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GERAL => Mensagens de Ânimo => Poesia => Tópico iniciado por: Dothy em 11 de Fevereiro de 2011, 21:18

Título: A magia do conto infantil
Enviado por: Dothy em 11 de Fevereiro de 2011, 21:18
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos.... Muita paz em seus corações

Eu e  a querida amiga Katiatog, trazemos a vocês a criação deste novo tópico, que tem como um dos objetivo relembramos uma fase maravilhosa de nossas vidas... Nossa Infância.
Oferto a todos vocês, meu primeiro conto infantil (Margarida Menina) e Um conto infantil que  foi marcante e emocionante em minha infância,  que me deixou belas saudades até hoje,  que foi...  O Soldadinho de Chumbo e a Bailarina.
Estão  todos convidados a trazerem seus contos infantis preferidos, de sua autoria ou de seus escritores preferidos e junte-se a nós nesta eterna magia da lembança... Afinal... Somos uma eterna criança
Desejamos que voltem sempre... Recebam nosso afetuoso abraço das amigas:

                     Kátia e Dothy





                         Margarida Menina.


Margarida-Menina foi dar uma volta...
Ela saiu encantada, era seu primeiro passeio sozinha!
Isto... sobre os protestos de seus pais que diziam: Minha filha... O mundo lá fora é uma imensidão... Tudo é sombra e escuridão.
Margarida nem ligava, pois crescera ouvindo isto. Eles tinham medo do mundo exterior e queriam que ela tivesse medo também.
Foi toda feliz e sorridente... Sua roupa reluzia de tão branca, seu rostinho bem amarelinho
De vez em quando dava uma parada, para apreciar o colorido das borboletas. Que beleza de variedades e tamanhos, a pequena Margarida pensava.
Continuou andando... Parava um pouco ali ou acolá. Foi para perto de um casal de sabiá ,queria ouvir de pertinho o cantar dos passarinhos ali a morar.
Margarida foi para o outro lado, sentindo o cheiro gostoso de natureza no ar... Com muitas brisas a soprar.
Ficou encantada... Sempre presa no seu mundinho fechado... Medos dos pais
Ela continuou sua jornada no meio do campo encontrando simplicidade e majestade por onde passava. Insetos nos mais variados tamanhos e documentos... Libélulas e abelhas felizes em seu balé a dançar... Teria muitas novidades para contar, pensava ela. Compartilharia tudo com seus pais.
Enfim... Ela encontrou o que realmente procurava: Suas irmãs... As flores.
Ela se surpreendeu com tantas variedades, cores e diferenças.
Amor- perfeito, Rosas, Jasmim, Lírios, Petúnias, Flores do campo, muitas em cores violetas... Maior aquarela viva já vista em toda sua curta vida. Nunca pensou que existisse tanta profusão de suas irmãs... As flores.
E ela que se considerava a mais linda flor e continuou seguindo. Tinha hora pra voltar... Nem podia abusar... Era sua primeira chance de mostrar aos pais que não era mais uma Margarida menina. Apressou os passos e em tudo continuou a vislumbrar.
Quanta riqueza... Exclamava ela... E eu? Presa sempre em mim mesma.
Quanta sabedoria e bondade criada por Deus. Tanta beleza para nos alegrar.
Margarida voltou para casa na hora prevista. Sua mãe Dona Margarida flor, percebeu no exato momento que ali não estava mais a mesma Margarida que tinha saído bem cedinho. Esta que voltava era uma transformada Margarida. Uma Margarida decidida, sem medos ou receios, disposta a tudo desvendar e enfrentar. O conhecimento do mundo exterior trouxe em seu pequeno coração a certeza... A vida entre outras flores era maravilhosa.

Assim somos nós... Por termos medos de tentarmos, enfrentarmos nossos medos... Acabamos desistindo, perdendo a oportunidade de nos tornarmos ricos em experiências


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 11 de Fevereiro de 2011, 21:29
Meu conto infantil preferido...Chorei horrores com eles...  saudades

O soldadinho de Chumbo e a Bailarina...



uma loja de brinquedos havia uma caixa de papelão com vinte e cinco soldadinhos de chumbo, todos iguaizinhos, pois haviam sido feitos com o mesmo molde. Apenas um deles era perneta: como fora o último a ser fundido, faltou chumbo para completar a outra perna. Mas o soldadinho perneta logo aprendeu a ficar em pé sobre a única perna e não fazia feio ao lado dos irmãos.
Esses soldadinhos de chumbo eram muito bonitos e elegantes, cada qual com seu fuzil ao ombro, a túnica escarlate, calça azul e uma bela pluma no chapéu. Além disso, tinham feições de soldados corajosos e cumpridores do dever.
Os valorosos soldadinhos de chumbo aguardavam o momento em que passariam a pertencer a algum menino.
Chegou o dia em que a caixa foi dada de presente de aniversário a um garoto. Foi o presente de que ele mais gostou:
— Que lindos soldadinhos! — exclamou maravilhado.
E os colocou enfileirados sobre a mesa, ao lado dos outros brinquedos. O soldadinho de uma perna só era o último da fileira.
Ao lado do pelotão de chumbo se erguia um lindo castelo de papelão, um bosque de árvores verdinhas e, em frente, havia um pequeno lago feito de um pedaço de espelho.
A maior beleza, porém, era uma jovem que estava em pé na porta do castelo. Ela também era de papel, mas vestia uma saia de tule bem franzida e uma blusa bem justa. Seu lindo rostinho era emoldurado por longos cabelos negros, presos por uma tiara enfeitada com uma pequenina pedra azul.
A atraente jovem era uma bailarina, por isso mantinha os braços erguidos em arco sobre a cabeça. Com uma das pernas dobrada para trás, tão dobrada, mas tão dobrada, que acabava escondida pela saia de tule.
O soldadinho a olhou longamente e logo se apaixonou, e pensando que, tal como ele, aquela jovem tão linda tivesse uma perna só.
“Mas é claro que ela não vai me querer para marido”, pensou entristecido o soldadinho, suspirando.
“Tão elegante, tão bonita… Deve ser uma princesa. E eu? Nem cabo sou, vivo numa caixa de papelão, junto com meus vinte e quatro irmãos”.
À noite, antes de deitar, o menino guardou os soldadinhos na caixa, mas não percebeu que aquele de uma perna só caíra atrás de uma grande cigarreira.
Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e começaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça!
As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, golpeavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros.
Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido colocados.

Contos, fabulas e historinhas: O Soldadinho de Chumbo
Ele não conseguia parar de olhar aquela maravilhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, para ficarem amigos.
De repente, se ergueu da cigarreira um homenzinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que só vivia pensando em maldades.
Assim que ele apareceu, todos os brinquedos pararam amedrontados, pois já sabiam de quem se tratava.
O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadinho, deitado atrás da cigarreira.
— Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho.
Fingindo não escutar, o soldadinho continuou imóvel, sem desviar os olhos da bailarina.
— Amanhã vou dar um jeito em você, você vai ver! - gritou o geniozinho enfezado.
Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, levantando uma nuvem que fez todos espirrarem.
Na manhã seguinte, o menino tirou os soldadinhos de chumbo da caixa, recolheu aquele de uma perna só, que estava caído atrás da cigarreira, e os arrumou perto da janela.
O soldadinho de uma perna só, como de costume, era o último da fila.
De repente, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso?
E o pobre soldadinho caiu de cabeça na rua.
O menino viu quando o brinquedo caiu pela janela e foi correndo procurá-lo na rua. Mas não o encontrou. Logo se consolou: afinal, tinha ainda os outros soldadinhos, e todos com duas pernas.
Para piorar a situação, caiu um verdadeiro temporal.
Quando a tempestade foi cessando, e o céu limpou um pouco, chegaram dois moleques. Eles se divertiam, pisando com os pés descalços nas poças de água.
Um deles viu o soldadinho de chumbo e exclamou:
— Olhe! Um soldadinho! Será que alguém jogou fora porque ele está quebrado?
— É, está um pouco amassado. Deve ter vindo com a enxurrada.
— Não, ele está só um pouco sujo.
— O que nós vamos fazer com um soldadinho só? Precisaríamos pelo menos meia dúzia, para organizar uma batalha.
— Sabe de uma coisa? — Disse o primeiro garoto. —Vamos colocá-lo num barco e mandá-lo dar a volta ao mundo.
E assim foi. Construíram um barquinho com uma folha de jornal, colocaram o soldadinho dentro dele e soltaram o barco para navegar na água que corria pela sarjeta.
Apoiado em sua única perna, com o fuzil ao ombro, o soldadinho de chumbo procurava manter o equilíbrio.
O barquinho dava saltos e esbarrões na água lamacenta, acompanhado pelos olhares dos dois moleques que, entusiasmados com a nova brincadeira, corriam pela calçada ao lado.
Lá pelas tantas, o barquinho foi jogado para dentro de um bueiro e continuou seu caminho, agora subterrâneo, em uma imensa escuridão. Com o coração batendo fortemente, o soldadinho voltava todos seus pensamentos para a bailarina, que talvez nunca mais pudesse ver.
De repente, viu chegar em sua direção um enorme rato de esgoto, olhos fosforescente e um horrível rabo fino e comprido, que foi logo perguntando:
— Você tem autorização para navegar? Então? Ande, mostre-a logo, sem discutir.
O soldadinho não respondeu, e o barquinho continuou seu incerto caminho, arrastado pela correnteza. Os gritos do rato do esgoto exigindo a autorização foram ficando cada vez mais distantes.
Enfim, o soldadinho viu ao longe uma luz, e respirou aliviado; aquela viagem no escuro não o agradava nem um pouco. Mal sabia ele que, infelizmente, seus problemas não haviam acabado.
A água do esgoto chegara a um rio, com um grande salto; rapidamente, as águas agitadas viraram o frágil barquinho de papel.
O barquinho virou, e o soldadinho de chumbo afundou.
Mal tinha chegado ao fundo, apareceu um enorme peixe que, abrindo a boca, engoliu-o.
O soldadinho se viu novamente numa imensa escuridão, espremido no estômago do peixe. E não deixava de pensar em sua amada: “O que estará fazendo agora sua linda bailarina? Será que ainda se lembra de mim?”.
E, se não fosse tão destemido, teria chorado lágrimas de chumbo, pois seu coração sofria de paixão.
Passou-se muito tempo — quem poderia dizer quanto?
E, de repente, a escuridão desapareceu e ele ouviu quando falavam:
— Olhe! O soldadinho de chumbo que caiu da janela!
Sabem o que aconteceu? O peixe havia sido fisgado por um pescador, levado ao mercado e vendido a uma cozinheira. E, por cúmulo da coincidência, não era qualquer cozinheira, mas sim a que trabalhava na casa do menino que ganhara o soldadinho no aniversário.
Ao limpar o peixe, a cozinheira encontrara dentro dele o soldadinho, do qual se lembrava muito bem, por causa daquela única perna.
Levou-o para o garotinho, que fez a maior festa ao revê-lo. Lavou-o com água e sabão, para tirar o fedor de peixe, e endireitou a ponta do fuzil, que amassara um pouco durante aquela aventura.
Limpinho e lustroso, o soldadinho foi colocado sobre a mesma mesa em que estava antes de voar pela janela. Nada estava mudado. O castelo de papel, o pequeno bosque de árvores muito verdes, o lago reluzente feito de espelho. E, na porta do castelo, lá estava ela, a bailarina: sobre uma perna só, com os braços erguidos acima da cabeça, mais bela do que nunca.
O soldadinho olhou para a bailarina, ainda mais apaixonado, ela olhou para ele, mas não trocaram palavra alguma. Ele desejava conversar, mas não ousava. Sentia-se feliz apenas por estar novamente perto dela e poder amá-la.
Se pudesse, ele contaria toda sua aventura; com certeza a linda bailarina iria apreciar sua coragem. Quem sabe, até se casaria com ele…
Enquanto o soldadinho pensava em tudo isso, o garotinho brincava tranqüilo com o pião.
De repente como foi, como não foi — é caso de se pensar se o geniozinho ruim da cigarreira não metera seu nariz —, o garotinho agarrou o soldadinho de chumbo e atirou-o na lareira, onde o fogo ardia intensamente.
O pobre soldadinho viu a luz intensa e sentiu um forte calor. A única perna estava amolecendo e a ponta do fuzil envergava para o lado. As belas cores do uniforme, o vermelho escarlate da túnica e o azul da calça perdiam suas tonalidades.
O soldadinho lançou um último olhar para a bailarina, que retribuiu com silêncio e tristeza. Ele sentiu então que seu coração de chumbo começava a derreter — não só pelo calor, mas principalmente pelo amor que ardia nele.
Naquele momento, a porta escancarou-se com violência, e uma rajada de vento fez voar a bailarina de papel diretamente para a lareira, bem junto ao soldadinho. Bastou uma labareda e ela desapareceu. O soldadinho também se dissolveu completamente.
No dia seguinte. a arrumadeira, ao limpar a lareira, encontrou no meio das cinzas um pequenino coração de chumbo: era tudo que restara do soldadinho, fiel até o último instante ao seu grande amor.
Da pequena bailarina de papel só restou a minúscula pedra azul da tiara, que antes brilhava em seus longos cabelos negros.
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Hans Christian Andersen


Coleção Disquinho - Soldadinho de Chumbo - parte 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXg4YmpRYlNWWXRVIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 11 de Fevereiro de 2011, 22:15
Querida amiga Dothy

Parabéns pela bela iniciativa em criar esse espaço dedicado à nós, pais, educadores e amigos das crianças.

Que possamos nos mirar no seu exemplo, dedicando tempo e amor aos nossos pequenos, pois como nos ensinou o nosso querido Kardec:

Nos primeiros anos, o Espírito é realmente criança, pois as idéias que formam o fundo do seu caráter estão adormecidas. Durante o tempo em que os seus instintos permanecem latentes, ela é mais dócil, e por isso mesmo mais acessível às impressões que podem modificar a sua natureza e fazê-la progredir, o que facilita a tarefa dos pais.

O Espírito reveste, pois, por algum tempo, a roupagem da inocência. E Jesus está com a verdade, quando, apesar da anterioridade da alma, toma a criança como símbolo da pureza e da simplicidade. (trecho extraído do capítulo 8 do ESE)

Abraços carinhosos da amiga de sempre

Katia
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 11 de Fevereiro de 2011, 22:22
A Importância do Perdão


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.

Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.

Desejo tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:

- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.

O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.

O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:

- Filho como está se sentindo agora?

- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.

O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.

O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:

- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;

Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;

Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;

Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;

Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.



Autoria desconhecida
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 11 de Fevereiro de 2011, 22:42
A  galinha afetuosa

 

Gentil galinha, cheia de instintos maternais, encontrou um ovo de regular tamanho e espalmou as asas sobre ele, aquecendo-o carinhosamente. De quando em quando, beijava-o, enternecida. Se saía a buscar alimento, voltava apressada, para que lhe não faltasse calor vitalizante. E pensava garbosa: - "Será meu pintainho! será meu filho!”.

 

Em formosa manhã de céu claro, notou que o filhotinho nascia robusto.

 

Criou-o, com todos os cuidados. Um dia porém, viu-o fugir pelas águas de um lago, sobre as quais deslizava.

 

Chamou-o como louca:

 

...e não houve resposta. Ele era um pato arisco e fujão.

 

A galinha, voltou muito triste, ao velho poleiro. 

 

-choquei um ovo de quem não pertencia a família...

 

Encontrou outro ovo...  chocou-o.

 

Outra ave nasceu. Tratou-o com mil cuidados...

 

...e notou que não era pintainho.

 

Um dia, o corvinho voou, juntando-se a outros.

 

A galinha sofreu muitíssimo.

 

Embora resolvida a viver só, foi surpreendida certo dia, por outro ovo. Chocou-o.

 

Dentro de pouco o filhote surgia. A galinha afagou-o feliz.

 

Quando o filho estava crescido:

 

- ora ele persegue ratos na sombra!

 

Durante o dia era um desastrado...  ele parecia cego. À noite seus olhos brilhavam. Era uma corujinha que acabou fugindo da mãe.

A mãe chorou amargamente. Porém, encontrando outro ovo, buscou ampará-lo, a galinha ajudou-o como pôde, mas, o filho cresceu demais Passou a mirá-la de alto a baixo.  Era um pavãozinho orgulhoso que chegou mesmo a maltratá-la.

 

A carinhosa ave, dessa vez, desesperou em definitivo. Saiu do galinheiro gritando e dispunha-se a cair nas águas de rio próximo, em sinal de protesto contra o destino, quando grande galinha mais velha a abordou, curiosa, a indagar dos motivos de sua dor.

 

A pobre respondeu, historiando o próprio caso.

 

A irmã experiente estampou no olhar linda expressão de complacência e considerou, cacarejando:

 

- Que é isto amiga? não desespere. A obra do mundo é de Deus, nosso Pai. Há ovos de toda espécie inclusive os nossos, continue ajudando em nome do Poder Criador; entretanto, não se prenda aos resultados do serviço que pertencem a Ele e não a nós . Não podemos obrigar os outros a serem iguais a nós, mas é possível auxiliar a todos, de acordo com as nossas possibilidades. Entendeu?

 

 

O caminho humano estende-se, repleto de dramas iguais a este. Temos filhos, irmãos e parentes diversos que de modo algum se afinam com as nossas tendências e sentimentos. Trazem consigo inibições e particularidades de outras vidas que não podemos eliminar de pronto. Estimaríamos que nos dessem compreensão e carinho, mas permanecem imantados a outras pessoas e situações, com as quais assumiram inadiáveis compromissos. De outras vezes, respiram noutros climas evolutivos.

 

Não nos aflijamos, porém.

 

A cada criatura pertence à claridade ou a sombra, a alegria ou a tristeza do degrau em que se colocou.

 

Amemos sem o egoísmo da posse e sem qualquer propósito de recompensa, convencidos de que Deus fará o resto.

 

 

 

 Do livro A Vida Fala I. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Autor: Néio Lúcio

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 00:33
Olá querida amiga kátia...

Muito obrigada pela amizade  e apoio incodicional em todas as nossas parcerias aqui no Fórum...
Muito importante estas frase sobre a infância para todos os pais e educadores...
Que sejamos e façamos os melhores por elas...


Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 00:43
A Descoberta da joaninha

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.

 Vai ser uma delícia!

 Todos os bichinhos foram convidados...

 Dona Joaninha quer ir muito bonita!

 Porque, assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!

  E ela poderá se divertir a valer!...

  Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos   braços e ainda levou um leque para se abanar.

 No caminho encontrou Dona formiga, na porta do formigueiro, e disse:

 - Bom dia, Dona Formiga!

 Não vai à festa da lagartixa?

 - Não posso, minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...

 - Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer?

- Mas que legal, Dona Joaninha!

Você faria isso por mim?

- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.

  E lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.

  Dali a pouco encontraram Dona Aranha, na sua teia, fazendo renda.

 Ao ver as duas, a aranha falou:

  - Oi! Onde vão vocês duas tão bonitas?

  - À festa da lagartixa! Você não vai?

  _ Sinto muito! Não posso...tive muitas despesas e sem dinheiro não pude me preparar para a festa!

  Não seja por isso! disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras...Vão ficar lindíssimas em você!

 - Que maravilha! disse a aranha entusiasmada.

 - Sempre tive vontade de usar pulseiras nos braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?

 E dona Aranha, muito beliz, acompanhou as amigas.

 Logo adiante encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de calor!

 - Oi, Dona Taturana! Como vai?

- Mal! Muito mal com esse calor!...Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da lagartixa?

 - Ora! Mas para isso dá-se um jeito! disse a Joaninha muito amável. - Poderei emprestar o meu leque.

 E lá se foi também a taturana, felicíssima, abanando-se com o leque e encantada com a gentileza da amiga.

 Mas, logo depois, deram de cara com a minhoca, que tinha posto a cabeça para fora da terra para tomar um pouco de ar.

- Dona Minhoca não vai à festa? disse a turminha ao passar por ela.

- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não tenho tempo para comprar as coisas de que preciso... E, agora, estou sem ter uma roupa boa para vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se vai fazer...

 - Ora, Dona Minhoca - disse a joaninha com pena dela. - Dá-se um jeito...Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!

A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com as amigas para a festa.

Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita.

 Mas, a alegria do seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém na festa dançou e se divertiu mais do que ela!

Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir, não é preciso se enfeitar toda.

  Basta ter o coração bem alegre, que essa alegria de dentro deixa a gente bonita por fora! E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 00:55
O patinho que queria falar

 

    ]Era uma vez um lindo patinho amarelo. Um dia ele saiu de casa bem cedinho e foi passear na estrada. A manhã estava clara, o céu azul e havia muitos animaizinhos passeando.


c02.jpg (21373 bytes)    Não tinha ainda dado muitos passos e viu um gato engraçadinho. O gato que era muito bem educado, cumprimentou-o assim:
      - Miau, miau!
      O patinho ficou encantado e disse:
      - Oh! Que modo bonito de falar você tem, Sr. Gatinho.   
      Quem me dera falar assim !
      - É muito fácil, patinho, respondeu o gato. Vamos experimentar?
      O patinho experimentou dizer "miau". Não conseguiu. Experimentou de novo, experimentou muitas vezes! Foi impossível!         Então falou:
      - É muito difícil, Sr. Gatinho! Isso não é conversa para patinhos! Despediu-se do gato e continuou a passear.
c03.jpg (19118 bytes)   Foi andando, andando e encontrou-se com Dona Galinha Carijó.
     - Có, có, có, disse Dona galinha.
     O patinho ficou encantado:
     - Oh! Que modo bonito de falar a senhora tem, Dona Galinha!
      - Experimente falar assim, patinho.
      O patinho tentou imitar Dona Galinha. Fez tudo que pôde e nada conseguiu. Depois de algum tempo, já bem desanimado, falou:
      - Muito obrigado pela ajuda, Dona galinha, mas isto é muito difícil para patinhos.
c04.jpg (18536 bytes)     Despediu-se de Dona Galinha e continuou o seu caminho. Andou, andou e entrou na mata. De repente, ouviu a voz mais linda do mundo:
     - Piu, piu, piu!...
     - O patinho ficou encantado!        Olhou para cima e lá estava, no galho da árvore, um lindo passarinho de penas coloridas.
     - Que modo de falar bonito você tem, passarinho! Quem me dera falar como você!
     - Experimente, patinho! Experimente falar assim!
     O patinho abriu o bico. Fez tudo que pôde para dizer "piu, piu, piu!". Foi impossível. Já estava desanimado. Despediu-se e voltou triste para casa.
c05.jpg (19468 bytes)   No meio do caminho encontrou Dona Pata.
     - Quá, quá, quá, disse a pata.
     - Oh! Mamãe, disse o patinho. Será que posso falar como a senhora?
     - Experimente, filhinho,experimente...
      O patinho abriu o bico. Que vontade de falar como a mamãe! E se não conseguisse?...Não falou como gato, nem como galinha, nem como passarinho. Será que poderia falar como pato? Fez um esforço, e...
      - Quá, quá, quá...
      - Muito bem, filhinho ! disse-lhe a mamãe , toda feliz.
      O Patinho ficou alegre, muito alegre. Depois, juntinho com a mamãe, voltou para casa e a todo instante, abria o bico para dizer mais uma vez:
      - Quá, quá, quá...

 

(DESENHOS E ADAPTAÇÃO DE MARIA R. DO AMARAL
TEMA- INCONFORMAÇÃO: ALEGRIA DE SER O QUE SE É)

 
Muitas vezes, nós queremos ser aquilo que os outros são, então tentamos  negar nossas raízes...
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 00:59
Infância
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. A amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade. Com efeito, quantos há que, em vez de resistirem aos maus pendores, se comprazem neles. A esses ficam reservados o pranto e os gemidos em existências posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os braços para receber o filho pródigo que se lhe lança aos pés. As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. E um momento supremo, no qual, sobretudo, cumpre ao Espírito não falir murmurando, se não quiser perder o fruto de tais provas e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus o ensejo que vos proporciona de vencerdes, a fim de vos deferir o prêmio da vitória. Então, saindo do turbilhão do mundo terrestre, quando entrardes no mundo dos Espíritos, sereis aí aclamados como o soldado que sai triunfante da refrega.

De todas as provas, as mais duras são as que afetam o coração. Um, que suporta com coragem a miséria e as privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, pungido da ingratidão dos seus. Oh! que pungente angústia essa! Mas, em tais circunstâncias, que mais pode, eficazmente, restabelecer a coragem moral, do que o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se bem haja prolongados despedaçamentos dalma, não há desesperos eternos, porque não é possível seja da vontade de Deus que a sua criatura sofra indefinidamente? Que de mais reconfortante, de mais animador do que a idéia que de cada um dos seus esforços é que depende abreviar o sofrimento, mediante a destruição, em si, das causas do mal? Para isso, porém, preciso se faz que o homem não retenha na Terra o olhar e só veja uma existência; que se eleve, a pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a justiça infinita de Deus se vos patenteia, e esperais com paciência, porque explicável se vos torna o que na Terra vos parecia verdadeiras monstruosidades. As feridas que aí se vos abrem, passais a considerá-las simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família se vos apresentam sob seu aspecto real. Já não vedes, a ligar-lhes os membros, apenas os frágeis laços da matéria; vedes, sim, os laços duradouros do Espírito, que se perpetuam e consolidam com o depurarem-se, em vez de se quebrarem por efeito da reencarnação.

Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Esses mesmos Espíritos, em suas migrações terrenas, se buscam, para se gruparem, como o fazem no espaço, originando-se daí as famílias unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, acontece ficarem temporariamente separados, mais tarde tornam a encontrar-se, venturosos pelos novos progressos que realizaram. Mas, como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação no meio daqueles outros, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar.

Acolhei-os, portanto, como irmãos; auxiliai-os, e depois, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, a seu turno, poderão salvar outros.

-Santo Agostinho. (Paris, 1862.)

[Capítulo XV]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 01:02
O Sonho

(História extraída do jornal Folha Espírita) – LVI e LV
Desenhos ampliados por Maria Angelina

 

Dois meninos, Marcelo e João, conversavam animadamente. Falavam sobre o tempo. Marcelo disse:
      - Puxa, que tarde jóia! Os pássaros estão cantando porque a primavera chegou.
      - É mesmo, disse João, veja como as flores estão lindas, o céu azul e o sol quente e brilhante. Deus é tão bom para nós, temos o ar para respirar, a água para beber, a terra para plantar, os rios cheios de peixes, o mar tão majestoso e o céu cheio de estrelas reluzentes.

hist16_02.JPG (37603 bytes)      Nisto, passou dona Lucélia com seu filho Caio pela mão.
      - Bom dia , Caio, disseram João e Marcelo.
      - Bom dia, respondeu Caio.
      Dona Lucélia diz então:
      - Vamos, Caio, que eu vou preparar-te um lanche bem gostoso. Já está na hora da merenda e você deve tomar leite com pão e queijo.

hist16_03.JPG (43004 bytes)      Um dos meninos chora. É João que reclama:
      - A mamãe de Caio disse que vai preparar um lanche para ele. Pobre de mim que não tenho mamãe para cuidar de mim. Sou tão infeliz! _ E pôs-se a chorar.
      A mamãe de João havia desencarnado.

hist16_04.JPG (41387 bytes)      Marcelo, o outro menino, diz:
      - Peça ao Bom Deus para ser visitado pela mamãe desencarnada quando você estiver dormindo.
      - Você acha que vai dar certo?
      - Claro, quando estamos dormindo, nosso espírito desprende-se do corpo e vai visitar os familiares que estão no plano espiritual.
      - Vamos tentar agora? Mas precisamos orar com muita fé.
      Então os dois ajoelharam-se e pediram em oração: "Prezado Senhor Deus!"
      - Está certo assim? - disse João.
      - Está certo sim. - disse Marcelo. Firme o seu pensamento e fale com o coração. Não precisa falar bonito. O fato de sua mãe ter falecido não quer dizer que você não possa vê-la.
      Adormecido o corpo, o espírito se desprende e vai para o espaço onde sua mamãe já estará esperando por você. Esses passeios chegam à nossa consciência depois de acordados e são chamados sonhos.
hist16_05.JPG (43049 bytes)       No fim da oração, e porque já estava muito cansados, João adormeceu, e se desprendeu em espírito, enquanto Marcelo aguardava os acontecimentos.
      Engraçado que João percebia o que ia acontecendo. Sentiu que estava se desprendendo, lentamente. Viu seu próprio corpo deitado na relva e notou que andava com muita agilidade, quase deslizando. Sentiu-se feliz e leve. Viu um vulto luminoso que se achegava a ele.

hist16_06.JPG (42287 bytes)      Um vulto de mulher.
      - É a mamãe, e como está linda!
      A mamãe aproximou-se envolta em brilhante luz e sempre sorrindo, abraçou seu querido filhinho que também estava alegre e feliz.
      Conversaram longamente e João recebeu conselhos e orientações a respeito dos estudos e de obediência ao papai, aos tios e avós.
      Disse a mamãe:
      - Olha, filhinho, soube de seu chamado e vim...mas saiba que preciso ir-me logo, porque estou trabalhando aqui para as crianças. Temos um lar onde recebemos as criancinhas que desencarnaram e precisam ser cuidadas aqui. Você não está só. Jesus permite que eu seja espírito familiar e amigo e estou sempre velando por você. Ademais, seu papai e seus tios, assim como a vovó e o vovô estão sempre cuidando de você.
      - Abraçaram-se e se despediram.
      João sentiu-se reconfortado. Voltou para o seu corpo que descansava sobre a relva e acordou satisfeito.
hist16_07.JPG (51037 bytes)       Acordou e Marcelo lhe perguntou:
      - Como foi, João, viu a mamãe?
      - Sim, respondeu. Ela estava linda e me beijou muito. Disse que está contente comigo e que vai me ajudar nos estudos. Agora estou feliz e peço a Jesus que a proteja sempre e que me deixe visitá-la quando for permitido.
      - Os dois amiguinhos continuaram brincando pela tarde afora e voltaram para casa a fim de fazerem a tarefa da escola e jantarem.
      João perguntou a Marcelo:
      - Onde você aprendeu essas coisas que me ensinou? No catecismo, né?
      Lá no "Obreiros do Bem"...

 

Que lindo conto.... Emocionante
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 01:10
Olá queridos amigos e irmãos...

Sejam bem-vindos.. Muita paz e luz a todos... Sintam-se em familia...
Estão convidados a participarem deste tópico sobre infãncia
A todos os educadores e formadores do homem de bem para um mundo melhor... Juntem-se a nós...
Recebam nosso afetuoso abraços das amigas
:
]
Dothy e katia
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 01:13
Girafa e a Maledicência"

Sabe da última, senhor Leão?
Era a Avestruz, “passando adiante” o que todos os bichos do zoológico estavam a comentar: o sumiço da girafa. O Leão nada disse. Ao amanhecer, a Girafa não estava em seu cercado. Havia desaparecido, sem avisar ninguém.
Cada animal tinha uma versão diferente do fato, falavam sem parar...
Diziam uns que a Girafa, cansada da vida monótona do zoológico, havia fugido
O Hipopótamo, muito amigo da Girafa, sofria com toda essa falação. Imaginava os mil perigos que sua amiga corria, pensava até que podia ser o culpado de uma “fuga”: E se tivesse falado algo que magoou a sensível girafa, e ela tinha ido embora?
Outros pensavam em seqüestro, imaginavam o resgate milionário (que ninguém havia pedido ainda!)...

Percebendo a agonia do Hipopótamo, o Leão, muito sensato, o chamou.
- Escute, amigo, cuidado com o que estes bichos falam. Ninguém tem certeza de nada e ninguém viu nada. Muitas vezes eles não têm muito o que fazer, falam da vida dos outros animais, e acabam tirando conclusões precipitadas, fazendo “fofocas”...
Foram bruscamente interrompidos por uma Formiguinha que, esbaforida, saltitava para ser ouvida:
- Eu vi! Eu vi! Vi um caminhão do circo aqui no zoológico!...

Foi uma gritaria só. Todos tinham certeza: o mistério do sumiço da Girafa estava solucionado! Estava na cara que ela iria virar artista de circo! Como não tinham pensado nisso antes? E saíram a espalhar a novidade para todo o zoológico.
Ficaram apenas o Hipopótamo (choramingando, porque sua amiga nem se despedira dele!...) e o Leão, imperturbável
Para surpresa de todos, instantes depois apareceu a Girafa, explicando, como podia (pois sua boca estava anestesiada), que durante a noite ela fora ao dentista. Seu dente doía muito, o médico do zoológico percebeu e por isso a haviam levado imediatamente.

E o Hipopótamo tinha acreditado naquela confusão toda que os bichos fizeram!

Ele entendeu, então, o que o Leão lhe explicara: É preciso refletir muito sobre o que os outros nos falam, para não se deixar levar por fofocas e mentiras...



]Vejamos nós que nesta engraçada historinha que está repleta de um grande mal da humanindade( A maledicência) Encontramos um sábio e prudente Leão que procura alertar o Hipopotamo a não dar ouvidos sobre tudo o que ele escuta..[/b].

E viva o sábio leão!
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 03:47
Querida amiga Dothy

Veja só quanto lirismo nessa estória...


Cânticos de Louvor



Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.

Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar os filhotinhos? Isso era muito difícil.

Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se, quase sempre, perseguidos e humilhados.

A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.

E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los, na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.

Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram ao Pai Celestial lhes desse o socorro necessário.

Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou a orientá-las na construção do ninho.

Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta, ajudando-os a tecer os ninhos no alto.

Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e, quando as tempestades apareceram, houve segurança geral.

Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias, em louvor do Santo Nome de Deus.

Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.

Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.
 
* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 08:20
Olá querida amiga Katia...

Brigada pela linda e edificante contribuição dedicado a infância..
Elas farão o futuro de um mundo melhor


Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 08:28
Amigos para Sempre

E foi assim, numa manhã ensolarada, que nasceu a amizade entre Paulinho e Brenda, essa amizade de tão especial que é se tornou eterna...

Paulinho, um lindo bebê que acabara de chegar da maternidade, encontrou Brenda em sua nova casa, pois até então Paulinho morava na barriga de sua mãe.

Os dois se olharam e logo se encantaram um pelo outro, mas vale contar que essa amizade é muito diferente, sabe por quê?

Porque a Brenda é uma cadela da raça Pit Bull, sim essa mesma, a raça de cachorros que todos têm horror, mais essas coisas que dizem sobre Pit Bulls não têm nada a ver com a personalidade da Brenda, ela é tão mansa que até parece um daqueles cachorrinhos vira-latas que encontramos por ai, pedindo carinho o tempo todo.

O Paulinho visitava a Brenda todos os dias, no começo ficava no colo de sua mãe, mas não demorou muito para que o Paulinho crescesse, já no andador, corria de um lado pro outro atrás de sua amiga e ela parecia estar sempre tão feliz com a companhia de Paulinho.

Agora, Paulinho já está com três aninhos e a amizade se fortifica a cada dia, sempre tem uma nova aventura... Eles trocam carinhos, abraços e a Brenda até ganha beijinhos.

Por vezes a mãe de Paulinho pega uma boa conversa entre os dois, geralmente ele está deitado ou sentado no chão lá no quintal e começa a chamá-la:

- Benda, Bennndaaa .... (é assim que diz Paulinho)

- Benda, vem ti túmido ... (vem aqui comigo)

- Benda, vem com o papaizinho... vem

E não demora muito a Brenda aparece, toda feliz, abanando seu rabinho, pronta para uma brincadeira, Paulinho sem demora, abraça sua amiga inseparável e eles ficam ali, horas e horas conversando e brincando...

Seus pais ouvem as gargalhadas, de Paulinho, de longe, ele ganha tanta lambida de sua amiga e acha tão engraçado que é contagiante ...

Assim essa amizade acontece, todos os dias há aventuras, lá no quintal, eles correm, brincam e se divertem a valer.

E ainda dizem por ai que os cachorros desta raça são agressivos, se você perguntar ao Paulinho ele vai dizer...

- Pit Bull é mansinho, mansinho...
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Conto Infantil - Amigos para sempre publicado 15/04/2009 por Camila G.
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 08:42
A Violeta
 

   Em uma casa muito grande, cercada de imenso jardim colorido, onde o clima permite que as flores se abram durante todo o ano, tem-se a impressão de uma orquestra executando a canção da Primavera.
 Desse jardim maravilhoso é o encanto dos felizes moradores da casa, principalmente das crianças, que fazem dele um parque de diversões; brincam, correm, jogam bola no gramado, andam de bicicleta e carrinho
   Contudo , não são apenas esses os moradores do grande jardim. Há também as flores, os insetos, que trabalham e brincam em silêncio, porque só entre eles se entendem. Porem eles falam e vivem como nós. Vamos entrar no jardim e ficar bem escondidos para não assusta-los e, assim poderemos ouvir o que dizem e ver o que fazem. Estamos no fim da tarde, num dos caminhos do jardim. O sol já se vai escondendo de mansinho, enquanto as flores e as árvores se preparam para receber a noite e o repouso.
Bandos de andorinhas voam em direção aos seus ninhos. Os pássaros se abrigam nos galhos das árvores.
 Tudo parece em movimento. Somente as crianças continuam brincando sem perceber o que se passa no jardim, quando a rosa vermelha diz :Ah! Que linda tarde! Não é mesmo queridas amigas?
Realmente! Responderam as flores vizinhas. –Vamos Ter uma noite linda.
 A rosa vermelha suspira: "Que pena! a noite vem me obrigar a dormir Gosto tanto da luz do dia, porque ela faz com que todos me admirem!"
Minha prima você é sem duvida mito bonita, mas isso não é motivo para tanta vaidade, falou a rosa branca."Ora , rosa branca , você então não sabe que nós as rosa vermelhas , somos as flores mais procuradas e admiradas Somos nós que enfeitamos as casas ! E é o nosso perfume o mais gostoso!" – Todas as outras flores desaparecem diante de nossa beleza.
  Protesto, exclama uma linda Orquidia, eu não sou isso que você disse. Apenas me utilizo das plantas maiores para ficar mais alta e poder receber a luz do sol. Não prejudico a ninguém. –Não seja vaidosa prima! Fala a rosa branca, Lembre-se que Deus nos criou de acordo com sua sabedoria e não devemos brigar por causa disso. Somos todas irmãs e todos gostam de nós.
Rosa branca tem razão diz o grande cravo amarelo!
 Devemos viver em harmonia! Vejam a violeta por exemplo! È a flor que há em maior quantidade neste jardim e, entretanto a ninguém incomoda, todos a respeitam e estimam porque nunca se vangloriou apesar de ser muito apreciada.
"Oh! O senhor está defendendo essa florzinha insignificante que vive ai metida nessas folhas e sem mostrar-nos suas pétalas tão pequenas, Imaginem quem há de gostar de uma flor roxa?"
Senhora Rosa Vermelha ,por favor! Exclamou o Cravo Amarelo, Se defendo a violeta é porque a estimo, garanto que todos fariam isso.
"Sim ,sim dizem todas , nós também a defenderemos."
"Obrigada, amigas, obrigada" - agradece a violeta comovida.

Olhem só! Diz a Rosa Vermelha, essa violetazinha que vive escondida pare que ninguém veja sua feiura, quer se fazer agora de boazinha. Enquanto o nosso perfume e beleza se espalham pelos ares, a violetazinha sem perfume nem sequer se mostra, é mesmo sem graça!
Engana-se minha cara!" - fala a Rosa Branca. Violeta tem um perfume muito mais delicado que o nosso, e é muito bela, apesar de pequenina . É a flor que demostra maior sentimento, mais sinceridade quando é dada a alguém, porque é simples e humilde.
 "Ora, como ousas falar-me assim!"
 Nisso, a Rosa Vermelha interrompe-se e todos se calam porque duas crianças se aproximam,
Oh! Que bela Rosa Vermelha ! exclama uma delas, e estende o braço para segurá-la.
Logo porem o tira , com um grito de dor. –Tão linda e tão má, maninho , machucou-me o dedo! Mostrando o dedinho picado e saindo sangue.
 As Rosas são assim mesmo maninha, diz o menino. Eu prefiro as violetas. Veja quantas!
 Estas são lindas e não machucam ninguém. E colhendo um raminho de florzinhas, deu-as a irmã, e os dois afastaram-se sorrindo
 Viu minha prima? Fala a Rosa Branca.- A Humildade da violeta a fez mais apreciada
Rosa Vermelha reconheceu seu erro e desculpou-se com as amigas que sorriram, compreendendo que todos nós temos rosas e violetas no coração.

Que linda lição de humildade
 




 
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 10:40
A Evangelização


         Era uma vez uma cidade muito bonita, onde havia uma Casa Espírita chamada Seara do Mestre. No final do ano, as crianças que participavam da Evangelização se preparavam para uma festa, que aconteceria no domingo, na casa de dois irmãos, Roberto e Julia.

         Os irmãos ganhariam esta festa, pois foram os melhores alunos da Evangelização. Eles não faltavam às aulas, eram participativos e, principalmente, respeitavam os coleguinhas, as evangelizadoras, e todos os demais freqüentadores da Casa Espírita.

         Julia lembrou de um amiguinho, muito querido, mas que não queria participar da Evangelização. Assim, enviou um convite para Alan, no qual escreveu: Convite da Evangelização!

         Alan, ao ver aquele envelope, logo disse: "- Perderam tempo! Eu não vou para aquela Evangelização." E continuou jogando bola, muito contente, porque podia brincar.

         Enquanto isso, as crianças se preparavam para a festa.

         O domingo amanheceu ensolarado, maravilhoso.

         Que maravilha! Quanta alegria e brincadeira!

         As crianças que participavam da Evangelização fizeram uma festa linda. Nunca se viu nada igual.

         No dia seguinte, Roberto encontrou-se com Alan. Perguntou, então, porque ele não havia ido à festa, e logo começou a falar o quanto haviam se divertido. De repente, Alan começou a chorar, dizendo que iria embora daquela cidade, pois ali ninguém gostava dele, nem ao menos o convidaram para a festa.

         Roberto, surpreso, logo perguntou:

         - Você não recebeu o convite? Julia enviou para sua casa!

         Alan então, chorou ainda mais alto porque não abrira o convite, achando que era para ir para as aulas de Evangelização.

         Então começou a entender o erro que havia cometido ao se afastar de seus amiguinhos.

         No ano seguinte, Alan foi todo contente para a Evangelização, e percebeu como era importante aprender sobre os ensinamentos de Jesus, sobre a caridade, o amor ao próximo e tantas outras coisas. Desde então, foi um aluno muito aplicado, sempre disposto a colaborar.

         E qual não foi a surpresa, quando ao final do ano, as crianças da Evangelização prepararam uma linda festa para Alan, pela sua dedicação e participação na Evangelização

Seara Espirít Infantil
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 11:06

PEDIDO DE UMA CRIANÇA A SEUS PAIS.

Não tenham medo de serem firmes comigo. Prefiro assim. Isso faz com que eu me sinta mais seguro. Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo o que peço. Só estou experimentando vocês. Não me corrijam com raiva, nem na presença de estranhos. Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular. Não me protejam das consequências de meus erros. Às vezes, eu preciso aprender pelo caminho áspero. Não levem muito a sério as minhas pequenas dores. Necessito delas para amadurecer. Não sejam irritantes ao me corrigir. Se assim o fizerem, eu poderei fazer o contrário do que me pedem. Não me façam promessas que não poderão cumprir depois. Lembre-se que isso me deixa profundamente desapontado. Não ponham a prova a minha honestidade. Sou facilmente levado a dizer mentiras. Não me apresentem um Deus carrancudo e vingativo. Isso me afastaria dele. Não me desconversem quando faço perguntas, senão serei levado a procurar respostas na rua todas as vezes que não as tiver em casa. Não se mostrem para mim como pessoas infalíveis. Ficarei extremamente chocado quando descobrir um erro de vocês. Não me digam simplesmente que meus receios e medos são bobos. Ajudem-me a compreendê-los e vencê-los. Não me digam que não conseguem me controlar. Eu me julgarei mais fortes que vocês. Não me tratem como uma pessoas sem personalidade. Lembre-se que tenho meu próprio modo de ser. Não vivam apontando os defeitos das pessoas que me cercam, isso irá criar em mim, mais cedo ou mais tarde, o espiríto de intolerância. Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram ensinar tudo. Não tenham vergonha de dizer que me amam. Eu necessito desse carinho e amor para poder transmiti-lo a vocês e aos outros. Não desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo quando eu parecer não estar aprendendo. Insistam através do exemplo e, no futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.[/b]

]Fonte: Autor desconhecido.
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 11:17
O Feiticeiro de Oz




Dorothy morava com o seu tio Henrique e a sua tia Ema no Kansas. Ela
gostava de brincar com seu cachorrinho Totó.
Um dia, veio um ciclone e Dorothy e Totó não conseguiram se proteger. A
casa subiu tão alto que foi cair numa terra estranha.
Quando Dorothy se Viu sozinha, quis voltar para a sua terra. Então,
veio uma bruxinha boa e disse que somente o Mágico de Oz poderia
ajudá-la. Deu-lhe um par de sapatinhos dourados para ajudar na
caminhada.
Dorothy seguiu um caminho de pedras amarelas e viu um espantalho num
milharal e o libertou.
– Não sei como agradecer. disse o espantalho.
– Queria ter um cérebro para saber agradecer.
– Venha comigo! O Mágico de Oz poderá dar um cérebro a você — falou a
menina.
Mais adiante, encontrou um homem de lata enferrujado. Depois que
Dorothy passou óleo, o homem lata agradeceu e disse que queria um
coração para ser generoso.
– Venha conosco. O Mágico de Oz vai conseguir um para você. — disse
Dorothy.
No caminho, um leão atacou Totó.
– Você é um leão covarde! — gritou Dorothy, brava. O leão recuou e
disse que era mesmo covarde.
– Então, venha conosco. O Mágico de Oz vai lhe dar coragem — disse
Dorothy com pena do leão.
Ao chegarem à cidade de Esmeralda, foram até o misterioso Mágico de Oz,
que disse:
– Darei cérebro ao espantalho, coração ao homem de lata e coragem ao
leão; mas somente a bruxa boa do sul poderá ajudar Dorothy a ir para o
Kansas.
No palácio perto do deserto, a bruxa boa do sul disse a Dorothy: –
Ora, é só bater três vezes com estes sapatos encantados e fazer um
pedido.
Dorothy despediu-se dos amigos, fez o que a bruxa mandou e zum…
voltou a ser feliz com o tio Henrique e a tia Ema no Kansas.[/b][/b]


Que saudades...[/size]
[/color]
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O Mágico de Oz - Dorothy canta 'Over the Rainbow' (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWJBVzBwWUNnYjBzIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 11:23
Ola muita paz
Amiga Dothy

   Lindissimo, maravilha, grato por compartilhar.
   
(http://images04.olx.pt/ui/1/95/65/3819065_1.jpg)

   Sempre Criança

Menino, vem, vou te levar pra ver
paisagens pra brincar,
não vais querer crescer:
Veja quem vai nos levar
por esse pedaço de céu.
É o meu cavalo Carrossel...

Com o teu jeito de criança,
vais teimar com o vento,
e rir das marcas dos teus pés pelos caminhos.
E um dia já distante,
em uma janela da cidade,
lembrarás desses campos,
com saudades...

Alguém

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 11:26
Olá amigo Victor...

Seja sempre bem-vindo a este espaço que é de todos..
Eu que agradeço compartilhar conosco esta linda mensagem poética...
Volte sempre e nos ajude na edificação de um mundo melhor, com sua importante contribuição...


Beijos e abraços afetuosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 11:33
Ola muita paz
Amiga Dothy

(http://4.bp.blogspot.com/_Nk8Jh95NZb8/TBVzq0u5K2I/AAAAAAAAAGY/qNKdb2ghZhA/s1600/Gota_Agua.jpg)

Uma gotinha...
Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Unida a muitas gotinhas
o rio faço crescer. Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Ao cair num copo cheio
a água nâo pude conter. Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Após uma noite fria, sou o orvalho, podes-me ver.    Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Sozinha sou pequenina
junto a muitas grande vou ser. Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Os raios do lindo Sol
em mim consigo reter e um lindo arco-íris vou fazer.
Se uma gotinha falasse,
o que iria dizer?
- Evaporo, formo as nuvens
e caio ao solo ao chover.
Se uma gotinha falasse,
tanto iria dizer!

Alguém


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 15:01
Queridos amigos Dothy e Víctor


Esse tópico está lindo, com textos cheios de lirismo e ternura ...

Parabéns por plantarem sementes de paz e amor.

Beijos carinhosos da Katia
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 12 de Fevereiro de 2011, 15:06
Ola muita paz e harmonia
Amiga Katia

(http://2.bp.blogspot.com/_BSnuFMdEdqA/SgSesHJHuWI/AAAAAAAAITc/YPyu1QO2LJU/s400/rosefaceG.jpg)

O Pássaro Cativo

Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e
tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar ?
É que, crença, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender ;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
“Não quero o teu alpiste !
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que a voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores,
Sem precisar de ti !
Não quero a tua esplêndida gaiola !
Pois nenhuma riqueza me consola
De haver perdido aquilo que perdi ...
Prefiro o ninho humilde, construído
De folhas secas, plácido, e escondido
Entre os galhos das árvores amigas ...
Solta-me ao vento e ao sol !
Com que direito à escravidão me obrigas ?
Quero saudar as pompas do arrebol !
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas !
Por que me prendes ? Solta-me covarde !
Deus me deu por gaiola a imensidade:
Não me roubes a minha liberdade ...
Quero voar ! voar ! ... “
Estas coisas o pássaro diria,
Se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição:
E a tua mão tremendo, lhe abriria
A porta da prisão

por Olavo Bilac
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 15:06
Bom dia, queridos amigos!


O  elogio  da  abelha

 

Grande mosca verde-azul, mostrando envaidecida as asas douradas pelo Sol, penetrou uma sala e encontrou uma abelha humilde a carregar pequena provisão de recursos para elaborar o mel.

 
A mosca arrogante aproximou-se e falou, vaidosa:

 
- Onde você surge, todos fogem. Não te sentes indesejável? Teu aguilhão é terrível.

 
- Sim – disse a abelha com desapontamento -, creia que sofro muitíssimo quando sou obrigada a interferir. Minha defesa é, quase sempre, também a minha morte.

 
- Mas não podes viver com mais distinção e delicadeza? – tornou a mosca – por que ferretoar, a torto e a direito?

 
- Não minha amiga – esclareceu a interlocutora -, não é bem assim. Não sinto prazer em perturbar. Vivo tão-somente para o trabalho que Deus me confiou, que representa benefício geral. E, quando alguém me impede a execução do dever, inquieto-me e sofro, perdendo, por vezes, a própria vida.

 
-Creio, porém, que se tivesses modos diferentes... se polisses as asas para que brilhassem à claridade solar, se te vestisses em cores iguais às minhas, talvez não precisasses alarmar a ninguém. Pessoa alguma te recearia a intromissão.

 
- Ah! Não posso despender muito tempo em tal assunto... disse a abelha.  O serviço não me permite a apresentação exterior muito primorosa, em todas as ocasiões. A produção de mel indispensável ao sustento da nossa colméia, e necessária a muita gente, não me ofereces ensejo a excessivos cuidados comigo mesma.

 
- Repara! – disse-lhe a mosca, desdenhosa – tuas patas estão em lastimável estado...

 
- Encontro-me em serviço – explicou-se a operária humildemente.

 
- Não! não! – protestou a mosca – isto é relaxamento.

 
E limpando caprichosamente as asas, a mosca recuou e aquietou-se, qual se estivesse em observação.

 
Nesse instante, duas senhoras e uma criança penetraram o recinto e, notando a presença da abelha que buscava sair ao encontro de companheiras distantes, uma das matronas gritou, nervosa:

 
- Cuidado! cuidado com a abelha! Fere sem piedade!...

 
A pequeninha trabalhadora alada dirigiu-se para o campo e a mosca soberba a exibir-se, voando despreocupada.

 
-Que bonita,parece uma jóia. Que maravilha!

 
A mosca preguiçosa planou... planou... e, encaminhando-se para a copa, penetrou o guarda-comida, deitou varejeiras na massa dos pastéis e infectou  pratos diversos ..., e pousou-lhe na cabeça, infeccionando certa região que se achava ligeiramente ferida.

 
Decorridas algumas horas, sobravam preocupações para toda a família. A encantadora mosca verde-azul deixara imundície e enfermidade por onde passara.

 
Quantas vezes sucede isto mesmo, em plena vida?

 
Há criaturas simples, operosas e leais, de trato menos agradável, à primeira vista, que, à maneira da abelha, sofrem sarcasmos e desapontamentos por bem cumprir a obrigação que lhes cabe, em favor de todas; e há muita gente de apresentação brilhante, quanto a mosca, e que, depois de seduzir-nos a atenção pela beleza da forma, nos deixa apenas larvas da calúnia, da intriga, da maldade, da revolta e do desespero no pensamento.

 

 
Do livro A Vida Fala I. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Autor: Néio Lúcio

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Fevereiro de 2011, 21:02
Band-aid para coração partido



Ei, mamãe, o que você está fazendo? Perguntou Susie. Um pudim para a nossa vizinha, respondeu sua mãe. Por que? Voltou a perguntar Susie, que tinha apenas seis anos. Porque ela está muito triste; ela perdeu a sua filha e está com o coração partido. Nós precisamos cuidar dela um pouco. Por que, Mamãe?
Veja Susie, quando alguém está muito, muito triste, não consegue fazer pequenas coisas como preparar o jantar ou outros afazeres. Como somos parte de uma comunidade e é a nossa vizinha, nós precisamos fazer algumas coisas para lhe ajudar. A Sra. Smith não poderá mais falar com sua filha ou abraçá-la ou fazer todas aquelas coisas maravilhosas que as mães e as filhas fazem juntas. Você é uma menina muito esperta, Susie, talvez pense em alguma maneira de ajudar a Sra. Smith.
Susie pensou seriamente sobre este desafio e em como poderia fazer sua parte. Minutos depois, Susie bateu na porta da vizinha. A Sra. Smith atendeu às batidas com um “Olá, Susie”. Susie observou que não tinha aquela voz que ela conhecia e nem aquele jeito musical quando cumprimentava alguém. Parecia ter chorado porque seus olhos estavam molhados e inchados.
O que posso fazer por você, Susie? Perguntou a Sra. Smith. Minha mãe disse que você perdeu sua filha e está muito, muito triste com o coração partido. Susie timidamente esticou sua mão. Nela estava um Band-Aid. Isto é para o seu coração partido. A Sra. Smith engasgou, prendendo as lágrimas. Ajoelhou-se e abraçou Susie. Entre lágrimas disse: Obrigado, querida, isto ajudará muito.
A Sra. Smith aceitou o ato de bondade de Susie. Ela comprou um pequeno chaveiro com um pequeno porta retratos, desses chaveiros projetados para carregar chaves e, ao mesmo tempo, exibir orgulhosamente um retrato de alguém querido. A Sra. Smith colocou o Band-Aid de Susie no porta retratos para lembrar de se curar a cada vez que o visse. Ela sabia que a cura exigiria tempo e apoio. Aquele chaveiro transformou-se em seu símbolo de cura, ao não se esquecer da alegria e do amor que experimentou com sua filha.
Um simples gesto de bondade, feito com sinceridade, pode ajudar muito a quem precisa de algum carinho e atenção. Não deixe de fazer sua parte... Mesmo que seja oferecendo um Band-Aid.


Autor desconhecido
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 23:35
Queridos amigos e irmãos... Katia e victor...

Que felicidade e emoção vocês causaram ao meu coração...
Brigada pelo apoio neste canto dedicado a infãncia e  para a construção e edificação do futuro  homem de bem...


Bejios e abraços afetuosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Fevereiro de 2011, 23:50
Horacio e o Sabiá.


Horácio era um gato cheio de manhas e manias. Mimado ao extremo por seu  dono Edgard...
Ele até se considerava parte integrante da família... Com direito a  poltrona e tudo, o folgado. Tinha que aproveitar toda as regalias que tinha como um gato.
Ele adorava ficar na entrada da casa, na varanda, olhando o movimento na rua... O vai e  vem das pessoas... Era seu passatempo preferido.
Um dia aconteceu algo que mudaria a  vida de Horácio para sempre. Uma mudança, uma nova família iria morar na casa em frente a sua... Mas não era apenas uma família... Junto com pais,e filhos tinha também  Nany,  uma linda gata branca siamesa dos olhos verdes... E  para completar... Um sabiá.
Aquilo para  ele foi  um desaforo,  Pois ele  era o único gato da redondeza há anos... O  xodó de toda garotada, e dos adultos também.
Horácio ficou entre chateado e enciumado,  E se não bastasse, ainda tinha o tal... O  sabiá... Aos poucos Horácio foi se aproximando da casa em frente, precisava fazer algo... Que história era esta? Fazia anos que não pintava outro gato na vizinhança... Se  encheu de coragem e chegou bem em frente aos dois, Nany  e o incansável sabiá.
Pobre Horácio, por esta ele não esperava, ele que foi disposto a fazer a maior briga, acabou enfeitiçado pelos lindos olhos da Nany, a gata, ele ficou na frente dela todo bobo, parecia petrificado por  aquele intenso  olhar, e também pelas penas do sabiá... Que vontade danada de comer aquele passarinho. Mas Sabiá era o protetor da Nany, quando algum engraçadinho se aproximava dela, lá vinha o canto do encanto e aparecia na hora  Violeta, dona de ambos, com a vassoura e vapt... Vassourada  nos gatos candidatos.
Essa não... Pensava Horácio, precisava se livrar com urgência deste intrometido sabiá, mas como? Passou dias arquitetando um plano, tinha que  ser infalível, Já sei... Pensou ele, pedirei ajuda ao meu dono Edgard, ele que já tinha se apaixonado diversas vezes... Teria uma solução para este problema.
Horácio esperou Edgard chegar e relatou tudo a ele... Queria providências contra aquele sabiá, ele que fosse cantar em outro lugar...  No meio dos galos, pensava ele. Edgard ficou a rir do seu gatinho, mas... Se propôs a ajudar o pobre apaixonado.
A noite, depois do jantar os dois saíram, Horácio estava todo ansioso, era hoje que daria um fim no tal metido.
Edgard fazendo  o costume da  boa  vizinhança,  chegou na porta bateu palmas... Ô de casa, boa noite, tem alguém  ai? De repente... Eis que surge na porta, nada mais, nada menos, que Violeta, a dona do talzinho... Vestida com uma linda roupa lilás, perfume de orquídeas, olhos cor do mar, coitado do pobre rapaz...
Foi enfeitiçado na hora pela bela vizinha, e ela? Também foi fisgada, ficou  parece uma estátua,  presa  no olhar do belo rapaz. Pronto... Pensou Horácio! Achei que iria me livrar do sabido Sabiá, para poder namorar a Nany, mas não, nada deu igual ao que eu queria e planejava, me livrar do esperto Sabiá, e agora?O que faço eu? Pensou ele.
Mas Edgard, todo enamorado da bela Violeta, foi convidado pela mesma para entrar, conversar, conhecer os pais e jantar, disse a ela: Eu já tive um sabiá igual ao teu, até a cor era parecido, ele pode entrar conosco para eu escutar seu  lindo canto ? Pediu a Violeta, ela, respondeu na hora toda solicita: Mas é claro, sei que Nany  ficará em boa companhia, lá fora com seu gato Horácio, acredito que  os dois vão se dar muito bem.
Horácio ouvindo tudo, olhou  para seu dono com um jeito  de quem não entendeu  é  nada. Só depois é  que percebeu que Edgard tinha arrumado um plano para ajudar os dois, isto sim.
Enquanto estava lá dentro com Violeta no maior romance,  tendo como companhia o Sabiá, ouvindo seu canto do encanto, Horácio podia livremente namorar  Nany.
Sendo assim, toda noite lá iam os dois... Edgard muito apaixonado por Violeta  e seu gato ao lado, todo enamorado.
Nada mais de vassouradas, pensava Horácio aliviado


Escritora Dothy
[/i]

Publicado no Recanto das Letras em 16/11/2010[/b][/color]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 00:00
Olá queridos amigos e irmãos...  Sejam bem-vindos...

Compartilho com vocês, meu segundo conto infantil..
Nele, eu mostro o lado egoísta e orgulhoso do gato Horácio que por muito tempo era o único no bairro que morava, ao saber que um novo gato seria seu vizinho, ele não gostou da idéia de compartilhar a atenção de todos, que antes era apenas para si com outro.
Ele se arma de coragem e vai lá tomar satisfações, mas... Pobre Horácio, que surpresa para seu coração, era uma linda gata sua  nova vizinha, só que tinha um porém... havia também um Sabiá, e Horacio queria se livrar, mas seu bondoso dono encontra uma saída para todos, dando um final feliz para cada um.... Espero que gostem!!


O amor falando mais alto... Sempre
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 00:16


O coelho Trincas


O Pedrinho tinha como companhia aquele boneco feito de peluche!…um coelho chamado Trincas.
Chamava-se Trincas mas não trincava nada!…era só trapo!…
A amizade entre o Pedrinho e o Trincas era tão grande que estavam sempre juntos. Dormiam agarradinhos, o Pedrinho comia sempre com o seu amigo na outra mão, eram inseparáveis na brincadeira e até o Trincas acompanhava o Pedrinho quando ele ia para o infantário.
Quando o Pedrinho passou para a primária, o Trincas começou a ficar em casa.
Na escola primária o Pedrinho não tinha tempo para brincar com o seu amigo, mas assim que chegava a casa ia logo contar-lhe como tinha passado o dia.
Passaram alguns anos e um dia o Pedrinho que agora já se chamava Pedro, pediu á mãe para lhe arranjar uma caixa bonita e confortável para guardar o seu amigo. É verdade!…apesar da amizade forte que os unia chegara a hora de guardar o Trincas. O Pedro já era um homenzinho!…os homenzinhos não brincam com coelhos de peluche.
Lá foi o Trincas para uma caixa bem confortável.
Estava o Trincas na caixa pensando como seria ficar assim muito tempo?…quando lhe apareceu a fada dos coelhos de peluche. É verdade!…existe a fada dos coelhos de peluche.
Disse a fada ao Trincas:
---Trincas!…foste um bom coelho de peluche e resolvi que merecias um favor. Se quiseres farei com que vires um coelho de verdade e possas correr pelos campos como qualquer outro coelho. Poderás casar, comer erva farta etc. etc. …
---Aqui nesta caixa vais virar pó. O teu amigo Pedrinho a esta hora já te esqueceu.
O Trincas aceitou. Rapidamente se viu no meio de um campo florido com muita erva e outros coelhos e coelhinhas como companhia.
Passado algum tempo já tinha uma bela namorada e formado família.
O tempo foi passando e tudo se foi transformando. Veio a seca e a fome. Os outros coelhos partiram em busca de comida. A família que tinha formado também se dispersou e um dia se viu correndo, fugindo aos tiros de um caçador.
Nessa noite pensou nos tempos em que era coelho de peluche.
Quando era coelho de peluche estava sempre protegido pelo seu amigo Pedrinho. Até mesmo na caixa em que o seu amigo o guardara estava bem. Era uma caixa especial, toda forrada de vermelho e muito fofinha. Se tivesse pensado bem quando a fada dos coelhos de peluche lhe disse que iria virar pó, ele saberia que não era verdade. O seu amigo Pedrinho não deixaria que isso acontecesse. Ele era especial para o Pedrinho e por isso ele o tinha guardado tão bem na caixa forrada e fofa.
Sendo um coelho normal é que ele em breve viraria pó. Morreria de fome ou serviria de comida para algum caçador. Como gostaria de voltar para a caixa!…como gostaria de virar coelho de peluche!…
Adormeceu!…quando acordou estava novamente na caixa!…a fada dos coelhos de peluche tinha escutado os seus pensamentos e como ele tinha sido um bom coelho também na natureza, resolveu voltar a transforma-lo em coelho de peluche. Dali para a frente ele só precisaria desejar se transformar em coelho de verdade ou coelho de peluche que a sua vida se transformaria sempre que fosse dormir.
Passaram alguns dias e de repente o Trincas ouviu o riso de uma criança:
---Seria o Pedrinho?…não poderia ser!…o Pedrinho já seria um homem.
Virou-se para o outro lado para dormir mais um pouco. Passado um bocado a caixa foi aberta, a luz entrou e uma mão grande o segurou. Abriu os olhos para ver!…quem seria?…Era o Pedrinho que virara o senhor Pedro…um homem forte e bonito mas com os mesmos olhos de carinho e amizade de outros tempos. Junto estava um outro Pedrinho e então ouviu:
---Pedrinho!…meu filho…este coelho foi o meu grande companheiro quando eu era como tu. Esperei que crescesses um pouco para te o oferecer!…quero que fiques com ele para brincar, mas não quero que o estragues. Se por acaso se romper, vai correndo para a avó, para ela o coser ou remendar.
---O Trincas é o símbolo da minha infância feliz e quero que seja o mesmo para ti e se possível para os meus netos.
Nesse momento o Trincas teve a certeza que o ter sido um bom coelho de peluche e um bom coelho na vida real, iria fazer com que ficasse na memória de gerações e não viraria pó.
Voltava a ter o carinho de um Pedrinho e seria muito feliz. A amizade verdadeira é eterna
.



Conceição Santos



Que bela lição!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 00:48
A mentira tem perna curta

Costuma-se dizer que as mentiras têm pernas curtas, cabeça de pêra, pescoço comprido, corpo coberto de pêlos e os olhos tortos, que são grandes e metediças ou pequenas e mal-educadas.

— Depende — pensava Adalgisa com os seus botões. — Podem ser isso tudo e muito mais!

Ela era uma especialista em mentiras, das quais possuía uma colecção interminável.

Eram tantas e tantas as suas mentiras que já não sabia onde havia de as guardar.

No começo, ela escondia-as apenas no seu quarto: debaixo do tapete, no fundo do guarda-vestidos, atrás do aquecedor…

No fundo do armário, então, tinha uma prateleira repleta de frascos cheios de mentiras.

Mas rapidamente as mentiras encheram o quarto, começando então a saltar para fora, espalhando-se pelos lugares mais impensáveis da casa.

Logo que uma saltava para fora, Adalgisa apressava-se a tapá-la com outra ainda mais gorda.

Quando as mentiras começaram a sair, ela até as achava divertidas, e por isso tentou torná-las suas amigas, mas bem depressa teve de dar o dito por não dito… Não se pode confiar em mentiras!

O problema é que as mentiras não desaparecem logo, quando é preciso, permanecendo ali, à espera do melhor momento para saltarem para fora e causarem uma desgraça! Eis a razão por que a vida de Adalgisa se estava a tornar numa verdadeira tragédia, em vez de ser uma comédia. Ela passava o tempo a vigiar e a prender todas as suas mentiras, e para isso via-se obrigada a criar novas mentiras: um círculo sem fim…

— Adalgisa, já lavaste os dentes? — perguntava a mamã, e ela respondia:

— Já, mamã. E também lavei as mãos.

POF!

Mal acabara de falar, eis que a mentira saltava para o ombro da mamã e, a rir-se, soprava-lhe à orelha toda a verdade.

— Sabes, Luísa — contava Adalgisa, cheia de gozo, à sua amiga — que o meu avô tinha uma vaca chamada Celeste e que sabia falar?

Os dois juntos chegaram a actuar nos teatros mais famosos do mundo! O meu avô era um actor famosíssimo!

POF!

Aí vinha outra…

A verdade é que Adalgisa contava as mentiras tão bem e com tanta certeza e segurança que, com o correr do tempo, até ela se convencia que aquilo que dizia era mesmo verdade. Adalgisa andava, pois, carregada de mentiras, que lhe saíam de toda a parte do corpo.

Trazia-as nos bolsos, no meio dos cabelos, nos sapatos, agarradas aos folhos do vestido…

E as mentiras eram verdadeiramente descaradas e arreliadoras. Sucedia, por vezes, que, durante uma aula, uma das mentiras se punha a fazer-lhe cócegas e, quando a professora exigia explicações, Adalgisa contava mais uma mentira, que juntava à sua colecção.

Aquele dia começara como tantos outros. Ninguém poderia adivinhar o que dali a pouco iria acontecer.

A Senhora Gina, amiga da avó, quis saber:

— Adalgisa, é verdade que tu dizes mentiras?

E ela respondeu candidamente:

— Nunca disse uma mentira em toda a minha vida. Palavra de honra!

Não acabara ainda de pronunciar a última palavra quando uma enorme, horrenda, nojenta mentira aparece na sala.

Ao vê-la, Adalgisa ficou de tal modo apavorada que desatou a gritar. A mentira era tão assustadoramente grande que quase ocupava toda a sala. E Adalgisa sentia-se deveras pequena, pequenina. Desta vez, fizera uma grande asneira! Dissera uma tal mentira que nunca ninguém vira nada assim, ou antes, ninguém havia jamais imaginado coisa igual!

A avó e a amiga pareciam feitas de pedra. Imobilizadas no sofá, sentadas, olhavam, de boca aberta, para aquela “coisa”.

A enorme mentira começou a mover-se pela sala. Babando-se e sujando tudo, mexia e partia cada coisa que ficava ao seu alcance. Depois, aproximou-se de Adalgisa, com ar ameaçador: o soalho tremia, a avó e a amiga também.

Adalgisa não sabia o que havia de fazer.

Ela abraçou com muita força o seu macaquinho de pelúcia, o Tricky, em busca de protecção. A mentira inclinou-se sobre ela. Algumas gotas de baba malcheirosa caíram no tapete. A sombra fixou Adalgisa nos olhos, rindo horrendamente, e, depois, agarrou Tricky, pronta a desfazê-lo em mil bocadinhos…

— NÃÃOOOOOO!!! — gritou Adalgisa — Não direi mais mentiras, prometo! — e agora era mesmo uma promessa de verdade.

Imediatamente sentiu-se um estrondo medonho e a sala encheu-se de fumo e um cheiro nauseabundo. Da enorme mentira só restavam algumas gotas de baba nojenta sobre o tapete.

Logo a seguir, por entre milhares de estranhos grunhidos, todas as outras mentiras começaram a correr doidamente, até que, contorcendo-se, explodiram com um PQF igual àquele que se ouvia quando apareciam.

— Avó, diz-se que as mentiras têm as pernas curtas, mas viste como estas mentiras corriam a bom correr?

Avó e neta abraçaram-se, rindo, muito felizes
.


Rosy Gadda Conti



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 01:14
[Crianças e o Futuro[//color]




A criança, hoje, - abençoado solo arroteado que aguarda a semente da fertilidade e da vida - necessariamente atendida pela caridade libertadora do Evangelho de Jesus, nas bases em que Allan Kardec o atualizou, é o celeiro fecundo, que se abarrota de esperanças para o futuro.

Criança que se evangeliza - adulto que se levanta no rumo da felicidade porvindoura.

Todo investimento de amor, no campo da educação espírita, tendo em vista a alma em trânsito pela infância corporal, é valiosa semeação de luz que se multiplicará em resultados de mil por um...

Ninguém pode empreender tarefas nobilitantes, tendo as vistas voltadas para a Era Melhor da Humanidade, sem um vigoroso empenho na educação espírita do pequenino da atualidade.

Embora ele seja um espírito em recomeço de tarefas, reeducando-se, não raro, sob os impositivos da dor em processo de carinhosa lapidação, é oportunidade ditosa, que surge como desafio para o momento e promessa de paz para o futuro.

Isto, porque sabemos que a infância é ensejo superior de aprendizagem e fixação, cabendo-nos o mister relevante de proteger, amparar e sobretudo de conduzir as gerações novas no rumo do Cristo.

Esse-cometimento-desafio é-nos grave empresa, por estarmos conscientizados de que o corpo é concessão temporária e a jornada física um corredor por onde se transita, entrando-se pela porta do berço e saindo-se pela do túmulo, na direção da Vida Verdadeira.

A criança, à luz da Psicologia atual, não é mais o "adulto em miniatura", nem a vida orgânica representa mais a realidade única, face às descobertas das modernas ciências da alma.

Ao Espiritismo, que antecipou as conquistas do conhecimento, graças à revelação do Imortais, compete ao superior ministério de preparar o futuro ditoso da Terra, evangelizando a infância e juventude do presente.

Em tal esforço, apliquemos os contributos da mente e do sentimento, evocando o Senhor quando solicitou que deixassem ir a Ele as criancinhas, a fim de nelas plasmar, desde então, mais facilmente e com segurança, o "reino de Deus" que viera instaurar na Terra.



Livro: Compromissos Iluminativos - Psicografia de Divaldo Pereira Franco (Bezerra de menezes)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 01:19
Queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos...

Estão convidados a participaram conosco neste espaço que é de todos...
Desejamos a vocês um otimo final de semana repleto de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre... Abraços carinhosos das amigas...


Dothy e Katia..
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 13 de Fevereiro de 2011, 04:25
História de Maricota


I - MARICOTA SERELEPE

Maricota Serelepe
Era menina travessa...
Não havia disciplina
Que lhe dobrasse a cabeça.

Gostava de más respostas.
Na escola, em casa, nas ruas,
Vivia desordenada
A fazer sempre das suas.

Em vão, ganhava conselhos
Dos amigos para o bem.
Maricota Serelepe
Não atendia a ninguém.

Não era apenas sapeca:
Fugia a qualquer dever.
Vivia a brutalidade,
Fazia o mal por prazer.



II - MALCRIADA

A mamãe aconselhava:
- Minha filha, veja lá!
Céu castiga a menina
Que se faz grosseira e má.

A pequena respondia:
- A senhora nada sabe.
Concluindo num cochicho:
- Gente velha que se acabe.

A professora também
Lhe falava, com carinho:
- Maricota, minha filha,
Não saia do bom caminho!

A aluna desrespeitosa
Dizia, cabeça tonta:
- O que eu fizer, professora,
Não será de sua conta...



III - INDISCIPLINADA

Aos onze anos bem-feitos,
Agindo e vivendo às cegas,
A menina endiabrada
Era o terror dos colegas.

Desprezava os bons avisos.
Por mais se lhe castigasse,
Resistia às punições,
Perturbando toda a classe.

Rasgava livros, cadernos,
Esvaziava tinteiros,
Lançando borrões escuros
À roupa dos companheiros.

Tanto fez, tanto saltou
A endiabrada menina,
Que foi expulsa, mais tarde,
Em favor da disciplina.



IV - VADIA

Desde então, ficou sabendo
A vadiagem de cor;
Sem conselhos e sem livros,
Ficou pior, bem pior ....

Dizia, à mamãe bondosa,
Que prosseguia a estudar,
Mas punha-se, em plena rua,
A mentir e perturbar.

Não lhe chegavam agora
As horas grandes do dia.
Depois de fechada a noite,
A endiabrada fugia...

Aprendeu na malandragem
O furto, o assovio, a vaia;
Em breve tempo, encontrou
Meninos de sua laia.



V - PREGUIÇOSA

Escapulindo ao trabalho,
Expulsa dos bens da escola,
Fazia-se pobrezinha,
Saindo a pedir esmola.

Enganava os transeuntes,
Prendendo-lhes a atenção;
Xingava o trabalho sério
E tinha horror ao sabão.

Como o pássaro ocioso,
Que a todo dia se atrasa,
Maricota Serelepe
Raramente vinha a casa.

A mãe bondosa rogava
Mais cautela, mais juízo,
Mas a menina exclamava:
- De conselhos não preciso!



VI - MALDOSA

Atacava os cães amigos
A vozerio e pancadas;
Tratava todo gatinho
A brasa viva ou pedradas.

Se avistava a palha seca
Da casa dos passarinhos,
Não hesitava um minuto:
Vibrava golpes nos ninhos.

Matava filhotes tenros
Com grosseria sem-nome;
Prendia as aves canoras,
Exterminando-as à fome.

Se passava no terreiro,
A galinhada fugia,
Sabendo que Maricota
Vibrava pancadaria.



VII - DESVIADA

De rua em rua, a esconder-se,
A menina, a passo curto,
Era um demônio pequeno,
Exercitado no furto.

Varando portas estreitas,
Pulando grandes janelas,
Sabia correr dos guardas
E burlar as sentinelas.

Espreitava nas quitandas
O instante exato das vendas,
Para assaltar os meninos
Carregados de encomendas.

Fosse qual fosse o momento,
Horas claras ou sombrias,
Roubava doces, brinquedos,
De lojas e padarias.



VIII - MORTA

Um dia, furtando jóias,
Maricota teve a mão,
Que se agitava com pressa,
Mordida de escorpião.

Era o castigo afinal,
À maldade, à rebeldia;
Maricota Serelepe
Caiu em breve agonia.

Pilhada por delinqüente,
A menina envenenada
Foi conduzida ao socorro,
Deprimida, envergonhada.

Não lhe valeu, todavia,
O tratamento mais forte...
Findo o dia doloroso,
Em ânsias, rendeu-se à morte.



IX - AFLITA

Distante do corpo frio,
Maricota, sem repouso,
Notou que a morte era um anjo
De olhar terno e carinhoso...

Ajoelhou-se a coitada,
Chorou e pediu assim:
— Mensageiro da Bondade,
Compadece-te de mim!...

— Minha filha — disse ele —,
Desejava auxiliar-te,
Mas, há monstros que te buscam,
Chegando de toda a parte.

Depois de um minuto longo,
Afirmou, cheio de dor:
— Ah! filha, repara em torno,
Pede o perdão do Senhor.



X - CASTIGADA

Maricota não mais viu
A luz do emissário santo;
Olhando em redor gritava,
Tomada de enorme espanto.

Buscava correr em vão...
Oh! não, não queria ouvi-los!
Eram serpentes, dragões,
Lagartos e crocodilos.

Os monstros, porém, chegavam...
Um deles, grande inimigo,
Disse a ela: — "Maricota,
Agora estamos contigo.

Somos filhos da maldade
— Prosseguiu forte e iracundo -,
Do furto e da vadiagem
Que procuravas no mundo".



XI - ATORMENTADA

- Deixem-me, monstros! - pedia
A Pobrezinha, a chorar;
Mas os lagartos e as cobras
Puseram-se a gargalhar.

- Deixá-la? - disse o maior -
Teu pedido não nos vence,
Tua vida, Maricota,
Desde muito, nos pertence.

Ajudamos-te a roubar,
A vadiar, a fingir...
Agora, és nossa, bem nossa,
Não podes escapulir.

- Oh! que horror! - disse a infeliz.
Ninguém para consolá-la!...
Pôs-se, lívida, a correr
E os monstros a acompanhá-la...



XII - SUPLICANTE

Longos dias, longas noites,
Maricota, em aflição,
Atravessou negros vales,
Gritando e chorando em vão.

Precipitou-se em abismos,
Sem esperança e sem paz,
Clamava, seguindo à frente,
E os monstros seguindo atrás...

Sentiu sede, sentiu fome,
Na jornada em correria...
Quanto tempo a padecer?
Maricota não sabia...

Depois de muita oração,
Na angústia do cativeiro,
Jesus, o Divino Amigo,
Enviou-lhe um mensageiro.



XIII - ANSIOSA

Tão logo veio o emissário
De socorro e salvação,
Os monstros, espavoridos,
Mudaram de direção.

A menina, arrependida,
Ajoelhou-se, entre ais,
E exclamou: Anjo Divino,
Socorro! não posso mais!...

Tenho chorado e sofrido,
Atormentada de dor.
Por piedade! Salvai-me!
Dai-me o Céu do Deus de Amor!...

Fitando, de olhar dorido,
O azul e estrelado véu,
Suplicava compungida:
- Dai-me a luz da paz do Céu!...



XIV - AMPARADA

O Anjo amoroso afagou-a,
Dizendo com caridade:
- Em nome da Providência,
Devolvo- te a liberdade.

Mas, ouve, minha menina:
Se queres luz, agasalho,
Não podes entrar no Céu,
Sem a bênção do trabalho.

Viveste pela maldade,
Sem respeito, sem carinho,
Não ouviste os bons conselhos,
Fugiste do bom caminho.

Aceitas a corrigenda
Do Pai bondoso e perfeito?
Maricota, ajoelhada,
Em pranto, exclamou: Aceito!



XV - CORRIGIDA

Foi então que apareceu,
De feia e enorme estatura,
Um zelador de crianças:
O Gigante Mão Segura.

O mensageiro do Cristo
Explicou-lhe: Esta menina
Necessita recolher-se
Aos campos de disciplina.

Até que se regenere,
Dê-lhe recursos de emenda.
Praticou muita maldade,
Precisa de corrigenda.

Nesse instante, Maricota
Foi levada, em aflição,
Para um campo escuro e triste
De serviço e de prisão.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: História de Maricota. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha. FEB - Federação Espírita Brasileira.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 10:13



Patinho Feio
Em uma granja uma pata teve quatro patinhos muito lindos. Porém, quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:

- Que pato tão grande e tão feio!

No dia seguinte, de manhãzinha, dona Pata levou a ninhada para perto do riacho.

Mas os patos maiores estavam achando aquele patinho marrom, muito feio. Não parece pato não! - Dizia uma galinha carijó. O galo então, estava muito admirado do tal patinho.

- Tomem cuidado com o gatão preto. Não se afastem muito de mim, dizia a Mãe Pata.

Chegaram à lagoa e logo dona pata e os pequenos entraram na água.

Mamãe estava orgulhosa. Mas o patinho feio era desajeitado, como ele só. Não conseguia nadar. Afundava a todo momento.

Teve que sair para fora da água. E foi só gozação dos demais. Dona pata ainda ensinou-os a procurar minhocas e a dividi-las com os irmãos.

Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
- Vá embora porque é por tua causa que todos estão olhando para nós! Não sei porque o gatão preto, não leva você para sempre?

- O pobre patinho ficava sempre isolado dos demais. Os patos mais velhos, judiavam do pobrezinho dando-lhe bicadas.

Todos os seus irmãos eram amarelinhos e pequeninos, e ele era feio, marrom, grandão e desengonçado. De tão rejeitado por ser diferente, resolveu fugir.

Afastou-se tanto que deu por si na outra margem.

- De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em vôo. O cão dos caçadores perseguia-os furioso.

Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir. Porém, não deixava de caminhar.

Foi andando... foi andando... sem destino, com o coração cheio de dor e lágrimas nos olhos.

Chegou a um riacho onde estavam patos selvagens. Cumprimentou-os como aprendera com sua Mãe. Mas eles logo foram dizendo:
   

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_Não queremos intrusos aqui. Vá andando e não se faça de engraçado, pato feio.

Pobre patinho, só queria um lugar no mundo para descansar, comer algumas minhocas e nada mais.

Finalmente, o inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.

- Onde irá o Patinho Feio com este frio? - Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.

- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho! E levou-o para casa.

Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: "Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga".

Com o tempo a velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.

O gato então aproveitou a ocasião.

-Vá embora! Não serves para nada!

E o patinho foi embora. Chegou a um lago em que passeavam quatro belos cisnes que olhavam para ele.

O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se refletido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio, tão grande e tão belo, como os que vinham ao seu encontro.

Os companheiros o acolheram e acariciavam-no com o bico. O seu coraçãozinho não cabia mais dentro do peito.

Nunca imaginara tanta felicidade.

Os cisnes começaram a voar e o Patinho Feio foi atrás deles.

Quando passou por cima da sua antiga granja, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:

- Que cisnes tão lindos!

Assim termina a nossa história. O patinho feio sofreu muito até que um belo dia cresceu e descobriu a verdade sobre si próprio: ele não era um pato feio e diferente dos outros, era na verdade um lindo cisne. Desde então, todos passaram a admirá-lo e a se curvar diante de sua beleza.



][/colorPatinho Feio+TITULO (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWc3TF9tdHJvMWFzIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 13 de Fevereiro de 2011, 14:54
Querida Dothy, boa tarde!

Boa tarde, amigos!



O 3 Porquinhos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWtMNUVqQTJ4dTNrJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 13 de Fevereiro de 2011, 15:10
Ola Amigas e Amigos
Muita paz e harmonia

   Katia que maravilha...grato

(http://4.bp.blogspot.com/_81t5TGQ-CB0/TAT0SqfbqJI/AAAAAAAAAx8/KzLDjOTb6CE/s1600/criancas.jpg)

   Criança de rua

É triste ver tantas crianças
Sofrendo sem esperança.
Poucos com tanta fartura
Enquanto isso, muitos sem perspectiva futura.
Umas se acostumam nesta vida
Outras vivem pedindo guarida,
Pois nas ruas não aguentam mais,
E o que querem é um pouco de paz.

Como entender este nosso viver?
São tantas perguntas
Tantos desafios, tanta loucura,
Tanta gente a sofrer
Eta, vida dura!

O que nos resta é sonhar...
Sonhar para um mundo novo encontrar
Um mundo onde não se encontre mais
Crianças inocentes perambulando pelas ruas
Pedindo um pedaço de pão,
Vestidas em trapos, quase nuas.
Carregando no peito um coração
Triste, desanimado e solitário,
Porque mesmo vivendo entre tanta gente
Sente uma enorme solidão
Por isso são seres tão carentes.

Realmente, é preciso sonhar,
Com ânsia de um dia poder vencer.
Que todas as crianças possam o bem compartilhar
E, em um ambiente bom possam crescer
Vivendo dignamente, com diversões e brincadeiras
Sem passar por tantas ladeiras
Sem carregar no peito a vergonha
De ser visto como incapaz, um sem vergonha
Um ser estranho, sem sentimentos
Que deixa maus pressentimentos.

Precisamos parar para pensar,
Que estes pequenos cidadãos
Querem ser vistos como gente
Desejam apenas se salvar
Estendendo-nos as mãos.
Em prol de uma realidade diferente.


de Maria Dionésia Santos da Silva

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 21:55
O MUNDO DE NINO

]Nino  era um menino de sete anos, seus olhos eram grandes e negros, do tipo sonhador, Seus cabelos eram castanho anelado, uma criança normal para sua idade. 
- Era filho único morando apenas com a mãe Isadora, seu pai já tinha ido para o outro lado do céu. Nino adorava criar, inventar, fantasiar e sonhar... Sua mãe sempre lhe dizia: Nino, astronauta... Um dia você será.
- Todos  os dias, Nino acordava bem cedinho, tomava seu banho e descia para tomar seu café da manhã, era a parte mais preferida por ele.  Sua mãe lhe oferecia pão, leite, ovos e cereal, preparando  todos  eles, muito  enfeitad, seu mingau tinha que ter  por cima uma calda  de morango para parecer um rostinho sorrindo, seu pão era cortado  no formato de estrela, lua ou cometa, pois ele adorava, os astros.
-  Isadora já estava acostumada com as fantasias de Nino, e ficava feliz por ver seu filho sempre criando nomes e idéias ao conversar com seu alimento.
- Ele pegava seu pão e dizia: Bom dia senhor pão, como vai? O senhor  demorou  muito para ser assado? Para  o ovo: Bom dia Dona  Clara, como estás? A senhora sabia que a dona gema é amarela? e assim ele prosseguia. Bom dia senhor leite como vai a senhora vaca leiteira com seus bezerros? Bom dia senhor cereal, eu não lhe conheço muito bem e tal.
- Assim era o mundo de   Nino, entre o real e o imaginário, um mundo só dele. Ao ir para escola, ia caminhando, sempre parando um pouco para conversar.
- Bom dia senhor sol, tudo azul? Senhor céu, sua cor não poderia ser outra, tipo amarelo ou violeta? Dona Rosa,  já retiraram  seus espinhos? Espero que  sim , pois a senhora merece  ficar sempre  bela e formosa, perfumando o ar, dona abelha, a senhora  já parou de ferrar as pessoas? Senhor vento, dá para soprar um pouco lá no meu quintal? Minha mãe levou muita roupa hoje.
- Chegando a escola, ele logo sentava em sua cadeira, imaginado que era uma espaçonave, com roupa  espacial  e tudo, para viajar  nas aulas de história, seus colegas viviam rindo dele... Mas ele não se importava.
- Todos sempre diziam a sua mãe: Acorda Isadora, Nino não é uma criança normal, é bom levá-lo no médico para ver se ele fica legal. Ela respondia: O que meu filho tem e que muitos não possuem é uma grande  capacidade para inventar, criar um mundo mágico, além de ter uma felicidade sem fim.
- E todos se referiam ao pequeno Nino assim: Como sendo o estranho, esquisito, o sem noção, no mundo da ilusão, anormal.
- Assim sendo, Nino continuava  sua vida simples e feliz, rodeados de seres que ele conversava, sempre inventando e criando  nome para todos, se sentia muito feliz quando eles respondiam.
- Os dias e anos passaram, e Nino deixou sua infância para trás, virando  um rapaz.
- Chegando faculdade, com seus potenciais e imaginação a todo vapor, sempre usando a imaginaçõ, era sempre o melhor aluno da sala, muito inteligente, se formando  muito novo no curso de astronomia.
- Seu primeiro emprego foi: Ser astronauta, como sua mãe sempre lhe  dissera.
- Em sua primeira viajem ao espaço, lá foi Nino todo empolgado, enfim conheceria a galáxia de perto, as estrelas, planetas, o astro rei que sempre admirava  de sua janela.
- Mas... Esta não seria uma viajem  igual as que os astronautas estão acostumado a fazer, ele tinha uma missão especial: Teria que dar um recado sigiloso enviado pelo astro-rei ao satélite natural. Chegando bem pertinho da lua, lhe disse: Senhorita Lua, trago um recado urgente, do senhor Sol, mas...  É confidencial.
- O senhor Sol pediu par lhe dizer, que contigo ele quer namorar e casar... Que resposta eu devo levar afinal?
Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 22:04
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Compartilho com vocês, meu terceiro conto infantil, onde narro a vida de Nino, uma criança feliz e com muita imaginação, que cria nomes e personagens para tudo que ele encontra a sua volta. E como muitas pessoas tem o hábito de se incomdar com a vida do outro, Nino também incomodava. Mas ele e a mãe, não ligavam para estes comentários e continuaram a viverem muito bem... Espero que gostem!!.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 22:15
Queridos amigos Victor e katia...

Que felicidade é encontrar a presença de voces, trazendo tão lindas mensagens que nos falam ao coração...
Brigada amigos pelo apoio e amizade que me dedicam...


Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 22:51
Pais e filhos

Exigimos de nossos filhos uma conduta diferente, mas não podemos esquecer nem ignorar que, os filhos que Deus nos dá no dia de hoje, são os frutos de nossos atos de ontem.
Se o presente nos fala do passado, é bom nos lembrarmos
de quando em quando, da nossa conduta junto dos pais
que nos agasalharam, para sentirmos em sã consciência, a dificuldade que tiveram para fazer de nós, homens de bem, em nossos impulsos de rebeldia e de desobediência.
Aceita os filhos que Deus te deu tais quais são,
reprimindo-lhes os atos que te parecem indignos,
com a tua perseverança na dignidade e no bem,
dentro do lar e fora dele.
Não imagines nem penses que a tua corrigenda possa
surgir de imposições ou exigências na sua direção, não!
Nas horas que ages erradamente, pensando que estás
certo na tua maneira de viver.
Agora, as circunstâncias, na direção de teus filhos te .pedem discernimento, paciência, humildade,
e compreensão, para que possam se equilibrar.
Persevera fiel no posto que Deus te confia, trabalhando
e servindo, visando sempre o bem comum, e não duvides
que se na hora extrema da tua dor pelo teu desatino, ele te levantou, colocando-te na trilha certa da verdade e do bem.
Também agora à frente dos filhos que tanto te fazem
sofrer, não te deixará sem o amparo necessário, para que tenhas a capacidade de encaminhá-los ampliando-lhes
a visão espiritual com o teu exemplo de amor cristão
.

Gotas de Amor e Luz!



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 13 de Fevereiro de 2011, 22:57
Querida Dothy


É uma alegria estar aqui contigo nesse espaço tão aconchegante!

Se você quiser, posso postar alguns outros vídeos de músicas infantis e outros contos.

Quando era criança adorava as Fábulas de Monteiro Lobato. Essa era a minha preferida, que na verdade é uma fábula dupla. Espero que goste.

Abraços carinhosos da amiga de sempre

Katia

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 22:58
Amor de mãe

Eu lhe dei a vida ,
mas não posso vivê-la por você .
Eu posso mostrar-lhe caminhos ,
mas não posso estar neles para liderar você .

Eu posso levá-lo à igreja,
mas não posso fazer com que tenha fé .
Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o
certo e o errado, mas não posso sempre
decidir por você .

Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso faze-lo
bonito por dentro .
Eu posso lhe dar conselho,
mas não posso segui-lo por você .

Eu posso lhe dar amor,
mas não posso impô-lo a você .
Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso faze-lo generoso .

Eu posso ensinar-lhe o respeito,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso .
Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhe-los por você .

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro .
Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas,
mas não posso dizer "NÃO" por você .

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você .
Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza,
mas não posso forçá-lo a ser gentil .

Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus .
Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna .

Eu posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha existência
... e isso eu farei.

Pensamento Espírita
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 23:02
Olá amiga Katia... Adoro teus videos...

 Sabes que ainda não consegui colocar eles aqui,  eles dão um toque todo especial
Esteja a vontade para nos presentear com eles... Sempre!
Monteiro Lobato é um dos meus preferidos...
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 13 de Fevereiro de 2011, 23:03
A cigarra e a formiga


Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu _ tique, tique, tique... Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? _ perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah! ... exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

A formiga má

Já houve entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou _ emprestado, notem! _ uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora... - e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu estanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. Ë que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usuária morresse, quem daria pela falta dela?
Os artistas _ poetas, pintores e músicos _ são as cigarras da humanidade.


