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GERAL => Eventos / Notícias => Outros Temas => Portugal => Tópico iniciado por: Edna☼ em 10 de Janeiro de 2014, 13:02

Título: 5o. Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: Edna☼ em 10 de Janeiro de 2014, 13:02
5º ENCONTRO NACIONAL DE PASSISTAS

Vai realizar-se o 5º Encontro Nacional de Passistas no dia 22 de Março, com Jacob Melo.

Este evento terá lugar em Coimbra no auditório Divaldo Pereira Franco, das 9.30h às 17.30h.

A inscrição tem o valor de:
10€ sem almoço
16€ com almoço

Inscrições: www.geeak.pt (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZWVhay5wdA==)

Mais informações: 917 424 862 e 919 984 567

Fonte: GEEAK e ADEP
Título: Re: 5o. Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 25 de Março de 2014, 19:46
O magnetismo vs passe espiritual

Não existe a pretenção, muito menos ousadia, de confrontar o que quer que seja ou quem quer que seja. Falíveis todos somos, mas dentro da nossa falibilidade, não devemos nem podemos deixar de nos interrogarmos, relativamente a assuntos que nos dizem respeito e que devem ser analisados à luz da Doutrina Espírita, emanada de Espiritos Superiores ou esclarecidos, sob a tutela da Lei Divina. Por conseguinte longe de nós, de mim em particular, qualquer interesse em gerar um sentimento polémico.
A inteligência é património de todo o ser racional, a racionalidade é uma questão de bom-senso, responsabilidade e argúcia mental, para não lhe chamarmos espiritual, entre outras.
Vem ao caso o recente seminário sobre passes, ministrado por Jacob de Melo, em Portugal, no qual não estive presente, mas no qual estiveram presentes companheiros de jornada da nossa instituição. Uns mais habituados do que outros, uns há anos na doutrina, outros recém chegados, aos quais foi respondido, quando nos perguntaram o achavamos do magnetismo: pode ser um tema interessante, não se deixem levar por ilusões; como cultura geral talvez acrescente alguma coisa, mas à posteriori tudo deve ser analisado à luz da Doutrina Espirita!

Com certeza que a proposta que nos é oferecida sobre o magnetismo, como terapia de alivio, de ajuda, de eventual cura é uma proposta como milhares de outras que antes de serem provadas são neutras em si mesmas, por isso não faz bem nem mal. E se for apresentada como preceito, técnica, terapia ou outra qualquer denominação que lhe queiramos atribuir, divorciada da razão e distanciada da moral cristã, nada há a comentar, a analisar ou a contrapor, tenha o método resultados práticos ou não. Utilizado como magnetismo animal, vegetal, universal, fluido de qualquer origem, a ser manipulado pelo ser humano, não tem implicações outras que não seja o papel, o nome e a imagem do magnetizador, ao colocá-lo dentro da Casa Espirita começa a ter implicações, que se poderia considerar graves e deslustrar um pouco o papel da Espiritualidade, reduzindo-os a meros espectadores de segunda linha.
Quanto ao trabalho de pesquisa do Sr. Jacob de Melo, como espirita que é, pelos vistos nascido em lar espírita, acredito que seja muito válido, tenha por trás muitas horas de trabalho exaustivo, até inovador em determinadas nuances, mas que procura de algum modo encontrar respaldo na Doutrina Espirita para se credenciar, amparar ou suportar. Quando teria mais lógica, como espirita consciente, ter enveredado por uma pesquisa paralela cimentando o método, como uma ciência, talvez próxima do Espiritismo, com metedologia, ferramentas de desenvolvimento e de constatação, que deveria caminhar  separado, da doutrina, em virtude de já existir um método de tratamento energético dentro da doutrina, chame-se ele passe, energético, consubstanciação, trespasse, biotoque, energitização, limpeza, toque, imposição, magnético, bionergia, fluidoterapia ou tenha uma outra qualquer definição e, assim, o magnetismo teria um vasto campo de liberdade e ação, para se desenvolver de modo criterioso, sem estar sujeito às limitações que existem na essência da Doutrina Espirita, que todos conhecemos e que não dependem da nossa vontade.

Criar um método novo, com definições e técnicas que carecem de ser provadas e que, para se utilizar temos que os aceitar de boa-fé, ou mesmo como dogma, para usar dentro das casas espiritas, sem as consequências morais cristãs subjacentes que o Espiritismo contém, não contribui para o próprio Magnetismo e não lhe dá uma base de suporte sustentável, que o mantenha autónomo e capaz de se impor sem necessitar de recorrer aos trabalhadores espiritas, para a sua implmentação. Porque sujeitarmos o magnetismo às regras espirituais, temos que o despir de tudo o que são pretensão ou não esteja comprovado cientificamente, deixando-o livre para se encaixar na Disciplina Espiritual. A não ser assim, temos um trabalho de 40 anos, porventura extraordinário, mas que pode não passar de um arrebatamento megalómano, que pode acontecer a qualquer um de nós, e que um dia vamos ter que deixar de perseguir por dificuldade de o provarmos ou obtenção resultados palpáveis.
Pelo que se notou, e o entusiasmo pelos vistos era grande, baixou os níveis de exigência, consciência, racionalidade critica e avaliação pertinentes, que devem sempre presidir a tudo o que soe a novidade, inovação, arejamento, exotismo e coisas tais. De repente viu-se o brilho nos olhos dos mais fascinados, pela abordagem, como a oportunidade que esperavam de resolver os problemas da humanidade, propondo-se esquecer tudo o que aprenderam, com as plausiveis limitações, ao longo de anos de estudo e constatações várias, em que não conseguiram ajudar a quem mais o desejavam, muitas delas nem sequer a si mesmas se ajudaram, a quererem agora tudo poder fazer e solucionar como por um passo de mágica!

(continua)

Um abraço fraterno,
M. Santos
Título: Re: 5o. Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 25 de Março de 2014, 19:48
(continuação)
O magnetismo vs passe espiritual

O facilitismo costuma ser mau conselheiro, conforme nos indicam os espíritos orientadores meio-esclarecidos, (já nem nos respaldamos nos espiritos superiores, estes são mais exigentes quanto à disciplina) mas a lei de interação humana confirma-nos que o facilitismos só nos pode traser complicações e dissabores, quer sejam fisicos quer sejam emocionais, deixemos para depois os espirituais.

Como cultura geral é bom e entendível, ao indicar o comportamento, atitude mental, regras de alimentação e tudo aquilo que são os cuidados a termos, para nos disponibilizarmos como colaboradores secundários, na ajuda aos outros, na transmissão de energia. É muito válido, mais focalizado, mais enfatizado, mais exaustivamente explicado, mas acredito que pára por aí, a semelhança que possa ter com o convencionado “passe espirita ou passe espiritual”.

Acredito que o entusiasmo por vezes nos retira capacidade de análise para, de modo isento e desintencional, abordarmos os temas mais quentes e que se apresentam como inquestionáveis, no entanto, julgo que não é possivel todo um movimento espirita dos dois lados do Atlântico, não se interrogar, não haver opiniões divergentes. E quem não está de acordo, di-lo ou dá a entender de um modo subliminar, deixando um rasto de arrepiar. Será que esqueçemos a codificação e tudo que nos apresentam, independentemente do trabalho efetuado e do nome que assina? Será que um trabalho por muito esforço que tivesse requerido é por si só sinónimo de idonieidade e motivo para ser aceite sem interrogações? Se não fosse espirita diria que Allan Kardec até se virava no túmulo, pela incongruência de não ver tudo passar pelo “crivo da razão”! Sabemos que meio mundo dentro do movimento espirita gostaria de ter sido Divaldo, Xico ou Raul, etc., assim como o outro meio vai provávelmente ainda o querer, sendo que se nota essa tendência nos trejeitos, maneirismos, tiques, expressões, simpatia, amabilidade, etc., mas por razões óbvias não puderam ser, nem vão poder ser. Todavia muitos, daqueles como destes, vão agora querer ser “médium passista ostensivo”, melhor dizendo “médium curador”, como se pode ver nos seus olhares, na sua ansiedade, nas suas expectativas. Este tema é recorrente, na vinda de Jacob de Melo há mais ou menos 10 anos atrás, tive a oportunidade de ver a exaltação a grassar no meio espirita que o acompanhou, com a implmentação dos grupos de trabalho de cura efetiva, (a não efetiva já existia nos respetivos centros, nos tratamentos habituais de fluidoterapia) com marquesas, sobre as quais nada tenho contra, e outros paramentos e técnicas a preceito.
Relembro aqui um facto acontecido com Divaldo, na sua primeira deslocação ao Panamá, quando no meio de tumulto ele foi recolhido por um residente que estivera antes no Brasil e perguntou o que estava ali a fazer no Panamá – Divaldo explicou que tinha ido lá para falar da Doutrina Espirita porque era espirita- O residente virou-separa ele e disse - dê cá um abraço meu irmão eu também sou espirita. O senhor também é espirita? Perguntou Divaldo? Sou, sou. Eu frequentei o Tenda X quando vivi no Brasil. E Divaldo respondeu – Então o senhor não é propriamente irmão, é mais primo! Vamos começar por primos e um dia chegaremos a irmãos.
Diante da realidade que se nos apresenta começemos por considerar o Magnetismo um método, que pode ser utilizado, até remunerado, em qualquer lado e a qualquer hora, sem implicações outras que não seja a vontade do magnetizador, como uma terapia prima da terapia que é gerida nas Casas Espiritas pelos espiritos passistas, utilizando o nosso melhor equilibrio, boa vontade e amor fraterno, e um dia, quem sabe, talvez o manetismo chegue a irmão dessa Terapia Superior, Sublime e Fraterna que é administrada sob a permissão Divina, na dose exata em que o pode ser, nem mais nem menos.

Não falamos de técnicas, condicionalismos e outra de nomenclatura utilizada, por Jacob de Melo, ficará para uma próxima abordagem sobre esta temática magnética e embora discorde de muitas das informações e certezas expressas nos seu trabalho, realço o esforço e dedicação como estudioso da matéria, pelo qual tenho todo o respeito, mas dentro da Doutrina Espirita ou Espiritismo, acredito que não tem espaço nos molde como é referido, sem as condicionantes espirituais.
Um abraço fraterno

M. Santos
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 06 de Abril de 2014, 21:51
‎Comentário publicado na página: O Magnetismo de Jacob Melo
30/3 às 23:26 ·

magnetismo vs passe espiritual
O Magnetismo sendo um fluído presente em todos os seres humano, nuns mais do que noutros é uma potencialidade humana, que difere em intensidade em cada ser. Todavia não pode ser usado como outras por não podermos aferir da sua qualidade e quantidade, assim como dos efeitos que exerce sobre outros corpos ou sistemas, tal qual acontece com a fluidoterapia ou passe que é administrado nos centros espiritas. No entanto, no passe temos a intervenção do “administrador espiritual” que por principio se admite como conhecedor do desenrolar do processo, quando o facultamos a alguém, com as condicionantes respectivas, que decorrem pelo facto de sermos espíritos em evolução.
O magnetismo pode até ser uma proposta a ser validada como método de cura, mas não dentro do Centro Espirita, uma vez que este já tem o magnetismo, energia ou fluido espiritual e que é manipulado pelos espíritos de acordo com a necessidade de cada um que o recebe, escapando-nos a mecânica que utilizam para o doar. Podemos acabar com o passe espiritual no Centro Espirita e introduzir o magnetismo. É uma questão de opção. Mas com que finalidade vamos nós fazer a troca? Pela novidade? Pelos resultados? O magnetismo ajuda mais, cura mais? Equilibra mais? Se sim, retiremos o passe espiritual e os espíritos responsáveis por ele e coloquemos lá o magnetismo, sem implicações, sem consequências e sem espíritos! Porque não? É uma ideia! Dizem os magnetizadores: tem que ter espíritos. Então para que servem as técnicas, os enquadramentos, os procedimentos? Para introduzir uma ritualística? Acredito ser um absurdo. E um absurdo que nos faz perder tempo precioso, sob um assunto para o qual não temos equipamentos, nem ferramentas para o avaliar ou validar e, pelos vistos, também não temos resultados conclusivos que possam ser apresentados.
Por conseguinte, qual a necessidade que temos de estar a trocar o nome às coisas? Por já estarmos cansados de esperar pelas curas milagrosas que os espíritos não podem fazer. Por já não suportarmos o ritmo dos espíritos e queremos andar mais rápido? Será que queremos ludibriar a Lei Divina ou derrogá-la? Alguém me pode responder?
Acredito que a proposta que Jacob de Melo nos oferece sobre o magnetismo, como terapia de alivio,de ajuda, de eventual cura é uma proposta de cunho pessoal, que vale o que vale. É uma opinião pessoal que mesmo admitida, com todas as definições e procedimentos apresentados, podemos aceitar como uma teoria razoável, mas que carece de ser comprovada, porque se isso não acontecer, não encontra suporte prático.
Se assim não for será uma hipótese que, a ser utilizada, teremos de aceitar de boa-fé, ou mesmo como dogma, para usar dentro das casas espiritas, sem as consequências morais cristãs subjacentes que o Espiritismo contém, não contribui para o próprio Magnetismo e não lhe dá uma base de suporte sustentável, que o mantenha autónomo e capaz de se impor.
Porque para sujeitarmos o magnetismo às regras espirituais, temos que o despir de tudo o que não esteja comprovado cientificamente, deixando-o livre para se encaixar na Disciplina Espiritual e nesse caso é uma fluidoterapia convencional utilizada em qualquer casa espirita.
A não ser assim, temos um trabalho extraordinário, exaustivo até, mas pode não passar de um arrebatamento nascido do desejo de criar algo inovador, pela criação em si, que um modo geral só nos alimenta o ego. E o Espiritismo tem orientações precisas para podermos avaliar esses momentos de menor clareza.
O entusiasmo generalizado parece ter sido grande, como geralmente acontece nestas situações, mas ainda aqui devemos recorrer ao ensino dos Espíritos Superiores, que nos alertam sempre para as regras do bom-senso, seriedade, equilíbrio e racionalidade na abordagem de todos os temas que se regem pela Lei Divina, contra a qual não podemos atentar, em condição alguma. Não deixa de ser triste ver, no meio de todo este entusiasmo, espiritas com anos de militância, deixarem-se arrebatar pelo magnetismo deste modo. Disse Jesus: ….bem profetizou Isaías a vosso respeito... Este povo adora-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim …
Ou somos espiritas e assumimos o Espiritismo por inteiro com os espíritos em todas as realizações na casa espirita ou fundamos uma nova doutrina para integrar o magnetismo. Não podemos querer os espíritos para alguns trabalhos e descartá-los noutras para sermos nós os administradores do poder de Deus na Terra de acordo com a nossa disposição, interesses ou imagem ou eventual proximidade com as pessoas que vamos tratar.
O facilitismo costuma ser mau conselheiro, conforme nos indicam os espíritos esclarecidos, que de vez em quando aparecem em todos os centros espiritas, mas queremos traformarmo-nos em benzedeiras ou rezadeiras, com poderes especiais e artes mágicas pelo meio, é um risco gravíssimo, que só nos pode reservar dissabores no nosso futuro e no futuro do Movimento Espirita e na força do Espirtismo.
Também acredito que, daqui a algum tempo, depois do entusiasmo e do inebriamento dos sentidos passar, perante as prometidas curas que não acontecem, por não poderem se poderem materializar, os ânimos voltam ao seu estado de equilíbrio e sensatez, mas até lá o Espiritismo faz um hiato de espera e muitos necessitados acabarão por receber menos ajuda do que poderiam, devido ao desvio do conceito, pretensão das técnicas e pela atitude de auto-suficiência, que nós seres humanos pensamos deter.
Diante da realidade que se nos apresenta comecemos por considerar o Magnetismo um método, que pode ser utilizado, até remunerado, em qualquer lado e a qualquer hora, sem implicações outras que não seja a vontade do magnetizador, como uma terapia humana e nada se lhe pode ou deve opor.
Um abraço fraterno
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 06 de Abril de 2014, 22:24
Resposta de Jacob de Melo

## Uma opinião foi escrita em minha página do Facebook, pelo abaixo nominado, e aqui a transcrevo integralmente. Procurarei responde-la de forma objetiva e bem apoiada em minha maneira de ler e observar o que leio. Como o emitente postou sua opinião numa página pública, e considerando a relevância do assunto, disponibilizarei ambas, opinião e resposta, em outros meios, para que mais gente conheça os dois lados de uma mesma questão, pois é sempre bom quando aplicamos o “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Utilizarei o método de inserir, ao longo do próprio texto do autor, minhas ponderações, a fim de facilitar o entendimento exato do e sobre o que me refiro. As inserções serão colocadas em parênteses e negrito, e  ##

Vamos à opinião em questão.

 
Por Manuel Santos - magnetismo vs passe espiritual

O Magnetismo sendo um fluído presente em todos os seres humano, nuns mais do que noutros é uma potencialidade humana, que difere em intensidade em cada ser.
## (Devo ressaltar que o termo correto é fluido e não fluído, conforme já anotei desde meu livro O Passe). ##

Todavia não pode ser usado como outras por não podermos aferir da sua qualidade e quantidade, assim como dos efeitos que exerce sobre outros corpos ou sistemas,
## (Uma verdade juntada a uma ideia falsa não valida a falsa; é verdade que TODAS as potências humanas diferem de pessoa a pessoa e que muitas delas não são mensuráveis, como os sentimentos, a paciência, o saber, o nível de progresso, etc. Isto, contudo, não leva à conclusão de por serem diferentes e não mensuráveis carreguem em si qualquer conotação de proibitivo). ##

Tal qual acontece com a fluidoterapia ou passe que é administrado nos centros espiritas. No entanto, no passe temos a intervenção do “administrador espiritual” que por princípio se admite como conhecedor do desenrolar do processo, quando o facultamos a alguém, com as condicionantes respectivas, que decorrem pelo facto de sermos espíritos em evolução
## (Difícil saber por onde começar... De início o autor põe em cheque a prática espírita na própria Casa espírita, embora logo tente reabilitar a fluidoterapia ou o passe – como resumiu – por contar com “administrador espiritual”, que, convenhamos, está num nível de imponderabilidade muito maior do que a potencialidade humana. Para reforçar sua opinião ele saca do “por princípio”, sem dizer de onde este vem enunciado, o mesmo se dando com o indefinível “condicionantes respectivas”, o que seria de se imaginar se tratar de conhecimento amplo, geral e irrestrito. Por fim nos posiciona como Espíritos em evolução quando, por sermos espíritas, devemos estar mesmo é “em progresso”, conforme tão bem exaramos dos elevados conceitos que todo espírita pode e deve absorver do estudo das obras de Allan Kardec. Tudo isso sem contar que, conforme o codificador, os Espíritos desencarnados não são sempre gênios, posto que “Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância” - Livro dos Médiuns, capítulo 4, item 49, questão 5ª -, portanto falece também o pretenso argumento de que eles são sempre conhecedores do desenrolar do processo; para isso precisaria que tivéssemos a garantia da qualidade elevada dos Espíritos, o que não sei como ele, o autor da opinião, obtém com confirmada e segura certeza). ##
 

O magnetismo pode até ser uma proposta a ser validada como método de cura, mas não dentro do Centro Espirita, uma vez que este já tem o magnetismo, energia ou fluido espiritual e que é manipulado pelos espíritos de acordo com a necessidade de cada um que o recebe, escapando-nos a mecânica que utilizam para o doar
## (sem querer ser irônico: Allan Kardec pensava o oposto disso. Por mais respeitável que seja o direito do senhor Manuel Santos de ter e emitir sua opinião, se ele se propõe a falar como espírita ele deveria, pelo menos, respeitar a obra que lhe é básica. Não vou me repetir, por desnecessário, daí indicar a ele, bem como a todos que tiverem real interesse no assunto, a leitura do meu livro Reavaliando Verdades Distorcidas – O que diz Allan Kardec sobre o Magnetismo). ##

Podemos acabar com o passe espiritual no Centro Espirita e introduzir o magnetismo. É uma questão de opção. Mas com que finalidade vamos nós fazer a troca? Pela novidade? Pelos resultados? O magnetismo ajuda mais, cura mais? Equilibra mais? Se sim, retiremos o passe espiritual e os espíritos responsáveis por ele e coloquemos lá o magnetismo, sem implicações, sem consequências e sem espíritos! Porque não? É uma ideia!
## (Se é uma ideia comecemos assim: essa, (a) ideia, é dele, do senhor Manuel Santos, e não minha. Sigo o Espiritismo qual nos indicou Allan Kardec e não como pensam muitos que se dizem e pensam ter postura espírita. O Magnetismo não é moeda de troca, não é novidade, apresenta resultados sim, comprováveis e notáveis, ajuda muito, muito mais do que se pode imaginar, é o equilibrante ímpar que Deus colocou a serviço da humanidade, além do que ele, o Magnetismo, ao contrário do que julga o senhor Manuel Santos, não dispensa a intervenção dos Espíritos, os quais, em relação aos magnetizadores, “aumentam sua força, sua vontade, dirigem seus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias”, tal como consta em O Livro dos Médiuns, capítulo 14, item 176, questão 2ª. Portanto, os Espíritos fazem parte integrante do Magnetismo, como também se depreende das duas questões que Allan Kardec fez no prosseguimento da referência e aqui transcrevo: 3ª Há, entretanto, bons magnetizadores que não crêem nos Espíritos? "Pensas então que os Espíritos só atuam nos que crêem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados por bons Espíritos. Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por isso, do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más intenções, chama os maus." 4ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? "Faria coisas que consideraríeis milagre." - Ou seja: ratifique-se que a ideia esquisita colocada pelo autor do artigo é dele mesmo e não do Espiritismo e muito menos minha). ##

Dizem os magnetizadores: tem que ter espíritos. Então para que servem as técnicas, os enquadramentos, os procedimentos? Para introduzir uma ritualística?
## (Ter-se uma doutrina que se posiciona como científica e não querer que se adotem técnicas, enquadramentos – científicos – e procedimentos não pode passar pelo crivo de qualquer pessoa de bom juízo. Comparar ações bem fundamentadas com atitudes ritualísticas é assinar o livro da ignorância sobre o que se fala, desculpe-me. Essa postura é anti-espírita e anti-Kardec). ##

(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 06 de Abril de 2014, 23:02
(continuação)
Resposta de Jacob de Melo a Manuel Santos
Se assim não for será uma hipótese que, a ser utilizada, teremos de aceitar de boa-fé, ou mesmo como dogma, para usar dentro das casas espiritas, sem as consequências morais cristãs subjacentes que o Espiritismo contém, não contribui para o próprio Magnetismo e não lhe dá uma base de suporte sustentável, que o mantenha autónomo e capaz de se impor
## (Saberia o autor que o passe espiritual, da forma como é usualmente tratado no meio espírita, está muito mais para dogma do que qualquer prática baseada em estudo, conhecimento e experiência? Atentemos para isto que o autor projeta como possibilidade negativa para o futuro já é realidade positiva no presente: o Magnetismo vem contribuindo enormemente não só para curar corpos ou enfermos, mas para dar suporte ético e moral para a humanidade, dando o sentido objetivo que muitas vezes buscamos, a Doutrina Espírita tem, mas as respostas simplistas e vazias que são apresentadas pecam pelo sofismo e desrespeito ao ser humano, que quer e merece viver melhor, em todos os sentidos do termo). ##
 

Porque para sujeitarmos o magnetismo às regras espirituais, temos que o despir de tudo o que não esteja comprovado cientificamente, deixando-o livre para se encaixar na Disciplina Espiritual e nesse caso é uma fluidoterapia convencional utilizada em qualquer casa espirita
## (Ora, que coisa! Ele reclama da falta de instrumentos para comprovação do Magnetismo, mas segue insistindo na prática que comprova sua ineficiência, quando colocada como “convencional” e, por que não dizer, ineficazmente padronizada! Allan Kardec já despojou o Magnetismo, inserindo nele a parte espiritual que lhe faltava; só mesmo quem não quer ver não percebe). ##


A não ser assim, temos um trabalho extraordinário, exaustivo até, mas pode não passar de um arrebatamento nascido do desejo de criar algo inovador, pela criação em si, que um modo geral só nos alimenta o ego. E o Espiritismo tem orientações precisas para podermos avaliar esses momentos de menor clareza
## (Fiquei confuso: ele diz que o trabalho é extraordinário, exaustivo até, e é inovador. De fato, o Magnetismo é extraordinário e árduo, porém não é inovador; simplesmente espíritas, com o espírito que habita a mente e o coração do autor, fizeram com que tudo ficasse perdido no tempo, comprometendo seriamente a base espírita. Estamos agora tão somente tentando resgatar o que nem os espíritas nem a humanidade jamais deveria ter perdido; a ciência do Magnetismo, perfeitamente casada com o Espiritismo, conforme se extrai da questão 555 de O Livro dos Espíritos, do artigo O Magnetismo e o Espiritismo, por Allan Kardec em Revista Espírita de março de 1858 e também do artigo Estatística dos Espíritas, por Allan Kardec na mesma revista, edição de janeiro de 1869. Nisso não há alimentação de ego nem desejo de notabilidade, mas, ao contrário do que quereria ensejar o autor, quero mesmo que fique demonstrado de vez que o Espiritismo tem orientações precisas sobre este tema e que estas orientações “espíritas de verdade” demonstram que os momentos de menor clareza estão tomando a visão do articulista). ##
 

O entusiasmo generalizado parece ter sido grande, como geralmente acontece nestas situações, mas ainda aqui devemos recorrer ao ensino dos Espíritos Superiores, que nos alertam sempre para as regras do bom-senso, seriedade, equilíbrio e racionalidade na abordagem de todos os temas que se regem pela Lei Divina, contra a qual não podemos atentar, em condição alguma
## (Concordo. E lembro que o Magnetismo é regido pela Lei Divina e não pela pretensa visão do articulista, o qual parece não ter base para seu entusiasmo, ao contrário da alegria que nutro por poder ajudar mais e melhor aos semelhantes. Permita-me, o leitor, um adendo: como não sei se conheço pessoalmente o autor, não afirmo de todo que ele seja de terras lusitanas, mas pelo modo um tanto quanto pontual que anotou em sua opinião, ele deve ter participado do 5º Encontro Nacional de Passistas, ocorrido no dia 22 de março deste ano de 2014, na cidade de Coimbra, Portugal; se assim for, certamente ele estava tão fechado em si mesmo que não percebeu quase nada do que falei e agora quer tudo distorcer, revestido de sua visão amplamente distorcida da ciência espírita). ##

