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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2017, 09:13

Título: O pensamento, a vontade e a verdade
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2017, 09:13
                                                                   VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       
O pensamento, a vontade
e a verdade



“Conhecereis a Verdade e ela vos libertará” – este foi um dos enormes ensinamentos deixados há 2.000 anos pelo Mestre da Vida, Jesus Cristo. Que verdade é essa de que o Mestre nos fala?
O mundo vive em insistente caos causado por nós; é muito fácil fugirmos a esta responsabilidade com afirmações de que não somos nós a causa da guerra, ou da fome, ou do caos, e por aí afora, mas todos esses horrores nascem da raiz do ser humano, daquilo que nos forma individualmente e, generalizado, constitui a sociedade.
A raiva ou o ódio individualizado que desponta esporadicamente contra um conhecido, em efeito coletivo, é o impulso ao início de uma guerra por parte de uma nação; a inércia que nos faz ficar em casa no tempo que poderíamos tirar a fome a alguém é a “alimentação” de uma fome planetária; todos os atos ou a falta deles de forma individual são a representação dos mesmos atos cometidos em grupos com efeitos de maior dimensão.
O início e a sustentação das coisas negativas no planeta são de fonte humana, porque, como Santo Agostinho afirma, o mal é nascido em nós, não existe de forma natural, e se nós, almas encarnadas, mentes ou consciências, como quiserem chamar, somos a fonte, o rio é o pensamento que desponta no mar das ações.
Jesus indica-nos que serão as nossas ações que serão “medidas”. Por que as ações e não os pensamentos? O que é o pensamento?
O pensamento é um fluxo impressionante de formas-energias geradas por nós, por outros encarnados, desencarnados, no presente ou no passado, que se movimentam em nosso planeta. Estará esta afirmação correta? Incorreta não está, poderá é estar incompleta. Vejamos se assim é.
Podemos nós criar pensamentos? Sem dúvida, somos seres pensantes que colocamos ideias e raciocínios fora de nós e em movimento na órbita terrestre, que chegarão aos que se afinizam com eles.
Poderão os pensamentos de outros encarnados chegar a nós? É necessária uma afinização entre os seres, por vezes gerada por anos de companheirismo ou afinidade de desejos e formas de vida, mas não há dúvida que a transmissão de pensamentos entre encarnados é algo de muito comum, aliás não só de pensamentos, mas de sentimentos e emoções.
Entre desencarnados e encarnados? O “sucesso” das obsessões é a maior prova de que a partilha ou imposições de pensamentos entre encarnados e desencarnados são uma realidade, não deixando dúvidas sobre este tema.
O Mestre Jesus aconselha-nos a vigiar constantemente nossos pensamentos, e continua o conselho para que oremos quando a tentação aparecer em forma-pensamento, aliás essa é a única forma em que esta pode aparecer.
Existe um movimento impressionante na mente, comum a todos nós e repetitivo – pensamento, nascimento da vontade ou desejo, ação. Saltando o meio teremos a ação após o pensamento e isto nos parece tão natural que nem nos traz dúvidas, mas a minha dúvida está no princípio. Se nem todos os pensamentos são meus, como vimos atrás, por que ajo após estes de forma inquestionável parecendo o trem e as carruagens? Não seria lógico colocarmos em questão cada pensamento que aparece em nós?
Há milhares de anos que viemos reencarnando, estando habituados a esse movimento, e ele funciona de tal forma sincronizado que muitas das vezes, segundo a espiritualidade, não nos conseguimos libertar nem quando desencarnamos. A forma como agimos instintivamente depois de pensarmos tornou-se uma natureza humana, e é demonstrada pela minha forma de estar que o “pensamento é meu”, uma posse do ser.
Há dois mil anos Paulo de Tarso nos disse que temos que nos levantar do sono profundo que parece a “morte”, e os Espíritos Superiores que trazem a Doutrina Espirita alertam-nos que somos conduzidos muitas das vezes em nossa reencarnação por uma Espiritualidade inferior.
Muitos dos sábios que passam na Terra, nas diferentes culturas e doutrinas, deixam-nos o recado de que nós somos a criação do mal em si, vindo ele do pensamento; como poderemos alterar isto?
Primeiro é necessário que vejamos com toda a certeza que o mal terreno é nascido no pensamento, com tanta certeza como vemos a matéria, não deixando dúvidas para a ilusão de que eu não faço nada de errado. A consciência da forma de como o pensamento funciona é a grande abertura da vontade de ver o movimento da existência. Nós só podemos iniciar o aprendizado sobre algo quando se torna clara para nós a ignorância sobre esse tema, por isso, na área psicológica de cada um, o sofrimento ser tão necessário.
Ao vermos os erros cometidos pela mente, por nós, que nascem em forma-pensamento, colocamos em questão cada pensamento, porque com o caminhar da ação percebemos que mesmo os que nos pareciam tão certos por vezes são completamente errados, que a ilusão de conhecimento pode acontecer em qualquer instante sem que nos apercebamos, e essa é a verdadeira ilusão. O pensamento é filho do Egocentrismo e este, por sua vez, um fortalecimento do primeiro, tornando-se um labirinto complexo enrodilhado que nos mantém em um sono hipnotizante da resolução de um passado que nada podemos fazer, ou a criação de um futuro ilusório com as marcas do passado, porque é assim que o pensamento funciona, ele não tem lugar no instante presente porque esse minúsculo espaço de tempo apenas pode conter observação; quando ele existe passa a ser passado ou um ilusório futuro, mesmo quando indagamos o presente para o observarmos, temos que o deixar.
Ao nos apercebermos disso como uma realidade, o passo seguinte é…
Seria bom que pudesse ser transmitido ou que eu o soubesse transmitir, mas isso é o conhecimento que nos trouxe onde estamos. Compreender o funcionamento do pensamento, não de um pensamento no seu sentido, mas do pensamento, do seu funcionamento, só por si, é um grande passo que transforma nossa vida e cria diretrizes diferentes. Não é o único passo mas é o primeiro, não com palavras ou com teorias como as linhas que foram escritas, mas na vivência das relações, observando cada ato, vigiando cada nascimento.
Tal como o Mestre nos disse: “A letra mata mas o Espírito vivifica".


