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GERAL => Mensagens de Ânimo => Poesia => Tópico iniciado por: awa em 15 de Dezembro de 2009, 13:26

Título: Quem Criou?
Enviado por: awa em 15 de Dezembro de 2009, 13:26
Quem criou?

Quem criou o céu e o Universo sem fim
Quem imaginou e fez tudo assim
Quem acendeu a luz do Sol enfim,
Quem mandou o vento soprar forte assim?

Quem ensinou os passarinhos cantar,
Quem colocou o sal nas águas do mar,
Quem empurrou as águas do rio a rolar,
Quem mandou os rios correrem pro mar?

Quem fez as nuvens brancas soltas no ar,
Quem da nuvem negra fez chuva despencar,
Quem coloriu as flores dos jardins,
Quem pintou de verde as folhas e o fundo do mar?

Foi Deus quem criou o céu, os passarinhos!
Foi Deus quem criou o mar, os seres marinhos!
Foi Deus quem criou o Sol, a noite e o dia!
Foi Deus quem criou o anil, do céu cristalino!

Foi Deus quem criou VOCÊ!

Poesia de Antonio Wilton de Almeida


Um abraço.  awa
Título: Re: Quem Criou?
Enviado por: lucineide.c em 29 de Dezembro de 2009, 11:37
 
   Olá awa!

    Hoje recebi de uma amiga essa linda poesia,desconhecemos o autor.

Quem foi que fez o sol tão vivificador.

E sua luz esplendente cheia de fulgor

Os trilhões de estrelas que cintilam nos céus

E as nuvens vaporosas como densos véus

A mecânica celeste e os arcanjos profundos

Da eterna ciência que equilibra os mundos

Os microorganismos em desenvolvimento

E os orbes gigantescos em deferecimento

O átomo e a nebulosa, a ameba e o Serafim

E as origens das coisas que nunca terão fim

A virtude impoluta que não se modifica

E a possante energia que a tudo vivifica

Quem foi que fez o vento, a chuva, o trovão

A primavera, o outono e também o verão

O perfume das flores, o som, a luz, o ar

Os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar

Quem foi que fez o infravermelho e o ultravioleta

E fez a lagarta surgir uma bela borboleta

O esperto gafanhoto e o formoso rouxinol

Surgindo a alvorada aos clarões da luz do sol

Quem foi que fez as feras bravas e os pecos passarinhos

A asa dos insetos e a beleza de um ninho

Deu agilidade a incrível pulga saltitante

E fez o passo lerdo tardo do elefante

Quem foi que fez o colibri com nímia sutileza

Sugando o mel das flores com tal delicadeza

O tatu escavando a cova em que se abriga

E a faina inesgotável da minúscula formiga

O esperto corcel, o fogoso macaco

E a abelha trabalhando na construção do mel

Quem foi que fez a ostra, o golfinho, o tubarão, a baleia

E a engenhosa aranha tecendo a sua teia

E o instinto de conservação

Como bússola infalível de orientação

Guiando com acertos os irracionais

Sem nunca transgredir as regras naturais

As maravilhas do reino mineral

O leito onde repousa o reino vegetal

Os prodígios da animalidade

E um elo mais acima a nossa humanidade

E tantos outros reinos que nós desconhecemos

Sistema de mundos que nem nos apercebemos

Com Jeitos tutelares arquiangelicais

Imerso dos segredos siderais

Que maravilha é esta que eu não posso descrever

Com todo dramatismo que eu pudesse ter

Artista inimitável, sublime ilimitável

Me ponho de joelhos e contemplo abismado

E pergunto a mim mesma com estupefação

Quem criou isso com tanta perfeição até o perdão

Quem dar sem pedir nada e paga sem dever nada

E a tudo movimenta sem nunca se mover

Formando e transformando

Criando e dirigindo

Governando e agindo

Quem tem tamanho poder?

Pergunto a outras vozes

Quem que podeis dizer?

E vos peço queridos irmãos, amigos meus

E as vozes me respondem?

Foi Deus

Foi Deus

Foi Deus.
Título: Re: Quem Criou?
Enviado por: awa em 29 de Dezembro de 2009, 12:20
Querida Lucineide.

Obrigado pela poesia linda, nesta bela manhã de verão. Que ela possa alegrar também seus dias, como hoje alegrou o meu. E para ti vai essa bela poesia de Auta de Souza.

FALANDO AO CORAÇÃO
Poesia de Auta de Souza – 1899
Musica de Antonio Wilton de Almeida – 01/2009


 
Desperta, coração! Vamos morar

Numa casinha branca, ao pé do Mar...

Que seja linda como é linda a Lua.

Que em noites santas pelo Azul flutua:

Imaculada como a luz do Amor,

Alva de neve como um sonho em flor.

Quando a Noite vier... se no meu seio

Estremeceres cheio de receio,

- Temendo a sombra que amortalha o Dia

E cobre a Terra de melancolia –

Longe do mundo e da desesperança,

Hei de embalar-te como uma criança.

Quero que escutes o gemer profundo

Do Mar que chora a pequenez do mundo

E ouças cantar a doce barcarola.

Da noite imensa que se desenrola,

Dando perfume ao coração dos lírios,

Trazendo sonhos para os meus martírios.

E quando o Sol nascer/ quando formosa

Como uma garça branca e misteriosa,

Batendo as asas cor de neve, a Aurora.

Vier cantando pelo mundo afora,

Rufla as asas também... e forte, então,

Tu podes palpitar, meu coração!

Acorda para a Vida e canta e canta,

O Sol da Terra – iluminada e santa!

Deixa o teu sonho de saudade e dores

Dormir no seio trêmulo das flores...

E foge e foge pelo Espaço à toa,

Pomba exilada que a seus lares voa!

Esquece a louca e pálida amargura

Que há tantos anos meu viver tortura...

Canta o teu hino de ilusão querida,

Esquece tudo o que não seja a Vida

E para o Céu das alegrias mansas,

Conduz nas asas minhas esperanças...

Não vês? Minh’alma é como a pena branca

Que o vento amigo da poeira arranca

E vai com ela assim, de ramo em ramo,

Para um ninho gentil de gaturamo...

Leva-me, ó coração, como esta pena

De dor em dor até a paz serena.

Desperta, coração, vamos morar

Numa casinha branca, ao pé do Mar...

Quero que escutes, a sonhar comigo,

A queixa eterna do Oceano amigo

E ouças o canto triunfal da Aurora

Batendo as asas pelo Mar afora...


Um grande abraço.

AWA