Não deixa de ser triste ver, no meio de todo este entusiasmo, espíritas com anos de militância, deixarem-se arrebatar pelo magnetismo deste modo. Disse Jesus: …bem profetizou Isaías a vosso respeito... Este povo adora-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim…
## (E evocar o Evangelho para querer insinuar que os espíritas que agora abrem os olhos e com vivo entusiasmo entendem melhor a essência espírita soa, com gravidade, como destoante grosseria dele. Isto comprova o quanto ele está fechado, de mente e de coração). ##


Ou somos espiritas e assumimos o Espiritismo por inteiro com os espíritos em todas as realizações na casa espirita ou fundamos uma nova doutrina para integrar o magnetismo. Não podemos querer os espíritos para alguns trabalhos e descartá-los noutras para sermos nós os administradores do poder de Deus na Terra de acordo com a nossa disposição, interesses ou imagem ou eventual proximidade com as pessoas que vamos tratar
## (mas o que é que eu venho tentando que não seja o sermos espíritas de verdade? Será mesmo que o autor já leu Allan Kardec para se sentir tão mais espírita do que outrem? Afinal, quem está querendo afastar quem, o quê e do quê? Será mesmo que Espiritismo não prescinde do Magnetismo? Será então que ele, o autor, sugerirá que rasguemos partes da obra de Kardec? Preocupa-me esse modo de se querer ser espírita!). ##
 

continua...
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: Kazaoka em 07 de Abril de 2014, 00:16
(continuação)

O facilitismo
costuma ser mau conselheiro, conforme nos indicam os espíritos esclarecidos, que de vez em quando aparecem em todos os centros espíritas, mas queremos transformarmo-nos em benzedeiras ou rezadeiras, com poderes especiais e artes mágicas pelo meio, é um risco gravíssimo, que só nos pode reservar dissabores no nosso futuro e no futuro do Movimento Espirita e na força do Espiritismo

## (Outra incongruência grave: o fácil é mau conselheiro, opina ele. Todavia ele luta para que o fácil seja implantado no lugar do estudo, da pesquisa, do labor, da segurança. Não sei quem foi que disse que deveríamos colocar benzedeiras, rezadeiras ou outras variantes na Casa Espírita, mas ao par de não caber a ninguém negar as portas de uma Casa Espírita a ninguém que a busque, o Magnetismo não é caixa de mágicas ou de surpresas, ansiando por decepcionar e temperar o futuro com dissabores. Grande dissabor temos hoje, quando já poderíamos ter acreditado nos Espíritos – questão 482 de O Livro dos Espíritos – e estarmos avançados nas terapias das escleroses, dos Alzheimeres, do parksianismo, das lutas contra insidiosas e dolorosas enfermidades sobre as quais a Medicina ainda não chegou a bom termo. Dissabor imenso temos quando encontramos pessoas com o inexplicável propósito de seguir desviando a atenção dos Espíritas para o que nos orientou, sugeriu e advertiu Allan Kardec e os Espíritos Superiores). ##
 

Também acredito que, daqui a algum tempo, depois do entusiasmo e do inebriamento dos sentidos passar, perante as prometidas curas que não acontecem, por não poderem se poderem materializar, os ânimos voltam ao seu estado de equilíbrio e sensatez, mas até lá o Espiritismo faz um hiato de espera e muitos necessitados acabarão por receber menos ajuda do que poderiam, devido ao desvio do conceito, pretensão das técnicas e pela atitude de auto-suficiência, que nós seres humanos pensamos deter
##  (inebriada está uma enorme multidão de espíritas, ainda ingênuos e facilmente manipulados pela falsa lição de que devemos simplesmente sofrer, ao contrário do que nos indica Jesus, o Bem, a Vida. Estonteados estão os que creem que não aprimorar os meios de superar e vencer é da Lei. Que problemão tem a Divindade para fazer ver os que leem e que deveriam, por isso mesmo, gerar luzes e esclarecimentos aos menos esclarecidos! Quando passar essa mais de secular onda de distanciamento do Espiritismo, as almas, felizes e saudáveis, agradecerão ao Senhor por terem revelado a Verdade aos simples e pequenos e não aos doutos que teimam em se desviar ou, o que é pior, tirar o norte dos que buscam direção). ##
 

Diante da realidade que se nos apresenta comecemos por considerar o Magnetismo um método, que pode ser utilizado, até remunerado, em qualquer lado e a qualquer hora, sem implicações outras que não seja a vontade do magnetizador, como uma terapia humana e nada se lhe pode ou deve opor
## (claro, o Magnetismo também pode seguir essa trilha; não pelo fato do autor ter escrito isso, mas pelo que encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 26, item 10: “A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam”. Nunca sugeri, estimulei ou aconselhei que se cobre pelo Magnetismo, da mesma maneira como não consigo vê-lo fora das práticas espíritas. Afinal, uma outra enorme nuvem de escuras projeções existe que tira o foco do entendimento de uma enormidade de efeitos mediúnicos, notadamente os físicos; tudo isso porque deixamos ao largo o estudo continuado, sério e responsável do Magnetismo). ##
 

Um abraço fraterno.
## (Também lhe envio meu abraço, com votos de serenidade, bom ânimo e mente e coração abertos, pois, como asseverou Jesus, é preciso termos olhos de ver e ouvidos de ouvir!). ##
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: Kazaoka em 07 de Abril de 2014, 00:47
Muito boa sua atitude ManSan em trazer a resposta do Jacob. Isso demonstra sua imparcialidade diante da necessidade básica dessa virtude num estudo sério e comprometido apenas com a evolução do aprendizado e da elaboração de uma visão crítica/analítica e imparcial por parte daqueles que se propuseram a acompanhar aquele determinado tema.
Parabéns!
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 22 de Abril de 2014, 23:37
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (1/7)

Réplica de Jacob de Melo entre o duplo símbolo ## inserida Em 13 de Abril de 2014.

## O senhor Manuel Santos, agora confirmadamente residente nas terras portuguesas, rebateu o que escrevi como artigo-resposta ao seu posicionamento contrário ao que estive apresentando em Coimbra, no dia 22 de março de 2014, onde evidenciei, com toda base lógica e referências espíritas, o vínculo entre o Magnetismo e o Espiritismo.
Apesar dele ter escrito sua réplica de forma direta, a mim dirigida, como o fez em aberto, vou responder de forma também aberta, para que todos tenham conhecimento de como ele pensa e de como seu pensar é pouco sustentável.
A fim de não estender demasiadamente o tema, nem deixar que o mesmo assuma caráter de pessoalidade, com este novo artigo darei por encerrado o assunto – minha réplica. Caso ele precise ou ainda queira prolongar o assunto, pode usar meu e-mail:jacobmelo@gmail.com.
Para os leitores de minha página e de onde este vier a ser publicado peço desculpas pela repetitividade inevitável, mas optei por manter a íntegra do que ele me escreveu, sem promover qualquer tipo de correção ou ajuste, todavia deixando em destaque (usarei letra em formato maior (14) e negrito) tudo o que estou respondendo. O que escrevi no artigo - e que ele ora contesta - está entre aspas e o que não está aspeado e em letras sem negrito é sua contestação. Havendo dúvidas, compare-se o que ele transcreveu com o artigo anterior já publicado.
Vamos lá, pois... ##


Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual
Caro Jacob boa tarde,
Estive só para lhe responder com esta frase: Onde fica a Lei de Deus com todo o potencial do magnetismo?
Mas refleti melhor e segui adiante.

## Acredito que terias feito melhor se tivesses optado por colocar apenas a frase que certamente tinham te inspirado, pois ela facilmente responde tudo: A LEI DE DEUS TAMBÉM ESTÁ NO POTENCIAL MAGNÉTICO, notadamente quando bem estudado, bem aplicado, bem distribuído em nome d’Ele e isento de preconceitos, preguiças e prevenções. ##
Eu pensava que o meu irmão era um estudioso autentico, mas pelos vistos é só um defensor acérrimo, o que lhe retira o titulo de estudioso. Um estudioso não se ressente como fez na sua análise agreste a roçar a sobranceria intelectual e doutrinária. Quem acredita na “sua dama” não se exalta com as opiniões alheias, porque acredita no seu trabalho e apresenta provas.

## Não tenho título de estudioso; apenas estudo de forma perseverante e com mente e coração abertos, aplicando o aprendizado com amor e objetividade no Bem, só isso! ##
Apontar gralhas, erros ou ignorância quando o espirito de avaliação está patente, arranjando argumentos pueris e que não contribuem em nada para o esclarecimento, tenha razão ou não, o meu irmão retira obetividade à análise e distorce o raciocínio, porque sabe que publicações sem revisão tem destas coisas e na net tem muito mais.

## Primeiro peço desculpas a ele se o ofendi com meu estilo de escrever; não era esse o meu propósito. Depois, um não-espírita dizer que apontar obras básicas seja argumentação pueril é compreensível; um espírita dizê-lo é, com todo respeito, um absurdo sem tamanho... E ainda me acusar de distorcer raciocínios, mesmo quando apresento todo embasamento teórico e prático, só me leva a concluir que há má-fé. Espero estar equivocado! ##
Depois quero que perceba que nada tenho contra si, como pessoa. Como ser humano respeito-o, com direito a errar e imperfeito como qualquer outro, com os quais trato com toda a dignidade humana, mas também lhe digo que muitas vezes não tenho qualquer consideração doutrinária por pessoas que estimo e respeito. O Espiritismo não é uma via para atingir protagonismo ou criar imagem, é acima de tudo uma via para o meu próprio melhoramento pessoal e entendimento sobre as Leis Divinas, por isso quando rebato o magnetismo, não o estou a afrontar a si e lamento que pense assim.

## Bom saber que não há nada pessoal. Por isso creio que ele está confuso. Defendo o Espiritismo e o Magnetismo, não de forma louca ou estorvada, muito menos buscando destaques pessoais, contudo isso não me leva à omissão ou à acomodação quando surgem formas agressivas como as que foram usadas e repetidas na contestação. ##
Depois quero que compreenda que nunca me ouvirá a avaliar o carácter de quem quer que seja ou a apontar defeitos de foro pessoal, por eu saber que somos seres em aprendizagem, mas no que toca à Doutrina Espirita procuro ser coerente e não devemos carregar para dentro dela as nossas imperfeições ou os nossos atavismos, porque isso é conivência, queira ou não queira, é assim que olho o Espiritismo e não tive berço espirita.

## Se isso fosse real iria dizer que intelectual e espiriticamente éramos iguais, pois em termos espíritas penso e ajo tal como ele se diz ser! ##
É muito difícil para mim, na Doutrina, entender porque tenta diferenciar os termos evoluir e progredir que na ótica do Espiritismo significam transformação e melhoramento do ser humano. Parafraseando os Espiritos encontra-se na obra Kardecista algures e, já agora, terá o trabalho de procurar, já que gosta de estar continuamente a referenciar as fontes, onde existe um enunciado do género, referente à contradição - … não importa as palavras ou definições desde que vos entendais… a forma pouco importa, a importância está na essência… E passo a responder às suas observações que se encontram dentro de aspas.

## Por incrível que pareça há diferença sim entre evoluir e progredir, inclusive na base espírita. Apesar disso há os que não querem ver. E se não importam palavras e/ou definições, desde que nos entendamos, quando não queremos entender as coisas, o que deveremos fazer? Ele reclama que faço citações, todavia aponto as fontes; ele se dá ao luxo de fazê-las e ainda quer que outros vão à busca do que sua acomodação não lhe permite realizar. Agora, leitor, imagine se eu tivesse falado o que era dito e não tivesse apresentado a bibliografia, como o fiz, o que não teria dito ele? ##
##-(Uma verdade juntada a uma ideia falsa não valida a falsa; é verdade que TODAS as potências humanas diferem de pessoa a pessoa e que muitas delas não são mensuráveis, como os sentimentos, a paciência, o saber, o nível de progresso, etc. Isto, contudo, não leva à conclusão de por serem diferentes e não mensuráveis carreguem em si qualquer conotação de proibitivo)-. ##
Não sei como distingue uma ideia falsa de outra menos ou totalmente falsa. Então como torna o magnetismo mensurável? Contradição! Será?

## Será a contradição a marca básica dele? Ou será que ele não me compreende quando escrevo? Ora, pois! Se o Magnetismo não é mensurável – conforme ele diz -, por que se incomoda quando se constata que a ação espiritual é menos mensurável ainda? O que haveria de errado nisso? ##
## -(Difícil saber por onde começar... De início o autor põe em cheque a prática espírita na própria Casa espírita), ##
Falso sofisma

## Como sofisma é algo que turva uma verdade ou um raciocínio, um “falso sofisma” é uma verdade. Obrigado, pois, por constatar isso! ##
## (embora logo tente reabilitar a fluidoterapia ou o passe – como resumiu – por contar com “administrador espiritual”, que, convenhamos, está num nível de imponderabilidade muito maior do que a potencialidade humana). ##
Quem põe em cheque ou reabilita a fluidoterapia? Mas não depende do meu querer nem do seu querer! A fluídoterapia espiritual impoderável, onde? Julgo que é muito mais imponderável a energia magnética do ser humano, ou não acha?

## Não, não acho! E se estamos falando em ponderabilidade da matéria, aí é que não acho mesmo! Mas como ele parece gostar tanto de “provas”, onde está a da ponderabilidade da ação da fluidoterapia tal qual ele preconiza? Saberia ele responder a esta questão? ##
##  (Para reforçar sua opinião ele saca do “por princípio”), ##
Pela racionalidade e estudo das 1019 Questões do L.E, excetuando aquelas a que eventualmente recorre sistematicamente, restante codificação e obras complementares, que possam aprofundar a fé e dilatar os horizontes.

## Será que só valeriam algumas citações, então? Pois todas apontam na mesma direção! E, como já sugeri, que ele leia o livro “Reavaliando Verdades Distorcidas” e perceberá que não faço referência a apenas e tão-somente às mesma questões. ##
##  (sem dizer de onde este vem enunciado, o mesmo se dando com o indefinível “condicionantes respectivas”) ##
As condicionantes respetivas são: Lei de Causa e Efeito e não precisa de mais neste item.

## Que bom: a Lei de Causa e Efeito é suficiente. Para todos, não é mesmo? Assim sendo, em que motivo se baseia a condenação contra a ação do estudo e sua aplicação com sabedoria? Ou a lei aventada é a razão de “os Espíritos fazem tudo” em troca do nosso (dos magnetizadores e passistas) não fazermos nada? Afinal, para que serviria o aspecto científico do Espiritismo se aos Espíritos desencarnados caberia tudo fazer por nós? Para que reencarnaríamos, enfim? ##
Qualquer espirita sabe que são as morais - quem atentou para com a lei – sente o estilete da dor e sofrimento sem cura, embora tenha sempre ajuda.

(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 22 de Abril de 2014, 23:41
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (2/7)
## Aqui ele começou a tirar a venda sobre o que o fustiga: a necessidade de dispor da função do estilete da dor e do sofrimento. Enquanto isso entendo o Espiritismo como Consolador, especialmente no papel de promover alívio real e amor incondicional. Talvez por isso (também) tenhamos focos diferentes da essência espírita. A propósito, Jesus também pensava e agia na direção do alívio e não do martírio. Suas curas eram magnéticas e seu verbo consolador e indutor a profícuas reflexões. ##
##  (o que seria de se imaginar se tratar de conhecimento amplo, geral e irrestrito. Por fim nos posiciona como Espíritos em evolução quando, por sermos espíritas, devemos estar mesmo é “em progresso”, conforme tão bem exaramos dos elevados conceitos que todo espírita pode e deve absorver do estudo das obras de Allan Kardec). ##
Não vejo sentido para o reparo “em progresso”.

## É isso; enquanto não se quer progredir deixa-se que a vida apenas nos faça evoluir. Até parece o samba: “deixa a vida me levar, vida leva eu”... ##
##  (Tudo isso sem contar que, conforme o codificador, os Espíritos desencarnados não são sempre gênios, (no Espiritismo não conheço ninguém que ajude com espíritos fraudulentos, obsessores, mal-intencionados ou ignorantes…) posto que “Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância” - Livro dos Médiuns, capítulo 4, item 49, questão 5ª -, portanto falece também o pretenso argumento de que eles são sempre conhecedores do desenrolar do processo; para isso precisaria que tivéssemos a garantia da qualidade elevada dos Espíritos, o que não sei como ele, o autor da opinião, obtém com confirmada e segura certeza)  ##
Nos Centros idóneos e responsáveis não colaboram espíritos mal-intencionados e ignorantes. Podem tentar abrir brechas, envaidecer, perturbar e exercer fascinio sobre nós, mas não colaboram esse tipo de entidades. Quando ajudamos, orientamos, incentivamos, tratamos ou curamos temos por princípio desejar e fazer o melhor, para que a pessoa que temos diante de nós, seja ajudada em toda a plenitude, mas o pouco ou muito que ela recebe é através da nossa dedicação e das bençãos Divinas, com a colaboração de Espíritos, no mínimo, bem-intencionados.
Creio que não são precisos génios...
Nos trabalhos em que estive, estou e se Deus quiser irei estar, os Espiritos conhecem e sabem embora eu possa não saber. E se adotasse esta abordagem no magnetismo que estuda, talvez ele tivesse uma essência mais consentânea com a Doutrina.

## Ora, ora... Então os Espíritos de sua Casa não se importam que seus tutelados saibam ou venham a saber! Que pena! No LEAN – Lar Espírita Alvorada Nova, Casa onde realizo trabalhos e ponho em prática o que tenho aprendido, os Amigos Espirituais nos recomendam, a todo tempo, que estudemos e que tenhamos mais e melhores condições a fim de que Eles atuem de forma ainda mais eficiente. Quanta diferença!  ##
A certeza que tenho é aquela que a Doutrina me faculta, segundo as directrizes de Kardec, Lacerda, Ivone, Raul, Divaldo, Chico e outros.

## Não vejo no que estamos em desacordo, afora o fato de eu valorizar, em primeira instância, Allan Kardec e sua obra, bem como os exemplos do Evangelho. Outro ponto é que fico feliz sabendo que nos Centros idôneos - segundo ele - não entram espíritos mal-intencionados e ignorantes; portanto Jesus nada teria a fazer por lá, já que “não são os que gozam saúde que precisam de médico”. Dessa forma, não seria aquela posição dele uma fascinação? Creio que sim. ##
##  (sem querer ser irônico: Allan Kardec pensava o oposto disso). ##
Creio que não. Se fosse hoje provavelmente Kardec usaria outra terminologia.

## Seu comentário confirma o que eu disse, pois baseio-me em Allan Kardec e, ao contrário do que podes pensar, sou bastante aberto e procuro ver o que ontem não via, o que hoje está mais claro e sei que ainda precisarei ver melhor amanhã; mas quanto mais eu vejo Kardec e sua obra, mais confirmo a força do Magnetismo como bênção Divina e obra irmã gêmea do Espiritismo. Quanto a ele usar outra terminologia nos dias atuais, isto é correto, todavia não nos dá o direito de adulterar sua obra. ##
##  (Por mais respeitável que seja o direito do senhor Manuel Santos de ter e emitir sua opinião, se ele se propõe a falar como espírita ele deveria, pelo menos, respeitar a obra que lhe é básica. Não vou me repetir, por desnecessário, daí indicar a ele, bem como a todos que tiverem real interesse no assunto, a leitura do meu livro Reavaliando Verdades Distorcidas – O que diz Allan Kardec sobre o Magnetismo). ##
O mundo evoluiu, acredito que tenha percebido isso, a ciência também e a tecnologia ainda mais... Coração aberto e mente sem preconceitos e muita racionalidade e bom-senso pede-se!

## Desculpe-me a ironia, mas fica a questão: estaria ele refletindo sobre isso para si mesmo? Creio que sim, pois ele está precisando disso urgentemente. ##
##  (Se é uma ideia comecemos assim: essa, (a) ideia, é dele, do senhor Manuel Santos, e não minha). ##
Então se não é sua porque persegue uma teoria que o leva ao ponto de afirmar que existem em muitos centros pessoas resistentes à mudança e que têm uma postura de pouca abertura ao magnetismo? Aliás se o objectivo não fosse a substituição estudava o magnetismo sem o tentar ancorar na Doutrina.

## Quem tem o coração aberto e a mente sem preconceitos e muita racionalidade e bom-senso sabe reconhecer (no artigo anterior) o que ele sugeriu e que não tem nada a ver com o que ele diz agora. Porem querer tirar o Magnetismo do Espiritismo é pretender retirar Allan Kardec também. Quem discordar prove-me o contrário. ##
##  (Sigo o Espiritismo qual nos indicou Allan Kardec e não como pensam muitos que se dizem e pensam ter postura espírita). ##
Postura, mas não comportamento.
(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 22 de Abril de 2014, 23:47
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (3/7)
## Embora pareça pessoal a pergunta é inevitável: de quem é a postura e não o comportamento? De quem só escreve e se contradiz o tempo inteiro? Pena que nem sabemos quem é o senhor Manuel Santos nem a que casa serve, pois à causa espírita, definitivamente não é. ##
##  (O Magnetismo não é moeda de troca, não é novidade, apresenta resultados sim, comprováveis e notáveis, ajuda muito, muito mais do que se pode imaginar, é o equilibrante ímpar que Deus colocou a serviço da humanidade, além do que ele, o Magnetismo, ao contrário do que julga o senhor Manuel Santos, não dispensa a intervenção dos Espíritos, os quais, em relação aos magnetizadores, “aumentam sua força, sua vontade, dirigem seus fluidos e lhes dá as qualidades necessárias”, tal como consta em O Livro dos Médiuns, capítulo 14, item 176, questão 2ª). ##
Caro Jacob há irmãos cristãos, de outras confissões religiosas, que abrem a biblia em determinadas afirmações e querem interpretar a lei Divina segundo aquela definição muito restrita.

##Sim... E daí? Acho que ele não quis entrar no mérito porque se sentiu sem saída. Ou será que a obra kardequiana pede apenas a lente dele para ser lida? ##
##  (Portanto, os Espíritos fazem parte integrante do Magnetismo, como também se depreende das duas questões que Allan Kardec fez no prosseguimento da referência e aqui transcrevo: 3ª Há, entretanto, bons magnetizadores que não crêem nos Espíritos? "Pensas então que os Espíritos só atuam nos que crêem neles? Os que magnetizam para o bem são auxiliados por bons Espíritos). ##
E os fluidoterapeutas ou passistas dos centros são auxiliados por espíritos menos bons, para não dizer maus?

## Quem está dizendo isso é ele, pois eu não disse. Mas vale recordar a assertiva de Jesus: “mais será pedido a quem mais houver sido dado” conforme Lucas, 12, 48. ##
##  (Todo homem que nutre o desejo do bem os chama, sem dar por isso, do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más intenções, chama os maus." 4ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? "Faria coisas que consideraríeis milagre.") ##
Claro que sim, mas sem garantias, sem entusiasmo e sem ilusões e na dependência, relativamente aos resultados, de uma Força Maior, daí que toda a certeza adiantada na sua abordagem pode ser um fiasco e quando não for, passa a ser um resultado inferior ao que qualquer passista, no centro espirita pode oferecer, mesmo estando a falar de elementos ignorantes desde que o façam com vocação fraternal e amorífica.

## Significa dizer que nem mesmo a obra de Allan Kardec o convence; nem mesmo a força do Bem tem valor, pois os resultados “são inferiores”. Pergunte-se isso a quem tem recebido os benefícios do Magnetismo quando em voltas com enfermidades dolorosas, não curáveis ou que não obtém respostas nem junto à Medicina nem benefícios reais oriundos dos “passes comuns”... Pergunte a quem, além dos efeitos diretos das terapias magnéticas, redescobriu os valores da vida, do equilíbrio, da própria melhoria, sem que para isso se procedesse de forma fechada e quase agressiva. ##
## (Ou seja: ratifique-se que a ideia esquisita colocada pelo autor do artigo é dele mesmo e não do Espiritismo e muito menos minha). ##
Aqui temos uma ideia de substituição de Deus pelo homem ou pelo magnetizador – impondo o seu potencial – contra a natureza da Justiça Divina! Os resultados são outra coisa que pelos vistos ninguém viu.


## Desculpe-me a franqueza, mas além de fechado, reticente e debatedor que se contradiz inúmeras e repetidas vezes, esse correspondente ainda não é tão honesto nos debates como deseja transparecer. A frase que ele pôs em destaque faz parte de um parágrafo muito mais amplo, onde fica clara a ideia dele de destruir a base espírita e magnética (por favor, leitor, releia no artigo anterior). Imagino que ele deduziu que a maioria não irá se dar ao trabalho de procurar saber de onde e em que contexto veio a frase pinçada por ele, assim deixando espaço para que ele diga o que quiser sem que se descubra o real intento. Com honestidade, só irei até o final desta nova contestação/artigo porque o leitor merece. ##
Este autor nunca iludiu, entusiasmou, ou levou à exacerbação dos sentidos pouco sustentados dos outros, porque não se identifica muito com a demagogia e não tem pendor político, e sempre alertou para al Leis Maiores que não podemos ludibriar, independentemente da fé, da vontade e do querer e afirma sempre que quem se disponibiliza para perceber as regras e alterar comportamentos está a reduzir a duração das suas provas, sejam elas quais forem, que podem até terminar no dia seguinte, mas também podem ser mais longas e que mesmo que esteja sob o jugo de difíceis provas, nasceu para ganhar experiência, adquirir valências, crescer moralmente e sair desta encarnação vitorioso. Para isso têm a ajuda do Centro, dos Espiritos e dos Espiritas ajudados pela componente fuidoterapeutica espiritual, cuja certez de resultados serão fornecidos por eles mesmos.