Monteiro Lobato
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 23:22
 

 
Pinoquio
 


Era uma vez, um senhor chamado Gepeto. Ele era um homem bom, que morava sozinho em uma bela casinha numa vila italiana.
Gepeto era marceneiro, fazia trabalhos incríveis com madeira, brinquedos, móveis e muitos outros objetos. As crianças adoravam os brinquedos de Gepeto.
Apesar de fazer a felicidade das crianças com os brinquedos de madeira, Gepeto sentia-se muito só, e por vezes triste. Ele queria muito ter tido um filho, e assim resolveu construir um amigo de madeira para si.
O boneco ficou muito bonito, tão perfeito que Gepeto entusiasmou-se e deu-lhe o nome de Pinóquio.
Os dias se passaram e Gepeto falava sempre com o Pinóquio, como se este fosse realmente um menino.
Numa noite, a Fada Azul visitou a oficina de Gepeto. Comovida com a solidão do bondoso ancião, resolveu tornar seu sonho em realidade dando vida ao boneco de madeira.
E tocando Pinóquio com a sua varinha mágica disse:
__Te darei o dom da vida, porém para se transformar num menino de verdade deves fazer por merecer . Deve ser sempre bom e verdadeiro como o seu pai, Gepeto.
A fada incumbiu um saltitante e esperto grilo na tarefa de ajudar Pinóquio a reconhecer o certo e o errado, dessa forma poderia se desenvolver mais rápido e alcançar seu almejado sonho: tornar-se um menino de verdade.
No dia seguinte, ao acordar, Gepeto percebeu-se que o seu desejo havia se tornado realidade.
Gepeto, que já amava aquele boneco de madeira como seu filho, agora descobria o prazer de acompanhar suas descobertas, observar sua inocência, compartilhar sua vivacidade. Queria ensinar ao seu filho, tudo o que sabia e retribuir a felicidade que o boneco lhe proporcionava.
Sendo assim, Gepeto resolveu matricular Pinóquio na escola da vila, para que ele pudesse aprender as coisas que os meninos de verdade aprendem, além de fazer amizades.
Pinóquio seguia a caminho da escola todo contente pensando em como deveria ser seu primeiro dia de aula estava ansioso para aprender a ler e escrever.
No caminho porém encontrou dois estranhos que logo foram conversando com ele. Era uma Raposa e um Gato, que ficaram maravilhados ao ver um boneco de madeira falante e pensaram em ganhar dinheiro às custas do mesmo.
__ Não acredito que você vai a escola! Meninos espertos preferem aprender na escola da vida! – falou a Raposa se fazendo de esperta.
_ Vamos Pinóquio, sem desviar do nosso caminho! Gritou o pequeno e responsável grilo.
A Raposa e o Gato começaram a contar que estavam indo assistir ao show do teatro de marionetes. Pinóquio não conseguiu vencer sua curiosidade, para ele tudo era novidade, queria conhecer o teatro divertido, do qual os dois estranhos falavam.
__ Acho até que você poderá trabalhar no teatro, viajar conhecer novas pessoas, ganhar muito dinheiro e comprar coisas para você e para quem você gosta. Continuou a instigar a Raposa.
O pequeno grilo continuou a falar com Pinóquio, mas este estava tão empolgado que nem o escutava mais.
Pinóquio então, seguiu com a Raposa e o Gato, rumo à apresentação do teatro de marionetes, deixando seu amigo grilo para trás.

Contos, fabulas e historinhas: Pinóquio
A Raposa e o Gato venderam o boneco par ao dono do teatro de marionetes.
Pinóquio sem perceber o acontecido atuou na apresentação dos bonecos e fez grande sucesso com o público.
Ao final da apresentação, Pinóquio quis ir embora, porém o dono do teatro vai em Pinóquio a sua chance de ganhar muito dinheiro, sendo assim o trancou numa gaiola.
Pinóquio passou a noite preso, chorando, lembrou do seu pai e teve medo de não vê-lo novamente.
Já estava amanhecendo quando o Grilo enfim, conseguiu encontrar Pinóquio. Mas não o conseguiu libertar da gaiola. Nesse momento, apareceu a Fada Azul que perguntou ao boneco o que havia acontecido.
Pinóquio mentiu, contou que havia se perdido e encontrado o dono do teatro de marionetes, que o prendeu e o obrigou aa trabalhar para ele.
Pinóquio se assustou com o que havia acontecido em seguida.Seu nariz dobrar de tamanho. Assustado, o boneco começou a chorar.
__ Não chore, Pinóquio! disse a Fada Azul abrindo com a sua varinha mágica o cadeado da gaiola. __ Sempre que você mentir seu nariz o denunciará e crescerá. A mentira é algo aparente, é errado e não deve fazer parte de quem possui um bom coração.- Continuou a Fada.
__ Não quero ter esse nariz! Eu falo a verdade! Quis saber como era um teatro de marionetes e sai do meu caminho.Acabei me dando mal.
__ Não minta novamente, Pinóquio! Lembre-se que para ser um menino de verdade, você deve fazer por merecer.- disse a fada , desaparecendo em seguida.
Pinóquio estava voltando para casa com o grilo, quando viu três crianças correndo sorridentes em uma direção oposta à sua.
Como era muito curioso, Pinóquio perguntou a um dos meninos onde ele ia.
__ Estamos indo pegar um barco para a Ilha da Diversão.Lá existe um enorme parque com brinquedos e doces à vontade. Criança lá não estuda.Só se diverte!
Pinóquio achou a idéia de uma ilha como aquela tentadora.Parou no meio do caminho e olhou na direção dos meninos que corriam.
__ Não, Pinóquio! Dúvida, não! O que eles estão fazendo parece bom, divertido, mas é errado.Fazer o que é errado traz más conseqüências. – disse o esperto grilo. Os meninos, já um pouco distantes chamavam Pinóquio para ir junto.
__Ah! Grilo, eu vou só conhecer a ilha,. Não ficarei lá para sempre.- disse o inocente boneco, já correndo em direção aos meninos.
O grilo não concordou, mas seguiu Pinóquio, afinal era responsável por ele.
Pinóquio entro num barco cheio de crianças que ia para a tal ilha.
Ao chegarem na ilha, as crianças correram em direção aos brinquedos. Podia-se brincar à vontade,comer doces o quanto quisessem.
O grilo observava, desapontado, o boneco se divertindo.
A noite chegou, e as crianças exaustas de tanto brincar, dormiram no chão, espalhadas pelo parque. Algumas sentiam dores na barriga de tanto comer doces.
Pinóquio estava quase dormindo, quando o grilo o acordou.
__Pinóquio, o que está acontecendo?
__O que grilo? Estou com sono.Está acontecendo que todos estão dormindo. - disse o boneco sonolento.
_ Não estou falando disso, Pinóquio! Falo das orelhas de vocês! Estão com orelhas... de burro! – disse o grilo preocupado.
Pinóquio despertou e assustado correu em direção a um lago, para ver seu reflexo na água.
Várias crianças já haviam percebido o que estava acontecendo e choravam assustadas.
Pinóquio ficou com m muito medo, pois via que outras crianças já estavam também com rabo de burro.
O grilo chamou o boneco para saírem imediatamente da ilha. Devia ser algum feitiço.Em troca da diversão que tiveram estavam se transformando em burros.
Pinóquio correu em direção a um pequeno barco.Com ele, iam o grilo e outras crianças. Porém, ninguém conseguia dirigir o barco.
Pinóquio, chorando, chamou a fada Azul.
_ Fada Azul, por favor, nos ajude!
A fada apareceu, ficou feliz por Pinóquio pedir ajuda também pelas outras crianças.
Ao perguntar ao boneco o que havia acontecido, a Fada recebeu deste outra mentira. Pinóquio mentiu que havia seguido um menino que ia para a mesma vila que o Gepeto morava e acabaram se perdendo.
No mesmo instante, o nariz do boneco começou a crescer.
Assustado, Pinóquio lembrou do que a fada havia dito e falou a verdade.
Seu nariz voltou ao normal, e a Fada anulou o feitiço que estava fazendo Pinóquio e as outras crianças se transformarem em burros.
Pinóquio seguiu com o grilo em direção à sua casa na vila. Sentia muita saudade do seu pai Gepeto. Estava começando a entender que o seu pai queria sempre o melhor para ele, e o melhor, naquele momento, era a seu lar, a escola e a vila.
Ao chegar em casa, Pinóquio não encontrou Gepeto. Com medo, ficou imaginando que Gepeto poderia ter morrido de tristeza com o seu sumiço. Mas o grilo encontrou um bilhete de Gepeto, pendurado na porta.
No bilhete, Gepeto dizia que ia de barco procurar o seu filho amado.
Pinóquio foi em direção à praia, junto com o grilo.
Chegando lá, não viram nenhum sinal do barco do Gepeto.
Pinóquio ficou sabendo por uns pescadores que um pequeno barco havia sido engolido por uma baleia naquela manhã.
O boneco imediatamente pensou que se tratava de Gepeto e atirou-se ao mar, para procurar a tal baleia.
O grilo foi atrás de Pinóquio. Ambos nadaram bastante até encontrarem uma enorme criatura.
O grilo avisou ao boneco que aquela era uma baleia. Pinóquio se colocou na frente do animal e em poucos segundos foi engolido por ela. O grilo que o acompanhava todo o tempo,também foi engolido.
Ao chegarem no estômago do animal, viram um pequeno barco e Gepeto, triste, cabisbaixo, sentado com as mãos na cabeça.
Ao ver o boneco, Gepeto sorriu e correu ao seu encontro.
Pinóquio abraçou o pai e pediu desculpas por ter agido mal.
__ A única coisa que importa, meu filh,o, é que você está bem. -disse o bondoso velhinho
Pinóquio teve a idéia de fazerem uma fogueira com pedaços de madeira do barco, assim a baleia podia espirrar e atirá-los para fora da sua barriga.
O plano deu certo, e a baleia espirrou o barco onde estavam Gepeto, Pinóquio e o grilo.
Ao chegarem à praia, Pinóquio e Gepeto novamente se abraçaram felizes por ter dado tudo certo.
_ Prometo ser obediente, papai! Não mentir e cumprir meus deveres. –disse o boneco.
Gepeto ficou orgulhoso do filho. Sabia que Pinóquio tinha aprendido valiosas lições.
Nesse momento, a Fada Azul apareceu e sorridente disse ao boneco:
__ Você aprendeu as diferenças entre o bem e o mal. O valor do amor, da lealdade .Tudo o que fazemos tem uma conseqüência, que pode ser boa ou ruim dependendo de como agimos. Por tudo o que você aprendeu e pelo modo como agiu, agora farei de você será um menino de verdade!
Assim, a Fada transformou Pinóquio em um menino de verdade. E este viveu muito feliz com o seu pai, Gepeto, e com o amigo grilo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 23:34
Crianças doentes

Acalentas nos braços o filhinho robusto
que o lar te trouxe e, com razão,
te orgulhas dessa pérola viva.
Os dedos lembram flores desabrochando,
os olhos trazem fulgurações dos outros,
os cabelos recordam fios de luz e a boca
assemelha-se a concha rosada, em que
os teus beijos de ternura desfalecem de amor.
Guarda-o, de encontro ao peito, por tesouro
celeste, mas estende compassivas mãos
aos pequeninos enfermos que chegam
à Terra como lírios contundidos pelo
granizo do sofrimento.
Para muito deles, o dia claro inda vem
muito longe... São aves cegas que não
conhecem o próprio ninho, pássaros
mutilados esmolando socorro em
recantos sombrios da floresta do mundo!...
As vezes, parecem anjos pregados na cruz
de um corpo paralítico ou mostram no
olhar a profunda tristeza da mente
anuviada de densas trevas.
Há quem diga que devem ser exterminados
para que os homens não se inquietem;
contudo, Deus, que é a bondade perfeita,
no-los confia hoje, para que a vida,
amanhã, se levante mais bela.
Diante, pois, do teu filhinho quinhoado
de reconforto, pensa neles!...são nossos
outros filhos do coração, mendigando
entendimento e carinho, a fim de que se
desfaçam dos débitos contraídos consigo
mesmo... Entretanto, não lhes aguardes
rogativas de compaixão, de vez que, por
agora, sabem tão somente padecer e chorar.
Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!...
E, cada vez que lhes ofertes a hora de
assistência ou a migalha de serviço, o leito
agasalhante ou a lata de leite, a peça de
roupa ou a caricia do talco, perceberás
que o júbilo do Bem Eterno te envolve
a alma no perfume da gratidão e na
melodia da bênção.


Meimei

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Fevereiro de 2011, 23:58
Volte mamãe

Querida mãezinha.
Sei que estou em outra vida, mas não muito
distante. Muita gente pensa que a pessoa sai
da Terra e esquece tudo.
Mas não é assim.
Desde que Tia Irma me trouxe para onde estou,
não me esqueço de você e nem do papai.
Moro num parque com uma escola e muitas flores.
Tenho muitos companheiros, mas você está
sempre em minha lembrança.
Senti tantas saudades que Tia Irma já me levou
duas vezes para o nosso encontro e me conduziu
também até a nossa casa para ver o papai.
Mamãe, beijei e abracei a você tanto,
mas você não me viu.
Notei seu rosto triste e cansado.
E quando, á noite, vi o papai, sozinho,
pensando em nós, em nossa casa tão grande,
chorei muito.
Volte mamãe.
Porque não pdemos viver juntos?
Em nossa casa tudo está na mesma.
As xicaras que você gosta estão guardadas
na cristaleira e nas paredes do quarto grande
estão os seus quadros de rezar.
Só encontrei uma diferença.
Parece que a casa está doente, com muito frio,
e aquela jarra da sala grande, em que você
colocava flores, está vazia e atirada a um canto.
Pode cre que o papai é muito triste sem você.
Volte mamãe.
Penso que Deus nos reuniu para vivermos juntos.
Hoje, acho que o céu é a felicidade de estarmos
mais perto uns dos outros.
Volte, volte para nós.
Vou dizer uma cousa que Tia Irma me contou
em segredo. Ela disse que quando você voltar
para nós, eu vou ser seu filho outra vez.
Volte, mamãe.
Muitos beijos e muitas saudades do seu filho.


Betinho

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Fevereiro de 2011, 00:09
Apelo da criança

"Chego ao mundo todos os dias, em busca de
refazimento e evolução. Carrego na alma chagas
do passado, amortizadas pela esperança do
recomeço, esquecidas no envoltório de um
novo corpo. Entretanto, quando mais conto
com a tua ajuda, para me erguer à altura da
tarefa que trago, da prova que planejei ou da
missão a mim outorgada, eis que te vejo de
mãos vazias para me amparar!
Quantas vezes, me deixas na companhia das ruas,
me abandonas à mingua de tudo, sem que eu tenha
boca para pedir socorro, sem que eu tenha mãos para
buscar sustento, sem que eu tenha o espírito
preparado para poder vencer a mim mesmo…
Quantas outras, me empanturras de fantasias malsãs,
de ambições perniciosas, criando-me em castelos de
egoísmo e indiferença, em completo menosprezo
pelo solo da minha alma.
Pobre ou rica, tenho sofrido a violência determinada
pela lei do mais forte: punem-me antes que eu tenha
plena consciência do que seja culpa; moldam-me à
força do chinelo e da coação, como se a educação
de que necessito fosse mera domesticação…
Pobre ou rica, tenho sido explorada em minha
inocência de espírito adormecido em sua maturidade,
e sou desde cedo convocada à mentira, desde cedo
instigada à sensualidade sem propósito, desde cedo acometida pelas doenças sociais de todas as camadas…
E, no entanto, caro adulto, que pensas do futuro,
se não voltas teu olhar benevolente para mim,
a criança? Que mundo transformado pretendes,
se não te lanças com todo o arrojo de tua
alma à minha educação?
Somos tantas neste planeta em transição! Estamos
vindo em massa, em busca de uma oportunidade de ascensão, demandando o privilégio de colaborar
contigo na construção de um amanhã mais
sorridente! Peço-te, não me esqueças - pois sou
teu filho, teu aluno, teu neto; sempre teu irmão,
pedindo apenas a quota de amor e paciência de
que preciso para me fazer homem de bem e
companheiro do teu ideal!" -


Meimei


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Fevereiro de 2011, 00:24
João e Maria

Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria.
A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda mais: não havia comida para todos.
— Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças serão as primeiras…
— Há uma solução… — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos.
O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, conseguiu convencê-lo.
No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar.
— Não chore — tranqüilizou-a o irmão — Tenho uma idéia.
Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama.
No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças.
As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas.
João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa.
O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte.
João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus.
Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de comer o pão, guardou-o.
Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da volta.
Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo!
- Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, e ela está toda marcada com as migalhas do pão.
Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho.

Contos, fabulas e historinhas: João e Maria
As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e doces. Famintos, correram e começaram a comer.
De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito mais para vocês.
Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até cairem no sono e confortáveis caminhas.
Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito.
Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava.
Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E ela ficava furiosa, reclamava com Maria:
- Esse menino, não há meio de engordar.
- Dê mais comida para ele!
Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, foi logo gritando:
- Hoje eu vou fazer uma festança.
- Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver.
- Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado.
Assustada, Maria começou a chorar.
— Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa.
Ela empurrou Maria para perto do forno e disse:
_Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão.
A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também. Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse:
- Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer?
- Menina boba! disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela.
A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela caiu lá dentro . A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse queimada.
Mariazinha foi direto libertar seu irmão.
Estavam muito felizes e tiveram a idéia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas guloseimas .
Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta.
Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne.
Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana do pai.
Ao chegarem na cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e o pai estava desesperado com o que fez com os filhos.
Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e assim foram felizes para sempre.


Coleção Disquinho - João e Maria - 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVd1QUZQUnY0UENRIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Fevereiro de 2011, 00:29
Olá queridos amigos e irmãos...

Sejam bem-vindos... Muita paz e luz em seus corações..
Estão convidados a participarem consco, trazendo suas mensagens e contos infantis, de suas autoria ou de seus escritores preferidos, e juntem-se a nós nesta linda fase da vida( A Infância
)

Desejamos que voltem sempre... Abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 14 de Fevereiro de 2011, 02:47
Boa noite, queridos amigos!


A biografia de Monteiro Lobato


Semana do livro - Monteiro Lobato (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTl6NEpGSHBhWFc0Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Fevereiro de 2011, 08:07
Contos » A Bela Adormecida

Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma rainha jovens, poderosos e ricos, mas pouco felizes, porque não tinham concretizado maior sonho deles: terem filhos.
— Se pudéssemos ter um filho! — suspirava o rei.
— E se Deus quisesse, que nascesse uma menina! —animava-se a rainha.
— E por que não gêmeos? — acrescentava o rei.
Mas os filhos não chegavam, e o casal real ficava cada vez mais triste. Não se alegravam nem com os bailes da corte, nem com as caçadas, nem com os gracejos dos bufões, e em todo o castelo reinava uma grande melancolia.
Mas, numa tarde de verão, a rainha foi banhar-se no riacho que passava no fundo do parque real. E, de repente, pulou para fora da água uma rãzinha.
— Majestade, não fique triste, o seu desejo se realizará logo: Antes que passe um ano a senhora dará à luz uma menina.
E a profecia da rã se concretizou, e meses depois a rainha deu a luz a uma linda menina.
O rei, que estava tão feliz, deu uma grande festa de batizado para a pequena princesa que se chamava Aurora.
Convidou uma multidão de súditos: parentes, amigos, nobres do reino e, como convidadas de honra, as treze fadas que viviam nos confins do reino. Mas, quando os mensageiros iam saindo com os convites, o camareiro-mor correu até o rei, preocupadíssimo.
— Majestade, as fadas são treze, e nós só temos doze pratos de ouro. O que faremos? A fada que tiver de comer no prato de prata, como os outros convidados, poderá se ofender. E uma fada ofendida…
O rei refletiu longamente e decidiu:
— Não convidaremos a décima terceira fada — disse, resoluto. — Talvez nem saiba que nasceu a nossa filha e que daremos uma festa. Assim, não teremos complicações.
Partiram somente doze mensageiros, com convites para doze fadas, conforme o rei resolvera.
No dia da festa, cada uma das fadas chegou perto do berço em que dormia a princesa Aurora e ofereceu à recém-nascida um presente maravilhoso.
— Será a mais bela moça do reino — disse a primeira fada, debruçando-se sobre o berço.
— E a de caráter mais justo — acrescentou a segunda.
— Terá riquezas a perder de vista — proclamou a terceira.
— Ninguém terá o coração mais caridoso que o seu — afirmou a quarta.
— A sua inteligência brilhará como um sol — comentou a quinta.
Onze fadas já tinham passado em frente ao berço e dado a pequena princesa um dom; faltava somente uma (entretida em tirar uma mancha do vestido, no qual um garçom desajeitado tinha virado uma taça de sorvete) quando chegou a décima terceira, aquela que não tinha sido convidada por falta de pratos de ouro.
Estava com a expressão muito sombria e ameaçadora, terrivelmente ofendida por ter sido excluída. Lançou um olhar maldoso para a princesa Aurora, que dormia tranqüila, e disse: — Aos quinze anos a princesa vai se ferir com o fuso de uma roca e morrerá.
E foi embora, deixando um silêncio desanimador e os pais desesperados.
Então aproximou-se a décima segunda fada, que devia ainda oferecer seu presente.
— Não posso cancelar a maldição que agora atingiu a princesa. Tenho poderes só para modificá-la um pouco. Por isso, Aurora não morrerá; dormirá por cem anos, até a chegada de um príncipe que a acordará com um beijo.
Passados os primeiros momentos de espanto e temor, o rei, decidiu tomar providências, mandou queimar todas as rocas do reino. E, daquele dia em diante, ninguém mais fiava, nem linho, nem algodão, nem lã. Ninguém além da torre do castelo.
Aurora crescia, e os presentes das fadas, apesar da maldição, estavam dando resultados. Era bonita, boa, gentil e caridosa, os súditos a adoravam.
No dia em que completou quinze anos, o rei e a rainha estavam ausentes, ocupados numa partida de caça. Talvez, quem sabe, em todo esse tempo tivessem até esquecido a profecia da fada malvada.
A princesa Aurora, porém, estava se aborrecendo por estar sozinha e começou a andar pelas salas do castelo. Chegando perto de um portãozinho de ferro que dava acesso à parte de cima de uma velha torre, abriu-o, subiu a longa escada e chegou, enfim, ao quartinho.
Ao lado da janela estava uma velhinha de cabelos brancos, fiando com o fuso uma meada de linho. A garota olhou, maravilhada. Nunca tinha visto um fuso.
— Bom dia, vovozinha.
— Bom dia a você, linda garota.
— O que está fazendo? Que instrumento é esse?
Sem levantar os olhos do seu trabalho, a velhinha respondeu com ar bonachão:
— Não está vendo? Estou fiando!
A princesa, fascinada, olhava o fuso que girava rapidamente entre os dedos da velhinha.
— Parece mesmo divertido esse estranho pedaço de madeira que gira assim rápido. Posso experimentá-lo também? Sem esperar resposta, pegou o fuso. E, naquele instante, cumpriu-se o feitiço. Aurora furou o dedo e sentiu um grande sono. Deu tempo apenas para deitar-se na cama que havia no aposento, e seus olhos se fecharam.
Na mesma hora, aquele sono estranho se difundiu por todo o palácio.
Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça.
Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado.
Adormeceu o cozinheiro que assava a carne e o servente que lavava as louças; adormeceram os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que enrolavam seus cabelos.
Também o fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras parou de queimar, parou também o vento que assobiava na floresta. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio.
Em volta do castelo surgiu rapidamente uma extensa mata. Tão extensa que, após alguns anos, o castelo ficou oculto.
Nem os muros apareciam, nem a ponte levadiça, nem as torres, nem a bandeira hasteada que pendia na torre mais alta.
Nas aldeias vizinhas, passava de pai para filho a história da princesa Aurora, a bela adormecida que descansava, protegida pelo bosque cerrado. A princesa Aurora, a mais bela, a mais doce das princesas, injustamente castigada por um destino cruel.

Contos, fabulas e historinhas: A Bela Adormecida
Alguns cavalheiros, mais audaciosos, tentaram sem êxito chegar ao castelo. A grande barreira de mato e espinheiros, cerrada e impenetrável, parecia animada por vontade própria: os galhos avançavam para cima dos coitados que tentavam passar: seguravam-nos, arranhavam-nos até fazê-los sangrar, e fechavam as mínimas frestas.
Aqueles que tinham sorte conseguiam escapar, voltando em condições lastimáveis, machucados e sangrando. Outros, mais teimosos, sacrificavam a própria vida.
Um dia, chegou nas redondezas um jovem príncipe, bonito e corajoso. Soube pelo bisavô a história da bela adormecida que, desde muitos anos, tantos jovens a procuravam em vão alcançar.
— Quero tentar também — disse o príncipe aos habitantes de uma aldeia pouco distante do castelo.
Aconselharam-no a não ir. — Ninguém nunca conseguiu!
— Outros jovens, fortes e corajosos como você, falharam…
— Alguns morreram entre os espinheiros…
— Desista!
Muitos foram, os que tentarem desanimá-lo.
No dia em que o príncipe decidiu satisfazer a sua vontade se completavam justamente os cem anos da festa do batizado e das predições das fadas. Chegara, finalmente, o dia em que a bela adormecida poderia despertar.
Quando o príncipe se encaminhou para o castelo viu que, no lugar das árvores e galhos cheios de espinhos, se estendiam aos milhares, bem espessas, enormes carreiras de flores perfumadas. E mais, aquela mata de flores cheirosas se abriu diante dele, como para encorajá-lo a prosseguir; e voltou a se fechar logo, após sua passagem.
O príncipe chegou em frente ao castelo. A ponte elevadiça estava abaixada e dois guardas dormiam ao lado do portão, apoiados nas armas. No pátio havia um grande número de cães, alguns deitados no chão, outros encostados nos cantos; os cavalos que ocupavam as estrebarias dormiam em pé.
Nas grandes salas do castelo reinava um silêncio tão profundo que o príncipe ouvia sua própria respiração, um pouco ofegante, ressoando naquela quietude. A cada passo do príncipe se levantavam nuvens de poeira.
Salões, escadarias, corredores, cozinha… Por toda parte, o mesmo espetáculo: gente que dormia nas mais estranhas posições.
O príncipe perambulou por longo tempo no castelo. Enfim, achou o portãozinho de ferro que levava à torre, subiu a escada e chegou ao quartinho em que dormia A princesa Aurora.
A princesa estava tão bela, com os cabelos soltos, espalhados nos travesseiros, o rosto rosado e risonho. O príncipe ficou deslumbrado. Logo que se recobrou se inclinou e deu-lhe um beijo.
Imediatamente, Aurora despertou, olhou par ao príncipe e sorriu.
Todo o reino também despertara naquele instante.
Acordou também o cozinheiro que assava a carne; o servente, bocejando, continuou lavando as louças, enquanto as damas da corte voltavam a enrolar seus cabelos.
O fogo das lareiras e dos braseiros subiu alto pelas chaminés, e o vento fazia murmurar as folhas das árvores. A vida voltara ao normal. Logo, o rei e a rainha correram à procura da filha e, ao encontrá-la, chorando, agradeceram ao príncipe por tê-la despertado do longo sono de cem anos.
O príncipe, então, pediu a mão da linda princesa em casamento que, por sua vez, já estava apaixonada pelo seu valente salvador.
Eles, então, se casaram e viveram felizes para sempre
!

Neste conto percebemos como o egoísmo, a ganância, amaldade se mostram.
 Mas também temos a união entre as fadas e a bela, a amizade e o amor(Que lindo)


A Bela Adormecida - Foi você (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThqa1ZLa2gxSUx3Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Fevereiro de 2011, 08:43
Crianças

Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e a vestimenta.

Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário a sua sublimação.

Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhes relegam a alma a lamentável abandono.

A vadiagem na rua fabrica delinqüentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.

Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos da natureza animalizada.

Recorda que todos nós achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.

O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer "que nem só de pão vive o homem".
Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.

 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Fonte Viva. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 14 de Fevereiro de 2011, 12:37
Bom dia, Dothy e amigos!


Não poderia esquecer das estórias do Maurício de Souza que embalaram grande parte da minha infância. Que saudades!

Essa ofereço especialmente para você, Dothy.

Abraços carinhosos da Katia



Amizade é.. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXpGdFJTeTlENS13JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 14 de Fevereiro de 2011, 12:53
Pássaro encantado


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você....
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira.
Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
Tenho que ir, ele dizia.
Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar.....
Eu também terei saudades, dizia o pássaro. Eu também vou chorar.
Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios...
E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
Se eu não for, não haverá saudades.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite.
Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre.
Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
Ah! Menina... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias....
Sem a saudade, o amor irá embora...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar.
Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio, deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não mais agüentou.
Abriu a porta da gaiola.
Pode ir, pássaro, volte quando quiser...
Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar...
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos...
Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje...
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
Quem sabe ele voltará amanhã....
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

Rubens Alves
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 14 de Fevereiro de 2011, 17:25
Ola muita paz e harmonia
Amigas e Amigos

(http://gallery.photo.net/photo/7674920-lg.jpg)

  Que alegria me dá este espaço onde as crianças falam mais alto...

Conto Os Três Amigos

  Era uma vez três amigos que decidiram ir viajar pelo seu país fora, como na época em que esta história se passa não existiam carros tiveram que viajar a pé e durante vários dias.

O grupo de amigos era o seguinte, O Cacheira de Ferro, o mais inteligente e líder do grupo a alcunha é esta porque para qualquer lugar que ele vá leva sempre a sua cacheira, o Arranca Pinheiros, o mais forte, é lenhador tal como o seu pai dai a alcunha, e o Leite de Burra o mais fraquito do grupo que tem esta alcunha pois quando ele nasceu a mãe não tinha leite para o amamentar e tinha que lhe dar o leite que uma burra que a família tinha.

Num desses dias enquanto visitavam uma pequena aldeia decidiram ficar por lá durante alguns dias para a poderem conhecer melhor e visitar tudo o que tivesse algum interesse.

Perguntaram a um homem que encontraram no caminho se conhecia alguma casa que eles pudessem alugar para passar uns dias por lá.

O homem disse que tinha uma casa que lhes podia alugar, mas que estava assombrada.

Eles aceitaram, o Cacheira de Ferro disse que não havia problema nenhum com a assombração, que essas coisas não existem, o Arranca Pinheiros disse que eles não tinham medo e que se essa tal assombração aparecesse que ele estava lá para defender o grupo, já o Leite de Burra estava cheio de medo.

No primeiro dia em que ficaram na casa assombrada decidiram que o Leite de Burra ficava lá a cozinhar enquanto os outros dois iam dar uma volta pela terra e nos outros dias iam trocando que ficaria em casa.

Estava o Leite de Burra a fazer a sopa quando ouviu um barulho:
– Ai que eu caio, Ai que eu caio – Dizia uma voz vinda da chaminé.
Ele lembrou-se logo da assombração e disse muito assustado:
– Cai, mas não caias em cima da sopa.
Mas a assombração caiu e entornou a sopa toda, o Leite de Burra ficou ainda mais assustado e quando os dois amigos regressaram contou-lhe a história ainda a tremer.

Então no dia seguinte decidiram que quem ficavam em casa era o Arranca Pinheiros.

Estava ele a tratar do jantar quando ouviu um barulho:
– Ai que eu caio, Ai que eu caio – Dizia uma voz vinda da chaminé.
Confiante na sua força disse:
– Cai lá para veres o que te acontece.
Mais uma vez a assombração caiu e entornou toda a comida que ele tinha preparado para ele e os seus companheiros de viagem.
Quando os outros voltaram do passeio desse dia, estava o Arranca Pinheiros ainda a limpar a cozinha, contou-lhes o que se tinha passado e o Leite de Burra disse:
– Estão a ver! É melhor irmos embora desta terra e continuarmos a nossa viagem.

Mas o Cacheira de Ferro, que não é de ficar com medo, disse:
– Nem pensar! Amanhã fico cá eu e vamos ver se desta vez jantarmos!
Os outros, que estavam ainda meio amedrontados, disseram:
– Mas tem cuidado, esta assombração é mesmo perigosa.
– Não se preocupem – Disse o Cacheira de Ferro – Fico aqui bem protegido pela minha cacheira que já me ajudou muitas vezes.

No dia seguinte, estava o Cacheira de Ferro a preparar o jantar e lá voltou a voz da chaminé:
– Ai que eu caio, Ai que eu caio.
Ao que ele respondeu:
– Cai lá.
Quando a assombração caiu, o Cacheira de Ferro deu-lhe uma forte cacheirada que deixou a assombração ferida.

Quando os amigos voltaram do passeio ele contou-lhes o que se tinha passado e decidiram seguir o rasto que a assombração tinha deixado, pois estava ferida.

O rasto terminava num poço, que por ser de noite, eles não conseguiam ver o fundo. Foram ter com o dono da casa e pediram-lhe uma corda e uma sineta.

Quando voltaram para junto do poço o Cacheira de Ferro disse:
– Vamos lá ver que tipo de assombração é esta que fica ferida e foge para dentro de um poço. Leite de Burra, como és o mais levezinho és o primeiro a descer ao poço, quando estiveres com medo toca a sineta.
– Eu?! – Disse ele – Mas eu já estou com medo.
– Vá deixa-te disso – Disseram ou outros – Estamos aqui para te ajudar.
– Está bem – e atou a corda à cintura e começaram a desce-lo lentamente.

Pouco tempo depois começou a tocar a sineta, os outros puxaram-no rapidamente para cima.

– Então o que viste? – perguntou curioso o Cacheira de Ferro
– Nada, só moscas e mosquitos – respondeu o Leite de Burra
– Agora vou lá eu ver – disse o Arranca Pinheiros enquanto atava a corda à cintura.

Começaram a desce-lo e pouco tempo depois começou também ele a tocar a sineta, puxaram-no rapidamente para cima.

– Então? – perguntaram o Cacheira de Ferro e o Leite de Burra
– Nada, só moscas e mosquitos – respondeu ele.

Mais uma vez o Cacheira de Ferro, não desistiu e foi ele ver o que teria aquele poço.

Começaram a desce-lo e passados alguns metros, as moscas e mosquitos tinham desaparecido e ele conseguia ver agora um grande palácio.
Quando chegou ao fundo foi andando até à porta do palácio, foi então que viu uma linda princesa à janela, tão linda que ficou logo apaixonado.

– Ora viva bela princesa – disse ele para chama à atenção.
– Que fazes tu aqui? – disse ela com espanto.
– Vim pedi-la em casamento, pois assim que a vi fiquei completamente apaixonado.
– É melhor ires já embora antes que o grande guardião do palácio do poço aqui chega, senão, vais ter que lutar com ele.
– Não tenho medo, com a minha cacheira já derrotei muitos guardiões.
– Mas nesta luta não poderás usar a tua cacheira, será uma luta com espadas. Deves escolher a mais feia e ferrugenta já que é a única espada boa.

Ainda estavam eles a conversar quando chegou o grande guardião, quando o Cacheira de Ferro olhou para ele reconheceu-o logo.

– Então eras tu que nos andavas a assustar! Não existe nenhuma assombração.
– Queira que fossem embora para não nos chatearem, assim que o Joaquim vos alugou a casa fui lá para ver se vos mandava embora, mas já vi que não consegui, por isso vais ter que lutar comigo. Escolhe a tua espada.
– Quero a ferrugenta.
– O quê? Queres a ferrugenta, tens esta aqui limpinha e brilhante e escolhes a ferrugenta, queres perder a luta?
– Sim, quero a ferrugenta – Insistiu ele.

Começou então a luta, como o Cacheira de Ferro tinha a melhor espada conseguiu rapidamente derrotar o grande guardião. Quando a luta terminou a princesa saiu do palácio e correu para os braços do Cacheira de Ferro.

– És muito corajoso e aceito o teu pedido de casamento, graças a ti já não sou prisioneira deste terrível guardião, que não me deixava sair do palácio para nada.

Marcaram então o casamento para esse mesmo dia, a princesa mostrou ao Cacheira de Ferro a entrada secreta para o poço, ele foi lá a cima chamar os seus amigos para festa.

Desde esse dia nesta aldeia nunca mais se ouviu falar de assombrações, e no poço como estavam todos muitos felizes não se sabe se ainda lá estão hoje, pois todos os que tentaram entrar no poço só viram moscas e mosquitos.

Quem sabe se um dia alguém verá o palácio com a princesa, o Cacheira de Ferro e os seus grande amigos, Arranca Pinheiros e Leite de Burra.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 15 de Fevereiro de 2011, 03:22
Boa noite, queridos amigos!


Reencarnação para criança


Reencarnação para criança - Maurício de Souza (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVRBZTZEU0dyc0lRJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 15 de Fevereiro de 2011, 03:35
Essa é uma das lendas mais conhecidas das crianças japonesas.

Adorava ouvir minha avó contando-a. Bons tempos ...



Momotaro - O menino pêssego


Há muito tempo atrás, numa cidade remota, vivia um casal de velhinhos... Eles nunca haviam tido filhos e isso deixava um grande vazio em seus corações... Todos os dias o homem juntava lenha nas montanhas e sua esposa lavava roupas na correnteza do rio...
Um dia, a mulher lavando roupas, viu um pêssego enorme boiando no rio... Então pegou aquela fruta que parecia muito saborosa e levou para casa para servir ao marido assim que ele voltasse das montanhas.
Ao final do dia, o marido chegou e ficou muito contente ao ver aquele pêssego apetitoso. Ela pegou um facão para cortar e ouviu seu marido, já com água na boca, dizer:
- Hum, deve estar suculento e saboroso!!!
Ao partir o pêssego ficaram assustados com o que encontraram: Um menino muito forte, porém doce e meigo. Achando ser um presente dos céus, o casal decidiu adotar o lindo garoto e seu nome seria: MOMOTARO (Menino Pêssego). Momotaro cresceu forte e poderoso e já era considerado o mais forte na aldeia em que vivia.
Um dia, Momotaro ouviu falar sobre os monstros de Onigashima (Ilha do Demônio) que espalhava medo entre a população e roubava tudo que tinham. Então pediu autorização aos pais para que pudesse ir a Onigashima e afastar os monstros. A princípio seus pais ficaram assustados e não permitiram, mas de tanto Momotaro insistir, os pais acabaram cedendo.
Seus pais então fizeram uma trouxinha e colocaram deliciosos kibidangos (bolinhos) para que ele pudesse comer na viagem. E momotaro partiu em busca dos monstros...
Na margem da aldeia, ele encontrou um cãozinho, que lhe perguntou:
- Para onde você está indo Momotaro??? O que você carrega nesse saco???
- Eu estou indo para Onigashima!!! E aqui nessa trouxinha tem deliciosos kibidangos... Os melhores da região!!! Olha, se você me ajudar a afastar os monstros da ilha, eu te dou um, que tal???
O cãozinho com muita fome, aceitou e acompanhou Momotaro...
Mais à frente, encontraram um papagaio que também aceitou acompanhar Momotaro em troca de um kibidango. Em seguida, encontraram um macaco que também aceitou unir-se a Momotaro em troca do melhor kibidango da região.
Momotaro, o cachorro, o macaco e o papagaio pegaram um barco para ir à Onigashima...
Mas eles não conseguiam avistar a ilha, foi então que o papagaio voou até o céu e indicou a direção. Quando finalmente chegaram a Onigashima, encontraram um castelo enorme, protegido por um grande portão... Só que estava trancado, bloqueando o caminho...
O macaco então, deu um salto, pulou para seu interior e abriu o portão. Eles entraram e foram caminhando... Encontraram os monstros festejando, suas fisionomias eram estranhas e estavam todos bêbados. Momotaro aproximou-se e disse:
- Eu sou Momotaro e nós estamos aqui para punir vocês por amedrontar a população de nossa cidade!!!
Os monstros então, achando graça, partiram para a luta...
Momotaro lutava com sua espada, o papagaio bicava os monstros por toda a parte, o macaco pulava em cima e o cãozinho mordia suas pernas e braços.
Como haviam comido o melhor kibidango do Japão, os animais tiveram suas forças dobradas e apesar de serem apenas 4, lutaram por mil.
Finalmente, os monstros se renderam e o líder, sentindo-se derrotado, caiu de joelhos diante de Momotaro...
Chorando e com a cabeça baixa, o monstro falou:
- Eu prometo que nunca mais iremos amedrontar a população e vamos devolver tudo que roubamos, mas por favor... Eu imploro, não nos matem!!!
Momotaro decidiu poupar a vida dos monstros.
Carregou todos os pertences da população até o barco e voltaram para casa festejando, devolvendo assim, a paz às pessoas da aldeia.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 08:12
" O livro edificante vacina a mente infantil  contra o mal" (André Luiz)

 

"Quando você ensina, transmite.
Quando você educa, disciplina.
Mas, quando você evangeliza, SALVA."



Amélia Rodrigues
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 08:14
Contos Infantis

A plasticidade do pensamento infantil e o seu valor construtivo nos indicam a direção certa da educação moral que devemos oferecer à crianças e jovens.
         Os adultos que cercam a criança - pais, familiares, professores - são os responsáveis pelas formas pensamento que criam no seu espírito:
         "Constitui obrigação primeira daqueles que se desvelam e se responsabilizam pela infância, a literatura simples, pura, eloqüente, adequada aos espíritos que são imortais.
         Através da leitura disciplinada, dos contos fáceis e educativos, das mensagens de amor, o pensamento irá criando imagens mais cristalinas, vivendo as fases e etapas de enobrecimento dos personagens em foco, criando quadros positivos, que repercutirão, mais tarde, na sua vida física e espiritual". (cf.. Bezerra de Menezes, in: "Garimpeiros do Além").
         Na história da humanidade, constatamos que as grandes lições sempre foram apresentadas de forma poética, em fábulas, contos simples, parábolas. A verdade moral aparece simulada, velada, mas com um profundo significado, a fim de sobreviver ao tempo...
         Os modelos morais a serem seguidos são apresentados de forma simbólica, com a finalidade de mostrar, mediante uma representação exemplar, algum princípio ou comportamento ético. Este é o objetivo da boa história.
         Os modelos apresentam condutas, atitudes ou formas de vida que, além de propor valores, também testam a maneira de pô-los em prática.
         A utilização da literatura infanto-juvenil na forma narrativa constitui um dos meios essenciais para a construção de identidade moral. A linguagem simbólica é um recurso eficaz para transmitir um conhecimento mais vivo dos valores morais.
         Além disto, a contação de histórias ou a sua leitura para crianças e jovens proporciona ao adulto uma sensação muito agradável, pois ajuda-o a equilibrar-se, buscar serenidade, desenvolvendo a criatividade, a linguagem, o raciocínio e a memória.
         Ao contar a história infantil ou juvenil, através da trama e dos personagens, revive-se todas as energias das emoções básicas da estrutura psíquica, descarregando emoções e sentimentos, bons ou ruins, que estão armazenados na bagagem do inconsciente desde a fase fetal ou infanto-juvenil, abrindo canais de extravasamento destas energias que, muitas vezes, são causas ocultas de problemas psicológicos e emocionais no adulto.
         Esta atividade proporciona ao adulto reencontrar a criança perdida dentro de si, com a sua inocência, pureza e simplicidade, sem preconceitos.
         Não é só um processo empático de colocar-se no lugar da criança que ouve, sentir como se fosse ela, mas de plenificar-se, como ser humano, auto-conhecendo-se, descobrindo-se. Não é sem lógica que Jesus afirma: "Digo-vos, em verdade, que aquele que não recebe o reino de Deus como uma criança, nele não entrará", (Marcos X v. 15 a 16).
         Nestes momentos sublimes, em que os sentimentos e as emoções falam mais alto do que a  Nestes momentos sublimes, em que os sentimentos e as emoções falam mais alto do que a razão e a lógica, é que se faz a semeadura de valores morais.
         O contador de boas histórias é o semeador que saiu a lançar a semente do bem no solo fértil da mente infanto-juvenil. Estas sementes se multiplicarão dando algumas "cem por uma, outras sessenta e outras trinta" (Mateus, cap. XIII, v. 1 a 9).




Trecho extraído da Apresentação do Livro "Conte Mais" - volume 3 -


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 15 de Fevereiro de 2011, 09:20
Ola muita apz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

   Que maravilha...

(http://diariodebiologia.com/wp-content/uploads/2008/11/002c.jpg)

Joaninha Cansada

   Era uma vez uma joaninha. Pintas pretas sobre fundo encarnado, conhecem o género, não conhecem?
Bem. Como ia contando: era uma vez uma joaninha... O que ela se enfastiava quando uma menina qualquer a prendia entre os dedos, para lhe soprar a lengalenga do costume: “Joaninha voa, voa, que o teu pai está em Lisboa". Largada, depois, ares fora, a nossa joaninha refilava:
- Mas qual pai? Mas qual Lisboa?
O pai dela, coitado, morrera há tempos, e a cidade de Lisboa não estava nos seus projectos de viagem. Que mania!
Por isso a joaninha resolveu mascarar-se de escaravelho. Vestiu um pijama às riscas e pronto. Ninguém diz: “Escaravelho voa, voa, que o teu pai está em Lisboa". Não dá jeito.
Com o que ela não contava era com o Dr. Bisnaga, cientista estudioso de escaravelhos e do grande dano que eles causam à fruta e às batatas. Pois o Dr. Bisnaga viu aquele exemplar um tanto fantasista, ainda não classificado entre as suas variedades, e zás! Agarrou-o com uma pinça, meteu-o num frasquinho e ala com ele para o seu laboratório, em Lisboa.
Depois classificou-o. Deu-lhe um nome, por sinal o seu, “Escaravelho Bisnaguense", visto que se sentia o descobridor e, até certo ponto, o pai daquela preciosidade. Por fim, tirou-lhe o retrato, para um grande álbum de escaravelhos que estava a preparar, e foi à vida, à sua vida de incansável investigador de escaravelhos.
Ficaria a pobre joaninha condenada a prisão perpétua, não se tivesse desfeito, a tempo, do pijama às riscas.
- Uma vulgar joaninha no meu laboratório? - alarmou-se o sábio. - Fora daqui.
E atirou-a pela janela...
A joaninha saltou e, atarantada, esvoaçou sobre a fumarada da cidade. Depois, mais decidida, voou desta história para fora. Uf! Chega de aventuras.
Se a virem por aí, deixem-na viver sossegada o seu próprio destino de joaninha sem nome. Ela agradece.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 13:11
Súplica do Orfão



Mãezinha, sinto hoje imensa saudade de você!

O dia se doura e as flores arrebentam em perfume, cantando uma sinfonia de cores e de música, que me embala o próprio coração.

Mas não a encontro, mãezinha!

A casa da minha alma se cobre de tristeza, porque sua voz não mais canta, melodiosa, aos meus ouvidos...

Disseram-me que você partiu, deixando-me tão pequeno e só!

Por que você se foi, mamãezinha?

Informaram-me que Nosso Senhor recolhe as mãezinhas na Terra, para convertê-las em estrelas nos céus. Não acreditei!

Todavia, quando a noite da soledade me envolveu na escuridão, vi duas estrelas brilhando junto de mim...

Seriam seus olhos fulgurantes, clareando meus passos trôpegos?

Oh! Mamãezinha, ouço em derredor outras crianças que gritam e abraçam em transportes de júbilo o abençoado coração maternal! Somente eu não tenho mais você!...

Sou débil plantinha que não encontra alfombra para agasalhar-se, nem mesmo tronco robusto para se apoiar...

Todavia, eu sei que você partiu, embora eu a sinta comigo, pois que, freqüentemente, me parece ouvir a sua voz, cantando baixinho aos ouvidos do meu coração, uma doce canção de ninar, quando eu não consigo dormir...

Enquanto as casas se iluminam e a Terra inteira se veste de alegria para homenagear as mães, deixe-me dizer também com as outras criancinhas: Deus a abençoe, mamãe!...

E, se lhe for permitido, somente hoje, quando eu me for deitar, volte outra vez ao meu berço pequenino, e repita bem suavemente, para que somente eu possa ouvir: Durma, durma, meu filhinho, para que os anjos dos céus venham buscá-lo...

 

Ditado pelo Espírito Anália Franco

 

 

Emmanuel/Chico Xavier  
 



 
 
 
 
 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 21:48
BIBILETAH E O BEIJA-FLOR... NASCEU O AMOR!

Bibiletah,  é uma linda borboleta, não uma comum, dessas que estamos acostumados a ver por ai, não... Ela era muito diferente de toda sua família de borboletas e lagartas.
 Seu corpo era pequeno, suas asas eram lindas, nas cores roxo, preto, lilás e branco cintilante. Seus pais se orgulhavam por ter uma filha tão linda, com suas cores tão diferenciadas das demais, eles a cercavam de muitos mimos e carinhos, sua mãe era uma linda borboleta amarela e azul e seu pai tinha  apenas de uma cor, preto. Então o cuidado com Bibiletah era redobrado, em seus passeios diários, seu pai vinha sempre lhe escoltando para lhe proteger de todos os perigos e também de algum belo rapaz.
Bibiletah,  cresceu feliz cercada pelo amor de seus pais e amigos.Sua mãe era sua maior confidente, sempre pronta a lhe responder as inúmeras perguntas feitas por seu pequeno coração, acerca do mundo exterior, imaginava  que devia ser maravilhoso viver além do campo florido permitido por seu zeloso pai.
Mas ela queria muito mais do que a vida de uma  borboleta , ela queria ter liberdade em sua terna idade, queria conhecer o mundo além das fronteiras .Queria que sua vida fosse diferente das demais borboletas, não aceitava  ter um  destino igual de todas as suas amigas que apenas pensavam  e sonhavam em  se casar com o primeiro que aparecesse e lhe cortejasse para ser pai  de suas borboletinhas.  Ela não queria ter uma vida assim, pensava e queria muito mais que isto.
Ela queria encantar por onde passase  com seu lindo bailado de suas  asas coloridas, queria sair por ai a voar... Queria conhecer outro  ares e lugares, o que tinha de errado em sonhar? Ser diferente dos outros seres pensantes? Ela tinha vontade de viver sua vida em outro lugar.
Mas sabia que este sonho não seria fácil de realizar, seu pai não gostava nem de falar, não queria nem pensar em ver sua única filha vivendo  em outra lugar.
Pobre Bibiletah, ficava triste por esta atitude de seu pai, mas ela não desistiria, a oportunidade apareceria, era so ela esperar.  Enquanto isso ficava  sempre observando por cima do campo a cidade lá adiante, pensando em um plano,
Ao longe ela via a beleza florir em todo lado, escutava o canto dos pássaros, o zum- zum das abelhas, o agitar do vento a passar.
Ela dizia para si mesma.. .Eu vou conseguir, meu pai vai deixar,  para outro lugar eu vou voar. Assim ela ficou na Esperança de seu sonho se realizar, sempre conversando com seu pai sobre seus anseios e desejos, não via nada demais, dizia  que sempre voltaria para visitar sua querida família que tanto amava,
Finalmente depois de muita insistência, conseguiu convencer seu pai, que por lhe amar muito entendeu que não tinha o direito de seus sonhos barrar.  Ela em uma felicidade sem fim, se despediu  de pais, e amigos. Assim Bibiletah foi embora atrás de seus sonhos, com suas lindas cores reluzindo pelo ar...
Liberdade, doce sentimento que sentimos no infinito, pensava ela realizada. Onde ela passava,chamava a atenção pela cor de suas lindas asas, no Sol dourado a cor branca cintilava, sobressaindo das demais cores, o lilás adquiria um tom turqueza, uma rara beleza.
Bibiletah  continuou a bailar em pleno ar, sendo uma maravilhosa apresentação ao  vivo para quem por ali transitassem, Muitos tiravam fotos quando ela em algum lugar pousava,sempre exclamando...Nunca vi uma borboleta tão linda em toda minha vida! Ela se sentia plena e realizada, era o que ela sempre idealizava, encantar, colorir, e ser por todos admirada.
Assim ela seguia sempre  em completa alegria nos lugares que passava. Mas... Um dia ela ficou encantada com lago que viu ao longe, um pequeno pássaro, quase do seu tamanho, com um lindo bico e um bailado que era um verdadeiro espetáculo, ele ficava beijando uma rosa, depois voava e voltava de novo para onde estava,. Bibiletah,  pensou... Nossa que lindo pássaro, com seu corpo colorido  e lindas penas, tão pequenas, quem seria ele? Ela se perguntava.
Ficou de longe observando enamorada com ele, que continuava seu teatro,  aos poucos ela tomou coragem...Sempre enfrentou tudo,  se aproximou dele um pouco envergonhada, mas muito interessada.
Ele percebeu sua presença, e convidou-a para se alimentar. Bibiletah  chegou bem perto da  rosa para pousar e seu néctar provar. Que delícia... Ela disse ao seu amigo ao lado, ele apenas sorriu para ela, que ficou toda envergonhada.
E naquele sorriso fortuito, naquele momento mágico  compartilhado pelos dois... Nasceu um lindo amor
Ela um pouco indecisa perguntou a ele: Como tu te chamas? Ele respondeu : Eu sou o beija-flor , beijo somente as flores, mas agora que eu te conheci... A ti também eu quero beijar.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 19/11/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 21:53
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos a este espaço que é de todos..

Compartilho com vocês, meu quarto conto infantil onde conto a história de Bibiletah,uma independente borboleta.
Não aceitando a regra de vida que as outras boroboletas tinham, ela queria muito mais... Queria cohecer o mundo lá fora. Para sua surpresa, se apaixona por um beija-flor, onde nasce o amor...


Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 22:15
A Fazendinha

Era uma vez um fazendeiro que morava numa fazenda bem grande.  Nela, ele criava vacas, galinhas, patos, porcos, cachorros e gatos. Todo dia quando ele acordava, a primeira coisa que fazia era alimentar seus bichinhos. Primeiro, dava ração aos cachorros e aos gatos, em seguida, ele ia ao galinheiro e jogava milho para as galinhas e por fim era a vez dos patos, porcos e vacas.
        A paz e a tranqüilidades reinavam naquela fazenda até que um dia os gatos, cansados de apanhar dos cachorros, fizeram uma reunião e decidiram convencer os patos, as galinhas e as vacas de que os cachorros deveriam ser expulsos da fazenda.
        A reunião começou bastante tumultuada, pois falavam os patos, as galinhas, os porcos, os gatos e as vacas de uma vez só. Não havia um entendimento e a confusão maior ocorreu quando o fazendeiro decidiu que os cachorros ficariam dormindo próximo da casa e os gatos seriam transferidos para o curral das vacas, pois causavam muito barulho.
      Depois da reunião, cada bicho tomou uma direção; as vacas foram beber água, os patos, os porcos e as galinhas foram para o terreiro e os gatos foram dormir e tentar esquecer toda a confusão.
     No entanto, algo de surpreendente aconteceu...
     Os cachorros, tristes porque foram os responsáveis pela desunião, resolveram pedir perdão aos gatos e procuraram, primeiramente, as vacas e relataram suas intenções, porém as vacas disseram que os gatos eram muito orgulhosos e não aceitariam o perdão.
     Decididos a contribuir para o retorno da paz na fazendo, os cachorros procuraram  então os porcos, mas esses disseram o mesmo e o aconselharam a aproveitar a estadia na casa.
     Não satisfeitos, foram em seguida atrás das galinhas e patos, procurando ouvir seus conselhos. Foi então que os cachorros  ficaram surpresos com a opinião desses bichos. Os patos e galinhas, ao contrário dos porcos e vacas, disseram que o perdão resolveria todo o conflito e traria harmonia para a bicharada.
      Felizes os cachorros foram procurar os gatos e pediram perdão por todos os erros cometidos. Os gatos ficaram surpresos mas muito alegres pela atitude dos cachorros.
     Assim, naquela noite,  o curral se transformou numa grande festa, onde vacas, porcos, patos, galinhas, cachorros e gatos comemoraram a paz!


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Fevereiro de 2011, 22:28
1. Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S.

Mateus, cap. V, v. 8.)

2. Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como

seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo

isso, zangou-se e lhes disse: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais,

porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. – Digo-vos, em verdade,

que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” – E,

depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13

a 16.)


Do livro – O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

Todos nós buscamos o aperfeiçoamento espiritual.

Diante da bondade Divina, nos é dado a possibilidade de várias reencarnações como oportunidade de aprendizado.

A pureza do coração infantil reflete a humildade e a simplicidade. Por isso Jesus utiliza-se da criança como símbolo da pureza, mostrando assim que o reino dos céus aguarda os virtuosos, puros de coração, ricos de humildade, de caridade, de amor ao próximo.

Olhamos hoje as crianças através de uma nova perspectiva, não mais como seres ingênuos e pobres de conhecimento. Ao contrário, como seres com uma grande bagagem espiritual em uma nova roupagem terrena, tendo a oportunidade da renovação espiritual pelo adormecimento das paixões inferiores, enquanto crianças. Nesse período elas revelam as suas tendências, mas com muito amor, dedicação e perseverança, podemos auxiliá-las na sua mudança interior através da educação moral.

Esse é o momento de introduzirmos a doutrina espírita, a educação espiritual como proposta da grande renovação das nossas atitudes, educando assim as crianças no verdadeiro caminho que é a evolução espiritual, com isso ajudaremos a própria sociedade na formação de adultos melhores. Saberão administrar os seus conflitos, buscarão o verdadeiro objetivo da vida que são as alegrias futuras fruto do trabalho árduo no caminho do bem, na prática da caridade, do amor ao próximo, da benevolência, do perdão incondicional.

Vale lembrar que Jesus não disse que o reino dos céus pertence às criancinhas, mas sim  “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. – Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará.”

Aquele que se assemelhar a pureza do coração de uma criança, entrará no reino dos céus, pois na verdade terá substituído o orgulho e o egoísmo, pai dos sentimentos inferiores, pelas virtudes enobrecedoras.

A responsabilidade dos pais é grande, corrigir as más tendências das crianças e dos jovens, através do exemplo de uma conduta de vida reta na moral cristã, denota empenho, perseverança e amor.

Conduto nem todos pensam assim, me surpreende os pais abandonarem prematuramente a responsabilidade assumida, deixando os sentimentos nobres da renuncia, da dedicação, da caridade e do amor em segundo plano vencendo assim os gozos terrenos envolvidos pela luxuria da vida moderna.

Vivemos tão somente para a vida material que esquecemos o mais importante. Cuidar dos nossos Jovens, cuidando assim do nosso futuro !!! Eles serão o reflexo dos nossos atos, dos ensinamentos passados, da conduta de vida que nós próprios tivermos.

Não deixemos para amanhã a obrigação de hoje, o empenho firme na educação correta é um trabalho incessante que Deus confiou aos pais como co-criadores. Fugir desse trabalho acarretará grandes dores e sofrimentos futuros.

Vamos acompanhar os nossos filhos na educação espiritual que lhes dará grande conhecimento e estrutura moral para as adversidades futuras. Aquele que se prepara, desde tenra idade, para o aprendizado da vida, tem maiores chances de sucesso na vida espiritual, almejando assim glórias verdadeiras na vida futur
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 16 de Fevereiro de 2011, 00:54
Exemplo de humildade


         Há muito, muito tempo atrás, numa humilde e pequena estrebaria, alguns animais conversavam, trocando idéias sobre suas vidas.

         E o boi, muito manso, dizia com sua voz grave e pacienciosa:

         — Tudo o que fazemos é trabalhar de sol a sol. Puxo o arado revolvendo a terra para a semeadura, e conduzo a carroça com tranqüilidade e alegria executando meu trabalho sem reclamar. O senhor pode contar comigo, que estou sempre firme no serviço, mas jamais recebi uma única palavra de encorajamento.

         O cavalo, que ruminava num canto, concordou balançando a cabeça:

         — Também tenho dado o melhor de mim, levando o senhor para todo lado, caminhando grandes distâncias sob o sol abrasador, a chuva fria ou o frio inclemente. Mas, tenho recebido apenas o chicote no lombo como paga pelos meus serviços.

         O burrico levantou a cabeça, tristonho, e suspirou:

         — Tenho carregado cargas muito pesadas e nunca reclamei, nem me recusei a cumprir minhas tarefas, todavia nunca recebi uma ração extra em agradecimento pelos meus esforços.

         A vaca, que amamentava seu bezerrinho recém-nascido, ergueu os olhos grandes e úmidos e comentou:

         — Também eu tenho sentido na pele a ingratidão do homem. Não contente em tirar-me o leite com que alimenta seus filhos, não raro desagrega nossa família, matando-nos por prazer para alimentar-se de nossas carnes, utilizando-nos a pele para a confecção de calçados e roupas.

         A ovelhinha, que tudo ouvia em silêncio, e que de olhar sonhador observava através da porta, o céu de um azul profundo e limpo, recamado de estrelas, suspirou e disse com sua voz meiga:

         — Concordo que todos têm sua parcela de razão. Também eu não estou livre de maus tratos, embora colabore sempre com a minha lã para que o homem confeccione agasalhos com que se protege do frio. Mas sabem o que ouvi dizer outro dia? Que é aguardado um Messias com toda ansiedade. Dizem que ele virá do céu para amar os homens na Terra, e para conduzi-los ao regaço de Nosso Pai.

         E os animais, atentos e curiosos, sentindo uma esperança nova, pediam-lhe a uma só voz:

         — O que mais dizem desse Messias enviado por Deus? Conte-nos... conte-nos...

         E a ovelhinha, orgulhosa das suas informações, prosseguia:

         — Dizem também que ele dará a cada um segundo suas próprias obras. Por isso, tenhamos confiança em Deus que nunca nos desampara.

         Mais reconfortados e confiantes, os animais naquela noite sonharam com o Messias, que cada um imaginava conforme seus gostos e necessidades, e que seria o Salvador do Mundo.

         No dia seguinte viram que se aproximava, vindo pela estrada, um homem que conduzia um burrico, carregando uma jovem de belo e doce semblante.

         Como não tivessem conseguido alojamento para passarem a noite, contentaram-se com aquela humilde estrebaria.

         Pareciam exaustos da longa viagem e a jovem aguardava um filho para breve.

         Com espanto, os animais viram o homem ajeitar as palhas, improvisando um leito para a jovem.

         Algumas horas depois nascia um lindo bebê, sob as vistas carinhosas e atentas dos animais.

         No céu uma grande estrela surgira, prenunciando um acontecimento incomum, e, rodeando a manjedoura, transformada em improvisado berço para o recém-nascido, os animais sentiram-se compensados por todo o sofrimento das suas vidas, conscientes da grande importância daquele acontecimento.

         E, na paz e quietude do ambiente singelo, reconheceram naquela criança o Messias, o Cristo de Deus, que nascera na Terra para ensinar o Amor, mas que preferira como testemunhas mudas do seu nascimento, não os homens, mas os humildes, laboriosos e dóceis animais da criação.

Tia Célia

Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 16 de Fevereiro de 2011, 12:50
Bom dia querida Dothy!

Queridos amigos


Fábula do peixinho vermelho


Lenda egipcia retirada do livro Libertação -psicografia de Chico Xavier pelo espírito André Luiz adaptada para fábula infantil.



Fábula do Peixinho Vermelho (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUZPWkdWZEU4eG9JJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 16 de Fevereiro de 2011, 20:55
Crianças e o Futuro



A criança, hoje, - abençoado solo arroteado que aguarda a semente da fertilidade e da vida - necessariamente atendida pela caridade libertadora do Evangelho de Jesus, nas bases em que Allan Kardec o atualizou, é o celeiro fecundo, que se abarrota de esperanças para o futuro.

Criança que se evangeliza - adulto que se levanta no rumo da felicidade porvindoura.

Todo investimento de amor, no campo da educação espírita, tendo em vista a alma em trânsito pela infância corporal, é valiosa semeação de luz que se multiplicará em resultados de mil por um...

Ninguém pode empreender tarefas nobilitantes, tendo as vistas voltadas para a Era Melhor da Humanidade, sem um vigoroso empenho na educação espírita do pequenino da atualidade.

Embora ele seja um espírito em recomeço de tarefas, reeducando-se, não raro, sob os impositivos da dor em processo de carinhosa lapidação, é oportunidade ditosa, que surge como desafio para o momento e promessa de paz para o futuro.

Isto, porque sabemos que a infância é ensejo superior de aprendizagem e fixação, cabendo-nos o mister relevante de proteger, amparar e sobretudo de conduzir as gerações novas no rumo do Cristo.

Esse-cometimento-desafio é-nos grave empresa, por estarmos conscientizados de que o corpo é concessão temporária e a jornada física um corredor por onde se transita, entrando-se pela porta do berço e saindo-se pela do túmulo, na direção da Vida Verdadeira.

A criança, à luz da Psicologia atual, não é mais o "adulto em miniatura", nem a vida orgânica representa mais a realidade única, face às descobertas das modernas ciências da alma.

Ao Espiritismo, que antecipou as conquistas do conhecimento, graças à revelação do Imortais, compete ao superior ministério de preparar o futuro ditoso da Terra, evangelizando a infância e juventude do presente.

Em tal esforço, apliquemos os contributos da mente e do sentimento, evocando o Senhor quando solicitou que deixassem ir a Ele as criancinhas, a fim de nelas plasmar, desde então, mais facilmente e com segurança, o "reino de Deus" que viera instaurar na Terra.


Livro: Compromissos Iluminativos - Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Autor: Bezerra de Menezes
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 08:29
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos.. Muita paz a todos

Vamos brincar de paz

         Na loja de brinquedos, parei em frente à vitrine: eu sempre quis ter uma pistolinha d'água!

         Tive o cuidado de olhar o preço. Fiquei super contente! Não era um brinquedo caro. Tive certeza de que meus pais poderiam comprá-lo para mim...

         Para minha surpresa, minha mãe não quis me dar a pistola d'água. E nem meu pai.

         - Mas por que não? É bem baratinho...

         - Realmente, é barato. - meu pai sorriu.- Mas nós não vamos comprar uma arma para você!

         - Mas não é uma arma, pai! É uma pistola d´água, pai! Só atira água! E é de plástico!

         Então nós sentamos para conversar.

         A gente acha feio e triste quando vê guerras, assaltos, assassinatos. Mas acha tão normal que as crianças brinquem com espadas, metralhadoras, revólveres, bodoques... Acha normal videogame de luta, onde quem mata mais pessoas vence o jogo. Também são muito comuns, na televisão, programas “infantis” com desenhos e filmes violentos, sobre guerras contra monstros e outros inimigos...

         Os próprios adultos incentivam a violência: são eles que criam os brinquedos de guerra, fazem os filmes e os jogos agressivos.

         Os brinquedos sempre passam uma mensagem, ensinam algo. Quando brincamos, estamos “ensaiando” para a vida real: brincando de roda aprendemos a dar as mãos, brincando com armas, aprendemos a violência.

         Comecei a pensar. Não gosto de brigas, de guerra, de violência... Quero viver em um mundo feliz, onde as pessoas se ajudem umas as outras, convivendo em paz. Para isso, uma arma de brinquedo, não iria me ajudar em nada! Há tantas coisas melhores para brincar...

         Então fiquei feliz, por meus pais me ensinarem a paz. Hoje escolho os programas que assisto na televisão, analiso as brincadeiras com meus amigos: nós resolvemos que, para o mundo ser melhor, nós vamos brincar de paz.




Letícia Müller
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 08:33
Educação

“A educação não é um processo que possa ser levado a efeito quando a criatura já adquiriu hábitos.Aos 5,6 anos de idade,começa a necessidade de atender a educação da criança...Há um escritor norte-americano que lançou um pensamento:Nunca houve tempo na humanidade em que soubéssemos tanto educar as crianças ...dos vizinhos!Aquilo que se precisa aprender começa aos 6 meses de idade”.

Chico Xavier/Carlos Baccelli do livro O Evangelho de Chico Xavier
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 08:41

A Criança

Levantará o homem o próprio ninho à plena altura, estagiando no tope dos gigantescos edifícios de cimento armado...

Escalará o fastigio da ciência, povoando o espaço de ondas múltiplas, incessantemente convertidas em mensagens de som e cor.

Voará em palácios aéreos, cruzando os céus com a rapidez do raio...

Elevar-se-á sobre torres poderosas, estudando a natureza e movimento dos astros...

Erguer-se-á , vitorioso, ao cimo da cultura intelectual, especulando sobre a essência do Universo...

Entretanto, se não descer, repleto de amor, para auxiliar a criança, no chão do mundo, debalde esperará pela humanidade melhor.

Na infância, surge, renovado, o germe da perfeição, tanto quanto na alvorada recomeça o fulgor do dia.

Estende os braços generosos e ampara os pequeninos que te rodeiam.

Livra-os, hoje, da ignorância e da penúria, da preguiça e da crueldade, para que, amanhã, saibam livrar-se do crime e do sofrimento.

Filha de tua carne ou rebento do lar alheio, cada criança é vida de tua vida.

Aprende a descer para ajudá-la, como Jesus desceu até nós para redimir-nos.

Se a recuperação da infância para a glória do bem, todo o progresso humano continuará oscilando nos espinheiros da ilusão e do mal.

Não duvides que, ao pé de cada berço, Deus nos permite encontrar o próprio futuro De nós depende fazê-lo trilho perigoso para a descida à sombra ou estrada sublime para ascensão à luz.

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Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: “Taça de Luz” . Ditada pelo Espírito Emmanuel
.

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 08:52
Alerta aos Pais

 

 

Espíritos que somos no ventre daquela que será nossa mãe, sentimos, ouvimos e vemos tudo quanto se passa ao nosso redor.

Irmãos, por caridade, caridade tenham com esses espíritos!...

Quão tristes nos sentimos quando vemos que não somos desejados e que a atitude extrema só não foi tomada porque a Providência Divina se fez presente...

Porém, que tristeza!... Todos os acordos e acertos feitos no Plano Espiritual serem esquecidos pelos que estão encarnados, enquanto que, no ventre, já conscientes e presentes, podemos perceber as grandes dificuldades que iremos enfrentar...

Irmãos, não rejeitem, Amém!

Somente através do amor é que cresceremos e poderemos ascender na escalada evolutiva.

Vibrem em harmonia, alegria e paz para aqueles que estão chegando, pois não adianta rejeitar. A Justiça Divina é perfeita e a lei de Causa e Efeito existe para que evoluamos moralmente.

Que a luz de Jesus envolva a todos os nosso irmãos!


 

Pinto, Mª Célia da Cunha. Ditado pelo Espírito Arnaldo Secco
Fonte: A Caridade - Maio/95


 

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 17 de Fevereiro de 2011, 13:29
Bom dia, querida Dothy,

Bom dia, amigos!


Um pequeno vídeo apresentado no Globinho na década de 80.
Feitos de massinha de modelar, Mio & Mao, foram criados pelo genial Francesco Misseri.
Ainda me lembrava da música de abertura. Cheirinho bom da infãncia ...
Abraços carinhosos da Katia




Mio & Mao (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW94U1ZITTBLejBrIw==)

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 21:31
MEU CÉU É VIOLETA, E O TEU?


- Cristal  era uma menina de nove anos, morava em um cidade pequena  do interior. Todos os domingos i á  missa com seus pais e irmão Hugo. Aquilo já era um hábito em sua família, ir a igreja,  ela gostava de sentar em um local em que pudesse observar a todos. Sempre que chegavam em  casa, perguntava a sua mãe,  Por que o padre só usa  a cor preto ou cinza? E a Dona madalena que só usa marrom? E  as outras senhoras que só usavam roupas escuras e tristes?  Tão  sem graça e sem  sorriso , por que  elas não usam verde, vermelho  ou violeta, que nem a flor?  E as meninas de minha idade, só usam branco, róseo ou amarelo? Sua  mãe pacientemente lhe explicava : Filha esta cidade é antiquada, acreditam que usando estas roupas, estão obedecendo aos bons costumes pedidos pelo nosso padre, então   é normal  as pessoas que já tem uma idade usarem cores sóbrias.Cristal  lhe respondia... Mas as outras cores são tão lindas!  Ela adorava pintar, desde os três anos desenvolveu esta aptidão para pintura, sem ninguém ter lhe ensinado. Ela gostava de dar cor  as antigas fotos da família que eram todas em preto e branco, aos poucoscoloria os vestidos de suas tias, as blusas de suas primas, as calças de seu avô e pai, quando terminava, olhava todas e  pensava...  Antes era tudo sem alegria, todos pareciam que estavam doentes, agora que eu colori, tudo tem um novo sentido..
Por pensar assim, estava sempre colorindo  ao seu redor, seu quarto eram em quatro cores, do seu irmão também...  A casa tinha mais de oito cores ao todo, ela sempre justificava dizendo: As cores deixam tudo com vida, alegria, forças,dizia sempre para seu irmão, se uma pessoa já é triste, e usar uma roupa preta ou marrom, fica mais tristes ainda, seu eu pudesse coloria a roupa de todos eles, até do padre Germano.
Quando suas amigas iam a sua casa para estudar diziam a ela...  Eu queria ter  um quarto igual ao teu, com cores azuis, branco, verde e carmim, mas minha mãe me diz que isto é coisa de louco, que  quarto  e roupa de menina tem que ser branco ou amarelo , e a casa toda também,  ela respondia: Isto não é verdade, as cores são para alegrar tudo o que nos cerca, veja só, o sol é  amarelo , o mar é azul, as árvores são verdes, as estrelas são brilhantes,  e vermelhas são as maçãs, o céu e azul, mas por mim seria violeta, então onde passamos vemos sempre as cores alegrando nossos dias, e nossas noites, suas   amigas concordavam, é verdade.
Todos os dias,  Cristal  pedia para sua mãe lhe acordar bem cedinho, pois queria  ver o sol nascente da sua janela, era sua primeira atividade do dia,  Ha... Ela achava lindo o céu ir tomando uma cor diferente, mistura da noite indo embora com o dia que se avizinha, era sua maior inspiração para pintar, a expressão da  emoção. A  tarde depois que chegava da escola, ficava na entrada de sua casa que tinha vista  para o mar, para esperar  o por- do- sol,quando isto acontecia, ficava embevecida com tanta beleza, era um espetáculo , o céu ficava  multi-colorido, deixando de ter apenas uma cor, nos dias que chovia, tinha também o arco- íris, que fazia tudo cintilar nas águas do mar, sempre com lindas tonalidades, dando um show a parte, uma obra de arte, que pintor nenhum seria capaz de expressar  em suas telas tanta sensibilidade .
Cristal  quando retornava do mar pensava... E  se o céu fosse violeta? Ficaria muito lindo no  seu contraste com o branco das nuvens, ela então pegava seus pincéis, as tinta  e começava a misturar, a minha cor preferida eu vou encontrar... Depois de ter tentado com muitas cores, enfim conseguiu,  azul +vermelho= Violeta.
Que felicidade sem fim para mim, agora o meu  céu será  da minha cor preferida a Violeta.  á que eu não tenho  e nem posso  colorir o nosso céu por ser muito alto para mim , em minhas telas, ele eu vou mudar,  de agora em diante,nada mais dele ser azul,  meu céu será sempre violeta
.

Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 20/11/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 21:38
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Compartilho com vocês, meu quinto conto infantil, onde narro a história da criativa Cristal, que gostava de ver as cores, em todos os lugares, por que acreditava que elas davam vida as pessoas e tudo o que a cercava. Tinha vontade de mudar a cor do céu, como não o alcançava, combinou as cores e criou o seu próprio céu.
Espero que gostem.


Abraços afetuoso!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 21:41
Querida amiga katia... Muita paz a ti e toda familia...

Brigada pelas lindas histórias e videos que tem nos presenteado neste espaço dedicado a infãncia

Beijos e abraços afetuoso
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 21:47
O rebelde sem causa

        Renato chegou da escola. Estava cansado. A aula tinha sido ¨tão chata¨! Quis ver um desenho na TV, mas o pai assistia ao jornal. De mau-humor, procurou alguns biscoitos: não havia mais nenhum. Aposto que a Aninha comeu todos, como sempre! pensou o garoto. Foi para o quarto. A mãe lhe sugeriu que arrumasse aquela bagunça toda, e...

         - Chega! Pensou o  garoto. Estava revoltado.Não agüentava mais aquilo tudo: fazer os temas, arrumar o quarto, ajudar o pai, cuidar da irmã, fazer compras para a mãe, dar água para o cão... Era demais! Ele queria descansar, que lhe deixassem em paz! Afinal, ele não pediu pra nascer.

         - É isso mesmo! - refletiu. Não pedi para nascer, me colocaram no mundo sem pedir minha opinião! Então, não tenho obrigação de fazer o que eles me pedem!

         E foi decidido, comunicar as idéias ao pai.

         Nem chegou a abrir a boca porque viu, no noticiário da TV, algumas crianças... Eram mais novas que ele e usavam martelos, quebravam pedras, sentadas na terra. Trabalhavam para ajudar os pais pobres. Quase não acreditou: em uma semana de trabalho, elas ganhavam o mesmo que ele gastava no lanche do dia! E, depois do trabalho, as crianças ainda caminhavam muito até chegarem na escola para aprenderem a ler, escrever e, talvez, quando crescerem, conseguir um emprego melhor...

         Então, resolveu ir até a casa de Clara, sua melhor amiga. Renato lhe contou tudo: as idéias bobas que tivera, o que vira na TV.

         - Idéias bobas mesmo! - concordou Clara.

         E a menina explicou ao amigo que nós pedimos sim, e muito, para nascer; que nós mesmos ajudamos a escolher a família em que reencarnamos. Quando estávamos no mundo espiritual, pedimos para ter o pai, a mãe, os irmãos, a família que temos! E que nós já conhecemos eles em outras vidas que tivemos (com outros nomes, outros corpos...). Por isso os queremos conosco: para eles nos ajudarem a crescer; mas também para nós os ajudarmos! “Nossa família é o melhor lugar para aprendermos as coisas importantes da vida!”

         Renato escutava atento o que Clara dizia. Ficaram os dois a conversar, durante muito tempo, sobre aquelas crianças que sofriam tanto, tão cedo. Concluíram que devemos ser gratos à nossa família. E passaram a fazer planos sobre o que poderiam fazer para auxiliar as crianças mais necessitadas.

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Letícia Müller

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 21:57
Paz no mundo

        Alen era um menino muito inteligente. Ele era curioso e tudo o que se passava no mundo ele sabia. Tudo o que via era motivo para conversar com seu avô que, com 78 anos de idade, era muito sábio. Atualmente só uma coisa preocupava Alen: a violência.

         Um dia, quando foi visitar o seu avô, perguntou a ele como poderia alcançar a paz no mundo. Seu avô respondeu que para conseguir a paz era preciso primeiro o homem estar em paz consigo mesmo, que cada um tinha que fazer a sua parte e que, se na violência do mundo não podemos interferir, na do nosso lar e na dos lugares em que visitamos conseguimos. Se cada ser humano contribuir para a paz onde freqüenta, o mundo será repleto de paz.

         Então, Alen compreendeu que poderia ajudar não brigando com os irmãos e com as pessoas que o rodeiam, respeitando todos, não provocando a guerra de palavras, ou seja, não insultando os outros.

         Alen e seu avô ficaram a tarde toda conversando sobre como o mundo seria muito melhor se todos estivessem em paz.

         Quando chegou em casa naquele dia, contou à sua família o que conversara com o avô. Todos ficaram impressionados e resolveram fazer um pacto de também eles contribuirem para a paz no lar e em todos os lugares em que fossem.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 22:05
Sublime Gestação

 

Se você está prestes a dar à luz,
Dê ao espírito tranqüilidade
Prepare o ambiente com muito amor
Deixe-o saber que traz felicidade.

Procure vigiar suas palavras
Nada diga que o faça entristecer,
Demonstre que ele é muito importante
E que espera, feliz, ele nascer.

Cada movimento que ele fizer
Seja para exaltar sua alegria.
Agradeça a bênção do Senhor,
Pedindo Seu amparo todo dia.

Passe a mão levemente sobre o ventre
Pra que ele sinta como é desejado,
Diga-lhe só palavras de amor,
Chamando-o de filhinho adorado.

Aquele seu corpinho leve e frágil,
Em suas entranhas bem guardadinho,
É um espírito com uma missão,
Cabendo-lhe guiá-lo com carinho.

Ao chegar a hora do nascimento,
Procure se manter bem relaxada,
Trazendo à Mente coisas bem bonitas,
Que bela e auspiciosa essa chegada!...

Que sua dor não seja sofrimento,
Mas seja um momento de amor,
Pois a um ser você vai dar a vida,
Continuando a obra do Senhor.

Assim que o seu chorinho escutar
Irá sentir enorme emoção.
Coloque-o deitadinho em seu peito,
Batendo coração com coração.

De um grande amor nasce outro grande amor.
Abençoada é, pois, essa união.
É mais um espírito esclarecido
Pela sua SUBLIME GESTAÇÃO!


Saldanha, Agais Vianna. Ditado pelo espírito: Erotildes Vieira
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 17 de Fevereiro de 2011, 22:22
Boa noite, Dothy!

Boa noite, queridos amigos!


O  ALIMENTO  ESPIRITUAL

 

O professor lutava na escola com um grande problema.

Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.

Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento.

Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.

Esqueciam-se dos bons livros.

Zombavam dos bons conselhos.

O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita.

Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.

Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:

- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.

Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.

Os alunos retiraram-se cabisbaixos.

E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.



Francisco Cândido Xavier, . Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
   
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 22:34
Mensagem pra você!

        Marcela era uma menina muito gentil e educada na escola e com os amigos. Em casa, porém, suas atitudes eram diferentes: gritava com todos, reclamava de tudo, e parecia não conhecer as palavras mágicas obrigado, com licença, por favor e desculpe.

         Um dia, teve uma enorme briga com uma de suas irmãs, xingou muito e foi se trancar no quarto. Uma hora depois, recebeu no celular a seguinte mensagem:

         Horrível o seu comportamento, Marcela! Você deve estar envergonhada de ter gritado tanto...

         Ela não estava envergonhada e achou que devia ser engano. Mas se deu conta que dizia seu nome, então pensou que era uma brincadeira. Como não conhecia o número de quem mandou o recado, logo já tinha esquecido.

         No dia seguinte, à hora do almoço, foi mal-educada com sua mãe, saindo da mesa sem terminar o almoço e reclamando da comida.

         Meia hora depois, em seu celular havia uma nova mensagem:

         Deus, através dos seus mensageiros, está observando suas atitudes, Marcela.

         Uma ameaça? - pensou a garota. Quem teria a coragem de enviar algo assim? Resolveu ligar de volta para o número indicado para pedir satisfações, mas o telefone estava desligado. Tentou várias vezes, sem sucesso.

         No dia seguinte, pediu um tênis novo para o pai e como não ganhou, bateu a porta do quarto dizendo:

         - Mas que droga! Ninguém faz o que eu quero nesta casa!

         Algum tempo depois, nova mensagem:

         Quem tem Jesus no coração não deve se comportar assim.

         Marcela ficou ofendida, e prometeu a si mesma não mais olhar as mensagens daquele número de celular. Pensou bastante em quem poderia ser, achava que era uma de suas irmãs, mas, embora tentasse, não conseguia descobrir o autor dos recados.

         Marcela continuava uma menina mal-educada em casa e gentil com aqueles que não eram de sua família. Por isso, nos dias que se seguiram, ela recebeu várias outras mensagens, que faziam pensar sobre o seu comportamento e sugeriam mudanças.

         Irritar-se é o melhor processo de perder – dizia uma delas.

         Ela tentava não olhar os recados, mas sua curiosidade era grande e ela tinha esperança que descobriria o autor, que mantinha o celular sempre desligado para não ser encontrado, mas que mandava mensagens assim:

         Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

         O tempo foi passando, e os recados continuavam. Quando tinha alguma atitude legal com algum familiar, Marcela ficava contente com os recados carinhosos que recebia, pois mensagens de incentivo eram enviadas:

         Muito bem! Jesus deve estar feliz com sua atitude!

         E foi assim, acompanhado de perto por uma de suas irmãs, que comprou um celular especialmente para ajudar Marcela, que ela foi se tornando gentil e educada também em casa, com os familiares. Ela nunca descobriu quem lhe mandava as mensagens, mas conseguiu entender que as atitudes de cada um são importantes para que haja paz e harmonia em famíl
ia.

Claudia Schmidt

[Início]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 17 de Fevereiro de 2011, 22:36
Caminhos Pedagógicos na Evangelização Infantil

Eis uma abençoada tarefa na seara espírita. E prioritária para as instituições espíritas. Ao mesmo tempo, foco diretamente ligado aos objetivos do Espiritismo que é o aprimoramento intelecto-moral dos espíritos reencarnados no planeta.

E como se sabe, é na fase infantil que o espírito está mais acessível às impressões que recebe. É a fase decisiva da semeadura no coração para que o bem frutifique abundante na vida adulta, equilibrando o ser e norteando-lhes os passos.

Eis, porém, o desafio de atividades e práticas que sejam dinâmicas e eficientes, justamente para atingir os objetivos propostos. Principalmente agora numa época de grande validade tecnológica, mas simultaneamente também de concorrência virtual que desvia a atenção e muitas vezes enfrentando os desafios da nem sempre preparação das instituições, seja pelo método, pela ausência de reciclagem ou pela falta de estrutura para tais atividades.

Submeto ao leitor a lúcida resposta de Sandra Borba, renomada expositora espírita de Natal-RN, a uma das perguntas da entrevista que pode ser apreciada na íntegra diretamente no portal www.oconsolador.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vY29uc29sYWRvci5jb20=) (edição 98, de 15/03/09). Face à importância da resposta, não poderia deixar de destacá-la na presente abordagem, diante dos desafios pedagógicos da imprescindível transmissão do Evangelho aos pequeninos:

O Consolador: O avanço da tecnologia e consequentemente a expressiva vinculação de nossos jovens e crianças com jogos virtuais e internet dificultam o processo educativo dos valores morais e mesmo da educação espírita, em face da ainda inadequação de nossas instituições?

Resposta: A evangelização espírita infanto-juvenil possui uma força extraordinária que é a mensagem lúcida e esclarecedora da Doutrina, com repercussões na formação da personalidade integral e, sobretudo, na aquisição de valores. Acredito que hoje todos os processos educacionais – principalmente na escola e na família – enfrentam problemas que ainda não conseguimos compreender por se constituírem de múltiplas variáveis, e isto permanece desafiando estudiosos e pesquisadores do mundo todo. Na evangelização não poderia ser diferente. Existem, porém, caminhos que a experiência já mostrou serem válidos: conteúdos significativos, abordagem metodológica centrada na atividade da criança e do jovem a partir da problematização das temáticas, ambiente de amorosidade, articulação e diálogo com a família, integração nas atividades da Casa. Esses caminhos exigem esforço coletivo, formação pedagógica contínua do evangelizador, planejamento participativo, criatividade, autocrítica para superar resistências, respeito para com tudo o que já foi feito, atitude de mudança, compromisso com a tarefa, etc.

Tenho que destacar da resposta acima o precioso trecho: Existem, porém, caminhos que a experiência já mostrou serem válidos: conteúdos significativos, abordagem metodológica centrada na atividade da criança e do jovem a partir da problematização das temáticas, ambiente de amorosidade, articulação e diálogo com a família, integração nas atividades da Casa.
Notem que podemos relacionar para pensar isoladamente e atingir o conjunto benéfico de seu uso:

a) conteúdos significativos;
b) abordagem metodológica centrada na atividade da criança e do jovem a partir da problematização das temáticas;
c) ambiente de amorosidade;
d) articulação e diálogo com a família
e) integração nas atividades da Casa.

Vejamos que relacionando, como acima, a visão se amplia para discussão com dirigentes e coordenadores que atuam na área. Cada item abre enormes perspectivas de atuação. Como atingir e desdobrar cada item relacionado? Eis o desafio de todos nós. Desafio estimulante, diga-se de passagem, pela abrangência de atuação que permite, principalmente considerando o próprio dinamismo da Doutrina Espírita.
Vivemos uma época extraordinária e vamos perder isso?

Podemos desprezar a pedagogia? É incoerente com a própria postura e raciocínio solicitados e divulgados pela proposta espírita. Passemos, então, a pensar mais sobre isso.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 17 de Fevereiro de 2011, 22:59
A arca de Noé, musical infantil exibido na Globo na década de 80.

Lindas músicas, saudades ...



Musical a Arca de Noé - "A Casa" Boca Livre (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9SdlJ3WUV5a1FFJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 00:59
O filhote

        Mariana ficou muito surpresa quando observou seu amigo Otávio: ele acolhia no peito, cuidadosamente, um pequeno filhote de pomba que havia caído na calçada.

         - Sempre pensei que os meninos apenas matassem passarinhos! - exclamou ela, maravilhada com a bela descoberta.

         - Nem todos! - apressou-se Otávio - É verdade que muitos garotos são malvados com os animais... Este filhote, por exemplo, está sem mãe. Vi os meninos da casa ao lado matarem uma pombinha hoje de manhã...

         - Mas... por que eles fazem isso? Será que não percebem que os filhotinhos não sobrevivem sem a mãe para alimentá-los e ensiná-los a voar?

         - Não, Mariana, eles não percebem... respondeu tristemente o menino.

         - E o que você vai fazer como o filhote, Otávio?

         - Vou levar para casa; meu pai sempre me explica como eu preciso cuidar: dar água e comida no bico, mantê-lo aquecido e protegido; depois torcer para que ele fique forte, aprenda a voar sozinho e possa encontrar as outras pombas. Dá trabalho, mas alguém tem que compensar a falta de amor dos outros rapazes...

         Mariana achou fantástico que seu amigo pensasse assim! Resolveu ajudar Otávio a cuidar do filhote. E também a incentivar seus amigos a amar e respeitar esses seres que, como nós, são criaturas de Deus.



Letícia Müller
Seara Espírita nº 60 - novembro de 2003



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: belina em 18 de Fevereiro de 2011, 03:02
Dothy e katia

Parabens pelo tópico, está um mimo, muito ternurento.

Hoje está muito tarde mas eu volto com minhas historias também

Abraço
Paz e luz
belina
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 07:48
Olá querida amiga Belina...Seja sempre bem-vinda... muita paz a ti

Estavámos com saudadesde ti
será maravilhoso para todos nós  recebermos tuas histórias e videos infantis...
Junte-se a nós a este encantado período de nossas vidas... A infância


Beijos e abraços carinhosos[/size][/b]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 07:51
Porque ser criança

         - Pai, por que eu preciso ser criança?

         E, antes que o pai respondesse, Marcos continua:

         - Deus pode tudo, né? Então Ele podia criar a gente já grande, sabendo tudo... Seria bem mais fácil!

         O pai ri. Lembra que, quando criança, muitas vezes também pensara da mesma forma...

         - Realmente, filho, Deus pode tudo. E, se Ele fez as coisas como elas são é porque há um bom motivo!

         E continuou explicando muitas coisas para Marcos...

         - Quando reencarnamos, Deus nos dá a chance de recomeçarmos tudo de novo. Temos a oportunidade de corrigir o que fizemos de errado, de melhorar nossas atitudes e nossa convivência com as pessoas. Para facilitar as coisas, Ele permite que a gente esqueça, momentaneamente, tudo o que fez. Por exemplo: Faz três dias que você não brinca nem conversa com o Daniel, seu melhor amigo, porque ele brigou com você na escola. Agora, imagine que, ao reencarnarmos, soubéssemos que o nosso pai ou irmão foi alguém que nos prejudicou muito em uma encarnação passada. Seria muito difícil perdoarmos e aprendermos a amar essa pessoa. Então, o esquecimento do passado torna mais fácil a convivência, não concorda? Além do mais, que mérito teríamos de já nascer sabendo tudo, sem esforço algum?

         E concluiu o pai:

         - Mas aquilo que nós aprendemos fica tudo muito bem guardado, para ser utilizado quando necessário.

         Durante a infância, dependemos dos adultos para quase tudo, e precisamos aprender tudo de novo! Sabe por quê? Para que nossos pais nos ensinem boas atitudes, bons sentimentos. Se aprendermos coisas boas, saberemos agir da mesma maneira. Os conselhos que eles nos dão têm justamente esta função: nos fazer progredir.

         A sabedoria de Deus é infinita: a infância é um período de brincar e se divertir. Mas, é nela também, que desenvolvemos a inteligência(estudo) e a moral(amor, caridade, fraternidade, perdão...).


Seara Espírita nº 47 - outubro de 2002
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 07:55
Olá queridos amigos... Sejam sempre bem-vindos... Muita paz a todos

Agradecemos suas constantes visitas, ela é a responsável pelo sucesso deste tópico...
Estão convidados a trazerem suas histórias e mensagens infantis, aos pais, sobre educação..
.

Desejamos que voltem sempre... Abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 08:06
Evangelização Infantil

Hoje destaca-se o Centro Espírita como Escola de Espiritismo, quando o futuro acena para que ele se promova à condição de Escola do Espírito.

Uma pergunta que todos os educadores precisam fazer a si mesmos é: O que significa educar, para mim? Ensinar o que está nos livros? Impor minhas ideias? "Doutrinar"? Moldar comportamentos? Oferecer perspectivas? Provocar reflexões?

A Educação Espírita tem, como objetivo principal, a emancipação do ser humano baseada na percepção e compreensão da sua própria natureza espiritual.

Não se trata de transformar crianças em espíritas. Trata-se de torná-las pessoas felizes, realizadas, conscientes das leis da vida e da sua função no Universo.

Para isto, é necessário considerar o educando em todos os aspectos interligados de seu Ser: espiritual, moral, mental, emocional, físico-energético, social.

