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GERAL => Audiovisuais => Power Point => Tópico iniciado por: Bessa em 26 de Agosto de 2010, 14:28

Título: SUA TRANSFORMAÇÃO!
Enviado por: Bessa em 26 de Agosto de 2010, 14:28
 :Dum bom dia a todos!
Título: Re: SUA TRANSFORMAÇÃO!
Enviado por: Conforti em 27 de Agosto de 2010, 16:44



          Bessa, bom dia,

          Me permita uma pequena questão: pelo que a amiga citou, nossas escolhas são de tremenda importância, certo? Pois, por elas, seremos felizes ou infelizes. No entanto, o que vemos no mundo é muito mais infelicidade do que felicidade. Daí, podemos deduzir que, no geral, as escolhas têm sido muito  erradas. Logo, ou o homem ainda não aprendeu a escolher o certo, e é ainda ignorante, coisa que a doutrina assegura ser impossível pois todos, sem exceção, têm as leis de Deus impressas em sua mente, ou mesmo conhecendo as terríveis conseqüências dos seus erros, assim mesmo age erradamente.
          Diz a doutrina espírita que todo o mal e sofrimento do mundo vêm do mau uso do livre-arbítrio, faculdade que o Criador teria concedido às criaturas divinas.
          A questão, então, é esta (nem peço à amiga que a responda, mas, sim, que reflita sobre ela): porquê, podendo escolher entre fazer o certo e, conseqüentemente, ser feliz, ou fazer o errado e, conseqüentemente, ser infeliz, o ser humano escolhe errar e ser infeliz?

          Até mais.



Título: Re: SUA TRANSFORMAÇÃO!
Enviado por: Bessa em 27 de Agosto de 2010, 19:12
Boa tarde,Coronel
Recentemente.navegando pela internet,me deparei com uma materia na qual concordo plenamente.Diz o seguimte:
Desde o nascimento, uma criança perceptiva começa a sentir que, se ela está infeliz, ela provoca simpatia, ela provoca compaixão, todo mundo tenta ser amável, enfim, ela ganha amor. E até mais do que isso: se ela está mal, com algum tipo de sofrimento, ela ganha atenção de todo mundo.
E a atenção funciona como um alimento para o ego. É com a atenção que nós ganhamos energia e nós sentimos que somos alguém. Se todos nos olham, nós nos tornamos importantes. O ego surge no relacionamento.
Desde o nascimento, a criança aprende: pareça miserável e assim obterá simpatia; pareça doente e você merecerá atenção, ou seja, você se tornará importante.
Quando a criança está feliz, ninguém a ouve...
Quando está saudável, ninguém se importa com ela...
Quando está bem, ninguém lhe dá atenção...
Por que haveriam de se importar com ela? Tudo vai bem!
E ainda tem mais: se ela estiver saudável e começar a agitar, a se expressar, é bem provável que logo receba uma repreensão, o que há de abatê-la e se aprofundar em sua consciência.
Assim, desde o nascimento, aprenderá a escolher o errado, ou seja, escolher a tristeza, o pessimismo, o lado mais escuro da vida humana.
Outro fato relacionado a este é que sempre que nós estamos felizes, sempre que estamos alegres, todo mundo nos inveja.
Assim, nós aprendemos a não ficar felizes, a não demonstrar nossa felicidade, a não rir. Quando as pessoas riem, em geral, elas não dão gargalhadas; elas riem até certo ponto: até o ponto em que não serão levadas a mal, até o ponto em que não provoquem inveja.
Nesta sociedade, se alguém estiver dançando, em êxtase, no meio da rua, no trabalho, todos jurarão que é um louco.
Se alguém se sentir mal, tímido, inseguro, bloqueado, então tudo está bem, ele está mais ou menos ajustado, mais ou menos igual a todo mundo, porque a sociedade é assim mesmo: mais ou menos miserável!...
Na verdade,  todo mundo pode escolher. E não apenas ao amanhecer, a todo o momento podemos fazer uma escolha entre sermos felizes ou infelizes. E estamos habituados a escolher a infelicidade.
A sociedade fez uma grande obra. A educação, a cultura e os agentes culturais - pais, professores, etc. - transformaram criaturas alegres em criaturas infelizes.
Toda criança nasce como um leão, toda criança é um ser divino ao nascer, mas acaba morrendo como uma ovelha medrosa e morre como um louco.
Esta é a chave: a escolha existe, mas você se tornou inconsciente dela.
Escolheu o errado tão continuamente que fez disso um hábito e passou a escolher automaticamente.
Abra os olhos: você está escolhendo a todo o momento. Lembre-se: a escolha é sua! Essa conscientização o ajudará. E será mais fácil achar o caminho para a felicidade.
Lembre-se: A escolha é sua!
Não reclame; este drama é seu; ninguém mais é responsável: só você!
 
