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GERAL => O que é o espiritismo => Reencarnação => Tópico iniciado por: Denize Moreira em 11 de Março de 2010, 09:31

Título: Consequências do passado
Enviado por: Denize Moreira em 11 de Março de 2010, 09:31
1- Como podemos compreender os resultados de nossas existências anteriores?
Emmanuel  - Para compreender os resultados das existências anteriores, baste que o homem observe as próprias tendências, oportunidades, lutas e provas.

2 - Como entender, na essência, as dívidas ou vantagens que trazemos de existências passadas?
Emmanuel - Estudos que efetuamos corretamente, ainda que terminados há longo tempo, asseguram-nos títulos profissionais respeitáveis. Faltas praticadas deixam azeda sucata de dores na consciência, pedindo reparação. Se plantarmos preciosa árvore, desde muito, é natural venhamos a surpreende-la, carregada de utilidades e frutos para os outros e para nós. Se nos empenhamos num débito, é justo suportemos a preocupação de pagar.

3 - Qual a lição que as horas nos ensinam?
Emmanuel  - Meditemos a simples lição das horas. Comumente, durante a noite, o homem repousa e dorme; em sobrevindo a manhã, desperta e levanta-se com os bens ou com os males que haja procurado para si mesmo, no transcurso da véspera. Assim, a vida e a morte, na lei da reencarnação que rege o destino.

4 - Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço?
Emmanuel - No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça; no berço, acorda e retoma o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.

5 - Em síntese, onde permanece, espiritualmente, a criatura reencarnada?
Emmanuel - Cada criatura reencarnada permanece nas derivantes de tudo o que fez consigo e com o próximo.
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: luciabessa em 04 de Dezembro de 2012, 19:10
É Mary Helem,
nós somos o que queremos ser,
estamos onde queremos estar,
temos o que queremos ter.
As nossas "tendências" ou "dons" possuem raízes
de cuja colheita a semeadura é certa e justa.
Muita luz
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: AlexG em 21 de Janeiro de 2013, 18:34
Olá Pessoal,

Não é novidade que a doutrina espírita é de difícil compreensão, mesmo para os mais esclarecidos. Refiro-me mais especificamente à lei da reencarnação conjugada com a lei de causa e efeito.

Como explicar tais leis diante de uma mãe que acabou de perder seu filho bebê com um tiro dito por ‘bala perdida’?
Não precisa nem ser a mãe. Qualquer um por mais esclarecido que seja.

Inclusive, vem a questão: Por mais esclarecido e com alta capacidade mediúnica que seja um médium, quer dizer, estando de posse da informação de que aquele bebê que morreu com a bala perdida era um suicida e assassino terrível em vida passada, bem como a mãe também foi assassina de criancinhas em vidas passadas, e o próprio atirador tinha relação com as supostas vitimas inocentes; como ele (médium sabedor de tudo que aconteceu no passado) pode explicar para a mãe , ou para qualquer pessoa que seja, tal fato?

Sei de pessoas que são incrédulos do espiritismo, inclusive combatem o espiritismo, justamente por isso. Afirmam que o espiritismo, não obstante a lógica e a base cristã, é negativa, cultua a dor, a desesperança e faz apologia da morte.

O que voces pensam sobre isso? Como esclarecer sem chocar? Como explicar para um cego de nascença o que é o vermelho e o verde?

Abraço
AlexG
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Conforti em 25 de Janeiro de 2013, 13:58
      Mary Helen      (ref msg inicial)

      Cel: minha nova companheira de jornada, seja bem-vinda.
      Me permita colocar, aqui, algumas palavras para q, conforme a doutrina, procuremos ter uma fé raciocinada.
...................
      Primeiro: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como efeito o contrairmos dívidas, no passado? Éramos maus? Mas, como, ou qual é a causa de nos tornarmos maus se, no início, não éramos? Onde nos tornamos maus? Na erraticidade ou na vivência da vida, dessa escola para onde viemos, exatamente, para aprender a não sermos maus?

      Porq é q procuramos males para nós mesmos, se sabemos (a lei está em nossa consciência, embora esquecida, por alguns) q a Lei nos trará consequências terríveis, torturantes, desesperadoras, pois é esse o processo criado por Deus para nossa evolução; um processo sempre alicerçado no fazer sofrer, com dores e lágrimas q podem durar até milhões de anos. O método para evoluir mais eficiente, q a Suprema Sabedoria, o Supremo Amor preparou para nós, é “só avançar à força de sofrimentos”.

      Qual é a causa q tem como efeito o errarmos tanto, ao ponto de a Lei nos fazer, sofrer e chorar, para resgatar débitos passados?
..............................
     
