não dentro de um escafandro, mas dentro da prisão das ilusões do ego. Todos nós!
          Carlos:
          “Iluminou-se e conheceu a verdade que liberta, quer dizer, entendeu que os planos divinos estão corretos, e se achar que está salvo, será convidado a se retirar da ceia, pois não está com as vestes que identificam os convidados”.
          Cel: todos aqueles que conhecem a verdade afirmam o mesmo: tudo é e sempre foi perfeito (= planos corretos?). E quem conhece a verdade se libertou; logo não “acha”; “achar” é estar preso à ignorância; não é sabedoria. E esse está vestindo as vestes perfeitas, se bem que não mais precisa vesti-las. Já chegou e está onde deve estar. 
          Carlos:
          “A sua visão de que o espírito nunca é imperfeito, também nasce do fato de estar passando o carro na frente dos bois, já respondida no primeiro parágrafo”.
          Cel: como já lhe disse, não é “minha” visão. Quanto a esse “passar o carro na frente dos bois”, sinceramente, não entendi. Peço que o amigo seja mais claro.
          Carlos:
          “Sua colocação de que o espírito é perfeito, cria um paradoxo, se é ele que pilota o cérebro, e portanto o ego de onde vem a imperfeição?”
          Cel: não, meu amigo, já vimos que não controlamos o cérebro/mente/eu/ego; é ele que nos comanda. Toda imperfeição é fruto da visão através da vidraça embaçada do ego, que vê o que não é real; cessado, “assassinado” o ego, vemos o Real, o Sagrado, a Imensidão que nos chama. 
          Um abraço. Perceba Deus em você!
                 
Título: Re: Dúvida sobre reencarnação
Enviado por: Goedert em 27 de Março de 2011, 15:51
Seu estudo está correto, existem seres que renascem como humanos voluntariamente, para adquirir sabedoria e quitar dívidas. Mas existe alguns que vem ao mundo humano com missões para ajudar os seres humanos e outros que vem dar um fim ao ciclo de renascimento.