 Osho Rajneesh
Da obra: "Meu caminho, o caminho das nuvens brancas"
Título: Re: SUA TRANSFORMAÇÃO!
Enviado por: Conforti em 28 de Agosto de 2010, 00:04
        Olá, amiga Bessa

        Concordo com a amiga. Veja: quando nasce, a criança está no “paraíso”: o seio, o calor e o aroma da mãe, etc; nada a perturba. Mas, aos poucos, esse paraíso se transforma: outra criança ou o que seja, lhe disputa a chupeta, lhe arrebata o pão das mãos etc. Então descobre, em torno dela, um mundo ameaçador. Aí, no relacionamento com o mundo, como o Osho diz, nasce o ego. O ego é defesa contra a ameaça externa. E faz com que vejamos o mundo como algo do qual devemos nos defender, um inimigo a ser combatido, concorda? E as armas, apontados pelo sábio, surgem. Como ele diz, desde o nascimento, aprende a escolher o errado, a tristeza etc.
        Osho:
“E estamos habituados a escolher a infelicidade. A educação, a cultura e os agentes etc. - transformaram criaturas alegres em criaturas infelizes”.
          É isso. Como afirmam eminentes psicólogos, a cultura e seus agentes, desde que a criança nasce, fazem tudo para transformá-la num ser enlouquecido, igual ao que os demais já são.Para se enquadrar à sociedade.

        Osho:
“Esta é a chave: a escolha existe, mas você se tornou inconsciente dela.
Escolheu o errado tão continuamente que fez disso um hábito e passou a escolher automaticamente”.

        Tudo perfeito, compreensível. Veja que este sábio se refere a sofrimentos que vêm da inconsciência ou ignorância ao fazer as escolhas, certo? E as escolhas são erradas porque, como ele diz, as circunstancias da vida as fizeram ser erradas. Não é porque o homem seja maldoso, rebelde, recalcitrante, como asseguram as doutrinas.
        Suponho que a amiga seja espírita ou cristã. Então vamos fazer uma comparação do que disse Osho com a concepção espírita. Por esta, todos são criados simples e ignorantes, com iguais inclinações para o bem e para o mal, e com idênticas faculdades intelectuais. No entanto, desde o princípio, mesmo sendo iguais, uns seguem o caminho do bem absoluto e outros o do mal absoluto!!!! O que significa isso senão que uns já fazem escolhas erradas, inconscientes, portanto por ignorância, desde o princípio? É como se todos, sem exceção, nascessem juntos, um grupo, uma turma de entidades criadas ao mesmo tempo e, desde o momento da criação, uns tomam o caminho do bem e outros, o do mal. Eram iguais, e se tornaram desiguais! O que foi que provocou a desigualdade? Mesmo se não fosse desigualdade desde o princípio, em algum momento entes iguais se tornam desiguais, pois é isso que vemos no mundo, concorda?
        Está é a questão que lhe apresentei para reflexão, em face de sua mensagem inicial: dentro da visão das doutrinas cristãs, sendo o Criador um ser de infinitos amor e justiça, criou penalidades expiatórias e até mundos para essa expiação, para “punir”, embora com penas ditas educativas, mas que implicam em sofrimentos até inenarráveis,  o homem que “peca”. No entanto, pelas palavras de todos os sábios, como as do Osho, todos os erros dos homens são devidos a escolhas erradas, porque inconscientes, por ignorância. Dentro daquela visão de infinitos amor e justiça, pode-se sequer imaginar que as criaturas divinas sejam punidas por serem ignorantes? Criados ignorantes e imperfeitos, somos punidos por sermos ignorantes e imperfeitos!? Pelo Osho, é a vida que traz desigualdades entre aqueles que, segundo as doutrinas, são criados iguais. Pelas doutrinas, contudo, o motivo para as desigualdades está no mau uso do livre-arbítrio. Mas, eram todos iguais! Qual foi o “ingrediente” que desfaz a igualdade inicial e faz que uns usem o livre-arbítrio desigualmente?
        Veja que, o mais sério problema do ser humano é o sofrimento, dos mais insignificantes aos mais terríveis, certo? E todo esse sofrimento vem, conforme as doutrinas cristãs, de o homem fazer escolhas erradas, mesmo sabendo que são erradas e com pleno conhecimento das conseqüências tremendas que lhe virão. Por isso eu lhe perguntei: porquê, podendo escolher, o homem escolhe o errado, que lhe trará sofrimento e infelicidade, em vez de escolher o certo, que lhe trará alegria e felicidade? 
        Se a amiga bem analisar, vai perceber que ninguém das doutrinas, nem estas têm reposta para essa questão. E para quê perceber isso? Porque, em geral, nos agarramos àquela doutrina que nos satisfaz porque confiamos em seus mentores e rejeitamos tudo o mais. Com isso estamos deixando de conhecer coisas de extrema importância para o crescimento espiritual. E afinal sofremos pelas escolhas erradas (isto é natural) e também sofremos porque as doutrinas, todas elas, com seus ensinamentos incompletos, nos enchem de ilusões, esperanças, remorsos, culpas e medos
        Compreendeu? Ou fui confuso?

        Até mais...