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: AlexG em 26 de Janeiro de 2013, 14:45
Olá

Conforme a DE, fomos criados simples e ignorantes. E não maus. Aliás, a DE sustenta que não existe o mau propriamente dito ... não existe o diabo ... não existe o inferno. Existe a ignorância. Exaltando que a ‘bagagem’ espiritual de cada um não é exatamente igual a bagagem intelectual. Em outras palavras, podemos ter espíritos em um estágio intelectual (conhecimentos e habilidades) em um nível diferente do seu proprio estágio espiritual. Ao ler a DE percebemos que esses dois atributos do espírito, em geral seguem paralelos (tem uma ligação entre eles, é claro), mas não necessariamente, isto é, um espírito pode ter um estagio intelectual adiantado em relação ao seu estágio espiritual e vice versa, embora como já dito, existe sim uma relação entre eles.

Nosso desenvolvimento espiritual é o que define o nosso real estágio evolutivo (progresso). A palavra chave para a evolução de um espírito é o ‘mérito’. Deus nos criou simples e ignorantes e, segundo sugere a DE quando diz que o espírito nunca regride, ou melhor quando fala da lei do progresso, deixa claro que ou permanecemos no mesmo estágio (no ciclo de encarnações) ou avançamos. E esse conceito está intimamente relacionado com o mérito (segundo as suas obras, lembram?).

Se estamos falando de progresso e mérito, não tem como não falar em aprendizado, experiência. Então, é muito difícil, aprender (sair da ignorância) ser errar. Daí vem a ideia da 'dor' (não como necessidade, mas como inexorável consequência do aprendizado - erros e acertos). Diga-se de passagem, a DE nos diz que o erro  é inevitável no processo de aprendizagem, mas abre uma perspectiva de esperança a medidade que fala: 'ou vai pela dor ou pelo amor (significa que a dor pode ser sim evitada - na grande maioria das vezes o caminho que o espirito segue, é o da dor). Ainda completa nos informando que o erro em si não faz o espírito retroagir no seu progresso. No máximo estaciona. O grave não é errar e sim permanecer no erro, principalmente quando se tem a consciência plena de que está incorrendo no erro. Eis aí outro conceito fundamental nessa linha de raciocínio: A ‘intenção’.

Todos sabem que um índio (cultura primitiva) ao defender seu lado do rio contra ataque de outra tribo, atira flechas que matam o ‘inimigo’. Existe ‘karma’ nisso? Claro que sim. Mas se fosse possível quantificar essa ‘karma’, qual seria o maior, o do índio ou um chefe de estado de uma nação que manda seus cidadãos para uma guerra (seja lá qual for o motivo)? Ou mesmo um político corrupto que rouba verbas destinado a saude e educação? (sendo que o faz, sabendo que aquilo pode e vai causar desgraças a outras pessoas?

Então, a ‘criação simples e ignorante’, o progresso, a inexorável dor do aprendizado, o mérito e a 'intenção' (responsabilidade - consciência dos atos), são os conceitos que a DE nos fornece para meditarmos sobre nossa reforma intima.

Abraço

AlexG   
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Mourarego em 26 de Janeiro de 2013, 15:03
Alex, o vocábulo Karma quer dizer APENAS ação.
Logo, não compreende  que a DE ensina.
amigo, a DE também não afirma que o mal não exista, afirma sim, que o mal não é creação de Deus.
A questão está em tentarmos mudar o que a DE ensina.
abraços,
Moura
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: AlexG em 26 de Janeiro de 2013, 23:47
Olá Mourarego,

Ok, Permita-me a correção, visto que sua atenção as filigrana hermenêuticas estão policialmente aguçadas. ::) Então, substituamos o termo 'Karma' que realmente não se encontra nas paginas Kardequianas pelo termo ‘prova’ ou ‘expiações’ ou mesmo ‘reação em conseqüência de uma ação’. Caro Mourarego, um pouquinho mais de compreensão entenderias que usei o termo ‘Karma’ por força de expressão, sem querer ferir os brios de algum purista incauto que inadvertidamente lesse o post.

Mas claro que me referia a um principio básico da DE que são as encarnações sucessivas para através de provas e expiação promover sua reforma intima.   

Quanto a DE não afirmar que o mal não existe!!  ???... cá estamos nós nos enrolados em interpretações superficiais.

Se você ler direito, logo no inicio do post eu falo:

Citar
Conforme a DE, fomos criados simples e ignorantes. E não maus. Aliás, a DE sustenta que não existe o mau propriamente dito ... não existe o diabo ... não existe o inferno. Existe a ignorância.