É necessário desenvolver um tipo de trabalho que inclua todas estas dimensões do Ser; que relacione conceitos, sentimentos e prática; que seja atual e interdisciplinar e adaptado a cada realidade, sem perder-se de seus princípios norteadores.


Educação Integral (por Rita Foelker)

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 08:13
Preconceitos

             Luísa era uma garota meiga, simpática, muito esperta.

         Seus pais eram muito felizes com ela; mas, desde que ela era bem pequenina, perceberam um pequeno probleminha no seu comportamento. Sabiam que se ele não fosse corrigido, poderia trazer sérias complicações no futuro. Eles notaram que Luísa demonstrava preconceito contra pessoas de outra raça, especialmente contra as pessoas negras.

         Os pais Juca e Heloísa, espíritas que eram, jamais manifestaram qualquer forma de preconceito ou incentivaram esse tipo de comportamento na filhinha querida. Através da Doutrina Espírita, eles sabiam que todos nós somos seres reencarnados, trazendo de vidas passadas nossas qualidades e também nossos defeitos, que podem se manifestar ainda quando somos bebês.

         Os pais são responsáveis pela educação dos filhos, esforçando-se para que aquele espírito que reencarna na sua família supere suas imperfeições morais. A esse trabalho eles estavam se dedicando, através de suas palavras e exemplos.

         Eles também explicaram à filha que pela reencarnação nós podemos nascer como homem ou mulher, negro ou branco, rico ou pobre, não havendo motivos para o preconceito. Mas parece que aquilo pouco adiantava; Luísa continuava não gostando das pessoas da raça negra.

         A família de Luísa era de poucas posses materiais mas, apesar das dificuldades financeiras, decidiram matriculá-la em uma escola particular.

         Apesar de gostar da escola, Luísa sofreu, na própria pele, como é ser discriminada pelas outras pessoas. Lá o preconceito das outras crianças era em relação a sua condição humilde e pobre, pois caçoavam de suas roupas simples, de seu pequeno lanche, feito com amor pela sua mãe.

         As ironias, as gozações, as humilhações afetavam profundamente a pequena Luísa, a ponto de um dia ela brigar com as colegas, tentando agredi-las. Certamente ela iria apanhar, pois era uma contra muitas, não fosse a ajuda de um colega seu, o Júnior, um menino negro, filho de um conceituado advogado da cidade, que também já sofrera diversos tipos de preconceitos.

         Júnior aprendeu que as pessoas que agem assim, isolando ou maltratando os outros pela cor de sua pele, pela sua situação financeira, pelo seu tipo físico ou pelo seu sexo, são pessoas infelizes, doentes da alma e que precisam de orientação.

         Luísa, depois desse dia, fez uma grande amizade com Júnior e com ele aprendeu a nunca mais julgar os outros pela sua aparência externa, pois o que realmente importa é o que a pessoa é por dentro.

         Juca e Heloísa ficaram muito contentes com a nova maneira de Luísa pensar. Ela teve que sentir na própria pele para aprender aquilo que seus pais estavam lhe ensinando desde cedo.


Luis Roberto Scholl
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 08:19
A Criança

 
A criança é o dia de amanhã, solicitando-nos concurso fraternal.

Planta nascente - é a árvore do futuro, que produzirá, segundo o auxílio à sementeira.

Livro em branco - exibirá, depois, aquilo que lhe gravarmos nas páginas agora.

Luz iniciante - brilhará no porvir, conforme o combustível que lhe ofertarmos ao coração.

Barco frágil - realizará a travessia do oceano encapelado na Terra, de acordo com as instalações de resistência com que lhe enriquecermos a edificação.

Na alma da criança reside a essência da paz ou da guerra, da felicidade ou do infortúnio para os dias que virão.

Conduzirmos, pois, o espírito infantil para a grande compreensão com Jesus é consagramos nossa vida à experiência mais sublime do mundo - o serviço da Humanidade na pessoa dos nossos semelhantes, a caminho da redenção sempre.



Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: “Cartas do Coração” . Ditada pelo Espírito Meimei.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 08:31
  O Evangelho Segundo o Espiritismo

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. A amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. (Cap. XIII, nº 19.)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 18 de Fevereiro de 2011, 08:41
O Gato e a Raposa

Autor: Esopo[1]

     

   Certa vez, um Gato e uma Raposa resolveram viajar juntos. Ao longo do caminho, enquanto caçavam para se manter, um rato aqui, uma galinha ali, entre uma mordida e outra, conversavam sobre as coisas da vida.

E, como sempre acontece entre companheiros, especialmente numa longa jornada, a conversa entre eles logo se torna uma espécie de disputa de Egos. E os ânimos se exaltam quando cada um trata de promover e defender suas qualidade pessoais.

Pergunta então a Raposa ao Gato:

"Acho que você se acha muito esperto não? Você deve até achar que sabe mais do que eu. Sim, porque eu conheço tantos truques que nem sou capaz de contá-los!"

"Bem," retruca o Gato, "Admito que conheço apenas um truque, mas este, deve valer mais que todos os seus!"
     Nesse momento, eles escutam, ali perto, o apito de um caçador e sua matilha de cães que se aproximam. O Gato deu um salto e subiu na árvore se ocultando entre as folhas.

"Este é meu truque," ele disse à Raposa. "Agora deixe-me ver do que você é capaz."

Mas, a Raposa tinha tantos planos para escapar que não sabia qual deles escolher. Ela correu para um lado e outro, e os cachorros em seu encalço. Ela duplicou suas pegadas tentando despistá-los; ela aumentou sua velocidade, se escondeu em dezenas de tocas, mas foi tudo em vão. Logo ela foi alcançada pelo cães, e então, toda sua arrogância e truques se mostraram inúteis.


Moral: O Bom senso é sempre mais valoroso que a astúcia.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Fevereiro de 2011, 19:24
                                  VIVA JESUS!


        Boa-tarde! queridos irmãos.

              Mãe de verdade
 O pequeno índio andava pela mata triste e desanimado.
Sua mãe morrera no mesmo dia em ele nasceu e, desde então, fora criado por uma mulher muito boa e generosa que se prontificara a tomar conta do recém-nascido, mas que não poderia substituir a mãe que ele não conhecera.
O que seria uma "mãe"? Como seria uma "mãe"? Tinha vontade de saber.
Então resolveu sair e perguntar a todos que encontrasse.
 

Alguém por certo lhe descreveria uma mãe!

E saiu pela floresta num lindo dia de sol.

Escondida entre as folhas de um pequeno arbusto encontrou uma coelhinha.

– Dona Coelha, o que é uma "mãe"? – perguntou.

Neste instante surgiu seu filhotinho que se atirou nos braços da mamãe Coelha, assustado com alguma coisa.

E o bichinho, todo coberto de lindos pêlos brancos, respondeu, após pensar um pouco, enquanto acariciava o seu filho:

– Ah! Mãe é aquela que protege dos perigos!

Andou mais um pouco e encontrou a dona Coruja num galho de árvore.

– Dona Coruja, o que é uma "mãe"?

Fitando as corujinhas com seus enormes olhos arregalados cheios de ternura, ela respondeu:

– É aquela que ama os lindos filhotinhos que Deus lhe deu!

O indiozinho afastou-se ainda sem entender, pois os filhotes da dona Coruja eram muito feios.

Mais adiante o pequeno índio encontrou uma passarinha que trazia, presa ao bico, uma apetitosa minhoca.

– Dona Passarinha, o que é uma "mãe"?

Sem hesitar, ela respondeu, após colocar a minhoca na boca do filhotinho que esperava ansioso no ninho.

– "Mãe" é quem alimenta, para que o seu pequeno cresça forte e sadio, – afirmou, convicta.

O índio agradeceu e continuou o seu caminho.

Logo adiante, encontrou uma gata que lambia cuidadosamente as costas do seu filhotinho. E perguntou:

– Dona Gata, a senhora pode me dizer o que é uma "mãe"?

E a gata respondeu, sem parar o que estava fazendo:

– Não tenho duvida de que "mãe" é quem lava e cuida para que o pequeno esteja sempre limpinho.

Já estava um pouco tarde e o indiozinho precisava voltar para casa antes do anoitecer. Estava tão confuso! Todos a quem perguntara tinham dito coisas diferentes e ele não entendia o porquê.

Caminhando rapidamente, tropeçou num tronco e caiu, machucando a perna numa lasca de árvore. Sentindo muita dor, ele continuou o seu caminho com grande dificuldade.

Ao aproximar-se da aldeia, já viu que algo estava acontecendo, pois todos pareciam preocupados. Ao vê-lo chegando, aquela que cuidava dele correu a encontrá-lo, aflita:

– Aonde você foi? Estava preocupada! A noite chegou e você não apareceu! Mas está machucado! E olhe que sujeira! Venha. Vamos lavar o ferimento e fazer um curativo. Está com fome? Preparei aquele ensopado de legumes de que você mais gosta...


Olhando a mulher que falava e que o fitava com tanto amor, tanto carinho por sua pessoa, além da evidente preocupação com seu bem-estar, o indiozinho lembrou-se do que seus amigos da floresta lhe haviam dito.

E não teve mais dúvidas. Como não percebera isso antes? Ela era a síntese de tudo o que eles disseram e muito mais ainda.

Com os olhos úmidos de pranto ele falou, enternecido e confiante:

– MAMÃE!!...
                                    ( Celia Xavier de Camargo )


                                                 PAZ, MUITA PAZ!

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 02:15
A Criança e a Educação.

- Tempos atrás, era  muito comum estas frases serem ditas por muitos pais, avôs, tios e várias pessoas: Criança quando bate, morde alguém, quebra algo e faz birra, ah... Ela nem sabe que está no mundo, ainda não entende nada, não merece apanhar ou ficar de castigo, não fazem por mal.
- Hoje, em que estamos mais atualizado e informados, quando vemos as mesmas cenas das crianças em escolas,  em casa, ficamos a nos perguntar: Será que elas ainda não entendem? Que ainda nem sabem que estão aqui? Como explicar tais comportamentos? E os ataques de agressividade? As antipatias pelos pais e irmãos?
- E quando nosso filhos, ao verem  algo de seu interesse, fazem o maior show, escândalo, se jogam no chão, querem por que querem algo, e isto com  apenas dois ou três anos de idade, como explicar?
- No capítulo XIV, do evangelho segundo o espiritismo, os espíritos nos esclarecem que desde o berço, a criança já manifesta suas más tendências, que apenas o corpo é infantil.
- Muitas vezes, o bebê quando está no colo de alguém e é colocado em sua cama, logo chora por que ele quer calor e carinho, então percebemos neste momento,  que ele já entende.
-Cabe a nós pais, educadores  e responsáveis ficarmos  atentos a estes pequenos detalhes em nossas crianças, tentar corrigir as más tendências,  através da educação e do amor, auxiliar em sua caminhada intelectual e moral, dos bons exemplos, encaminhar para a evangelização infantil em qualquer religião nesta melhor fase em  que  estão receptivas ao aprendizado.



Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 02:25
Olá querido amigo dOM Jorge... Seja sempre bem-vindo a este espaço que é de todos

Agradecemos tua visita e esta rica e linda contribuição a este tópico dedicado a infância..

Desejamos que volte sempre... Abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Mizica em 19 de Fevereiro de 2011, 02:50
 :-* :-* Oi!
Boa noite querida Dothy!

Parabéns! O tópico está muito bonito e significativo. Sou Contadora de Histórias e vou gostar muito de colaborar... aguarde só um tempinho pra eu fogar mais um pouco e, voltarei com histórias lindas.

Fique em paz e durma tranquila.
Com meu carinho...sempre
Mizica
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 03:11
Boa noite, querida Dothy!

Boa noite, queridos amigos!



A Lenda do Brilho da Lua (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXJkLVJBODFiVzZjIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 03:23
  O  EXEMPLO  DA  ÁRVORE

 

Dizem que quando a primeira árvore apareceu na Terra, trazia do Pai Celestial a recomendação de alimentar o homem e auxiliá-lo, em nome do Céu, por todos os meios que lhe fosse possível.

Resolvida a cumprir a ordenação do Senhor, certo dia foi visitada por um ladrão, perseguido pela Justiça.

Ele sentia fome e, por isso, furtou-lhe vários frutos.

Em seguida, decepou-lhe muitos galhos, deles fazendo macia cama para descansar e refazer-se.

A árvore não se agastou com o assalto. Parecia satisfeita em ajudá-lo e até se mostrava interessada em adormecê-lo, agitando harmoniosamente as folhas, tangidas pelo vento.

Erguendo-se, fortalecido, o pobre homem ouviu o ruído dos acusadores que o buscavam e, angustiado, sem saber que rumo tomar na várzea deserta, notou que o nobre vegetal, em silêncio, como que o convidava a asilar-se em seus ramos.

Imediatamente, à maneira de um menino, o infeliz escalou o tronco e escondeu-se na copa farta.

Os guardas vieram e, desistindo de encontrá-lo em razão da busca infrutífera, retiraram-se para lugarejo distante.

Foi então que o desventurado desceu para o solo, impressionado e comovido, reparando que se achava à frente de humilde mensageira do Céu.

Roubara-lhe os frutos e mutilara-lhe as frondes ; entretanto, oferecera-lhe, ainda, seguro abrigo.

O homem infeliz começou a meditar no exemplo da árvore venerável, incumbida por Deus de cooperar na distribuição do alimento de cada dia na Terra, e, nela reconhecendo verdadeira emissária do Céu, que lhe saciara a fome e lhe dispensara maternal proteção, abandonou o mal em que se havia mergulhado e passou a ser outro homem.

 

 Do livro “Pai Nosso”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Autora: Meimei.


 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 09:25
Laços de amor

        Joane chegou da escola, não falou com ninguém e logo foi para o quarto. A mãe estranhou a atitude da filha, que sempre chegava alegre, contando o que havia acontecido naquele dia.

         A menina sabia, desde bebê, que era adotada. Joane lembrava que a mãe havia contado que ela não tinha nascido da sua barriga, como os outros bebês, que tinha vindo do hospital bem pequenina, pois eles desejavam muito uma filhinha. Mas, ouvir de seus colegas que ela não era filha de verdade, porque era adotada, doía muito.

         Depois de um tempo, resolveu contar à mãe o que havia acontecido.

         - Você é nossa filha, sim. - disse a mãe, abraçando a garota. E de verdade. Eu e seu pai pedimos muito a Deus que Ele nos permitisse ter uma filha. Então nos preparamos para receber você: escolhemos seu nome, compramos roupinhas para você e quando estava perto de você chegar, contamos aos amigos que teríamos um bebê.

         - Mas por que eu não nasci da sua barriga, como as outras crianças?

         - Não sei minha filha - disse, sinceramente, a mãe. Você não nasceu da barriga, mas cresceu no nosso coração. Às vezes, Deus tem um jeito “diferente” de unir os pais e os filhos. Os laços mais importantes não são os de sangue, mas sim os laços de amor, que se formam no coração. E eu e teu pai te amamos muito - concluiu, abraçando novamente a filha.

         A garota pareceu compreender, pois um sorriso apareceu em seu rosto.

         Minutos depois, enquanto observava a filha andar de bicicleta, Dona Ana teve certeza que Joane está, aos poucos, compreendendo que a adoção é só um jeito diferente de unir Espíritos que já se encontram ligados por laços espirituais. E que ela e o marido combinaram, no Plano Espiritual, que reencarnariam e que juntos receberiam Joane como filha, por laços de amor.


Claudia Schmidt

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Fevereiro de 2011, 09:31
                                   VIVA JESUS!


      Bom-dia! queridos irmãos.

              Dedé, o elefantinho
 Na clareira de uma grande floresta morava, com sua família, um pequeno elefante. Pequeno, modo de dizer, porque na realidade ele era muito maior que qualquer dos outros animais da floresta, seus amigos.
No entanto, esse elefantinho, que possuía uma família amorosa, uma vida tranqüila, bons amigos e um lugar lindo para morar, vivia sempre insatisfeito.
E sabem por quê? Por causa da sua tromba que era enorme! 

Olhava os outros animais e não se conformava com seu aspecto. E perguntava para sua mãe:

- Por que só eu, mamãe, entre todos os meus amigos, tenho o nariz tão comprido e tão feio?

- Porque Deus quis assim, meu filho. E tudo o que Deus faz é bem feito, Dedé.
- Mas eu queria ter o focinho delicado como o coelho, ou o elegante focinho afilado da raposa! - respondia o elefantinho revoltado.

Inconformado com a sua figura, o pobre Dedé ficava horas a mirar-se nas límpidas águas do lago, chorando e se lamentando da sorte:

- Buá!... buá!... buá!... Como sou horrível!
Certo dia, após muito chorar, deitou-se à sombra de uma árvore e dormiu. Quando acordou, para espanto seu, notou que alguma coisa estava faltando nele. Afinal descobriu:

- Minha tromba sumiu! Viva!... Minha tromba sumiu!...
No lugar dela havia um focinho como o do porco, parecendo uma tomada. Agradeceu a Deus o socorro que lhe enviara e levantou-se para mostrar aos amigos o seu novo e belo focinho, tão elegante e discreto.

Mas como estava muito calor, Dedé resolveu refrescar-se nas águas do lago.

Tentou pegar água com o focinho para lavar as costas, mas não conseguiu. E era tão bom quando podia jogar água como um chuveiro!

- Não tem importância, pensou. - Estou com fome e vou comer algumas folhas.

Saiu da água e dirigiu-se para a árvore onde lá no alto viu umas lindas e tenras folhinhas novas.

Logo percebeu que não conseguiria.

Esticou... esticou... esticou o focinho e nada. Era muito curto e não conseguia alcançar o galho da árvore.

Tentou apanhar algumas folhas no chão, como sempre fazia com a tromba, mas também não deu certo.

Chiiii! Tentou coçar as costas, tentou tomar água, mas tudo sem resultado.

Ele, que estava tão satisfeito e animado com o novo focinho, começou a ficar triste e desolado, pensando que ia morrer de fome e sede sem a sua tromba.

Andou um pouco pela floresta pensando em como iria resolver o seu problema, quando encontrou o coelho e o esquilo, seus amigos. Ambos deram um grito, assustados, sem o terem reconhecido.

- Sou eu, Dedé. Não me reconhecem?
O coelho e o esquilo olharam para ele, já mais tranqüilos, e responderam a uma só voz:

- O que aconteceu, Dedé? Você está horrível!
E ele contou como tinha pedido tanto a Deus para que lhe tirasse a tromba indesejável.

- Ora, e agora como é que você vai nos levar para passear nas suas costas? Sem a tromba, como é que vamos subir?

- É mesmo! - lembrou-se Dedé, já arrependido.
Deixou os amigos e foi para casa. Mas seu pai, sua mãe e os irmãozinhos não o aceitaram, dizendo:

- Vá embora! Não reconhecemos você!
- Mas eu sou o Dedé! Não me reconhecem?

- Mentiroso. O Dedé é bem diferente e tem uma linda tromba como a nossa. Suma daqui!

E o elefantinho, expulso pela família que ele tanto amava e que não o reconhecera, afastou-se a chorar desconsolado.

Nisso, Dedé acordou ainda com lágrimas a caírem pelo seu rosto. E muito satisfeito percebeu que tudo não passara de um sonho. Olhou sua tromba, novamente no lugar, com muito carinho, e suspirou aliviado.

Correu a contar à sua mãe o sonho que tivera e acrescentou com firmeza:

- Agora eu sei que Deus sabe realmente o que faz. Nossa tromba é muito importante e útil em nossa vida.

- Exatamente, meu filho, e fico feliz que você tenha entendido essa verdade - concordou sorrindo a mãe de Dedé.

E desse dia em diante nunca mais Dedé desejou ser diferente, vivendo sempre feliz com o que Deus lhe concedera.

                           Celia Xavier de Camargo


                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 09:32
Olá querida amiga Mizica... Seja sempre bem-vinda... Muita paz a ti!!

Brigada pela vsitinha  e por teres gostado deste espaço que é de todos...

Junte-se a nos, por que  vamos adorar receber tua histórinhas,


Beijos ea braços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 09:49
Querida amiga Katia... Muita paz e felicidades a todos vocês...

Que alegria termos  sempre tua companhia, que deixa este espaço lindo...
Agradecemos tuas lindas historinhas e videos..
Desejo um otimo final de semana repleto de felicidades e amor..


Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 09:54
Um irmãozinho!

        Lívia não aceitava a idéia de ter um irmão. Quando Samuel chegou da maternidade, ela ficou com muito ciúme, imaginando que teria que dividir os pais e os brinquedos com ele. E, para piorar, ninguém prestava atenção nela, estavam sempre envolvidos com o bebê...

         A avó de Lívia, que morava em outra cidade e tinha vindo conhecer o neto, percebendo a situação, perguntou à menina:

         -Você já sabe que quando uma pessoa nasce, ela reencarna, ou seja, o Espírito nasce em outro corpo físico, não sabe?

         - Humhum - disse ela, lembrando das aulas de Evangelização Espírita.

         - E por que você acha que seu irmãozinho nasceu nesta família?

         - Sei lá - murmurou a garota.

         - Você já pensou em quantas coisas você já aprendeu, apesar de ter apenas 10 anos?

         Lívia ficou pensativa. A avó continuou:

         - A vida é uma imensa escola, minha neta. Renascemos para aprender muitas coisas. É a escola da vida.

         A menina achou interessante a idéia, pois gostava de estudar.

         - Seu irmão, como você, veio aprender muitas coisas. E as famílias são como as turmas de uma escola, reunindo os alunos que precisam aprender determinadas lições.

         Lívia compreendeu, com a ajuda da avó, que cada pessoa é um Espírito que reencarna para evoluir. Mas seu coraçãozinho ainda estava cheio de dúvidas... Chegou mais perto da avó e perguntou baixinho:

         - Mas as pessoas não vão gostar mais dele? Mamãe só fala no Samuel...

         - É normal sua mãe se ocupar bastante com o bebê. Mas não se preocupe, querida. O coração dos pais é enorme! Tem espaço para todos os filhos. No início, seu irmão vai precisar de mais atenção porque é um bebê e não sabe comer, se vestir, tomar banho sozinho, como você não sabia quando tinha a idade dele. E a sua ajuda vai ser muito importante na vida dele.

         - Mas eu não sei trocar fraldas! - pensou alto a garota.

          Mas pode aprender, com o tempo. Porém, desde logo, você pode conversar com ele, contar as coisas que já aprendeu e explicar sobre a vida. Ele deve estar muito contente por ter uma irmã como você. Seus bons exemplos são muito importantes para ele.

         Lívia gostou da idéia de ajudar o irmão, como ajudava os novos colegas na escola. Aos poucos o ciúme foi diminuindo e o amor e a amizade crescendo. Lívia e Samuel não lembram, mas são velhos amigos de outras reencarnações que se reencontraram na escola da vida.


Claudia Schmidt

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 09:59
Olá queridos amigos... Sejam sempre bem-vindos... Muita paz a todos

Agradecemos suas constantes visitas, ela é a responsável pelo sucesso deste tópico...
Estão convidados a trazerem suas histórias e mensagens infantis,aos pais, sobre educação...
Desejamos um maravilhoso fim de semana, repleto de felicidades e amor



Esperamos que voltem sempre... Abraços carinhoso

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 10:02
ENTRE O CRAVO E A ROSA!

Rosa chegou em casa dizendo ao seu marido, o cravo:
-  Amor hoje, mais uma vez as pessoas me pararam para perguntar se tu ainda estavas doente e se eu ainda estava chorando.
-Ele disse: Querida...  Não ligues a isto, esta história de que eu briguei contigo embaixo de uma sacada é muito antiga, mas... O que importa é que nós dois sabemos que não é verdade. Rosa confirmou: Sim meu bem.
- Rosa e Cravo viviam uma linda história de amor há muito tempo, eram amigos, namorados, parceiros inseparáveis, onde Rosa estava, o cravo também.
- Ela estava sempre me destaque em todas as recepções, Cravo  era  indispensável na lapela dos noivos.
- Assim este romance vinha sobrevivendo aos séculos, a tudo e a todos, sempre estavam em aniversários, todos os tipos de ocasiões, ela... Deixava todos os ambientes sempre lindo e perfumado, em  vários arranjos enfeitados, ele mesmo que discreto, dava seu toque final.
- Eles viviam muito felizes e se completavam, um amor sem igual,mas... Tinham vontade de mudar esta imagem que as pessoas tinham deles, principalmente as crianças, que eles adoravam, e sempre pensavam, O que eu faço?
-  Eles passavam horas a conversar, sobre uma maneira de achar... Para esta mentira sobre eles... Mudar.
- Todas as manhãs, Rosa sempre  saía sosinha  para pegar Sol e ar. Cravo passou então a lhe acompanhar... Os dois juntos...  Fizeram o maior sucesso, foram alvos de muita adimiração, por que realmente as pessoas  acreditavam que eles tinham brigado.
- Desde este dia, passaram a desfilar na rua de suas casa, em outros bairros, em fente a escola, por que desejavam derrubar esta história muito mal contada que tinha este refrão:

-O cravo brigou com a Rosa...
-Embaixo de uma sacada...
-O cravo saiu ferido,
- E a Rosa despedaçada...

- E eles conseguiram mudar esta antiga cantiga, pois as pessoas diziam agora:
- Que casal mais lindo... Que amor maravilhoso o de vocês... Que lindo a sua cor vermelha dona Rosa... Senhor cravo, que branco mais branco que todos os algodão juntos o seu.

-As crianças corriam atras deles a cantar:

-Eu vi dois jovens andando...
-Eles eram muito delicados....
-A Rosa era um lindo bouquet
-Do Cravo seu namorado...


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 21/11/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 10:25
Queridos amigos e irmãos...

Compartilho com vocês, meu sexto conto infantil, onde narro a antiga e divertida canção do Cravo e a Rosa, dando um final feliz para ambos


Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 10:43
MENSAGEM DA CRIANÇA

Dizes que sou o futuro,
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz,
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem,
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos,
Não me abandones ás trevas.
Não espero somente o teu pão,
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa do teu carinho,
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos,
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu carinho,
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo.
Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...
Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.


(Meimei/ Psicografado por Chico Xavier)
   

 

 

 

 

 

 

 

 
   

   
   

   

 
   

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 11:07
Filhos Diferentes

Provavelmente, conhecê-lo-ás no mais íntimo da alma: os filhos diferentes. Conseguistes instruir os outros. Encaminhá-los para o bem com facilidade. Mas encontrastes aquele que não se afina com os teus ideais. É um filho que não se erige à altura do padrão doméstico a que te elevastes, ou uma filha que te desmente a esperança.

Quando te observes perante um filho diferente, não te permitas inclinar o coração ao desespero ou à amargura. Ora e pede luz para o entendimento.

O Senhor te fará reconhecer-te à frente do companheiro ou da companheira de outras existências terrestres, que o tempo ocultou e que a Lei te oferece de novo à presença para que a tua obra de amor seja devidamente complementada.

Auxilia-os sempre e, mesmo nos dias em que a saraivada de críticas humanas te assedie a cabeça, conchega-os mais brandamente ao regaço de teu espírito; sem que o verbo humano consiga expressar as sensações de teu amor ou de tua dor, ante um filho diferente, sabes, no imo da alma, que ele significa o mais alto encontro marcado entre a tua presença e a bondade de Deus.

* * *




Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Encontro Marcado.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 11:20
As Crianças!!

Como os Lírios!!
Assim são as nossas crianças,
Perfumadas em simplicidades,
Pura alegria em seu coração.

Como o céu!!
Elas são lindas e celestes,
Todas elas... De Deus recebem,
Um anjo da guarda a lhes velar.

Como o arco-iris!!
São todas multicoloridas,
Variando conforme seu humor,
São azuis ou brancas como a Margarida.

Como Jesus!!
Elas estão sempre a nos ensinar,
Lições de bondade e desprendimento,
As verdades... Elas tentam nos mostrar..


Dothy


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Fevereiro de 2011, 13:14
                                       VIVA JESUS!


         Bom-dia! queridos irmãos.

                Evoluir , esta é a Lei


D. Amélia chamou o Menino com carinho.

- Meu pequenino é hora de levantar…

O garotinho foi abrindo os olhos devagarinho como se não desejasse parar de sonhar. Sorriu ao ver a mãezinha amorosamente a lhe observar.

- Bom dia meu rapazinho, o sol já está lá fora a lhe esperar .

- Ah mamãe, só mais um pouquinho !

- Não meu querido, deixa essa preguicite de lado, somente plantas e pedras crescem no mesmo lugar. Temos todos, deveres e compromissos a honrar !

A mesa os esperava com delicioso café da manhã, pães, leite, frutas e cereais, alimentos que proporcionavam uma nutrição matinal leve, saudável e rica em vitaminas e sais minerais.

Lavou o rosto, escovou os dentes, desejou um bom dia ao pai, arrumou o quarto, fez os deveres da escola e depois das tarefas cumpridas ainda lhe sobrou tempo para jogar bola.

As manhãs pareciam curtas, queria ter sempre mais um tempinho para poder usufruir de algumas diversões.

Riu ao lembrar que ainda há pouco estava a reclamar do tempo, queria ficar na cama viajando em pensamentos, e agora queria mesmo ter mais algumas horas para brincar e cumprir com suas obrigações.

D. Filó já havia explicado sobre a evolução voluntária e sobre a evolução natural do ser.

A natural é aquela que independe somente da nossa vontade, porém é conseqüência de um agrupamento de elementos causais, reflexos de todas as ações e energias pensamentais provocadas pela coletividade.

A individual é aquela que depende unicamente de nossos impulsos e escolhas pessoais, depende do esforço incontestável para que ocorram progressos intelectuais e morais. Evoluir é uma condição irreversível para todas as criaturas, da rudeza em que fora principiada, estagiando em vários reinos, mineral, vegetal e animal, migrando para a racionalidade humana e assim persistindo até que atinja o maior grau de sublimidade e perfeição espiritual.

Por isso a importância da conscientização, enfrentando face a face à luz da razão, só assim sairá da infância em busca do aperfeiçoamento das suas melhores faculdades.

Aquele que dormita, almejando apenas a tranqüilidade e desprezando suas capacidades, crendo que será levado e salvo sem do próprio esforço e motivação a necessidade, progredirá tal como um verme rastejante, lento, em estado de sonolência.

O espírito consciente de suas habilidades e inteligência, nunca se dá por contente ou realizado com poucos ensinamentos, sabe que a ignorância é o seu maior entrave, não se vê como sábio ou perfeito e está sempre em busca de conhecimentos e modelos mais avançados .

Se alcança sabedoria erudita , não a considera finita, tem o prazer em multiplicar e divulgar suas finalidades, de maneira simples e clara aos alunos que lhes são ofertados a dispõe e facilita.

Muitos desses professores, homens de gênio, por aqui já pisaram. A solicitude do Criador seus ensinamentos superiores ofertaram , revelando-lhes os caracteres do amor e da verdade. Krishna, Buda, Moisés, Aristóteles, Platão, Jesus, lançaram gentilmente sua luz sobre a humanidade.

Ciências, filosofias morais e os aspectos beneficentes da religiosidade. Cada qual servindo de guia, predispondo sua sapiência adquirida em vivências anteriores, no momento certo e na melhor oportunidade.

Ah ! Como é importante e bom poder contar com a grandeza desses Mestres em nossas vidas, saciando nossa sede de saber. Obrigada a todos Eles e também a todos os mestres como minha querida professora D. Filó, que atende sua vocação de ensinar, cumprindo com dedicação e amor seu dever, sem pensar apenas nas recompensas materiais da profissão. O dom de ensinar é talvez uma das mais belas formas de caridade, pois é uma amável atitude de plena doação, que temos que reconhecer.


Paty Bolonha, (série D. Filó e Sophia)



                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 15:44
(http://i237.photobucket.com/albums/ff218/bethreis/Flores-Gifs/DaisyDay.gif)

Boa tarde, queridos amigos!



ORAÇÃO  DA  CRIANÇA

 

Amigo:

Ajuda-me agora, para que eu te auxilie depois.

Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade.

Venho ao encontro de tua aspiração, do teu convívio, de tua obra...

Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro.

Hoje, sou sementeira, fragilidade, promessa...

Amanhã, porém, serei tua própria realização.

Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolve-me o caminho, para que a confiança não me abandone.

Protege-me contra o mal.

Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver.

Não me afastes de Deus e ajude-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que me cercam.

Não me negues tua boa vontade, teu carinho e tua paciência.

Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto a plantinha tenra precisa de água para prosperar e viver.

Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.

De ti depende que eu seja pior ou melhor amanhã.

 

Do livro Antologia da Criança. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.Autor: Emmanuel

 

               
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 16:30
Xiiii, esqueci!

Alvinho era um menino que nunca terminava o que tinha começado a fazer. Deixava tudo pela metade.

         Era um horror! De manhã, ia escovar os dentes e deixava a pasta dental sem a tampa. Saía do banho e a torneira do chuveiro ficava pingando. Na hora de se vestir, abria a porta do armário ou uma gaveta, e não fechava. Abria a geladeira para pegar alguma coisa e deixava a porta aberta. Sentava para fazer os deveres da escola e esquecia os livros e cadernos em cima da mesa.

         Assim, suas roupas estavam sempre desarrumadas, os brinquedos fora do lugar, os patins no meio da sala, a pasta dental sem tampa e assim por diante.

         A mãe tentava ensiná-lo a ser mais ordeiro, colocando cada coisa em seu lugar, mas qual nada! Alvinho continuava do mesmo jeito. Sua resposta era sempre a mesma:

         — Xiiii, esqueci!

         Um dia a mãe de Alvinho resolveu dar-lhe uma lição.

         Logo cedo, quando o menino foi vestir o uniforme para ir à escola viu que estava amassado. Ele reclamou:

         — Mãêêêê!... Olha como está meu uniforme! Todo amassado!

         A mãe respondeu:

         — Esqueci de passar! Você vai ter que ir com ele assim mesmo, meu filho.

         E lá se foi o Alvinho com a roupa amassada para a escola.

         Mais tarde, quando ele voltou, sentou-se para almoçar. Estava com muita fome!

         Ao abrir a panela de arroz para servir-se, viu que estava ainda cheia de água e os grãos, duros.

         — Mãe! O que aconteceu? O arroz está horrível!

         E a mãe respondeu, fingindo-se surpresa:

         — Xiiii! Esqueci de acender o fogo! Espera um pouco, meu filho, que vou acabar de preparar o arroz.

         E assim foi o resto do dia. A cama estava arrumada pela metade, o banheiro todo molhado, o bolo meio cru, e até roupa suja Alvinho encontrou no guarda-roupa.

         A resposta era sempre a mesma. A mãe dizia que tinha esquecido.

         No final do dia, não agüentando mais, Alvinho reclamou:

         — O que aconteceu hoje, mamãe? A casa está de pernas para o ar, e a senhora está muito esquecida. Assim não dá!

         Ao ouvir a reclamação do filho, a senhora respondeu:

         — Não sei do que você se queixa, Alvinho! Fiz exatamente o que você faz todos os dias! Esquece o que está fazendo e deixa tudo pela metade.

         Compreendendo que a mãe tinha razão, Alvinho aceitou a lição e prometeu a si mesmo ter mais cuidado com suas atitudes dali por diante.

         Reconheceu quanta paciência sua família tivera com ele durante todo o tempo, quando ele não conseguira agüentar aquela situação um só dia!

         A partir dessa data, Alvinho tornou-se um garoto mais atento e organizado, com suas próprias coisas e com as coisas da casa, de uso de toda a família.



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 19 de Fevereiro de 2011, 16:36
Boa tarde querida Dothy e amigos!




A LENDA DO GUARANÁ (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUxHRnR5ck94aUg0JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 17:18
Contos » Chapeuzinho Vermelho
(Irmãos Grimm)


Era uma vez, numa pequena cidade às margens da floresta, uma menina de olhos negros e louros cabelos cacheados, tão graciosa quanto valiosa.
Um dia, com um retalho de tecido vermelho, sua mãe costurou para ela uma curta capa com capuz; ficou uma belezinha, combinando muito bem com os cabelos louros e os olhos negros da menina.
Daquele dia em diante, a menina não quis mais saber de vestir outra roupa, senão aquela e, com o tempo, os moradores da vila passaram a chamá-la de “Chapeuzinho Vermelho”.
Além da mãe, Chapeuzinho Vermelho não tinha outros parentes, a não ser uma avó bem velhinha, que nem conseguia mais sair de casa. Morava numa casinha, no interior da mata.
De vez em quando ia lá visitá-la com sua mãe, e sempre levavam alguns mantimentos.
Um dia, a mãe da menina preparou algumas broas das quais a avó gostava muito mas, quando acabou de assar os quitutes, estava tão cansada que não tinha mais ânimo para andar pela floresta e levá-las para a velhinha.
Então, chamou a filha:
— Chapeuzinho Vermelho, vá levar estas broinhas para a vovó, ela gostará muito. Disseram-me que há alguns dias ela não passa bem e, com certeza, não tem vontade de cozinhar.
— Vou agora mesmo, mamãe.
— Tome cuidado, não pare para conversar com ninguém e vá direitinho, sem desviar do caminho certo. Há muitos perigos na floresta!
— Tomarei cuidado, mamãe, não se preocupe. A mãe arrumou as broas em um cesto e colocou também um pote de geléia e um tablete de manteiga. A vovó gostava de comer as broinhas com manteiga fresquinha e geléia.
Chapeuzinho Vermelho pegou o cesto e foi embora. A mata era cerrada e escura. No meio das árvores somente se ouvia o chilrear de alguns pássaros e, ao longe, o ruído dos machados dos lenhadores.
A menina ia por uma trilha quando, de repente, apareceu-lhe na frente um lobo enorme, de pêlo escuro e olhos brilhantes.
Olhando para aquela linda menina, o lobo pensou que ela devia ser macia e saborosa. Queria mesmo devorá-la num bocado só. Mas não teve coragem, temendo os cortadores de lenha que poderiam ouvir os gritos da vítima. Por isso, decidiu usar de astúcia.
— Bom dia, linda menina — disse com voz doce.
— Bom dia — respondeu Chapeuzinho Vermelho.
— Qual é seu nome?
— Chapeuzinho Vermelho
. — Um nome bem certinho para você. Mas diga-me, Chapeuzinho Vermelho, onde está indo assim tão só?
— Vou visitar minha avó, que não está muito bem de saúde.
— Muito bem! E onde mora sua avó?
— Mais além, no interior da mata.
— Explique melhor, Chapeuzinho Vermelho.
— Numa casinha com as venezianas verdes, logo29 após o velho engenho de açúcar.
O lobo teve uma idéia e propôs:
— Gostaria de ir também visitar sua avó doente. Vamos fazer uma aposta, para ver quem chega primeiro. Eu irei por aquele atalho lá abaixo, e você poderá seguir por este. Chapeuzinho Vermelho aceitou a proposta.
— Um, dois, três, e já! — gritou o lobo.
Conhecendo a floresta tão bem quanto seu nariz, o lobo escolhera para ele o trajeto mais breve, e não demorou muito para alcançar a casinha da vovó.
Bateu à porta o mais delicadamente possível, com suas enormes patas.
— Quem é? — perguntou a avó.
O lobo fez uma vozinha doce, doce, para responder:
— Sou eu, sua netinha, vovó. Trago broas feitas em casa, um vidro de geléia e manteiga fresca.
A boa velhinha, que ainda estava deitada, respondeu:
— Puxe a tranca, e a porta se abrirá.
O lobo entrou, chegou ao meio do quarto com um só pulo e devorou a pobre vovozinha, antes que ela pudesse gritar.
Em seguida, fechou a porta. Enfiou-se embaixo das cobertas e ficou à espera de Chapeuzinho Vermelho. A essa altura, Chapeuzinho Vermelho já tinha esquecido do lobo e da aposta sobre quem chegaria primeiro. Ia andando devagar pelo atalho, parando aqui e acolá: ora era atraída por uma árvore carregada de pitangas, ora ficava observando o vôo de uma borboleta, ou ainda um ágil esquilo. Parou um pouco para colher um maço de flores do campo, encantou-se a observar uma procissão de formigas e correu atrás de uma joaninha.
Finalmente, chegou à casa da vovó e bateu de leve na porta.
— Quem está aí? — perguntou o lobo, esquecendo de disfarçar a voz.
Chapeuzinho Vermelho se espantou um pouco com a voz rouca, mas pensou que fosse porque a vovó ainda estava gripada.
— É Chapeuzinho Vermelho, sua netinha. Estou trazendo broinhas, um pote de geléia e manteiga bem fresquinha!
Mas aí o lobo se lembrou de afinar a voz cavernosa antes de responder:
— Puxe o trinco, e a porta se abrirá.
— Chapeuzinho Vermelho puxou o trinco e abriu a porta.
O lobo estava escondido, embaixo das cobertas, só deixando aparecer a touca que a vovó usava para dormir.
Coloque as broinhas, a geléia e a manteiga no armário, minha querida netinha, e venha aqui até a minha cama. Tenho muito frio, e você me ajudará a me aquecer um pouquinho.
Chapeuzinho Vermelho obedeceu e se enfiou embaixo das cobertas. Mas estranhou o aspecto da avó. Antes de tudo, estava muito peluda! Seria efeito da doença? E foi reparando:
— Oh, vovozinha, que braços longos você tem!
— São para abraçá-la melhor, minha querida menina!
— Oh, vovozinha, que olhos grandes você tem!
— São para enxergar também no escuro, minha menina!
— Oh, vovozinha, que orelhas compridas você tem!
— São para ouvir tudo, queridinha!
— Oh, vovozinha, que boca enorme você tem!
— É para engolir você melhor!!!
Assim dizendo, o lobo mau deu um pulo e, num movimento só, comeu a pobre Chapeuzinho Vermelho.

Contos, fabulas e historinhas: Chapeuzinho Vermelho
— Agora estou realmente satisfeito — resmungou o lobo. Estou até com vontade de tirar uma soneca, antes de retomar meu caminho.
Voltou a se enfiar embaixo das cobertas, bem quentinho. Fechou os olhos e, depois de alguns minutos, já roncava. E como roncava! Uma britadeira teria feito menos barulho.
Algumas horas mais tarde, um caçador passou em frente à casa da vovó, ouviu o barulho e pensou: “Olha só como a velhinha ronca! Estará passando mal!? Vou dar uma espiada.”
Abriu a porta, chegou perto da cama e… quem ele viu?
O lobo, que dormia como uma pedra, com uma enorme barriga parecendo um grande balão!
O caçador ficou bem satisfeito. Há muito tempo estava procurando esse lobo, que já matara muitas ovelhas e cabritinhos.
— Afinal você está aqui, velho malandro! Sua carreira terminou. Já vai ver!
Enfiou os cartuchos na espingarda e estava pronto para31 atirar, mas então lhe pareceu que a barriga do lobo estava se mexendo e pensou: “Aposto que este danado comeu a vovó, sem nem ter o trabalho de mastigá-la! Se foi isso, talvez eu ainda possa ajudar!”.
Guardou a espingarda, pegou a tesoura e, bem devagar, bem de leve, começou a cortar a barriga do lobo ainda adormecido.
Na primeira tesourada, apareceu um pedaço de pano vermelho, na segunda, uma cabecinha loura, na terceira, Chapeuzinho Vermelho pulou fora.
— Obrigada, senhor caçador, agradeço muito por ter me libertado. Estava tão apertado lá dentro, e tão escuro… Faça outro pequeno corte, por favor, assim poderá libertar minha avó, que o lobo comeu antes de mim.
O caçador recomeçou seu trabalho com a tesoura, e da barriga do lobo saiu também a vovó, um pouco estonteada, meio sufocada, mas viva.
— E agora? — perguntou o caçador. — Temos de castigar esse bicho como ele merece!
Chapeuzinho Vermelho foi correndo até a beira do córrego e apanhou uma grande quantidade de pedras redondas e lisas. Entregou-as ao caçador que arrumou tudo bem direitinho, dentro da barriga do lobo, antes de costurar os cortes que havia feito.
Em seguida, os três saíram da casa, se esconderam entre as árvores e aguardaram.
Mais tarde, o lobo acordou com um peso estranho no estômago. Teria sido indigesta a vovó? Pulou da cama e foi beber água no córrego, mas as pedras pesavam tanto que, quando se abaixou, ele caiu na água e ficou preso no fundo do córrego.
O caçador foi embora contente e a vovó comeu com gosto as broinhas. Chapeuzinho Vermelho prometeu a si mesma nunca mais esquecer os conselhos da mamãe: “Não pare para conversar com ninguém, e vá em frente pelo seu — caminho”
.


Coleção Disquinho - Chapeuzinho Vermelho 2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXhEWnVzRGpGeWFFIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 20:46
(Irmãos Grimm)

Branca de Neve e os Sete anões


Um dia, a rainha de um reino bem distante bordava perto da janela do castelo, uma grande janela com batentes de ébano, uma madeira escuríssima. Era inverno e nevava muito forte.
A certa altura, a rainha desviou o olhar para admirar os flocos de neve que dançavam no ar; mas com isso se distraiu e furou o dedo com a agulha.
Na neve que tinha caído no beiral da janela pingaram três gotinhas de sangue. O contraste foi tão lindo que a rainha murmurou:
— Pudesse eu ter uma menina branquinha como a neve, corada como sangue e com os cabelos negros como o ébano…
Alguns meses depois, o desejo da rainha foi atendido.
Ela deu à luz uma menina de cabelos bem pretos, pele branca e face rosada. O nome dado à princesinha foi Branca de Neve.
Mas quando nasceu a menina, a rainha morreu. Passado um ano, o rei se casou novamente. Sua esposa era lindíssima, mas muito vaidosa, invejosa e cruel.
Um certo feiticeiro lhe dera um espelho mágico, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o espelho respondia:
— Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior.
O tempo passou. Branca de Neve cresceu, a cada ano mais linda…
E um dia o espelho deu outra resposta à rainha.
— A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela.
Invejosa e ciumenta, a rainha chamou um de seus guardas e lhe ordenou que levasse a enteada para a mata e lá a matasse. E que trouxesse o coração de Branca de Neve, como prova de que a missão fora cumprida.
O guarda obedeceu. Mas, quando chegou à mata, não teve coragem de enfiar a faca naquela lindíssima jovem inocente que, afinal, nunca fizera mal a ninguém.
Deixou-a fugir. Para enganar a rainha, matou um veadinho, tirou o coração e entregou-o a ela, que quase explodiu de alegria e satisfação.
Enquanto isso, Branca de Neve fugia, penetrando cada vez mais na mata, ansiosa por se distanciar da madrasta e da morte.
Os animais chegavam bem perto, sem a atacar; os galhos das árvores se abriam para que ela passasse.
Ao anoitecer, quando já não se agüentava mais em pé de tanto cansaço, Branca de Neve viu numa clareira uma casa bem pequena e entrou para descansar um pouquinho.
Olhou em volta e ficou admirada: havia uma mesinha posta com minúsculos sete pratinhos, sete copinhos, sete colherezinhas e sete garfinhos. No cômodo superior estavam alinhadas sete caminhas, com cobertas muito brancas.
Branca de Neve estava com fome e sede. Experimentou, então uma colher da sopa de cada pratinho, tomou um gole do vinho de cada copinho e deitou-se em cada caminha, até encontrar a mais confortável. Nela se ajeitou e dormiu profundamente.
Os donos da casa voltaram tarde da noite; eram sete anões que trabalhavam numa mina de diamantes, dentro da montanha.
Logo que entraram, viram que faltava um pouco de sopa nos pratos, que os copos não estavam cheios de vinho…Estranho.
Lá em cima, nas camas, as cobertas estavam mexidas…E na última cama — surpresa maior! — estava adormecida uma linda donzela de cabelos pretos, pele branca como a neve e face vermelha como o sangue.
— Como é linda! — murmuraram em coro.
— E como deve estar cansada — disse um deles —, já que dorme assim.
Decidiram não incomodar; o anão dono da caminha onde dormia a donzela passaria a noite numa poltrona.

Contos, fabulas e historinhas: Branca de Neve
Na manhã seguinte, quando despertou, Branca de Neve se viu cercada pelos sete anões barbudinhos e se assustou. Mas eles logo a acalmaram, dizendo-lhe que era muito bem-vinda.
— Como se chama? — perguntaram.
— Branca de Neve.
— Mas como você chegou até aqui, tão longe, no coração da floresta?
Branca de Neve contou tudo. Falou da crueldade da madrasta, da sua ordem para matá-la, da piedade do caçador que a deixara fugir, desobedecendo à rainha, e de sua caminhada pela mata até encontrar aquela casinha.
— Fique aqui, se gostar… — propôs o anão mais velho.
— Você poderia cuidar da casa, enquanto nós estamos na mina, trabalhando. Mas tome cuidado enquanto estiver sozinha. Cedo ou tarde, sua madrasta descobrirá onde você está, e se ela a encontrar… Não deixe que ninguém entre! É mais seguro.
Assim começou uma vida nova para Branca de Neve, uma vida de trabalho.
E a madrasta? Estava feliz, convencida de que beleza de mulher alguma superava a sua.
Mas, um dia, teve por acaso a idéia de interrogar o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o espelho respondeu com voz grave:
— Na mata, na casa dos mineiros, querida rainha, está Branca de Neve, mais bela que nunca!
A rainha entendeu que tinha sido enganada pelo guarda: Branca de Neve ainda vivia! Resolveu agir por si mesma, para que não houvesse no mundo inteiro mulher mais linda do que ela.
Pintou o rosto, colocou um lenço na cabeça e irreconhecível, disfarçada de velha mercadora, procurou pela mata a casinha dos anões. Quando achou, bateu à porta e Branca de Neve, ingenuamente, foi atender.
A malvada ofereceu-lhe suas mercadorias, e a princesa apreciou um lindo cinto colorido.
— Deixe-me ajudá-la a experimentar o cinto. Você ficará com uma cintura fininha, fininha — disse a falsa vendedora, com uma risada irônica e estridente, apertando cada vez mais o cinto.
E apertou tanto, tanto, que Branca de Neve se sentiu sufocada e desmaiou, caindo como morta. A madrasta fugiu.
Pouco depois, chegaram os anões. Assustaram-se ao ver Branca de Neve estirada e imóvel.
O anão mais jovem percebeu o cinto apertado demais e imediatamente o cortou. Branca de Neve voltou a respirar e a cor, aos poucos, começou a voltar a sua face; melhorou e pôde contar o ocorrido.
— Aquela velha vendedora ambulante era a rainha disfarçada — disseram logo os anões.
— Você não deveria tê-la deixado entrar. Agora, seja mais prudente.
Enquanto isso, a perversa rainha, já no castelo, consultava o espelho mágico e se surpreendeu ao ouvi-lo dizer:
— No bosque, na casa dos anões, minha querida rainha, há Branca de Neve, mais bela que nunca.
Seu plano fracassara! Tentaria novamente.
No dia seguinte, Branca de Neve viu chegar uma camponesa de aspecto gentil, que lhe colocou na janela uma apetitosa maçã, sem dizer nada, apenas sorrindo um sorriso desdentado. A princesinha nem suspeitou de que se tratava da madrasta, numa segunda tentativa.
Branca de Neve, ingênua e gulosa, mordeu a maçã. Antes de engolir a primeira mordida, caiu imóvel.
Dessa vez, devia estar morta, pois o socorro dado pelos anões, quando regressaram da mina, nada resolveu.
Não acharam cinto apertado, nem ferimento algum, apenas o corpo caído.
Branca de Neve parecia dormir; estava tão linda que os bons anõezinhos não quiseram enterrá-la.
— Vamos construir um caixão de cristal para a nossa Branca de Neve, assim poderemos admirá-la sempre.
O esquife de cristal foi construído e levado ao topo da montanha. Na tampa, em dourado, escreveram: “Branca de Neve, filha de rei”.
Os anões guardavam o caixão dia e noite, e também os animaizinhos da mata – veadinhos, esquilos e lebres —todos choravam por Branca de Neve.
Lá no castelo, a malvada rainha interrogava o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
A resposta era invariável.
— Em todo o mundo, não existe beleza maior.
Branca de Neve parecia dormir no caixão de cristal; o rosto branco como a neve e de lábios vermelho como sangue, emoldurado pelos cabelos negros como ébano. Continuava tão linda como enquanto vivia.
Um dia, um jovem príncipe que caçava por ali passou no topo da montanha.
Bastou ver o corpo de Branca de Neve para se apaixonar, apesar de a donzela estar morta. Pediu permissão aos anões para levar consigo o caixão de cristal. Havia tanta paixão, tanta dor e tanto desespero na voz do príncipe, que os anões ficaram comovidos e consentiram.
— Está bem. Nós o ajudaremos a transportá-la para o vale. A donzela Branca de Neve será sua.
Com o caixão nas costas, puseram-se a caminho.
Enquanto desciam por um caminho íngreme, um anão tropeçou numa pedra e quase caiu. Reequilibrou-se a tempo.
O abalo do caixão, porém, fez com que o pedaço da maçã envenenada, que Branca de Neve trazia ainda na boca, caísse. Assim a donzela se reanimou. Abrindo os olhos e suspirando se sentou e, admirada, quis saber:
— O que aconteceu? Onde estou?
O príncipe e os anões, felizes, explicaram tudo.
O príncipe declarou-se a Branca de Neve e pediu-a em casamento. Branca de Neve aceitou, felicíssima.
Foram para o palácio real, onde toda a corte os recebeu.
Foram distribuídos os convites para a cerimônia nupcial. Entre os convidados estava a rainha madrasta — mas ela mal sabia que a noiva era sua enteada. Vestiu-se a megera suntuosamente, pôs muitas jóias e, antes de sair, interrogou o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o fiel espelho:
— No seu reino, a mais bela é você; mas a noiva Branca de Neve é a mais bela do mundo.
Louca de raiva, a rainha saiu apressada para a cerimônia. Lá chegando, ao ver Branca de Neve, sofreu um ataque: o coração explodiu e o corpo estourou, tamanha era sua ira.
Mas os festejos não cessaram um só instante. E os anões, convidados de honra, comeram, cantaram e dançaram três dias e três noites. Depois, retornaram para sua casinha e sua mina, no coração da mata.


Disney - Branca de neve e os 7 anoes (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW9nRUVraXdMVkhNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 21:32
Boa noite queridos amigos...

Cinderela... A Gata Borralheira


Cinderella - Cinderela, Cinderella (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXZsRlFISlFVNGg4Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 21:54
Educação

A educação é de fundamental importância, não a educação intelectual, mas a educação moral conforme no-lo ensina o Espírito da Verdade.

A Evangelização Infantil na Casa Espírita é de extrema importância para que possamos preparar aqueles que serão o futuro do nosso país, da nossa cidade, da nossa Casa Espírita.

Educar sempre e constantemente. Não apenas a educação através das palavras, mas a educação através da exemplificação. Precisamos exemplificar o que pregamos e ensinamos.

O verdadeiro sábio é aquele que pratica, que sabe, mas que exemplifica. Jesus de Nazaré foi o Maior Mestre que passou pela Terra porque Ele cumpriu e praticou todas as lições que ensinou.

Desta forma, amados meus, avaliemos a nossa existência e vejamos o que estamos fazendo com as nossas crianças, neste trabalho que começa no lar e se arregimenta na religião.

Paz e luz aos nossos corações!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Fevereiro de 2011, 22:00
                                   VIVA JESUS!


        Boa-noite! queridos irmãos.

              A Caridade  

A caridade consiste em fazer o bem e evitar o mal.

Estudando-se a vida espiritual descobriu-se que os espíritos felizes são aqueles que viveram na Terra fazendo o bem, isto é, praticando a caridade.

Se é preciso fazer o bem para a gente ser feliz, devemos adotar a regra: — fora da caridade não há salvação.

Esta é a norma que o Espiritismo apresenta para todos os encarnados de boa vontade, que trabalham para o seu progresso.

Submetendo nossa vida à lei da caridade, nós nunca nos desviaremos do caminho do Dever e entraremos no mundo espiritual com a consciência tranqüila.

A pessoa caridosa é paciente, é bondosa, é honesta e trabalhadora. Não tem inveja de ninguém; não prejudica a seu próximo; não é soberba e não tem orgulho nem vaidades.

A pessoa caridosa não é ambiciosa; não é egoísta; não se irrita e não fala mal dos outros.

Quando precisa repreender alguém o faz com energia, sem magoar.

A pessoa caridosa é verdadeira e sincera; ama a justiça e a verdade.

A pessoa caridosa não se vinga e não guarda ódio; combate o mal, os vícios, os preconceitos e a hipocrisia.

Enfim, a pessoa caridosa faz aos outros somente aquilo que desejaria que os outros lhe fizessem.

A prática da caridade transformará a Terra em um paraíso; é por isso que o Espiritismo aponta como o caminho da felicidade a lei: — fora da caridade não há salvação.


Eliseu Rigonatti, (Catecismo Espírita)



                                          PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Fevereiro de 2011, 22:15
A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor." [Chico Xavier ]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:01
Respeito e amizade

         As crianças pularam ao redor de Rafael e foram embora, rindo. Ele esbravejava, mas elas continuavam...

         O menino sentou-se no chão, emburrado, e, enquanto esperava sua mãe, prometera para si mesmo nunca mais voltar para a escola.

         - Ei, cara!

         Olhou para o lado: era um garoto mais velho que ele.

         - Nem liga para eles. São assim mesmo... Ficar brabo só piora a situação. Aí sim que eles pegam no seu pé!

         - Falar é fácil! Diz isso porque não é com você..., resmungou o menino.

         - Não percebeu que eu também uso óculos? Ouço isso pelo menos uma vez por semana!

         Rafael não tinha notado. Ficou interessado.

         - E o que você faz, então?

         - Acho graça. Se eu tenho quatro olhos, enxergo melhor do que eles, que têm apenas dois!

         - Não achei graça.

         - Pois devia, disse o garoto mais velho. Assim não iria ficar emburrado. Tem alguma idéia melhor?

         - Da próxima vez, vou inventar um montão de apelidos para eles: Fofão, Poste, Narizinho, Bocão... Eles vão ver só!

         - Não resolve nada. Minha mãe sempre me diz para eu "não fazer aos outros o que eu não gosto que façam comigo". Ela está certa. Revidar, dar o troco, só cria inimizades, vira numa guerra. Escuta o que eu digo: é melhor perdoar. Se eles agem errado, mostre como se age certo.

         - Mas não é assim tão fácil...

         - Eu não disse que é fácil. Mas é você quem sabe: quer ter amigos ou inimigos?

         Rafael ficou indignado:

         - Mas foram eles que começaram!

         - E daí? Ser amigo de quem só nos trata bem é fácil. Por isso há tanta guerra no mundo: ninguém se esforça para entender aqueles que erram! E acontece que todo o mundo erra, não é?

         - ...É.

         Rafael achou que o garoto tinha mesmo razão. Seus colegas possuíam essa mania horrível de colocar apelidos. Apesar disso, dividiam o lanche, os brinquedos, emprestavam o caderno quando ele precisava...

         Ele também tinha suas manias. Ser amigo é assim mesmo: temos que conversar muito para nos entender, porque somos todos diferentes.

         Quando viu, sua mãe estava a sua espera.

         Não precisou dizer nada para o novo amigo: um sorriso disse tudo.

         Amanhã será um novo dia. Com certeza, ele iria tentar ver as coisas de modo diferente para poder estar mais feliz com seus amigos.

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Seara Espírita nº 53 - abril de 2003


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:23
A Bela e a Fera

(Christiane Angelotti adaptação da obra de Madame Leprince de Beaumont)

Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda a sua riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos.
Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por aquela noite.
Com um enorme mal humor ele se recusou a ajudar a velhinha. Porém, o que ele não sabia é que aquela velhinha era uma bruxa disfarçada, que já ouvira diversas histórias sobre o egoísmo daquele jovem príncipe. Indignada com a sua atitude, ela lançou sobre ele um feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os seu criados haviam se transformado em objetos. O encanto só poderia ser desfeito se ele recebesse um beijo de amor.
Enquanto isso, numa vila distante dali, vivia um comerciante com sua filha chamada Bela. Eles eram pobres, mas muito felizes.
Bela adorava livros, histórias, vivia a contá-las para as crianças da vila. Seu pai, Maurício, era comerciante e viajava muito comparando e vendendo seus produtos diversos.
Um dia voltando de uma longa viajem, Maurício foi pego de surpresa por uma forte tempestade, passou em frente a um castelo que parecia abandonado e resolveu pedir acolhida. Bateu à porta, mas ninguém o atendeu. Como a porta do castelo estava aberta resolveu entrar se proteger da chuva. Acendeu a lareira e encontrou uma garrafa de vinho sobre a mesma. Após bebê-la acabou adormecendo. No dia seguinte uma Fera furiosa apareceu diante dele. Quis castigá-lo por invadir o seu castelo e assim, o fez prisioneiro.
A Fera decretou ao velho comerciante que este morreria por tal invasão. Aterrorizado, o pobre homem suplicou:
__ Deixa que me despeça da minha filha.
A Fera concedeu-lhe o pedido. De volta a sua casa, contou o ocorrido a sua filha. Sem medo, ela decidiu voltar ao palácio com o pai.
Uma vez no palácio da Fera, Bela tomou coragem e fez uma proposta:
- Deixa meu pai ir embora. Eu ficarei no lugar dele.
A Fera concordou, e o pobre comerciante foi embora desolado.
A jovem permaneceu com a Fera no castelo, mas não era mantida na prisão, podia ficar em um quarto ou na biblioteca, local que muito a agradava.
Bela tinha medo de morrer, mas percebia que a Fera a tratava bem a cada dia que passava.

Contos, fabulas e historinhas: A Bela e a Fera
Com o passar do tempo o monstro e a Bela foram ficando mais amigos. Ele se encantava com a forma que a moça via o mundo, as pessoas a natureza. Sentia que ela o via de uma forma diferente, além da sua aparência.
A Fera enfim havia se apaixonado, de verdade. Numa noite, ao jantarem, pediu-a em casamento. Bela não aceitou, mas ofereceu sua amizade.
Apesar da tristeza, a Fera, aceitou o desejo da Bela.
Bela , por sua vez, passava dias muito agradáveis no castelo, sentia-se bem lá, porém com muitas saudades do seu pobre pai.
Certo dia dia, Bela pediu permissão à Fera para visitar o seu pai.
- Voltarei logo - prometeu.
A Fera, que nada lhe podia negar, a deixou partir. Bela passou muitos dias cuidando de seu pai, que estava doente, tinha envelhecido de tristeza pensando que tinha perdido a filha para sempre.
Quando Bela retornou ao palácio, encontrou a Fera no chão meio morta de saudade por sua ausência. Então Bela soube o quanto era amada.
Bela se desesperou, também sentia um algo forte pela Fera. Amizade, amor compaixão.
- Não morras, caso-me contigo - disse-lhe chorando.
Comovida, a Bela beijou a Fera... e nesse momento o monstro transformou-se num belo príncipe. Enfim, o encanto havia se desfeito. A Fera encontrou alguém que o amava de verdade, além da sua aparência grotesca.
Afinal, a verdadeira beleza está no coração.


 


 


A Bela e a Fera (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTNNQWh0cHhObW5RIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:30
Alice no País das Maravilhas


– Como é chato um livro sem figura e sem diálogos! — assim pensava
Alice numa esplêndida manhã de verão, enquanto, folheava  calmamente  um
livro.
Eis que, de repente, quase foi atropelada por  um  coelhinho  branco
correndo a toda velocidade, olhando para seu enorme relógio de  bolso  e
dizendo:
– Ai de mim, estou sempre atrasado!
Com um pulo, Alice levantou-se e o seguiu até a sua toca. Assim  que
entrou naquele buraco, caiu em um poço profundo onde, na verdade,  tinha
a sensação de voar. _
– Não acaba mais  esta  queda?  Quantos  metros  já  desci?  Quando
terminou a descida, Alice viu-se diante de uma portinha que lhe disse:
– Você não pode entrar, pois é muito grande.
– Uma porta que fala?!  Mas  este  é  o  País  das  Maravilhas!  –
exclamou Alice espantada.
Sobre uma mesa viu uma garrafinha com  um  bilhete:  “Beba-me”.  Sem
saber o que fazer, bebeu. Após o primeiro gole, encolheu até  ficar  com
dois palmos de altura.
– Agora posso passar pela porta!
Atravessou-a, e então chegou a um lindo jardim.
De repente, reencontrou o coelhinho, que a convidou para  ir  até  a
sua casa. Lá dentro, Alice viu mais uma vez a garrafinha com líquido que
encolhia e, ao lado, algumas bolachas. Provou uma e começou  a  crescer,
até se tornar um gigante dentro daquela casa. Desconsolada, Alice chorou
e suas lágrimas eram tão grandes que logo formaram uma  poça.  Tomou  um
gole da garrafinha e voltou a ficar minúscula. Seguido o  coelhinho  por
aquele jardim enorme, seus olhos cruzaram com  os  de  um  bicho-da-seda
verde que, deitado sobre um cogumelo, fumava um longo cachimbo.
– Estou cansada de ficar assim tão pequenina. Você pode me ajudar a
voltar ao meu tamanho normal, dona Lagarta?
– Se comer um pedacinho deste lado do cogumelo, você encolherá;  se
comer um pedaço do outro lado, crescerá.
Alice foi comendo daqui e dali até voltar  a  sua  estatura  normal.
Pouco  depois,  apresentaram-se  à  Alice  umas  figuras  estranhas.   O
Chapeleiro Louco, a Lebre Maluca, o Esquilo e outros animais. Era a hora
do chá e juntos o tomaram com biscoitos e bolos. Eis que surge outra vez
o Coelho Branco, agora tocando uma trombeta e anunciando:
– Sua Majestade, a Rainha de Espadas!
Seguida por  guardas  fardados  com  cartas  de  baralho,  a  rainha
convidou Alice para um jogo. Como Alice estava vencendo e a  rainha  não
gostava de perder, gritou:
– Soldados, prendam a intrusa e levem-na ao tribunal!
Inicie-se o julgamento!
– Então, minha querida, o que você faz por aqui? Não sabe que  quem
ousa me desafiar é decapitado? - disse a rainha.
– Majestade, eu não queria… estava seguindo o Coelho Branco e…
– Quantas histórias! Que seja decapitada!
E Alice, toda apavorada, foi levada à guilhotina. Mas… o que  está
acontecendo? Tudo voava ao seu redor, as cartas de baralho levantaram-se
confusamente no ar, a Rainha  de  Espadas  estava  sumindo  e  também  o
Chapeleiro Louco, o Coelho Branco… Alice abriu os  olhos  e  todas  as
figuras do sonho ainda povoavam o seu mundo.
– Não consegui  alcançar  o  Coelho  Branco!  Existe  realmente  um
coelhinho branco no País das Maravilhas, para um encontro impossível


Alice no País das Maravilhas - Mestre Gato (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWxoVHNHUHAybFowIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:45
João e o Pé de Feijão


Era uma vez uma pobre viúva. Ela tinha  um  filho  muito  rebelde  e
esbanjador. O seu pai tinha sido um homem muito rico, até que um dia  um
gigante roubou sua harpa mágica e a galinha dos  ovos  de  ouro.  O  pai
morreu pobre. O pouco que restou o menino acabou com tudo,  por  ser  um
grande esbanjador.
A única coisa que sobrou foi uma vaquinha. Um dia não tendo  mais  o
que comer, a mãe pediu ao menino:
– Vá à cidade e venda nossa vaquinha para que possamos comprar pão.
Assim o menino foi levar a vaquinha ao mercado. No caminho encontrou  um
açougueiro que lhe propôs:
– Troco sua vaca por uns grãos mágicos de feijão. O que acha?…
João achando que fosse uma grande oferta, acabou aceitando.
Quando o menino chegou a casa, a mãe ficou furiosa com a troca que o
menino havia feito. Ela pegou os grãos de feijão e os jogou pela janela.
A mãe foi dormir chorando porque não tinham o que comer.
Na manhã seguinte, João acordou bem cedo e  com  muita  fome.  Ficou
espantado quando viu um pé de feijão tão grande que chegava ao  topo  do
céu. João que gostava de aventuras resolveu subir nele.
Depois de subir algumas horas encontrou um castelo entre as  nuvens.
A porta do castelo estava  aberta  e  ele  resolveu  entrar.  Dentro  do
castelo encontrou o malvado gigante dormindo. Era o  mesmo  gigante  que
tinha roubado a harpa mágica e a galinha dos ovos de ouro.
O menino foi até a outra sala do castelo e encontrou a harpa  mágica
e a galinha dos ovos de ouro. Quando o menino pegou a harpa e a galinha,
esta começou a cacarejar e o gigante despertou com o barulho.
O gigante ainda conseguiu ver o menino fugindo. O menino desceu mais
que depressa pelo pé de feijão. O gigante foi atrás, mas como não  tinha
a mesma agilidade, o gigante não conseguiu alcançar  João.  Quando  João
desceu ele pegou um machado e cortou a árvore.
A árvore caiu e o gigante levou um tombo muito grande. Com a queda o
gigante acabou morrendo. João contou a aventura para sua mãe  que  ficou
muito orgulhosa com a coragem do menino.
De posse da harpa mágica e da galinha dos ovos de ouro, João  e  sua
mãe nunca mais sentiram fome. Viveram felizes para sempre.


 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:48
Contos Infantis


A linguagem é a mais antiga forma de comunicação entre as pessoas, portanto os contos têm um papel importante no desenvolvimento das crianças. O ato de contar histórias e ouvir histórias ultrapassa o aspecto de linguagem prazerosa e educativa possibilitando o resgate da memória afetiva, sendo uma demonstração de afeto para a criança assim como segurá-la no colo.

Interessante não? Saiba que existem muitos outros aspectos envolvidos em uma atividade simples como esta: estimula o desenvolvimento psicológico, cultural e emocional de seu filho. Contribui na formação do ser humano, onde costumes e valores são passados; estimula a criatividade, fazendo com que a criança desenvolva a imaginação, além de ser uma oportunidade para encarar seus medos e vencer suas angústias, aspectos que podem ser trabalhados a partir da identificação das crianças com os personagens dos clássicos contos.

Questões-chave que permeiam o mundo interior dos pequenos podem ser vistas como temas centrais das histórias infantis como o receio do abandono pelos pais observados na história de João e Maria; a insegurança e o medo de crescer visto em histórias como João e o Pé de Feijão, Peter Pan ou Alice no País das Maravilhas. Outros sentimentos como ciúme e inveja estão presentes na história da Cinderela. A solidariedade e a cooperação fazem parte da relação da Branca de Neve com os sete anões.


Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Esc
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:53
Contos Infantis

Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Caracteristicamente envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 11:56
Contos de fadas para crianças

As versões infantis de contos de fadas hoje consideradas clássicas, devidamente expurgadas e suavizadas, teriam nascido quase por acaso na França do século XVII, na corte de Luís XIV, pelas mãos de Charles Perrault.[18] Para Sheldon Cashdan, em referência aos países de língua inglesa, a transformação dos contos de fadas em literatura infantil (ou sua popularização) só teria mesmo ocorrido no século XIX, em função da atividade de vendedores ambulantes ("mascates") que viajavam de um povoado para o outro "vendendo artigos domésticos, partituras e pequenos volumes baratos chamados de chapbooks".[19] Estes chapbooks (ou cheap books, "livros baratos" em inglês), eram vendidos por poucos centavos e continham histórias simplificadas do folclore e contos de fadas expurgados das passagens mais fortes, o que lhes facultava o acesso a um público mais amplo e menos sofisticado.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 12:20
EU NÃO SOU REI!

Bijei é um menino de sete anos, morava com sua mãe Doris e a irmã Ianca, que tinha seis anos a mais que ele.
Ianca cercava seu irmão de mimos e cuidados, mas Bijei a tratava com palavras agressivas e sempre rejeitava seus carinhos. Isto deixava a menina triste, que ia se queixar com a mãe, no que ela respondia: Minha filha, seu irmão deve estar doente da alma, ele precisa de muito amor, isto consolava Ianca que amava o irmão.
Mas não era só isto que preocupava sua mãe, ele tinha um péssimo hábito... Mentir, inventar, etc... Muitas vezes chegava em casa chorando dizendo que os amiguinhos tinham lhe batido sem motivo, sua na hora ia ter com eles, para saber qual a razão para tal, então ela descobria que era mentira do filho. Isto se tornou uma constante, a mãe sempre pedia para ele jurar por Deus para ver se ele falava a verdade,mas nada, ele jurava em falso, jurava por tudo, pela mãe mortinha, pela irmã, até por ele mesmo, dizia assim:Eu quero que um raio caia na minha cabeça se eu estiver mentindo, mas... Era mentira pura. o que deixava a mãe muito triste
Na rua ao sair para brincar, os meninos faziam um coro... Chegou o rei da mentira, o rei das juras falas, o rei da mãe mortinha, ele respondia chorando... Eu não sou rei.
Sua mãe rezava toda as noites para Deus lhe dar uma luz, para ver se conseguia ajudar o filho, pois já tinha deixado ele de castigo sem ver televisão, jogar video-game, sair para brincar, receber mesada, mais nada dera resultado positivo, ele continuava a mentir.
Um dia ao ir para feira, fazer as compras, já perto do mercado, ouviu um fraco latido, se aproximou para ver de onde vinha, chegou bem perto de umas caixas, onde encontrou um filhote de cachorr embrulhado em jornal, Doris não pensou duas vezes, levou o animalzinho para casa, lhe dando banho e alimento.
Bijei ao chegar em casa, logo que entrou, viu sua mãe sentada com algo marrom perto de seus pés, o menino chegou bem perto para ver o que era aquilo, na hora o filhote levantou a cabeça, então o menino viu o que era,perguntou a mãe o que ele fazia ali, já que ele era alérgico, ela contou o ocorrido para ele.
O menino carregou o cachorrinho no colo encantado, andando pela casa toda feliz por ter um animal em casa, depois descobriu que era uma cadela, e resolveu dar um nome, perguntou a mãe uma sugestão, ela pensou um pouco, depois respondeu, que tal Luz?? o menino achou muito bonito, e desse dia em diante, o menino aos pouco mudou,
Ficou mais carinhoso com a irmã, que ao chegar ele mostrava a Ianca como luz era esperta, inteligente, bonita. Doris e Ianca se olhavam muito felizes, por ver o menino assim.
Agora sempre que ele chegava em casa com suas histórias, seus dramas, seus choros, Doris perguntava a ele...Você jura que é verdade... Ele respondia eu juro mãe, ela insistia, então jure pela Luz jure que quer ver ela mortinha, o menino se calava na hora, então reconhecia que estava mentindo.
Aos poucos ele já não mentia, nem inventava, nem fazia mais drama e nem choro. Finalmente sua mãe achara um meio de fazer o menino contar a verdade, por amor a Luz, Bijei se transformara, com ele agora nada mais de juras falsas.
Na rua ao sair a tardinha para com os amigos brincar, não tinha mais o antigo coro: Chegou o rei da mentira, o rei da jura falsa, o da mãe mortinha, e também ninguém mais ouvia a resposta chorada de Bijei... Eu não sou rei...Eu não sou rei.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2010


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 12:40
Bom dia queridos amigos... Sejam bem-vindos... Muita paz...[/b][/color]

Compartilho com vocês, meu sétimo conto infantil, onde narro a história de Bijei, uma menino que mentia muito, sendo advertido sempre pela mãe, e motivo de brincadeiras entre seus amigos...
Mas... Um dia ele conheceu a Lua, Suas mentiras... Parou de contar!!


Espero que gostem... Abraços afetuosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 12:53
Carta aos meninos

Meu amigo pequenino,
Depois de ler e brincar,
Há nos caminhos da Terra
Outra vida a te esperar.

É a vida que representa
A tua escola maior
Onde o livro do trabalho
É sempre muito melhor.

Para que esse novo caminho,
Seja em qualquer posição,
Faz-se mister ascenderes
As luzes do coração.

Antes de tudo, venera
Teus pais e os conselhos seus,
Sem que ames a teus pais
Não podes amar a Deus.

Dá sempre. Quem dá recebe
As grandes luzes do bem.
Deus nos deu tudo na vida.
Se puderes, dá também.

Faze da luz da humildade
A força de teu escudo.
Esforço e boa vontade
Na vida conseguem tudo.

Não desperdices, meu filho,
No mundo há muita criança,
Que, embora irmã de teus anos,
Não tem pão, nem esperança...

Não olvides que o trabalho
É fonte de paz e luz.
Jamais esqueças, meu filho,
Que teu modelo é Jesus.


Casemiro Cunha

( Psicografado por Chico Xavier)


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Fevereiro de 2011, 12:56
Dever de Educar

Será sempre digno de nota o fato de os pais
conduzirem os filhos à escola de evangelização
espírita infanto-juvenil. É muito acertado
agir assim. Os pais espiritistas precisam
prestigiar o ensino espírita-cristão
à infância. Há bons resultados com isso. Entre
outros, o do entrosamento dos pequeninos
com o meio ambiente que lhes é próprio,
onde travam conhecimento uns com os outros,
estudando e aprendendo juntos, e possivelmente entrelaçando os primeiros laços de amizade
entre si, com probabilidade de
grandes e benéficas conseqüências para o
futuro. Além disso, a presença dos responsáveis
junto dos menores dá a idéia de coerência
de atitude e noção de responsabilidade.
Não há como regatear aplausos aos pais que
se dão a tão louvável gesto de orientação.
Todavia, desejamos ressaltar que a freqüência
da criança à escola de evangelização espírita
infanto-juvenil, mesmo
observando toda a assiduidade e revelando o
melhor índice possível de aproveitamento,
não prescinde da assistência e
orientação que lhe são devidas no lar,
por parte desses mesmos pais que a levam
aos recintos de aulas.
Pai e mãe, em sã consciência, não podem
ser omissos no trabalho da educação
espírita-cristã dos filhos.
Enquanto, na classe, toca aos evangelizadores
a exposição teórica dos ensinamentos
evangélico-doutrinários, ministrados
metódica e sistematicamente, em suas
gradações pedagógicas,
no lar, cabe aos pais a demonstração prática,
a vivência diuturna e real das lições,
pelos exemplos que lhes cumpre dar, hora a hora,
dia a dia, nos domínios da convivência.
Fora, os filhos se instruem e se ilustram; em casa,
porém, é que eles verdadeiramente se educam.
Fora, eles ouvem o que devem fazer; em casa,
eles vêem como se faz, por indução
particular e pessoal, direta e própria, da
conduta dos seus pais.
Educação é tarefa essencialmente
paterno-maternal,
de caráter intransferível e inalienável.
Esse princípio é de ordem geral e se estende
a tudo o mais a que possamos recorrer,
em matéria de preparo, como
programa de formação da personalidade,
de modelação do caráter. Não há colégios,
por mais modernizados e modelares, que possam
fazer as vezes dos ambientes


Dr. José Carlos De Lucca

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 21 de Fevereiro de 2011, 08:31
o Leão e o Inseto


                Um inseto se aproximou de um Leão e disse sussurrando em seu ouvido: "Não tenho nenhum medo de você, nem acho você mais forte que eu. Se você duvida disso, eu o desafio para uma luta, e assim, veremos quem será o vencedor."
xxxx
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E voando rapidamente sobre o Leão, deu-lhe uma ferroada no nariz. O Leão, tentando pegá-lo com as garras, apenas atingia a si mesmo, ficando assim bastante ferido.
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Desse modo o Inseto venceu o Leão, e entoando o mais alto que podia uma canção que simbolizava sua vitória sobre o Rei dos animais, foi embora relatar seu feito para o mundo. Mas, na ânsia de voar para longe e rapidamente espalhar a notícia, acabou preso numa teia de aranha.
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Então se lamentou Dizendo: "Ai de mim, eu que sou capaz de vencer a maior das feras, fui vencido por uma simples Aranha."
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Autor: Esopo

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 21 de Fevereiro de 2011, 08:39
UMA ESCADA PARA O CÉU!!

Salim, tem nove anos , mora em um conjunto residencial com seus pais e avôs.
Estuda em uma  escola bem próximo de sua casa. Sua mãe é professora e trabalha o dia todo fora, seu pai também, ficando  com seus  avôs
Salim, gostava  muito de conversar  com seu avô, saber de suas historias de infância, seus casos, saber como tinha sido a infância de seu pai, o que ele fazia , essas coisas de crianças, e seu avô era muitopaciente com o menino que amava muito... A tarde antes do jantar, Salim ia com ele passear perto da praia, onde seu avô encontrava uns amigos e ficava a conversar. O menino adorava  estes passeios vespertinos, sua avó ficava em casa organizando tudo.
Sempre ao retornarem a casa, Salim gostava de vir andando pela praia, molhar seus pés, pular nas ondas junto com seu avô, e muitas  vezes parava e perguntava:  Vô... onde termina o céu? Seu avô ficava a rir do menino, e dizia, o céu não tem fim Salim.
Todas as tardes eles repetiam estes passeios que fazia bem aos dois, e Salim sempre repetia?O céu tem fim? Eu não posso subir em uma escada para ver o fim do céu? Seu avô tornava a dar sempre a mesma resposta .O menino não se dava por satisfeito, perguntava a sua avó, seus pais, professores, a resposta sempre era a mesma.
Um dia quando ele chegou da escola, depois de lanchar, foi atrás do avô  para passearem, encontrou o mesmo descordado, chamou sua avó, pais, para socorrerem ele, mas nada, seu avô teve um enfarto fulminante.
O menino ficou desolado, seus pais e avó também, nada poderiam  ter feito para ser evitado, seu avô sofria do coração.
Os dias, meses passaram, Salim ficou em uma tristeza  muito grande,  perdera seu melhor amigo, além de avô, sempre que perguntava a seus pais, onde o avô poderia estar agora, eles respondiam...  Seu avô foi morar no céu Salim.
Mais uma vez este céu sem fim, pensava Salim, mas deixa que eu  vou dar um jeito nisto. Pensava ele. Mas... o que eu farei? Como chegar lá? Preciso com meu avô conversar... Assim ele passou muitos dias, pensando em uma forma de chegar lá.
A noite quando ia beijar a avó e , sempre a encontrava rezando, ele ficava esperando ela terminar e perguntava? O que a senhora está fazendo  vó? Ela respondia sorrindo, falando com seu avô Salim... Mas ele dizia como?  Se ele mora no céu?  Se o céu não tem fim? Como consegue? Ela colocava o menino bem na sua frente e lhe dizia assim... Salim nossas preces são uma escada que  fazem eu chegar ao céu com seu avô, fazendo isto eu não sinto tanta falta dele, por que ele conversa comigo também ... O menino ficou espantando com isto, e nem acreditou.
Assim toda noite antes dele ir dormir, ia ter com sua avó para lhe desejar boa noite, e encontrava  ela sempre rezando, já nem perguntava mais por que não acreditava nesta história. A tarde quando  ele chegava, era a hora que mais sentia saudades do seu avô, dos seuss passeios, agora, fazia sua caminhada sozinho na praia, sentava lá e chorava muito, lembrando do avô, olhava o imenso céu e se perguntava como chegar até lá e falar com seu avô? Como conseguir uma escada para o céu e encontrar com ele? As  respostas não chegava a Salim, que voltava triste para jantar com seus pais.
Uma manhã Salim acordou doente, sua mãe ao lhe chamar para ir a escola, notou logo, o menino ficou de cama o dia todo, sobre os cuidados de sua avó. Ele lembrou que quando isto acontecia seu avô passava o dia no quarto com ele contando casos e histórias, sentiu muitas saudades e pediu para Deus assim: Deus...  Me   diz  como faço para chegar ai no céu?  quero muito que meu avô desça para me fazer companhia. Nada de resposta, ele cansou e dormiu.
Sonhou que seu avô jogara uma  escada feita  de corda lá do céu para ele subir, Salim não esperou muito, foi logo subindo todo apressado, e ficou muito feliz ao reencontrar  seu avô tão amado... Os dois conversaram muito,ele lhe contou como era sua nova vida agora, pediu para tomar conta de sua avó, de seus pais, para ser sempre o bom menino que sempre fora,  depois  seu avô  lembrou a Salim que era hora dele para casa  voltar. O menino obedeceu sem tristeza, pois sabia que daquele dia em diante sempre encontraria com ele pela escada do céu, não sentiria mais tanta saudade e solidão. Acordou coma vaga lembrança que o céu tinha ido visitar, seu fiel e maior amigo fez uma escada para o céu ele chegar.
..

Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 23/11/2010


Olá queridos amigos
Compartilho com vocês, meu oitavo conto, onde narro uma linda amizade, entre Salim e seu avô. O menino e seus questionamento sobre o que existia no céu, e depois que seu avô desencarna, a tristeza dele e seu sonho, que lhe dá a certeza que seu querido avô continua vivo, a morar no céu...Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 21 de Fevereiro de 2011, 08:45
Os Dois Viajantes e o Urso


 

   Dois homens viajavam juntos através de uma densa floresta, quando, de repente, sem que nenhum deles esperasse, um enorme urso surgiu do meio da vegetação, à frente deles.

Um dos viajantes, de olho em sua própria segurança, não pensou duas vezes, correu e subiu numa árvore.

Ao outro, incapaz de enfrentar aquela enorme fera sozinho, restou deitar-se no chão e permanecer imóvel, fingindo-se de morto. Ele já escutara que um Urso, e outros animais, não tocam em corpos de mortos.
     Isso pareceu ser verdadeiro, pois o Urso se aproximou dele, cheirou sua cabeça de cima para baixo, e então, aparentemente satisfeito e convencido que ele estava de fato morto, foi embora tranquilamente.

O homem que estava em cima árvore então desceu. Curioso com a cena que viu lá de cima, ele perguntou:

"Me pareceu que o Urso estava sussurrando alguma coisa em seu ouvido. Ele lhe disse algo?"

"Ele disse sim!" respondeu o outro, "Disse que não é nada sábio e sensato de minha parte, andar na companhia de um amigo, que no primeiro momento de aflição me deixa na mão!".
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 21 de Fevereiro de 2011, 08:48
Contos » Os Três Porquinhos

(Christiane Angelotti baseado na obra de Joseph Jacobs)

Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.
A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.
Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:
__Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.
A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.
  Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:
__Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.
Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.
Cada porquinho queria usar um material diferente.
O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo:
__ Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas.
O porquinho mais sábio advertiu:
__ Uma casa de palha não é nada segura.
O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite:
__ Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar.
__ Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger?
__ Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?

Contos, fabulas e historinhas: Os Três Porquinhos
__Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o mais velho.
O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.
Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.
__Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos.
Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.
O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.
Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.
__Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.
O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda!
Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.
Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.
O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:
__ Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo.
__ Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.
O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.
__Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar.
O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou um a vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão.
O lobo correu atrás.
Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.
__Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.
Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.
Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:
__Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! __ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz.- disseram os porquinhos.
__ Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não agüentou e caiu.
Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.
Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.
__Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.
Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:
__ Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!
__Pode esperar sentado seu lobo mentiroso.- respondeu o porquinho mais velho.
__ Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.
Soprou novamente mais forte e nada.
Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.
O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte.
Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.
__ Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprende ruma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.
No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.
__ Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.
Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -__ Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor?
Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.
O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:
__ Frutas fresquinhas, quem vai querer?
Os porquinhos responderam:
__ Não, obrigado.
O lobo insistiu:
Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.
__ Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.
O lobo furioso se revelou:
__ Abram logo, poupo um de vocês!
Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.
De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.
Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.
O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.
___AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras.
Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.
Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não agüentando as saudades, foi morar com os filhos.
Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.


Os Três Porquinhos - O Porquinho Prático - Disney (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXdXN2lsaDFDY0prIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: belina em 21 de Fevereiro de 2011, 18:49
Olá a todos

Uma história verídica passada em Portugal
Um Amigo Fiel
O Sr. José era um homem muito trabalhador e um pai maravilhoso, que não deixava faltar nada a seus filhos. Ele tinha um carinho especial por seus pombos-correios e o seu amigo, fiel um cão todo branquinho de pelo comprido e muito esperto.

No tempo da 2ª guerra, na aldeia onde vivia não havia trabalho e os alimentos eram racionados pelo governo, que era uma ditadura. Era um tempo de miséria e muita fome. Quem fosse descoberto com mais quantidade de farinha para fazer o pão era preso.

O Sr. José já tinha 4 filhos e ele resolve procurar trabalho noutras aldeias em troca de farinha, para que seus filhos não passassem fome. Ele era um carpinteiro/marceneiro muito habilidoso e em sua casa fez um alçapão no chão da cozinha onde escondia os alimentos para que a policia não visse.

Um dia de madrugada ele pega num pombo-correio e o coloca numa gaiola, ele regressaria a casa com um bilhete amarrado na patinha para dizer à esposa que tinha trabalho e o nome da aldeia. Levava uma samarra comprida com bolsos falsos no forro que a esposa costurou para esconder a farinha, e lá seguiu viagem a pé sempre na companhia de seu amigo branquinho.

Duas semanas depois o Sr. José de regresso a casa, vinha feliz pois em sua samarra trazia escondido 10kg de farinha, para alimentar seus filhos. Cantava e conversava com o seu amiguinho quando…
- José vem aí a polícia - disseram uns amigos da aldeia, que vinham a fugir.
O Sr. José aflito despe a samarra atira-a para trás de umas silvas e foge. Na confusão não viu que seu amiguinho ficou para trás. Mais tarde regressa e procura o cãozinho e não o encontra.
De volta a casa, chora a perda de seu querido cão e do alimento de seus filhos. Durante dias por mais que procurasse o seu amigo, não o encontrou.
-José! José! Chamou logo cedo o compadre Manuel.
-Diga compadre, o que foi?
-Vai depressa buscar o teu cão que está numa gruta perto do monte das silvas. Eu bem tentei trazê-lo, mas ele está sentado em cima da tua samarra e rosna, não deixa ninguém se aproximar.

O Sr. José com as lágrimas a correrem pelo seu rosto, larga tudo e vai buscar o amiguinho que julgava morto, pois nevava muito.
Branquinho ao ver o seu dono late de alegria, mas o frio não o deixa andar. O Sr. José despe o casacão que levava, embrulha nele o seu companheiro. Veste a samarra que tinha a farinha seca, pois branquinho a tinha arrastado para dentro da gruta.

De volta a casa coloca o seu amiguinho junto da lareira para o aquecer e Maria sua esposa dá-lhe um caldo quente para o alimentar.
Branquinho seguiu sempre o seu dono durante mais 8 anos. Viveu com o Sr. José 13 anos. Nunca foi esquecido pelo seu dono, ele contava esta e outras histórias sobre o seu amiguinho.

Esta é uma grande prova de amor, amizade e lealdade de um animal para com o seu dono.
                                                                                                                 
                                                                                                               Belina
                                                                                          (O Sr. José é o meu querido pai)






Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 21 de Fevereiro de 2011, 21:41
                (http://i39.photobucket.com/albums/e167/miazinha_26/mini%20gifs/thaniminha4.gif)

Querida Belina


Parabéns por compartilhar conosco a estória de seu pai e do Branquinho.

Muito lindo! Adorei o seu conto, prendeu a minha atenção do início ao fim!

Volte sempre que quiser.

Abraços carinhosos da Katia
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 21 de Fevereiro de 2011, 21:53
                   
(http://i49.photobucket.com/albums/f280/dyax/gif/b20.gif)


Boa noite, queridos amigos!


O  REMÉDIO  IMPREVISTO


 

   

O pequeno príncipe Julião andava doente e abatido.

 

Não brincava, não estudava, não comia.

 

Perdera o gosto de colher os pêssegos saborosos do pomar. Esquecera a peteca e o cavalo.

 

Vivia tristonho e calado no quarto, esparramado numa espreguiçadeira.

 

Enquanto a mãezinha, aflita, se desvelava junto dele, o rei experimentava muitos médicos.

 

Os facultativos, porém, chegavam e saíam, sem resultados satisfatórios.

 

O menino sentia grande mal-estar. Quando se lhe aliviava a dor de cabeça, vinha-lhe a dor nos braços. Quando os braços melhoravam, as pernas se punham a doer.

 

O soberano, preocupado, fez convite público aos cientistas do País. Recompensaria nababescamente a quem lhe curasse o filho.

 

- Que todos saibam de minha disposição.

 

Avisaremos a todos majestade disse seu auxiliar.

 

Depois de muitos médicos famosos ensaiarem, embalde, apareceu um velhinho humilde que propôs ao monarca diferente medicação.

 

- Qual será o preço do tratamento ? perguntou o rei.

 

- Nada quero... respondeu o velhinho. Desejo apenas plena autoridade sobre seu filho.

 

O pai aceitou as condições e, no dia imediato, o menino foi entregue ao ancião.

 

O sábio anônimo conduziu-o a pequeno trato de terra e recomendou-lhe arrancasse a erva daninha que ameaçava um tomateiro.

 

- vamos meu filho! Arranque a erva daninha.

 

— Não posso! estou doente! — gritou o menino.

 

O velhinho convenceu-o, sem impaciência, de que o esforço era necessário e, em minutos breves, ambos libertavam as plantas da erva invasora.

 

Antes do meio-dia, Julião disse ao velho que sentia fome, O sábio humilde sorriu, contente, enxugou-lhe o suor copioso e levou-o a almoçar.

 

- Sirva-se à vontade, Julião.   Disse o velho

 

O jovem devorou a sopa e as frutas, gostosamente.

 

Após ligeiro descanso, voltaram a trabalhar.

 

No dia seguinte, o ancião levou o príncipe a servir na construção de pequena parede.

 

- Vamos levantar uma parede disse o velho a Julião.

 

-Eu não sei

 

- Quem não sabe aprende, Julião respondeu o velho.

 

À tarde sua fome era maior.

 

Novo programa foi traçado para Julião. Após o banho matinal, cavava a terra. Almoçava e repousava.

 

Ao entardecer, estudava e a noitinha, brincava e passeava com jovens da mesma idade.

