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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: Vitor Santos em 29 de Agosto de 2012, 19:10

Título: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 29 de Agosto de 2012, 19:10
Olá

Aqui há 40 a 50 anos a segurança social fazia-nos sentir seguros perante a velhice, pois assegurava-nos uma reforma minimamente digna. O direito à saúde gratuita estava em vias de vias de crescimento. Era considerado uma vitória civilizacional dos países mais ricos.  Hoje perspectiva-se um sistema de saúde cada vez mais caro, e o direito à saúde dependente cada vez mais da capacidade económica das pessoas e de critérios mais economicistas. O valor da vida humana é cada vez menor.

Aqui há 40 a 50 anos a ciência era uma esperança. O desenvolvimento tecnológico iria tornar o trabalho humano menos pesado e rotineiro. Cada vez mais o trabalho era criativo e mais tempo livre haveria. Hoje vemos as pessoas cada vez mais escravizadas. os horários de trabalho crescem, os vencimentos descem. A família fica em segundo plano. Para além da falta de tempo, o stress impede que esse tempo seja bem aproveitado.

Aqui há 40 a 50 anos as pessoas tinham um emprego para a vida. Havia segurança laboral. Hoje estamos a assistir a uma total instabilidade do mercado de trabalho, tanto no que se refere ao local de trabalho, que pode ser alterado para outro país, ou para outra cidade, deixando, muitas vezes as famílias separadas, como no que se refere à perspectiva do desemprego. E com o desemprego, lá se vai a segurança na saúde. A partir de certa idade paira o terror do desemprego de longa duração.

Aqui há 40 a 50 anos os bancos, as seguradoras, o Estado, tinham uma imagem de seriedade e de estabilidade. Hoje são uma ameaça para o cidadão. A crise financeira que vivemos veio dar uma imagem de corrupção e de fraude, de "salve-se quem puder". Não há segurança para contar com coisa nenhuma a longo prazo, vinda dessas instituições.

A ideia de um Deus providencial morreu também. As pessoas já viram que não são especiais. Se Deus não salva as outras pessoas da desgraça e das doenças, porque havia de as salvar a elas? Porque os outros são todos pecadores e ele não?

Até que as pessoas estão integradas no sistema, tentam viver em função do imediato. É salve-se quem puder. Os gozos materiais são a resposta imediata. O que é normal para quem vive na incerteza total. A expectativa da felicidade material é a motivação da vida. Ninguém quer ser falhado, por isso todos fingem ser muito felizes e ostentar bens materiais (é uma questão de sobrevivência e não apenas um capricho, numa sociedade que condena o falhanço financeiro e económico - mesmo quando não se tem culpa disso). As pessoas tentam fazer operações plásticas para ocultar a velhice. As pessoas não são felizes, mas sente-se obrigadas a demonstrar o oposto.     

Para os excluídos do sistema, sobretudo para que os que foram cuspidos, depois de lhe terem "chupado" as energias até ao osso, e de já lhe sobrarem poucas forças, resta o desamparo, começando pela solidão (os amigos ainda integrados no sistema não gostam muito de conviver com os excluídos), pelo difícil acesso à saúde, pelas dificuldades económicas de vária ordem, pela sensação de inutilidade (a sociedade rejeitou-os porque já não precisa deles). A reintegração social é muito difícil.

E se os excluídos do sistema são idosos, o que é o mais corrente, o desamparo é ainda maior. Mas cada vez vão existir mais excluídos, e cada vez mais novos.

O mundo era bem mais duro, aqui há 100 anos, para a média das pessoas. Sempre houve ricos, mas os outros trabalhavam de sol a sol, sem quaisquer direitos, nem segurança social, nem reformas. Mas as expectativas das pessoas eram outras. Elas não conheciam um mundo mais próspero. A esperança de vida era mais pequena. Sofria-se muito, mas a morte aliviava o sofrimento de desamparo mais depressa. Era mau, mas não se esperava melhor.

O espiritismo é muito voltado para o depois desta vida. A esperança da prece está mais virada para a obtenção da coragem, da paciência e da resignação (e já não é nada pouco). Se a infelicidade nos chega, até há uma justificação que a legitima. É-nos dito: se sofres, ou erraste nesta vida, ou erraste na anterior. Agora aguenta e não te queixes!   

O desamparado, que precisa desesperadamente de forças psicológicas, não lhe bastando que o mundo o tenha abandonado, trocando-o por um jovem mais vigoroso, sentindo-se um inútil, com pouca saúde, sem forças, sem meios para dar a volta por cima, sem qualquer fé no mundo carnal, ao contrário, cheio de medo de tudo e de todos, em vez de ter fé em Deus sente-se também abandonado por Ele. Na verdade ele é um pecador imperfeito, que errou. Se o erro é desta vida, culpa-se a si mesmo. Se o erro é encarnações anteriores, nem sequer pode controlar a situação, mas culpa-se na mesma. Se está doente, muitos espíritas dizem-lhe que são registos perispirituais, mais uma fatalidade de que não pode livrar-se, ou seja, mais desamparo.

O desamparado sofre muito. Já não suporta viver a vida presente. A ideia de uma vida futura ainda é pior. A morte, que era o possível alivio, pois fazia cessar o sofrimento, ainda o pode levar a outras vidas de sofrimento. Se pecou nesta vida, se pecou na vida anterior, a sua baixa auto-estima diz-lhe que a morte talvez seja a continuação do sofrimento. O alegado Umbral vai chegar, porque é que ele, pecador, que não foi capaz de não entrar em desamparo, que se deixou levar ao desanimo lhe vai escapar? Ou fica louco, ou se torna um ateu e, quem sabe, um suicida.

O quadro que descrevi é um pouco tenebroso. Exagera um pouco para vincar a ideia que quero transmitir.

O que assusta verdadeiramente as pessoas, nos dias de hoje, é a vida, não é morte. A morte é um tabu. Não se pensa nisso. O insucesso material, com a consequente exclusão social, assusta-as bem mais do que a morte. Se a doutrina espirita não for capaz de trazer algum alivio ao desamparado em vida, justamente quando ele mais precisa, de que serve? O mais provável é que ele morra ateu materialista.

Que soluções tem a doutrina espirita contra o desamparo? Será que tem? Senão tem será que as podemos criar? Sem nos fazermos os instrumentos de Deus contra o desamparo, sem levarmos o amor em acção, as nossas palavras são vazias. A doutrina espirita é apenas mais uma entre muitas.

bem hajam
Título: Re: Será que o espiritismo vai de encontro às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 30 de Agosto de 2012, 01:17
V.Santos: "O que assusta verdadeiramente as pessoas, nos dias de hoje, é a vida, não é morte. A morte é um tabu. Não se pensa nisso. O insucesso material, com a consequente exclusão social, assusta-as bem mais do que a morte. Se a doutrina espirita não for capaz de trazer algum alivio ao desamparado em vida, justamente quando ele mais precisa, de que serve? O mais provável é que ele morra ateu materialista."

Os "desamparados" têm mais hipóteses de se aproximarem de Deus, do que os amparados, por estranho que possa parecer.

Diz a doutrina...

Os Tempos são Chegados

A Humanidade, tornada adulta, tem novas necessidades, aspirações mais largas, mais elevadas; compreende o vazio das idéias das quais foi embalada, a insuficiência de suas instituições para a sua felicidade; ela não encontra mais, no estado das coisas, as satisfações legitimas para as quais se sente chamada; por isso ela sacode coeiros, e se lança impelida por uma força irresistível, para as margens desconhecidas, para descoberta de novos horizontes menos limitados. E é no momento em que ela se encontra muito pobremente em sua esfera material, onde a vida intelectual transborda, onde o sentimento da espiritualidade desabrocha (...)

Felicidade que a prece proporciona

23. Vinde, vós que desejais crer. Os Espíritos celestes acorrem a vos anunciar grandes coisas. Deus, meus filhos, abre os seus tesouros, para vos outorgar todos os beneficios. Homens incrédulos! Se soubésseis quão grande bem faz a fé ao coração e como induz a alma ao arrependimento e à prece! A prece! ah! como são tocantes as palavras que saem da boca daquele que ora! A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Filha primogênita da fé, ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus. Para vós, já não há mistérios; eles se vos desvendam.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Aimoré em 30 de Agosto de 2012, 02:49
Caro Vítor,sobre o tema posso dizer algumas palavras.Os problemas econômicos que o mundo sempre enfrentou e ainda enfrenta, vêm do demasiado apego a matéria que a humanidade sempre teve.As religiões tradicionais ocidentais cristãs,deturpando a mensagem do Cristo,apoiam esse materialismo.Cristo em seu evangelho resumiu de forma clara o objetivo de nossa existência,nos prepararmos para vida espiritual,nosso destino final.
Onde a Doutrina Espírita entra nessa história?Sabendo que a humanidade teria dificuldade de entender sua mensagem em profundidade,Jesus prometeu o consolador,uma Doutrina que explicasse de forma racional o objetivo da vida e o caminho para realmente sermos felizes.E o caminho para  felicidade passa longe do materialismo.O capitalismo,fruto desse materialismo,é extremamente cruel incentivando as pessoas a terem mais do necessitam,além de prejudicar o meio ambiente,faz faltar o básico para o irmão do lado.
Vejamos o que nos diz a Doutrina:
Questão 716  de o LE,parte 3,capítulo V.
716-Mediante a organizaçào que nos deu ,não traçou a natureza o limite de nossas necessidades?
"Sem dúvida,mas o homem é insaciável.Por meio da organização que deu,a  Natureza lhe traçou o limite das necessidades;porém os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais."
Vem o comentário de Kardec:
"Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo.A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem.Tudo é relativo,cabendo a razão regrar as coisas.A Civilização desenvolve o senso moral e,ao mesmo tempo,o sentimento de caridade,que leva os homens a se prestarem mútuo apoio.Os que vivem às custas das privações dos outros exploram,em seu proveito,os benefícios da Civilização.Desta  têm apenas  o verniz ,como muitos há que da religião só tem a máscara."

O que a Doutrina Espírita nos trás para a soluçào desses problemas é o exposto acima.Caridade,uso do necessário e fé raciocinada na vida futura,que é a vida espiritual(a verdadeira vida).Muita paz.



Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 30 de Agosto de 2012, 12:39
Olá

Aqui há 40 a 50 anos a segurança social fazia-nos sentir seguros perante a velhice, pois assegurava-nos uma reforma minimamente digna. O direito à saúde gratuita estava em vias de vias de crescimento. Era considerado uma vitória civilizacional dos países mais ricos.  Hoje perspectiva-se um sistema de saúde cada vez mais caro, e o direito à saúde dependente cada vez mais da capacidade económica das pessoas e de critérios mais economicistas. O valor da vida humana é cada vez menor.

Aqui há 40 a 50 anos a ciência era uma esperança. O desenvolvimento tecnológico iria tornar o trabalho humano menos pesado e rotineiro. Cada vez mais o trabalho era criativo e mais tempo livre haveria. Hoje vemos as pessoas cada vez mais escravizadas. os horários de trabalho crescem, os vencimentos descem. A família fica em segundo plano. Para além da falta de tempo, o stress impede que esse tempo seja bem aproveitado.

Aqui há 40 a 50 anos as pessoas tinham um emprego para a vida. Havia segurança laboral. Hoje estamos a assistir a uma total instabilidade do mercado de trabalho, tanto no que se refere ao local de trabalho, que pode ser alterado para outro país, ou para outra cidade, deixando, muitas vezes as famílias separadas, como no que se refere à perspectiva do desemprego. E com o desemprego, lá se vai a segurança na saúde. A partir de certa idade paira o terror do desemprego de longa duração.

Aqui há 40 a 50 anos os bancos, as seguradoras, o Estado, tinham uma imagem de seriedade e de estabilidade. Hoje são uma ameaça para o cidadão. A crise financeira que vivemos veio dar uma imagem de corrupção e de fraude, de "salve-se quem puder". Não há segurança para contar com coisa nenhuma a longo prazo, vinda dessas instituições.

A ideia de um Deus providencial morreu também. As pessoas já viram que não são especiais. Se Deus não salva as outras pessoas da desgraça e das doenças, porque havia de as salvar a elas? Porque os outros são todos pecadores e ele não?

Até que as pessoas estão integradas no sistema, tentam viver em função do imediato. É salve-se quem puder. Os gozos materiais são a resposta imediata. O que é normal para quem vive na incerteza total. A expectativa da felicidade material é a motivação da vida. Ninguém quer ser falhado, por isso todos fingem ser muito felizes e ostentar bens materiais (é uma questão de sobrevivência e não apenas um capricho, numa sociedade que condena o falhanço financeiro e económico - mesmo quando não se tem culpa disso). As pessoas tentam fazer operações plásticas para ocultar a velhice. As pessoas não são felizes, mas sente-se obrigadas a demonstrar o oposto.     

Para os excluídos do sistema, sobretudo para que os que foram cuspidos, depois de lhe terem "chupado" as energias até ao osso, e de já lhe sobrarem poucas forças, resta o desamparo, começando pela solidão (os amigos ainda integrados no sistema não gostam muito de conviver com os excluídos), pelo difícil acesso à saúde, pelas dificuldades económicas de vária ordem, pela sensação de inutilidade (a sociedade rejeitou-os porque já não precisa deles). A reintegração social é muito difícil.

E se os excluídos do sistema são idosos, o que é o mais corrente, o desamparo é ainda maior. Mas cada vez vão existir mais excluídos, e cada vez mais novos.

O mundo era bem mais duro, aqui há 100 anos, para a média das pessoas. Sempre houve ricos, mas os outros trabalhavam de sol a sol, sem quaisquer direitos, nem segurança social, nem reformas. Mas as expectativas das pessoas eram outras. Elas não conheciam um mundo mais próspero. A esperança de vida era mais pequena. Sofria-se muito, mas a morte aliviava o sofrimento de desamparo mais depressa. Era mau, mas não se esperava melhor.

O espiritismo é muito voltado para o depois desta vida. A esperança da prece está mais virada para a obtenção da coragem, da paciência e da resignação (e já não é nada pouco). Se a infelicidade nos chega, até há uma justificação que a legitima. É-nos dito: se sofres, ou erraste nesta vida, ou erraste na anterior. Agora aguenta e não te queixes!   

O desamparado, que precisa desesperadamente de forças psicológicas, não lhe bastando que o mundo o tenha abandonado, trocando-o por um jovem mais vigoroso, sentindo-se um inútil, com pouca saúde, sem forças, sem meios para dar a volta por cima, sem qualquer fé no mundo carnal, ao contrário, cheio de medo de tudo e de todos, em vez de ter fé em Deus sente-se também abandonado por Ele. Na verdade ele é um pecador imperfeito, que errou. Se o erro é desta vida, culpa-se a si mesmo. Se o erro é encarnações anteriores, nem sequer pode controlar a situação, mas culpa-se na mesma. Se está doente, muitos espíritas dizem-lhe que são registos perispirituais, mais uma fatalidade de que não pode livrar-se, ou seja, mais desamparo.

O desamparado sofre muito. Já não suporta viver a vida presente. A ideia de uma vida futura ainda é pior. A morte, que era o possível alivio, pois fazia cessar o sofrimento, ainda o pode levar a outras vidas de sofrimento. Se pecou nesta vida, se pecou na vida anterior, a sua baixa auto-estima diz-lhe que a morte talvez seja a continuação do sofrimento. O alegado Umbral vai chegar, porque é que ele, pecador, que não foi capaz de não entrar em desamparo, que se deixou levar ao desanimo lhe vai escapar? Ou fica louco, ou se torna um ateu e, quem sabe, um suicida.

O quadro que descrevi é um pouco tenebroso. Exagera um pouco para vincar a ideia que quero transmitir.

O que assusta verdadeiramente as pessoas, nos dias de hoje, é a vida, não é morte. A morte é um tabu. Não se pensa nisso. O insucesso material, com a consequente exclusão social, assusta-as bem mais do que a morte. Se a doutrina espirita não for capaz de trazer algum alivio ao desamparado em vida, justamente quando ele mais precisa, de que serve? O mais provável é que ele morra ateu materialista.

Que soluções tem a doutrina espirita contra o desamparo? Será que tem? Senão tem será que as podemos criar? Sem nos fazermos os instrumentos de Deus contra o desamparo, sem levarmos o amor em acção, as nossas palavras são vazias. A doutrina espirita é apenas mais uma entre muitas.

bem hajam

Olá Vitor
Bom dia

Antes quero lhe dizer
que dos amigos que conheci em estudos Espíritas e debates na net
És um dos mais lúcidos
possuis uma observação apurada
de alcance imenso
além de uma bela visão realista.

Sempre falamos não e tão somente daqueilo que estamos inseridos e envolvidos
mas também , no que estamos comprometidos.

Apreciei demais a sua abordagem
além de ver esta raridade
que é
a visão atual da nossa realidade

Vou encaminhar seu artigo a conhecidos
e sugerir a eles
uma palavra de retorno
para que eu também possa aprender
com suas observações

Creio-as válidas e valorosas
e antes de tudo
necessária

Abraços
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Danilo Henrique em 30 de Agosto de 2012, 15:26
Olá Vitor Santos. Escreveste um ótimo texto, de certo, muito inspirado.
Isto nos dá ensejo à várias discussões.
Uma delas, é sobre o grande desafio que a Doutrina Espírita está a enfrentar no século XXI.
Todos os problemas e percalços que expusestes, são decorrentes da imensa fraqueza humana, diante dos desafios da elevação espiritual que todos são chamados a cumprir e resgatar.
A chegada de novas tecnologias e conquistas científicas, deveria nos proporcionar uma vida mais feliz e equilibrada. Mas o que ocorre é exatamente o oposto. Prova de que o homem, embora tenha desbravado as mais ricas possibilidades do mundo material, muito pouco avançou na descoberta de si mesmo.
Falta, em tese, uma firme resolução do homem, na definição do seu próprio destino.
A única solução para a possível felicidade na Terra, é abandonar as ilusões caprichosas do nosso egoísmo, e entregar completamente à Jesus o leme do barco de nossa vida. Coisa essa, que nem mesmo os Espíritas, em certo número, possuem coragem suficiente para fazer, quanto mais alguém que não esteja instruído na mesma ciência.
O grande desafio do Espiritismo, no século XXI, é resgatar a consciência espiritual da humanidade.
A caridade material, embora sempre útil e necessária, precisa ser colocada, pouco a pouco, ao encargo das organizações públicas. O espiritismo, no século XX, já consolidou, através das obras de caridade, o seu caráter profundamente humanitário para a restauração da sociedade.
Entretanto, se todos os seus esforços continuarem voltados apenas ao alívio de estômagos, e à distribuição de roupas, não estará focado naquilo que está seu maior potencial transformador: o de instruir o homem quanto ao seu destino, suas obrigações, seus deveres, suas aflições, seus conflitos existenciais, enfim, na sua filosofia esclarecedora da vida, e tudo que a isso se assemelha.
A depressão, a falta de sentido existencial, o excesso de apego aos bens materiais, a alienação ao consumismo e ao entretenimento fútil, a falta de ideal humanitário, social, político e cultural do povo, são amostras das chagas da atual sociedade, que o Espiritismo, aliado à ciência e à educação, possui a missão de combater.
Nossos esforços devem estar direcionados a tomar posse da tarefa que realmente nos pertence.
O movimento necessita, não só de passistas, médiuns ou palestrantes. Mas também, muito, de políticos, professores, cientistas, juízes, delegados, artistas, enfim...
Temos todos, acredito, muita esperança de que nossos filhos, e os jovens, serão cumpridores mais numerosos desse papel, desde que sejam, por nós, bem educados, e bem direcionados, quanto às verdades da vida extra-corpórea.

A Terra, não é somente um purgatório de sofrimentos e expiações, onde cada um de nós estamos constrangidos a viver a novela de nossas vidas, aguardando condição mais feliz no mundo espiritual. Ela, a Terra, com todos os seus empreendimentos materiais, é uma verdadeira edificação, que necessita de complemento, e que todos nós temos a obrigação de colaborar de forma construtiva, para que os novos habitantes encontrem condições mais favoráveis. A condição de Espírita deve ser, para nós, de algum modo, ou de outro, elemento de maior contribuição nessa obra, e não apenas uma forma de cultivarmos o auto-consolo, a auto-instrução, a auto-estima, e tudo quanto seja "auto".

Grande abraços a todos!
 
 
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Chorapornatela em 30 de Agosto de 2012, 22:07
Olá Vitor gostei do seu desabafo, não sei de onde o irmão está a escrever mas o que se passa em Portugal é exactamente isso que o irmão descreveu.

Temos que trabalhar cada vez mais para ganhar o mesmo, e não fazer barulho pq senão há 20 individuos que querem nosso posto, e o despedimento é baratissimo para as empresas.

Vou ser sincero consigo já tive momentos de querer ter o que comer e não ter, querer trabalho e não ter, enfim não vou contar a história do desgraçadinho lol, mas é como o irmão conta todos dias temos que comer, e há minha volta vejo suicidios constantes devido á crise já o disse aqui uma vez no forum.

Sinto tb desanimo ,desalento, tristeza , no centro Espirita la me dizem " Mano isso é Karma pesado" tem que aguentar.

Dps volta e meia vou a Fatima e choro, choro muito a N. Sra de Fátima a pedir que abra algumas janelas quando se fecham tantas portas, e la aparecem umas "janelas abertas", isto está ficando muito duro aqui por estes lados não sei até quando vamos aguentar já não falo de consumismo, mas de sobrevivencia.

Os Governos Roubam e Pervertem tudo de bom que existe na Sociedade, Jesus nunca defendeu a violencia, mas se esta nunca tivesse existido ainda viviamos no regime Feudal em que os Senhores das terras violavam nossas mulheres, e faziam-nos morrer á fome para viverem na opulencia.

Acho que se todos fossemos Espiritas em Portugal nunca teria havido uma revolução 25 Abril pois os Espiritas são demasiado pacificos , acho que a Divina Providencia nunca vai Permitir que o Espiritismo se Propague nos proximos tempos devido a ter que haver ainda muitas convulsões sociais

Abraço , Coragem e muita Fé em Jesus, que o Pai o Ilumine
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 31 de Agosto de 2012, 00:29
A doutrina considera as necessidades do homem atual, falsas, ilusórias e fora da ordem da Natureza.

Se não fossem os desejos, o homem estava sempre com Deus.

Diz a doutrina...

Felicidade e infelicidade relativas

926 A civilização, ao criar novas necessidades, não é a fonte de novas aflições?

Os males desse mundo ocorrem em razão das necessidades falsas que criais. Aquele que sabe limitar seus desejos e vê sem inveja o que está acima de si poupa-se das decepções nessa vida. O mais rico dos homens é aquele que tem menos necessidades.

O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 31 de Agosto de 2012, 00:56


A doutrina considera as necessidades do homem atual, falsas, ilusórias e fora da ordem da Natureza.

Se não fossem os desejos, o homem estava sempre com Deus.

Diz a doutrina...

[/b]
[/i]

Marlenedd, generalizar, em tudo, é um risco...

Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mauro Arantes Machado em 31 de Agosto de 2012, 01:34
Graça e Luz ao irmão que teve a coragem de expor-se e questionar o 'sistema vigente' com tanta eloquencia e segurança.Sê tu,uma benção!
Quanto aos muitos que nada acrescentaram e muito até pelo contrário,tentaram ensaiar uma reprova as justíssimas perguntas acima,deixo-lhes a exortação de Yeshua: ''E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda?..''(Marcos 9:19)
Infelizmente,vivemos sim,tempos sinistros; Aqueles que se dizem seguir os ensinamentos do Cristo em sua mensagem cristalina através da caridade,esquecem que são três,os pilares de sustentação que sabiamente alicerçados na Rocha que é Yeshua mantém e identificam o bom seguidor; à saber : "Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e a Caridade. Mas a maior destas é a Caridade" ( Paulo, I Coríntios, cap. XIII, vers. 1 ao 13).
Não sabeis que Deus é capaz de realizações que para nós são insondáveis? Ou ousais dizer que a fé ,na desculpa de ser racional,impede que literalmente se abram os Céus e que do Pai se derramem bençãos de renovação e miraculosas? Intentam arrebanhar os mistérios para o campo gélido das pífias explicações humanas esquecendo-se que o Autor e Mantedor da vida é o SENHOR Absoluto de todas as Leis e suas aplicações!
Ao que sofre,não é nem um pouco cristão,dizer: É culpa sua! Isso não é razão; isso,é além de uma deselegância imensa e falta de caridade,é racionalizar a fé e a esperança do indivíduo. É dizer à ele que Deus é um Ser passivo e insensível à sua dor.Nós que se dizemos Espíritas,devemos sim,estudar à Doutrina,mas JAMAIS esquecer o Evangelho de Fé e Amor que ao Nosso Senhor  custou sangue e lágrimas! E a mensagem é de renovação ainda em vida,ora,seríamos como tentam nos acusar,uma seita necromante?
Me sinto muito triste com a postura de alguns aqui,e rogo ao Inefável que nos perdoe à todos,por tentar transformar a mensagem de ânimo e esperança em simples auxílio à mendicância.

Muita Luz à todos e perdoem meu desabafo solidário as verdades constatadas pelo nosso caríssimo irmão Vitor-tenho certeza que muitos espíritos sentem o mesmo.
Paz
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 31 de Agosto de 2012, 02:28
Vitor Santos, seu texto fala de uma inquietação real, e ao dizer 40 ou 50 anos, me lembrei de Moisés, no deserto por 40 anos, ao que dizem alguns, somente para renovar as gerações e consolidar convicções.

Tudo que falou é real, mas as noções de justiça, ética e moral que a doutrina nos dá, acredito, vai cumprir o seu objetivo também consolidando convicções, reeducando-nos, aprimorando-nos.

Isso leva tempo... preparar, plantar, cuidar e uff ::) colher.


Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 31 de Agosto de 2012, 15:55
Exatamente Marcão, por isso mesmo é mesmo a doutrina que nos esclarece que os frutos deste trabalho que você elenca, só serão vistos  pelos que nos vierem depois, como nossos filhos e netos, muito pouco nós veremos acontecer, oque não nos retira a responsabilidade de prodigalizarmos esta transformação para os tempos vindouros.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 31 de Agosto de 2012, 16:34
Por um lado

do texto do Vitor

será que ele não coloca a situação
num geral da Europa

e não antevê
crises e situações piores do que a observadas?
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 31 de Agosto de 2012, 21:02
Macos: "Marlenedd, generalizar, em tudo, é um risco..."


Amigo Marcos, não há risco nenhum em generalizar tudo, e considerar tudo como ilusão. O risco que há, é considerar alguma coisa destas da vida como real, aí é que está a perdição de qualquer um, daí é que surge a ilusão. Porque este é apenas o mundo secundário, que podia deixar de existir ou nunca ter existido sem alterar a essência do mundo espiritual, o único verdadeiro.

E agora, o que é real e o que não é? A doutrina diz que nem homens existem, ou melhor, diz que os corpos que aparentam solidez e materialidade são uma ilusão provocada pelos órgãos de perceção.

A solidez e a materialidade dos corpos, dos seres,, aparente, como estamos acostumados a perceber, não existe, é pura ilusão. Mas nós, insistimos em acreditar que existe. Tal com insistimos em não perceber o nosso verdadeiro ser, sempre disponível, sempre presente.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 31 de Agosto de 2012, 23:22
Marlenedd, quando os Espíritos dizem que a verdadeira pátria é a espiritual, daí não se supõe que ela seja nossa única morada, aliás "Há muitas moradas na casa de meu Pai"-Jesus, a DE é clara...

167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”

175. a) - Não se seria mais feliz permanecendo na condição de Espírito?
“Não, não; estacionar-se-ia e o que se quer é caminhar para Deus.”
                                                                               O Livro Dos Espíritos


Quando se generaliza, Marlenedd, afirmando que a terra é uma ilusão, não reconhecemos toda uma estrutura ao nosso dispor, servindo para o nosso melhoramento.

E as grandes descobertas, os grandes e pequenos trabalhos, estudos. Homens e mulheres  de valor imenso que dedicaram suas vidas a causas humanitárias... negar tudo isso... dizer que foi em vão... dizer que a DE fecha os olhos à Lei do Trabalho, à Lei do Progresso... volto a dizer que é um risco, você assume uma responsabilidade grande.

 
 Sim o mundo espiritual é o mais importante pois que é nossa morada natural, porém na atual conjuntura, este "vale de lágrimas" nos é necessário sim, e precisamos passar por ele, se possível, com a melhor qualidade ao nosso dispor, afinal, ele serve para o progresso da humanidade.


Abraços.


 

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 31 de Agosto de 2012, 23:30
Ah! Moura, com relação ao que disse, Parece até que no caso Moisés, ele fomentou todo um empreendimento e sequer pisou na "terra prometida", salvo engano.

Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 31 de Agosto de 2012, 23:54
Marcos: "Marlenedd, quando os Espíritos dizem que a verdadeira pátria é a espiritual, daí não se supõe que ela seja nossa única morada, aliás "Há muitas moradas na casa de meu Pai"-Jesus, a DE é clara..."


Supõe-se sim, amigo Marcos. Além de supor é preciso acreditar, e para acreditar é necessário ter a perceção, dessa consciência imaterial, da nossa essência.

As moradas na casa do Pai, são estados de consciência, estados de espírito, mundos de perceção, a materialidade é ilusória, é convencionada e imaginada. Tudo é consciência, tudo é espírito, Deus.

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Setembro de 2012, 14:51
Olá

Quando escolhi o titulo deste tópico e o enquadrei dentro do titulo: "psicologia e espiritismo", estava referir-me às necessidades psicológicas do homem actual. E é nessa base que vou continuar.

1) Para as pessoas comuns o espiritismo é uma crença, como qualquer outra. Podem haver pessoas que experimentam fenómenos que indiciam a existência de inteligências extra-corpóreas, que, por isso, alegam que os fenómenos espíritas, para elas são certezas.   Não discuto isso. Nem considero que essas pessoas me estão a mentir. Acredito que elas têm experiências que interpretam como a existência e comunicabilidade de inteligências extra-corpóreas. Mas o que está em jogo para mim é a palavra dessas pessoas. Ora, a palavra dos que crêem em inteligências extra-corpóreas e na sua comunicabilidade, não vale mais do que a palavra dos que não crêem. O espiritismo, para mim, é uma crença, não uma certeza.

2) A ciência é o sistema de conhecimento mais independente de opiniões particulares que conheço. Não sendo, ainda assim, perfeito. A ciência não fecha a porta à possibilidade da existência de inteligências extra-corpóreas, pois há relatos dos casos das experiências de quase morte, por exemplo, como os registados pela equipa do cardiologista Pim Van Lommel, que ainda não estão explicados, e quem podem ser interpretados como a existência de inteligências extra-corpóreas. E mais, como a manutenção da mente, do "eu",  após a morte. É uma esperança. Mas mostra-nos uma entrada no mundo espiritual calma e pacifica, e não uma perturbação, como a que nos é apresentada pelo espiritismo, sobretudo por aqueles espíritas que falam em "umbral". As pessoas sentem-se tão bem que gostariam de lá ficar. Será que essa experiência só acontece aos espíritos felizes? A avaliar pelos relatos das pessoas não é nada disso. Trata-se de pessoas comuns, com os seus defeitos e qualidades. Algumas até eram ateias materialistas, antes da experiência. Muitas tiveram paragens cardíacas devido a abusos alimentares, como o espírito André Luiz.     

2) A doutrina espirita foi-nos apresentada por Allan Kardec como um fenómeno universal. segundo ele os espíritos manifestam-se por toda a parte, em todos os países, em todos extractos sociais e culturais, entre pessoas de todas as religiões, entre os ateus materialistas, etc. Mas curiosamente, a sensação que dá é que, se excluirmos os brasileiros, tanto os do Brasil, como os emigrados, e respectivos descentes, de outras nacionalidades, praticamente não existem espíritas. No Brasil existem médiuns que escrevem centenas e centenas de livros a reproduzir comunicações mediunicas. Mas nos outros países, sobretudo nos que não são de língua portuguesa e espanhola, não se parece verificar o mesmo fenómeno. Será que nesses países os espíritos são menos convincentes? Será que se manifestam no Brasil com mais intensidade? Ou será que é uma questão cultural e não espiritual? Nos países anglo-saxónicos existe um grande negócio, em torno dos médiuns, que se tornam riquíssimos, a fazer programas de TV. Mas isso é um fenómeno comercial e não espiritual. E o fenómeno baseia-se na raridade do fenómeno, e não na teoria de  Kardec, de que as manifestações dos ostensivas dos espíritos são fenómenos correntes

continua...
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 03 de Setembro de 2012, 14:53
...continuação

3) A doutrina espirita é um conjunto de crenças, mas essas crenças, dentro da obra de Allan Kardec, são racionalmente coerentes, embora não expliquem a vida completamente. Isso era um ponto a favor da doutrina espirita. Trata-se de uma crença mais bem estruturada do que a católica, por exemplo. Todavia, a doutrina caminha para abandonar cada vez mais essa coerência, que lhe dava um carácter mais próximo de crença universal do que muitas outras crenças. E até a transformava quase em ciência. Muitos espíritas dos dias de hoje recusam-se a conservar esse rigor, aceitando obras escritas pelo critério da credibilidade pessoal do médium. Kardec lançou as bases de uma metodologia que foi colocada de parte, ao que parece. As pessoas ainda se sentem ofendidas quando alguém tem uma postura céptica. Sem postura céptica, o sistema de crenças coerentes entre si, torna-se num sistema de crenças cegas. As pessoas colocam o ónus da prova do lado do crente, me vez de o colocar do lado dos que publicam as obras, que são a fonte de informação.

Se a questão é confiar em pessoas, o Papa parece ser mais credível do que qualquer espirita. Tem muito mais aceitação universal, há muito mais católicos do que espíritas. É muito mais respeitado do que qualquer dirigente espirita. Os católicos têm assento nas cerimónias oficiais em Portugal. Os espíritas não. Não me parece que a doutrina espirita possa sobreviver a crenças bem mais poderosas, pelo lado do dogma e da idolatração de médiuns. Se os médiuns são intermediários. O nome deles pouco ou nada interessa. O que interessa é a mensagem dos espíritos. Eu não acredito em homens infalíveis, acima da possibilidade de errar. Nenhum espirita está acima de Teresa de Calcutá, no que se refere à capacidade de amar o próximo. A concorrer em "Santos",  a doutrina não vai longe.

A única saída para o espiritismo de Kardec é o apelo à coerência racional do conjunto das suas crenças. Se assim não for, vai transformar-se numa religião dogmática ou desaparecer. A concorrência é tanta que dúvido que o espiritismo sobreviva. E, se sobreviver, é outra coisa muito diferente daquilo que partiu de Kardec. E já não me dirá nada.               
 
4) Eu sempre tive algo que me impele a acreditar na vida depois da vida. Mas esse impulso, não me foi dado pelo espiritismo, porque é muito anterior ao meu conhecimento da doutrina espirita. Quando começou eu até tinha preconceitos em relação ao espiritismo, por ignorância. Só após a leitura do Livro dos Espíritos eu quebrei esse preconceito, em mim. Não tenho ninguém espirita na minha família. A fé não me veio do espiritismo, nem dos espíritas. Nem sei se é fé ou é o instinto de sobrevivência, que me tenta mostrar uma via de encontrar sentido para esta vida, de forma a não enlouquecer ou não me suicidar, por chegar à conclusão que a vida não tem sentido.

Mas o que é fatal para o espiritismo e para as religiões, em geral, é não ter uma resposta para o facto de Deus e dos espíritos deixarem uma pessoa chegar ao desamparo total. E por cima disso ainda condenarem o suicídio.

Como conciliar a ideia de um Deus bom, de espíritos bons, que vêem uma pessoa completamente desamparada, como um judeu num campo de concentração, em pleno holocausto, por exemplo, e ficarem insensíveis a deixar acontecer aquilo? Eu, que sou um ser humano imperfeito, só de imaginar uma situação tão horrível, fico quase doente. Imagino que, se ali estivesse, desejava a morte a toda a hora. E não posso condenar, de forma nenhuma, aqueles que não aguentavam e se suicidavam, nas vedações de alta tensão. Até era um crime impedi-los, talvez. Aquilo não é um castigo que se deseje a ninguém, por mais horrível que essa pessoa seja. Nem ao próprio Hitler eu desejava tal castigo. Se o Hitler era um animal insensível aquele ponto (e não só ele, porque ele não agia sozinho), ou se era completamente louco, como lhe era permitido ter livre arbítrio? Aquilo aconteceu há pouco mais de 60 anos. Não foi no tempo dos homens primitivos.

Quem quiser saber como foi pode ler o livro de Viktor Frankl (aliás é mencionado por Joanna de Angelis, a próposito da logoterapia, que é um método de cura da depressão), que descreve a sua própria vivência num campo de concentração e nos dá uma ideia do desamparo que era.

Mas o campo de concentração nazi é apenas um exemplo forte. A nível individual, ou colectivo, neste momento há pessoas a passar por situações de desamparo que se podem comparar aquilo. A escravatura, que ainda hoje existe, é outro exemplo. O cônjuge que vê o parceiro, a mãe ou o pai, que muito ama, a morrer aos poucos, com a doença de Alzheimer, com o corpo ainda vivo, é outro exemplo.     

A minha mente e o meu coração recusam a ideia de que um crime, qualquer que ele seja, nesta vida, ou em outras encarnações, possa merecer uma condenação que seja tão dura como as horríveis proporções a que o desamparo de uma pessoa pode chegar. A doutrina espirita diz-nos que a razão é a condenação por crimes que cometemos. Diz-nos que a justiça divina é mais dura do que a justiça da Terra. Isso para mim, não é credível. E foi sempre este o ponto que mais me fez duvidar da doutrina espirita.

Imaginando Deus e os Bons Espíritos como entidades boas, a lei poderá ser, quanto muito, a não intervenção. Estamos abandonados à nossa sorte, aqui na Terra. Nada nos protege, nada nos alivia, a não sermos nós uns aos outros. Resta-nos a esperança de viver um dia em mundos melhores. Mas não posso aceitar a ideia de que Bons Espíritos possam intervir de forma a colaborar com entidades como o Hitler, deixando-o exercer o seu livre-arbítrio, quando podiam impedi-lo. Senão totalmente, pelo menos no caso do holocausto. Se cá estão e não querem ou não têm o poder de nos aliviar, em situações de horrível desamparo, não fazem cá falta nenhuma. Se estamos abandonados à nossa sorte, estamos abandonados à nossa sorte. 

