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GERAL => Mensagens de Ânimo => Poesia => Tópico iniciado por: Sylvia Campos em 04 de Março de 2011, 15:13

Título: Poesia - Públio Lentulus à Lívia (Há 2000 anos)
Enviado por: Sylvia Campos em 04 de Março de 2011, 15:13
Poema de Públio Lentulus à Lívia (Há 2000 anos - Emmanuel)
cantado: ALMA GEMEA música espírita (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PXBvRFJEZU5fNXcwIw==)

Alma gêmea da minhalma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...
Título: Re: Poesia - Públio Lentulus à Lívia (Há 2000 anos)
Enviado por: Victor Passos em 04 de Março de 2011, 15:18
Ola muita paz e harmonia
Amiga Silvia

 Excelente poesia..

O  SALVADOR  INESPERADO

 

Maria Dolores

 

Era uma jovem artista, diferente...

Contava apenas quinze primaveras,

Mas atraía em muita gente

Interesse, atenção, bondade, simpatia.

Sabia interpretar mensagens de alegria

E enriquecer canções

Que o público

Aplaudia em palmas e ovações.

Mas, em casa, essa jovem

Tomava outra figura,

Parecia uma fera caprichosa!

Trazia exteriormente a beleza da rosa

E por dentro de si todo um arsenal de espinhos.

 

O pai, viúvo e só, notava isso

E ao ver a filha única, vaidosa,

Ele, humilde operário, agarrado ao serviço,

Começou a beber, buscando o esquecimento;

Lamentava a viuvez, a dor, o desalento...

 

E, ao estragar-se, um dia,

Ouviu a filha, em dura rebeldia,

A expulsá-lo do lar:

- vá-se embora daqui - disse a filha a gritar.

O senhor já não manda nesta casa,

Um pai bêbado é nódoa para mim;

A tolerância sempre chega ao fim...

O seu vício me arrasa,

Saia, saia daqui, seu lugar é na rua!...

O pobre pai mal pôde levantar-se,

Mas ergue-se, recua,

E vai cambaleando na calçada,

Enquanto a filha tranca a porta

E vai dormir mal-humorada.

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Seis anos transcorreram sobre a cena;

A menina fizera-se famosa.

No circo de alto luxo, ela domina...

Parecia, um trapézio, uma estrela divina

Ou borboleta humana, bailando soberana.

Era a dona dos prêmios e era vista

Por beleza sem par e modelo de artista.

 

 

Veio uma grande noite. Aplausos. Alegria.

A platéia delira e a multidão das palmas,

O número da moça é quase que magia.

Há espanto nos olhos, êxtase nas almas...

O trapézio voava, ela saltava e ria,

De corpo seminu, em leve fantasia.

 

 

Nisso ocorre um imprevisto, ante a platéia atenta,

Surge um curto-circuito e faísca violenta

Ateia fogo em cima e arrasam-se estruturas.

A jovem trapezista atrapalha-se

E agarra uma viga de amarra

Que fica nas alturas...

Ela, a estrela da equipe, a moça bela e forte,

Grita e roga socorro, ao conhecer-se

Em presença da morte.

 

 

 

O incêndio desata, o circo se esvazia,

A jovem grita, grita e ninguém a escuta;

A multidão de longe apenas segue

Os detalhes cruéis daquela imensa luta,

 

 

Mas um velho palhaço, um canastrão de arena,

Vara o fogo e se eleva, em corda frágil;

 

Eis que o povo lhe exalta a coragem serena...

Certa viga, ao cair, espanca-lhe a cabeça,

Ele, porém, não pára e, ante a fumaça espessa,

Alcança a moça aflita e, tomando-a nos braços,

Desce, devagarinho,

Procurando caminho,

Nos bancos chamejantes, em pedaços...

 

 

 

Mas, ao depor no chão a moça linda e salva,

Ela sorri feliz...

O povo aplaude, prazenteiro,

Entretanto,

Cai exausto o truão do picadeiro,

Tomba mostrando a boca, em larga flor de sangue;

Era uma chaga só aquele corpo exangue.

Arfa-lhe o peito enorme, a morte se aproxima.

Alguém chega e o reanima;

É um velho amigo que reaparecera

E que lhe arranca a máscara de cera...

O povo se aglomera... Ante a cera que cai,

A moça empalidece,

Ajoelha-se e grita, como em prece:

- meu deus, ele é meu pai!...

 

 

 

E ele nela fixando o olhar que se despede e brilha,

Num resto de calor e de ternura,

Tão-somente murmura:

- Deus te guarde e abençoe

Filha do coração, meu amor, minha filha!...

 

Do livro Momentos de Ouro. Psicografia de Frâncico Cândido Xavier.

 Victor Passos
    
Título: Re: Poesia - Públio Lentulus à Lívia (Há 2000 anos)
Enviado por: Sylvia Campos em 04 de Março de 2011, 15:27
Olá querido Victor,

"O Salvador Inesperado" é realmente emocionante!
Obrigada por compartilhar tão belo ensinamento!

Muita Paz!
Título: Re: Poesia - Públio Lentulus à Lívia (Há 2000 anos)
Enviado por: Victor Passos em 06 de Março de 2011, 11:41
Ola muita paz e harmonia

Amiga Silvia


A borboletinha!

Havia uma linda borboletinha a voar...
Ela voava sem parar!
Sempre linda e feliz, não havia tempo ruim.
Fazia chuva, fazia sol... Lá estava no céu a bela borboleta!
Como ela voava...

E ela não cansava?

Gostava de ver as paisagens, as flores, os animais.
Tudo de uma só vez...

E ela não cansava?

A borboletinha não cansava, não reclamava e vivia sorrindo.
Agradecia sempre por poder voar e por viver em um mundo
tão cheio de cor e beleza!


Muita paz