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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Toxicodependência => Tópico iniciado por: Victor Passos em 26 de Março de 2016, 22:16

Título: Dependentes químicos desencarnados
Enviado por: Victor Passos em 26 de Março de 2016, 22:16
Ola muita paz e harmonia
Prezado Winner

Vejamos;

CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
Qual a ação das drogas no perispírito?
O que é vampirismo?
Os Espíritos continuam  fissurados pelas drogas?

A Doutrina Espírita representa poderoso estímulo na luta para se vencer a dependência química, pois ensina de onde viemos, porque nos encontramos na Terra, porque sofremos e para onde vamos após a morte, gerando reflexões sobre as causas e conseqüências do uso de drogas na vida presente, na vida espiritual e nas futuras reencarnações.
As conseqüências espirituais da dependência química são diversas:

Deturpação dos valores ético morais : com a progressividade da doença, o dependente químico utilizará de qualquer estratégia para conseguir mais droga, deixando de lado seus valores, os padrões éticos e tudo mais que tenha aprendido de bom na vida: pode  enganar, manipular, roubar, se prostituir e até matar. A obsessão pela droga é tão intensa que no momento da compulsão, o dependente não consegue respeitar sequer os laços familiares, podendo apresentar as atitudes descritas acima inclusive com seus familiares. Obviamente, estas atitudes vão sintonizar o dependente com Espíritos também desequilibrados e infelizes, que vão reforçar esta postura.

A ação das drogas no perispírito : Segundo a Ciência, a droga, ao penetrar no organismo físico do usuário, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais.
No livro “Missionários da Luz” — André Luiz  relata que... “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual”. Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual relata que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.
Desta forma, a ação das drogas no sangue e  nos neurônios, também vai comprometer as regiões correspondentes no perispírito, gerando lesões  e deformações no corpo espiritual, podendo até bloquear as energias emanadas do perispírito ao corpo físico via centros de força, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual.
O corpo material é um bem facultado  para a evolução do homem na Terra. O uso de drogas pode danificá-lo de maneira irreversível, comprometendo também o perispírito. Em uma próxima reencarnação, essa desarmonia condicionará o normal desenvolvimento do novo corpo material. Exemplo: tabagistas que reencarnam com problemas pulmonares.
O fumo não só introduz impurezas no perispírito, que são visíveis aos médiuns videntes, à semelhança de manchas, formadas de pigmentos escuros, envolvendo os órgãos mais atingidos, como os pulmões , mas também amortece as vibrações mais delicadas, bloqueando-as, tornando o homem até certo ponto insensível aos envolvimentos espirituais de entidades amigas e protetoras. As substâncias tóxicas do cigarro ficam impregnadas ao organismo espiritual causando de pequenas a grandes lesões. As drogas em geral, causam nos seres encarnados, um entorpecimento dos sentidos, deslocando o  perispírito, para um ponto de desequilíbrio com o corpo material.

Vampirismo: é o efeito da ação que o Espírito desencarnado exerce sobre o encarnado, sugando-lhe suas energias vitais. Tal ação se constitui de uma forma de obsessão que se não tratada pode levar a vítima à perda da saúde física, e muitos outros transtornos de ordem espiritual. Esclarece André Luiz em “ Missionários da Luz” - “Paralelamente aos micróbios alojados no corpo físico há bacilos de natureza psíquica, quais larvas, portadoras de vigoroso magnetismo animal. Essas larvas constituem alimento habitual dos espíritos desencarnados e fixados nas sensações animalizadas.” O Espírito de um usuário de drogas que desencarne sem ter se libertado da dependência, na Espiritualidade continuará sentindo o desejo e a necessidade de consumir a droga. Desta forma, vai se aproximar de dependentes químicos encarnados e vampirizar ou sugar os vapores sutis das drogas. Estes vapores, ao se volatilizarem são facilmente detectados e sugados pelos Espíritos ainda presos às sensações dos químicos.
 
Obsessão: Os Espíritos dependentes químicos que desencarnaram sem tratamento,  mantém no perispírito integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena. Para garantir que possam continuar sorvendo os vapores que as drogas exalam, influenciam os encarnados a manterem a ingestão dos químicos, através dos processos de obsessão. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um dependente para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga e incentivar o encarnado a consumir mais e mais., o que demonstra que o dependente encarnado sustenta a sua compulsão e a de muitos desencarnados!


continua
Título: Re: Dependentes químicos desencarnados
Enviado por: Victor Passos em 26 de Março de 2016, 22:20
continuação

André Luiz , em “ Sexo e Destino” ilustra muito bem como os Espíritos conseguem levar um indivíduo a ingerir químico e, ao mesmo tempo, usufruir de suas  emanações.
Vejamos alguns trechos do livro no capítulo VI:

“...Diante de nós, ambos os desencarnados infelizes, que surpreendêramos à
entrada, surgiram de repente, abordaram Cláudio e agiram sem cerimônia. Um deles tateou ­ lhe um dos ombros e gritou, insolente:
– Beber, meu caro, quero beber!
A voz escarnecedora agredia- nos a sensibilidade auditiva.
Cláudio, porém, não lhe pescava o mínimo som. Mantinha ­se atento à
leitura. Inalterável. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para qualificar a
petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante. O assessor inconveniente repetiu a solicitação, algumas vezes, na atitude do
hipnotizador que insufla o próprio desejo, reasseverando uma ordem.
O resultado não se fez demorar. Vimos o  paciente desviar­se do artigo
político em que se entranhava. Ele próprio não explicaria o súbito desinteresse de que se notava acometido pelo editorial que lhe apresara a atenção.
Beber! Beber!...
Cláudio abrigou a sugestão, convicto de que se inclinava para um trago de
uísque exclusivamente por si.
O pensamento se lhe transmudou, rápido, como a usina cuja corrente se
desloca de uma direção para outra, por efeito da nova tomada de força.
Beber, beber!... E a sede de aguardente se lhe articulou na idéia, ganhando
forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar. O assistente malicioso coçou­lhe brandamente os gorgomilos. O pai de Marina sentiu­se apoquentado. Indefinível secura constringia­ lhe o laringe. Ansiava tranqüilizar-­se.
O amigo sagaz percebeu­lhe a adesão tácita e colou­se a ele. De começo, a
carícia leve; depois da carícia agasalhada, o abraço envolvente; e depois do abraço  de profundidade, a associação recíproca.
Integraram­se ambos em exótico sucesso de enxertia fluídica.”

“...Ali, no entanto, produzia­se algo semelhante ao encaixe perfeito.
Cláudio­homem absorvia o desencarnado, à guisa de sapato que se ajusta ao
pé. Fundiram­se os dois, como se morassem eventualmente num só corpo. Altura idêntica. Volume igual. Movimentos sincrônicos. Identificação positiva.
Levantaram­se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao
outro, na área estreita, arrebatando o delgado frasco.
Não conseguiria especificar, de minha parte, a quem atribuir  o impulso
inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação ou se ao obsessor que a propunha.
A talagada rolou  através da garganta, que se exprimia por dualidade singular. Ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.
Desmanchou­se a parelha e Cláudio, desembaraçado, se dispunha a sentar,
quando o outro colega, que se mantinha a distância, investiu sobre ele e protestou:
“eu também, eu também quero!”
Reavivou­se­lhe no ânimo a sugestão que esmorecia..
Absolutamente passivo diante da incitação que o assaltava, reconstituiu,
mecanicamente, a impressão de insaciedade.
Bastou  isso e o vampiro, sorridente, apossou­se dele, repetindo­se o fenômeno da conjugação completa.
Encarnado e desencarnado a se justaporem. Duas peças conscientes, reunidas em sistema irrepreensível de compensação mútua.
Abeirei­me de Cláudio para avaliar, com imparcialidade, até onde sofreria ele, mentalmente, aquele processo de fusão.
Para logo convenci­me de que continuava livre, no íntimo. Não experimentava qualquer espécie de tortura, a fim de render­se. Hospedava o outro, simplesmente, aceitava­lhe a direção, entregava­se por deliberação própria.
Nenhuma simbiose em que se destacasse por vítima. Associação implícita, mistura natural.
Efetuava­se a ocorrência na base da percussão. Apelo e resposta. Cordas afinadas no mesmo tom. O desencarnado alvitrava, o encarnado aplaudia. Num
deles, o pedido; no outro, a concessão.
Condescendendo em ilaquear os próprios sentidos, Cláudio  acreditou­se insatisfeito e retrocedeu, sorvendo mais um gole. Não me furtei à conta curiosa. Dois goles para três.
Novamente desimpedido, o dono da casa estirou­se no divã e retomou  ao jornal”
 
Observamos neste processo uma sintonia  perfeita , mas que pode gerar uma sobrecarga mental  no encarnado que  vai afetar as funções cerebrais, com queda no rendimento físico, intelectual e emocional do usuário. Este absorve as impregnações fluídicas maléficas daqueles, ficando enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, submetido à vontade destes Espíritos.
Para romper a sintonia,é preciso que o dependente químico encarnado se recupere, busque ajuda material e espiritual. Desta forma, os Espíritos também terão a oportunidade de se recuperarem, e se assim não o quiserem, no mínimo vão se afastar deste dependente e buscar outro com quem estabeleçam nova sintonia, até o momento em que se disponham à recuperação.

Percebemos  assim, que a dependência química, apresenta  graves consequências espirituais, além das materiais, conforme nos mostram as estatísticas da OMS ( Organização Mundial de Saúde) e da ABEAD (Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e Drogas) apontam cerca de 64% dos homicídios, 35% a 64% de acidentes de trânsito com vítimas e 80% de pessoas que praticam tentativa de suicídio.  Compromete a saúde física (síndrome da abstinência, doenças hepáticas, gastrite, anemia, distúrbios neurológicos); psicológica (danos na percepção, mudança de humor e de comportamento); relacionamento interpessoal (problemas conjugais e violência, enfraquecimento das relações sociais); desempenho ocupacional (problemas escolares ou profissionais),problemas legais e financeiros.