## Ele falou de demagogia? Pendor político? Sempre alertou para as Leis Morais? Vive-as mesmo? Não quer ludibriar? Desculpem-me, mas de tão rebuscado seu contexto, não dá para crer que ele esteja entendendo a lei de causa e efeito como sendo a lei de talião reformatada, da qual ele seja a palmatória! ##
Nunca se perguntou porque motivo, as grandes figuras, dentro do Espiritismo e os Espiritos que os secundam, que muito ajudaram e até curaram de muitos dos males que diz que o magnetismo resolve, nunca se tenham alongado no magnetismo e se tenham referido à fluidoterapia espiritual, deixando sempre nas mãos dos Espiritos, de Jesus e de Deus os resultados a obter, sem presumir isto ou aquilo?

## A quem culpar, senão aos próprios espíritas, o descaso imoral e injustificável com que a obra de Allan Kardec, neste terreno em especial, segue recebendo? Como disse algumas vezes e até escrevi a respeito: que bom seria se o Livro dos Espíritos fosse também o livro dos espíritas! Que bom seria se Allan Kardec fosse base e básico para todo o movimento espírita! ##
##  (Ter-se uma doutrina que se posiciona como científica e não querer que se adotem técnicas, enquadramentos – científicos – e procedimentos não pode passar pelo crivo de qualquer pessoa de bom juízo. Comparar ações bem fundamentadas com atitudes ritualísticas é assinar o livro da ignorância sobre o que se fala, desculpe-me. Essa postura é anti-espírita e anti-Kardec).
Puro sofisma - Sempre que a ciência provar que a Doutrina está errada, abandona-se esse conceito e adota-se o da ciência. Claro, qual a duvida? Para o adotar no entanto é necessário ter as provas e se elas aparecerem ou quando elas aparecerem nesse dia sou o primeiro a admiti-lo.
Teorias, por mais bem elaboradas que sejam, não passam disso, palavras. Se isto é anti-espírita ou anti Kardec, quando se procura ser racional e bem equilibrado, qualquer coisa está errada… ##
## Puro sofisma de quem? De quem não quer o Espiritismo filosófico e científico? Mas se o Espiritismo está vinculado ao Magnetismo, então cabe a quem não acredita prova-lo ou sustentar isso como erro de Kardec e dos Espíritos Superiores. Sofista é quem diz que aceitará as mudanças, mas se encastela em sua verdade cega e absurda! ##
##  (eu também acredito que essa opinião dele é absurda). ##
Qual? O não poder garantir resultados?

## Não, não distorcer o que se diz faz parte do que se chama honestidade. O que eu falei foi sobre “Ter-se uma doutrina que se posiciona como científica e não querer que se adotem técnicas, enquadramentos – científicos – e procedimentos, não pode passar pelo crivo de qualquer pessoa de bom juízo. Comparar ações bem fundamentadas com atitudes ritualísticas é assinar o livro da ignorância sobre o que se fala, desculpe-me”. – Desculpe-me, leitor, mas foi inevitável essa repetição do trecho. ##
##  (Nossa! Ele não deve ter percebido que sua opinião põe as razões de Allan Kardec no lixo). ##
Não compreendo porque razão se está a por a opinião de Allan Kardec no lixo! Bem pelo contrário. Preferivel rejeitar nove verdades a aceitar uma mentira - é só racionalidade! Os resultados do magnetismo? Diga-me onde estão ou se são equiparáveis aos resultados obtidos com a fluidoterapia espirita ou passes, goste-se ou não do termo.

continua)


Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 22 de Abril de 2014, 23:59
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (4/7)
## Alguém querer manter um ponto de vista é direito de todos, mas querer jogar o que Allan Kardec disse no lixo e apontar frase de sua própria obra para impor-se desarrazoadamente é hipocrisia, das grandes. As provas do Magnetismo vem muito antes do início do Espiritismo e seguem vida afora. A ação do próprio Mestre Jesus é a mais eloquente prova da força magnética do ser humano (vós podeis fazer tudo o que faço, e até mais, se o quiseres – João, 14, 12) e que, segundo Ele, cabe a quem o queira. – Nas Casas que estão aplicando o magnetismo como deve ser, ou seja, com estudo, treinamento, entrega de si à tarefa e aos Bons Espíritos, se contabilizam resultados em grande eloquência; já os passes comuns, até mesmo por não ser hábito o retorno, o feed-back, sequer é sabido o que de fato ocorre após os mesmos. Uma lástima. Deveria e poderia ser bem diferente, mas o menosprezo ao Magnetismo tem custado muito caro a todos nós. – Os resultados positivos do Magnetismo estão ao longo da história e, modernamente, o Jornal Vórtice e os Encontros Mundiais de Magnetizadores Espíritas estão apresentando a quem queira ver a pujança destes. Já os que o contestador defende - nos quais acredito também, desde que associados ao Magnetismo -, não sei onde encontrar as comprovações. ##
##  (Ademais, julgar ser perda de tempo precioso estudar (bem pelo contrário) , porque, segundo ele, não se tem equipamentos nem ferramentas para avaliação e validação, isso nos lança num vácuo absurdo, pois muitos avanços das Ciências e da Humanidade começaram exatamente a partir do não se ter com o que progredir; isto levou o homem a se superar, a descobrir e inventar), ##
E para não ficarmos no vácuo absurdo, inventamos coisas e teorias que demonstramos, não inventamos uma matéria que não controlamos, com teorias que não estão demonstradas e com resultados que não podemos garantir e que podem dar lugar a muitas perturbações

##É por puro respeito a quem vai ler isto tudo nas páginas de meu site que ainda responderei... Pois esse “vácuo absurdo” que ele aponta não existe no Magnetismo nem no que aprendo e repasso, por isso mesmo sequer mereceria consideração de análise. Já na introdução de O Livro dos Espíritos, em seu item 5, nos advertia Allan Kardec: “Baldados, contra essa tendência, serão todos os esforços dos seus detratores e a prova é que o próprio ridículo, de que procuram cobri-lo, longe de lhe amortecer o ímpeto, parece ter-lhe dado novo vigor, resultado que plenamente justifica o que repetidas vezes os Espíritos hão dito: “Não vos inquieteis com a oposição; tudo o que contra vós fizerem se tornará o vosso favor e os vossos maiores adversários, sem o quererem, servirão à vossa causa. Contra a vontade de Deus não poderá prevalecer a má vontade dos homens”. (grifos originais) Isto foi reforçado em artigo na Revista Espírita (dez-1862): “Pois bem! Ocorre assim com a maioria dos detratores do Espiritismo: julgam sobre dados incompletos, freqüentemente mesmo sobre o ouvir-dizer; também todas as suas objeções denotam a ignorância mais absoluta da coisa. Não se pode senão lhes responder: Estudai antes de julgar”. – Coloquei as citações para dizer que não basta se dizer espírita para sê-lo, pois muitas vezes somos seus detratores. ##
##  (atendendo ao atributo Divino dado ao ser humano: inteligência que, conforme questão 532 de O Livro dos Espíritos “Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos ideias propícias ao vosso bem. Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos”. Complementando este parágrafo, o signatário do artigo desconhece resultados conclusivos atribuídos ao Magnetismo; das duas uma: ou ele não quer ver saber, conhecer ou buscar o que está à disposição da humanidade, ou simplesmente quer fazer de seu mundo baldo de informações, o mundo dos outros. Uma lástima! Devo ainda acrescentar que se realiza, anualmente, um Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas – em maio próximo vindouro ocorrerá o 7º Encontro, na cidade de Curitiba-PR-Brasil –, evento esse que já produziu e comprovou avanços enormes tanto no magnetismo prático, como na melhoria de vidas e da própria retomada dos caminhos do Espiritismo de Allan Kardec). ##
Os Espiritos apresentam-nos muitas vezes aquela imagem de uma grande multidão que segue por uma estrada, na qual surge uma bifurcação, dividindo-se em duas outras estradas a determinada altura. Por uma delas segue uma só pessoa, a restante multidão segue pela outra. Será que a pessoa que segue solitária é que está errada?...

## Engraçado como ele não trata mesmo do que não quer entender... Fica irônico, desvia a rota e deixa tudo no ar... Afinal, Jesus andou quase só, e foi quem foi. Estaria ele, o autor, se considerando o caminhante solitário e único correto? ##
##  (Concordo; na maioria das vezes a troca de nomes é improdutiva e gera desvios; a propósito sou dos que afirmam que não deveríamos ter trocado os nomes consagrados por Allan Kardec, como magnetismo e magnetizador pelos de passes e passistas, haja visto o enorme prejuízo que isso causa!). ##
Sem comentários

## Que bom! ##
##  (ele colocou um ponto quando imaginei que ele aporia uma interrogação; considerando a pontuação dele, será mesmo que ele já cansou de esperar as curas milagrosas dos espíritos? Se sim, que providência tomará?). ##
Quanto aos preciosismos de acentuação estamos conversados.

## Tanto estamos que conservei seu texto tal qual publicado. ##
Engano seu, não cansei nem vou cansar. Os que se curam é porque chegou o dia da sua libertação e trabalharam para isso, os que não se curam, são ajudados, mas a Lei Divina ainda não permite mais do que isso, venha o médium curador, o magnetizador, o passista ou Jesus.
Talvez me canse mais depressa se esperar pelo “milagre” magnético.

## Retifico o que ele escreveu: nem mesmo de forma aspeado NÃO EXISTE MILAGRE MAGNÉTICO. Mas Deus age em favor de seus filhos através do Magnetismo sim, apesar do meu correspondente sequer se tenha dado contas de que a vida, fenômeno orgânico, é apanágio do Magnetismo, já que vida é ação magnética. Como será quando ele descobrir isso? ##
##  (Imaginemos o seguinte: alguém tem um câncer – ou cancro, como deve ser mais familiar ao escrevente – e vai a busca de um médico; por uma dessas circunstâncias da Medicina ele fica curado. Será que ele ludibriou ou derrogou a Lei Divina?) ##
Não se faz uso da Lei usufrui-se ou beneficia-se ao seu abrigo dentro dos parâmetros estabelecidos por ela mesma. Ajuda-te e o Céu te ajudará. Pedi e dar-se-vos-à.
## Ou seja: ele não responde o comentário. No Brasil se usa dizer: fugiu pela tangente. Na verdade, como contestar o óbvio, o correto? ##
##  (Ou apenas estará fazendo uso da própria Lei para vencer suas lições, seus desafios? Saberia o autor responder?). ##
Embora a comparação não seja a mais apropriada serve - a medicina não promete nem ilude os doentes e não trabalha com pressupostos técnicos que, aplicado da esquerda para a direita ou vice-versa resulta num sentido e não noutra e não tem conotações morais.
## A não ser que algum magnetizador, de forma inadvertida e particular, sem estudos ou experiência, esteja garantindo curas, isso o que ele afirma é mais uma coisa de sua cabeça. O Magnetismo não ilude nem se coloca como panaceia, apesar de se saber de seu quase interminável potencial. E da mesma maneira que a Medicina cura sem perguntar no que seu paciente crer ou deixa de crer, o verdadeiro espírita deve ter igual ou maior dignidade. Isso sim é que é moral: fazer o bem sem perguntar a quem. ##
##  (Quisera eu ter tido a sabedoria de poder, numa encarnação, elaborar e apresentar uma proposta dessas à humanidade como sendo minha! O que a mim me cabe foi ter estudado – e seguir estudando – a indicação segura de Allan Kardec e dos Espíritos da Codificação Espírita, os quais nos recomendam ter conhecimento lúcido do Espiritismo e do Magnetismo – questão 555 de O Livro dos Espíritos) ##
Como recorre muito à questão 555 do Livro dos Espiritos, como se toda a codificação assentasse, nas curas e magnetismo ou cura pelo magnetismo eu peço-lhe para que se refira também à Questão 556 e 557 do mesmo L.E, que aqui lhe deixo, sem comentários:
(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 23 de Abril de 2014, 00:04
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (5/7)
556. Têm algumas pessoas, verdadeiramente, o poder de curar pelo simples contacto?
## “A força magnética pode chegar até aí, ## quando secundada pela ## pureza dos sentimentos e por um ardente desejo de fazer o bem, ##  porque então os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. Cumpre, porém, desconfiar da maneira pela qual ## contam as coisas pessoas muito crédulas e muito entusiastas, sempre dispostas a considerar maravilhoso o que há de mais simples e mais natural. ## Importa desconfiar também das narrativas interesseiras, que costumam fazer os que exploram, em seu proveito, a credulidade alheia.”

## Ele preferiu não falar. Então simplifiquei: deixei em negrito o que ele não deve ter lido. O magnetismo, tal como orienta Kardec e reforçam os Espíritos Superiores, dão provas e não apenas mexem com a credulidade alheia; agora, querer negar tudo isso e dizer que o passe comum resolve toda problemática é, seguramente, nutrir narrativa interesseira, explorar a ignorância das pessoas que pedem socorro e cultuar a ignorância. ##
557. Podem a bênção e a maldição atrair o bem e o mal para aquele sobre quem são lançados?
“Deus não escuta a maldição injusta e culpado perante ele se torna o que a profere.
Como temos os dois génios opostos, o bem e o mal, pode a maldição exercer momentaneamente influência, mesmo sobre a matéria. Tal influência, porém, só se verifica por vontade de Deus como aumento de prova para aquele que é dela objeto. Demais, o que é comum é serem amaldiçoados os maus e abençoados os bons. Jamais a bênção e a maldição podem desviar da senda da justiça a Providência, que nunca fere o maldito, senão quando mau, e cuja proteção não acoberta senão aquele que a merece.”

## Sem ressalvas de minha parte, pois não sei aonde ele quis chegar. Afinal, nunca amaldiçoei ninguém e, em termos espíritas, ouço sempre os Espíritos do Bem, tal como nos ensinam os próprios, com destaque no anotado nos capítulos 24 e 25 de O Livro dos Médiuns. ##
## ( e, depois de experimentar e seguir observando todos seus feitos, efeitos, aplicações, resultados, comparações e comprovações, poder dizer que Eles estavam certos ) ##
A ser assim e para sustentação deveria apresentar factos, nomes, casos confrontáveis.

## Desde o artigo anterior os apontei. Neste voltei a referir. Procure-os, senhor Manuel Santos, abra ao menos seu coração. E, enquanto isso, permita-se ao menos refletir kardequanamente. ##
##  (e que uma parcela, que pensa da forma como o faz o autor desse arrazoado em análise, segue completamente equivocada e sem conseguir manter-se equilibrada na segura base espírita). ##
Quanto à segurança na Doutrina, sei que o ego e vaidade que também possuo gostavam que acontecessem coisas extraordinárias, mas a seriedade da Doutrina e o ensinamento dos Espíritos, nunca me deixaram ter uma abordagem que não fosse de compromisso sério e coerência que se baseiam em toda a obra e não nos pontos que focam o magnetismo.

## Desculpe-me, mas vou bater no mesmo ponto outra vez: então Allan Kardec estaria errado, equivocado ou maluco? Ser comprometido com o Espiritismo é negar-lhe os princípios? Por outro lado; será que ele me conhece o suficiente para deixar no ar que estou assumindo compromissos sem seriedade e maculando o Espiritismo? - Como ele parece se magoar quando me refiro às citações do senhor Allan Kardec, que bom seria ele ter outras igualmente fortes que provassem que esse Codificador se confundiu e se arrependeu do que nos deixou! ##
##  (Saberia o autor que o passe espiritual, da forma como é usualmente tratado no meio espírita, está muito mais para dogma do que qualquer prática baseada em estudo, conhecimento e experiência?) ##
Porque o considera dogma? Por ser aplicado sem a presunção humana?
## Não, assim o coloco por ser aplicado, na maioria das vezes, sem noção do que se faz e não se cuidar do bem de quem o busca. ##
Uma opinião que tem direito a ter, sem dúvida, mas quando as opiniões iludem outros, que ao tentarem por em prática um conceito entusiasmante, se vêm defraudados por não obterem melhores resultados do que os obtidos através do passe espiritual, pelo contrário bastante piores e entram em desespero e descrença, passa a ser uma opinião teórica que provoca estragos e grandes.
Mais tarde talvez o informe do desfecho de alguém que acreditou na sua teoria e arranjou uma autentica “guerra íntima” e à sua volta.

## Com o “andar” da resposta dele fica perceptível que lhe faltam argumentos e lhe sobra irascibilidade. Não sou ilusionista nem pretencioso, mas jamais me deixarei abater por pessoas que teimam em tirar os olhos dos outros para que não vejam: sejam cenas agradáveis ou desagradáveis. O Espiritismo é Doutrina grandiosa, tanto que nos comporta a ambos, mas opinião teórica é aquela que diz serem esses passes mais eficientes do que aqueles outros e não se apresenta nenhuma comprovação; isso é teoria fútil e que gera descrença em muita gente que apenas pede ajuda! Por favor, quando de futuro o senhor for rebater alguma posição espírita, em ou de quem quer que seja, faça como ensinaram os Espíritos da Codificação e o próprio Codificador: estude, aprofunde-se, desarme-se e sirva com equilíbrio e gravidade. Não travo qualquer guerra, nem íntima nem externa, pois sei o que tenho lido, estudado, exercitado, praticado e orientado. ##
##  (Atentemos para isto que o autor projeta como possibilidade negativa para o futuro já é realidade positiva no presente: o Magnetismo vem contribuindo enormemente não só para curar corpos ou enfermos, mas para dar suporte ético e moral para a humanidade, dando o sentido objetivo que muitas vezes buscamos, a Doutrina Espírita tem, mas as respostas simplistas e vazias que são apresentadas pecam pelo sofismo e desrespeito ao ser humano, que quer e merece viver melhor, em todos os sentidos do termo). ##
O drama não é o negativo ou o positivo mas o realismo que prevalece.
Admitir que o amparo, a reabilitação, a largueza de horizontes, a convicção, a certeza interior, o apaziguamento íntimo, o encontro de milhares de seres consigo mesmos e o consolo da maioria das almas, que a Doutrina Espírita já serviu, tivesse chegado através das referências ao magnetismo, exaradas na obra Kardecista e complementares, creio que eu já não seria espirita hoje. No entanto eu sei que é todo o resto que vai para além das referencias ao magnetismo que dá sustentação e consolação nos embates da vida.

## Alguém, íntegro, diria: vou rever e ampliar meus conceitos. Outro alguém divaga, disfarça e foge. Como seria bom que uma pessoa assim acordasse! ##
##  (Ora, que coisa! Ele reclama da falta de instrumentos para comprovação do Magnetismo, mas segue insistindo na prática que comprova sua ineficiência, quando colocada como “convencional” e, por que não dizer, ineficazmente padronizada! Allan Kardec já despojou o Magnetismo, inserindo nele a parte espiritual que lhe faltava; só mesmo quem não quer ver não percebe). ##
Aceito que a sua proposta apresentada às tradicionais médiuns e espiritualista de tradição Inglesa, com os seus sensitivos, que não olham essa actividade sob um prisma de moralidade/religiosa, seja uma excelente proposta, porque nos “Spiritualist Centres” é o desejo e a vontade de cada um que ordena, mas na mediunidade com Jesus, na mediunidade com as Leis Morais não é uma ciência exata.

## Novamente ele bate fora do discurso. Nunca falei que a melhoria moral esteja fora de nossa busca, o que não impede nem conflita com o desejo de se ser e estar melhor. Ademais, não estou falando de espiritualistas e sim de espíritas. E quero ainda relembrar: a proposta espírita é de progresso intelecto-moral, o que parece não estar de acordo com o que ele pensa... ##
##  (Fiquei confuso: ele diz que o trabalho é extraordinário, exaustivo até, e é inovador. De fato, o Magnetismo é extraordinário e árduo, porém não é inovador; simplesmente espíritas, com o espírito que habita a mente e o coração do autor, fizeram com que tudo ficasse perdido no tempo, comprometendo seriamente a base espírita. Estamos agora tão somente tentando resgatar o que nem os espíritas nem a humanidade jamais deveria ter perdido; a ciência do Magnetismo, perfeitamente casada com o Espiritismo, conforme se extrai da questão 555 de O Livro dos Espíritos, do artigo O Magnetismo e o Espiritismo, por Allan Kardec em Revista Espírita de março de 1858 e também do artigo Estatística dos Espíritas, por Allan Kardec na mesma revista, edição de janeiro de 1869. Nisso não há alimentação de ego nem desejo de notabilidade, mas, ao contrário do que quereria ensejar o autor, quero mesmo que fique demonstrado de vez que o Espiritismo tem orientações precisas sobre este tema e que estas orientações “espíritas de verdade” demonstram que os momentos de menor clareza estão tomando a visão do articulista). ##
Com certeza que criar/inventar/catalogar termos e práticas tem o seu mérito pela dedicação, esforço e tempo, mas depois aguarda-se a comprovação em diverso contextos e situações e quando dizemos que fazemos isto obtemos aquilo e se fizermos com esta técnica temos aquele resultado, tem que existir uma ferramenta de comprovação, o que não é o caso.
(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 23 de Abril de 2014, 00:10
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (6/7)

## Por acaso o articulista já leu o livro A Cura da Depressão Pelo Magnetismo? Creio que não e ainda dirá: apenas opinião pessoal. Mas os que já se beneficiaram com o avanço do Magnetismo nessa enfermidade terrível sabem que esta prova é melhor do que qualquer outra experiência já vivida na área. Precisaria melhor ferramenta do que a vitória que tantos tem obtido sobre esse mal terrível? ##
Acredita que as pessoas que se acercaram da Doutrina nestes 150 anos independentemente de alguém ter abandonado o magnetismo aí numa esquina qualquer? Então al longo destes 150 anos os Espiritos Superiores que se comunicam para alertar para imensas necessidades, tinham esquecido, de um tema tão importante, como defende, deixando orfã? Acredita nesta hipótese?

## Não, não acredito. Tanto que apesar de todos os manuéis da vida, um Michaellus, um Alphose Buer e um Jacob Melo já foram publicados pela FEB. Mas restou-me uma dúvida: será que ele concorda com o espírito André Luiz?! Pergunto porque esse Espírito fala e apresenta o magnetismo como poucos... ##
O entusiasmo generalizado parece ter sido grande, como geralmente acontece nestas situações, mas ainda aqui devemos recorrer ao ensino dos Espíritos Superiores, que nos alertam sempre para as regras do bom-senso, seriedade, equilíbrio e racionalidade na abordagem de todos os temas que se regem pela Lei Divina, contra a qual não podemos atentar, em condição alguma.

## O entusiasmo se deve, sobretudo, ao fato de ter sido apresentado o que estava escondido - todo esse manancial de bênçãos - por tantos e por tanto tempo, e agora as pessoas estarem despertando para o que há de verdade e verdadeiro, bom e profícuo; a ferramenta ideal que tanto tem feito falta para que os Espíritos sejam ainda mais efetivos em suas ações pro humanidade. Só isso! - Agora me responda: falta de bom senso, de seriedade, de equilíbrio e de racionalidade de quem? ##
##  (Concordo. E lembro que o Magnetismo é regido pela Lei Divina e não pela pretensa visão do articulista, o qual parece não ter base para seu entusiasmo, ao contrário da alegria que nutro por poder ajudar mais e melhor aos semelhantes. Permita-me, o leitor, um adendo: como não sei se conheço pessoalmente o autor, não afirmo de todo que ele seja de terras lusitanas, mas pelo modo um tanto quanto pontual que anotou em sua opinião, ele deve ter participado do 5º Encontro Nacional de Passistas, ocorrido no dia 22 de março deste ano de 2014, na cidade de Coimbra, Portugal; se assim for, certamente ele estava tão fechado em si mesmo que não percebeu quase nada do que falei e agora quer tudo distorcer, revestido de sua visão amplamente distorcida da ciência espírita). ##
Não nutro qualquer sentimento de desagrado pelo magnetismo como não nutro pela fluidoterapia espiritual, nutro um sentimento de seriedade e respeito em relação aos dois, como não deixo de referir isso se eventualmente vejo alguém a fazer promessas desmedidas na aplicação das duas, o que acontece na sua proposta magnética. Somos instrumentos ativos, sem dúvida, mas só instrumentos cujos resultados não dependem de nós, logo não podemos oferecer nada a não ser boa vontade...

## Aqui o articulista se excedeu novamente, pois me atribui algo que não é meu: não faço promessas, muito menos desmedidas; limito-me a estudar, a aplicar o que aprendo e a repassar tudo isso, com o máximo de respeito e responsabilidade. Estudo e vivencio o magnetismo há mais de 45 anos, só nesta encarnação, e me empenho pelo seu resgate e pelo uso de seus benefícios por quem espera por isso. Inclusive ajo com vontade e não apenas com boa-vontade. Isto tudo deve incomodá-lo. Por que será? ##
Sou realmente de Portugal e não fui ao seminário, mas pelo que soube mais de “meio mundo” saiu dali convencidos que iam curar tudo e todos, mas dois ou três que conheço já bateram com a cara no chão.

## Isto depõe muito mal contra ele, o articulista. Não esteve presente ao evento a que ele se refere de forma oblíqua, e todo seu argumento se baseia no “ouvi dizer”. Não devem tê-lo informado que meu curso de Magnetismo pede 27 horas reais de estudo e presença, mas em Coimbra participei apenas de um Encontro sobre passes, com duração de tão só 6 horas, portanto, não houve promessas nem deslumbramentos. ##
Se ali tivesse estado far-lhe-ia as perguntas que aqui lhe faço, não duvide.

## Se tivesse ido teria tido a oportunidade de refletir melhor do que ficar julgando aprioristicamente. ##
Não deixa de ser triste ver, no meio de todo este entusiasmo, espíritas com anos de militância, deixarem-se arrebatar pelo magnetismo deste modo. Disse Jesus: …bem profetizou Isaías a vosso respeito... Este povo adora-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim…

## Entristece ainda mais o fato da falta de argumentos dele - e do desvio descaridoso que ele faz ante o que nos oferece essa abençoada Doutrina -, com isso conseguindo iludir a tantos outros... ##
##  (E evocar o Evangelho para querer insinuar que os espíritas que agora abrem os olhos e com vivo entusiasmo entendem melhor a essência espírita soa, com gravidade, como destoante grosseria dele. Isto comprova o quanto ele está fechado, de mente e de coração). ##
É um sofisma! Sabe que o seu magnetismo ou pelo menos o modo como o apresenta colide com o Evangelho, por conseguinte não tem melhor argumentação de que dizer que estamos de coração e mente fechados! Não tenha receio que me considero um espirito aberto, mesmo aos exotismos, desde que e se houver resultados pela novidade somente não chega, para mais quando ele não acrescenta nada de novo e na maioria dos casos distrai.

## Vou colocar um trecho bem conhecido, mas que não estaria no evangelho dele, pois está no de Allan Kardec: Cap. 19, item 12: “O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Repito: a fé é humana e divina. Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.” Um Espírito Protetor. (Paris, l863.) Estaria esse Espírito aí sofismando? Teria eu injetado este tópico no Evangelho Segundo o Espiritismo? Ou será que nem mesmo esse livro da Codificação ele não leu? ##
##  (mas o que é que eu venho tentando que não seja o sermos espíritas de verdade? Será mesmo que o autor já leu Allan Kardec para se sentir tão mais espírita do que outrem? Afinal, quem está querendo afastar quem, o quê e do quê? Será mesmo que Espiritismo não prescinde do Magnetismo? Será então que ele, o autor, sugerirá que rasguemos partes da obra de Kardec? Preocupa-me esse modo de se querer ser espírita!). ##
Já respondida nos itens anteriores!

Onde??? Não saberemos...
##  (Outra incongruência grave: o fácil é mau conselheiro, opina ele. Todavia ele luta para que o fácil seja implantado no lugar do estudo, da pesquisa, do labor, da segurança. Não sei quem foi que disse que deveríamos colocar benzedeiras, rezadeiras ou outras variantes na Casa Espírita, mas ao par de não caber a ninguém negar as portas de uma Casa Espírita a ninguém que a busque, o Magnetismo não é caixa de mágicas ou de surpresas, ansiando por decepcionar e temperar o futuro com dissabores. Grande dissabor temos hoje, quando já poderíamos ter acreditado nos Espíritos – questão 482 de O Livro dos Espíritos – e estarmos avançados nas terapias das escleroses, dos Alzheimeres, do parksianismo, das lutas contra insidiosas e dolorosas enfermidades sobre as quais a Medicina ainda não chegou a bom termo. Dissabor imenso temos quando encontramos pessoas com o inexplicável propósito de seguir desviando a atenção dos Espíritas para o que nos orientou, sugeriu e advertiu Allan Kardec e os Espíritos Superiores). ##
Novo sofisma. Vai dizer-me que a fluidoterapia espiritual, conforme vem sendo aplicada nas casas espiritas é fácil? Será que foi o que eu entendi? Acredita que o seu magnetismo é mais eficaz que o passe espirita? E continua a acreditar que o passe espiritual se for dirigido com regras, disciplina e intenção a quem vai ser aplicado não faz os mesmos resultados que o seu evantual magnetismo? Possivelmente faz mais e melhor, porque o cansaço, provocado pela memorização, procedimentos e avaliação das suas técnicas retiram objetiviade à ação dirigida ao necessitado ou também não acredita nisso?
Sobre a concorrência à Medicina já me referi atrás.
(continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 23 de Abril de 2014, 00:11
Manuel Santos magnetismo vs passe espiritual (7/7)

## Por que será que ele gosta tanto de me chamar de sofista? Por mais que o incomode, o passe espírita, como vulgarmente tem sido aplicado, só compromete uma ciência larga e ampla como a Espírita. Não que os Espíritos não possam; eles podem e fazem maravilhas, mas PRECISAM dos encarnados, já que isto é da Lei Divina. Já os magnetizadores, quando espíritas, são muito felizes sim, muito mais do que ele e qualquer outro ousaria supor. ##
##  (inebriada está uma enorme multidão de espíritas, ainda ingênuos e facilmente manipulados pela falsa lição de que devemos simplesmente sofrer, ao contrário do que nos indica Jesus, o Bem, a Vida. Estonteados estão os que creem que não aprimorar os meios de superar e vencer é da Lei. Que problemão tem a Divindade para fazer ver os que leem e que deveriam, por isso mesmo, gerar luzes e esclarecimentos aos menos esclarecidos! Quando passar essa mais de secular onda de distanciamento do Espiritismo, as almas, felizes e saudáveis, agradecerão ao Senhor por terem revelado a Verdade aos simples e pequenos e não aos doutos que teimam em se desviar ou, o que é pior, tirar o norte dos que buscam direcção). ##
Se existem espiritas ingénuos, que os há, compete aos espiritas mais despertos, abrir-lhes os horizontes através do estudo e consciencialização, para não serem fácilmente manipuláveis, como também acontece aqui, mas como sabe isso não trás uma multidão infindável de seguidores, que aceitam tudo, compram tudo, rendem graças a tudo, esquecendo-se muitas vezes de render graças a Deus por determinados beneficios recebidos, porque está lá o espirita, o passista o magnetizador para o receber.

## Mas é exatamente isto o que venho fazendo; abrindo olhos, mente, alma e coração dos que, atordoados, não percebem o que deveria ter sido sempre posto às claras, como o fez Kardec, a exemplo de Jesus. ##
Todavia, na nossa casa espirita existe a preocupação de esclarecer, alertar, chamar a atenção e conduzir as mentes para que sejam autónomas e capazes de caminhar sozinhas. Costumamos dizer que qualquer pessoa, que acompanha os trabalhos na nossa casa, de um modo mais ou menos assíduo e não se deixa levar por crendices, ao fim de 4 a 5 anos tem condições para dirigir uma casa espirita com seriedade e prudência

## Que bom! Que assim seja! Mas tenho cá minhas dúvidas, pois ter a mente fechada não me parece ser a melhor maneira de se argumentar para abrir a mente alheia. Em todo caso... Se viermos a saber qual é “tua” Casa poderemos avaliar se o que dizes faz sentido. ##
##  (claro, o Magnetismo também pode seguir essa trilha; não pelo fato do autor ter escrito isso, mas pelo que encontramos em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 26, item 10: “A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. Jesus e os apóstolos, ainda que pobres, nada cobravam pelas curas que operavam”. Nunca sugeri, estimulei ou aconselhei que se cobre pelo Magnetismo, da mesma maneira como não consigo vê-lo fora das práticas espíritas. Afinal, uma outra enorme nuvem de escuras projeções existe que tira o foco do entendimento de uma enormidade de efeitos mediúnicos, notadamente os físicos; tudo isso porque deixamos ao largo o estudo continuado, sério e responsável do Magnetismo). ##
Acredito que o que aqui diz é a constatação que a sua abordagem terapeutica peca por muita ilusão contráriamente ao que afirma aqui. Isto já é Doutrina e como afirma: O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos. Se refletir e reavaliar a sua obra verifica que existem muitas definições, técnicas e presunções que são um devaneio e com certeza que será o primeiro a reconsiderá-las por saber que elas não acrescentam nada e levam à ilusão muita gente que o ouve. Pense nisto.

## Pensarei, desde que ele diga que vai pensar no que Allan Kardec e os Espíritos Superiores disseram. Será que ele promete? Como não sei a resposta, vou acrescentar: magnetismo não é ilusão, os médiuns de cura são raros e o poder, conforme trecho do Evangelho copiado acima, vem dos Espíritos e do próprio esforço, da própria vida. ##
Quando fala e, médium curador fala num número muito restrito de seres com esse potencial, por isso sabe que vai ter quase a certeza que na vida pode eventualmente encontrar meia duzia de seres com essa capacidade, todos os outros ficam fora desse número, convencê-los ou entusiasmá-los com as técnicas é até certo ponto deixá-los com um transtorno complicado para resolver e pode não ser fácil, em particular se tiverem alguns indícios de mediunidade e um ego grande.

## Será que ele acha que sou culpado de haver poucos médiuns bons? A quem ele estaria a condenar? ##
Repito! Pessoalmente nada me move contra o meu irmão, mas na Doutrina não aceito incoerências e as suas certezas no magnetismo (que aliás não existem na fluidoterapia espiritual em nenhuma casa espirita idónea) são uma incoerência monumental. A menos que fale com Deus, saiba os seus designios e conheça o historial presente passado da pessoa a quem ajuda, não pode ter certeza alguma. Nem sequer lhe pergunto como chegou à cola energética, centro umeral, localização dos centro de força ou chacras, onde se situam, que impacto têm no corpo biológico, etc. Devo afirmar que os seus livros estão razoavelmente bem escritos e até é uma teoria agradável, mas isso não basta. Pode servir e serve para quem não pergunta porquê? Como? E de que modo, mas para isso temos que fazer algum esforço. Creio que foi Kardec que também disse e depois o meu irmão terá o trabalho de ver o livro onde está exarado, já que não quero chegar a essas minucia. “è preferivel rejeitar nove verdades a aceitar uma única mentira” Se não foi ele peço-lhe desculpa antecipadamente. Como dizia alguém num forum – É por estas coisas que a Doutrina tem dificuldade de se afirmar e não passa de legado de crendices e charlatanices. E é uma verdade incontornável.

## Extrapola, condena, critica e desqualifica qualquer estudo, mas diz não ter nada contra o irmão. Hipocrisia. Como cheguei a conclusões que não estão nos livros que não estudas? Simples: estudando, testando, praticando e servindo com amor e sem ranços. Quem falou das nove verdades foi o Espírito Erasto, mas não vou furtar a ele a oportunidade de pesquisar onde está a citação, pois assim, quem sabe, descobrirá mais alguma coisa de positivo para sua maneira de ver. Por fim, o Espiritismo tem dificuldade de se firmar por muitos motivos, quase todos ligados às personalidades que se dizem professá-lo, mas que continuam fora da base. ##
Resta-me enviar-lhe um abraço fraternal com as condições orientadoras de Jesus.

## Agradeço e retribuo o abraço, com votos de paz e harmonia para todos, com mente e coração abertos para o Bom e o Bem. ##
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 23 de Abril de 2014, 00:25
Resposta a Jacob de Melo - magnetismo vs passe espiritual (1/2)

Caro irmão Jacob de Melo esta é a minha última contestação, relacionado com o tema magnetismo vs passe espiritual, na sua página do facebook. Outras serão apresentadas se o tema o exigir.