Como querem os bons espíritos convencer-nos a sermos bons uns para os outros, a auxiliar-nos mutuamente, se eles são insensíveis ao desamparo horrível que podemos enfrentar aqui na Terra? Não lhes faz doer o coração? É bem mais consolador pensar que não estão por cá. E que a lei é salve-se quem puder.

Se eles deixam que espíritos inferiores, como Hitler, conduzir os destinos da Terra? A resposta é que não estão cá espíritos bons nenhuns, ou são impotentes   

Nós devemos ser bons uns para os outros, porque isso reduz o sofrimento de todos. Se formos sensíveis ao sofrimento alheio. Se ele nos fazer doer também a nós, nós sentimos essa necessidade. Senão tivermos sensibilidade moral, não há doutrinas nem conversas que convençam a ser bons uns para os outros (ou melhor, a não sermos, pelo menos menos, maus uns para os outros - sermos bons uns para os outros, já é pedir demais).

A morte não é desamparo. Se somos ateus materialistas e nos sentimos completamente desamparados, vemos na morte uma esperança. Um fim para o sofrimento. Se somos crentes na vida depois da vida, vemos apenas a interrupção da morte do corpo. Mas ainda assim, a morte pode ser a doce esperança de nos vermos livres do desamparo, pode até ser uma bênção. A permissão de Deus e dos bons espíritos de acções que nos provocam a morte, não é maldade, pelo menos para quem morre.

É esta a reflexão que tenho vindo a fazer sobre o espiritismo. Crença que abracei à 12 anos, que está na base deste tópico.

A única coisa que não é correcta, em termos religiosos é a intolerância. A intolerância leva a atrocidades e a guerras religiosas. Espero que as minhas ideias aqui expressas possam gerar debate, ou não, mas nunca uma atitude de intolerância.     

bem hajam
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 03 de Setembro de 2012, 21:31
A desgraça real

Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Vou revelar-vos a infelicidade sob uma nova forma, sob a forma bela e florida que acolheis e desejais com todas as veras de vossas almas iludidas. A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.

Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, pois que o vosso corpo está satisfeito! A Deus não se engana; não se foge ao destino; e as provações, credoras mais impiedosas do que a matilha que a miséria desencadeia, vos espreitam o repouso ilusório para vos imergir de súbito na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma amolentada pela indiferença e pelo egoísmo.


Se fosse um homem de bem, teria morrido

Se morre um homem de bem, cujo vizinho é mau homem, logo observais: "Antes fosse este." Enunciais uma enormidade, porquanto aquele que parte concluiu a sua tarefa e o que fica talvez não haja principiado a sua. Por que, então, haveríeis de querer que ao mau faltasse tempo para terminá-la e que o outro permanecesse preso à gleba terrestre? Que diríeis se um prisioneiro, que cumpriu a sentença contra ele pronunciada, fosse conservado no cárcere, ao mesmo tempo que restituíssem à liberdade um que a esta não tivesse direito? Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro.

Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. Muitas vezes, o que vos parece um mal é um bem. Tão limitadas, no entanto, são as vossas faculdades, que o conjunto do grande todo não o apreendem os vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por sair, pelo pensamento, da vossa acanhada esfera e, à medida que vos elevardes, diminuirá para vós a importância da vida material que, nesse caso, se vos apresentará como simples incidente, no curso infinito da vossa existência espiritual, única existência verdadeira.


É doutrina.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 03 de Setembro de 2012, 23:08
...

A única saída para o espiritismo de Kardec é o apelo à coerência racional do conjunto das suas crenças. Se assim não for, vai transformar-se numa religião dogmática ou desaparecer. A concorrência é tanta que dúvido que o espiritismo sobreviva. E, se sobreviver, é outra coisa muito diferente daquilo que partiu de Kardec. E já não me dirá nada.               
 
4) Eu sempre tive algo que me impele a acreditar na vida depois da vida. Mas esse impulso, não me foi dado pelo espiritismo, porque é muito anterior ao meu conhecimento da doutrina espirita. Quando começou eu até tinha preconceitos em relação ao espiritismo, por ignorância. Só após a leitura do Livro dos Espíritos eu quebrei esse preconceito, em mim. Não tenho ninguém espirita na minha família. A fé não me veio do espiritismo, nem dos espíritas. Nem sei se é fé ou é o instinto de sobrevivência, que me tenta mostrar uma via de encontrar sentido para esta vida, de forma a não enlouquecer ou não me suicidar, por chegar à conclusão que a vida não tem sentido.

Mas o que é fatal para o espiritismo e para as religiões, em geral, é não ter uma resposta para o facto de Deus e dos espíritos deixarem uma pessoa chegar ao desamparo total. E por cima disso ainda condenarem o suicídio.
...

bem hajam

Vitor Santos, fiquei um tanto preocupado com o seu texto cara, porque senti um tanto de amargura ou talvez revolta. A doutrina não se alicerça em pessoas e seguirá por força das coisas. Com o tempo todo o engano cai por terra. Temos de ter isso em mente. Cada um faz uma pequena parte. O todo não cabe a nós, não temos capacidade de avaliar o conjunto da obra.

Não tenho capacidade de argumentar contigo suas preocupações, que são justas, porém posso lhe afiançar que o trabalho de melhoramento íntimo, embora moroso, é o ponto forte e talvez por isso você tenha se afeiçoado aos conteúdos espíritas antes mesmo de conhecê-los.

Abraços.

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Aimoré em 04 de Setembro de 2012, 01:16
Caro Vítor,sobre o tema posso dizer algumas palavras.Os problemas econômicos que o mundo sempre enfrentou e ainda enfrenta, vêm do demasiado apego a matéria que a humanidade sempre teve.As religiões tradicionais ocidentais cristãs,deturpando a mensagem do Cristo,apoiam esse materialismo.Cristo em seu evangelho resumiu de forma clara o objetivo de nossa existência,nos prepararmos para vida espiritual,nosso destino final.
Onde a Doutrina Espírita entra nessa história?Sabendo que a humanidade teria dificuldade de entender sua mensagem em profundidade,Jesus prometeu o consolador,uma Doutrina que explicasse de forma racional o objetivo da vida e o caminho para realmente sermos felizes.E o caminho para  felicidade passa longe do materialismo.O capitalismo,fruto desse materialismo,é extremamente cruel incentivando as pessoas a terem mais do necessitam,além de prejudicar o meio ambiente,faz faltar o básico para o irmão do lado.
Vejamos o que nos diz a Doutrina:
Questão 716  de o LE,parte 3,capítulo V.
716-Mediante a organizaçào que nos deu ,não traçou a natureza o limite de nossas necessidades?
"Sem dúvida,mas o homem é insaciável.Por meio da organização que deu,a  Natureza lhe traçou o limite das necessidades;porém os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais."
Vem o comentário de Kardec:
"Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo.A Civilização criou necessidades que o selvagem desconhece e os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem.Tudo é relativo,cabendo a razão regrar as coisas.A Civilização desenvolve o senso moral e,ao mesmo tempo,o sentimento de caridade,que leva os homens a se prestarem mútuo apoio.Os que vivem às custas das privações dos outros exploram,em seu proveito,os benefícios da Civilização.Desta  têm apenas  o verniz ,como muitos há que da religião só tem a máscara."

O que a Doutrina Espírita nos trás para a soluçào desses problemas é o exposto acima.Caridade,uso do necessário e fé raciocinada na vida futura,que é a vida espiritual(a verdadeira vida).Muita paz.





Vítor,repeti o meu texto porque continuo com os mesmos argumentos.Entendo que em situações  de crise a gente questione os porquês da vida.A reencarnação,espinha dorsal da crença espírita, é a explicação mais lógica de tudo o que acontece em nosso mundo.Reencarnação pede naturalmente evolução e lei de causa e efeito.Com essas bases é possível compreender os acontecimentos na história do planeta Terra.A maneira como  dirigimos a nossa evolução e da comunidade que nos cerca depende do nosso livre-arbítrio,que Deus respeita profundamente.Deus administra a evolução de todos os Espíritos do universo respeitando o livre-arbítrio.Ninguém reencarna  para assassinar ou ser assassinado.Hitler poderia ter usado seu livre-arbítrio de forma diferente e ter sido  um bom governante. Infelizmente não foi o que ocorreu e terá que encarar os efeitos de seus atos e evoluir com isso.Deus nos ajuda sempre ,mas ele não pode abrir mão que a gente faça a nossa parte.Precisamos trabalhar e estudar para evoluir.Precisamos ter o mérito na construção de nossa perfeição.Parece que não,mas Deus está sempre nos ajudando nessa construção.Nos momentos de crise devemos fazer uma lista de nossas possibilidades de superá-la e fazer o melhor possível,com a certeza que o auxílio divino nunca nos faltará.Muita paz.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Setembro de 2012, 13:00
Olá Marlene

Citar
Para julgarmos de qualquer coisa, precisamos ver-lhe as conseqüências. Assim, para bem apreciarmos o que, em realidade, é ditoso ou inditoso para o homem, precisamos transportar-nos para além desta vida, porque é lá que as conseqüências se fazem sentir. Ora, tudo o que se chama infelicidade, segundo as acanhadas vistas humanas, cessa com a vida corporal e encontra a sua compensação na vida futura.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/15/?action=post;num_replies=20#ixzz25UUHkjkX

Para que alguém possa perceber isso, tem de acreditar que existe uma vida futura. Pelo facto de isso estar escrito num livro, não implica que seja verdade. Nunca vou ter forma de provar a mim mesmo que é assim antes de desencarnar, talvez.

Quanto muito posso acreditar na palavra de outros. Mas há muitos outros a dizer outras coisas. É a palavra de uns contra a palavra de outros. Os espíritas são muito poucos no mundo. Pelo menos a votos não se safavam. Porque razão crer na doutrina dos espíritos e não em outra doutrina qualquer?

Para que possamos dizer que alguém age fora da lei, esse alguém tem de conhecer bem a lei. Senão não é imputável. Quando eu nasci não trazia instruções a dizer se havia vida depois da vida ou não. Nem nenhuma sentença a mencionar crimes cometidos noutras encarnações. Nem nenhum regulamento de um concurso para obter boa classificação na próxima encarnação. Como posso eu saber que isso é verdade?

Podemos dividir as pessoas em duas classes:

- As que sabem estas coisas porque têm acesso a fenómenos que lhes dão a certeza de que existe a vida depois da vida, ou seja que a mente, ou o "eu", permanece após a morte do corpo. Que sabem que há uma inteligência incorpórea em nós, que após a morte de corpo se pode comunicar.

- As que não têm acesso às regras do jogo, como eu.

A responsabilidade dos actos de uns e outros é completamente diferente, como é óbvio. E se Deus é imparcial, não se trata de criaturas à parte na obra da criação. Por alguma coisa foram escolhidos alguns para constatar os fenómenos, e saber a certeza. Qual é a razão não sei. O que sei é que não sou em deles.

Mas o que me parece, certo ou errado, é que aqueles que conhecem as regras nem sempre dão um exemplo de comportamento diferente dos outros que as não conhecem. E aí é que se tornam menos credíveis.

Nós podemos iludir-nos, por isso as palavras nem sempre são um sinal das verdadeiras crenças das pessoas. São os actos voluntários, sobretudo aqueles envolvem os mais caros interesses das pessoas, que mostram aos outros (e a nós mesmos) aquilo em que realmente acreditamos.

bem hajam
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 04 de Setembro de 2012, 14:05
Olá Vitor,
Sim, é verdade que o número de espíritas é bem pequeno comparado a outras crenças e filosofias, porém a base da doutrina encontra-se permeada em várias religiões.
Não só o espiritismo, mas o budismo e o hinduísmo, por exemplo, também tem como base a existência de um princípio inteligente independente do corpo, a reencarnação, a possibilidade de comunicação entre os espíritos, a lei de causa e efeito ou ação e reação ou algo parecido.
O resto são pequenos detalhes, cada filosofia, crença ou religião é dirigida a determinado tipo psicológico. O espiritismo  não é mais errado ou mais certo do que as demais crenças existentes, ele é adequado as pessoas ás quais se dirige e o fato do número de espíritas não ser expressivo não é suficiente para por a prova a credibilidade da doutrina.
Amigo Vitor, seu relato está me lembrando a postura de Tomé.
Já dizia o Mestre “Feliz daquele que crê sem ter visto.”
 Não precisamos ver espíritos para saber que eles existem. A existência do mundo espiritual se deduz pela lógica, pela razão pelos relatos daqueles que os vêem.
Apesar dos questionamentos acerca de obras psicografadas por Chico Xavier, ninguém duvida que ele interagia com o mundo espiritual.
Temos centenas de livros psicografados só por ele e alguns milhares somando com outros médiuns. Então pergunto: estavam todos alucinando?
Se Deus não estendeu a mediunidade de vidência a todos os seres é por uma razão. Está certo que isso seria suficiente para convencer o mais incrédulo da existência do espírito, mas por outro lado traria inúmeros inconvenientes no estágio evolutivo em que nos encontramos.
Amigo Vitor, apenas espere e confie. No tempo certo todas as dúvidas que lhe afligem serão respondidas.
Os mistérios da vida não são descobertos pelos cinco sentidos, mas sentidos no íntimo da consciência de cada um.
Não espere que o espiritismo responda todos os porquês da vida porque isso não vai acontecer, a doutrina explicará muitas coisas trazendo consolação, aceitação, resignação, mas existem outras que apenas serão reveladas em outras existências.
Somos crianças no pré primário querendo entender física quântica. Tudo tem seu tempo.
O tempo de Deus não é o tempo dos homens, então confiemos na sabedoria divina.
Abraços
Susana
P.S: Postei um vídeo no tópico da lei de causa e efeito mas acho que também acabe aqui.
http://www.youtube.com/watch?v=O-bPWzl0khY#ws

" E eu senti que Deus havia respondido a minha pergunta.
A pergunta foi:
Por quê?
Por quê Tu me fizeste dessa forma?
E a resposta foi:
Você confia em mim?"

Oração da Serenidade
Deus, concedei-me,
A serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem para modificar as coisas que posso, e
Sabedoria para perceber a diferença.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 04 de Setembro de 2012, 15:38
Vitor, é pela força do raciocínio que a doutrina nos torna firmes. Têm-se observado que alguns se prendem somente aos fenômenos, sem a base filosófica, e não permanecem. Pelo menos a maioria desiste, porque o fenômeno, embora interessante, deslumbra e passa e rápido, mas a ideia a convicção fica.

Um outro detalhe, a mediunidade, segundo alguns pesquizadores, é uma predisposição orgânica que independe da moral do médium. Porém, sabemos que para ser equilibrada, educada, o que é outra coisa, é necessário a educação ou reeducação do ser que a ela se submete. Daí o porquê de algumas incoerências que acometem nossos irmãos que se dedicam a esse mister. A maioria detesta o estudo.

Abraços. :)



Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 04 de Setembro de 2012, 18:28
OLM, mano Marcão, esclarece que a recepção de mensagens também não represente meio excludente aos médiuns de pouca moral ou mesmo amorais.
Mesmo estes podem receber boas mensagens (medianímicas).
Abração,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Setembro de 2012, 19:20
Olá Susana

O video que aqui colocaste é, de facto, impressionante. Mostra uma força interior enorme, numa pessoa com condições físicas tais que, só de as imaginar em nós, ficamos doentes. E deixa-nos, de facto, a pensar de onde vem aquela força toda... A fé pode ser uma força psicológica tremenda, disso não ficam dúvidas.

Eu agradeço muito a tua resposta. E registo o empenho e carinho que colocaste na mesma.  Embora não tão forte como o exemplo do filme, por razões óbvias, foi um bom exemplo de como proceder de acordo com aquilo que Jesus nos ensinou.

Quando me dizem que devo crer mesmo sem ver, põem-me o problema ao contrário do que ele tem sido sempre para mim.

Toda a vida eu tive essa sensação de que pode existir algo mais. A minha tendência natural é para acreditar e não para ser céptico.  Eu sempre pendi mais para o lado dos crentes.
Eu estudo as obras de Kardec há cerca de 12 anos. Não as conheço assim tão mal. Antes de conhecer Kardec eu li os evangelhos, várias vezes. E foram as meditações sobre os mesmos que me levaram a aceitar a codificação naturalmente.

Nunca me esqueço de uma passagem do Evangelho Segundo S.João, 3, o famoso "Diálogo com Nicodemos", que andou na minha cabeça muito tempo. E que, em meu entender pode ser interpretada como a expressão da dualidade espírito-corpo e até da reencarnação.   

Aliás, esta "conversa" contigo também foi útil para mim, porque me fez relembrar da forma como eu cheguei ao espiritismo. Mais uma razão para te agradecer. Mas estou a escrever isto para que compreendas que os meus dilemas actuais não são fruto do desconhecimento doutrinário. São dúvidas sobre os fundamentos onde a doutrina assenta.

A fé, tal qual o homem sem membros apregoa, é muito importante. Porque é uma força psicológica. E é isso que as pessoas procuram. Mas essa fé tem a haver com o aqui e agora. Com a força para viver. Nem sei se se pode considerar bem do domínio da fé, ou das técnicas psicológicas. Seja lá o que for, é bom, se dá força às pessoas. E por isso é que aquelas igrejas tipo IURD e similares proliferam. Os seus dirigentes conhecem bem essas técnicas. E como já disse, se eles derem forças a alguém para viver, se calhar saem mais baratos e são mais eficazes do que muitos psicólogos.     

A doutrina espirita de Allan kardec, contudo, pretende ser mais do que isso, ou não? O discurso de Kardec era mais para o lado da ciência do que para o lado das igrejas evangélicas. Agora tenho de sair, depois, se eu puder continuo.

bem hajas e obrigado pela atenção.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 04 de Setembro de 2012, 21:48
Amados,
O Espiritismo me ensinou a começar a pensar em lógica e razão desde os idos 1992, embora já houvesse lido o livro dos Espíritos desde 1978...
Hoje, a aposentadoria me permitiu avançar, então não penso mais religião, unicamente filosofia e iniciado em estudos psicológicos cognitivos, que até então me fazem crer, que em resposta a manchete tema em diálogo, minha resposta é um sonoro Não... Muito pelo contrário, as ciências sociais, todas elas precisam e muito do que está codificado...

Filhodobino reflete:
O comportamento ignora a consciência, os sentimentos e os estados mentais; não busca explicar propósitos intencionais, nem dons inatos e adquiridos durante a vida do indivíduo; é formado por um conjunto de estímulos genericamente copiados de outrens; não se desincumbe de explicar processos se intuitivos e ou cognitivos, não considera intenções e ou propósitos;
Genericamente detratores do behaviorismo, desses argumentos se valeram para depreciá-lo como ciência, mal sabendo estes detratores que de fato estavam legitimando o comportamento tanto individual quanto coletivo em filosofia estabelecendo metas a serem atingidas para demonstrar “regias vias” para aproximar ciência e religião.
O evoluendo em vias do fato, soma ao que trouxe de vidas passadas, pelo seu intento em educar-se paulatina e intencionalmente ao cabo de longos anos a partir do berço, marcadores psíquicos que após repetições, erros e acertos, quedas e soerguimentos, sucessos e insucessos, aplausos e confrangimentos, percepções por sob a própria pele, irredutíveis “modus-operandi” que lhe conduzirão a status perfectíveis, inarredáveis.

(...) Em nossa maneira especial de expressão, no círculo dos hábitos e dos pontos de vista, dos modos e do estilo que nos são peculiares.
Em assunto dessa ordem, é imprescindível muito cuidado no julgar, porque, enquanto afinamos o critério pela craveira terrena, possuímos uma vida mental quase sempre parasitária, de vez que ocultamos a onda de pensamento que nos é própria, para refletir e agir com os preconceitos consagrados ou com a pragmática dos costumes preestabelecidos, que são cristalizações mentais no tempo, ou com as modas do dia e as opiniões dos afeiçoados que constituem fácil acomodação com o menor esforço.
Basta, no entanto, nos afeiçoemos aos exercícios da meditação, ao estudo edificante e ao hábito de discernir para compreendermos onde se nos situa a faixa de pensamento, identificamos com nitidez as correntes espirituais que passamos a assimilar.
André Luiz em: NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE – 7ª Ed. FEB, 1972  - Francisco Cândido Xavier

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 04 de Setembro de 2012, 22:15
Olá amigo Marcos

Citar
Vitor, é pela força do raciocínio que a doutrina nos torna firmes. Têm-se observado que alguns se prendem somente aos fenômenos, sem a base filosófica, e não permanecem. Pelo menos a maioria desiste, porque o fenômeno, embora interessante, deslumbra e passa e rápido, mas a ideia a convicção fica.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/15/?action=post;num_replies=25#ixzz25WtPhFl4

Sem a força de fenómeno, a doutrina seria uma mentira. A doutrina, segundo Kardec, foi comunicada pelos espíritos, por via medíúnica. Se o espirita acredita na doutrina, então tem de acreditar na mediunidade, ou melhor, na comunicabilidade dos espíritos. Não se trata de uma questão menor, que se pode varrer para debaixo do tapete.

Eu adoptei a crença na doutrina espirita há 12 anos, não foi ontem. Não me estás a dar novidade nenhuma. E se a adoptei foi, precisamente, por se tratar de um conjunto de crenças racionalmente coerentes. Não deixam, contudo, de ser crenças. Trata-se de uma hipótese interessante de explicação da vida. O único senão é que não é comprovável (pelo menos para mim - para esses tais que dizem que têm certezas é diferente. Ainda bem para deles - são é mais culpáveis que os outros que não têm certezas, pelos erros que cometem, pois não têm a ignorância como desculpa...).

Até agora não encontro aqui respostas de pessoas que digam que têm certezas porque conhecem fenómenos que não podem ser interpretados de outra forma. O que eu encontro é pessoas a dizer que não é preciso ver para crer. Presumo que que é o caso das pessoas que me têm respondido: acreditam mesmo sem ver. Ou seja, estão como eu.

Uma pessoa não tem de dar satisfações a ninguém pelas suas crenças. Nem sequer tem a obrigação de as propagar. A não ser que ache que lhe fazem tão bem que deseje proporcionar o mesmo bem a outros e que isso lhe prazer. Ou, em alternativa,  que tenha interesses materiais nisso.

Mesmo sendo uma explicação muito bem elaborada, com lógica e coerência, a doutrina espirita é para mim uma crença. Logo tenho de a colocar em paralelo com as outras crenças. E não com a ciência.

As crenças não se explicam racionalmente - ou se acredita nelas, ou não. Uma crença pode dar-nos uma explicação da vida mais credível do que outra, mas só passa a ciência se puder ser universalmente comprovada.

Não quer dizer que não possa ser comprovada por um determinado número de pessoas, ou que seja uma mentira. Mas, fora desse núcleo de pessoas, é uma questão de acreditar na palavra dessas pessoas. Ou seja, é como todas as outras crenças.     

Aliás, se todas as explicações lógicas e bem elaboradas correspondessem à verdade, os bons vigaristas estavam todos no "céu". Não chega encontrar uma explicação bem elaborada para se determinar que é uma verdade.   

Na fim desta reflexão aproveito para agradecer a atenção de todos os que me responderam. E cheguei à seguinte conclusão:

- O meu problema é que eu queria encontrar um sentido cientifico para a vida, na base da imortalidade da alma. Mas no fundo o que eu procurava, e penso que todos procuramos,  é de forças psicológicas para enfrentar a vida. A Susana fez-me ver isso.

- Descobri que pouco me importa se a alma é imortal ou não. Se não for, com o corpo vai o sofrimento, e já é um alivio pensar que não mais sofremos. Se for, como a vida continua, quando essa etapa vier, logo se verá.

bem hajam
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 04 de Setembro de 2012, 23:14
Olá Amigo Vitor,
Vamos ao início da doutrina.
Ocorreram ,primeiramente, uma série de fenômenos em nível físico, diante disso começa-se uma profunda investigação científica para estudar as manifestações.
Aliás o próprio Allan Kardec quando ouviu o que se passava se interessou pelo assunto ,mas sua intenção era descobrir a fraude, porém depois de tudo o que viu e presenciou, diante dos fatos, acabou se rendendo as evidências e daí em diante já sabemos o resto da história.
Durante o processo se concluiu que todos aqueles efeitos eram causados por uma força inteligente porque eles eram coordenados, precisos, premeditados.
Quando o espiritismo vem á tona como doutrina ele  não vem como uma crença ,mas como resultado de uma investigação científica que constatou a existência de uma outra realidade extrafísica e que era a responsável pela ocorrência dos fenômenos.
A ciência atual pode até não reconhecer o espiritismo como ciência, mas foi assim que ele nasceu.
Por isso que o espiritismo é, no dizer dos próprios espíritos, "a ciência que estuda a origem, a natureza e a destinação dos Espíritos, bem como sua relação com o mundo corpóreo.
 É ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma filosofia de conseqüências morais” Antes destas manifestações crer ou não na doutrina poderia até ser uma questão de crença, mas depois delas, ficou muito difícil negar a doutrina o caráter científico ,uma vez  que ela sai do domínio do possível e imaginável para a realidade prática ,passível de observação e investigação.
Sabe Vitor, sei que ás vezes as coisas parecem muito difíceis, talvez maiores até do que nossa capacidade de suportá-las.
Mas confiemos na bondade divina.
O remédio amargo, a injeção, também são vistos como um mal pela criança pequena ,mas essa constatação é fruto da limitada capacidade de percepção da criança.
É isso amigo, somos ainda crianças, com uma capacidade muito pequena de percepção, no momento certo iremos entender tudo.
Quando estiver difícil, se recolha, ore e peça forças ao Pai.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 05 de Setembro de 2012, 00:24
Amados,

Conjecturo que, se Abraham Maslow, conhecesse com profundidade os conceitos codificados por Kardec, logo na sua primeira apreciação de conceitos de hierarquias publicado em 1943, e em seu livro motivação e Personalidade, pelo menos se indagaria:
Há outra maneira de obter motivação e dignificar a própria personalidade sem a busca unicamente materialista ou espiritualista, quiçá um pouco de ambas?
Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 05 de Setembro de 2012, 02:06
Vitor, quando vi seu post parecia que estava a ver a mim mesmo, sem uma virgula a modificar.Quando reflito sobre o mundo em que vivemos fica muito difícil ficar em pé, não falo só por mim, mas por tudo que acontece e aconteceu de insensato e insano, pergunto onde está Deus, onde estão os bons espíritos.A doutrina defende que ao homem é facultado o livre arbítrio, porem penso que este não pode tolhir o livre arbítrio do outro, é ai que deveria haver interferência, como Deus deixou Hitler atravez do seu livre arbítrio matar milhões os quais estariam sendo tolhidos do seu, como pode Deus deixar um bebê que não tem livre arbítrio sofrer terrivelmente nas mãos de um pedófilo, ele poderia muito bem interfirir e ninguem iria ficar sabendo. O que a morte e sofrimento de milhões ou de um bebe pode trazer de evolução para nós, porque Deus não dá um sinal claro para toda humanidade nos dias atuais, isso não seria muito melhor para nossa evolução, todas estas perguntas ninguem até hoje conseguiu me responder claro e objetivamente, assim como as  suas não foram repondidas aqui neste forum, ninguem chega e te diz assim na lata, na tampa, é isso, isso e isso, não todos tangenciam, ninguem afirma claramente nada nem que veem os espiritos, no máximo dizem que sentem uma presença, uma perturbação, ninguem consegue ser categórico, franco e objetivo, apenas dizem se vc não acredita problema seu, como pode isso ser se a base da doutrina espírita se vale da comunicação e interação com quem já passou por aqui. Realmente as vezes não é facil ficar de pé porque a gente constata que está a própria sorte, sem amparo de ninguem, o que me faz seguir em frente e acreditar em algo mais eu não sei, mas já tô cansado, bem cansado.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 05 de Setembro de 2012, 11:20
Vitor, quando vi seu post parecia que estava a ver a mim mesmo, sem uma virgula a modificar.Quando reflito sobre o mundo em que vivemos fica muito difícil ficar em pé, não falo só por mim, mas por tudo que acontece e aconteceu de insensato e insano, pergunto onde está Deus, onde estão os bons espíritos.A doutrina defende que ao homem é facultado o livre arbítrio, porem penso que este não pode tolhir o livre arbítrio do outro, é ai que deveria haver interferência, como Deus deixou Hitler atravez do seu livre arbítrio matar milhões os quais estariam sendo tolhidos do seu, como pode Deus deixar um bebê que não tem livre arbítrio sofrer terrivelmente nas mãos de um pedófilo, ele poderia muito bem interfirir e ninguem iria ficar sabendo. O que a morte e sofrimento de milhões ou de um bebe pode trazer de evolução para nós, porque Deus não dá um sinal claro para toda humanidade nos dias atuais, isso não seria muito melhor para nossa evolução, todas estas perguntas ninguem até hoje conseguiu me responder claro e objetivamente, assim como as  suas não foram repondidas aqui neste forum, ninguem chega e te diz assim na lata, na tampa, é isso, isso e isso, não todos tangenciam, ninguem afirma claramente nada nem que veem os espiritos, no máximo dizem que sentem uma presença, uma perturbação, ninguem consegue ser categórico, franco e objetivo, apenas dizem se vc não acredita problema seu, como pode isso ser se a base da doutrina espírita se vale da comunicação e interação com quem já passou por aqui. Realmente as vezes não é facil ficar de pé porque a gente constata que está a própria sorte, sem amparo de ninguem, o que me faz seguir em frente e acreditar em algo mais eu não sei, mas já tô cansado, bem cansado.

Antevazin

uma coisa podemos concluir
é que se esta ação de Deus esperada por voce ante estas situações por voce levantada,não acontece conforme o sugerido
é a de que esta ação de Deus não existe em nosso meio!
pura e simplesmente real
é isso que ocorre

Amanhã agiremos
em conjunto para o bem social
e antecipando certas possibilidades
a eliminaremos na raiz...no seu nascedouro.

Quanto as colocações do Amigo Vitor
ele mesmo já respondeu
expondo o panorama observado por ele...segundo a própria visão.


O Que os demais , ao meu ver colocam
não é necessariamente uma resposta
mas colocações e opiniões
comuns a um bate papo, a uma conversa.

O Espiritismo já expos em o OESE
as realidades dos homens atuais
aos homens do Ontem, e aos homens do amanhã
a base
é a prática Evangélica

queira ou não o homem
e seja ele quem for

seja qualquer Grupo, Povo, País e todo o Planeta.

A Morte não muda o panorama
pelo ensinado e pelo observado
o contigente do mundo dos invisiveis
saiu daqui ontem e ante ontem.

Toda a Europa pelo Visto e não só a Europa
passa por questões similares
a estas levantada pelo Colega Vitor.

mas não sejamos pessimistas
e nem deprimentes
e muito menos descrentes
sejamos nós a  própria  vanguarda da Boa Nova

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 11:33
A Gênsese

"1. - Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem.
(...)
3. - Entretanto, o mal existe e tem uma causa. Os males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. Entre os primeiros, cumpre se incluam os flagelos naturais.

O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo.
Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.

6. - Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissenções, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades.

Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, nos 4, 5, 6 e seguintes.)

 7. - Entretanto, Deus, todo bondade, Pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência (nº 5).

8. - Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal. Não praticar o mal, já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal.
Se na criação houvesse um ser preposto ao mal, ninguém o poderia evitar; mas, tendo o homem a causa do mal em SI MESMO, tendo simultaneamente o livre-arbítrio e por guia as leis divinas, evitá-lo-á sempre que o queira.


(...)
Outro tanto se dá com o mal: evitá-lo-ia o homem, se cumprisse as leis divinas. Por exemplo: Deus pôs limite à satisfação das necessidades: desse limite a saciedade adverte o homem; se este o ultrapassa, fá-lo voluntariamente. As doenças, as enfermidades, a morte, que daí podem resultar, provêm da sua imprevidência, não de Deus.

9. - Decorrendo, o mal, das imperfeições do homem e tendo sido este criado por Deus, dir-se-á, Deus não deixa de ter criado, se não o mal, pelo menos, a causa do mal; se houvesse criado perfeito o homem, o mal não existiria.

Se fora criado perfeito, o homem fatalmente penderia para o bem. Ora, em virtude do seu livre-arbítrio, ele não pende fatalmente nem para o bem, nem para o mal. Quis Deus que ele ficasse sujeito à lei do progresso e que o progresso resulte do seu trabalho, a fim de que lhe pertença o fruto deste, da mesma maneira que lhe cabe a responsabilidade do mal que por sua vontade pratique. A questão, pois, consiste em saber-se qual é, no homem, a origem da sua propensão para o mal. (1)

(1) O erro esta em pretender-se que a alma haja saído perfeita das mãos do Criador, quando este, ao contrario, quis que a perfeição resulte da depuração gradual do Espírito e seja obra sua. Houve Deus por bem que a alma, dotada de livre-arbítrio, pudesse optar entre o bem e o mal e chegasse a suas finalidades últimas de forma militante e resistindo ao mal. Se houvera criado a alma tão perfeita quanto ele e, ao sair-lhe ela das mãos, a houvesse associado à sua beatitude eterna, Deus tê-la-ia feito, não à sua imagem, mas semelhante a si próprio. (Bonnamy, A Razão do Espiritismo, cap. VI.)
(...)
O Espírito tem por destino a vida espiritual, porém, nas primeiras fases da sua existência corpórea, somente a exigências materiais lhe cumpre satisfazer e, para tal, o exercício das paixões constitui uma necessidade para o efeito da conservação da espécie e dos indivíduos, materialmente falando. Mas, uma vez saído desse período, outras necessidades se lhe apresentam, a princípio semimorais e semimateriais, depois exclusivamente morais.
 É então que o Espírito exerce domínio sobre a matéria, sacode-lhe o jugo, avança pela senda providencial que se lhe acha traçada e se aproxima do seu destino final. Se, ao contrário, ele se deixa dominar pela matéria, atrasa-se e se identifica com o bruto. Nessa situação, o que era outrora um bem, porque era uma necessidade da sua natureza, transforma-se num mal, não só porque já não constitui uma necessidade, como porque se torna prejudicial à espiritualização do ser. Muita coisa, que é qualidade na criança, torna-se defeito no adulto.
O mal e, pois, relativo e a responsabilidade é proporcionada ao grau de adiantamento.

Todas as paixões têm, portanto, uma utilidade providencial, visto que, a não ser assim, Deus teria feito coisas inúteis e, até, nocivas. No abuso é que reside o mal e o homem abusa em virtude do seu livre-arbítrio. Mais tarde, esclarecido pelo seu próprio interesse, livremente escolhe entre o bem e o mal.

(...) É que, em geral, os homens apreciam a perfeição de Deus do ponto de vista humano; medindo-lhe a sabedoria pelo juízo que dela formam, pensam que Deus não poderia fazer coisa melhor do que eles próprios fariam. Não lhes permitindo a curta visão, de que dispõem, apreciar o conjunto, não compreendem que um bem real possa decorrer de um, mal aparente. Só o conhecimento do princípio espiritual, considerado em sua verdadeira essência, e o da grande lei de unidade, que constitui a harmonia da criação, pode dar ao homem a chave desse mistério e mostrar-lhe a sabedoria providencial e a harmonia, exatamente onde apenas vê uma anomalia e uma contradição.
(...)Desde que na sua obra tudo é sabedoria, devemos supor que esta não existirá mais num ponto do que noutros; se não o compreendemos assim, devemos atribuí-lo à nossa falta de adiantamento. Contudo, podemos tentar a pesquisa da razão do que nos pareça defeituoso, tomando por bússola este princípio: Deus há de ser infinitamente justo e sábio. Procuremos, portanto, em tudo, a sua justiça e a sua sabedoria e curvemo-nos diante do que ultrapasse o nosso entendimento."
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 12:36
Questão 924 do LE -  Há males que independem da maneira de proceder do homem e que atingem mesmo os mais justos. Nenhum meio terá ele de os evitar?
 
“Deve resignar-se e sofrê-los sem murmurar, se quer progredir. Sempre, porém, lhe é dado haurir consolação na própria consciência, que lhe proporciona a esperança de melhor futuro, se fizer o que é preciso para obtê-lo.”


Evangelho Segundo o Espiritimo

 
JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

 3 – As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas então se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.

 Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-os suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo, ou seja, pela voz dos Espíritos.

CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES

4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; outras fora desta vida.

Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!

Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!

Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.

 A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.

 Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.

5 – A lei humana alcança certas faltas e as pune. O condenado pode então dizer que sofreu a conseqüência do que praticou. Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas. Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem.
Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas. Eis por que não deixa impune nenhum desvio do caminho reto. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha conseqüências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis.
Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou. Os sofrimentos conseqüentes são então uma advertência de que ele andou mal. Dão-lhe as experiências e o fazem sentir, a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas. Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.

            Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer: “Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!”
Como o trabalhador preguiçoso que diz: “Perdi o meu dia”, ele também diz: “Perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro."

Continua..

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 12:37
CAUSAS ANTERIORES DAS AFLIÇÕES

6. Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade.
Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.

Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?

Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos? Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra.
Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro urna recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra.
 E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.

O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas.
 A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado.
O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: 'Perdoa-me, Senhor, porque pequei.

7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro e desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.

Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entreos bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.

Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.

8. As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Os Espíritos penitentes, porém, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de proceder melhor, esses as escolhem livremente.
Tal o caso de um que, havendo desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomeçar, para não perder o fruto de seu trabalho As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam.
Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta.

9. Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso.
Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado.
 Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta.
 Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus.

Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.

10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade, enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos ditosos.
São como os passageiros de um navio onde há pestosos, aos quais se veda o acesso à cidade a que aportem, até que se hajam expurgado.
Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo, pouco a pouco, de suas imperfeições. As provações da vida os fazem adiantar-se, quando bem suportadas. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio.
Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à idéia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marlenedd em 05 de Setembro de 2012, 13:54
Faltou acrescentar estas questões que servem para desiludir por completo os homens ilusórios, ou aqueles que não se compreendem na ordem da natureza, como diz a doutrina. Aliás, foi para esses que as últimas mensagens da doutrina, deixadas pela Susana, serviram.


1 O que é Deus?

– Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

132 Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

– A Lei de Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é uma expiação; para outros é uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as tribulações da existência corporal: é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo: dar ao Espírito condições de cumprir sua parte na obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, toma um corpo em harmonia com a matéria essencial desse mundo para executar aí, sob esse ponto de vista, as determinações de Deus, de modo que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.


Portanto, os instrumentos de Deus, os espíritos, executam as Suas determinações, queiram ou não, ou melhor, imaginem ou não algo diferente.

Esta é a essência da doutrina, o resto são explicações para os homens inexistentes na realidade, por se encontrarem completamente embrenhados nas ilusões.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 05 de Setembro de 2012, 14:52
Amados,
Toda ciência e toda cultura Espiritista, de quaisquer origens, não explicam sob nenhum aspecto o que se vai por sob a pele do evoluendo... (esse é também um ponto onde a convergência da ciência e da religião e cultura Espiritista, em se unindo, pode produzir em nós marcos psíquicos, ou a famosa sementinha, que mais ou menos dias pode germinar).
Portanto, amigo Vitor, em embargo o único aqui que sabe o que é sua vida é você e Deus o restante são argumentos que mercê do comportamento mental de quem os profere, são unicamente o que estes julgam que podem saber, e exteriorizam como exteriorizei, ensejando com carinho e amor que algum conforto possa se manifestar no seu coração e no coração de outros tantos, tanto quanto também aos seus familiares desencarnados, que o acompanham nessa jornada evolutiva, e quiçá, há probabilidade de que sejam eles os mais necessitados e não sua individualidade e esteja sendo o amado irmão, apenas medianeiro, do que sentes por sob a sua pele, pense nisso.
Saúde e Paz
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 05 de Setembro de 2012, 16:00
Olá

Citar
Realmente as vezes não é facil ficar de pé porque a gente constata que está a própria sorte, sem amparo de ninguem, o que me faz seguir em frente e acreditar em algo mais eu não sei, mas já tô cansado, bem cansado.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/30/#ixzz25bBMYeWV

Amigo, eu também gostei muito das suas palavras. E concordo com elas. E foi por isso que voltei a  escrever sob este tópico. De facto as pessoas aqui não estão à altura para defender a  doutrina espirita de Allan Kardec. Por um lado querem apresentá-la como uma ciência, por outro lado dizem-nos para crer mesmo sem ver. São duas posturas contraditórias. Mesmo opostas.

Se a doutrina nasceu da necessidade de ver para crer de Kardec, negar essa necessidade é negar a própria legitimidade do codificador. Se ele não devia ver para crer, então esteve mal, ou está acima do comum das pessoas. E é mais ou menos essa a resposta que nos dão: tu não és daqueles que podes ver. Não estás à altura. Há quem seja, mas tu não. Confia nos "profetas" do espiritismo. Junta-te ao rebanho. E talvez, um dia, tenhas sorte.

Ninguém tem de justificar a sua crença a ninguém. Nem sequer ninguém é obrigado a falar sobre ela. Se diz que é uma crença, é uma crença. Se lhe apetecer pode explicar porque razão é crente. Senão lhe apetecer não explica. O que eu não tenho dúvidas em defender é a tolerância. A intolerância, seja ela baseada no que for, é errada. A intolerância religiosa é o argumento dos ateus e cépticos fanáticos para acabar com as religiões. Contudo a intolerância dos ateus fanáticos não é menor do que a dos religiosos. Em muitos países comunistas a liberdade religiosa foi abolida ou muito restringida. A intolerância é a mãe (e/ou desculpa) das maiores atrocidades da história da humanidade. O próprio holocausto foi uma forma de intolerância (embora a verdadeira razão fosse roubar os judeus e usá-los como escravos, a intolerância era um desculpa, como, aliás, nos dias de hoje).   
 
Uma crença é uma crença. Pode ser uma crença que dê uma explicação mais credível do que outras, mas os espíritas apresentam a sua crença como ciência. É uma ciência, mas uma ciência à parte das outras. Uma ciência particular, e não universal. Ciências particulares não são ciências. 

Allan kardec dizia: eu vi, por isso creio. E também dizia que a fé inabalável é aquela que enfrenta a razão, em todas as épocas da humanidade. É por causa desta postura que eu adoptei a crença espirita. É uma atitude muito diferente da atitude das pessoas deste fórum.   

Eles dizem: Kardec viu, por isso cremos, ou o Chico Xavier viu, por isso cremos. São sempre os outros que viram, como você diz...

A Susana Fernandes, a certa altura, falou de outra forma. Ela apelou à fé mística.

E penso que é por aí o caminho, amigo. Na verdade nós nada somos, nem nada sabemos. Se não podemos provar nada, também não podemos excluir nada. A prece a Deus, com vistas a obter a coragem, a paciência e a resignação, funciona. É de todas as crenças espirituais e de todas as religiões, e não é de nenhuma em particular. Disso sou eu testemunha. Não devemos esperar que Deus faça tudo o que desejamos. Se o fizer, melhor. Mas se não fizer não podemos ficar decepcionados. A garantia que a prece nos dá é que teremos a força necessária para enfrentar o que vier. Seja lá o que for. Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe, neste planeta Terra tão duro. 

A ciência, através das experiências quase morte (EQM), abre-nos a possibilidade da vida depois da vida (veja Os estudos do Cardiologista Pin Van Lommel, na WEB, pois são sérios). Não quer dizer que seja bem como os espíritas dizem. Mas pode haver, de facto, qualquer coisa. Mas o que você precisa, e eu também, e a maior parte das pessoas cujas vidas estão difíceis também (que são muitas, infelizmente), é de força para viver. E temos de usar todas as nossas energias nisso. A prece mística funciona. Se for preciso pedimos agora para ter força para enfrentar o próximo minuto ou a próxima hora. podemos pedir para enfrentar este dia, o dia de amanhã. Com a força  podemos usar todos os meios à nossa disposição, sem ela, paralisamos. Ninguém precisa de saber. É só connosco mesmos. Os outros podem falar muito, mas não podem enfrentar por nós a nossa cruz. Têm as deles. Teresas de Calcutá são raras (mas existem).
   
Se ainda não conhece, consulte, por exemplo,  o site da ADEP (Associação de Divulgadores do Espiritismo de Portugal), por exemplo. É uma referência mais consoladora. Mas não pode interagir como num fórum. É um site fechado ao utilizador, em termos de participação. Mas pode ver entrevistas de TV, com pessoas a falar. É mais agradável.

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 16:56
Amigo, eu também gostei muito das suas palavras. E concordo com elas. E foi por isso que voltei a  escrever sob este tópico. De facto as pessoas aqui não estão à altura para defender a  doutrina espirita de Allan Kardec. Por um lado querem apresentá-la como uma ciência, por outro lado dizem-nos para crer mesmo sem ver. São duas posturas contraditórias. Mesmo opostas.

Não tem nada de contraditório amigo Vitor.
A orientação  que deve" crer sem ver" significa que deve crer porque outros viram e constataram  através de pesquisas científicas o que você ainda não teve o oportunidade de enxergar.
Mesmo essa orientação se apóia na ciência,
Nunca falei em fé cega. Fé raciocinada é aquela que se deduz da lógica dos fatos e a lógica mostra que espíritos existem mesmo que não os vejamos passeando por aí com nossos olhos físicos.
mesmo no caso de Tomé, ainda assim podemos aplicar a fé raciocinada, porque diante da superioridade moral de jesus e de tudo o que ele dizia e fazia, a razão nos levava a acreditar em suas palavras.
As bactérias sempre existiram antes do homem poder constatar sua existência com microscópios, os olhos humanos não conseguem captar toda a realidade existente.
Nunca vi o ar mas sei que ele existe poque sua existência foi constatada pela ciência, é esse o espírito da coisa.
Espítritos existem mesmo que você não veja porque outros puderam constatar isso através de investigação e observação.

Se a doutrina nasceu da necessidade de ver para crer de Kardec, negar essa necessidade é negar a própria legitimidade do codificador. Se ele não devia ver para crer, então esteve mal, ou está acima do comum das pessoas. E é mais ou menos essa a resposta que nos dão: tu não és daqueles que podes ver. Não estás à altura. Há quem seja, mas tu não. Confia nos "profetas" do espiritismo. Junta-te ao rebanho. E talvez, um dia, tenhas sorte.
Sim, Vitor, naquele momento isso foi necessário, assim como a espiritualidade chamou a atenção dos homens de uma forma bem rudimentar através de batidas em, paredes, mesas que levitavam ,etc, em razão do baixo nível de consciência da humanidade que era muito impressionável pelos sentido. Mas nós já passamos desta etapa ,não?

 
Uma crença é uma crença. Pode ser uma crença que dê uma explicação mais credível do que outras, mas os espíritas apresentam a sua crença como ciência. É uma ciência, mas uma ciência à parte das outras. Uma ciência particular, e não universal. Ciências particulares não são ciências.
 
Ciência:ciência significa capacidade de interpretar fenômenos por vias racionais e capazes de serem justificados com bases materiais.
Qualquer coisa eu preencha estes requisitos é considerada ciência e o espiritismo preenche.
Foi justamente isso que se quando da elaboração da doutrina. ocorreram fenômenos que foram estudados, investigados e interpretados dentro de uma via racional e foram justificados com base em elementos materiais. daí é que surge o arcabouço doutrinário sobre o qual nos debruçamos.
Diversos cientistas endossaram o espiritismo:
http://www.guia.heu.nom.br/grandes_cientistas.htm
Porque a ciência atual não consegue provar de forma cabal a existência dos espíritos?
Primeiro por falta de inetresse, isso não dá dinheiro. É mais vantajoso direcionar recursos financeiros para atividades lucrativas.
Segundo porque estamos falando de uma realidade de 4ª dimensão e nós estamos na 3ª, é muito complicado tentar demonstrar a existência de de espíritos pois trabalhamos com equipamento e tecnologia que atua num nível mais grosseiro da matéria não sendo adequados para captar os níveis mais sutis.
Mas aos poucos as coisas estão caminhando. Existe um físico brasileiro Fran de Aquino que já elaborou inclusive fórmulas matemáticas para comprovar a realidade do espíritos e os fenômenos mediúnicos.

A Susana Fernandes, a certa altura, falou de outra forma. Ela apelou à fé mística.
Vitor,  eu não apelei a fé mística eu usei a recomendação dos próprios espíritos. Se ler minhas últimas mensagens, os espíritos são bem claros quando dizem que há coisas ainda insondáveis aos homens.
A doutrina espírita convence pela força da razão, mas existem questões que para alguns homens extrapolam a razão humana e os fazem duvidar da bondade divina.
 Nestes casos nos resta confiar em Deus e aguardar o momento em que a explicação será dada, não por uma fé cega ou mística, mas também com base em na fé racional, pelo uso da lógica,pois a razão nos impele a crer que Deus não erra e nem falha e se algumas coisas  nos parecem injustas é por falta de capacidade de compreensão de nossa parte em razão do  estágio evolutivo em que nos encontramos.
Neste caso, a recomendação é se resignar e humildemente se curvar a sabedoria divina, no momento oportuno tudo será explicado.
   
De qualquer forma, para mim, esse tipo de discussão, se o espiritismo é ou não ciência, etc em interfere no elevado teor moral da doutrina espírita.
Mais importante do que descobrir qual a natureza da doutrina é viver os ensinamentos de Jesus em toda sua plenitude.

P.S: Tenho percebido em suas postagens repetidas críticas a doutrina e aos espíritas.
Amigo, se uma doutrina ou filosofia não lhe parece razoável basta não seguí-la.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 05 de Setembro de 2012, 18:49
P.S: Tenho percebido em suas postagens repetidas críticas a doutrina e aos espíritas.
Amigo, se uma doutrina ou filosofia não lhe parece razoável basta não seguí-la.

Prezada Susana Fernandes, eu não crítico a doutrina nem os ensinamentos espíritas, mas como sou um ignorante e chequei até a doutrina espírita a pouco tempo forcejo para ser um bom espírita, sendo assim esperava que espíritas mais evoluidos, como vc e outros nos quais comentam neste forum tivessem um pouco mais de tolerancia em relação a duvidas como as minhas e as do vitor. Entendo que é difícil vivenciar a doutrina com tudo que acontece a nossa volta, até mesmo Jesus, quando encarnou neste planeta, na hora de sua morte questionou o criador, o que deixar para mim, mas entendo que vcs estão num patamar muito distante do meu. Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Joao Paulo Soares em 05 de Setembro de 2012, 19:42
Caro Amigo Victor,

 "(...)O próprio holocausto foi uma forma de intolerância (embora a verdadeira razão fosse roubar os judeus e usá-los como escravos, a intolerância era um desculpa, como, aliás, nos dias de hoje).(...)"   

  Amigo, desculpa, mas acho erróneo :) Bem pelo o contrário, foi devido às interpretaçoes, tb erróneas, do conhecimento sobre o verdadeiro cristianismo, que na altura julgavam estar no VT e NT por parte desse medium de nome Hitler :)

  e, meu amigo, os espiritas creêm.. Os espiritas, usam seu intelectuo, e sua fé, afim de discernir o que de mais certo( consoante seu adiatamento) lhe conveem..
 Se queremos discutir crenças com factos cientificos, mostra-nos a nossa falta de inteligência..
 Se quizermos discutir factos espiritas com factos cientificos( do agora), mostra-nos falta de indulgência..
 
 Apenas a minha opinião, esperando sua compreensão, e k tudo corra bem, aí com o aproveitamento do estaleiro e daqueles todos que os rodeiam que o "alimentam".. Tudo há-de correr bem..

 
 Kida susana, apenas uma palavra de apreço pelo seu discerniamento..


Forte Abraço,
 

 
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 20:11
Prezada Susana Fernandes, eu não crítico a doutrina nem os ensinamentos espíritas, mas como sou um ignorante e chequei até a doutrina espírita a pouco tempo forcejo para ser um bom espírita, sendo assim esperava que espíritas mais evoluidos, como vc e outros nos quais comentam neste forum tivessem um pouco mais de tolerancia em relação a duvidas como as minhas e as do vitor. Entendo que é difícil vivenciar a doutrina com tudo que acontece a nossa volta, até mesmo Jesus, quando encarnou neste planeta, na hora de sua morte questionou o criador, o que deixar para mim, mas entendo que vcs estão num patamar muito distante do meu. Abraços.
Caro Antevazin,
O que escrevi foi direcionado a Vitor, não a você.
Vitor conhece a doutrina ,segundo suas próprias palavras há mais de uma década, o que não é seu caso.
O caso de Vitor não é de dúvidas mas de inconformismo em relação a várias passagens da doutrina espírita.
Já participei de outras discussões onde isso ficou muito claro, como por exemplo no estudo da lei de causa e efeito.
Ele questiona a base da doutrina espírita e as revelações dos próprios espíritos.
Amigo, você é novo no fórum e não acompanhou  as outras discussões onde Vitor questiona inclusive a ação da lei de causa e efeito, um dos pilares da doutrina espírita.
Aqui não se trata de falta de tolerância.
 Se leio o budismo ,acho que ele faz sentido e depois de conhecê-lo profundamente me identifico e passo a segui-lo me considerando budista, não tem sentido depois eu me virar contra aquilo que creio e começar a detonar o budismo.
O caminho mais coerente é deixar o budismo.
 A partir do momento que não me identificar mais com uma doutrina( o que Vitor tem demonstrado ultimamente em várias postagens)  não tem sentido segui-la.
O dia que deixar de me identificar com o espiritismo, irei buscar outros caminhos pois não tem sentido me filiar a uma crença, doutrina, filosofia que não acredito e que para mim não mais faz sentido.
Existe uma diferença entre ter dúvidas e atacar a a doutrina e negar seus princípios básicos.
É isso que o amigo Vitor tem feito em vários comentários.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 20:50

Questão 264 do LE- Que é o que dirige o Espírito na escolha das provas que queira sofrer?

 “Ele escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem à expiação destas e a progredir mais depressa. Uns, portanto, impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações, objetivando suportá-las com coragem; outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder, muito mais perigosas, pelos abusos e má aplicação a que podem dar lugar, pelas paixões inferiores que uma e outros desenvolvem; muitos, finalmente, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contacto com o vício.”

Questão 266 do LE-  Não parece natural que se escolham as provas menos dolorosas?

 “Pode parecer-vos a vós; ao Espírito, não. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar.

" A.K.: Sob a influência das idéias carnais, o homem, na Terra, só vê das provas o lado penoso.
 Tal a razão de lhe parecer natural sejam escolhidas as que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os gozos materiais.
Na vida espiritual, porém, compara esses gozos fugazes e grosseiros com a inalterável felicidade que lhe é dado entrever e desde logo nenhuma impressão mais lhe causam os passageiros sofrimentos terrenos.
 Assim, pois, o Espírito pode escolher prova muito rude e, conseguintemente, uma angustiada existência, na esperança de alcançar depressa um estado melhor, como o doente escolhe muitas vezes o remédio mais desagradável para se curar de pronto.
 Aquele que intenta ligar seu nome à descoberta de um país desconhecido não procura trilhar estrada florida. Conhece os perigos a que se arrisca, mas também sabe que o espera a glória, se lograr bom êxito.

A doutrina da liberdade que temos de escolher as nossas existências e as provas que devamos sofrer deixa de parecer singular, desde que se atenda a que os Espíritos, uma vez desprendidos da matéria, apreciam as coisas de modo diverso da nossa maneira de apreciá-los.
Divisam a meta, que bem diferente é para eles dos gozos fugitivos do mundo.
Após cada existência, vêem o passo que deram e compreendem o que ainda lhes falta em pureza para atingirem aquela meta. Daí o se submeterem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corpórea, solicitando as que possam fazer que a alcancem mais presto. Não há, pois, motivo de espanto no fato de o Espírito não preferir a existência mais suave. Não lhe é possível, no estado de imperfeição em que se encontra, gozar de uma vida isenta de amarguras. Ele o percebe e, precisamente para chegar a fruí-la, é que trata de se melhorar.

Não vemos, aliás, todos os dias, exemplos de escolhas tais? Que faz o homem que passa uma parte de sua vida a trabalhar sem trégua, nem descanso, para reunir haveres que lhe assegurem o bem-estar, senão desempenhar uma tarefa que a si mesmo se impôs, tendo em vista melhor futuro? O militar que se oferece para uma perigosa missão, o navegante que afronta não menores perigos, por amor da Ciência ou no seu próprio interesse, que fazem, também eles, senão sujeitar-se a provas voluntárias, de que lhes advirão honras e proveito, se não sucumbirem?

 A que se não submete ou expõe o homem pelo seu interesse ou pela sua glória? E os concursos não são também todos provas voluntárias a que os concorrentes se sujeitam, com o fito de avançarem na carreira que escolheram? Ninguém galga qualquer posição nas ciências, nas artes, na indústria, senão passando pela série das posições inferiores, que são outras tantas provas. A vida humana é, pois, cópia da vida espiritual; nela se nos deparam em ponto pequeno todas as peripécias da outra.
Ora, se na vida terrena muitas vezes escolhemos duras provas, visando posição mais elevada, por que não haveria o Espírito, que enxerga mais longe que o corpo e para quem a vida corporal é apenas incidente de curta duração, de escolher uma existência árdua e laboriosa, desde que o conduza à felicidade eterna?
Os que dizem que pedirão para ser príncipes ou milionários, uma vez que ao homem é que caiba escolher a sua existência, se assemelham aos míopes, que apenas vêem aquilo em que tocam, ou a meninos gulosos, que, a quem os interroga sobre isso, respondem que desejam ser pasteleiros ou doceiros.

O viajante que atravessa profundo vale ensombrado por espesso nevoeiro não logra apanhar com a vista a extensão da estrada por onde vai, nem os seus pontos extremos.
Chegando, porém, ao cume da montanha, abrange com o olhar quanto percorreu do caminho e quanto lhe resta dele a percorrer. Divisa-lhe o termo, vê os obstáculos que ainda terá de transpor e combina então os meios mais seguros de atingi-lo.
O Espírito encarnado é qual viajante no sopé da montanha. Desenleado dos liames terrenais, sua visão tudo domina, como a daquele que subiu à crista da serrania. Para o viajor, no termo da sua jornada está o repouso após a fadiga; para o Espírito, está a felicidade suprema, após as tribulações e as provas.

Dizem todos os Espíritos que, na erraticidade, eles se aplicam a pesquisar, estudar, observar, a fim de fazerem a sua escolha. Na vida corporal não se nos oferece um exemplo deste fato? Não levamos, freqüentemente, anos a procurar a carreira pela qual afinal nos decidimos, certos de ser a mais apropriada a nos facilitar o caminho da vida? Se numa o nosso intento se malogra, recorremos a outra. Cada uma das que abraçamos representa uma fase, um período da vida. Não nos ocupamos cada dia em cogitar do que faremos no dia seguinte? Ora, que são, para o Espírito as diversas existências corporais, senão fases, períodos, dias da sua vida espírita, que é, como sabemos, a vida normal, visto que a outra é transitória, passageira?
"

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 05 de Setembro de 2012, 20:52

Capítulo III- Há Muitas Moradas na casa de meu Pai

Destinação da Terra. Causa das Misérias Humanas


" 6 – Admira-se de haver sobre a Terra tantas maldades e tantas paixões inferiores, tantas misérias e enfermidades de toda sorte, concluindo-se que miserável coisa é a espécie humana. Esse julgamento decorre de uma visão estreita, que dá uma falsa idéia do conjunto. È necessário considerar que toda humanidade não se encontra na Terra, mas apenas uma pequena fração dela.
Porque a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão, que povoam os inumeráveis mundos do Universo. Ora, o que seria a população da Terra, diante da população total desses mundos?
Bem menos que a de um lugarejo em relação a de um grande império. A condição material e moral da humanidade terrena nada tem, pois, de estranho, se levarmos em conta o destino da Terra e a natureza de sua população.

7 – Faríamos uma idéia muito falsa da população de uma grande cidade, se a julgássemos pelos moradores dos bairros mais pobres e sórdidos. Num hospício, só vemos doentes e estropiados; numa presídio, vemos todas as torpezas, todos os vícios reunidos; nas regiões insalubres, a maior parte dos habitantes são pálidos, fracos e necessitados.
Pois bem: consideremos a Terra como um subúrbio, um hospício, uma penitenciária, um país malsão, porque ela é tudo isso a um só tempo, e compreenderemos porque as suas aflições sobrepujam os prazeres. Porque não se enviam aos hospitais as pessoas sadias, nem às casas de correção os que não praticam crimes, e nem os hospitais, nem as casas de correção, são lugares de delícias.

Ora, da mesma maneira que , numa cidade, toda a população não se encontra nos hospitais ou nas prisões, assim a humanidade inteira não se encontra na Terra. E como saímos do hospital quando estamos curados, e da prisão quando cumprimos a pena, o homem sai da Terra para mundos mais felizes, quando se acha curado de suas enfermidades morais."

Evangelho Segundo o Espiritismo
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 05 de Setembro de 2012, 21:18
      Marcos W Silva    (resp sua mas #13)

      O amigo Marcos escreveu: Marlenedd, quando os Espíritos dizem que a verdadeira pátria é a espiritual, daí não se supõe que ela seja nossa única morada, aliás "Há muitas moradas na casa de meu Pai"-Jesus, a DE é clara...

      Cel: meu amigo Marcos, pode existir um número infinito de “moradas”, mesmo q ilusórias, mas, conforme a doutrina, a <única verdadeira>, é a espiritual!

      E nada há de estranho em se dizer q o espírito vem para as “moradas, q não são verdadeiras” para aprender a viver na <única> q é verdadeira?!  Afinal, é a morada não verdadeira, isto é, a escola de espíritos, q lhe ensina a se apegar às imperfeições. Devemos crer q a mesma escola para onde vem para aprender a se <libertar> das imperfeições é q o ensina a se <prender> às mais monstruosas imperfeições!

      Marcos cita LE/175. a): - Não se seria mais feliz permanecendo na condição de Espírito? Resp: “Não, não; estacionar-se-ia e o que se quer é caminhar para Deus.”

       Cel: amigos, tentando raciocinar para compreender: porq o espirito tem de passar, obrigatoriamente, por “zilhões” de encarnações, q o sujeitam a atrozes sofrimentos, a se estenderem por até milhões de anos? Afinal, como se compreende q, mesmo saído, vindo, procedendo de Deus, o Infinitamente Perfeito e Sábio (do Qual nada q  procede “é mau, injusto ou sem inteligência!! – tb não compreendo esta afirmação da DE!), ele surge da criação para a escola da vida, como um ser q é exatamente o oposto do Criador, pois se mostra gigantescamente imperfeito e ignorante, néscio e de mente deficiente, ao ponto de praticar os absurdos q vemos no mundo, mesmo sabendo q sofrerá terrivelmente por praticá-los?!
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Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 05 de Setembro de 2012, 21:43
Prezada Susana, vou falar por mim; realmente comecei a conhecer a doutrina espirita a =ou- um ano, diria que é mais uma tentativa de colocar as idéias em ordem em relação a tudo que nos norteia e rodeia. Todos os espiritas dizem que a DE é o consolador que Jesus prometeu, e muitas vezes quando buscamos uma religião, uma seita ou organização, alem de um norte nas nossas vidas procuramos também um consolador. A DE nos ensina que temos amigos /protetores espirituais e que estes nos consolam e auxiliam a manter-mos uma vida digna diante dos ensinamentos de Jesus, porem para termos eles próximos precisamos manter nossos pensamentos e atitudes positivos se não vamos atrair espíritos mal intencionados, então eu pergunto: não existe um paradoxo ai, se a pessoa sofreu uma tragédia, está desempregada, está no vício, nasceu e vive no meio da violência, muitas vezes sem o minimo de dignidade, é obvio, com raras exceções,  que está pessoa vai ter pensamentos não nobres e nesta hora que ela mais precisa de consolo e força os espíritos amigos/protetores a deixam a merce de outros que vão afunda-la na depreção mais ainda, porque ela está numa faixa de pensamentos ruim, mas a função de um amigo não é amparar nas horar ruins ao invés de afastar-se e só voltar quando a maré estiver boa? É por isso que as vezes penso que apesar de existir um Deus misericordioso alguns de nós estamos sozinhos, sorte de quem tem a mediunidade exacerbada a ponto de, mesmo as vezes não sendo tão digno, poder contar com um amigo espiritual e não ter dúvidas eu e muitos já não tivemos está sorte. Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Joao Paulo Soares em 05 de Setembro de 2012, 22:17
"(...)ensinamentos de Jesus, porem para termos eles próximos precisamos manter nossos pensamentos e atitudes positivos se não vamos atrair espíritos mal intencionados, então eu pergunto: não existe um paradoxo ai, se a pessoa sofreu uma tragédia, está desempregada, está no vício, nasceu e vive no meio da violência, muitas vezes sem o minimo de dignidade, é obvio, com raras exceções,  que está pessoa vai ter pensamentos não nobres e nesta hora que ela mais precisa de consolo e força os espíritos amigos/protetores a deixam a merce de outros que vão afunda-la na depreção mais ainda, porque ela está numa faixa de pensamentos ruim, mas a função de um amigo não é amparar nas horar ruins ao invés de afastar-se e só voltar quando a maré estiver boa?"

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/30/#ixzz25bbR6FIz

 Sem dúvida, esse pensamento comum, e é de quem não conhece a doutrina..
 E como vê, mesmo sem conhecimento, lhe soa a algo errado..
 Estavamos tramados se assim fosse.. :)
 Acha mesmo que os Espiritos auxiliadores se afastam ou deixam de ajudar, caso o amigo tenha pensamentos mais impróprios?

Forte Abraço,
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 05 de Setembro de 2012, 22:19
      Marcos W    (resp sua msg #14)

      Marcus escreveu: Ah! Moura, com relação ao que disse, parece até que no caso Moisés, ele fomentou todo um empreendimento e sequer pisou na "terra prometida", salvo engano.

      Cel: não há engano seu. O Ant Test diz isso; Moisés, o líder da fuga pelo deserto, foi proibido de entrar na Terra Prometida porq pertencia às gerações anteriores. O motivo de o êxodo, a fuga do Egito, ter durado 40 anos (e a Terra Prometida e Egito eram fronteiriços) foi para q, as gerações a que pertenciam todos aqueles q haviam adorado outros deuses, fossem extintas no caminho, e só entrassem em Canaã, homens da nova geração. Assim, Moisés ficou de fora!
........................................
     
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 05 de Setembro de 2012, 22:36
..., sorte de quem tem a mediunidade exacerbada a ponto de, mesmo as vezes não sendo tão digno, poder contar com um amigo espiritual e não ter dúvidas eu e muitos já não tivemos está sorte. Abraços.

Antevazin, parece simples mas não é... o fenômeno envolve complexidade tal às vezes inimagináveis. É a lida com vidas..., afetividades..., dores e compromissos muitos destes amargos.

Embora não veja, você também tem esse amigo, todos os temos, mas não se esqueça que há também os inimigos e tudo depende de você, da sua sintonia. O comando é seu. Não vale a pena desejar compromissos extra, a maioria de nós já está cheio deles. Sua mediunidade pode estar em fazer outros felizes, com simplicidade. Descubra o seu dom.

Abraços. :)

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 06 de Setembro de 2012, 00:41
DE nos ensina que temos amigos /protetores espirituais e que estes nos consolam e auxiliam a manter-mos uma vida digna diante dos ensinamentos de Jesus, porem para termos eles próximos precisamos manter nossos pensamentos e atitudes positivos se não vamos atrair espíritos mal intencionados, então eu pergunto: não existe um paradoxo ai, se a pessoa sofreu uma tragédia, está desempregada, está no vício, nasceu e vive no meio da violência, muitas vezes sem o minimo de dignidade, é obvio, com raras exceções,  que está pessoa vai ter pensamentos não nobres e nesta hora que ela mais precisa de consolo e força os espíritos amigos/protetores a deixam a merce de outros que vão afunda-la na depreção mais ainda, porque ela está numa faixa de pensamentos ruim, mas a função de um amigo não é amparar nas horar ruins ao invés de afastar-se e só voltar quando a maré estiver boa? É por isso que as vezes penso que apesar de existir um Deus misericordioso alguns de nós estamos sozinhos, sorte de quem tem a mediunidade exacerbada a ponto de, mesmo as vezes não sendo tão digno, poder contar com um amigo espiritual e não ter dúvidas eu e muitos já não tivemos está sorte. Abraços.
Olá Antevazin,
Amigo ninguém precisa ter a mediunidade exacerbada para ter auxílio espiritual.
Você também tem seu espírito protetor.
Os espíritos não não abandonam porque estamos tristes ou sofremos, eles nos abandonam quando nós ,por livre  e espontânea vontade,  insistimos em não o ouvir seus conselhos.
 O problema é que quando estamos em baixa sintonia vibratória os bons espíritos não conseguem nos acessar.
 Nós não conseguimos estar sensíveis para captar sua intuições e orientações.
Muitas vezes eles se valem de alguém próximo, um irmão, a mãe, um amigo para  aconselhar o protegido quando eles se encontram em melhor sintonia.
Eles se afastam quando percebem que seu auxílio naquele momento será inútil pois eles conhecem nossas inclinações e desejos, mas nunca nos abandonam.
Veja a questão 495 e 498 do livro dos espíritos:
 
Questão 495-Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?
 
“Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas, não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame. “É uma doutrina, esta, dos anjos guardiães, que, pelo seu encanto e doçura, devera converter os mais incrédulos. Não vos parece grandemente consoladora a idéia de terdes sempre junto de vós seres que vos são superiores, prontos sempre a vos aconselhar e amparar, a vos ajudar na ascensão da abrupta montanha do bem; mais sinceros e dedicados amigos do que todos os que mais intimamente se vos liguem na Terra? Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos.
Ah! se conhecêsseis bem esta verdade! Quanto vos ajudaria nos momentos de crise! Quanto vos livraria dos maus Espíritos! Mas, oh! Quantas vezes, no dia solene, não se verá esse anjo constrangido a vos observar: “Não te aconselhei isto? Entretanto, não o fizeste. Não te mostrei o abismo? Contudo, nele te precipitaste! Não fiz ecoar na tua consciência a voz da verdade? Preferiste, no entanto, seguir os conselhos da mentira!
 Oh! Interrogai os vossos anjos guardiães; estabelecei entre eles e vós essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes ocultar nada, pois que eles têm o olhar de Deus e não podeis enganá-los. Pensai no futuro; procurai adiantar-vos na vida presente. Assim fazendo, encurtareis vossas provas e mais felizes tornareis as vossas existências. Vamos, homens, coragem! De uma vez por todas, lançai para longe todos os preconceitos e idéias preconcebidas. Entrai na nova senda que diante dos passos se vos abre. Caminhai! Tendes guias, segui-los, que a meta não vos pode faltar, porquanto essa meta é o próprio Deus.
Aos que considerem impossível que Espíritos verdadeiramente elevados se consagrem a tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que nós vos influenciamos as almas, estando embora muitos milhões de léguas distantes de vós. O espaço, para nós, nada é, e não obstante viverem noutro mundo, os nossos Espíritos conservam suas ligações com os vossos. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas ficai certos de que Deus não nos impôs tarefa superior às nossas forças e de que não vos deixou sós na Terra, sem amigos e sem amparo. Cada anjo de guarda tem o seu protegido, pelo qual vela, como o pai pelo filho. Alegra-se, quando o vê no bom caminho; sofre, quando lhe ele despreza os conselhos. “Não receeis fatigar-nos com as vossas perguntas.
 Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco. Sereis assim mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada um com o seu Espírito familiar que fazem sejam médiuns todos os homens, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão qual oceano sem margens, levando de roldão a incredulidade e a ignorância. Homens doutos, instruí os vossos semelhantes; homens de talento, educai os vossos irmãos. Não imaginais que obra fazeis desse modo: a do Cristo, a que Deus vos impõe. Para que vos outorgou Deus a inteligência e o saber, senão para o repartirdes com os vossos irmãos, senão para fazerdes que se adiantem pela senda que conduz à bem-aventurança, à felicidade eterna?” São Luís, Santo Agostinho.
 
A.K.: Nada tem de surpreendente a doutrina dos anjos guardiães, a velarem pelos seus protegidos, mau grado à distância que medeia entre os mundos. É, ao contrário, grandiosa e sublime. Não vemos na Terra o pai velar pelo filho, ainda que de muito longe, e auxiliá-lo com seus conselhos correspondendo-se com ele? Que motivo de espanto haverá, então, em que os Espíritos possam, de um outro mundo, guiar os que, habitantes da Terra, eles tomaram sob sua proteção, uma vez que, para eles, a distância que vai de um mundo a outro é menor do que a que, neste planeta, separa os continentes? Não dispõem, além disso, do fluido universal, que entrelaça todos os mundos, tornando-os solidários; veículo imenso da transmissão dos pensamentos, como o ar é, para nós, o da transmissão do som?
 
Questão498:Será por não poder lutar contra Espíritos maléficos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?
 

“Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, porém que quase nunca são atendidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência."


Caro Antevazin,
Seja bem vindo ao grupo, fique á vontade para expor suas dúvidas e questionamentos.
Todos nós estamos aqui para aprender. o que aconteceu aqui foi outra coisa.
Vou exemplificar de uma forma mais direta: no Budismo e no Hinduísmo existe o conceito de carma, quem é budista necessariamente  acredita e aceita a existência do carma, sssim como quem é espírita acredita em reencarnação.
A partir do momento em que um budista diz que não acredita que existe carma ou que um espírita diz que não crê na reencarnação então tem algo esquisito porque estamos falando da essência e não de pontos acessórios.
Não tem como se dizer budista e não acreditar em carma pois o carma é um dos pilares do budismo.
Para o espírita as  dúvidas existem quanto aos pontos acessórios da doutrina ou sobre o que ainda pelo nosso estágio evolutivo não temos condições de compreender, mas quem é espírita deve ao menos aceitar os princípios e conceitos base do espiritismo.
Quando vemos uma pessoa que se diz espírita dizer que espíritos podem não existir, ou que a reencarnação não existe ou que a lei de causa e efeito não existe,etc, então aí não é mais uma questão de dúvida mas de inconformismo.: "não aceito e não concordo com isso, então não acredito."
Ok, direito que cabe a cada um não acreditar, o que causa surpresa é um espírita não aceitar e acreditar nas revelações dos espíritos.
Isso não vem de agora, no estudo de agosto, apesar de eu ter apresentado dezenas de passagens da codificação e inclusive dos evangelhos que falavam das causas anteriores dos sofrimentos em relação a lei de causa e efeito o amigo Vitor continuou ignorando todas  porque elas iam de encontro com suas convicções pessoais .
Não aceitava que podíamos sofrer nesta existência o efeito de ações cometidas em vidas passadas, apesar da doutrina expressamente afirmar isso.
Então amigo não tome meu comentário como uma reprimenda a dúvidas, por favor traga seus questionamentos.
Aqui não houve nenhuma crítica pessoal, mas apenas uma tentativa de tentar entender porque o amigo em questão , ultimamente, tem se negado a aceitar as explicações e orientações dos espíritos.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 06 de Setembro de 2012, 01:35
Amigo  Antevazin,
A Susaninha acaba de lhe dar a resposta mais completa que já vi ser dada.
Pense e reflita, com tranquilidade e perseverança sobre  o que ela lhe passou e o amigo entenderá melhor este tema.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 06 de Setembro de 2012, 02:30
Olha pessoal, quando falo em mediunidade exacerbada me refiro a aqueles que tem o dom de  ver, ouvir, sentir, desdobrar-se, para estes fica muito mais fácil aguentar e aceitar com resignação os caprichos deste mundo, a estes as dúvidas não existem e quando existem são amenizadas porque eles vivenciam a doutrina do lado físico e extra-fisíco, já pra nós os que tem a mediunidade normal temos que nos alicerçar e acreditar no que aqueles nos contam, sem poder-mos questionar , visto que não temos o conhecimento da causa pelo lado de lá. Eu propriamente não deveria ter tantas dúvidas, pois ao contrario de muitos nunca tive uma vida difícil, sou de uma cidade do interior do RS, nasci em família humilde, mas nunca faltou nada, tive uma adolescência normal , a 17 anos sou casado, tenho dois filhos ótimos, emprego estável  mas mesmo assim sempre fui muito perturbado pelos perguntas que ficavam sem respostas.Quando conheci o espiritismo, através de um amigo, achei que teria respostas para todas as minhas dúvidas, mas acho que elas dobraram, acho que é por isso que até hoje não consegui entrar em um centro espírita, não sei o que é, mas toda vez penso em ir simplesmente deixo passar, talvez não esteja pronto, não sei. A questão da fé é interessante, convivi com a pessoa de mais fé em Deus que eu conheci, meu pai. Ele não tinha religião, não tinha nem sequer o fundamental completo, pessoa simples e digna de grande bondade  e com uma fé inabalável, e quando falo inabalavel é no sentido literal, o meu velho progrediu na vida trabalhando muito, era empreendedor nato, porem teve muitos baixos, quedas de deixar qualquer homem sem esperança alguma, porem nunca se queixou de Deus, simplesmente se levantava, sacudia a poeira, agradecia a Deus por mais um dia e tocava em frente a vida, se aponsentou e morreu pensando sempre em trabalhar, se via inutil parado em casa. A fé dele se baseava no que ele havia apreendido que Deus é justo e não desampara ninguem, simples assim, até pouco tempo antes de morrer não entrava em igrejas, acho que não achava necessário, sua relação com Deus era rezar  duas ou três vezes por dia, nunca na vida sequer ouvi aquele homem sequer cogitar a hipotese de Deus não existir. Mesmo tendo esse exemplo ao meu lado nunca consegui ter essa convicção simples das coisas, de que elas são assim porque Deus quis assim e pronto.Talvez eu devesse ter aproveitado melhor a convivência com este homem. É até engraçado, sabem o que eu invejava nele, a capacidade de dormir em paz, coisa que a muito tempo não consigo, duvido outra pessoa que tenha um sono tão conturbado quanto eu, tenho vários sonhos durante a noite e me acordo muito, parece que os pensamentos do dia não querem me abandonar durante a noite, meu pai não, deitava e só acordava no outro dia, mesmo quando havia problemas, como eu disse ele não tinha duvidas, não precisava de provas de nada. Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Setembro de 2012, 03:46
antevazin, mediunidade sem preparo, sem o devido equilíbrio, sem a condução adequada (estudo), pode sim ser questionada. Até a mediunidade dita educada deve passar por análise.

Pelo que fala de seu pai ele foi um homem que sentia-se tranquilo perante a própria consciência. A suave sensação do dever cumprido. Isso é inexplicavelmente prazeroso, e não é só prazer não, a consciência em paz é a felicidade que podemos aspirar neste mundo. Talvez seu pai fosse um dos poucos.

Localize os seus dons, seu talento, e reparta-os... quem sabe?!...

Abraços.
 ;)

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 06 de Setembro de 2012, 13:25
Do Livro nos Domínios da Mediunidade
 Chico Xavier / André Luiz
 
Mensagem ao término de uma reunião mediúnica
 dirigida aos trabalhadores...
 
" ―Meus amigos — dizia o mentor —, é indispensável procurar na mediunidade não a chave falsa para certos arranjos inadequados na Terra, mas sim o caminho direito de nosso ajustamento à vida superior.
 ―Compreendendo assim a verdade, é necessário renovar a nossa
 conceituação de médium, para que não venhamos a transformar companheiros de ideal e de luta em oráculos e adivinhos, com esquecimento de nossos deveres na elevação própria.
 ―O Espiritismo, simbolicamente, é Jesus que retorna ao mundo, convidando-nos ao aperfeiçoamento individual, por intermédio do trabalho construtivo e incessante.
 ―Dentro das leis da cooperação, será justo aceitar o braço amigo que se nos oferece para a jornada salvadora, entretanto é imprescindível não esquecer que cada qual de nós transporta consigo questões essenciais e necessidades intransferíveis.
 ―Desencarnados e encarnados, todos palmilhamos extenso campo de experimentações e de provas, condizentes com os impositivos de nosso crescimento para a imortalidade.
 ―Não atribuamos, assim, ao médium obrigações que nos competem, em caráter exclusivo, e nem aguardemos da mediunidade funções milagreiras, porquanto só a nós cabe o serviço árduo da própria ascensão, na pauta das responsabilidades que o conhecimento superior nos impõe.
 ―Diante de nossas assertivas, podereis talvez indagar, segundo os velhos hábitos que nos caracterizam a preguiça mental na Terra: — Se o Espiritismo e a Mediunidade não nos solucionam os enigmas de maneira absoluta, que estarão ambos fazendo no santuário religioso da Humanidade?
 ―Responder-vos-emos, todavia, que neles reencontramos o pensamento puro do Cristo, auxiliando-nos a compreensão para mais amplo discernimento da realidade. Neles recolhemos exatos informes, quanto à lei das compensações, equacionando aflitivos problemas do ser, do destino e da dor e deixando-nos perceber, de alguma sorte, as infinitas dimensões para as quais evolvemos. E a eles deveremos, acima de tudo, a luz para vencer os tenebrosos labirintos da morte, a fim de que nos consorciemos, afinal, com as legítimas noções da consciência cósmica.
 ―Alcançadas semelhantes fórmulas de raciocínio, perguntaremos a vós outros por nossa vez: — Acreditais seja pouco revelar a excelsitude da Justiça? Admitis seja desprezível descortinar a vida em suas ilimitadas facetas de evolução e eternidade?
 ―Reverenciemos, pois, o Espiritismo e a Mediunidade como dois altares vivos no templo da fé, através dos quais contemplaremos, de mais alto, a esfera das cogitações propriamente terrestres, compreendendo, por fim, que a glória reservada ao espírito humano é sublime e infinita, no Reino Divino do Universo.‖
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 06 de Setembro de 2012, 14:43
antevazin,
Não existe essa coia de mediunidade exacerbada. pode confiar, mano, não existe.
Toda faculdade medianímica quando existe, existe pronta para uso e fim de papo.
Portanto dizer-se, educar mediunidade, consiste num erro primário pois o que ou quem se deve educar é ao médium, e para tal o curso sobre mediunidade.
O problema é que o Espírita em geral, e a culpa é de certos expositores, vivem de querer inventar neologismos e com sempre, enfiam ps pés pelas mãos.
Abraços,
Moura

Olha pessoal, quando falo em mediunidade exacerbada me refiro a aqueles que tem o dom de  ver, ouvir, sentir, desdobrar-se, para estes fica muito mais fácil aguentar e aceitar com resignação os caprichos deste mundo, a estes as dúvidas não existem e quando existem são amenizadas porque eles vivenciam a doutrina do lado físico e extra-fisíco, já pra nós os que tem a mediunidade normal temos que nos alicerçar e acreditar no que aqueles nos contam, sem poder-mos questionar , visto que não temos o conhecimento da causa pelo lado de lá. Eu propriamente não deveria ter tantas dúvidas, pois ao contrario de muitos nunca tive uma vida difícil, sou de uma cidade do interior do RS, nasci em família humilde, mas nunca faltou nada, tive uma adolescência normal , a 17 anos sou casado, tenho dois filhos ótimos, emprego estável  mas mesmo assim sempre fui muito perturbado pelos perguntas que ficavam sem respostas.Quando conheci o espiritismo, através de um amigo, achei que teria respostas para todas as minhas dúvidas, mas acho que elas dobraram, acho que é por isso que até hoje não consegui entrar em um centro espírita, não sei o que é, mas toda vez penso em ir simplesmente deixo passar, talvez não esteja pronto, não sei. A questão da fé é interessante, convivi com a pessoa de mais fé em Deus que eu conheci, meu pai. Ele não tinha religião, não tinha nem sequer o fundamental completo, pessoa simples e digna de grande bondade  e com uma fé inabalável, e quando falo inabalavel é no sentido literal, o meu velho progrediu na vida trabalhando muito, era empreendedor nato, porem teve muitos baixos, quedas de deixar qualquer homem sem esperança alguma, porem nunca se queixou de Deus, simplesmente se levantava, sacudia a poeira, agradecia a Deus por mais um dia e tocava em frente a vida, se aponsentou e morreu pensando sempre em trabalhar, se via inutil parado em casa. A fé dele se baseava no que ele havia apreendido que Deus é justo e não desampara ninguem, simples assim, até pouco tempo antes de morrer não entrava em igrejas, acho que não achava necessário, sua relação com Deus era rezar  duas ou três vezes por dia, nunca na vida sequer ouvi aquele homem sequer cogitar a hipotese de Deus não existir. Mesmo tendo esse exemplo ao meu lado nunca consegui ter essa convicção simples das coisas, de que elas são assim porque Deus quis assim e pronto.Talvez eu devesse ter aproveitado melhor a convivência com este homem. É até engraçado, sabem o que eu invejava nele, a capacidade de dormir em paz, coisa que a muito tempo não consigo, duvido outra pessoa que tenha um sono tão conturbado quanto eu, tenho vários sonhos durante a noite e me acordo muito, parece que os pensamentos do dia não querem me abandonar durante a noite, meu pai não, deitava e só acordava no outro dia, mesmo quando havia problemas, como eu disse ele não tinha duvidas, não precisava de provas de nada. Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 06 de Setembro de 2012, 16:31
O que disse Moura é importante para tirar aquela postura "contrita", dentro do Centro Espírita, com o, às vezes falso... "paz irmão", e lá fora... só Deus o sabe.

Já ouvi alguém dizer que desenvolver a mediunidade começa por arrumar a cama em que se dorme. Ou seja... educar o médium.

Abraços.



Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 06 de Setembro de 2012, 21:33
      Marcos W   (resp sua msg #10)

      Marcos escreveu: Vitor Santos, fiquei um tanto preocupado com o seu texto cara, porque senti um tanto de amargura ou talvez revolta.

      Cel: amigo Marcos, a amargura e revolta q vc diz q sentiu no texto do amigo Vitor, aliás, um texto lúcido e coerente, vejo-as como resultantes de alguém q estuda, questiona, compara, raciocina, observa o mundo e não crê, simplesmente, nisto ou naquilo, porq lhe disseram q isto e aquilo estão corretos.

      Para alguém assim, a doutrina espírita, como todas as doutrinas populares ou organizadas conforme escritos tidos por sagrados, está repleta de questões, afirmações e explicações não conclusivas, incompletas, confusas, estranhas, incoerentes e mesmo contraditórias.

      Muitos crêem nisto e naquilo, sem mesmo questionar. Foram levados às religiões por tradição familiar, por influência de alguém ou por algum fato ocorrido q os fez acreditar q aquela é a certa. E, como passam a ter confiança em suas fontes, não olham para os lado, para o mundo, e podem até vir a comer “gato por lebre”!

      Portanto, é mais do q natural q ele escreva o q escreveu!
.....................................................
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 06 de Setembro de 2012, 21:51
      Vitor Santos   (resp sua msg #21)

      Vitor escreveu: São os actos voluntários, sobretudo aqueles envolvem os mais caros interesses das pessoas, que mostram aos outros (e a nós mesmos) aquilo em que realmente acreditamos.   

      Cel: é verdade, amigo, cada um sabe de si! Cada um por si, pois q ninguém pode perscrutar o intimo de outrem. Desse modo, muitos q asseguram q crêem em alguma coisa, podem não crer em nada! Quantas pessoas praticam ações de auxilio aos demais, com a intenção de se ver reconhecido pelo próximo, pela opinião publica, de se sentir com a consciência mais tranqüila, de atender conselho dos Grandes, as regras éticas de sua crença, ou para a aquisição de méritos para compensações futuras? Assim, manifestações exteriores de bondade, auxílio, sacrifício, perdão, caridade, nada provam; pelas ações exteriores nunca podemos conhecer interior de alguém!
.......................................
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 07 de Setembro de 2012, 00:18
Olá Susana Fernandes

Este fórum começou primeiro por ser da ADEP. Mas como a participação era mais ou menos livre, a ADEP resolveu acabar com o fórum, pois, segundo entendi, não tinha pessoas suficientes, na altura, para moderar o fórum. E, as opiniões pessoais, até de pessoas que nem sequer eram espíritas, emitidas no fórum, podiam ser interpretadas, erradamente, como a posição oficial da doutrina espirita. A ADEP tinha razão, em meu entender, porque cada coisa tem o seu devido lugar. A ADEP é um projecto sério, de divulgação do espiritismo, com muita exposição pública.   

O fórum era apenas um pequeno apêndice experimental do site da ADEP. Eu estou a dizer isto, mas não tenho, nem nunca tive, nada a haver com a ADEP, entenda-se bem.

Sou fã de algumas das pessoas que fazem parte dela, entre as quais, o José Lucas (porque também é o que ouvi mais na TV, não estou a desfazer nos outros). Ele é um excelente comunicador, uma pessoa que apela sempre ao bem, à tolerância, ao respeito mútuo, à fraternidade. É para mim um exemplo, como pessoa. Ele é um espirita, mas uma pessoa que se apresenta daquela forma, é sempre interessante de ouvir, independente da crença de quem ouve ou da crença do comunicador. 

O que penso que ainda é o actual webmaster deste fórum, o Vasco Marques, que era quem estava mais directamente encarregado do fórum, por parte da ADEP, disse que ía fechar o fórum.

Um grupo de pessoas, entre as quais eu também estava, teve pena que o fórum fosse encerrado, pois era, à data, um espaço interessante de debate.  Fizemos uma reunião em casa de uma pessoa, que eu não menciono o nome, porque não falei com ela, e não sei se ela iria gostar que eu o fizesse. A reunião foi aqui perto de minha casa, no Estoril, Portugal. E foi dessa reunião que nasceu o fórum espirita, como uma reedição do fórum da ADEP, mas, desta feita, sem ser patrocinado, nem ter nada a haver com a ADEP. Foi uma iniciativa nova, livre da anterior. Se estás aqui a escrever neste fórum, foi porque essa reunião ocorreu.

Eu não sou um estranho por aqui, amiga. O meu nick inicial era VS. Quem me conhece, como o amigo Moura Rego, por exemplo, sabe bem disso.

Quanto ao debate, já me dei por satisfeito. Apenas respondi ao antevazin. como me parece claro. Apenas quero esclarecer o seguinte:

As crenças das pessoas, para mim, são coisas sérias, porque podem representar forças psicológicas. Essas forças podem significar a diferença entre suportar uma situação extrema na vida e o suicídio. Venham essas forças de onde vierem são importantes. O que todos precisamos é de força para viver. E com isso não se brinca. 

Eu não estou aqui para difamar ou destruir as crenças de ninguém. E se queres que a doutrina espirita seja uma ciência, e não uma crença, que seja. Eu estou-me nas tintas para isso. Eu não quero, nem preciso, de ter razão neste debate. Tenho problemas muito mais sérios para me entreter, infelizmente.

Para além de tudo o mais, eu não sou cientista. E quem está avalizado e tem e meios para investigar são os cientistas. Sugiro que discutas com eles essa questão de o espiritismo ser ou não ser uma ciência. Duvido que convenças mesmo os mais abertos, ainda no activo, como por exemplo o Dr. Pin Van Lommel, ou o Eng.º Dean Radin, a publicar essa teoria de que o espiritismo é uma ciência universal, numa revista cientifica de referência. Se lhe fores, então, dizer que é uma ciência particular, só dos espíritas,  então, duvido que eles sequer te ouçam. Quanto muito podem dar uma grande gargalhada.

O espiritismo pode ser sério, como crença, não coloco isso em questão, de maneira nenhuma. Mas a ciência convencional também é séria, enquanto ciência. Se disseres o contrário, é a tua credibilidade que é posta em jogo, amiga. Não é a da ciência. Se os cientistas não são credíveis como tal, tu é que não o és, como cientista, de certeza. As invenções da ciência estão aí, a toda a hora. Não consegues competir com isso. Estás a querer tapar o sol com uma peneira.   

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Michel G. em 07 de Setembro de 2012, 00:49
Boa noite Vítor, desculpa não escrever antes, mas tudo vem ao seu tempo.

Entendo e compreendo suas dúvidas e no que elas são baseadas, e mais ainda, não posso dizer que me entristece, mas fica claro que as pessoas respondem apenas si mesmas, são respostas e mais respostas, tal como auto-afirmações que só satisfazem a si próprias.

O fórum amigo nunca vai satisfazer aos outros, nem a ninguém, por que se tornou, ou sempre foi apenas um encontro de opiniões, a doutrina não pode ser mais do que isso, muitos estudam por tanto tempo, outros vão estudar mais e mais, mas é preciso compreender o que a doutrina significa em verdade, não a minha, nem a sua, nem a de ninguém, mas o que de fato ela explica e ensina.

Vou procurar te responder o que procura, depois de ler algumas passagens do tópico a partir de então:

Bem, por onde começo amigo, de fato você mesmo me ajuda, as dúvidas e suas incertezas são de sua pessoa, apenas isso, é importante você compreender isso, por mais simples que possa parecer, isso é fundamental para você mesmo compreender o que está se passando.

Você pede que apareça alguém aqui que tem contato de fato com espíritos, e ainda "afirma", com razão é verdade, que essas pessoas tem mais obrigação, pois aquele que enxerga é mais culpável, pois bem amigo, está em quase tudo correto, se não fosse por não perceber o que te rodeia, não quero ser confuso, sei que a resposta pode ficar longa, mas é importante que pelo menos tente se fazer clara.

O que é a dúvida de um homem se não apenas uma dúvida ou uma incerteza?
Isso altera alguma coisa do mundo a sua volta de fato?


Se você compreendesse apenas o que tudo isso resume, poderíamos parar por aqui, mas seguimos adiante afinal.

Acima de suas dúvidas amigo, de tudo que te confunde, o Universo e tudo continua a funcionar como vem funcionando amigo.  :) Fácil dizer que sabe disso, mas compreenda, por mais que não entenda ou não tenha "fé" suficiente, o mundo é o que é.

Amigo, um homem é tão pequeno, tão minimo, nem mesmo compreende que o que é impossível para o homem é possível para o espírito, não seja cego amigo, você enxerga, você vive, você que não compreende.
Como lhe explicar, não é ver espíritos, mediunidade "maior ou menor", por que não compreende?

O que são espíritos se não obra de Deus?


Sabe, ai que tudo se resume, você pede para alguém que de fato tenha mediunidade vir até você, o que muda minha presença aqui ou não?
O que adianta você ver um espírito ou não? Lhe afirmo em verdade que depois de um mês isso não vai te bastar, vai voltar a duvidar de si mesmo e novamente pedir provas.

Sua resposta amigo, por mais simples que seja, está ai, com você, a sua volta, com as pessoas, na minha resposta, na Terra, na tecnologia, no Universo, isso que ainda não compreendeu...

Quem foi que fez tudo amigo? Criador de tudo afinal se não Deus?

Não é mediunidade que precisa, não é de provas, pois a prova está ao seu lado, seu medo, dúvidas ou desespero, revolta ou o que for, se dá muito mais em sua parte, não compreende que ai está uma prova para ti, para seu espírito.

Ainda não compreendeu que todas suas dúvidas são uma dificuldades que você enfrenta como espírito nessa encarnação, pois é engraçado e muito me anima perceber e você não compreender o que se passa, é sua dúvida em relação a Deus, não é que Deus deixa de existir ou não, espíritos e tudo, mas uma dúvida muito difícil da sua parte, é como Tomé.

Mesmo diante de Jesus, o Cristo estava ali, mas ele não compreendia, tinha dúvidas, compreende?

É o mesmo que se passa meu amigo, você tem dúvidas, incerteza ou o que for, mesmo diante de tudo, é o filho que pede ao pai, Deus, eu não tenho fé em ti, estou com dificuldade para crer, mas mesmo assim ele pede a Deus entende agora? A sua dúvida é apenas sua e não anula o Deus, não o dos homens, pois em verdade acima do incrédulo existe a verdade imutável que é Deus, pai de todas as coisas e criador!

Jesus disse, Crede em Deus e crede também em mim.

Amigo, não sou digno para pedir isso, longe ainda de mim, mas posso dizer sem medo:

"Deixe de ser incrédulo e torna-te homem de fé"

A Doutrina, apenas completando o que disse no começo, ela apenas explica melhor essa verdade imutável que é Deus e tudo que regula o Universo, suas leis e etc, infeliz o homem que acha que ele contém toda verdade, mas ela é bem elaborada e explica muita coisa.
Espero apenas que com essa mensagem, você que já estuda a doutrina apenas passa a olhar ela melhor, apenas como uma explicação do todo.

E no mais, depois de tantos anos que estudo a doutrina, mediunidade desde sempre, lhe digo que a doutrina ajuda de forma simples, explicando sobre o antes e depois, Deus, mediunidade, fluídos e alguma coisa mais, sei que estou me limitando muito, mas sabe por que fiz essa limitação?

Por que com todo saber e todos exemplos, o que nos torna grandes em verdade é nossa fé e resignação para com a vontade de Deus, não foram os feitos de Jesus o que o consagrarão, mas sua pessoa, sua fé e seu exemplo.

Então amigo se posso te pedir algo como um amigo de caminhada, que diferente de você, como você prefere deixar claro, tem a mediunidade, a dificuldade é igual, para todos, pois a vida bate forte, mas tenha fé e paciência para com tudo em especial...

Nunca está sozinho amigo. Se não fosse por isso, nem mesmo estaria aqui te respondendo.  ;)

Grande abraço.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 07 de Setembro de 2012, 03:14
      Vitor Santos     (resp sua msg #27)

      Amigo Vitor, questionador inteligente e interessado. 

      Estudamos a doutrina espírita, e outras linhas espiritualistas, há mais de seis décadas (estou em minha nona) e posso lhe dizer q, por mais q nos esforcemos para compreender, sempre encontramos, nelas, dúvidas, incompletude pois, como vc diz, não passam de crenças.   

      Estudei e participei de tudo q encontrei pela frente, com dedicação e determinado a compreender. Assim, aconteceu com o Catolicismo e o Protestantismo (ambos não resistem aos mais simples questionamentos), com o Espiritismo (do qual participei de experiências e manifestações de todas as espécies, inclusive na psicografia) e outras linhas, como “círculos esotéricos”, Teosofia, Rosacruz, Seicho-no-iê, Gnosticismo, Sociedade da auto-realização, de Yogananda, mais conhecidos no Ocidente; e, depois, as do Oriente, como as várias linhas da Yoga, Hinduísmo/Bramanismo, Taoísmo, Budismo e outras.

      Estudei os grandes místicos ocidentais e orientais, e os homens notáveis q se relacionaram com, sobretudo, o misticismo. Em muito do q estudei, encontrei esclarecimentos e ensinamentos dotados de tanta lógica e sabedoria, q ficamos acreditando q, sem dúvida, encontramos o q buscávamos.

      No entanto, meu amigo, como vc  diz, é preciso “ver para crer”!  Mas, como muitos não vêem, usamos os olhos da ciência para isso.

      Hoje, pelo menos até hoje, aquilo em q podemos ter mais confiança é a ciência, com seus rigorosos métodos de investigação. E foi a ciência q me ajudou a abrir o olhos e a me aprofundar mais ainda nessa busca de respostas para essas perguntas eternas dos homens: O que é isso tudo? Isso que denominamos vida? Q denominamos morte? Porq estamos aqui? Onde estávamos? Podemos ir-nos quando quisermos?  Podemos pedir para vir ou para ir? A quem? Temos como ou a quem nos queixar se estivermos aqui contra nossa vontade ou sofrendo?   

       Mistérios e mais mistérios. Nossa ignorância sobre isso é total. Como viemos a isto que chamamos de existência? O que é isso a que damos o nome de ‘eu’? O que sou eu? Haverá alguma razão para tudo isso? Fomos, mesmo, criados por uma inteligência superior? Porq este sofre e aquele não? Porq um é branco, outro é negro? Um nasce em berço de ouro e outro sob aquela ponte, desde o começo na miséria e na dor? Como tudo isso surgiu um dia?

      Sempre o “porquê”, o “para que”, sem resposta.

      No entanto, um dia deparei com a ciência “mais avançada e mais bem arquitetada do planeta", a ciência nascida do estudo e das investigações dos mais eminentes cientistas do início do século passado passado; a ciência que chegou a conclusões q dividiram a ciência do mundo em “antes” e “depois”, e que perturbaram tanto os próprios cientistas q chegaram a dizer q “não mais tinham como encontrar o caminho de volta para a própria casa!”; perturbados diziam “como a natureza pode ser tão absurda?!”, “a realidade está se mostrando mais estranha do q a ficção!”. Foi qdo Einstein disse: “mas Deus não joga dados!” Mais tarde, segundo testemunhas, teria dito: “mas, então, quem é que joga?”.

      Essa ciência veio abrir os olhos de muitos; fez cessar a contraposição daqueles dois adversários, de mais de três séculos: ciência e religião; pela primeira vez, na história  do mundo, ciência e religião puderam se dar as mãos.  A ciência veio provar conceitos e afirmações espiritualistas, antes considerados superstições, crendices, absurdos e até fruto de doenças mentais. Penetrando, com suas investigações, no transcendental, a ciência está trazendo, de um século para cá, revelações (mais estranhas do q a ficção), que já eram conhecidas, desde séculos ou milênios, por homens buscadores das respostas àquelas perguntas eternas. Sem os sofisticados laboratórios e instrumentos de pesquisa de última geração, de q os cientistas hoje dispõem, aqueles homens já haviam descoberto, séculos e séculos atrás, o q a ciência somente agora está descobrindo: revelações impressionantes sobre o q tudo isso é, o q somos e muito mais. 

      Einstein chegou a dizer: “todas as descobertas anteriores da ciência têm de ser reinterpretadas pois, antes, acreditávamos q estudávamos o mundo, más só tínhamos nas mãos uma caricatura dele”.

      Como vc disse: “o problema é que eu queria encontrar um sentido cientifico para a vida, na base da imortalidade da alma. Mas no fundo o que eu procurava, e penso que todos procuramos,  é de forças psicológicas para enfrentar a vida. A Susana fez-me ver isso”.

      Cel: e isso é uma verdade. Todos, sem exceção, buscamos nos aproximar o máximo possível da felicidade e nos afastar, também, o máximo possível, da infelicidade. Essa é a luta incessante de todos, desde q abrem os olhos para a vida até q sua consciência cesse. Do mais virtuoso, ao mais corrupto, seja através de ações no sentido do bem, ou no do mal, sua luta é uma busca sem fim para conquistar a felicidade. E, para muitos, a felicidade está além da morte, ou além desta vida, desde que nossas ações sejam corretas. Por isso essa enorme força q as religiões dão ao amor, à ação correta.
................................................

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 12:48
Ola Vitor,

Dúvidas sempre vão existir. Mas pense comigo, o Espiritismo veio com o propósito de ser um consolador.
Vamos a um exemplo: um homem e enviado a uma penitenciária porque desrespeitou as leis humanas, só que ele teve uma amnésia e nao se lembra como foi para la.
Dai ele se revolta contra a providência divina e acha aquilo muito injusto, um dia alguém vem e lhe explica contando sua história mostrando que há um motivo para ele estar ali e consequetemente para seu sofrimento, mas ele ainda assim nao acredita e não aceita esta resposta.
A doutrina espírita nos explica qual e a destinação da Terra e o porquê de estarmos aqui, sim é para aprender, mas também poderíamos estar aprendendo em outras escolas.
A Terra na escala de mundos não é um mundo de provas, mas de provas e expiação.
Expiar tem um sentido mais profundo do que mero sofrimento, tem a ver com a quitação de uma falta.
Em outra postagem vc negou essa destinação dizendo que só o fato de ja estar aqui já era por demais sofrido pelas próprias condições da vida terrena e que não acreditava que viemos aqui expiar faltas, apesar de todos os textos da doutrina dizerem o contrário.
Percebe amigo?
Nós temos o direito de duvidar ,mas quando nossas convicçöes são contrárias aquilo que dizemos acreditar então é hora de refletir pois talvez  não seja uma questão de dúvidas ,mas de falta de aceitacão e conformação com as respostas que nos são dadas.
As respostas existem, agora se não as aceitamos então não se trata mas de dúvida mas de inconformismo.
Se a doutirna espirita não me bastasse , se eu não acreditasse em expiação e na lei de causa e efeito eu poderia ser qualquer coisa menos espírita porque essa informação está espalhada em todos os livros da codificação e não crer significa necessariamente negar credibilidade as informações do espíritos.
Sigo a doutrina não porque ela responde todas minas dúvidas , mas porque vejo coerência no que está codificado.
Não há nenhum problema em não acreditar nas revelações dos espíritos e nem aceitar o espiritismo como ciência, os evangélicos, católicos não acreditam, mas se a doutrina é toda pautada nas revelacões dos espiritos temos que decidir: ou aceitamos essas revelações como verdadeiras ou nao.
É este o ponto, nas suas últimas postagens tenho visto uma certa "rebeldia"em relação a muitas passagens da doutrina, em especial a atuação da lei de causa e e efeito, e aos sofrimentos.
Então vamos lá: já sabemos qual  destinação da terra e porque viemos para ca, isso é o que por ora damos conta de assimiliar, o resto virá depois.
O amigo Coronel costuma insistir nestas questões: "em que momento nos passamos a fazer escolhas equivocadas se fomos criados simples e ignorantes","porque uns sao bons outros maus"etc.
Já lhe disse pelo menos uma dezena de vezes, o livre arbítrio existe isso basta, detalhes sobre seu funcionamento e matéria para outro curso, mas não acredito que ele irá se conformar com isso porque insiste em querer saber o conteúdo de materia que ainda não pode ser ensinada.
Isso mostra mais do ego humano do que da resignação ä vontade divina.
É como o aluno do pré primario que fica angustiado querendo aprender física quântica. Pode esperanear, se inconformar o quanto quiser que naquele curso nao será ensinado fisica quântica porque antes ele precisa apreender matemática, português, fisica, geometria, etc.
Aí como não consegue todas as respostas para os porquês da vida nos acusa de não raciocinar e ficar na superficialidade se esquecnedo que não é dado a nós o direito ainda de nos aprofundar em certas questões, e isso tá no LE. Então não é uma questão como ele costuma colocar de falta de raciocínio ,mas de respeito aos limites divinos.
Pode queimar fosfato á vontade, ficar horas filosofando e elocubrando, ler milhares e milhares de livros que quanto a certas questões não se sairá da superficialidade porque esta é a vontade divina.
Repito: a doutrina responde muitas coisas, mas não tudo, e isso nao é nenhuma novidade já que os próprios espiritos disseram que nem tudo que sabiam poderia ser revelado, do mesmo modo que Jesus também disse.
Amigo Vitor, não sou a  dona da verdade, também tenho minhas dúvidas, mas tenho tentado exercitar a resignação diante das coisas que ainda não tenho condições de aprender.
Tenho plena convicção de que vou desencarnar sem ter todas as respostas que busco, mas isso é normal, não sou privilegiada, todos os homens morrem com dúvidas porque eu seria diferente?
Nem todos os grandes sábios e filósofos  da humanidade conseguiram antes de desencarnar terem todos seus questionamentos respondidos, o que prova que certas respostas não dependem da falta de raciocínio ,mas do nosso estágio evolutivo.
Então talvez seja hora de termos resignação e paciência porque por mais que nos sintamos prontos para desvendar todos os mistérios da vida, ainda nao estamos.
P.S: Coronel, a sua afirmação só prova o que sempre disse: nao se acha Deus em livros.
Apesar de toda leitura o amigo carrega dentro de si um inconformismo diante da vontade divina.
O homem acha que poderá compreender os designios divinos nesta efêmera existencia, não não vai.
Diante do que não conseguimos compreender devemos nos curvar a sabedoria divina.
Apesar de ter lido todos os livros e conhecido todas as filosofias talvez tenha faltado ao amigo procurar Deus num lugar mais proximo do que imagina : dentro de vc.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 07 de Setembro de 2012, 13:27

P.S: Coronel, a sua afirmação só prova o que sempre disse: nao se acha Deus em livros.
Apesar de toda leitura o amigo carrega dentro de si um inconformismo diante da vontade divina.
O homem acha que poderá compreender os designios divinos nesta efêmera existencia, não nao vai.
Diante do que não conseguimos compreender devemos nos curvar a sabedoria divina.
Apesar de ter lido todos os livros e conhecido todas as filosofias talvez tenha faltado ao amigo procurar Deus num lugar mais proximo do que imagina : dentro de vc.
abraços
Susana

És muito pouco observadora, amiga Susana. Ainda não reparaste que o amigo Coronel já tem as respostas, já conhece a verdade? O "inconformismo" dele é com aqueles que seguem qualquer coisa escrita ou ouvida sem procurarem ter a perceção da verdade. Seguem por seguir, repetem por repetir, transformam em verdades as verdades dos outros por não pensarem pelas próprias cabeças. Nunca percebem a verdade deles próprios nem nunca deixam cair as máscaras para que Deus brilhe em toda a sua glória através deles. Sentem-se separados de Deus e, por isso, continuam a procurar Deus no além.

A doutrina diz que a maioria vive assim, são os homens ilusórios ou que não se compreendem na ordem da natureza...

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 14:07
Não amiga Caramela,
Amigo Coronel está muito longe de ter descoberto a verdade.
Basta ler todos seus comentários postados em outros tópicos, aqui neste tópico podes ter um exemplo:
http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/lei-de-causa-e-efeito-43687/
Sua participação começa na página 7( páginas 7, 10,13,14,15,16,18)
Amigo Coronel, não aceita as dores e sofrimentos humanos e acha que o que ocorre ao nosso redor por vezes contraria a bondade divina (o que demonstra uma percepção limitada dos mecanismos divinos).
Isso ele já disse explicitamente em vários comentários.
Acho que você está há muito pouco tempo no fórum para já fazer julgamentos precipitados.
Talvez não seja eu que seja pouco observadora, pegou o bonde andando e  quer sentar na janelinha.
Sugiro ler os demais comentários postados pelo amigo Coronel, você vai compreender o que estou dizendo.

abraços
Susana

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 07 de Setembro de 2012, 14:33
Amiga Susana, como estamos num fórum espirita vamos falar de acordo com a doutrina.

Tu pensas, amiga, que os homens sendo os instrumentos de Deus para executar as Suas determinações são culpados de alguma coisa, ou são maus, ou sofrem, porquê? Não será isso tudo uma ilusão devido às vistas circunscritas do homem, por não conseguir perceber o todo como diz a doutrina? E, mesmo essas explicações da doutrina não terão sido propositadamente para esse homem que aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza, como diz a doutrina?

Já te interrogaste e tentaste perceber isso tudo através das recomendações da doutrina, por comparação? Quando ela fala na ordem dos estudos espíritas e diz isto, cito: Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.

Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 14:54
Amiga Caramela,
Minha participação neste tópico se resume a chamar a atenção para algo esquecido ultimamente: resignação e confiança na sabedoria divina.
Nunca disse que não se deve estudar outras coisas, até mesmo porque já algum tempo eu estudo diversas crenças e filosofias diversas do espiritismo.
Seria mas fácil se você colasse a passagem do meu comentário a qual se refere porque em momento algum me declarei portadora de nenhuma verdade, como bem lembraste no início de sua mensagem,estamos em um fórum espírita e apenas fiz trazer doutrina.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 07 de Setembro de 2012, 15:28
Prezada Susana, eu como já disse sou novo na doutrina e só cheguei até ela porque questionei o que me ensinaram ou me impuseram, grande parte da minha família é católica fervorosa, porem, como falei em outro post, o homem de mais fé que conheci era meu pai e ele não pisava em igrejas, não lia livros, nem mesmo a bíblia, mas tinha uma relação intima com Deus; acho,  foi ao observar ele que comecei e me questionar, como certas pessoas simplesmente aceitam e pronto os designios da vida e tem tanta paz de espírito. Por ter convivido com uma pessoa assim que compreendo quando vc e outros aceitam as coisas da maneira que a vida nos apresenta, e acredito que vcs  deitam no travesseiro e dormem serenamente como meu pai fazia, mesmo diante das dificuldades. A questão é que para mim, e acho que para o Vitor, Coronel e outros é difícil simplesmente dizer amém a tudo, e te digo, como eu gostaria de ser assim, mas não sou.A DE me fez abrir os olhos para aspectos da vida que eu deixava de lado, ajudou, porem ela trouxe-ma questionamentos novos, e quando alguem aqui condena questionamentos, condena o proprio decodificador, pois de ele não fosse cético a princípio talvez não estivéssemos aqui debatendo. A maioria da religiões fala em imortalidade de uma maneira ou outra, a grosso modo paraíso ou  reencarnação no meu entender é a mesma coisa, a alma é imortal,  acho  que um dos pontos que diferencia  a DE é justamente a interação com o mundo extra-físico e por isso acho que alguns tem mais facilidade de aceitar as coisas por vivenciar a doutrina dos dois lados. Vendo deste modo não vejo problema em pessoas como eu, que não tem o dom de ver, sentir a presença do muno extra-físico, tentar aceitar a doutrina com reservas, o proprio Jesus, tinha a autoridade do criador, era um orador formidavel, mas teve que provar que era um emissário do altíssimo, talvez vc me diga que os ditos milagres eram precisos por que aquele povo era não era tão evoluido como nós. Mas te pergunto se alguem, hoje em dia falasse que era jesus reencarnado, vc com todo conhecimento da DE não pediria provas? Eu acredito que o seu caminho é muito melhor que o meu, mas por enquanto ainda não consigo seguir nele, porem teus post são bem-vindos para o meu espírito. Abraços.