Claro que o ‘mau’ (não é bem o mal; com l; substantivo ou mesmo advérbio) a que me refiro que não existe na DE (ou pelo menos assim  a entendo e, sem a menor intenção de mudá-la, muito pelo contrario ), enfim ... referia-me ao espírito mau e fadado ao fogo eterno do inferno; sem esperança de melhorar nunca (disse textualmente que não existe inferno – ou você também não concorda que a DE nos ensina que não existe inferno?) . Ah! e essa frase inicial (resumindo que existe a esperança por mais atrasado que seja o espírito) está perfeitamente de acordo com o contexto onde o assunto que tratava o post era justamente sobre a evolução espiritual.

Caro Mourarego, creio que voce ao dizer:

Citar
A questão está em tentarmos mudar o que a DE ensina.

Quis dizer (insinuar) que estou de alguma forma(espero que não por ter usado a palavra karma) mudar o que a DE ensina. (antecipo minhas desculpas se não foi especificamente direcionada a alguma coisa que coloquei no post)

Bem ... eu como uma pessoa imperfeita e pouco habilitada com a ‘pena’ (sem falsa modéstia e hipocrisias , ironias ou segundas intenções), admito que erro, e muito, troco palavras e é claro, interpreto as coisas ao meu modo (quem não faz), mas nunca faço com a intenção de impô-la.

... Mas gostaria de saber, alem da utilização do sacrílego termo ‘Karma’, embora todo mundo saiba fazer a correlação desta com o conceito que está na DE  ::), alem também do errôneo entendimento da afirmativa pela DE que o mau não exista ... em qual parte do meu post eu sugeri alguma mudança do que é facilmente interpretado nas claras e objetivas informações contidas na Codificação?

Errei quando falei que fomos criados simples e ignorantes?
Errei ao falar que o espírito não retroage em suas conquistas de ordem espiritual?
Errei em falar que a cada um é dado conforme sua obra? (mérito)
Errei quando falei da ‘intenção’ como fator de agravante/atenuante em futuras provas e expiações?
Errei em falar que uma das mais elevadas mensagens de Cristo e reafirmada na revelação Espírita é a ‘esperança’? simbolizado por um Pai Justo, Bom e amoroso que nunca abandona um filho ou o deixa em eterna dor.   

Abraço
Alex
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: antevazin em 27 de Janeiro de 2013, 00:15
Primeiro: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como efeito o contrairmos dívidas, no passado? Éramos maus? Mas, como, ou qual é a causa de nos tornarmos maus se, no início, não éramos? Onde nos tornamos maus? Na erraticidade ou na vivência da vida, dessa escola para onde viemos, exatamente, para aprender a não sermos maus?

      Porq é q procuramos males para nós mesmos, se sabemos (a lei está em nossa consciência, embora esquecida, por alguns) q a Lei nos trará consequências terríveis, torturantes, desesperadoras, pois é esse o processo criado por Deus para nossa evolução; um processo sempre alicerçado no fazer sofrer, com dores e lágrimas q podem durar até milhões de anos. O método para evoluir mais eficiente, q a Suprema Sabedoria, o Supremo Amor preparou para nós, é “só avançar à força de sofrimentos”.

      Qual é a causa q tem como efeito o errarmos tanto, ao ponto de a Lei nos fazer, sofrer e chorar, para resgatar débitos passados?
..............................
     Coronel, esta ai uma duvida que me aflige sempre que estudo a DE, é uma duvida que não deixa-me acreditar na reencarnação, com esta duvida e algumas outras não consigo ver um Deus tão justo, se é que ele existe. O a migo tem resposta para seu proprio questionamento, compartilharia conosco?
Abraços. 

Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: AlexG em 27 de Janeiro de 2013, 03:42
Olá antevazin,

Foi pensando nessas indagações (muito oportunas), que escrevi no meu post anterior:

- Fomos criados simples e ignorantes. (não maus. E sim ignorante. Logo se somos ignorantes, pressupõem-se que estamos, ou somos propensos à, progredir. Afinal, somos seres inteligentes. Temos consciência de nós mesmos e live arbítrio. Disso se conclui que não estamos fadados a eterna ignorância (o que  erradamente se confunde com um tipo de mau eterno. Um personagem diabólico para contracenar com o bem em batalhas épicas.

- O homem a cada reencarnação, esta aprendendo. Em todo aprendizado, há erros e acertos. Isso (não necessariamente), implica em dor. Não que a DE fique pisando nessa tecla, mas é uma questão de lógica – afinal, ninguém aprende tudo o tempo todo sobre todas as coisas de uma vez só. E essa dor é justamente as más escolhas que nos desarmoniza em relação a tudo e a todos. Então, não é que em algum momento em tal reencarnação, nos tornamos maus’, mas erramos ao escolher um melhor caminho (usamos mal o livre Arbítrio).