Diante de tudo isso, vamos refletir sobre nossa qualidade de vida com as drogas e pensar se vale a pena continuar...

paz e luz em seu coração

Victor Passos
Título: Re: Dependentes químicos desencarnados
Enviado por: Victor Passos em 28 de Março de 2016, 00:09
Ola muita paz

AS DROGAS E SUA REPERCUSSÃO ESPIRITUAL
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.

Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.

A ação das drogas no perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais.
Na obra “Missionários da Luz” – André Luiz ( pág. 221 – Edição FEB), lemos: “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que “o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.

A ação dos espíritos inferiores junto ao viciado
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.

Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.

“O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga.”

Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, “o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos”.

Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.

(Reformador – Março/98)
Título: Re: Dependentes químicos desencarnados
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Fevereiro de 2019, 22:11
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   Treino para a morte. Vícios custam caro...




             
Preocupado com a sobrevivência além-túmulo, você pergunta, espantado, como deveria ser levado a efeito o treinamento de um homem para as surpresas da morte.
A indagação é curiosa e, realmente, dá o que pensar.
Creia, contudo, que, por enquanto, não é muito fácil preparar, tecnicamente, um companheiro à frente da peregrinação infalível.
Os turistas que procedem da Ásia ou da Europa habilitam futuros viajantes com eficiência, por lhes não faltarem os termos analógicos necessários. Mas, nós, desencarnados, esbarramos com obstáculos quase intransponíveis.
A rigor, a Religião deve orientar as realizações do espírito, assim como a Ciência dirige todos os assuntos pertinentes à vida material. Entretanto, a Religião até certo ponto, permanece jungida ao superficialismo do sacerdócio, sem tocar a profundeza da alma.
Importa considerar, também, que a sua consulta, ao invés de ser encaminhada a grandes teólogos da Terra, hoje domiciliados na Espiritualidade, foi endereçado justamente a mim, pobre noticiarista sem méritos para tratar de semelhante inquirição.
Pode acreditar que não obstante achar-me aqui de novo, há quase vinte anos de contado, sinto-me ainda no assombro de um xavante, repentinamente trazido da selva matogrossense para alguma de nossas Universidades, com a obrigação de filiar-se, de inopino, aos mais elevados estudos e às mais complicadas disciplinas.
Em razão disso, não posso reportar-me senão ao meu próprio ponto de vista, com as deficiências do selvagem surpreendido junto à coroa da Civilização.
Preliminarmente, admito deva referir-me aos nossos antigos maus hábitos. A cristalização deles, aqui, é uma praga tiranizante.
Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, Não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os caiapós, que se devoravam uns aos outros.
Os excitantes largamente ingeridos constituem outra perigosa obsessão. Tenho visto muitas almas de origem aparentemente primorosa, dispostas a trocar o prórpio Céu pelo uísque aristocrático ou pela nossa cachaça brasileira.
Tanto quanto lhe seja possível, evite os abusos do fumo. Infunde pena a angústia dos desencarnados amantes da nicotina.
Não se renda à tentação dos narcóticos. Por mais aflitivas pareçam as crises do estágio no corpo, agüente firme os golpes da luta. As vítimas da cocaína, da morfina e dos barbitúricos demoram-se largo tempo na cela escura da sede e da inércia.
E o sexo? Guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo. Temos aqui muita gente boa carregando consigo o inferno rotulado de "amor".
Se você possui algum dinheiro ou detém alguma posse terrestre, não adie doações, caso esteja realmente inclinado a fazê-las. Grandes homens, que admirávamos no mundo pela habilidade e poder com que concretizavam importantes negócios, aparecem, junto de nós, em muitas ocasiões, à maneira de crianças desesperadas por não mais conseguirem manobrar os talões de cheque.
Em família, observe cautela com testamentos. As doenças fulminatórias chegam de assalto, e, se a sua papelada não estiver em ordem, você padecerá muitas humilhações, através de tribunais e cartórios. Sobretudo, não se apegue demasiado aos laços consangüíneos. Ame sua esposa, seus filhos e seus parentes com moderação, na certeza de que, um dia, você estará ausente deles e que, por isso mesmo, agirão quase sempre em desacordo com sua vontade, embora lhes respeitem a memória. Não se esqueça de que, no estado presente da educação terrestre, se alguns afeiçoados lhe registrarem a presença extraterrena depois dos funerais, na certa intimá-lo-ão a descer aos infernos, receando-lhe a volta inoportuna.
Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É horrível a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos. Convença-se de que se você não experimenta simpatia por determinadas criaturas, há muita gente que suporta você com muito esforço. Por essa razão, em qualquer circunstância, conserve o seu nobre sorriso.
Trabalhe sempre, trabalhe sem cessar. O serviço é melhor dissolvente de nossas mágoas.
Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.
Quanto ao mais, não se canse nem indague em excesso, porque, com mais tempo ou menos tempo, a morte lhe oferecerá o seu cartão de visita, impondo-lhe ao conhecimento tudo aquilo que, por agora, não lhe posso dizer.

Irmão X no livro: CARTAS E CRÔNICAS - Psicografia de Chico Xavier








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!