 

 

Transcorridos dois meses, Julião era restituído à autoridade paternal, rosado, robusto e feliz. Ardia, agora, em desejos de ser útil, ansioso por fazer algo de bom. Descobrira, enfim, que o serviço para o bem é a mais rica fonte de saúde.

 

O rei, muito satisfeito, tentou recompensar o velhinho.

 

Todavia, o ancião esquivou-se, acrescentando:

 

— Grande soberano, o maior salário de um homem reside na execução da Vontade de Deus, através do trabalho digno. Ensina a glória do serviço aos teus filhos e tutelados e o teu reino será abençoado, forte e feliz.

 

Dito isto, desapareceu na multidão e ninguém mais o viu.

 

 

Livro A Vida Fala III. Psicografia de Francisco C. Xavier. Autor: Neio Lúcio


 

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 03:40
O Pastor e o Leão

Autor: Esopo[1]

     
   Certo dia, ao contar suas Ovelhas, um Pastor chegou à conclusão que algumas estavam faltando. Muito bravo, aos gritos, cheio de presunção e arrogância, disse que gostaria de pegar o responsável por aquilo e puni-lo, com suas próprias mãos, da forma merecida.

Suspeitava de um Lobo que vira afastar-se em direção a uma região rochosa entre as colinas, onde existiam cavernas infestadas deles.

Mas, antes de ir até lá, fez uma promessa aos deuses, dizendo que lhes daria em sacrifício, a mais gorda e bela das suas Ovelhas, se estes lhes ajudassem a encontrar o ladrão.
     
Após procurar em vão, sem encontrar, nenhum Lobo, quando passava diante de uma grande caverna ao pé da montanha, um enorme Leão, saindo de dentro, põe-se à sua frente, carregando na boca uma de suas Ovelhas. Cheio de pavor o Pastor cai de joelhos e suplica aos deuses:

"Piedade, bondosos deuses, os homens não sabem o que falam! Para encontrar o ladrão ofereci em sacrifício a mais gorda das minhas ovelhas. Agora, prometo-lhe o maior e mais belo Touro, desde que faça com que o ladrão vá embora para longe de mim!"

Conclusão: Quando encontramos aquilo que procuramos, logo tende a cessar nosso interesse inicial.


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 03:46
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos

Notas:

[1] Esopo, o mais conhecido entre os fabulistas, foi sem dúvida um grande sábio que viveu na antiguidade. Sua origem é um mistério cercado de muitas lendas. Mas, pode ter ocorrido por volta do ano 620 A.C.

Várias cidades se colocam como seu local de nascimento, e é comum que o tratem como originário de uma cidade chamada Cotiaeum na pronvíncia da antiga Frígia, Grécia.

Acredita-se que já nasceu escravo, e pertenceu a dois senhores. O Segundo, viria a torná-lo livre ao reconhecer sua grande e natural sabedoria. Conta-se que mais tarde ele se tornaria embaixador.

Em suas fábulas ou parábolas, ricas em ensinamentos, ele retrata o drama existencial do homem, substituindo os personagens humanos por animais, objetos, ou coisas do reino vegetal e mineral.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 04:07
A Raposa e o Porco Espinho

Autor: Esopo[1]

     

   Uma Raposa, que precisava atravessar a nado um rio não muito caudaloso, acabou surpreendida por uma forte e inesperada enchente.

Depois de muita luta, teve forças apenas para alcançar a margem oposta, onde caiu quase sem fôlego e exausta.

Mesmo assim, estava feliz por ter vencido aquela forte correnteza, da qual chegou a imaginar que jamais sairia com vida.

Pouco tempo depois, veio um enxame de moscas sugadoras de sangue e pousaram sobre ela. Mas, ainda fraca para fugir delas, permaneceu quieta, repousando, em seu canto.

Então veio um Porco Espinho, que vendo todo aquele seu drama, gentilmente se dispôs a ajudá-la e disse:
     "Deixe-me espantar estas moscas para longe de você!"

E exclamou a Raposa quase sussurrando:

"Não! Por favor não perturbe elas. Elas já pegaram tudo aquilo de que precisavam. Se você as espanta, logo outro enxame faminto virá e irão tomar o pouco sangue que ainda me resta!"
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 04:20
Olá querida amiga e irmã belina... Seja sempre bem-vinda a este espaço que é de todos

Brigada pela visita e tua linda e rica contribuição para deixar este lugar encantado
Volte sempre a nos presentear com lindas historias da infância


Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 04:44
MENSAGEM ESPÍRITA

A INFÂNCIA
 
A infância representa a época de maiores possibilidades de educação do espírito imortal. São nesses tempos, onde a ingenuidade toma a forma da pureza celestial, que devemos averiguar igualmente as tendências negativas que despontam nas ações mais simples.
A criança carrega os traços da espontaneidade. Não dissimula suas palavras e suas atitudes. Se mostra tal qual realmente é. Certamente o ar angelical que brilha intensamente no olhar gracioso dos pequeninos é cativante e dobra até mesmo os mais rudes.
Porém, não devemos avaliar o comportamento do espírito pela graciosidade que traz no semblante e nem pela aparente inocência que desponta nos atos. Nossos olhos devem se converter em lupas potentes, buscando os defeitos que aparecem em meios as brincadeiras individuais e principalmente colectivas. No contacto com outros amiguinhos, é preciso procurar traços do egoísmo, do orgulho, da vaidade, que costumam aparecer naturalmente.
Para os pais atenciosos e cuidadosos dos valores do espírito, se realmente amam seus filhos, os olhares devem estar voltados na procura por essas inclinações negativas que a criaturinha traz de seu passado.
Diz Santo Agostinho no Evangelho Segundo o Espiritismo que o grande tormento das almas maternas e paternas é contemplar com tristeza e remorso, os filhos amados caídos em erros grandiosos, devido a pouca atenção que deram na correcção adequada dos defeitos que traziam.
A psicologia moderna, com suas variadas conquistas nos campos do entendimento da psique, oferece inumeráveis mecanismos de avaliação e correcção de comportamentos desviados. Há de se observar, entretanto, que essa ciência valiosa necessita da luz do Evangelho para não se transformar em elemento de perturbações ainda maiores, causando desequilíbrios talvez irreversíveis na existência actual. A psicologia apoiada na moral e ética evangélica é recurso fundamental no estudo do comportamento humano, principalmente infantil.
Aos pais que realmente desejam a seus filhos um futuro de conquistas, vendo-os como grande vencedores da batalha da vida, não deixem faltar na educação diária, a parcela de atenção minuciosa sob as más inclinações do espírito que abriga temporariamente em seu lar. Ao mesmo tempo procurem a auto-correcção a fim de que assimilando adequadamente as lições da corrente encarnação possam transmitir com sabedoria aos pequeninos, os valores reais das próprias experiências, na assimilação de conceitos mais elevados.
Quem guarda carinho e amor verdadeiro aos seus rebentos, jamais dispensará do currículo diário os minutos imprescindíveis no esclarecimento e correcção das almas que ensaiam seus primeiros passos em uma nova existência terrena. Isso significa não estar omisso nos momentos mais graves para o espírito que deposita nos pais, a confiança de quem se entrega a braços amorosos e fortes.
 


Espírito : Amália D. Soler
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 22 de Fevereiro de 2011, 05:02
Boa noite querida Dothy e amigos!



A pequena vendedora de fósforos

A Pequena Vendedora de Fósforos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdFY2o3YjhCS2M4JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 05:09
A vaidade

Era uma vez um Rei muito vaidoso. Esquecia seus súditos, gastando
fortunas para  satisfazer caprichos pessoais. Um dia anunciou que
doaria generoso  prêmio a quem trouxesse, na palma da mão, alguma
coisa que representasse o seu poder.

No tempo marcado, apareceram os candidatos.

O primeiro  colocando-se  diante doRei abriu a mão e - oh! - nela
estava  bela  miniatura  de uma  coroa de ouro, toda cravejada de
pedras preciosas.

O Rei fez um muxoxo.

Outro, tomando-lhe a vez, espalmou  na destra um trono, esculpido
em delicado marfim e terminado em artísticos entalhes.

O Rei sorriu lisonjeado.

Seguiram-se outros  candidatos  traziam imponentes corcéis; arcas
de  tesouro  com  jóias miniaturizadas;  mantos  esplendorosos. A
todos, o Rei após  arregalar os olhos, determinava  que passassem
para o lado.

O último era um jovem.

Modestas  roupas  não  escondiam  o  seu  belo porte. Adiantou-se
calmamente abriu diante do Rei a sua palma.

Estava limpa e... vazia!

- como?! -  indignou-se o Rei, ao  ver que  nada  havia na mão do
jovem -. que significa isto, afinal?!

O jovem sorriu.

- Majestade -  disse,  fazendo ligeira  revêrencia e  continuando
a  mostrar  a  mão  vazia-,  toda  a  autoridade  na  Terra é uma
delegação do Pai celestial e todo poder será  sempre  retomado um
dia. Que poderia melhor  representá-lo,  perante Deus que é o seu
doador? Nada melhor do que a palma da mão imaculada como o era no
dia do nascimento.

O Rei ruborizou e baixou a cabeça.

Conta-se que, a partir  daquela data, o Rei entrou em meditação e
passou a  ser menos generoso  consigo próprio e  mais devotado ao
povo que lhe fora confiado no Reino.


                        Roque Jacinto

         [Retirado do livro "O peixinho azul" edição FEB]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 08:29
Contos » Rapunzel


Era uma vez um casal que há muito tempo desejava inutilmente ter um filho. Os anos se passavam, e seu sonho não se realizava. Afinal, um belo dia, a mulher percebeu que Deus ouvira suas preces. Ela ia ter uma criança!
Por uma janelinha que havia na parte dos fundos da casa deles, era possível ver, no quintal vizinho, um magnífico jardim cheio das mais lindas flores e das mais viçosas hortaliças. Mas em torno de tudo se erguia um muro altíssimo, que ninguém se atrevia a escalar. Afinal, era a propriedade de uma feiticeira muito temida e poderosa.
Um dia, espiando pela janelinha, a mulher se admirou ao ver um canteiro cheio dos mais belos pés de rabanete que jamais imaginara. As folhas eram tão verdes e fresquinhas que abriram seu apetite. E ela sentiu um enorme desejo de provar os rabanetes.
A cada dia seu desejo aumentava mais. Mas ela sabia que não havia jeito de conseguir o que queria e por isso foi ficando triste, abatida e com um aspecto doentio, até que um dia o marido se assustou e perguntou:
— O que está acontecendo contigo, querida?
— Ah! — respondeu ela. — Se não comer um rabanete do jardim da feiticeira, vou morrer logo, logo!
O marido, que a amava muito, pensou: “Não posso deixar minha mulher morrer… Tenho que conseguir esses rabanetes, custe o que custar!”
Ao anoitecer, ele encostou uma escada no muro, pulou para o quintal vizinho, arrancou apressadamente um punhado de rabanetes e levou para a mulher. Mais que depressa, ela preparou uma salada que comeu imediatamente, deliciada. Ela achou o sabor da salada tão bom, mas tão bom, que no dia seguinte seu desejo de comer rabanetes ficou ainda mais forte. Para sossegá-la, o marido prometeu-lhe que iria buscar mais um pouco.
Quando a noite chegou, pulou novamente o muro mas, mal pisou no chão do outro lado, levou um tremendo susto: de pé, diante dele, estava a feiticeira.
— Como se atreve a entrar no meu quintal como um ladrão, para roubar meus rabanetes? — perguntou ela com os olhos chispando de raiva. — Vai ver só o que te espera!
— Oh! Tenha piedade! — implorou o homem. — Só fiz isso porque fui obrigado! Minha mulher viu seus rabanetes pela nossa janela e sentiu tanta vontade de comê-los, mas tanta vontade, que na certa morrerá se eu não levar alguns!
A feiticeira se acalmou e disse:
— Se é assim como diz, deixo você levar quantos rabanetes quiser, mas com uma condição: irá me dar a criança que sua mulher vai ter. Cuidarei dela como se fosse sua própria mãe, e nada lhe faltará.
O homem estava tão apavorado, que concordou. Pouco tempo depois, o bebê nasceu. Era uma menina. A feiticeira surgiu no mesmo instante, deu à criança o nome de Rapunzel e levou-a embora.
Rapunzel cresceu e se tomou a mais linda criança sob o sol. Quando fez doze anos, a feiticeira trancou-a no alto de uma torre, no meio da floresta.
A torre não possuía nem escada, nem porta: apenas uma janelinha, no lugar mais alto. Quando a velha desejava entrar, ficava embaixo da janela e gritava:
— Rapunzel, Rapunzel! Joga abaixo tuas tranças!
Rapunzel tinha magníficos cabelos compridos, finos como fios de ouro. Quando ouvia o chamado da velha, abria a janela, desenrolava as tranças e jogava-as para fora. As tranças caíam vinte metros abaixo, e por elas a feiticeira subia.
Alguns anos depois, o filho do rei estava cavalgando pela floresta e passou perto da torre. Ouviu um canto tão bonito que parou, encantado.
Rapunzel, para espantar a solidão, cantava para si mesma com sua doce voz.
Imediatamente o príncipe quis subir, procurou uma porta por toda parte, mas não encontrou. Inconformado, voltou para casa. Mas o maravilhoso canto tocara seu coração de tal maneira que ele começou a ir para a floresta todos os dias, querendo ouvi-lo outra vez.
Em uma dessas vezes, o príncipe estava descansando atrás de uma árvore e viu a feiticeira aproximar-se da torre e gritar: “Rapunzel, Rapunzel! Joga abaixo tuas tranças!”. E viu quando a feiticeira subiu pelas tranças.
“É essa a escada pela qual se sobe?”, pensou o príncipe. “Pois eu vou tentar a sorte…”.
No dia seguinte, quando escureceu, ele se aproximou da torre e, bem embaixo da janelinha, gritou:
— Rapunzel, Rapunzel! Joga abaixo tuas tranças!
As tranças caíram pela janela abaixo, e ele subiu.
Rapunzel ficou muito assustada ao vê-lo entrar, pois jamais tinha visto um homem.
Mas o príncipe falou-lhe com muita doçura e contou como seu coração ficara transtornado desde que a ouvira cantar, explicando que não teria sossego enquanto não a conhecesse.

Contos, fabulas e historinhas: Rapunzel
Rapunzel foi se acalmando, e quando o príncipe lhe perguntou se o aceitava como marido, reparou que ele era jovem e belo, e pensou: “Ele é mil vezes preferível à velha senhora…”. E, pondo a mão dela sobre a dele, respondeu:
— Sim! Eu quero ir com você! Mas não sei como descer… Sempre que vier me ver, traga uma meada de seda. Com ela vou trançar uma escada e, quando ficar pronta, eu desço, e você me leva no seu cavalo.
Combinaram que ele sempre viria ao cair da noite, porque a velha costumava vir durante o dia. Assim foi, e a feiticeira de nada desconfiava até que um dia Rapunzel, sem querer, perguntou a ela:
— Diga-me, senhora, como é que lhe custa tanto subir, enquanto o jovem filho do rei chega aqui num instantinho?
— Ah, menina ruim! — gritou a feiticeira. — Pensei que tinha isolado você do mundo, e você me engana!
Na sua fúria, agarrou Rapunzel pelo cabelos e esbofeteou-a. Depois, com a outra mão, pegou uma tesoura e tec, tec! cortou as belas tranças, largando-as no chão.
Não contente, a malvada levou a pobre menina para um deserto e abandonou-a ali, para que sofresse e passasse todo tipo de privação.
Na tarde do mesmo dia em que Rapunzel foi expulsa, a feiticeira prendeu as longas tranças num gancho da janela e ficou esperando. Quando o príncipe veio e chamou: “Rapunzel! Rapunzel! Joga abaixo tuas tranças!”, ela deixou as tranças caírem para fora e ficou esperando.
Ao entrar, o pobre rapaz não encontrou sua querida Rapunzel, mas sim a terrível feiticeira. Com um olhar chamejante de ódio, ela gritou zombeteira:
— Ah, ah! Você veio buscar sua amada? Pois a linda avezinha não está mais no ninho, nem canta mais! O gato apanhou-a, levou-a, e agora vai arranhar os seus olhos! Nunca mais você verá Rapunzel! Ela está perdida para você!
Ao ouvir isso, o príncipe ficou fora de si e, em seu desespero, se atirou pela janela. O jovem não morreu, mas caiu sobre espinhos que furaram seus olhos e ele ficou cego.
Desesperado, ficou perambulando pela floresta, alimentando-se apenas de frutos e raízes, sem fazer outra coisa que se lamentar e chorar a perda da amada.
Passaram-se os anos. Um dia, por acaso, o príncipe chegou ao deserto no qual Rapunzel vivia, na maior tristeza, com seus filhos gêmeos, um menino e uma menina, que haviam nascido ali.
Ouvindo uma voz que lhe pareceu familiar, o príncipe caminhou na direção de Rapunzel. Assim que chegou perto, ela logo o reconheceu e se atirou em seus braços, a chorar.
Duas das lágrimas da moça caíram nos olhos dele e, no mesmo instante, o príncipe recuperou a visão e ficou enxergando tão bem quanto antes.
Então, levou Rapunzel e as crianças para seu reino, onde foram recebidos com grande alegria. Ali viveram felizes e contentes.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Fevereiro de 2011, 08:34
A DESCOBERTA DE GUIMBO!


Guimbo, é um gambá de seis anos, mora com seu pai Gilmar, sua mãe Geni, e suas irmãs Gessi e Gessiê, ele está para assumir a família e liderar o grupo de caça, mas...  Nada interessa a ele.
Isto ocorreu quando ele tinha três anos, época em que começou a sair de casa para brincar, fazer amigos. Foi quando ele fez uma descoberta. Uma manhã ele chegou perto de uns colegas, e disse:  Nossas... Por que vocês são tão fedorentos?  Os gambás ficaram rindo da expressão dele, e responderam...Tu também cheiras mal, pois é um gambá igual a nós. Guimbo,  falou, eu? Nunca...Tomo banho toda semana, minha   família também, não temos este mal- cheiro insuportável, os amigos ficaram a rir dele.
Ele saiu de lá, pensando, vou encontrar outros amigos, que sejam  cheirosos que nem eu...  Logo adiante, encontrou duas raposas, se aproximou, dizendo... Amigos, posso  brincar com vocês? Eles saíram  correndo, assustados, ele ficou sem entender, mais pensou que talvez fosse hora do lanche deles, continuou a caminhar, encontrando três esquilos que brincavam com uma nozes,  repetiu a mesma pergunta: Os esquilos, saiam na maior correria,  Guimbo ficou  ali, triste, não sabia o que acontecia. Ele se sentou, quando veio um tatu, Guimbo,  disse: Posso  brincar de bola com o senhor? O  tatu respondeu: Nem pensar... Teu mal  cheiro pode passar para mim, Guimbo  respondeu.... Eu não tenho mal- cheiro, tomo  banho sempre. Minha família também toma, Tatu disse, tu és um gambá, e vocês todos fedem muito, ele respondeu não é verdade, eu já teria sentido em meus pais, tatu respondeu, é porque tu já te acostumaste com isto, ai não sentes mais.
Pobre Guimbo, aquela descoberta deixou ele arrasado, amargurado, e muito revoltado, então daquele dia em diante, passou a evitar tudo e todos, sempre escondido em casa. Quando sua família saia com o grupo  para caçar, ele se escondia, ia para um riacho que tinha atrás de sua casa, entrava na água cristalina, olhava sua imagem e dizia para si mesmo... Eu não sou feio, meus pelos são negros e sedosos, minha listra branca é da cor das nuvens, por que tenho este mal cheiro? As respostas não chegavam a ele, que continuava isolado.
Um dia seu pai lhe chamou, e pediu para assumir o grupo de caça, pois já se sentia cansado e fraco, e sua mãe e irmãs precisavam de proteção, ele foi contrariado, nem queria chegar perto de deles, era horrível  seus cheiros... Se   manteve afastado o  que pode.
Ele ouviu um forte estalido, e se levantou assustado, olhou para ver onde estava sua família, encontrou elas bem longe, sua mãe estava mais afastada de todos,foi ao encontro delas, quando se aproximava, foi que viu um enorme javali perto de sua mãe, ele ficou muito assustado, pois via que sua mãe estava distraída,  sem perceber nada.
Guimbo  se arrependeu de sua atitude, de seu egoísmo, agora sua mãe estava ali, indefesa, e seu pai lhe recomendou que cuidasse dela. Ele tentou o que pode para salvá-la, mas sabia ser impossível, mas... Quando o javali ia saltar sobre sua mãe,ele parou, ficou olhando para ela e saiu em disparada. Guimbo  se aproximou da mãe sem entender o que tinha acontecido, ao que ela  lhe esclareceu que seu mal- cheiro colocou o javali para correr, e ainda complementou, Guimbo,  entendes agora o por que do nosso mal- cheiro?  Se não fosse por isto, agora eu teria virado comida de javali, isto ela disse rindo. Com esta nova descoberta,   ele deixou sua revolta, sua amargura  no passado, e agradeceu seu perfume característico  de gambá.
Ele assumiu o grupo de caça, sua família, aceitou a amizade de seus colegas.
Guimbo, agora era outro...Tinha orgulho de ser um gambá, de seu mal cheiro e tal,arrumou até uma namorada, seu nome era... Chanel.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Fevereiro de 2011, 07:48
Olá queridos amigos e irmãos.... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Compartilho com voces meu nono conto infantil, onde narro a engraçada história de Guimbo, um gambá que ano aceitava suas raízes, mas uma grande lição lhe ajudou a entender melhor esta desocberta...

Espero que gostem... Abraços
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Fevereiro de 2011, 08:31
A LÁGRIMA DA FELICIDADE!![/size][/b]

- Tinha  é uma gotinha de lágrima, meio tímida e medrosa. Sua irmã mais velha chama-se Ondina, as duas moram com sua mãe Dona lágrima caída.
- Tinha desde que nasceu sempre foi  receosa, insegura, e muito chorosa. Admirava muito sua irmã Ondina, que era muito segura de si, confiante  estava sempre presente quando era necessária, não se fazendo de rogada  pois gostava muito de estar sempre em destaque diferente dela, sempre reservada.
- Ondina, sempre lhe dizia:  Tinha... Tu serás sempre a minha sombra, viverás para ser sempre a segunda lágrima quanto a mim... Serei em todas as situações, a primeira a cair darei graça e  charme aos olhos onde eu me formar, serei  reconhecida sempre como a maior e mais bela lágrima já vista.  Pobre de ti minha irmã, tão sem graça em vir após a minha descida, nunca serás percebida.
- Ela não se importava com isto, preferia até que fosse assim. Onde as duas estavam, em festejos de amigos, em reuniões, casamentos, recepções, funerais...Tinha ali ficava escondida esperando a irmã se formar.
-  Ondina caia vagarosamente, deslizando  triunfante linda e cristalina dos olhos das moças, senhoras e crianças e também de alguns rapazes.
- Tinha vinha logo atrás da irmã mas era em poucos olhos que se formava, caindo rápido e se desfazendo logo no chão.
- Ela pensava consigo mesmo... Como minha irmã cai lindamente com graça e beleza, enchendo aos poucos os olhos das pessoas dando um toque de charme enquanto eu... Venho  sem demora rápida, correndo e  me desfazendo ao cair ao chão..
- Mas ela ficava feliz por sua irmã sempre vaidosa, comentando com todos, que sua descida era um espetáculo uma obra de arte para qualquer pintor, escultor, fotografo registrar.
- Tinha, no seu interior  um dia queria  ser como a irmã,  confiante, cheia de beleza. Mas era tímida, sem o talento da irmã  teria que se conformar, aceitar ser a sombra permanente da irmã.
- Um dia, as duas estavam em acontecimento muito importante, a celebração de um  baile de debutantes onde tudo reinava alegria, felicidade, celebração.
-  Tinha não entendia o porque delas ali estarem, mas ficou a esperar sua vez. E a noite transcorreu maravilhosa, com tantos vestidos, flores, perfumes, dando um encanto e magia aquela horas  que parecia ser sem fim.
- Tinha, aos poucos ia tendo certeza que não fazia sentido elas estarem ali, tudo era alegria, queria para sua casa voltar. Sua irmã Ondina, já estava impaciente, irritada e nervosa, sabia que ali ela seria uma celebridade, apareceria no outro dia em muitas revistas famosas seria sua grande chance de ser mostrada como uma linda lágrima.
-  Mas o primeiro choro veio e para surpresa de Ondina, Tinha foi a primeira a se formar nos olhos de uma jovem que chorava de felicidade agradecendo aos pais, família, amigos, a todos que estavam presente para lhe homenagear.
-  Assim, Tinha caia rapidamente em muitos olhos ia se formando aos  poucos, todos estava chorando.
- Ondina  ficou indignada, revoltada com a irmã achando que ela tinha se adiantado, passado a sua frente
-  Fora ali para ser a estrela da noite, a maior e melhor lágrima já  vista por todos, não para Tinha ser a primeira. Por esta, ela não estava preparada.
- Mas.. O que Ondina não queria entender e nem admitir era  que sua irmã a tímida Tinha, a que estava sempre a ser sua sombra era uma lágrima de eterna Felicidade daquelas que apenas alegria e Esperança trazem as pessoas, então não se demora muito nos olhos pois é rápida, passageira mas... Muito importante também.
- Aquele ocorrido, ensinou a Ondina que todos tem seu valor, sua importância em cada ocasião mesmo não gostando reconheceu que Tinha, jamais seria sua sombra, a segunda, como muitas vezes ela afirmara para a irmã.
- Assim as lágrimas, Ondina e Tinha, tinham sua fundamental  importância.
-  Ondina, era a lágrima da tristeza, da dor, da desilusão, do abandono, da solidão, já sua irmã Tinha, era a rápida, mass feliz lágrima da conquista, do sucesso, do bom êxito, dos momentos felizes dos casais de  namorados, das juras de amor, dos votos de felicidade no casamento.
- Agora Tinha era tão segura de si como a irmã mas... Saber de tudo isto não mudara em nada seu interior, não se desfazia da irmã Ondina, por ela só cair apenas em momentos tristes.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 25/11/2010



[color=blackOlá queridos amigos... Sejam bem-vindos!!

Compartilho com vocês, meu décimo conto, onde trago a história de duas irmãs...
Ondina, que era muito confiante  segura de si, e a timída Tinha..
Um dia, uma surpresa fez Tinha se tornar a primeira e muito importante, isto não influenciando em nada seu jeito de ser...

Espero que gostem.
[/size][/b][/color]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 23 de Fevereiro de 2011, 22:20

(http://i138.photobucket.com/albums/q254/KellyNicole87/animais.jpg)


Boa noite, queridos amigos!


Escola dos bichos


Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo.
Para isto, eles organizaram uma escola.
A escola dos bichos estabeleceu um currículo de matérias que incluía correr, subir em árvores, em montanhas, nadar e voar.
Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam todas as matérias.
O pato se deu muito bem em natação; até melhor que o professor !
Mas quase não passou de ano na aula de vôo, e estava indo muito mal na corrida. Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar um pouco de lado a natação e ter aulas extras de corrida.
Isto fez com que seus pés de pato ficassem muito doloridos, e o pato já não era mais tão bom nadador como antes.
Mas estava passando de ano, e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém
- exceto, claro, ao pato.O coelho era de longe o melhor corredor, no princípio, mas começou a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.
O esquilo era excelente em subida de árvore, mas enfrentava problemas constantes na aula de vôo, porque o professor insistia que ele precisava decolar do solo, e não de cima de um galho alto.
Com tanto esforço, ele tinha câimbras constantes, e foi apenas "regular" em alpinismo, e fraco em corrida.
A águia insistia em causar problemas, por mais que a punissem por desrespeito à autoridade.
Nas provas de subida de árvore era invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira...
Na natação deixou muito a desejar... Cada criatura tem capacidades e habilidades próprias, coisas que faz naturalmente bem.
Mas quando alguém o força a ocupar uma posição que não lhe serve, o sentimento de frustração e até culpa, provoca mediocridade e derrota total.
Um esquilo é um esquilo; nada mais do que um esquilo.
Se insistirmos em afastá-lo daquilo que ele faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um incapaz.
A águia faz uma bela figura no céu, mas é ridícula numa corrida a pé.
No chão, o coelho ganha sempre. A não ser, é claro, que a águia esteja com fome !
O que dizemos das criaturas da floresta vale para qualquer pessoa.
Deus não nos fez iguais. Ele nunca quis que fôssemos iguais.
Foi Ele quem planejou e projetou as nossas diferenças, nossas capacidades especiais !
Descubra seus dons naturais...


Autoria desconhecida
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 07:46
A bola colorida


         Brincando no quintal, Susana, de seis anos, viu seu amigo Érico do outro lado da cerca.

         Feliz por ver o vizinho, ela o chamou:

         – Érico, venha brincar comigo! Acabo de ganhar uma linda bola colorida!

         Com os olhos brilhantes de animação, o pequeno pulou a cerca baixa, indo ao encontro da amiguinha.

         Susana segurava a bola com as mãos e o menino ficou encantado.

         Era realmente uma bola de plástico de belo colorido, que chamaria a atenção de qualquer criança.

         Puseram-se a brincar no gramado.

         Érico tinha um cão. Um vira-lata caramelo e branco, vivo e inteligente, que gostava de brincar e de passear com eles.

         De repente Bob, cachorro de Érico viu os dois brincando e não teve dúvida. Passou por um buraco na cerca e, latindo alegremente, avançou, querendo participar da brincadeira. Em disparada, pulou sobre a bola e suas garras afiadas a alcançaram no ar. Para espanto das crianças e do próprio cão, que não sabia o que estava acontecendo, a linda bola colorida caiu na grama, murcha, vazia, rasgada, enquanto o cachorro gania, frustrado.

         Susana, surpresa, não queria acreditar no que estava vendo. Num momento, a bola estava no ar, cheia e linda; no momento seguinte, era um trapo qualquer, vazio e sem graça.

         Revoltada por ter perdido o brinquedo novo, começou a chorar, acusando Érico pelo acidente:

         – Buááá!... Está vendo o que você fez?

         – Não tive culpa, Susana. Desculpe-me. Foi o Bob que quis brincar conosco. Coitado! Ele também não teve intenção de estragar sua bola. Veja como está triste!

         – Não interessa. O cachorro é seu e, portanto, a culpa é sua. Quem mandou deixá-lo entrar no meu quintal? A partir de agora você não é mais meu amigo. Vá embora!

         O menino e o cachorro estavam desolados. Érico tentou explicar, mas Susana não o deixou falar. Apesar das lágrimas do garoto e dos uivos do cão, a menina não reconsiderou sua atitude.

         Virou-lhe as costas e entrou em casa muito zangada, enquanto Érico e o cachorro ficavam parados, tristes.

         Susana, cheia de indignação, contou para a mãe o que tinha acontecido, pedindo-lhe que tomasse uma atitude contra o vizinho.

         A senhora, serena, considerou:

         – Minha filha, entendo que você esteja lamentando a perda da sua bola. Contudo, é só um brinquedo, e, pelo que entendi, a culpa não foi de ninguém. Seu pai lhe comprará outra, fique tranquila.

         – Não quero! Quero aquela bola! Nunca mais falo com Érico. Nunca mais quero vê-lo!

         A mãezinha calou-se, compreendendo que não adiantaria falar mais nada naquela hora.

         Os dias se passaram. Susana, da janela da cozinha, via Érico encostado na cerca, tristinho de fazer dó. Porém não amolecia o coração.

         Certo dia, uma semana depois, a mãe lhe disse:

         – Minha filha, vejo que você anda meio chateada, não brinca mais...

         – Não tenho vontade, mamãe. Sozinha não tem graça.

         – Chame o Érico. Ele está lá do outro lado da cerca – sugeriu.

         – Não. Não quero.

         – Ele não é seu melhor amigo? Vocês sempre se deram tão bem!

         – Era! Agora não é mais.

         A mãe pensou um pouco, chamou a filha, sentou-a no colo com carinho, e considerou:

         – Minha filha, amizade é um tesouro de valor incalculável. E você está perdendo esse tesouro por uma colorida bola de plástico, frágil, que estragou na primeira brincadeira? Pense bem! Bola igual àquela você encontra em qualquer loja, mas uma amizade valiosa, não.

         Susana ficou pensativa por alguns instantes. Depois, decidiu-se.

         Abriu a porta e voou para o quintal. Aproximou-se da cerca, convidando:

         – Vamos brincar?

         O garoto, meio sem jeito, perguntou:

         – Não está mais zangada comigo? Afinal, por minha culpa perdeu sua bola nova. Mas, não se preocupe. Falei com minha mãe e ela vai lhe comprar outra.

         Susana sorriu, já esquecida do incidente:

         – Isso não tem importância. Sua amizade vale muito mais!



Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 07:54
O medo


        Glorinha saiu de casa para ir à escola como fazia todos os dias. E aquele parecia ser um dia como todos os outros. Mas não era.

         No trajeto, Glorinha percebeu que alguma coisa estava acontecendo. Nas ruas, as pessoas estavam agitadas, falavam alto e pareciam atemorizadas.

         Intrigada, a menina desejou saber qual a novidade. Ao passar diante da banca de jornais, viu duas mulheres conversando e, curiosa, parou para escutar. Uma dizia à outra:

         — Já se viu uma coisa dessas? Agora toda a cidade está em perigo!

         — Mas, como foi que ele escapou? — perguntava a outra.

         — Sei lá! Com certeza algum descuidado deixou aberta a porta da jaula e ele...zás! Fugiu!

         Quem teria fugido? Glorinha resolveu perguntar ao dono da banca, um velhinho muito simpático com quem sempre conversava.

         — Seo Antonio, “quem” foi que fugiu?

         O velhinho arregalou os olhos, levantou as sobranselhas e, ajeitando os óculos na ponta do nariz, informou:

         — Você não sabe, Glorinha? Pois foi um leão! Escapou do circo que chegou ontem na cidade.

         — Ah! Um leão?!... E ele é grande? — quis saber a menina.

         — Se é grande? Dizem que é enorme! E muito feroz também. Tenha cuidado ao andar pela cidade.

         Agradecendo o conselho, Glorinha continuou seu caminho. Agora, informada do que estava acontecendo, entendia melhor as conversas que ouvia de passagem.

         Encontrou dois homens e um deles dizia:

         — Olha, mandei minha mulher trancar toda a casa e não permitir que nossos filhos saiam para a rua. Os meninos não irão às aulas enquanto a fera não tiver sido capturada.

         E o outro concordava plenamente:

         — Tem toda razão. Certa vez ouvi contar que um animal escapou de um circo e feriu duas pessoas. Não podemos facilitar. Olha, já preparei até minha espingarda. Se o bicho aparecer, prego fogo!

         Cada vez mais assustada, Glorinha chegou à escola. Ali os comentários eram os mesmos: giravam em torno do terrível leão que escapara do circo.

         Preocupadas, as mães pediam às professoras que tomassem todo o cuidado com seus filhos. Outras eram de opinião que o melhor seria fechar a escola, dispensando os alunos das aulas naquele dia, ou até que fosse solucionado o problema.

         As crianças estavam apavoradas e ouviam-se gritos e choros por toda parte. Enfim, o ambiente estava um verdadeiro caos!

         A professora de Glorinha, moça tranqüila e de bom-senso, reunindo os alunos na classe considerou, serena:

         — O melhor que nós temos a fazer é manter a calma. A confusão apenas complica e o medo tem terrível poder sobre as pessoas, impedindo que se possa analisar e julgar com acerto. Não se preocupem. Fiquem tranqüilos que nada nos acontecerá. Estamos seguros neste prédio e, em qualquer circunstância, devemos confiar em Deus, que nunca nos desampara. Além disso, nem sabemos se tudo isso é verdade!

         Vendo que os alunos estavam mais calmos, a professora pediu que abrissem o livro, informando:

         — Vamos à lição do dia.

         Após as aulas, ao sair da escola Glorinha notou que a situação estava pior ainda. Agora, a confusão era geral. Carros da polícia percorriam as ruas da cidade orientando as pessoas para que permanecessem em suas casas. O corpo de bombeiros fora acionado e grupos de cidadãos, armados, procuravam pistas do terrível animal em todos os lugares da cidade e nos arredores, em defesa da população.

         Chegando em casa, Glorinha encontrou a mãe toda apavorada, tremendo de medo.

         — Graças a Deus você chegou, minha filha. Ocupada com o serviço doméstico, somente agora liguei o rádio e ouvi a notícia. Você está bem? O leão não te ameaçou?

         Glorinha, lembrando o que a professora tinha dito, falou:

         — Mamãe! Claro que estou bem! Além disso, minha professora disse que é importante manter a calma e confiar em Deus. Nada devemos temer.

         Como se fosse uma confirmação daquelas palavras, de repente elas ouviram um miado estranho na porta da cozinha. Pensando que era o gato da vizinha, Glorinha correu a abrir a porta, que a mãe havia trancado.

         Com surpresa, encontrou escondido num canto da escada uma coisa fofa e peluda que miava cheia de medo. Chegando mais perto, a menina reconheceu, naquele bichinho inofensivo, trêmulo e faminto, um filhote de leão.

         Pegando-o no colo, chamou a mãe e exclamou:

         — Veja, mamãe! Aqui está o terrível e feroz

         leão que faz a cidade toda tremer! Parece que ele está mais assustado do que nós!

         Dando uma sonora risada, completou satisfeita e aliviada:

         — O que o medo pode fazer com as pessoas!

         Em pouco tempo, a casa de Glorinha estava repleta de gente que viera ver o filhote de leão. A polícia, a imprensa, os bombeiros, os vizinhos, populares curiosos e até o prefeito municipal, todos queriam ver de perto o animalzinho. E, ao vê-lo, sentiam uma enorme vergonha do alarido todo que fora feito em torno do fato.

         Chegou o dono do circo, constrangido, e o prefeito exigiu uma explicação:

         — Por que não esclareceu que o animal que fugiu do seu circo era um pequeno e inofensivo filhote de leão?

         Coçando a barba, o astuto proprietário justificou-se:

         — Bem, achei que era uma excelente propaganda para o meu circo. Pelo menos, a cidade inteira ficou sabendo que chegamos, não é?



(Adaptação da Parábola dos Talentos, Evangelho de São Mateus, XXV:14 a 30.)

Célia Xavier Camargo


Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 08:11
Súplica da Criança

Senhor !...
Disseram os homens que me queriam tanto,
mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram
comigo, segundo as minhas necessidades.
Quase todos me ofereceram um berço enfeitado,
mas poucos me deram o coração.
Afirmam que devo procurar a felicidade,
entretanto, não sei como fazer isso, se os
vejo a quase todos sofrendo e rebelando-se
por não aceitarem as disciplinas da vida.
Escuto-lhes as lições de paz, contudo,
acompanho-lhes as rixas em vista de estarem
sempre exigindo o maior quinhão de recursos
da Terra. Recomendam-me buscar a alegria, mas,
muitas vezes, observo que esta misturado de
lágrimas o leite que me estendem. Erguem
palácios para mim, no entanto, entre as
paredes dessas mansões coloridas e belas,
renovam, a cada dia, reclamações e queixas
que não sei compreender, nem registrar.
Explicam que preciso praticar o perdão e ,
ao mesmo tempo, muitos me mostram como
exercitar a vingança.

Senhor !...
Que será de mim, neste grande mundo que
construíste entre as estrelas, sempre
adornado de flores e aquecido pelo Sol, se
os homens me abandonarem ?
Faze que eles reconheçam que dependo deles
como o fruto depende da arvore. E, tanto
quanto seja possível, dizer-lhes, Senhor,
que terei comigo apenas o que me derem e
que posso ser, enquanto estiver aqui,
unicamente o que eles são.


MEIMEI
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 08:13
MÃEZINHA
           


 

          Quando o pai celestial precisou
         colocar na terra as  primeiras
                criancinhas, chegou à conclusão
           que deveria chamar alguém que
               soubesse perdoar infinitamente.
           De alguém que não enxergasse
            o mal. Que quisesse ajudar sem
         exigir pagamento.
       Que se dispusesse a guardar
  os  meninos, com paciência
        e ternura, junto do coração.
                Que tivesse bastante serenidade
           para repetir incessantemente
                as pequeninas lições de casa dia.
        Que pudesse velar, noites e
noites, sem reclamação.
                 Que cantarolasse baixinho, para
           adormecer os bebês que ainda
 não podem conversar.
    Que permanecesse em casa ,
                 por amor, amparando os meninos
              que ainda não podem  sair  à rua.
          Que contasse muitas histórias
        sobre a vida e sobre o mundo.
      Que abraçasse e beijasse as
    crianças doentes.
       Que lhes ensinasse  a dar os
            primeiros passos, garantindo o
            corpo de pé. Que os conduzisse
     à escola, a fim de que
  aprendessem a ler.
    Dizem que nosso Pai do Céu
permaneceu muito tempo,
    examinando...e, em seguida,
                 chamou a Mulher, deu-lhe o título
        de Mãezinha e confiou-lhe as
                 crianças.  Por esse motivo, nossa
              mãe é a representante do divino
           amor no mundo , ensinando-nos
                 a ciência do perdão e do carinho,
             em todos os instantes de nossa
        jornada na terra.
                   Se pudermos imitá-la, nos exemplos
   de bondade e sacrifício que
                constantemente nos oferece, por
             certo seremos na vida preciosos
              auxiliares de Deus.


       MEIMEI

                             

                  Voltar Meimei
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 08:16
ÍRIS E AS NUVENS!
 
Dona nuvem maior, pediu aos seus emissários para convocarem uma areunião extraordinária com todos. Eles fizerem o trabalho, deixando todas as nuvens em polvorosas.
A reunião ficou marcada para as 17  hs,Todas as nuvens foram convocadas, as idosas, as aposentadas, as maduras, as jovens,  elas não entendiam o por que desta reunião, pois estavam fazendo seus  trabalhos direitinhos, chovendo todos os dias, semanas, meses,etc, Dona nuvem maior foi a última a chegar, informando o motivo de tal convocação.
Ela contou que em um reinado muito distante, viviam uma rainha Cordata, com suas duas filhas, Dorothy e Íris, as duas eram gêmeas,  sendo que Dorothy era mais velhas que sua irmã por trista minutos, sendo por direito a primogênita, já Iris era a segunda. As duas foram criadas de forma igual pela mãe, que amava as duas, mais que eram muito diferentes entre si.
Dorothy, era meiga, bondosa, muito generosa com todos que a cercavam, já Iris era muito diferente, se sentia superior por ter uma linhagem clássica, não aceitava a igualdade entre os subordinados e ela.  Sua mãe, ficava muito triste com este  seu comportamento.
Íris, pensava  consigo mesma, Doroti  não será boa rainha, é coração de manteiga, sempre se compadecendo de todos os criados.  Eu seria rainha melhor, assim em seu íntimo estas idéias iam ficando mais fortes a cada dia... Mas como?  Se ela não tinha direito ao trono.
Todas as manhã, Doroti saia para visitar uma antiga serviçal que se encontrava doente, sempre  a convidava, a qual  Íris respondia: Eu não nasci para isto. A irmã sempre  que saia no caminho da  floresta,marcava nos galhos das árvores, uma tira de pano vermelha, para não se perder, por que a casa ficava longe do castelo. Íris teve uma idéia: E se essas tiras sumissem? Sua Irmã não acharia mais o caminho de volta, e ela seria enfim a rainha. Sendo assim ela pensou em colocar fogo na floresta, onde tudo ia queimar, não desejava mal a irmã, apenas queria que ela se perdesse. Dona nuvem terminou seu relato, pedindo a  todos os presentes  sugestões, idéias , para impedir  Íris de fazer tal loucura, Alguns diziam, vamos pedir para o senhor raio cair na cabeça dela, outros diziam, vamos chover muito para que ela adoeça para sempre, mas... A nuvem menor, recém formada, deu esta sugestão... Por que não nos  concentramos, para chovermos forte apenas em um lugar, fazendo  formar um córrego, onde Iris será levada  pelas força das correntezas? A maioria aprovou a idéia, e logo saíram a caminho de lá.
Chegaram bem na hora em que Íris ia incendiar a  floresta .  As nuvens  se formaram em grande quantidade, logo vindo a chuva a lhes acompanhar... Essa não: Pensava Íris, preciso ser rápida, mas não pode fazer mais nada, a chuva foi torrencial, não lhe dando tempo para voltar, não conseguia nem  ficar em pé pelas forças da água, caindo no córrego logo a frente, foi arrastada para bem longe de sua casa.
Depois de muito tempo, quando ela  conseguiu se levantar, com a chuva  já cessado, estava em um vilarejo que não conhecia, sentia fome, sede, frio e medo,  parou na frente da primeira casa, e pediu alimento, na qual foi expulsa, assim acontecendo em todas as casas, nada adiantava ela dizer que era uma princesa, as pessoas só faziam rir . Já muito cansada, parou em frente a uma casa velha, quase caindo, onde bateu receosa, saindo uma senhora bem idosa, que veio lhe perguntar o que ela queria: Íris repetiu tudo de novo, onde foi que percebeu que ela era sua antiga babá,a velhinha, estava cega, não reconhecendo Iris, mas se prontificou  e convidou-a ali morar .
Íris, na hora se arrependia, pelos maus tratos que sempre dispensara aquela boa senhora. Agora, pensava em sua mãe, lembrou seu maldoso plano, querendo afastar mãe e filha, não pensou nem um momento na dor que a mãe sentiria, mas só em seu egoismo, sua ambição desmedida.
Toda  as noites ela chorava de saudade, de dor, remorso, vergonha.  continuou outra vida com sua antiga babá, aprendendo  com o sofrimento lições morais, de casa, da horta, tudo aquilo que um dia se negou a aceitar... Uma manhã, bem cedinho ela escutou ao longe, o som de cornetas, parecidas com a do castelo, e ficou assustada e nervosa, bateram a porta, onde ela foi abrir, e para sua surpresa, encontrou sua irmã Doroti,ela  não suportou a emoção, se ajoelhando a seus pés, contando toda a verdade, As duas ficaram um  bom tempo abraçadas, até que Íris perguntou por sua mãe, Doroti então contou que a mesma, depois do seu sumiço, adoeceu gravemente de tristeza e saudade, e complementou que prometera a sua mãe mover céus e terra par Íris encontrar, fazendo dela a rainha.
Íris ficou desolada com esta notícia, mas sua irmã lhe disse,  que o arrependimento lava o coração de todas as culpas, que isto tudo tinha servido de lição a ela. As duas, mais a antiga babá, voltaram para seu reinado.
Íris, foi coroada rainha, sua irmã Doroti , tinha renunciado ao trono como prometera a mãe, Mas...  Esta íris agora, era diferente daquela que um dia fez Dona nuvem maior reunir todas as nuvens para  arrumarem um plano de emergência.  Entre as nuvens, a nuvem menor que foi a autora do excelente plano assumiu o lugar de Dona nuvem  maior já aposentada.
E assim a felicidade e a paz reinaram naquele distante local.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2010



Olá queridos amigos sejam bem-vindos

Trago o meu décimo  primeiro conto infantil sobre a históriade duas irmãs, uma com inveja e vontade de ser a futura rainha, arma uma cilada para sua bondosas irmã, mas este mal, se volta contra ela mesma.

Espero que gostem.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 08:20
O anjo de guarda


         Gilberto era um menino muito arteiro. Não era mau, mas vivia sempre pregando peças nas pessoas, provocando confusão na escola e assustando os irmãozinhos em casa.

         Perto dele, ninguém tinha paz.

         Quando entrava num lugar era recebido de má-vontade porque todos já sabiam que alguma ele iria aprontar.

         Dona Dalva, sua mãe, preocupava-se com o comportamento do filho, que não conseguia modificar.

         Certo dia, conversando com uma amiga espírita, a mãe de Gilberto desabafou dizendo não estar mais aguentando as reclamações que lhe chegavam de todos os lados: dos vizinhos, da escola, dos parentes e dos amigos.

         — Por que não experimenta mandá-lo às aulas de Moral Cristã no Centro Espírita do qual faço parte? — sugeriu a amiga.

         — Será que adianta? — retrucou a mãe, em dúvida.

         Com um sorriso sereno a amiga ponderou:

         — Não custa experimentar! Você nada tem a perder, não é? Verei o que posso fazer.

         Dalva pensou um pouco e reconheceu que a amiga Neide tinha razão. Ela era de outra religião, mas na verdade não participava, e seu filho crescia sem nenhum conceito religioso.

         — Está bem. Onde fica esse Centro Espírita? — perguntou.

         Após anotar o endereço, despediram-se e cada qual foi tratar de suas obrigações.

         No domingo, Dalva levou o garoto pontualmente no horário combinado. Algumas crianças, que já conheciam Gilberto da escola, torceram o nariz ao vê-lo, mas nada disseram.

         Nesse dia, a professora Neide iria falar sobre o “Anjo de Guarda”.

         — Vocês sabiam que todos nós temos um Espírito de Luz, alguém interessado em nosso bem-estar e progresso, a quem Deus deu a missão de nos guiar e orientar na vida? — perguntou ela.

         Uma das crianças comentou baixinho:

         — Então, o Anjo de Guarda do Gilberto deve ser um “diabinho”!

         Ouvindo, as outras crianças caíram na risada, e Gilberto reclamou:

         — Olha aí, professora, essa menina está dizendo que vivo acompanhado por um “diabinho”!

         A professora Neide colocou ordem na sala e repreendeu os alunos pelo desrespeito para com o novo coleguinha. Depois, explicou:

         — Em primeiro lugar, é preciso que saibamos que “diabinho” não existe. O que existem são espíritos imperfeitos, ignorantes e que gostam de brincadeiras e de nos causar pequenos aborrecimentos e confusões. São chamados de espíritos “zombeteiros” ou “brincalhões”. Sempre que estão perto de nós, nos fazendo companhia, é sinal que não estamos agindo bem, porque é o nosso pensamento que os atrai. E quando isso acontece, o nosso Anjo de Guarda, que realmente nos ama e deseja o nosso bem, fica muito triste.

         Gilberto prestava muita atenção no que a professora dizia. Ela falava de coisas interessantes e que ele desconhecia. Perguntou interessado:

         — Quer dizer que existem mesmo “fantasmas”?

         Os demais riram, divertidos, e a professora respondeu com seriedade:

         — Não propriamente. Existem espíritos de pessoas que já viveram aqui na Terra e que já deixaram o corpo material, desencarnaram, como dizemos. Na verdade, ninguém morre. Somos todos espíritos imortais, criados para o progresso, e Deus, que é nosso Pai, nos dará sempre oportunidades para aprender e evoluir. Aqueles que já deixaram esta vida vão para o mundo espiritual, uma outra realidade que coexiste conosco, sem que percebamos. Assim, como na Terra, uns são bons, outros indiferentes, malvados, estudiosos, brincalhões, e assim por diante.

         Gilberto meditou um pouco, preocupado, depois perguntou:

         — Então, meu avô também continua vivo?!...

         — Sim, sem dúvida. E continua gostando de você do mesmo jeito, Gilberto, e certamente acompanha seu desenvolvimento com interesse.

         Envergonhado, Gilberto abaixou a cabeça e não disse mais nada.

         É que o avô era alguém a quem ele muito amava. Sofrera bastante com a morte do avozinho querido e custara a aceitar o fato. Agora, sabê-lo vivo causava-lhe muita alegria, mas também o deixava apreensivo. Se o avô estava perto dele, não deveria estar gostando do seu comportamento.

         Terminada a aula, Gilberto retornou para casa e sua mãezinha já percebeu a mudança no filho.

         Na hora do almoço a irmã mexeu com ele, e Gilberto não reagiu. Não perturbou ninguém nesse dia.

         Na hora de dormir, a mãe o acompanhou ao quarto e notou, com surpresa, que ele fazia uma oração, coisa que não fazia parte dos seus hábitos diários.

         — Obrigado, Jesus, por esse dia e ajuda-me para que eu seja um menino bonzinho. Ampara o papai, a mamãe e meus irmãozinhos, e que possamos todos viver em paz e alegria. Assim seja.

         Sensibilizada, Dalva esperou que ele terminasse a oração e perguntou-lhe:

         — Notei você muito pensativo hoje o dia inteiro, meu filho. Aconteceu alguma coisa?

         Gilberto contou à mãe tudo o que aprendera na aula de evangelização e concluiu, arregalando os olhos expressivos:

         — Já pensou, mamãe, como o vovô deve estar triste comigo? Não quero aborrecê-lo. Quero que se sinta orgulhoso de mim!

         Surpresa com tudo o que o filho lhe contara, Dalva concordou com ele, agradecendo mentalmente a Deus o socorro que lhe enviara na pessoa da amiga Neide, tendo os olhos úmidos de emoção.

         A partir daquele dia, Dalva também começou a freqüentar a Casa Espírita, reconhecendo a importância do conhecimento espírita nas pessoas e o bem que isso fizera a seu filho e a toda a família.


Tia Célia
Célia Xavier Camargo
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Fevereiro de 2011, 23:38



     Rã e Rato

   Um jovem Rato em busca de aventuras estava correndo ao longo da margem de uma lagoa onde vivia uma Rã. Quando a Rã viu o Rato, nadou até a margem e disse coachando:

“Você não gostaria de me fazer uma visita? Prometo que, se quiser, não se arrependerá...”

O Rato aceitou a oferta na hora, já que estava ansioso para conhecer o mundo e tudo que havia nele.

Entretanto, embora soubesse nadar um pouco, cauteloso, ele disse que não se arriscaria a entrar na lagoa sem alguma ajuda.

A Rã teve uma ideia. Ela amarrou a perna do Rato à sua com uma robusta fibra de junco. Então, já dentro da lagoa, pulou levando junto com ela seu infeliz e ingênuo companheiro.

     O Rato logo se deu por satisfeito e queria voltar para terra firme. Mas a traiçoeira Rã tinha outros planos. Ela deu um puxão no Rato, que preso à sua perna nada podia fazer, e mergulhou na água afogando-o.

No entanto, antes que ela pudesse soltar-se da fibra que a prendia ao Rato, um Falcão que sobrevoava a lagoa, ao ver o corpo do Rato flutuando na água, deu um vôo rasante, e com suas fortes garras o segurou levando-o para longe, ainda com a Rã presa e pendurada à sua perna.

Desse modo, com um só golpe, a Ave de rapina capturou a ambos, tendo assegurada uma porção de carne variada, animal e peixe, para o seu jantar daquele dia.


Moral da História:
Aquele que procura prejudicar os outros, frequentemente, através de suas próprias artimanhas, acaba por prejudicar a si mesmo...


 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 00:00
Contos » Cachinhos Dourados e os Três Ursos
(Adaptada por Christiane Araújo Angelotti)


Era uma vez, uma família de ursinhos; o Pai Urso, a Mãe Urso e o Pequeno Urso. Os três moravam numa bela casinha, bem no meio da floresta.
O Papai Urso, o maior dos três, era também o mais forte, muito corajoso e tinha uma voz bem grossa. A Mamãe Urso era um pouco menor, era gentil e delicada e tinha uma voz meiga. O Pequeno Urso era o menorzinho, muito curioso e sua voz era fininha.
Certa manhã, ao se levantarem, Mamãe Urso fez um delicioso mingau, como era de costume. Porém, o mingau estava muito quente.
Sendo assim, mamãe Urso propôs que fossem dar uma voltinha junta pela floresta, enquanto o mingau esfriava.
E assim fizeram. Mamãe Urso deixou o mingau em suas tigelinhas, esfriando em cima da mesa e os três ursos saíram pela floresta.
Enquanto eles estavam fora, apareceu por ali uma menina de cabelos loiros cacheados, era conhecida como Cachinhos Dourados. Ela morava do outro lado da floresta, num vilarejo, e tinha o mau hábito de sair de casa sem avisar seus pais.
Quando se aproximou da casinha dos ursos, já muito cansada de tanto andar, resolveu bater na porta.
Bateu, bateu, mas ninguém respondeu.
Assim, ao perceber que a porta estava apenas encostada, resolveu entrar.
Ao entrar, se deparou com uma mesa forrada com uma bela toalha xadrez e em cima da mesa havia três tigelinhas de mingau.
Como estava com muita fome, e não viu ninguém na casa, resolveu provar a iguaria.
Provou, então, o mingau da tigela maior, mas achou-o muito quente.
Provou o da tigela do meio e achou-o muito frio.
Provou o mingau da tigelinha menor e achou-o delicioso, não resistiu e comeu-o todo.
Após comer o mingau, Cachinhos Dourados foi em direção à sala. Lá encontrou três cadeiras, como estava muito cansada, resolveu sentar-se.
Achou a primeira cadeira muito grande e levantou-se a seguir.
Sentou-se, então, na cadeira do meio, mas achou-a desconfortável e ainda grande demais.
Sentou-se na cadeirinha menor e achou-a muito confortável e num bom tamanho. Porém, sentou-se tão desajeitadamente que a quebrou.
Ainda cansada, Cachinhos Dourados resolveu subir às escadas.
Encontrou um quarto com três caminhas, uma grande, uma média e uma pequena.
Tentou deitar-se na cama maior, mas achou-a muito dura. Deitou-se na do meio e achou-a macia demais. Deitou-se na menor e achou-a muito boa. Estava tão cansada que não resistiu e acabou pegando no sono.
Enquanto ela dormia, os ursinhos voltaram do passeio. Foram logo à cozinha para tomar o mingau, que era o café da manhã. Estranharam a porta aberta, e logo perceberam que alguém havia estado ali.
__Alguém mexeu no meu mingau! - rosnou o Papai Urso.
__Alguém comeu do meu mingau! – disse brava a Mamãe Urso.
__ Alguém comeu todo o meu mingau! –gritou o Pequeno Urso.
Os três ursos se dirigiram para a sala. Papai Urso olhou para sua cadeira e exclamou:
__ Alguém sentou na minha cadeira!
Mamãe Urso, com sua voz, já não tão meiga, reclamou:
__ Alguém também sentou na minha cadeira!
O Pequeno Urso, chorando, queixou-se:
__ Alguém quebrou a minha cadeirinha!
Os três subiram as escadas, e foram em direção ao quarto.
Papai Urso olhou para sua cama e perguntou:
__ Quem deitou na minha cama?
Mamãe Urso olhou para sua cama e disse:
__Alguém esteve deitado na minha cama e deixou-a bagunçada!
O Pequeno Urso, muito bravo, gritou:
__Alguém está deitado na minha caminha!
Cachinhos Dourados acordou com o grito de Pequeno Urso.
Ficou muito assustada ao ver os três ursos bravos olhando para ela.
Seu susto foi tão grande que em um só pulo saiu da cama e já estava descendo as escadas. Mal deu tempo para que os ursos piscassem os olhos. Num segundo pulo, Cachinhos Dourados pulou a janela e saiu correndo pela floresta, rápida como o pensamento.
Depois desse enorme susto a menina aprendeu a lição, nunca mais fugiu de casa, muito menos entrou em casa de ninguém sem ser convidada.


Contos, fabulas e historinhas: Cachinhos Dourados e os Três Ursos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 00:10
          Dar de si mesmo

 Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.

Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.

Pensou...pensou... e resolveu:

-         Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.

Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.

Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.

Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:

-         Vou dar esse dinheiro a um mendigo!

A mãezinha, contudo, considerou:

-         Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.

Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...

-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?

Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:

-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.

Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:

-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?

Laurinha estufou o peito e informou:

-         Vou dá-lo a alguém!

Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:

-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.

Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.

-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.

Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.

Aproximando-se, perguntou gentil:

-         O que você tem Raquel?

A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:

-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.

Laurinha respirou,  aliviada:

-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.

Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.

Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.

-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.

Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.

Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.

Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:

-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.

A senhora abraçou a filha, satisfeita:

-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.

Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.

- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.


 

******

 

Desenhos da evangelizadora Salette Santana

 

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 00:34
Peter Pan



Todas as crianças crescem.
Peter Pan não. Ele mora na Terra do Nunca.
Junto com a fada Sininho foi visitar seus amigos: Wendy, João e Miguel.
Peter levou-os para conhecer a Terra do Nunca. Com a mágica de Sininho,
eles saíram voando.
Avistaram o barco pirata, a aldeia dos índios e a morada dos meninos
perdidos.
O Capitão Gancho viu Peter Pan e seus amigos voando e resolveu
atacá-los.
Peter salvou Wendy antes que ela caísse no chão.
Os meninos perdidos moravam dentro de uma árvore oca.
Wendy contou lindas histórias. Ela gostou dos meninos.
Um dia, o Capitão Gancho raptou a princesa dos índios, mas, Peter Pan
apareceu para libertá-la.
O Capitão Gancho fugiu e o crocodilo Tic-Tac quase o engoliu, mas ele
escapou.
Mas o Capitão Gancho não desistiu. Desta vez, capturou os meninos
perdidos.
Levou-os para o barco pirata. De lá, eles seriam jogados no mar. Mas,
Peter Pan veio salvar seus amigos. Lutou com o Gancho e o derrubou.
De volta ao lar, Wendy pediu que Peter Pan ficasse com eles. Peter Pan
disse não. Ele preferiu a Terra do Nunca. Assim, ele nunca cresceria e
poderia brincar com todas as crianças sempre.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 00:53

Bambi




Chegou a primavera e com ela nasceu Bambi, um terno e  frágil  cervo
que todos correram para saudar e conhecer.
A floresta ficou animada com este acontecimento  muito  especial:  o
esquilo, a ratinha, o coelhinho Tambor e seus  amigos,  os  passarinhos,
todos foram visitar Bambi e sua mãe.
Surgiu um novo dia e Bambi conseguiu levantar-se e equilibrar-se nas
quatro patas. Agora iria descobrir as maravilhas do bosque com  a  ajuda
de seus novos amiguinhos. Havia muita coisa para ver e  Bambi,  pouco  a
pouco, com um professor esperto como Tambor,  já  estava  aprendendo!  O
Cervo observava as borboletas de mil cores, os morcegos de  cabeça  para
baixo, as toupeiras que cavam longas galerias e não gostam  do  sol,  os
coelhos  saltitantes  e  diversos  pássaros  com  seus  bicos  e   penas
multicoloridos. Depois de meses  de  vida  despreocupada  e  feliz  para
Bambi, sempre descobrindo novas coisas para ver  e  aprender,  chegou  o
inverno. Uma manhã ele acordou e, olhando a sua volta, foi  surpreendido
com a mudança do bosque.
– Nevou — disse sua mamãe.
Ele tentou andar, mas suas patas afundaram naquela coisa branca, tão
fria e agradável. As árvores, os arbustos e a grama  ficaram  encobertos
rapela neve  macia.
Um dia, Bambi acordou com um forte estrondo que pôs toda a  floresta
alvoroçada. Ecoavam tiros de espingarda por  toda  a  parte.
–  São os caçadores!
Mamãe cerva, correndo desesperada, obrigou Bambi a  segui-la.  Bambi
correu, correu e enquanto isso pensava em seus  amigos  e  esperava  que
nada lhes acontecesse. Já tinha ouvido falar dos caçadores, de  como  os
homens um dia chegariam e perturbariam a paz da floresta com suas armas,
e de quantas vítimas fariam.
Mamãe cerva, infelizmente,  não  conseguiu  escapar  do  ataque  dos
caçadores e foi atingida, como  tantos  outros  animais.  Bambi  e  seus
amigos sofreram muito. A ele veio juntar-se Falina, uma amiga do  cervo,
com quem havia brincado e passado bons momentos no verão. Agora ela iria
cuidar do pequenino com ajuda de Tambor e dos outros.  Bambi  sabia  que
podia confiar neles. Retornou a primavera e Bambi, com  grande  alegria,
descobriu que algo estava mudando em sua  vida.  Agora,  a  presença  de
Falina era uma coisa muito especial  para  ele,  diferente  daquilo  que
sentia pelos outros amigos. Bambi estava descobrindo o amor por  Falina.
Falina também estava gostando  de  Bambi.  Por  isso  aproximava  o  seu
focinho  do  dele  para  acariciá-lo.  Na  floresta  estava  nascendo  a
felicidade e os dois tornaram-se companheiros inseparáveis. Um dia,  uma
parte da floresta incendiou-se! O  fogo  apareceu  de  repente  e  todos
ficaram alertas. Era preciso pensar em como fugir e proteger. As  chamas
avançavam pelas árvores, a fumaça estava sufocando os  animais  e  todos
corriam para o rio. A família de Bambi uniu-se às outras  para,  juntas,
salvarem-se. As chamas aumentavam sempre mais, o calor era insuportável,
mas Bambi, nessa época um cervo adulto, ajudava  os  animais  menores  e
mais fracos a fugir. Um a um, ele os auxiliava a atravessar o  rio  e  a
chegar à outra margem. Ele seria o último a atravessar.
Com as chamas quase  queimando-o,  Bambi  colocou  os  dois  últimos
animaizinhos no dorso e entrou no rio. Nadou  velozmente  até  a  margem
oposta, onde toda a sua família o  aguardava.  Finalmente,  o  perigo  o
havia transformado em um adulto.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 01:04
O Conto "O Dumbo"

Era uma vez, num país muito distante, um grandioso circo onde havia muita diversão e alegria. Numa noite, todos os animais olhavam para o céu, impacientes, pois sabiam que era nessa noite que chegavam os seus bebés. Todos os animais recebiam os seus filhotes e a senhora Jumbo olhava para o céu, mas nada aparecia no horizonte. Porém, quando já estava a preparar-se para dormir, chegou uma cegonha muito bonita e muito cansada que trazia o seu elefantezinho bebé.

A senhora Jumbo ficou louca de felicidade e decidiu chamar-lhe de Dumbo. Enquanto todas as senhoras elefantes davam as boas vindas ao pequenote, o pequeno Dumbo soltou um espirro tão forte, tão forte que nesse momento as suas orelhas abriram. Eram enormes!!! As senhoras elefantes começaram a troçar com o pobre Dumbo. A mãe Jumbo muito irritada com a atitude das suas amigas, mandou-as sair da jaula e disse ao seu filhote que ele era o bebé elefante mais bonito do mundo.

No dia seguinte, o circo teve que se deslocar para outra cidade. O pequeno Dumbo, com toda a força que tinha, ajudou a erguer a tenda e a preparar o circo. Iria ocorrer, na manhã seguinte, o desfile de abertura e o director ordenou que todos vestissem roupa de gala já que o dia era de festa!

Durante todo o desfile, Dumbo ia com a sua tromba agarrada ao rabo da mãe. Mas, infelizmente, pisou uma das suas orelhas gigantes e mergulhou num charco de lama. Os meninos que estavam a ver o espectáculo, soltaram grandes gargalhadas e fizeram troça do pequeno elefante. Um deles agarrou Dumbo pelas orelhas e começou a puxá-las. A mãe Jumbo ficou furiosa e com a sua tromba empurrou o menino e bateu-lhe. Todas as pessoas ficaram apavoradas porque pensavam que a mãe Jumbo estava descontrolada. Os homens responsáveis pelo circo prenderam-na e levaram-na para uma jaula. De toda aquela situação, o que custava mais à mãe Jumbo era estar afastada do seu filhote.

As senhoras elefantes agiram como se Dumbo não existisse. Ele sentia-se sozinho e desamparado. Porém, apareceu o ratinho Timóteo, que deu um raspanete às senhoras elefantes más e prometeu a Dumbo ajudá-lo em tudo o que fosse preciso. E, como tal, arranjou um espectáculo fantástico em trampolim para Dumbo.

No dia do novo espectáculo, o circo estava cheio de gente. Todas as pessoas esperavam ansiosas para ver os elefantes e pequena Dumbo. Porém, no momento em que Dumbo preparava-se para saltar no trampolim, as suas grandes orelhas envolveram-se nas patas e ele rolou pelo chão.

O director ficou furioso e ordenou que Dumbo passasse à categoria de palhaço. Os palhaços criaram um espectáculo especial, em que Dumbo tinha que saltar do cimo de um edifício que estava em chamas e mergulhar numa prancha de salvamento cheia de água. Era uma autêntica humilhação para o elefantezinho, mas o público delirava com este número.

Dumbo estava cada vez mais triste. Para o reconfortar, Timóteo, o ratinho amigo do pequeno elefante, arranjou maneira de ajudá-lo a ir à jaula da mãe Jumbo para que o seu filhote ficasse mais contente e ele e a sua mãe pudessem matar todas as saudades. No regresso, como estava um dia de muito calor, decidiram dormir uma sesta ao ar livre.

No dia seguinte, bem de manhãzinha, Timóteo acordou com uns corvos a troçar com eles. Timóteo não achou piada nenhuma à brincadeira, mas quando viu que estava em cima de uma árvore juntamente com Dumbo, gritou desesperado – “DUUMMBOO!!” – este acordou muito sobressaltado e caiu da árvore desamparado. O ratinho perguntou aos corvos o que se tinha passado e eles disseram que Dumbo tinha voado com as suas orelhas gigantes para cima da árvore. Timóteo teve naquele momento a certeza de que era a grande oportunidade de Dumbo e decidiu, juntamente com os corvos, dar-lhe uma pluma mágica dizendo que essa pluma tinha o poder de voar e que com ela poderia voar no número com os palhaços durante o espectáculo.

Na hora do espectáculo, Dumbo foi para o cimo do edifício, tal como fazia nas outras vezes. Timóteo deu-lhe a pena voadora e disse-lhe para não ter medo. Dumbo saltou, mas como estava muito nervoso, deixou escapar a pluma. Neste momento, Timóteo grita-lhe bem alto – “DUMBO, não tenhas medo! Não precisas da pluma para voar, voa com as tuas orelhas!”. Nesse mesmo instante, as grandes orelhas do pequeno elefante elevaram-se para o ar! Ficaram todos tão maravilhados que aplaudiram de pé o pequeno Dumbo. A partir de agora, Dumbo iria ser a grande atracção do circo!

No final do espectáculo, Timóteo e Dumbo exigiram que o director soltasse a mãe Jumbo e para que esta continuasse no circo. Assim foi, e a mãe ficou muito orgulhosa do seu filho porque com as suas orelhas gigantes, Dumbo tornou-se famoso, passando a ser a estrela com maior sucesso e mais importante de todos os circos.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 07:30
Pocahontas



Pocahontas era a linda e adorável filha de Powatan, o chefe de uma
próspera e alegre aldeia indígena. Tudo ia bem na aldeia, até que
alguns colonizadores ingleses passaram a acreditar que havia ouro
naquela região.
Numa certa manhã, enquanto passeava, Pocahontas viu algo que a
deixou muito preocupada: muitos barcos estavam se aproximando da costa.
A jovem índia correu à aldeia para avisar seu pai:
– Papai! Imensos barcos estão se aproximando… Será que correremos
perigo?
– Mandarei alguns batedores para vigiar e descobrir o que os
forasteiros querem nas nossas terras — falou o grande Powatan.
Os índios batedores enviados por Powatan observavam os forasteiros
de longe.
Um dia, um jovem inglês chamado John, deslumbrado com a beleza
daquela terra, se afastou de seus companheiros para conhecer um pouco
mais aquele magnífico lugar.
Ao se aproximar de uma cachoeira, John encontrou Pocahontas e ficou
encantado com ela.
– Não se aproxime de mim! Estas terras são nossas. Aqui não é o
seu lugar! — disse a moça, muito assustada.
– Você não precisa ter medo, bela jovem. Não quero lhe fazer mal.
Vim aqui apenas para admirar a beleza desta cachoeira.
Pocahontas se acalmou e os dois começaram a conversar. Apesar das
diferenças, eles logo se apaixonaram.
Os jovens estavam conversando, junto a uma árvore, quando ouviram o
som de tiros.
– Fique aqui, minha querida Pocahontas. Vou ver o que está
acontecendo — falou John.
O inglês correu ao acampamento dos seus companheiros e perguntou a
um dos soldados:
– O que foi que aconteceu? Por que vocês estavam atirando?
– Alguns índios estavam nos expionando e nós atiramos neles –
respondeu um soldado.
– O que vocês fizeram foi errado! — exclamou John. — Eles têm
todo direito de ver o que estamos fazendo. Nós é que estamos errados
por acampar na terra dos índios, sem lhes pedir permissão!
Naquela mesma noite, John e Pocahontas se encontraram novamente:
– Não podemos mais nos encontrar — falou a moça. — Meu pai é o
chefe da tribo e isso pode ser muito perigoso para você, John.
– Então, eu irei conversar com o seu pai. Não é justo nos amarmos
sem poder viver este amor — falou John.
Nesse instante, o casal ouviu barulho no mato ao seu redor. Eram os
índios, que ao verem os dois abraçados, acharam que o forasteiro estava
atacando a filha do chefe.
John foi aprisionado em uma tenda. Pocahontas,com os olhos cheios de
lágrimas, disse a John:
– Eu sinto muito. Eles não sabem o que fazem… Acharam que você
estavame atacando.
– Não importa — disse John, sorrindo. — Aqui eu estou perto de
você e isto me basta.
Pocahontas escutou que seu pai e outros índios discutiam a punição
que seria dada ao inglês.
– Papai! Não castigue John! Ele não estava me atacando. Nós nos
amamos e queremos ficar juntos! — implorou Pocahontas.
Powatan ficou confuso com o que a filha disse e pediu um tempo para
pensar.
Nesse instante, os ingleses invadiram a aldeia. John conseguiu se
libertar e rendeu o Governador.
– Meus amigos ingleses! — gritou John. — Não é justo que
invadamos estas terras. Elas são dos índios e não nossas. Além do mais,
não há ouro algum aqui!
Os soldados pararam o ataque e ficaram olhando para John.
– O Governador sabe muito bem disso e quer atacaros índios por
pura maldade! — continuou John. — Ele não é um homem justo, é um
covarde!
Os soldados ingleses ouviram com atenção as palavras de John e, por
fim, viram que ele tinha razão.
A paz foi restabelecida, e os ingleses voltaram para casa, levando
junto o injusto Governador. John decidiu ficar e falou:
– Vocês partem, meus companheiros. Eu ficarei ao lado de minha
amada Pocahontas. A justiça foi feita, índios e ingleses viverão em paz
agora!
E assim, Pocahontas e John viveram juntos e felizes por toda  avida.


'Pocahontas' Finale (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUh3dl9GdUZuVzU0Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 08:01
Ante os Pequeninos

A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.

*

Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxilio, educação e entendimento.

*

Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o celebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala e faz.

*

A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

*

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

*

Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

*

A criança é um capitulo especial no livro do seu dia-a-dia.


*
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 08:15
A Borboleta Orgulhosa

A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus!

Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo.

- Que está fazendo em minha presença, criatura? Não vê que sou mais bela e elegante do que você? costuma ela dizer, fazendo-se de muito importante.

Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não houvesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada diretamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio.

- Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! previniu-a solenemente um sábio do bosque.

A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razão. Mas logo esqueceu esses pensamentos e continuou sua atitude habitual.

Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do rapaz!

Cada um tem aquilo que merece. Não adianta pôr a culpa de nossos erros nos outros, no destino, em Deus ou na má sorte. Cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso.
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Fevereiro de 2011, 08:44
O VENDEDOR DE PASTEL!!

Tico é um menino de dez anos, mas seu corpo físico parece ter sete, morava com sua mãe Singela e mais três irmãos menores, seu pai havia abandonado a família, e não deu mais noticias.
Desde este dia, junto com a mãe,ele assumiu  as despesas de casa, todos os dias acordava bem cedo para ajudá-la na confecção dos pastéis, depois de pronto ele saia para vender, deixando para trás, seus estudos, brincadeiras e sua curta infância. Ele precisava ajudar sua família, sua mãe também vendia outras iguarias em casa.
Onde  ele ia, sempre dizia: bom dia, hoje trago pastel com queijo e mortadela, feito pela minha mãe Singela,fazendo, ele agradava as pessoas,pois era muito educado, andava sempre bem limpo, pois sua mãe sempre lhe dizia que da aparência devia cuidar. Ao chegar  em casa, se unia com a mãe para contarem a renda, para comprarem  seus mantimentos.
Esta era a vida de Tico, já cedo tinha que trabalhar, mas ele era feliz, vivia sorrindo, sempre pensava que tinhas situações piores que a sua. Um dia parou em frente a um armazém, onde viu uma máquina de costura, ele lembrou que um dia sua mãe havia lhe dito que sabia costurar muito bem, na hora ele pensou: Se eu pudesse comprar esta máquina, ela vai poder trabalhar com costuras, não seria tão cansativo como a venda dos pastéis. Sendo assim precisava trabalhar mais,além das vendas, começou a perguntar aos donos da loja se eles não estava precisnado se ajudantes, ele fazia qualquer coisa,e foi aceito por três. Depois da venda dos pastéis, ele limpava as calçadas, jogava lixo, lavava copos, ganhando uns trocadinhos.
Sua mãe, ao perceber sua demora, perguntou o que estava acontecendo, ele sempre respondia, a venda está um pouco difícil mãe,(ele queria lhe fazer uma surpresa), pediu a ela para colocar outros doces para ajudar na venda do pastel assim ela fez.
Todas as tardes, antes de Tico voltar para sua casa, parava em frente ao armazém, para olhar a máquina, o dono ficava lá dentro observando a cena, que se repetia fazia tempo. Um dia foi lá fora, e perguntou a Tico, o por que  dele ficar parado todos os dias em frente a sua loja, o menino contou sua história toda, que deixou senhor Jofre pensativo,lembrando de sua infância, que era muito parecida com a do menino,  perguntou a ele: gostaria de trabalhar aqui? O menino disse sim na hora, mas explicou que só poderia  ser na parte da tarde,depois que vendesse todos os pastéis, ele concordou.
No outro dia, Tico começou o novo serviço, que era deixar todos  os produtos á venda sempre livres da poeira, seu pagamento ficava com o Jofre,para juntar na compra da máquina.
Sempre que Tico chegava para trabalhar, perguntava ao senhor Jofre: Falta muito para a compra? Ele dizia...  Falta sim Tico, ainda não tem nem o inicio da primeira prestação, precisará de muito tempo de trabalho, o menino não se importava, sabia que um dia conseguiria ajudar a mãe a sair deste cansativo trabalho de acordar cedo para fazer os doces e salgados. Assim ele comparecia sempre para trabalhar,alegre, prestativo, sempre ajudando Jofre no que ele precisava.
Com a proximidade do Natal, o menino sempre pedia a Deus, que lhe desse saúde  para cuidar de sua mãe e irmãos, pedia também ao bom velhinho Noel  que lhe ajudasse com o presente para sua mãezinha.
No dia de Natal, após a hora do trabalho, se despediu do Jofre muito alegre, lhe desejando boas festas,o senhor perguntou o que eles iriam ceiar, ele respondeu, leite com chocolate e pão, Tico disse: E o senhor? Jofre respondeu que há muito tempo não comemorava nada, por que vivia só, sua família já era falecida,  o menino o convidou, e Jofre ficou emocionado com aquele gesto, pois sabia que sua família, mal tinham para eles. O Dono  agradeceu e Tico saiu.
Em sua casa, eles se reuniram para rezar e agradecer tudo que tinha, pois sabiam ,  que muitos não tinham nada naquela noite.
Mesmo eles não tendo presente para trocarem entre eles, comemoravam a união da pequena família. Ao baterem a porta, Tico foi atender e para seu espanto encontrou o seu patrão Jofre, com várias sacolas, e uma enorme caixa, o menino pediu para ele entrar, apresentando a mãe, contando naquele momento que com ele trabalhava.
Jofre, além de levar  uma ceia completa de natal,levou também, a tão deseja máquina de costura para Singela, que não sabia se ria ou chorava, Tico ficou muito emocionado com aquele ato, olhando para seu patrão como se perguntasse por que? Jofre  entendo, respondeu, hoje eu ganhei  um valioso presente... Uma nova família, pois há muitos anos eu não tenho uma... Naquela noite mágica onde o sentimento de fraternidade reina no coração das pessoas, surgiu naquele homem solitário, que se identificava  muito com o pequeno Tico.



Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2010


Olá queridos amigos e irmãos....

Trago para vocês, meu décimo segundo conto, onde narro a história de Tico, um menino responspável por sua família, que trabalhava ajudando a mãe, se esforçando para lhe dar uma vida melhor, mesmo com sua pouca idade

Espero que gostem,
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 25 de Fevereiro de 2011, 21:36
           (http://i797.photobucket.com/albums/yy253/blue-nightingale/Christmas%20gifs/drummerboygif.gif)


Boa noite, queridos amigos!


O  APRENDIZ  DESAPONTADO

 

   
Um menino que desejava ardentemente residir no Céu, numa bonita manhã, quando se encontrava no campo, em companhia de um burro, recebeu a visita de um Bom Espírito.

 
Reconheceu, depressa, o emissário de Cima, pelo sorriso bondoso e pela veste resplandecente.

 
O rapazelho gritou:

 
- Mensageiro de Jesus, quero o paraíso! Que fazer para chegar até lá?!

 

O Espírito respondeu com gentileza:

 
- O primeiro caminho para o Céu é a obediência e, o segundo, é o trabalho.

 

O pequeno, que não parecia muito diligente, ficou pensativo.

 
O enviado de Deus então disse:

 
- Venho a este campo, a fim de auxiliar a Natureza que tanto nos dá.

 

- o menino ficou pensativo. E o Espírito convidou:

 
- Queres ajudar-me a limpar o chão, carregando estas pedras para o fosso vizinho?

 
O menino respondeu:

 
- Não posso.

 
O emissário celeste se dirigiu ao burro:- Você quer ajudar-me?

 
O animal pacientemente,transportou tudo.

 
O Espírito passou a dar ordens: - Abramos um caminho.

 
- Eu não! Disse o menino.

 
- Ajudarei... prontificou-se o burro.

 
-Vamos mover o arado. Sugeriu o Espírito.

 
-Safa! Não quero nada , disse o menino.

 
-Eu ajudo... apresentou-se o burro

 
Durante a sementeira, o pequeno repousava e o burro trabalhava.

 
Abriram um filete de água.

 
O jovem, cheio de saúde e de leveza, permanecia amuado, choramingando sem razão.

 
No fim do dia, o campo estava lindo.

 
Canteiros bem desenhados surgiam ao centro, ladeados por fios de água benfeitora.

 
As árvores pareciam orgulhosas de proteger os canteiros. O vento parecia um sopro divino no matagal.

 
A Lua espalhou intensa claridade.

 
O Espírito abraçou o obediente animal.

 
- Deus abençoe sua contribuição, meu amigo, disse o Espírito.

 
O  menino viu que o mensageiro se punha de volta, gritou, ansioso:

 
- Espírito  querido, quero seguir contigo, quero ir para o Céu!...

 
O emissário divino respondeu, porém:

 
- O paraíso não foi feito para gente preguiçosa.

 
E o emissário informou:

 
Se você deseja encontrá-lo, aprende primeiramente a obedecer com o burro que soube ser disciplinado e educado também.

 
E assim esclarecendo subiu para as estrelas, deixando o rapazinho desapontado, mas disposto a mudar de vida.

 

 
Livro A Vida Fala III. Psicografia de Francisco C. Xavier.


 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:11
Em Casa

Ninguém foge à Lei da Reencarnação.

ONTEM, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral. HOJE, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

ONTEM, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício. HOJE, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.

ONTEM, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes. HOJE, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho-problema, o cálice amargo da redenção.

ONTEM, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio. HOJE, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

ONTEM, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência. HOJE, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência no curso infatigável da tolerância.

ONTEM, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhes o espírito, a punhaladas de ingratidão. HOJE, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.

Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam...

A humildade é a chave de nossa libertação.

E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.

* * *


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Amor e Vida em Família.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:18
Ser criança é...

 Ser criança é achar que o mundo é feito de fantasias,
  Sorrisos e brincadeiras.
Ser criança é comer algodão doce e se lambuzar.
  Ser criança é acreditar num mundo cor de rosa.
Cheio de pipocas
Ser criança é olhar e não ver o perigo.
Ser criança é sorrir e fazer sorrir.
Ser criança é chorar sem saber porque.

Ser criança é se esconder para nos preocupar.
Ser criança é pedir com os olhos.
Ser criança é derramar lágrima para nos sensibilizar.
Ser criança é isso e muito mais.
  É nos ensinar que a vida, apesar de difícil,
Pode tornar-se fácil com um simples sorriso.
  É nos ensinar que criança só quer carinho e afeto.
É nos ensinar que, para sermos felizes,
Basta apenas olharmos para uma criança


Ser criança é tudo isso e muito mais...
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:24
AS CRIANÇAS APRENDEM AQUILO QUE VIVEM

Se uma criança vive criticada,
aprende a condenar;

Se uma criança vive com maus tratos,
aprende a brigar;

Se uma criança vive humilhada,
aprende a se sentir culpada;

Se uma criança é estimulada,
aprende a confiar;

Se uma criança valorizada,
aprende a valorizar;

Se uma criança vive no equilíbrio,
aprende ser justa;

Se uma criança vive em segurança,
aprende a ter fé;

Se uma criança é bem aceita,
aprende respeitar;

Se uma criança vive na amizade,
aprende a ser amiga,
aprende a encontrar amor no mundo




Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:29
Oração da criança

Certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g...
Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou: filho, o que você está fazendo?


Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer. Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que faça uma boa oração com essas letras.
O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto. Simplicidade que esquecemos muitas vezes.

Quantas vezes dizemos que não sabemos orar ou como nos dirigir ao Criador. Chegamos a pedir a outros que orem por nós, pelas nossas necessidades, pelos nossos afetos, porque não sabemos como orar.

E é tão simples. Orar é dialogar com quem é o maior responsável pela nossa vida, por tudo que somos, desde que nos originamos da sua vontade: Deus.

Não há necessidade de palavras difíceis, rebuscadas ou decoradas. A oração deve ser espontânea, gerada pela necessidade do momento. Ou por um momento de intensa alegria, uma conquista concretizada, um objetivo alcançado.

Já nos ensinou o Mestre Galileu em seu tempo: não creiais que por muito falardes, sereis ouvidos. Não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos.

E sabiamente ainda ensinou Jesus que se devia orar ao Pai em secreto. Portanto, existem muitas preces que nem chegam a ser proferidas. Explodem da alma para os céus sem que os lábios tomem parte, sem que as cordas vocais sejam acionadas.

Deus vê o que se passa no fundo dos corações. Lê o pensamento dos seus filhos.
A oração pode se tomar incessante em nossas vidas sem que haja necessidade de tomarmos qualquer postura especial. A prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção dos nossos trabalhos.

Pode consistir no ato de reconhecimento a Deus quando escapamos de um acidente que poderia ser fatal. Pode ser um momento de êxtase pela beleza do oceano que joga suas ondas contra as rochas, desejando arrebatá-las para o seu seio.

Ou, ainda, ante o espetáculo de cores do arco-íris após a tormenta que despetalou as rosas.
Sem fórmulas prontas, sem palavras encomendadas ou de difícil pronúncia.
Rogar, agradecer. Exatamente como a criança que ganha um brinquedo, pula no colo do pai, e diz sorrindo: obrigado, papai. Adorei.

Ou, quando, súplice, pede: papai compra um sorvete? Ah, por favor. Compra, papai.
Singeleza, simplicidade. É assim que devemos dialogar com Deus, nosso Pai.
Deus, em sua infinita misericórdia, criou um canal especial de comunicação para que a qualquer hora, em qualquer lugar, todo ser pensante pudesse falar com ele.

Este canal chama-se prece. Acessível ao pobre, ao abastado, ao letrado e ao desprovido de recursos intelectuais. À criança e ao adulto; a quem crê e até mesmo a quem não crê mas que um dia se dá conta que é muito confortador ter um Pai que escuta sempre, atende e socorre.
Não se esqueça de usar o seu canal especial de comunicação.


Fonte: Momento Espírita, a partir do cap. "A oração de uma criança", da obra Histórias para o coração da mulher de Alice Gray e do cap. XXVII, item 22 de O Evangelho segundo o Espiritísmo






Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:55
Pedrinho disse não!

         Pedrinho tem dez anos e é um garoto muito esperto. Uma tarde, ele estava indo para casa, quando dois meninos da escola o chamaram.

         - Ei, garoto, vem cá! - Logo eles estavam andando ao lado de Pedrinho.

         - E aí, cara, tudo bem? - Disse um deles.

         - Tudo bem. - Respondeu e continuou andando.

         - Cara, temos uma coisa legal aqui. Dá uma sensação ótima. Você quer experimentar? - Disse o outro.

         - Não, obrigado.- Disse Pedrinho, muito sério.

         - É de graça, insistiu, e você vai gostar. - E mostraram algo como um cigarro.

         Pedrinho disse que não queria experimentar. Os garotos riram dele. Disseram que ele era careta, covarde. Mas o menino seguiu andando para casa, sem dizer mais nada.

         ;À noite, contou ao seu pai o que havia acontecido.

         - Você agiu muito bem, meu filho. Eles lhe ofereceram um tipo de droga. Você lembra que já conversamos sobre isso?

         O menino lembrava. Foi uma conversa muito séria, quando seu pai explicou sobre as drogas e todos os prejuízos que elas trazem: fazem mal à saúde do corpo e do espírito; atrapalham a vida na escola; e, com o tempo, esse erro leva a não conseguir mais viver sem as drogas; então as pessoas brigam, roubam e, às vezes, até matam para manter o vício.

         - É uma realidade muito triste a daqueles que seguem esse caminho, pois é um caminho muito ruim e de difícil retorno. Não devemos nem experimentar.

         Pedrinho concordou. Mas achou difícil dizer não, já que os garotos insistiram e riram dele. Ao que o pai explicou:

         - Sei que pode ser difícil dizer não, mas é o correto. Seja firme! Você é um bom filho - Disse o pai, e abraçou o menino. - Continue estudando, brinque, faça amizade com outros garotos que também desejam seguir na estrada da saúde e do bem.

         Pedrinho, ainda no colo do pai, prometeu a si mesmo continuar estudando, sempre longe dos maus amigos e das drogas. Porque droga não é legal!


Claudia Schmidt

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 10:58
Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Desejamos um ótmo final de semana repleto de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Estão convidados a trazerem suas mensagens... Desejamos que voltem sempre...
são os sinceros votos das amigas Dothy e  Katia


Abraços afetuoso


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Fevereiro de 2011, 19:02
A CORAGEM DE SOFY!!

- Sofy, é uma tartaruga de três anos, ela nasceu muito pequena em relação as outras tartarugas e por este motivos, seus primos e amigos citavam esta diferença entre eles, sempre que saíam para brincar, não deixavam ela ir pois diziam: Tu só vai nos atrapalhar, és muito pequena, não aguenta nem correr, dizendo ist  se afastavam deixando Sofy t em um canto. Triste, ela saia para conversar com suas duas amigas Dona galinha Carijó e Gema estalada que lhe recomendavam... Não ligues pequena Sofy, não somos medidos pelo nosso tamanho, mas sim pelo que somos, Dona gema estalada complementava, não tens que te intimidar com eles, não dê importância mesmo que não queiram precisas te integrar, afinal vocês são todos iguais não se sinta diminuída com o que eles pensam.
No outro dia... Sofy lá estava entre ele  mesmo contra a vontade de todos, ela iria brincar, ele só  para desanimarem ela, faziam corridas  pois sendo  pequena, sempre chegava por última mas... Nada fez ela desistir.
- Todos os dias eles inventavam brincadeiras para ela ter dificuldades, mas Sofy persistia... sempre.
- Ela pensava consigo mesma: Eles ainda vão ver o valor que eu tenho. Este dia chegou não do jeito que ela pensava ou queria mas chegou.
- Eles estava retornando de mais uma brincadeira com Sofy sempre atrás, quando todos ouviram o barulho afinado de vários gaviões, foi o maior desesper  todos correndo com medo de serem presas deles, Sofy chegou perto de um tronco caído chamando todos seus amigos para entrarem com ela, que primeiro, mas... Quando ela olhou para trás percebeu que não dava para eles entrarem pois eram muito grandes. Sofy ficou assustada, nervosa, pois sabia que eles não teriam escapatória, precisava fazer algo para ajudar todos. Teve a idéia e começou a rolar com o tronco, fazendo o mesmo sair do lugar que estava, deixando um vago embaixo, onde seus amigos entraram, depois ela rolou de novo fazendo o tronco ficar por cima deles.
- Passado um tempo, nada mais de gaviões e todos saíram do esconderijoe Sofy depois, voltaram apressados para casa.
- Chegando lá, ao se recuperarem do susto olharam para a pequena Sofy que poderia ter salvo apenas a si mesma, mas pensou e lutou por todos eles.
-  Ficaram admirados com tanta coragem de alguém  que sempre fora destratada por eles.  refletindo  em seus atos impensados, se desculparam com ela. Com  este gesto tão nobre da parte dela, perceberam que realmente  tamanho não era documento.
- Agora, em todas as brincadeiras a pequena Sofy  já não era mais descriminada. Era respeitada por todos, nada mais de brincadeiras para ela desistir... Todos aprenderam a  lição.

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Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2010


Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos

Trago  a vocês meu décimo terceiro conto onde narro a história da pequena Sofy, por ser diferente fisicamente dos amigos e primos, era descriminada por eles.
 Mas um dia uma situação mostrou a todos que Sofy teve um gesto nobre, fazendo eles se sentirem envergonahdos com suas atitudes com ela.

Espero que gostem.... Abraços afetuosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 26 de Fevereiro de 2011, 23:25
Boa noite, queridos amigos!




A lebre e a tartaruga (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9Mb2g0MnpHalFRJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Fevereiro de 2011, 15:04
A surpresa do achado


        Certa vez, um pequeno pastor caminhava pelos campos pastoreando suas ovelhas.