- E é nesse tocante (porque ter que progredir e aprender?) que entra o conceito do ‘mérito’.
Deus é perfeito em tudo que cria. E uma criação fadada a sofrer estagnada, eternamente e sem uma finalidade, o mínimo seria dizer que é algo imperfeito. E sabemos que tudo no Universo tem uma finalidade (esse conceito, de certa forma, reporta a crença em Deus). (Dizem, os mais otimistas aos quais me alinho, que o Universo conspira a nosso favor).

- O que podemos também considerar é que todos os espíritos pressentem em seu íntimo que existem situações de ‘felicidade/paz/bem estar’, em que, naturalmente, são impelidas a buscar.
Algo como: ‘todos sabemos o que é bom para nós mesmos'. Claro que tendências primitivas as quais o homem ainda se vê muito arraigado, como o egoísmo, a vaidade, e outras imperfeições inerentes ao estágio evolutivo que se encontra, acaba ... como disse cometendo erros, sucombindo a imperfeições e desequilíbrios e produzindo seu próprio sofrimento. Por outro lado, vai conquistando outras virtudes, aprendendo a se harmonizar e é claro fazendo jus aos méritos alcançados: ampliando seus momentos de felicidade/amor/paz. Dizem e eu acredito piamente, que vale a pena. vale muito a pena.

O fato é que só aos poucos, na base de bons tropeços, percebemos com mais clareza os meios para atenuar as dores e ampliar as ‘felicidades’. Daí, o mérito. (como diz o poeta: ‘o único braço que alcança as alturas’). Os espiritas propões como meio, a caridade. Eu creio nisso.

- Finalmente, nesse mar de caminhos e escolhas, de alegrias e tristezas, resta-nos nossas boas lembranças e os amores que soubemos cultivar ... isso, alem é claro, das mágoas e desafetos que nos incomodam mas que aqui voltaremos, com a misericórdia do Pai, para resgatar.

Abraço

AlexG   
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Janeiro de 2013, 12:26
Olá amigo Alex

Tenho uma forma de compreender a lei de reencarnação parecida com a sua, se bem o entendi...

A vida do espírito imortal, aliás como nos diz Emmanuel, no post inicial deste tópico, é um processo continuo, uma sequência. As principais resoluções que o espírito faz são baseadas nas circunstâncias em que ele se encontra, antes de encarnar. Pois é nessa situação que ele pode ter a noção de como funcionam as leis da natureza que regem a evolução do espírito, dado que tem acesso a informação mais directa, fornecida pelos amigos que já são de categoria superior à dele, na escala espirita, bem como às memórias de encarnações anteriores. É nessa situação que ele está na posse de toda a informação.

A evolução espiritual é precisamente o nível de compreensão, por parte do espírito desencarnado, das leis da natureza que regem o processo que o leva no caminho da felicidade, ou seja da maturidade, como espírito. E quanto mais maduro, mais livre é o espírito. Menos carnais e mais felizes são as reencarnações dele. Evoluir espiritualmente gera uma recompensa, no sentido em que se criam condições para ser mais feliz, no futuro. Estagnar é um castigo, na medida em que ficamos a marcar passo, enquanto os outros progridem.

O espírito encarnado está temporariamente sem acesso à memória das encarnações passadas. É como um amenésico que foi colocado num país desconhecido e estranho. Ele está aqui para ter uma experiência que lhe pode ser útil, no sentido de desenvolver o conhecimento. Mas o conhecimento do espírito, não o do espírito encarnado (aquele a que temos acesso de momento).

O conhecimento do encarnado tem um papel mais relacionado com a sua actividade na Terra, mas está dependente do cérebro para se manifestar, bem como da memória cerebral. Um encarnado pode, aparentemente, perder as suas capacidades cognitivas e a memória. Se elas fossem dadas directamente pelo espírito, independentemente do cérebro, isso não era assim. O espírito jamais perde a memória de tudo que lhe sucedeu nesta vida. Mas o encarnado não tem acesso a essas memórias imortais, permanentes.

O comportamento do espírito, enquanto encarnado, tem uma relação com a sua evolução espiritual. O mal que ele faz, consciente e voluntariamente, a si mesmo, e aos outros, é uma consequência da sua falta de evolução espiritual, e não a causa de penas futuras, noutras encarnações. Tal como o bem que ele faz é uma consequência da sua elevada evolução espiritual. A causa do bem que as pessoas fazem, a si mesmas e aos outros, consciente e voluntariamente, é a evolução espiritual, a do mal é a pouca evolução espiritual. É assim a lei causa - efeito, para mim.

Eu não acredito na justiça divina no sentido intervenção de Deus, ou dos bons espíritos, para ajuste de contas entre os espíritos. A questão moral é do espírito consigo mesmo. Os castigos não dão a consciência moral a quem não a tem. O espírito errante compreende as consequências das suas acções, para os outros, enquanto ele estava  encarnado. Se ele tem uma consciência moral desenvolvida pode sentir a necessidade de reparar algum mal que ele possa ter feito, noutra encarnação, encarnando numa posição em que possa compensar outros espíritos, fazendo-lhes bem. A moral só funciona com aqueles que têm consciência moral. Os que não a têm, têm que ser vistos como animais selvagens, não como culpados.

