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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: Anton Kiudero em 26 de Novembro de 2010, 20:30

Título: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: Anton Kiudero em 26 de Novembro de 2010, 20:30
Guiar para a luz e para Deus

"Muitas profissões são difíceis e pedem longos anos de preparação, mas a 'profissão' mais difícil é a de guiar os seres humanos no caminho da luz e da glória divina. Para se preparar para isto, são necessárias muitas encarnações. Aliás, é preciso ter sido criado para esse objetivo.

Mas, quantas pessoas se imaginam capazes de guiar os outros! 'Abrem negócios' para atrair discípulos, e acham que transmitem um ensinamento a eles. Mas qual ensinamento? Todas as imperfeições, todas as lacunas que trazem em si – e às quais nunca pensaram em corrigir – se refletem nos conselhos, nas instruções e nas orientações que eles indicam. Assim, ao invés de levar os seus discípulos a escalarem caminhos íngremes que levam às alturas sublimes, levam-nos a se perderem por caminhos cheios de emboscadas.

E eles mesmos acabam, muitas vezes, sendo arrastados para precipícios."

Omraam Mikhaël Aïvanhov
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: Salvador p em 27 de Novembro de 2010, 12:36
muitas vezes as orintações que nos são dadas não são as mais corretas, mas todos os caminhos nos levam á perfeição.
leve as encarnações que for nesseçário e o tempo que levar.
a nossa missão é estarmos juntos de deus.
muita luz
obrigado
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: filhodobino em 27 de Novembro de 2010, 13:43
Amados e queridos companheiros de Ideal, Bom dia amado irmão Anton!

Nos ultimos 10 anos de minha vida muito tenho meditado acerca desse assunto, ao qual me afinizo instantâneamente tão logo o acesso, por isso meu pitaco, pois sempre recorro por comparação a esta parte do LE... que peço vênia para participar do assunto que o amado abriu...

565. Atentam os Espíritos em nossos trabalhos de arte e por eles se interessam?
“Atentam no que prove a elevação dos Espíritos e seus progressos.”
566. Um Espírito, que haja cultivado na Terra uma especialidade artística, que
tenha sido, por exemplo, pintor, ou arquiteto, se interessa de preferência pelos trabalhos
que constituíram objeto de sua predileção durante a vida?
“Tudo se confunde num objetivo geral, Se for um Espírito bom, esses trabalhos o
interessarão na medida do ensejo que lhe proporcionem de auxiliar as almas a se elevarem
para Deus. Demais, esqueceis que um Espírito que cultivou certa arte, na existência em que
o conhecestes, pode ter cultivado outra em anterior existência, pois que lhe cumpre saber
tudo para ser perfeito. Assim, conforme o grau do seu adiantamento, pode suceder que nada
seja para ele uma especialidade. Foi o que eu quis significar, dizendo que tudo se confunde
num objetivo geral. Notai ainda o seguinte: o que, no vosso mundo atrasado, considerais
sublime, não passa de infantilidade, comparado ao que há em mundos mais adiantados.
Como pretenderíeis que os Espíritos que habitam esses mundos, onde existem artes que
desconheceis, admirem o que, aos seus olhos, corresponde a trabalhos de colegiais? Por isso
disse eu: atentam no que demonstre progresso.”
a) - Concebemos que seja assim, em se tratando de Espíritos muito adiantados.
Referimo-nos, porém, a Espíritos mais vulgares, que ainda se não elevaram acima das
idéias terrenas.
“Com relação a esses, o caso é diferente. Mais restrito é o ponto de vista donde
observam as coisas. Podem, portanto, admirar o que vos cause admiração.”

567. Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
“Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e
com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas
naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas
veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões.”
Com as coisas deste mundo os Espíritos se ocupam conformemente ao grau de
elevação ou de inferioridade em que se achem. Os Espíritos superiores dispõem, sem
dúvida, da faculdade de examiná-las nas suas mínimas particularidades, mas só o fazem na
medida em que isso seja útil ao progresso. Unicamente os Espíritos inferiores ligam a essas
coisas uma importância relativa às reminiscências que ainda conservam e às idéias
materiais que ainda se não extinguiram neles.
568. Os Espíritos, que têm missões a cumprir, as cumprem na erraticidade, ou
encarnados?
“Podem tê-las num e noutro estado. Para certos Espíritos errantes, é uma grande
ocupação.”
569. Em que consistem as missões de que podem ser encarregados os Espíritos
errantes?
“São tão variadas que impossível fora descrevê-las. Muitas há mesmo que não
podeis compreender. Os Espíritos executam as vontades de Deus e não vos é dado penetrarlhe
todos os desígnios.”
As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Quer como Espíritos, quer
como homens, são incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos
indivíduos, dentro de um círculo de idéias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais
e de velar pela execução de determinadas coisas. Alguns desempenham missões mais
restritas e, de certo modo, pessoais ou inteiramente locais, como sejam assistir os enfermos,
os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores,
dirigi-los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos. Pode dizer-se que há tantos gêneros de missões quantas as espécies de interesses a resguardar, assim no mundo físico, como no moral. O Espírito se adianta conforme à maneira por que desempenha a sua tarefa.
570. Os Espíritos percebem sempre os desígnios que lhes compete executar?
“Não. Muitos há que são instrumentos cegos. Outros, porém, sabem muito bem com
que fim atuam.”