         Já estava cansado e com fome quando, sobre o capim verde e em meio à vegetação, encontrou pequena bolsa de couro. Abriu e, qual não foi sua surpresa: ali estavam cinco lindas moedas de ouro brilhando no fundo da bolsa!

         Ficou eufórico! Quanta coisa poderia fazer com esse dinheiro!

         Pegando as rutilantes moedas na mão, ainda pensou que deveriam pertencer a alguém, e que esse alguém por certo estaria desesperado.

         O desejo de ficar com as moedas, porém, falou mais alto e, acalmando a consciência, guardou o pequeno tesouro pensando, sem muito entusiasmo:

         — Se por acaso encontrar a pessoa que perdeu as moedas, devolvo-as. Caso contrário, elas são minhas por direito, pois as encontrei.

         E assim pensando, passou o resto do dia a fazer planos de como usaria o tesouro que tão inesperadamente lhe caíra nas mãos.

         Ao cair da tarde, levou as ovelhinhas de volta para casa, resolvido a nada contar à sua mãe, com medo de que ela o fizesse devolver as moedas. Afinal, não existiam tantas casas assim nas imediações e, por certo, alguém do vale as perdera.

         Ao chegar em casa ficou sabendo que seu pai precisara fazer uma viagem para fechar um negócio muito lucrativo.

         Três dias depois seu pai voltou. Vinha desanimado e triste, todo sujo e coberto de poeira.

         A mulher, preocupada, perguntou o que acontecera, e ele respondeu:

         — Você não imagina o que me aconteceu! Após muito viajar cheguei ao meu destino. Quando fui fechar o negócio, porém, dei por falta do dinheiro que levara separado para pagar as ovelhas. Procurei por todo lado, revirei meus pertences, mas nada achei. Percebi, tarde demais, que a mochila que levara estava com um buraco no fundo e, por certo, deixara cair pelo caminho a bolsa com o dinheiro. Mas, como encontrar? Com certeza alguém já teria achado seu dinheiro e nunca mais veria aquele que representava as economias de muito trabalho e dedicação.

         E o homem tristemente concluiu:

         — Meus recursos terminaram e tive que recorrer à caridade pública. Não tinha onde me abrigar, nem o que comer. Graças a Deus, consegui chegar até aqui em casa depois de muito sofrimento. Embora tenha perdido tudo o que possuía, tenho vocês que são o meu tesouro.

         Assim dizendo, abraçou o filho e a esposa, emocionado até às lágrimas.

         O jovem, lembrando-se do tesouro que possuía ficou contente. Afinal, poderia fazer algo pelo seu querido pai.

         Correu até seu quarto e voltou com a pequena bolsa de couro contendo as cinco moedas e, com sorriso feliz, entregou-a ao pai, dizendo-lhe:

         — Pegue, meu pai. É tudo seu!

         O pobre homem ao ver a bolsa reconheceu-a e perguntou, surpreso:

         — Onde foi que a encontrou, meu filho?

         — Em meio à vegetação, quando pastoreava as ovelhas.

         — É verdade! Eu quis ganhar tempo e cortei caminho pelo campo, saindo da estrada. Oh, meu filho! Graças a Deus, você a encontrou. O Senhor é muito bom! Mas, como soube que era minha?

         De olhos arregalados o rapaz respondeu:

         — Não sabia, papai. Nunca poderia supor que lhe pertencesse. Julguei que fosse de outra pessoa!

         O pai ficou sério repentinamente e, segurando-o pelo braço, inquiriu:

         — O que fez, meu filho? Encontrou este tesouro que alguém perdera e ficou com ele, quando não lhe pertencia? Como fui eu que perdi, poderia ser qualquer outra pessoa aqui do vale. Não pensou no desespero que, por certo, atingiria o dono das moedas e na falta que elas lhe fariam?

         — Não, papai. Não pensei em nada disso. Desculpe-me. Somente agora começo a perceber como fui egoísta e ambicioso.

         O pequeno pastor, arrependido, abaixou a cabeça, enquanto as lágrimas corriam pelo seu rosto.

         — Perdoe-me, papai. Sei que agi errado e agora compreendo a enormidade da minha falta.

         O pai afagou a cabeça do filho, dizendo:

         — Meu filho, nós temos que respeitar o que é dos outros, para que os outros também respeitem o que nos pertence. Jesus, nosso Mestre, ensinou que seríamos responsáveis por todos os nossos atos e que deveríamos fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse. Agora pense: Se você tivesse perdido as moedas, o que gostaria que lhe fizessem?

         — Ficaria muito feliz se quem as achou me devolvesse a bolsa, com as moedas, claro!

         — Então, meu filho, assim também deve fazer para com os outros.

         O pequeno pastor agradeceu a lição recebida e prometeu a si mesmo que nunca mais seria egoísta e ambicioso.


Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita




Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Fevereiro de 2011, 15:18
Olá queridos amigos e irmãos, membros e visitantes deste espaço de felicidades..... Sejam bem-vindos

Desejo a todos um ótimo domingo de muita paz.. Abraços afetuosos



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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Fevereiro de 2011, 15:28
A Pequena Vendedora de Fósforos
(Hans Christian Andersen)



Fazia um frio terrível; caía a neve e estava quase escuro; a noite descia: a última noite do ano.
Em meio ao frio e à escuridão uma pobre menininha, de pés no chão e cabeça descoberta, caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos; mas de nada adiantavam, eram chinelos tão grandes para seus pequenos pézinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menininha os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram terrivelmente depressa, sacolejando.
Um dos chinelos não mais foi encontrado, e um menino se apoderara do outro e fugira correndo.
Depois disso a menininha caminhou de pés nus - já vermelhos e roxos de frio.
Dentro de um velho avental carregava alguns fósforos, e um feixinho deles na mão.
Ninguém lhe comprara nenhum naquele dia, e ela não ganhara sequer um níquel.
Tremendo de frio e fome, lá ia quase de rastos a pobre menina, verdadeira imagem da miséria!
Os flocos de neve lhe cobriam os longos cabelos, que lhe caíam sobre o pescoço em lindos cachos; mas agora ela não pensava nisso.
Luzes brilhavam em todas as janelas, e enchia o ar um delicioso cheiro de ganso assado, pois era véspera de Ano-Novo.
Sim: nisso ela pensava!
Numa esquina formada por duas casas, uma das quais avançava mais que a outra, a menininha ficou sentada; levantara os pés, mas sentia um frio ainda maior.
Não ousava voltar para casa sem vender sequer um fósforo e, portanto sem levar um único tostão.
O pai naturalmente a espancaria e, além disso, em casa fazia frio, pois nada tinham como abrigo, exceto um telhado onde o vento assobiava através das frinchas maiores, tapadas com palha e trapos.
Ah! bem que um fósforo lhe faria bem, se ela pudesse tirar só um do embrulho, riscá-lo na parede e aquecer as mãos à sua luz!
Tirou um: trec! O fósforo lançou faíscas, acendeu-se.
Era uma cálida chama luminosa; parecia uma vela pequenina quando ela o abrigou na mão em concha...
Que luz maravilhosa!
Com aquela chama acesa a menininha imaginava que estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa base de cobre, assim como a coifa.
Como o fogo ardia! Como era confortável!
Mas a pequenina chama se apagou, o fogão desapareceu, e ficaram-lhe na mão apenas os restos do fósforo queimado.
Riscou um segundo fósforo.
Ele ardeu, e quando a sua luz caiu em cheio na parede ela se tornou transparente como um véu de gaze, e a menininha pôde enxergar a sala do outro lado. Na mesa se estendia uma toalha branca como a neve e sobre ela havia um brilhante serviço de jantar. O ganso assado fumegava maravilhosamente, recheado de maçãs e ameixas pretas. Ainda mais maravilhoso era ver o ganso saltar da travessa e sair bamboleando em sua direção, com a faca e o garfo espetados no peito!
Então o fósforo se apagou, deixando à sua frente apenas a parede áspera, úmida e fria.
Acendeu outro fósforo, e se viu sentada debaixo de uma linda árvore de Natal. Era maior e mais enfeitada do que a árvore que tinha visto pela porta de vidro do rico negociante. Milhares de velas ardiam nos verdes ramos, e cartões coloridos, iguais aos que se vêem nas papelarias, estavam voltados para ela. A menininha espichou a mão para os cartões, mas nisso o fósforo apagou-se. As luzes do Natal subiam mais altas. Ela as via como se fossem estrelas no céu: uma delas caiu, formando um longo rastilho de fogo.
"Alguém está morrendo", pensou a menininha, pois sua vovozinha, a única pessoa que amara e que agora estava morta, lhe dissera que quando uma estrela cala, uma alma subia para Deus.
Ela riscou outro fósforo na parede; ele se acendeu e, à sua luz, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
- Vovó! - exclamou a criança.
- Oh! leva-me contigo!
Sei que desaparecerás quando o fósforo se apagar!
Dissipar-te-ás, como as cálidas chamas do fogo, a comida fumegante e a grande e maravilhosa árvore de Natal!
E rapidamente acendeu todo o feixe de fósforos, pois queria reter diante da vista sua querida vovó. E os fósforos brilhavam com tanto fulgor que iluminavam mais que a luz do dia. Sua avó nunca lhe parecera grande e tão bela. Tornou a menininha nos braços, e ambas voaram em luminosidade e alegria acima da terra, subindo cada vez mais alto para onde não havia frio nem fome nem preocupações - subindo para Deus.
Mas na esquina das duas casas, encostada na parede, ficou sentada a pobre menininha de rosadas faces e boca sorridente, que a morte enregelara na derradeira noite do ano velho.
O sol do novo ano se levantou sobre um pequeno cadáver.
A criança lá ficou, paralisada, um feixe inteiro de fósforos queimados. - Queria aquecer-se - diziam os passantes.
Porém, ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo, nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia do Ano­Novo.


Contos, fabulas e historinhas: A Pequena Vendedora de Fósforos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Marccello em 27 de Fevereiro de 2011, 15:36
Olá queridas amigas Kátia e Dothy! :D

Excelente tópico! :D

Belos contos infantis...muito bom para evangelização...peço permissão para utiliza-los nos quadrinhos do "Espitirinhas". ;)

Grande abraço! :D

Muita paz. :)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Fevereiro de 2011, 15:51
Olá querido amigo Marccello... Seja bem--vindo

Este espaço é seu também, e podes  utilizá-lo  sempre que necessário.
Sei que será aproveitado da melhor forma possível para o progresso do espírito na evangelização infantil e na vida toda...

Beijos e abraços afetuosos  Dothy e katia

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 28 de Fevereiro de 2011, 05:12
Querido amigo Marccello


Seja sempre bem-vindo e sinta-se â vontade para utilizar os contos que estou postando nesse espaço criado pela nossa amiga Dothy.

Abraços afetuosos da Katia

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 28 de Fevereiro de 2011, 05:18
             

                        (http://i536.photobucket.com/albums/ff324/drasimoneleandro/Picture8.jpg)


A Estória do lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".


Paulo Coelho
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 08:05
As Fadas
(Charles Perrault)


Era uma vez uma viúva que tinha duas filhas.
A mais velha se parecia tanto com ela, no humor e de rosto, que quem a via, enxergava a própria mãe. Mãe e filha eram tão desagradáveis e orgulhosas que ninguém as suportava.
A filha mais nova, que era o retrato do pai, pela doçura e pela educação, era, ainda por cima, a mais linda moça que já se viu.
Como queremos bem, naturalmente, a quem se parece conosco, essa mãe era louca pela filha mais velha. E tinha, ao mesmo tempo, uma tremenda antipatia pela mais nova, que comia na cozinha e trabalhava sem parar como se fosse uma criada.
Tinha a pobrezinha, entre outras coisas, de ir, duas vezes por dia, buscar água a meia légua de casa, com uma enorme moringa, que voltava cheia e pesada.
Um dia, nessa fonte, lhe apareceu uma pobre velhinha, pedindo água:
- Pois não, boa senhora - disse a linda moça.
E, enxaguando a moringa, tirou água da mais bela parte da fonte, dando-lhe de beber com as próprias mãos, para auxiliá-la.
A boa velhinha bebeu e disse:
- Você é tão bonita, tão boa, tão educada, que não posso deixar de lhe dar um dom .Na verdade, essa mulher era uma fada, que tinha tomado a forma de uma pobre camponesa para ver até onde ia a educação daquela jovem.
- A cada palavra que falar - continuou a fada -, de sua boca sairão uma flor ou uma pedra preciosa.
Quando a linda moça chegou a casa, a mãe reclamou da demora.
- Peço-lhe perdão, minha mãe - disse a pobrezinha -, por ter demorado tanto.
E, dizendo essas palavras, saíram-lhe da boca duas rosas, duas pérolas e dois enormes diamantes.

Contos, fabulas e historinhas: As Fadas
- O que é isso? - disse a mãe espantada -, acho que estou vendo pérolas e diamantes saindo da sua boca. De onde é que vem isso, filha? Era a primeira vez que a chamava de filha.
A pobre menina contou-lhe honestamente tudo o que tinha acontecido, não sem pôr para fora uma infinidade de diamantes.
- Nossa! - disse a mãe -, tenho de mandar minha filha até a fonte.
- Filha, venha cá, venha ver o que está saindo da boca de sua irmã quando ela fala; quer ter o mesmo dom? Pois basta ir à fonte, e, quando uma pobre mulher lhe pedir água, atenda-a educadamente.
- Só me faltava essa! - respondeu a mal-educada- Ter de ir até a fonte!
- Estou mandando que você vá - retrucou a mãe -, e já.
Ela foi, mas reclamando. Levou o mais bonito jarro de prata da casa.
Mal chegou à fonte, viu sair do bosque uma dama magnificamente vestida, que veio lhe pedir água.
Era a mesma fada que tinha aparecido para a irmã, mas que surgia agora disfarçada de princesa, para ver até onde ia a educação daquela moça.
- Será que foi para lhe dar de beber que eu vim aqui? - disse a grosseira e orgulhosa. - Se foi, tenho até um jarro de prata para a madame! Tome, beba no jarro, se quiser.
- Você é muito mal-educada - disse a fada, sem ficar brava.
- Pois muito bem! Já que é tão pouco cortês, seu dom será o de soltar pela boca, a cada palavra que disser, uma cobra ou um sapo.
Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse:
- E então, filha?
- Então, mãe! - respondeu a mal-educada, soltando pela boca duas cobras e dois sapos.
- Meu Deus! - gritou a mãe -, o que é isso? A culpa é da sua irmã, ela me paga. E imediatamente ela foi atrás da mais nova para espancá-la.
A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta mais próxima.
O filho do rei, que estava voltando da caça, encontrou-a e, vendo como era linda, perguntou-lhe o que fazia ali tão sozinha e por que estava chorando.
- Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa.
O filho do rei, vendo sair de sua boca cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes, pediu-lhe que lhe dissesse de onde vinha aquilo.
Ela lhe contou toda a sua aventura. O filho do rei apaixonou-se por ela e, considerando que tal dom valia mais do que qualquer dote, levou-a ao palácio do rei, seu pai, onde se casou com ela.
Quanto à irmã, a mãe ficou tão irada contra ela que a expulsou de casa.
E a infeliz, depois de muito andar sem encontrar ninguém que a abrigasse, acabou morrendo num canto do bosque.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 08:14
A Pequena Sereia
(Hans Christian Andersen)


A Pequena Sereia era a filha caçula do rei Tritão, era uma sereia diferente das outras cinco irmãs. Era muito quieta, não era difícil vê-la distante e pensativa.
Desde os dez anos, a Pequena Sereia guardava uma estátua de um jovem príncipe que havia encontrado num navio naufragado. Passava às vezes horas contemplando a estátua, que aguçava ainda mais sua vontade de conhecer o mundo da superfície. Porém esse seu desejo só poderia ser realizado quando completasse quinze anos, nessa idade é dada a permissão para as sereias nadarem até a superfície do mar.
Para a Pequena Sereia esse dia especial parecia nunca chegar. Ela acompanhava a cada ano, os quinze anos de cada uma das suas irmãs, ansiosa para que o seu dia chegasse em breve também, e escutava atenta o relato de cada uma delas sobre tudo aquilo que viram.
As irmãs contavam sobre os barulhos da cidade, as luzes, o céu, os pássaros, sobre as pessoas, animais, eram tantas as novidades que só aumentava o desejo da Pequena Sereia de conhecer aquele mundo.
A Pequena Sereia queria ver as cores douradas que surgiam no céu, quando o sol de escondia no horizonte. A chuva, com as nuvens cor de chumbo. Conhecer o arco-íris, as flores, as montanhas, as plantas.
Às vezes as cinco irmãs subiam juntas à superfície para passear, e a Pequena sereia ficava triste em seu quarto, no castelo, sentia uma enorme angústia e uma coisa estranha, parecia ter vontade de chorar, embora as sereias não chorem, pois não têm lágrimas.
Até que o dia tão esperado chegou, o coração da Pequena Sereia saltitava de felicidade. Recebeu de presente da sua avó um colar de pérolas, símbolo da realeza.
A pequena sereia chegou à superfície na hora do pôr–do-sol. O céu estava dourado com nuvens rosadas. Ela ficou maravilhada com o que via.
Ela avistou um grande navio com três mastros e nadou até ele. O céu escureceu e no navio foram acesas centenas de lanternas coloridas. A sereiazinha nadou contornando o navio e, pela escotilha do salão viu pessoas alegres, dançando. Um rapaz em especial, chamou-lhe atenção.
Passadas algumas horas, o vento começou a soprar forte. A lua e as estrelas sumiram do céu e começaram a surgir trovões e relâmpagos.
O mar estava revolto, ondas gigantescas atacavam o navio. Os marujos assustados, retiraram as velas do navio. As pessoas gritavam assustadas. O navio balançava muito, até que uma onda gigantesca o tombou para o lado. A escuridão foi total.
Um raio iluminou o céu e a Pequena Sereia viu pessoas gritando e tentando se salvar nadando.
De repente a sereiazinha viu o príncipe. Ele estava se afogando. Ela sentia que tinha que ajudá-lo. Ela nadou entre os destroços do navio e o alcançou.
O jovem príncipe estava desmaiado. Ela segurou firmemente, mantendo a cabeça dele para fora da água, e flutuou com ele até a tempestade passar.
Ao raiar do sol, a sereiazinha verificou que o príncipe respirava tranqüilamente. Ela ficou aliviada em ver que ele estava bem, ficou tão contente que o beijou. Nadou com ele até uma praia, o dentou na areia e escondeu-se atrás das rochas.
Ela viu que existia algumas casinhas por perto, certamente alguém o encontraria.
Logo uma jovem apareceu na praia e foi caminhando na direção do rapaz. O , que até então, estava desmaiado acordou e sorriu para a moça. A moça correu para buscar ajuda e em pouco tempo o príncipe foi levado ao vilarejo.
A sereiazinha ficou aliviada por ter salvado o jovem, mas ficou triste pois temia não vê-lo novamente.
A Pequena Sereia voltou para o seu castelo no fundo do mar. As irmãs a encontraram triste e quieta. Após longa insistência das irmãs, a sereiazinha contou-lhes toda a sua aventura.
Uma das irmãs sabia quem era o príncipe e sabia que ele morava em um castelo à beira-mar.
As seis sereias nadaram até lá. Esconderam-se atrás de uns rochedos, esperaram até que viram o príncipe e viram que ele estava bem.
A pequena sereia pensava muito no jovem príncipe. Ela daria sua vida para ser humana e encontrar-se com o príncipe nem que fosse só por um dia.
Seu pai, o rei Tritão estava preocupado com a filha, nem as festas no palácio alegravam a jovem sereia. Ela nem cantava mais nas festas, todos adoravam ouvi-la cantar, sua voz era linda.
Numa noite, a Pequena Sereia tomou uma decisão: foi procurar a feiticeira do mar.
A feiticeira é uma bruxa, mora no meio dos redemoinhos, cercada de plantas cheias de espinhos e animais peçonhento e perigosos.
A sereiazinha acreditava que a única pessoa capaz de ajudá-la a transformar-se em humana, seria a feiticeira.

Contos, fabulas e historinhas: A Pequena Sereia
A feiticeira concordou em lhe dar duas pernas, mas a sereiazinha só se tornaria humana se o príncipe se apaixonasse e casasse com ela. Avisou que a sereiazinha sentiria terríveis dores nas pernas par ao resto da vida e nunca mais poderia voltas ao fundo do mar. Caso o príncipe não se apaixonasse por ela e casasse com outra moça, depois da noite do casamento, o primeiro raio de sol transformaria a Pequena Sereia em espuma.
A sereiazinha ficou assustada, mas aceitou correr o risco, pois queria estar com o seu amado.
Em troca dos serviços da feiticeira, a jovem lhe daria a sua voz.
Mesmo assim, a sereiazinha aceitou a proposta, estava decidida a tentar.
A feiticeira deu-lhe um frasco contendo a poção que lhe daria as pernas .Em seguida roubou-lhe a voz.
A sereiazinha não se despediu de ninguém, nadou em direção ao palácio do príncipe. Foi então, que ela tomou a poção dada pela feiticeira. Imediatamente sentiu terríveis dores como se punhais lhe rasgassem a cauda.
A dor foi tamanha que a jovem não agüentou e desmaiou.
Quando amanheceu, a princesa acordou, na praia, ao seu lado estava o príncipe, olhando-a curioso e preocupado.
A sereiazinha percebeu que estava sem roupa, e possuía duas pernas no lugar de sua cauda. Cobriu-se então com seus longos cabelos.
O príncipe quis saber seu nome e o que acontecera. Porém, a jovem não conseguia falar, não tinha mais sua voz.
O príncipe a levou para o palácio, onde foi cuidada e alimentada. A sereiazinha passou a viver feliz naquele lugar ao lado do príncipe. Sofria terríveis dores sempre que andava, era como se algo furasse seus pés. Mas nada era superior a sua felicidade em estar com o seu amado.
Cada dia que passava, o príncipe gostava mais da pequena sereia, As pessoas do palácio também se encantavam com a pequena sereia. Porém o coração do príncipe e seus pensamentos pertenciam à jovem que o encontrara na praia, ele achava que ela o havia salvo.
Um dia a pequena sereia descobriu que o rei planejava casar o príncipe com a filha do rei vizinho. Eles fariam uma viagem de navio para conhecer a futura noiva.
A pequena sereia ficou muito triste, se o príncipe se casasse com outra ela morreria. Ficou cheia de esperança quando o jovem príncipe lhe confidenciou que nãos e casaria com a jovem escolhida pelo seu pai, pois já amava outra moça.
A sereiazinha acompanhou a família real na viagem.
Na hora em que conheceu a futura noiva, o príncipe ficou encantado, era a mesma moça da praia.
A pequena sereia viu que o príncipe estava apaixonado. Naquela mesma noite ele casou-se com a jovem princesa, a moça da praia.
Enquanto todos festejavam, a princesa sofria de tristeza. Foi então para o convés observar o mar. Nesse momento ela viu suas irmãs, todas de cabelos curtos.
Deram seus cabelos à feiticeira em troca de um punhal mágico. A Pequena Sereia precisaria matar seu amado com aquele punhal, antes do amanhecer, assim, poderia voltar a ser sereia e viver no fundo do mar.
A sereiazinha muito triste pegou o punhal, foi até o quarto do príncipe e vendo-o dormindo tranqüilo ao lado da sua esposa, saiu correndo dali.
A sereiazinha tinha um coração bom, e seu amor era verdadeiro, não poderia jamais matar o seu amado. Sendo assim, ela se dirigiu ao convés do navio, já estava amanhecendo. A sereiazinha, então, atirou-se no mar, no mesmo instante o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, e assim o feitiço se realizou, a Pequena Sereia virou espuma branca do mar.


Pequena Sereia - Parte do Seu Mundo (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVZtbDJwaFhmMVRNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 08:27
A TRISTEZA... FUGIU!!


Tenan,  é um menino de oito anos, mora com seus pais, em um condomínio de apartamentos. É um menino muito inteligente, esperto,bom amigo, sempre querido por todos.
Todos os dias ao voltar da escola, ele passava em frente a um hospital,onde tinha, uma grande janela que dava na ala para os idosos, ele sempre olhava pela janela, e via diariamente, aquelas pessoas com semblantes de sofrimentos e tristeza. Ao chegar em casa, sempre perguntava a mãe se podia ir visitá-los, ao que ela respondia:  Tenan, tu ainda és uma criança, e hospital, não é lugar para crianças, seu pai complementava,  meu filho... Eles tem família, isto é problema de adultos.
Tenan, não se conformava com estas respostas, e aquela cena, era  contínua , pois o hospital, era seu caminho diário, queria fazer algo para ver aquelas pessoas sorrirem, mas não sabia o que e nem como fazer.  Um dia em  uma atividade extra- classe em sua escola, apareceu um grupo de teatro, com apresentação de fantoches, com muitos risos, encantos, cores, nomes, o que fez na hora,Tenan ter uma idéia.
Ao chegar  em casa,Tenan  foi logo para seu quarto, onde pegou uma meia sua, muito colorida, e um saco de papel, ali ele começou a fazer seus fantoches, com muitos enfeites, recortes, depois de pronto, guardou  logo em sua mochila. No outro dia ao voltar da escola, pegou o caminho para o hospital, chegou bem perto da janela dos idosos, subiu em um caixote, ficando na ponta dos pés, dando um forte assobio com um apito que tinha, ele colocou o primeiro fantoche que representava uma cobra  a vista de todos, depois colocou o outro que representava um canário, e dramatizou uma cena entre os dois personagens, chorou, sorriu, brigou, imitou varais vozes de seus personagens, que fez o primeiro idoso sorrir, sendo seguido depois, pelos demais. Finalmente, Tenan encontrou um meio para ajudar aqueles vovôs a saíram da tristeza e solidão em que se apresentavam.  Agora sempre que chegava da escola, criava novos personagens para seu teatro da alegria, isso o deixava muito feliz, depois  que  ele terminava os novos fantoches,ia brincar com seus amiguinhos.
Os idosos, já esperavam por aquela animação, aos poucos eles iam melhorando, por que sua grande doença era a tristeza, a solidão, e alguns até participavam junto com o menino das narrativas. Certo dia a mãe de Tenan, ao voltar para casa, viu de longe aquela cena.  Seu filho  estava todo esticado, na ponta dos pés, com os braços todos dentro da janela do hospital, ela ficou sem entender o que era aquilo,chegou perto dele chamando-o, fazendo  com que ele ficasse muito assustado, ela lhe perguntou: O que tu estás fazendo aqui,  nesta área do hospital? O menino, reponde a ela: Mãe...  A senhora me disse que eu não podia entrar no hospital, por que  eu poderia adoecer... Mas veja, estou do lado de fora... Sua mãe ficou sem ação, com a atitude do menino, ao olhar para dentro, ela viu os idosos, todos  estavam  preocupados com a situação do menino . A mãe de Tenan, se  emocionou com o gesto do menino, com a atitude de uma criança de apenas oito anos, atitude que ela nunca teve, e  que jamais pensou. Ela entrou no hospital, procurando pela assistente social para ver se conseguia permissão para  eles dois fazerem uma visita fraterna, uma vez por semana, no que foi liberado pela assistência. Assim feito, ela passou a ajudar Tenan  na confecções de novos fantoches e personagens,tudo com muitas cores, brilhos, retalhos, botões, saias.  Tenan  agora não precisava mais ficar do lado de fora da janela, todo esticado para ajudar aqueles que já considerava parte de  sua família.
E a tristeza? Onde ela foi parar?  Ela sumiu daquele lugar... Pois sabia que reinaria sempre ali, pessoas alegres a gargalhar.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2010


Queridos amigos...

Trago para vocês, meu décimo quarto  conto, onde narro a história de Tenan, um menino de apenas oito anos, mas muito preocupado com a situação de alguns idosos no hospital, tenta ajudá-los a amenizar suas dores, com um teatro de fantoche, fazendo isto, ele consegue fazer a tristeza fugir...

Espero que gostem
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 08:32
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Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Desejamos um ótma semana repleta de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Estão convidados a trazerem suas mensagens, historias infantis...
              Desejamos que voltem sempre...
são os sinceros votos das amigas Dothy e  Katia


Abraços afetuoso



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Fevereiro de 2011, 09:54
                                     VIVA JESUS!


      Bom-dia! queridos irmãos.

             
 Fósforos de cor
Andando pela rua, Laurinha ia remoendo seus pensamentos.

Estava chateada porque desejava muito um vestido novo que tinha visto numa loja e não podia comprar.

Pediu à mãe, insistiu, implorou, mas a resposta tinha sido sempre a mesma:

— Não, minha filha. Não temos dinheiro agora. Quem sabe em outra ocasião?

A garota bateu o pé, exigente:

— Não. Quero agora! Depois, aquele vestido não estará mais na loja. E ele é lindo, mamãe. Eu quero, quero e quero!

— Pois não o terá, Laurinha. No momento estou com pouco dinheiro e não posso gastar o que tenho para atender um capricho seu.

A menina chorou, fez birra, bateu o pé, gritando inconformada: — Mas eu quero!

Porém, apesar de toda a pressão de Laurinha, a mãe não cedeu, continuando firme. Ela falou com o pai, julgando que seria mais fácil. Aproximou-se dele dengosa, como sempre fazia quando desejava alguma coisa, sentou-se no seu colo e pediu, com voz suplicante:

— Papai, eu posso comprar um vestido que vi na loja? É lindo!

Todavia, a resposta foi a mesma: Não. Laurinha foi para o quarto amuada, chorou, mas teve que se conformar porque os pais não iriam mudar de idéia.

Alguns dias depois, Laurinha amanheceu com febre. Dona Isabel, cuidadosa e preocupada, não permitiu que a filha fosse à escola, obrigando-a a permanecer na cama.

Como a febre não diminuísse, a mãe levou Laurinha ao médico. Ela estava com princípio de pneumonia.

Por mais de uma semana, a garota ficou na cama, tomando remédios e reclamando por não poder sair de casa e ir à escola.

— Vou ficar boa logo, mamãe? — perguntava ela. — A festa junina da escola está se aproximando e não quero faltar!

— Vamos ver. Depende de você, minha filha. Se tomar os remédios direito, ficar de repouso na cama, quem sabe?

Aquela semana custou a passar. Laurinha, embora inconformada, teve que obedecer. Para passar o tempo, jogava damas com os amigos, via televisão, e, quando estava sozinha, lia, lia muito.

Ela, que nunca tinha se interessado muito por leituras, leu livros que falavam das coisas que são realmente importantes em nossa vida e que devemos valorizar, como a família, a saúde, a educação.

Ao mesmo tempo, Laurinha não pode deixar de notar que seus pais estavam gastando bastante com ela: tinham que pagar a consulta médica, comprar remédios e até uma alimentação melhor que ela estava precisando para se recuperar.

Preocupada perguntou à mãe:

— Mamãe, a senhora disse que estava sem dinheiro e agora está tendo que gastar tanto comigo! Onde arrumou dinheiro?

— É que a saúde, minha filha, é muito importante para nós e para isso sempre daremos um jeito. É diferente de comprar uma roupa, que não é necessária e podemos passar sem ela.
 Uma semana depois, a garota estava diferente, mais tranqüila, mais serena.
Chegou o dia da festa junina da escola.

Laurinha, recuperada, arrumou-se e foi toda feliz para a festa encontrar com os colegas e amigos.

Lá, passeando entre os postes iluminados, as barracas enfeitadas, as bandeirinhas, ela olhou para a mãe, sorridente e disse:
 


— Sabe, mamãe, aprendi muito nesses dias. Aprendi que existem coisas que são realmente importantes. Como a saúde, por exemplo. Fiquei brava por não conseguir comprar aquela roupa nova que eu desejava tanto, mas agora nem me lembro mais dela!

Olhando uma colega que riscava fósforos de cor, ela explicou:

— Aprendi que tem coisas na vida que são como fogos de artifício: depois de queimar, não sobram nada. São belos, luminosos, coloridos, mas é só para um momento. Não duram.

Parou de falar, olhou para a mãe com olhar carinhoso e agradecido, completando:

— Mas o amor, este dura para sempre

                      Celia Xavier de Camargo


                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 22:36
O esquilo ambicioso


         Certa vez um esquilo encontrou um buraco existente no tronco de uma árvore grande e forte.

         Era o abrigo ideal para o pequeno esquilo viver. Muito satisfeito da vida, mudou-se para lá.

         A árvore passou a protegê-lo do vento, da chuva, do frio e dos animais selvagens, que sempre representavam um perigo.

         Contente, o esquilo passou a pensar em arrumar sua casa. Como a considerasse muito pequena, desejou aumentá-la.

         Com seus dentes fortes e afiados, começou a roer as paredes para aumentar sua casa. Sonhava em ter uma família e precisaria de espaço para a esposa e os filhinhos que viriam.

         Assim, ele aumentou o buraco fazendo mais um quarto, uma sala onde pudessem comer e um depósito para guardar as nozes que encontrasse. O inverno costumava ser rigoroso e era preciso armazenar o alimento de modo a não passarem fome.

         O esquilo arrumou sua casa com muito amor, enfeitando e limpando para esperar a chegada da família.

         Como não estava satisfeito com o que tinha, desejando sempre mais, foi aumentando a casa e fazendo novos cômodos.

         Os outros moradores da árvore, passarinhos, insetos e pequenos animais, reclamaram:

         — Esquilo, você está destruindo a nossa casa! A nossa amiga árvore está ficando fraca.

         Ao que ele retrucava, indiferente:

         — Vocês estão enganados. A árvore é forte e tem raízes robustas.

         Certo dia, já no início do inverno, ele tinha saído para arrumar comida e demorou algumas horas. Ao voltar, teve uma grande surpresa. Olhou de longe para admirar a sua linda casa e estranhou:

         — Onde está a minha casa, a árvore frondosa e amiga?...

         Assustado, não podia acreditar no que seus olhos viam: A árvore, que era tão forte, tão firme, estava caída no chão!

         Como desabara daquele jeito?

         Tentando encontrar a razão daquele desastre, o esquilo chegou mais perto para ver o que havia acontecido, e notou que ele, sem perceber, havia-lhe roído as raízes, fazendo com que elas perdessem a força, com o imenso buraco que se fizera dentro do tronco da árvore.

         O esquilo percebeu então, tarde demais, que ele próprio havia sido o responsável pela queda da árvore. Que, na sua ambição desmedida, havia destruído as condições da moradia que o Senhor concedera, não apenas a ele, mas também a todos os outros seres que a habitavam.

         Bastaria que se tivesse contentado com o pouco que lhe tinha sido dado, para que ele pudesse ali viver longos anos em paz e segurança. Contudo, o desejo de ter sempre mais, fizera com que destruísse seu lar e o lar dos passarinhos, dos pequenos animais e dos insetos que ali viviam.

         Agora, decepcionado e triste, o esquilo lamentava o erro que cometera. Estavam no início do inverno e era preciso procurar outro abrigo, se não quisesse ficar ao relento e exposto às intempéries.

         Porém, ele tinha confiança em Deus. Sabia que, como havia encontrado aquele buraco, encontraria outro. Era preciso não desanimar e aprender com os próprios erros.

         Então, humildemente, ele dirigiu-se aos companheiros de infortúnio que ali estavam, tristes, e lhes disse:

         — Peço-lhes perdão. Cometi um grande erro e agora todos nós estamos sem um lar. Mas, não podemos desanimar. Prometo-lhes que encontraremos uma outra árvore para morar. Confiem em Deus!

         As aves, os animaizinhos e os insetos ficaram mais animados, sentindo uma nova esperança brotar em seus corações.

         E o esquilo, daquele dia em diante, nunca mais cometeria o mesmo erro, aceitando e adaptando-se às condições de vida que Deus lhe oferecesse.

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Célia Xavier Camargo


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 22:55
A IMPORTÂNCIA DA EVANGELIZAÇÃO DE INFÂNCIA

ORAÇÃO DE UM PEQUENINO


Senhor, estou me preparando para retornar! Se não for pedir muito, gostaria que meus futuros pais fossem pessoas atentas à formação do meu caráter, que me dêem carinho – preciso muito – mas que me dêem limite!
E que me ajudem a me livrar da crueldade, da preguiça, da ambição desvairada do tempo perdido, da ignorância e do mal.
E peço que facilitem o retorno à Evangelização Espírita. Preciso fortalecer meu caráter” O Senhor ajuda?
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 23:04
A Importância da Evangelização

Rosana Verzignassi

Como é de conhecimento de todos nós, a criança tem um papel muito importante no futuro da humanidade.
Esta realidade nos faz pensar e analisar o quanto foi feito e ainda há por fazer. E nós já demos os primeiros
passos. Vemos que várias crianças estão preocupadas com este futuro; e estão conscientes que este mundo
será para elas, tornam-se preocupadas com justiça, solidariedade, ecologia, etc.
Vários segmentos religiosos se preocupam com este futuro. Para nós, no Espiritismo, não poderia ser
diferente.
Não conhecemos a vida só do berço ao túmulo, mas sabemos que nossos espíritos não tem a idade do nosso
corpo, mas sim séculos e séculos, portanto, se o nosso espírito é milenar, o de nossas crianças também.
Aprendemos entre tantas coisas nesta Doutrina maravilhosa, que a cada existência vamos adquirindo mais
conhecimentos e experiências; não regredimos, podemos estacionar, mas regredir, jamais.
"O Livro dos Espíritos" explica que a infância é um período em que o espírito se torna maleável, mais fácil de
adquirir virtudes, recebe melhor o conselho dos pais. Fala-nos também da grande responsabilidade dos pais
na educação dos filhos, dando-nos até um consolo: se tudo fazemos e ensinamos aos nossos filhos e eles
não fizeram bom uso de nossos conselhos, a vida se encarregará de lhes mostrar o caminho, muita vezes,
pela dor.
Jesus nos disse "A quem muito se deu muito será pedido". Quando ouvimos isso, trememos: O que será que
Ele vai nos pedir? Nada do que não possamos oferecer; ora, se acreditamos no Espiritismo, se recebemos
tanto dele, por que não oferecer esta dádiva às nossas crianças, fazendo com que desde pequenas
conhecam um Deus que é amor; não um tirano que nos castiga e nos manda pro inferno, ensinando-lhes que
amando seus semelhantes e a natureza, é amar e respeitar a Deus, e a partir dessa base será fácil
encaminhar os outros assuntos que virão vida afora.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 23:14
O que sobrou do almoço

        "Um dia desses, eu e meus amigos fomos almoçar juntos num restaurante. Nos divertimos muito, a comida estava deliciosa.

         Mas, quando todos escolhiam a sobremesa, e o garçom estava retirando os pratos, foi com grande tristeza que percebi algo: alguns de meus amigos haviam deixado boa parte da comida no prato. E, pior: fizeram, depois, o mesmo com a sobremesa: serviram-se, e não comeram tudo!

         Parece bobagem, não é? Mas é um assunto muito sério. Fico sempre muito triste quando as pessoas jogam comida fora. Porque, enquanto há pessoas que desperdiçam o alimento, há outras que não têm o que comer.

         Você sabia que, se todos nós aproveitássemos bem a comida, mais pessoas poderiam ter o que comer?

         Jesus fez uma linda prece, que diz: "O pão nosso de cada dia nos dai hoje". Deus sabe que precisamos do alimento para o nosso corpo, e Ele criou muitas coisas das quais podemos nos alimentar! Mas temos que nos lembrar de aproveitar bem tudo o que Ele nos deu: nada deve ser desperdiçado!

         Além de bem aproveitar os alimentos, também é importante que nos alimentemos com comidas saudáveis, que façam bem ao nosso corpo, sem abusar dos doces, refrigerantes, guloseimas... Parece difícil, não é? Mas se realmente quisermos, poderemos mudar devagarzinho... Hoje como uma fruta no lanche, amanhã uma salada no almoço... e aos poucos nós vamos mudando nossos hábitos sem perceber.

         Ser enjoado, chato mesmo, para comer, é outra coisa que me faz pensar... As vezes, meu pai tem mesmo razão quando diz que eu sou cheio de "não gosto disso", "não como aquilo"... Gente! Existem milhões de crianças passando fome, sem nada para comer. Quando penso um pouquinho só, já fico com vergonha de dizer que não como salada, não gosto de comer o pão dormido ou que a carne é muito dura...

         Dizem que Jesus, quando era criança, vivia subindo em árvores para colher frutas e, quando descia, distribuía todas elas às outras crianças.

         Talvez alguém tenha inventado uma bela história sobre Jesus. Mas você não acha que ele era assim mesmo? Uma pessoa que respeitava muito a criação de Deus e amava todas as pessoas? Por isso é fácil entender que realmente dividia sua comida com os outros e certamente não deixava comida no prato..."



Letícia Müller


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 28 de Fevereiro de 2011, 23:22
Ola muita paz
Amiga Dothy

(http://2.bp.blogspot.com/_De0vFOnTKqQ/S93QIRC1j4I/AAAAAAAAA_A/92CghyCl5h4/s400/filhos_7.jpg)
 
É para sorrir, a beleza das crianças...

  Pais e Filhos


                «A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso.» Do item 9, do Capo XIV, de «O EVANGELHO SEGUNDO o ESPIRITISMO».

          Trazida a reencarnação para os alicerces dos fenômenos sócio-domésticoo, não é somente a relação de pais para filhos que assume caráter de importância, mas igualmente a que se verifica dos filhos para com os pais.

          Os filhos não pertencem aos pais; entretanto, de igual modo, os pais não pertencem aos filhos.

          Os genitores devem especial consideração aos próprios rebentos, mas o dever funciona bilateralmente, de vez que os rebentos do grupo familiar devem aos genitores particular atenção.

          Existem pais que agridem os filhos e tentam escravizá-los, qual se lhes fôssem objeto de propriedade exclusiva; todavia, encontramos, na mesma ordem de frequência, filhos que agridem os pais e buscam escravizá-los, como se os progenitores lhes constituíssem alimárias domésticas.

          A reencarnação traça rumos nítidos ao mútuo respeito que nos compete de uns para com os outros.

          Entre pais e filhos, há naturalmente uma fronteira de apreço recíproco, que não se pode ultrapassar, em nome do amor, sem que o egoísmo apareça, conturbando-lhes a existência.

          Justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo que os filhos não interfiram no passado dos pais.

          Os pais não conseguem penetrar, de imediato, a trama do destino que os princípios cármicos lhes reservam aos filhos, no porvir, e os filhos estão inabilitados a compreender, de pronto, o enredo das circunstâncias em que se mergulharam seus pais, no pretérito, a fim de que pudessem volver, do Plano Espiritual ao renascimento no Plano Físico. Ünicamente no mundo das causas, após a desencarnação, ser-lhes-á possível o entendimento claro, acerca dos vínculos em que se imanizam. Invoque-se, à vista disso, o auxílio de religiosos, professores, filósofos e psicólogos, a fim de que a excessiva agressividade filial não atinja as raias da perversidade ou da delinquência para com os pais e nem a excessiva autoridade dos pais venha a violentar os filhos, em nome de extemporânea ou cruel desvinculação.

          Pais e filhos são, originàriamente, consciências livres, livres filhos de Deus empenhados no mundo à obra de autoburilamento, resgate de débitos, reajuste, evolução. As leis da vida englobam-lhes a individualidade no mesmo alto gabarito de consideração.

          Nunca é lícito o desprezo dos pais para com os filhos e vice-versa.

          Não configuramos no assunto qualquer aspecto lírico na temática afetiva. Apresentamos, sumàriamente, princípios básicos do Universo.

          A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato.

          Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceita~ão. E que os filhos jamais acusem os pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no colégio da existência humana, porquanto, na maioria das ocasiões, foram eles mesmos, os filhos, que, na condição de Espíritos desencarnados, insistiram com os pais, através de afetuoso constrangimento ou suave processo obsessivo, para que os trouxessem, de novo, à oficina de valores físicos, de cujos instrumentos se mostravam carecedores, a fim de seguirem rumo correto, no encalço da própria emancipação.


 Livro: Vida e Sexo
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Fevereiro de 2011, 23:26
Olá querido amigo victor... Seja sempre bem-vindo... Muita paz a ti

Como é bom receber tua visita, apoio e sempre uma rica contribuição a todos nós

Beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 01 de Março de 2011, 18:30
A INFÂNCIA

O Espírito de uma criança pode ser até mais evoluído do que o de um adulto, porém, sua inteligência não se manifesta plenamente, porque seu organismo físico ainda não está suficientemente desenvolvido.

O estado de perturbação por que passa o Espírito, no ato da encarnação, só aos poucos é que vai cessando, dissipando-se totalmente com o pleno desenvolvimento dos órgãos.

A infância é uma fase de adaptação muito necessária ao Espírito reencarnante, e isto é comprovado pelo período de infância nos seres humanos. Se comparado com o dos animais inferiores, observaremos que é bem maior, pois o homem passa quase um terço de sua existência num estado de imaturidade física, psíquica e emocional.

Recém saído do mundo espiritual, onde gozava de maior liberdade e dispunha de maiores recursos, o Espírito se vê em dificuldades para exprimir seus pensamentos e manifestar suas sensações, em pleno exercício de suas reais faculdades.

Os objetivos da infância, segundo a Doutrina Espírita, são de duas ordens:

a) Pelo fato de tornar o Espírito mais acessível às modificações exteriores, mais "inocente", com um amortecimento das más inclinações, a infância vai permitir que a atuação dos pais possa vir moldar a personalidade do Espírito, contribuindo para o seu progresso moral.

Quando Kardec indagou dos Benfeitores quanto a necessidade de passar pela infância [LE-qst 385] eles disseram:

"Encarando-se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível, durante esse tempo às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento."

Portanto, reencarnando-se sob a forma inicial de uma criança, o Espírito fica mais apto a assimilar as boas condutas e as lições de uma vida digna e correta.

Os pais, assim, assumem grave compromisso ante eles próprios e ante a alma que receberem na condição de filho, pois, na realidade, a paternidade nada mais é do que a missão de modelar caracteres.

O Espírito Santo Agostinho examinando a questão diz:

"Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más inclinações desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvesse neles os germes do orgulho e do egoísmo. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão."

b) Mas a infância tem ainda uma outra finalidade, relacionada ao fato de encontrar-se a criança num estado de "inocência", de "fragilidade" e de "pureza". Por que esse estado vai desenvolver nos pais e naqueles com quem convive, muita simpatia, muito interesse e boa vontade, o que muito lhes facilitará o desempenho de suas atividades.

A fragilidade própria da infância vai despertar nos pais um sentimento de amor, carinho e atenção que são fundamentais ao processo educativo. Disseram os Espíritos que amor de uma mãe é o mais profundo sentimento que um Espírito pode ter por outro, e por intermédio desse profundo sentimento encontrarão, os pais, os recursos, a persistência, a resistência para serem os anjos tutelares daquelas almas tão frágeis e necessitadas de disciplina, amor e bons exemplos.

É assim que a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas, ainda, a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o universo.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 01 de Março de 2011, 18:44
O brinquedo avariado


         Naquele quarteirão morava uma criança diferente.

         Netinho havia nascido com uma deficiência mental e não conseguia pensar ou falar direito. Ficava sentado no portão, quietinho, pois gostava de olhar o movimento da rua e ver as crianças brincarem.

         E, porque era diferente, muitas crianças o rejeitavam, maltratando-o, jogando-lhe pedras ou caçoando dele. Agiam assim especialmente os amigos André, Tiago, Pedro e Alfredo.

         Às vezes, atingido por uma pedrada, Netinho corria para dentro do portão, chorando. Sua mãe abraçava-o com carinho, olhava os meninos e dizia:

         — Por que agem assim com meu filho? Que mal ele lhes fez?!...

         Um dia, Dona Júlia, a mãe de Pedro, passando por ali viu o grupo de meninos mexendo com Netinho. Encolhido num canto, com os braços protegendo a cabeça, ele chorava, assustado.

         A senhora aproximou-se, cheia de compaixão, abraçou o menino, consolando-o, e levou-o para dentro, entregando-o aos cuidados da mãe.

         Depois voltou e, sem qualquer crítica ao comportamento dos garotos, convidou-os para irem tomar um suco em sua casa. Eles aceitaram satisfeitos o convite, muito surpresos por não terem levado a bronca que esperavam.

         Enquanto preparava o suco, a mãe de Pedro deu alguns brinquedos para eles se distraírem: um violão, um pequeno toca-fitas, um pianinho, alguns jogos e várias outras coisas.

         Quando voltou trazendo os copos de suco, perguntou risonha:

         — Como é, estão se divertindo?

         Os garotos reclamaram, decepcionados:

         — Não dá para brincar! Está tudo quebrado! O violão está sem cordas — afirmou Tiago.

         — E o toca-fitas não dá para ouvir música. Está sem as pilhas! — disse André.

         — O pianinho está desafinado e faltam algumas teclas! — resmungou Alfredo.

         E Pedro, indignado, explodiu:

         — É isso mesmo, mamãe! Você sabe que estes brinquedos não funcionam. Os jogos estão faltando peças e o trenzinho elétrico está quebrado... Nada funciona!

         Dona Júlia sentou-se e, olhando um por um, concordou:

         — É verdade. Vocês têm toda razão. Estes brinquedos não funcionam. Mas, felizmente, são os brinquedos que estão avariados, e não vocês. Devem ser gratos a Deus por isso.

         Sem entender direito, os meninos perguntaram:

         — Como assim?

         Com serenidade, Dona Júlia esclareceu:

         — Todos vocês nasceram perfeitos! Não têm qualquer dificuldade para pensar e estudam com facilidade, pois seus cérebros trabalham com perfeição. E seus corpos também funcionam corretamente; seus sentidos não apresentam qualquer avaria: ouvem, falam, sentem e enxergam sem qualquer problema. Vocês têm mãos e pés que se movimentam com facilidade. Isso não é ótimo?

         As crianças concordaram, satisfeitas. A mãe de Pedro prosseguiu:

         — Já pensaram se um de vocês tivesse nascido cego? Ou sem um braço? Ou sem uma perna, e não pudesse andar?

         — Ah! Seria horrível! Nem é bom pensar! — disse um dos meninos.

         Dona Júlia concordou, continuando:

         — Pois é. Mas existem pessoas que não são tão felizes, como vocês. Nasceram com alguma dificuldade de expressão no corpo ou na mente, como um brinquedo avariado. Vocês conhecem alguém assim?

         Os garotos lembraram-se do menino que eles tanto amolavam.

         — É o caso do Netinho, não é? — perguntou alguém.

         — Exatamente. Netinho nasceu com um problema na cabeça e por isso não pode se expressar como todo mundo. Ele, como espírito, é inteligente como vocês, mas não consegue fazer o “aparelho”, que é o corpo, funcionar direito. Compreenderam?

         — Quer dizer que ele entende tudo o que acontece ao seu redor? — indagou Pedro.

         — Sem dúvida. Só não consegue fazer com que as outras pessoas saibam disso e sofre muito. Netinho merece todo o nosso respeito e carinho. Se Deus é Pai Justo e Bom, e sabe o que é melhor para nós, e fez com que Netinho nascesse com esse problema, é que esse sofrimento será útil para seu progresso.

         Fez uma pausa e concluiu:

         — Jesus disse que “deveríamos fazer aos outros, o que gostaríamos que os outros nos fizessem”. Assim, se vocês estivessem no lugar de Netinho, como gostariam de ser tratados?

         Os meninos, meditando sobre o que tinham ouvido, ficaram envergonhados, somente agora percebendo como tinham sido injustos com Netinho, cada qual refletindo que poderia ter sido “ele” a nascer com qualquer problema.

         No dia seguinte, houve uma grande mudança. Arrependidos, os meninos pediram desculpas a Netinho por tudo o que lhe tinham feito. Passaram a conversar com ele, chamando-o para brincar e aceitando-o como amigo.

         Satisfeito e risonho, Netinho participava de tudo, aprendendo as brincadeiras e mostrando que as suas dificuldades não eram tão grandes como pareciam.

         Dessa forma, Netinho se tornou um ótimo companheiro para todos eles.

*
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 01 de Março de 2011, 19:03
O Cão e a Raposa - É triste a despedida (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUFrSERJdUZsY0FRIw==)


26.07.2009
O Cão e a Raposa

O Cão e a Raposa


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Levemente baseado no livro homônimo de Daniel Pratt Mannix IV, o filme conta a história de uma raposa e um cão de caça que tornam-se melhores amigos e fazem de tudo para permanecer juntos, embora todos tentem lembrá-los de que têm papéis opostos e não podem conviver. Esse é o principal conflito do filme, que mostra como a sociedade nos obriga a seguir caminhos pré-determinados, mesmo que lutemos contra. A maneira como a amizade é abordada também é belíssima: frágil e forte ao mesmo tempo, inocente e sujeita à nossa natureza e aos nossos instintos. Uma verdadeira lição de vida.

O Cão e a Raposa

Dodó (a raposa, que no original é Tod) fica orfã e é adotada por uma velhinha e Toby (o cão, que no original é Copper) chega ainda filhote à casa do vizinho caçador. Os dois ficam amigos rapidamente e encontram-se sempre às escondidas. No inverno, Toby é levado por seu dono, juntamente com o cão Chefe, para uma montanha onde cresce aprendendo a caçar. Nesse período ele se torna um excelente farejador e garante ao seu dono muitas peles de raposa. Quando regressa à casa, é procurado por Dodó e apesar de feliz em rever o amigo, pede que ele se afaste para não criar problemas. Dodó insiste em visitá-lo e acaba acordando Chefe, que persegue a raposa até quase morrer atropelado por um trem. Vendo Chefe seriamente ferido, Toby promete caçar Dodó nem que seja a última coisa que faça na vida.

Assustada com as ameaças do vizinho, a dona de Dodó o abandona numa reserva florestal, onde ele mais uma vez é perseguido pelo caçador e Toby, mas consegue fugir. Vendo um urso atacar o cão, a raposa volta em seu auxílio e quase morre. No momento final em que o caçador vai executar Dodó, Toby fica no caminho e ele decide voltar pra casa. No fim, todos ficam bem, cada um em seu canto.

Apesar do “final feliz”, o filme mostra que só existe harmonia e paz com a distância entre os dois. É, talvez, o final feliz mais triste dos clássicos da Disney.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 01 de Março de 2011, 20:47
A VITÓRIA DOS GALOS!!

Guto, vivia com seus pais e sua irmã Serena, de sete  anos, em uma pequena cidade , na zona da fazenda, ele tem nove anos, é um menino sempre disposto a todos ajudar, que ama a natureza e todos os animais.
Gosta de acordar cedo com o cantar dos pássaros, sempre disposto a estudar, por que quando crescer quer ser médico veterinário. Perto de sua casa mora um poderoso fazendeiro, que todas as noites, em sua casa, sempre recebe  muitas visitas, de perto, de longe, para comemorarem, ficnado até tarde, a maior barulheira. Guto, curioso, sempre pergunta aos pais, o que acontece por lá...  No que sempre eles respondem:  Filho, não sabemos  que tipo de festa eles fazem.
Guto, não se deu por vencido, queria descobrir, precisava arrumar um jeito, não sabia como, pediu ajuda a irmãzinha. A noite, depois de jantar, saiu pela janela do seu quarto para chegar a cerca do seu vizinho, hoje ele descobriria o que acontecia ali, entrou bem devagar, onde pode ver de longe, o motivo de tanto festejo... Briga de galos, que horror, pensava Guto, viu os animais, já cansados de lutar com vários outros galos, todos sangrando, coitados...  Precisava fazer algo, não podia deixar  eles apanharem até morrer. Teria que achar uma solução voltou para casa, e contou a Serena,  o que acontecia, a menina ficou penalizada ao saber, e juntos começaram a pensar em várias idéias, Soltariam os galos no outro dia.
Na outra noite, passado um bom tempo, Guto voltou a fazenda, com sua irmã, vigiando para que seus pais  nada desconfiassem , ele abriu as portas do galinheiro, e pronto, serviço feito... Foi um festival de galos correndo, gritando, para tudo que era lado, estavam livres da tanta maldade. Guto também tratou logo de fugir, não podia ficar por ali, nem pensar em ser pego.
Ele acordou feliz, pois sabia que a noite, nada mais de farra e nem de brigas de galo na casa ao lado. Era o fim, ele  a Serena comemoraram  em silêncio  foram para a escola,e  a noite, na hora do jantar, escutaram de novo o mesmo barulho de carros, de algazarra, pessoas rindo, e ficaram sem entender nada. O que teria acontecido? Subiram para seus quartos e de longe puderam ver o dono  da fazenda dizendo aos seus convidados... Galo novo, aqueles velhotes fugiram, mas já nem serviam mais, estava muito fracos, consegui  bons galos de brigas. Céus... Pensaram os dois: E agora? O que fariam?  Precisariam de um outro plano, de que adiantava soltar os galos? Se o fazendeiro ia comprar outros? Os dois passaram horas pensando em vários planos, até que Serena disse: Devemos  fazer algo com senhor Juca, ele precisa entender que não tem o direito de maltratar os animais, Guto disse a irmã: Ele é muito importante na cidade, as pessoas não vão querer se meter com ele, precisamos de algo mais... Serena  disse: já sei! Vamos dar um susto nele...  Faremos o seguinte:  A noite, quando tu fores lá, nada mais de abrir o galinheiro,mas,  serás  a voz da consciência do fazendeiro, dirá a ele, quando estiver dormindo, que todos  os galos, que já morreram na briga,foram se queixar para Deus, contra ele, e que se não parar com isto, eles, os galos, irão abrir todas as porteiras da fazenda para os animais fugirem.  E assim Guto, toda noite, se dirigia ao quanto do senhor Juca, para lhe sussurrar estas mesmas frases. O fazendeiro ao acordar, ficava  lembrando   de um sonho estranho, tinha a impressão de ouvir a voz de um anjo que lhe falava sobre a briga de galo, da fuga de animais em sua fazenda, e ele lembrou que nunca descobriu como todos os seus antigos galos fugiram do galinheiro . Senhor  Juca não queria ir para o inferno e nem queria perder todos seus animais, e a voz lhe repetia por várias noites a mesmas palavras... Pare de colocar os galos para brigarem, eles vão se queixar para Deus, seus animais vão fugir, e o senhor vai ficar pobre,  ou... O senhor vai para o inferno, que é lugar de quem maltrata os animais... Neste plano Guto se empenhava, teria que dar certo.
De tanto ele insistir, Senhor Juca com medo de ficar pobre, de  ir para o inferno, decidiu acabar com aquele festival de maldade,em sua fazenda, nada mais de  briga de galos, não queria mais saber desta diversão , jogaria cartas, ou dominó, qualquer coisa, menos briga de galos.
Guto e Serena, felizes com o sucesso de seu plano, ficaram aliviados: E comemoraram  a vitória dos galos.. Todos eles , agora estavam salvos.
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Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2010


Ola queridos amigos, trago para vocês, meu décimo quinto conto, onde narro a luta de Guto, um menino que aosaber que seu vizinho promovia briga entre galos, pediu ajuda a sua irmã para libertar todos estes animais

Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 00:34
A tartaruga mensageira


        Um dia, há muito tempo atrás, os animais habitantes de uma grande floresta ficaram sabendo que um grupo de homens pretendia derrubar todas as árvores para transformá-las em madeira.

         Apavorados, pois isso representaria a destruição deles também, resolveram mandar uma mensagem pedindo socorro a um grupo de pessoas amigas e amantes da natureza.

         Os bichos se reuniram para decidir quem seria o portador da mensagem, pois era uma missão muito importante, e o local para onde teriam que ir ficava muito, muito distante.

         Apresentaram-se para a tarefa: um passarinho, um esquilo, um macaco e uma tartaruga.

         – Eu sou o melhor – disse o passarinho estufando o peito –, porque posso voar e, rapidamente, dar conta do recado.

         O esquilo alisou o pêlo macio e falou, orgulhoso:

         – Eu tenho mais condições de cumprir a missão, porque sou rápido e ágil!

         O macaco, coçando a cabeça, afirmou:

         – Não! Eu sou o mais indicado porque, pulando de galho em galho chegarei mais depressa ao destino.

         Todos riram quando a pequena tartaruga se apresentou. Afinal, tinham urgência que a mensagem fosse entregue rápido, e a tartaruga era, reconhecidamente, muito lenta.

         Depois que as risadas se acalmaram, o leão perguntou:

         – Por que é que você acha que tem condições de ser a portadora?

         – Porque tenho confiança em Deus que o conseguirei! – respondeu a tartaruga com serenidade.

         Após muito discutir, os animais decidiram, muito sabiamente, que para maior segurança, todos os quatro levariam uma mensagem igual. Aquele que chegasse primeiro, teria a honra de entregá-la.

         E assim, numa bela manhã de sol, partiram os mensageiros levando as esperanças e a confiança de todos os animais.

         O esquilo saiu aos pulos, ligeiro; o passarinho abriu as asas e voou rápido pelo céu; o macaco, pulando de árvore em árvore, lá se foi a perder de vista. Só a pobre tartaruga iniciou a jornada com sua marcha lenta, para chacota dos demais.

         Enfrentaram perigos e obstáculos. Tão logo terminaram as árvores, o macaco teve que continuar também pelo solo.

         A certa altura do caminho ocorreu um grande desmoronamento de terras e, como não quisessem se abrigar para não interromper a marcha, o macaco e o esquilo foram atingidos e não puderam prosseguir.

         O passarinho passou voando sem maiores dificuldades, mas a tartaruga, vendo o perigo, com tranqüilidade escondeu-se na sua carapaça esperando-o passar.

         Mais adiante, sobreveio terrível tempestade, e o passarinho, não obstante se agarrasse às árvores para se proteger, foi arrastado pelo vento forte. A tartaruga, porém, novamente parou sua caminhada, escondendo-se em sua carapaça do furor do temporal, esperando o tempo melhorar. Depois, prosseguiu sua jornada.

         Em conseqüência das fortes chuvas, regiões ficaram totalmente inundadas, mas a corajosa tartaruga não desanimou.

         Guardando muito bem a carta para que não molhasse, prosseguiu nadando.

         E assim, vencendo dificuldades enormes, perigos inesperados e obstáculos difíceis, a tartaruga chegou ao seu destino. Ali ficou sabendo, muito surpresa, que era a primeira a chegar!

         Sentiu-se orgulhosa e satisfeita, pois foi cumprimentada por todos, como se fosse uma heroína.

         E voltou para casa com os amigos que iriam protegê-los e evitar a destruição da floresta.

         Carregada nos braços, ela chegou coberta de glória, para espanto dos animais, que nunca poderiam imaginar que a pequena tartaruga cumpriria missão tão importante.

         Os animais então perceberam que todas as criaturas merecem respeito e consideração, e que todos têm condições de vencer. Que, muitas vezes, não são as criaturas que parecem ter as melhores condições que vencem, mas aquelas que se utilizam melhor das possibilidades que possuem.

         Perguntaram então à tartaruga, a que ela atribuía sua vitória.

         – Creio que sem PACIÊNCIA, PERSISTÊNCIA, CORAGEM e muita FÉ, eu não poderia ter vencid
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 02 de Março de 2011, 06:41
Boa noite, queridos amigos!


A Paz


Era uma vez uma pequena cidade chamada Fraterna. Lá vivia o garoto Teo. Certa manhã, Teo despertou cedinho gritando para todo mundo ouvir, que havia tido um sonho e que descobrira qual a solução para os problemas dos homens. Dizia ele que os problemas existiam porque os homens eram nervosos e assim não conseguiam resolver as questões mais comuns. A solução de todos os conflitos dependeria da calma dos homens.

E para que os homens tivessem calma, a fórmula era bem simples. E com Teo ela sempre funcionava.

Era assim: sempre que se exaltava um pouco ou ficava nervoso e irritado, olhava para o céu e fitava todo aquele azul(azul claro, é claro!) e logo sua paz voltava.


Daquela manhã em diante procurou convencer todo de que, se tudo fosse pintado de azul (azul claro, é claro!), os homens não mais brigariam, pois estariam sempre tranqüilos.


E para implantar sua idéia por toda a terra habitada, resolveu escrever uma carta para cada chefe das nações mais "importantes".


Pensava Teo que se eles aceitassem seu plano de pintar tudo de azul( azul claro, é claro!), todos os outros
paises iriam seguir o exemplo.
E a Paz no mundo certamente voltará!

E enviou as cartas.

Esperou por uma resposta às suas cartas ... e nada. Pensou então em escrever ao Presidente do nosso país. Sim afinal é o nosso país, falamos a mesma língua. Ele me da´ra atenção. Escreveu, portanto, uma nova a carta, recomendando que fosse feita uma lei, determinando que tudo no nosso país fosse pintado de azul( azul claro, é claro!).

Nosso país será exemplo para os paises mais "importantes" do mundo e eles serão exemplo para todo o mundo.

A Paz reinará na Terra afinal.
Teo esperou, esperou e... nada de resposta à sua carta. Pensou então que o nosso estado poderia servir de exemplo ao país e escreveu então uma carta ao Governador com a sua fórmula de Paz. Teo esperou, esperou, esperou e... nada de resposta à sua carta.

Pensou ainda: talvez seja mais fácil convencer o Prefeito da nossa cidade.
E escreveu assim uma última carta recomendando que tudo fosse pintado de azul (azul claro, é claro!)
Teo esperou, esperou, esperou e ... nanda de resposta à sua carta. Desanimado por ninguém dar atenção a um assunto tão importante como a Paz no mundo, Teo sentou-se à sombra de uma frondosa árvore defronte à sua casa, abaixou a cabeça e começou a chorar.


Chorou tanto que adormeceu ali.

Quando acordou, Teo olhou para sua casa do outro lado da rua. Que surpresa! Por incrível que pareça, só agora percebera, que ela era amarela! E já bem desbotada.


Levantou-se num pulo e gritou: "Isto depende de mim, de mais ninguém! Ela vai ser azul(azul claro, é claro!)
E Teo pintou e pintou. Dentro de pouco tempo a casinha já não era a mesma, parecia outra.
Estava renovada, remoçada, linda. Estava toda Azul.
Teo havia feito aquilo que dizia para os outros fazerem.
Ele estava feliz consigo mesmo.
Tinha dado início ao plano de tornar o mundo todo azul(azul claro,é claro). Sem que ninguém desse conta e sem que Teo percebesse, ele estava interferindo de uma forma muito positiva no mundo todo.
Sim, pois todos que por ali passavam, paravam, olhavam e se admiravam com a beleza da casa. E se passassem sisudos, irritados, dali partiam sorrindo. E muitas e muitas pessoas gostaram tanto daquela cor, que também pintaram suas casas.
Teo percebeu, afinal, que o mundo seria melhor se cada um fizesse tudo o que estivesse ao seu alcance fazer para viver em Paz, sem nenhuma imposição, lei ou ordem de governos.
Se todos dessem a sua contribuição, espalhasse o seu azul, tudo ficaria em Paz. Sua idéia, sem demora, pelo mundo se espalhou e se tornou tão real, que quando os astronautas vão para a lua, e de lá olham para Terra, atestam que o que se vê é uma linda esfera azul(azul claro, é claro!). Azul da cor do céu.
Azul da cor da Paz.
Um azul, azul.
Azul claro, é claro!
Se você também sonha com um mundo melhor, onde as pessoas vivam em harmonia, onde o equilíbrio não seja só uma palavra, mas uma ação, então faça a sua parte. Leve a Paz com Você onde quer que vá.

E que todos os seus dias sejam de Paz.


Autoria desconhecida
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 07:31
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 07:34
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Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 07:45

A lebre e a tartaruga (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PU9Mb2g0MnpHalFRIw==)

A Lebre e a Tartaruga
                                           
                                                     ( Christiane Araújo Angelotti

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pois-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada,, toda sorridente.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 07:48
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 07:50
A Galinha Ruiva 
                                                                            (Lenda do Folclore Inglês)

Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.
Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto para ser colhido e virar um bom alimento.
A galinha ruiva teve a idéia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar!
Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo.
Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé?
Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho?
Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo?
Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos:
- Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo? - Eu é que não, disse o gato. Estou com muito sono.
- Eu é que não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
- Eu é que não, disse o porco. Acabei de almoçar.
- Eu é que não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
Todo mundo disse não.
Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno.
Quando o bolo ficou pronto ...
Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca.
Então a galinha ruiva disse:
- Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para fazer o bolo?
Todos ficaram bem quietinhos. ( Ninguém tinha ajudado.)
- Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus pintinhos, apenas. Vocês podem continuar a descansar olhando.
E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e nenhum dos preguiçosos foi convidado.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 02 de Março de 2011, 21:11


O CANTO DA LIBERDADE!!

Leone, acordou ansioso, era dia de seu aniversário, sua mãe E avó, iriam fazer uma festinha para fetejaR seus oito anos.
Ele desceu correndo as escadas para tomar seu café da manhã, abraçou sua avó e beijou sua mãe que lhe felicitou pelo seu dia. O menino teria que primeiro ir para escola, como nos outros dias.
Foi todo apressado para a escola, e lá encontrou seus amigos que estava ansiosos que nem ele. Voltando para casa, Leone encontrou as duas, preparando os doces e salgados para sua alegria, o menino ajudou também. A noite, já pronto para receber seus convidados, Leone foi todo feliz abrir a porta, e assim fez por várias vezes. A festa foi alegre e divertida, durando até tarde da noite, para crianças da idade dele e de seus amigos.
Pela manhã, ao acordar, Leone, não teve pressa em levantar, iria ver todos os seus presentes, um por um, e assim ele fez, até chegar em grande embrulho, quando ele abriu, ficou surpreso e maravilhado, era um lindo Canário, o menino desceu correndo para mostrar para sua mãe e avó, o lindo presente que tinha ganho,as duas ficarm feliz em ver tanta felicidade de Leone. O menino, encantado com o passarinho, até esqueceu os outros presentes. Na escola, ele descobriu que tinha sido presente de uma amiguinha, que escolheu ela mesmo para dar a Leone, o menino agradeceu muito e disse que tinha adorado.
Em casa, ele queria escutar o canto do Canário, mas ele não cantava, perguntou a sua avó e mãe,elas disseram que ele tinha um canto
muito alegre. e o menino, queria muito ouvir o seucanto, mas ele se recusava a cantar, Leone pensou que ele estava doente, pedindo a mãe para leva-lo ao veterinário. Chegando lá, o médico disse que ele estava normal, apenas que comprasse uma gaiola maior, algo que o menino fez logo, Mas... nada, do canto. Leone tentou de tudo, comprou apito, imitou o canto de outros canarios, levou ele lá para fora, mas nada resultou.
Leone, já triste, não sabia mais o que fazer. Uma manhã, antes dele ir para a escola, foi trocar o forro da gaiola,e  por um momento, o Canário fugiu, e para surpresa de Leone, ele cantou, um lindo e alegre canto, na hora ele percebeu e entendeu, o por que dele não cantar, naquele momento sentiu que teria que tomar uma decisão.Olhou para sua mãe a avó, decidindo soltar o canário, que voou muito rápido. O menino olhou triste a cena, ao ver ele sair pela janela.
Fazendo isto, Leone, ficou feliz por uma lado, o canário estava livre, mas ela iria sentir saudades dele. Toda tarde, quando chegava da escola, ia para a janela do seu quarto e ficava olhando para fora, tentando imaginar onde o canario estaria., ele imitava o som do canto dele, para ver se aparecia, mas não. Passou muito tempo, ele nesta expectativa.
Uma tarde, quando já não mais esperava, ele estava deitado, quando surgiu em sua janela, um casal de canários, ele levantou rápido da cama, e reconheceu seu antigo canário, sabia que era ele, pois tinha em seu pé a identificação do veterinário.
Leone, muito feliz, foi contar para sua mãe e avó, o que tinha acontecido, deixando as duas felizes também. Toda tarde, esta cena se repetiu para Leone, o menino não se arrependia de ter deixado o canário ir embora, agora ele aparecia, junto com sua namorada, para cantar especialmente para Leone.



Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2010


Olá queridos amigos, trago o meu décimo sexto conto, onde narro a história de Leone, que ganhando de presente um canário, reconhece que o mesmo só conseguiu cantar quando se encontrou fora de sua gaiola... Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 03 de Março de 2011, 05:56
(http://i840.photobucket.com/albums/zz326/Katherine-Jocelyn_Phillips/FANTASY/81444799.jpg)



Boa noite, queridos amigos!


OS  PAIS
 
 

         -Diz-me, bela Angelina,

         com teus dotes naturais:

         Como interpretas teus pais,

         Minha galante menina?

 

 

                   -Meus pais, amiga querida,

                   São estrelas de amor,

                   Que Jesus, Nosso Senhor,

                   Me concedeu para a vida.

 

 

         Amigos, como ninguém,

         Conduzem-me ao bom caminho

         E ensinam-me, com carinho,

         O amor, a verdade e o bem.

 

 

                   No lar, que é meu doce abrigo,

                   São meus ternos protetores;

                   Bondosos, encantadores,

                   Nunca se cansam comigo.

 

 

         Meus pais, em verdade, são

         Meus anjos bons conta o mal!...

         Mas... que dizes, afinal,

         De minha definição?

 

 

                   -Disseste bem, Angelina,

                   Nossos pais e companheiros

                   São sublimes mensageiros

                   Da Providência Divina.

 

 

Da Obra “Jardim Da Infância” –Espírito: João De Deus –

Médium: Francisco Cândido Xavier

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 03 de Março de 2011, 06:10
O vestido de aniversário

 
 
Ângela, de apenas seis anos, estava bastante preocupada com sua avó Carlota, mãe de sua mãe, que morava numa cidade litorânea bem distante da sua.

Por acaso tinha ouvido um comentário dos mais velhos que a avó Carlota estava muito doente e que o médico estava apreensivo com o estado de saúde dela. Talvez precisasse até fazer uma cirurgia. Então, aflita, ela perguntou a seu pai:

— Papai, o que está acontecendo com a vovó Carlota? Ela vai morrer?

— Não, minha filha, claro que não! Além disso, você já aprendeu que ninguém morre, somente muda de vida, não é? — disse o pai, tranquilizando-a.

— É verdade. Mas ela está muito mal? Sem querer ouvi vocês conversando e percebi que mamãe está muito triste. Gosto muito da vovó e quero saber o que ela tem!

Rubens, notando a inquietação da menina, sentou-se numa cadeira, puxou-a para si, abraçando-a com carinho, e falou-lhe com sinceridade:

— Olha, filhinha, você é uma garota madura para a sua idade e acho que vai poder entender. A verdade é que não sabemos o que sua avó tem. O médico ainda não chegou a uma conclusão sobre o estado de saúde dela.

Fez uma pausa e, diante da expressão de tristeza
 
 
da menina, prosseguiu:   

— Todavia, Jesus nos ensina que, se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, conseguiremos tudo o que desejarmos. E a Doutrina Espírita nos explica sobre a força do pensamento. Assim, nada é impossível para aquele que crê. Por isso, ore e peça a Jesus que ajude sua vovó. Entendeu?

— Entendi, papai. Vou orar todas as noites pedindo a Jesus que cure a vovó.

E a pequena Ângela, naquela noite, antes de dormir, elevou seu pensamento a Jesus orando como nunca tinha feito antes. Lembrava-se das lições que recebera nas Aulas de Evangelização na Casa Espírita e que falavam do valor do pensamento positivo. Aprendera, também, que, ao dormir, o Espírito se desprende e vai aonde quiser. Então, suplicou ao Mestre que lhe permitisse ver a vovó Carlota; estava com muita saudade e desejava inteirar-se do seu estado de saúde.

Ângela adormeceu e sonhou.

Sonhou que chegava à casa de sua avó. A bondosa senhora sorriu e abriu os braços para receber a netinha.

— Ângela! Que prazer vê-la, minha querida. Entre!

Conversaram bastante. Ângela matou a saudade da avozinha e do seu lindo quintal, cheio de mangueiras, jabuticabeiras e laranjeiras. Caminharam sob as árvores de mãos dadas, enquanto a brisa balançava as folhas verdinhas.

Lembrando-se do que a trouxera ali, Ângela perguntou:

— Vovó, soube que a senhora está doente e estamos preocupados!

— Não se aflija, minha netinha, estou bem. Fiz novos exames e não deu nada. Fique tranquila. Vou até acabar de fazer um vestido que tinha começado. Quer ver?

Curiosa, Ângela acompanhou a avó e realmente viu, sobre a máquina de costura, um belo vestido quase pronto.

— Que lindo, vovó!

 — É para você! Pretendo levá-lo quando for para o seu aniversário. Queria fazer-lhe uma surpresa, mas agora você já sabe.

— Não tem importância, vovó. Fico feliz por saber que a senhora está boa. Valeu a pena ter vindo — disse a menina, abraçando a avó contente.
 
 
A garota não viu mais nada. Despertou na manhã seguinte alegre e bem disposta. Arrumou-se para ir à escola e, quando estava sentada tomando seu café com leite, lembrou-se do sonho.
 

— Mamãe! Esta noite sonhei com a vovó Carlota!

Vilma trocou com o marido um olhar preocupado.

— E ela, como está?

— Está ótima! Conversamos bastante. Ela me contou que fez novos exames e não deu nada do que o médico esperava.

— Mas como você sabe dessas coisas?

— Pois não estou lhe dizendo que fui até a casa da vovó Carlota?

O pai de Ângela assegurou-lhe que acreditava nela. A mãe, porém, estava perplexa. A menina continuou:

— E tem mais. A vovó está fazendo um lindo vestido para mim! Todo em azul, rosa e branco. Vai ficar uma beleza!...

Temendo que a filha se decepcionasse, a mãe considerou:

— Ângela, eu sei que você adora sua avó, mas foi apenas um sonho! Não fique esperando um vestido que não virá, minha filha.

— Vem, sim! É verdade, mamãe. Eu já não disse que fui visitá-la? Pode até telefonar para a vovó, se quiser. 

Para tirar as dúvidas, Vilma ligou para a mãe e obteve a confirmação de tudo o que Ângela dissera. Quando terminou a ligação, sumamente espantada, ela olhou para a filha:

— É verdade, minha filha. Você esteve lá!...

— Claro! Você não sabe que isso pode acontecer, mamãe? Aprendi com a professora de Evangelização que, quando a gente dorme, o Espírito vai aonde quer!   

E quando o vovô Francisco e a vovó Carlota chegaram para o aniversário de Ângela, foi com ansiedade que a menina abriu o pacote bem feito. Pegou o vestido nas mãos e confirmou, orgulhosa:

— É exatamente do jeitinho que eu estava esperando! Obrigada, vovó!
 

Célia Xavier de Camargo
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 07:18
Olá queridos amigos e irmãos.... Sejam bem- vindos!

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 07:26
Pagar o mal com o bem


         Caminhando apressado rumo à escola, Orlando encontrou um grupo de colegas com quem estava tendo problemas. Sem motivo, desde algum tempo, Pedro tomara-se de antipatia por ele e passara a tratá-lo mal em qualquer lugar onde estivesse.

         Por isso, vendo que o grupo se aproximava, Orlando ficou preocupado.

         E não deu outra. Passando por ele, Pedro jogou a mochila de Orlando no chão, numa atitude provocadora, e depois se afastou dando uma gargalhada.

         Orlando, porém, não reagiu. Com tranqüilidade, abaixou-se, apanhou a mochila, e continuou seu trajeto como se nada tivesse acontecido.

         Na escola, enquanto a professora escrevia no quadro-negro, Pedro levantou-se de sua carteira e jogou todo o material de Orlando no chão.

         Ouvindo o barulho, a professora virou-se. Pedro, já no seu lugar, ria disfarçadamente, acompanhado pelos demais alunos.

         — O que houve, Orlando? — perguntou ela ao ver os cadernos e livros espalhados no chão.

         Recolhendo o material, o menino desculpou-se:

         — Não foi nada, professora. Derrubei sem querer.

         E isso se repetia todos os dias. Pedro encontrava sempre novas maneiras de agredir o colega: no jogo de futebol, na escola ou na rua.

         Orlando nunca reagia, o que deixava Pedro cada vez mais irritado.

         Certo dia, Orlando estava passeando de bicicleta quando viu Pedro e sua turma que vinham em sentido contrário. Tentou se esquivar, mas não teve jeito. Eles o encurralaram de encontro a um muro.

         Orlando desceu da bicicleta, enquanto os garotos o cercavam. Pedro aproximou-se com ar ameaçador.

         — É agora que eu lhe arrebento a cara, seu pirralho!

         E assim dizendo, levantou os punhos cerrados, prontos para espancar o outro. Orlando continuou olhando-o sem dizer nada.

         — Vamos, seu covarde! Lute!

         Mas Orlando continuou calado, embora lágrimas surgissem em seus olhos.

         A turma ria, incentivando Pedro que, cansado de esperar, partiu para cima do menino.

         Nisso, um homem que passava viu o que estava acontecendo e correu para socorrer Orlando. O bando, assustado, saiu correndo, mas ainda a tempo de ouvir o homem perguntar:

         — Sabe quem são aqueles meninos? Quer que os siga?

         Enxugando as lágrimas, o pequeno Orlando respondeu:

         — Não. Não foi nada. Eles não fizeram por mal. Deixe-os ir embora, senhor.

         Apesar de admirado, o homem respeitou a vontade de Orlando. E, depois de se certificar de que ele estava bem, afastou-se, aconselhando-o a tomar cuidado porque a turma poderia voltar.

         Na tarde do dia seguinte, Orlando saíra para fazer uma tarefa e viu Pedro que vinha de bicicleta descendo a rua. Certamente estivera fazendo compras para sua mãe, porque trazia uma sacola presa no guidão.

         De súbito, tentando ajeitar melhor a sacola, Pedro não viu um buraco no asfalto. A bicicleta se desequilibrou e ele foi jogado sobre o meio-fio, batendo a cabeça na quina da calçada. Um filete de sangue escorreu pela sua testa. Sentindo muita dor, Pedro gemia.

         Orlando aproximou-se, atencioso:

         — Você está bem? Quer ir para um hospital? Está ferido e precisa de cuidados.

         Surpreso ao ver quem o estava socorrendo, Pedro respondeu meio sem jeito:

         — Não foi nada. Foi só um susto.

         — Graças a Deus! Quer que o ajude a chegar em casa? — perguntou Orlando, recolhendo os tomates e cenouras que estavam espalhados pelo chão.

         Pedro estava perplexo. Não entendia porque Orlando mostrava-se tão bondoso com ele. Pensativo, ficou olhando para o garoto à sua frente. Afinal, não se conteve:

         — Orlando, você tem muitos motivos para me detestar. Trato-o muito mal e não perco oportunidade de desafiar, humilhar e diminuir você perante os colegas. Por que está me ajudando?!...

         — Porque aprendi que não se deve retribuir o mal com o mal — respondeu o garoto com simplicidade.

         Espantado com a resposta do colega, Pedro falou:

         — Agora entendo porque nunca aceitou uma provocação. Mas com quem foi que aprendeu essas coisas?

         — Com Jesus. A professora da aula de Moral Cristã, do Centro Espírita que freqüento, falou sobre esse assunto outro dia. Jesus ensinou que devemos retribuir o mal com o bem. Que se alguém nos bater numa face, devemos apresentar a outra. E, mais do que isso, que devemos amar, não apenas os nossos amigos, mas também os inimigos. É isso.

         Calado, Pedro ouviu as explicações de Orlando. Na verdade, naquele momento se deu conta de que nunca havia conversado com ele, e não sabia como era, nem o que pensava. Agora, ouvindo-o, percebeu que Orlando era diferente dos outros colegas, mais consciente e responsável, apesar da pouca idade.

         Pedro sentiu, naquele instante, que o rancor e a animosidade tinham desaparecido do seu coração.

         — Obrigado! — disse simplesmente, afastando-se.

         No domingo, ao chegar ao Centro, Orlando teve uma grata surpresa.

         Lá estava Pedro, todo sorridente, embora um pouco encabulado, para também participar da aula de evangelização.



Célia Xavier Camargo


Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 07:41

. Um médico e prefeito da cidade, Jans Stahlbaum se maravilha ao realizar um Natal para sua família e amigos. Seus dois filhos, Clara e Fritz, esperam ansiosos por seus convidados. A neve traz uma atmosfera festiva enquanto os convidados chegam. Atrasado, como sempre, chega Herr Drosselmeyer, padrinho de Clara, que chega com grande festa. Ele entrete todos os espectadores com seus bonecos dançantes. Todas as crianças recebem presentes. Com um pouco de inveja, Clara pergunta a Drosselmeyer por seu presente. Ele brinca com ela e depois a oferece um presente bem diferente, um quebra-nozes. Encantada, Clara logo se fascina pelo brinquedo. Seu irmão rouba seu presente e o quebra, deixando Clara desapontada. Drosselmeyer conserta o pobre quebra-nozes, mas Clara ainda está desapontada. Mas o padrinho promete que tudo ficará bem. A noite chega e os convidados começam a deixar a casa. Clara vai para a cama, mas ela acorda de repente no meio da noite e vê que seu querido Quebra-Nozes tomar vida. Ó não! Surgem ratos malvados de todos os lados! Eles estão sendo comandados pelo Rei dos Ratos, que corajosamente é derrotado pelo quebra-nozes. De lá eles são transportados para uma terra de magia, numa embarcação especial. Lá o Quebra-Nozes se transforma num encantador Príncipe. Eles atravessam uma terra encantada onde encontram os dançantes flocos de neve. Avisada pelos anjinhos, a Fada Açucarada fica sabendo que o príncipe e sua acompanhante chegam, e assim convoca todo o povo de seu Reino dos Doces. Ao chegar, o príncipe conta suas aventuras como quebra-nozes, e em seguida os dois são deliciados com as mais gostosas guloseimas, com todos os personagens do reino dos doces dançando para eles. Ao final, Clara acorda e percebe que tudo foi um sonho. E que sonho maravilhoso!!!!

Super Aventuras - O Quebra-Nozes Parte 1/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVmOEdkSlNhQ29NIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 07:48
Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão em pais.

August Strindberg
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 07:53
EDUCANDO NOSSAS CRIANÇAS

Uma criança não tem os ossos e os músculos consolidados como um adulto, podendo, assim, submeter o corpo a posições incomuns. Se o corpo da criança é flexível, seu espírito nesse estágio também o é. Sua personalidade pode ser moldada com maior facilidade. Acerta-se a posição errada de uma planta quando ela é pequena, recém-brotada. A pequena criatura é como argila nas mãos de quem a educa. Os germes de qualidades boas ou más, provindos das encarnações anteriores, estão despertando para as atividades. É nosso dever despertar o germe do bem e contrapô-lo ao mal.

          Pode-se até conseguir dos pequenos obediência, inspirando-lhes o medo. Entretanto, vão obedecer por serem obrigados a isso. Assim, de maneira inversa, devemos respeitar a criança e levá-la a compreender o que é melhor para seu próprio bem. O exemplo é o melhor ensinamento.

         É de muita importância a afeição sincera do educador para com o educando. A criança deverá saber que desobedecendo ela fará sofrer a quem a estima.

        Devemos educar nossas crianças no bem e na moral cristã, principalmente as que estão sob nossa responsabilidade. O conhecimento do Evangelho é de muita importância nessa educação.

         Os ensinamentos espíritas são absorvidos com facilidade pelos pequeninos, porque a Doutrina Espírita amplia sua compreensão e os leva ao entendimento natural.

          A criança que tem uma mudança de vida para melhor por meio da religião tem sua educação facilitada. Com o conhecimento moral, ela por si mesma evita o mal, buscando o bem.

          Eduquemos nossas crianças!


Pelo Espírito: ANTÔNIO CARLOS
Psicografia: VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO
Do livro: SEJAMOS FELIZES
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Março de 2011, 11:14
                                                    VIVA JESUS!


    Bom-dia! queridos irmãos.

           A galinha intransigente

Existiu certa vez uma galinha que nunca estava satisfeita com nada. Vivia de mal com o mundo e não perdoava a menor ofensa, mesmo involuntária.

Passava o tempo a queixar-se da vida e a criticar tudo o que os animais da fazenda faziam. No terreiro, ninguém estava livre dos seus comentários.

Se um patinho se machucava, ela logo dizia:
 
— Bem feito! Quem manda dona Pata deixar seus filhotes soltos por aí?

Se o cachorrinho era picado por uma abelha ao enfiar o focinho no tronco de uma árvore, ela logo exclamava com ar satisfeito:

— Teve o que merecia! Quem manda ficar enfiando o nariz onde não deve?

Se o gatinho, sem querer, entornava o prato de leite, ela reagia:

— Também com a educação que dona Gata lhe dá, só podia ser um trapalhão mesmo!

E assim ela criticava todos os animais do terreiro. E ai de alguém que lhe fizesse a mínima ofensa. Jamais teria o seu perdão.
 
 

 Certo dia, ela descuidou-se arrumando o galinheiro e não viu que um de seus pintinhos desaparecera.

Quando percebeu, ficou apavorada e saiu gritando por ele:

— Chiquinho! Chiquinho! Onde está você?
 
   
Mas nada do Chiquinho aparecer. Perguntou para os vizinhos, para dona coruja, sempre muito esperta, e nada. Ninguém sabia dar notícias do pintinho.

Todos estavam preocupados e ajudando a procurar o filhote da galinha, até que dona Vaca lembrou-se de tê-lo visto atravessando o pasto a caminho do riacho.

Correram todos, e lá chegando ficaram surpresos e encantados com a cena que viram.

O pintinho caíra na água e, não sabendo nadar, debatera-se, ficando preso em umas plantas na outra margem do riacho que, embora estreito, não dava para alcançar.

O patinho, excelente nadador, já fizera vãos esforços para soltar o pintinho, que estava preso por uma das patas, mas ele era muito fraco e não tinha força suficiente.

O cachorrinho e o gatinho tiveram uma idéia e, nesse exato momento, a colocavam em execução.

O cachorrinho, que era o mais forte, se pendurou num galho de árvore à margem do regato e, ao mesmo tempo, segurou uma das patas do gatinho, que se esticou... esticou... esticou até conseguir agarrar o Chiquinho pelo pescoço. Depois, puxando-o com força, pode livrá-lo dos ramos que o prendiam.

Foi um alívio geral! Em pouco tempo, Chiquinho estava nos braços da mamãe Galinha, que respirava aliviada.

— Graças a Deus! Não sei como agradecer a vocês todos pela ajuda que me deram! — disse com lágrimas nos olhos.

Depois, pensando um pouco, completou envergonhada:

— E logo eu que sempre fui tão intolerante com todos! Mas, nunca mais criticarei ninguém. Nunca se sabe quando nós também vamos precisar da ajuda e do perdão dos outros. Hoje, por minha falta de atenção, meu filho quase perde a vida. Porém, em vez de me censurar, vocês me ajudaram. Quero que me perdoem tudo o que já lhes fiz, como espero que Deus me perdoe também.

E deste dia em diante, dona Galinha transformou-se numa criatura boa, paciente, tolerante e compreensiva para com as falhas do próximo e nunca mais criticou ninguém.
 
                        Celia Xavier de Camargo


                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 03 de Março de 2011, 11:42
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas


NÉIA E SEUS SAPATINHOS

Néia é um bichinho com quase cem pezinhos. É uma centopéia que gosta de viver entre as pedras de um jardim muito grande.
Néia vive feliz caçando os insetos que aparecem.
Quando alguém a assusta, enrola-se todinha e fica horas e horas quieta até o perigo passar.
Certa vez, todos os bichinhos que moram no jardim resolveram dar uma festa.
Estava chegando a primavera e eles queriam escolher a “Rainha da Primavera”.
Não precisava ser o bichinho mais bonito, mas sim o que se apresentasse de forma diferente, e elegante. E teria de ser surpresa!
E convidaram Néia para ser uma das candidatas

A partir daquele dia, foi um alvoroço no jardim.
De noite, enquanto todos dormiam, os animaizinhos trocavam idéias, planejavam as atividades e faziam os preparativos.
Mas todos guardavam algum segredo, que seria a surpresa do dia.
Néia pensou na roupa e nos sapatos com que se apresentaria.
E a dificuldade que teria, com cem pés, para conseguir cem sapatinhos iguais.
Será que conseguiria?

Todas as amigas de Néia ofereceram-se para colaborar. Trabalharam bem depressa. Uma semana depois, Néia tinha um sapatinho de crochê com cordão de amarrar para cada pé! E com saltinho de moça!

No dia da festa, enquanto todos os bichinhos ainda dormiam, Néia já começava a preparar-se. Imaginem que teria que calçar e amarrar quase cem sapatinhos! E agora não podia mais pedir ajuda às amigas porque tinha o compromisso de fazer surpresa.
Néia começou a calçar-se: o primeiro pé, o segundo pé... e assim foi continuando.
O tempo passou ligeiro. A festa já tinha começado e Néia continuava pacientemente calçando seus sapatinhos.
O desfile das candidatas também já estava começando...e Néia ainda faltava calçar os últimos sapatos... Néia não desanimou porque era muito paciente!

A última a desfilar foi Néia, que aparece mais bonita do que nunca!
– Oh! Como está diferente e elegante! – falaram todos quase ao mesmo tempo.
– Calçar quase cem sapatinhos? Que paciência para amarrar todos eles! – falaram eles.
No final do desfile foi anunciado o nome da vencedora.
Imaginem quem foi?
Isto mesmo! Néia! Ela ganhou uma cesta de flores com um cartão: “Parabéns à Rainha da Primavera” e uma caixa com cem bombons, que Néia dividiu com as amigas que a ajudaram a fazer os seus sapatinhos.
 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 22:44
A MORDOMIA DE LIA !!