Eu acredito que as questões de justiça, entre as pessoas, se devem resolver com recurso à justiça terrena. Mas sempre no sentido de agir como quem se protege de um animal selvagem, e não no sentido de o castigar. Se a pessoa tem consciência moral pouco desenvolvida é mais próximo de um animal selvagem.
 
E uma ideia que temos de erradicar é a de que as pessoas com menos recursos, as pessoas doentes, são os culpados de outras encarnações a cumprir pena, sob pena de eliminarmos as palavras de Jesus da mensagem espirita. Jesus denunciava as injustiças da Terra, não as considerava como decorrentes da justiça divina, mas da iniquidade dos homens da Terra.

Se a vida na Terra é justa, as pessoas com melhores condições de vida, mais saudáveis, são os recompensados pela justiça divina, enquanto os que têm piores condições de vida, os doentes são os castigados pela justiça divina. Mas Jesus de Nazaré não dizia isso. Isso disseram os ricos e poderosos da Terra, ao longo dos séculos (que o poder lhe foi dado por Deus, pois eram mais dignos disso do que os outros). Até houve um papa que dizia: Deus deu-nos o papado, gozemo-lo!

Se a vida na Terra é justa, então toda a correcção é errada, pois se estamos a tentar alterar algo que já é justo, estamos a cometer uma injustiça. Para quê a reforma intima? Para quê qualquer tipo de reforma? Se tudo está equilibrado, se tudo está bem, para quê alterar? Para quê a caridade se o necessitado é um criminoso a cumprir pena? Para quê a justiça humana, se aqueles que são atingidos pelos criminosos merecem o que lhe está a acontecer?

bem haja
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Mourarego em 27 de Janeiro de 2013, 13:52
O capítulo XII; item II do ESE tem por título pagar o Mal com o Bem.
Ora, como poderia o ESE indicar como se pagar o Mal, se este não existisse?

Outra questão é sobre a creação do Espírito, por certo a DE ensina que Deus os creou Simples e Ignorantes. Porém, este foi o "gradus primus" ou seja, o começo, mas a DE nos ensina que o Espírito após ser creado, vem participando de incontáveis vivenciações na carne e que o tem de fazer para que possa progredir, e neste caminho tortuoso é que os maus (com U), apareceram, já que assim se tornarem por afastarem-se do bem, mesmo que já tivessem progredido bastante.
Termos a creação no garu de simplicidade e ignorância, não nos afasta, se abusarmos do Livre arbítrio, e patrocinarmos ações más, nos agregando a elas por afinidade.
A coisa é muito simples mas muitos "empacam" nesta simplicidade.
Abraços,
Moura
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Janeiro de 2013, 16:36
Olá amigo Moura Rego

É claro que o mal existe, a questão está na definição da palavra "mau". Se fosse com "o" a conversa virava para outros campos, por isso estou consigo: é melhor ser com "u". :)

A questão a saber é se o mal é causa ou se é efeito. Eu acho que o mal é um efeito, cuja causa é a pouca evolução espiritual.

É verdade que o individuo de baixa evolução espiritual pode dificultar a sua própria progressão espiritual, por causa das suas atitudes. É um ciclo vicioso. Mas qual nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? - E, dizem-nos os espiritos, todos vão superar essa fase da maldade... É uma promessa para levar a sério, ou não?

O mal, no domínio da população da Terra, ou seja do espírito encarnado na Terra,  é uma realidade. Mas o mal pelo mal já é uma patologia, que supera as questões morais.

O mal, no domínio da vida do espírito imortal, não existe, a não ser com carácter transitório. É o que ensina a doutrina... O problema é que nós estamos ainda na fase do tal "mal transitório". Logo parece-nos que é essa a realidade permanente e única.

bem haja
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: AlexG em 27 de Janeiro de 2013, 21:48
Oi Vitor Santos,

Gostei muito do seu post. Mais que observações complementares, eu diria esclarecedoras e aprofundadas, põe em foco temas fundamentais para um estudo mais aprofundado da DE

Muito interessante quando distingue a ‘capacidade’ (percepção mais abrangente) do espírito quando na erraticidade em comparação com o mesmo espírito (com amnésia) quando encarnado. Exatamente como penso. Na erraticidade o espírito não está mais de posse do corpo físico, o que de certo modo ‘filtra’ uma série de informações/estímulos que nos indicam (indicariam) os verdadeiro problemas que precisamos enfrentar para nosso propria reforma intima.