              Bruno Abreu







                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: O pensamento, a vontade e a verdade
Enviado por: lconforjr em 16 de Abril de 2017, 22:32
O pensamento, a vontade e a verdade
Ref msg incial, de 10 de Abril de 2017, 09:13, de dON Jorge

Amigos, sinceramente, estranho muito que vários companheiros de estudo deste fórum se aborreçam com as perguntas que faço (minha intenção é entender a DE do mesmo modo que eles a entendem), e nem mesmo dizem porq se aborrecem, ou porq tantos evitam respondê-las, se a própria doutrina sabiamente aconselha "uni-vos e instruí-vos!" Peço a esses que se aborrece, que me perdoem, que  sou forçado a fazer novas perguntas.

Conf: dON Jorge trouxe texto de Bruno Abreu que vou comentar:

Texto: “O mundo vive em insistente caos causado por nós…”

Conf: Sem dúvida que o caos é causado por nós (com exceção daquele que, segundo a doutrina, é causado por Deus, os desastres naturais e coisas semelhantes); mas porq o causamos se Deus nos deu a todos o livre-arbítrio e assim podemos escolher só praticar ações que produzam amor e não caos?!

- O que significará no texto que “todos esses horrores são causados pelo ser humano” se os seres humanos, segundo todas as doutrinas religiosas, inclusive a espírita, possuem a liberdade de escolher e, assim, podem sempre escolher causar só bem? Qual é a explicação para isto: porq é que se todos nós podemos escolher o bem, tantos escolhem o mal?! Algum dos amigos teria a explicação para isso?

- E qual é “a raiz do ser humano”, se todos vimos de Deus? Pela doutrina as raízes do ser humano estão e sempre estiveram em Deus! 

