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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: Richard Carvalho em 18 de Junho de 2011, 22:31

Título: Limites entre a esquizofrenia e a mediunidade como expiação
Enviado por: Richard Carvalho em 18 de Junho de 2011, 22:31
Eu, como um mero iniciante, li recentemente alguns artigos científicos sobre o comportamento mental de médiuins. Esse e outros vários eventos, conversas, enfim, me levaram a formular essa pergunta: Qual é o limite entre esse distúbio mental e as pessoas que experimentam a mediunidade como expiação? Gostaria da colaboração de todos, principalmente de psicólogos e psicanalistas.
Título: Re: Limites entre a esquizofrenia e a mediunidade como expiação
Enviado por: MOIMOI em 19 de Junho de 2011, 22:15
Prezado Richard,

Para a ciência médica não há limite entre mediunidade e patologia, pois seria tudo a mesma coisa com variabilidade de graus, embora se encontre psicólogos e psiquiatras espíritas defendendo que esses limites existem. Alguns chegam a dizer que a medicina já reconhece as manifestações mediúnicas, por conta de leituras apressadas do DSM IV, que é o manual americano da classificação de desordens mentais.

O que a medicina reconhece é a realização produtiva de atitudes que no passado foram consideradas doenças, quais: ver e falar com espíritos; ser possuído por obsessores ou demônios; profetizar e falar línguas pelo poder do espírito santo, etc. Se as pessoas que cultivam essas práticas conseguem equacioná-las em ambientes saudáveis, de modo a se sentirem realizadas e gratificadas,  não há razões para considerar que sejam doentes.

Por outro lado, se essas crenças causam incômodos variados, a ponto de impedir que a pessoa leve uma existência "normal", aí sim, é válido pensar-se em distúrbios mentais.

Saudações.
Título: Re: Limites entre a esquizofrenia e a mediunidade como expiação
Enviado por: j.p em 19 de Junho de 2011, 22:48
Prezado Richard, a esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico caracterizado por sintomas tais como delírios e alucinações (que podem ser confundidos com atividade mediúnica) mas também por diversos outros tais como embotamento afetivo, retraimento social, alogia, abulia, anedonia, prejuízos na atenção, em memória operacional e funções executivas que levam o indivíduo a apresentar intenso sofrimento e prejuízos socio-ocupacionais importantes.
Att, João Paulo
Título: Re: Limites entre a esquizofrenia e a mediunidade como expiação
Enviado por: AugustoCésar em 27 de Junho de 2011, 02:37
Como já foi dito, a descrição de um sintoma da esquizofrenia (cujo diagnóstico pede vários deles e não só um ao longo de um tempo relativamente longo) pode se confundir com manifestação mediúnica.

Um psiquiatra não confunde um esquizofrênico com um médium, pois o esquizofrênico tem prejuízos de funcionalidade ao longo do tempo que o médium não tem. Existe inclusive categoria específica para manifestações que ocorrem dentro de um contexto cultural e relacionado à crença da pessoa.

A questão embutida nesta discussão remete à explicação dos fenômenos observados na loucura que se parecem com alguns fenômenos mediúnicos e, a este respeito, me lembro de um capítulo de livro de André Luiz: No Mundo Maior, capítulo 12.
Título: Re: Limites entre a esquizofrenia e a mediunidade como expiação
Enviado por: Mandy em 12 de Outubro de 2012, 00:35
Esquizofrenia é uma doença neurológica. Pode ser uma obsessão, mais para possessão? Aredito que sim. Mas de qualuqer forma, TEM que ser tratada por psiquiatras e psicologos, neurologistas.
Deve ser tratada com medicamento.
As vozes ouvidas mandam sempre fazer o mal. Deixam a pessoa,
muitas vezes, psicótica. Essa mesma pessoa pode matar, sem motivo algum. Simplesmente: "pq as vozes ordenam".
Colocar como bênção é exagerar. Essa pessoa está presa, sem poder escapar, tem alucinações violentas. Imaginem quando ela dorme o que deve acontecer com esse espirito.