Um ‘esdrúxulo’ exemplo que costumo usar é que, nós, encarnados, quando estamos preocupados com erros que cometemos, nos causando desconforto (arrependimento por ter agido errado – os tais enfrentamentos que mencionei), muitas vezes, para não enfrentarmos esses conflitos com nós mesmos, buscamos distrações. Distrações essas que no mundo material não faltam. Ligamos uma TV, escapamos para um convívio social em torno de uma mesa, boas comidas e bebidas, companhias alegres, bem estar físico, etc... Não que isso seja errado. De jeito nenhum. Mas quando se tratam de fugas das responsabilidade imposta por nossa consciência, a coisa começa a ficar diferente.

Por outro lado, na erraticidade, as distrações não são tão disponíveis, ou não tem o mesmo caráter apelativo como são na vida material. (possivelmente isso é inerente do próprio estado de erraticidade). Alem disso, não temos mais o corpo físico, ou melhor, o ‘filtro’ que preenchem necessidades físicas colocando as necessidades espirituais em segundo plano.
Então, na erraticidade, essa percepção ‘intima’ é mais abrangente. Mais aprofundada. E isso, independente do estágio evolutivo espiritual (bagagem ético do espirito). Como nos é relatado na literatura ‘espirita’: ‘Na erraticidade, não dá para fugir da ‘verdade’. Não dá para mentir e usar mascaras que o conduza posição mais elevadas. Não dá para mentir para si mesmo. E todos que o ‘vêem’. O vêem conforme você é na realidade.

Creio que na erraticidade é hora de reflexão, estudo, e preparação para novos horizontes.
No plano físico, reencarnado, é hora de provas. Podemos esquecer de muita coisa (pela misericórdia de Deus – já pensou se soubéssemos de um mal terrível causado a alguém em vidas passadas e que esse mesmo alguém, na presente vida é um irmão, pai, ou filho?), mas a essência (a verdadeira bagagem espiritual que construímos – tanto virtudes como defeitos), estará lá. As virtudes para serem potencializadas e os defeitos para serem corrigidos.


Outro tema importantíssimo que você sugeriu, creio eu tendo como fundo a questão do ‘mérito’ e o progresso, é a Justiça.

Desnecessário dizer que Justiça do homem, embora imperfeita se comparada com a Justiça Divina, é uma instituição fundamental para nossa sociedade. Creio que em teste (pelo menos como é promulgado na maioria dos paises ‘democráticos’) a Justiça não tem caráter punitivo ou de vingança e sim o de correção e recuperação do infrator das regras definidas pela própria sociedade. Creio quem não obstante as suas imperfeições, buscam seguir os princípios éticos da mensagem Cristã. Aliás, princípios já fundados antes mesmos dos 10 mandamentos.
Claro que é preciso aperfeiçoar os instrumentos que visam regular os relacionamentos humanos. Mesmo porque, os conflitos de interesses nas sociedade humanas ainda são enormes e fundadas no egoísmo e exploração dos mais fracos. Mas estamos caminhando.

Ainda nesse tema, creio ser errado o raciocínio de que devemos nos abster de fazer caridade a alguém que esteja em sofrimento simplesmente por achar que ele sofre por merecimento. Afinal, não vivemos isolados uns dos outros, muito pelo contrario nossa evolução individual está intimamente ligada a evolução (equilíbrio) de tudo e todos em nossa volta.

Abração

AlexG   
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Conforti em 28 de Janeiro de 2013, 17:18
      Lucia Bessa   (ref #1)

      Lucia escreveu: É Mary Helen, nós somos o que queremos ser, estamos onde queremos estar, temos o que queremos ter.
      As nossas "tendências" ou "dons" possuem raízes de cuja colheita a semeadura é certa e justa.

      Cel: minhas novas amigas, com referência às msgs q colocaram, especificamente a esta msg da Lúcia, me permitam colocar algumas palavras. A DE, como é evidente, e como fazem também todos os homens sensatos, recomendam q raciocinemos, e profundamente, para melhor compreender nossas crenças. Se não fizermos assim podemos vir a “comer gato por lebre!”.
      Assim, convido-as a raciocinarem comigo.

      A Lucia escreveu: nós somos o que queremos ser, estamos onde queremos estar, temos o que queremos ter. As nossas "tendências" ou "dons" possuem raízes de cuja colheita a semeadura é certa e justa.