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 16:17
Caro Antevazin,
Não digo amém para tudo.
Apenas aceitei como lógica as explicações que os espiritios superiores deram por acreditar que eles não estivessem mentindo e por ver sentido e coerência em suas explicações.
Só isso, se eles dizem o porquê de exisitir sofrimento e se tenho por princípio que sabem mais do que eu (do contrário não teriam sido responsáveis pela revelação espírita) aceito suas explicações, não sem questionar de forma passiva e alienada, mas porque elas são coerentes, lógicas e sensatas.
A resignação se resume aos pontos obscuros, aos que não compreendemos porque não foi explicado.
Existe uma diferença entre não compreender algo porque não foi explicado oui porque não se aceita as explicações, não porque ferem a lógica e o bom senso mas porque vão contra aos nosos desejos e convicções.
O mundo não se molda a nossas crenças, somos nós que temos que nos adaptar a realidade dos fatos.
Gente, mais importante do que descobrir os porquês da vidaa é se concentrar na nossa caminhada evolutiva. A cada dia ao acordar vamos nos propor a viver a cada segundo os ensinamentos de Jesus. Em cada ato de nossa vida, quando a dúvida vier, se perguntar: como Jesus agiria?
Se conseguirmos isso, já teremos feito nosso dever de casa.
Não vamos perder nosso sono porque não compreendemos os mecanismos pedagógicos divinos, definitivamente isso não fará muita diferença ao desencarnarmos.
Novamente, Deus não se preocupa com nossas crenças mas  com o que fizemos da nossa vida.
Não adianta, cada curso tem um conteúdo programático e tem coisas que fazem parte de outros cursos, outras séries.
Tem uma passagem no início do LE que diz algo nesse sentido: Deus existe, credes nisso, isso basta. Não se percam em um labirinto de onde não vão poder sair.
É isso que ocorre com todo ser humano que tenta sondar o insondável, se perde em um labirinto, em um verdadeiro redemoinho mental e se desfoca de sua verdadeira missão.
Como disse, questionar, refletir, raciocinar como diz Coronel, mas sempre nos lembrando de nossa condição de ignorantes dos desígnios divinos, e respeitando os limites traçados por Deus para aquilo que não nos é dado conhecer tendo a convicção de que no momento oportuno teremos as respostas que buscamos, é 'so uma questão de trabalhar nosso imediatismo e ter paciência.
Ninguém se torna médico em alguns meses e nem se conhece os mistérios da ciência da vida em uma breve encarnação.
Quanto ao caso de Jesus, então te pergunto: vc não conheceu Jesus apenas confia no relato dos que conheceram. No que outros viram e ouviram, pois bem quanto a Jesus consegue com facilidade crer sem ter visto, só que é a mesma a coisa que se passa aqui.
Você aceita com facilidade os relatos dos evangelistas mas não aceitas os relatos dos espíritos e as experiências relatadas por Allan Kardec. Percebe a contradição?
Devemos ler ps livros da codificação não apenas com os olhos físicos, mas com a alma.
Para conhecer o espiritismo é preciso mais do que ler as obras, é preciso sentí-lo em sua essência.
Antes de fazer suas leituras, se recolha em silêncio e peça inspiração aos bons espíritos para que consiga ler além das palavras e captar a essência dos ensinamentos dos espíritos.
P.S: amigo meu camino não é melhor do que o seu ,nem do que o de ninguém, todos nós chegaremos ao Pai.
Se tivesse atingido a iluminação não estaria aqui. Na verdade sou totalmente ignorante em relação a tudo, a diferença é que reconheço que existe uma vontade maior do que eu e acredito, não por fé cega mas no uso de minha razão, que essa vontade é sábia e que quando não a compreendo é em função da minha ignorância.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 07 de Setembro de 2012, 18:58
Prezada Susana, como disse teus post, fazem bem. Quando falo que teu caminho ainda é melhor do que o meu, refiro-me a esta vida, visto que vc com sua resignação ante as dúvidas tem uma vivência em paz. Vou continuar estudando, porem ainda não tá dando pra olhar para uma criança em desamparo e me resignar dizendo isto faz parte da justiça divina, talvez um dia eu chegue lá.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 21:47
Amigo Antevazin,
A compaixão é da mais nobres virtudes.
Não é porque tenho resignação e compreensão acerca do sofrimento que sou indiferente a dor alheia.
Sinto, solidarizo-me, compadeço-me e faço o que estiver a meu alcance para minimizar a dor do próximo.
Até hoje me sensibilizo quando vejo uma notícia triste e me parte o coração ver que existem criaturas que ainda não conseguem enxergar o Criador no seu irmão.
Mas mesmo assim, procuro me lembrar que antes de tudo somos espíritos milenares bastante experimentados nas lides terrenas, então procuro me abster de julgar os fatos com base na minha limitada percepção.
Tem um texto muito interessante que acho que vale a pena você ler:
http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/os-niveis-do-ser-humano/msg216666/#msg216666
abraços
Susana


Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 21:52
Amigos,
Gostaria de fazer uma colocação:
Creio que todos que aqui se encontram acreditam numa força criadora.
Mas alguém aqui já viu Deus?
Será mesmo que precisamos ver para crer ou existem coisas cujas existências se deduzem da lógica?
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 07 de Setembro de 2012, 22:27
Amigos,
Gostaria de fazer uma colocação:
Creio que todos que aqui se encontram acreditam numa força criadora.
Mas alguém aqui já viu Deus?
Será mesmo que precisamos ver para crer ou existem coisas cujas existências se deduzem da lógica?
abraços
Susana

Não, amiga Susana, Deus não se vê, tal como os olhos não se veem a si próprios. Deus sente-se. É um sentimento, uma consciência íntima, inexplicável.

Deduzir pela lógica aquilo que é sentido, sensações, impressões é sempre vago, daí as explicações que se encontram por aí para todos os gostos, como teorias, filosofias, doutrinas, religiões...
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 22:47
Sim amiga Marlene, ops Caramela,
É justamente isso. Se só pudéssemos acreditar no que nossos olhos físicos enxergam ou no que nossas mãos tocam, não poderíamos acreditar em Deus.
Não é porque nem todo mundo vê espiritos passeando por aí que ele não existem ,por isso ser temeroso só crer no que se vê.
Existe toda uma realidade extrafísica que não é captada pelos limitados sentidos humanos.



Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 07 de Setembro de 2012, 23:09
Esse sentir Deus, ou essa consciência íntima de Deus é percebida pelos sentidos humanos, amiga Susana. É um sentido íntimo, interno, secreto e silencioso, sem pensamentos.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 07 de Setembro de 2012, 23:35
Os sentidos humanos amiga Caramela são: visão, paladar, tato, olfato, audição.
Por nenhum deles se sente Deus. Deus se sente no íntimo da consciência em um estado que não é alcançado por meio dos 5 sentidos.
A própria meditação transcedental não se apóia nos sentidos para alcançar os níveis mais sutis de consciência, ao contrário o estado de transcendência só é alcançado quando o homem se desconecta doss sentidos físicos e acessa o não manifesto.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 07 de Setembro de 2012, 23:55
Os sentidos humanos amiga Caramela são: visão, paladar, tato, olfato, audição.
Por nenhum deles se sente Deus. Deus se sente no íntimo da consciência em um estado que não é alcançado por meio dos 5 sentidos.
A própria meditação transcedental não se apóia nos sentidos para alcançar os níveis mais sutis de consciência, ao contrário o estado de transcendência só é alcançado quando o homem se desconecta doss sentidos físicos e acessa o não manifesto.

Amiga, a razão, a atenção, a intuição ou a memória são sentidos além desses convencionais, aliás, tudo o que um ser humano tem são sentidos, a maioria deles desconhecidos para o homem comum.

O ser humano é um organismo de perceção, amiga, sente interiormente e exteriormente tudo o que há para sentir. O véu da ignorância e do medo é que limitam esse organismo de perceção, os sentidos.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 08 de Setembro de 2012, 00:49
Essa nova definição é sua amiga.
Pesquise por favor quais são os sentidos e em nenhuma conceituação vai encontrar a razão, intuição e memória como sentidos humanos.
De qualquer forma cada um acredita no que quer,se quer acreditar que estes itens correspondem a sentidos criando uma nova conceituação da palavra, quem sou eu para demovê-la de suas crenças.
Bobagem perder tempo discutindo os sexo dos anjos.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 08 de Setembro de 2012, 06:28
Vitor Santos nimguem passa por esse mundo sem uma prova da existencia de Deus e da existencia do espirito, Todos nos carregamos dentro de nos um acontecimento em nossa vida que nos prova a existencia de Deus e do espirito o que não da pra fazer é utilizar essa nossa prova para provar cientificamente que o espirito existe
E como nosso amigo mgbr7 falou mesmo as peçoas vendo os milagres de Jesus elas não acreditavam que ele era o enviado de Deus.

 As pessoas queriam que Deus falase para elas peçoalmente que Jesus era seu enviado ai sim elas acreditariam por que passariam a ser importantes por que Deus falou com elas.
Não se sinta menos importante porque voce não tem uma vivencia direta e conciente com o plano espiritual todo o dia, voce é um milagre voce é luz basta voce aceitar
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 08 de Setembro de 2012, 14:09
Essa nova definição é sua amiga.

Não amiga, é de todos aqueles que além do mundo exterior se dedicaram a compreender o mundo interior, muito mais rico e abrangente.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 08 de Setembro de 2012, 14:34
Amiga Marlene,
Nao confunda as coisas.
Não mude conceitos só para jsutificar suas crenças.
Independente de tudo ser uma ilusão, no mundo que você vive quando você quer falar com seu chefe ,familiares e amigos você usa as convenções humanas, mesmo que sejm ilusórias.
Assim, quando você pode uma água você não diz para o garçom: me traga um café.
Quando você vai ao supermecado comprar farinha, você não pede por brocólis porque você usa as terminologias convencionadas.
Quando você vai comprar um computador você não pede por uma geladeira porque se convencionou que geladeira é geladeira e computador é computador por mais que tudo não passe de percepções de sinais elétricos , meras convenções humanas, você se sujeita a tudo isso para viver em sociedade e se utiliza de todas as terminologias convencionadas para se comunicar.
Do mesmo modo, a palavra sentidos humanos tem sua definição própria, assim como razão, intuição e memória.
Equivocada ou não, é a a definição por convenção adotada universalmente e quando nos comunicamos usamos do sentido usualmente adotado pelas palavras não definições próprias.
Além disso, sinto discordar.
Mesmo que razão, memória e intuição a partir de hoje deixassem de significar o que foi convencionado para significar o que você entende que devam significar, não se sente Deus por nenhuma dessas ferramentas.
A intuição e a razão podem nos levar a crer na existência do Criador, mas jamais podem levar o homem a sentir Deus.
Todos estado de transcendência está desvinculado de tudo o que você citou.
Na transcendência existe apenas a comunhão como o Incriado e o Não manifesto.
É um estado onde você perde a consciência de si mesmo e se integra no todo, e nesse estado não existe nem razão, nem intuição e muito menos memória.
Mas vamos deixar essas divagações metafísicas para outro momento porque já estamos fugindo do tema do tópico.
abraços
susana

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 08 de Setembro de 2012, 14:39
Amiga Susana, tu é que estás a confundir tudo, desde o nome que uso à perceção que é um atributo do espírito. Ainda não te chamei Hebe, pois não? Então deixa-te de intenções, dá atenção apenas à consciência, ao teu mundo interior...
.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 08 de Setembro de 2012, 14:48
Amiga Susana, tu é que estás a confundir tudo, desde o nome que uso à perceção que é um atributo do espírito. Ainda não te chamei Hebe, pois não? Então deixa-te de intenções, dá atenção apenas à consciência, ao teu mundo interior...
.

Não estou a confundir nada eu disse que não se sente Deus pelos sentidos humanos e você veio com essa história de que
"Esse sentir Deus, ou essa consciência íntima de Deus é percebida pelos sentidos humanos, amiga Susana."
Daí quando disse quais eram o sentidos humanos, você acrescentou, por conta própria,  ao rol dos sentidos, a razão, a intuição e a memória, o que disse ser um equívoco porque por convenção tais coisas existem sim, mas não são classifificadas como sentidos, tem outras definições.
E que por nenhuma delas se sente Deus como você insinuou. Só isso.
Desculpe amiga Caramela, devo ter me confundido ao trocar seu nome, sabe como é, é que tem uma certa forista aqui no fórum que fala exatamete como você, as mesmas coisas, as mesmas palavras, mas claro, devo ter sido apenas uma coincidência né?
Afinal você me parece ser uma pessoa ética que age de boa-fé e penso que não iria se fazer passar por outra pessoa em um fórum espírita porque além de ser antiético também é sinal de grande desrespeito com os foristas.
Então peço desculpas, devo ter me enganado.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 08 de Setembro de 2012, 15:06
Agradeço-te que como colaboradora dês o exemplo e não insinues aquilo que não conheces.

Quanto aos sentidos já disse que o ser humano é um organismo de peceção, e agora acrescento, porque apesar de seres esse organismo de perceção ainda não percebeste nem estudaste acerca desse organismo, senão saberias que ele é composto por minúsculas células que a única coisa que fazem é sentir.

E isto não é só em relação ao ser humano, é em relação a todos os seres, à natureza inteira. Tudo na natureza a única coisa que faz é sentir, tudo tem sentidos para perceber o mundo externo e o mundo interno. Tanto no mundo externo como no mundo interno o que os sentidos percebem são as ordens de Deus, nada mais amiga.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Michel G. em 08 de Setembro de 2012, 15:57
Amiga Marlene,
Nao confunda as coisas.
Não mude conceitos só para jsutificar suas crenças.
Independente de tudo ser uma ilusão, no mundo que você vive quando você quer falar com seu chefe ,familiares e amigos você usa as convenções humanas, mesmo que sejm ilusórias.
Assim, quando você pode uma água você não diz para o garçom: me traga um café.
Quando você vai ao supermecado comprar farinha, você não pede por brocólis porque você usa as terminologias convencionadas.
Quando você vai comprar um computador você não pede por uma geladeira porque se convencionou que geladeira é geladeira e computador é computador por mais que tudo não passe de percepções de sinais elétricos , meras convenções humanas, você se sujeita a tudo isso para viver em sociedade e se utiliza de todas as terminologias convencionadas para se comunicar.
Do mesmo modo, a palavra sentidos humanos tem sua definição própria, assim como razão, intuição e memória.
Equivocada ou não, é a a definição por convenção adotada universalmente e quando nos comunicamos usamos do sentido usualmente adotado pelas palavras não definições próprias.
Além disso, sinto discordar.
Mesmo que razão, memória e intuição a partir de hoje deixassem de significar o que foi convencionado para significar o que você entende que devam significar, não se sente Deus por nenhuma dessas ferramentas.
A intuição e a razão podem nos levar a crer na existência do Criador, mas jamais podem levar o homem a sentir Deus.
Todos estado de transcendência está desvinculado de tudo o que você citou.
Na transcendência existe apenas a comunhão como o Incriado e o Não manifesto.
É um estado onde você perde a consciência de si mesmo e se integra no todo, e nesse estado não existe nem razão, nem intuição e muito menos memória.
Mas vamos deixar essas divagações metafísicas para outro momento porque já estamos fugindo do tema do tópico.
abraços
susana

abraços
Susana

"Susana, não se perca na loucura do outro para não se tornar tão louco quanto."

Amiga, te pergunto, para que alimentar a outra pessoa? Deixe essa falando sozinha e para si mesma que é o que vem fazendo, com o tempo vai entender. Assim deve ser. ;)

No mais, grande pena não perceber que prejudica em muito o tópico de um amigo que é de extrema importância para esse e para muitos outros que estão com dúvidas. Pois a dúvida é como a fraqueza no caminhar, não é de afirmações e mais certezas que ajudam, mas de apoio e carinho para terem forças para continuarem seu andar.

Se Kardec junto aos espíritos nos clarearam sobre Deus tão bem quanto podemos compreender, eu não tiraria nada, mas se disser que Deus é amor e luz muito resumiria, mas também estaria sendo bem correto, agora é com lamentar que "certos" deixam tão claro que pouco compreendem isso, e mesmo muito entendendo e sabendo, estão mais no escuro do que no claro. :)

P.S. Sabendo do que vem, *me falta intenção!
Tanto que pouco me interessa a resposta que deve vir, mas para os que ajudarem a mensagem se destina com amor e em certeza de que vão ler e entender.
* Em verdade já foi usado demais.  ;)
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 08 de Setembro de 2012, 16:00
Amiga "Caramela"( dim-dim)você entendeu o recado não se faça de desentendida(o).
Quanto a discussão dos sentidos vou deixá-la(o) com suas divagações.
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 08 de Setembro de 2012, 16:02
Olá Mgbr7,
Já percebi isso tanto é que dei a discussão por encerrada pedindo para retomarmos ao tópico:
Mas vamos deixar essas divagações metafísicas para outro momento porque já estamos fugindo do tema do tópico.

abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 08 de Setembro de 2012, 16:11
Quer vcs compreendam ou não tudo o que se está aqui a falar tem a ver com o tópico, ou melhor, com as falsas necessidades dos homens, com o egoísmo como diz a doutrina.

Sobre a vossa desconversa deixo que a doutrina vos esclareça...

895 Além dos defeitos e vícios sobre os quais ninguém se enganaria, qual o sinal mais característico da imperfeição?

O interesse pessoal. As qualidades morais são, freqüentemente, como banho de ouro sobre um objeto de cobre que não resiste à pedra de toque. Um homem pode ter qualidades reais que fazem dele, diante de todos, um homem de bem. Mas essas qualidades, ainda que sejam um progresso, nem sempre resistem a certas provas, e basta tocar no interesse pessoal para colocar o fundo a descoberto. O verdadeiro desinteresse é coisa tão rara na Terra que é admirado como um fenômeno quando se apresenta.

O apego às coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque quanto mais o homem se prende aos bens deste mundo menos compreende sua destinação. Pelo desinteresse, ao contrário, prova que vê o futuro sob um ponto de vista mais elevado.

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 08 de Setembro de 2012, 16:40
Bem explicado maninha Susaninha.
Até porque o vocábulo "sentido" não traduz o que se conhece por "sentimento".
Sentido, gera sensações, enquanto Sentimento, não está incluído entre as sensações, daí seu nome diferenciado.

EX: Sensações: Frio, calor, fome. Estas estão ligadas ao ser encarnado pelo vínculo da animalidade ou materialidade.
Sentimento: Amor... Não é necessário que se explique a diferença.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Caramela em 08 de Setembro de 2012, 16:51
Bem explicado maninha Susaninha.
Até porque o vocábulo "sentido" não traduz o que se conhece por "sentimento".
Sentido, gera sensações, enquanto Sentimento, não está incluído entre as sensações, daí seu nome diferenciado.

EX: Sensações: Frio, calor, fome. Estas estão ligadas ao ser encarnado pelo vínculo da animalidade ou materialidade.
Sentimento: Amor... Não é necessário que se explique a diferença.

Como é que andam aqui a falar de espíritos se não sabem o que é sentir, ou sentimentos? Ou não falamos a mesma língua?

sentimento
nome masculino
1.    ato ou efeito de sentir
2.    estado afetivo que tem por antecedente imediato uma representação mental
3.    disposição afetiva; sensibilidade
4.    facto emocional
5.    afeição; afeto
6.    paixão; emoção; entusiasmo
7.    mágoa; desgosto
8.    intuição; pressentimento; palpite
9.    consciência; juízo
10.    opinião; ponto de vista
11.    convicção; ideia
12.    conhecimento resultante de experiência vivida; perceção
13.    sensação
14.    desejo
15.    propósito; fim; desígnio
16.    [plural] índole
17.    [plural] qualidades morais
18.    [plural] pêsames;
dar os sentimentos apresentar pêsames

(De sentir+-mento)


Estudem mais um pouco, amigos, os espíritos com alguma elevação não se interessam por "palmadinhas nas costas". Repudiam-nas!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 08 de Setembro de 2012, 17:03
Sim Caramela,
alguns, como você, ainda não se apercebem, que o dicionário deve, também ser usado com prudência e sabedoria.
Se tivesses tido um cadinho a mais de perspicácia terias visto que em termos de doutrina os vocábulos têm por vezes significados que vão além do que o dicionarista que não se importa com a DE, deu a seu verbete. Isso quando monta, ele mesmo o verbete, pois que muitos apenas os copiam de outro dicionário afamado.
Para este caso, o sentimento está ligado à qualidade moral que um Espirito tenha alcançado, mas isso "passou batido" para você e por isso cutas para escanteio hehe.
Falamos aqui em termos de doutrina amiga e se a língua que nos é mãe, não nos é de conhecimento, não basta que, não percebendo o teor de nossas colocações estarem apenas no âmbito doutrinário, não vais entender, pois que nem mesmo da língua e do que trata a DE a amiga conseguiu "pescar"...
Muda a isca Marlene, ops Caramela!
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 09 de Setembro de 2012, 05:28
Vitor vou responder a pergunta que voce colocou no topico
R:O espiritismo não e contrário às necessidades do homem actual. Sabe porque?
Podemos ver isso na sua propia vida, me pediram para te dizer que se voce não consegue aguentar as crueldades que existem no mundo material voce nao ia conseguir aguentar ver ou ouvir o mundo espiritual que nos redeia, nos vivemos abaixo do umbral voce ja penso como seria ver espiritos com o cerebro para fora, vermes saindo seus olhos e etc.etc.etc. ou então dormir aouvindo gemidos de dor dos espiritos, se voce ja quase ficou maluco vendo as crueldades do plano material com certeza voce ficaria pior vendo o que acontece no plano espiritual.
Viu como o plano espiritual não e contrario as suas necessidades e como Deus te ama ao te poupar de ver e ouvir essas coisas.
Pese bem no que voce pede porque voce pode acabar conseguindo conheço mediuns que dariam tudo para perder a visão e a audição espiritual.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Edmar Ferreira Jr em 09 de Setembro de 2012, 06:10
As necessidades legítimas do homem atual ou de qualquer época são unicamente aquelas descritas pelas leis naturais. E, a essas, o Espiritismo jamais poderia ser contrário. O homem é que, por sua inferioridade, cria para si outras necessidades das quais não precisa. E o Espiristimo, é obvio, não poderia lhe atender aos caprichos.

O Livro dos Espíritos:
794. A sociedade poderia ser regida apenas pelas leis naturais, sem a cooperação das leis humanas?
“Poderia, se as compreendessem bem e se tivessem vontade de praticá-las,
elas bastariam; a sociedade, porém, tem suas exigências e são-lhe necessárias leis
específicas.”
 
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Setembro de 2012, 12:08
Olá amigo Luciano

Você acabou de me dar a mesma resposta que alguns católicos e alguns evangélicos nos dão: O que os espíritas dizem que são espíritos é obra do diabo.

Claro que eu não acredito em diabo. Para mim, o diabo, alegoricamente e não à letra, são as pessoas desumanas e intolerantes que vivem aqui na Terra e que fazem a vida negra aos outros. E ainda querem que os outros pensem que merecem que eles lhes façam a vida negra. E que não queixem, porque isso é desafiar a autoridade delas. São, por exemplo, aqueles que provocaram o holocausto.

Se Deus existe e é Bom não foi Ele que provocou o holocausto (só posso conceber que ele é bom, ou que não existe. Se fosse mau era o diabo, não era Deus). Quando muito, deixou-o acontecer, sem se opor. Os maus espíritos são essas pessoas más e desumanas que andam por aí. Sobre esses não tenho dúvidas.   

Tentando impor a lógica do medo às pessoas, não se está a dar uma mensagem espiritual, mas a tentar subjugar as pessoas. Se há obsessores espirituais ou não, não sei. Mas que há pessoas obsessoras, disso não tenho dúvidas. Os padres católicos, com aquelas tretas do inferno, falam como você. Para ver o "inferno" não é preciso ver espíritos, basta ver o noticiário.

Se você deduz que o mundo espiritual é infernal, seja lá porque razão for, essa é a sua experiência pessoal. Se é espirita, concluirá que, se isso acontece, é porque a sua natureza é de molde a simpatizar com espíritos muito maus, talvez. Não pode, contudo, generalizar isso para as outras pessoas. Outras pessoas poderão ver ou sentir espíritos mais elevados. Allan kardec dizia que foram os espíritos bons que lhe comunicaram a codificação. E nada me diz que Kardec era um "santo".

Teresa de Calcutá, com a sua acção, provou que era caridosa, sem sombra para dúvidas, fosse lá pelo fosse. Allan Kardec não provou nada disso. Era ele que dizia: fora da caridade não há salvação. Reconhecia a acção caridosa como prova de bondade. Nós dizermos que somos bons ou maus ou médios, ou que este ou aquele é bom, ou mau ou médio,  é conversa para camelo. São as nossas acções que o dizem e não as palavras.

Como eu não sou supersticioso, através do medo nunca me pode convencer. Mas também não preciso que me convença de nada, nem você tem obrigação de me convencer de nada. Estamos só a conversar.

Se há experiência que os meus 51 anos de idade me trouxeram, é que, nestas coisas, ninguém convence ninguém. Nós podemos trocar informação e argumentos com as outras pessoas, e isso é saudável. E se as pessoas não forem intolerantes e fanáticas, até é agradável. Mas é sempre a pessoa que se convence a si mesma. Você consegue convencer alguém a mudar de clube de futebol?  Para as pessoas supersticiosas, que têm medo do bicho papão, isso funciona. Para as pessoas como eu, que não são supersticiosas, não funciona.

Para eu me sentir culpado, têm de me fazer uma acusação fundamentada, não basta dizer que é o pecado original ou que foram as encarnações anteriores. Sendo humano estou sempre a errar, sei muito pouco ou nada, fiz opções certas e opções erradas. A auto-culpa paralisa, deprime, faz mal, e quem a tenta incutir em nós quer subjugar-nos e não ajudar-nos. A cada momento nós podemos optar entre actuar de forma decente, com base em bons princípios éticos e morais, ou não. Ninguém é decente, nem ninguém é indecente, em absoluto. Mas não há dúvida que uns têm uma inclinação muito grande para o lado da indecência (veja-se um pedófilo...). E há outros que pendem mais para o lado da decência.

Avaliando as acções de cada um pode-se ter uma ideia, para nos nortearmos na vida. Para determinar quem são as pessoas mais confiáveis e menos confiáveis. Ou seja, para sabermos com o que podemos contar, para nosso governo próprio. E para alertarmos as autoridades, ou seja, para denunciarmos as pessoas desumanas, de forma a que sejam presas, se possível. Lá por eles serem assim, os outros não têm que levar com eles.

Para além das razões já alegadas, os julgamentos morais não só não são coisa de boa gente, como são perigosos. Porque as pessoas aproveitam-se da intolerância das massas para crucificar os que representam uma ameaça aos seus interesses materiais e ao seu orgulho. Jesus foi crucificado porque estava a ameaçar a credibilidade, e portanto, o negócio e o orgulho próprio, dos religiosos de então. Ou seja, dos vendilhões do templo (os que estavam à vista, em bancas, eram os menos hipócritas).     

bem hajam   
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 09 de Setembro de 2012, 14:02
Concordo com voce Vitor Santos quando diz que eu não sou um ser muito evoluido e talvez nada evoluido porque sei que 95% das pessoas que estão reencarnadas neste mundo são seres de baixa evolução. Minha inteção não foi a de querer dar um viche mas se voce se sentiu assim foi mal. Mas pense bem se voce ja se sentiu mal ou se sente mal com toda a crueldade que existe no mundo material... a deixa prala não vou repetir, cada um sabe o que procura so não vale chorar depois e colocar a culpa em Deus
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 09 de Setembro de 2012, 14:16
Não to querendo te impor nada não, mas eu sei o que voce pensa voce pensa que quando agente morre agente vira luz em um mundo corde roza e fantastico, mas te afirmo que essa vizao desse mundo so tem quem não tem a mediunidade da visão espiritual, longe de mim em querer botar medo em alguem.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 09 de Setembro de 2012, 16:01
Pensemos com Kardec:

" Se a estas questões:

Credes em Deus?
Credes que tendes uma alma?
Credes na sobrevivência da alma após a morte?

responder negativamente, ou, mesmo, se disser simplesmente: Não sei; desejara que
assim fosse, mas não tenho a certeza disso,  o que, quase sempre, eqüivale a uma
negação polida, disfarçada sob uma forma menos categórica, para não chocar
bruscamente o a que ele chama preconceitos respeitáveis, tão inútil seria ir além, como
querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não admitisse a existência da
luz
."  O Livro Dos Médiuns.

Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 09 de Setembro de 2012, 16:59
Olá amigo Luciano

Eu não penso nada de bom ou de mau a seu respeito, porque eu não o conheço a sua vida, as suas acções, a sua forma de estar na vida. O simples facto de estar aqui neste fórum, a debater estas coisas, até abona a seu favor. Porque o amigo pensa sobre estas coisas.  As pessoas que estão demasiado viradas para o lado da indecência, ou não vêm a este fórum, ou estão aqui no papel de vendilhões do templo.

Eu não tenho nada contra os vendilhões do templo, entenda-se bem. Aqueles que se apresentam para vender os seus produtos, sejam eles quais forem, de forma clara, são pessoas a tentar ganhar a vida. Nós temos necessidades físicas, e precisamos de ganhar a vida. Isso é bom e honrado, quando nós dizemos ao que viemos.

Eu não gosto é dos vendilhões do templo que se apresentam como caridosos, como estando a defender uma causa, a titulo gratuito, mas que são hipócritas, e estão mas é a enganar o próximo, porque estão a embolsar dinheiro à custa da ingenuidade alheia. São vigaristas. Mas isso não é o pior. O problema é que, quando as pessoas acordam da sua ingenuidade podem perder forças psicológicas, com a decepção, e suicidar-se. É algo sério demais para se brincar. Só uma besta desumana, ou alguém que não tem a noção da seriedade da questão, brinca com coisas dessas.

Eu percebi que a sua intenção é boa. E mais, que você está a querer ajudar. Não estou a ser irónico. Para além disso foi a única pessoa, até agora, que melhor defendeu a doutrina espirita. Pois você disse: há alguma coisa para ver. Não é tudo treta. O que pode acontecer é que esse algo que há para ver pode não ser melhor do que isto que tu vês aqui na Terra, com os teus sentidos. Até pode ser pior. E talvez tu não o possas ver porque não aguentavas. Certo ou errado, é o argumento mais inteligente que eu ouvi até agora, sob este tópico, no sentido de defender o espiritismo. Ó problema é que eu já ultrapassei a fase do espiritismo na minha vida (não ultrapassei a crença na vida depois da vida, mas a forma como a doutrina espirita explica as coisas. Nem sei se ultrapassei ou regredi. Apenas estou a pensar de forma diferente).

Eu não me considero um valente. E penso que dizer-se valente é conversa para camelo. Só perante provas extremas é que nós sabemos até onde vão os nossos limites. E não me parece muito apelativo querer conhecer até onde vão os nossos limites. A minha avó dizia: Deus não te dê ao corpo o máximo que ele pode aguentar...

A minha postura perante a morte, neste momento, é a seguinte: se não houver nada, melhor. Porque isso garante-me que não vou sofrer mais depois da morte. Isso é um grande consolo para mim, mas a pensar-me já depois de morto. Enquanto estou vivo, se eu tivesse a certeza que não havia mais nada, eu não sei se teria forças para suportar a vida...Parece que não tem lógica, mas para mim tem.

A ideia da vida depois da vida não me dá forças para viver. Mas a desilusão completa podia dar-me razões para desistir. Os ateus materialistas morrem de velhinhos, como os outros. Não se suicidam todos. Mas mesmo naqueles que dizem que têm a certeza absoluta que não há vida depois da vida, poucos devem ser os que não têm uma dúvida, nem que seja pequenina, que não confessam. Contudo, as forças que nos fazem manter vivos são de diversa ordem. Não se trata apenas do que pensamos acerca da questão da vida depois da vida. 

Se houver vida depois da vida, logo se verá nessa altura. Não é por isso é que vou ser melhor nem pior. Já me chega enfrentar o desafio da vida. O desafio da morte é para depois.

Eu quero ser uma pessoa decente. Não sei se se trata de livre-arbítrio. É a minha natureza, venha ela de onde vier. Pode ter sido a educação, pode ter sido a genética, pode ser a minha natureza de espírito imortal, não me interessa. Eu nem sequei ser de outra maneira.

Eu não estou a dizer que sou uma pessoa decente, entenda-se bem. Estou a dizer: quero ser uma pessoa decente. A cada momento da minha vida eu posso optar por ser decente ou indecente. O passado já passou, não posso alterar. O futuro ainda não foi, por isso tudo pode acontecer. São as minha acções, avaliadas pelas outras pessoas e não por mim, porque eu não tenho neutralidade para isso, que dizem se estou a ser decente ou indecente, a cada momento. Eu sinto prazer quando vejo que as coisas acabam bem, para mim ou para os outros. Gosto dos filmes que acabam bem. Se isso me faz sentir bem, porquê mudar? A decência não se conquista definitivamente. Tem de se conquistar a cada minuto, a cada hora, a cada dia, até ao fim da nossa vida neste corpo e aqui na Terra. Aquele que agiu de forma decente ontem, pode agir de forma indecente amanhã. 

As pessoas que eu admiro, os meus heróis, as pessoas que eu acho que têm mérito, são as pessoas decentes. As pessoas decentes fazem-nos sentir seguros. Fazem-nos sentir humanos e não bestas. As obras das pessoas decentes são boas para a humanidade. Para o bem comum. Por isso, eu quero ser como essas pessoas. Eu conheço pessoas decentes de várias crenças religiosas, conheço pessoas decentes que são ateias, outras que são agnósticas. Os bombeiros, por exemplo, e em regra, têm de ter alguma coisa de decente dentro deles, quando arriscam a vida pelos bens ou pela vida de outras pessoas. Eu acredito que existem pessoas com mais inclinação para serem decentes.

As pessoas indecentes são como uma doença. São subjugadoras, querem-nos escravizar. Querem fazer de nós bestas ao seu serviço. E conseguem, a maioria das vezes. São os que fizeram o holocausto. Dessa gente o que nós precisamos é de nos defender. A intolerância pelas ideias alheias, por exemplo, é indecente.

A razão pela qual eu gosto das pessoas decentes nada tem a haver com o medo de penas futuras, percebe amigo. Era isso uma das coisas que eu queria dizer. E é essa a grande questão.

Para mim a justiça serve para proteger os indefesos, e não para os vingar. É esse o meu conceito de justiça. Se eu acreditasse que não é assim, defendia a tortura nas prisões, para os criminosos mais graves. Achava que os direitos humanos se deviam esquecer por completo, dentro das prisões, para criminosos graves. Mas eu não acho. A única coisa a garantir é que eles não podem fazer mal aos que não são como eles. É como quando nós encerramos um fera numa jaula, para proteger as pessoas. Eu não me sinto com direito de fazer mal à fera. Apenas quero garantir que ela não me ataca e me mata, ou pior, que me faça ficar a sofrer. Se a fera me mordeu, eu não fico melhor por a fera ser abatida. Eu quero é que ela não me morda mais.

E a definição do conceito de justiça, que está no Livro dos Espíritos, na parte que fala concretamente de justiça, não me parece indicar que a justiça seja a vingança da vitima. Mas o acautelar dos direitos de cada um.

Aquilo que acontece é determinado pelas leis de Deus, ou, pelo menos, é permitido por Deus. Se a lei de Deus prevê que será feita justiça, olho por olho, dente por dente, está a vingar a vitima. Essa vitima pode ser o agressor amanhã, ou tê-lo sido ontem, mas isso não justifica que seja preciso vingar alguém pelo mal que sofreu. É preciso é proteger as pessoas de bem dos algozes. Se esse conceito de justiça está certo, então porque não aplicar a justiça de Talião aqui na Terra também? Qual é a diferença?

A vida pode ser um tormento enorme. Mas quando me dizem que isso é um castigo, ainda por cima um castigo por algo que eu nem sequer posso saber o que foi, eu sinto.me desamparado, paralisa-me. Porque não posso fazer nada a respeito disso. Estão a dizer-me que nasci com uma fatalidade. É a ideia do pecado original católico, sem tirar nem pôr. Não posso temer algo que não posso controlar. Se o medo das penas futuras fosse impeditivo do mal, o mundo era uma maravilha. Isso não funciona. Não resolve nada. Não redime ninguém. Tira a credibilidade à religião. Se chegarmos ao além e virmos que fizemos mal, já é tarde. É a história do bicho papão que se conta ás criancinhas.       

A parte das razões da simpatia ou antipatia dos espíritos com as pessoas vivas não é uma conclusão minha. Nem a minha opinião pessoal. É o que a doutrina espirita de Kardec diz. Mas o melhor é você ir ler aos livros, porque eu posso estar a interpretá-los mal.   

Eu não queria, nem me passou pela cabeça fazer um julgamento moral do amigo. Como já lhe disse, nem sequer o conheço a ponto de proferir um julgamento moral. E se fizesse o julgamento moral, com essa intenção, estava a tomar uma atitude indecente. E estava a agir contra aquilo que eu quero ser. Como eu sou imperfeito também faço muitas coisas mal feitas, mas, neste caso, se o fiz, se o amigo sentiu que eu o estava julgar, foi sem intenção.

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 09 de Setembro de 2012, 17:11
Prezado Luciano 7 pelo que vejo vc é um médium, eu não e acredito que o vitor tambem não, não contesto a imortalidade do espírito se não nem perderia tempo tentando entender a vida,  apenas digo que para pessoas como vc fica mais fácil aceitar as mazelas deste nosso mundo e algumas coisas que acho que se contradizem. Tome como exemplo um cidadão digno que resolve ser policial para ajudar a manter eu e vc em segurança, ele abdica do convivio normal da sociedade, abdica de brincar e vivenciar sua familia em horas e horas de plantões, se sujeita a lidar com as mais tristes e desumanas situações, isso é um sacrifício e no meu entender, um tipo de evolução, pois ele abdicou de certos direitos para garantir  o meu e o seu, porem se este cidadão tirar a vida de um outro que ameaça a minha ou a sua, aos olhos da evoluçao ele vai ter que reparar está falta na próxima reencarnação, mesmo que ele tenha sido um bom policial e cidadão e tenha agido para salvar vidas, isso não sera levado em conta, visto existir a lei de causa e efeito.O homem decidiu proteger vidas, porem se ele manchar a mão de sangue para proteger o sangue de inocentes ele atrasa sua evolução mesmo que seja para proteger a evolução de outros, isso para mim é o contraditório que ninguem explica plausivelmente e que talvez pessoas como vc que vivenciam a doutrina tambem no plano extra-físico tem mais facilidade para aceitarem.Talvez não devesse eu estar a entrar nestas discussões pois sou novo na DE, porem so queria mostrar como muitas vezes é difícil para quem não é medium aceitar as coisas sem questionamentos, espero que com o tempo e os estudos eu possa entender melhor os designios da vida.
Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 09 de Setembro de 2012, 17:35
Opa opa, oque faz atrasar a progressão
 é a intenção com que se comete o erro.
Numa guerra um soldado não atrasa o seu progresso só pq matou a tantos, assim como tb não atrasa um policial se este não matou  senão para defender a comunidade e a si mesmo.
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 09 de Setembro de 2012, 23:22
Obrigado Vitor Santos pela compreenção.
Tambem penço como voce estamos todos no mesmo barco que navega na foça e estamos todos com a mesma sujeira tentando nos limpar, nimguem é melhor que nimguem
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 09 de Setembro de 2012, 23:50
Prezado Luciano 7 pelo que vejo vc é um médium, eu não e acredito que o vitor tambem não, não contesto a imortalidade do espírito se não nem perderia tempo tentando entender a vida,  apenas digo que para pessoas como vc fica mais fácil aceitar as mazelas deste nosso mundo e algumas coisas que acho que se contradizem. Tome como exemplo um cidadão digno que resolve ser policial para ajudar a manter eu e vc em segurança, ele abdica do convivio normal da sociedade, abdica de brincar e vivenciar sua familia em horas e horas de plantões, se sujeita a lidar com as mais tristes e desumanas situações, isso é um sacrifício e no meu entender, um tipo de evolução, pois ele abdicou de certos direitos para garantir  o meu e o seu, porem se este cidadão tirar a vida de um outro que ameaça a minha ou a sua, aos olhos da evoluçao ele vai ter que reparar está falta na próxima reencarnação, mesmo que ele tenha sido um bom policial e cidadão e tenha agido para salvar vidas, isso não sera levado em conta, visto existir a lei de causa e efeito.O homem decidiu proteger vidas, porem se ele manchar a mão de sangue para proteger o sangue de inocentes ele atrasa sua evolução mesmo que seja para proteger a evolução de outros, isso para mim é o contraditório que ninguem explica plausivelmente e que talvez pessoas como vc que vivenciam a doutrina tambem no plano extra-físico tem mais facilidade para aceitarem.Talvez não devesse eu estar a entrar nestas discussões pois sou novo na DE, porem so queria mostrar como muitas vezes é difícil para quem não é medium aceitar as coisas sem questionamentos, espero que com o tempo e os estudos eu possa entender melhor os designios da vida.
Abraços.