Lia entrou na cozinha correndo perguntando a mãe o que tinha para almoçar, sua mãe respondeu:Carne com legumes, Lia na hora respondeu, eu já te disse: Eu odeio esta comida, e saiu batendo a porta, chorando. Louise, já não sabia mais o que fazer para sua filha de seis anos comer, todos os dias era  a mesma situação, ela inventava e reinventava menus, mas nada, Lia sempre dizia para todos os alimentos: Eu já te disse, que eu odeio sopa, bife, feijão, salada, frango, eu odeio tudo isto. A menina se trancava no seu quarto, se alimentando mais de frutas e sucos. Sua mãe, já tinha levado-a  no médico, já tinha criado tantos pratos com rostos infantis, em tudo ela criava, mas nada agradava a menina. Louise, sempre lembrava a filha que deveria agradecer seu alimento, pois muitos naquela hora, não tinham nada, nem pão para almoçar, mas nada comovia Lia.
Um dia sua mãe acordou sentindo-se mal, fazendo que sua irmã lhe levasse para o hospital, onde teve que fazer uma cirurgia as pressas. E agora, onde Lia ficaria? sendo ruim para se alimentar, pensou Louise. Lia teve que ir para casa de sua madrinha, uma hora distante de onde morava, enquanto sua mãe se recuperava da cirurgia. Não teve jeito para Lia, já que morava sosinha com sua mãe, e era filha única.
Lia foi para casa de dona Ranita e lá, a menina conheceu uma outra realidade, sua madrinha, não tinha recursos financeiros que nem sua mãe, sobrevivia de vendas de ovos e frangos, criados em seu quintal.
E assim a mordomia da menina foi para o espaço, na hora do almoço, quando sua madrinha, que tinha seis filhos pequenos lhechamava para almoçar,e ela perguntava o que era. Dona Ranita respondia, Frango cozido, Lia na hora respondia: Eu odeio fango, para alegria das crianças que na hora corriam e pegavam seu prao, felizes da vida.
Lia, sentiu em três dias, muita fome, pois ali não tinha seus sucos, nem frutas, ali ninguém jantava, apenas tinham o almoço, no que era muito disputado, em pouco tempo ela ficava apenas com as partes do frango que ninguém queria, os pés, as asas. A menina já com muita fome, comia tudo, achando tudo saboroso. Em poucos dias Lia, aprendeu a gostar de frango, de ovos cozido, frito, de feijão, de tudo aquilo que ela tinha em sua casa e nao dava valor.
Sua mãe, já recuperada, foi busca-la, e Lia veio correndo toda feliz receber sua mãe, cansada de estar longe de casa.
No outro dia, na hora do almoço, Louise, chamando Lia para almoçar, estranhou quando a menina disse: Oba...Adoro frango, a menina daquele dia em diante, trocou eu odeio, pelo, Oba.... Eu adoro frango, feijão, bife, etc...
Louise, espantada, nada perguntou por que sabia que os poucos dias que Lia ficou na casa de sua madrinha, conheceu a dura realidade da vida.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2010


Olá amigos, trago meu décimo sétimo conto onde narro a história de Lia, uma menina mla acostumada que passando por muitas dificuldades onge de sua mãe, aprende a dar valor a tudo que tinha em sua casa.. Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 22:53
Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Desejamos um ótma noite   de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Estão convidados a trazerem suas mensagens... Desejamos que voltem sempre...
são os sinceros votos das amigas  e amigos Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos


Abraços afetuoso

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 23:26
Aproveitando as férias


         Caminhando pela rua, Celso ia desanimado. Chutou uma lata e pensou:

         — As férias não estão sendo como eu sonhei.

         Durante o ano letivo, tendo que fazer tarefas e enfrentar provas, ele ansiava pelas férias escolares prometendo a si mesmo não fazer nada, nadinha. Queria descansar!

         Até para a sua mãe Celso avisou, irredutível:

         — Mamãe, nas férias não quero fazer nada. Nada de trabalho, nada de atividades. Não me acorde! Quero dormir bastante!

         A mãe concordou. Agora, Celso dormia até o meio-dia, acordando somente à hora do almoço. Depois, ficava o resto do dia sem fazer nada. No começo achava essa vida ótima, depois, sem saber por que, começou a sentir-se irritado e descontente, reclamando de tudo.

         Os colegas insistiam para que fosse com eles jogar futebol ou ir à piscina, mas o menino recusava dizendo:

         — Não vou, não. Quero descansar!

         Certo dia uma amiguinha de Celso, passando por sua casa e vendo-o no portão, convidou:

         — Tem um grupo que vai levar sopa numa favela e estou indo juntar-me a eles. Quer ir também?

         — Está brincando? Com esse sol e esse calor que está fazendo? Nem pensar!

         Passou-se uma semana... duas semanas...

         Na terceira, Celso não agüentava mais a monotonia.

         Observando a mãe lavar roupas, o menino desabafou:

         — Mamãe, não sei o que está acontecendo comigo. Estou sem ânimo. Perdia a fome. Não tenho conseguido dormir direito à noite. Passo horas acordado, sem sono. E, o pior, é que vivo cansado!

         A mãezinha enxugou as mãos no avental, olhou o filho desanimado e sorriu, compreensiva:

         — É exatamente porque você não está tendo nenhuma atividade útil, meu filho, Quanto menos fizer, mais cansado ficará.

         Sentou-se ao lado de Celso num banco ali perto e continuou:

         — Para podermos viver, Deus nos dotou de energias. Essas energias têm que ser bem utilizadas por nós. Por isso sentimos necessidade de trabalho, de movimento, de atividades.

         — Mas quando terminou o ano letivo eu estava muito cansado e não queria ver livros na minha frente!

         — Muito justo, porque você estudou e se esforçou bastante durante o ano, meu filho, e precisava descansar. Agora, já está descansado e precisando movimentar o corpo e a mente. Existem outros tipos de atividades que nos distraem, alegram e animam. Ler um bom livro, fazer um esporte, uma visita, ajudar alguém, são coisas úteis e agradáveis.

         Celso pensou um pouco e concluiu que a mãe tinha razão.

         Naquela tarde, acompanhou os amigos ao clube para uma partida de futebol. Voltou para casa com outro aspecto.

         No dia seguinte encontrou a menina que ia levar sopa na favela e dispôs-se a acompanhá-la. Viu tanta necessidade e sofrimento, que se comoveu. Ajudou a distribuir a sopa e o pão, conversou com as crianças, visitou as famílias e voltou para casa, com novo ânimo.

         Corado e sorridente, entrou em casa e relatou à mãe tudo o que fizera. Estava com outro aspecto e tinha um brilho diferente no olhar.

         Sentou-se e comeu sem reclamar. Com as atividades do dia, sentia-se cansado mas satisfeito. Naquela noite dormiu logo e teve sono tranqüilo. No dia seguinte acordou cedo, bem disposto e animado, afirmando:

         — Mamãe, eu quero aproveitar minhas férias!



Célia Xavier Camargo
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 03 de Março de 2011, 23:49
Barbie - O lago dos cisnes (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThYc1lNUzRzUVdFIw==)

O Lago do Cisne




Ato I: Uma campina próxima ao castelo. É tarde. O Príncipe Siegfried organizou uma caçada para celebrar seu vigésimo primeiro aniversário. Os trabalhadores tiveram folga e organizaram um piquenique que o Príncipe prometeu ir, mas este foi interrompido pela Rainha, sua mãe, que o lembrou que era seu dever nesta sua maioridade de escolher uma noiva entre seis princesas. Quando o sol vai se pondo os trabalhadores vão indo embora. O Príncipe, triste em pensar que sua liberdade iria embora foi animado por Benno, que avistou alguns cisnes. O Príncipe, pensando que a noite é uma criança, vai à busca deles, e os outros caçadores vão embora.

 
Ato II: Algumas horas depois, à beira do lago. Enquanto o Príncipe Siegfried adentra a floresta para caçar, vê um belo cisne a voar. Ele cuidadosamente o mira, mas, para sua surpresa, o pássaro se transforma na mais linda das moças, e ele se esconde por entre as árvores para observá-la. Incapaz de conter sua curiosidade, ele aparece e a assusta. Ele assegura que nenhum mal irá fazer para com ela e a pede que explique o fenômeno que acabara de presenciar. Impressionada por sua gentileza, Odette revela a história de sua situação. Ela conta que é uma Princesa nascida em berço de outro que foi enfeitiçada por um feiticeiro malvado e agora sua sina é ser um cisne ; apenas em algumas horas do escuro é que ela se transforma em humana. O lago em que habita foi formado pelas lágrimas de sua mãe. Ela conta que está condenada para a eternidade, e somente se um jovem virgem jurar eterna fidelidade a ela e desposá-la, só assim ela se libertará. Mas, se ele a trair, então ela permanecerá um cisne para sempre. Neste momento o feiticeiro aparece. O Príncipe apaixonado pega seu arco e flecha, mas Odette imediatamente protege o feiticeiro com seu corpo, pois sabe que se ele for morto antes do feitiço ser quebrado, também ela morrerá. O feiticeiro desaparece, e Odette se esconde na floresta. Siegfried percebe que seu destino está agora mudado. A alvorada começa a aparecer Odette é tomada mais uma vez pelo feitiço, retornando a seu disfarce de cisne. Siegfried vai embora desesperado.

 
Ato III: A noite seguinte, no Salão de Festas. Convidados de muitas realezas aparecem para a festa de aniversário, incluindo as seis princesas e seus dotes, de que a Rainha Mãe escolhera como elegíveis esposas para a mão de seu filho. A Rainha ordena que o entretenimento comece, e então convida as princesas a dançar. O Príncipe dança com cada uma. Sua mãe então o ordena que se decida, mas ainda com a memória de Odette, ele recusa todas, para desgosto da mãe. A fanfarra anuncia então a chegada do Barão Von Rothbart com sua filha Odile. Siegfried, que se encanta com a beleza de Odile é seduzido por sua semelhança com Odette, e declara seu amor e fidelidade a ela. Rothbart e Odile, triunfantes, revelam sua decepção, e Siegrfried percebe que foi vítima de um plano malvado. Ele corre então no meio da noite.

 
Ato IV: À noite na beira do lago. Todos os cisnes estão ansiosos pelo desaparecimento de Odette. Ela aparece e conta do plano de Rothbart, dizendo que antes do amanhecer ela deve morrer. Houve-se o barulho de um trovão. Siegfried a acha e implora seu perdão. Enquanto o amanhecer se aproxima, Rothbart aparece mais uma vez disfarçado de feiticeiro. Odette conta a Siegfried que ela deve se matar, ou então será eternamente um cisne. Siegfried, sabendo que seu destino está mudado para sempre, declara que ele irá morrer com ela, assim quebrando o poder de Rothbart. Os apaixonados se jogam no lago. Rothbart recebe um choque mortal e todo o seu poder está acabado. Enfim, o casal estará unido para sempre na vida após a mort
e.

 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: belina em 04 de Março de 2011, 00:52
Olá amigos


A Importancia da Amizade                                       

Numa tarde tranquila, a mamã Alice que, andava com os seus dois filhinhos a passear no jardim que tinha um belo no lago, quando a avozinha Celeste, começou a falar com eles acerca do valor da amizade.
 A avozinha viu o interesse dos meninos que decidiu contar-lhes a história do jovem lavrador, que vivia das verduras e dos frutos que cultivava e que tinha um amigo, que era um moleiro rico.
O moleiro apanhava sempre verduras e frutos da horta do jovem lavrador, mas nunca dava nada em troca, embora tivesse um estábulo cheio de animais. O jovem lavrador via-o muitas vezes e gostava de ouvir o seu amigo a falar sobre a solidariedade e a amizade.
No inverno o lavrador passava frio e fome, pois não tinha verduras e frutos para vender. O moleiro nunca ia visitá-lo e nem sequer o convidava para ir a sua casa para que ele não tivesse inveja de sua riqueza.
Com a primavera, o moleiro foi visitar o jovem. Quando soube que este tinha vendido o seu carrinho de mão para poder comer, o moleiro prometeu-lhe o seu, já velho e partido.
Em troca do carrinho de mão, o moleiro pediu-lhe que enchesse o seu cesto de verduras. O jovem lavrador, bem pensou no dinheiro que conseguiria se vendesse as verduras e de quanto precisava dele, mas mesmo assim encheu o cesto em nome da sua amizade.
Passado algum tempo, o moleiro voltou com um grande saco de farinha e pediu ao lavrador que e o levasse ao mercado. E dizia muito convencido que para isso servia a amizade. O pobre lavrador tinha muito trabalho, mas não conseguiu dizer não.
Quando regressou a casa estava tão cansado que se meteu na cama. De manhã o moleiro chegou para buscar o seu dinheiro e ralhou com o amigo porque ele ainda estava a dormir. A seguir pediu-lhe que arranjasse a roda do moinho e novamente não conseguiu dizer que não.
O amigo do jovem lavrador pedia-lhe tantos favores que ele quase não tinha tempo para cuidar das suas verduras, mas para ele a amizade tinha muito mais valor.
Uma noite houve uma tempestade e o moleiro pediu ao lavrador que fosse buscar o médico para o seu filho que tinha caído. O lavrador pediu-lhe emprestado a sua lanterna para poder atravessar a floresta, mas o moleiro não lha emprestou. Assim o lavrador teve que andar às escuras e enfrentar a chuva e o vento até à casa do médico. Este montou no seu cavalo e o lavrador regressou a pé, mas perdeu-se na floresta, tropeçou num tronco de uma árvore, caiu e quebrou uma perna. Foi socorrido pelo médico que estranhou a demora e voltou para o procurar.
O único pensamento que veio á cabeça do moleiro foi o desperdício que tinha sido ter dado o seu carrinho-de-mão a quem não iria precisar dele tão cedo.
_ Como vêem a amizade é muito importante _ disse a avozinha Celeste_mas para algumas pessoas o que é importante são elas próprias.
                                                                                    Belina
                               (histórias minhas  que contava a meus filhos e agora a meus netos.)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: belina em 04 de Março de 2011, 01:26
Ola amigos

O Renascer                                             

Maria e José já tinham uma família grande e tinham passado por muitas provações. Já tinham partido alguns filhos bem pequeninos, em que o seu tempo de vida foi bem curto e com muito sofrimento.
José viaja para Angola, tentando melhorar sua vida, deixa Maria grávida de 8 meses e mais 5 filhos.
Algum tempo depois…
Maria na aldeia pensava que tinha sido abandonada, pois José deixara de enviar o sustento para a família. Mal ela sabia que seu esposo tinha sofrido um acidente e tinha feito uma fractura numa vértebra.
José esteve internado 6 meses e sem conseguir andar mais um ano, pediu a um amigo que enviasse o seu ordenado para a esposa, mas, mas o amigo não só não enviou o dinheiro, como o gastou em proveito próprio.
Quando tudo parecia perdido, Maria recebe uma carta de José, com uma carta de chamada autorizando Maria a viajar para Angola com seus 5 filhos para ir ao encontro de seu marido. 
Maria não sabia o que pensar, fazia 2 meses que tinha sido o funeral de seu filho mais novo e que o José não conhecera. Deste filho só existia uma fotografia. Mas como boa esposa, Maria parte de barco para Angola.
Maria chega a Angola e está feliz por reencontrar o esposo, mas aquela terra ainda sendo desbravada era muito diferente de sua linda Aldeia. Fazia um calor abrasador, mas o povo nativo era muito acolhedor e doce. Receberam-na como se fosse uma rainha, pois era a esposa do seu amigo.
Algum tempo depois Maria sente-se cansada, sonolenta e enjoada, ela já sabe que estava grávida. Procura saber onde poderá ir ao médico, algumas vizinhas dizem várias coisas a Maria, que ela assustada diz a José que tem medo de ter outro filho, num país com poucas condições e longe dos cuidados de sua mãe.
Maria não quer este filho, as falsas amigas indicam uma parteira onde Maria poderá fazer o aborto. José não diz nada, mas pede ajuda a Deus que guie sua esposa.
Maria chegou a ir a casa da parteira e por duas vezes não entra. Uma falsa amiga vai com ela e desta vez Maria entra e sobe na marquesa. Na mesma hora José estava na igreja ouvindo o padre durante o sermão falando nos seres inocentes que não tinham defesa, ou seja falando sobre o aborto.
Maria sente um aperto em seu peito dá um salto e diz:
_ Meu Deus o que eu ia fazer? E saiu daquela casa.
Quando chega a casa, José que também acabara de chegar, pergunta-lhe se tinha feito alguma coisa, ao que Maria respondeu:
_ Não! Sabes, onde comem 5 comem 6 e Deus não nos vai faltar!
_ Maria vai correr tudo bem, responde José temos 1 filha e 4 filhos e vem a caminho outra menina.
Como saberia ele que seria uma menina?
Bem, assim foi, 8 meses depois nasce uma menina de cabelos loiros. Nasce nesta família com uma mãe lutadora, um pai amoroso, e irmãos muito divertidos.
Sempre foi uma criança muito irrequieta e sempre questionou tudo.
Depois dela nasceram , mais 2 meninas lindas, ficando assim a família completa.
Sei que Maria e José serão recompensados por a terem aceite como sua filha, pois assim  permitiram uma nova chance de evolução de seu Espírito.
                                                                                                    Belina
                                                                    (História minha que conto a meus netos,)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 04 de Março de 2011, 06:53

Bom dia, queridos amigos!


O Colhedor de risos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVUNmZfeV9sQUs0Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 04 de Março de 2011, 08:27
O PRÍNCIPE E O MENDIGO

Há muitos anos, na velha Londres, Na velha Londres...nasceram dois rapazes precisamente no mesmo dia.
O mendigo recebeu o nome de TOM CANTY e depressa começou a ser notado pelas imitações que fazia da nobreza.O Príncipe era educado para ser Rei... Era um verdadeiro artista!
Entretanto o príncipe, EDUARDO, era educado para ser rei. O pai estava muito doente e não tardaria a ser coroado.
Um dia viu um menino na rua e pediu que o trouxessem ao...o Príncipe pediu-lhe que trocassem de roupa! palácio. Surpresa: eram muitíssimo parecidos, tanto que até pareciam gémeos! Perguntando como era a vida lá fora, o príncipe pediu-lhe que trocassem de roupas. Assim, o mendigo passou a ser o príncipe, e o príncipe o mendigo.Tom foi tratado como um autêntico Príncipe...
TOM foi tratado como um autêntico príncipe. Conseguiu representar o papel com a maior facilidade... Cometeu erros, é claro, mas desculparam-no. Era o príncipe!
De vez em quando TOM eDe vez em quando encontravam-se nas ruas de Londres. EDUARDO encontravam-se nas ruas de Londres. Teve que vender carne pelas ruas...E brincavam como dois mendigos!
O pior para EDUARDO foi viver com os pais de TOM. Teve que vender carne pelas ruas.
Dias mais tarde o rei agonizava. TOM foi conduzido junto dele:
-Meu filho,Dias mais tarde o Rei agonizava... tens que mostrar-te forte. Vais ser o novo Rei de Inglaterra. -sussurrou o moribundo.
Horas mais tarde, todos os sinos tocavam anunciando a morte do monarca.
- O Rei morreu!... Viva o Rei!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 00:40
UM PEDIDO DIFERENTE!!

Heron,  saiu da escola muito feliz, sua professora tinha criado um mural,  como o nome " A árvore dos pedidos de Natal" Ela disse que quando pedimos algo com muita fé, sempre conseguimos... O menino, junto com seus amigos,começaram a escrever, caprichando em seus pedidos, ao seu lado ele ouvia o pedido de seus amiguinhos... Uns, pediam um carro de controle remoto, outros computador, a boneca mais moderna, etc... Mas o pedido de Heron era diferente de todos. Ele pensou em sua famíla, sua mãe, mais três irmãos, e seu pai.. Há seu pai, era para ele seu pedido.
Em sua casa, Heron, com seus sete anos de idade, ele ajudava nas tarefas domésticas, sua mãe fazia faxina pelas redondezas, e seu pai era ajudante de pedreiro, mas.. Todo fim de semana, ao receber, antes dele ir para casa, parava em um bar, e lá gastava quase tudo o que ganhava, para tristeza de todos... No outro dia ele caia no arrependimento, prometendo que na outra semana não faria mais, para de novo voltar a fazer..
Heron gostava muito de seu pai, e várias vezes pedira para ele parar de beber, procurar ajuda, no que o pai sempre respondia.. Amanhã meu filho, amanhã.
Em seu pedido de natal, Heron pediu que Deus ajudasse seu pai a lutar contra este vicío, pediu com muita força, e sabia que o bom velhinho iria levar sua cartinha até o céu. Seu pedido era simples, e nem precisava gastar nada... Eram frases assim.:
Deus, contigo eu quero falar..
Um  presente de natal,
Ao meu pai, eu quero dar...
Deus... Tu podes ajudar...
Deste vicio ele se curar?? Heron relembrava seu pedido. E renova ele toda noite antes de dormir, ele sabia que Papai  Noel iria estranhar seu pedido, mas era o que ele queria ganhar. Com a proximidade da noite de natal, Heron ajudava sua mãe, a preparar a ceia,mas estava reocupado com a demora de seu pai, pois ele já estava muito atrasado, e o menino ficou lembrando os outros dia de Natal em que seu pai sempre chegava  em casa, já quase dormindo, nunca participando com eles da comemoração, Heron , pensava com força em seu pedido... E não desanimava, relembrava as palavras de sua professora, quando pedimos algo com muita fé, conseguimos.
Eles continuaram a comemorar,  como nos outros anos, apenas entre eles, pois o pai sempre estava ausente, mas para surpresa de todos, neste Natal, seu pai chegou , com muitos presentes para todos, e ao ver a família reunida, disse: Hoje não sei o que me aconteceu, logo que sai do trabalho, segui rumo ao bar, e por lá fiquei, mas algo me chamava para vir ficar m casa, muitas vezes durante estar lá,eu  senti isto, sai e com o dinheiro que recebi fui comprar estas lembranças pra vocês todos, eles abraçaram o pai agradecendo o melhor presente que ele já tinha dado nestes últimos anos.. Sua presença na noite de Natal.
Heron, silenciosamente agradeceu a professora, e  ao bom velhinho,por ter entregue seu pedido a Deus, e continuou a comemorar com sua família o nascimento de Jesus.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2010


Olá amigos, trago meu décimo oitavo conto, onde narro a história de um  menino Heron que faz um pedido de natal, bem diferente de todos que já foram feitos.. Espero que gostem!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 00:51
A casca de banana


        Laurinha estudava na escola de seu bairro, e estava na terceira série do primeiro grau.

         Não se preocupava muito com os estudos, mas conseguia sempre ser aprovada, embora com dificuldade.

         Agora, já quase no final do ano, Laurinha ia fazer uma prova muito importante.

         Sua mãe aconselhava-a a estudar, mas Laurinha respondia:

         — Depois. Agora estou brincando.

         — Laurinha, venha estudar, minha filha!

         — Mais tarde, mamãe. Agora preciso conversar com minha amiga.

         Algumas horas depois a mãezinha atenta a chamava novamente, e ela replicava:

         — Amanhã, mamãe. Posso assistir à televisão? Só um pouquinho!

         Depois, ficava com sono e ia para a cama e, no dia seguinte, tudo se repetia da mesma maneira.

         Até que chegou o dia da prova.

         Nervosa, Laurinha foi para a escola e voltou bastante deprimida.

         Uma vergonha! Tirara nota ZERO na prova e fora a chacota de toda a classe. Os outros alunos foram bem e acharam as questões fáceis. Só ela não sabia nada, e, portanto, nada respondera.

         A professora a chamara na frente, inquirindo a razão daquele tremendo fracasso, porém Laurinha, de cabeça baixa e muito envergonhada, nada respondeu.

         Ao chegar em casa contou à sua mãe, chorando muito. Sentia-se humilhada perante os colegas de classe, achava que ninguém gostava dela. E tomou uma decisão:

         — Não vou mais à escola! Não quero mais ver ninguém.

         A mãe, com carinho, afagou-lhe os cabelos dizendo com ternura:

         — Não se comporte dessa maneira, minha filha. Na verdade, você recebeu uma lição merecida. Colheu o que plantou, entende? Como não estudou nada, nada poderia saber, não é? O seu fracasso é, portanto, responsabilidade sua!

         A menina fitou a mãe, surpresa, já parando de chorar.

         — Pode ser. Mas não volto mais àquela escola. Nunca mais! E, depois, vou perder o ano mesmo!

         Sua mãe sorriu, sabendo que não era o momento para insistir no assunto. Laurinha iria refletir e, provavelmente, mudaria de atitude.

         Para espairecer, convidou-a para irem juntas à padaria da esquina. No caminho, a menina, que se distraía com o movimento da rua, pisou numa casca de banana que alguém jogara na calçada. Levou o maior tombo!

         Rapidamente, toda dolorida e olhando em torno, para ver se alguém presenciara sua queda, Laurinha levantou-se, envergonhada.

         A mãezinha viu naquele incidente oportunidade para uma lição e não perdeu tempo:

         — Por que você não ficou esparramada no chão?

         Laurinha olhou para a mãe, surpresa e sem entender a pergunta.

         — O quê? Por que não fiquei no chão? Claro que não!

         — Ah! Você não pensou em ficar na calçada, estatelada?

         Laurinha replicou, horrorizada:

         — Que ideia, mamãe! Naturalmente que não. Levantei o mais rápido possível!

         A senhora balançou a cabeça, concordando:

         — Isso mesmo, minha filha. É assim que devemos agir sempre. Não acha você que a situação na escola seja mais ou menos a mesma?

         Laurinha escutou e pareceu meditar por momentos.

         — Pense bem, querida. Em nossas vidas as dificuldades são obstáculos que precisamos superar. E não importa quantas vezes levemos uma queda, temos sempre que nos levantar e seguir em frente.

         A menina sorriu e seus olhos se iluminaram.

         — A senhora tem razão, mamãe! Uma prova mal feita não significa nada, a não ser que preciso me esforçar mais. Amanhã vou para a escola.

         No dia seguinte, logo cedo, Laurinha voltou às aulas e, para alegria sua, a professora deu-lhe uma nova oportunidade para que pudesse recuperar os pontos perdidos.

         Afinal, aquele problema que lhe parecera tão grande e sem solução, na verdade era bem pequeno.

         E Laurinha, desse dia em diante, sempre que se via em dificuldades e tinha vontade de desistir, lembrava-se da lição que lhe dera uma humilde e desprezada casca de banana.



Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 01:02
Estou com medo...

         - Paiê!

         Lívia chamou o pai, no meio da noite. Seu Gilberto, sonolento, veio ver o que aconteceu.

         - Estou com medo... - a garota logo explicou.

         - Medo de quê? - quis saber o pai.

         - Medo, ora!

         - Deve haver um motivo... - o pai argumentou calmamente.

         - É que... eu acho que tem um espírito embaixo da minha cama - explicou a menina.

         - Filha, nós já conversamos sobre isso, lembra? Não há espíritos embaixo da sua cama.

         - Mas, pai...

         - Espíritos são pessoas que já morreram e vivem no Mundo Espiritual. Eles não costumam se esconder embaixo da cama de meninas. Mas, se algum dia você enxergar um espírito, faça uma prece pedindo que ele possa ser auxiliado e que encontre a paz.

         - Mas, pai, também tenho medo que você morra...

         - Filha, todos vamos morrer um dia e voltar ao Mundo dos Espíritos. Devemos confiar em Deus, pois Ele sabe quanto tempo cada pessoa deve viver. A fé em Deus e na vida após a morte nos ajudam a entender e aceitar a separação provisória que a morte ocasiona.

         O pai de Lívia também explicou sobre a reencarnação, as inúmeras idas e vindas que o espírito faz da Terra ao Plano Espiritual e vice-versa, até se tornar um ser perfeito.

         Enquanto falava, Seu Gilberto se abaixou para pegar um travesseiro que estava no chão. Ele não encontrou nenhum espírito embaixo da cama, mas sim, Fofão, o urso de Lívia que estava sumido há dois dias. Lívia abraçou o pai e o urso, seus companheiros de brincadeiras.

         De mãos dadas, fizeram então uma prece:

         Amigo Jesus, agradeço a vida e a família que tenho. Ajuda-me a não ter medo da morte e a aproveitar o tempo que tenho na Terra para ajudar os outros, aprender e evoluir sempre. Que eu tenha boas atitudes, para ser merecedor das energias positivas e intuições enviadas pelo meu anjo da guarda. E que ao adormecer eu possa encontrar bons espíritos que me orientem a seguir o caminho do bem. Assim seja.

         Enquanto isso, na espiritualidade, os espíritos protetores de Gilberto e Lívia, que a tudo observavam, transmitiam energias de paz, dizendo também: Assim seja.


*****
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 01:05
Essas Outras Crianças



Quando abraças seu filho, no conforto doméstico, fita essas outras crianças que jornadeiam sem lar.

Dispões de alimento abundantes para que teu filho se mantenha em linha de robustez.

Essas outras crianças, porém caminham desnorteadas, aguardando os restos da mesa que lhes atira, com displicência, findo o repasto.

Escolhes a roupa nobre e limpa de que teu filho se vestirá, conforme a estação.

Todavia, essas outras crianças tremem de frio, recobertas de andrajos.

Defendes teu filho contra a intempérie, sob o teto acolhedor, sustentando-o à feição de Jóia no escrínio.

Contudo, essas outras crianças cochilam estremunhadas na via pública quando não se distendem no espaço asfixiante do esgoto.

Abres ao olhar deslumbrado de teu filho, os tesouros da escola.

E essa outras crianças suspiram debalde pela luz do alfabeto, acabando, muita vez, encerradas no cubículo das prisões, à face da ignorância que lhes cega a existência.

Conduzes teu filho a exame de pediatras distintos sempre que entremostre leve dor de cabeça.

Entretanto, essas outras crianças minadas por moléstias atrozes, agonizam em leitos de pedra, sem que mão amiga as socorra.

Ofereces aos sentidos de teu filho a festa permanente das sugestões felizes, através da educação incessante.

No entanto, essas outras crianças guardam olhos e ouvidos quase sintonizados no lodo abismal das trevas

Afagas assim, teu filho no trono familiar, mas desce ao pátio da provação onde essas outras crianças se agitam em sombra ou desespero e ajuda-as quanto possa!

Quem serve o amor de Cristo sabe que a boa palavra e o gesto de carinho, o pedaço de pão e a peça de vestuário, o frasco de remédio e a xícara de leite operam maravilhas.

Proclamas a cada passo que esperas confiante o esplendor do futuro mas, essas outras crianças chorarem desamparadas, clamaremos em vão pelo mundo melhor


 

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Emmanuel.


 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 01:13
A Dama e o Vagabundo




A Dama e o Vagabundo

Que natal feliz! Uma jovem recém-casada recebeu de presente uma pequena cadelinha que chamou de Lady.

E desde então é um festival de carinhos que não tem fim!

Lady é tão linda que os cães do quarteirão não tem olhos para nada, a não ser para ela.

Especialmente Vagabundo!

Porém, Lady recusa-se a falar com ele. Ela acha tão despenteado, tão mal-educado!

Um belo dia, Lady deu adeus à sua boa vida.

Sua dona teve um bebê.

Todos os sorrisos, todos os carinhos são para o recém-nascido.

Mas o pior de tudo é quando tia Sarah chega em casa com seus dois horríveis gatos.

Si e Ão.

Os dois siameses malvados começam imediatamente a atacá-la e a mexer em tudo que havia dentro de casa.

Lady defende, porém quebra tudo na sala.

Como punição lhe colocam uma focinheira.

Lady se debate, salta, dá pulos, se enfurece!

Para onde será que ela vai?

Ela foge desesperada para a rua, e os cães vadios a atacam sem piedade.

Mas eis que chega o Vagabundo! Ele rosna, morde, afasta os cachorrões, Salvando Lady.



Lady se encanta com a bravura de Vagabundo e começa se apaixonar!

Vagabundo conduz Lady à uma cantina do seu amigo Tony. E aquele dia em especial Tony prepara uma deliciosa macarronada para os dois.

E ali começou um grande romance. Mais tarde eles se casaram, tiveram muitos filhotes e Lady pode voltar com sua família para casa, onde todos puderam ser felizes.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 05 de Março de 2011, 06:33
 

Bom dia, queridos amigos!


ALGO  MAIS


 

Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.

De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:

- Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.

Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor lhe contou:

- Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.

Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d’água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:

- Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.

O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas Árvore continuou:

- Estas rãs são boas amigas, hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.

O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.

Acariciou o Barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:

- Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.

Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.

 

Do livro “Pai Nosso”. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.Autora: Meimei


 
   
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 10:05
VIDA INFÂNCIA

379. O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto?
-- Pode mesmo ser mais, se ele mais progrediu, pois são apenas os órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Age de acordo com o instrumento de que se serve.

380. Numa criança de tenra idade, o Espírito, fora do obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livre manifestação, pensa como uma criança ou como um adulto?
-- Enquanto criança, é natural que os órgãos da inteligência, não estando desenvolvidos, não possam dar-lhe toda a intuição de um adulto; sua inteligência, com efeito, é bastante limitada, até que a idade lhe amadureça a razão. A perturbação que acompanha a encarnação não cessa de súbito com o nascimento e só se dissipa com o desenvolvimento dos órgãos
.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 10:10


Mulan - Reflection (Português) - Brasil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTNyeTloZ045R1lRIw==)

Mulan 

A história se passa no ano 450 d.C., quando o vilão Shan-Yu, líder dos Hunos (na verdade os Xiongnu), invade a China Imperial, revoltado com a construção da Grande Muralha. O Imperador ordena que um homem de cada família seja convocado para servir ao exército e ajudar na expulsão dos invasores. A jovem Fa Mulan, sabendo que seu pai, o ex-soldado Fa Zhou, está velho e doente e, portanto, não resistiria à guerra, decide assumir o lugar dele, se disfarça de homem e se apresenta no exército com a armadura e a espada de seu pai. Os ancestrais da família Fa sabem que se seu segredo for descoberto ela será condenada à morte por traição e decidem mandar o Grande Dragão de Pedra (uma espécie de deus supremo da Mitologia Chinesa) para trazê-la de volta. Mas o dragãozinho Mushu, cuja única função no templo é fazer soar o gongo para acordar os outros ancestrais, quebra acidentalmente a estátua do tal dragão ao tentar fazê-la ganhar vida e, temendo a ira dos ancestrais, resolve, às escondidas, ajudar Mulan a voltar vitoriosa da guerra e assim conseguir se tornar guardião da família.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 10:13
385. Qual o motivo da mudança que se opera no seu caráter a uma certa idade, e particularmente ao sair da adolescência? É o Espírito que se modifica?

-- É o Espírito que retoma a sua natureza e se mostra tal qual era.

Não conheceis o mistério que as crianças ocultam em sua inocência; não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão; e no entanto as amais e acariciais como se fossem uma parte de vós mesmos, de tal maneira que o amor de uma mãe por seus filhos é reputado como o maior amor que um ser possa ter por outros seres. De onde vêm essa doce afeição, essa terna complacência que até mesmo os estranhos experimentam por uma criança? Vós sabeis? Não; e é isso que vou explicar.

As crianças são os seres que Deus envia a novas existências, e para que não possam acusá-lo de demasiada severidade, dá-lhes todas as aparências de inocência. Mesmo numa criança de natureza má, suas faltas são cobertas pela não-consciência dos atos. Esta inocência não é uma superioridade real, em relação ao que elas eram antes; não, é apenas a imagem do que elas deveriam ser, e se não o são, é sobre elas somente que recai a culpa.

Mas não é somente por elas que Deus lhes dá esse aspecto, é também e sobretudo por seus pais, cujo amor é necessário à fragilidade infantil. E esse amor seria extraordinariamente enfraquecido pela presença de um caráter impertinente e acerbo, enquanto que, supondo os filhos bons e ternos, dão-lhes toda a afeição e os envolvem nos mais delicados cuidados. Mas, quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez: permanecem boas, se eram fundamentalmente boas, mas se irizam sempre de matizes que estavam ocultos na primeira infância.

Vedes que os caminhos de Deus são sempre os melhores, e que, quando se tem o coração puro, é fácil conceber-se a explicação a respeito.

Com efeito, ponderai que o Espírito da criança que nasce entre vós pode vir de um mundo em que tenha adquirido hábitos inteiramente diferentes; como quereríeis que permanecesse no vosso meio esse novo ser, que traz paixões tão diversas das que possuís, inclinações e gostos inteiramente opostos aos vossos; como quereríeis que se incorporasse no vosso ambiente, senão como Deus quis, ou seja, depois de haver passado pela preparação da infância? Nesta vêm confundir-se todos os pensamentos, todos os caracteres, todas as variedades de seres engendrados por essa multidão de mundos em que se desenvolvem as criaturas. E vós mesmos, ao morrer, estareis numa espécie de infância, no meio de novos irmãos, e na vossa nova existência não terrena ignorareis os hábitos, os costumes, as formas de relação desse mundo, novo para vós, manejareis com dificuldade uma língua que não estais habituados a falar, língua mais vivaz do que o é atualmente o vosso pensamento. (Ver o item 319).

A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.

É assim que a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo.


O LIVRO DOS ESPíRITOS - LIVRO 2, CAP. 7 - DA INFâNCIA
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 10:22
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Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos nfatis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótimo  dia e um maravilhoso fim de semana repleto  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...  São os sinceros votos das amigas e amigos:

                                                           Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos

Abraços afetuoso

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 05 de Março de 2011, 13:33


Bom dia, queridos amigos!


Meu Primeiro Livro Espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWNhVlhpNGlUMFF3JmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 05 de Março de 2011, 13:45
           (http://i355.photobucket.com/albums/r470/monica-gifs/BEBES/0148.jpg)



Meu lar
 

 

         Meu lar é um ninho quente, belo e doce,

         Meu generoso e abençoado asilo,

         Onde meu coração vive tranqüilo

         Na sacrossanta paz que Deus me trouxe.

 

 

                   Meu refúgio sereno de esperança,

                   Nele encontro essa luz terna e divina

                   Do amor que aperfeiçoa, ampara e ensina

                   Minha’alma ingênua e frágil de criança.

 

 

         O lar é a minha escola querida,

         Doce escola em que nunca me confundo,

         Onde aprendo a ser nobre para o mundo

         E a ser alegre e forte para vida.

 

 

Da Obra “Jardim Da Infância” –Espírito: João De Deus –

Médium: Francisco Cândido Xavier



 

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 05 de Março de 2011, 22:36
NÃO SOU EU!! (O Excluído)


Léon entrou em sua casa batendo a porta com força. Sua mãe preocupada foi ter com ele, onde o menino contou que seus amigos, expulsaram  ele do jogo, pois tinha deixado entrar vários gols, ninguém queria ser goleiro, e também  não queriam deixar Léon jogar, sobrando para ele esta difícil tarefa. Léon estava muito chateado, pois todos culparam  ele do time ter perdido,Ele tinha se esforçado ao máximo, mas seu braço deficiente, lhe atrapalhava, Sua mãe Loreny, ficou consolando o menino, dizendo que ele não deveria ligar, que tinha dado o mehor de si, Léon então perguntou: Por que eu nasci com um braço faltando o pedaço?? Sua mãe não tinha respostas, e apenas lhe dizia...  Foi a vontade de Deus, meu filho.
Esta deficiência, causava no menino muitas vezes tristezas e raiva, além de outros colegas lhe darem vários apelidos,ainda era barrado em muitas brincadeiras. Já tinha pedido a mãe para se mudarem ,  queria encontrar novos amigos, mas ela sempre lhe lembrava: Onde tu fores, isto irá contigo. O menino ficava desolado.
Um dia na escola, estavam fazendo uma trabalho de arte, no que ficaria para exposição, onde viriam juízes, para escolher o melhor desenho... O ganhador,  teria uma bolsa na escola de artes, Léon queria muito ganhar, pois gostava muito de pintar, apesar de pintar com o braço esquerdo,e todos seus colegas, estavam caprichando em suas pinturas e Léonestava ali,parado, sem saber o que fazer, sua professora veio e lhe incentivou, dizendo: Léon,és capaz.
O tempo ia passando, seus amigos iam entregando seus trabalhos, e nada de Léon iniciar, ele chateado com isto, jogou as tintas na tela e usou o cotovelo de seu braço deficiente, e começou a fazer vários esboços, colocando ali sua contrariedade. Entregou para a professora e foi correndo  para casa.
No dia da feira de exposição, ele não queria ir, mas sua mãe insistiu, pois seria acrescentado nota para avaliação na escola, Léo contrariado, acompanhou a mãe. Chegando lá, sua mãe queria que ele mostrasse seu trabalho, mas ele desconversou, está por ai mãe.
Se recolheu em um canto, observando os lindos trabalhos de seus amigos, deixando ele mais triste ainda. Na hora da premiação, ele correu e ficou atrás de uma porta, pois não queria saber quem era o ganhador da bolsa de artes. Mas... Ao ser anunciado seu nome como ganhador, Léon nervoso e pasmo com isto, só conseguiu gritar: Não.. Não sou eu, sua professora foi buscá-lo para apresentar aos juízes, que tinham premiado seu desenho, eles ficarm admirados ao ver sua deficiência e deram um nome para seu desenho. A inclusão dos excluídos. O desenho de Léon, eram várias meninos jogando bola, todos deficientes que nem Léon. Ali ele quis retratar sua revolta por ser sempre excluídos  das brincadeiras com seus colegas, que não aceitavam sua deficiência.
Este prêmio, foi um dos primeiros da vida de Léon,ele ganhou a bolsa de artes, e se especializou em pinturas, Agora Léon com 23 anos de idade, é voluntário em uma escola para cegos, ali ele incentiva aos que não conseguem enxergar , usarem as mãos, os dedos, a ponta do cotovelo para expressarem através da pinturas, seus mais secretos sentimentos.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2010


Olá amigos, trago meu décimo nono conto, onde narro a história de Léon que se sente excluído de todos as brincadeiras com colegas por ter um deficiência fisica... Espero que gostem!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2011, 00:17

(http://www.recadodeorkut.com/121/129.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5naWZzZm9mby5jb20=)

 Acompanhe tudo sobre Boa Noite! em Recados Online. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5naWZzZm9mby5jb20=)

Os dois meminos

         João e Pedro entraram em um supermercado e cada um deles furtou duas barras de chocolate. Vamos fazer uma viagem no tempo, para ver o que aconteceu com eles:

         João continuou achando que não fazia mal roubar apenas uma ou duas barras de chocolate. Mas logo ele passou a roubar outras coisas, coisas maiores e mais caras. João nunca foi preso, por isso ele achava que não tinha importância cometer alguns roubos, contando que ninguém descobrisse. Ele cresceu e arrumou um emprego. Logo estava roubando do patrão. Teve que trocar de emprego e de cidade para não descobrirem sua desonestidade.

         João tinha muitos bens materiais, mas não tinha a consciência tranqüila. Ele vivia nervoso e com medo que alguém fosse descobrir que ele roubava. Ele era muito infeliz, e muitas vezes percebeu que seus filhos tinham vergonha do pai, pois sabiam que João não era um bom exemplo.

         Muito jovem ainda, João teve um ataque do coração e desencarnou. Chegou ao Mundo Espiritual perturbado e muito apegado à casa, ao carro e a todas as coisas materiais que ficaram no mundo terreno. Lá sofreu muito, teve solidão e medo. Tempos depois, se arrependeu da vida desonesta que levou.

         A família de João orava por ele e Deus, em sua infinita bondade, deu outra oportunidade a João: ele reencarnou. Em sua nova vida, João, que agora tem outro corpo físico e outro nome, será muitas vezes tentado a ser desonesto. E assim será até que ele aprenda a respeitar os outros e seus bens, adquirindo a virtude eterna que é a honestidade.

         Pedro - Quando chegou em casa o pai de Pedro percebeu que o garoto estava nervoso e foi conversar com ele. Logo o pai descobriu o que havia ocorrido. Conversou muito com Pedro, falou sobre a importância de ser honesto, sempre, em todas as situações. Falou também que mesmo que ninguém esteja olhando, roubar é uma atitude errada e nossa consciência sabe disso. O pai de Pedro fez o menino ir até o supermercado pedir desculpas ao gerente e prometer que nunca mais roubaria. Também teve que devolver a barra de chocolate que restava e pagar com a mesada a barra que já havia comido. O garoto nunca mais esqueceu das palavras do pai, de como seu pai teve vergonha da atitude dele e também como ele se sentiu mal por ter feito algo desonesto.

         O tempo passou e Pedro nunca mais roubou. Ele também aprendeu que mentir é uma forma de desonestidade consigo e com os outros e passou a cultivar somente a verdade.

         Pedro terminou seus estudos, arrumou um emprego legal, casou, teve filhos. Durante sua vida, surgiram outras oportunidades de ser desonesto, mas ele nunca mais teve essa atitude. Quando ele pensava em ser desonesto lembrava da situação que passou, das palavras do pai. E lembrava de seus filhos, pois queria ser um bom exemplo para eles.

         Quando Pedro desencarnou, ele pode observar que seu esforço em ser honesto valeu a pena. Analisando sua vida, percebeu que tomou a decisão correta levando uma vida baseada na honestidade. Pedro adquiriu a virtude da honestidade, que é uma virtude que ele vai levar para as próximas reencarnações.

*********************************

         Querido amiguinho,

         Ser honesto, não mentir, respeitar o que é dos outros são escolhas que fazemos todos os dias. Não é Deus quem escolhe por nós e Ele não é responsável pelas escolhas que fizemos.

         Por isso, devemos ser honestos sempre, mesmo que ninguém esteja olhando. E quando estamos com dúvida sobre que atitude tomar, é importante orar e pedir a ajuda do Espírito protetor para seguir no caminho do bem.


Cláudia Schmidt

[Início]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2011, 00:26
Sim, não, espera

         Outro dia, levei por escrito para minha mãe a lista de presentes que desejava ganhar no Natal: uma bola de futebol, um jogo de vídeo-game e um celular.

         A resposta também veio por escrito e dizia: Sim, não, espera.

         Sem entender o bilhete, fui pedir explicações. Ela disse que cada palavra era a resposta para um dos meus pedidos. Logo:

         Bola = Sim

         Jogo de vídeo-game = Não

         Celular = Espera

         Assim, entendi que vou ganhar a bola, mas ela não vai me dar o jogo de vídeo-game que pedi porque é um jogo de guerra.

         - Filho, não é bom e educativo ficar “fazendo guerra”, dando tiros, jogando bombas, destruindo cidades e matando pessoas, mesmo que seja de brincadeira. Esse jogo de vídeo-game é igual a uma arma de brinquedo. Não quero que você cresça achando que matar é divertido ou correto.

         Ela também explicou que a terceira resposta é espera porque ainda não é o momento certo para eu ganhar um celular:

         - Tudo tem seu tempo, filho. Em um futuro próximo, dependendo da sua maturidade e responsabilidade, poderá ganhar um celular. Agora ainda é cedo, tenha um pouco de paciência.

         Apesar de não concordar, afinal, já tenho onze anos, sei que por enquanto não vou ganhar o celular. Para completar mamãe explicou que Deus também usa sim, não, espera para responder ao que nós pedimos a Ele.

         - Deus nos atende quando pedimos algo que merecemos ou que vai auxiliar na nossa evolução espiritual. Quando não somos atendidos, depois de um tempo, percebemos que nosso pedido não era legal para nós e que não foi a melhor resposta.

         Como percebeu que eu ouvia atentamente, ela completou:

         - Quando Deus responde espera, temos que confiar Nele. Também devemos orar, ter fé e paciência porque Ele sabe o que é melhor para nós.

         Pensando bem, não vou brigar, nem ficar emburrado porque não vou ganhar tudo o que pedi. Sei que reclamar não vai adiantar e que o melhor a fazer é esperar e não discutir. Afinal, minha mãe sabe muito e, assim como Deus, também usa sim, não, espera...



Claudia Schmidt




Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2011, 19:20
A CONFISSÃO DE NOEL!!

Papai  Noel chegou em casa chateado, sentou-se em sua poltrona , Rose Noel, veio ter com ele, para ajudar a tirar suas botas, Vendo sua expressão tirste, perguntou a ele: O que houve Noel?  Ele confessou: Estou cansado desta missão, trabalho desde o inicio de janeiro , para não faltar brinquedos para nehuma  criança, mas nem sempre consigo, tenho visitado vários empresários para doarem,e muitos reclamam, me chingam, batem com a porta na minha frente e ainda me dizem: Eu nunca ganhei brinquedo na infância e nem por isto morri, outros alegam não poderem doar, por que lhes fará falta, e ainda tem o que me dizem, está na hora de parar com esta historia que és tu quem trás estes presentes, é hora das crianças caírem na real, ô velhinho. Por estes motivos, eu quero me aposentar, dizendo isto, saiu para tomar seu banho. Rose Noel,  ficou ali pensativa e preocupada com esta situação. Se  levantou e foi lá fora se reunir com as renas, os bonecos de neve e os duendes, contando para todos o que tinha acontecido, eles exclamaram! Não podemos deixar isto acontecer, será um caos no mundo todo. A confusão se formou, Mamãe Noel pediu a eles sugestões,idéias e  planos para impedir esta catástrofe.
O duende esperança, disse: Que tal sairmos espalhando que o natal morreu? Os outros ficaram sem entender é nada, onde ele expôs seu plano: Faremos o seguinte, vamos mandar cartas para todos os empresários dizendo:
O natal morreu... Devido a não termos conseguido as doações com os empresários e donos de lojas  e bazar...
Noel  vai se aposentar, brinquedos ele não irá mais entregar, as criancinhas todas vão chorar.. ceias ninguém mais terá ..Nada mais para comemorar... Teremos sete anos de luto e azar.
Os empresários ao lerem isto ficarão desesperados ,  nada mais de ceias,nem trocas de presentes, nem pedidos e nem vendas... E ainda terão sete anos de lutos e azar, por que nesta época do ano, é que as vendas aumentam,  eles vão ficar com medo de irem para falência e vão pensar duas vezes antes de negarem doações para o Noel distribuir as crianças carentes. Todos concordaram  com a idéia e começaram logo a trabalhar, escrevendo muitas cartas, anunciando a morte do natal.
Pronta as cartas, as renas e os duendes começaram a distribuir em todas  as lojas, supermercados, bazar. Os donos e empresários ao lerem a carta, ficaram num susto só! Preocupados com as vendas, e agora? O que eles fariam? Para quem iriam vender? Aos poucos um ligou para o outro marcando uma reunião para tentar reverter esta situação. Na loja começaram os lamentos e acusações: Está vendo , não quiseste doar brinquedos, outros reclamavam, foste tu que não quiseste doar nada, eu doei uns brinquedos, estavam quebrados mas eu doei... Os duendes  vendo a reação deles todos, só faziam rir de tanto desespero. O duende Esperança disse: Vocês  ainda tem 24: 00 para mudar isto, ainda é tempo , se Noel tiver brinquedos para doar, ele sairá para entregar, tudo vai se normalizar, ninguém mais terá azar.
Eles ficaram olhando um para outro e saíram correndo, voltando meia hora depois com caminhões e carros cheios de brinquedos, entregando aos duendes e até mandando lembranças ao bom velhinho.
Chegando, foram ter com  Rose Noel, deram a noticia... Deu certo, eles ficaram com medo de perder tudo, de não terem mais para quem vender,  e ninguém quer ter azar. Ela comemorou junto com eles.
Noel ao acordar no outro dia,mais animado e disposto, iria tentar de novo conseguir doações com os empresários, ao sair de casa  ir lá fora, ficou surpreso ao ver seu trenó carregado de tantos pacotes coloridos. Ficou muito feliz, dizendo para si mesmo... O espírito natalino acabou contagiando a todos os doadores, subiu em seu carro, junto com os duendes e começou a distribuir os primeiros pedidos as crianças de uma creche, para alegria e felicidade de todas elas.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2010


Olá amogs, trago hoje meu vigésimo conto, onde narro a história de Noel e sua lutaem arrumar doadores de brinquedos para levar as crianças, a preocupação deRose Noel e um plano para convencer os esmpresários da necessidade de tal gesto... Espero que gostem
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2011, 19:32

Nemo é apenas um, entre algumas centenas de prováveis filhotes do casal de peixes-palhaço Marlin e Pearl. Uma tragédia evita que esses peixinhos possam nascer. Traça caminhos ainda mais tortuosos para Marlin na medida em que ele também perde sua amada Pearl. De todos os seus sonhos de família resta apenas um ovinho, de onde nasce Nemo.

Filho único, tendo ainda um pequeno defeito de nascença em uma de suas nadadeiras, Nemo passa a ser superprotegido por seu pai. Perdê-lo significaria o fim das esperanças e das motivações que regem a vida de Marlin. Por esse motivo, Marlin reluta em liberá-lo mesmo para as atividades do cotidiano, como ir a escola.

O tempo passa, Nemo cresce e quer conhecer o mundo. Ir a escola faz parte desse aprendizado. Marlin é obrigado a ceder.

Em sua primeira aula, Nemo resolve ir além dos limites estipulados pelo professor e se arrisca em mar aberto, distante dos recifes e corais onde vivia. Seu pai, que acompanhava a expedição escolar à distância, resolve orientá-lo e pede a ele que volte ao local seguro onde se encontrava. Disposto a mostrar sua valentia, Nemo se afasta ainda mais. É então capturado por um mergulhador e levado em um barco, para sua nova casa, um aquário.

Para resgatar seu filho, Marlin parte em uma verdadeira odisséia. Para tanto terá que atravessar um oceano, enfrentar tubarões (como o impagável Bruce), nadar contra e a favor das marés e se defrontar com seus maiores medos... Tudo isso contando com o auxílio solitário de uma companheira engraçadíssima (que tem problemas de memória), a notável Dory.

Uma jornada inesquecível em direção ao verdadeiro amor. Com muitas risadas e aventura. "Procurando Nemo" diverte, emociona e nos ensina grandes lições. Imperdível!



Procurando Nemo - Cena de Dory (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUYtMTBmbVBGb3hBIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 06 de Março de 2011, 19:52
O pequeno órfão


         Morando numa casa confortável, Ricardo era um menino que levava vida tranqüila e segura. Uma família amorosa supria-lhe as necessidades, e ele freqüentava uma boa escola onde tinha muitos amigos.

         Ricardo, porém, não se contentava com o que Deus lhe concedera.

         Estava sempre desejando algo mais e suspirando por tudo o que seus amigos tinham.

         Sabem o que é isso? É um sentimento muito feio chamado: INVEJA.

         Se os pais o presenteavam com um carrinho, ele reclamava com raiva:

         — Não quero essa droga. Quero um carrinho de controle remoto, como o que o Dudu ganhou no aniversário!

         — Mas, filhinho, é muito caro! — dizia a mãe, triste.

         — Não me interessa. Quero, quero e quero! — gritava, batendo os pés.

         Quando a mamãe carinhosa lhe comprava uma roupa, ele falava com desprezo:

         — Que coisa horrível! Acha que vou usar “isso”? Essa roupa não vale nada!

         — Quando a vi na loja achei bonita e lembrei-me de você, meu filho — justificava-se a mãe, pesarosa.

         — Pois pode devolver. Não vou usar. Gosto de roupas caras e de lojas chiques. Na verdade, eu quero mesmo é uma calça “jeans” como a do Beto.

         Na hora da refeição era o mesmo problema sempre. Ricardo reclamava de tudo:

         — Legumes novamente?

         — Sim, meu filho. Legumes fazem bem à saúde e são gostosos.

         — Pois não como! — gritava o menino, empurrando o prato com grosseria. — Ainda se fosse um frango assado, como o que eu vi outro dia na casa do Adriano, eu comeria.

         — Meu filho — respondia a mãe desgostosa — essas coisas são caras e a vida está difícil. Você sabe que nada nos falta, mas o papai trabalha muito para manter a casa. Devemos é agradecer a Deus por tudo o que possuímos e pela vida tranqüila que temos.

         O garoto balançava os ombros com desprezo e saía resmungando.

         A mãe de Ricardo, em suas orações, sempre pedia a Deus que ajudasse seu filho, tão invejoso e egoísta, a ver a vida com outros olhos.

         Certo dia, o garoto havia brigado com os pais; exigira a compra de uma bicicleta nova e, como eles se negaram, o menino saiu batendo a porta, chorando e reclamando:

         — Ninguém gosta de mim! Ninguém me dá o que peço! Sou um infeliz abandonado. Tenho vontade de sumir de casa!

         Ricardo chegou até uma praça e sentou-se num banco. Amuado, ali ficou, resolvido a não voltar logo para casa; queria dar um susto nos pais.

         Após alguns minutos percebeu uma criança um pouco menor do que ele que, sentada no chão, parecia muito triste.

         Aproximou-se sem saber por quê. Na verdade, nunca se interessara pelos problemas dos outros.

         — Olá! — disse, a guisa de cumprimento.

         O menino levantou a cabeça e Ricardo percebeu que chorava.

         — Aconteceu alguma coisa? — perguntou sem muito interesse.

         — É que me sinto muito sozinho. Não tenho ninguém que goste de mim. Sou órfão e vivo na rua — murmurou o garoto.

         — Como assim? Não tem casa?

         — Não. Quando meus pais morreram fui morar com uma tia. Mas ela me maltratava e obrigava-me a roubar, alegando que eu comia bastante e lhe dava muitas despesas. Depois de algum tempo, não agüentei mais; fugi de casa e, desde esse dia, durmo nos bancos das praças.

         — E onde você come?

         O garoto sorriu. Um sorriso triste e desconsolado.

         — Normalmente, peço um prato de comida em alguma casa rica, mas nem sempre consigo. Então, reviro as latas de lixo à procura de algo para comer. Você não imagina quanta coisa boa a gente acha numa lata de lixo!

         Ricardo, que nunca imaginara que existissem pessoas passando por tanta necessidade, estava surpreso e chocado.

         — Quantos anos você tem? Como se chama?

         — Tenho oito anos e me chamo Zezé. E você? Você também está triste! Também não tem ninguém?

         — Tenho sim, Zezé — falou Ricardo com satisfação. — Tenho uma família maravilhosa e gostaria que você a conhecesse. Minha mãe é muito boa e faz uma comida simples, mas muito gostosa. Quer almoçar comigo?

         Zezé aceitou com alegria. Desde o dia anterior não se alimentara e estava faminto.

         Chegando ao seu lar, Ricardo apresentou o novo amigo e, em lágrimas, pediu desculpas pelo seu comportamento.

         — Mamãe, eu compreendo agora que Deus foi muito bom dando-me uma casa boa e confortável e uma família amorosa que se preocupa comigo. Que mais posso desejar?

         Muito contente com a mudança que se operara em seu filho, a mãe abraçou-o emocionada, dizendo-lhe com carinho:

         — Que bom, meu filho, que você pense assim. Deus ouviu minhas preces e, se não somos ricos de dinheiro, somos ricos de amor, de paz, de alegria e de saúde. Não é verdade?

         — É verdade, mamãe — concordou Ricardo, sorridente.

         Zezé ficou por alguns dias naquele lar e, tão bem se adaptou ao ambiente da casa que, a pedido de Ricardo, que se afeiçoara muito a ele, foi adotado, passando a fazer parte da família, para alegria de todos.



Célia Xavier Camargo
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 07 de Março de 2011, 04:24
Boa noite, queridos amigos!



A Lenda das Três Árvores




Numa reunião de  Espíritos,  pediram  ao velho Simão Abileno  que falasse  sobre  a resposta de  Deus  às nossas preces.

Ele  então, que  era  mestre   na   arte  de  contar histórias, repetiu uma antiga lenda,  que faz  parte dos contos populares de muitos  países,  e  que  diz assim...

Num  grande   bosque   da   Ásia Menor, três árvores  ainda jovens pediram a Deus que lhes desse  destinos importantes e diferentes.

A primeira queria  que  sua  madeira fosse empregada no trono do mais alto soberano da terra.

Depois de  ouvi-la,  a  segunda pediu para ser usada na construção do carro que transportaria os tesouros desse poderoso rei.

E  a  terceira  desejou  ser transformada numa torre, nos domínios do mesmo rei, para mostrar o caminho do Céu.

Quando terminaram de dizer suas  preces, Deus enviou à mata um mensageiro seu, para  que  elas  soubessem  que seus pedidos seriam atendidos.

Passado  muito   tempo,   quando  elas  já   estavam crescidas, vieram alguns  lenhadores   e  derrubaram as  três  árvores, deixando muito tristes as árvores vizinhas.

Elas foram arrastadas para fora do bosque.

Perderam  seus  galhos, folhas  e  raízes,  mas  não perderam a fé nas promessas do Criador.

E se deixaram conduzir, com paciência e humildade...

Mas  elas  jamais  podiam  imaginar  o  que  veio  a acontecer, depois de muitas viagens!

A  primeira árvore caiu nas mãos de  um  criador  de animais, que mandou transformá-la num  grande  cocho, para seus carneiros.

A segunda  foi  comprada por um construtor de barcos.

A terceira foi recolhida à cela de uma  prisão, para ser aproveitada futuramente.

As  três   árvores,  mesmo  separadas  e  em  grande sofrimento, continuaram acreditando nas palavras  do mensageiro celeste.

No bosque, porém, as outras  plantas haviam  perdido a fé no valor das preces.

E elas ficaram surpresas em saber  que, muitos  anos  mais tarde, as três árvores  foram atendidas em seus desejos...

A  primeira foi  forrada com panos singelos e serviu de  berço para Jesus recém-nascido.

A segunda, na forma de uma barca de  pescadores, foi usada por  Jesus  para  transmitir, sobre  as  águas, belos ensinamentos.

A terceira árvore, transformada apressadamente  numa  cruz,  seguiu  junto com o Mestre para o Gólgota.

Ali,  erguida  no   alto   do  monte,   ela  guardou valentemente o corpo  de Jesus e recebeu seu coração cheio de amor  pela  humanidade  E assim, indicava o verdadeiro caminho do Reino de Deus.

Terminada a narrativa, Simão silenciou, comovido.

E depois de uma pausa,com lágrimas  nos  olhos,  ele concluiu:

- Em    verdade,   meus  amigos,  todos nós  podemos dirigir a Deus as preces mais diversas.

No  entanto,  todos   precisamos  saber   esperar  e compreender as respostas de Deus.


Autor: Irmão X


 

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 07 de Março de 2011, 04:43

Música para evangelização infantil



Música Espírita Infantil - Amor a Deus (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdMRHA4enJ6TzdFIw==)


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 11:31
Bom dia queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos

A Importância da Evangelização Infantil

"É possível a renovação do mundo em que habitamos, além da reforma interior de cada um para o bem, sem darmos à criança de hoje o embasamento evangélico?

Sem a renovação espiritual da criatura para o bem, jamais chegaríamos ao nível superior que nos compete alcançar. Ajudar a criança, amparando-lhe o desenvolvimento, sob a luz do Cristo, é cooperar na construção da reforma santificante da humanidade, na direção do mundo redimido de amanhã." (Emmanuel, Encontros no Tempo, 5. ed., perg. 42)

Por que o período infantil é o mais importante para a tarefa educativa
[/color][/b]?

[color=blue“Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.” (Allan Kardec, O livro dos espíritos,76. ed., perg. 383).

“A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores.” [...]. (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 76. ed., perg. 385
[/size][/color]
).
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 11:48
(http://www.recadodeorkut.com/214/098.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZXJhZG9yZXNvbmxpbmUuY29t)

 Gostou? Ent&atilde;o envie uma Mensagem de Boa Semana tamb&eacute;m! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZXJhZG9yZXNvbmxpbmUuY29t)


Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótimo  dia e um amaravilhosa  semana repleta  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...Abraços afetuosos  São os sinceros votos das amigas e amigos:

                                                          Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 11:53
Por que a escola de evangelização espírita infantil antes dos 7 anos de idade?

109. O período infantil é o mais importante para a tarefa educativa?

- O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.

- Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, […].

- Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material,[...].”

(Emmanuel, O Consolador, 15. ed., perg. 109).>
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 12:08
O Corcunda De Notre Dame - Esmeralda (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVU2MzRqazBLMkFJIw==)

uma vez, na cidade de Paris, um rapaz que vivia no campanário da Catedral de Notre-Dame.
Ele era forte o bastante para tocar os gigantescos sinos da igreja.
Mas também era tão delicado, que até mesmo podia segurar um passarinho nas mãos.
 
Suas únicas amigas eram três gárgulas. Elas não se importavam com a aparência deformada do rapaz.
 
O cruel amo dele, o juíz Frollo, porém chamava-o de Quasimodo, nome que significa "mal-acabado".
Quasimodo tinha muita vontade de conhecer o mundo. Mas Frollo o proibira de sair do campanário. A tristeza maior de Quasimodo é que Frollo dizia que as pessoas iam odiá-lo porque ele era um monstro.
Todos os anos celebrava-se o Festival dos Tolos.
 
 
 
         
No festival, encorajado pelas amigas gárgulas,
Quasimodo viu uma dançarina cigana chamada Esmeralda. Ele nunca tinha visto uma criatura tão linda!
 
Nem o capitão Febo o mais novo soldado a serviço de Frollo,conhecera alguém de tal formosura.
Quasimodo, sem perceber foi puxado para o palco e coroado Rei dos Tolos.
 
A multidão o aplaudiu e foi exibí-lo pelas ruas.
De repente começaram a zombar dele, exatamente como Frollo havia previsto.
Quasimodo foi amarrado com cordas para que não fugisse.
 
Pediu ajuda a Frollo, mas ele não moveu um dedo.
 
 
A bondosa Esmeralda libertou Quasimodo.
 
 
Frollo ordenou que prendessem a cigana. Esmeralda conseguiu fugir com seu cabrito Djali e se escondeu na Catedral de Notre-Dame.
Quasimodo estava confuso com toda aquela situação, mas resolveu ajudá-la a fugir.
Ao saber da fuga da cigana Frollo ficara furioso, ferindo gravemente Febo por não querer perseguir os ciganos.
Quasimodo percebeu que ela amava o bravo soldado e concordou em esconder Febo no campanário.
 
 
 
 
Mas foi inevitável, Frollo encontrou a Corte dos milagres, onde os ciganos se escondiam e conseguiu apanhar todos eles.
 
Acorrentado no alto da catedral,
Quasimodo percebe que Esmeralda está em perigo.
 
 
Então se libertou, puxando as correntes com tamanha força, que a torre da catedral estremeceu, os sinos tocaram e as pedras racharam. Depois desceu pelos muros para salvar Esmeralda, trazendo-a sã e salva à catedral.
Quasimodo e suas amigas as gárgulas também ajudaram a defender a catedral do ataque de Frollo e seus homens. 
Desse modo, o terrível Frollo foi enfim derrotado.
Quasimodo ouviu a multidão festejar:
- Viva Quasimodo!
 
 
E assim, ele compreendeu que não era nenhum monstro.
Para o povo de Paris, Quasimodo era um grande herói!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 12:24
Qual deve ser o conteúdo espírita a ser estudado pela criança na escola de evangelização?

“Temos ouvido o espírito de Emmanuel há muitos anos com respeito a estes assuntos, […]. Nós sempre nos desvelamos em nossas casas, no ensino da bondade, do perdão, das atitudes evangélicas em si, mas precisávamos descobrir um meio de comunicar à criança, algum ensina-mento em torno da Lei de Causa e Efeito, mostrando determinados tópicos dos mais expressivos para o mundo infantil, com respeito à reencarnação, um problema da imortalidade da alma.

Muitas vezes, nós esquecemos de conduzir a criança para este tipo de lição, para este tipo de comentários, com receio de apressar na mente das crianças determinados pensamentos com relação a morte do corpo.

Precisávamos estudar quais os meios de começar a oferecer à criança, bases para que ela se conheça no mundo em que está vivendo e naquele mundo social em que ela vai viver.”

(Emmanuel , A Terra e o semeador, 7. ed., perg. 101)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 07 de Março de 2011, 19:24
Boa tarde, queridos amigos!


          (http://i704.photobucket.com/albums/ww48/SoniaDanucci/Chuva.gif)
 


A CHUVA NO JARDIM DE LEANDRO



Leandro olhava a chuva da janela, sentindo o cheirinho de poeira que vinha do jardim.

Estava muito contente, mesmo não podendo sair para brincar com seus amiguinhos.

Ele estava feliz, porque choveu e ele  ouviu  papai dizer  que a chuva fazia  muita falta para regar as plantações e a mamãe disse que a água faz falta para lavar as roupas, fazer a comida e tomar banho e ela podia diminuir ou mesmo faltar se não chovesse nos próximos dias, alimentando os rios...

Estava nesses pensamentos, quando mamãe lhe chamou para lavar as mãozinhas e tomar café com leite e bolo.

_  Hummm!!!!  Que cheirinho bom... Mamãe sabe que é tão bonito ver a chuva caindo e molhando o jardim, as flores estão tão vivas e alegres! - Disse Leandro. 
_ Parece que estão até mais coloridas, não é mesmo?  A chuva e as flores são dádivas de Deus, Leandro! - Disse dona Margarida, mãe de Leandro.

 
_ Que é dádiva, mãe?

 
_ É um presente, um verdadeiro presente, filho!

 
_ Agora as plantas e as lavouras também vão beber água?

 
Dona Margarida, riu da comparação de Leandro e falou que se demorasse  mais um pouquinho, quem não ia ter água para beber, seriam eles, mas Deus, que é O Sábio Criador de todas as coisas, sabe  que seus filhos precisam muito da chuva, desde o raminho de mato, às plantações que alimentam os homens e também os rios que trazem água para nossas casas.

 
Nesse dia, choveu a tarde toda e no outro dia também, mas Leandro nem ligou por não poder ir jogar futebol com Fabinho, pois era tão bom ficar olhando a chuva da janela...



Suzana de Andrade
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 19:38
MEU MELHOR PRESENTE!!

Verena e  celina,  eram amigas desde a infância, estudaram juntas desde pequenas, eram vizinhas, ambas com dezanos, eram amigas, irmãs, confidentes protetoras uma da outras, se denominavam gêmeas, por esta união e pela semelhança físicas também.
Sempre iam estudar uma na casa da outra, até dormindo juntas. Compartilhavam tudo: Revistas, roupas, acessórios,tudo. Não tinham segredos uma para outra, mas... Celina não era tão estudiosa e esforçada quanto Verena, fazendo com que a amiga, muitas vezes fizesse seus trabalho na escola, para ajudá-la, mas sempre repreendendo a amiga, dizendo que isto não era certo, que deste jeito, ela não aprenderia, no que a menina apenas sorria, pois já estava acostumada com os sermões da amiguinha, e não mudava seu jeito de ser, displicente.
Elas iam juntas para escola todo dia, ficando juntas também no intervalo, o que causava muitas vezes intriga, pois Verena era muito simpática, sempre procurando todos ajudar, mas Celina não desgrudava da amiga, chegando ao ciúme extremo.
Elas estudavam balé juntas, há mais de três anos, no que Verena se saia muito bem, tinha leveza para dança, jeito, classe, sempre recebendo elogios da professora, Celina também dançava muito bem, mas não se comparava com  a amiga. Ambas se preparavam para participarem de seus primeiro espetáculo com o público, seria uma competição para avaliar a melhor bailarina. Celina, sabia de suas dificuldades  e sua amiga lhe ajudava no que podia, mas neste caso, não podia dançar por ela, Celina, começou a pensar que Verena, não queria era ajudá-la, por medo de perder a posição de melhor bailarina da escola. Passou a mudar com a amiga, evitando encontrá-la, sempre indo para escola antes ou depois da amiga, mudando radicalmente com verena. Ela percebendo este estranha atitude de Celina, tentou saber o que acontecia, por que esta mudança, o que ela tinha feito, se falou algo que magoou a amiga,mas nada. Celina sempre desconversava, dizendo que iria estudar só, pois queria realmente aprender. Dispensando Verena deixando a mesma numa tristeza muito grande, há anos eram amigas e irmãs,  não entendia este comportamento tão estranho da menina.Tentando por muitas vês seguidas reatar a amizade com Celina, no que  menina sempre dizia que não era nada, mas que tinha aprendido, que deveria estudar mais e treinar mais no balé, já que a competição estava perto.
No dia da apresentação, foi o maior alvoroço, muito nervosismo, gritos e correria. Parte a parte foram se apresentando, sendo aos poucos muitas, eliminadas, da escola , restando elas duas, pois se saíram muito bem, tendo que se apresentar com outras bailarinas. Celina se manteve o tempo todo afastada da amiga, para tristeza de Verena. Uma das duas seria a ganhadora na escola, o que levou Celina a ficar mais nervosa, pois sabia que Verena  era melhor do que ela na dança e em muitos outros quesitos e  itens, fazendo com que ela vcomeçasse a enchergar a antiga amiga como inimiga.Ao saírem para voltar ao palco, Celina empurrou  Verena  fazendo a mesma cair e torcer o tornozelo, ficando sem condições de continuar, dando chance a ela, que não teria mais a menina como concorrente, vencendo muito fácil as outras candidatas.
Celina ganhou, Verena  ao longe chorava , não por perder o prêmioo, mas pela atitude de alguém que ela amava muito,aos poucos entendeu a mudança da amiga, agora tudo fazia sentido, mas ficou em silêncio, guardando apenas para si este gesto, que se fosse descoberto, traria a eliminação da Celina e também a expulsão da mesma.
Ambas voltaram para casa, cada uma mergulhada em si mesma, Celina, não levantava os olhos para antiga amiga, ao descer do carro, correu para sua casa, deixando Verena em lágrimas de tristeza.
As  férias chegaram, fazendo com que as duas não se encontrassem mais,mesmo sendo vizinhas, chegando também o natal. Onde todos se empenharam em enfeitar casas, ruas, fachadas, mas as duas amigas, não se falavam mais, tudo mudou, já não iam fazer bonecos e acessórios para enfeitar a rua. Na noite de Natal, Verena estava com sua família, comemorando feliz, olhou seu pacote, era um presente que tinha comprado para Celina, mas agora não tinha mais jeito de chegar com a mesma, pela indiferença com que era tratada. Isto lhe trouxe um momento de tristeza e lagrimas, mas procurou superar, há anos as amigas passavam sempre juntas esta data. Na hora certa , todos saíram para cumprimentar os vzinhos, onde Verena saiu procurando a menina para lhe pedir desculpas se tinha feito algo para levar a esta situação, não encontrando  a mesma, ninguém da família, foi na rua, Verena foi atá a casa dela, onde seus pais informaram, que Celina tivera uma crise de choro há horas, para preocupação de ambos, Verena  pediu para subir, encontrando Celina, em soluções, ela perguntou o que tinha acontecido para estar assim.  A menina contou tudo a ela, sua inveja, seu medo, insegurança  queria ganhar o titulo de qualquer jeito, mas sabia que não teria nehuma  chance pois Verena era superior na dança, assim como nos estudo também, fazendo ela ter aquela atitude, desclassificando Verena. Agora se mostrava arrependida, envergonhada, queria contar para todos, o que fizera, no que Verena lhe disse: Sua amizade é superior a qualquer coisa, nunca fiquei com raiva, mas sim, muito triste pelo nosso afastamento, por não poder mais estar aqui contigo, meu melhor presente esta noite e poder reatar nossa amizade, que sempre foi muito importante para mim. Dizendo isto convidou a menina a se arrumarem e fazerem o que sempre fizeram em no Natal, comemorar na rua de sua casa, mostrar uma para outra seus presentes e acima de tudo, renovarem mais uma vez  a amizade que unia as duas, fazia tempo




Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 07 de Março de 2011, 19:52
Somos Um - Rei Leão 2 - The lion King II (Português -Brasil) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUlyY3k4ZFdoRUlFIw==)


O Rei Leão 2
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[size=12pt]Kiara tinha sido advertida pra nunca ir para terras estrangeiras,
mas seu pai não lhe explicava o motivo. Um dia, assim que seus
guardiões, Timão e Pumba,distraíram-se comendo insetos, ela fugiu para
se aventurar pelas terras proibidas.
Lá ela encontrou outro filhote. Os dois ajudaram-se a atravessar um
perigoso rio cheio de crocodilos. Com admiração, Kiara sorriu para
Kovu, e disse-lhe: “Nós formamos um ótimo time. Você foi muito
corajoso!”.
Kovu estava curioso. Sua mãe, Zira, sempre falava para ele não
confiar nos que moram nas terras do reino, mas esta leoazinha o tinha
salvado dos dentes do crocodilo. “Você também é muito corajosa!”, Kovu
admitiu.
Enquanto brincavam, seus pais chegaram, com os dentes afiados à
mostra. O pai de Kiara, Simba, era inimigo da mãe de Kovu, pois esta era
leal a Scar, que havia matado o pai de Simba e por isso tinha sido
banido para as terras estrangeiras.
Ansiosa por vingança, Zira ensinou Kovu a odiar. Seu plano era
derrotar Simba e fazer de seu filho o novo rei. “Pegue seu filhote e vá
embora!”, Simba ordenou. Enquanto eram separados, tristes, os filhotes
ainda tiveram tempo de sussurrar um “adeus”.
Eles não se viram novamente, até estarem totalmente crescidos.
Kiara tornara-se uma linda leoa, que saía para sua primeira caçada.
Como sempre, Simba mandou Timão e Pumba segui-la… de longe.
Quando Kiara percebeu que Pumba e Timão a estavam seguindo,
sentiu-se traída e ficou muito brava. Tentando provar sua
independência, ela fugiu para caçar nas terras estrangeiras, mas logo
caiu em uma armadilha de seus inimigos.
Zira e seus seguidores atearam fogo na planície, surpreendendo
Kiara, que desmaiou, inconsciente. Foi quando Kovu apareceu. Treinado
para se vingar, ele resgatou Kiara, somente para alcançar seu objetivo
de matar Simba. Ele estava preparado para tudo… exceto se apaixonar.
“Obrigada por me salvar!”, falou Kiara, depois que Simba aceitou
que Kovu fosse para a pedra do rei com Kiara.
Ela estava feliz em tê-lo de volta em sua vida e, sem perceber,
distraiu Kovu de sua missão.
Timão e Pumba tentavam espantar os pássaros da planície, junto com
Kiara.
“Por que estamos fazendo isso?”, perguntou Kovu, intrigado. “Para
nos divertir!”, respondeu Kiara. Ela ensinou-lhe a alegria de viver e
Kovu estava adorando a experiência.
Kovu estava feliz, como nunca havia se sentido antes. À noite, eles
deitaram na grama olhando as estrelas. “Você acha que Scar está lá em
cima?” Kovu perguntou: “Ele não era meu pai, mas ele é parte de mim.”
Confuso, Kovu não sabia se seguia o plano de sua mãe ou seu coração.
Ali perto, o sábio babuío Rafiki a tudo assistia, guiando os dois leões
para um lugar chamado Upendi. Kiara exclamou: “Upendi significa amor,
você sabia?”
Decidindo não seguir os passos de Scar, Kovu fez as pazes com Simba,
mas, sem saber, ele e Simba foram atacados de surpresa pelos animais
das terras estrangeiras. Simba pensou que Kovu tinha sido o responsável
pelo ataque e o mandou embora.
Sabendo que Kovu não tinha sido o responsável, e com o coração partido,
Kiara fugiu para encontrá-lo. “Olhe, nós somos um”, Kovu falou, olhando
seus reflexos na água.Eles sabiam que seu amor podia resistir a tudo.
Kiara voltou para as terras do reino com Kovu e pôs um fim na guerra.
“Nós somos um!”, ela declarou.
Com a paz instalada novamente, Simba autorizou a união de Kiara e kovu.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 04:39
O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint - Exupèry (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVNvREhMWHViX0NFIw==)

Era uma vez, um garoto desencorajado dos seus sonhos pelas pessoas grandes. Eles não eram capazes de entender o que a sua ingenuidade de criança procurava refletir através dos dois únicos desenhos que fez em vida: uma jibóia fechada e uma jibóia aberta. Mas este garoto cresceu e se tornou um aviador, deixando pelas nuvens seus sonhos de infância. Numa de suas viagens, o avião sofre uma pane e ele é forçado a realizar um pouso de emergência no meio do deserto. Fadado há esperar o dia amanhecer, o garoto – agora crescido – descansa nas macias areias em meio à solidão total.

 

Ao acordar, o jovem se depara com um pequenino menino, que lhe solicita um singelo desenho de um “carneiro”. Em meio aos rabiscos por uma obra peculiar e agradável aos olhos do menino, o jovem conhece as proezas de um tal de Pequeno Príncipe...

 

O Pequeno Príncipe é um menino solitário, que habita um planeta do tamanho de uma casa. Nele só existem três vulcões e uma bela – e orgulhosa – rosa. A rosa se considerava única e perfeita, e fez o Pequeno Príncipe se apaixonar por ela, mas teve seu amor despedaçado pelo orgulho que dela emanava. E assim, o Pequeno Príncipe resolveu partir atrás de algo a mais... a procura de um amigo.

 

Ele atravessa inúmeros planetas, mas não encontra o que procura. Depara-se com planetas habitados por seres peculiares, como um rei, um vaidoso, um bêbado, um contador, um lampião e seu acendedor, um geógrafo... e finalmente, chega à Terra. Neste planeta, ele encontra uma serpente, uma raposa e um garoto. E é pelos caminhos da Terra que o Pequeno Príncipe encontra o que precisa para se ter um amigo.

 
E são nas fantasias e sonhos de uma criança, que as verdadeiras questões da vida são abordadas, com muita pureza e ingenuidade.

 

 

    “- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cative-me!”


    Pequeno Príncipe, pág

 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 04:59
Respeito e amizade

         As crianças pularam ao redor de Rafael e foram embora, rindo. Ele esbravejava, mas elas continuavam...

         O menino sentou-se no chão, emburrado, e, enquanto esperava sua mãe, prometera para si mesmo nunca mais voltar para a escola.

         - Ei, cara!

         Olhou para o lado: era um garoto mais velho que ele.

         - Nem liga para eles. São assim mesmo... Ficar brabo só piora a situação. Aí sim que eles pegam no seu pé!

         - Falar é fácil! Diz isso porque não é com você..., resmungou o menino.

         - Não percebeu que eu também uso óculos? Ouço isso pelo menos uma vez por semana!

         Rafael não tinha notado. Ficou interessado.

         - E o que você faz, então?

         - Acho graça. Se eu tenho quatro olhos, enxergo melhor do que eles, que têm apenas dois!

         - Não achei graça.

         - Pois devia, disse o garoto mais velho. Assim não iria ficar emburrado. Tem alguma idéia melhor?

         - Da próxima vez, vou inventar um montão de apelidos para eles: Fofão, Poste, Narizinho, Bocão... Eles vão ver só!

         - Não resolve nada. Minha mãe sempre me diz para eu "não fazer aos outros o que eu não gosto que façam comigo". Ela está certa. Revidar, dar o troco, só cria inimizades, vira numa guerra. Escuta o que eu digo: é melhor perdoar. Se eles agem errado, mostre como se age certo.

         - Mas não é assim tão fácil...

         - Eu não disse que é fácil. Mas é você quem sabe: quer ter amigos ou inimigos?

         Rafael ficou indignado:

         - Mas foram eles que começaram!

         - E daí? Ser amigo de quem só nos trata bem é fácil. Por isso há tanta guerra no mundo: ninguém se esforça para entender aqueles que erram! E acontece que todo o mundo erra, não é?

         - ...É.

         Rafael achou que o garoto tinha mesmo razão. Seus colegas possuíam essa mania horrível de colocar apelidos. Apesar disso, dividiam o lanche, os brinquedos, emprestavam o caderno quando ele precisava...

         Ele também tinha suas manias. Ser amigo é assim mesmo: temos que conversar muito para nos entender, porque somos todos diferentes.

         Quando viu, sua mãe estava a sua espera.

         Não precisou dizer nada para o novo amigo: um sorriso disse tudo.

         Amanhã será um novo dia. Com certeza, ele iria tentar ver as coisas de modo diferente para poder estar mais feliz com seus amigos.



Seara Espírita nº 53 - abril de 2003

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 05:05
(http://www.recadodeorkut.com/105/205.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZXJhZG9yZXNvbmxpbmUuY29t)

 Encontre lindos Recados de Bom Dia clicando aqui! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5nZXJhZG9yZXNvbmxpbmUuY29t)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 05:31
Aristogatas - Trailer de 1997 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXRLMXotX1V0S3pJIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 17:44
Jesus e os meninos

O Divino Mestre ama as crianças com especial carinho.

Ele sabe que os meninos e meninas do presente serão pais e mães no futuro. Sabe que todos os pequeninos de hoje serão os administradores, ministros, juizes, professores, médicos, advogados, artistas, escritores, artífices, lavradores, e operários de amanhã e, por isso, simboliza neles a esperança do mundo, onde o reino de Deus será edificado.

Jesus reconhece que, se os meninos de agora quiserem, a Terra do porvir será melhor, mais sábia e mais feliz.

É por essas razões que o Divino Senhor, se aguarda a compreensão e o concurso dos homens bons, também espera a cooperação das crianças fiéis.


pelo Espírito Veneranda - Do livro: Antologia da Criança, Médium: Francisco Cândido Xavier - Autores Diverso


/?topicseen#msg196355#ixzz1G1zYhL6D
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 17:50
O TESTE DOS REIS !!

Os três reis magos Baltazar, Melchior e Gaspar, avisados pela estrela cadente, se preparavam para viajem, deixando em seus reinados, mil e umas recomendações para seus empregados e servos. Saindo em Seguida para a longa viajem pelo deserto ,onde eles  enfrentariam  frio, fome, calor, sede, para encontrar um rei que teria nascido há pouco, sabiam que  este  rei não era qualquer um, mas alguém diferente, Passando três dias de viagens, já muito cansados, Baltazar recomendou aos dois amigos que parassem um pouco para descansar, pois precisavam se refazer, Melchior, aceitou mas , Gaspar, continuou seguindo para surpresa dos dois, que chamaram, gritaram por ele e nada. Baltazar, correu atrás do amigo, para saber o que estava acontecendo, quando percebeu que ele estava com um  olhar aéreo, sem ver e ouvir nada, O rei sacudiu Gaspar,  foi quando ele retornou, sem saber  direito, o que tinha acontecido, disse para Baltazar, que viu um espírito que lhe mostrava o caminho de sua casa, e ele já cansado, com sede e fome,  ia seguindo ele, só parando quando foi sacudido por Baltazar,fazendo agora  ele perceber que teria sido uma tentação que ele enfrentou, agradeceu ao amigo Por ter lhe ajudado,  os três reis. foram orar, pedindo  a Deus, forças para ficarem vigilante no resto do percurso. Dormiram um pouco, para no outro dia seguirem viajem .
Bem cedinho, os três reis magos, recomeçaram seu trajeto debaixo de um sol escaldante, fazendo piorar a sede, Baltazar, tomando caminho diferente dos outros, começou a correr, sem parar sobre os chamados de Melchior e Gaspar, parando e sentando na areia, colocando ela na boca, Gaspar chegou perto dele e sacudiu o  mesmo, que começou a cuspir a areia, repetindo a mesma historia do amigo, um espírito tinha aparecido a ele, perguntando se ele estava com sede, no que ele disse que sim, mostrando ele um caminho para ir a um oásis, lá perto, no que Baltazar respondeu que não podia, pois iria visitar um grande e verdadeiro rei que tinha nascido em Belém, o espírito responde: Que era  muito rápido, que não perderia tempo algum, onde ele começou a correr junto com o espírito, os três reis magos, se reuniram novamente  e voltaram a rezar, para evitar as tentações do caminho, pararam um pouco, para beber o pouco de  água que eles traziam  e para  se refazerem,lmas ogo continuaram a caminhada, sabendo que já estavam bem perto , sempre seguindo a estrela guia. Melchior, o líder dos reis magos,neste momento, começou a voltar no caminho, deixando Baltazar e Gaspar  seguirem só. Os dois ao perceberam a ausência do líder, olharam para trás e viram o amigo já distante deles, começaram a correr e gritar por ele. Melchior seguia, sem lhe dar ouvidos, Gaspar se colocou na frente do amigo, segurando ele pelos ombros chamando seu nome com força, fazendo o amigo retornar a si, onde ele contou, que viu um dos seus empregado, vindo lhe  avisar que seu reinado estava em chamas, que ele precisava voltar com urgência, pois sua família e seu povo corriam perigo de vida, ele não  pensou em mais nada, só queria era chegar em suas terras, os três olharam um para o outro e perceberam claramente naquele momento, que mais uma vez passaram por um teste,foram tentados pelo espírito maligno,que fazia de tudo, para eles  desistirem de sua visita ao novo rei, rezaram mais uma vez, pedindo forças e vigilância a Deus para seguirem em frente, pois já estavam muito perto de seu destino.
Agora, já bem próximo de Belém seguindo sempre  a estrela cadente, reconheceram de longe, o local onde tinha nascido o grande rei de toda uma época, eles, que também eram reis, sendo muito importantes em suas terras , sabiam que este rei, era diferente dos outros,este era simples, seu reinado seria todo de amor, de perdão de paz, igualdade  e alegria. Para, ele não teria nem servos, nem súditos, e seu mandato iria sobreviver  por muitos milênio que ainda viriam, se aproximaram do local, que era tão simples e humilde quanto o próprio rei,era uma estrebaria, onde ficavam os animais. Lá eles conheceram Maria e José pais do novo rei, que lhes levou até a manjedoura. Diante de tanto poder e força que irradiava deste rei, os três reis magos, se ajoelharam perto do menino, depositando seus presentes emocionados. Este novo rei jamais seria esquecido no mundo todo, seu nome para sempre seria lembrado... Jesus!


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 19/12/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 18:13
Afinal, o que é Literatura Infantil?

A designação infantil faz com que esta modalidade literária seja considerada "menor" por alguns, infelizmente.

Principalmente os educadores vivenciam de perto a evolução do maravilhoso ser que é a criança. O contato com textos recheados de encantamento faz-nos perceber quão importante e cheia de responsabilidade é toda forma de literatura.

A palavra literatura é intransitiva e, independente do adjetivo que receba, é arte e deleite. Sendo assim, o termo infantil associado à literatura não significa que ela tenha sido feita necessariamente para crianças. Na verdade, a literatura infantil acaba sendo aquela que corresponde, de alguma forma, aos anseios do leitor e que se identifique com ele.

A autêntica literatura infantil não deve ser feita essencialmente com intenção pedagógica, didática ou para incentivar hábito de leitura. Este tipo de texto deve ser produzido pela criança que há em cada um de nós. Assim o poder de cativar esse público tão exigente e importante aparece.

O grande segredo é trabalhar o imaginário e a fantasia.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 08 de Março de 2011, 18:17
Origens da Literatura Infantil

O impulso de contar histórias deve ter nascido no homem, no momento em que ele sentiu necessidade de comunicar aos outros alguma experiência sua, que poderia ter significação para todos. Não há povo que não se orgulhe de suas histórias, tradições e lendas, pois são a expressão de sua cultura e devem ser preservadas. Concentra-se aqui a íntima relação entre a literatura e a oralidade.

A célula máter da Literatura Infantil, hoje conhecida como "clássica", encontra-se na Novelística Popular Medieval que tem suas origens na Índia. Descobriu-se que, desde essa época, a palavra impôs-se ao homem como algo mágico, como um poder misterioso, que tanto poderia proteger, como ameaçar, construir ou destruir. São também de caráter mágico ou fantasioso as narrativas conhecidas hoje como literatura primordial. Nela foi descoberto o fundo fabuloso das narrativas orientais, que se forjaram durante séculos a.C., e se difundiram por todo o mundo, através da tradição oral.

A Literatura Infantil constitui-se como gênero durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico.

O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, à sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.

É a partir do século XVIII que a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adult
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 09 de Março de 2011, 06:37
Bom dia, queridos amigos!



Artes infantis


   
Como você costuma reagir às artes dos seus filhos? Você é daqueles que acredita que as crianças devam ser bem disciplinadas para se tornarem adultos responsáveis?

Você está certo. Contudo, o que deve se considerar é como a disciplina é imposta aos pequenos.

Esta é a história de um escritor brasileiro que narra sua experiência pessoal, acontecida lá pelos seus sete ou oito anos de idade. Hoje ele já conta mais de oitenta.

Ele morava, com os pais, a poucos metros de distância dos trilhos do trem. Era um garoto retraído e meio caladão.

Mas, um belo dia resolveu testar a sua força e pontaria. Escolheu para alvo o trem que passava. Pegou uma pedra, mirou e atirou.

Acontece que era um trem de passageiros. A pedra quebrou uma vidraça. Felizmente não atingiu ninguém.

Quando o trem chegou à estação seguinte, telefonaram para aquela onde vivia o garoto e, naturalmente, não foi difícil descobrir o autor do ato terrorista.

Os pais não eram dados a castigos corporais, mas o pai decretou um castigo terrível para o filho. Deveria ficar sentado à vista de todos, no alto de uma pilha de dormentes de madeira, à beira da linha do trem.

O menino se sentia humilhado. E o pior de tudo é que não estava entendendo a razão de todo aquele castigo. Afinal de contas, ele só jogara uma pedra no trem.

Lá pelas tantas, porém, se aproximou um empregado da estação ferroviária. Subiu os dormentes e se sentou ao lado dele.

Não trouxe palavras de condenação ou de censura. Também não desautorizou a providência punitiva do pai. Mas explicou, de forma adulta, que o gesto impensado poderia ter ferido, talvez até matado alguém, no trem.

Que ele pensasse nas consequências. Alguém poderia ter ficado cego ou muito ferido com a sua arte.

Ao concluir o seu depoimento, recordando desse momento infantil, o escritor confessa que nunca mais jogou pedras em ninguém, embora tenha levado algumas pedradas pela vida afora.