      Cel: Vamos raciocinar. Primeiramente, nós somos, realmente, o q “queremos” ser? Isso significa q os miseráveis e sofredores q estão pelos hospitais do mundo, nas prisões, vivendo debaixo daquela ponte, ou nos lixões das cidades, se arrastando pelo chão sujos e famintos sem q ninguém lhes estenda a mão, ou com dores sem fim de seu câncer, ou dores cruéis de seus remorsos, ou preocupações e medos, estão nessas lastimáveis condições porq escolheram estar?! Os dementes, os deformados física ou moralmente, os cegos, enfim, esse rol sem fim de sofredores q o mundo e a vida nos mostram, muitas vezes portadores de dores torturantes, desesperadoras, insuportáveis, a se estenderem até por milhões de anos, como diz a doutrina (e outras doutrinas) estão assim, porq querem estar assim, porq refletiram, raciocinaram, pesaram as terríveis consequências q lhe virão se optarem pelo mal e, depois, mesmo assim, decidiram escolher enfrentar, com seu  insignificante ou nulo poder, o poder do Todo Poderoso?

      Devemos acreditar q alguém, podendo escolher o caminho do amor e, consequentemente, ser feliz, escolhe, de sã consciência, o caminho do mal e, consequentemente, ser extremamente infeliz?! É isso, minhas amigas? A Mary, se é má, é má simplesmente porq escolheu ser má? Nada contribuiu para isso, senão sua vontade livre de ser má?  E a amiga Lúcia, se é boa, é boa simplesmente porq escolheu ser boa? Vamos pensar um pouco?

      Afinal, quem é q podendo escolher ser feliz escolhe ser infeliz, senão o desequilibrado mentalmente, o dementado, o desesperado ou o totalmente ignorante?!
...............................
Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Conforti em 31 de Janeiro de 2013, 14:24
      AlexG    (ref #4)

      Olá, novo companheiro de jornada.

      Busquemos ter uma “fé raciocinada”.

      Alex escreveu: Conforme a DE, fomos criados simples e ignorantes. E não maus. Aliás, a DE sustenta que não existe o mau propriamente dito ... não existe o diabo ... não existe o inferno. Existe a ignorância.

      Cel: o amigo está certo do q afirma, q a DE assegura q não existe o mal 'propriamente dito'?! O q é então esse ‘mal’ sempre referido em tantas questões das obras básicas?! A DE, claramente, afirma q o mal existe, pois é produzido pelo fato de os homens fazerem mau uso do livre-arbítrio!

      Contudo, vamos dizer q não existe o mal (para mim não é o mal q não existe; o q não existe são culpas, nem culpados); como vc diz o q existe é a ignorância. Mas, porq a lei de causa e efeito atinge os homens de forma torturante, desesperadora, insuportável? Por ser ele ignorante? Não entendi; a ignorância merece castigo? Nem as falhas leis dos homens punem o ignorante!

      Alex:... exaltando que a ‘bagagem’ espiritual de cada um não é exatamente igual a bagagem intelectual. Em outras palavras, podemos ter espíritos em um estágio intelectual (conhecimentos e habilidades) em um nível diferente do seu proprio estágio espiritual.

      Cel: aqui, devo lhe fazer outra pergunta: esse fato acontece com todos, ou só com parte dos homens? Se não acontece com todos, qual é a causa dessa desigualdade entre seres q, no princípio, são perfeitamente iguais?

      Alex: Nosso desenvolvimento espiritual é o que define o nosso real estágio evolutivo (progresso). A palavra chave para a evolução de um espírito é o ‘mérito’.

      Cel: como é q a doutrina explica o fato de uns adquirirem mais méritos do q outros?

      Alex: Deus nos criou simples e ignorantes e, segundo sugere a DE quando diz que o espírito nunca regride, ou melhor quando fala da lei do progresso, deixa claro que ou permanecemos no mesmo estágio (no ciclo de encarnações) ou avançamos. E esse conceito está intimamente relacionado com o mérito (segundo as suas obras, lembram?).

      Cel: a mesma questão acima: porq uns avançam e outros permanecem no mesmo estágio? Devemos crer q os últimos querem e assim, escolhem permanecer no mesmo estágio, mesmo sabendo q o avançar os beneficiará de tantos modos?

      Alex: Se estamos falando de progresso e mérito, não tem como não falar em aprendizado, experiência. Então, é muito difícil, aprender (sair da ignorância) ser errar. Daí vem a ideia da 'dor' (não como necessidade, mas como inexorável consequência do aprendizado - erros e acertos).

      Cel: mesma pergunta: porq uns aprendem mais do q outros? Porq muitos erram tanto, e outros nem tanto? A dor é obrigatória? Isso significa q o plano evolutivo, criado pelo Infinito Amor, se baseia no fazer sofrer dores e mais dores?

      Alex: Diga-se de passagem, a DE nos diz que o erro  é inevitável no processo de aprendizagem, mas abre uma perspectiva de esperança a medidade que fala: 'ou vai pela dor ou pelo amor (significa que a dor pode ser sim evitada - na grande maioria das vezes o caminho que o espirito segue, é o da dor).