Oi Antevazi sim sou medium e voce tambem é todos nos somos mas não pense que que medium não erra e espirito tambem não por que isso é um erro, ta cheio de medium maluco e espirito maluco por ai, nao estou querendo te amedrontar mas cuidado medium não é super heroi.
Em relação ao policial eu vejo da seguinte maneira se o policial esta agindo de acordo com sua crença no bem ele esta no lugar certo e fazendo a coisa certa agora se ele esta vivendo contra sua crença e sabe que esta fazendo coisa errada ai ele deve se esforçar para fazer o que é certo de acordo com o seu senço de moral, todos nos carregamos dentro denos a devida orintação de acordo com nossa evolução por isso que o que é certo para mim não é certo para o outro.
Jesus nos dizia toda a profição quando e realizada com onestidade ela se torna uma benção em seu reino.
Devemos nos esforçar para viver em harmonia em meio a toda essa diversidade evolutiva.
 Somos todos iguais vamos deixar para Deus definir quem é mais uo menos evlouido.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 10 de Setembro de 2012, 13:03
Amados,
Se o Espiritismo fosse contrário aos interesses à necessidades do homem atual, estaria posicionado perfeitamente como o "Anticristo", seja porque só ensina comportamento a ser seguido pelos "Exemplos" emanados do Próprio "Cristo de Deus", não exatamente do Cristo das religiões e interesses do mundo, pois "Seu" reino não é deste mundo.
Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 11 de Setembro de 2012, 15:51
Amigo Filho do Bino

Essa conversa de que quem não está com o espiritismo não está com Jesus, e é o anti-Cristo, é de fanático, com uma visão apocalíptica. Desculpe-me a sinceridade. Mas não sei se era bem isso que você quis dizer. Talvez eu esteja a interpretar mal. Se for o caso, peço desculpa.

Kardec dizia: "fora da caridade não há salvação". Não dizia, fora do espiritismo não há salvação. Nem que o espiritismo é o única via que representa  Jesus. Isso dizem os católicos, não os espíritas. Muito menos Kardec.

Teresa de Calcutá, por exemplo, era uma mulher muito caridosa. São actos que ela praticou que o provam, não as palavras. E está dentro dos critérios definidos por Allan Kardec (fora da caridade não há salvação). Contudo ela não se dizia espirita. Era de uma ordem religiosa católica. Logo, o amigo teria de concluir que ela não estava com Jesus.

Não interessa nada o que as pessoas dizem, nestas coisas. Interessa a forma como agem. E interessa para elas mesmas, não para os outros. A não ser que se trate de alguma besta perigosa, da qual temos de nos defender, se pudermos. Lá por alguém ser um besta não temos de levar com ela, se tivermos maneira de nos livrar.

Ninguém na Terra sabe o suficiente, ou tem autoridade moral, para dizer quem está com Jesus e quem não está. Ninguém na Terra sabe o suficiente para dizer o que é possível, o que é impossível. Ninguém na Terra domina a ciência ao ponto de dizer que sabe tudo, seja lá do que for. Quem pensa que sabe tudo é muito mais cego que os cegos, muito mais surdo que os surdos. Quem pensa e diz que é valente pode gemer que nem um desgraçado e borrar-se todo perante uma pequena prova. Só quem já passou pela prova sabe se é capaz de a vencer ou não.   

Você pode sentir-se com autoridade moral para dizer o que quiser. Eu não o conheço, não sei se os seus actos provam essa autoridade. Por isso não refuto isso. Mas para eu reconhecer a sua autoridade moral teria de ter provas da mesma. Só conversa não chega...

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 11 de Setembro de 2012, 19:28
Amigo Filho do Bino

Essa conversa de que quem não está com o espiritismo não está com Jesus, e é o anti-Cristo, é de fanático, com uma visão apocalíptica. Desculpe-me a sinceridade. Mas não sei se era bem isso que você quis dizer. Talvez eu esteja a interpretar mal. Se for o caso, peço desculpa.

Kardec dizia: "fora da caridade não há salvação". Não dizia, fora do espiritismo não há salvação. Nem que o espiritismo é o única via que representa  Jesus. Isso dizem os católicos, não os espíritas. Muito menos Kardec.
bem haja

Amado irmão...
No Evangelho de João 1;1 e seguintes fiz artigo de fé... João o Evangelista e também o Batista disseram e deram testemunho de que o Cristo de Deus estava presente antes mesmo que este orbe fosse...
Por ele tudo se fez e o Espiritismo ficou convencionado por kardec como o Espitiritismo, todavia tudo que no espiritismo contém já estava contido na primeira hora no primeiro dia.
Penso na lucidez de Moisés a explicar a gênese dizendo que Deus usou dois dias para criar a luz, embora só tivesse 6.
Que se pode inferir da luz criada no primeiro dia?
Que se pode inferir da luz criada no quarto dia da criação?

Sim vejo lógica... claro há metáfora...
Que importa a metáfora desde que ela projete luz de entendimento mesmo imperfeito à vida como a vida é?
Tudo é Espírito e matéria... sob a comando do Deus da vida...
Então... Como pode o Espírito ser contrário às necessidades do homem atual... Que importa se o verbo quando se fez carne e habitou entre nós, chamou-se Jesus?  Quantos outros milhares de nomes ele pode ter tido?
Estou com o nobre amigo e não abro, se pudéssemos nos encontrar algum dia, veríamos que vivenciamos a mesmíssima experiência, só com uma diferença que já não consigo mais sair do meu quarto e permaneço na minha rede, com meu notebook sobre a barriga Estudando, para um dia poder entender o porque...


Senão vejamos...
Amados do meu coração,
A fila anda... ficaremos apenas na decoreba do que Kardec compilou, com maestria muito superior às inteligências de antão, ou daremos continuidade, para refletirmos com e mais do que a cartilha do professor, para cairmos nas armadilhas quais as de Nicéia? Os "constantinenses ainda vivem"...
Filosofar comportamentos, implica em expôr o que estudamos e seguir avante sem ensinar, do contrário, estaremos a cooptar...

Reflitamos amados...
Estudemos amados...
Amemos-nos... amados do meu coração..
Saúde e Paz nobre irmão!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Setembro de 2012, 12:46
Olá amigo do Bino

Agradeço a sua resposta e peço desculpa. Pois, de facto, eu tinha percebido mal o seu post anterior.

A nossa língua  é comum,  é a língua portuguesa, mas a cultura brasileira e a portuguesa, a partir da independência do Brasil, foram-se diferenciando. Cada país tem a sua cultura própria. E a diferença de culturas, sendo positiva e normal, por vezes, pode criar dificuldades de entendimento, na comunicação. Sobretudo se ela é apenas escrita e não nos estamos a ver uns aos outros.

Se bem entendi, o que o amigo queria dizer, é que o facto de crermos que somos espíritos imortais não pode ser contra as necessidades do homem actual. Se é isso, eu concordo consigo.

Se eu me pensar depois de morto, a perspectiva de não existir mais nada, de eu ser um mero corpo de carne, é consoladora. Porque me garantia que eu não sofria mais. Se houver algo mais, ainda estou sujeito a mais sofrimento (ou a mais felicidade, não sei...). Para já tenho com que me entreter com as tarefas aqui da Terra. Depois de morrer logo se vê, ou não vê. Que se lixe...Logo se verá.

Mas eu ainda não estou morto! Se eu não acreditasse que sou uma alma imortal, não sei se aguentava...E acredito que mesmo muitos daqueles que dizem que não acreditam, de todo, na vida depois da vida, têm uma pequena esperança que não confessam. Mas só eles sabem. Quando as pessoas se suicidam nós não sabemos o que ia na cabeça delas.

Ser valente é manter-se vivo. O suicídio é sinal que a fraqueza venceu. Os valentes não se suicidam. Não me sinto nada valente, sinto-me fraco, mas peço a Deus que me dê forças. E se eu as vou tendo, uns dias mais, outros menos, é porque Ele me ouve! É assim que nós encontramos Deus na nossa vida. Peço a Deus que me ajude a suportar o próximo minuto, a próxima hora, o próximo dia. Não tenho vergonha de admitir isso, porque é a verdade. Sem Ele eu nada sou. 

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 12 de Setembro de 2012, 14:18
Amado,
Irmão Vitor Santos...

Citar
Amigo Filho do Bino

Essa conversa de que quem não está com o espiritismo não está com Jesus, e é o anti-Cristo, é de fanático, com uma visão apocalíptica. Desculpe-me a sinceridade. Mas não sei se era bem isso que você quis dizer. Talvez eu esteja a interpretar mal

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/90/#ixzz26G8UrCeC

Amado o que me fortalece para viver minhas provações é a certeza da vida eterna.
Não tenho como provar-la faço-o como artigo de fé.
Estudo com afinco o evangelho do Cristo de Deus de forma comparada com o que Kardec selecionou, comparo com o que vou estudando e entendendo na doutrina Espírita que me ensinou com razoável chance de certeza a reencarnação, e procuro na psicologia cognitiva e nos estudos místicos embasados também nos ensinamentos do Mestre Jesus, a força resilitiva, para me manter em atividade e adquirir forças para continuar vivendo com qualidade....
A atividade a que me refiro é somente nos estudos, pois fisicamente estou incapacitado, de trabalhar, ou mesmo ficar fora da minha residencia por mais de meia hora, (saúde é a causa),
como sempre trabalhei caminhando, e me valendo das minhas pernas os danos na coluna, me obrigam a me postar como o Dr. Joaquim do STF., só que ele tem ao seu dispor um aparato que eu não disponho nem de o,oooooo1%....
Então estudo sozinho e pela internet e para me tornar útil, e me tornar merecedor da capacitação da inteligência universal, disponibilizo o que estudo, para quem sabe pode ser útil a outrem...
Nada preciso mais para continuar vivendo, nem de dinheiro, nem de carro-devolvi minha carteira de motorista, minha primeira habilitação deu-se em meados de 1972, desde então até a cinco anos passados não mais dirijo nem carrinho de mão.
Me senti incapaz de frenar o veículo e evitar acidente.
Não gosto de incomodar meus filhos pedindo-lhes que me levem daqui para lá, nem de lá para cá, pois eles já teem com suficiência suas ocupações,.
Me tornei vigia da minha própria casa, e estudante de todas as horas, inclusive quando estou dormindo, peço ajuda aos meus amados irmãos desencarnados e que me são simpáticos à causa que abracei, com a permissão do Cristo de Deus, e mando ver...
Não me permito moleza não... mas não posso ensinar nada a ninguém senão depois de me doutorar
Nem quero pensar como isso se dará mas estou fidelizado em perfeita fé em Deus que vencerei minhas imperfeições, e as estou me conhecendo filosofando comportamento e religião,.
Penso, religião nada mais é que código de comportamento, pois fé religiosa, não me convence mais que a lógica e a razão, então fé religiosa para mim não é fé.
Me fidelizo incondicionalmente à certeza de que há um Deus, e saber como Ele o É, pouco me importa, mas tenho fé Ele Existe e está comigo, contigo e com todos nós.

Saúde e Paz!

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Matheus RA em 12 de Setembro de 2012, 14:46
Excelente tópico.

Realmente,sinto várias coisas semelhantes ao que foram postadas pelo Vitor Santos e o Antervazin.


Sempre me perguntei,porquê o espiritismo tem tão poucos adeptos e se tornou um movimento regional.
Porquê,eu não vejo comunicações e nem evidências de algo tão ¨natural¨ e que estar sobre o mundo todo.
Como e que mesas giravam e hoje,nada.E várias questões,das alegações de vidas ¨passadas¨ ...

Sinceramente,pelo que já fui,hoje em dia,não tenho apenas um pé atrás....e sim,um corpo todo.

Quanto mais eu vejo sobre o ser humano e suas questões de existência de vida,hipnose e afins.
Vejo que nós temos necessidade de ter ¨fé¨ ou querer acreditar em algo ¨além¨...porém os fatos,me dizem que este ¨algo mais ¨ e além,são improváveis,tudo em minha vivencia pessoal.

A questão e que em geral e difícil admitir a ¨sorte¨ ou ¨azar¨,as frustrações da vida e toda esta questão da miséria e egoísmo humano.Porém,eu até hoje,a não ser as mães pelos filhos.Nunca vi atitudes desinteressadas e realmente caridosas,a caridade moral,morre,quando alguém vem em contra as nossos interesses e as nossas opiniões...quando alguém,chega com uma opinião e perspectiva bem diferente,ela vai para o beleleu.Sinceramente,não sei as causas,que pode ser o instinto de preservação,querer se manter a sua visão e coisas assim.....quando alguém nós contradiz,o amor fraterno que muitos tentam manter hipocritamente ou tentam fazer algo de acordo com sua percepção de verdadeiro,ele vai ao ar e vemos no rosto da pessoa,a vontade de se livrar de nossa presença e exortar.

E sobre a morte.
Já estamos com os dias contados.
Hoje,quando se estuda a vida,se ver que no universo,ela e rara e uma vida mais consciente e muito mais rara.Hoje quando penso o quanto minha vida e nada demais e um tanto inútil.Penso que e melhor eu continuar a viver e tentar relaxar ao máximo.Vou morrer mesmo...pelo menos estou vivendo.O sofrimento e relativo,sofremos porque não temos as nossas utopias satisfeitas.E elas vão desde o amor e suas expectativas a coisas materiais e suas expectativas.   

No mais,as crenças,nós servem como âncora psicologia,para tentar fazer que nós mantenhamos vivos em situações que são para nós,desagradáveis,e como uma das principais coisas que tentamos fazer,desde os tempos das cavernas.....e simplesmente...sobreviver.Vai ver a única função da vida e sobreviver....e vou sobrevivendo.

Muitos se dizem médiuns,porém,quem for.E bem simples.Já fiz,evocações ao meu espírito guardião,para ele responder 3 perguntas,2 bem simples que meu primo de 10 anos responderia. E uma um pouco complicada.Porém,para responder...só ele pode saber.E o médium,só vai intermediar a resposta.Até,agora....sempre tem algum problema no canal....mas quem sabe...consiga achar um médium que não tenha.A esperança e a última que morre mesmo.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Setembro de 2012, 15:47
Olá

Citar
Amado o que me fortalece para viver minhas provações é a certeza da vida eterna.
Não tenho como provar-la faço-o como artigo de fé.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/105/?action=post;num_replies=105#ixzz26GWUfNdZ

Não és obrigado a provar nada, mas provaste. O testemunho que acabaste de dar, com o teu último post, prova que és um lutador. A tua resposta encorajadora prova que és caridoso. És daqueles que tentas puxar as pessoas para cima, apesar de teres uma cruz muito difícil de suportar.  És uma pessoa decente. E uma das coisas que mais me anima na vida é verificar que, mesmo no meio de pessoas que são umas bestas insensíveis há muitíssimas pessoas decentes (não me refiro ao universo das pessoas deste fórum, mas à vida, em geral).   

Eu também creio na vida eterna. Creio que somos espíritos imortais. Não sei é se creio tal e qual  como os espíritas crêem. Há coisas que nunca consegui encaixar da visão espirita do mundo. Mas há outras que fazem sentido. Apenas estou num período de reflexão em relação a isso.

Se as pessoas do fórum não fossem pessoas decentes, nós nem conseguíamos falar destas coisas. Aqueles indivíduos que são umas bestas insensíveis não de dispõem a conversar deste tipo de assunto, a não ser que seja para vender alguma coisa.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 12 de Setembro de 2012, 15:56
      Filhodobino    (ref sua msg #103)

      Vitor Santos, msg anterior: Kardec dizia: "fora da caridade não há salvação". Não dizia, fora do espiritismo não há salvação.

      Cel: amigos Vitor e xará Filhodobino, vamos raciocinar e refletir um pouco, como a codificação recomenda? Qual será a razão q levou Kardec a dizer q “fora da caridade não há salvação”? Vejam q Jesus e Paulo enalteceram a caridade como a mais sublime das virtudes, pois, qdo sincera, é uma das facetas do amor; no entanto, nenhum deles afirmou q é na caridade q está a salvação. Jesus e o apóstolo fizeram ver q é “o conhecer a verdade q liberta”.

      Filhodobino: No Evangelho de João 1.1 e seguintes fiz artigo de fé... João o Evangelista e também o Batista disseram e deram testemunho de que o Cristo de Deus estava presente antes mesmo que este orbe fosse...

      Cel: aqui, devo colocar outra questão para a respeito raciocinarmos; em João 1:1
está claro q “tudo foi por Ele criado, e sem Ele nada foi criado”. Raciocinemos: qual é o significado de “tudo”? Porq será q as religiões e doutrinas vindas do cristianismo consideram q a palavra “tudo” significa, apenas, “parte”? A “parte” benfazeja, agradável, amorosa, perfeita?

      Filhodobino: Por ele tudo se fez e o Espiritismo ficou convencionado por kardec como o Espiritismo, todavia tudo que no espiritismo contém já estava contido na primeira hora no primeiro dia.

      Cel: amigo e xará, é evidente q, conforme as explicações das doutrinas, tudo, não só o espiritismo, mas <todas> as doutrinas e <todas> as coisas, já existiam desde o primeiro instante, inclusive a criação de espíritos. Mas, esse primeiro instante, qual é seu significado senão desde sempre, ou desde o infinito passado, pois, também conforme as doutrinas, Deus é imutável! Dentro dessa visão de imutabilidade, se algo foi criado em algum momento da eternidade, temos de refletir e raciocinar pois significa q Deus, <antes>, não criara ainda todas as coisas (como, por exemplo, não criara ainda os espíritos; assim, dizem as doutrinas) e, <depois>, resolveu criar, fato q indica <mudança> na consciência ou mente divina! 

      Filhodobino: ... Sim vejo lógica... claro há metáfora... Que importa a metáfora desde que ela projete luz de entendimento mesmo imperfeito à vida como a vida é?

      Cel: perfeito, meu amigo, a metáfora é o q mais perto nos faz chegar daquilo qtentamos explicar qdo não temos palavras, ou condições,  para tal.

      Filhodobino: Tudo é Espírito e matéria... sob a comando do Deus da vida...

      Cel: xará, aqui há dois pontos a comentar: primeiro: matéria não existe e, pela ciencia moderna e até mesmo pela codificação, é apenas ilusão causada por nossos canais de relacionamento com o mundo, ou melhor, com tudo aquilo q está fora de nós, espíritos, tudo pelo fato de habitarmos a carne. Segundo: como podemos dizer q “<tudo> está sob o comando do Deus da vida”, enqto as doutrinas asseguram que o mal, a maldade, o egoismo etc sã0o contrários aos desígnios de Deus?

      Filhodobino:... já não consigo mais sair do meu quarto e permaneço na minha rede, com meu notebook sobre a barriga Estudando, para um dia poder entender o porque...

      Cel: meu querido amigo, isso q acima vc disse é verdade? Se for, lhe digo q, sinceramente e como irmão, espero q nenhum sofrimento sinta por essa condição; q sua compreensão supere qualquer sofrimento, físico ou psicológico. Gostaria de estar aí para conversarmos, frente a frente, a respeito disto tudo q temos conversado virtualmente e algumas amenidades.
     
      Sinta Deus em você!
................................................


Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: antevazin em 12 de Setembro de 2012, 17:41
Filhodobino, MatheusRA e Vitor Santos, eu como falei sou novo na doutrina espírita, porem as dúvidas  e questionamentos me perseguem a muito tempo. O espiritismo foi até agora o que mais perto chegou de reponde-las, porem a DE trouxe-me outros questionamentos que estão custando a decer. Espero que com o tempo e os estudos, não só da DE eu possa ter um pouco mais de clareza em relação a vida. Este foóum tem me ajudado muito a refletir, aqui eu vi que não estava sozinho em minhas dúvidas e tambem vi que existem pessoas convictas de sua fé sem dúvidas. Vejo debates entre foristas que dá pra tirar um bom proveito, pelo menos pra mim, e que estão me ajudando a nortear os meus estudos; cito como exemplo um entre o Moura e o Aldebaran no tópico sobre a reencarnação de Hitler os quais debatem as transformações e deturpações que passam os centros espírita e a DE; sem falar de posts de outros foristas como os da Susana Fernandes e Coronel por exemplo, todos eles com suas impreensões nos mostram que cada um de nós para chegar algum ponto de verdade temos que estudar muito. Tambem cheguei a conclusão que devo primeiro estudar a toda a codificação, coisa que ainda não fis, depois posso partir para outros autores. Mas pra mim o mais importante é nestes dias já tomei uma resolução: vou viver a minha vida da melhor forma possível, vou tentar mudar o que está errado, tentarei ver ela com outros olhos, porem sem tentar me transformar em um santinho ou zumbi alienado em torno de tentar ser o que não sou, já vi que se estou aqui neste planeta é porque tenho que estar, sou humano, falho, mas aos poucos vou tentar melhorar, vou viver um dia de cada vez. Sei que se eu tentasse me reformar agressivamente de uma hora para outra estaria sendo falso comigo mesmo, porem se eu for devagar e levar a sério meus estudos e levar a vida "não tão a sério", levar ela sempre tentando não passar por cima de ninguem porem sendo justo e ao mesmo tempo relaxar mais diante das imposições acho que vou conseguir alguma coisa no fim e acho que este forum independente da religião, doutrina, ciencia ou caminho que cada um escolheu ajuda muito. Espero sempre contar com a vivência, experiencia e tolerancia de todos, porque tem outra coisa que sei que sou, questionador.
Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Setembro de 2012, 17:46
Olá  Matheus RA

Na realidade, de momento, eu acho que ninguém nos pode responder a essa questão da existência da vida depois da vida. É uma questão de crença.

Mas não há nenhum cientista, nenhum artista, nenhum religioso que saiba tudo. E que nos possa dizer o que é que é possível, e o que é que é impossível. A natureza é demasiado complexa para alguém a conhecer assim tão bem. As questões por responder são muito mais do que as respostas.

Embora me questione em relação a certas ideias ensinadas na doutrina espirita, tenho esperança que a vida depois da vida possa existir. Na revista cientifica "The Lancet", em 2001, foi publicado um artigo muito interessante sobre as experiências de quase morte, pela equipa do cardiologista Pim Van Lommel, que fez um estudo em ambiente hospitalar sobre o assunto. Um artigo desta natureza, numa revista cientifica prestigiada, sabendo-se que isto é tabu no meio cientifico, tem peso. Mas os factos podem ser interpretados de muitas formas.

As religiões e as crenças espirituais podem ajudar-nos a encontrar forças psicológicas para viver. Mas são dispensáveis para isso. Uma boa fonte para aprender sobre isso é o psiquiatra austríaco, Dr. Viktor Frankl. Ele estava a elaborar uma teoria sobre isso, quando foi preso num campo de concentração nazi. Foi o maior laboratório vivo que ele podia encontrar, infelizmente. Não se trata de religião, mas de ciência. 

No meu caso pessoal, a crença na vida depois da vida não funciona como força psicológica para levar a minha vida para a frente. Mas funciona como razão para eu não desistir. E quem é que pode dizer-nos o que é possível ou impossível? Só nós mesmos é que podemos decidir se cremos nisso ou não.

As pessoas que tiveram forças psicológicas foram as que conseguiram viver a vida toda sem se suicidar. Só podemos julgar isso após a morte do corpo. Até lá, não se sabe quem é que é valente e quem é que não é. 

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Luciano7 em 13 de Setembro de 2012, 04:17
Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto

Eu te amo Jesus
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Setembro de 2012, 09:09
Olá Luciano

Tem razão amigo. Sem Deus nada somos. Não adianta pensar muito. Se não nos virarmos para Deus e lhe pedirmos força para enfrentar a vida, esta última ainda se torna um peso maior do que já é. Deus não faz o nosso trabalho, mas inspira-nos a força psicológica para nós o  fazermos.

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 13 de Setembro de 2012, 14:00
Amados,
Com relação ao post #110 do amado irmão Vitor...
Citar
Olá  Matheus RA

Na realidade, de momento, eu acho que ninguém nos pode responder a essa questão da existência da vida depois da vida. É uma questão de crença.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/105/#ixzz26Lybvsah

Saúde e Paz a todos!
Penso nesta tese, como um esforço de que ficamos tentando compreender primeiro o todo, para depois acreditar nas partes...
É natural termos dúvidas...
Façamos um teste...
Reflitamos primeiro no passado...
Depois reflitamos no futuro...
minhas criações mentais acerca do passado me parecem mais lógicas e passíveis de crença, que as imagens que imagino acerca do meu futuro...
Filosofando o Comportamento, em estudo comparado com o Espiritismo com Cristo, adquiro reforços mentalísticos de compreensão muito mais eficazes quando reflito no passado e o comparo com o presente, porque estes atos reflexivos já os vivi por sob a pele, já os percebi com com meus próprios sentidos, portando desses eu já sei...
Não há mágica para me dizer o que não sei, exceto pela fé incondicional e totalmente fidelizada em Deus, a causa primária de todas as coisas...
Tudo isso para dizer concordo irmão vitor.

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: hcancela em 13 de Setembro de 2012, 15:27
Olá amigos(as)


O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual? Este o título, certo.

Eu responde que sempre o Espiritismo irá colmatar todas as necessidades do Homem e em todos os tempos, mas para isso é necessário a compreensão racional através do estudo, e assim ganhar uma Fé inabalável hoje e para sempre.

Sem isto não passamos da rama. Nunca haverá sumo. Somos mais uma (Religião) que acredita, porque acredita. Ou entendemos ou não e aqui temos de dar tempo ao tempo. Por isso é que eu vou mais pela coisa filosófica e cientifica no Espiritismo, do que na dita religião. A consequência moral no espiritismo é o inicio do conhecimento, atrás referido, por isso é que o estudo se faz necessário.

Lembro que actualmente nunca será uma questão de crença mas de entendimento, mas o futuro se encarregará através da Ciência provar.

Quando dizemos que acreditamos em Deus, com certeza que acreditamos que há algo para além da nossa visão, e Ele estará sozinho na contemplação? Vamos pensar nisto.


Saudações farternas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 13 de Setembro de 2012, 19:33
Olá hcancela

Se não é crença é possível provar cientifica e universalmente. Ora isso não acontece.

Nem a uma pessoa particular, que se interesse pelo assunto, é possível provar que a doutrina espirita corresponde à realidade, quanto mais à comunidade cientifica mundial. E se é mentira o que eu estou a dizer, que mo provem a mim, pessoalmente. Já nem peço para fazerem prova cientifica. Até agora ninguém se ofereceu para isso. Apenas me disseram para crer sem ver. Isso é o mesmo que nos dizem os católicos, os evangélicos, os budistas, etc. Qual é a diferença? 

Aquilo que podes dizer é que se trata de uma visão da vida que tem lógica. Ou seja, uma boa teoria. Mas uma boa teoria, sem comprovação cientifica, não passa de uma boa teoria. contudo, mesmo em relação à teoria, eu tenho muitas dúvidas. Quanto mais em relação ás certezas.

Na minha opinião ninguém pode dizer a ninguém que sabe tudo, nem o que é possível, nem o que é impossível. A natureza é complexa demais para a capacidade intelectual e para os meios de  investigação do ser humano.

Eu creio em Deus e na vida depois da vida. Mas não posso dizer que tenho a certeza. É uma questão de fé, para mim.  Acredito que Deus é Bom e que o sofrimento tem uma finalidade útil. Senão Deus não era Bom, ou não existia.

Mas justiça é a protecção das potenciais vitimas, para que não chegue a haver crime, ou se houver crime, para garantir que a vitima não é atingida outra vez. Se a lei causa-efeito alegada pelo espiritismo fosse verdadeira, mais me parecia a injustiça divina. Por isso, a explicação do sofrimento dada pelo espiritismo ainda não me convenceu. O espiritismo ainda não ultrapassou o catolicismo romano (penas de encarnações anteriores = pecado original ).

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 13 de Setembro de 2012, 20:54
Bom!

Isentando-me da colocaçao pessoal
e dirigindo-me a pergunta do tópico
que foi esta abaixo;

O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?


Gostaria de contraperguntar primeiramente

O que realmente pode representar o espiritismo, digo, a sua abrangência
a quem pergunta?
e também qual é esta tal da necessidade do homem atual?

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Aimoré em 13 de Setembro de 2012, 21:25
O espiritismo é contrário às necessidades do homem atual?

O espiritismo é a favor que o homem tenha o necessário para viver materialmente ,e que tenha o conhecimento necessário para evoluir espiritualmente.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Setembro de 2012, 00:04
Pra mim a própria ciência já provou a existência de Deus.

Mais de cem BILHÕES de Galáxias "penduradas" no espaço... a troco de nada?!... filhas do acaso?!... não creio. Creio numa mente Diretora.

Só não enxerga quem realmente não quer, ou não está em condições para tal.

Abraços.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 14 de Setembro de 2012, 00:47

Na realidade, de momento, eu acho que ninguém nos pode responder a essa questão da existência da vida depois da vida. É uma questão de crença.

Mas Vitor quem então revelou a doutrina a Kardec?
A existência da própria codificação não é uma prova de que existe vida após a vida?
Kardec era uma pessoa idônea. Não  ganhou nada com a codificação dos ensinamentos dos espíritos, a não ser problemas(perseguição, ridicularização, desdém).
Porque ele teria inventado então todos aqueles textos?
E o que dizer do Céu e Inferno, recheado de relatos de irmão desencarnados sobre suas novas condições?
Teriam sido fruto da imaginação de Kardec?
O que o amigo pensa da questão?
abraços
Susana
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Setembro de 2012, 01:06
Olá Marcos

Citar
Pra mim a própria ciência já provou a existência de Deus

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/105/?action=post;num_replies=118#ixzz26OWk06aV

A ciência não provou nada, porque a mesma não explica porque é que o universo existe. A ciência sabe que o universo observável existe, é finito e tem a idade aproximada de 15 000 milhões de anos, mais milhão menos milhão. A radiação captada pelos rádio-telescópios é toda posterior ao Big Bang. Mas a ciência nem sabe dizer se o universo total é finito ou infinito, pois não sabe se há mais alguma coisa para além do universo observável.

Como existiu essa singularidade que chamamos Big Bang (a origem da energia, do espaço e do tempo, para o universo observável), parece que houve qualquer coisa que se pode interpretar como criação, mas a ciência não sabe dizer se houve criação ou não.

Deste modo, estás a sobrevalorizar a ciência. Esta última não chega tão longe. Explica que o universo existe, mais ou menos como ele evoluiu, do Big Bang para cá, e já não é mau. Agora para explicar porque é que ele existe, não. Nunca ouvi nenhuma explicação cientifica. Deve ser alguma coisa nova, que me escapou.   

O universo é uma obra que transcende a inteligência de qualquer homem da Terra. Se o universo teve um Criador (eu acredito que sim, mas não o posso assegurar a ninguém), Ele tem uma inteligência acima da de qualquer homem da Terra, como é óbvio. Pois o homem não é capaz, de forma nenhuma, de engendrar tal obra.

Se a ciência não sabe explicar porque razão existe o universo (tal como existe, talvez pudesse não existir, não sei...), como poderia explicar que existe um Criador?

Podemos elaborar raciocínios, como por exemplo: se o universo foi criado, então é natural que exista uma Causa Primeira. Não vamos pensar que o universo apareceu espontaneamente de nada. De nada não se pode criar alguma coisa. Mas tudo isto são crenças.

A Criação está acima da compreensão humana. A ciência é humana.

A definição espirita de Deus é baseada na crença que tudo isto foi criado. E que a criação é Inteligente. Existe uma Causa primeira, logo existe desde sempre, não foi criada. E que é a Inteligência Suprema do universo.

Essa ciência de que falas não conheço. Pode ser, talvez, a ciência dos espíritos, mas não dos homens. Os espíritos da codificação, se é que existiram, disseram a Kardec que isso está acima da nossa capacidade de compreensão. Para não gastarmos a cabeça a tentar compreender Deus. Apenas aceitarmos a ideia que Deus existe.

Eu aceito que Deus existe e gosto muito da definição espirita: Inteligência Suprema, Causa Primeira de Todas as Coisas. Nisso estou sintonizado com o espiritismo.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 14 de Setembro de 2012, 01:21
Boa noite a Todos.
Segue abaixo algumas considerações do LE para reflexão.
Sobre a existência do mundo espiritual:

"As primeiras manifestações inteligentes aconteceram por meio de mesas se levantando e batendo, com um dos pés, um número determinado de pancadas e respondendo desse modo sim ou não, segundo fora convencionado, a uma questão proposta. Até aí, não havia nada de convincente para os céticos, porque se podia acreditar num efeito do acaso. Obtiveram-se, em seguida, respostas mais desenvolvidas por meio das letras do alfabeto: o objeto móvel, batendo um número de vezes correspondente ao número de ordem de ]cada letra, chegava a formular palavras e frases respondendo às perguntas propostas.
A precisão das respostas e sua correlação com a pergunta causaram espanto.
 O ser misterioso que assim respondia, quando interrogado sobre sua natureza, declarou que era um Espírito ou gênio, deu o seu nome e forneceu diversas informações a seu respeito.

Aqui há um fato muito importante que convém ressaltar: ninguém havia imaginado os Espíritos como um meio de explicar o fenômeno. Foi o próprio fenômeno que se revelou. Muitas vezes, nas ciências exatas, formulam-se hipóteses para se ter uma base de raciocínio, mas isso não ocorreu nesse caso."

"A segunda circunstância resulta da própria natureza das respostas que são, na maioria, principalmente quando se trata de questões abstratas14 ou científicas, notoriamente fora dos conhecimentos e algumas vezes além da capacidade intelectual do médium, que não tem consciência do que escreve sob influência do Espírito. Com freqüência, o médium não ouve ou não compreende a questão proposta, uma vez que pode ser feita numa língua que lhe é estranha, ou mesmo mentalmente; e a resposta pode ser dada por escrito ou falada nessa mesma língua. Enfim, acontece que muitas vezes o cesto escreve espontaneamente, sem pergunta prévia, sobre um assunto qualquer e inteiramente inesperado."

Essas respostas, em alguns casos, têm uma tal marca de sabedoria, profundidade e oportunidade, revelam pensamentos tão elevados, tão sublimes, que somente podem proceder de uma inteligência superior, fundamentada na mais pura moralidade. Outras vezes, são tão levianas, tão fúteis e até mesmo tão vulgares que a razão se recusa a acreditar que possam proceder de uma mesma fonte. Essa diversidade da linguagem e dos ensinamentos somente se pode explicar pela diversidade das inteligências que se manifestam. Estarão essas inteligências na humanidade ou fora dela? Esse é o ponto a esclarecer, para o qual se encontrará a explicação completa nesta obra, exatamente como foi revelada pelos próprios Espíritos."

"As ciências gerais se apóiam nas propriedades da matéria, que pode ser manipulada e experimentada à vontade; os fenômenos espíritas se fundamentam na ação das inteligências que têm vontade própria e nos provam a cada instante que não estão à disposição dos nossos caprichos. As observações, em vista disso, não podem ser feitas da mesma maneira; requerem condições diferenciadas, especiais e um outro ponto de partida. Querer submetê-las aos nossos processos comuns de investigação é querer estabelecer e forçar semelhanças que não existem. A ciência propriamente dita, como ciência, é incompetente para pronunciar-se na questão do Espiritismo; ela não tem que se ocupar com isso, e qualquer que seja seu julgamento, favorável ou não, não tem nenhuma importância.
O Espiritismo pode vir a ser uma convicção pessoal que os sábios possam ter como indivíduos, sem considerar a sua qualidade de sábios, isto é, a sua especialização e o seu saber científico. Contudo, querer conceder a questão à ciência equivaleria a decidir a existência da alma por uma assembléia de físicos ou astrônomos. De fato, o Espiritismo está inteiramente fundamentado na existência da alma e na sua situação depois da morte; contudo, é extremamente ilógico pensar que um homem deve ser um grande psicólogo porque é um grande matemático ou um grande anatomista. O anatomista, ao dissecar o corpo humano, procura a alma, e como o seu bisturi não a encontra, como encontra um nervo, ou porque não a vê sair volátil como um gás, conclui que ela não existe, porque se coloca sob um ponto de vista exclusivamente material. Resultará que ele tenha razão contra a opinião universal? Não. Vemos, portanto, que o Espiritismo não é da competência da ciência."

"Repetimos ainda que se os fatos de que nos ocupamos ficassem reduzidos ao movimento mecânico dos objetos, a procura da causa física desse fenômeno entraria no campo da ciência; mas, desde que se trata de uma manifestação fora das leis dos homens, ela escapa da competência da ciência material, porque não se pode exprimir nem por algarismos, nem pela força mecânica.
Quando surge um fato novo que não se situa no círculo de alguma ciência conhecida, o sábio, para estudá-lo, deve despojar-se de seu saber e considerar que é um estudo novo que não se pode fazer com idéias preconcebidas."

Continua..
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 14 de Setembro de 2012, 01:29
Continuação..

"O movimento dos objetos é um fato comprovado.
 A questão é saber se, nesse movimento, há ou não uma manifestação inteligente e, caso haja, qual é a origem dessa manifestação.