- E como dizer que “a raiva ou o ódio desponta ‘esporadicamente’ (= de vez em qdo)”, se o que o mundo nos mostra, de todos os lados, é egoísmo, injustiças, crimes, conflitos, guerras, exploração dos homens pelos homens, ódio, desde o início da história dos homens?!
 
- E qual é a causa de tantos terem raiva ou ódio no coração? Eles mesmos escolheram ter ódio pelos semelhantes?!

- E a que se devem as “coisas negativas do planeta”, a que se refere o texto, senão à ignorância dos homens? Deus cria todos os homens ignorantes e, depois, por terem feito tantas “coisas negativas” devido exatamente a serem ignorantes como Deus mesmo os criou, os penaliza??!!! Não consigo compreender! Quem poderá explicar isso à luz da doutrina espírita? As outras doutrinas não conseguem explicar!

- E qual terá sido a causa de Sto Agostinho ter afirmado que o mal nasce de nós se, na realidade, o mal nasce dos pensamentos e nenhum pensamento é verdadeiramente nosso?

- E se, como  Sto Agostinho tb disse, “o mal não nasce de modo natural”, porq é que todos possuem o mal no coração?

- Como dizer que nós criamos os pensamentos se, na verdade, nenhum pensamento tem origem em nós mesmos? Todos eles têm origem em eventos que ocorrem fora de nós!

Texto: “O “sucesso” das obsessões é a maior prova de que a partilha ou imposições de pensamentos entre encarnados e desencarnados são uma realidade, não deixando dúvidas sobre este tema”.

Luis: mas qual é a causa de existirem obsessores e obsedados? Deus, sendo justo, criou todos perfeitamente iguais, certo? Mas, se nos criou a todos perfeitamente iguais, qual é a causa de termos nos tornado tão profundamente desiguais? ~
 
- E já que se falou de tentação, porq é que uns a elas resistem e outros a elas cedem, se, como afirma a doutrina, todos somos criados perfeitamente iguais?
..........


             
Título: Re: O pensamento, a vontade e a verdade
Enviado por: HamLacerda em 19 de Abril de 2017, 17:36

Amigos, sinceramente, estranho muito que vários companheiros de estudo deste fórum se aborreçam com as perguntas que faço (minha intenção é entender a DE do mesmo modo que eles a entendem), e nem mesmo dizem porq se aborrecem, ou porq tantos evitam respondê-las, se a própria doutrina sabiamente aconselha "uni-vos e instruí-vos!" Peço a esses que se aborrece, que me perdoem, que  sou forçado a fazer novas perguntas.
         


Companheiro lconforjr, suas perguntas partem de proposições de doutrinas espiritualistas, das quais o amigo acredita que são verdades absolutas, por isso que não encontram respostas dentro da Doutrina Espírita. Certamente que o amigo não vai encontrar essas respostas sem esbarrar em contradições lógicas, porque são doutrinas diferentes.

Ora, se o amigo, por exemplo, parte da proposição de que os pensamentos não são nossos, não há a menor possibilidade do amigo encontrar respostas lógicas de sofrimentos e de livre-arbítrio compatível com o espiritismo, porque o espiritismo não adota este princípio. No espiritismo os pensamentos são inteiramente nossos, embora haja uma influência muito forte dos espíritos, mas que diminuem a medida que passamos a "caminhar com nossas próprias pernas".

É como tentar encaixar peças de um quebra-cabeça em outro formato de quebra-cabeça.


Recomendo o amigo assistir esse filme abaixo. Ele mostra como os primeiros seres humanos, que habitaram a terra, desenvolveram suas qualidades intelectuais e morais.

É muito importante entender essa ápoca do desenvolvimento das faculdades do homem para entender questões importantes da doutrina espírita.

É um dos melhores filmes que eu já assistir sobre o início da história do homem aqui na terra. Aliás, ele ganhou diversos prêmios.

Basta abrir o link e clicar em 'fermer", depois é só dar play e aumentar a janela clicando num quadrado do lado inferior direito.

http://www.streamingzer.net/film-la-guerre-du-feu-streaming.html