      Cel: se a dor pode ser evitada o q é q nos impede de evitá-la? Ignorancia? Falta de vontade? Rebeldia? Não conseguimos evitá-la? E, se a dor vem do erro, porq não evitamos o erro?

      Alex:...  O grave é permanecer no erro, principalmente quando se tem a consciência plena de que está incorrendo no erro. Eis aí outro conceito fundamental nessa linha de raciocínio: A ‘intenção’.

      Cel: o amigo deve estar cansado de perguntas, mas vai mais uma: porq as intenções de uns e outros podem ser até mesmo opostas? Novamente, trago aqui a questão das desigualdades, q nem as doutrinas, nem seus estudiosos adeptos, conseguem responder: se há, de início, uma perfeita igualdade, qual a causa q a desfaz de modo q ela se torna gigantesca desigualdade?
 
     Amigo, não se aborreça com tantas perguntas. A intenção é levar a raciocinar, como a DE recomenda.
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Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Conforti em 31 de Janeiro de 2013, 14:35
      Antevazin    (ref #7)

      Cel (msg anterior): Primeiro: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como efeito o contrairmos dívidas, no passado? Éramos maus? Mas, como, ou qual é a causa de nos tornarmos maus se, no início, não éramos? Onde nos tornamos maus? Na erraticidade ou na vivência da vida, dessa escola para onde viemos, exatamente, para aprender a não sermos maus?

      Porq é q procuramos males para nós mesmos, se sabemos (a lei está em nossa consciência, embora esquecida, por alguns) q a Lei nos trará consequências terríveis, torturantes, desesperadoras, pois é esse o processo criado por Deus para nossa evolução; um processo sempre alicerçado no fazer sofrer, com dores e lágrimas q podem durar até milhões de anos. O método para evoluir mais eficiente, q a Suprema Sabedoria, o Supremo Amor preparou para nós, é “só avançar à força de sofrimentos”.

      Qual é a causa q tem como efeito o errarmos tanto, ao ponto de a Lei nos fazer, sofrer e chorar, para resgatar débitos passados?
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     Antevazin escreveu: Coronel, esta ai uma duvida que me aflige sempre que estudo a DE, é uma duvida que não deixa-me acreditar na reencarnação, com esta duvida e algumas outras não consigo ver um Deus tão justo, se é que ele existe. O amigo tem resposta para seu proprio questionamento, compartilharia conosco?

      Cel: sim, meu amigo, a resposta existe, mas está além dos ensinamentos das religiões populares, das religiões organizadas conforme escritos ditos sagrados. Aqueles q atendem o conselho da codificação de estudar outras linhas de pensamentos espirituais (LM, cap 3, item 35), eventualmente, a encontram. Sugiro q acesse, neste mesmo fórum, o tópico “Carta ao buscador de Deus” e, fora do fórum, o  www.obuscadordedeus.blogspot.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vYnVzY2Fkb3JkZWRldXMuYmxvZ3Nwb3QuY29t).
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Título: Re: Consequências do passado
Enviado por: Brenno Stoklos em 17 de Julho de 2013, 03:40

      Cel (msg anterior): Primeiro: se todo efeito tem......................
............................................. mesmo fórum, o tópico “Carta ao buscador de Deus”



                                                                 Livre-arbítrio

843. Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?

“Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”



844. Do livre-arbítrio goza o homem desde o seu nascimento?

“Há liberdade de agir, desde que haja vontade de fazê-lo. Nas primeiras fases da vida, quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. Estando seus pensamentos em concordância com o que a sua idade reclama, a criança aplica o seu livre-arbítrio àquilo que lhe é necessário.”



845. Não constituem obstáculos ao exercício do livre-arbítrio as predisposições instintivas que o homem já traz consigo ao nascer?

“As predisposições instintivas são as do Espírito antes de encarnar. Conforme seja este mais ou menos adiantado, elas podem arrastá-las à prática de atos repreensíveis, no que será secundado pelos Espíritos que simpatizam com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.” (361)



846. Sobre os atos da vida nenhuma influência exerce o organismo? E, se essa influência existe, não será exercida com prejuízo do livre-arbítrio?

“É inegável que sobre o Espírito exerce influência a matéria, que pode embaraçar-lhe as manifestações. Daí vem que, nos mundos onde os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desdobram mais livremente. Porém, o instrumento não dá a faculdade. Além disso, cumpre se distingam as faculdades morais das intelectuais. Tendo um homem o instinto do assassínio, seu próprio Espírito é, indubitavelmente, quem possui
esse instinto e quem lho dá; não são seus órgãos que lho dão. Semelhante ao bruto, e ainda pior do que este, se torna aquele que nulifica o seu pensamento, para só se ocupar com a matéria, pois que não cuida mais de se premunir contra o mal. Nisto é que incorre em falta, porquanto assim procede por vontade sua.”

                                                                (O Livro dos Espíritos)