Não trataremos somente do movimento inteligente de alguns objetos, nem de comunicações verbais, nem mesmo das diretamente escritas pelo médium.
Esse gênero de manifestação, clara e evidente para aqueles que viram e se aprofundaram no assunto, não é à primeira vista muito convincente para um observador novato, por não a entender como independente da vontade do médium.
Não trataremos somente da escrita obtida com a ajuda de um objeto qualquer munido de um lápis, como o cesto, a prancheta, etc. A maneira como os dedos do médium ficam colocados sobre o objeto desafia, como já dissemos, a habilidade mais consumada de poder participar de qualquer modo que seja no traçado das letras. Mas admitamos ainda que, por efeito de uma habilidade maravilhosa, o médium possa enganar o olhar mais atento. De que maneira explicar a natureza das respostas, quando estão muito além de todas as idéias e de todos os conhecimentos do médium?
E, que se note bem, não se trata de respostas monossilábicas, mas muitas vezes de numerosas páginas escritas com a mais espantosa rapidez, seja espontaneamente, seja sobre um assunto determinado. Pela mão do médium, mais alheio e avesso à literatura, nascem, algumas vezes, poesias de uma sublimidade e pureza irrepreensíveis, que os melhores poetas se dignariam em assinar. O que acrescenta ainda mais estranheza a esses fatos é que acontecem em todos os lugares, e que os médiuns se multiplicam ao infinito. Esses fatos são reais ou não? Para isso, apenas temos uma resposta: vede e observai, ocasiões não faltarão; mas observai repetidamente, por um período e obedecendo às condições determinadas.

Diante da evidência, o que respondem os opositores? “Sois”, dizem, “vítimas do charlatanismo ou joguete de uma ilusão.” Diremos, primeiramente, que é preciso separar a idéia de charlatanismo de onde não há lucro; os charlatães não fazem seu trabalho de graça. Isso seria, então, uma mistificação.
Mas por que estranha coincidência tantos mistificadores teriam combinado em harmonia e concordância para, de um canto a outro do planeta, agir da mesma forma, produzir os mesmos efeitos e dar sobre os mesmos assuntos e em tão diversas línguas respostas idênticas, se não quanto às palavras, pelo menos quanto ao sentido? E o que levaria pessoas sérias, honradas, instruídas a se prestar a semelhantes artimanhas e com que objetivo?

Como encontrar entre as crianças a paciência e a habilidade necessárias para esse fim? Porque, se esses médiuns não são instrumentos passivos, será preciso reconhecer neles habilidade e conhecimentos incompatíveis com a idade infantil e com certas posições sociais.

Então, dizem que, se não há trapaças, os dois lados podem ser vítimas de uma ilusão. Numa avaliação lógica, a qualidade dos testemunhos tem grande valor; portanto, é o caso de se perguntar se a Doutrina Espírita, que hoje conta com milhões de seguidores, apenas os recruta entre os ignorantes? Os fenômenos em que se apóia são tão extraordinários que compreendemos a dúvida, mas não se pode admitir a pretensão de alguns incrédulos que julgam ter o privilégio exclusivo do bom senso e que, sem respeito pela decência ou o valor moral de seus adversários, tacham, sem cerimônia, de tolos todos que não estão de acordo com as suas opiniões. Aos olhos de toda pessoa sensata, ajuizada, a opinião das pessoas esclarecidas, que por muito tempo viram, estudaram e meditaram um fato, constituirá sempre, se não uma prova, pelo menos uma probabilidade em seu favor, uma vez que pôde prender a atenção de homens sérios que não têm interesse em propagar erros, nem tempo a perder com futilidades.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 14 de Setembro de 2012, 01:40
Sobre a existência de Deus:
" Questão 4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
-   Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a
causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo
existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem umacausa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

Questão 5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazemem si, da existência de Deus?
- A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma
base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa.

Questão 6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da
educação, resultado de idéias adquiridas?

- Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um
ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse
ensino, conforme se dá com as noções científicas.


Questão 7.  Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da
formação das coisas?

- Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma
causa primária.”

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria
tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que háde ter uma causa.


Questão 8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma
combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?

- Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser
inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.

A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios
determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária
ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a
inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.


Questão 9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior
a todas as inteligências?

- Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a
obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada
admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser,
que um sopro de Deus pode abater!

Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser
humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma
inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela
própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa
primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual
for o nome que lhe dêem.


Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Setembro de 2012, 02:05

Na realidade, de momento, eu acho que ninguém nos pode responder a essa questão da existência da vida depois da vida. É uma questão de crença.


Mas Vitor quem então revelou a doutrina a Kardec?
A existência da própria codificação não é uma prova de que existe vida após a vida?
Kardec era uma pessoa idônea. Não  ganhou nada com a codificação dos ensinamentos dos espíritos, a não ser problemas(perseguição, ridicularização, desdém).
Porque ele teria inventado então todos aqueles textos?
E o que dizer do Céu e Inferno, recheado de relatos de irmão desencarnados sobre suas novas condições?
Teriam sido fruto da imaginação de Kardec?
O que o amigo pensa da questão?
abraços
Susana


Não ponho em questão a seriedade de Allan Kardec. Isso seria mal dizer um pessoa sem razões para tal. Acredito que o homem estava convencido daquilo que escreveu sobre os fenómenos que constatou. Ou , pelo menos, não tenho razões para não acreditar que não estava convencido. Mas tudo aquilo não passa da palavra de um homem. Por esse critério, tudo o que é escrito por alguém que nos parece sério é uma verdade cientifica. Se a ciência estivesse dependente desse critério ainda estávamos na idade da pedra.

Imaginemos o inventor do motor de combustão, que faz mover os automóveis.

Ninguém dúvida que o motor de combustão existe, pois há milhões e milhões de automóveis por aí, movidos por esse meio.

Mas supomos que não havia nenhum motor de combustão para nós podermos ver. E que nos diziam que tinha sido inventado, há 150 anos, por um homem muito sério. E que na altura foi construído um motor,  que funcionava, mas que agora já não era possível construir mais nenhum motor com base nos mesmos planos ou projectos. Se eu realizasse um motor com base naquelas instruções ele não funcionava. Pelo menos comigo.

Das duas uma: eu pensava que as instruções estavam erradas, ou que o inventor do motor era um iluminado, com poderes especiais, que eu não tinha.

Ora Kardec nunca disse que era um iluminado, com poderes especiais. Disse que a mediunidade era um fenómeno normal e corrente. Que qualquer um que investigasse, tal como ele, chegaria às mesmas conclusões.

Um dia, se eu puder investigar e chegar às mesmas conclusões, tudo bem, pode passar a ser um fenómeno que eu constato por mim mesmo (mesmo assim ainda me posso iludir e pensar que é uma coisa e é outra - para ser ciência é preciso uma investigação que exclua todas as outras possíveis explicações). Até lá, para mim, é uma questão de fé. a fé não tem mal nenhum, mas fé não é ciência, é fé. Se eu constato o fenómeno e depois vou dizer a outro que não o constatou que ele existe, para ele é uma questão de fé na minha palavra.

Se nós estivéssemos num mundo perfeito, em que ninguém se enganasse, o teu argumento era bom. Mas não estamos. Todas as pessoas se dizem de confiança. Mas nem todas são (por erro, ou por fraude).

Mas a questão não é saber se a codificação corresponde à realidade ou não. Lá por uma pessoa não poder testar a tese não quer dizer que é mentira. Mas, para essa pessoa, é uma questão de fé. Não é um conhecimento cientifico. 

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Zé Ninguém em 14 de Setembro de 2012, 02:18
Mas tudo aquilo não passa da palavra de um homem. Por esse critério, tudo o que é escrito por alguém que nos parece sério é uma verdade cientifica. Se a ciência estivesse dependente desse critério ainda estávamos na idade da pedra.
Mas amigo Vitor  afinal quem era então a força inteligente que se manifestava? Sim porque havia uma força inteligente que respondia perguntas e se esta força não era física era portanto extrafísica.
Dê uma lida depois nos textos que trouxe da doutrina. Eles explicam melhor do que eu.
abraços
Susana






Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 14 de Setembro de 2012, 03:12
Amados,
Eu bem poderia responder esta questão unicamente com um sonoro... "SIM"!!!.

Desde que por necessidades de um homem actual, fosse:
Credor e fiador do criacionismo...
Consumidor inveterado dos modernismos, aficionado por shopping center's...
Totalmente descompromissado com sua própria vida...
Despido completamente de compromissos sociais, etc...etc...etc...

E...
De repente, se deparasse com a provação...

Então, as assertivas abaixo, por certo, encontrariam nele ressonância.

PREPARAÇÃO
Emmanuel
392 - Pode contar um médium, de maneira absoluta, com os seus guias espirituais, dispensando os estudos?
Os mentores de um médium, por mais dedicados e evoluídos, não lhe poderão tolher a vontade e nem lhe afastar o coração das lutas indispensáveis da vida, em cujos benefícios todos os homens resgatam o passado delituoso e obscuro, conquistando méritos novos.
O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação.
Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e á verdade.
Se um médium espera muito dos seus guias, é lícito que os seus mentores espirituais muito esperam do seu esforço.
E como todo progresso humano, para ser continuado, não pode prescindir de suas bases já edificadas no espaço, sempre que possível, criando o hábito de conviver com o espírito luminoso e benefício dos instrutores da Humanidade, sob a égide de Jesus, sempre vivo no mundo, através dos seus livros e da sua exemplificação.
O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma.
Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada.

Consumidores do Espiritismo...
Pretendem manejar os espíritos ao próprio talante.
Aspiram por soluções fáceis para as embaraçosas situações que geram, por insensatez ou descaso para com os deveres mais altos.
Desejam assessoria e acompanhamento espirituais constituídos por entidades veneráveis, embora o comportamento pessoal deixe muito a desejar.
Dispõem de problemas que não querem resolver, mas requerem que sejam equacionados pelos mentores, a pequeno esforço pessoal.
Felizmente esses consumidores da mediunidade, que a convertem em objeto, não constituem a generalidade dos que a investigam, nobre e conscientemente. Cada espírito é livre em si mesmo, no pensar, como no agir.
A maturidade ou infância espiritual de cada um responde pelas suas preferências, sendo lícito o comportamento que melhor condiz com a sua situação evolutiva.
JOANNA DE ÂNGELIS em OFERENDA - 3ª Ed. ALVORADA, 1980. -12 –

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Matheus RA em 14 de Setembro de 2012, 06:43
Antevazin,
Boa sorte nos estudos.
Para mim....e apenas mais uma teoria.


Vitor meu caro,
Posso ter dizer,que antes de ter me ¨convertido¨ ou ¨crente¨ Espírita e ficar impressionado com as respostas.
Eu era Agnóstico e tinha uma postura cética.

Porém,por incrível que pareça,nem conhecia muito o ceticismo e o agnosticismo.Que para mim,são apenas posturas filosóficas em relação as crenças.

Porém,sempre me questionei de coisas do espiritismo,sonhos,magnetismo animal......porém,você releva o que não acredita,e escolhe o que gosta.

Ai,eu entrei em um debate,aqui mesmo.E eu sempre,em geral,quando entro em debates,tento questionar os argumentos,mesmo que concorde com boas partes.Mas faço,para ter resposta diferentes da minha.E neste questionamentos,fui banido do fórum,pelo argumento de estar desviando o tópico.Mandei mensagens e etc...fiquei bem decepcionado.

Isto foi no final de maio.

Porém,isto foi excelente,pois tive mais tempo de me aprofundar em outras perspectivas...no próprio ceticismo que tinha largado de mão...

Depois,estudei novamente o espiritismo,porém,sem ficar concordando com os argumentos e sim ...questionando e avaliando.

E depois de muito avaliar,vi que era apenas uma crença.

Hoje,não descarto o espiritismo.Acredito que é algo improvável suas acepções.
Porém,não impossível.

Mandei e-mails e a centros,buscando uma reunião mediúnica ou com um médium.A grande maioria nem respondeu,e quem respondeu,tem uma certa burocracia,que e participar do centro antes e afins....porém,morro bastante longe de tais ¨grandes centros¨...

Hoje e bem simples.
Eu colocar o espiritismo no hall de provável.

E eu fazer um evocação a meu Espírito Guardião,e ele me responder,3 Perguntas.

2 Super Simples,que meu primo de 10 anos,saberia.
1 de Cunho espiritual.

E se der,fazer uma evocação para um ente falecido muito querido e que sinto muita falta.

Mas,o médium.Como um mediador.
Só quero as respostas.E não vejo porque tenha que dar as perguntas para ele.

Sinceramente,mesmo que eu não for digno de falar com este ente ou o espírito guardião...e um mediano ou uma criança...quiser responder as 2 perguntas básicas e ter lógica simples a resposta.


Sinceramente,formo-me em psicologia e entro em pesquisa sobre isto....e busco a fundo.

E se ver boas evidencias,defendo o ponto de vista e busco por pesquisa.
Usando todas as minha ferramentas,que vão desde estudo, oratória,comunicação,mobilização de contatos e afins.

Porém,até lá.

Vejo,que queremos ter fé e queremos responder perguntas fundamentais e que existem várias respostas e muitas opiniões,e quando existe isto e porque qualquer consenso está longe.

Nada errado em ter fé....
Porém existem na bíblia,homem que transformou água em vinho,andou sobre a água,curou cegos com a mão,fez vim a vida mortos em decomposição......cobras falantes....

Como existe no espiritismo,mesas que rodaram,voaram....mais de 1000 centros espíritas para escrever um livro...

E outras coisas,que não vejo ocorrer nos dias atuais.


Sinceramente,em 150 anos.O Cristianismo primitivo que saiu do oriente médio,tinha mais expansão de adeptos e muito mais perseguições que o espiritismo.

Em minha opinião a vida e dura,e muitas vezes,desmotivante.Não sei se são muitas as esperanças sobre o futuro ou para nós mesmo e nos outros seres....ou queremos algo a mais,ou um sentido de vida.

Mas olhando para o lado bom.
A Terra até agora e o único local com vida inteligente,posso tirar a conclusão,pelas evidencias que a vida como conhecemos e RARA.E que para que eu esteja vivo agora,foi um grande amontoado de ocorrências que deram CERTO e que levaram milhares de ANOS.Sinceramente,não sou rico.Porém,tenho um computador,água encanada,abrigo,um cereal com leite,comi hoje arroz com uma carne que pude queimar......

Comparando a problemas de milhares de africanos,indianos,e pessoas do sub continente asiático,que não tem nem a perspectiva de ter isto.

Tive sorte.Estou vivo,e vai ver.A nossa principal função e nós mantemos vivos.E nós podemos estar super valorizando os nossos problemas e criando vários deles.Em 50 Mil anos de historia do homem,nunca estivemos tão em paz e bem.

Não e o ideal,mas quando será?Será que da para alcançar algum ideal ou eles são apenas ideias mesmo.

Me perdoem pelo post longo.

Não sei se para postar no fórum,tem que ter agora avaliação dos moderadores...se não,me enviem uma MP,explicando o porquê tenho que ter esta avaliação aos meus posts.


No mais
Abraço

PS:Filho do Bino,Tu es um guerreiro,independente de espíritos ou não.
O importante e viver e estar vivo.
Força!

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Setembro de 2012, 12:01
Olá

A nossa discussão vai evoluindo. E, neste ponto da discussão, eu vou refazer a questão que é o titulo deste tópico. Ela não foi colocada da melhor forma para expressar o que eu queria dizer.

O FilhodoBino percebeu-me e já vi que sabe muito do assunto e que pode ajudar a encontrar respostas muito importantes. Houveram outras pessoas que também perceberam, como também houve pessoas que não perceberam, ou melhor: eu não me fiz entender para essas pessoas, não são as pessoas que têm culpa.

A pergunta é : Será o espiritismo a doutrina que pode dar forças psicológicas ao homem actual? É esta a questão. São as forças psicológicas a diferença entre manter-se vivo e suicidar-se. São elas que mais importam, enquanto estamos vivos. Depois de morrermos, outro desafio se coloca. Aí o espiritismo pode ter respostas interessantes, talvez.

A minha experiência pessoal é que, existam ou não, os espíritos não funcionam como muletas para as pessoas. As pessoas precisam de encontrar forças para viver, para além disso. Porque, quando precisarem a sério, quando estiverem desesperadas podem não encontrar espíritos nenhuns para as ajudar. Se encontrarem espíritos bons para as ajudar, tanto melhor. Fico muito feliz com isso. Eu quero o bem de toda a gente. Têm uma força suplementar. Se, mesmo sem o sabermos, existem espíritos bons que nos estão a ajudar, óptimo. Quando as dificuldades apertam a sério, todas as forças positivas são bem vindas. Quando digo a ajudar é a inspirar coragem, paciência e resignação. Isso é possível.   

Segundo a maioria dos espíritas, os espíritos que andam mais por aqui,  não só não são muletas, como ainda são mas é opressores. É como diz o Luciano: espíritos que são horríveis não vale a pena conhecer. Para mal, já basta assim, sem espíritos nenhuns.

Os bons não têm poder, ou não podem ajudar, ou não querem que eu saiba que me ajudam. Para que é que eu quero saber deles? Se eles não se me dão a conhecer é que não querem ser conhecidos. Ou então não existem por aqui. De qualquer modo, não posso contar com eles para a questão das forças psicológicas.

A crença na vida depois da vida é indiscutivelmente uma razão para não desistir. Mas será uma razão para levar a vida para a frente, quando as contrariedades são tantas que pensar em morrer é um alivio, para não mais sofrer? Eu gosto muito de psicologia positiva, tal como o FilhodoBino. Só que ele está muito mais avançado do que eu nos estudos.

Grande parte das pessoas só entende como jogam as forças psicológicas em situações muito difíceis. Há cientistas como Martin Seligman, que as estudam, por inerência de profissão, mas a maioria de nós só se apercebe da necessidade das forças psicológicas quando o chão lhe está a fugir debaixo dos pés, ou seja, quando elas lhe estão a faltar.

É bom que as pessoas não se sintam desamparadas. Deus queira que nunca se sintam assim. Mas devem preparar-se para prevenir, não vá o futuro pregar-lhes uma partida. Neste mundo isso é o mais comum. As desgraças não acontecem só aos outros. Todos envelhecem. Todos podem ficar doentes. Todos podem perder o sustento. Todos podem perder entes queridos.

Tenho um amigo da minha idade (51) que há algum tempo para cá passa a vida a dizer que nunca vai deixar de ser jovem. Ele não gosta de espiritismo e até tem preconceitos. Aqui não vem, imagino. Posso falar aqui à vontade (e também não o identifico: nem ele sabe de quem estou a falar). Ao estar a falar assim ele está a dizer-me que está aterrorizado com a velhice. O negócio não vai lá muito bem, isto aqui em Portugal está difícil. Isso fez o meu amigo ficar inseguro e sentir que já não está novo e já é mais difícil recomeçar. Está a ver os pais e os sogros em situação de velhice. E depois começou a pensar nas consequências da velhice. Eu sei isto tudo indirectamente. Ele foge para a frente. Diz que cada vez está mais valente. E que cada vez se sente mais jovem...Eu pergunto: em vez de fugir para a frente, não seria melhor arranjar forma de encontrar forças psicológicas para enfrentar a velhice? É melhor ser optimista. Mas, optimista autêntico. Não como se desse azar falar em não ser optimista (superstição). Ninguém se engana a si mesmo, nessas coisas. Pode enganar os outros, a si não.

O que parte da minha geração pensa, é que, se fica em condições extremas, que não dê para aguentar, suicida-se. Os que se dizem e parecem mais valentes, querem fugir se a coisa apertar. E muitos dos que parecem ter menos condições e ser mais fracos, aguentam-se como heróis. É porque estes últimos têm forças psicológicas que os outros não têm.       

Há pessoas que, em condições psicológicas completamente adversas, como um preso comum num campo de concentração nazi, que ainda ainda repartiam o seu pedacinho minúsculo de pão com os outros. Isto é fantástico. Isto dá esperança. Isto dá segurança. Diz-nos que há pessoas que se inclinam mais para o lado da decência do que da indecência. Incondicionalmente. Nas condições mais adversas que podemos imaginar. Não é fantástico?

E houve pessoa capazes de sobreviver a um ambiente tão adverso como um campo de concentração. Isso mostra-nos que é possível sobreviver a quase tudo. Isso não é fantástico? Mas também mostra que vale a pena procurar as forças psicológicas adequadas, antes que elas sejam muito necessárias.

A psicologia positiva mostra-nos que há pessoas decentes, sem condições. São mesmo assim porque querem, por opção, ser assim! São como aqueles alpinistas que são capazes de se superar a si mesmos e enfrentar altitudes de muitos km. Alguém acredita que eles fazem isso, perdem dedos e alguns até o nariz, só pelo dinheiro de algum prémio?

Só que as pessoas altruístas, como Teresa de Calcutá, ainda por cima, canalizam o seu esforço para fazer o bem. Ainda é mais difícil que os alpinistas. Estes últimos quando vencem ainda são reconhecidos. Quem faz o bem não pode contar com gratidão. Ele até pode vir, de onde menos se espera. Mas não se pode contar com ela.

Por isso é que Jesus é o nosso Mestre. Ele é o cumulo da virtude, para os padrões aqui da Terra. Ele desafiou aquelas bestas horrorosas que o levaram à crucificação por uma Causa Maior! Ele conquistou o lugar de Mestre e Guia, ninguém lho ofereceu. Deus não veio à ultima hora para o salvar daquela morte horrível, como nos filmes que acabam bem. Mas o objectivo daquele sofrimento era maior do que o sofrimento. E Jesus sabia, tinha a certeza, que a vida é eterna, segundo ele mesmo. Sabia mais do eu...       

As pessoas comuns não têm a mesma capacidade de Teresa de Calcutá, ou que aqueles alpinistas mais famosos. Mas muitas pessoas apreciam os valores éticos e morais. Sabem que, para vencer o egoísmo é preciso ser mais valente do que para enriquecer. Enriquecer não é mau, desde que não se prejudique ninguém. Até pode dar postos de trabalho. Mas a vida é de tal forma que é difícil enriquecer sem ser um grande vigarista (a não ser que se herde uma fortuna ou nos saia o euro-milhões (a lotaria europeia).

A virtude não precisa de condições. A virtude é uma arte, é um desporto difícil, é meritória. Não é preciso ser religioso para apreciar a virtude. Também não quer dizer que os religiosos não possam ser virtuosos (ainda agora falei de Teresa de Calcutá). Mas a virtude está acima das religiões. São as pessoas que fazem acções virtuosas que suportam as religiões. E não o oposto.           

A doutrina espirita explica que as pessoas mais virtuosas são almas mais antigas, mais sábias. É uma boa explicação.

A minha intenção não é denegrir o espiritismo. Eu estou farto de dizer que acredito em Deus, na vida depois da vida e em Jesus. Não é uma das principais mensagens de Jesus: - "a vida é eterna"?. Quem me interessa se quem retransmite as palavras de Jesus é o Manuel, o Joaquim, ou o Kardec?

A base da codificação espirita está na doutrina de Jesus. Sem Jesus tudo o que Kardec escreveu podia ser colocado no lixo. No meu caso até foram os evangelhos que me levaram ao espiritismo, e não o oposto. É Jesus a luz do mundo, não é Kardec. É Deus a nossa esperança. Sem Ele nada somos. Sem Kardec podemos passar. Há muito mais pessoas que não conhecem Kardec do que as que conhecem. São todos pessoas ignorantes? desgraçados a quem o conhecimento não chegou?   
 
A minha intenção não é retirar as forças psicológicas a quem as encontra no espiritismo. Essas pessoas estão muito certas. Ainda que alguém diga que não acredita na doutrina espirita, isso não é razão para as pessoas que acreditam desistirem. Se o espiritismo lhes dá forças psicológicas devem agarrá-lo de mãos ambas. 

Por isso, Susana, o fundamento do espiritismo está em Jesus. E não em Kardec. Kardec e Jesus não são comparáveis. Sem Jesus, Kardec era apenas um cidadão francês, anónimo, do séc. XIX, que o séc. XXI já tinha esquecido. Sem Deus, talvez Kardec nunca tivesse existido, não sei...

Eu não sei nada nem sou ninguém. Sou apenas um entre biliões, neste planeta, mais nada. Mas questiono as coisas. Não sou "uma Maria vai com as outras". Enquanto Deus assim permitir. 

bem hajam
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Setembro de 2012, 13:31
Vitor

Não será devido
as respostas
e também sobre seu posicionamento
que o fez mudar o foco da pergunta
ou melhor
a própria pergunta?

em suas colocações
percebi o amigo
se expressando como se estivesse passando por crises e conflitos

este nunca foi seu comportamento
Você sempre ponderou-se na razão e na fé
e sempre soube medir as direções de suas palavras

uma coisa que percebo é que muitas vezes as maneiras que são
conduzidos certos assuntos aqui no fórum
e por qualquer que seja
incluindo-me

parece-me que tem mais a intenção de
afastar as pessoas do espiritismo
do que conduzir a ele

tem -se medo
expoe-se medo
amedronta-se
acovarda-se
divide-se
ridiculariza-se

Fiquei preocupado
contigo

mas prossigamos

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Michel G. em 14 de Setembro de 2012, 14:44

A pergunta é : Será o espiritismo a doutrina que pode dar forças psicológicas ao homem actual? É esta a questão. São as forças psicológicas a diferença entre manter-se vivo e suicidar-se. São elas que mais importam, enquanto estamos vivos. Depois de morrermos, outro desafio se coloca. Aí o espiritismo pode ter respostas interessantes, talvez.

Bom dia Vitor, de certa forma você resume todos seus questionamentos nesse paragrafo, o tópico todo está limitado afinal nessa sua dúvida e em sua dificuldade, mas não encare isso como algo ruim, é bom questionar, melhor ainda quem pode ter uma ajuda como você está tendo de tantas opiniões.

Bem amigo, fica claro que passa por uma dificuldade e deixa isso de uma forma muito clara quanto as idéias que está apresentando, não vou entrar nesse mérito, vou me limitar apenas sobre a doutrina.

A doutrina é o que é, como já lhe falaram, releia como ela se apresentou, onde os próprios espíritos que citaram que eram espíritos, o efeito mesmo explicou sua causa, "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita".
Mesmo entendendo sua dificuldade no momento, ela nada muda em relação a realidade, ou a doutrina em si, eu já havia lhe escrito, as pessoas que tem dúvidas ou não compreendem o espiritismo.

Advento do Espírito de Verdade: O Espiritismo, vem lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz com que germinem as plantas e se levantem as ondas.

Se dá o mesmo fato em relação as ciências, nesse seu momento de dúvida, de dificuldade, você questiona a realidade da doutrina pelo fato das ciências convencionais não provarem ela, pois bem amigo, uma explicação simples, mas pontual e perfeita quanto a esse ponto:

Quando as pessoas pensavam que a Terra era o centro do Universo, nunca ela foi isso, não é por que todos acreditavam no contrário, ou por que a ciência da época com Galileu não havia descoberto o fato que a Terra um dia deixou de ser o que é, compreendeu amigo?

Isso é apenas quanto o seu questionamento quanto a comprovação da doutrina nas ciências ortodoxas posso colocar assim.

Agora Vítor, sinceramente, eu acho que depois de ler tudo que você vem escrevendo e compreendendo sua dificuldade não na doutrina em si, mas suas dificuldades pessoais e do momento, a resposta talvez seja não!

A doutrina é um estudo, para não colocar ciência, de constatação, perguntas e respostas, e verificação, mas principalmente de consequências morais de ordem absoluta racional, longe de ser uma religião convencional como as pessoas seguem, pois para quem a verdadeiramente a compreende, ela se encaixa como uma ciência de verificação e contatação e de consequência moral como eu havia dito, e se for colocada como religião, talvez apenas pelo fato de colocarmos essa palavra a tudo que está ligado ao entendimento de Deus.

Por que esse parágrafo é de maior importância nos seus questionamentos?

A doutrina, dizendo da melhor forma, é um entendimento, uma compreensão em verdade, onde o homem ao entender essa, vai se sustentar em si mesmo já, no seu entendimento e na sua razão e compreensão, e sabe quando bem entendida essa, que tudo depende de si mesmo, inclusive seu bem estar interno que se reflete no externo, e no seu esforço em se melhorar, a reforma Íntima que todos nós conhecemos.

Então amigo, sua dificuldade não é crer ou não na doutrina, em religião essa qual for, mas principalmente em Deus e confiar nesse, você nesse momento difícil está se convencendo que crer ou não que vai melhorar sua vida, quando em verdade, isso não vai mudar em nada sua situação.
O amigo vem pedir ajuda, não em sua dúvida, mas uma sustentação, algo para te manter em pé, e se não fosse nesse fórum poderia ser em qualquer outro, até entre amigos, pois o que está te faltando amigo é isso, forças para se manter em pé, sustentação.

Desculpa ser tão duro e franco amigo, mas a doutrina de fato não é o que vai te ajudar, pois ela é entendimento e compreensão, e a partir disso que vem do próprio homem a sustentação necessária, e no seu caso não é comprovação que lhe falta, mas a fé no sentido próprio da palavra.

Vítor, procure entender o que lhe escrevi, não por ser eu, mas pela mensagem em si amigo, tenha calma na vida, paciência amigo, para tudo na vida, apenas isso, paciência, se a situação está difícil hoje, apenas espere tranquilo ela passar.

"Quando parecemos sozinho no meio do mar em uma tempestade no meio da noite amigo, tenha fé e confiança pois Deus que está no leme de nosso barco, e tal como a vida, a chuva para e o céu volta a ficar limpo, e a noite como todas as outras volta a se clarear e o dia a nascer." :)

Amigo, não posso fazer nada mais por você, apenas pedir calma, pediria fé, mas quando até mesmo essa nos falta...Paciência.

Grande abraço.


Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Mourarego em 14 de Setembro de 2012, 15:16
Gente amiga,
esse tipo de tópico onde a subjetividade da questão inicial que trás o título é grande nunca deu em novo conhecimento...
Porém, se é mesmo a razão que grita ao homem aquilo de mais correto, permitam-me na forma de argumentação perguntar:
Aquilo que enleva, faz com que muitos sublimem as más tendências, modifica hábitos não bons, transforma e eleva o moral, pode ser nocivo ao homem?
Vocês decidem!
Abraços,
Moura
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 14 de Setembro de 2012, 15:27
Amados do meu coração...
Saúde e Paz a todos!
Filhodobino sabe nada, além do que já percebeu por sob a pele...
Então, o primeiro impulso foi me calar, e ficar na "tocaia", esperando para tentar perceber pelos outros, mas já aprendi que um filho de Deus que deseja evoluir, não aprende por osmose...
Aprende sentindo e entendendo pela própria percepção, e para isso não pode se acovardar e se esconder...
Várias foram as ocasiões que assim procedi, e aprendi que meus sofreres aumentavam...
Pedi ajuda para pensar, e percebi que tudo quanto eu merecia ter já estava servido sobejamente, já tinha a vida e viver é o quanto basta, seja de que modo for...
Aprendi que se quisesse evoluir, precisaria me tornar útil...
Ouvi com todas as letras... "Queres Ser útil?... Como pode um paciente do CTI pode ajudar a quem chega com os próprios pés no Pronto Socorro?

Aí está a resposta que a lógica diz... não pode ensinar...
Precisa entender que não é uma ilha de conforto e segurança, abençoado e santificado simplesmente por crer.
Então precisa se posicionar como evoluendo e se quedar em perceber o pensamento impessoal, como mensagens que partem de onde não se sabe onde, mas que tem existência real posto que, não tínhamos capacidade de pensar tão diligente/inteligente eficaz/eficiente e racionalizar.(lembremos-nos de Nicodemos... O Cristo de Deus explicou antes que acontecesse, para que quando acontecesse nós nos lembrássemos de já estava dito, o que comprova, não infirma que mesmo os doutores e mestres não sabem de onde vem nem para onde vai) - aqui também percebo os espíritos-espiritistas-cristãos, que proveram o cristianismo como religião, se enriqueceram, forçaram a natureza instintiva sexual, não libertaram as mulheres mantendo-as como objeto e quando o sofrimento lhe reformou o modus pelo qual selecionam os pensamentos, perceberam a utilidade de pensar bem, e após a codificação cada um a seu modo, se dispôs a emitir pensamentos de qualidade para servir a outrem se outrem quiser deles se servir, não mais evangelizando pelo medo e pela força, mas pelo racional...Muito menos Evangelizando mas simplesmente disponibilizando...  À nível de cada um no ponto evolutivo em que se encontram...

Nesse ponto o Espiritismo é a melhor ferramenta que conheci, para me ensinar a escolher quais pensamentos melhor se adaptavam ao meu entendimento...
Todavia foi o Espiritismo o primeiro passo...
Ficar só no Espiritismo, não faz um homem evoluir, posto que evolução se produz pelo próprio perceber, então precisa o evoluendo vivenciar experiências da vida de relação para assimilar por sob a pele.

Encontrei no Estudo do misticismo com Jesus, a explicação de todo imbróglio que os súditos do reino dos gigantes, que pensam que podem por si mesmos, pois isso é obra do instinto que trazemos nos passos evolutivos, nada é mágica nem na terra nem nos céus...
Então nesse ponto não basta crer nem ser religioso, precisa auto-educação, e como se auto-educa aquele que não se conhece?
Sentindo... Percebendo por sob a pele, o auto-conhecimento, que machuca ainda muito mais, e então para perceber melhor, esse auto aprendizado auferido pelo filosofar do próprio comportamento, e disponibilizando-o gratuitamente a quem dele queira auferir, pois esse conhecimento só pode vir de graça, pela graça do viver e pensar, vem com ele a resposta ao grito pelo perceber.

Aprendi... Não ensino, adote aquele que o quiser...
"Só fé, sem obras é inócuo"
"A melhor obra na regeneração é pensar bem e disponibilizar, posto que a maior fome da humanidade é educação no pensar e educação no perceber, para bem se comportar uns com os outros nas mais variadas correntes de diferenças e diferentes"
Só Fé e Religião não basta, é preciso aprender auto-domínio pela percepção de que só o exemplo constrói, mas não o exemplo material, o exemplo do bem se comportar, para dar chance ao raciocínio, raciocinar.
Aquele que ensina, mas se comporta mal, divide, não une, e seu ensino é inócuo, quando muito imposto, no que acaba também no inócuo.
Então como pensar bem?
O não ensinar é perceber que cada post tem um "tikinho" do todo, logo, é preciso perceber em cada post a impessoabilidade, e não responder ensinando... mas também pensando...
Estudar comparando, sem divisão, sem limitação, e aquele que se deixar enveredar pela ilusão que se iluda, não morrerá por ilusão, antes viverá em provação para se livrar da ilusão.
Há meios de impedir o que se tornar inconveniente ao todo.
Espiritismo sem religião, psicologia do comportamento somente para auto-análise em filosofia, e Cristo por exemplo, eu disse: Cristo o de Deus, não disse o Cristo do Cristianismo, porque o Cristo de Deus é o Cristo de João 1.1 e seguintes, é o que me fez chegar aqui, avançar eu vou posto que a fé não costuma faiá...( como disse-nos o poeta dos evoluendos do primeiro degrau).


Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Setembro de 2012, 18:22
Olá Moisés

Podes pensar o que quiseres. Podes dizer o que quiseres. És livre, não é proibido. Eu amo a liberdade de expressão.

Mas eu não me vou dar ao trabalho de te responder à letra, até porque falas sempre com meias palavras, ou lá o que é. Eu não entendo o que tu dizes, a maior parte das vezes.

Admito que o problema de entendimento possa ser meu, não te estou a acusar. Ou da diferença de culturas dos nossos países, ou da diferença das nossas vivências pessoais. Mas é um facto que tenho dificuldade de te entender, por vezes.

É verdade que a dor me alertou para o problema das forças psicológicas. Nisso estás certo. Mas não foi agora. Já foi há muito mais tempo. E nós temos dados trocados pessoalmente sobre o assunto. Não adivinhaste nada. Apenas não conheces o desfecho da situação, porque entretanto fomos perdendo o contacto. 

Mas quem é que não sofre, neste mundo? Não tenho que me queixar. Pessoas que sofrem são muitas. E quando olhamos para o lado há sempre alguém que está pior.     

Não menciono mais o teu nome nos meus posts, porque me pareceu que isso é ofensivo para ti. Não me passava isso pela cabeça, mas agora já sei. Podes estar sossegado. Mas tu podes mencionar o meu nome sempre que te apetecer. Ou não o mencionar, se não te apetecer. Isso para mim é indiferente. 
 
As pessoas podem não concordar umas com as outras, mas conseguir conversar. Mas para duas pessoas conversarem é preciso que ambas o queiram. Eu converso com toda a gente,  se o assunto me interessar, claro...Mas só converso com queira conversar comigo, obviamente.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Setembro de 2012, 18:44
Olá mgbr7

A doutrina que ignora as dificuldades da vida é o Hedonismo. Não é o espiritismo.

As minhas dificuldades na vida não são maiores do que as da maioria das pessoas da Terra têm. Quando olho para o lado vejo sempre pessoas em situações piores do que a minha. Não vejo porque razão isso me deveria impedir de questionar as coisas. Se a pessoa tem algumas dificuldades, a necessidade de se questionar ainda é maior, ou não? 

As respostas aqui obtidas é que deixam a desejar, amigo mgbr7. Não são as questões. As questões são questões. Ou têm resposta ou não têm.

Uma doutrina que responde às questões que lhe colocam com: "tens de crer sem ver", é porque não tem nada para mostrar. É uma religião, igual a todas as outras. Nada mal haveria nisso, se não fosse apresentada de outra forma.

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 14 de Setembro de 2012, 18:46
A pergunta é : Será o espiritismo a doutrina que pode dar forças psicológicas ao homem actual?

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/120/#ixzz26T1a29wc

O psicólogo dos psicólogos bem o pode...


O Reino de Deus - Haroldo Dutra Dias (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUVSVjhMakh1V1RjJmFtcDtsaXN0PVBMN0EwQkZFNjYzQzZEOUM4QyZhbXA7aW5kZXg9NCZhbXA7ZmVhdHVyZT1wbHBwX3ZpZGVvI3dz)

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 14 de Setembro de 2012, 18:58
Olá Moisés

Podes pensar o que quiseres. Podes dizer o que quiseres. És livre, não é proibido. Eu amo a liberdade de expressão.

Mas eu não me vou dar ao trabalho de te responder à letra, até porque falas sempre com meias palavras, ou lá o que é. Eu não entendo o que tu dizes, a maior parte das vezes.

Admito que o problema de entendimento possa ser meu, não te estou a acusar. Ou da diferença de culturas dos nossos países, ou da diferença das nossas vivências pessoais. Mas é um facto que tenho dificuldade de te entender, por vezes.

É verdade que a dor me alertou para o problema das forças psicológicas. Nisso estás certo. Mas não foi agora. Já foi há muito mais tempo. E nós temos dados trocados pessoalmente sobre o assunto. Não adivinhaste nada. Apenas não conheces o desfecho da situação, porque entretanto fomos perdendo o contacto. 

Mas quem é que não sofre, neste mundo? Não tenho que me queixar. Pessoas que sofrem são muitas. E quando olhamos para o lado há sempre alguém que está pior.     