A propósito um comentário de Zimmermann...
Teoria e técnica não devem ser de personalidade, mas deve estar contida na personalidade ...(...) (grifo do filhodobino ... deve estar consubstanciada em alteridade e abnegação), e disponível às transferências com transparência, utilizando a aplicabilidade oportuna e conveniente principalmente serem impositivas, nem afetadas de instrumentalização de medos e castigos, menos ainda de recompensas, serem sempre amplas afetos próprios e verdadeiros como instrumento de doação e transferência, caso contrário, as veredas podem encaminhar néscios, incautos e gananciosos aos labirintos sem saída...

Grato pela oportunidade de reflexão, e que Deus o mantenha em Saúde e Paz!
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: filhodobino em 27 de Novembro de 2010, 13:52
Amado Irmão,
Outra peça de estudo no preparo que muito admiro e estou sempre relendo é:
Os sete sermões aos mortos por Carl G. Jung - Escritas por Basilides em Alexandria, a cidade onde Oriente e Ocidente se encontram...
Quem puder ter acesso é sempre de útil reflexão.
Saúde e Paz!
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: dim-dim em 27 de Novembro de 2010, 14:34
Assim está no LE...

911 Não existem paixões tão vivas e irresistíveis que a vontade não tenha o poder de superá-las?

– Há muitas pessoas que dizem: Eu quero, mas a vontade está apenas nos lábios. Querem, mas estão bem satisfeitas que assim não seja. (...)

912 Qual o meio mais eficaz de combater a predominância da natureza corporal?

– Praticar o desprendimento.  (Allan Kardec)



"Se é difícil a “pobreza pelo espírito”, muito mais difícil é a “pureza do coração”. O desapego dos bens externos é o abandono de algo que não fez, nem jamais poderá fazer parte integrante do homem algo que nunca foi nem pode ser realmente “seu” - ao passo que o ego personal faz parte integrante do homem, é “seu”, embora não seja ele mesmo; e por isso a renúncia à sua personalidade físico-mental em prol da sua individualidade espiritual é, incomparavelmente, mais difícil do que a renúncia à cobiça dos bens externos. Parece ser uma morte para o homem que ainda não descobriu o seu eterno Eu. Mas essa morte é indispensável para a ressurreição. A coragem de arriscar ou não arriscar esse salto mortal do ego humano para o Eu divino é que divide a humanidade em dois campos: em profanos e iniciados, nos de fora e nos de dentro, em cegos e videntes, em inexperientes e experientes, em insipientes e em sapientes. É necessário que o homem sofra tudo isso para, assim, entrar em sua glória..." (Huberto Rhoden)



"Quando se alcança o estado supra-consciente, se manifesta a verdadeira natureza do conhecedor ou Espírito (Atman em sânscrito). Em outros estados o conhecedor se identifica com as modificações da substância mental. Às vezes o conhecedor se identifica com os impulsos, bons ou maus; outras vezes se identifica com as emoções, com as sensações agradáveis ou desagradáveis ou com as mudanças do corpo e suas enfermidades. Esta identificação do Espírito ou Atman com as mudanças da mente e do corpo é a causa de nossa escravidão, sofrimento e infelicidade. Quando o conhecedor do sofrimento e da pena se identifica com as qualidades se torna triste e infeliz; mas na realidade o conhecedor é sempre distinto e está separado do objeto que conhece." (S. Abhedananda)
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: Anton Kiudero em 27 de Novembro de 2010, 16:04
O pequeno texto de abertura deste topico me chamou a atenção por sua lucidez e simplicidade. Quantos entre nos, espiritos encarnados, não acreditam que "sabem" algo que "devem" transmitir aos demais? Quantos entre nos ainda se emocionam ao referir-se a algum expoente das verdades nas quais acreditam? E quantos ainda podem, em casos extremos, chegar as vias de fato para defender a ferro e fogo as suas verdades?

Pois qualquer destes sinais são indicativos de que ainda não chegou o momento de "guiar para a luz e para Deus". O espirito simplesmente ainda não esta pronto e não nasceu para este mister desta vez.

A chave para podermos tentar guiar alguem é conhecermos o caminho, não por ouvir falar, mas por termos tido a oportunidade de palmilha-lo no passado. E quem conhece o caminho possui a consciencia de que não ha caminhos e que portanto nada sabe e a nada tem motivos para apegar-se.

Apenas solicito que meditem sobre isto.
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: FABIO BRAGA em 27 de Novembro de 2010, 20:27
Querido irmão. Parabéns pelo texto.
Sempre digo em reuniões de bate-papo informal da qual participo, que não sou doutrinador, não sou orador, nem colaborador. Sou amador. Amador é aquele que faz por amor e não apenas com amor.
Afinal, Jesus ensinou: "como pode um cego guiar outro cego". "Amai-vos e instruí-vos".
Consolação e entendimento são luzes de humildade dos espíritos sérios e sábios.
A eles devotamos todo nosso coração nas lides espirituais.
Fique em Deus.
Título: Re: Guiar para a luz e para Deus
Enviado por: belina em 07 de Dezembro de 2010, 16:53
Antom adorei o texto , obrigada por partilhar.

Paz e Luz