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GERAL => Psicologia & Espiritismo => Tópico iniciado por: Discípulo da Luz em 08 de Março de 2010, 15:58

Título: Esquizofrenia
Enviado por: Discípulo da Luz em 08 de Março de 2010, 15:58
Um bom artigo sobre esquizofrenia:

http://www.consultormedico.com/consultar-doencas/outras/esquizofrenia.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jb25zdWx0b3JtZWRpY28uY29tL2NvbnN1bHRhci1kb2VuY2FzL291dHJhcy9lc3F1aXpvZnJlbmlhLmh0bWw=)
Título: Re: Esquizofrenia
Enviado por: Carmen.gbi em 08 de Março de 2010, 18:09


Boa tarde!


Um resumo interessante sobre Esquizofrenia refratária.


Os transtornos esquizofrênicos são distúrbios mentais graves e persistentes, caracterizados por distorções do pensamento e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto por ausência de prejuízo no sensório e na capacidade intelectual (embora ao longo do tempo possam aparecer déficits cognitivos). Seu curso é variável, com cerca de 30% dos casos apresentando recuperação completa ou quase completa, 30% com remissão incompleta e prejuízo parcial de funcionamento e 30 % com deterioração importante e persistente da capacidade de funcionamento profissional, social e afetivo.

Embora não se identifique nenhum sintoma estritamente patognomônico, para fins diagnósticos exige-se a presença de pelo menos um sintoma claro de um grupo de maior hierarquia, ou dois de um grupo de menor hierarquia, pelo menos durante o período de 1 mês, juntamente com a exclusão de diagnósticos de transtornos de humor e transtornos atribuíveis a doença cerebral orgânica, intoxicação, dependência ou abstinência relacionada a álcool ou drogas. São de importância especial para o diagnóstico de esquizofrenia a ocorrência de uma perturbação das funções básicas que dão à pessoa normal um senso de individualidade, unicidade e de direção de si mesmo. O paciente tem a sensação de que os pensamentos, sentimentos e atos mais íntimos são sentidos ou partilhados por outros. Podem se desenvolver delírios explicativos, de que forças externas influenciam pensamentos e ações do indivíduo, de formas muitas vezes bizarras. Aspectos periféricos e irrelevantes de conceitos são utilizados conjugados com aspectos centrais. O resultado é um pensamento vago, elíptico e obscuro, com uma crença de que situações quotidianas possuem um significado especial, usualmente sinistro, destinado unicamente ao indivíduo. Pode haver sensação de interrupção do curso do pensamento e sensação de que as idéias são retiradas por um agente exterior. O humor é caracteristicamente superficial ou incongruente, acompanhado, com freqüência, de inércia, negativismo ou estupor.

A esquizofrenia afeta aproximadamente 1% da população e é responsável por 25% das internações psiquiátricas. Mais de 100 ensaios clínicos randomizados e duplo-cegos e metanálises demonstram claramente a eficácia dos medicamentos antipsicóticos "tradicionais" como alternativas de primeira linha para o tratamento dos sintomas positivos da esquizofrenia. Metanálises recentes concluem por "ausência de evidência clara de que os antipsicóticos de nova geração sejam mais efetivos ou melhor tolerados do que os antipsicóticos tradicionais" ou "os dados de eficácia dos antipsicóticos de nova geração no tratamento dos pacientes com esquizofrenia refratária são inconclusivos". Cerca de 60% a 80% dos pacientes com esquizofrenia irão melhorar com antipsicóticos convencionais. Apesar disso, um percentual expressivo destes pacientes, 20% a 40%, não respondem mesmo a doses elevadas destes antipsicóticos, mesmo quando combinados a outras formas de tratamento psicológico e social. Este grupo de pacientes denominados "resistentes" à terapia neuroléptica apresenta alta taxa de morbimortalidade, além de elevado custo social e familiar.


(retirado do livro : Prtocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas)