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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 04 de Janeiro de 2018, 06:07

Título: Psicologia da Gratidão
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Janeiro de 2018, 06:07
                                                               VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                      Psicologia da Gratidão




               Título de uma obra da benfeitora espiritual Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco, o estudo da gratidão como roteiro para a conquista de uma vida plena de paz na existência corporal e espiritual é muito mais do que isso. É valoroso guia apontado também por outros autores da literatura espírita, para o progresso moral e, mais do que isso, pode- se dizer também que está na base dos ensinamentos de Jesus. É fé inabalável; amor integral e desenvolvimento do verdadeiro perdão.

“Agradecer o bem que se frui da mesma forma que se agradece ao mal que não aconteceu ainda, ou que se sucede, mas tendo em vista que ele é mais necessário para o crescimento espiritual, conforme programado pela lei de causa e efeito”, como lembra Divaldo, o eminente educador de almas, inspirado por sua mentora espiritual. A gratidão é tocha a iluminar os caminhos, quase sempre tortuosos, daqueles que buscam o progresso agasalhados na seara espírita.

Quem não tropeça não avança, porque todo caminho é feito de dificuldades e só tropeça aquele que está de pé. O significado e a consciência da gratidão são como terapias que são promovidas no homem, quando ele aprende a ter um sentimento de louvor à vida, a todo instante, até mesmo nos tropeços. “Quando se é grato nunca se experimenta nenhum tipo de decepção ou queixa porque nada se espera em resposta do que se realiza”, diz Joanna, que encontra eco na questão 937 de O Livro dos Espíritos, quando Kardec questiona os espíritos sobre a ingratidão. “Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra, e não atenteis no que dizem os que hão recebido os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta, e os ingratos serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão”.

As constantes lutas do self em contra partida ao ego (egoísmo-sombra), que vão formatando o pensamento do homem de bem, vão produzindo pequenas conquistas, que se tornam maiores, e assim atraem novas forças benéficas a esse “estado interior” da alma, que se agiganta com alegria e paz. “A gratidão torna o mundo e as pessoas mais belas e mais queridas”, diz Joanna. E o espírito Hammed exemplifica: “Não peças amor e afeto; antes de tudo dá a ti mesmo e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento. Importante é a doação de amor abundante, sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos”.

Nestes tempos de endurecimento e violência, religião e ciência são confluentes em relação aos benefícios da gratidão. O psiquiatra e cientista Augusto Cury, fundador da Academia da Inteligência e autor do livro Análise da Inteligência de Cristo”, definiu: “Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus, a cada manhã, o milagre da vida”. A própria Joanna de Ângelis, ao desnudar as funções do sofrimento na obra “Jesus e vida”, cita Buda, que em suas Quatro Nobres Verdades, disse que “Tudo na vida é sofrimento”. Explica Joanna que “utilizar-se do recurso valioso do sofrimento para lapidar as arestas morais, modificando a conduta para melhor e trabalhando os metais do sentimento para servir e conquistar o infinito das emoções, constitui o desafio que todos devem conquistar”.

Na coletânea “Coragem”, encontra-se magnânima prece de Emmanuel:

“Senhor Jesus! Nós te agradecemos pela coragem de facear as dificuldades criadas por nós mesmos; pelas provas que nos aperfeiçoam o raciocínio e nos abrandamo coração; pela fé na imortalidade; pelo privilégio de servir; pela dor de saber que somos responsáveis pelas nossas próprias ações; pelos recursos nutrientes que trazemos em nós; pelo reconforto de reconhecer que a nossa felicidade tem o tamanho da felicidade que fazemos aos outros; por saber diferenciar aquilo que nos é útil daquilo que não nos serve; pelo amparo da afeição no qual nossas vidas se alimentam em permuta constante; pela bênção da oração, que nos faculta apoio interior para a solução de nossos problemas; pela tranquilidade de consciência que ninguém nos pode subtrair; e por todos os demais tesouros de esperança e amor, alegria e paz de que nos enriquece a existência. Sê bendito Senhor, ao mesmo tempo que te louvamos a Infinita Misericórdia, hoje e para sempre.”

 

Bibliografia:

Franco, Divaldo. Psicologia da Gratidão, Ed. Leal.

Franco, Divaldo. Jesus e Vida, Ed. Leal.

Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Pergunta 937. Celd.

Hammed, Renovando Atitudes. Ed. Boa Nova.

Xavier, Chico. Coragem, CEC.



                     Mônica Soares









                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!