Não menciono mais o teu nome nos meus posts, porque me pareceu que isso é ofensivo para ti. Não me passava isso pela cabeça, mas agora já sei. Podes estar sossegado. Mas tu podes mencionar o meu nome sempre que te apetecer. Ou não o mencionar, se não te apetecer. Isso para mim é indiferente. 
 
As pessoas podem não concordar umas com as outras, mas conseguir conversar. Mas para duas pessoas conversarem é preciso que ambas o queiram. Eu converso com toda a gente,  se o assunto me interessar, claro...Mas só converso com queira conversar comigo, obviamente.

bem hajas

Olá Vitor
agradeço suas colocações

desculpe-me pelas minhas meias palavras
confesso-te que nunca havia observado minha colocações
por este prisma,
mas também nao confirmo que seja totalmente desta maneira
as minhas colocações,
jamais havia medido questão alguma
pela ótica cultural
seja qual for o pais de origem...
até por que o meu pais de origem
possue uma imensa diversidade cultural
que muitas vezes beira o extremoe na verdade beira mesmo.

O que realmente eu não tenho, por variadas circunstancias
é uma cultura acadêmica...
isto eu não tenho
pois esta cultura,creio eu,
auxilia muito no rompimento de qualquer barreira,
ao menos deveria

Não me expressei apenas pela liberdade que tenho,
não foi isso,
pois muitos não tem liberdade e nem por isso
temem se expressar, se expressam mesmo.

Nunca expus nada pessoal que lhe toca
e nem me expus sobre esta questão
de qualquer contato que seja que houve
entre eu e voce...

Lhe peço desculpas pelo meu comportamento
mas não estou a advinhar-lhe,como dizes
isso não Vitor
estou a sentir-lhe
pela sinceridade do seu expressar em seus escritos.

Me interessei pela sua observação inicial
pertinente a sua observação em seu país
e também sua indagação relativa ao espiritismo...
achei-a clara e prudente
mas meu parecer é apenas uma apreciação pessoal
a sua maneira de expressar

Envei a amigos seu depoimento inicial
e obtive algumas respostas
de onde apontaram um pessimismo
da parte do autor que é você,
por esta razão, como foi apenas opinião
não quis reproduzir no tópico
(apenas isso)

as minhas colocações ultimas
que tem peso de entendimento de meias palavras
segundo seu entendimento
diz respeito apenas
as suas ultimas colocações
antes da minha postagem

coloco a minha responsabilidade pessoal
de postar e de interpretar seus textos
como todos fazem
e isso não apenas por direito,
mas por dever e respeito,
já que me cadastrei no Fórum.

e sei também que muitas vezes estrapolo
em minha maneira de ser.

Todos os que participaram deste tópico lhe dirigiram a palavra
por entender nas suas colocações
totamente exposta a sua pessoalidade

Não fui diferente

..............

Nem sempre sintomas de mediunidade surgem
com desarmonias psiquicas e ou descontrole emocionais
quem dirá pertubações obsessivas

A mediunidade também esta presente nas proximidades
do nosso intelecto
que fomulando questões
representa nada mais nada menos
que as cobranças dos espiritos que nos senhoreiam, nos rodeiam
...grupos que pertencemos ou já pertencíamos.


Entendo que,
para uma visão ampla
só corresponderá uma sensibilidade ampla

Sou daqueles que pensam
e creem nas influencias dos espíritos em nós,
muito mais mesmo do que nós pensamos

Nossos assestrais gritam socorro
e temos para com eles mais responsabilidade do que pensamos
a responsabilidade de instruirmo-nos.

Se não enxergamos a modificação na vida no pós
vida
é por que na verdade estamos ouvindo constantemente
das almas
que após suas mortes, nada mudaram
devido ao  que deveriam ter mudado enquanto vivos
e nada mudaram.


bom!
novamente minhas meias palavras


abraços










Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 14 de Setembro de 2012, 20:22
Amados vale a pena refletir...
A pergunta é : Será o espiritismo a doutrina que pode dar forças psicológicas ao homem actual?

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/120/#ixzz26T1a29wc


O Espiritismo bem responde, mas precisamos sair do quadrado que nos limita o pensamento...

Haroldo Dutra Dias - Parábolas de Jesus Ensinos para o mundo de regeneração - parte 1/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUxqR2FNT2FuNkJJJmFtcDtsaXN0PVBMN0EwQkZFNjYzQzZEOUM4QyZhbXA7aW5kZXg9NiZhbXA7ZmVhdHVyZT1wbHBwX3ZpZGVvI3dz)

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 14 de Setembro de 2012, 23:54
      Amigos do fórum e do estudo deste tópico, temos de refletir, de raciocinar se verdadeiramente desejamos entender aquilo de q estamos falando ou estudando.  Vamos a isso!
..............................
      Amigos Antevazin e Susana (ref msg #67)me permitam apenas algumas poucas palavras.

      Cel: meus queridos amigos, nem a espirita, nem qualquer outra doutrina está livre de incoerências, estranhezas, respostas não conclusivas e mesmo contradições. Quem estudar com atenção verá isso.

      Susana (msg #67): se eles dizem o porquê de existir sofrimento e se tenho por princípio que sabem mais do que eu (do contrário não teriam sido responsáveis pela revelação espírita) aceito suas explicações, não sem questionar de forma passiva e alienada, mas porque elas são coerentes, lógicas e sensatas.

      Cel: minha amiga, embora eu presuma q a amiga, como “colaboradora”, talvez, diga q o tópico não está tratando do “porquê do sofrimento”, mas como foi vc mesma q trouxe esse assunto ao tópico, na msg #67, me permita perguntar: qual é a explicação q os espíritos dão quanto ao “porquê de existir o sofrimento” (esta frase foi vc mesma q colocou acima)?  É evidente q a resposta vai lembrar todas aquelas numerosas questões q estão respondidas no OLE,  isto é q: o espírito tem, imperiosamente, de sofrer para aprender a se tornar melhor; para a expiação de faltas; por provas escolhidas; missão assumida; porq tem mesmo de existir sofrimento para punir aquele q, por sua vontade, pratica o mal (DE: “não há descrição possível dos sofrimentos atrozes q constituem a punição de certos crimes”! DE: “os espíritos, q vêem aquele q está sob sofrimento, se afligem mais pela falta de ânimo q o retarda, do q com os sofrimentos em si mesmos, pois estes são todos passageiros”); por cometer erros no uso do livre arbítrio (como disse Kardec: todo os males do mundo – e, evidente, os sofrimentos decorrentes - vêm do “mal uso q o homem faz de seu livre-arbítrio”); pelas imperfeições q possui (DE: “qto menos imperfeições, menor o tormento”); pelo abuso q o espírito faz de sua vontade... etc.

      Resumindo, esta é a explicação dos espíritos: “o sofrimento existe, pois foi criado por Deus, pela necessidade de ensinar, pelas dores e lágrimas, aqueles q fazem o mal por vontade própria, pois o sofrer é o método mais usado e mais eficiente q o Criador, de infinito Amor, afinal, o “único método” q aquele q é infinitamente Sábio criou para q suas criaturas, q só entendem a linguagem dos sofrimentos, porq são néscias e ignorantes,  aprendam a evoluir”! 

      Contudo, amigos, ninguém se aprofundou nessas questões para procurar conhecer quais as verdadeiras causas q têm como efeito a prática de faltas, de fazer o mal por vontade própria, de erros e mau uso do livre arbítrio, do abuso da vontade pessoal, a existência de tantas imperfeições etc. As verdadeiras causas estão lá atrás, longe de nosso entendimento, pois ficamos, apenas, na superfície das questões!

      E, como se falou, também, de incoerências, me permitam perguntar: como será q os espíritos explicariam esta estranha resposta (a explicação não está na doutrina): “há espíritos q, desde o princípio, se encaminham para o bem absoluto, eqto outros, também, desde o princípio, se encaminham para o mal absoluto!”. Como os amigos explicariam isso, se desejassem compreender essa afirmação da doutrina? 

      Susana: O mundo não se molda a nossas crenças, somos nós que temos que nos adaptar a realidade dos fatos.

      Cel: é exatamente isso q acontece; o mundo, a escola da vida é q nos molda sob todos os aspectos, desde o caráter, sentimentos, desejos, o nosso futuro etc. Até mesmo nosso entendimento e compreensão, nossa vontade, nossas obras, vêm do q a escola do bem e do mal, incessantemente, nos ensina. Nós, todos nós, neste exato instante, somos o resultado de todas as causas e efeitos q, antes de nós, ocorreram em nossa linha ascendente, desde os mais remotos antepassados, e q ainda estão ocorrendo no dia-a-dia de aprendizado na vida. Nada brota espontaneamente de nosso íntimo; nosso interior, bom ou mau, inteligente ou obtuso, solidário ou egoísta, humilde ou orgulhoso, resulta de todas as ações exteriores q sobre nós exercem influências (tanto no sentido do bem, qto no do mal, portanto), pela provocação de reações correspondentes às ações exteriores. Se bem refletir, os amigos vão perceber q nosso interior é, exatamente, o q o exterior provoca, ou faz q seja, com as inumeráveis experiências /lições q a escola da vida nos proporciona. Nada brota, sem motivo, em, ou de, nosso íntimo; tudo q em nosso intimo nasce e existe, foi provocado pelo q o exterior nos faz perceber através dos canais de percepção ou de relação com o mundo. Nada é moldado em nosso íntimo por nós mesmos, mas pelo q ocorre fora de nós! Porq vc é boa, senão porq as experiências da vida a fizeram ser boa? Do mesmo modo, se vc é má porq é má senão porq as experiências da vida afizeram ser má? Do mesmo modo, porq aquele homem é orgulhoso e aquele outro é humilde? Tudo q nós somos agora, resulta do q a vida construiu em nós!......................
...................................................................
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 15 de Setembro de 2012, 09:29
Olá

Obrigado amigo FilhoDoBino pelas suas dicas. Vou tentar aproveitá-las.

bem haja
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 15 de Setembro de 2012, 13:37
Amado irmão Victor,
amados irmãos companheiros desse fórum,

O que ilustra de forma reforçadora em minha mente, nessas reflexões, é a compreensão de assimilo com as três parábolas citadas.
É a citação de que ficou evidente no minha compreensão é o aspecto que compreendo acerca do que seja misericordioso com relação à alteridade.
O cristo de Deus disse uma parábola dirigida a cada grupo mentalmente graduado em evolução e naturalmente quando o Cristo de Deus disse uma parábola a cada grupo, fazendo-se entender por todos os tres grupos é razoável perceber que outros grupos não tinham percepção para perceber a linha de raciocínio que outro grupo via com clareza...
Penso a Gestalt fazendo isso mesmo mas de forma inversa, vejo o direito adotando alteridade como que forçando o menos culto a compreender as ideias do mesmo modo que o doutor...
Exemplo:
Quando os silvícolas disseram que os civilizados eram loucos pois pensavam com a cabeça, estavam redondamente errados, pois o ser humano(na visão deles) pensavam com o estômago.
Doutores, citaram essa preocupação com cinismo pouco caridoso...
Não assistimos isso no fórum a cada elevação de ânimus?
Não está escrito nas nossas leis que nenhum de nós pode alegar inocência por desconhecer leis efetivamente promulgadas, mas não estamos a perceber que até o STF está a aplicar essa alteridade de forma reversa, com relação a alguns indiciados, para não condená-los no caso mensalão. Na regeneração até a suprema corte, está aceitando pensar com reforços de justificativas mais humanizadas e adequadas a nova era... Porque insistimos teimando em trilhar a linha reta, mesmo que para isso teríamos que magoar algum outro filho de Deus?

Percebo em você, caríssimo, com serenidade manifestando que o engano em se comunicar foi de sua parte, quando alguém não compreendeu o que o amado disse... Sabemos que as ciências mercantis, obriga ao comunicante o dever de se fazer entender, senão os esforços de marketing, serão inócuos, porque o consumidor menos esclarecido não compreendeu, desobrigando o comunicado do esforço de entender e apontando ao comunicante o dever de se fazer entender.
Devemos todos, seguir esse seu caridoso exemplo, e veremos que tantas dissenções serão minimizadas rapidamente...
Na forma que aprendi pensar filosofando o comportamento poderia denominar esse comportamento mental e verbal como alteridade reversa, mas pelo exemplo do Cristo de Deus, há dois mil anos, e pelo comportamento mental dos espíritos-espíritas, que disseram a chico que quando algo contrariasse o entendimento de alguém com relação a codificação, que se adotasse o escrito na codificação... Seria este conselho uma razão para se pensar a codificação ininterpretável? Penso que não, vejo esse conselho de Emmanuel, como reforço mentalizador para chico, que respeitasse a retidão ortodoxa interpretativa dos doutores que com tanto zelo e amor se debruçaram sobre a codificação na tentativa de deslindar tantas idéias apregoadas e essa quantidade de assunto a que a codificação precisou pelo menos tangenciar para nos legar idéias menos distorcidas acerca do que o pensamento universal sabe que seja o melhor para nós evoluendos.
Na forma que aprendi pensar filosofando o comportamento poderia justificar, inúmeras citações em vários posts de minha autoria rejeitados como distorcedores do assunto... Então qual o sentido de discutir? Calar-me, não responder, silenciar, é muito mais caridoso, que tentar convencer a outrem de minhas razões...
Então passei a citar passagens atinentes e fazer meu comentário em itálico, para tentar ser mais conciso o que estava a desejar contribuir na reflexão...
Claro, aproveito sua caridosa manifestação a meu respeito e aceito com humildade, rogando a nosso Pai Maior que não me deixe envolver por pensamentos de outrens pensamentes, desejosos de me induzir vaídade, mas, confirmar meu amor por este fórum e pela gratidão que sinto pela acolhida tão util para minha própria evolução a partir do momento em que fiquei impossibilitado a sair de casa para estar indo ao centro Espírita, e ficar mais de meia hora sem o uso de fraldas, o que em casa me é perfeitamente possível.
Nada faço por lucro ou ganho em excessão ao meu ganho em aprendizado...
Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: filhodobino em 15 de Setembro de 2012, 15:52
Amados do meu coração...
Saúde e Paz a todos e um final de semana rico em possibilidades de reflexões positivas...

amados, seria impossível, atentativo a honra de quaisquer crenças, coligar os pensamentos abaixo expostos, com a psicologia filosófica do comportamento, no que tange ao que os doutores chamam de psicologia cognitiva?
Não é um pensamento que nos conduz à percepção de uma evolução naturalmente assistida?
Qual o prejuízo, nessa comparação de estudos?

Palestra: Anjos de guarda. Espíritos protetores, familiares ou simpáticos - Graça Maciel (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVhVSzlGRzZvQkNjJmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)

Saúde e Paz!
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Elsamar em 27 de Setembro de 2012, 14:53
Amigo Vitor Santos,

acredita que a tua angústia é a minha angústia e a de muitos, por isso não estás sózinho.
Por muito que nos digam isto e aquilo, a inquietação continua. Mas até Madre Teresa de Calcutá, de quem tanto falas passou por isso. Chama-se a "noite escura do espírito" ou a "noite passiva" e parece-me a mim que faz parte de um processo deveras importante, mas de muito sofrimento.
Deixo-te um texto que talvez te possa dar alguma luz:

"Ainda não faz muito tempo, a imprensa divulgou o conteúdo de cartas que Madre Teresa de Calcutá escreveu durante 66 anos a colegas e superiores. Aliás, tal conteúdo é tema do livro Mother Teresa: Come Be My Ligth, cuja tradução em língua portuguesa já foi publicada.

Nas cartas, Madre Teresa fala da aridez espiritual pela qual passou, do sentimento experimentado de que Deus a havia abandonado, do perturbador silêncio de Deus em sua vida.

O fato assustou a muitos, pois que se puseram a perguntar: "Como pode uma religiosa como Madre Teresa, que se entregou totalmente ao serviço de Deus, passar por tormentos na vida espiritual?", ou ainda: "Terá Madre Teresa duvidado da existência de Deus?"

As provações na vida espiritual não são desconhecidas dos santos. O que Madre Teresa expressou em suas cartas é bastante conhecido entre os grandes mestres da vida espiritual. E não nos devemos escandalizar com isso. Deus tem seus caminhos para conduzir o homem à santidade perfeita, caminhos que não são os nossos, conforme o dizer da Escritura: "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos, diz o Senhor" (Is 55, 9). Uma grande alma, bem próxima de nós, que também passou por provações terríveis na vida espiritual, foi Santa Teresinha do Menino Jesus.

São João da Cruz (séc. XVI), um dos maiores místicos da Igreja, ensina que sem "noites escuras" não se pode aproximar de Deus como convém. "Noite escura" é o termo que o santo doutor achou para, metaforicamente, falar do processo de purificação da alma, que se dá na obscuridade da fé e que nos dispõe para o matrimônio místico com o Senhor.

Na noite chamada ativa, a alma age auxiliada pela graça no sentido de renunciar a tudo que não é Deus, o que não se faz sem dor e provação. Mas a noite ativa apenas prepara a segunda noite: a passiva. Na noite passiva, a alma, sem nada fazer, sofre de modo inusitado um influxo especial de Deus que, como fogo ardente de caridade, a queima e purifica; é nesta purificação passiva que a alma enfrenta as maiores provações, já que o fogo divino nela procura queimar tudo o que é amor próprio e todo apego desordenado às criaturas, para que ela se esvazie de tudo o que não é Deus, e, na completa pobreza espiritual, deixe espaço para que Deus seja o seu Tudo.

Nessa noite escura passiva, a alma vive exclusivamente da fé, da pura obscuridade da fé, sem auxílio algum dos sentidos e sem consolação do espírito; aliás, vive com grande sofrimento e aridez, porque o fogo divino consome as raízes mais profundas do orgulho. Mas vive na fidelidade. Quando a alma atinge a completa pobreza e nudez espiritual, parece-lhe que até Deus a abandonou.

Ora, o que sucedeu com Madre Teresa de Calcutá foi algo semelhante. Ela passou, para usar a terminologia de São João da Cruz, pela noite passiva. E, embora não encontrasse auxílio nos sentidos nem no espírito, viveu perfeitamente a sua fé. Isso nos mostra que a fé não se reduz jamais a um sentimento, a uma emoção, nem mesmo à consolação espiritual. A fé é muito mais.

Em última instância, a fé é um ato da inteligência e da vontade que se firmam em Deus, mesmo quanto tudo parece forçar em direção contrária. Mesmo na aridez e no tormento da nudez espiritual, mesmo sentindo o abandono e o silêncio de Deus, Madre Teresa não renunciou a Cristo. "O amor não consiste em sentir grandes coisas senão em ter grande desnudez, e padecer pelo Amado", dizia São João da Cruz.

As atitudes de Madre Teresa de fidelidade a Deus até a morte e de dedicação plena aos necessitados por amor a Deus mostraram que, embora não tivesse motivações sentimentais ou consolações espirituais para ser fiel, ela foi capaz de se manter fiel na obscuridade da pura fé, isto é, foi capaz de caminhar na densa noite na esperança da aurora que Deus lhe reservava. Deus assim a preparava para a suprema união mística..."

Pe. Elílio de Faria Matos Júnior

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: hcancela em 27 de Setembro de 2012, 17:08
Olá amigos(as)


Por isso caros amigos(as) é que a Doutrina Espirita traz na sua Matriz principal..

" O verdadeiro espirita, é aquele que faz esforços, por se melhorar"

Para mim até nesta frase tem grande valia, desde que bem compreendida.

Por isso é que todos que aqui vêm a este Planeta(salvo raríssimas excepções) muito tem que trilhar no caminho até Deus(perfeição relativa), por isso é que as dúvidas lhes vêm há mente por uma questão(penso eu) de rever o que fazem ou que podem fazer, que para mim bem razoáveis, do tipo parar para pensar. Só Deus não tem dúvidas, tudo o resto têm e muitas, mas como será óbvio uns mais do que outros conforme a sua evolução.


Nada vejo de mal em questionar os nossos pensamentos e estes por vezes nos assolam de uma forma menos boa, mas isto é uma boa forma de vermos o caminho e se ele de facto é correto ou não. Creio que os seres mais iluminados revêem constantemente os seus pensamentos, para que assim vejam quais as suas atitudes, se eles são de (Deus) ou não.
" Orai e vigiai" disse Jesus, crendo eu que isto se enquadra nestes meus pensamentos.


Saudações fraternas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Setembro de 2012, 17:26
Obrigado pela tua resposta, amiga Elsa.

Também me fizeram confusão essas reflexões, de Teresa de Calcutá, pois já tinha lido artigos sobre isso. Mas eu continuei a admirá-la da mesma forma. E falo muito dela porque ainda está muito presente. Desencarnou há relativamente pouco tempo. E podemos ter dúvidas em relação a muita coisa, mas não em relação à sua fantástica obra. As palavras podem dizer muita coisa, mas os actos têm muito mais credibilidade.

Eu admiro as pessoas altruístas, independentemente das crenças religiosas. E curiosamente Teresa de Calcutá é uma figura que está acima das religiões. Penso que os ateus também apreciam aquela capacidade de amar fantástica.

Sem me comparar com Teresa de Calcutá, o que seria absurdo, pois não há comparação possível (infelizmente para mim), admito que as nossas dúvidas possam ter algo em comum.

Ela lidava com a miséria extrema, a toda a hora, com as próprias mãos, e era natural que pensasse: "porque é que Deus permite tanto sofrimento aqui na Terra?". A igreja católica não tinha resposta para isso. Sendo indiana ela talvez conhecesse a teoria da reencarnação, mas os católicos rejeitam essa ideia.

Eu não lido com a miséria extrema, nem tenho tido de suportar condições de vida realmente difíceis, do ponto de vista material. E se eu tivesse a força psicológica de Teresa de Calcutá, não teria colocado aqui este tópico. Porque aquilo que estava em jogo para mim, era a questão das forças psicológicas e o papel do espiritismo nas mesmas.

Alguns espíritas, contudo, dizem-nos, por um lado, que o espiritismo é uma ciência. Por outro lado, dizem-nos para "crer sem ver". Ora essas duas posturas é que não são coerentes entre si. Se é algo que se prova é uma coisa, se é uma crença é outra coisa.

A conclusão que eu cheguei, até agora, é que, para mim, é uma crença. Eu creio na vida depois da vida. Mas ainda ninguém me conseguiu provar nada. Mas ninguém é obrigado a fazê-lo. E mesmo que uma pessoa mo queira provar, pode não lhe ser permitido, como dizes. Mas então não é ciência, pois a ciência é algo universal, que se pode provar a toda a gente. A ciência não depende do cientista, nem do aluno de ciência. É universal e independente das pessoas. Se assim não for é crença.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Elsamar em 27 de Setembro de 2012, 17:41
Só uma correcção Vitor.

Madre Teresa não era indiana. Na realidade ela chamava-se Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, na Macedônia e era filha de pais albaneses.

Eu acho que a inquietação do espirito, por um lado é penosa, por outro lado leva-nos à evolução.

Mas importante é pensarmos pela nossa cabeça, pois a verdade absoluta ninguém conhece.
Abraço.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Setembro de 2012, 18:26
Olá Elsa

Ela naturalizou-se indiana. Ambos temos razão.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 27 de Setembro de 2012, 18:29
Olá Elsa

Citar
Mas importante é pensarmos pela nossa cabeça, pois a verdade absoluta ninguém conhece

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/135/#ixzz27gyf3juX

Concordo a 100% contigo nisto.

bem hajas
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Matheus Guisoni em 27 de Setembro de 2012, 19:20
Olá a todos do tópico!

Pessoalmente para mim essa é uma das mais importantes discussões, pois no futuro ela será muito pertinente.
Gostaria de indicar, para os que não leram, a ler o livro "Transição Planetária" psicografado por Divaldo P. Franco, o qual ilustra, através de uma exposição do irmão Órion, este duelo da consciência de alguns espíritos que aqui estão.
Tenho comigo que, este duelo é um início de inquietação por parte de nós mesmos, ao percebemos que as aparentes "necessidades" terrenas, são na verdade efêmeras e sem valor para a Vida Verdadeira, por isso também é um pouco "difícil" ser Espírita, pois saimos da zona de conforto que a maioria das religiões exaustivamente tentam manter. Mas a evolução é uma lei...
Muito bem, gosto de ver que mais e mais espíritos aqui, estão tendo essas inquietações, sinal de que a população está se modificando.
Exemplos grandes sempre há, para nos amparar e para servir de esteio e diretriz para nossas escolhas, escolhas essas que demonstram nossa grandeza ou comodidade de espírito. Os melhores remédios são os amargos, pois nos lembram de nossa fragilidade e da necessidade de sufocarmos o orgulho e o egoísmo que nos vendam.
A dor da angústia é uma das mais nobres travessias para a servidão do Bem, Sejamos fortes, pois não é o paraíso que nos aguarda, e sim uma grande terra a cultivar.

Até mais meus companheiros.
Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 13 de Outubro de 2012, 19:48
      Amigos do tópico,

      Esta resposta é continuação da msg #138, de 14 Set 2012, acima.

      A amiga Susana escreveu: Tem uma passagem no início do LE que diz algo nesse sentido: Deus existe, credes nisso, isso basta. Não se percam em um labirinto de onde não vão poder sair. É isso que ocorre com todo ser humano que tenta sondar o insondável, se perde em um labirinto, em um verdadeiro redemoinho mental e se desfoca de sua verdadeira missão.

      Cel: minha amiga, todo efeito tem uma causa. Então, me perdoe lhe apresentar pequena questão: qual é a causa q tem como efeito q uns seres humanos tentem sondar o insondável, e q, com isso, “se percam em remoinhos e labirintos mentais”, enquanto q outros se satisfazem com a frase “Deus existe, credes nisso, isso basta!”?
      Por favor, analise se essa causa está <além> da, ou <transcende> a causa primária, a causa de todas as causas e de todos os subsequentes efeitos q vemos no mundo. Afinal, todo e qualquer efeito não tem sua origem numa causa q vem da “causa de todas as causas”? Alguma causa, ou algum efeito, teria nascido de algo q esteja além da causa de todas as causas, isto é, de algo <independente> da causa de todas as causa?

      Su: Como disse, questionar, refletir, raciocinar como diz Coronel, mas sempre nos lembrando de nossa condição de ignorantes dos desígnios divinos, e respeitando os limites traçados por Deus para aquilo que não nos é dado conhecer tendo a convicção de que no momento oportuno teremos as respostas que buscamos, é só uma questão de trabalhar nosso imediatismo e ter paciência.

      Cel: amiga Su, observe q nossa condição não é de ignorantes, incapazes de sondar os desígnios divinos; não se esqueça de q somos muito mais (eu diria “infinitamente mais”) do q imaginamos, pois q “O Sr reside em nossos corações!”, “Somos o templo do Altíssimo!”, “O reino de Deus está dentro de nós!”. E mais uma coisa de extrema importância, esquecida por muitos: apenas, nos parece q somos “ignorantes”, ou pequenos demais para compreender certas coisas, como vc diz, porq, sendo espíritos encarnados, “não somos donos nem mesmo de nossos pensamentos, de nossos quereres e, conseqüentemente, de nossas ações ou obras!”. O que fazemos, não somos nós q fazemos, pois, como disse o Mestre, <tudo vem do Alto>!” Como não há como duvidar pelo raciocínio, fria análise e mesmo pelas palavras de Jesus, nem mesmo nossos desejos e obras são verdadeiramente nossos; apenas imaginamos q sejam, imaginamos q as obras somos nós q as fazemos, porq estamos mergulhados na matéria, condição q nos ilude a todos pois impede q conheçamos a verdade.

      Su: Ninguém se torna médico em alguns meses e nem se conhece os mistérios da ciência da vida em uma breve encarnação.
      Quanto ao caso de Jesus, então te pergunto: vc não conheceu Jesus, apenas confia no relato dos que conheceram. No que outros viram e ouviram, pois bem quanto a Jesus consegue com facilidade crer sem ter visto, só que é a mesma a coisa que se passa aqui.

      Cel: engana-se a amiga; nem todos crêem nos relatos, nem mesmo q existiu, na história, um homem chamado Jesus, nem em Deus e em suas leis; estudiosos e pesquisadores, em face de tantas modificações sofridas pelas escrituras durante séculos, aconselham q se duvide de muito do q nelas está escrito. Pois observem: historiadores sérios relatam q, à época do nascimento de Jesus, nem mesmo existia a cidade de Belém, q nenhum recenseamento fora determinado pelos da terra ou do império romano, para q motivasse a ida de José e Maria para essa aldeia; q à época da fuga da família para o Egito, para escapar da sanha de Herodes, nenhuma ordem houve de assassinar os meninos q poderiam ameaçar o trono de Herodes. Assim, minha amiga, o fato de se seguir Jesus, mesmo sem conhecê-lo (como vc disse), para muitos explica-se q isso se dá porq o cristianismo é a base de onde podem partir os estudos religiosos dos ocidentais, pois são, para muitos, senão a única base, a base mais confiável. 

      Su: Você aceita com facilidade os relatos dos evangelistas, mas não aceita os relatos dos espíritos e as experiências relatadas por Allan Kardec. Percebe a contradição?

      Cel: nenhuma contradição! Esta questão está justificada na argumentação acima. E qto a aceitar os evangelistas, aceitei-os e os aceito todos, como aceitei e aceito relatos dos espíritos e experiências de Kardec, mas com numerosas restrições, pois, como outras doutrinas, a espírita está cheia de questões e respostas/explicações confusas, incoerentes e mesmo contraditórias. Posso lhe mostrar muitas delas, q muitos não vêem. Acontece q muitos estão condicionados, por vários motivos, a acreditar q isto e aquilo são verdades e, com essa confiança, não se aprofundam para tentar comprovar se são mesmo verdade!

      Su: Devemos ler os livros da codificação não apenas com os olhos físicos, mas com a alma. Para conhecer o espiritismo é preciso mais do que ler as obras, é preciso sentí-lo em sua essência.

      Cel: minha querida amiga, foi isso q sempre fiz e q continuo fazendo. Conheço muito do espiritismo, não só por leituras, mas por participação efetiva em todos os tipos de experiências e de atividades. Neste mais de sessenta anos, não só o estudei como participei, pesquisei, comparei.

      Su: P.S: amigo meu caminho não é melhor do que o seu, nem do que o de ninguém, todos nós chegaremos ao Pai. Se tivesse atingido a iluminação não estaria aqui.

      Cel: aqui, me permita dizer, a amiga se engana totalmente pois, todos q atingiram a Luz devotaram toda vida restante a ensinar, só se calando frente a obstáculo irresistível, como a morte.
      Qto ao caminho, também se enganam aqueles q julgam q <todos> os caminhos levam a Deus. Todos chegaremos a Deus, como vc diz, mas não são todos os caminhos q levam a Deus!
      Para muitos sábios, muitos dos caminhos impedem o acesso a verdade, ao reino de Deus!
............................................................

Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Conforti em 17 de Outubro de 2012, 00:58
      Elsamar     (ref msg #142)

      A amiga escreveu ao amigo Vitor Santos: tua angústia é a minha angústia e a de muitos, por isso não estás sozinho. Por muito que nos digam isto e aquilo, a inquietação continua. Mas até Madre Teresa de Calcutá, de quem tanto falas, passou por isso. Chama-se a "noite escura do espírito" ou a "noite passiva" e parece-me a mim que faz parte de um processo deveras importante, mas de muito sofrimento. Deixo-te um texto que talvez te possa dar alguma luz:

      Texto: "não faz muito tempo, a imprensa divulgou o conteúdo de cartas de Madre Teresa de Calcutá... ela fala da aridez espiritual pela qual passou, do sentimento experimentado de que Deus a havia abandonado, do perturbador silêncio de Deus em sua vida”.

      Cel: amigos, isso é uma verdade talvez para todos q buscam Deus; o saber q Ele está em tudo e, consequentemente, neles também, dentro e fora, ao alcance de nossa compreensão, mas não de nossa percepção, e q, por mais q se esforcem, não chegam a vivenciar essa verdade, é isso q desperta esse sofrimento.  Não será esse o simbolismo contido em se dizer q Jesus suou sangue, no Getsêmani?

      Desse modo, não só Madre Tereza passou pela “noite escura da alma”, mas, como disse a amiga Susana, muitos outros. Logo, nada de se assustar. Madre Tereza, ou qualquer um q se entregue ao serviço de Deus, não terá a experiência máxima enqto não conhecer a “verdade q liberta”; o amor é imprescindível, pois limpa o caminho para q se chegue a Deus; no entanto, o amor apenas limpa o caminho; não é ele q abre as portas; a chave é o “conhecer a verdade”, pois é esta que liberta!

      A “noite escura” é verdadeiro tormento no caminho do homem; mas, somente no “áureo amanhecer da alma” a luz desponta, trazendo bem-aventuranças e aquele amor desconhecido pelo mundo, q muitos chamam de “compaixão”. É um amor q, pelo restante da vida, leva aquele q chegou à percepção de Deus (como Jesus q pode afirmar “eu e o Pai somos um!”), a tentar ensinar, a todos, qual é o caminho real. A história está cheia de exemplos desses q só se calaram frente a impedimento irresistível, como a morte por execução decretada, como Jesus e outros.

      Texto: "Terá Madre Teresa duvidado da existência de Deus?"

      Cel: qualquer um pode duvidar da existência de Deus, pois os homens, em geral, não têm certeza de nada: só imaginam o q seja Ele pelo q as religiões, sempre cheias de falhas, estranhezas e incoerências, lhes comunicam. E Sua imagem, de religião para religião, se apresenta com diferenças, muitas vezes, irreconciliáveis.

      Essa “noite escura da alma” pode ser entendida por esta historieta: a daquele homem q percebeu q encontrou aquele tesouro de extremo valor, há muito perseguido, tesouro q o levará ao amor e à felicidade sem fim. Vê q o tesouro está ali, bem à sua frente, porém atrás de espessa parede q o impede de agarrá-lo. Desesperado (a noite escura), fere mãos e pés, tirando-lhes sangue e carne, na tentativa de derrubar a parede. Então, qdo esta cai, a luz chega e lhe inunda a alma (o áureo alvorecer). 

      Mas, não são provações ou testes para medir seu merecimento; o tormento vem exatamente das dificuldades q, o fato de estarmos mergulhados na carne, nos proporciona. A questão não é de merecimento, mas de destruição da influência daquele único obstáculo q impede essa percepção. Como ensina Paulo (Rom, 7: 14, 26): “Encontro em mim esta lei: qdo quero fazer o bem, o q faço é o mal; não faço o q quero, mas o q não quero, pois sou carnal; pela carne estou sujeito ao pecado (portanto, a carne é o problema). No íntimo de meu ser, deleito-me na lei de Deus. Sinto, porém nos meus membros (na carne, no corpo material) outra lei q luta contra a lei de meu espírito e me prende à lei do pecado, q está nos meus membros... Assim de um lado, pelo meu espírito, sou submisso à lei de Deus; do outro lado, por minha carne, sou escravo da lei do pecado”.

      Disse, também: "o espírito é forte, mas a carne é fraca" (no sentido de, facilmente, ceder às tentações dos atrativos do mundo, q não interessam ao espírito, mas q interessam ao homem, q nada mais é do que o espirito enceguecido pelo véu de ilusões com q a carne lhe cobre a mente, dando-lhe equivocada interpretação do mundo..
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Título: Re: O Espiritismo é contrário às necessidades do homem actual?
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Outubro de 2012, 13:39
Olá amigo Coronel

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Desse modo, não só Madre Tereza passou pela “noite escura da alma”, mas, como disse a amiga Susana, muitos outros. Logo, nada de se assustar. Madre Tereza, ou qualquer um q se entregue ao serviço de Deus, não terá a experiência máxima enqto não conhecer a “verdade q liberta”; o amor é imprescindível, pois limpa o caminho para q se chegue a Deus; no entanto, o amor apenas limpa o caminho; não é ele q abre as portas; a chave é o “conhecer a verdade”, pois é esta que liberta!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/psicologia-espiritismo/sera-que-o-espiritismo-vai-de-encontro-as-necessidades-do-homem-actual/150/#ixzz29YXI2jc9

Eu aqui não concordo, em parte, consigo, se bem entendi. Eu acho que a capacidade de amar de Teresa de Calcutá é uma consequência de ela ser espiritualmente evoluída. Ela já tinha o caminho para Deus mais aberto do que a maioria de nós, e em consequência disso era altruísta. A sabedoria já vinha antes dela encarnar, não surgiu depois. Ela apenas pôs à prova que tinha essa sabedoria interiorizada, ou seja, que agia naturalmente com base nela.

Não se tratava de uma pessoa limitada ou ingénua (no mau sentido da palavra), que fizesse o que fez por acaso, ou simples crendice, pois a obra dela implicou inteligência, autoridade moral e lucidez mental. Fazer uma obra como a dela é muito difícil, não é para qualquer ser humano, é para seres humanos excepcionais. Ela era genuinamente altruísta, não se tratava apenas de um comportamento com base numa crença intelectual, mas algo de mais profundo.

Houve um cientista que estudou o altruismo, George Price (1922-1975). Acabou por se converter à ideia de que o ideal era ser altruísta. Tentou fazer algo como Teresa de Calcutá, ajudando os sem abrigo, e acabou por se suicidar. Perdeu tudo o que tinha e ficou na miséria, deprimido e sem força para ajudar mais ninguém. Não é fácil. É preciso ter uma grande autoridade moral, uma grande capacidade de liderança.   

O conhecimento intelectual das pessoas que estão encarnadas não lhes permite conhecer "a verdade". A verdade é algo que não existe aqui na Terra, pois há vários a dizer coisas diferentes e todos dizem que é "a verdade". E se necessário até começam todos à pancada, para impor "a verdade" uns aos outros.

A preocupação maior das pessoas é impor a sua verdade e não conhecer "a verdade". Ou seja, são intolerantes. Na medida em que se consideram donos da verdade, estão a dizer que todos os que pensam diferente estão necessariamente errados. Não toleram a diferença de opiniões.

Só no estado de desencarnada Teresa de Calcutá, antes e depois da sua encarnação terrestre, poderia ter uma visão mais aproximada dessa tal verdade, que eu não sei o que é.  Aquilo que o espírito sabe, é muito mais do que o espírito encarnado nos mostra saber. O espírito encarnado não tem memória da sua vida de espírito milenar anterior à encarnação. Nem pode manifestar a sua inteligência livremente. O corpo de carne é um grande obstáculo à livre manifestação do espírito.       
   
bem haja