Mas o que ele recorda e com muita gratidão, apesar de tantos anos passados, é que aquele homem foi a primeira pessoa que, em vez de repreender, censurar ou criticar, lhe falou como um adulto. De homem para homem, sem ironias, ou agressividade.

Acima de tudo, explicou a ele a situação. Isso lhe permitiu entender o porquê da penalidade que estava sofrendo.

*   *   *

Antes de qualquer crítica apressada ou condenação, é indispensável ouvir os filhos.

É importante que eles expliquem as suas razões, da mesma forma que os pais, na qualidade de educadores, devem explicar o erro que eles cometeram.

Muitas vezes, somente o fato dos filhos descobrirem que cometeram uma falta, já lhes constitui penalidade suficiente porque a consciência os acusa.

O que equivale a dizer que, melhor do que qualquer castigo, sem diálogo, vale uma boa explicação acerca de consequências, perigos e responsabilidade.

Como dizem: É conversando que a gente se entende...

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 12 do livro Nossos filhos são Espíritos, de Hermínio  Miranda, ed. Arte e cultura.





Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 08:21
Bom dia queridos amigos... Muita paz a todos

À Mãe Cristã

O mundo será feliz
quando a mulher, sem receio,
abrir a porta da casa
aos órfãos do lar alheio.
(Irene Sousa Pinto)

Mãe feliz, aguça o ouvido
ante os que vão sem ninguém...
Cada pequeno esquecido
é teu filhinho também.
(Rita Barém de Melo)

Não olvides que a criança,
no caminho, vida a fora,
vai devolver-te, mais tarde,
o que lhe deres agora.
(Casimiro Cunha)

Mãezinha - planta celeste,
anjo que chora sorrindo -,
teu filho é a flor que puseste
no ramo de um sonho lindo.
(Meimei)

* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 08:42
www.searadomestre.com.br/evangelizacao


A florzinha Magali
 

Era uma vez uma linda florzinha que se chamava Magali. Ela era toda delicada e amarelinha e ficava muito feliz quando alguém cheirava o seu perfume.
(http://www.recadodeorkut.com/486/019.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zYW1vci5jb20=)

 Que tal responder essa mensagem com outro recado de Flores!? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zYW1vci5jb20=)


Todas as manhãs logo que o sol nascia ela acordava, espreguiçava suas pétalas e exalava um delicioso perfume. Todos que passavam perto da Magali e sentiam seu cheiro ficavam felizes e percebiam como a natureza é um presente maravilhoso de Deus.











Até mesmo os beija-flores e as abelhinhas ficavam encantadas com a beleza de Magali e vinham visitá-la para se alimentarem com o seu pólen e a cobriam de beijos em agradecimento pelo alimento.





Um belo dia Magali, que era muito bondosa, observou que perto da árvore onde morava havia uma família de esquilos com lindos filhotinhos famintos que precisavam de comida para crescerem fortes.
>


Magali escutou amamãe esquilo dizendo que estava difícil encontrar frutas para alimentar os filhotes porque haviam poucas árvores frutíferas plantadas naquela região.

Infelizmente os homens arrancavam as árvores para utilizar a madeira e deixavam muitos animais desprotegidos, sem casa e sem alimento.




Então Magali lembrou que Jesus nos ensinou a ajudar quem precisa e teve uma idéia: reuniu todas as flores que moravam naquela mesma árvore e decidiram que estava na hora de se transformarem em frutos deliciosos.



Na manhã seguinte todas as flores haviam se tornado frutinhas verdes que cresceram e ficaram bem maduras para servirem de alimento para aqueles esquilinhos que poderiam crescer saudáveis.


Em agradecimento a Deus pelo alimento, os esquilinhos guardaram as sementes das frutas que comeram e plantaram para que crescessem mais árvores de flores cheirosas e frutos deliciosos, para que nenhum animal da floresta sentisse fome novamente.


[História e desenhos: Carina Comerlato[/color][/size][/b]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 09:04
Zuzu, a abelhinha que não podia fazer mel

        Zuzu era uma abelhinha igual a todas que você conhece. Bem, igual, igual, não. Desde pequenina ela ficou sabendo que era um pouco diferente das outras: não poderia fabricar mel como suas companheiras.

         No início, para ela isso não tinha muita importância. Mas, com o tempo, vendo como seus pais ficaram tristes, pois sonhavam com a filhinha estudando, se formando na Universidade do Mel, trabalhando, progredindo, como as outras abelhas da colméia, começou a ficar entristecida, magoada, porque percebeu que não atingiria as expectativas dos pais. Eles a levaram aos melhores especialistas do abelheiro, mas todos foram unânimes: Zuzu jamais seria igual as outras...

         Zuzu vivia cabisbaixa, solitária, era motivo de gozação e brincadeiras de mau gosto por parte das outras abelhas de sua idade.

         Certo dia, muito aborrecida, resolveu voar para bem longe. Sem perceber, aproximou-se de outra colméia, desconhecida. E logo percebeu que ali era diferente de onde ela morava: na entrada, algumas abelhas guardiãs também possuíam dificuldades: algumas não tinham uma asa, outras eram cegas...

         À medida que foi penetrando nessa nova colônia, notava que em todos os setores as abelhas consideradas “deficientes”, trabalhavam e eram eficientes nas suas funções. Conheceu algumas que, como ela, não podiam produzir mel.Todas estavam ativas e contentes: controlavam o estoque de mel, a qualidade do produto, e até chefiavam a produção. Isso a deixou muito feliz: ela também poderia ser útil!

         Conversando, suas novas amigas lhe contaram que ali todas eram respeitadas e trabalhavam de acordo com as suas capacidades.

         Exultante, Zuzu voltou para sua casa cheia de novidades. No início, todos acharam que aquilo era uma bobagem, um sonho, fruto da imaginação. Com perseverança foi, aos poucos, introduzindo novas idéias na sua colméia. Conseguiu levar uma comissão de ministros a outra colméia para que eles vissem que o seu ideal era possível.

         Assim, lentamente, na sua comunidade, foi sendo eliminado o preconceito às abelhas portadoras de cuidados especiais. Zuzu, como se sabe, chegou ao importante cargo de chefe da produção de mel de todo o reino, pela sua inteligência, pela suas habilidades, levando consigo muitas de suas irmãs.

         Seus pais, agora venturosos, entenderam que a felicidade de Zuzu não está em fazer como os outros, mas em fazer como lhe é possível e da melhor maneira, evitando comparações.


Luis Roberto Scholl
Seara Espírita nº 66 - maio de 2004

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 09:31
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 09:33
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Victor Passos em 09 de Março de 2011, 10:36
Ola muita paz e harmonia
Bons Amigos e Amigas

(http://meditando.files.wordpress.com/2008/01/calma-wallpaper-corrc.jpg)


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 09 de Março de 2011, 12:55

Bom dia, queridos amigos!



A Semente da Verdade (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUNUQnRLVjJFejBnJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Rose FRA em 09 de Março de 2011, 13:50
Boa Tarde Amigos de Forum,

muito bom esse tópico!!  Me trouxe a lembranca várias historias que ouvia de meus avós!!!
Aqui vai uma delas que hoje posso entender melhor do que quando era pequena, mas que minha avó, sabia, sempre me dizia que o animal que nós alimentassemos, nao morreria e eu sempre disse que alimentaria os animais bons!!

Aqui vai a história de:

Os dois Lobos

O avô estava conversando com sua netinha.

Ele dizia para a menina: "Eu tenho dois lobos dentro de mim, lutando um com o outro.
O primeiro, é o lobro da paz, do amor e da harmonia.  O segundo é o lobo do medo, da ganância e do ódio."
E a menina perguntou: "Qual é o que vai vencer, vovô??"
O avô responde: "Aquele que eu alimentar."

Espero que todas as criancas possam alimentar sempre os melhores "lobos" que tiverem dentro delas.... eu tento até hoje, só alimentar o "lobo" da paz, do amor e da harmonia.... mas às vezes o outro também é alimentado sem eu me dar conta.

Vigiai e Orai!!!

Beijocas no coracao de voces e fiquem na paz do Nosso Senhor Jesus Cristo!!

Rose
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 22:25
O SUMIÇO DAS BOTAS !!

Noel, já atrasado para fazer as entregas dos presentes para as crianças, ficou a procurar suas botas, que não encontrava em nenhum lugar, chamou todas as renas e duendes para lhe ajudarem, não podia perder mais tempo, já estava na hora. Todos começaram a busca pelas botinas do Noel, mas... Nada! Noel, já impaciente, olhando pela casa, percebeu que a rena Hany não estava procurando, ela estava escondida atrás da árvore de Natal, tinha seus olhos vermelhos, Noel se aproximou perguntando a ela o que tinha acontecido, onde  Respondeu a ele: Papai Noel, me desculpa, mas na hora de selecionar os pedidos, para colocar na frente os mais urgentes, li uma cartinha de um menino de sete anos Joly, ele dizia assim... Querido Papai Noel, neste natal eu gostaria de pedir para o senhor um par de botas para meu pai trabalhar, pois nós não temos dinheiro para comprar, ele trabalha em um campo de lixão, catando material reciclado para vender, e é com esta renda que ele sustenta nossa família, que sou eu e mais três irmãos menores. Como ele vai com sacolas em seus pés, muitas das vezes elas rasgam, e já aconteceu de meu pai se cortar em vidros  e ferro enferrujado, ficando doente por dias sem poder trabalhar, não é qualquer botas que eu te peço Papai Noel, tem que ser uma igual a do senhor, pois já usa ela há anos, e estão sempre novas, o senhor consegue atender meu pedido? Hany, depois de ler toda a carta, disse: Como eu não atenderia este pedido Noel? Papai Noel, já nem sabia o que fazer se ficava alegre, bravo ou se pensava onde arranjar outras botas? As suas tinham sido feitas para ele por encomenda, de um material eterno, e agora? Como vou fazer?Perguntou a Hany o endereço do pai de Joly, onde ela informou o local, fazendo Noel sair descalço mesmo para o lixão atrás de suas botinas. Chegando lá, reconheceu-as de longe, se aproximou do pai do menino, contando a ele tudo o que tinha acontecido, e informando que precisava que ele as devolvesse, pois, não conseguiria outras botas tão rápido, contou que elaseram  de um material eterno, que nunca se desgastavam, mas que ele poderia dar outras botas para João, pai de Joly, que disse: Nem pensar, estas aqui são especiais, meu filho enviou para o senhor seu pedido de Natal faz muito tempo, lhe contando nossa situação, preciso delas para trabalhar, pois sei que vão durar muito tempo, e não posso comprar outras, etem mais, se  meu filho se souber que eu dei o presente que ele pediu para mim, ficará muito triste comigo. Noel coçou a barba, pensativo... O que faço agora? João lhe disse: Se o senhor não se incomodar, posso lhe dar estas que encontrei há pouco, já estão gastas, mas acredito que servirá, e o senhor precisa fazer as entregas, as crianças não podem ficar sem seus presentes, só por que senhor está sem suas botas especiais, tome... Use estas mesmas. Papai Noel, ficou emocionado com o gesto deste homem, que se preocupava com os outros, e com ele também, pois deu o material que seria para suas vendas.
 Vivendo e aprendendo, pensou o bom velhinho, calçou as surradas botas e seguiu adiante pelo céu para fazer a alegria de milhares de criancinhas, gritando seu costumeiro HO HO HO... FELIZ NATAL
.

Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 22:32
(http://www.recadodeorkut.com/121/130.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zY29tZ2xpdHRlci5jb20=)

 Mande tamb&eacute;m mensagens de Boa Noite para seus Amigos (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zY29tZ2xpdHRlci5jb20=)



Boa noite queridos amigos... Sejam bem-vindos a este espaço que é de vocês.

                                   Sintam-se em familia...
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 09 de Março de 2011, 22:46
Olá querida amiga Rose...

Seja bem-vinda a este espaço mágico dedicado a lembrança de nossa saudosa infância
Brigada amiga pelo apoio constante e esta rica contribuição para todos nós

beijos e abraços carinhosos
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 06:02
A GALINHA DOS OVOS DE OURO    

Escrito por Maria Hilda de J. Alão   



 

Havia, no tempo dos deuses do Olimpo, um fazendeiro que era muito pobre. Era casado e tinha um filho de cinco anos, magrinho, tão magrinho que um vento forte poderia erguê-lo do chão.

 

A casa da fazendinha era velha. No telhado faltavam algumas telhas e, quando chovia, a mulher do fazendeiro espalhava panelas pelos quartos e sala para aparar as goteiras. A esposa reclamava muito. Para amenizar a situação, ele pescava no rio para matar a fome da família.

 

- Quando vamos sair dessa situação, homem? – perguntava a mulher com lágrimas nos olhos. Sem saber o que responder, ele abanava a cabeça.

Os vizinhos criticavam o fazendeiro, cochichando entre si, toda vez que ele passava a caminho do rio para pescar.

 

- Ele não se esforça...

- Ele não gosta é de pegar no pesado...

 

O homem era adorador de Hermes, um deus mitológico. Quando ele estava pescando conversava, em pensamento, com o deus e contava a sua triste situação. Condoído, Hermes resolveu ajudar o fazendeiro, dando-lhe uma galinha que botava ovos de ouro. Ele levou a ave para casa, colocando-a num pequeno compartimento atrás da cozinha.  No dia seguinte, ele teve uma grande surpresa:

 

- Mulher! – chamou agitado – A galinha botou um ovo de ouro...

- Será mesmo, marido? – perguntou ela chegando e apalpando o ovo.

- Vou levar para o ourives ver. – disse decidido.

Chegando a loja ele apresentou o ovo esquisito ao ourives dizendo que era obra da sua galinha. O ourives, depois de examinar atentamente o ovo, deu o seu parecer final.

 

- É de ouro, sim. Do mais puro ouro. A sua galinha deve ter um tesouro dentro da barriga...

 

O ourives tratou de espalhar a notícia pelo vilarejo. O pobretão da fazendinha tinha um tesouro. Uma galinha que botava ovos de ouro. A princípio ninguém acreditou, mas, devido a mudança na vida do fazendeiro, eles começaram a prestar mais atenção. Primeiro foi a casa. De velha e destelhada, tornou-se um casarão bonito, reformado, pintado de branco com janelas azuis e telhado novinho. Depois o filho. Já não estava tão magrinho e vestia roupas novas. A mulher vivia mais alegre. Ele mesmo mudara de figura. Estava mais forte e a sua fazendinha estava cultivada. Ele plantara milho, feijão, verduras e frutas. A fome desapareceu de sua casa.

 

Alguns anos se passaram e, como não precisasse vender mais os ovos de ouro, pois o lucro que a fazendinha gerava era suficiente para cobrir as despesas, ele resolveu guardá-los. Era a sua poupança. O prefeito do vilarejo morria de inveja do fazendeiro. Dizia para as pessoas que ele é que merecia aquela galinha e não aquele infeliz que pouco sabia ler. Fazia de tudo para prejudicar o pobre fazendeiro. Um dia ele chamou o fazendeiro e propôs:

 

- Quero comprar a sua galinha dos ovos de ouro! O fazendeiro disse-lhe que ia pensar.

 

Acontece que ele não queria comprar nada. Ele queria roubar a galinha do homem. Já havia contratado uns capangas para, no final de semana, invadir a fazendinha e levar a galinha para ele.

Naquela noite o fazendeiro teve um sonho. Sonhou que o deus Hermes entrava em sua casa e lhe dizia:

 

- Dê a galinha de presente para o prefeito...

 

Ao acordar o fazendeiro pegou a ave e foi direto para a casa do prefeito.

- Aqui está a galinha. É um presente para o senhor... cuide bem dela, pois ela é um tesouro...

 

O prefeito, mais que depressa, agarrou a galinha e foi direto para a cozinha dando a ordem:

 

- Abatam esta galinha porque eu quero retirar o tesouro que está na barriga dela.

Um dos cozinheiros, que sabia da história dos ovos de ouro, perguntou:

 

- Tem certeza? Olhe, Sr. Prefeito, só galinha viva bota ovos...

 

- Vamos logo, seu molenga, execute logo o trabalho que eu quero pegar o tesouro.

 

E assim foi feito. Abatida e aberta a ave, o cozinheiro foi retirando tripas, papo, moela, fígado e nada de tesouro. Aquela galinha não diferente das demais.

 

O prefeito, como louco, gritava:

 

- Cadê o tesouro, cadê o tesouro... cadê o tesouro...

 

Depois desse acontecimento, o prefeito ficou desvairado, falava com alguém que só ele via, perguntando insistentemente onde estava o tesouro da galinha dos ovos de ouro. Por esse seu estranho comportamento, acabou sendo expulso da prefeitura perdendo os bens que gananciosamente acumulara.

 

Moral da história: nem todos são merecedores das benesses dos deuses: gananciosos que querem sempre mais terminam perdendo até o que possuem.


 

1
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 07:58
A Menina e o Porquinho - Trailer dublado (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUwwVlVUSXFFU19ZJmFtcDt0cmFja2VyPUZhbHNlI3dz)

A Menina e o Porquinho

Wilbur é um porquinho nascido de uma ninhada de 5, mas é muito pequena, e seu proprietário decide matá-lo, que é quando a filha Fern implora para ele não fazer isso, então que o porco pode se tornar seu amigo. Diante da insistência da menina, o porco está vivo, e ambos vivem várias aventuras. Infelizmente, quando cultivada em um adulto porco, Fern é obrigado a levá-la ao Zuckerman fazenda, onde ele preparou o jantar e no momento certo.

Charlotte A. Cavatica, uma aranha, vive no espaço acima Wilbur porco Zuckerman em celeiro, é Wilbur do amigo e decide ajudá-lo a evitar ser comido. Com a ajuda de outros animais, incluindo um chamado rato Templeton, ela convence a família Zuckerman que Wilbur é especial pela definição de descrições tais como "alguns porco" em suas teia.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 08:04
Olá queridos amigos e irmão... Sejam bem-vindos... Desejamos  a todos um:

(http://www.recadodeorkut.com/105/191.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tZWdhcmVjYWRvcy5jb20=)

 Muito glamour nos gifs de Bom Dia. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tZWdhcmVjYWRvcy5jb20=)<br

Recebam nosso afetuoso abraço!!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Rose FRA em 10 de Março de 2011, 11:43
Bom Dia Amigos,

estou aqui hoje com o Barulho da Carroca!!

Numa manha, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque.

Aceitei prontamente. 

Ele se deteve numa clareira e após um breve silêncio, perguntou-me:

- Meu filho, além do cantar dos pássaros, voce consegue ouvir algo mais?

Apurei meus ouvidos alguns segundos e respondi-lhe:

- Ouco um barulho de carroca.

Ele me respondeu:

- Isso mesmo!!  É uma carroca vazia....

Perguntei-lhe:

- Como é possível saber que a carroca estáa vazia, afinal nao a vimos??

- Ora, respondeu meu pai.  É muito simples, por causa do barulho.  Quanto mais vazia a carroca maior é o barulho que faz.

Tormei-me adulto e, até hoje, sempre que vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressao de ouvir a voz do meu pai dizendo:

- Quanto mais vazia a carroca, maior é o barrulho que ela faz.....

Que Deus nos ilumine a ensinar os nossos pequeninos, que desde cedo, temos que ter o senso do que se deve fazer, o limite para as coisas materiais e com muito amor, sabermos passar a eles que as "carrocas cheias" da palavra de Jesus no coracao, nao fazem tanto barulho, tanto alarde.

Abracos fraternos,

Rose
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Rose FRA em 10 de Março de 2011, 11:55
Amigos de Forum,

que Deus nos abencoe...... nos guarde ..... nos acolha em sua Divina Misericordia.

A Crianca é como o Sol

Sobre a superfície da Terra ocorrem chuvas, ventos e tempestades. 

Isso pode ser comparado aos diversos aspectos do comportamento das criancas.

Ainda que a superfície da Terra concontre-se fustigada pela tempestade, acima das nuvens o céu continua azul e o Sol permanece brilhando.

A superfície da Terra, nesta comparacao, é a aparência fenomênica; enquanto o Sol, que brilha eternamente sobre as nuvens, é a natureza verdadeira ou a IMagem Verdadeira do ser humano.

Do mesmo modo que o Sol, que brilha sem cessar, independentemente das intempéries fenomênicas, a natureza verdadeira da crianca é sempre de bem absoluto, independentemente da imagem da crianca boa ou má que se manifesta na forma.

Por isso vamos ajudar a desenvolver nas nossas criancas, a parte boa que eles tem, desenvolvendo a nossa parte boa também.

Crianca aprende mais o que ve, do que o que nós falamos para eles.

Deus nos oriente no momento em que nos é confiada uma crianca para nossa vida Terrena ou nao!!

Abracos fraternos,
Rose
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 21:42
UM PEDIDO DIFICIL!!!


Lenita, estava terminando de escrever sua cartinha para Papai Noel, sabia que seu pedido era diferente dos outros anos, pois não queria ganhar a boneca do momento, queria que sua mãe e sua avó voltassem a se falar, pois já estavam de mal fazia um ano, e Lenita não gostava nada disto, Sua cartinha dizia assim... Querido Papai Noel, como vai? Este ano, quero mudar meu pedido, nada de bonecas da moda, sei que o senhor vai ter muita dificuldade em realizar este meu pedido. Mas o senhor pode tentar? Quero que minha mãe e minha avó paterna voltem a se falar como antes, sei também que elas duas nunca foram muito amigas, mas agora elas já passaram da conta... Obrigada papai Noel, feliz natal pro senhor também. Lenita desceu correndo as escadas para jantar, enquanto sua mãe Nívea arrumava a mesa, a menina ficou lembrando o motivo da briga entre as duas, tudo começou quando ela foi passar o fim de semana com o pai e a avó, como fazia há cinco anos desde que eles dois se separaram, sua avó comprou um filhote d podle para ela , a menina ficou encantada,  e levou para sua casa, sua mãe quando viu, brigou com ela, dizendo que não poderiam ter uma cachorro, por que dava muito trabalho,e  ela passava o dia fora, e sua avó não tinha que comprar nada sem sua permissão, ligando para ela na hora, onde as duas discutiram e pronto, foi a ultima vez que se falaram, agora sempre que passava os dias lá, sua mãe a deixava na frente da casa da avó e vice- versa, e nada de falar de sua avó para sua mãe, e nem de sua mãe para sua avó, as duas não queriam saber uma da outra, pensava a menina. Lenita imaginou que seria tarefa difícil para o bom velhinho.
 Na noite de Natal, Lenita passaria com sua mãe, e no outro dia com sua avó, pois seu pai estava viajando,e ela teria que pensar em algo, mas o quê? Teve uma idéia, escreveu vários recadinhos com estas frases, mamãe e vovó, vocês duas não estão percebendo que estão agindo piores que crianças,e ainda estão me dando mau exemplo! colocou em duas caixas, os mesmos recados, embrulhou bem bonito e deixou em baixo da árvore de Natal,Lenita iria para casa de sua avó passar o dia com ela, levou as duas caixas, passando um dia maravilhoso, a noite na hora de ir embora, não saiu quando sua mãe lhe chamou, ficou sentadinha, sua mãe, gritou por ela, Lenita continuou do jeito que estava, nada adiantou sua avó lhe pedir para ir ter com sua mãe, obrigando a mesma a entrar na casa  para  buscá-la. Ficou  sem falar com sua avó, a menina levantou calmamente, pegando as duas caixas, dando uma pra cada, as duas olharam uma para outra, sem entender nada, abrindo, encontrando vários papéis coloridos, com o recadinho, a menina uniu a mão das duas, pedindo para elas pararem com esta atitude de criança mimada, e voltarem a se falar, pois ficava muito triste de ter que passar um natal assim, se poderia passar com as duas ao mesmo tempo. Elas não resistiram ao pedido da menina, ao espírito natalino, se abraçaram e começaram a chorar. Lenita comemorou feliz, agradecendo ao Papai Noel por ter lhe dado esta brilhante idéia.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2010
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 21:50
1. O que é Filosofia Espírita para Crianças?
 
A Filosofia Espírita, às vezes, é encarada como o conjunto das crenças espíritas a respeito do Universo e do ser humano. Porém, fazer filosofia na prática , ou seja, praticar um ensino filosófico, não é simplesmente transmitir princípios da crença espírita. É analisar estes princípios, questioná-los, buscar compreender melhor o seu significado e as suas conseqüências, especialmente as de ordem moral e ética.

Não se aceitam idéias como verdadeiras por imposição, mas sabendo porque as aceitamos. Esta é a essência da atitude filosófica: compreender o sentido e as conseqüências da realidade.

As crianças são filósofas espontâneas. Não precisamos lhes impingir um olhar admirado e curioso perante a vida, porque querem, com entusiasmo, saber o que são as coisas e porque elas são assim e não de outro jeito.
Filosofia Espírita para Crianças é uma proposta pedagógica que pretende ajudar crianças e jovens nesta sua busca natural, agregando um método de trabalho que, sem tirar a naturalidade e espontaneidade do processo investigativo, resulte na produção de conhecimento com significado e em bases racionais.
 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 21:53
2. Para que serve a Filosofia Espírita para Crianças?

O objetivo desta proposta pedagógica é auxiliar crianças e jovens a encontrar, ao filosofar, a explicação racional que sustente suas ações morais e resulte em melhoria e manutenção de uma atitude mais positiva e construtiva perante a vida.

A explicação racional se obtém ampliando o conhecimento e raciocinando sobre os princípios do Espiritismo, compreendendo seu significado e os desdobramentos práticos de cada um em nossa vida espiritual, pessoal e social.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 10 de Março de 2011, 22:04
A Princesa e o Sapo 1 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVc1RjFZS3lpUjBBJmFtcDt0cmFja2VyPUZhbHNlIw==)

A Princesa e o Sapo



Era uma vez uma bondosa princesa muito bonita, de cabelos longos e
louros que vivia num reino muito distante. Um dia, sem querer, a
princesa deixou cair uma bola dentro de um lago. Pensando que a bola
estivesse perdida, começou a chorar. — Princesa, não chore. Vou
devolver a bola para você. — disse um sapo. — Pode fazer isso? –
perguntou a princesa. — Claro, mas, só farei em troca de um beijo. A
princesa concordou. Então, o sapo apanhou a bola, levou-a até os pés da
princesa e ficou esperando o beijo. Mas, a princesa pegou a bola e
correu para o castelo. O sapo gritou: — Princesa, deve cumprir a sua
palavra! O sapo passou a perseguir a princesa em todo lugar. Quando ia
comer, lá estava o sapo pedindo a sua comida. O rei, vendo sua filha
emagrecer, ordenou que pegassem o sapo e o levassem de volta ao lago.
Antes que o pegassem, o sapo disse ao rei: — Ó, Rei, só estou cobrando
uma promessa. — Do que está falando, sapo? Disse o rei, bravo. — A
princesa prometeu dar-me um beijo depois que eu recuperasse uma bola
perdida no lago. O rei, então, mandou chamar a filha. O rei falou à
filha que uma promessa real deveria ser cumprida. Arrependida, a
princesa começou a chorar e disse que ia cumprir a palavra dada ao sapo.
A princesa fechou os olhos e deu um beijo no sapo, que logo pulou ao
chão. Diante dos olhos de todos, o sapo se transformou em um belo rapaz
com roupas de príncipe. Ele contou que uma bruxa o havia transformado em
sapo e somente o beijo de uma donzela acabaria com o feitiço. Assim, ele
se apaixonou pela princesa e a pediu em casamento. A princesa aceitou.
Fizeram uma grande festa de casamento, que durou uma semana inteira. A
princesa e o príncipe juntaram dois reinos e foram felizes para sempre
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 11 de Março de 2011, 23:26
Boa noite, queridos amigos!



A LIÇÃO INESQUECÍVEL


 
Hilda, menina abastada, diariamente dirigia más palavras à pequena vendedora de doces que lhe batia humildemente à porta da casa.

 
- Que vergonha! De bandeja! De esquina a esquina! Suma daqui! - gritava, sem razão.

 
A modesta menina se punha pálida e trêmula. Entrementes, a dona da casa, tentando educar a filha, vinha ao encontro da pequena humilhada e dizia bondosa:

 
- Que doces tão perfeitos! Quem os fez assim tão lindos?

 
A mocinha, reanimada, respondia, contente:

 
- Foi a mamãe.

 
A generosa senhora comprava sempre alguma coisa e, em seguida, recomendava à filha:

 
- Hilda, não brinques com o destino. Nunca expulses o necessitado que nos procura. Quem sabe o que sucederá amanhã?

 
A menina resmungava e, à noite, ao jantar, o pai secundava os conselhos maternos, acrescentando algo:

 
- Não zombes de ninguém, minha filha! O trabalho, por mais humilde, é sempre respeitável e edificante. Aqueles que socorremos serão provavelmente os nossos benfeitores.

     
Mas,no dia seguinte, Hilda fustigava a vendedora, exclamando:

 
- Fora daqui! Bruxa! Bruxa! ...

 
E a mãe de Hilda sempre acolhia a pequena.

 
Correu o tempo e, depois de quatro anos, o quadro da vida se modificara.

 
O paizinho de Hilda adoeceu e debalde os médicos procuraram salvá-lo. Morreu numa tarde calma, deixando o lar vazio.

 
A viúva recolheu-se ao leito extremamente abatida e, com as despesas enormes, em breve a pobreza e o desconforto invadiram-lhe a residência. A pobre senhora mal podia mover-se.

 
Privações chegaram em bando. A menina, anteriormente abastada, não podia agora comprar nem mesmo um par de sapatos.

 
Aflita por resolver a angustiosa situação, certa noite Hilda chorou muitíssimo, lembrando-se do papai.

 
Oh! Papai... Meu papai...

 
Dormiu, lacrimosa e sonhou que ele vinha da Espiritualidade confortá-la.

 
-Papai...Papai...

 
-Minha filha!

 
Ouviu-o dizer, perfeitamente:

 
- Não desanimes, minha filha! Vai trabalhar! Vende doces para auxiliar a mamãe! ...

 
Despertou, no dia imediato, com o propósito firme de seguir o conselho.

 
Ajudou a mãezinha enferma a fazer muitos quadradinhos de doce-de-leite e, logo após, saiu a vendê-los. Algumas pessoas generosas compravam-nos com evidente intuito de auxiliá-la, entretanto, outras criaturas, principalmente meninos perversos, gritavam-lhe aos ouvidos:

 
- Sai daqui! Bruxa de bandeja! ...

 
Sentia-se triste e desalentada, quando bateu à porta de uma casa modesta. Graciosa jovem atendeu.

 
- você Hilda ?

 
- Oh! Eu...

 
Hilda esperava ser maltratada por vingança, já que era a jovem que noutro tempo vendia cocadas.

 
- Que doces tão perfeitos! Quem os fez assim tão lindos?

 
A interpelada lembrou os ensinamentos maternos de anos passados e informou:

 
- Foi a mamãe.

 
A ex-vendedora comprou quantos quadradinhos restavam na bandeja e abraçou-a com sincera amizade.

 
Desse dia em diante, a menina vaidosa transformou-se para sempre. A experiência lhe dera inesquecível lição.

 

 
Livro A Vida Fala III. Psicografia de Francisco C. Xavier. Autor: Neio Lúcio


 
 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 00:41
A ENCRENQUEIRA !

Lana, chegou em casa ofegante e afoita, entrando foi logo dizendo a sua mãe: Sabes o que me aconteceu hoje  na escola? Pedro me xingou, disse que eu era chata e egoísta, só por que não quis emprestar meu joguinho de memória pra ele, com raiva, eu o empurrei  e fomos nós dois suspenso para a diretoria, a senhora tem que ir lá dizer que eu não tive culpa de nada, o jogo é meu e está acabado, Louise, olhando sério para sua filha de oito anos disse: Lana, por que todo dia briga com alguém? Deste jeito ficarás sozinha, se tornarás uma menina que ninguém quer chegar perto, sendo antipática e encrenqueira, é isto o que queres?  Lana sempre tinha uma resposta: Mas mãe, eles é que são chatos, não gostam de brincar comigo, querem tudo que eu tenho, sempre me dizem que sou mimada, orgulhosa e vaidosa, eles é que estão errados, e não eu mãe. Louise, já não sabia mais o que dizer e fazer, pois Lana sempre tinha desculpas para si mesma, e culpa para os colegas, todo dia era uma queixa diferente contra alguém, ou era o Pedro, ou o Paulo, ou a Carla, sua filha  sempre era a vítima, o que fazer?  Precisava agir, isto não podia continuar, mas como? Já tinha ido conversar com as professoras, no que elas sempre repetiam, Lana implicava com todos, reclamava sempre, vivia querendo chamar atenção só para si, como não conseguia, se fazia de vítima de tudo. Louise pensou em várias alternativas, fazer a filha reconhecer seus erros, levar no médico, lhe dar castigos, mas não achou nenhuma boa.
Louise, trabalhava como enfermeira, e duas vezes por mês, fazia visitas fraternas em um asilo, lá morava João Carlos, um idoso de setenta anos, fora deixado pelos dois filhos, que não souberam lidar com as encrencas e neurastenias do pai, Louise, sempre que chegava bem cedinho no domingo, ia cumprimentar João, perguntando como fora sua noite, onde ele respondia, que tinha tido uma noite de cão,que tudo estava mal, sempre resmungando da comida, dos colegas de quarto, que pegavam seus pertences, ou que falava muito alto, ou que não deixavam ele dormir, ou que escondiam seu lençol, sua rede, sempre culpando os outros idosos, no início, Louise acreditara nele, mas as funcionárias do asilo, contaram a ela, que os outros idosos não faziam nada do que João Carlos dizia, simplesmente ele era habituado a se queixar e colocar culpa em todos, sempre se fazendo de coitado e vítima, ela comparou  João, com sua filha Lana, sempre arranjando culpas para todos, e imaginou que se a menina não mudasse suas atitudes, seu jeito voluntarios, seria uma adulta problemática, com aquele seu comportamento. Naquele momento, Louise encontrou uma boa idéia para ajudar a menina, já sabia o que deveria  fazer. Chegando em casa, encontrou Lana vendo desenho, Louise sempre pedia para sua irmã  Lueni, ficar com a menina, para poder ir nas visitas, conversou com ela sobre sua idéia para ajudar Lana, sua irmã achou ótimo o plano, pois percebia que a cada dia que passava, a menina ia ficando solitária, pois as crianças da vizinhança, já não lhe convidava mais para brincar.
Passado mais uma semana de aula, onde a menina sempre chegava com as mesmas histórias e queixas contra os colegas da sala, chegou o dia da visita, Louise, lhe explicou para a filha, que desta vez, teria que levá-la, pois Lueni, não poderia ficar neste domingo, teria uma prova. As duas se aprontaram e foram para o asilo, chegando lá, Louise como sempre,foi  cumprimentar João Carlos, apresentando sua filha a ele, no que ele logo disse, ah... crianças,  só atrapalham nossa vida, e começou suas queixas e lamentações, Louise deixando Lana com ele, foi falar com os outros moradores como sempre fazia, tentando atender a todos, No final foi buscar Lana, encontrou a menina com as duas mãos no ouvido, assim que viu sua mãe, saiu correndo de lá, pegando a mão da mãe puxando-a para fora.
Chegando em casa, Louise perguntou se ela tinha gostado da visita e de João Carlos, Lana na hora disse: Eu já não agüentava mais  escutar tantas queixas e lamentos do João, ele sempre coloca culpa nos outros, todos encrencam com ele, ou querem seus pertences, ou lhe xingam, nossa que chato, Louise, aproveitou e lhe disse: Assim será você no futuro Lana, se não para com este seu comportamento de vítima de todos. Ficará sozinha que nem ele, por que ninguém agüenta ficar perto de pessoas que só sabem reclamar e se queixar. A menina, ficou olhando para a mãe, surpresa e com medo, começou a chorar, dizendo que não queria ficar sozinha, prometendo para Louise, que iria para de ser deste jeito, encrenqueira. Louise, sorriu feliz e aliviada, enfim, nada melhor do que experimentar do seu próprio mal para se curar.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/201
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 08:12
Um novo vizinho

         Quando soube que teria vizinhos novos, Ricardo ficou na expectativa: alguém da sua idade viria morar na casa ao lado? Não importava se fosse um garoto ou uma menina, mais novo ou mais velho que ele... Ricardo queria mesmo era fazer um novo amigo, alguém que morasse bem pertinho, para poderem brincar todos os dias.

         Ao chegarem os novos moradores, ficou contentíssimo: havia um garoto, chamava-se Guilherme e era apenas um ano mais velho que ele.

         Guilherme não podia andar com suas próprias pernas: ele usava uma cadeira de rodas. No início, Ricardo ficou triste por seu novo amigo. Tentou entender por que Deus havia permitido que um garoto, mesmo tão novo, vivesse em uma cadeira de rodas...

         Ricardo sabia que Deus é muito justo e bondoso e que Ele ama todos os seus filhos, sem distinção! Ele tinha certeza de que havia um motivo para isso acontecer com Guilherme.

         Com o tempo, Ricardo não ficou mais triste por Guilherme: ele percebeu que seu amigo não se entristecia por não poder andar! O garoto era sempre muito alegre e se esforçava muito para fazer as coisas sozinho, apesar de alguma limitação. Ele também sabia pedir ajuda, quando necessário. Gostava muito de aprender e de ajudar. Guilherme era feliz!

         No futebol, como não podia correr, ele era o juiz; e comemorava alegre todos os gols! Nadava, tirava boas notas, passeava com os outros garotos, gostava muito de conversar.

         Ricardo entendeu que seu amigo era um espírito muito corajoso para renascer com uma limitação física. E que se existem dificuldades, é para que a gente aprenda com elas (Guilherme mesmo lhe contou muitas coisas que tinha aprendido!)

         Ricardo ficava muito contente em poder ajudar, e ser amigo de alguém que amava tanto a vida!


Letícia Müller
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 09:31
Crianças e nós

(Emmanuel)

Muitos setores das ciências psicológicas asseveram que é indispensável preservar a criança contra a mínima coação, a fim de que venha a se desenvolver sem traumas que lhe prejudicariam o futuro. Isso, no entanto, não significa que deva crescer sem orientação.
Independência desregrada gera violência, tanto quanto violência gera independência desregrada.
Releguemos determinada obra arquitetônica ao descontrole e teremos para breve a caricatura do edifício que nos propúnhamos construir.
Abandonemos a sementeira a si própria e a colheita se nos fará desencanto.
Exigimos a instituição de um mundo melhor.
Solicitamos a concretização da felicidade comum.
Sonhamos com o levantamento da paz de todos.
Esperamos o reino da fraternidade.
Como atingir, porém, semelhantes conquistas sem a criança no esquema do trabalho a realizar?
Não mergulhará teu filho nas ondas revoltas da ira quando a dificuldade sobrevenha, e sim não te omitirás no socorro preciso, sem deixá-lo à feição de barco desarvorado ao sabor do vento. Não erguerás contra ele a palavra condenatória, nos dias de desacerto, a insuflar-lhe, talvez, ódio e rebeldia nos recessos da alma, e sim procurarás sustentá-lo com a frase compreensiva e afetuosa que desejarias ter recebido em outro tempo, nas horas da infância, quando te identificavas nas sombras da indecisão.
Sabes conduzir a criança ao concurso da escola, à assistência do pediatra, ao auxílio do costureiro ou ao refazimento espiritual nos espetáculos recreativos. Por isto mesmo não lhe sonegues apoio ao sentimento para que o sentimento se lhe faça correto.
Concordamos todos em que a criança necessita de amor para crescer patenteando mente clara e corpo sadio, entretanto é impossível efetuar o trabalho do amor – realmente amor – sem bases na educação.

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 09:36

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 Imagens de Bom Dia? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5naWZzcGlxdWlzLmNvbQ==)


Olá queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótimo um amaravilhoso   fim de semana repleto  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...Abraços afetuosos  São os sinceros votos das amigas e amigos:


                        Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos, Rose


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 09:43
Palavras às mães

(Emmanuel)

Se o Senhor te concedeu filhos ao coração de mulher, por mais difícil se te faça o caminho terrestre, não largues os pequeninos à ventania da adversidade.
É possível que o companheiro haja desertado das obrigações que ele próprio aceitou, bandeando-se para a fuga sob a compulsão de enganos, dos quais um dia se desvencilhará.
Não lhe condenes, porém, a atitude. Abençoa-o e, quanto possível, ampara os filhos inexperientes que te ficaram nos braços fatigados de espera.
Quem poderá, no mundo, calcular a extensão das forças negativas que assediam, muitas vezes, a criatura enfrascada no corpo físico, induzindo-a a transitório esquecimento dos encargos que abraçou? Quem conseguirá, na Terra, medir a resistência espiritual da pessoa empenhada ao resgate complexo de compromissos múltiplos a lhe remanescerem das existências passadas?
Se foste sentenciada à indiferença e, em muitas ocasiões, até mesmo à extremada penúria, ao lado de pequeninos a te solicitarem proteção e carinho, permanece com eles e, esposando o trabalho por escudo de segurança e tranquilidade, conserva a certeza de que o Senhor te proverá com todos os recursos indispensáveis à precisa sustentação.
Natural preserves a própria independência e que não transformes a maternidade em cativeiro no qual te desequilibres ou em que venhas a desequilibrar os entes amados, através do apego doentio. Mas enquanto os filhos ainda crianças te pedirem apoio e ternura, de modo a se garantirem na própria formação da qual consigam partir em demanda ao mar alto da experiência, dispensando-te a cobertura imediata, auxilia-os, quanto puderes, ainda mesmo a preço de sacrifício, a fim de que marchem, dentro da segurança necessária, para as tarefas a que se destinam.
Teus filhos pequeninos!… Recorda que as Leis da Vida aguardam do homem a execução dos deveres paternais que haja assumido diante de ti; entretanto, se és mãe, não olvides que a Previdência Divina, com relação ao homem, no que se reporta a conhecimento e convívio, determinou que os filhos pequeninos te fossem confiados nove meses antes.

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 09:53
O Rei Leão - O Ciclo da Vida (Disney) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVlPM05FaEl6LVdzIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Março de 2011, 14:31



       (http://i765.photobucket.com/albums/xx293/Claudinenetto/gifs-bom%20fim%20de%20semana/bomfimdesemana5.gif)




Bom dia, queridos amigos e caros visitantes!



Dar de si mesmo



Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.

Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.

Pensou...pensou... e resolveu:

-         Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.

Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.

Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.

Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:

-         Vou dar esse dinheiro a um mendigo!

A mãezinha, contudo, considerou:

-         Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.

Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...

-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?

Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:

-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.

Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:

-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?

Laurinha estufou o peito e informou:

-         Vou dá-lo a alguém!

Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:

-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.

Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.

-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.

Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.

Aproximando-se, perguntou gentil:

-         O que você tem Raquel?

A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:

-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.

Laurinha respirou,  aliviada:

-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.

Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.

Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.

-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.

Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.

Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.

Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:

-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.

A senhora abraçou a filha, satisfeita:

-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.

Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.

- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.



CÉLIA XAVIER CAMARGO



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 12 de Março de 2011, 14:35




Reencarnação para criança - Maurício de Souza (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVRBZTZEU0dyc0lRJmFtcDtmZWF0dXJlPXJlbGF0ZWQj)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 16:46
Bom dia, Boa tarde, Boa Noite. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUd6T0VmSjRrSnVNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 16:59
Música Espírita Infantil - Ele tudo Fez. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVE0OElGdHdvMUVFIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 12 de Março de 2011, 20:02
O ÓDIO SE RENDEU!!

Durante muito tempo na terra, o ódio dominou muitos corações, tornando eles rancorosos, endurecidos, frios, egoístas e  avarentos, ele sempre desafiava quem chegasse perto para detê-lo em suas façanhas, quando o senhor do  bem enviava algum emissário,  para conversar com ele,tentando fazê-lo mudar de idéia, o ódio  disparava em cima deles, raios e descargas negativas, os melhores sentimentos, sentindo-se impotente diante de tanta maldade, acabavam fugindo do pântano da sombra e escuridão, lá o ódio era o rei, o manda-chuva, o senhor e soberano de todos que com ele se igualaram,  afastando estas pessoas de serem solidárias e fraternas. Em suas reuniões noturmas , ele explicava  a todos ali presentes, que serem boazinhas era sinal de fraqueza, que todos se aproveitariam dos famosos  anjinhos, de Deus,  mas ele não deixaria isto acontecer, todo dia enviava seus emissários do mal, para espalharem no ouvido de muitos, que ser do bem já era, não levava mais ninguém para o céu. Aos poucos, os corações iam se tornando vazios, sem qualquer sentimento de caridade com ninguém.
O senhor do bem, preocupado com este crescimento do egoísmo em muitas pessoas, se reuniu com os seus  melhores sentimentos para arrumarem uma saída, um plano, por que as calamidades públicas, os que perdiam tudo nas enchentes, incêndios, soterramentos aumentavam diariamente,e precisavam da bondade alheia, mas com o ódio, contaminando tantos corações, ficaria muito difícil de agir na fraternidade e solidariedade, e agora? A felicidade relatou que em sua última visita, não suportou tanta carga de energias negativas, teve que sair do pântano as pressas, pois se sentira fraca demais, a paz, disse que chegando lá foi cercada pelos emissários rancor, vingança e o duelo, sozinha, não teve outra alternativa, se não voltar sem melhores resultados, a alegria, disse que tentou de tudo para fazer o senhor ódio sorrir, mas o mesmo, tinha uma pedra no lugar do coração, ele não se comoveu e nem sorriu com todas as histórias que tiveram  um final feliz, pelos homens generosos e solidário. A harmonia, reunidas com as melhores sintonias da caridade e beneficência ,  tentaram também, chegaram com ele, pedindo para dar uma trégua em tudo isto, que ele pensasse que um dia poderia ser a família dele a precisar da ajuda da fraternidade,e  o ódio, enraivecido, expulsou todas elas de lá, dizendo que isto era história para bom menino e ele era o  tão temido ódio, assim cada sentimentos como a amizade, a piedade, a bondade, ia contando os seus fracassos juntos ao senhor da escuridão, o bem ficou pensativo por uns instantes dizendo a todos, mandarei um sentimento até ele, tenho certeza,  que a este, ele não resistirá, mudará sua atitude, deixará de contagiar os corações humanos, os demais sentimentos reunido ali, ficaram na expectativa para saber quem seria a próxima vítima do vilão. O senhor do bem informou que este sentimento, estava muito distante dali, morava em um reino encantado, onde tudo era eterna felicidade, mas que ele iria lhe fazer uma visita, para expor a  real situação que todos se encontravam.
No outro dia, ele partiu, junto com a  beleza e o perdão, viajaram por dois dias e duas longas noite, até avistarem o lindo reino, onde todos viviam felizes, cantando, se ajudando mutuamente, ali não existia tristeza e nem maldade, todos respiravam o clima da igualdade, o senhor do bem, recebido pela esperança, pediu para conversar com  a governante daquela linda cidade, ela pediu para eles esperarem , pois a mesma, estava terminando de escrever cartas, para formar novos voluntários, para as vítimas das enchentes,os três. Ali ficaram  esperando por ela. Não demorou muito eis que surge para admiração da beleza e do perdão, um ser angelical, o mais belo que alguém poderia ter criado na face da terra, resplandecia do seu rosto luzes cintilantes, mais brilhantes do que todas as estrelas do céu... Era o amor. O senhor do bem, já habituado com sua beleza interior e exterior, expôs logo todo o problema, precisava de ajuda com urgência, o amor, ficou pesando na melhor forma de enfrentar seu grande adversário, o ódio. Disse ao bem, que partiria na mesma hora, para receio de todos, pois ela queria ir sozinha, sem ajudantes, já sabia o que iria fazer com ele. Entrou em seus aposentos, voltando com uma capa preta por cima da linda roupa róseo que usava, tinha pressa, tranqüilizou o senhor do bem e a todos,que não se preocupasse com ela, pois  tudo daria certo, deixou a esperança tomando conta do reino encantado, e seguiu estrada afora, para encontrar o tão temido senhor da escuridão. Não demorou muito entrou no pântano, foi recebida pela arrogância e a ambição, informando que tinha  sido enviada pelo bem, os dois começaram a dar altas gargalhadas, já sabiam que todos os outros falharam e este novo emissário era pequeno e frágil , seu rosto estava encoberto pelo capuz da capa, foram avisar seu chefe, voltando para buscar a mais nova vítima dele, o amor conduzida pelos dois, seguiu por um longo e escuro corredor sombrio, chegando em frente ao tão temido ódio, ele ao ver o físico do novo emissário do bem, começou a rir muito, sabia que seria mais umbom sentimento  vencido por suas cargas negativas, não ia demorar muito. Pediu para ela sentar, e continuou a escrever em vários papéis que estavam na sua mesa,estranhando  o silêncio do novo emissário, levantou seu olhar, para ver o que estava acontecendo, quando viu pela primeira vez em toda sua longa e imortal vida, o ser de extrema beleza na sua frente, seus olhos, eram mais azuis do que todo o azul do céu e do mar, seus cabelos, eram parecidos  com anéis dourados, seu nariz, era  pequeno e afilado, suas mãozinhas, eram finas e delicadas. Não, ele jamais pensou que em algum lugar encontraria tanta beleza reunida, em uma só criatura, não suportou a força do seu olhar, era um olhar de amor, de ternura, de mansidão, sentimentos estes, que há muito tempo ele se recusava a sentir, não resistiu a beleza do lindo amor á sua frente, caiu ajoelhado a seus pés, rendido de encanto, perguntado o que poderia fazer por ela. Na hora o amor respondeu, abandone esta vida de desencantos, maldade, maus sentimentos e egoísmo no coração da humanidade, faça isto e viverás do meu lado para sempre, ele meio perdido e zonzo,  com tanta beleza, nem pensou duas vezes, saiu de lá em sua companhia, deixando todos os seus emissário dos maus sentimentos  para trás.
O amor, em companhia do ódio, chegou ao reino encantado, causando na maioria dos habitantes, surpresa por ver que  ela tinha conseguido sair vitoriosa em sua difícil missão,mas...  O senhor do bem que já sabia o poder que o amor tinha sobre muitos, não se surpreendeu em nada, finalmente, o amor foi o último sentimento que faltava para vencer o senhor da sombra e escuridão, afinal, quem resiste ao  poder do a
mor?


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 13 de Março de 2011, 10:53
"Natal Para Sempre" Bela e a Fera (Brazilian Portuguese) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXhHSDVTcXZOekdvIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 14 de Março de 2011, 04:50
      (http://i225.photobucket.com/albums/dd278/gigante444/1170911.jpg)




Bom dia, queridos amigos e caros visitantes!


A Descoberta da Joaninha - Bellah Leite Cordeiro


Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.

 Vai ser uma delícia!

 Todos os bichinhos foram convidados...

 Dona Joaninha quer ir muito bonita!

 Porque, assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!

  E ela poderá se divertir a valer!...

  Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos   braços e ainda levou um leque para se abanar.

 No caminho encontrou Dona formiga, na porta do formigueiro, e disse:

 - Bom dia, Dona Formiga!

 Não vai à festa da lagartixa?

 - Não posso, minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...

 - Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer?

- Mas que legal, Dona Joaninha!

Você faria isso por mim?

- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.

  E lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.

  Dali a pouco encontraram Dona Aranha, na sua teia, fazendo renda.

 Ao ver as duas, a aranha falou:

  - Oi! Onde vão vocês duas tão bonitas?

  - À festa da lagartixa! Você não vai?

  _ Sinto muito! Não posso...tive muitas despesas e sem dinheiro não pude me preparar para a festa!

  Não seja por isso! disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras...Vão ficar lindíssimas em você!

 - Que maravilha! disse a aranha entusiasmada.

 - Sempre tive vontade de usar pulseiras nos braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?

 E dona Aranha, muito beliz, acompanhou as amigas.

 Logo adiante encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de calor!

 - Oi, Dona Taturana! Como vai?

- Mal! Muito mal com esse calor!...Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da lagartixa?

 - Ora! Mas para isso dá-se um jeito! disse a Joaninha muito amável. - Poderei emprestar o meu leque.

 E lá se foi também a taturana, felicíssima, abanando-se com o leque e encantada com a gentileza da amiga.

 Mas, logo depois, deram de cara com a minhoca, que tinha posto a cabeça para fora da terra para tomar um pouco de ar.

- Dona Minhoca não vai à festa? disse a turminha ao passar por ela.

- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não tenho tempo para comprar as coisas de que preciso... E, agora, estou sem ter uma roupa boa para vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se vai fazer...

 - Ora, Dona Minhoca - disse a joaninha com pena dela. - Dá-se um jeito...Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!

A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com as amigas para a festa.

Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita.

 Mas, a alegria do seu coração aparecia nos olhos, no sorriso, e em tudo o que ela dizia! E isso a fez tão linda, mas tão linda que ninguém na festa dançou e se divertiu mais do que ela!

Foi então que a Joaninha descobriu que para a gente ficar bonita e se divertir, não é preciso se enfeitar toda.

  Basta ter o coração bem alegre, que essa alegria de dentro deixa a gente bonita por fora! E ela conseguiu essa alegria fazendo todo aquele pessoal ficar feliz!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 06:27
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos... Desejamos a todos um:

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 06:38
VENCENDO O MEDO!

Lili era uma menina medrosa, tinha de dormir só em seu quarto, do escuro, do barulho da noite,medo até de sua  própria sombra, sua irmã Luci de 13 anos, sempre lhe  dizia... Lili, como tu vais conseguir sair de casa e estudar em outro local? Onde elas moravam não tinha mais escola para sua série, Lili ficava triste com isto, pois queria muito ser corajosa que nem sua irmã, queria estudar em outra cidade, ela pensava que quando não  tivesse mais seus sete anos, deixaria de ser tão medrosa do jeito que era. Sua irmã  Luci, só passava o fim de semana em casa, e Lili sempre contava a ela dos seu medos e receios, a menina  acreditava que a noite, todos os monstros acordavam e eram soltos, faziam barulhos horríveis que não a deixavam dormir, nem adiantava chamar sua mãe, pois sempre lhe dizia... Lili, isto é coisa da sua imaginação, se deite e durma.  A menina, com muito medo, colocava  o travesseiro na cabeça e ficava em baixo do lençol com receio deles entrarem em seu quarto, Luci dizia para ela, que estes medos, ela  deveria enfrentar só, pois estavam dentro de si, teria que se esforçar, pois se não fizesse isto, jamais estudaria em outro local, não sairia de sua casa para outro lugar, dependia somente dela esta luta. No outro dia bem cedinho, Lili, triste ficou vendo sua irmã ir embora, voltando para  suas atividades na escola.
Na mesma noite, ela tentaria seguir os conselhos da sua irmã que lhe disse antes de partir: Lili, quando ouvir os tais barulhos, diga para si mesma, que isto não existe,acredite que  é o barulho das árvores, dos galhos secos, dos pássaros noturno, da coruja, menos que são monstros Lili, não acredite  neles, pois não existem.  A menina, sabia  que esta luta interna, dependia mesmo só dela, fez suas orações, deitou com um livro de histórias,mas...  Não demorou muito, Lili começou a ouvir tudo de novo, ela logo se meteu em baixo do lençol, sem coragem para nada, ficando acordada a noite toda, no outro dia, tudo se repetiu, os mesmos barulhos, a sensação que queriam entrar em seu quarto e lhe levarem, e assim aconteceu por  três dias seguidos,  Lili lembrou que sua irmã retornaria logo, iria quer saber o resultado do teste de coragem. Começou a reagir contra seu medo, a noite, ao ouvir os  mesmos sons sinistro, dizia para si mesma: Isto de monstros não existem e nunca existiram,  são histórias inventadas para amedrontar as crianças, são os galhos secos das árvores, que balançam com o vento,  ou são os cachorros das noites que ficam latindo, ou  então, é a coruja e os morcegos. Com todo este esforço, ela acabava dormindo cansada, sem medos e receios, e assim fez por todas as outras noites seguidas. Quando Luci chegou, queria saber como ela tinha se saído, se tinha conseguido lutar contra seus medos, Lili, toda feliz, lhe disse: Tem três noites que durmo muito bem, sem ter mais tanto medo, quando eu  começo a escutar os barulhos de novo, digo para mim mesma, que são os sons noturnos da natureza para proteger a todos, Luci ficou muito feliz por sua irmãzinha, sabia que este seus esforço, ainda era só o começo, mas que ela iria conseguir...  Afinal, para vencermos nossos medos, precisamos primeiro, termos coragem para enfrentá-los


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 06:52
O castelo de açúcar - conto espírita infantil

O castelo de açúcar - conto espírita infantil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWt2dEpNakdiMFB3Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 08:21
DÊ UMA CHANCE À VIDA

Mamãe quando escuto à sua voz
Vibra em mim uma vontade de lhe ver
Já sei como é seu lindo rosto
Pois, sonho todo dia com você

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 08:26
CATIVAR música espírita

CATIVAR música espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXJIYmhGSzRyWGhFIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 14 de Março de 2011, 08:32
Anjo Guardião - Música Espírita Infantil - Elizabete Lacerda

Anjo Guardião - Música Espírita Infantil - Elizabete Lacerda (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVNQMUUwZ251Xy00I3dz)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Março de 2011, 08:32
APRENDENDO A PERDER!!

Lion acordou assustado, estava atrasado, pensava ele, hoje era um dia muito importante , dia de competição de natação, levantou rápido, foi tomar seu banho, depois desceu correndo as escadas, para tomar  seu alimento matinal, beijou sua mãe Laura  e sua irmã Luminar, todo eufórico, ao terminarem, os três se dirigiram para o ginásio onde seria o campeonato, Lion estava ansioso, sua mãe tentava lhe transmitir calma, dizendo a ele, que confiasse, pois tinha se esforçado muito, e que todos em sua classe e escola torciam por ele,e que os outros concorrentes, também tinha a mesma faixa etária de seus oito anos. Seu treinador chegou perto dele, para lhe dar as últimas orientações, encontrou os quatro colegas da escola, que iriam competir também. Todos foram se posicionar para o inicio das provas, era muita gritaria e nervosismo, Lion  se saiu bem em todas, seus amigos foram logo desclassificados, restando apenas ele  para representar sua escola, na última competição, só estava ele e mais um garoto de uma outra escola, Lion pensou que venceria com facilidade mais este concorrente ao troféu, mas... Ele perdeu, ficando em segundo lugar, para sua tristeza e de toda a escola, que esperavam que ele ganhasse, pois era o melhor nadador de todas as classes, Lion, viu em seu treinador a decepção estampada, todos  surpresos por ele ter perdido, o menino saiu correndo ao encontro de sua mãe. Ao chegarem em casa, foi para seu quarto, onde pode chorar a vontade, pensando feliz, que no outro dia era férias, assim não precisaria enfrentar ninguém.
Os dias passaram e ele não queria mais sair  para nada, deixando sua mãe  preocupada com sua saúde, ela conversou com ele, explicando que nem sempre na vida ganhamos, que o válido é saber competir, valorizar todo o esforço que se  faz, e que não somos infalíveis, que do mesmo modo que ele se preparou o outro menino também deve ter se preparado, Lion, disse a ela, que todos na escola esperavam o troféu dele, que sabiam que ele ganharia esta competição, por que consideravam ele o melhor da escola, Laura, esclareceu que sempre temos alguém melhor do que nós, que devemos aprender a perder, por que faz parte do nosso aprendizado, o menino mais aliviado, abraçou a mãe agradecendo por ter lhe entendido, Os três, saíram para passear, Lion e Lumiar escolheram o zoológico, chegando lá Lion já estava bem melhor,rindo de todos os animais engraçados,  envolvido no passeio, foi comprar pipoca para todos e  para sua surpresa, o vendedor era o ganhador da competição de natação, ao ver Lion, foi cumprimentá- lo  pelo bom desempenho dele, onde contou que era bolsista na escola, e ter ganho este prêmio, renovou mais um ano de estudo, e que antes de morar na cidade grande, veio do interior, onde morava perto do rio, e que nadava desde  criança, e que na  nem treinador ele teve , era ajudado apenas pelo professor de educação física. Lion ao escutar toda este relato de Renato, naquele momento, viu em seu antigo adversário, um novo amigo e merecedor de ter ganho aquele troféu, tão desejado por ele.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 15 de Março de 2011, 22:19




      
   

   
        
A caixa de bombons


         Dinho, menino de cinco anos, não conseguia parar quieto. Impaciente, andava de um lado para outro, com expressão de sofrimento.

         Percebendo a inquietação do menino, a mãe perguntou:

         — O que está acontecendo, meu filho?

         Com as mãos apertando a barriga o garotinho reclamou, em lágrimas:

         — Minha barriga dói, mamãe! Ai! Ui! Ai! Não agüento mais!...

         Cheia de ternura, a mãezinha colocou o pequeno no colo e passou a massagear- lhe a região da dor, enquanto ele se aconchegava ao seu seio.

         — Por que, mamãe, estou sofrendo tanto? Será que o Papai do Céu não gosta mais de mim? — perguntou, com a voz entrecortada pelos soluços.

         Acalentando-o ainda mais junto ao peito, a mãezinha explicou:

         — Não é nada disso, meu filho. Deus ama a todos nós da mesma maneira: a você, a mim e às outras pessoas. Nós é que, muitas vezes, com nossas atitudes, causamos o próprio sofrimento.

         Fez uma pausa, para ver se o garoto estava entendendo, e perguntou:

         — Vejamos: o que foi que você comeu hoje?

         Dinho, que prestava atenção no que a mãe dizia, franziu a testa no esforço de se lembrar, e, parando de chorar, respondeu:

         — Quando levantei, tomei um copo de leite e comi bolachas.

         — Ótimo! E na hora do almoço?

         — Comi arroz, feijão, bife e batatinha frita, que gosto muito!

         — Muito bem! E foi só isso? Será que não esqueceu alguma coisa?

         O menino concentrou-se e depois acrescentou, satisfeito:

         — Tomei sorvete de morango!

         — Isso mesmo, Dinho. Mais alguma coisa?

         — Não. Só comi isso.

         — Pense bem, meu filho!

         Dinho não saberia dizer se foi o olhar da mãe que parecia saber tudo, mas a verdade é que baixou a cabeça, com o rosto vermelho, sentindo-se descoberto. Lembrou-se de que, na parte da tarde, foi até o armário onde sua mãe guardava as guloseimas para repartir com a família, pegou uma caixa de bombons e comeu tudo, tudo, tudo, sozinho, escondido atrás da casa.

         Esfregando as mãos, com medo da reação da mãe, ele contou o que tinha feito.

         Sem reprovar o comportamento do menino, ela considerou:

         — Está vendo, Dinho? A dor não foi mandada por Deus, meu filho. Ela é conseqüência da sua gulodice. Se você tivesse repartido com seus irmãos a caixa de chocolates, não estaria passando mal e sentindo dor.

         Nesse momento, ouviram o barulho de um trem que chegava. De longe escutaram seu apito estridente: PIUIIIIII... PIUIIIII...

         A mãezinha aproveitou a oportunidade e explicou:

         — Está escutando o apito do trem?

         — Estou.

         — Pois bem! O maquinista está comunicando a todos que o trem está se aproximando da cidade e que é preciso tomar cuidado. É um aviso! Da mesma forma, meu filho, a dor também é um alerta do nosso corpo avisando que algo não vai bem dentro dele e que é preciso tomar cuidado. Entendeu?

         — Entendi, mamãe. A dor é nossa amiga! É por isso que a gente vai ao médico?

         — Isso mesmo, meu filho! Normalmente, quando estamos com algum problema, procuramos o médico que saberá nos ajudar.

         — Então, hoje nós iremos ao médico?

         A mãezinha sorriu, completando:

         — Neste caso, não há necessidade. O doutor, que conhece você muito bem e sabe da sua gulodice, já prescreveu um remédio natural para essas ocasiões. Agora, vou dar-lhe algumas gotinhas que ajudarão seu organismo a melhorar, amenizando a dor. Está bem?

         Dinho sorriu, confiante e satisfeito. Sentia-se seguro, porque o Pai do Céu o amava e porque tinha uma mãezinha tão sabida e tão boa.


Tia Célia

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Março de 2011, 11:40
                                 VIVA JESUS!


     Bom-dia! queridos irmãos.

                   O Carrossel
         Fernando era um menino muito pobre. De família humilde, suas dificuldades eram imensas, pois muitas vezes em sua casa faltava até o que comer.

Mas Fernando possuía um coração muito bom, era alegre e prestativo, e o pouco que ele tinha repartia com os outros.

Era entregador numa loja, cujo dono resolvera ajudá-lo apenas para que não ficasse na rua. Seu “salário” era muito pequeno. Na verdade, resumia-se às gorjetas que as pessoas de boa-vontade lhe davam pela sua ajuda.

Um dia voltava ele para casa e aquele tinha sido um dia de pouco movimento; ganhara apenas algumas moedas.

Era quase noite. Passando defronte de uma linda vitrine de confeitaria, ficou parado olhando os doces que ali estavam expostos.

Ouviu um suspiro fundo vindo do seu lado. Virou-se e viu uma garotinha que, de olhos arregalados, fitava um enorme pedaço de bolo com cobertura de chocolate.

A menina, maltrapilha, tinha o aspecto pálido e doentio de quem não se alimentava há muitas horas. Condoído da situação da garota, Fernando perguntou:

— Você está com fome?

Ela balançou a cabeça, concordando, sem tirar os olhos do bolo.

Fernando enfiou a mão no bolso consultando seus magros recursos.

Ele também estava com fome. Porém, certamente em casa sua mãe o estaria esperando com um prato de sopa quente e um pedaço de pão.

Gostaria de comprar alguma coisa para ele, Fernando, com aquele dinheiro que lhe custara tanto ganhar, mas a pequena parecia tão faminta!

Resolveu-se. Entrou na confeitaria, pegou o pedaço de bolo e orgulhosamente, por ter podido comprá-lo com o “seu dinheiro”, ofereceu-o à pequena maltrapilha com amplo sorriso.

O olhar de alegria da menina foi suficiente para recompensá-lo.

Satisfeito, tomou o caminho para seu lar. Próximo de sua casa viu as luzes de um parque de diversões que haviam montado naquele dia.

A música, as luzes e o movimento de pessoas atraíram a atenção de Fernando.

Adorava parque de diversões com seus brinquedos e sua música. Principalmente o carrossel, com os cavalinhos que subiam e desciam rodando sempre ao som de uma música, o encantava.

Ficou parado, olhando. Como gostaria de andar naquele carrossel!  Mas,  infelizmente, não tinha mais moedas.

O  preço  de  um  ingresso   para  uma  volta
no   brinquedo   era  o  mesmo  que  gastara
 
comprando o pedaço de bolo pára a pequena mendiga. Se não tivesse comprado o doce, agora teria o dinheiro para dar uma volta no carrossel.

Lembrou-se, porém, do rostinho sujo e satisfeito da menina e afastou esse pensamento egoísta da sua cabeça.

“Não tem importância” — pensou — “Mamãe sempre me disse que tudo aquilo que fizermos aos outros, Deus nos dará em dobro. Está, portanto, bem empregado o meu dinheiro”.

Nisso, percebeu um garoto muito bem vestido a seu lado, chupando um sorvete. Vendo Fernando olhar o carrossel, perguntou:

— Quer andar de cavalinho?

— Quero. Mas não tenho dinheiro — respondeu.

O garoto estendeu-lhe dois bilhetes dizendo, indiferente:

— Tome.

— Mas não tenho com que pagar! — gaguejou Fernando.

— Não tem importância. Já estou cansado desses brinquedos. Meu pai é dono desse parque e tenho sempre quantos bilhetes quiser.

Agradecendo, Fernando fitou os bilhetes com os olhos úmidos de emoção, enquanto dizia para si mesmo:

— Minha mãe tinha razão. Eu sabia que Deus ia me retribuir, mas não pensei que fosse tão rápido

                       Celia Xavier de Camargo


                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 16 de Março de 2011, 14:27
Bom dia, queridos amigos!


Livro: A Missão das Ovelhinhas

Ana Alice Volk


Em um pequeno sítio, viviam vários animais: um cavalo, um burro, uma vaca, um galo e algumas galinhas, e tambem um carneiro, uma ovelha e seu filhote, que haviam sido comprados há pouco tempo.


Seu José, o dono do sítio, cuidava muito bem de seus animais. Ele sabia que cada um era muito importante para o sustento de sua família.

Os animais conversavam entre eles. Cada novidade, lá no sítio, já era motivo para muitos comentários e eles acabavam, quase sempre, falando da vida dos outros. Somente os carneiros nao entravam nessas conversas.


Cada um se julgava melhor do que o outro:
- Só nos pomos ovos! - dizia uma das galinhas.
- Ora, sem meu leite as criancas passam fome - retrucava a vaca.
- Se não fosse eu - falava o cavalo - nosso dono teria que andar a pé.
- Bem -  dizia o burro, levantando as orelhas - se eu não  puxar o arado aqui ninguém come!
Olhando para os carneiros, o burro completava:
- Piores sao os carneiros, que não servem para nada! Só comem o dia todo, não põem ovos, nao dão leite, não cantam e tambem não trabalham!
- Eta familia folgada! - dizia a vaca.

Um dia, o carneiro ouviu o que diziam de sua família. Muito triste, foi para perto de sua mãe e perguntou:
- Mamãe, nós, os carneiros, não servimos para nada?
Carinhosamente, sua mãe respondeu:
- Filho, Deus criou a Terra, o Sol, a água, as plantas, os homens, os animais. Tudo foi feito de uma forma tão perfeita, que não existe nada no mundo que não tenha o seu valor. Todos precisamos uns dos outros.



Neste momento, o burro, que era muito curioso, já estava ali, com as orelhas em pé, escutando a conversa e ouviu o carneirinho dizendo:
- Mamãe, que nós dependemos da água, das plantas, do sol, eu já sei. Eu só não sei para que servem os carneiros. Eu não quero ser inútil.

Quando sua mãe ia explicar, chegou seu José. Ele pegou o carneiro e a ovelha e levou-os para o galpão que ficava ali perto. O carneirinho ficou aos berros. Desesperado, ele gritava:
- Mamãe! Papai! Voltem! Voltem!

Todos os animais ficaram olhando. Então, o cavalo falou:
- Bem que o burro disse que eles eram inúteis...Devem ter sido vendidos...
- Não fale assim perto do filhote, coitadinho...certamente tera o mesmo fim... - disse a vaca.
O burro, que tinha ouvido a conversa entre a mãe e o filhote, falou:
- não sei, nao, acho que nós estamos errados. Eu ouvi uma conversa que me deixou curioso, e melhor esperar para ver o que acontece.
Depois de algum tempo, o carneirinho ainda chorava, chamando por seus pais.

De repente, a porta do galpão se abriu.
Todos os animais olharam para ver o que tinha acontecido.
De lá de dentro sairam o carneiro e a ovelha, totalmente pelados. Magros, sem seus pêlos, foram imediatamente para perto do filhote.
No pasto, gargalhada geral. Todos falavam e riam ao mesmo tempo:
- Olhem só, como sao magrinhos! Pareciam ser tao grandes...
- Que horror! Pelados!
- Nunca vi coisa tão feia!
O burro, entao, falou:
- Parem de rir! Vamos la para saber o que aconteceu.

O carneirinho assustado, nao parava de perguntar:
- O que foi isso? Por que vocês estão assim?

Cadê o seu pêlo fofinho, mamãe? Papai, voce nao esta com frio?
- Calma, meu filho - disse a mae. - Nós estamos bem. Pare de chorar, que eu vou lhe contar tudo.

Ouvindo isso, os animais, que já estavam perto, ficaram quietos para ouvir, pois também queriam saber por que os dois estavam sem pelos.
- Filho -  disse a mãe - nós, os carneiros, tambem temos utilidade. Damos a nossa lã e  com ela que os homens fazem agasalhos e cobertores que os protegem do frio.

Muito feliz, o carneirinho falou:
- Então, nós tambem somo ùteis!
- Claro, meu filho! Nosso pelo vai crescer novamente e sera cortado muitas vezes e, assim, estaremos sendo sempre uteis.
- Mamãe, nós somos mais importantes que os outros?
- Não, meu filho. Somos todos filhos de Deus. Cada um de nos e muito importante no ciclo da vida.

Os outros animais perceberam o quanto estavam errados. Entenderam que cada um tem a sua utilidade e que tudo na natureza tem muito valor. Pediram desculpas ao carneiro e a ovelha e, daquele dia em diante, passaram a se respeitar e viveram muito felizes.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 02:16
TRISTE DECISÃO!

Gaspar caminhava na frente de seus três irmãos, mais uma vez trabalho, catar latinhas e reciclado para ajudar sua família, ele detestava fazer isto, queria era  ter ficado em casa, dormindo mas não, era advertido pelo pai que seus irmãos menores também ajudavam, e lhe dizia que o trabalho engrandece o homem , ele não queria saber desta conversa e  para piorar, quando chegava cansado, ainda tinha que estudar, outra coisa que não gostava, mesmo sendo muito inteligente , seu desempenho era péssimo, escrevia e lia  muito mal para um menino de dez anos, e ainda estava repetindo a terceira séria, seu irmão Gil de nova anos já tinha passado dele, mas ele nem se importava com isto, ainda seria rico, estudar para que? Mas no momento, não tinha escolha,  tinha era  que catar e catar,ele tinha muitos planos para deixar esta vida de pobreza, sua mãe Dona Senhorinha, lhe alertava sobre sua revolta e preguiça,  que por mais que eles fossem pobres, eram honrados, trabalhavam dignamente   para seu sustento, e que jamais encontraria em ouro local, tudo que ele tinha em seu lar, era amado por seus pais e irmãos, e que não se iludisse com trabalho e riqueza  fácil , e tudo que tinha realmente valor, era conseguido com muito esforço.
 Toda noite, antes der dormir, Gaspar ficava pensando em várias maneiras de fugir de casa, queria ir para  cidade grande, o senhor Henrique sempre lhe convidava para ir com ele, dizendo que lá ele não teria mais que trabalhar catando lixo, que conseguiria um trabalho para ele, apenas de dia, e nem precisaria  estudar, logo teria muito dinheiro, e seus pais nem precisariam saber de sua ajuda, ele iria escondido em seu carro.
Sua mãe preocupada , conversava toda noite com seu pai, sobre seu comportamento rebelde e preguiçoso, temia pelo filho, seu pai Andrus, dizia sempre  a ela,  um dia ele irá aprender que a vida não é do jeito que ele pensa, acordará. Mas Gaspar com a idéia fixa de ganhar dinheiro sem trabalhar, fugiu bem cedinho com Henrique, sem pensar em sua mãe, sua família, ia, era todo satisfeito, rumo á riqueza pensava ele. Só que nem tudo foi como ele imaginara, assim que saíram  de perto onde moravam, logo teve que trabalhar, pois Henrique comprava e vendia ferro velho e sobrou para ele sair vendendo o produto em todo local que paravam, o menino já cansado, só queria saber era de dormir, no que o senhor foi logo lhe avisando: Não quero ajudante preguiçoso , se quiser comer e beber, que parasse de resmungar e fizesse o que ele mandava, no fim do primeiro dia de sua fuga, a noite, Gaspar recordou sua casinha simples, mas sempre limpinha e arejada, lá ele tinha uma rede para dormir, e agora estava deitado em um local sujo e com mal cheiro, e o almoço? Tinha sido péssimo,  um horror, sem contar que teve muita sede durante toda a viajem, seu corpo todo doía, suas mãos estavam feridas de tanto carregar ferro velho, lembrou das palavras de sua mãe sobre dinheiro fácil, e se arrependeu de sua atitude, de ter escutado a conversa de estranhos, de ter deixado sua família que era unida em tudo, e agora? O que ele faria? Sabia que não estavam muito longe de sua cidade, e nem adiantava pedir par ir embora, esperou Henrique dormir e saiu bde mansinho, chegando na rua, procurou logo uma parada de ônibus, logo veio um, onde Gaspar contou para o motorista sua triste decisão, o mesmo, na hora se prontificou em ajudá-lo, deixando o menino bem pertinho de sua casa, aconselhando-o a pedir desculpas e reconhecer seu erro, o que não seria fácil para ele, pelo seu comportamento orgulhoso, mas teria que enfrentá-los. Ao chegar, encontrou sua mãe chorando  inconsolável por sua  fuga, o menino se jogou em seus braços chorando também junto com ela, pedindo desculpas, por seu ato egoísta, impensado e rebelde, seu pai apenas lhe perguntou se ele tinha aprendido a lição, no que ele envergonhado disse: Para sempre pai, para sempre.
No outro dia, bem cedo Gaspar recomeçava seu serviço de catador, mas em seu coração, não existia mais revolta nem ilusão, agora ele compreendia que era de  trabalho digno que ele tanto precisava. Agradeceu a Deus e a sua família, por lhe amar, mesmo com suas imperfeições e mania de riqueza.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 19 de Março de 2011, 05:24
Bom dia, queridos amigos!


A ovelha negra


Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos.
As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho.
Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer.

Dessa forma, sua existência era horrível.
Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho.
Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque.
Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.
Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada.
Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.
Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.

O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade.
A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.

Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.

- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.


Autoria desconhecida
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 08:35
Irmão Urso - Lá vou eu (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVBiTDEzMmtlZHdNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 08:40
Bom dia queridos amigos e visitantes... Sejam bem-vindos... Muita paz a todos...
(http://www.recadodeorkut.com/105/172.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5tZWdhcmVjYWRvcy5jb20=)

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Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótimo   fim de semana repleto  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...Abraços afetuosos  São os sinceros votos das amigas e amigos:


                        Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos, Rose
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 08:59
Evinha - Amanhã é outro dia (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVU4T3E1QWhDME84Iw==)

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 09:05
Suplica da Criança - Chico Xavier (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTJUOVlDa3BxMGEwIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 09:12
A Casa (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWlwamx5OTZyenhBIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 09:15
Alecrim

Alecrim (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWVFbjU3Y3dFR3NZIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 20:05
Desenhos da Bíblia - Moisés o Príncipe do Egito - Parte 1/9 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PTFaMlNfeWdVTHlvIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 20:20
Música Espírita Infantil - Não Espere - Clésio Tapety


Música Espírita Infantil - Não Espere - Clésio Tapety (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUFBOGxwakItQzlFIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 20:24
UMA LIÇÃO DE AMOR!!

Nahim e Solimar são primas, todas duas com dez  anos de idade,elas  moram em cidades distantes, sempre nas férias Nahim vem passar uns dias na casa de Solimar, para alegria desta, que é filha única e gosta muito de sua prima.
Os pais de Nahim trabalham em roçados de cana, e os pais de Solimar são médicos, as duas primas  quando estão juntas, brincam de tudo, Solimar está sempre dando  suas roupa  que já não quer mais para Nahim, esta apesar de aceitar, acalenta em seu coração  o despeito e a inveja, mesmo precisando muito , pensa consigo mesma, que Solimar  faz isto apenas  para se exibir, ou mostrar sua superioridade, mas procura disfarçar estes maus sentimentos que tem, mostrando sempre um sorriso para sua prima, sempre dizendo que quando crescer terá muitos vestidos lindos iguais os dela, comprará sempre o melhor para si, calçará os melhores tênis e sapatos, terá uma vida luxuosa igual a de Solimar, ela ao ouvir isto, sempre responde a prima: Que não é a roupa que diz quem a pessoa é, mas sim suas atitudes,Nahim logo revida, você diz isto por que é rica, não precisa vestir roupas usadas que nem eu, tem tudo o que todos querem, se fosse pobre , pensaria igual, tenho certeza. A menina ouvia tudo calada, pois já conhecia este jeito da prima,  gostaria de ajudar mais ela. Era a seu pedido, que Nahim , sempre passava as férias e as festas natalinas em sua casa, sentia pela prima amor de irmã. Mas sabia  que a menina tinha inveja de tudo o  que ela possuía, então sempre procurava repassar suas melhores roupas , que apesar de  terem a mesma idade, Nahim era bem menor que Solimar.
As duas, a tarde sempre saíam para passear com seus pais, que gostava, da sobrinha,  como se fosse sua filha também, sem fazer nenhuma diferença a ela,  mesmo sendo tratada desta forma, Nahim estava sempre insatisfeita com tudo que lhe era oferecido por eles, reclamando sempre que o sorvete, ou a pipoca, ou o bolo de Solimar era sempre o  melhor e mais gostoso do que o seu. Os pais da menina, percebendo isto, procuraram conversar com Solimar, que não consideravam mais ela, como uma boa companhia para  a filha, pois era evidente a inveja que tinha da mesma,  ela sempre  dizia aos pais: Precisamos entender esta atitude dela, está doente de ciúmes e inveja, se a afastarmos , será pior, afinal, são apenas dias que ela passa comigo,depois ela volta de novo para sua casa , e  eu gosto muito dela.
Os pais, apesar de aceitarem este pedido, ficavam receosos pela filha. Com o fim das férias, Nahim teve que voltar para sua realidade, morava com mais quatro irmãos, sendo ela a única menina.
Passado uma semana, recebeu a noticia que Solimar estava muito doente, queria sua companhia com ela, a menina, arrumada as pressas por sua mãe, seguiu viajem para a cidade, chegando lá, encontrou a prima deitada, muito pálida,com  seus pais ao seu lado, choravam inconsoláveis, pois já sabiam que não havia muito  o que fazer. Solimar pediu para a prima sentar ao seu lado, lhe dizendo que já tinha pedido para seus pais separarem tudo que ela possuía para lhe dar, e não era só isto, pedira também para eles lhe ajudarem em sua educação, iria estudar na mesma escola que ela estudara, queria que a prima tivesse tudo o que ela sempre tivera durante seus dez anos de idade, todas as oportunidades, como tocar piano, dançar balé, pintar, tudo. Nahim surpresa com o relato da menina perguntou a ela por quê? Solimar respondeu: Para que você seja uma pessoa digna e de bom caráter como eu sempre fui. Assim foi feita a vontade da menina, para tristeza de seus pais. Mas Nahim, após apartida da prima, compreendeu a grande perda que todos tiveram, pois a menina era muito boa, sempre lhe ajudando e lhe desculpando seus caprichos e invejas, lembrou as palavras da prima que sempre lhe repetia: Nahim ,não é a roupa quem diz quem é a  pessoa e sim suas atitudes, e não era mesmo, por mais que ela usasse todas as roupas da menina, jamais seria como ela, Solimar era um anjo, sentiria muita falta da prima, pois muito mais que as doações que ela lhe dava,ela sempre lhe ensinou a ter os melhores sentimetos, sempre lhe ajudava e descupava com ... Uma lição de amor, algo que ela nem merecia.
Nahim  voltou para sua casa, olhando triste para os presente,pensou: Mesmo que vestisse todo o luxo daquelas roupas, nunca iria se comparar com a bondosa Solimar.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 20:26
Música Espírita Infantil - Ele tudo Fez.

Música Espírita Infantil - Ele tudo Fez. (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVE0OElGdHdvMUVFIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 19 de Março de 2011, 23:45
O medo


         Glorinha saiu de casa para ir à escola como fazia todos os dias. E aquele parecia ser um dia como todos os outros. Mas não era.

         No trajeto, Glorinha percebeu que alguma coisa estava acontecendo. Nas ruas, as pessoas estavam agitadas, falavam alto e pareciam atemorizadas.

         Intrigada, a menina desejou saber qual a novidade. Ao passar diante da banca de jornais, viu duas mulheres conversando e, curiosa, parou para escutar. Uma dizia à outra:

         — Já se viu uma coisa dessas? Agora toda a cidade está em perigo!

         — Mas, como foi que ele escapou? — perguntava a outra.

         — Sei lá! Com certeza algum descuidado deixou aberta a porta da jaula e ele...zás! Fugiu!

         Quem teria fugido? Glorinha resolveu perguntar ao dono da banca, um velhinho muito simpático com quem sempre conversava.

         — Seo Antonio, “quem” foi que fugiu?

         O velhinho arregalou os olhos, levantou as sobranselhas e, ajeitando os óculos na ponta do nariz, informou:

         — Você não sabe, Glorinha? Pois foi um leão! Escapou do circo que chegou ontem na cidade.

         — Ah! Um leão?!... E ele é grande? — quis saber a menina.

         — Se é grande? Dizem que é enorme! E muito feroz também. Tenha cuidado ao andar pela cidade.

         Agradecendo o conselho, Glorinha continuou seu caminho. Agora, informada do que estava acontecendo, entendia melhor as conversas que ouvia de passagem.

         Encontrou dois homens e um deles dizia:

         — Olha, mandei minha mulher trancar toda a casa e não permitir que nossos filhos saiam para a rua. Os meninos não irão às aulas enquanto a fera não tiver sido capturada.

         E o outro concordava plenamente:

         — Tem toda razão. Certa vez ouvi contar que um animal escapou de um circo e feriu duas pessoas. Não podemos facilitar. Olha, já preparei até minha espingarda. Se o bicho aparecer, prego fogo!

         Cada vez mais assustada, Glorinha chegou à escola. Ali os comentários eram os mesmos: giravam em torno do terrível leão que escapara do circo.

         Preocupadas, as mães pediam às professoras que tomassem todo o cuidado com seus filhos. Outras eram de opinião que o melhor seria fechar a escola, dispensando os alunos das aulas naquele dia, ou até que fosse solucionado o problema.

         As crianças estavam apavoradas e ouviam-se gritos e choros por toda parte. Enfim, o ambiente estava um verdadeiro caos!

         A professora de Glorinha, moça tranqüila e de bom-senso, reunindo os alunos na classe considerou, serena:

         — O melhor que nós temos a fazer é manter a calma. A confusão apenas complica e o medo tem terrível poder sobre as pessoas, impedindo que se possa analisar e julgar com acerto. Não se preocupem. Fiquem tranqüilos que nada nos acontecerá. Estamos seguros neste prédio e, em qualquer circunstância, devemos confiar em Deus, que nunca nos desampara. Além disso, nem sabemos se tudo isso é verdade!

         Vendo que os alunos estavam mais calmos, a professora pediu que abrissem o livro, informando:

         — Vamos à lição do dia.

         Após as aulas, ao sair da escola Glorinha notou que a situação estava pior ainda. Agora, a confusão era geral. Carros da polícia percorriam as ruas da cidade orientando as pessoas para que permanecessem em suas casas. O corpo de bombeiros fora acionado e grupos de cidadãos, armados, procuravam pistas do terrível animal em todos os lugares da cidade e nos arredores, em defesa da população.

         Chegando em casa, Glorinha encontrou a mãe toda apavorada, tremendo de medo.

         — Graças a Deus você chegou, minha filha. Ocupada com o serviço doméstico, somente agora liguei o rádio e ouvi a notícia. Você está bem? O leão não te ameaçou?

         Glorinha, lembrando o que a professora tinha dito, falou:

         — Mamãe! Claro que estou bem! Além disso, minha professora disse que é importante manter a calma e confiar em Deus. Nada devemos temer.

         Como se fosse uma confirmação daquelas palavras, de repente elas ouviram um miado estranho na porta da cozinha. Pensando que era o gato da vizinha, Glorinha correu a abrir a porta, que a mãe havia trancado.

         Com surpresa, encontrou escondido num canto da escada uma coisa fofa e peluda que miava cheia de medo. Chegando mais perto, a menina reconheceu, naquele bichinho inofensivo, trêmulo e faminto, um filhote de leão.

         Pegando-o no colo, chamou a mãe e exclamou:

         — Veja, mamãe! Aqui está o terrível e feroz

         leão que faz a cidade toda tremer! Parece que ele está mais assustado do que nós!

         Dando uma sonora risada, completou satisfeita e aliviada:

         — O que o medo pode fazer com as pessoas!

         Em pouco tempo, a casa de Glorinha estava repleta de gente que viera ver o filhote de leão. A polícia, a imprensa, os bombeiros, os vizinhos, populares curiosos e até o prefeito municipal, todos queriam ver de perto o animalzinho. E, ao vê-lo, sentiam uma enorme vergonha do alarido todo que fora feito em torno do fato.

         Chegou o dono do circo, constrangido, e o prefeito exigiu uma explicação:

         — Por que não esclareceu que o animal que fugiu do seu circo era um pequeno e inofensivo filhote de leão?

         Coçando a barba, o astuto proprietário justificou-se:

         — Bem, achei que era uma excelente propaganda para o meu circo. Pelo menos, a cidade inteira ficou sabendo que chegamos, não é?




(Adaptação da Parábola dos Talentos, Evangelho de São Mateus, XXV:14 a 30.)

Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita


[Início]



Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 20 de Março de 2011, 05:56
Bom dia, queridos amigos!


     A Margarida Friorenta - Fernanda Lopes de Almeida 

 

     Era uma vez uma Margarida num jardim.

     Quando ficou de noite, a Margarida começou a tremer.

     Aí, passou a Borboleta Azul.

     A Borboleta parou de voar.

   - Por que você está tremendo?

   - Frio!

   - Oh! É horrível ficar com frio! E logo numa noite tão escura!

   A Margarida deu uma espiada na noite.

   E se encolheu nas suas folhas.         

   A Borboleta teve uma idéia:

  - Espere um pouco!

   E voou para o quarto da Ana Maria.

   _ Psiu! Acorde!

   - An! É você, Borboleta? Como vai?

   - Eu vou bem. Mas a Margarida vai mal.

   - O que é que ela tem?

   - Frio, coitada!

   - Então já sei o remédio. É trazer a Margarida pro meu quarto!

   - Vou trazer já!

   A Borboleta pediu ao cachorro Moleque:

   - Você leva esse vaso pro quarto da Ana Maria?

   Moleque era muito inteligente.

   E levou o vaso muito bem.

   Ana Maria abriu a porta para eles.

   E deu um biscoito ao moleque.

   A Margarida ficou na mesa de cabeceira.

   Ana Maria se deitou.

   Mas ouviu um barulhinho.

   Era o vaso balançando.

   A Margarida estava tremendo.

  - Que é isso?

   - Frio!

   -Ainda? Então já sei! Vou arranjar um casaquinho pra você.

   Ana Maria tirou o casaquinho da boneca.

   Porque a boneca não estava com frio nenhum.

   E vestou o casaquinho na Margarida.

   - Agora você está bem. Durma e sonhe com os anjos.

   Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria.

   A Margarida continuou a tremer.

   Ana Maria acordou com o barulhinho.

   - Outra vez? Então já sei. Vou arranjar uma casa pra você!

   E Ana Maria arranjou uma casa para a Margarida.

    Mas quando ia adormecendo ouviu outro barulhinho.

   Era a Margarida tremendo.

    Então Ana Maria descobriu tudo.

   Foi lá e deu um beijo na Margarida.

   A Margarida parou de tremer.

   E dormiram muito bem a noite toda.

   No dia seguinte Ana Maria disse para a Borboleta Azul:

   _ Sabe, Borboleta? O frio da Margarida não era frio de casaco não!

   E a Borboleta respondeu:

   _ Ah! Entendi!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 20 de Março de 2011, 06:03

A música espírita predileta da minha filhinha, na linda voz de Elizabete Laceda



TUM TUM TUM - MÚSICA ESPIRITUAL iNFANTIL - Elizabete Lacerda (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PThzSmotZkpqSEtFI3dz)

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Março de 2011, 21:17

Boa noite queridos amigos, compartilho com vocês esta linda prece em melodia

Súplica a Jesus - Música Espírita

Súplica a Jesus - Música Espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXVQZlZUWXRQbHB3Iw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 20 de Março de 2011, 21:21
A GRANDE MUDANÇA!!

Mais uma vez, Hosana teve que acordar Bernard para ir a escola, toda manhã era isto, o menino tinha uma preguiça tremenda para estudar, dizia logo: Hoje eu não vou estudar,estou doente, mas todo dia era assim, uma desculpa diferente para não ir a aula, ou estava com dor de barriga, ou na cabeça, ou a garganta doía, e ainda pedia a mãe, que  uma vez por semana queria ter uma folga na escola. Ele sempre dizia que quando crescesse queria ser médico veterinário, a mãe só fazia rir, pois  com toda esta disposição para estudar,estava na quarta série com 10 anos, sempre ficando de recuperação, não gostava de ler, seus trabalhos de classe, sua Irmã Bianca  de 16 anos, sempre lhe ajudava a fazer, e ele só avisava em cima do dia de entrega, Sua mãe era professora e incentivava o filho a ler e estudar diariamente,  mas nada, Bernard queria era estudar de noite, assim podia ficar o dia todo vendo TV, jogando  vídeo -  game, brincando ou apenas dormindo, Hosana sempre lembrava  que para ser médico veterinário teria que estudar muito, o menino gostava muito de animais, não podia ver um na rua, que já levava para sua casa, para mais tarde sua mãe levar de volta para abrigo de animais. Um dia , quando ele saía da escola, encontrou uma cadelinha mancando, o menino com dó, levou para casa, escondendo da sua mãe, ela ao chegar, estanhou não encontrar Bernard vendo TV, indo providenciar o jantar para eles, mesmo com todo o cuidado tomado por ele, o filhote  começou a latir, sua mãe já acostumada com isto, providenciou leite para ela tomar, mas ao ver o estado do animalzinho, convidou o menino para levar a clínica, para alegria dele,  chegando lá, o veterinário veio atendê-los e informou que a mesma estava com a perna quebrada, precisando ficar para tratamento por uns dias, para fazer uma cirurgia. Bernard, interessado em como seria feito, encheu o médico de perguntas, ele com toda paciência, explicou tudo ao menino, que disse logo: Quando crescer, serei  médico também, Heitor perguntou se ele gostava de estudar? O menino  se calou, Hosana contou, o sacrifício que era para ele ir para escola diariamente, Heitor informou que  apenas gostar de animais não era suficiente, ele teria que estudar muito. Bernard perguntou se podia vir todo dia para visitar a cadelinha, o médico concordou. Saindo da clinica, Hosana informou que ele só iria depois que estudasse, o menino aceitou logo. Desta forma, Bernard, toda tarde, após fazer suas tarefas da escola, ia para clínica ,fazer sua visita a Sissi, lá ele ficou conhecendo os outros animais doentes, os maltratados, os abandonados, esperando por adoções, o menino passou ajudar Heitor com as pequenas tarefas que tinha em relação aos animais, Heitor aproveitando, passou ajudar o menino com as aulas que ele tinha  mais dificuldade na escola, contou a ele que, quando era criança fazia o mesmo que Bernard, todo animalzinho encontrado na rua, ele levava para casa, nascendo a vontade de ser veterinário quando crescesse, o médico teve muita dificuldade para estudar, pois tinha que caminhar todo dia de sua casa para a escola, mais de um quilometro e seus pais eram analfabetos, o mesmo não tendo quem lhe ajudasse com as lições de casa e muitas vezes ia para aula com fome, pois sua família tinha poucos recursos. Estes encontros foram muito benéfico  para os dois, que se tornaram amigos. Passado um mês, a cadelinha teve alta da clínica, Hosana resolveu adotar a mesma, vendo tantos animais ali, precisando de um dono, Bernard, depois deste tempo passado em companhia do Heitor, era outro na escola, auxiliado pelo médico, agora era mais responsável, sem as desculpas costumeiras para não ir á escola. Heitor, por sua vez, perguntou a Hosana se podia ir visitar Bernard e a cadelinha, pois queria vistoriar a perna de Sissi, econtinuar a  ajudar o menino em suas lições da escola,  a mesma informou que não tinha problema nenhum, Bernard ficou todo feliz, já sabendo do interesse do médico por sua mãe. Seria ótimo ter ele como amigo, professor, pois Heitor entendia este seu amor e sua vontade de ajudar os animais,  e quem sabe, mais tarde como futuro membro da sua família?

Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 22 de Março de 2011, 02:13
Boa noite, queridos amigos!


No jardim do castelo



Existiu, há muito tempo atrás, um reino bem distante daqui. Neste lugar havia um lindo castelo com seu imenso jardim, um rei e o seu povo.

O jardim do castelo oferecia uma paisagem que encantava a todos, no entanto, sua beleza ficava escondida das vistas alheias, pois há algum tempo que ali não entrava ninguém ou pelo menos, não se atrevia a tanto, já que o castelo estava muito bem protegido. 

Porém, em uma bela manhã de primavera, uma menininha conseguiu entrar ali, chama-se Beatriz, ela usa um vestido azul, tranças no cabelo e passeia muito contente por entre as flores do jardim, pois faz um lindo dia de sol.

Ao ver a beleza daquele jardim, Beatriz ficou maravilhada, àquela época do ano o lugar se tornava uma festa das mais variadas e coloridas flores e em sua imaginação, a menina pensou haver encontrado o próprio “reino encantado das flores”.
Depois de muito andar por entre os canteiros, sem se dar conta, ela parou debaixo de uma das muitas janelas do grande castelo, cantava uma canção que tinha aprendido com sua mãe, mas o que ela nem sequer suspeitava, era que naquele exato momento, o rei ouvira a sua voz, no interior do castelo, onde lia um antigo livro.
Assim, ao escutar a voz desconhecida, o rei não conseguiu terminar sua leitura:

_ Parece que alguém está cantando! Mas quem será que foi atrevido o bastante para entrar nos domínios reais? 

Então, curioso, resolveu ir até a janela para avistar quem estava cantarolando, mas não conseguiu enxergar ninguém e voltou para o seu livro. Entretanto, mal se sentou novamente quando ouviu outra vez a canção. Decidiu-se, desceu depressa as escadas mais próximas e foi até o jardim a procura da tal voz misteriosa.

Mas, ao chegar ao jardim, o rei ficou surpreso ao deparar-se com o sol daquela manhã, e só então, deu-se conta de que há um bom tempo não saía do castelo, nem ao menos para percorrer o jardim a pé! E acabou se lembrando dos comentários que o povo fazia a seu respeito, não é que o haviam apelidado de: “O Rei que nunca viu o sol”!

Exageros à parte, o rei teve que concordar que fez por merecer o tal apelido! Na verdade, ele vinha evitando todo o movimento externo, aliás, fugia até, procurando resolver as dificuldades sem precisar afastar-se do palácio, sempre pensando da seguinte maneira: _ Não tenho motivos para sair, afinal de contas, tenho tudo que preciso aqui, a minha disposição! E também não é necessário me verem para saber que estou aqui. Basta eu ditar ordens ou mandar um enviado em meu nome e pronto: faço-me obedecido! Além disso, por que razão meus súditos deveriam estar por perto, sempre tão barulhentos e sem modos? Eu, melhor do que ninguém conhece todos os seus problemas!

Sendo assim, o povo somente via o rei em dias de festa, quando ele aparecia para receber homenagens e fazer um discurso em agradecimento, mas nos últimos anos, nem em dias festivos, o rei dava os ares de sua graça!

Enfim, o povo teve que se acostumar com suas idéias, o tempo foi passando e o rei ficando cada vez mais distante da realidade do povo...

Mesmo que não demonstrasse, o rei orgulhoso não era feliz agindo dessa forma, ao contrário, ele era muito triste, pois, possuía poder, riqueza e aquele reino inteiro à sua disposição, todavia sentia-se tão solitário, não tinha sequer amigos com quem contar, nas horas difíceis!

Porém, naquele momento, escutou mais uma vez, a mesma canção, a qual o trouxe de volta à realidade, e seguiu na direção de onde vinha o som.

Grande foi o espanto do rei, ao ver surgir, em meio a um canteiro de flores, um risonho rostinho de criança e imediatamente, ocorreu a ele perguntar de que maneira a menininha havia conseguido entrar ali, mas esta não lhe deu tempo: entregou-lhe uma margarida que havia colhido no canteiro de onde acabara de sair e correu em disparada, sem que ele pudesse dizer uma palavra!

Esse fato não só deixou o rei curioso, como também muito irritado, pois onde já se viu sair correndo daquela maneira, sem cumprimentá-lo com o devido respeito e dar-lhe ao menos uma explicação sobre o modo como havia realizado aquele feito de entrar na fortaleza real, cercada por muros altíssimos e tão bem protegida pelos atentos guardas reais!

Após um pouco de tempo, finalmente, o rei a alcançou para perguntar: _ Como conseguiste entrar aqui, menina? 

Mas, Beatriz estava mesmo era interessada em um beija-flor que passou por ali e disse apenas: Veja, só! _ Que lindo!

Dessa maneira, saiu dali para admirar o pássaro que mais adiante, aproximou-se de uma flor vermelha.

 O rei que não estava acostumado a ser contrariado falou: _ Eu ainda não terminei! Volta! Sou eu o rei, quem te ordena! 

Todavia, Beatriz que nunca tinha visto um rei na sua frente, muito menos imaginava que a ele não se contrariava, se obedecia, não lhe deu atenção e continuou correndo, pois achou que se tratava de uma brincadeira!

No entanto, o rei não desistiu tão facilmente da sua intenção, correu mais um pouco atrás da menininha, parando somente porque além de, já estar cansado, não ficava bem para um rei sair correndo atrás de uma criança fujona!

Sentou-se sobre uma pedra e esperou até que ela resolveu voltar para dizer: _ O senhor mora no lugar mais lindo que eu já vi em toda a minha vida!

Quando ela se aproximou o rei a repreendeu: _ Antes de tudo, tens que me chamar de majestade e cumprimentar-me com o devido respeito! Teus pais não te ensinaram a reconhecer o teu rei?

 Beatriz ficou surpresa, pois ouvira seus pais e os demais moradores das redondezas contarem que o rei, dono daquele castelo, era um homem muito misterioso, que nunca saia de casa, nem para ver o sol! Inclusive, devido a esta história, ela passou a imaginar que todos os reis não saíam jamais de seus castelos! E por esse motivo, ela não estava acreditando no que acabara de ouvir e contou ao rei tudo o que haviam lhe falado a seu respeito.

 Assim, foi com pesar, que o rei constatou que os súditos mais novos nem sequer o conheciam: _ Ora! Pois saiba que é verdade, eu sou o rei! E de agora em diante, sempre que estiveres em minha presença deves saldar-me deste modo...

E curvou-se, fazendo uma reverência para mostrar a Beatriz como ela deveria fazer, entretanto, um outro fato veio tirar a atenção da menina: Agora, era uma borboleta colorida que depois de pousar sobre uma rosa, vôo outra vez.

 Curiosa, ela não resistiu e correu para ver onde o inseto pousaria de novo, mas desta vez, voltou logo em seguida: _ É hora de ir, tenho fome!Foi um prazer conhecê-lo!

Desse modo, saiu andando por entre as muitas flores, até desaparecer por completo, deixando o rei pensativo, tentando descobrir como ela havia conseguido entrar no castelo sem a devida permissão, permissão esta, que, aliás, há muito tempo não era concedida a ninguém, a não ser com ordens expressas dele mesmo, o rei!

Incomodado, ele ficou se perguntando: _Será que ela é um espírito que resolveu aparecer por aqui, pregar uma peça e desaparecer? Só que há um detalhe que não pode ser esquecido: Ela disse ter fome e espíritos não sentem fome! Ou será que falou aquilo apenas para me iludir?

Portanto, não restava alternativa, a não ser esperar! No dia seguinte, pela manhã, o rei foi até o local no jardim onde a havia encontrado antes. E fosse ou não algum espírito, seria descoberto: palavra de rei!


  Continua ...
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 22 de Março de 2011, 02:17
    Continuação


Não precisou esperar muito, logo, ouviu a cançãozinha que já conhecia e viu a menina surgir do meio dos canteiros, sorrindo e trazendo uma rosa na mão.

 Desta vez, ela lhe entregou a flor que trazia, somente após saudá-lo, conforme ele havia ensinado. Este fato o fez sorrir, como há muito tempo não acontecia, então, uma grande afeição nasceu, daquele dia em diante, entre Beatriz e o rei.

Aquela manhã, os dois caminharam animados pelo jardim, observando as borboletas e os diversos pássaros que entravam livremente, passeavam um pouco por entre as árvores, depois partiam, sem se despedir...

Distraído da dúvida que tinha a respeito do modo como aquela menininha havia entrado nos domínios do palácio, o rei contava a Beatriz histórias daquele antigo reino, dos seus antepassados, das muitas lutas travadas ali, para protegê-lo dos invasores e em contrapartida, ela lhe falava das novidades daquele mundo esquecido por ele, aquele que ficava além das muralhas do seu palácio, do quanto era lembrado pelo povo que sentia muito a falta do rei.

Assim, o relato de Beatriz, trouxe recordações que fizeram o rei emocionar-se e sabendo da imensa vontade que o povo tinha de revê-lo, o rei resolveu que já era hora de retornar para saber como as pessoas reagiriam ao vê-lo aparecer em público novamente!

Então, ao passarem junto a lateral do alto muro, o rei não conseguiu acreditar no que via: era uma abertura escavada nas pedras e escondida em meio às folhagens! 

Distraidamente, Beatriz lhe contou que era por ali que ela entrava no jardim e o mistério se acabara.

O rei ficou desconfiado de que aquela abertura foi cavada por algum servo que queria sair e entrar do palácio, discretamente.  Era isso mesmo!

Ele tinha acertado, já que conhecia muito bem a severidade de seus guardas, o rigoroso controle de entrada e saída, além é claro, de ser proibido aos servos que se ausentassem em determinados horários.

Um dia, um empregado do castelo utilizando-se de uma picareta, quebrou as pedras da muralha até que a abertura fosse suficiente para ele passar através dela e assim, sempre que quisesse, saía e entrava no castelo sem ser percebido.

Todavia, o rei não teve muito tempo para refletir sobre o caso, Beatriz o segurou pela manga da roupa e o puxou mais próximo da entrada feita no muro, atravessou para o outro lado, se inclinou e de lá chamou o rei.

Por um momento ele quis retroceder, pois inquieto, tinha ainda dúvidas sobre o modo como o receberiam, após tantos anos de recolhimento...

Passara-se dez anos, desde que ele retornara da longa viagem que fez ainda garoto para estudar em terras distantes, meses depois seus pais faleceram e muito triste, o rei isolou-se, fazendo o possível para não sair do palácio, foi inclusive, a partir desse fato que os comentários deram origem ao apelido que recebera do povo.

Porém, naquele momento, acompanhado por Beatriz, o rei lembrou-se de sua infância e sentiu-se como um menino de novo! Disposto, resolveu passar pela abertura, mesmo percebendo que a mesma era um tanto pequena para ele e assim, sujou sua roupa com terra.

Mas afinal, o que significava um pouco de terra para quem está prestes a dar início a uma grande aventura?

Em breve, os dois iniciaram a caminhada até a vila nos arredores do castelo, onde ficava a casa de Beatriz.

No caminho, ela encontrou-se com muitos conhecidos e a todos anunciava que estava acompanhada do rei em pessoa! Infelizmente, ninguém acreditou nela, pensando que estava pregando uma peça e deram boas risadas...

Ao chegarem à casa de Beatriz, o rei foi devidamente apresentado aos seus pais, que também pensaram que sua filha estivesse fazendo uma brincadeira, mas não disseram nada sobre o que pensavam ao visitante, o rei foi tratado como um amigo da família e convidado para tomar uma sopa bem quentinha com pão feito pela mãe da menina.

Após a refeição, o pai de Beatriz que era marceneiro, convidou o rei para que fosse conhecer sua oficina de trabalho. E o rei percebeu então, que havia feito um juízo distorcido de seus súditos, pois fora muitíssimo bem acolhido naquele humilde lar!   

Como se mostrou interessado em aprender o trabalho, o pai de Beatriz decidiu ensiná-lo a fazer uso das ferramentas, dessa forma, o rei passou aquele dia todo ouvindo instruções e cortando madeira para fabricação de móveis. No fim do dia, tão concentrado estava que nem viu que as horas já tinham passado, só percebeu que era noite porque a mãe de Beatriz veio chamá-los para o jantar. Ele hospedou-se na casa de seus amigos aquela noite, pensando em partir no dia seguinte.

Logo ao amanhecer, o rei acordou disposto a pôr seu plano em prática, conforme pensara na véspera, mas no último instante, acabou mudando de idéia e permaneceu por ali mais aquele dia, realizando tarefas que nunca havia pensado em executar antes: retirou água do poço, alimentou as ovelhas, as galinhas e aperfeiçoou-se no corte de madeira...

 E assim, despreocupado do tempo, continuou sua hospedagem na vila, mais dias do que deveria, pois no castelo, os empregados sentido a sua falta, prepararam uma busca nos arredores, imaginaram que talvez, ele tivesse viajado, mas como estava demorando muito em dar notícias, resolveram ir procurá-lo, primeiro, discretamente, mas conforme o tempo foi passando, logo já estavam todos alarmados: _ O rei não costuma se ausentar de modo tão repentino, sem avisar ninguém, muito menos sem levar as provisões necessárias!

Por isso, quando o rei percebeu era tarde demais: já estavam correndo murmúrios de que ele, talvez, estivesse morto, entretanto, sua ausência, imprevista para seus servos, não era surpresa para seus súditos, habituados a estarem sem o seu rei já há algum tempo, não ligaram maior importância ao fato.

Porém, com todos os comentários sobre o assunto, começou a haver desconfiança entre o povo, de que aquele estranho, recém chegado, fosse o rei de verdade.

Assim, a notícia de que estavam à procura do rei, inclusive com a promessa de recompensa a quem tivesse qualquer informação sobre o seu paradeiro, chegou, até os reinos mais próximos e mesmo a contra gosto, devido ao rumo que aos acontecimentos tomaram, o rei obrigou-se a voltar, imediatamente, não sem antes confirmar a todos quem ele era de fato.

 Dessa forma, anunciou sua partida, com certa tristeza, a todos aqueles que o receberam como verdadeiros amigos, nos dias em que passou aprendendo a valorizar, sobretudo, a simplicidade, a cooperação e a amizade.

 Apesar de se comprometer a retornar em breve, o anúncio de sua partida deixou seus amigos inconformados. Os servos, por sua vez, festejaram muito o retorno do rei ao palácio, porque aqueles foram dias muito preocupantes para eles que quiseram saber todas as novidades: onde o rei estivera, com quem, enfim, qual foi a sua trajetória naqueles dias?

Então, após contar tudo em detalhes, o rei falou sobre as mudanças que a serem realizadas no reino: As portas e janelas do castelo, sempre fechadas, seriam abertas de par em par e os visitantes não encontrariam mais a entrada restrita, pois todos que viessem em missão de paz seriam bem-vindos!

Como desfecho, o rei escreveu novas leis para trazer mais harmonia e justiça ao reino, e havia uma novidade que foi idéia dos servos reais: a realização de um festejo mensal, no jardim do castelo, em dias ensolarados. Sendo assim, quem soubesse tocar um instrumento, quisesse cantar ou recitar versos, aproveitaria este momento de confraternização para apresentar-se. E finalmente, no dia marcado para a tão esperada festa, o rei fez um discurso para o povo, ao lado de Beatriz e sua família, anunciando que ele não perderia nem mais um dia de sol sequer, que todos juntos buscariam soluções para os problemas comuns, baseando-se sempre, no respeito e na concordância.

Ao final de sua fala, o rei foi longamente aplaudido por todos os convidados. Desse modo, uma nova fase começava naquele reino longínquo, antes tristonho, agora renovado, alegre e colorido como as flores, confirmando que daquele dia em diante, seria sempre primavera, no imenso jardim do castelo!


Susana de Andrade
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Março de 2011, 06:34
                                                       Bom dia queridos amigos... Sejam bem-vindos

A arte de contar histórias


Por que contar história?

Contar histórias é um meio muito eficiente de transmitir uma ideia, de levar novos conhecimentos e ensinamentos. É um meio de resgatar a memória. Todo bom contador de histórias deve ser também um bom ouvinte de si mesmo, do mundo e de outras pessoas. O contador deve ser sensível para ouvir e falar. Contar simplesmente porque gosta de contar. O narrador deve estar ciente de que o importante é a história.

As crianças gostam de ouvir seus avós, pais, etc. contando histórias bíblicas, de fadas, da vida deles mesmos e de quando eram crianças. É preciso fazer uma seleção do que contar, levando-se em conta o interesse do ouvinte, a sua faixa etária e a lição que quer trazer ao ouvinte. Alguns pontos precisam ser considerados em cada faixa etária:
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 22 de Março de 2011, 06:53
O pequeno herói anônimo

         A situação não estava nada fácil. O pai, há muito tempo, tinha os abandonado; os irmãos mais velhos moravam nas ruas, vivendo cada um por si; a mãe, com uma doença que parecia não ter fim...

         Joãozinho, com 12 anos, é quem dava conta de tudo. Fazendo biscates e pequenos serviços conseguia cuidar da mãe enferma e alimentar os dois irmãos menores, preocupando-se com seus estudos, já que ele próprio não podia mais ir à escola. Quem o conhecia não podia acreditar que este menino, tão frágil, tão franzino por causa da desnutrição na infância, tivesse tanta força e coragem para tudo suportar. Joãozinho não reclamava de nada: nem da infância perdida, nem da escola abandonada, nem do pai irresponsável; resignado, enfrentava a situação da melhor maneira, procurando estar sempre alegre e de bom ânimo.

         Do ponto de vista comum dos homens, Deus parecia injusto colocando tanta carga de responsabilidade sobre ombros tão frágeis e desprotegidos. Porém, do ponto de vista espiritual, a visão é bem diferente! Os benfeitores espirituais e Joãozinho sabiam que esse era o único caminho para a sua redenção.

         Joãozinho na reencarnação anterior havia sido Dr. João, filho de uma família nobre e abastada. Mas, ao invés de utilizar as facilidades e os recursos de que dispunha para fazer o bem e ajudar as pessoas a se tornarem melhores, empregou-os como instrumento de opressão e satisfação dos prazeres desenfreados.

         Com o poder e o dinheiro nas mãos, destruiu famílias, prejudicou pessoas, infelicitou muitas jovens. Após desencarnar, o Dr. João já não era mais famoso nem poderoso, mostrando quem realmente era: um Espírito amargurado, infeliz e arrependido do mal que provocara. Com o auxílio dos mentores espirituais, planejou uma nova vida com muitas dificuldades e sofrimento, privado de todas as facilidades materiais, onde receberia em seu lar, como familiares necessitados de seus cuidados, muitas pessoas que havia prejudicado na encarnação anterior.

         E lá vai Joãozinho, o menino que tinha tudo para ser triste e revoltado, feliz da vida, como um pequeno herói anônimo, amparado pelos amigos invisíveis, em busca de outro serviço para o sustento de sua família. Ele sabe, inconscientemente, que pediu e recebeu de Deus a oportunidade de resgatar débitos do passado e evoluir da melhor maneira possível: plantando e distribuindo sorrisos e amor por onde passar.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:14
O Pequeno Polegar - Tom Thumb

O Pequeno Polegar - Tom Thumb (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVU0TWJ6dnJETGEwIw==)

O PEQUENO POLEGAR

Numa noite fria de inverno, um campo­nês estava sentado na sala de sua casa, con­versando com a mulher, enquanto descansa­vam do trabalho do dia.

—   Como nossa casa é triste! — dizia ele. — Nas outras há sempre barulho e alegria, mas aqui, como não temos filhos, reina um silêncio tão grande!

—   Pois é — respondeu a mulher. — Eu também daria tudo para termos um filho! Nem que tivéssemos um só, e nem que ele fosse tão pequenininho como este meu dedo polegar, mesmo assim eu ficaria imensamen­te feliz!

Dias depois de terem essa conversa, a mulher começou a sentir-se indisposta e, passados sete meses, teve um filho, um menino perfeito e bonito, mas que era muito peque­nino, do tamanho mesmo do dedo polegar da mãe. Felizes por verem seu desejo atendido, os camponeses nem se importaram com o ta­manho da criança, e deram-lhe o nome de Pequeno Polegar.

Os pais amavam muito o Pequeno Pole­gar e de tudo fizeram para ver se ele crescia: deram-lhe uma alimentação especial, cuida­ram dele com todo o carinho, mas nada con­seguiu fazer com que o menino aumentasse de tamanho. Assim o tempo passou, mas o Pequeno Polegar continuou sempre tão pe­queno como no dia em que havia nascido.

No entanto, o que o menino não tinha em tamanho, tinha em beleza e inteligência. Era muito vivo e sabia sair-se bem de todos os problemas.

Um dia, o pai estava se preparando para ir buscar lenha na floresta e disse baixinho, para si mesmo:

— Que bom seria se alguém fosse me buscar na floresta com a carroça! Assim eu não precisaria trazer a lenha nas costas!

O Pequeno Polegar, que estava por perto e tinha escutado tudo, disse prontamente:

—   Eu vou, papai! Pode ficar descansa­do que na hora certa estarei lá com a carroça!

—   Você, meu filho? — disse o pai, sor­rindo. — Mas você é muito pequeno para fa­zer isso! Como vai conseguir segurar as ré­deas e guiar o cavalo?

—   Se a mamãe atrelar o cavalo na car­roça para mim — respondeu o menino —, eu me sentarei na orelha do cavalo e irei dizendo para ele como e aonde deve ir!

O camponês achou engraçada a idéia e respondeu:

— Está bem! Não custa nada tentar, não
é?

Na hora combinada, a mãe atrelou o ca­valo à carroça e lá se foi o pequenino, senta­do confortavelmente numa das orelhas do animal, indicando-lhe o caminho com muita esperteza. O cavalo obedecia às ordens do Pequeno Polegar e seguia pela estrada como se um cocheiro invisível estivesse segurando as ré­deas. Ao chegarem numa curva do caminho, o menino gritou bem alto para o animal que virasse à esquerda. Nisso, iam passando dois forasteiros que, não vendo o cocheiro que guiava a carroça e ouvindo uma voz que dava ordens ao cavalo, ficaram assombrados.

—   Credo! — disse um deles. — Que coisa mais esquisita! Uma carroça guiada por um homem invisível?!

—   Esse negócio está muito estranho mes­mo! — respondeu o outro. — É melhor seguir­mos essa carroça para ver onde ela vai parar!

Com muita habilidade o Pequeno Polegar chegou até o lugar onde o pai já o esperava, no meio da floresta, sem perceber que estava sendo seguido.

— Cheguei, papai! — gritou, parando o
cavalo. — Viu como eu consegui? Agora, por
favor, me desça daqui!

O camponês, todo satisfeito, segurou o ca­valo com a mão esquerda e, com a direita, ti­rou o filho da orelha do animal. Muito con­tente com seu trabalho, o Pequeno Polegar foi se sentar num galhinho para observar o pai colocando a lenha rachada dentro da carroça.

Enquanto isso, os dois forasteiros, que a tudo observavam, ficaram boquiabertos ao ver o tamanho e a esperteza da criança. Quando passou o susto, um deles cochichou no ouvido do outro:

—   Já pensou quanto dinheiro poderíamos ganhar com esse menino? Poderíamos com­prá-lo e exibi-lo no circo, cobrando entrada! ficaríamos ricos!

—   Claro! — respondeu o outro, entusias­mado com a idéia. — Vamos conversar com o pai dele!

Fazendo-se gentis, os dois se aproxima­ram da carroça do camponês e lhe disseram:

—   Bom dia, senhor. Estávamos obser­vando o trabalho desse anãozinho e gostaríamos de comprá-lo do senhor. Podemos pagar muito bem por ele.

—   Como?! — respondeu o pai, indignado. — Vocês acham que eu ia vender meu filho? Ele faz parte do meu coração, meus senho­res, e eu não o venderia por todo o ouro do mundo!

O Pequeno Polegar, ao ouvir a discussão, mais do que depressa agarrou-se pelas roupas do pai e subiu até seu ombro. Sentou-se ao lado de seu ouvido e cochichou:

— Venda-me, papai! Pode ficar sossega­
do que eu darei um jeito de escapar e voltar
para casa!

O camponês ficou confuso ao ouvir o que o menino dizia. Como os homens continuas­sem a insistir e o Pequeno Polegar a afirmar, com tanta certeza, que saberia voltar para casa, ele acabou aceitando o negócio. Depois que os forasteiros garantiram que cuidariam muito bem do menino, o pai acabou entre­gando-o aos dois homens, em troca de muitas moedas de ouro.

Em seguida, despediu-se do filho e voltou para casa cheio de tristeza.

Antes de partirem, um dos homens per­guntou ao Pequeno Polegar onde ele gostaria de viajar.

— Na aba de seu chapéu — disse o me­
nino. — Assim eu posso ir passeando e obser­vando a paisagem.

O homem fez a vontade do pequenino e lá se foram eles, viajando por muitas horas, até o anoitecer. Quando viu que tudo ao redor estava ficando bem escuro, o Pequeno Polegar pediu ao homem que o levava na aba do chapéu que o pusesse no chão, pois precisava ir ao banheiro.

— Não se preocupe! — respondeu o homem, dando uma gargalhada. — Os passari­nhos vivem fazendo estas coisas no meu chapéu; por isso, pode ficar aí mesmo!

— Não! — respondeu o Pequeno Polegar, muito bravo. — Não foi assim que minha mãe me educou!  Preciso descer agora!

Insistiu tanto e estava tão bravo que o homem acabou colocando seu chapéu no chão, à margem da estrada, para que ele descesse. Assim que se viu fora do alcance das mãos de seus donos, entretanto, o menino saiu cor­rendo, o mais rápido que podia, fugindo pelo meio dos montes de terra e das raízes das ár­vores. Quando perceberam que haviam sido enganados, os dois homens ficaram furiosos e começaram a perseguir o Pequeno Polegar pelo meio do mato. Mas o menino era muito esperto, e logo encontrou um buraco de rato, justamente o que estava procurando, e se escondeu lá dentro, gritando para os dois foras­teiros :

— Boa noite, meus amigos! Vocês podem muito bem seguir seu caminho sem mim!

Loucos de raiva, os dois pegaram um enorme pedaço de pau e começaram a cutu­car a toca do rato, na esperança de que, acuado, o Pequeno Polegar resolvesse sair. Mas foi trabalho perdido, pois o buraco onde ele estava era bem fundo e, por mais que os homens tentassem, não conseguiram tirá-lo de lá.

Como a noite havia caído e tudo estava escuro como breu, os dois homens percebe­ram que seria inútil continuar tentando; por isso, foram embora, furiosos e com a bolsa vazia. Depois de estar bem certo de que eles haviam partido, o Pequeno Polegar saiu de seu esconderijo.

— Nossa! Que escuridão! — disse ele ao sair. — Não seria bom ficar andando nesse escuro, pois eu poderia até quebrar uma perna!

Assim, pensando em voltar para casa quando o dia amanhecesse, o Pequeno Polegar saiu procurando um lugar seguro para passar a noite. Acabou encontrando uma cisca de caramujo vazia e lá se ajeitou confortavelmente para dormir.

Quando já estava quase pegando no sono, ouviu vozes bem perto de onde estava. Eram dois homens conversando e um deles dizia:

— Como vamos fazer para roubar o ouro
e a prata da casa do padre?

Mais que depressa o menino gritou, de dentro do caramujo:

—   Eu posso ensinar!

—   Foi você quem disse isso? — pergun­tou, assustado, um dos ladrões.

—   Não! — respondeu o outro, com os olhos arregalados de medo.

—   Fui eu que falei! — gritou o Pequeno Polegar.

Cada vez mais assustados, os dois ladrões resolveram ficar em silêncio para descobrir se não estavam ouvindo coisas.

— Por que não me levam com vocês? —
tornou a gritar o menino. — Eu posso aju­dá-los !

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:23
JARDIM DE DEUS - Música Espiritual Infantil - Elizabete Lacerda

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:26

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Boa noite Brasil e Portugal...

Queridos amigos e irmãos... Sejam muito bem-vindos!!

Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótima semana repleta  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...Abraços afetuosos  São os sinceros votos das amigas e amigos:


                        Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos, Rose
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:33
A vaidade

Era uma vez um Rei muito vaidoso. Esquecia seus súditos, gastando
fortunas para  satisfazer caprichos pessoais. Um dia anunciou que
doaria generoso  prêmio a quem trouxesse, na palma da mão, alguma
coisa que representasse o seu poder.

No tempo marcado, apareceram os candidatos.

O primeiro  colocando-se  diante doRei abriu a mão e - oh! - nela
estava  bela  miniatura  de uma  coroa de ouro, toda cravejada de
pedras preciosas.

O Rei fez um muxoxo.

Outro, tomando-lhe a vez, espalmou  na destra um trono, esculpido
em delicado marfim e terminado em artísticos entalhes.

O Rei sorriu lisonjeado.

Seguiram-se outros  candidatos  traziam imponentes corcéis; arcas
de  tesouro  com  jóias miniaturizadas;  mantos  esplendorosos. A
todos, o Rei após  arregalar os olhos, determinava  que passassem
para o lado.

O último era um jovem.

Modestas  roupas  não  escondiam  o  seu  belo porte. Adiantou-se
calmamente abriu diante do Rei a sua palma.

Estava limpa e... vazia!

- como?! -  indignou-se o Rei, ao  ver que  nada  havia na mão do
jovem -. que significa isto, afinal?!

O jovem sorriu.

- Majestade -  disse,  fazendo ligeira  revêrencia e  continuando
a  mostrar  a  mão  vazia-,  toda  a  autoridade  na  Terra é uma
delegação do Pai celestial e todo poder será  sempre  retomado um
dia. Que poderia melhor  representá-lo,  perante Deus que é o seu
doador? Nada melhor do que a palma da mão imaculada como o era no
dia do nascimento.

O Rei ruborizou e baixou a cabeça.

Conta-se que, a partir  daquela data, o Rei entrou em meditação e
passou a  ser menos generoso  consigo próprio e  mais devotado ao
povo que lhe fora confiado no Reino
.


                        Roque Jacinto

         [Retirado do livro "O peixinho azul" edição FEB]
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:38
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 00:42
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 07:32

Bom dia queridos amigos e irmãos...Sejam bem vindos... Muita paz

Viver de Lá pra Cá - Conto Espírita Infantil

Viver de Lá pra Cá - Conto Espírita Infantil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PUk5Z0dpOUw2SDRRIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 07:44
A Flor da Amizade

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras..
Quem sabe como conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza..
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor..
Logo pensou em DEUS, cortou a flor e a levou para Igreja..
Mas após uma semana a flor tinha morrido..
Passou um homem viu a flor, pensou em DEUS, agradeceu e a deixou ali, não quis cortá-la para não matá-la..
Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu..
Passou uma criança e achou aquela flor parecida com ela: Bonita, mas sozinha; decidiu voltar todos os dias..
Um dia regou, outrou dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo..
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim..
Assim se cultiva a amizade
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 07:50
                                                A MENINA QUE ODIAVA LIVROS

A MENINA QUE ODIAVA LIVROS (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWdlUWwyY1p4UjdRI3dz)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 23 de Março de 2011, 07:54
Brenda em: O livro encantado

Brenda em: O livro encantado (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWI2YTRPcm84LTdNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:06
(http://www.recadodeorkut.com/105/172.jpg) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zYW1vci5jb20=)

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:11
(http://www.recadodeorkut.com/118/108.gif) (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5yZWNhZG9zZ2xpdHRlci5jb20=)

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:14
Mogli, Baloo, e somente o necessário

Mogli, Baloo, e somente o necessário (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PW1NX1djMWRRUmJNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:16
Incentivo à leitura

Incentivo à leitura (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXlmdFlZVXpNRXhNIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:17
literatura infantil
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:20


LITERATURA INFANTIL E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:22
Aquarela - Toquinho no mundo da Criança

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 08:25
O Poeta Aprendiz

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 24 de Março de 2011, 14:56
Bom dia, queridos amigos!


Livro: O Segredo da Onça Pintada

Autor: Adeilson Salles


O dia amanheceu lindo na mata. Pássaros cantavam alegremente as belezas da natureza. O sol acariaciava as folhas das árvores com seus raios bem quentinhos.

O movimento das águas clarinhas do riacho - chuá ...chuá...chuá...- entoava uma delicada música de agradecimento a Deus.

Veados, capivaras, antas  e tantos outros animais bebiam nas águas do riacho que, tais quais um espelho, traziam o céu para a terra.

Nás árvores, macacos pulavam de galho em galho fazendo muita bagunça

De repente, tudo silencia. Os animais, bem quietinhos, erguem as orelhas como a ouvir um sinal de perigo. Tudo agora é silêncio absoluto. Somente se ouve o barulhinho das águas do riacho:

- Chuá..chuá..chuá.....

Dona Anta, prevendo um perigo que se aproxima, olha com preocupação para seus filhinhos, e eles, entendendo o aviso, vão para bem pertinho da mamãe.

 Do alto da árvore vem o grito de alerta dado pelo mico-leão-dourado:

- Lá vem a Dona Pintada, corra turma, que ela vem aí!!!

O susto foi geral e grande a confusão. Em segundos, todos os animais fogem. Araras voam rapidamente, seguidas dos papagaios e outros pássaros. Até os peixes acostumados a nadar na superfície das águas buscam a parte mais profunda do riacho.

Ouve-se, então, um rosnar aterrador:

- GRRUUUAAARRRRRR!

A passos lentos e credenciados, ela surge em meio às folhagens. Sim, era ela mesmo, a temida onça-pintada. Aproxima-se das margens do riacho e, entre gemidos e lamentações, bebe um pouco de água.

 Epa!!! Entre gemidos e lamentações???????

Sim, amiguinhos, a terrível onça-pintada gemendo e chorando, dizia:

- Ai, ai, ui, ui, pobre de mim, só com uma onça infeliz como eu é que isso poderia acontecer. Que destino o meu, ai, ai, ai! Até quando vou carregar este segredo?

Alguns macacos escondidos nas árvores ouviam as lamentações da Dona Pintada, sem entender o que estava acontecendo. E ela continuava:

- Se alguém descobrir o meu segredo estarei desmoralizada, ai, ai, ai.

A onça-pintada tomou um pouco de água e, ao ver a imagem de sua bocarra refletida na água, deu um grito assustador:

- AAAAIIIIIIIII!!!!!!!!

Ainda se refazendo do choque que a sua imagem lhe causara, Pintada ouve uma voz baixinha que lhe diz:

_ O que está acontecendo, Dona Pintada?

Procurando intimidar a intrometida, ela rosna ferozmente - GRRUUUAAAARRRRRRR!!!!!!

- e outros animais ouvem esse rosnar muito longe dali.

- Calma, calma, só estou querendo ajudar!

A recém-chegada era a velha e sábia xoruja, que fora atraída para o riacho pelo choro de pintada.

Pintada tentou manter a pose e a fama de violenta, e disse:

- Saia já daqui, sua bisbilhoteira do olho grande, vá cuidar da sua vida, vá!

- Por que a senhora está chorando, Dona Pintada? - insistiu a coruja.

- Onça como eu não chora, se você não for embora daqui, eu vou comê-la como café-da-manhâ.

A ameaça da Dona Pintada vinha acompanhada de ais e uis:

_ Ai, ui, ai, ui.

- Tem certeza de que a senhora não quer me contar por que está gemendo? - continuava insistindo a coruja respeitosa.

- Você é como toda a bicharada desta floresta, está doidinha para descobrir o meu segredo, não é?

- Mas eu nem sabia que a senhora tinha um segredo! Tem mesmo?

percebendo que falara demais, Dona Pintada tentou consertar:

- Bem...quer dizer...isso é conversa do macaco-prego, aquele invejoso. Como eu sou a mais poderosa da floresta, ele tenta destruir a minha imagem. Quem está por baixo sempre quer falar mal de quem vive por cima como eu.

- Eu nunca soube que a senhora guarda um segredo. Para mim é novidade.

 - Ai, ai, ai, chega dessa conversa boba, ui,ui,ui.

- Só estou tentando ser sua amiga, vim até aqui atraída por seu choro.

- Não preciso de amiga, principalmente de uma como você, metida a saber tudo.

- Dona Pintada, nós precisamos ter amigos, já que vivemos todos juntos na mata.

- Pois sim! Amigo meu é barriga cheia.

E, dizenso isso, Dona Pintada rosnou ameaçadoramente:

- GRRUUUAAARRRRRR, ai, ai, ui, ui.

Com calma, Dona Coruja disse:

- A senhora está precisando de auxílio. Ora, ora, deixe-me ajudá-la! Está sentindo alguma dor?

- Noite passada, saí para caçar e mordi uma tartaruga, quer dizer, me dei mal naquele casco duro, ai,ai,ai.

Falando assim, Dona Pintada olhou para todos os lados e, sem conseguir se controlar, começou a chorar. Chorou...chorou...chorou...

- Não fique assim, o que está acontecendo? Fala, filha de Deus! - insistiu Dona Coruja.

- Você me chamou de filha de Deus?

- É claro que chamei. Você também é uma filha de Deus.

- E Deus existe? - perguntou a onça espantada.

- É claro que existe, foi Ele que nos criou.

- E como você sabe que Ele existe? - desafiou Dona Pintada.

- Ah! basta olhar à sua volta e verá tudo o que Ele fez.

Olhando para todos os lados, Dona Pintada resmungou:

- Não estou vendo nada demais...somente a floresta onde moramos!

Virando os enormes olhos, Dona Coruja respondeu com paciência:

- Então, Dona Pintada, é isso mesmo...a nossa floresta é criação divina. Tudo o que não foi feito pelo homem, por Deus foi feito.

- Como assim?

- É verdade, Deus criou as florestas, os animais, os homens...

Sem conseguir conter o espanto, a Pintada interrompeu Dona Coruja:

- Criou os animais?

- Sim senhora, Deus nos criou!

- Então Deus é bom?

- Deus é eterno, imutável, imaterial, onipotente, único, soberanamente justo e bom - Dona Coruja explicou de um fôlego só.

- Puxa! Ele é mesmo tudo isso? - a Pintada perguntou desconfiada.

- Sim, Ele nos ama muito!

A onça então começou a chorar. Chorava...chorava...chorava...

- Mas por que a senhora chora tanto, Dona Pintada?

- Se os animais são filhos de Deus, Ele deve estar triste comigo -  a Pintada afirmou soluçando.

- Por que Deus estaria triste com a senhorA?

- por quê?! A senhora ainda pergunta, Dona coruja? Eu já perdi as contas de quantos filhos de Deus eu já comi.

Sorrindo a coruja respondeu:

- A senhora comeu animais porque eles fazem parte de sua cadeia alimentar, não foi por maldade, foi por necessiadade.

- É mesmo? - indagou a Pintada, suspirando aliviada.

- Sim senhora. Eu não lhe disse que Deus é soberanamente justo e bom, quer dizer, muito, muito justo e bom?

- Disse!

- Pois então, tudo na vida acontece de acordo  com a sabedoria do Criador.Deus sabe de tudo que precisamos. Não chore mais.

- Está bem, eu acredito na senhora!

A Pintada pensou, pensou... pensou mais um pouquinho e disse resolvida:

- Acho que vou confiar na senhora, Dona Coruja, vou lhe contar o meu segredo.

- Se quiser confiar em mim, eu garanto, por todas as minhas penas, que ninguém nesta floresta irá saber.

Confiando pela primeira vez em alguém, Dona Pintada disse:

- Se é assim, vou lhe contar, a senhora promete que não vai rir de mim?

- Prometo!

- Meu segredo é este - e abrindo a bocarra, mostrou o seu segredo.

Os olhos da Dona Coruja pareceram saltar, sem acreditar no que viam. E, impressionada, afirmou:

- Não acredito no que estou vendo!

- Ai, ai, ai, pode acreditar, Dona Coruja!

- A senhora só tem um dente? Preciso ver isso mais de perto!

- Você prometeu não rir de mim!

- Promessa é dívida, não vou rir da senhora.

Venso que não corria perigo, a coruja pousou perto da Dona Pintada, que disse com tristeza:

- este é o meu segredo, ai,ai,ui,ui. Por isso eu procuro amedrontar os outros animais com meus grunhidos, para que todos se afastem e eu não deixe de ser respeitada. Imagine, Dona Coruja, só tenho um dente e agora ele está doendo por causa do casco da tartaruga.

A coruja, com todo cuidado, falou:

- Mas a senhora não precisa ter vergonha de ter apenas um dente, todos nós temos os nossos problemas. Eu também tenho um segredo.

- E qual é? - Dona Pintada perguntou curiosa.

- Olhe bem para os meus olhos! - pediu a coruja, se aproximendo mais da onça.

A Pintada olhou admiriada para Dona Coruja e, rindo, mostrando seu único dente, disse:

- Com o respeito que lhe devo, Dona coruja, a senhora é vesga?

- Sou vesga sim, e não me envergonho disso.

Nossas diferenças não podem nos impedir de ter amigos. Somos todos iguais perante Deus.

Pela primeira vez na vida, a onça banguela deu uma sonora gargalhada mostrando para todo mundo o seu segredo. Ela olhava para Dona Coruja, que também rachava o bico de tanto rir, sem saber na verdade para onde a coruja olhava.

Ouviu-se então uma gargalhada geral vinda das moitas e árvores. Os animais, antes escondidos, agora sem ter mais medo da dona Pintada, aproximavam-se rindo muito.

E, entre eles, vinha Dona Tartaruga que mostrava aos outros bichos um furo no seu casco.

E todos, muito contentes, às margens do riacho, puderam aproveitar aquela manhã para se tornarem mais amigos, respeitando as diferenças uns dos outros.

E vocês, que acabaram de descobrir o segredo da onça-pintada, também sabem aceitar as diferenças dos seus amiguinhos?
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 24 de Março de 2011, 15:34
SONHO DE CRIANÇA


Humberto Rodrigues Neto
   
   

Após o término da aula de Evangelização Infantil, no Centro Espírita, Raquel, uma das meninas conversa com sua coleguinha Márcia, que se encontra algo triste:

— Marcinha... Está havendo algum problema com você?

— Não... Por que você está me perguntando isso?

— Porque hoje, na classe, achei que você estava um pouco triste...

— É... Ando um pouco chateada. São os meus pais, sabe?

— Que é que têm seus pais?

— Sei lá... às vezes fico pensando que eles gostam mais da televisão do que de mim.

— Que é isso? Mas que bobagem!

— Bobagem? Olha: quando a minha mãe está vendo a novela eu não posso dar um pio. Não permite que eu abra a boca! Isso é vida?

— Mas, Raquel... não pense que a minha mãe seja muito diferente. É claro que às vezes, durante o intervalo, me ajuda em alguma dúvida nas lições da escola, por exemplo.

— Ah, então sua mãe é um pouco mais legal que a minha. E o seu pai?

— Bem... aí a coisa fica um pouco mais difícil. Mesmo assim, uma vez ou outra ele me dá um pouco de atenção enquanto está assistindo ao futebol.

— Pois com meu pai já é bem diferente.

— É mesmo? Como, assim?

— Ah... ele chega em casa, joga a pasta e o paletó numa cadeira e nem sequer me dá um beijo. Liga a televisão no futebol ou no noticiário e não quer nem saber de nada. Só me dá alguma atenção nos intervalos, e mesmo assim, ó... bem rapidinho, sabe?

— Eu entendo, Marcinha... Mas, quantas vezes a D.ª Izabel, nossa Evangelizadora, não nos disse para termos paciência com nossos pais? Às vezes sua mãe pode estar cansada, e...

— Cansada? Cansada disso tudo ando eu, Raquel!

— Calma, amiguinha... Calma... Vamos devagar.

— E se a televisão queima... Ah... não dá outra: Eles correm como uns loucos e mandam consertá-la num instantinho. Não conseguem passar nem um dia sem ela!

— E quem é que passa sem televisão? O conserto tem que ser rápido, mesmo!

— Só que lá em casa, o conserto da TV é “vapt-vupt”! Mas quando é para me comprar um vestido novo... Chiii... aquilo demora séculos!

— Mas, isso são provas que temos de sofrer nesta encarnação, conforme ouvi numa palestra.

— Eu sei disso, Raquel. Eu também aprendi numa palestra que a gente pode escolher o tipo de vida que deseja ter na outra encarnação. Só assim é que eu vou conseguir acabar com essa falta de atenção do meu pai e da minha mãe.

— Já sei. Você vai pedir para nascer em outro lar, como filha de outros pais, que sejam mais compreensivos?

— Não, Raquel! Isso não. Eu gosto muito deles dois. Vou pedir para tornar a nascer no mesmo lar.

— Espere um pouco, Marcinha! Não entendi. Desse jeito os seus problemas vão continuar.

— Não vão, não, Raquel. Já pensei em tudo, amiguinha! Nessa nova casa meus pais de hoje vão me adorar!

— Mas, de que forma você vai conseguir isso?

— Eu vou pedir para ser a televisão!  
 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 24 de Março de 2011, 23:56
MEU ARCO - ÍRIS!!

Marlon é um menino que sempre está de bom humor, mora com seu pai Tales e mais sua irmã  Maria , seu pai  trabalha na oficina na parte de frente de sua casa, na fabricação de  móveis, mas vivia aborrecido e irritado com os filhos, a  mãe de Marlon já era falecida há mais de um ano,  e desde que isto aconteceu seu pai ficou assim, e todo o  seu mal humor, descontava nos filhos, mas Marlon não se deixava afetar por isto, sempre explicava para a irmã que fizesse o mesmo, pois o pai estava doente de saudades , o menino de nove anos sempre dizia a ela  que sua mãe estava lhes auxiliando lá do céu, na escola Marlon era muito prestativo, bom aluno, sempre ajudando a todos com seu otimismo e sincero sorriso.  Todo dia, levava escondido de seu pai, um café da manhã para um morador de rua, que ficava no caminho de sua escola, ele  ao receber esta primeira alimentação, dizia logo a Marlon... Menino,  se todos fossem iguais a ti, ninguém ficava com fome,  Marlon então dava seu lindo sorriso que chegava até seus olhos, o morador sempre lhe dizia: Tu és meu  arco- Íris,  deixa o meu dia mais alegre e passo a ver tudo colorido.  O menino  seguia para a escola, sempre feliz, e assim que voltava para casa, ia logo ter com seu pai, que sempre lhe recebia com sua costumeira irritação, nem aceitando seu abraço, Marlon lhe dizia que não ficasse alimentando energias ruins, pois poderia adoecer, mas o mesmo já estava habituado a ficar assim, Marlon entrava em sua casa para ajudar sua irmã Maria de 14 anos  a preparar o almoço, ele gostava de contar historias alegres para a irmã, que esquecia um pouco  do maus gênio do pai, que nada fazia para sair deste estado.  Toda manhã Marlon além  de levar o café do Saulo, ficava uns minutinhos a conversar com ele, dizia que sentia falta da mãe, ficava triste ao ver  o pai naquela costumeira tristeza , queria muito lhe ajudar, lembrava que ele já fora um dia alegre, quando a mãe estava com eles, o que ele poderia fazer? Saulo tentava ajudar Marlon pois  amava muito o menino, lhe era grato por tudo, as vezes dizia que gostaria de ter um filho igual a ele,  o menino dizia que seria muito mais feliz se tivesse um pai parecido com Saulo. Desta forma  Saulo sentia motivação para continuar sua vida difícil de morador de rua, sofrendo com o preconceito de muitos  e Marlon encontrava nele carinho, algo que não tinha no pai, o menino ao chegar em casa, já não ia mais para oficina abraçar Tales como fazia sempre, se dirigia logo para a cozinha contando a Maria  sua amizade com Saulo, a irmã ficava alegre só em ver a fisionomia do irmão, sempre tão feliz. Passado vários dias seu pai, aos poucos começou a estranhar a ausência do filho,  pois o mesmo tinha o hábito de ir lhe abraçar, logo que chegava da aula , ao chegar na cozinha encontrou o menino relatando para a irmã, as histórias de Saulo, que lhe repetia sempre. Marlon, tu estás sempre a dar um novo sentido em minha vida, é meu arco- Iris, Tales ao saber esta amizade, proibiu o menino de ter contato com ele, ficaria de castigo se lhe desobedecesse. O que Marlon faria? Pensava ele.
Seu pai passou a lhe vigiar para o filho não levar mais alimento para Saulo, ficava na porta para ver se ele  não ia parar com Saulo, que dormia bem próximo.  Deste modo nada mais de alimento e nem sorrisos e simpatias para Saulo, passando a ficar  triste por não ver mais Marlon, mas o menino não desistiu, tentou várias maneiras  de encontrar seu querido amigo, como não conseguiu nenhuma, fugiu da aula, indo ter com Saulo, que sem entender porque Marlon estava ali, e não na aula, o mesmo contou tudo a ele.  Saulo junto  com o menino se dirigiram a casa dele. Tales ao ver esta cena, mostrou seu companheiro mau humor, brigando com os dois logo que se aproximaram dele, Saulo disse a Tales, que não sabia reconhecer o maravilhoso filho que tinha, sempre alegre e otimista, por que Tales não aprendia com o filho? Contou como Marlon lhe ajudou a sair da tristeza costumeira que tinha toda manhã, depois que conheceu o menino passou a ser alegre também,  que Tales  já tinha perdido a esposa, mas que o mundo e a vida continuavam, que o menino precisava do carinho e amizade do pai. Tales, envergonhado com seu comportamento egoísta, reconheceu seu erro, abraçou o filho, algo que nunca fazia, perguntou se Saulo não queria ficar para jantar com eles, e se não gostaria de lhe ajudar com a fabricação de móveis, no que ele aceitou na hora. Desde este dia, Tales se modificou, Marlon agora quando chegava da escola, entrava na oficina para abraçar seu pai e seu querido amigo, ex- morador de rua. Que lhe repetia sempre com muito carinho... Chegou o meu arco- Íris mais colorido do mundo.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Março de 2011, 00:15
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 Recados de Boa Noite &eacute; o sucesso do momento! (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5naWZzcGlxdWlzLmNvbQ==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 25 de Março de 2011, 13:38
Bom dia Brasil... Boa tarde Portugal...

Queridos amigos e irmãos... Sejam muito bem-vindos!!
Agradecemos sua presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus videos, pps, power point, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótima semana repleta  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre... Abraços afetuosos 
 
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 00:33
Elizabete Lacerda A Vida Tem Sol Infantil (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWhudUZOS1lGRlk0I3dz)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 00:38
Apelo da criança

"Chego ao mundo todos os dias, em busca de
refazimento e evolução. Carrego na alma chagas
do passado, amortizadas pela esperança do
recomeço, esquecidas no envoltório de um
novo corpo. Entretanto, quando mais conto
com a tua ajuda, para me erguer à altura da
tarefa que trago, da prova que planejei ou da
missão a mim outorgada, eis que te vejo de
mãos vazias para me amparar!
Quantas vezes, me deixas na companhia das ruas,
me abandonas à mingua de tudo, sem que eu tenha
boca para pedir socorro, sem que eu tenha mãos para
buscar sustento, sem que eu tenha o espírito
preparado para poder vencer a mim mesmo…
Quantas outras, me empanturras de fantasias malsãs,
de ambições perniciosas, criando-me em castelos de
egoísmo e indiferença, em completo menosprezo
pelo solo da minha alma.
Pobre ou rica, tenho sofrido a violência determinada
pela lei do mais forte: punem-me antes que eu tenha
plena consciência do que seja culpa; moldam-me à
força do chinelo e da coação, como se a educação
de que necessito fosse mera domesticação…
Pobre ou rica, tenho sido explorada em minha
inocência de espírito adormecido em sua maturidade,
e sou desde cedo convocada à mentira, desde cedo
instigada à sensualidade sem propósito, desde cedo acometida pelas doenças sociais de todas as camadas…
E, no entanto, caro adulto, que pensas do futuro,
se não voltas teu olhar benevolente para mim,
a criança? Que mundo transformado pretendes,
se não te lanças com todo o arrojo de tua
alma à minha educação?
Somos tantas neste planeta em transição! Estamos
vindo em massa, em busca de uma oportunidade de ascensão, demandando o privilégio de colaborar
contigo na construção de um amanhã mais
sorridente! Peço-te, não me esqueças - pois sou
teu filho, teu aluno, teu neto; sempre teu irmão,
pedindo apenas a quota de amor e paciência de
que preciso para me fazer homem de bem e
companheiro do teu ideal!" -

Meimei






Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 00:48
                      ESTE MENINO!!

Era um menino, engraçadinho
Chorava muito e fazia birra.
Sua mãe saía, pra trabalhar.
Com sua babá, não queria ficar.

Este menino, sempre peralta,
Achava tudo, que não devia,
Logo levava, pra sua boquinha,
Deixando todos, muito assustados.

Este menino, era  assim...
Fazia manha, o dia inteirinho.
Sua avó dizia, que pobrezinho.
Vou te levar, pra passear


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 25/03/2011


Minha primeira música infantil
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 00:54
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 00:55
Fábrica de Pensamentos

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 01:10
A história do lápis

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 01:21
O CAVALINHO BRANCO
(Cecília Meireles)
.
À tarde, o cavalinho branco

está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos

a alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!

.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 01:29
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 01:30
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 07:48
Bom dia queridos amigos visitantes... Sejam bem-vindos!!

Música Espírita Infantil - Pensamento e Cor

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 07:52
Música Espírita Infantil - Amor a Deus

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:03
Conto Infantil - O Casamento da Princesa

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:06
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:07
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:09
História Infantil - Coitadinha da Dodinha

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:21
: ORAÇÃO DA CRIANÇA



Senhor !...
Disseram os homens que me queriam tanto, mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram comigo, segundo as minhas necessidades.


Senhor !...
Disseram os homens que me queriam tanto, mas ao atingir-lhes a casa, não dialogaram comigo, segundo as minhas necessidades.

Quase todos me ofereceram um berço enfeitado, mas poucos me deram o coração.

Afirmam que devo procurar a felicidade, entretanto, não sei como fazer isso, se os vejo a quase todos sofrendo e rebelando-se por não aceitarem as disciplinas da vida.

Escuto-lhes as lições de paz, contudo, acompanho-lhes as rixas em vista de estarem sempre exigindo o maior quinhão de recursos da Terra.

Recomendam-me buscar a alegria, mas, muitas vezes, observo que está misturado de lágrimas o leite que me estendem.

Erguem palácios para mim, no entanto, entre as paredes dessas mansões coloridas e belas, renovam, a cada dia, reclamações e queixas que não sei compreender, nem registar.

Explicam que preciso praticar o perdão e, ao mesmo tempo, muitos me mostram como exercitar a vingança.

Senhor !...
Que será de mim, neste grande mundo que construíste entre as estrelas, sempre adornado de flores e aquecido de sol, se os homens me abandonarem ?

Fazei com que eles reconheçam que dependo deles como o fruto depende da árvore.

E, tanto quanto seja possível, dize-lhes , Senhor, que terei comigo apenas o que me derem... e que só posso ser, enquanto estiver aqui, unicamente o que eles são.


Espírito : MEIMEI.
Psicografia : Chico Xavier.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:27
A Margarida Friorenta

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:28
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 08:36
A importância da leitura e literatura infantil na formação das crianças e jovens

A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze anos de idade que as crianças revelam maior interesse pela leitura. O estudioso Richard Bamberger reforça a idéia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."
Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas. Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-Ia, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender.
Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.
A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro "pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.
Esses primeiros contatos despertam na criança o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais freqüente for o contato da criança com o livro.
Às crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros.
Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas. Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças.
É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.
Podemos tomar as orientações da professora Regina Zilberman, estudiosa em literatura infanto-juvenil e leitura, como forma de motivarmos as crianças e os jovens ao hábito de ler: abordar as relações entre a literatura e ensino legitimando a função da leitura, sugerindo livros, assim como atividades didáticas, a fim de alcançar o uso da obra literária em sala de aula e nas suas casas com objetivos cognitivos, e não apenas pedagógicos; considerar o confronto entre a criação para crianças e o livro didático, tornando o último passível de uma visão crítica e o primeiro ponto de partida para a consideração dos interesses do leitor e da importância da leitura como desencadeadora de uma postura reflexiva perante a realidade.
Assim, com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.
Estratégias para o uso de textos infantis no aprendizado da leitura, interpretação e produção de textos também são exploradas com o intuito final de promover um ensino de qualidade, prazeroso e direcionado à criança. Somente desta forma, transformaremos o Brasil num país de leitores.


Renata Junqueira de Souza é PhD em Literatura e Educação e professora do Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP - Universidade Estadual de São Paulo, onde coordena o Núcleo Lúdico de Pesquisa e Extensão.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 09:17
Bom dia Brasil... Bom dia Portugal

Queridos amigos e irmãos, agradecemos sua  constante presença, ela é a responsável pelo sucesso deste espaço que é de vocês,..
Estão convidados a trazerem suas mensagens, seus contos infantis de sua autoria ou de seus escritores e junte-se a nós neste espaço encantado da arte de ser criança
Desejamos um ótimo   fim de semana repleto  de felicidades, saúde, paz e mto amor...
Desejamos que voltem sempre...Abraços afetuosos  São os sinceros votos das amigas e amigos:


                        Dothy,  Katia, Belina, dOm Jorge, victor Passos, Rose


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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 09:38
SER CRIANÇA!!

Ah... Eu queria ser criança
Sem tempo pras lembranças
Apenas viver, sonhar e brincar
Deitada na areia de frente pro mar
Meu rio seria apenas de felicidades
Viveria cercada de anjos da guarda da amizade
A alegria tomaria conta do meu coração

Ah... Eu queria ser criança
Eu criaria vários  arco-iris, no meu mundo a fantasiar
Não teria motivos pra chorar... Seria um caminho de amar
Declamaria várias poesias... Contarias muitos histórias de emocionar

Ah... Eu queria ser criança
Não teria pressa pra chegar
Iria por qualquer ar... Sem encontrar maldade no lugar
Viveria feliz com meus pais.. Sairia sempre pra passear
Meu universo seria apenas azul e rosa... Minha vida seria sempre formosa
Nada de tristeza ou dores... Mandaria todas elas passear
Em meus pensamentos eu veria a Deus... Que estaria lá em cima a me abençoar.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 26/03/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 09:50
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 09:55
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 18:03
Maria Vai com as Outras


Era uma vez uma ovelha chamada Maria. Onde as outras ovelhas iam, Maria ia também. As ovelhas iam para baixo Maria ia também. As ovelhas iam para cima, Maria ia também.

Um dia, todas as ovelhas foram para o Pólo Sul. Maria foi também. E atchim! Maria ia sempre com as outras.

Depois todas as ovelhas foram para o deserto. Maria foi também.

- Ai que lugar quente! As ovelhas tiveram insolação. Maria teve insolação também. Uf! Uf! Puf!

Maria ia sempre com as outras.

Um dia, todas as ovelhas resolveram comer salada de jiló.

Maria detestava jiló. Mas, como todas as ovelhas comiam jiló, Maria comia também. Que horror!

Foi quando de repente, Maria pensou:

“Se eu não gosto de jiló, por que é que eu tenho que comer salada de jiló?”

Maria pensou, suspirou, mas continuou fazendo o que as outras faziam.

Até que as ovelhas resolveram pular do alto do Corcovado pra dentro da lagoa. Todas as ovelhas pularam.

Pulava uma ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra, quebrava o pé e chorava: mé! Pulava outra ovelha, não caía na lagoa, caía na pedra e chorava: mé!

 

E assim quarenta duas ovelhas pularam, quebraram o pé, chorando mé, mé, mé! Chegou a vez de Maria pular. Ela deu uma requebrada, entrou num restaurante comeu, uma feijoada.

Agora, mé, Maria vai para onde caminha seu pé.

Sylvia Orlof
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 18:05
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 18:37
Elizabete Lacerda - SONHO DE PAZ - Infantil

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 26 de Março de 2011, 18:46
        * “A infância bem educada dará ensejo à juventude bem estruturada. Naturalmente tal juventude produzirá uma sociedade de adultos onde as tônicas serão o trabalho, a honestidade, a fraternidade, a honradez e a fé robusta. Não percamos a preciosidade da idade infantil. Se a criança é o futuro já presente, invistamos nela
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: dOM JORGE em 27 de Março de 2011, 10:29
                                       VIVA JESUS!


      Bom-dia! queridos irmãos.

              O cavalinho insatisfeito

Apesar de morar numa linda cocheira cheia de conforto, o cavalinho estava sempre insatisfeito.

Tinha um grande campo verde para cavalgar e brincar com seus amigos, onde não lhe faltava erva tenra e macia para sua alimentação e água pura e límpida para beber num regato próximo.

E   quando   a  noite  chegava,  recolhia-se  à
 
cocheira, onde um monte de capim novo e  seco lhe servia de leito, enquanto pela janela aberta podia ver as estrelas brilhando no céu, lá longe.
 

João, um servidor amigo, banhava-o regularmente, escovando seu pelo com cuidado e deixando-o brilhante e sedoso.

Ainda assim, não estava contente e passava o tempo a reclamar da vida.

Reclamava de ter que levantar cedo, da grama que não estava bem verde e macia, da água que alguém turvara, do colchão de capim duro.

Quando o empregado vinha banhá-lo, reclamava que a água estava muito fria, e a escova, muito dura, o machucava.

Certo dia, quando João chegou sorridente para tratá-lo, encontrou-o ainda com humor pior do que nos outros dias. Sem querer, o empregado descuidou-se e o balde com água caiu sobre a pata do cavalo.

Imediatamente, o animal reagiu, irritado, dando um coice no coitado do servidor, dizendo com maus modos:

— Desastrado!

Caindo de mau-jeito, o rapaz não conseguiu se levantar, gritando por socorro.

Quando vieram acudi-lo, vendo-o no chão, indagaram:

— O que houve, João?

Gostando realmente do cavalinho e não desejando que fosse punido, respondeu:

— Não foi nada. Caí e machuquei a perna.

Levado a um hospital, constataram que João fraturara um osso de uma perna e seria preciso engessá-la. Durante um mês teria que fazer repouso e não poderia trabalhar.

No dia seguinte, outro empregado foi encarregado de cuidar dos animais, substituindo João em suas funções.

Sendo muito preguiçoso, o novo empregado não se preocupava com nada. Esquecia de soltar os animais para passear no campo, não trocava a água dos bebedouros, não tirava o capim velho substituindo por novo e não gostava de dar banho, deixando-os sujos e mal-cheirosos.

Como o cavalinho reclamasse do tratamento que lhes estava sendo dispensado, pois vivia cheio de moscas, ainda recebeu algumas chibatadas no lombo, que o deixaram ferido.

Assustado, visto que nunca tinha apanhado, o cavalinho ficou com medo e nunca mais reclamou de nada.

Lembrava-se, porém, com profunda saudade do servidor amigo que os tratava sempre com bondade e nunca lhes deixara faltar nada. À noite, sozinho, olhando as estrelas, ele chorava de tristeza em seu leito sujo e mal-cheiroso.

Quando João retornou, após os trinta dias, foi com um relincho feliz que o recebeu. O cavalinho encostou a cabeça em seu peito, satisfeito pela volta do amigo.

 O empregado estranhou a atitude carinhosa do animal, antes tão mal-humorado, e se condoeu do seu aspecto, pois perdera o ar altivo, mantendo a cabeça baixa; estava todo sujo e seu pêlo ferido sangrava, mordido pelos insetos que assentavam em seu corpo, atraídos pela sujeira.

Cheio de compaixão, abraçou o cavalinho que suspirou feliz. Em seguida lavou-o, cuidou das feridas e escovou o pêlo que readquiriu, em parte, o aspecto brilhante e sedoso. Quando acabou, olhou o animal, exclamando:

— Pronto. Agora você já está com melhor aspecto!

O   cavalinho,   que   tivera  muito  tempo  para  pensar
 
durante aqueles trinta dias, falou-lhe comovido, demonstrando humildade:

— Agradeço seu cuidado e atenção. Foi preciso que eu sofresse para saber valorizar sua amizade. Agora compreendo como fui rude e malcriado com você, e como foi bom para mim. Perdoe-me o coice que lhe dei. Isso nunca mais acontecerá.

Fez uma pausa e, fitando o amigo com os olhos úmidos de emoção, concluiu:

— Aprendi que é preciso saber agradecer tudo o que temos. Deus me deu uma vida boa onde nada me faltava, no entanto eu vivia insatisfeito com tudo. Foi preciso que as coisas piorassem para que eu pudesse perceber como era feliz. Entendi, também, que é preciso saber respeitar os outros se desejamos ser respeitados.

             Celia Xavier de Camargo


                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 17:07
Queridos amigos e irmãos.. Sejam bem-vindos.... Desejamos a todos uma:

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Auxilia a infância torturada. A miséria e o sofrimento começam no berço desprotegido. (Batuíra)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 17:25
Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível.
Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.


Paulo Freire
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 17:38
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos.... Muita paz em seus corações

Este  tópico, que tem como um dos objetivo trazer a lembrança de todos nós uma fase maravilhosa de nossas vidas... Nossa Infância.
Trazemos aqui contos e músicas infantis, mensagems as crianças, aos pais, professores, educadores, avôs, tios e responsáveis.
Estão  todos convidados a trazerem seus contos infantis preferidos, de sua autoria ou de seus escritores preferidos, seus videos, mensagesn, poemas, pps, etc...  e junte-se a nós nesta eterna magia da lembança... Afinal... Somos uma eterna criança!!!


Desejamos que voltem sempre... Recebam o  nosso afetuoso abraços

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 19:24
VIDA EM FAMÍLIA

Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aque¬loutros a quem se deve ou que estão com dívidas...
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...
Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta.
Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno.
Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.
Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei:
“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”


Divaldo Pereira Franco
Da obra: S.O.S. Família
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 19:51
Ser Criança

Gilberto dos Reis

"Ser criança é acreditar que tudo é possível.

É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco

É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos

Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.

É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.

Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 20:14
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 20:17
        
.
Ser Criança


Ser criança
Saber brincar
Sonhar com a vida
E em nada pensar

Ser criança
Saber buscar
O melhor pra vida
Sem se preocupar

Ser criança
Saber se educar
Aprender coisas boas
Pra vida mudar

Ser criança
Nascer pra vida
Crescer pro mundo
Viver pros outros
Lutar por si

Ser criança
Se divertir
Estar alegre
Tentar sorrir

Ser criança
Na inocência
Na adolescência
Na meninice
No tempo adulto
E na velhice

Ser criança
Ser natural
Aproveitar o tempo
A viver legal

Ser criança
Pensar em Deus
O Pai do céu
Que a vida lhe deu

Ser criança
Não importa como
Sorrir pra vida
Mesmo chorando

Ser criança
Criança amor
Criança esperta
Criança imagem
Do Nosso Senhor


 

 



 
   

 
   


   


   

   

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 22:35
Três Palavrinhas

Três Palavrinhas (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVl6dzc5WGdybE1RIw==)
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 22:38
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 27 de Março de 2011, 22:39
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 08:55
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 09:09
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 09:27
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 09:31
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 09:39
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 21:57
Olá queridos amigos... Sejam todos bem-vindos

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 22:30
ENTRE AMIGAS!


- Gigi  chegou cedo na escola, estava ansiosa para saber o que sua amiga Liana tinha para lhe contar, Gigi tinha 10 anos, Liana tinha 11  e eram amigas há cinco, não demorou muito  ela chegou toda sorridente.
- Perguntou  para Gigi:  Amiga, sabes  qual é a novidade? Estou encantada por um colega da sala.
- Gigi  não estranhou nada, pois isto tinha sido uma constante  neste último ano da Liana.
-  Mas... Quando  Liana contou que era pelo Miguel, Gigi ficou sem jeito,  ela também estava encantada por ele, e achava que era correspondida,  ficou ouvindo Liana contar toda sua nova emoção do momento.
- As duas entraram em sala de aula.
Mas... Liana foi sentar-se no lado do menino, onde passaram a aula toda trocando olhares.
Gigi saiu mais cedo, indo para casa sozinha, chegando lá, sua mãe Dorothy perguntou o que ela tinha:
- A menina  respondeu que não tinha  nada, subindo para seu quarto,
- Rômulo, seu irmão de 19 anos,  chegando depois, foi  conversar  com a irmã,  desde que o pai partira, se sentia responsável por ela  e vendo- a  naquele estado, queria saber, o que a deixara assim.
-Gigi contou toda a  história a ele. Perguntando o que deveria fazer, pois gostava muito de sua amiga Liana, o irmão disse a ela que amizades  na maioria das vezes são verdadeiras e namorico são passageiros, que o mais importante era fazer o que seu coração lhe dizia.
-Ela disse ao irmão que faria de tudo para eles não perceberem o que ela sentia, iria valorizar a amizade de Liana que já era antiga, e que nada ficaria entre elas, nem mesmo Miguel.
No outro dia, Gigi chegou só na escola, agora isto era comum, pois Liana sempre  chegava na companhia de  Miguel.  Um pouco afastado, viu  o mesmo de mãos dadas com Gabriela, uma colega da outra  classe, logo após encontrou Liana, que perguntou se ela não tinha visto o menino. Gigi preferiu não dizer nada sobre o que tinha visto, -
-Liana passou a aula toda sem se concentrar, porque não tinha encontrado Miguel.
-Na manhã seguinte Liana descobriu que o menino já não queria mais sua companhia, já tinha encontrado  outra .
-Liana, ficou muito triste, Gigi ficou a ouvir os lamentos da amiga, lembrando das sábias palavras do irmão, “amizade são para sempre, namoros terminam”.
Mas o sofrimento de Liana foi passageiro, não demorou muito ela já estava empolgada por Victor, da outra turma, já tinha esquecido Miguel. Gigi,estava sempre do lado dela, demonstrando sua sincera amizade.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2011


Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 28 de Março de 2011, 22:36
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 08:35
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 08:49
Bom dia Brasil e Portugal

Queridos amigos...Sejam bem-vindos!!

            Desejamos a todos uma ótima semana repleta de muita paz e amor!!

                                          Recebam nossos abraços afetuosos


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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 08:57
A bênção da fé


        Carlos e Luisa sentiam-se extremamente desalentados e sofredores. Seu filho único, Otávio, garoto de seis anos de idade, falecera repentinamente vitimado por uma doença incurável.

         Inconformados, Carlos e Luisa buscavam explicação para sua dor. Por que fora acontecer logo com eles? Otávio era um menino bom, obediente, carinhoso, um verdadeiro anjo caído do céu. Por que Deus o retirara dos seus braços, dos pais que o amavam tanto?

         Assim, revoltados, procuravam consolo em todos os lugares e de todas as formas, sem encontrar lenitivo ou resposta para seus sofrimentos.

         Certo dia, eles entraram numa Casa Espírita, apesar de não acreditarem em nada.

         Ouviram o comentário evangélico e depois tomaram passe. De alguma maneira, sentiram-se mais aliviados.

         Terminada a reunião, o dirigente foi conversar com eles. Assim, contaram-lhe sobre a morte do garoto. Luisa, profundamente revoltada, terminou seu relato dizendo:

         - Desde esse dia, e lá se vão seis meses, não tivemos mais paz ou alegria de viver.

         Sereno, o responsável pela reunião fitou-os penalizado, e perguntou:

         - Não acreditam na imortalidade da alma?

         Surpreso, o casal trocou um olhar, enquanto Luisa exclamava:

         - Nunca pensamos nisso!

         Com sorriso terno, o espírita ponderou:

         - Pois é bom que comecem a pensar nessa possibilidade. O Espírito é imortal e sobrevive à morte do corpo físico. Seu querido filho Otávio está mais vivo do que nunca!

         Com o coração batendo rápido e os olhos a brilharem de esperança, Luisa indagou:

         - O senhor tem certeza disso?

         - Absoluta. Certamente precisa da ajuda de vocês. Suas lágrimas não devem estar fazendo bem a ele. É provável que esteja sofrendo muito.

         - O que fazer, então, para ajudá-lo? - perguntou a mãe, preocupada.

         - Orem por ele. Procurem lembrar-se das coisas alegres, dos momentos felizes que tiveram e, quem sabe, um dia poderão se reencontrar.

         O bondoso velhinho deu-lhes algumas explicações necessárias sobre a Doutrina Espírita e, antes que se retirassem, entregou-lhes alguns livros cuja leitura poderia fornecer-lhes noções mais claras e precisas.

         Carlos e Luisa deixaram o Centro Espírita com nova esperança.

         A partir daquele dia, Luisa passou a fazer preces pelo filhinho desencarnado, pedindo sempre a Jesus que, se possível, lhe permitisse vê-lo novamente.

         Certo dia adormeceu em prantos. Fazia exatamente um ano que seu filho retornara ao mundo espiritual.

         Luisa viu-se num lindo jardim, todo florido, e onde muitas crianças brincavam despreocupadas.

         Sentou-se num banco para observá-las quando viu alguém caminhando ao seu encontro: era Otávio.

         Cheia de alegria abraçou-o, feliz. Ele estava do mesmo jeito; não mudara nada.

         Após os primeiros beijos e abraços, Otávio falou-lhe com carinho:

         - Mamãe, estou muito bem. Não chore mais porque eu também fico triste. Suas preces tem me ajudado muito.

         - Ah! Meu filho, que felicidade! Pena que estou sonhando!

         - Não, mamãe, estamos nos encontrando de verdade.

         Colhendo uma rosa do jardim, ele ofereceu-a para a mãezinha, despedindo-se:

         - Para você, mamãe, com todo o meu amor. Dê um beijo no papai.

         - Não vá, meu filho! - suplicou, aflita.

         - Preciso ir agora. Não se preocupe, mamãe. Eu voltarei para os seus braços. Ajude outras crianças necessitadas. Até breve!

         Despertando, Luisa não conteve as lágrimas de emoção. Estivera com Otávio. Pena que fora apenas um sonho.

         Qual não foi seu espanto, porém, quando, olhando para a mesinha de cabeceira, viu uma bela rosa. A mesma que seu filho lhe dera, ainda com gotas de orvalho nas pétalas, como se tivesse sido colhida a pouco.

         Tomando a flor entre os dedos, enternecida, levou-a aos lábios, enquanto o pensamento elevava-se numa prece de agradecimento ao Criador pela dádiva que lhe concedera.

         Entendera a mensagem. Agora já não poderia duvidar da imortalidade da alma e seu coração encheu-se de conforto e de paz.

         Algum tempo depois, nas tarefas a que se vinculou no auxílio a famílias carentes de uma favela da cidade, recebeu uma criança cuja mãe falecera ao dar à luz, e cujo pai não era conhecido.

         Cheia de compaixão, Luisa tomou nos braços o recém-nascido e, ao aconchegá-lo ao peito, uma onda de amor a envolveu. Naquele momento, ela resolveu levá-lo para casa e adotá-lo como filho do coração.

         Sem saber, Luísa recebia, com esse gesto generoso, seu querido filho Otávio que, graças à Misericórdia Divina, retornara aos seus braços amorosos como filho do coração.



Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 08:59

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:06
Bom Dia - Canta o Galo Gordo

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:10
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:19
Clipe "Prece de Menino" de Nill & John

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:24
Direitos da criança

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:38
Amparo à Criança

Se nos propomos a edificar o futuro com o Cristo
de Deus é necessário auxiliar a criança.
Se desejamos solucionar os problemas do mundo, de maneira definitiva, é indispensável ajudar a criança.
Se buscarmos sustentar a dignidade humana, abolindo a perturbação e imunizando o povo
contra as calamidades da delinqüência,
é preciso proteger a criança.
Se anelarmos a construção da Era Nova, na qual
as criaturas entrelaçam as mãos na verdadeira fraternidade, em bases de serviço e sublimação espiritual, é imprescindível socorrer a criança.
Entretanto convenhamos que os grandes malfeitores da Terra, os fazedores de guerras e os verdugos das nações, via de regra foram crianças primorosamente resguardadas contra quaisquer provações na infância. E ainda hoje os jovens transviados habitualmente procedem de climas domésticos em que a abastança material não lhes proporcionou ensejo e qualquer disciplina, pelo conforto excessivo. Urge, pois, não só amparar a criança, mas educar a criança e induzi-la ao esforço de construção do Mundo Melhor.
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 09:38
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 22:24
Olá queridos amigos... Sejam bem-vindos... Desejamos a todos uma:

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 22:48
Aladdin - Um Mundo Ideal

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 22:50
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 23:24
RECONHECENDO OS ERROS!!

-  Zequinha  acordou mais cedo, era domingo, iria passar o dia inteirinho na casa de seu melhor amigo, Rodrigo.
- Ele foi  logo tomar  seu banho e se arrumar, abraçou os pais Ana e Antônio, se alimentou bem e saiu.
- Não queria chegar atrasado para as muitas brincadeiras na piscina e no campo de futebol na casa dele.
Seu amigo  Rorigo era considerado por muitos outros colegas de sua escola como esnobe e orgulhoso,  só por que sua condição financeira era melhor do que os demais.
- Zequinha era o único que enxergava Rodrigo como um menino simples e educado, os dois já estudavam  juntos, há quatro anos , agora eles estavam com nove anos e se davam super bem.
- Zequinha morava  na periferia, e Rodrigo em um bairro nobre da cidade, e sempre fora muito bem tratado por todos na casa de Rodrigo.
-Seu amigo já estava a lhe esperar no portão, e o encontro entre os dois foi só risos e felicidades,  entraram para iniciar os jogos de botão.
-Rodrigo, que sempre ganhava do Zequinha, neste dia perdeu logo no início, causando-lhe aborrecimentos, pediu a Zequinha mais uma chance, pois desta vez, tinha certeza, ganharia dele, mas... Isto não aconteceu.
- Ele com raiva, jogou todo o tabuleiro do jogo  no chão.
- Zequinha, ficou surpreso, estranhando o jeito do amigo, pois o mesmo sempre se mostrara calmo e educado.
-Rodrigo irritado, disse ao amigo: Acabou a brincadeira .
-Foram para a  piscina  para nadar, mas... Rodrigo sugeriu que brincassem de quem atravessava mais rápido a piscina, ele concordou e começaram.
-Zequinha ganhou facilmente do amigo, que  mais uma vez, não aceitou a derrota, pois fazia natação há muito tempo e era um dos melhores do clube. Mais uma vez, voltaram a nadar para ver quem vencia, e Rodrigo não conseguiu ganhar.
-Ele acusou Zequinha de trapaça, que tinha se adiantado na partida, reclamou, chorou,gritou, não querendo mais brincar com ele.
Entrou na casa fazendo um drama para os pais, que aceitaram aquela atitude do amiguinho.
-Zequinha achou melhor ir para sua casa, o dia promissor tinha acabado ali.
-Chegando lá, muito triste,encontrou  sua mãe, que perguntou o acontecido, onde ele contou o que ocorreu entre ele e Rodrigo.
-Ana consolou o menino, explicando a ele que Rodrigo era acostumado a ter tudo o que queria,  talvez ninguém lhe negasse nada, ou não o contrariasse apenas para não aborrecê-lo, que procurasse desculpar o amiguinho, que sempre teve facilidades na vida, não estando acostumado a perder.
-Zequinha sentiu-se melhor depois desta conversa com a mãe, conversaria com Rodrigo no outro dia.
-Na escola, logo, encontrou o amigo, correu para recebê-lo, mas percebeu que o amigo, ainda estava chateado com ele.
- Zequinha procurou onversar com o amigo, lembrando das sábias palavras da de sua mãe, disse a Rodrigo, que ele  não poderia sempre ganhar, por que mais tarde, em alguma situação em sua vida, como  reagiria se não ganhasse? ficaria com raiva de todos, só por que perdeu?
- Zequinha complementou: Que nem tudo em nossa vida sairíamos  ganhadores, teríamos que aprender um dia, também a perder e saber competir.
-Rodrigo, olhando para o amigo, ficou pensativo com tudo que ele falou, reconhecendo que tinha errado no dia anterior com seu melhor amigo e deixou que este fato acabasse com um dia inteirinho que teriam pela frente.
-Rodrigo, envergonhado, não estando acostumado a reconhecer seus erros, pede perdão para o seu melhor amigo.
-Zequinha, respondeu:Esqueça... Ainda teremos dias melhores do que o de ontem.
-Rodrigo, abraçando o amiguinho concordou... Sim, teremos.


Dothy
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2011
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 29 de Março de 2011, 23:32
Olá queridos amigos e irmãos... Sejam bem-vindos.... Muita paz em seus corações

Este  tópico, que tem como um dos objetivo trazer a lembrança de todos nós uma fase maravilhosa de nossas vidas... Nossa Infância.
Trazemos aqui contos e músicas infantis, mensagems as crianças, aos pais, professores, educadores, avôs, tios e responsáveis.
Estão  TODOS convidados a trazerem seus contos infantis preferidos, de sua autoria ou de seus escritores preferidos, seus videos, mensageNS, poemas, pps, etc...  e junte-se a nós nesta eterna magia da lembança... Afinal... Somos uma eterna criança!!!



Desejamos que voltem sempre... Recebam o  nosso afetuoso abraços
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: katiatog em 30 de Março de 2011, 00:49

             (http://i275.photobucket.com/albums/jj311/ninamusante/Hinata/Naruto%20-%20meninas/ATgAAAAwGr46s5rFQ8rNHwQ31fyix7goMt6.jpg)


Boa noite, queridos amigos!



A MENINA DA SACOLA COLORIDA


Evangelizadora: Suzana de Andrade
 


Anita (assim era conhecida Ana Carolina entre seus familiares e amigos), ganhou de sua mãe de aniversário, uma bolsa  bem colorida,  que,  com as cores do arco-íris, chamava a atenção por  onde ela  passasse.

Desse modo, Anita logo ficou conhecida como a “menina da sacola colorida”, mas ela não se importava, pelo contrário, até gostava desse  apelido, pois onde ia levava a sua bolsa, sempre carregando  algo útil dentro.

Com a intenção de ajudar, Anita guardava na bolsa diversos objetos, de acordo com  as necessidades que percebia  entre as seus amigos nas brincadeiras ou na escola.  Foi assim que deu um dos sanduíches de reserva que levava  para Rebeca, na hora do recreio, bem  no dia em ela não tinha  nada para comer de lanche. 

Outro dia,  tirou da sacolinha a  sua caneta  predileta e  a emprestou para a Jéssica  e também, fez da sua bolsa colorida um travesseiro para  o Henrique, no dia em que ele passou mal na escola e ficou esperando seu papai chegar para buscá-lo.

Anita  sempre estava a postos com sua sacola colorida, desse modo, vendo chegar o inverno, tirou de dentro da sacola um presente,  era  um agasalho para o  Marquinhos, já que a mãe dele no momento, não tinha condições de lhe comprar um casaco.

 Ele vinha usando o do seu irmão mais velho, só que ficava muito grande e desajeitado, por isso às vezes os coleguinhas faziam brincadeiras  e o Marquinhos ficava encolhido no seu canto, na hora do recreio.

Mas não parava por aí não, Anita vendo Dona Fátima, sua professora, triste, foi conversar com ela e ficou sabendo que havia desencarnado um grande amigo seu  por aqueles dias, por isso ela estava muito triste e chorava escondido, pois sentia muito sua  falta  e não sabia o que aconteceria com ele no outro plano da vida.

Lembrando de suas aulas de evangelização, Anita levou para Dona Fátima um presente, era o Livro dos Espíritos!

Chegou mais cedo nesse dia e antes da aula começar, ela retirou o livro embrulhadinho, sabe de onde? De dentro da sua bolsa colorida e  o entregou a professora  que a agradeceu com um beijinho.

 Desse dia  em diante, Anita nunca mais viu sua professora chorar.

A menina da Bolsa Colorida não se cansava: Em casa ou na sua rua, Anita sempre andava acompanhada da  sua sacolinha, é  como dizia, sempre:

_   Nunca se sabe quando alguma necessidade vai aparecer ou  alguém vai  precisar  da “ Sacola Colorida!”

Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 30 de Março de 2011, 08:59
Queridos amigos.. Sejam bem-vindos... Desejamos a todos um:

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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 30 de Março de 2011, 09:02

Você pode perdoar




Em uma cidadezinha viviam pessoas que tinham alegria e paz em seus corações. Essas pessoas gostavam
de distribuir atitudes de amor de maneira incondicional a todos.



Em cada gesto, em cada palavra era visível a verdadeira demonstração de afetividade nos relacionamentos.
Numa expressão de carinho, cuidavam uns dos outros e zelavam para que ninguém se sentisse ofendido.



O rei Shalom era quem estimulava todas as pessoas a cultivarem e valorizarem sentimentos verdadeiros
que resultassem numa vida harmoniosa e saudável.



Todos os anos em um dia especial o rei Shalom premiava as pessoas que durante todo o tempo sabiam
cuidar de outras pessoas através destes sentimentos.



O prêmio era um sabonete perfumado e de cor branca. Era uma honra receber do rei todos os anos este
sabonete.



As pessoas se tornavam mais lindas quando usavam o sabonete. Elas não podiam comprar em lugar
nenhum. O sabonete dado pelo rei era de graça e somente Ele tinha sabonetes para dar!



Certa manhã de primavera, um menino que se chamava Ariel começou a perceber que seu melhor amigo,
Misael, era muito gentil e por agir assim era muito amado por todas as pessoas.



Esquecendo-se do seu alvo de ganhar outro sabonete, resolveu planejar algo que destruísse a bondade
de Misael. Alguma coisa ele teria que fazer para que Misael esquecesse de ser gentil e principalmente
para que o rei não agradasse das suas atitudes.



Os dias foram passando e podia-se perceber em Ariel algo diferente: ficava isolado das pessoas, seu
semblante era triste e em seus olhos refletiam raiva... Muita raiva. E o ódio em seu coração aumentava a
cada dia.



Com o tempo Ariel ficou doente. Nada podia fazer porque em tudo que fazia sentia-se sem forças, sem
alegria. E não brincava mais, não olhava o sol, não corria atrás dos marrecos, não tomava banho no
riacho, não gostava mais de tortas de morango.



O grande dia da premiação então chegara. O rei Shalom perguntava: e então que boas atitudes você
cultivou? Vejo em seus olhos que foram todas excelentes! E com um sorriso entregava-lhe o sabonete.



Naquele ano Misael além de ganhar outro sabonete branco e perfumado, ganhou do rei um presente
especial: um vidro de perfume.

O rei Shalom dava este presente somente quando as pessoas faziam sua vontade e tinha entendido o
desejo do seu coração: oferecer o amor incondicional a todas pessoas, sem distinção.



Ariel no momento da entrega dos sabonetes estava tão ocupado maquinando maldades, que perdeu a
cerimônia e ficou sem receber o sabonete.

Ao saber que Misael recebera o perfume como presente especial, aumentou mais ainda seu ódio por ele.



E sem o sabonete branco e perfumado o coração de Ariel tornou-se escuro. Ele agora tinha muito ódio e
queria se vingar... Queria fazer de tudo para que as pessoas do rei não recebessem o sabonete de graça,
principalmente Misael.



"Eu odeio Misael! Como o odeio!" Assim vivia resmungando Ariel pela cidade.

Ariel tornou-se uma pessoa muito doente, sozinha, rancorosa e triste. Ficava isolado o dia todo
maquinando maldade.

Então ele teve uma idéia que nasceu do seu ódio: quebrar o frasco de perfume de Misael.



Um dia aproximando de Misael tomou-lhe inesperadamente o perfume e saiu correndo proclamando sua
vitória. Correu até chegar numa grande árvore, e se escondendo mais que depressa tentou quebrar o
frasco do perfume, batendo-o contra a árvore.



Ariel não conseguiu. "Que raiva, este frasco é inquebrável!" Tentou abrir o frasco e ficou mais irritado ao
perceber que este não abria com suas mãos.



Mas mesmo assim estava contente pelo simples fato de ter tirado o frasco de Misael. Seu coração havia
ódio, muito ódio e uma dúvida: Será que Misael foi derrotado?



Foi então que Hadassa, uma bondosa e meiga mulher que certa vez havia também recebido o perfume
do rei Shalom ouvindo o que acontecera com Misael e sabendo do valor precioso daquele perfume foi
tentar resgatá-lo de Ariel.



Hadassa foi então a procura de Ariel. Encontrou-o como sempre escondido atrás de uma árvore.

"A quem você procura?" Perguntou assustado Ariel.

"É com você mesmo que quero falar..."

"Como me encontrou aqui?"

"Procuro-o para uma missão... uma missão de ajuda! Você pode se esconder de todas as pessoas daqui,
menos do rei Shalom. E então o que faz com o perfume de Misael?".

"Estou muito zangado, pois não consigo abri-lo!"



Hadassa aproximando-lhe dele toma-lhe o frasco de perfume de suas mãos e com delicadeza abre. "Veja
como é fácil quando fazemos com amor!"

Naquele momento exalou nos ares um perfume doce e especial!



Olhando firmemente nos olhos de Ariel, Hadassa perguntou-lhe:

"Onde está seu sabonete? Por que não está com ele?"

"Este ano eu não ganhei do rei!"

"Se você não ganhou teve motivos para isto..."

"Sim, estou com ódio, muita raiva e inveja... Desejei todo mal para Misael. Então nem se fosse ver o rei, Ele
me daria este sabonete!"



"Se você quiser te levo na presença do rei, tenho certeza que Ele quer te dar outro sabonete!"

"E por que Ele me daria outro sabonete?"

"Porque ele te ama, e não quer que ninguém fique sem sabonetes!"



"Ele me ama!" Ariel começou a chorar..." Posso ter novamente um sabonete?"

"Sim o rei pode te dar sabonetes abundantemente!... Mas antes você precisa perdoar a Misael: Você
pode perdoar!"

"Sim... preciso perdoar Misael! "



Segurando o frasco Ariel foi correndo até a casa de Misael. No caminho ele encontrou o rei Shalom que
já sabendo de tudo que acontecera, entregou-lhe em silêncio um sabonete.

"Mas eu ainda nem pedi perdão e já recebi um sabonete? Meu rei eu não mereço..."

"Este presente é de graça querido Ariel! Entrego-lhe porque te amo! Conheço todos os seus caminhos e
todas as suas ações. Mesmo assim, pelo seu gesto de arrependimento receba o meu perdão! " Disse o rei
Shalom.



Agora Ariel tinha outro motivo forte para perdoar Misael. Ele recebera o perdão do rei Shalom sem
merecer. Então completou seu percurso indo até a casa de Misael e num gesto de humildade pediu-lhe
perdão.

Este foi o melhor presente de Ariel, receber o perdão de quem ele ofendera.

Os dois se abraçaram e lágrimas rolavam de seus rostos. Novamente estavam unidos sentindo paz em
seus corações.



Ariel devolveu o perfume a Misael. Seu semblante agora era de alegria.

"Este perfume é nosso! Vamos abra para que possamos confraternizar este momento de reconciliação!"

"Não posso, comigo ele não abre!"

Misael sorriu..."Vamos tente agora..."



Ariel sem esforço algum abriu o perfume.

Diz a história que naquele instante um perfume agradável exalou em cada canto da casa e todo aquele
lugar brilhou como a luz forte do sol.

Brilhou como se a presença do rei estivesse naquele lugar... E estava
!

Eduardo Corceli
Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 30 de Março de 2011, 09:04
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Título: Re: Um Conto Infantil (Lembranças)
Enviado por: Dothy em 30 de Março de 2011, 09:15
O Porquinho Marrom




     Era uma vez um lindo porquinho chamado ventura.Era o mimoso da casa da casa. Andava pelo pátio atrás das crianças, brincando com o gato, associava-se a canja do totó e em todos os lugares era bem recebido.

     Mas, apesar de tudo isso, porquinho ventura, não an