O meu objectivo não é confrontar o meu amigo, mas tão só a sua proposta magnética e mesmo esta, só à luz da Doutrina Espirita, já que o magnetismo como ciência para mim como já lhe disse é neutra, como muitas outras opções terapêuticas, até que colida com qualquer coisa, e neste caso a sua proposta colide em alguns pontos da Doutrina Espírita que julgo professamos.
Todavia o meu irmão na sua abordagem preferiu acusar, induzir, deixar no ar, divergir, deambular pelas palavras e referências que muitos de nós conhece, numa tentativa de denegrir o meu conhecimento e daqueles que como eu não concordam consigo, em lugar de explicar. Eu lamento que assim tenha procedido, porque tira objectividade à análise/critica feita, para além de não esclarecer ninguém e neste ninguém estarão muitos dos seus leitores/seguidores.
Continuar a responder-lhe seria saturar os interessados deste tema e não devem ser tão poucos como isso, sem que tirassem qualquer beneficio disto, mas não vou deixar de rebater os pontos onde, com alguma sobranceria intelectual e presunção doutrinária, omite ou entra em análises de carácter, em vez argumentar seriamente na validação da sua teoria, como o criador do magnetismo que quer institucionalizar nos Centros Espíritas.
Disparou em todas as direcções e refugiou-se no velho adágio de que “quem não é por mim é contra mim”, demorando-se em comentários pouco abonatórios, para alguém que se apresenta como estudioso e espirita, ao afirmar que esses personagens têm uma filosofia da defesa cármica, que são néscios, negativistas, pretensiosos, ignorantes, hipócritas, irrascíveis, exploradores da ignorância alheia, disfarçam, fogem, que estamos sob fascínio, ignoramos Deus, abominamos Kardec, etc., só faltou chamar-nos fariseus e mentecaptos, repetindo vezes sem conta, que os seus resultados falam por si, esquecendo-se de uma velha máxima que diz: que somos sempre maus juízes em causa própria!
Se intencionalmente quer levar os seus leitores/seguidores a deduzir qualquer conceito sobre a minha pessoa e outros que esperam de si explicações, afirmando que a minha atitude se baseia em contradições, fugas, tangentes, ignorância, agressividade. etc. etc., em vez de me responder, é um problema do meu irmão, já que dogmas eu não aceito sob quaisquer condições. Por essa razão eu vou deixar aos seus leitores a liberdade de analisarem e deduzirem o que bem entenderem, já que não gosto, nem nunca gostei de condicionar o livre-arbitrio de ninguém, logo se eles quiserem pensar pela cabeça do meu irmão é um assunto que não me afeta.
Por colidir em grande parte a mensagem da Douttrina Espírita, começo por aqui:
Não percebo quando diz ““confirmadamente residente nas terras portuguesas”” isso garante, justifica ou altera alguma coisa? Seja de Portugal, Brasil, França, China ou Russia? Julgo ser uma postura antidoutrinária! Sabe que o espirito não tem pátria, embora o espirita tenha, temporariamente. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz ““para os leitores da minha página”” soa a teoria personalizada. Eu admitiria que dissesse – para os leitores espiritas. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz ““Acredito que terias feito melhor...”” E teria feito se o meu irmão tivesse respondido directamente às minhas dúvidas ali inseridas. Todas elas desembocam neste principio:  Onde fica a Lei de Deus com todo o potencial do magnetismo? E também não deixa indícios de prepotência - só estão certos os que concordam consigo. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz “”Não, não acho! E se estamos falando em ponderabilidade da matéria… ?””
Só que não falamos de matéria tal qual a conhecemos! Talvez falemos de matéria mais pura ou de energia, indefinida ainda para nós, mas manipulada por agentes invisíveis, tutelados pela Inteligência Suprema. As “provas” da Fluidoterapia são sempre apresentadas à priori... Julgo que respondi sem demagogias! Isso a D. E. não ensina.
Quando diz ““Aqui ele começou a tirar a venda sobre o que o fustiga: a necessidade de dispor da função do estilete da dor e do sofrimento...”” Aqui começa a definir-se e a definir a sua teoria magnética. Não me diga que vai conseguir subtrair qualquer ser humano à Lei de Causa e Efeito? Será? Ainda bem que entende o Espiritismo como Consolador porque esse alivia e ajuda como mencionei atrás, porque o Espiritismo Prometedor só pode realmente levar ao martírio. Ao martírio daquele que acredita, que uma qualquer técnica pode ou devia resolver os seus problemas e depois vê que não resolve. A última é um depressivo que anda há 30 anos, à procura de um norte e que desde há 2 meses para cá começou a trilhar o caminho da superação dos “seus males” e acredito que com o nosso entusiasmo e reforço positivo e sem promessas, com a ajuda Divina vai ultrapassar os 30 anos de sofrimento! Como vê os padrões do Espiritismo continuam a não ser a preto e branco. Há também outras tonalidades que nem sempre são as que defendemos. O facto de os outros não validarem as nossas teorias, não significa que não tenham instrumentos para chegarem aonde nós chegamos e só Deus sabe se não chegam primeiro e se não têm melhores resultados! Isso a D. E. não ensina.
Ao afirmar isto  ““É isso; enquanto não se quer progredir deixa-se que a vida apenas nos faça evoluir. Até parece o samba: “deixa a vida me levar, vida leva eu”...”” Quer induzir os seus leitores? Se há coisa que a D. E. ensina é a sermos ativos e não passivos! Claro que anda imensa gente embalada pelo samba da ilusão, mas cada um samba ao som do que mais lhe agrada! Todavia se esse samba tem o aval de alguém, agrava o quadro dos dois. É a parábola dos dois cegos. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz ““Ora, ora... Então os Espíritos de sua Casa não se importam que seus tutelados saibam ou venham a saber!.. “” A obter conhecimento... Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... O que eu disse foi – Os Espiritos sabem, embora eu possa não saber e assim é, há muitas coisas que não sabemos, porque não podemos saber, conforme a Doutrina nos informa. Mas não se esqueça que estamos, essencialmente, a falar de “sua terapia curadora magnética”. Esta sua observação é uma fuga à seriedade da D. E. e deturpação do conteúdo abordado. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz “”Não vejo no que estamos em desacordo, afora o fato… …nos Centros idôneos - segundo ele - não entram espíritos mal-intencionados e ignorantes; portanto Jesus nada teria a fazer por lá…?””
Devo informá-lo que espíritos mal-intencionados há por todo o lado. A servir nos trabalhos do bem, não! A não ser como meros instrumentos. A não ser que Kardec se tivesse enganado! Quanto à referência a Jesus. Sarcasmo em vez de respostas, para espirita, diz tudo! Estou a falar da ACEEA-Associação Cultural Espírita Estrela de Aveiro, na qual colaboro. Isso a D. E. não ensina.
Quando diz ““Sim... E daí? Acho que ele não quis entrar no mérito porque se sentiu sem saída. Ou será que a obra kardequiana pede apenas a lente dele para ser lida?””
Em filosofia temos sempre saída, em ciência não comprovável também, mas em moral não! Quem lhe garantiu que Kardec não se estava a referir à Fluidoterapia ou Passe Espiritual? Se hoje a isso se referisse. Nestes 150 anos, os nobres orientadores de médiuns de renome, tinham-se esquecido de alertar a muitos, em muitos lugares, para tornar o tema universal? Não foi Kardec que se referiu a isto? Ou teria sido eu? O mundo das energias não evoluiu? Ainda nos encontramos no magnetismo animal? Isso a D. E. não ensina.
Quando diz “”Significa dizer que nem mesmo a obra de Allan Kardec o convence…””
Devo dizer-lhe que O Livro dos Espiritos não me convenceu, pelo contrário respondeu às muitas perguntas que eu fazia a mim mesmo desde criança, sobre Deus e Sua Justiça… O Livro dos Espiritos, para mim, é o maior Tratado de Filosofia Existencialista a que tive acesso até hoje. Por conseguinte uso de racionalidade, bom senso e equilibrio. Se eu tivesse entrado na Doutrina por doença, fenómenos mediúnicos ou outros, a minha provavelmente seria diferente.
Quando diz “”A quem culpar, senão aos próprios espíritas, o descaso imoral… …? Como disse algumas vezes e até escrevi a respeito: que bom seria se o Livro dos Espíritos fosse também o livro dos espíritas!...””
Porque culpar e não agradecer! “Descaso imoral”! Será que percebi bem? Será que sou eu que vou ser exemplo de moral e não eles, esses grandes vultos, para não falar noutros? Sobre o L. E. já fiz referências atrás, mas eu sei que um grande número de casas espiritas não o estudam, sequer o leram alguma vez e também sei que o usam muitas vezes para sustentar exotismos e fascínio dentro do Movimento Espirita… Isso a D. E. não ensina.
Se rectifica isto ““Retifico o que ele escreveu: nem mesmo de forma aspeado NÃO EXISTE MILAGRE MAGNÉTICO… …já que vida é ação magnética…””
Ainda bem que afirma que no magnetismo não existe o milagre, então para que quer substituir uma terapia implantada por outra? Porque afirma reiteradamente que quem não a aceita é fechado, ultrapassado, quer manter-se na ignorância, etc., etc.? Isso a D. E. não ensina.                                                       (continua)
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 23 de Abril de 2014, 00:26
Resposta a Jacob de Melo - magnetismo vs passe espiritual (2/2)

É interessante não ter percebido a minha referência sobre o Livros dos Espíritos, na pergunta 557, cuja resposta afirma: “”…Jamais a bênção e a maldição podem desviar-se da senda da justiça e Providência…”” Eu só quis dizer que segundo a D. E. o desejo ou a vontade de fazermos o bem ou o mal só acontece se Deus o permitir! Claro como a água. Daqui pode deduzir que a sua proposta, a técnica, a sensibilidade, a apalpação magnética, a saturação fluídica, tem zero efeitos, quando não tem que ter, tal como o Passe Espiritual. Só que no Passe Espiritual nós não apelamos a procedimentos X para ter resultados Y ou a técnicas W para ultrapassar os impedimentos U e obter a cura programada Z. Embora possamos ter um ego grande, não somos Deus e a D.E. ensina-nos a ter fé, pensamento positivo e transformador, sentimento acendrado no bem e amor fraternal, para disponibilizar a nossa energia numa acção de ajuda dinâmica e eventual cura, se for caso disso… Não sei se falamos de terapias diferentes… Ou talvez iguais! Quem sabe?... Isso a D. E. não ensina.
Ao dizer “”Não, não acredito. Tanto que apesar de todos os manuéis da vida, um Michaellus, um Alphose Buer e um Jacob Melo já foram publicados pela FEB. Mas restou-me uma dúvida: será que ele concorda com o espírito André Luiz?! Pergunto porque esse Espírito fala e apresenta o magnetismo como poucos...””
Parece que o magnetismo de André Luiz é talvez uma ínfima parte do grande potencial de ajuda e cura que apresenta ao longo de toda a sua obra, onde são abordados outros potenciais energéticos que ainda não percebemos.
A publicação pela FEB, FEP, FEF ou outra qualquer é um certificado e não uma garantia. Muitas destas entidades já certificaram muita coisa e posteriormente assumiram os erros ou descuidos. Também sabe disso, não é verdade?
Ao dizer ““Será que ele acha que sou culpado de haver poucos médiuns bons? A quem ele estaria a condenar?”” Não quero acreditar que chegue ao ponto de presumir isso. Pretendeu confundir o anteriormente exposto? Ou quer dizer que os médiuns bons só não surgem porque não seguem o método magnético que apresenta? Será? Se não os há é porque os que existem não estão interessados e os que possam estar interessados sob a ótica do seu método dificilmente chegarão a sê-lo, de contrário teríamos os profissionais de dons! Sabe que existem por aí umas quantas marquesas, como aquelas dos massagistas, adquiridas por uns quantos iludidos, que julgavam que com as técnicas e métodos aprendidos há 10 anos, se tornariam médiuns curadores?!…
São estes os pontos que chocam contra Doutrina Espirita ou Espiritismo! Isso a D. E. não ensina.

Eu, como muitos outros não pretendemos muito, é aliás muito pouco o que lhe pedimos, e que poderia já ter apresentado em vez da muita argumentação sem sentido que apresentou. Aliás, quando o confrontei jamais pensei que se enclausurasse em juízos de valor e citações que são conhecidas de todos os espiritas conscientes e que têm gosto pelo conhecimento e que não vão deixar de o confrontar, só porque o meu irmão preferiu escolher o caminho de ripostar. O estudioso do magnetismo, magnetizador cura ou como se queira definir é o meu irmão, não sou eu, logo é a mim e a muitos outros, espiritas conscientes e com os pés assentes na Terra, que deve responder e não o contrário, por isso não deixe de o fazer, se possível:
1.   Apresente-nos casos, com doença/perturbação, nome, médicos que os assistiram antes, contactos e os resultados a que chegou e como se encontram essas pessoas ao fim de 2, 3 ou 4 anos?
2.   Diga-nos qual a percentagem de sucesso entre todos os que tratou?
3.   Diga-nos porque razão não conseguiu tratar todos os casos?
4.   Diga-nos porque não curou ou resolveu os problemas ou doenças de alguns deles, apesar da muita fé, acendrado amor e virtudes que possuíam?
5.   Diga-nos como e onde é que as suas técnicas magnéticas beneficiaram mais do que o Passe Espiritual ou Fluidoterapia das casas espiritas?
6.   Diga-nos quais sãos as técnicas importantes para a curas, se são todas ou só algumas e cada uma a que doenças se aplicam?
7.   Quais os procedimentos errados que o Passe Espiritual apresenta quando não resolve ou cura?
8.   Por que razão o magnetismo padronizado é mais atuante que a Fluidoterapaia Espiritual, seja ela padronizada ou não?
9.   Que tipo de técnica deve ser usada e quais os resultados que se obtêm para cada tipo de doença ou perturbação e quais os resultados que se obtêm?
10.   Se não se conseguirem os resultados esperados, porque não é possível e o que devemos dizer às pessoas?
11.   Diga-nos o que fazemos com as técnicas que defende, quando não conseguimos transpor para o paciente/utente a nossa vontade?
12.   Diga-nos o que faríamos com a Justiça Divina se fosse possível resolver os problemas ou doenças com as suas técnicas? E diga-nos por último, onde colocamos o “contrato de vida”, assessorado pela consciência, que cada um assume antes de reencarnar, nos casos que não são compulsórios?
 É só isto que lhe peço desde o início, assim como muitos outros espiritas. Se responder começa a clarificar a sua teoria magnética. Depois surgirão outras questões, sem dúvida, mas um estudioso que acredita no seu trabalho e estudo, enfrenta o cerne do problema respondendo com objetividade, tudo o mais são divagações sem sentido.
Um abraço fraterno,
Título: Re: 5º Encontro Nacional de Passistas - Coimbra
Enviado por: ManSan em 17 de Maio de 2014, 19:37
magnetismo vs passe espiritual

Como não vi publicadas as perguntas nem as respostas, na páguina do facebook ou no site do Sr. Jacob de Melo, enviei-as diretamente para o seu e-mail que ele teve a gentileza de me enviar.
E como resposta às 12 perguntas recebi um e-mail do Sr Jacob de Melo com o seguinte teor:

Boa noite, Senhor Manuel Santos!
Desculpe-me dizer-lhe que já não temos pontos a discutir.
Seu modo de ver é seu e deves seguir como te convier.
O Espiritismo que sigo, de Allan Kardec, difere em muito do seu, daí, para não ficar no infértil
campo das polêmicas sem-fim, deixo tudo o que foi dito por mim e tudo o que faço com o
conhecimento espírita e do magnetismo, como testemunhas vivas de minha profissão de fé,
tal como o fez o senhor Allan Kardec.
E que Deus o abençoe!


Sem querer fazer qualquer observação, aqui fica o conteúdo enviado por ele, para que cada um tire as suas ou as devidas ilações.
Fraternalmente,

Manuel Santos